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Planejamento:

3) Animallogia x Animalfobia

Chip no cérebro e a demanda de saber cada vez mais sobre as pessoas – o grande desafio da sociedade humana é conseguir personalizar na quantidade.

Por isso, os novos Ambientes de Sobrevivência aumentam a quantidade de rastros deixados pelo cidadão/consumidor. Quanto mais se sabe sobre as pessoas, mais podemos personalizar. (sim, há o problema da privacidade e possível controle, mais isso é uma consequência a ser administrada e nunca será um impeditivo). O Digital nos permitiu, a partir de que fazemos tudo em telas, saber muito mais as ações das pessoas. O chip no cérebro, que seria uma nova revolução, nos permite saber ainda mais. Talvez até o que se pensa. O importante aqui é entender o padrão: quanto mais gente há no mundo, mais os fornecedores precisam conhecer o hábito de cada pessoa para poder personalizar.

Por que um futurista deve se preocupar com as mudanças mais desconfortantes?

O ser humano tem mais dificuldade de lidar com Fenômenos Inusitados.

Fenômenos Inusitados têm uma taxa de Exôgenia Maior do que Fenômenos Planejado que tem uma taxa de Endôgenia Maior.

Mudanças com Alta Taxa de Exôgenia, mais desconhecidas, rápidas, disruptivas causam um desconforto maior.

Podemos dizer que a grande demanda dos Clientes de Conceituadores Futuristas/Estrategistas é pela preparação para Fenômenos Inusitados do que que Planejados.

Por que as mudanças mais fáceis podem ser trabalhadas por quem enxerga o curto prazo. O papel principal do futuristas e perceber Mudanças de Alto Impacto e preparar explicações e estratégias para que as pessoas possam lidar com elas com menos sofrimento.

Por que o conceito “redes sociais” é inadequado e tóxico?

Temos aqui um uso inadequado do conceito, pois rede social são todas já existentes e não as criadas agora redes sociais no ambiente digital. O conceito é tóxico, pois passa a impressão de que a sociedade antes do digital não trabalhava em rede.

O que fizemos foi a digitalização das redes sociais, através de novas tecnologias.

Por que é preciso gerar desconfortos conceituais?

O papel de um Conceituador de Excelência é não só criar conceitos, mas analisar os conceitos alheios, principalmente os com grande difusão na sociedade, e analisar possíveis erros e acertos, causando um desconforto.

Pessoas só “param para pensar” quando algo diferente ocorre nas suas vidas, que pode ser algo concreto, tipo uma doença, ou um questionamento de algo que a pessoa costuma falar o tempo todo, como se fosse algo “certo” e se questiona.

Se provoca aí um curto circuito para se poder questionar a própria narrativa da pessoa.

Transformação Digital por que é um conceito tóxico?

Digital é abstrato demais para definir um tipo de transformação. Quando se fala em transformação está se falando de uma mudança de a para b e b é preciso estar bem detalhado. É um tipo de erro que precisa mais reflexão para entrar na tabela dos bimodais.

As duas formas de se produzir conhecimento: indutiva e dedutiva.

Durante muito tempo trabalhei com a ideia de um edifício do pensamento e a metáfora colocava a filosofia na cobertura, mas ouvindo o conceito ciência básica, acredito que a melhor metáfora não é de edifício, mas de bunker, no qual existe uma parte que está na superfície, que é o operacional e uma parte estrutural, de raiz, que está no subsolo.

Quanto mais a coisa fica complicada em cima, mais fundo temos que cavar para mudar as bases estruturais. É o que o artigo vai trabalhar.

brincadeira conceitual do corredor: conceitos de sala e de cozinha

Aqui vem de um papo com a Fernanda Pompeu da relação entre sintonia com a realidade e empatia com o cliente dos conceitos. E que é preciso não separar, o que me chama mais a atenção é que quando temos um momento de histeria, as pessoas começam a procurar cada vez mais empatia, não mais se preocupando com a sintonia. É o que o artigo vai trabalhar.

Por que os conceitos são as primeiras vítimas numa crise de histeria coletiva?

aqui ressalta a importância do desenvolvimento de Metodologias de Narração ainda mais quando o mercado está histérico, pode ser um artigo separado ou ser apresentado dentro de outros.

Por que o conceito “Pensador” é tóxico?

Pensar no senso comum é atrelado a ideia de que alguém fica parado olhando para o céu ou para o teto, sem nenhum tipo de ação.

Pensar, do ponto de vista mais conceitual, é o conjunto de atividades que envolvem a reflexão sobre sentimentos e percepções para transformá-los em conceitos e, por fim, numa narração.

Assim, um pensador é, na sua atividade, um conceituador e um narrador.

Einstein, portanto, não foi um grande pensador, mas um grande conceituador e narrador sobre determinados fenômenos.

No imaginário das pessoas o que passa é que o pensamento é uma atividade passiva sem ações, o que, quando analisamos no detalhe, isso não ocorre.

Pensar é uma atividade que necessariamente envolver conceituar e narra.

O ato de pensar puro, sem atividades, pode estar ligado a outras atividades sociais, mas não na atividade científica.

A diferença entre narrativa e ladainha

Narrativa é a tentativa de explicação mais lógica sobre determinado fenômeno. Ladainha é o conjunto de sensações e percepções sobre o mesmo fenômeno, mas que ainda não passou por um devido processo de reflexão, utilizando uma Metodologia de Narração mais Eficaz.

A diferença entre narrativa e conceito

Narrativa é o coletivo de conceitos. Uma Narrativa apresenta um conjunto de conceitos articulados com determinada intenção.

Teoricamente, quando tratamos de Narrativas Mais Científicas parte-se do princípio que queremos nos aproximar, o máximo possível, da realidade.

Porém, Narrativas Mais Científicas são intoxicadas por cosmovisões e pelos interesses individuais dos Conceituadores.

Assim, haverá sempre algum tipo de Intoxicação nas Narrativas.

Há uma tendência de que Conceitos Mais Tóxicos, que se distanciam da realidade, tendem a ter uma intoxicação maior dos Conceituadores.

A invisível indústria conceitual

Narrativas e Conceitos são produzidos por Conceituadores, que operam dentro do que podemos chamar de Indústria Conceitual, que vende explicações para respectivos clientes.

 

 

“É impossível estabelecer um diálogo racional com alguém a respeito de crenças e conceitos que não foram adquiridos por meio da razão.”Carlos Ruiz Zafón.

Diálogo é um espaço onde há Interação Conceitual entre dois ou mais indivíduos.

O Diálogo Conceitual é diferente de um bate papo. No bate papo, não há uma demanda por Interações Conceituais, não se pretende conversar sobre Narrativas e Conceitos, mas apenas “jogar conversa fora”.

Assim, Diálogos Conceituais visam o aperfeiçoamentos dos participantes de suas respectivas Narrativas (aonde estão inseridos e organizados os conceitos).

Podemos dizer que há Diálogos Conceituais Mais ou Menos Produtivos, em diferentes aspectos.

O objetivo de um Diálogo Conceitual, entretanto, visa sempre aumentar a Taxa de Produtividade e reduzir a da Improdutividade para que todos possam melhorar as respectivas narrativas.

Para que tenhamos um Diálogo Mais Produtivo, entretanto,  é necessário que se desenvolva uma Metodologia do Diálogo Conceitual.

Muitas vezes, em palestras, salas de aula, ou mesmo em conversas, que acabam se desdobrando em Diálogos Conceituais, não há uma preocupação com determinas regras para que se possa aumentar a Taxa de Eficácia do Diálogo.

O primeiro passo para que um Diálogo Mais Produtivo seja alcançado é analisar se as condições prévias são adequadas para que ele se inicie e prospere.

(Há ainda uma diferença entre debate e diálogo. O primeiro, é uma disputa de posições fechadas para convencer uma audiência. O segundo, pressupõe que já uma abertura para que as querem aprimorar as respectivas narrativas.)

Assim, uma metodologia que visa promover Diálogos Mais Eficazes precisa estabelecer um Patamar de Respeito entre os Dialogadores, no qual os envolvidos consideram que podem melhorar algo nas respectivas narrativas.

Que os envolvidos em determinado Ambiente de Diálogo pressupõe ter algo a ensinar e a aprender. Sem isso, não estamos lidando com diálogo e sim com debate, que demanda outra metodologia.

Portanto, para se aumentar a Taxa de Eficácia de um Diálogo é necessário que se tenha uma Metodologia Mais Adequada. O objetivo aqui é iniciar o desenvolvimento da Metodologia Bimodal para Diálogos mais Eficazes.

Passada a etapa da Análise das condições Prévias para um Diálogo Conceitual, no qual um ou mais pessoas querem aprender algo do Ambiente de Diálogo, que foi criado, ele se inicia com uma Narração Inicial.

A Narração Inicial apresenta determinada narrativa sobre determinado tema.

Feita a exposição da Narrativa Inicial, o segundo passo é um Alinhamento de Compreensão entre o Narração Inicial e a audiência.

É preciso, na etapa do Alinhamento de Compreensão, que os ouvintes procurem perguntar para que se possa dirimir as dúvidas entre sobre a Narrativa Inicial.

Muitas vezes, há um espaço entre o que foi dito na Narrativa Inicial e o que o Narrador Inicial realmente pensa. Há, muitas vezes, um problema de forma daquilo que foi dito.

O Narrador Inicial pode não ter se expressado bem ou não ter sido compreendido. Neste momento, vai se procurar alinhar, o máximo possível, a compreensão dos Dialogadores para minimizar os Erros de Interpretação da Narrativa e mesmo a dificuldade do Narrador Inicial em transformar a sua forma de pensar em narração.

Algo como “deixa eu ver se entendi seu VERDADEIRO ponto de vista. Aquilo que você REALMENTE pensa sobre esta questão”.

Há nesta etapa do Alinhamento de Compreensão a necessidade de Afinar a Compreensão.

Por outro lado, é preciso também que o Narrado Inicial se certifique que os Dialogadores, que levantaram questões possam detalhar o que, de fato, compreenderam.

No Afinamento da Compreensão se procura esgotar os Ruídos de Compreensão Conceitual.

Esgotado o Alinhamento de Compreensão, passamos para a terceira etapa, que é o Alinhamento de Discordâncias.

Superado possíveis Ruídos de Compreensão Conceitual, podemos analisar agora as possíveis discordâncias, através do que podemos chamar de Contra-Narrativa, no qual se questionará com argumentos o que foi apresentado.

Por fim, temos a última etapa que pode ser feita no próprio Ambiente do Diálogo, com cada um apresentando a Síntese do aprendizado.

Por fim, há o trabalho individual de cada pessoa, ao registrar a Síntese do aprendizado na sua própria Narrativa (diário de bordo), a partir do que foi aprendido no diálogo.

Diálogos de Excelência pedem uma Metodologia de Diálogos Conceituais Eficaz. É da qualidade desta e da sua execução, que poderemos colher bons frutos.

Segue a tabela

Colaboraram os seguinte Bimodais:
Átila Pessoa, Rodrigo Palhano, Flexa Ribeiro.

“Pensar não é uma função automática.”Ayn Rand.

Vivemos hoje uma Histeria Coletiva diante do Digital.

A Histeria Coletiva Pós-Digital se caracteriza pela incapacidade de entender e de se adaptar à Revolução Midiática Civilizacional Digital (RMCD) –  Fenômeno Inusitado Disruptivo e Desconhecido.

A Histeria Coletiva Pós-Digital atinge não só os Clientes dos Conceituadores, mas toda a Indústria Conceituadora.

Como nos ensinou Nicholas Taleb, o Sapiens tem uma tendência a viver em uma Alta Taxa Normalidade Tóxica e mais preparada para enfrentar Fenômenos Mais Endôgenos (planejados e programados, de dentro para fora) do que Fenômenos Exôgenos (menos planejados e programas, de forma para dentro) 

Temos neste ambiente de Histeria Coletiva uma Indústria Conceitual sendo fortemente demandada por explicações do que está ocorrendo e o que é preciso ser feito.

Porém, a demanda atual, devido à Histeria Coletiva, é de se comprar explicações que atenuem a Disruptividade do processo, criando explicações mais emocionais do que próximas as fatos.

Os Consumidores de Conceitos querem pagar por Narrativas Explicativas, que reforcem a ideia de que as mudanças são muito mais incrementais do que realmente são.

Criou-se no mercado algo do tipo: eu crio uma Narrativa Explicativa que você quer consumir, por encomenda, independente se ela está próxima do que PROVAVELMENTE está, de fato, ocorrendo (lá fora).

Diante deste quadro de Histeria Coletiva Pós-Digital, é natural que vá se criando Conceitos de Fácil Aceitação, porém de difícil adequação à realidade.

É a velha máxima da economia: aonde há demanda, vai aparecer algum tipo de oferta, mais dia, menos dia. Isso vale para tudo e também para o Mercado de Conceitos. 

O Mercado de Conceitos hoje está muito mais disposto a comprar qualquer explicação para acalmar a sua ansiedade do que utilizar Metodologias Mais Eficazes para procurar se aproximar mais dos fatos.

A Indústria Conceitual voltada para tentar explicações e ações diante do Digital tem vendido muito Conceitos por Encomenda com resultados pífios.

Já criticamos aqui, por exemplo, Conceitos Mais Tóxicos, do tipo:  “Sociedade da Informação“, do “Conhecimento“, “Economia Compartilhada” e muitas vezes também o “Transformação Digital” Conceito Tóxico Master da Histeria Coletiva Pós-Digital.

Transformação Digital, podemos dizer que, é um ótimo slogan e um péssimo conceito.

Slogan – expressão concisa, fácil de lembrar, utilizada em campanhas políticas, de publicidade, de propaganda, para lançar um produto, marca etc.

Transformação Digital, visto como slogan, transmite a ideia de que algo precisa ser feito diante do Digital. Que organizações precisam criar projetos, áreas específicas para que ações sejam feitas diante das mudanças provocadas pela Revolução Midiática Civilizacional Digital (RMCD).

O problema é que o slogan “Transformação Digital” está sendo utilizado no mercado como um Conceito Científico. Na maior parte das vezes, como um consenso do que há uma visão homogênea do que precisa ser feito diante da Revolução Midiática Civilizacional Digital (RMCD).

Do ponto de vista, conceitual, entretanto, Transformação Digital é um conceito problemático.

Vejamos.

Transformar é ato ou efeito de transformar (-se).

Assim, apesar de Transformação ser um substantivo. É um substantivo que indica uma ação. É um Substantivo Verbal.

Transformação, enquanto Substantivo Verbal, se assemelha à perfuração, demolição, construção. São Substantivos Verbais, que pedem um complemento: o que vai ser demolido, perfurado ou construído?

No caso de Transformação, o que será transformado?

No caso do Substantivo Verbal, “Transformação” temos ainda um outro problema, pois perfuração é o ato de furar algo, algo mais direto.

Transformação é o ato de mudar algo (a forma original precisa ser definida) para outra coisa, algum lugar (nova formação que precisa ser explicitada).

Assim, Transformação é um Substantivo Verbal Transitivo mais complexo, pois pede que se defina qual é a “formação” atual e o que será “trans” “formado”. Qual é a nova formação?

Transformação é um Substantivo Verbal Transitivo (de passagem de “a” para “b”).

Perfuração é um Substantivo Verbal Direto, pois vai se furar algo bem definido.

Quando o complemento do Substantivo Verbal Transitivo “Transformação” é o Digital passamos a ter um problema.

Digital não é um conceito claro e definido pelo senso comum. Tudo pode ser considerado Digital ou Transformação Digital: desde criar um aplicativo a comprar uma nova impressora.

Digital é um adjetivo abstrato, bem diferente de Transformação SEXUAL (de homem para mulher e vice-versa) ou Transformação da BORBOLETA (da Lagarta para a Borboleta).

Assim, quando utilizamos “Transformação” temos aqui um Substantivo Verbal Transitivo que pede um complemento menos abstrato do que Digital.

Transformação Digital“, assim, não pode ser considerado um Conceito com Alta Taxa de Precisão, pois cada pessoa vai definir o “Digital” à sua maneira e cada um terá uma visão distinta do que é o processo de Transformação Digital.

Volto a dizer “Transformação Digital” é um slogan de marketing, que está sendo tratado como um conceito sério. Isso é extremamente tóxico!

Os Bimodais, por exemplo, se utilizam da Transformação para a Curadoria (novo Modelo Administrativo, no qual o consumidor assume uma taxa muito maior de controle da qualidade de pessoas,  conteúdos, produtos e serviços).

Transformação para a Curadoria aponta para onde vai a transformação.

E, a partir daí, pode-se definir claramente de que tipo de Transformação estamos sugerindo, sem margem de dúvida, pois foi feito um diagnóstico mais preciso para onde estamos indo.

Curadoria é um diagnóstico particular dentro do slogan “Transformação Digital”, que aponta um caminho dentro da abstração do conceito “Digital”.

Na tabela de Tipos de Erros Conceituais já registrados pelos Bimodais podemos, assim, definir o conceito “Transformação Digital” como “Substantivo Verbal Transitivo com complemento muito abstrato”. 

Vejam a tabela:

É isso, que dizes?

Colaboraram os Bimodais:
Rodrigo Palhano, Fernanda Pompeu.

 

 

“A concepção de uma visão estratégica é, acima de tudo, um processo intelectual localizado no mundo do pensamento e não no mundo da ação.”Luc de Brabandere.

Estratégia é o ato de planejar e executar ações para conquistar objetivos definidos no curto, médio ou longo prazo.

Para que possamos criar estratégias, é preciso ter uma Metodologia Estratégica Eficaz, que é  formada por Diagnóstico de Cenário (de que tipo de mudanças de cenários estamos ou poderemos estar lidando) e sugestão de Tratamento diante de Determinado Cenário (que tipo de ação é necessária adotar, diante da mudança prevista, para que se possa manter a competitividade).

Ao realizarmos, assim, o Diagnóstico do Cenário, podemos ter diante de nós Mudanças Incrementais, Radicais e Disruptivas. E, por causa disso, não podemos pensar em um único Tratamento diante do Determinado Cenário.

Uma Metodologia Estratégica Mais Eficaz precisa diagnosticar que tipo de mudança pode vir ocorrer ou já está ocorrendo para que possa definir que tipo de Tratamento diante de Determinado Cenário deve utilizar.

De maneira geral, as pessoas em geral e os estrategistas, em particular, tendem a trabalhar com a normalidade, com a continuidade, com o conhecido, imaginando sempre que o que vem pela frente são Mudanças de Cenários Incrementais.

Nicholas Taleb – conhecido pelo seu famoso livro “Cisne Negro” – critica bastante o despreparo humano para admitir e enfrentar o desafio das adversidades, dos Fenômenos Inusitados.

A normalidade, segundo Taleb, é tóxica, pois as pessoas criam a fantasia de que o cenário de hoje será contínuo e para sempre sem que tenhamos “Cisnes Negros” (Fenômenos Inusitados).

Podemos chamar esse tipo de visão de eterna continuidade de Normalidade Tóxica, uma sensação de que a estabilidade de hoje será repetida eternamente amanhã, sem a presença de “Cisnes Negros” (mudanças de diversos tipos).

Um Estrategista de Excelência tem que adotar uma Metodologia Estratégica, que consiga superar a Normalidade Tóxica, preparando-se para enfrentar Fenômenos Inusitados, que provocam anormalidades e instabilidades.

NÃO há, assim, Diagnósticos e Tratamentos Estratégicos únicos, mas aqueles que se adaptam a um cenário específico, seja ele Incremental, Radical ou Disruptivo.

Thomas Kuhn (1922 – 1996), ao estudar as alterações científicas, pode nos ajudar no aperfeiçoamento das Metodologias Estratégicas, ao sugerir que diante de determinados Fenômenos Inusitados é preciso alterar – no caso do estudo de Kuhn – o tipo de ciência que se pratica (Normal ou Extraordinária).

Para Thomas Kuhn, não são os Fenômenos que são Inusitados, mas as nossas teorias (paradigmas e valores), que não conseguem prevê-los, compreendê-los e agir, de forma mais eficaz, diante deles.

Por isso, Kuhn sugeriu dois Tratamentos diante de Determinado Cenário: o Normal, quando tudo está compreendido e na estabilidade, na normalidade. E o Extraordinário, quando se percebe instabilidade e anormalidade.

Kuhn, na verdade, nos ensina o seguinte: o uso do tipo de “chave de fenda” a ser utilizada, sempre vai depender de que tipo de “parafuso” estamos apertando.

Se temos uma Mudança de Cenário Incremental, então, será preciso um Tratamento Incremental e vice-versa.

O problema é que os Estrategistas de Plantão acabam se viciando no uso de Diagnósticos e Tratamentos Estratégicos Incrementais (Normais) e acreditam que são os únicos possíveis. Temos, assim, pouca prática de agir nas Mudanças Radicais (Extraordinárias) ou Disruptivas (Super Extraordinárias).

Vejamos primeiro as Mudanças de Cenário possíveis:

Assim, um Estrategista de Excelência NÃO pode ter uma Metodologia Estratégica, que só atua nas Mudanças Normais, ficando tonto e perdido quando estamos diante de Mudanças Radicais ou Disruptivas.

Mudanças Extraordinárias e Super Extraordinárias exigem uma revisão mais profunda dos paradigmas e valores para que se possa compreender os Fenômenos Inusitados, antes de agir.

A regra é a seguinte: conforme a mudança que vem, é preciso utilizar um tipo de Metodologia Estratégica (Normal, Extraordinária ou Super Extraordinária).

Vejamos a tabela que os Bimodais produziram sobre estes três tipos de Metodologias Estratégicas:

Uma pandemia, por exemplo, exige uma Estratégia Extraordinária. E a Revolução Midiática Civilizacional Digital (RMCD) demanda uma Estratégia Super Extraordinária.

É isso, que dizes?

Colaboraram os seguintes Bimodais:

Átila Pessoa e Rodrigo Palhano.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NO MÊS DE MAIO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

 

 

Áudio.

“O ser humano não pode sobreviver apenas com percepções. É preciso conceituar.”Ayn Rand.

Conceitos são ferramentas para a compreensão da realidade. A organização dos conceitos forma narrativas, que nos ajudam a nos aproximar mais dos fatos e, como consequência, tomar decisões melhores.

Assim, podemos dizer que quem conceitua e narra melhor, tende a tomar decisões melhores e vice-versa.

Se conceituar e narrar são atividades tão importantes, por que refletimos tão pouco sobre a arte/ciência de conceituar e de narrar?

A Bimodais tem feito um esforço para melhorar as sua própria Metodologia de Conceituação e Narração, através da leitura e análise de diversos autores, que se dedicaram a estudar este problema, em particular Thomas Kuhn (1922 – 96) e Ayn Rand (1905 – 82).

Toda a pessoa que quer pensar melhor, precisa se dedicar ao estudo, aprendizado e o aperfeiçoamento das Metodologias de Conceituação e Narração, Ferramenta Conceitual fundamental para melhorar a Taxa da Qualidade das Reflexões e Decisões.

Uma Metodologia de Conceituação e Narração Mais Eficaz tem como eixo central a criação de conceitos, que precisam ser precisos para evitar dois problemas fundamentais: a falta de sintonia com a realidade e a falta de empatia com quem vai utilizar o conceito posteriormente.

Assim, os conceitos fazem uma espécie de equilíbrio entre dois pólos:

  • de um lado devem ser compreendidos, da forma mais fácil possível;
  • e, ao mesmo tempo, têm que manter uma aproximação com os fatos.

Muitas vezes, à procura de serem compreendidos, criar Empatia Conceitual, faz com que os Conceituadores façam conceitos que se afastam da Sintonia Conceitual com a realidade.

É um jogo de aproximação (sintonia/empatia), que aqui na Bimodais chamamos de “brincadeira conceitual de corredor”, tentando fazer uma conexão entre os Conceitos de Sala (que geram empatia) dos Conceitos de Cozinha (que procuram manter a sintonia com a realidade).

Mas o que seria exatamente aumentar a Taxa da Precisão dos Conceitos?

Conceitos são formados por duas ou mais palavras ou, de forma mais rara, pela criação de neologismos individuais (novas palavras).

Toda palavra tem suas Raízes Históricas (estudadas pelas etimologia, que analisa a origem e da evolução das palavras). Cada palavra, tem determinadas decodificações pelo senso comum.

Ao se procurar conceituar, é preciso sempre recorrer às Raízes Históricas das Palavras e preocupação de estar afinado com o sentido original da mesma, bem como, de como o senso comum lida com ela.

Detalhamos aqui, por exemplo, a imprecisão do conceito “Ciência Pura”,  formado por duas palavras: Ciência (substantivo) e Pura (adjetivo).

Consideramos alta neste caso a Taxa de Imprecisão Conceitual, pois há uma boa chance da leitura original da palavra “Pura” dar a impressão que o seu contraponto, “Aplicada” passar a ser compreendida como algo melhor, menos sujo, ou poluído.

O conceito “Ciência Pura”, que quer definir um tipo de Ciência Mais Estrutural de outra mais Operacional acaba reforçando a ideia de um tipo de prática científica da “Torre de Marfim“, no qual cientistas estão fora do planeta.

O adjetivo “Pura” gera no imaginário das pessoas algo que não deveria, o que caracteriza, como dissemos no artigo, um problema de Adjetivação Inadequada, aumentando a chance de interpretações objetivas e subjetivas equivocadas.

O aumento da Taxa de Precisão dos Conceitos ajuda, assim, tanto no pólo da Sintonia com a Realidade, como no da Empatia com os respectivos Consumidores dos Conceitos.

No caso da Dicotomia Conceitual “Ciência Pura” e “Ciência Aplicada” existe sim uma polarização, mas que precisa somente de uma melhor adjetivação.

Não é falsa a dicotomia, mas apenas a adjetivação escolhida precisa ser melhor detalhada.

Temos, entretanto, em outra situações uma Falsa Dicotomia, quando se estabelece uma polarização entre dois conceitos que NÃO são opostos entre si.

“Rede” e “Hierarquia” que muitas vezes são colocados em pólos opostos – é um exemplo típico de Falsa Dicotomia.

Hierarquia, na primeira pesquisa que o Google apresenta (que é a mais utilizada), é a seguinte: organização fundada sobre uma ordem de prioridade entre os elementos de um conjunto ou sobre relações de subordinação entre os membros de um grupo, com graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades.

(Ao conceituar, é sempre bom ir nas Raízes Históricas das Palavras para saber se o conceito está adequado ou não.)

Note que “hierarquia”, pela sua definição, não é um adjetivo, mas um substantivo, que denota determinada ordem. Hierarquia pode ser substituída por Ordem, Organização ou Regras de Funcionamento.

Não podemos dizer que há redes sem regras de funcionamento. Toda rede tem algum tipo de regra, de hierarquia, que precisa ser adjetivada para saber de que tipo de rede estamos falando.

O que há de equívoco aqui é confundir hierarquia com verticalização, que pode ser uma definição aceita pelo senso comum, mas que foge às Raízes Históricas da Palavrahierarquia“.

O que ocorre é que parte das pessoas pode utilizar hierarquia pelo que está no dicionário e outra parte pode usar a mesma palavra pelo uso do senso comum, ampliando a Taxa de Confusão Conceitual.

“Hierarquia” – um tipo de ordenação – pode ser mais ou menos verticalizada, mais ou menos horizontalizada, conforme o tipo de rede que estamos analisando.

“Hierarquia”, substantivo, pede uma adjetivo.

Vejamos:

“Hierarquia” (substantivo) mais vertical (adjetivo) caracteriza um tipo de rede, utilizada pelo Sapiens para sobreviver.

“Redes”, pelo seu lado, é um sinônimo de ambientes de sobrevivência, no qual pessoas interagem.

Podemos ter vários tipos de redes humanas e não humanas.

Quando vamos nos referir a redes humanas é comum se utilizar o termo “Redes Sociais”, que não é sinônimo de “Redes Sociais”, com maior interação no Ambiente Digital.

Devemos chamar Redes, ao nos referirmos à sociedade, de Redes Sociais, Redes Humanas, Redes do Sapiens para nos diferenciar das outras Redes de outros animais.

Assim, podemos dizer que as redes são e sempre foram formadas por Ferramentas Conceituais e Operacionais, que formam no seu conjunto o grande Ambiente de Sobrevivência do Sapiens.

Há diversos tipos de redes sociais, que se utilizam de diferentes Ferramentas Conceituais e Operacionais e estas escolhas definem o tipo de hierarquia (ordem) que será estabelecida.

Assim, estamos falando das hierarquias (formas de organização) praticadas nas diferentes Redes Sociais (não confunda com Redes no Digital) ao longo da história.

Toda Rede Social tem uma determinada ordem hierárquica para poder funcionar. Portanto, Rede Social é um substantivo e hierarquia é outro, que não são polarizados.

É, portanto, uma Falsa Dicotomia a contraposição de Redes versus Hierarquia.

A contraposição de “Redes” versus “Hierarquia” é uma Dicotomia Tóxica, pois gera muito mais confusão do que explicação e deve ser evitada.

É isso, que dizes?

Colaboraram os Bimodais:

Rodrigo Palhano, Fernanda Pompeu.

Quer entender o novo cenário digital? Você precisa conhecer e entrar na Bimodais – a melhor escola de Futurismo do país. Bora? 

https://sun.eduzz.com/377798

GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NO MÊS DE MAIO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

“Não existe teoria final, apenas melhores.”Marcelo Gleiser.

Pensar – submeter (algo) ao processo de raciocínio lógico; exercer a capacidade de julgamento, dedução ou concepção.

Há uma certa confusão sobre como pensar, refletir, adquirir uma melhor Taxa de Raciocínio e Lógica diante da realidade.

O senso comum avalia que o ato de pensar é apenas dedicar mais tempo pensando sobre determinado tema, mas sem adquirir uma Metodologia de Reflexão.

Não, não é do tempo que se passa em cima de um determinado tema/assunto/desconforto/fenômeno que se conseguirá uma melhor Taxa de Raciocínio e Lógica, mas o que faz a diferença é a o uso de uma Metodologia de Reflexão mais Eficaz.

Numa Metodologia de Reflexão mais Eficaz vamos constatar que nosso pensamento é feito NÃO sobre a realidade em si, diretamente, mas sobre as sensações e percepções que temos da realidade, através de nossos Filtros Sensitivos.

Não, ninguém observa a realidade diretamente, mas através de Filtros Sensitivos, um tipo de óculos personalizado de cada um, que traz uma interpretação, um olhar específico e particular da realidade.

Assim, a primeira etapa para se ter uma Taxa de Raciocínio e Lógica mais Eficaz sobre a realidade é superar a falsa impressão de que podemos enxergar a realidade diretamente. Anote: sempre estaremos, de alguma forma, enxergando a realidade pelos nosso Filtros Sensitivos.

E os Filtros Sensitivos sofrem forte influência da família, da escola, da sociedade. Assim, há muita intoxicação sobre a forma que enxergamos a realidade.

Pensar, na maior parte das vezes, não é aprender, mas reaprender.

Pensar, na maior parte das vezes, não é refletir sobre a realidade, mas principalmente sobre o Processo de Intoxicação de Conceitos Ineficazes.

Sob esse ponto de vista, nunca houve e nem haverá o que se chama de razão.

Razão é um verbo disfarçado de substantivo!

Quando pensamos, de fato, o que estamos trabalhando sempre é sobre nossas emoções, que filtram a realidade, fortemente influenciadas pela bagagem cultural que tivemos.

Pensar é um ato principalmente de desintoxicação.

Raciocinar – razão colocada no seu devido lugar como verbo – é uma tentativa de nos aproximar o máximo possível  da realidade.

Pensar é uma Atividade Conceitual de Sobrevivência para que possamos viver melhor.

O ato de pensar, portanto, não é sobre a realidade diretamente, mas sobre os Filtros Sensitivos – sempre intoxicados –  que todos nós temos ao observar a realidade.

Você tem que conhecer e aprender a lidar com seus próprios Filtros Sensitivos, aprender a se desintoxicar,  para que possa lidar melhor com eles para que possa tomar decisões melhores.

A segunda desintoxicação para que possamos aumentar a Taxa de Raciocínio e Lógica é entender que o ato de pensar é um sequencial processo de Desemocinalização, de transformar sensações e percepções em conceitos e dos conceitos criar narrações, que nos aproximem da realidade (porém, nunca de forma absoluta, sempre relativa).

Assim, pensar é, primeiro, sentir e perceber, depois conceituar e, por fim, narrar.

(Metodologia de Reflexão – Sensação -> Percepção -> Conceituação -> Narração.)

É, portanto, da qualidade do longo e permanente ato de Conceituação e de Narração, que teremos uma melhor Taxa de Raciocínio e Lógica diante da realidade e, em função disso, podermos aumentar a Taxa de Qualidade das Decisões e vice-versa.

Conceitos, assim, são os “tijolos” do “muro” da narração. E a narração é o “muro” sobre o qual precisamos “subir” para decidir melhor.

Os conceitos, assim, para serem Mais Saudáveis e Menos Tóxicos precisam seguir determinadas regras, que podemos chamar de Metodologia da Narração que é objetivo final da Metodologia de Reflexão.

Conceitos precisam ter Alta Taxa de Precisão para que possamos aumentar a Taxa de Desintoxicação Conceitual.

Conceitos servem para aumentar a Taxa de Compreensão Mais Lógica sobre Realidade (Mais Saudáveis) e reduzir a Taxa de Confusão Mais Emocional sobre a Realidade (Tóxicos) sobre a realidade.

Portanto, quanto mais precisos – com menos margem de interpretação – mais podemos reduzir a margem interpretativa e mais podemos testar se aqueles conceitos criam Narrativas com Taxa de Eficácia Maior, se refletindo na melhoria das Taxas de Decisões.

No final das contas, Conceitos Menos Tóxicos e Mais Saudáveis serão aqueles que permitirão a cada pessoa viver melhor e vice-versa.

Conceitos e narrações não são um objetivo final, mas apenas um meio – Ferramentas Conceituais –  para que se possa sobreviver melhor. E a métrica se os conceitos são eficazes não está em uma lógica interna, mas nos resultados operacionais que se tem, a partir deles.

Aqui na Bimodais, por exemplo, consideramos que “Ciência Pura” é um Conceito Mais Tóxico do que Saudável. Por quê?

Ciência Pura deseja expressar um contraponto entre uma Ciência Mais Abstrata de outro tipo de Ciência Operacional (mais aplicada).

Há no ato de conceituar, entre outros, o Problema Conceitual de Adjetivação Inadequada. Se criam e se disseminam Conceitos Mais Tóxicos, pela inadequada dos adjetivos e dos substantivos.

O adjetivo escolhido neste caso para definir a ciência é o “Pura“, que nos remete ao seu antônimo imediato que é “Impura”.

A tentativa de criar uma dicotomia – que de fato existe – passa a ser Tóxica, pois o oposto de “Aplicada” não é a pureza, mas abstração, filosófica, teórica, com uma Taxa de Abstração Conceitual maior.

Quando se utiliza o conceito “Ciência Pura”, uma escolha infeliz do adjetivo “Pura” no substantivo “Ciência”, se  aumenta a chance, principalmente dos mais novos no campo, de imaginar, mesmo que de forma subjetiva, a ideia de que há pesquisas mais limpas, mais bacanas (as abstratas) das mais impuras ou sujas (aplicadas).

O que acaba por reforçar uma visão e uma prática de que existem pesquisadores que podem estudar o que quiserem sem prestar conta do que fazem para a sociedade, pois são puros, intocáveis.

(Mais sobre a Macrocrise da Ciência 1.0 por aqui.)

O conceito “Ciência Pura”, a nosso ver, traz mais confusão do que explicação, com diversas consequências nefastas para a prática científica.

O conceito “Ciência Pura”, largamente utilizado e aceito pelo senso comum do Ambiente Científico, a nosso ver, causa mais confusão do que explicação, devendo-se procurar alternativas, tais como pesquisas mais abstratas e mais operacionais, mais filosóficas do que operacionais, etc.

Ciência Pura é o exemplo bem escolhido de um Problema Conceitual de Adjetivação Inadequada.

Vejamos agora o Problema do Absolutismo Conceitual.

Outro ponto importante para se aumentar a Taxa de Qualidade da Metodologia da Narração é sair de algo bem comum e praticado com bastante intensidade é o vamos denominar de Absolutismo Conceitual, que é uma visão entre dois pólos inexistentes – sem as devidas graduações.

Quando se diz por aí, por exemplo, que a Revolução Midiática Civilizacional Digital cria a “Economia Compartilhada” temos aí um Absolutismo Conceitual, que gera Conceitos Mais Tóxicos.

Toda a Economia, seja onde for, em que tempo estivermos, precisa de algum tipo de compartilhamento, o que varia são as Taxas de Compartilhamento que determinado Ambiente Econômico permite, a partir das Ferramentas Operacionais e Conceituais disponíveis.

O que temos depois da Revolução Midiática Civilizacional Digital é um exponencial aumento da Taxa de Compartilhamento e não uma “Economia Compartilhada“. Isso é o exemplo típico do Absolutismo Conceitual, um erro dentro de uma Metodologia de Narração Mais Eficaz.

Para combater Absolutismos Conceituais uma Metodologia de Narração que procura uma uma maior Taxa de Eficácia sugere o uso do Gradualismo Conceitual.

O que podemos dizer das mudanças de um Ambiente Econômico depois da Revolução Midiática Civilizacional Digital é de que há um aumento radical ou até mesmo exponencial da Taxa de Compartilhamento e não, a partir de agora, uma “Economia Compartilhada”.

“Economia Compartilhada” é o exemplo típico do Absolutismo Conceitual. A economia sempre foi compartilhada, o que temos agora é o aumento da Taxa de Compartilhamento. É preciso utilizar o Gradualismo Conceitual.

Não podemos dizer também que vivemos agora a Sociedade do Conhecimento, da Inovação, da Informação, da Transparência, mas o aumento das respectivas Taxas de Conhecimento, da Inovação, da Transparência, a partir da chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

Os Bimodais têm diagnosticado, por exemplo, que com a Revolução Midiática Civilizacional Digital vivemos hoje uma inusitada Mudança CREDD (Civilizacional, Rápida, Estrutural, Disruptiva e Desconhecida) e isso tem causado um fenômeno psicológico, que podemos definir como Histeria Coletiva, aumentando muito a Taxa de Apego e de Ansiedade das pessoas.

Nestes Momentos Bimodais provocados pela chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital é preciso resgatar, mais do que nunca, as melhores práticas das Metodologias de Narração para que possamos ter uma maior Taxa de Eficácia, na compreensão e ação diante das mudanças em curso.

Precisamos sair do verdadeiro “oceano” de Conceitos Mais Tóxicos e passar a procurar criar e valorizar Conceitos Mais Saudáveis, se quisermos aumentar a Taxa de Competitividade de pessoas, profissionais e organizações na nova Civilização 2.0.

Abaixo fizemos uma tabela para apresentar a diferença entre Absolutismo e Gradualismo Conceituais.

Colaboraram com o artigo os seguintes Bimodais:

Fernanda Pompeu, Rodrigo Palhano, Átila Pessoa.

É isso, que dizem?

Quer entender o novo cenário digital? Você precisa conhecer e entrar na Bimodais – a melhor escola de Futurismo do país. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NO MÊS DE MAIO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

“O mundo de baixo para cima será o grande tema deste século.”Matt Ridley.

Precisamos fazer uma profunda Revisão Paradigmática das Ciências Sociais se quisermos entender o novo século.

As bases conceituais de como o Sapiens se adapta ao tempo, que podemos chamar de história humana, ficaram obsoletas diante da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital é uma Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida), destaque aqui, principalmente, para o “desconhecida” pela maior parte dos Conceituadores de Plantão.

A chegada e massificação de Novas Mídias, isso já faz parte da Revisão Paradigmática das Ciências Sociais, alteram o Macro Modelo de Sobrevivência do Sapiens.

A partir desta Revisão Paradigmática das Ciências Sociais todas as Subciências Sociais (administração, economia, negócios, educação, direito, comunicação, ciência da informação, do conhecimento, das redes, etc.) são impactadas de Forma Exógena (de fora para dentro) e precisam promover a mesma revisão, incluindo o fazer científico.

Vivemos hoje a maior anomalia já vivida, desde que as Ciências Sociais foram organizadas, na qual se inclui a forma como criamos o Conteúdo considerado Mais Científico.

Este artigo visa apontar as Macrotendências do fazer científico, a partir da influência da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

O Sapiens, por ser uma Tecnoespécie pode aumentar o tamanho da população e, por causa disso, é obrigado, a promover ajustes estruturais no Macro Modelo de Comunicação e, posteriormente, no de Sobrevivência.

Macro Modelos de Sobrevivência Mais Sofisticados permitem mais personalização, a baixo custo, em larga escala, com uso facilitado de Ferramentas Midiáticas por cada vez mais gente.

Se analisarmos a história humana, sob este novo paradigma, vamos observar que o Sapiens caminha, de forma obrigatória,  para uma gradual Reintermediação Mais Descentralizada, através da criação de novas Ferramentas Operacionais e novas Ferramentas Conceituais (novas formas de refletir e agir na sociedade).

Hoje, a principal Macrotendência de Longo Prazo, pós Revolução Midiática Civilizacional Digital, é um longo processo de Reintermediação dos antigos Intermediadores em todas as áreas, aonde se inclui o Ambiente Científico, para que se possa resolver problemas de forma mais fácil, personalizada e a baixo custo.

Em todos os setores da sociedade e em várias regiões do planeta, gradualmente, as Zonas de Atração (que geram mais valor) tendem a passar pelo processo de Reintermediação Digital.

A Reintermediação Digital tem como maior desafio – objetivo e subjetivo – a compreensão e a experimentação de um novo Macro Modelo de Comando e Controle Mais Descentralizado.

Quando analisamos esse cenário geral em um setor específico, tal como a produção científica, podemos observar que a Ciência 1.0, como todos os demais setores da sociedade, é fortemente influenciada pelas Mídias de Plantão.

O conteúdo acadêmico, seja em papel ou digital, foi criado dentro do Ambiente Científico 1.0 que pratica um Modelo de Intermediação, de Comando e Controle Analógico, com as Ferramentas Midiáticas que estavam disponíveis ao longo dos últimos séculos.

O objetivo da Ciência, seja agora, antes, amanhã será sempre o mesmo: garantir a melhor qualidade e eficácia da produção científica, se utilizando das mais eficazes Tecnopossibilidades existentes, principalmente as Tecnomidiáticas.

Um artigo científico, dentro da Ciência 1.0 precisa da aprovação pelos pares, que aceitam ou rejeitam o que sai publicado, depois de um longo tempo de preparação, análise e posterior publicação. É um processo lento, demorado e muito centralizado, diante da nova Complexidade Demográfica existente.

O Modelo de Comando e Controle da Ciência 1.0 foi o melhor possível dentro das Tecnopossibilidades Midiáticas existentes até aqui.

Assim, não estamos criticando o Modelo de Comando e Controle da Ciência 1.0, comparando-o com as Tecnopossibilidades Midiáticas passadas, mas com as Tecnopossibilidades Midiáticas já existentes e as futuras, que estarão cada vez mais disponíveis.

As causas da Macrocrise do Modelo de Comando e Controle da Ciência 1.0 é variada, mas podemos apontar as principais:

  • aumento populacional, que aumenta a complexidade dos problemas em todas as áreas e a demanda por cada vez mais eficácia nos resultados das pesquisas, com respectiva personalização;
  • a formação gradual de um Ambiente Científico mais burocratizado, com baixa participação da sociedade;
  • diante do aumento cada vez maior da Complexidade dos Desconfortos (seja em quantidade e diversidade em função do aumento demográfico) acabamos tendo um Ambiente Científico cada vez mais lento, burocrático, com amarras muito rígidas, e ineficazes;
  • um Ambiente Científico voltado muito mais para resolver seus próprios problemas e desconfortos do que os da sociedade.

(A Macro Crise do Ambiente Científico, é verdade, varia nas regiões e nas áreas específicas, mas é um Problema Estrutural e Civilizacional.)

Como sugere a Bimodal Fernanda Pompeu sobre a Macrocrise da Ciência 2.0 é preciso um Ambiente Científico com menos amarras, menos burocracia, menos feudos para que a Ciência possa melhorar a qualidade de atendimento de seus clientes, público, pessoas (quem, afinal, paga por toda a “melodia”).

O que estamos assistindo e assistiremos, cada vez mais, é o gradual surgimento, trazido pelos Empreendedores Inovadores , da Ciência 2.0, que consegue quebrar os antigos Limites e Barreiras Tecnomidiáticas, através de novas Ferramentas Conceituais (novas formas de pensar a ciência).

A Ciência 2.0 é um pacote que vem com novas formas de pensar e agir, diante das novas Tecnopossibilidades existentes.

Temos o surgimento de um novo Modelo de Comando e Controle Científico 2.0, no qual haverá uma descentralização do fazer científico, com uma participação muito mais ativa da sociedade, empoderada pelas novas mídias, sem que isso afete a qualidade do que é produzido.

A Qualidade Científica não pode estar presa e apegada num Modelo de Comando e Controle, que pode experimentar novas formas muito mais dinâmicas, abertas, participativas, que permitirão  sair da Macrocrise do Ambiente Científico 1.0.

(Podemos dizer que a Macrocrise do Ambiente Científico 1.0 é mais explícita e evidente em todas as áreas, mas em especial no Brasil e em particular nas Ciências Sociais.) 

Na Ciência 2.0 já está havendo e haverá muito mais um gradual aumento da Taxa de Envolvimento da Sociedade, tanto no financiamento da pesquisa, quanto na avaliação e aproveitamento dos resultados das mesmas.

O grande objetivo da Ciência 2.0 é produzir mais com menos, com mais qualidade e mais diversidade, resgatando a Taxa de Eficácia da Produção Científica.

O cidadão mais empoderado, através de Plataformas Digitais, exigirá cada vez mais resultados da Ciência e isso se refletirá na criação de Plataformas Curadoras, nas quais se ganhará muito em dinamismo, flexibilidade e eficácia dos resultados.

Os Bimodais trabalharam em uma tabela, refletindo muito a nossa atividade já de experimentação de um Núcleo de Pesquisa 2.0. Na tabela, apresentamos os dois Ambientes Científicos, com um foco mais na situação brasileira, mas que pode ser adaptada a qualquer país:

É isso, que dizes?

Colaboraram com o artigo os Bimodais: Fernanda Pompeu, Flexa Ribeiro, Rodrigo Palhano, Átila Pessoa, Claudia Riecken.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NO MÊS DE MAIO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

“Uma nova verdade científica não triunfa porque os que se opunham a ela veem a luz e saem convencidos, mas porque acabam morrendo e surge uma nova geração mais familiarizada com ela.”Thomas Kuhn.

Vivemos hoje uma Histeria Coletiva diante das disruptivas mudanças que estamos assistindo, a partir da chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

Uma Revolução Midiática Civilizacional Digital é considerada pelos Bimodais como uma Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida).

Hoje, todas as regiões do planeta estão vivendo alterações estruturais, de forma distinta, é verdade, mas que precisam ser explicadas por alguém para serem entendidas, absorvidas, aceitas para que se possa melhorar a Taxa da Qualidade das Decisões.

Conceituadores – aqueles profissionais responsáveis pelas explicações dos padrões de todo tipo de fenômenos – precisam criar explicações plausíveis do que está ocorrendo para que se possa agir de forma mais reflexiva e efetiva diante de uma Revolução Midiática Civilizacional Digital.

Conceituadores têm como missão: analisar sensações e percepções, transformá-las em conceitos e destes criar uma narrativa sobre como pensar e agir diante fenômenos, que causam desconforto.

(Conceituadores são também conhecidos como pensadores, autores, pesquisadores, filósofos, teóricos, o nome que você quiser escolher.)

Como vivemos séculos, a partir de 1450, dentro da mesma Bolha Midiática Civilizacional 1.0 marcada pelas mídias de plantão (gestos, oralidade e escrita) não tínhamos a devida noção da influência das mídias na nossa forma de pensar e agir.

Os Conceituadores que estudam Fenômenos Sociais trabalhavam – e continuam trabalhando – com valores e paradigmas, que ficaram obsoletos diante do novo Fenômeno Midiático.

Não se tinha a noção, até a chegada das disruptivas e estruturais mudanças provocadas pela Revolução Midiática Civilizacional Digital de que as mídias são o DNA da Sociedade.

Os Conceituadores de Plantão que influenciam FORTEMENTE a forma de agir e pensar sociedade – principalmente os americanos – tem criado e organizado conceitos com uma Base Conceitual Pré McLuhan.

Marshall McLuhan (1911-80), Conceituador canadense, criou uma Escola de Pensamento (conhecida como Escola de Toronto), na década de 60, especializada no estudo das Mudanças Midiáticas ao longo da história.

A partir dos comparativos históricos das Mudanças Civilizacionais, ocorridas a partir da chegada e massificação de novas mídias, McLuhan definiu dois novos conceitos fundamentais para a compreensão da nossa espécie, que aperfeiçoamos da seguinte maneira:

  • o Sapiens é uma Tecnoespécie, que se modifica, conforme chegam novas Ferramentas Operacionais (no popular tecnologias);
  • a nossa Tecnoespécie se modifica mais profundamente, globalmente e estruturalmente, quando chegam e se massificam um tipo particular de Ferramentais Operacionais: Novas Mídias.

McLuhan é um tipo de Conceituador diferente do padrão, pois ele é um Conceituador Criador de novos conceitos. O padrão diante de qualquer tipo de fenômenos é contar com Conceituadores Organizadores de conceitos alheios.

Um dos principais problemas que temos na tentativa de compreensão da Revolução Midiática Civilizacional Digital é que o mercado está infestado de Conceituadores Organizadores e não de Conceituadores Criadores.

Muitos atribuem o problema da Baixa Capacidade Competitiva das Organizações Tradicionais diante da Revolução Midiática Civilizacional Digital aos líderes destas organizações. Porém, há hoje uma invisibilidade do trabalho profissional dos Conceituadores de Plantão, que não estão fazendo seu trabalho de forma adequada.

Os Conceituadores Organizadores estão operando com antigos valores e paradigmas, que não incorporaram na sua forma de pensar as sugestões de Marshall McLuhan, que são a “senha” para a compreensão da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

A origem da incapacidade competitiva diante deste novo cenário, se inicia, antes de qualquer coisa, com as Narrativas Tóxicas criadas pelos Conceituadores de Plantão.

As pessoas estão consumindo paradigmas e valores, que muito mais do que ajudar a compreender a Revolução Midiática Civilizacional Digital estão gerando mais e mais confusão.

Bem verdade, que os Clientes dos Conceituadores estão ávidos por tudo que lhes dê a ilusão de que a mudança atual não é DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida). Querem acreditar, com muita fé e pouco raciocínio, que se trata de uma alteração Incremental, Lenta, Conjuntural e Conhecida.

Aperfeiçoando conceitos de Thomas Kuhn (1922-1996) – um dos Conceituadores Master da Bimodais – quando determinado fenômeno não consegue ser explicado por determinada ciência é hora de mudar a chave de um Explicação Normal (Organizativa) para uma Explicação Extraordinária (Criativa).

Na procura de uma Explicação Extraordinária é preciso procurar Conceituadores Criativos, como McLuhan, que apresentam uma visão diferente para um novo fenômeno e não os antigos conceitos “remasterizados“.

Os Bimodais fizeram duas tabelas para apresentar a diferença entre os dois tipos de Conceituadores, vejamos:

Na tabela abaixo, temos a diferença entre os produtores de conceitos e os replicadores (em geral professores e palestrantes), que não produzem conteúdo.

Abaixo, temos a diferença entre os dois tipos de Conceituadores:

O que a sociedade está carente hoje é de passar a consumir Conceituadores Criativos, que possam analisar os novos fatos de nova maneira e não tentar utilizar o “velho mapa” para entender “um continente desconhecido” (parafraseando Gil Giardelli).

Mais ainda.

É preciso consumir Narrativas Saudáveis de Conceituadores Criativos que consigam definir com eficácia o tipo de fenômeno que estamos vivendo e procurar padrões históricos sobre ele. É o que  Mcluhan e seus amigos na Escola de Toronto fizeram.

Hoje, o trabalho de Conceituadores é praticamente invisível pelas pessoas, como se os conceitos que circulam – pelo fato de serem proferidos por determinadas autoridades em determinadas fontes de conteúdo – passam a ser válidos e úteis.

Há uma não percepção da Alta Taxa de Toxicidade das Narrativas Hegemônicas do mercado, que estão confundindo muito mais do que explicando.

A compreensão da Revolução Midiática Civilizacional Digital se inicia pela escolha mais adequada dos Conceituadores, saindo dos Organizativos e passando para os Criativos. E entre os Criativos os que conseguem, como McLuhan, precisar bem o fenômeno da Revolução Midiática Civilizacional Digital e procurar padrões históricos para que possamos conhecê-lo de forma mais eficaz.

É isso, que dizes?

Colaboraram para este artigo os seguintes Bimodais: Leonardo Almeida, Átila Pessoa, Flexa Ribeiro, Lawrence Chung.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NO MÊS DE MAIO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

 

 

“Um homem aponta para o céu. O tolo olha para o dedo e o sábio para a lua.” provérbio chinês.

Vamos às definições que alguns Conceituadores de Plantão atribuíram ao mundo atual e que tiveram boa aceitação por clientes carentes de compreensão:

  • VUCA – Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo.
  • BANI – Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível.

Vamos defender aqui que tais conceitos são Erros Conceituais, que podemos chamar de Projetacionismo (vamos explicar ao longo do texto). Estes Conceitos Tóxicos se disseminam e ganham escala devido à Histeria Coletiva que tomou conta da sociedade diante das mudanças atuais provocadas pela Revolução Midiática Civilizacional Digital.

(O conceito Projetacionismo foi sugerido pelo Bimodal Leonardo Almeida.)

O primeiro passo para compreender os equívocos Banis e Vucas é a compreensão de que na criação de conceitos é preciso separar sempre três campos, que são sinérgicos, entrelaçados, mas distintos:

  • O Fenômeno –  é aquilo que vai ocorrer INDEPENDENTE dos Conceituadores e de seus clientes. São os fatos que podem ser medidos, através de Taxas Comparativas entre o antes e o depois da eclosão de determinado fenômeno;
  • O Tipo de Mudança que o Fenômeno provoca na sociedade ou no planeta – são as análises que são feitas para que se possa precisar a relação do Sapiens com o fenômeno, tal como: Conhecido ou Desconhecido pelo senso comum e pelos Conceituadores? Rápido ou Lento? Incremental ou Disruptivo? Conjuntural ou Estrutural?
  • E, por fim, o Desconforto que o Fenômeno causa em alguém – muito ou pouco desconforto? Que tipo de desconforto? Quais as sensações têm na relação com o fenômeno?

Primeiro, vamos detalhar como vemos o atual cenário para depois apontar como os Banis e Vucas são tóxicos e por que surgem.

Vivemos, desde o final do século passado, um processo gradual e progressivo de diferentes fases da Revolução Midiática Civilizacional Digital, que tem introduzido na sociedade diversas Mudanças Estruturais em todas as áreas e em todo o planeta.

Estamos assistindo o surgimento gradual de um novo Ambiente de Sobrevivência mais dinâmico, horizontal, livre, e muito mais mutante do que no passado.

As novas Tecnopossibilidades Midiáticas permitiram aos mais inovadores a criação da Curadoria – um novo Modelo de Comando e Controle inspirado nas formigas, que vemos nos Ubers, no qual se pode resolver problemas num processo radical de Desgerenciação.

Os Bimodais classificaram a atual Revolução Midiática Civilizacional Digital de um tipo de fenômeno, que provoca na sociedade uma Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida).

Porém, repare que ao criarmos o conceito “Mudança DRED” não estamos confundindo o fenômeno, com o tipo de mudança e com as sensações que temos diante dele.

Não, não é o novo Ambiente de Sobrevivência que é DRED e nem o mundo, mas a um tipo de mudança, que poderia ser, por exemplo, o oposto, tal como: Mudança ILCD (Incremental, Lenta, Conjuntural e Conhecida).

O fenômeno da Revolução Midiática Civilizacional Digital causa um tipo de Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida) e provoca um tipo de sensação nas pessoas, onde se encaixaria alguns conceitos do BANI E DO VUCA.

BANI E VUCA são sensações. A volatilidade, incerteza, ambiguidade, complexidade, fragilidade, ansiedade e incompreensão NÃO são características do mundo ou do Fenômeno Midiático Digital, mas da sensação que temos, a partir dele!

Os Conceituadores que criaram o BANI e o VUCA – e outras coisas parecidas – cometeram um Erro Conceitual, que podemos chamar de Projetacionismo, uma confusão entre sensações que temos diante de um fenômeno e o fenômeno em si.

Ayn Rand sugeriu na criação de narrativas que as sensações e percepções são apenas o primeiro passo para a conceituação.

Sensações são apenas o primeiro estágio da compreensão da realidade. Para se definir um fenômeno, é preciso um longo e meticuloso trabalho de reflexão – o que não foi feito nem pelos Vuqueiros e nem pelos Banizeiros.

O Projetacionismo é um erro básico na criação de conceitos, uma mistura entre o que é o fato e a sensação que tenho em relação a ele.

A atual Revolução Midiática Civilizacional Digital NÃO é volátil, incerta, complexa ou ambígua e nem frágil, ansiosa, não linear ou incompreensível. Estas são as sensações, os desconfortos que as pessoas estão tendo ao se relacionar com ela.

As sensações Banis e Vucas são típicas das pessoas diante de uma Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida).

Note, por exemplo, que a atual Pandemia não foi DRED, pois ela não é Disruptiva, nem Estrutural. Foi apenas Rápida e Desconhecida porém Conjuntural e Incremental, no máximo radical na expansão da Digitalização, que permite a quebra do tempo e lugar.

Precisamos diante da Revolução Midiática Civilizacional, antes de tudo, entendermos a sua lógica para poder reduzir essa sensação de incerteza, de volatilidade, de incompreensão, de fragilidade e de ansiedade.

Ao estudarmos na história as Revoluções Midiáticas Civilizacionais, com os especialistas no tema (no caso os canadenses da Escola de Toronto) reduzimos a sensação de complexidade, de ambiguidade e de não linearidade de tal fenômeno.

O que tem acontecido com os Conceituadores de Plantão – que têm feito muito sucesso dentro da Histeria Coletiva que vivemos – é a constante produção de Conceitos Tóxicos, que vendem muito, mas explicam pouco.

(Veja aqui a comparação entre os Transformadores Digitais (TD) e os Adaptadores Civilizacionais).

Conceitos, entretanto, são o DNA das Decisões. Conceitos mal formulados, confusos, tóxicos com Alta Taxa de Emocionalismo e Baixa Taxa de Reflexão levam a ações ineficazes por parte de quem os “compra”.

Conceitos Tóxicos são uma espécie de “analgésico” consumido por quem não quer encarar de frente a Revolução Midiática Civilizacional Digital.

Conceitos Tóxicos (tal como Bani e Vuca) aumentam a Taxa de Inadequação Competitiva de pessoas, profissionais e organizações diante da Civilização 2.0. É preciso, sem dúvida, colocar mais reflexão e menos emoção na análise do novo cenário.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NO MÊS DE MAIO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

 

“A felicidade não consiste em passatempos e diversões, mas em atividades virtuosas.” – Aristóteles.

Tenho ministrado aulas mais recentemente com Pré-Profissionais (jovens) e percebido que existe uma confusão conceitual importante para manter um equilíbrio pessoal entre três campos de atividades totalmente distintas, que nem sempre estão devidamente separadas.

Vejamos os campos e respectivas propostas de definições:

  • Trabalho – atividade que visa remuneração e sustento, voltada para minimizar desconfortos de determinado cliente;
  • Hobby – atividade que NÃO visa remuneração e sustento, voltada para atender desejos da própria pessoa, sem preocupação com outros;
  • Voluntariado – atividade que NÃO visa remuneração e sustento, voltada para minimizar desconfortos de alguém.

Mapa mental desenvolvido pelo Bimodal Átila Pessoa:

(Não coloquei aqui o trabalho doméstico, mas que pode ser considerado um dos campos de atividades pessoais.)

Obviamente, que há uma confluência das três atividades, zonas cinzentas, pois é saudável que no trabalho você tenha alguma coisa de Voluntariado (dá a mais que necessita) e de Hobby (prazer em praticar a atividade).

Porém, quando um jovem precisa fazer uma escolha de atividade profissional nem sempre está claro a diferença entre Trabalho, Voluntariado e Hobby.

E podemos dizer que esta Confusão Conceitual entre os três campos de atividade (Trabalho, Voluntariado e Hobby) se estende ao longo da vida profissional e isso se torna tóxico para cada pessoa e também para a sociedade.

Lembro da maravilhosa história do professor Marcos Cavalcanti (pode ouvir aqui) de um pesquisador que queria estudar o ronco do boi e foi questionado sobre o motivo de tal estudo. Depois de várias perguntas, responde: “por que estou a fim!”.

Muitas pesquisas feitas nas universidades, a título de estar se praticando “ciência pura”, na verdade, são hobbies dos pesquisadores, reforçando a Confusão Conceitual. Pior: muitas vezes, se pratica “hobbies acadêmicos” com o dinheiro do contribuinte.

Pesquisas acadêmicas devem ser voltadas para resolver problemas de desconfortos da sociedade em diferentes níveis filosóficos, teóricos, metodológicos e operacionais. Sem o foco no desconforto de alguém, a chance de ser um hobby disfarçado de trabalho é enorme!

A Confusão Conceitual entre Trabalho, Voluntariado e Hobby ocorre também quando as pessoas consomem conteúdo para atividades profissionais.

A leitura de livros, por exemplo, um tipo de consumo de conteúdo, é feita como se fossem a de romances (um hobby), não percebendo que a Consumo de Conteúdo com Foco Profissional é feita PARA UM CLIENTE e tem um resultado OBJETIVO esperado: minimizar desconfortos e ser remunerado por isso.

A metodologia para o Consumo de Conteúdo com Foco Profissional é bem diferente de quando estamos vendo um filme do Netflix ou lendo um livro policial, pois neste momento não estamos lendo para nosso prazer pessoal, mas para MINIMIZAR O DESCONFORTO DE ALGUÉM!

Consumo de Conteúdo com Foco Profissional exige que seja feita para aprimorar uma Narrativa Profissional (Diário de Bordo), que precisa ir sendo construída ao longo da carreira.

Quem não escolheu um Desconforto Foco para sua atividade profissional e não desenvolve uma Narrativa Profissional ao Consumir de Conteúdo com Foco Profissional acaba lendo muito e aproveitando pouco. 

Um jovem – e mesmo pessoas mais velhas – precisam ter claro para o seu projeto de Adultização de que o epicentro da sua vida está no trabalho, que lhe dará o Sustento Autônomo para que possa nas horas vagas praticar o voluntariado e seus hobbies.

O grave e sério problema da Alta Taxa de Confusão Conceitual entre estes três setores da vida pessoal (trabalho, voluntariado e hobby) tende a ter consequências ainda mais graves na Civilização 2.0, quando temos um exponencial aumento da Taxa de Competitividade.

O Profissional 1.0 viveu em um mundo no qual o cliente não tinha tanto poder. O Profissional 2.0 tem que se capacitar para atender aos desejos e caprichos do cliente, que estarão o tempo todo o avaliando. É preciso, assim, trabalhar com uma Taxa de Confusão Conceitual entre os conceitos de trabalho, hobby e voluntariado muito mais baixa.

Colaboraram com o texto: Valéria Serrão, Flexa Ribeiro e Leonardo Almeida.

Agradeço o case narrado por Marcos Cavalcanti sobre o “Ronco do Boi”, que considero genial.

É isso, que dizem?

Quer entender o novo cenário digital? Você precisa conhecer e entrar na Bimodais – a melhor escola de Futurismo do país. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NO MÊS DE MAIO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

“Ninguém pode apresentar um retrato da existência humana sem o marco filosófico.”- Ayn Rand.

“O significado das crises: é chegada a ocasião para renovar os instrumentos.”Thomas Kuhn.

Vivemos hoje o início de uma Revolução Midiática Civilizacional, Fenômeno Estrutural  Social Recorrente, detonador e iniciante de novas Eras Civilizacionais.

Os Bimodais consideram que uma Revolução Midiática Civilizacional é uma Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida). Por isso, a Taxa de Dificuldade de Adaptação é muito alta.

Mudanças DREDS (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida) causam um aumento de Taxa de Apego, tanto em Conceituadores (profissionais que tentam entender o novo cenário) quanto nos Clientes dos Conceituadores.

Mudanças DREDS (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida) precisam de uma abordagem diferenciada por parte dos Conceituadores, pois o fato de serem desconhecidas demonstram que as teorias disponíveis não conseguem explicar as alterações de cenário.

Mudanças DREDS (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida) são sinais de que vivemos uma Macro-Anomalia em alguma ciência. No caso de uma Revolução Midiática Civilizacional nas Ciências Sociais, onde estão incluídas a Administração, os Negócios, a Economia,  a Educação, a Política, etc.

A Macro-Anomalia das Ciências Sociais demanda por parte dos Conceituadores um trabalho de revisão das Raízes Filosóficas da respectiva ciência para, só então, reanalisar as teorias e, por sua vez, obter Metodologias de Adaptação mais consistentes.

Conceituadores criam conceitos para que Adaptadores (aqueles que vão capacitar e prestar consultoria) possam trabalhar.

É normal neste momento de Macro-Anomalia de determinada ciência, que os Conceituadores de plantão tentem entender o novo fenômeno com os antigos valores e paradigmas, evitando uma reanálise das Raízes Filosóficas. 

É o que expressou meu querido amigo Gil Giardelli na sua sintética e genial frase:

“Não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras.”Gil Giardelli;

A angústia, o receio e a ansiedade diante de uma Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida) gera uma Alta Taxa de Demanda por explicações e metodologias de migração.

Assim, há uma forte demanda por consumir explicações sobre o novo fenômeno, o que faz que surjam ofertas de todos os tipos, mesmo que não sejam adequadas, mesmo que sejam Conceitos Mais Tóxicos, que terão consequências danosas para os Consumidores dos Conceitos.

Vivemos com a chegada da Revolução Midiática Civilizacional Digital, para se ter um termo de comparação, uma espécie Tecnopandemia, na qual os “médicos” aturdidos receitam remédios e fazem projeções sem entender exatamente do que se trata, onde estamos e para onde vamos.

E neste cenário de incerteza de Macro-Anomalia das Ciências Sociais que surgem dois tipos profissionais bem distintos: os que ficam no mesmo paradigma e os que procuram um novo. Isso não é novo e ocorrerá sempre em Mudanças DREDS. 

Aqueles que admitem a Macro-Anomalia, iniciam uma jornada de revisão filosófica e teórica para chegar às Metodologias de Adaptação mais eficazes.

Aqueles que NÃO admitem a Macro-Anomalia, e continuam a operar nos antigos valores e paradigmas começam a desenvolver Metodologias de Adaptação mais tóxicas, menos eficazes.

No caso do momento atual temos no mercado o que vamos conceituar de Transformadores Digitais (TD) um profissional especializado no apoio para explicar o digital e promover a  transformação.

São os Transformadores Digitais (TD) que criam Conceitos Mais Tóxicos como Vuca, Bani, ou Economia Compartilhada, Sociedade do Conhecimento, da Informação, quarta revolução industrial ou Sociedade 5.0.

Os Transformadores Digitais (TD) tem o mérito de alertar os Consumidores da Necessária Transformação para que algo precisa ser feito. Os Transformadores Digitais (TD) tem o DEMÉRITO de vender para os Consumidores da Necessária Transformação Conceitos Mais Tóxicos, que terão consequências desastrosas no futuro.

(Já detalhamos aqui por que o conceito Transformação Digital é Tóxico.) 

De maneira geral, o que se vê hoje no mercado é uma espécie de Histeria Coletiva, pois muito do que aprendemos com nossos antepassados brilhantes de como Conceituar Fenômenos está sendo negligenciado diante da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

Acreditamos ser necessário o surgimento de profissionais que façam o contraponto aos Transformadores Digitais (TD) e, por isso, estamos formando na Bimodais os Adaptadores Civilizacionais, um profissional, que vai ter um outro tipo de abordagem filosófica, teórica e metodológica diante da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

Para deixar claro do que estamos falando, a Bimodais desenvolveu a tabela “A diferença entre Transformador Digital (TD) e Adaptador Civilizacional (AD)” e apresenta abaixo.

(A produção da tabela contou com o apoio dos seguintes Bimodais: Augusto Borella, Átila Pessoa e Kaio Cordeiro.)

A sociedade hoje precisa de uma abordagem mais reflexiva e menos emocional diante da atual Mudança DRED (Disruptiva, Rápida, Estrutural e Desconhecida) trazida pela Revolução Midiática Civilizacional Digital.

A Bimodais tem feito um esforço de formar uma nova geração de Adaptadores Civilizacionais – profissionais mais adequados para entender e apoiar na migração diante do atual fenômeno rumo à nova Civilização 2.0.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.” – Sêneca.

A principal diferença entre profissionais está naqueles que trabalham para ganhar dinheiro e aqueles que ganham dinheiro para trabalhar.

A partir do início da sociedade moderna, o Sapiens aumentou a Taxa de Liberdade de Decisão na escolha do que fazer para sobreviver.

O Sapiens é a única espécie animal do planeta que precisa decidir sobre como vai sobreviver.

E mais.

O Sapiens é a única espécie animal do planeta que consegue alterar continuamente de forma incremental, radical ou disruptiva o ambiente de sobrevivência, podendo, por causa disso, cada vez comportar, de forma integrada, mais membros da espécie.

Porém, conforme vamos alterando o Modelo de Sobrevivência, mais e mais, se exige que cada indivíduo assuma mais responsabilidades sobre sua via no geral e sobre a sua atividade profissional, no particular.

Estamos vivendo neste novo século a mais disruptiva mudança no Modelo de Sobrevivência do Sapiens, desde que iniciamos nossa jornada.

Quanto mais gente houver no planeta, mais dia ou menos dia, surgirão e se disseminarão Modelos de Sobrevivência mais descentralizados, que forçarão os indivíduos a ter uma Taxa de Responsabilidade maior em relação às decisões individuais e coletivas.

Do ponto de vista profissional, quanto mais aumentamos a Taxa de Responsabilidade, mais e mais se aumentará a demanda pela elevação da Taxa de Decisões Individuais e a Taxa de Consciência de cada pessoa no exercício da sua profissão.

O Profissional 1.0, de maneira, se vê como uma peça de uma engrenagem maior. É formado e formatado, dentro dos atuais Ambientes Educacionais, para se sentir confortável dentro de Ambientes Profissionais mais Centralizados e Verticais.

O Profissional 2.0 terá que ser muito mais autônomo e independente. Ser formado e formatado, dentro dos novos Ambientes Educacionais, para se sentir confortável dentro de Ambientes Profissionais mais Descentralizados e mais Horizontais.

(Apresentamos aqui nossa visão sobre esta mudança do Mercado de Trabalho 1.0 para o 2.0.)

Hoje, podemos dizer que um Profissional 1.0 vive uma alta Taxa de Zecapagodismo (deixa o meu gerente ou a minha organização me levar).  A sua Taxa de Consciência e Reflexão sobre os rumos da sua carreira é muito baixa.

Vivemos um gradual e difícil aumento da Taxa de Responsabilidades dos novos profissionais, que estão já vivendo em diversos setores uma Taxa de Liberdade Profissional muito mais alta do que estava acostumados.

Uma mais alta Taxa de Liberdade Profissional demanda que se desenvolva novas Metodologias Profissionais para que se possa aumentar a Taxa de Consciência e Reflexão, através do que estamos chamando de Narrativas Profissionais

Narrativas Profissionais, ou Diário de Bordo no popular, é uma espécie de caderno de anotações (que pode ser feito em qualquer Ferramenta Digital de Conteúdo) para se criar um Diálogo Interno – algo fundamental para aumentar a Taxa de Consciência e Reflexão.

Escrever, diferente de falar, exige que a pessoa crie um espaço de Diálogo Interno, com o qual pode analisar de forma mais consciente as ações, os retornos, os novos conteúdos adquiridos.

Publicar a Narrativa Profissional (Diário de Bordo) em Ferramentas Digitais de Conteúdo ajuda ainda a receber feedbacks de todos os tipos, além de servir como Ferramentas de Marketing para chamar a atenção e capturar novos clientes.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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“Quando vivemos uma crise é preciso revisar premissas, descobrir os ativos ocultos e começar a reedificar.” Ayn Rand.

Conceitos são criados para nos ajudar a tomar decisões melhores.

Todo conceito de qualidade deve se aproximar, o máximo possível, da realidade para que as decisões tomadas a partir dele não estejam muito longe da mesma.

Quanto mais o conceito consegue se aproximar dos fenômenos, reduzindo a Taxa de Confusão, mais vai se tornando um Conceito Mais Saudável e Menos Tóxico e vice-versa.

O primeiro passo, portanto, para termos Conceitos Mais Saudáveis – aqueles que aumentam a Taxa da Qualidade das Decisões – é a sua precisão.

O Conceituador tem que procurar reduzir, ao máximo, a Taxa de Imprecisão para quem vai para decidir algo, a partir do conceito.

Quanto mais impreciso é um conceito, ao permitir que seja usado por várias pessoas de forma distintas, mais tóxico ele vai se tornando.

Um conceito que pode ser usado por cada um a seu bel-prazer serve muito bem para que seja disseminado e vendido, mas causará muitos problemas para quem decide a partir dele.

Assim, o que torna um Conceito Mais Saudável é a sua capacidade de precisão e, para isso, é fundamental que as palavras utilizadas sejam muito bem escolhidas.

Se analisarmos, por exemplo, o conceito “Transformação Digital” veremos que é a junção de duas palavras que não criam um significado claro, deixando margem para que cada um interprete à sua maneira.

Transformação é o ato de migrar de uma formação para outra, que pede um complemento preciso: qual é a nova formação? De que tipo de mudança estamos falando? De onde partimos e para onde vamos?

Transformação da lagarta para a borboleta é um conceito preciso, não deixa margem para nenhum dúvida. Transformação de Bruce Wayne para Batman também. Já Transformação Digital…

Um conceito que sugere Transformação tem que apontar um destino preciso para que todos possam entender qual é o foco final da transformação.

Digital, no caso do conceito Transformação Digital, é um substantivo amplo, genérico, pois o objetivo final “a formação” do processo “Trans” não fica claro.

Assim, Transformação Digital se encaixa bem como um Conceito Mais Tóxico, pois contém Alta Taxa de Imprecisão, o que dá margem para que cada pessoa interprete à sua maneira.

Podemos comparar Transformação Digital (TD) como um indicativo bem genérico e geral de um procedimento, tal como “Exame na Barriga” ou “Tomar antibiótico”.

TD é um conceito que sugere um indicativo de um determinado procedimento como se um médico propusesse um tipo de exame ou de antibiótico, sem especificar que tipo de exame ou de remédio.

O uso do conceito Transformação Digital como se fosse um procedimento único, para o qual existe uma “receita de bolo”, de que todos sabem para onde está se indo e o que fazer, é algo extremamente tóxico.

Temos duas explicações de como um conceito tão tóxico como Transformação Digital faz tanto sucesso: Baixa Taxa de Estrutural de Reflexão e, por causa disso, necessidade de responder de forma emocional às profundas mudanças que estamos passando.

A Baixa Taxa de Estrutural de Reflexão pode ser explicada como resultado de de décadas de Alta Taxa de Controle Informacional. As pessoas reduziram muito a sua capacidade de pensar de forma mais lógica.

(Alta Taxa de Controle Informacional reduz a capacidade das pessoas refletirem com mais qualidade.)

O Fenômeno da Revolução Midiática Civilizacional Digital foi definido pelos Bimodais como DRED (Disruptivo, Rápido, Estrutural e Desconhecido), o que causa nas pessoas uma profunda crise diante das mudanças.

Há hoje diante do fenômeno DRED (Disruptivo, Rápido, Estrutural e Desconhecido) uma disseminada incapacidade de analisar e distinguir Conceitos Mais Tóxicos dos Mais Saudáveis. 

Transformação Digital, assim, não é um conceito que se encerra nele mesmo, como tem sido usado assim por quem o tem adotado. Ninguém faz um exame ou toma um antibiótico de forma genérica.

Transformação Digital, no fundo, não é um conceito, mais um slogan – de que “algo precisa ser feito para que organizações possam se manter competitivas”.

Slogans NÃO são ferramentas para a tomada de decisão, apenas para que se alerte que algo precisa ser feito. As pessoas estão confundindo uma peça de propaganda, um slogan, tal como Transformação Digital, como um conceito.

Ninguém, assim, faz Transformação Digital, mas adota os vários diagnósticos que analisam o digital (o que está ocorrendo?) com respectivas metodologias de migração (o que deve ser feito?).

A Bimodais, por exemplo, aposta na Transformação Digital Bimodal, que é a passagem de um DNA Administrativo (Gestão) para outro (Curadoria), através da criação de áreas separadas, pois são Modelos Administrativos Incompatíveis.

Transformação Digital Bimodal é, a nosso ver, um Conceito Mais Saudável, pois detalha onde estamos para onde vamos e ajuda os clientes a refletir e decidir de forma mais reflexiva e menos emocional.

A Transformação Digital Bimodal define claramente qual é a nova formação e como deve ocorrer o processo Trans.

O Slogan Transformação Digital, de forma pura e sem detalhamento,  não deve ser utilizada como um Conceito-Guia para Tomada de Decisões, pois, se for utilizado dessa forma, será extremamente tóxico.

Pode, no máximo, batizar determinados projetos do tipo “Projeto de Transformação Digital”, que precisará, a partir disso, de Conceitos Mais Saudáveis. De que tipo de TD está se falando?

A Transformação Digital X, Y ou Z optou pelo diagnóstico de qual autor? De qual Escola de Pensamento? E o tratamento sugerido por qual autor ou qual Escola de Pensamento?

Transformação Digital, assim, no geral é apenas um Slogan indicativo de que algo precisa ser feito, uma “placa na porta” para que “dentro da sala” se defina claramente o diagnóstico e o tratamento.

Segue abaixo a tabela a diferença de Conceitos Mais Tóxicos daqueles Mais Saudáveis, que conseguimos produzir na Imersão 5.5 (Maio de 2021) dentro da escola, com a colaboração de diversos alunos, entre outros, Átila Pessoa, Rodrigo Marques, Augusto Borella.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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“O ser humano não pode sobreviver apenas com percepções. É preciso conceituar.” Ayn Rand.

Conceitos são relevantes Ferramentas Intelectuais para que possamos decidir melhor diante da realidade.

Nosso contato com a realidade passa por diferentes etapas para se chegar a uma decisão mais adequada: sensações, percepções, conceitos e narrativas.

As percepções são coletivos de sensações. E conceitos são formados pelo coletivo das percepções refletidas e trabalhadas, de forma mais consistente, gerando Narrativas, que nos ajudam a tomar decisões mais eficazes.

Em geral, as pessoas operam e decidem mais no nível das sensações e percepções e não de conceitos e narrativas mais eficazes.

Podemos dizer que é da qualidade dos conceitos e das narrativas utilizadas, que temos a qualidade das decisões. Conceitos e narrativas ruins significam decisões ruins e vice-versa.

Vivemos hoje uma etapa da civilização humana, na qual a Taxa da Qualidade de Reflexão, da criação de narrativas e conceitos está muito baixa.

A baixa Taxa da Qualidade de Reflexão é típica de Momentos Civilizacionais Bimodais, que são marcados pela obsolescência de um determinado Ambiente de Sobrevivência do Sapiens.

Hoje, podemos dizer que a nossa capacidade de refletir é muito baixa devida ao continuado processo de Concentração Informacional que vivemos ao longo das últimas décadas, antes da Revolução Midiática Civilizacional Digital.

Vivemos no século passado o que podemos chamar de Macrocrise Civilizacional na qual um Ambiente de Sobrevivência fica obsoleto e precisa ser atualizado por outro mais sofisticado.

Uma Macrocrise Civilizacional se caracteriza pelo radical aumento da Taxa de Centralização das Informações, em poucas Fontes Produtoras de Conteúdo, gerando, com um tempo, uma  maior Taxa de Narrativa Hegemônica.

Macrocrises Civilizacionais são resultados do aumento populacional, que acabam por gerar uma massificação produtiva, se refletindo no aumento da Taxa de Centralização das Informações.

O aumento da Taxa de Centralização das Informações leva ao crescimento da Taxa de Geração de Conceitos Menos Estruturados.

Após momentos de Macrocrises Civilizacionais, há uma significativa perda da capacidade das pessoas em julgar a Qualidades dos Conceitos que circulam na sociedade.

Os conceitos após Macrocrises Civilizacionais passam a ser muito mais peças de propaganda das Fontes Produtoras de Conteúdo Centralizados do que na tentativa de compreensão dos Fenômenos da Realidade.

Os conceitos após Macrocrises Civilizacionais passam a ser ferramentas de manutenção da Narrativa Hegemônica para manter a alta Taxa de Status e Privilégios Intermediadores da Velha Ordem.

Os conceitos servem muito mais como peças de propaganda das Fontes Produtoras de Conteúdo Centralizados do que na tentativa de compreensão dos Fenômenos da Realidade.

Há hoje em dia uma Alta Taxa de Conceitos Tóxicos, que são criados NÃO para entender e refletir a realidade e depois serem vendidos. Mas para serem vendidos, independente se conseguem refletir e entender a realidade.

Conceitos bem estruturados, antes de tudo, precisam:

  • definir claramente que tipo de Fenômeno da Realidade está se referindo;
  • promover a comparação entre Fenômenos da Realidade presentes e passados;
  • comparar o que são os Fatores Estruturantes (pouco ou nunca muda) dos Fatores Conjunturais (que sempre se alteram);
  • ter harmonia entre os diversos conceitos de uma narrativa para que não entrem em contradição;
  • precisam estar permanentemente sendo reavaliados.

É preciso desenvolver Metodologias de Produção de Conceitos mais Consistentes para que possamos aumentar a Taxa de Produção de Conceitos Saudáveis e reduzir à Produção de Conceitos Tóxicos.

Voltaremos ao tema.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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“A emergência do ciberespaço acompanha, traduz e favorece uma evolução geral da civilização.”Pierre Lévy.

O primeiro passo para entender melhor a atual Revolução Midiática Civilizacional Digital é compreender que se trata de um Fenômeno Social Recorrente, tendo como Fator Causante o Aumento Populacional Progressivo.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais são o principal Fenômeno Social Macro-Histórico do Sapiens e, conforme aprendemos com um dos nossos autores preferidos, Pierre Lévy, inauguram novas Eras Civilizacionais.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é um Fenômeno Social Macro-Histórico que, diferente de outras revoluções sociais, é feita pela introdução de novas Ferramentas Tecno-Midiáticas na sociedade.

Fenômenos Tecnológicos alteram o Ambiente de Sobrevivência do Sapiens, de forma mais estrutural ou conjuntural, dependendo do tipo de ferramenta.

Fenômenos Tecnológicos alteram o Ambiente de Sobrevivência do Sapiens sem que as pessoas que disseminam as novas ferramentas tenham a noção das mudanças que estão em curso. Há Consequências Indiretas Invisíveis, a partir do uso que cada pessoa faz das Tecnopossibilidades.

Uma Revolução Midiática Civilizacional se caracteriza pela introdução e massificação de novas Ferramentas Tecno-Midiáticas, com duas “pernas”: novos Canais Midiáticos e nova Linguagem Midiática.

(Quando temos Fenômenos Tecno-Midiáticos com a introdução e massificação apenas de novos Canais Midiáticos e não novas Linguagens Midiáticas temos uma Evolução Tecno-Midiática e não uma Revolução.)

Assim, podemos dizer que as grande mudanças civilizacionais, que estivemos ao longo da Macro-História, que podemos chamar de Revoluções Midiáticas, se caracterizam pela “dobradinha” novos Canais e nova Linguagem Midiática.

Essa Duplicidade das Revoluções Tecno-Midiáticas faz com que as Consequências Indiretas Invisíveis ocorram em duas etapas: as mudanças provocadas pela chegada e massificação dos novos Canais Midiáticos, que podemos chamar de Canalizações e as provocadas pela massificação da nova Linguagem Midiática, a Linguagenização.

Na atual Revolução Midiática Civilizacional Digital podemos apontar que o processo de Canalização provoca a o Processo de Digitalização, no qual atividades e conteúdos passam dos Canais do Ambiente Analógico para os Canais do Ambiente Digital.

A Canalização Digital tem permitido que mais e mais atividades humanas passassem a ser feitas, através de telas de Ferramentas Digitais, com diversas Consequências Indiretas na vida da sociedade.

Os Canais Digitais flexibilizaram e, por causa disso, reduziram os custos da alteração dos conteúdos e permitiram, mais e mais, a quebra dos limites de tempo e lugar para uma gama enorme de atividades. (Isso tem sido um dos pontos principais de percepção na atual Pandemia.)

Os Canais Digitais flexibilizaram e, por causa disso, reduziram os custos da criação e consumo de conteúdos, gerando uma explosão de novas fontes informacionais, expandindo exponencialmente a capacidade de se informar da sociedade.

Como cada vez mais atividades humanas passaram a ser feitas em Canais Digitais, foram sendo criados Rastros Digitais das atividades que eram antes feitas fora das telas e agora passaram a ser feitas dentro das telas.

No Ambiente Analógico não era possível ter acesso ao que cada cidadão lia, quando lia, o que destacava, em que livro ficava mais tempo, em que página. E isso agora passou a ser possível agora no Ambiente Digital.

Os Rastros Digitais têm permitido que fornecedores possam conhecer mais seus clientes e personalizar, de forma mais barata produtos e serviços, melhorando, assim, a Taxa da Qualidade da Sobrevivência (que é medida pela capacidade de personalização, a baixo custo, para cada vez mais Sapiens).

A Canalização Digital, entretanto, faz parte da primeira etapa da Revolução Midiática Civilizacional Digital, que tem ainda a chegada da nova Linguagem Digital – o processo de Linguagenização.

A Linguagenização Digital se caracteriza pela chegada do Código dos Ícones Descentralizados, que permite que consumidores possam voluntariamente avaliar e conhecer a avaliação feita por outros clientes de produtos, serviços e conteúdos.

As Linguagens Analógicas, pré-digitais geravam Códigos Centralizados e Descentralizados, mas não permitiam, em larga escala, a avaliação de fornecedores de todos os tipos diretamente pelos consumidores.

É a Avaliação Digital permitida pelos Códigos dos Ícones Descentralizados, que cria a Reputação Digital de produtos, serviços e conteúdos, que nos permite criar um novo Modelo de Sobrevivência da espécie: o surgimento dos Ambientes Curadores (os Ubers).

É a Avaliação Digital (voluntária), complementada pelos Rastros Digitais da Canalização Digital (involuntários), que permite que haja uma explosão dos negócios entre desconhecidos, permitindo a tão almejada Personalização em Larga Escala a Baixo Custo.

O somatório do novos Canais Digitais com a nova Linguagem Digital permite que o ser humano quebre, de forma disruptiva, as antigas barreiras do Ambiente Civilizacional Analógico, promovendo a maior disrupção da sociedade humana de todas as Revoluções Midiáticas Civilizacionais que já tivemos até aqui.

Por causa destas novidades inéditas – nunca experimentadas pelo Sapiens – temos um novo DNA Administrativo (a Curadoria), que é completamente diferente do que havia. Em função disso, podemos afirmar que estamos entrando numa nova Era Civilizacional Disruptiva.

É a nova Era Civilizacional Disruptiva, com um novo DNA Administrativo Emergente, que nos permite batizar o atual Momento Civilizacional Bimodal, da passagem da Civilização 1.0 (Analógica) para a 2.0 (Digital).

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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Quando pensamos no futuro da educação diante da Civilização 2.0 é comum a confusão entres dois tipos de Conhecimento: o para a Sobrevivência e o para Hobbie.

O Conhecimento para a Sobrevivência é o profissional, que visa minimizar o desconforto de alguém e, a partir dessa troca (ação/minimização) há um retorno financeiro.

O Conhecimento para a Sobrevivência, por ser voltado para a minimização de um desconforto, permite ter uma métrica, pois existe um cliente, que julga se o desconforto foi mais ou menos minimizado.

O Conhecimento para a Sobrevivência, assim, tem u

 

“O grande segredo da educação consiste em orientar a vaidade para os objetivos certos.”Adam Smith.

Toda espécie animal precisa de algum tipo de educação para sobreviver. As demais espécies têm uma Educação mais Automática, praticamente genética, e nós uma Educação Criada, não genética, desenvolvida, a partir de melhorias conceituais e tecnológicas.

A Educação do Sapiens visa, assim, a formação de pessoas para que possam se adaptar aos Ambientes de Sobrevivência, que variam, ao longo do tempo, a partir das Narrativas e Ferramentas Educacionais disponíveis.

O Sapiens, por ser uma Tecnoespécie, vive em Bolhas Civilizacionais criadas, a partir das Tecnopossibilidades Midiáticas disponíveis. São estas bolhas que marcam as Eras Civilizacionais.

Os Ambientes Educacionais, portanto, NÃO são autônomos, independentes, mas FORTEMENTE condicionados pelos Ambientes Estruturais Tecno-Midiáticos disponíveis.

Tivemos, até o momento, quatro Eras Civilizacionais e, por sua vez, quatro Macro Ambientes Estruturais Educacionais, a saber: o Gestual, o Oral, o Escrito e, agora, o Digital, cada um com Narrativas e Ferramentas compatíveis.

A principal função dos Ambientes Educacionais, no geral, e para Jovens, em particular, é promover a adequação da Formação Educacional (conteúdo) e a Formatação Educacional (forma) ao Ambiente de Sobrevivência de plantão.

O papel dos Ambientes Educacionais é o de promover a devida adequação de objetividades e subjetividades dos Pré-Profissionais para que possam operar dentro de um determinado Ambiente de Sobrevivência, que não é fixo, mas estruturalmente mutante.

A chegada neste novo século da Revolução Midiática Civilizacional Digital, Fenômeno Social Recorrente, que inaugura nova a Era Civilizacional Digital (que podemos batizar de 2.0) promove Mudanças Estruturais e Disruptivas no Ambiente de Sobrevivência.

As atuais mudanças permitidas pelo novo Ambiente Tecno-Midiático, pela primeira vez, criam um Modelo de Sobrevivência, onde se inclui a Forma de Comando e Controle muito diferente do que estamos acostumados e, por causa disso, as Mudanças dos Ambientes Educacionais terão que ter uma Alta Taxa de Disrupção.

Não é, assim, o desejo e a vontade dos educadores que definirão o novo Ambiente Educacional que está lentamente surgindo. O guia para o futuro, como foi no passado, são as modificações que estão ocorrendo no disruptivo Ambiente de Sobrevivência Emergente, que demanda mudanças compatíveis.

Não precisamos promover mudanças pontuais baseadas em ferramentas, pois vivemos hoje a chegada de um disruptivo Modelo de Sobrevivência e são estas mudanças que precisarão ser feitas no Ambiente Educacional.

As mudanças necessárias nos Ambientes Educacionais visam, assim, promover um ajuste de forma e conteúdo para que os Pré-Profissionais possam viver neste novo Ambiente de Sobrevivência do Sapiens, regido agora pelas novas Tecnopossibilidades.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais, porém, por serem Fenômenos Humanos Raros, foram muito pouco estudados pelos teóricos das Ciências Sociais.

As Ciências Sociais – por terem ignorado a influência das Tecnologias (estamos falando de ferramentas) na história do ser humano, no geral, e as Tecno-Midiáticas, no particular, não conseguem entender as atuais mudanças, que são FORTEMENTE marcadas pela chegada e massificação de uma nova mídia.

As Ciências Sociais, onde se inclui a Ciência Educacional, convivem, assim, com a sua mais profunda crise diante do desconhecido e pouco estudado fenômeno de uma Revolução Midiática Civilizacional.

As Ciências Sociais não só não previram a chegada da Revolução Midiática Civilizacional Digital, como também não têm conseguido, até hoje, projetar, de forma adequada e eficaz, os seus desdobramentos.

A Macrocrise Paradigmática das Ciências Sociais gera uma Macrocrise de igual tamanho na Ciência Educacional, já que os principais pensadores da área não incorporaram nas respectivas narrativas o FUNDAMENTAL papel das Ferramentas Tecno-Midiáticas para as mudanças estruturais no setor.

As mudanças necessárias nos Ambientes Educacionais, portanto, são estruturais e demandam uma alta Taxa de Desapego dos antigos Valores e Paradigmas do Ambiente de Sobrevivência Analógico da Civilização 1.0.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital exige que os educadores assumam que os seus paradigmas e valores estão obsoletos para, a partir daí, reiniciar as reflexões e as ações compatíveis mais compatíveis.

Uma das missões dos Bimodais é de ajudar a criar um Mapa Geral das Macrotendências do novo século e Mapas das Macrotendências Setoriais para que possamos ter uma visão mais consistente do cenário futuro.

Segue abaixo a tabela que conseguimos produzir na Imersão 5.4 (Abril de 2021) dentro da escola, com a colaboração de diversos alunos, entre outros, Leonardo Almeida, Átila Pessoa, Fernanda Pompeu, Rodrigo Palhano, Rodrigo Marques, Lawrence Chung, Thereza Rodrigues, Flexa Ribeiro.

Segue tabela para análise, crítica e aprimoramentos:

É isso, que dizes?

Sugestão de artigo feita pela Bimodal Thereza Rodrigues , que me provocou da seguinte maneira:
“Quais são as maiores Tecno-habilidades civilizacional necessitarão serem desenvolvidas a partir de agora para as demandas do Futuro?”

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E VERMELHO: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NESTE ARTIGO NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

“O ser humano é a única espécie vivente que tem que perceber a realidade.”Ayn Rand.

Temos feito um esforço na Bimodais de criar uma Metodologia Geral para Separação entre Conceitos Mais Tóxicos dos mais Saudáveis (que pode servir para análise de qualquer fenômeno) e nessa direção há uma série de artigos que estão sendo produzidos, podem ser visto aqui.

Neste artigo, em particular, vamos procurar apontar a origem de diversos erros graves sobre a análise da Sociedade Humana numa Dicotomia Conceitual que denominamos Animallogia versus Animalfobia, veja a tabela abaixo:

Quando estudamos o Sapiens, temos uma dificuldade de nos encarar como animais também.

Quando ignoramos o nosso lado animal, de um ser vivo que necessita OBRIGATORIAMENTE realizar uma série de atividades permanentes para sobreviver, temos uma grande chance de começar a projetar possibilidades humanas irreais.

Um ser vivo é marcado pelas limitações impostas pela sua necessidade permanente de ter que sobreviver. Com o Sapiens, não é diferente.

Quando se criar Narrativas sobre a Sociedade Humana, ignorando o fato que somos também animais, se abre uma margem grande para começar a imaginar algo que não somos.

O Sapiens é um animal com particularidades, mas é um animal que precisa comer, beber, dormir, procriar.

Quando analisamos a obra conceitual de Ayn Rand (1905 – 82), por exemplo, um dos seus diferenciais é justamente um trabalho permanente da Animallogia, sempre comparando o Sapiens com outras espécies.

Rand, por exemplo, nos alerta que as outras espécies sobrevivem quase que automaticamente e nós precisamos decidir como vamos sobreviver, com resultados positivos ou negativos, diante das escolhas feitas.

A Animalfobia, assim, é extremamente prejudicial para a compreensão do Sapiens, principalmente agora, com as Mudanças Estruturais Civilizacionais, que estamos passando, a partir da chegada das novas mídias.

Toda a Narrativa Bimodal, por exemplo, adota o caminho da Animallogia, quando analisamos, por exemplo, o Triângulo da Sobrevivência das outras espécies e o do Sapiens.

Nele, percebemos que o Sapiens pode crescer demograficamente, pois altera, de forma estrutural, tanto o seu Macro Modelo de Comunicação e, a partir deste, o de Sobrevivência.

As Narrações Científicas sobre qualquer fenômeno são feitas a partir de escolhas, que se desdobram em mais ou menos afastamento da realidade, com a criação de Conceitos Mais ou Menos Tóxicos, Mais ou Menos Saudáveis.

O grande equívoco da Animalfobia é justamente a dificuldade de enxergar o Sapiens como um ser vivo, que precisa tomar decisões na direção da sobrevivência.

Na Animalfobia há uma tendência de considerar que a sobrevivência é algo natural – e não sempre uma criação humana, que vai escolhendo as melhores Ferramentas Operacionais e Conceituais, que foram testadas ao longo da nossa jornada.

É isso, que dizes?

“A principal inovação na educação neste novo século é superar o desafio da qualidade na quantidade e na quantidade com qualidade.”Ronaldo Mota.

O primeiro grande desafio para repensarmos a educação na Civilização 2.0 é analisar sua função para o Sapiens. Podemos dizer que temos duas formas de encarar o problema: Educação para a Sobrevivência (pé no chão) e Educação para a Vivência (pé nas nuvens).

Se analisarmos as outras espécies, utilizando a Animallogia (comparação do Sapiens com outras espécies – ver mais sobre isso aqui), vamos observar que as outras espécies precisam de algum tipo de aprendizado para sobreviver, seja totalmente ou parcialmente genético.

O aprendizado de qualquer espécie animal – a nossa também –  é feito para que cada membro e a espécie possam sobreviver da melhor forma possível. Sem aprendizado, a Taxa de Sobrevivência de qualquer espécie tende a se reduzir.

Quando analisamos o aprendizado do Sapiens – a única Tecnoespécie do nosso planeta – observamos que nosso aprendizado é o mais independente da genética, se comparado a todas as outras.

O Sapiens, diferente das demais espécies, precisa inventar o seu aprendizado para sobreviver e, de tempos em tempos, atualizá-lo para adaptá-lo, de forma estrutural, às novas Condições Midiáticas-Demográficas.

Desde a saída da barriga da mãe, até a fase adulta, há um longo processo de aprendizado para que uma pessoa possa gerar, quando consegue, a sua própria sobrevivência de forma autônoma.

O Sapiens, portanto, é a espécie mais dependente do aprendizado de todas que habitam nosso planeta.

É da qualidade do aprendizado que o Sapiens consegue criar que deriva a Taxa de Qualidade da Sobrevivência, que consegue atingir.

A educação para o Sapiens é vital, pois cada membro que nasce começa praticamente do zero.

Repito: a educação para o Sapiens define, mais do que para todas as outras espécies, a qualidade da sobrevivência.

Porém, a educação de uma Tecnoespécie como a nossa, baseada em ferramentas, tem Mudanças Educacionais Estruturais e Conjunturais. Estruturalmente, os Modelos Educacionais são FORTEMENTE condicionados pelo Ambiente Tecno-Midiático disponível.

Vivemos hoje com a chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital uma Mudança Estrutural no Ambiente Civilizacional do Sapiens, no qual, devido ao aumento demográfico, estamos promovemos ajustes na forma como resolvemos problemas de sobrevivência.

Temos hoje o surgimento, de forma gradual e constante, de um novo Macro Modelo de Sobrevivência Mais Descentralizado e isso demanda um novo Modelo Educacional compatível.

Os Ambientes Educacionais precisam ser compatíveis com o Ambiente de Sobrevivência. Precisam formar (conteúdo) e formatar (forma) os Pré-Profissionais para poderem operar neste novo cenário.

Hoje, o Macro Modelo Educacional 1.0 prepara os Pré-Profissionais para trabalhar em Organizações Mais Centralizadas, que praticam a Gestão.

O Macro Modelo Educacional 2.0 precisa preparar os Pré-Profissionais para trabalhar em Organizações Mais Descentralizadas, que passam a praticar a Curadoria.

(Detalhei aqui numa tabela a comparação entre os dois Ambientes do Mercado de Trabalho.)

Mudanças Estruturais nos Ambientes Educacionais (objetivas e subjetivas), que precisam ser feitas na formação dos Pré-Profissionais para que possam trabalhar em ambientes muito mais dinâmicos, autônomos, criativos e competitivos.

Mudanças Estruturais nos Ambientes Educacionais (objetivas e subjetivas), que precisam ser feitas na formação dos Pré-Profissionais para que possam trabalhar em ambientes, nos quais serão avaliados o tempo todo diretamente pelos clientes.

Mudanças Estruturais nos Ambientes Educacionais (objetivas e subjetivas), que precisam ser feitas na formação dos Pré-Profissionais para que possam trabalhar, através do reaprendizado constante, com muito mais liberdade e responsabilidade.

Mudanças Estruturais nos Ambientes Educacionais (objetivas e subjetivas), que precisam ser feitas na formação dos Pré-Profissionais para que possam trabalhar e viver na descentralizada e disruptiva Civilização 2.0.

Obviamente, que a migração dos Ambientes Educacionais não será feito, através de testes nas crianças, mas primeiro nos adultos e depois, gradualmente, nos cada vez mais jovens.

Os educadores têm uma árdua e nobre missão neste novo século: superar os limites de qualidade educacional do passado. As novas ferramentas midiáticas estão aí para isso.

O primeiro passo nesta migração educacional da Civilização 1.0 para a 2.0 exige, antes de tudo, um radical aumento da Taxa de Desapego de paradigmas e valores por parte, antes de tudo, dos educadores.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E VERMELHO: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NESTE ARTIGO NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO)

 

“As sociedades sempre foram moldadas mais pela natureza dos meios que os homens usam para comunicar-se que pelo conteúdo da comunicação.” – Marshall McLuhan.

Temos dito aqui que é preciso recontar a história humana baseada na Teoria Tecno-Midiática de Marshall McLuhan (1911-80), criada ao longo de algumas décadas do século passado (60 e 70).

As propostas de análise de McLuhan sobre a jornada da sociedade humana ao longo da história  são o principal “mapa” para entendermos as mudanças que estamos passando neste novo século.

A Teoria Tecno-Midiática de McLuhan altera profundamente a forma como enxergamos o Sapiens na sua trajetória e evidencia a mais profunda crise de paradigmas já vivida pelas Ciências Sociais.

Os cientistas sociais, até aqui, ignoraram o papel das tecnologias e em especial das mídias na sociedade e, por causa disso, não conseguem entender as Mudanças Estruturais Civilizacionais que estamos passando no novo século.

A sociedade humana, conforme nos ensinou McLuhan, vive em  Bolhas Tecno-Midiáticas, que definem Eras Civilizacionais e criam, quando se modificam, Momentos Civilizacionais Bimodais: uma Velha Ordem, que ficou obsoleta, termina e uma Nova Ordem se inicia para resolver problemas de uma maneira mais sofisticada.

Vivemos hoje o mais disruptivo Momento Civilizacional Bimodal da história do Sapiens, quando, pela primeira vez, começamos a utilizar um Modelo de Comando e Controle (a Curadoria) muito parecida ao Modelo de Sobrevivência das Formigas, que elimina a necessidade de Líderes-alfas Centralizados.

Vivemos um amplo processo gradual e exponencial de Desgerenciação dos processos produtivos, que terá impacto profundo na sociedade humana.

Estamos saindo do Modelo de Comando e Controle da Gestão, mais centralizado, (baseado nas Linguagens Oral e Escrita) e começando a resolver problemas, através do Modelo de Comando e Controle da Curadoria (baseado na Linguagem dos Rastros Icônicos) mais conhecidos como “as estrelinhas dos Ubers”.

Basicamente, estamos migrando do Modelo de Sobrevivência da Gestão (mais vertical) para o da Curadoria (mais horizontal), a partir das Tecnopossibilidades abertas pelas Ferramentas Digitais (novos Canais e nova Linguagem).

As novas gerações futuras, mais e mais viverão em um novo Ambiente de Sobrevivência Mais Descentralizado bem diferente do que seus antepassados, a partir do exponencial aumento populacional dos últimos 220 anos, quando saltamos de 1 para 8 bilhões de Sapiens.

Apresentamos abaixo um primeiro estudo que contou com a colaboração de diversos alunos da escola, entre eles, Leonardo Almeida, Átila Pessoa, Fernanda Pompeu, Rodrigo Palhano, Rodrigo Marques, Lawrence Chung, entre outros.

O objetivo da tabela “Mudanças no Mercado de Trabalho” é apontar, ainda de forma embrionária, prováveis mudanças no futuro e  criar um mapa para os Adaptadores Civilizacionais (veja mais sobre o conceito aqui) a preparar jovens e adultos para viver, de forma mais eficaz, neste novo cenário muito mais descentralizado.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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“Pela primeira vez na história da humanidade, a maioria das competências adquiridas por uma pessoa no início de seu percurso profissional estarão obsoletas no fim de sua carreira.”Pierre Lévy.

Vivemos hoje a mais disruptiva Revolução Midiática Civilizacional de toda a história, com a introdução de um Modelo Administrativo Curador – inspirado nas formigas –  com a radical redução da necessidade dos antigos “líderes-alfas” (Gestores Intermediadores).

Há um processo gradativo, mas acelerado, da passagem de Organizações Mais Centralizadas (Gestão) para Organizações Mais Descentralizadas (Curadoria) com o aumento radical da Taxa de Autonomia dos Profissionais.

O Profissional 2.0 será aquele com muito mais liberdade do que o 1.0, não tendo mais um gerente entre ele e o cliente. Estamos assistindo a um radical, exponencial e disruptivo processo de Desgerenciação na relação Profissional-Cliente.

O desafio que se coloca para o Profissional 2.0 é aprender a lidar dentro de um Ambiente Profissional muito mais descentralizado com uma Taxa de Decisões muito maior do que no passado.

Podemos dizer que há um radical aumento da Taxa de Liberdade o que implica NECESSARIAMENTE num aumento da Taxa de Responsabilidade de cada Profissional 2.0 para lidar num Ambiente Profissional mais Descentralizado.

Há uma série de novas competências (forma de pensar e agir) para que se possa aumentar a Taxa de Competitividade no Ambiente Profissional 2.0.

A migração do Profissional 1.0 para o 2.0 não é uma simples mudança conjuntural, mas principalmente estrutural na forma de pensar e agir, pois há uma aumento exponencial da Taxa de Liberdade e de Responsabilidade.

A atual Educação 1.0 é basicamente formatadora para que corações e mentes se acostumem a ser comandados por um professor e depois, no Ambiente Profissional 1.0, sigam a mesma orientação definida por um um gestor.

A atual Educação 1.0 é basicamente formatadora para que corações e mentes se acostumem a ter um local, uma turma e horário de entrada e saída e depois, no Ambiente Profissional 1.0, sigam a mesma lógica numa Organização Mais Centralizada (Gestora).

O atual Ambiente Educativo é formatado para que os Pré-Profissionais (jovens) se acostumem a trabalhar numa Organização Mais Centralizada, na qual há sempre um gestor (que substitui o professor) para definir o que precisa ser feito.

O formato do Ambiente Educativo é tão ou mais relevante do que o conteúdo do que é passado. A forma acaba se tornando algo muito mais invisível do que o conteúdo, que é mais visível.

Precisamos alterar o Ambiente Educativo 1.0 para o 2.0 para que se possa formatar corações e mentes dos Pré-Profissionais para trabalhar em Organizações mais Descentralizadas, nas quais terão um aumento exponencial das Taxas de Liberdade e Responsabilidade.

Há a necessidade URGENTE da preparação, antes de qualquer coisa, de um tipo de profissional específico, responsável para ajudar na Migração Civilizacional, que estou denominando inicialmente (até achar um conceito melhor) de Adaptadores Civilizacionais.

Os Adaptadores Civilizacionais são aqueles que conseguem entender a atual Revolução Midiática Civilizacional Digital na sua exata dimensão: a disruptiva passagem da Gestão para a Curadoria (nos seus mais diferentes estágios).

Os Adaptadores Civilizacionais são aqueles que vão ajudar os Profissionais 1.0 e os Pré-Profissionais 1.0 a migrar do atual estágio subjetivo de baixa para maior autonomia.

É preciso formar Adaptadores Civilizacionais para, só então, atuar junto aos Pré e Profissionais 1.0 num grande esforço para reduzir o Gap Civilizacional.

Vivemos hoje algo parecido, em escala, da passagem da escravidão para os livre contratos profissionais. E agora dos livres contratos para uma espécie de Startupização de cada profissional.

Se existe algo que vai gerar resultado no longo prazo na vida de um Profissional é a qualidade de migração do atual estágio de Liberdade e Responsabilidade 1.0 para a 2.0.

A missão dos Adaptadores Civilizacionais, uma nova profissão do presente, que reduzirá muito o sofrimento de muita gente no futuro, é ajudar a reduzir o Gap Civilizacional.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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“A ciência é a aquisição de conhecimento mais confiável sobre o mundo.”Jared Diamond.

Foi-se o tempo em que a Taxa de Reaprendizado era baixa. Cada vez mais, precisaremos nos dedicar mais e mais a aprender de forma cada vez mais eficaz.

(Detalhei nesta tabela as principais modificações, que os Bimodais conseguem enxergar sobre o Mercado de Trabalho 2.0).

Um Profissional 2.0, será muito mais pesquisador do que foi o Profissional 2.0. E para que se possa aumentar a Taxa de Reaprendizado é preciso um ferramental conceitual muito mais robusto.

Não basta, como se diz no mercado, apenas conhecer a “dor do cliente”, pois a dor do cliente envolve outros fatores de análise importantes para que se possa minimizá-la.

É preciso entender que o Profissional 2.0 precisará desenvolver um Diário de Bordo (Narrativa Profissional Progressiva), na qual teremos três fatores, que formam o Triângulo do Profissional de Excelência: Desconforto do Cliente, Fenômeno e Ferramentas de Tratamento.

O Triângulo do Profissional de Excelência é um organizador para que se possa criar o fundamental Diário de Bordo (Narrativa Profissional Progressiva).

O Triângulo do Profissional de Excelência se inicia por um Propósito Profissional (Decisão da Jornada). Qual é o Desconforto do Cliente (dor do cliente) que você está com vontade e acredita que tem o dom para minimizar?

Num mercado de trabalho muito mais dinâmico, cada profissional precisará ser muito mais centrado no Desconforto do Cliente para que possa aumentar e manter alta a Taxa de Competitividade.

]Vejamos um primeiro estudo do Triângulo:

  • O Desconforto Foco do Cliente (ou dor do cliente) é aquilo que está incomodando o seu cliente e que você tem vontade, paixão, desejo de ajudar a minimizar;
  • O Fenômeno Foco é aquele evento com o qual o seu cliente está tendo dificuldade de se relacionar, gerando o Desconforto Foco e você vai ajudar;
  • O Tratamento Foco é a forma de agir e pensar mais eficaz possível (formado por conceitos, ferramentas e metodologias) que você escolhe no mercado – ou até desenvolve – na tentativa de minimizar o Desconforto Foco do cliente.

O principal problema do Profissional, que pratica uma Baixa Taxa de Excelência, ainda mais agora num mundo mais inovador e competitivo, é não entender que o cliente tem um desconforto na relação com um determinado fenômeno e precisa de um tratamento qualquer para minimizá-lo. São três fatores.

Não adianta focar no Fenômeno e não se preocupar com o Desconforto do Cliente, bem como focar no Desconforto e não ter olhos para o Tratamento.

Um Profissional de Excelência é aquele que tem uma visão mais holística dos três vértices do Triângulo do Profissional Excelência e procura mantê-lo o mais equilibrado possível, através de um constante trabalho de desenvolvimento de um Diário de Bordo, que o vai guiando ao longo da Jornada Profissional.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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“Pela primeira vez na história da humanidade, a maioria das competências adquiridas por uma pessoa no início de seu percurso profissional estarão obsoletas no fim de sua carreira.”Pierre Lévy.

Narrativa Profissional é um conjunto de conceitos que cada pessoa desenvolve para atuar melhor no mercado.

A Narrativa Profissional tem como epicentro um Desconforto Foco, que um determinado cliente sente diante de um fenômeno específico.

O papel do profissional é fazer um alinhamento entre o desconforto do cliente diante do fenômeno específico, a partir de uma Narrativa Profissional cada vez mais eficaz, que envolve formas de pensar e agir progressiva.

A Narrativa Profissional, diante das atuais mudança de cenário, tem se tornado cada vez mais dinâmica e flexível, pois estamos saindo de um modelo de Organizações Mais Centralizadas (Gestão) para Organizações Mais Descentralizadas (Curadoria).

(Quando pensamos a Narrativa Profissional estamos falando de um Triângulo do Profissional de Excelência, que detalho mais aqui.)

Estamos aqui falando de um dos vértices do Triângulo do Profissional de Excelência que é o Tratamento Foco,  dividido em Conceitos, Ferramentas e Metodologias. O foco do artigo é abordar os Conceitos.

Os Conceitos (dentro do Vértice Tratamento Foco do Triângulo do Profissional de Excelência) são formados por duas estruturas básicas:

Conceitos Fins – aqueles voltados para o aperfeiçoamento da Narrativa Profissional, voltados para o problema/desconforto do cliente;

Conceitos Meios – aqueles voltados para refletir sobre o próprio processo de desenvolvimento de Narrativas Profissionais de maneira geral.

Os Conceitos Fins são criados pelos profissionais da mesma especialização, que estudam e atuam com o objetivo de minimizar o problema de um determinado cliente;

Os Conceitos Meios são criados pelos profissionais de especializações distintas, filósofos, teóricos, que estudam e atuam sobre a solução de problemas e desconfortos de clientes de maneira geral.

Vamos a exemplos:

No Propósito Profissional que escolhi  “ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o mundo digital” posso dizer que os Conceitos Fins são aqueles possa explicar o Fenômeno Foco (Revoluções Midiáticas no Geral) e a Digital (em particular).

No Propósito Profissional que escolhi, “ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o mundo digital” posso dizer que temos o Desconforto Foco que é a dificuldade de se adaptar a esse novo cenário Digital e, por fim, o Tratamento Foco (Conceitos, Ferramentas e Metodologias) para que este desconforto seja minimizado.

No Propósito Profissional que escolhi  “ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o mundo digital” posso dizer que os Conceitos Meios são todos aqueles que me ajudam a melhorar a minha capacidade de criar o meu Triângulo de Profissional de Excelência cada vez melhor.

São meta conceitos voltados para o aperfeiçoamento da minha Narrativa Profissional.

Assim, por exemplo, posso dizer que quando leio Pierre Lévy (especialista em Revoluções Midiáticas) estou procurando Conceitos Fins. E quando leio Ayn Rand (especialista em construção de narrativas) estou procurando Conceitos Meios.

Assim, por exemplo, posso dizer que quando desenvolvo o conceito Complexidade Demográfica Progressiva estou desenvolvendo um Conceito Fim, que tenta explicar melhor o Fenômeno Foco.

E quando abordo o Edifício do Pensamento (que ajuda a pensar níveis diferentes diante de problemas – filosofia/teoria/metodologia/operacional/ desconforto) estou aprimorando um Conceito Meio, que tenta aprimorar a Narrativa Profissional.

Uma Narrativa Profissional vai ganhando qualidade quando há uma preocupação com os dois níveis: Conceitos Fins e Meios. Seria igual a uma marcenaria, quando o marceneiro não só pensa na mesa que está fazendo (fim), mas também nas ferramentas que vai utilizar (meio) para que ganhe tenha cada vez mais excelência.

É isso, que dizes?

“O analfabeto do século 21 não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender.”Alvin Toffler.

Vivemos hoje uma Mudança Civilizacional Estrutural, a partir da chegada da Revolução Midiática Civilizacional Digital, que terá uma profunda mudança na forma de se exercer profissões no futuro.

Profissional, é bom que sejamos bem precisos quanto a conceitos, é, sempre foi e sempre será aquele que tem capacidade de resolver determinado desconforto de um cliente diante de um determinado fenômeno e é remunerado por essa atividade.

(Se a pessoa não recebe nenhuma remuneração, não é uma profissional, mas uma pessoa que tem um hobbie. Profissionalismo é uma ferramenta de sobrevivência de cada pessoa para poder pagar o almoço de todos os dias.)

Um profissional pode atender o cliente diretamente ou ser intermediado por algum organização, com seus respectivos graus de hierarquia, mas o objetivo final, se é uma empresa que está no mercado, é de resolver determinado desconforto de um cliente, que paga para ser mais feliz.

A Mudança Civilizacional Estrutural principal que estamos vivendo diante da chegada da ainda incipiente Civilização 2.0 é a passagem de Organizações mais Centralizadas (baseadas na Gestão) para mais as Mais Descentralizadas (baseada na Curadoria).

A Descentralização Organizacional Progressiva – uma necessidade de ajuste entre o Modelo de Sobrevivência e o novo Patamar de Complexidade Demográfico – ocorrerá em cada vez mais lugares, e mudará o Ambiente Profissional, de forma gradual e definitiva.

Cada vez mais, os Profissionais do Futuro se relacionarão mais diretamente com seus clientes e menos, através de intermediações, via gerentes, como ocorre hoje. A tendência é a Desgerenciação da relação Profissional-Cliente.

A Descentralização Organizacional Progressiva aumenta gradualmente e exponencialmente a Taxa de Instabilidade e isso implica a passagem de um Ambiente Profissional muito mais dinâmico, que exige uma Taxa de Adaptabilidade cada vez maior.

A prática de contratos livres de trabalho pelo mundo, criadas há séculos depois da escravidão, (ou carteira assinada como no Brasil) tenderão a ser exponencialmente reduzidas. Haverá forte Curadorização (Uberização e Blockchenização) do Ambiente Profissional!

Teremos Mudanças Exógenas (do mercado para os profissionais), a saber: aumento radical da velocidade de inovação, que gera cenário muito mais competitivo, com avaliação constante dos clientes, gerando uma inédita Reputação Digital (Rastros Icônicos) de cada profissional.

Vivemos hoje, assim, a maior mudança do Ambiente Profissional da história do Sapiens, quando estamos deixando de ser monitorados de forma mais vertical (pelos gerentes, representando os clientes) e passaremos a ser monitorados de forma mais horizontal (pelos clientes diretamente).

As Mudanças Exógenas (do mercado para os profissionais), irão demandar Mudanças Endógenas (dos profissionais para o mercado), tais como: demanda de aumento na taxa de Propósito na Carreira, Foco em Determinado Desconforto, relevante que gere valor mais para o cliente e não mais para o gerente.

As Mudanças Exógenas (do mercado para os profissionais) irão demandar Mudanças Endógenas (dos profissionais para o mercado), tais como: capacidade competitiva num cenário digital e, por fim, reaprendizado constante – o que significa redução da Taxa de Apego a paradigmas e valores conjunturais e aumento da Taxa de Desapego novos valores e paradigmas estruturais.

Mais ainda: capacidade afetiva e intelectual para lidar com um mundo de informação cada vez mais abundante, exige capacidade de discernir o que é essência do que é superficial e também separar o joio do trigo: o que é um conhecimento mais eficaz de um menos para sua atividade profissional.

A atual Formação Profissional 1.0, tanto do ponto de vista intelectual quanto emocional, não está preparada para tantas mudanças estruturais e isso tem criado um verdadeiro Choque Cultural Civilizacional tanto nos profissionais que estão no mercado, mas também os Pré-Profissionais (jovens entrantes).

Há ainda a ilusão de que os Pré-Profissionais (jovens) estão mais preparados para este novo Ambiente Profissional, mas não estão. Emocionalmente e Intelectualmente, os Pré-Profissionais têm os mesmos professores, o mesmo currículo, a mesma formação (e formatação) de seus pais.

Os Pré-Profissionais (jovens) estão sendo preparados para trabalhar em um Ambiente Profissional que está se acabando gradualmente e não para o novo que vem a todo vapor nas próximas décadas.

As mudanças que precisam ser estimuladas nos Pré-Profissionais devem estar focadas nos aspectos filosóficos, nos Valores e Paradigmas Estruturais e não em Adaptações Conjunturais às novas ferramentas e metodologias operacionais.

Há, portanto, uma forte demanda no mercado hoje por um profissional, que podemos chamar de Adaptadores Civilizacionais, que já estão por aí pipocando, mas não ainda com a devida formação – com a clareza necessária de como atuar de forma mais estruturada.

Os Adaptadores Civilizacionais têm que ter uma clara noção do antigo e do novo cenário e aquilo que precisa ser estruturalmente desapegado e do novo Apego Estrutural que precisa ser criado muito mais dinâmico e flexível.

O Adaptador Civilizacional é uma das novas profissões do futuro, um profissional chave para ajudar os demais a superar a Macro Crise Estrutural do Ambiente Profissional, que estamos vivendo.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora?

 

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Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora?

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É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“Outros animais são instintivamente induzidos a construir coisas como barragens ou favos de mel, mas somos os únicos capazes de inventar coisas novas e formas melhores de fazê-las.”Peter Thiel.

O Sapiens é a única espécie animal neste planeta que pode alterar, de forma rápida, consciente e opcional, o seu Modelo de Sobrevivência, ao longo do tempo.

Os outros animais têm o Modelo de Sobrevivência dependentes da genética e o nosso independe da mesma.

Por sermos uma Tecnoespécie, podemos aumentar a população, o que nos obriga a ir sofisticando, com o tempo, nosso Modelo de Sobrevivência, sempre na direção de menos verticalização para mais horizontalização.

Até a chegada do Digital, o Sapiens viveu a Era Sonora, um longo período, no qual nosso Modelo de Sobrevivência era centrado nas Linguagens Sonoras.

Depois do Digital, o Sapiens passa a entrar na Era por Rastros, um novo período, no qual nosso Modelo de Sobrevivência será fortemente centrado nas Linguagens por Rastros.

Dessa maneira temos e teremos dois tipos de organizações, compatíveis com cada um destes dois Modelos de Sobrevivência: as Organizações Sonoras e as Organizações por Rastros.

Todos os gestores de uma Organização Sonora tomam decisões exclusivamente baseadas em algo escrito ou conversado, o que foi ficando cada vez mais obsoleto, conforme os problemas se tornaram cada vez mais complexos.

As organizações atuais – isso não está nas teorias administrativas – têm o DNA Sonoro e, por causa disso, precisam OBRIGATORIAMENTE de lideranças mais centralizadas para que as coisas funcionem a contento.

As Organizações Sonoras nos ajudaram a chegar até a marca dos oito bilhões de Sapiens, mas bateram numa espécie de Muro Civilizacional.

Hoje, em função das novas Tecnopossibilidades Midiáticas, o Sapiens passou a experimentar o novo DNA Administrativo dos Rastros (inspirado nas formigas).

As Organizações por Rastros (Os Ubers no popular) conseguem resolver problemas com uma relação de custo/benefício melhor, pois se utilizam de um novo DNA de Sobrevivência mais dinâmico.

Nas Organizações por Rastros  há um envolvimento de muito mais gente nos processos de decisão, pois todos são, ao mesmo tempo, gerador e consumidor de informações.

É o DNA de Sobrevivência por Rastros, que permite que possamos ter organizações tipo Uber, na qual uma quantidade enorme de gestores, gerentes e chefes não são mais necessários.

A chegada e massificação das Organizações por Rastros é a grande novidade administrativa da espécie e marca a disruptiva passagem da Era Sonora (Civilização 1.0) para a Era dos Rastros (Civilização 2.0).

Como a Linguagem dos Rastros é mais adequada para lidar com Alta Taxa de Complexidade Demográfica (vide o caso das formigas) a macrotendência, que observamos para o futuro é o uso cada vez mais frequente desse novo DNA Administrativo.

As Zonas de Atração tenderão a ter mais e mais Organizações por Rastros e as Neutras e de Abandono terão uma hegemonia de Organizações Sonoras.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E VERMELHO: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

“Uma tecnologia só é uma tecnologia, se você nasceu antes dela.” – Alan Kay.

É comum o ser humano naturalizar todo tipo de hábitos e torná-los invisíveis, onde se inclui as tecnologias.

Muita gente acredita que tecnologia é apenas tecnologia nova, do tipo computador e celular. E cadeira e mesa não são tecnologias, mas “utensílios domésticos”.

Cadeira e mesa são tecnologias antigas, que chegaram em algum momento na nossa jornada e tiveram um certo tempo para serem naturalizadas.

Quando abrimos um jornal, por exemplo, tem uma seção para tecnologias (sempre as novas) e quando se fala de um novo trator vai para seção de agronegócios.

Fazemos uma confusão danada com as tecnologias, pois tudo que é antigo, naturalizamos, como se sempre tivessem existido. Não haveria Sapiens se não houvesse tecnologia.

Tem ainda outro problema bem comum ao pensarmos tecnologias.

Quando projetamos os impactos de novas tecnologias que surgem não conseguimos perceber além do uso mais direto, as consequências indiretas e inusitadas.

Uma nova ponte entre duas cidades, muda toda a história da vida de seus habitantes. Casamentos entre pessoas antes distantes, por exemplo, são consequências indiretas e inusitadas.

A invenção do estribo, por exemplo, permitiu que fosse mais fácil andar a cavalo (consequência direta), mas o uso militar com cavaleiros com armaduras foi algo imprevisto (consequência indireta).

Quando futuristas tentam entender as mudanças que ocorrem na sociedade com a chegada de NOVAS tecnologias, têm que observar além das consequências diretas, principalmente as indiretas.

Evite frases como: “As tecnologias estão mudando a sala de aula”. Já que as ala de aula sempre teve tecnologias, tais como caneta, apagador e giz. O que pode estar ocorrendo é a chegada de NOVA tecnologias.

Evite frases como: “As tecnologias são neutras  é apenas uma ferramenta que fazemos o que quiser com elas”. Tecnologias permitem que o Sapiens possa fazer algo que não podia e isso modifica a nossa espécie, com impactos objetivos e subjetivos.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“Mentes são como paraquedas – elas só funcionam quando abertas.” –  Thomas Dewar.

Somos uma Tecnoespécie e, por causa disso, podemos aumentar a população, de forma integrada, o que torna a sociedade humana, ao longo da nossa jornada, cada vez mais complexa.

Quando os problemas humanos vão ficando cada vez mais complexos, é óbvio que as soluções, por consequência, tenham que ser, cada vez mais, sofisticadas.

Outras espécies animais têm uma Taxa de Complexidade Demográfica Fixa. O Sapiens tem uma Taxa de Complexidade Demográfica Mutante, pois o número de membros vai aumentando gradualmente.

Uma Tecnoespécie como a nossa procura ajustar, quando possível, o Macro Modelo de Sobrevivência ao novo Patamar Demográfico, que vai ficando cada vez mais elevado.

Novos Macro Modelos de Sobrevivência acabam sendo criados, de forma mais sofisticada, para que se possa viver melhor com cada vez mais Complexidade.

O que seria, então, um Macro Modelo de Sobrevivência mais sofisticado?

Um Macro Modelo de Sobrevivência mais sofisticado é aquele que permite que as pessoas possam lidar melhor com o novo Patamar de Complexidade, resolvendo problemas novos e antigos de forma mais adequada.

Um Macro Modelo de Sobrevivência mais sofisticado é aquele em que cada pessoa ou grupo passa a participar mais das decisões, dividindo, assim, as responsabilidades diante da complexidade.

Se analisarmos o Macro Modelo de Sobrevivência dos outros animais vamos perceber que quanto mais membros têm uma determinada espécie, mais é preciso que cada indivíduo participe mais das decisões.

Lobos, por exemplo, têm um Macro Modelo de Sobrevivência mais vertical, via líder alfa, e é por causa disso que há um limite em algo em torno de cinquenta membros por alcateia.

Formigas, por outro lado, têm um Macro Modelo de Sobrevivência mais horizontal, sem líder alfa, e é por causa disso que conseguem ter um número de membros exponencialmente maior do que uma alcateia de lobos.

A maior Complexidade Demográfica das formigas exige mais liberdade e responsabilidade de cada membro para ir dividindo a alta Taxa da Complexidade da Sobrevivência.

Formigas podem ter uma Complexidade Demográfica maior, pois se utilizam de uma Linguagem mais Horizontal, baseada em Rastros.

Lobos NÃO podem ter uma Complexidade Demográfica maior, pois se utilizam de uma Linguagem mais Vertical, baseada em Sons.

Linguagens Sonoras são mais sofisticadas e Linguagens por Rastros mais simples, o que determina o tipo de Modelo de Sobrevivência praticado e, por sua vez, a Taxa de Complexidade Demográfica de cada espécie.

O Sapiens, por ser tecnológico, é a única espécie que pode migrar o Modelo de Sobrevivência, alterando as mídias, onde se inclui a Linguagem e, podendo, assim, trabalhar com Taxas cada vez maiores de Complexidade Demográfica.

No estudo que a Bimodais tem feito sobre a trajetória humana, descobrimos que, na Macro História há uma tendência a um Espiral Civilizacional Progressivo.

Mais gente, novas mídias, modelos de administração mais sofisticados, que viabilizam mais gente e assim sucessivamente.

Porém, diferente das outras espécies que têm um Modelo de Sobrevivência Automático e Homogêneo, que serve para todos os grupos daquela espécie, o Sapiens tem um Modelo de Sobrevivência Opcional e Heterogêneo.

Apesar de passarmos a ter, a partir das novas Tecnopossibilidades de uma nova mídia, a opção de implementar Modelos de Sobrevivência Mais Sofisticados (tanto novas ideologias quanto tecnologias) isso não ocorre de forma automática, mas eletiva.

Com o tempo, entretanto, os Modelos de Sobrevivência Mais Sofisticados vão sendo implantados, apresentando melhores resultados e passam a ser guias para os demais (Zonas de Atração).

O que podemos observar é que as Zonas de Atração definem o caminho futuro, pois conseguem ter a melhor Taxa de Aproveitamento das Tecnopossibilidades Existentes.

Obviamente, que temos diferentes aspectos culturais em cada um dos recantos do planeta, mas é da capacidade de aumentar a Taxa de Aproveitamento das Tecnopossibilidades Existentes que está o pulo do gato da qualidade de cada um destes lugares.

O que temos, assim, é, ao longo da jornada do Sapiens a migração de Modelos de Sobrevivência cada vez mais participativos para que se possa lidar melhor com a Complexidade Demográfica.

Na atual Revolução Civilizacional Midiática Digital, pela primeira vez, o Sapiens passa a utilizar, ainda de forma tímida e localizada, a Linguagem mais Horizontal dos Rastros, que é uma disrupção completa do Modelo de Sobrevivência anterior.

A Linguagem Horizontal dos Rastros permite que haja uma participação muito maior de cada Sapiens na solução de diferentes problemas – o que aponta uma forte tendência de uso daqui por diante.

O Modelo de Sobrevivência por Rastros permite ao Sapiens resolver problemas de complexidade que eram impossíveis no ambiente anterior, baseado em sons.

Quanto mais gente tivermos, mais participação precisamos ter das pessoas para dividir a complexidade. Por causa disso, o Modelo de Sobrevivência por Rastros é a grande macrotendência, formando as novas Zonas de Atração.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

“Quanto mais os seres humanos trocarem, mais bem sucedidos foram, são e serão.”Matt Ridley.

A sociedade é aquilo que as mídias permitem que ela seja. Fazemos tudo que é possível dentro das limitações das Tecnologias Midiáticas disponíveis.

Conforme vamos aumentando a população, vamos tendo a necessidade de dar um “upgrade” nas Tecnologias Midiáticas para poder resolver novos e antigos problemas.

As Tecnologias Midiáticas são o DNA Civilizacional de toda Tecnoespécie do Universo (só conhecemos, por enquanto, a nossa).

As Tecnologias Midiáticas criam um Ambiente Midiático Civilizacional sobre o qual interagimos, nos comunicamos, aprendemos, nos relacionamos e fazemos negócios.

Negócio é um sinônimo para as diferentes trocas humanas obrigatórias para resolver todos os tipos de problemas de sobrevivência. Sem negócios, não há sobrevivência.

Para que negócios sejam feitos é preciso que haja confiança entre as partes. E para haver confiança, as pessoas precisam ter o mínimo de Conhecimento com quem está se permutando.

A base dos negócios está, portanto, na confiança entre as partes. E a confiança entre as partes depende diretamente do Ambiente Midiático Civilizacional disponível.

Quando não havia escrita, por exemplo, tínhamos apenas Negócios Orais. Neste ambiente era meio complicado fazer acordos com pessoas muito distantes, pois não havia a Taxa de Conhecimento necessária para se gerar confiança.

A chegada e massificação da escrita, primeiro a manuscrita e depois a impressa, permitiu que negócios passassem a ser feito entre pessoas que não se conheciam, através de contratos.

Antes, no ambiente de Negócios Orais valia a expressão antiga, “negócios nos fios de bigode”.  Era a combinação entre pessoas, que moravam perto, que tinham laços de amizade ou parentesco, sem a necessidade de papel escrito.

Porém, os Negócios Orais eram limitados pelo tempo e lugar e só era feito entre pessoas que se conheciam, ou entre aqueles que eram conhecidos dos meus conhecidos.

As Tecnologias Midiáticas, portanto, estabelecem o Tecnoambiente Midiático de Confiança, determinado fortemente os negócios que são possíveis.

Quando temos um novo Tecnoambiente Midiático de Confiança, como a chegada agora do Digital, se quebra os antigos limites de conhecimento entre as pessoas, permitindo que ex-desconhecidos passem a ser conhecidos, passíveis de negócios. 

Dificilmente, antes do digital, alguém compraria uma bateria de celular de alguém do interior do país, enviando dinheiro antes e esperando que ele te mandasse o produto depois.

Por quê?

O Tecnoambiente Midiático de Confiança Sonoro (baseado na oralidade e na escrita) não permitia que isso fosse possível, pois era baixa a Taxa de Confiança de uma pessoa que não tivesse referências orais ou escritas da outra.

O Tecnoambiente Midiática de Confiança Sonoro, com o aumento populacional, acabou limitando a capacidade de negócios, pois as pessoas foram cada vez mais se “desconhecendo” em função do aumento das cidades.

Com o aumento dos habitantes de cada cidade, se perdeu, com o tempo, o ambiente dos Negócios Orais, mais horizontais e restritos, e passamos para o ambiente de Negócios no Ambiente das Mídias de Massa  amplo e verticalizado.

A confiança deixou de ser em conhecidos para marcas conhecidas, via marketing e propaganda.

O aumento da Taxa do Desconhecimento entre as pessoas favoreceu o surgimento, principalmente no século passado, de grandes organizações centralizadas.

Houve uma centralização do consumo, pois as pessoas, por não confiar em desconhecidos, optavam por comprar em “marcas conhecidas”.

A chegada do Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros, através do digital, rompeu com os limites dos negócios.

O Digital permite uma maior interação, um reencontro com os antigos conhecidos – que não se tinha mais contato – mas também entre novos conhecidos, que passam a ter a sua reputação exposta de forma aberta, via Rastros.

O que estamos assistindo com a gradual expansão do Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros é uma explosão de negócios entre desconhecidos.

O Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros – inspirado no das formigas – permite que os Desconhecidos Sonoros passem a ser Conhecidos por Rastros.

O Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros permite, via Reputação Digital, conhecer o histórico de pessoas, serviços, produtos, conteúdos. Há um processo de “conhecialização” de desconhecidos.

É o aumento da Taxa de Conhecialização de desconhecidos o grande pulo do gato dos Ubers.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

“Se algumas mudanças parecem ilógicas, isso se deve ao fato de que é observada à luz dos paradigmas anteriores.” Luc de Brabandere.

A pergunta mais corriqueira entre meus alunos, desde que comecei a ministrar aulas há mais de vinte anos é a seguinte: como mudar a cabeça do meu chefe, gerente, líder da minha organização para a inovação, em especial, a  disruptiva?

Podemos dizer que as inovações incrementais e mesmo radicais alteram camadas operacionais e metodológicas dentro do MESMO SISTEMA, mas não os valores e paradigmas mais profundos, criando um NOVO SISTEMA.

O problema da inovação disruptiva é de que ela exige modificação não apenas dos hábitos, mas fundamentalmente de valores e paradigmas, que a maior parte das pessoas herdou, quase que por osmose, e nunca refletiu sobre eles.

Valores e paradigmas, quase sempre, são transmitidos e  incorporados de forma inconsciente. É bastante complicado alterar algo dentro de você, quando nem sabe que existe.

Há determinadas coisas dentro de nós que consideramos “verdades absolutas”, mas, os fatos demonstram, que são apenas “verdades provisórias”, que precisam ser alterada, conforme novos contextos.

A inovação disruptiva, ao impor a criação de um novo sistema, exige não uma mudança operacional ou metodológica, mas filosófica.

Na inovação disruptiva, os valores filosóficos mais arraigados precisam ser tornados conscientes, reconhecidos, compreendida a necessidade de mudança e, só então, alterados.

Valores e paradigmas mais arraigados, quase nunca, estão dentro da camada consciente da mente – estão alocadas em um nível mais inconsciente, que as pessoas não costuma e nem gostam de visitar.

Mais ainda.

É dentro de determinado sistema filosófico (a forma de pensar e agir, consciente ou não), que as pessoas sobrevivem.

Quando se fala que vai se alterar valores e paradigmas do sistema filosófico utilizado para a sobrevivência da pessoa, é natural que ela reaja contra com muita energia.

É dentro de determinado sistema filosófico (a forma de pensar e agir, consciente ou não), que pessoas criaram todo o seu status e respectiva aura de autoridade.

Quando se fala em inovação disruptiva, você está dizendo para alguém que ele precisa mudar algo que ele nem sabe que é passível de mudança e que todo o status que ele conquistou até ali precisa ser reconquistado.

Nosso ego vive, assim, dentro de um determinado ambiente sistêmico e sair dele exige uma Alta Taxa de Desapego.

Quando se torna praticamente obrigatória uma mudança de sistema (é como definimos inovação disruptiva), estamos tratando de abrir mão, no primeiro momento, de status, de autoridade, de benefícios.

Thomas Kuhn (1922-96) diagnosticou que pessoas que vivem dentro de um determinado sistema de crenças, valores e paradigmas, quando se deparam com determinadas necessidade de mudança,  morrem sem conseguir mudar.

Quando temos uma Alta Taxa de Apego a um determinado Sistema, não adiante tentar convencer a pessoa que ela tem que mudar. Quanto mais ela se sentir obrigada a promover a mudança, mas ela tenderá a rejeitá-la!

Existe um trabalho interno da pessoa com ela mesma. A pessoas precisa se autoconvencer, a partir do contato direto com a realidade, de que os antigos paradigmas estão atrapalhando e se tornaram tóxicos.

O promotor da mudança – profissionais especializados em ajudar em mudanças disruptivas – têm que divulgar a necessidade, mostrar a via alternativa e aguardar para que, aos poucos, os menos apegados apareçam.

Enquanto este primeiro passo do “quero ajuda!” não for feito, de dentro para fora, o convencimento soará para o resistente como algo que não faz sentido. Ela fará do agente de mudança um inimigo e nunca, um parceiro.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

“O futuro é regional e não temporal.”John Naisbitt.

Diferente dos outros animais, o Sapiens escolhe a forma como vai viver, não é automática. Temos uma alta Taxa de Independência Genética, se comparada a outras espécies.

O Modelo de Sobrevivência é uma opção feita, de forma consciente ou inconsciente, por cada indivíduo, organização, país. Testamos e escolhemos o menos ruim, pois não existe e nunca existirá “sobrevivência perfeita”.

Como diz Einstein (1879-1955), na sua capacidade única de pensar:A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na capacidade de lidarmos com eles.” 

Diferente dos outros animais, o Sapiens, por ser a única Tecnoespécie do planeta, tem uma capacidade única de aumentar a população de forma integrada, cooperativa e codependente.

A Complexidade Demográfica Progressiva, algo que está na essência da nossa espécie nos coloca o desafio, de tempos em tempos, de criar novos Modelos Estruturais de Sobrevivência mais compatíveis com os novos Patamares de Demográficos.

Note que os novos Modelos Estruturais de Sobrevivência passam a ser possíveis, a partir das novas Tecnopossibilidades Midiáticas.

Com o tempo, depois da chegada e massificação das novas mídias, os novos Modelos Possíveis de Sobrevivência vão sendo testados e disseminados, de forma particular, através de Modelos Conjunturais de Sobrevivência.

Existe um novo DNA de Sobrevivência, que cada pessoa, organização ou país pode passar a utilizar, ou não, a critério da escolha de cada um.

Pessoas, grupos, organizações, cidades, países vão analisando as experiências, os melhores resultados e vão aderindo e se adaptando ao que funciona melhor em termos de sobrevivência, conforme as possibilidades ideológicas, culturais particulares.

A capacidade de criar novos Modelos Estruturais de Sobrevivência e poder escolher a menos ruim é um dos “pulos do gato” da nossa Tecnoespécie, que nos permitiu chegar a incrível marca de 8 bilhões de Sapiens.

Podemos chamar esse Pulo do Gato da Sobrevivência de processo de Comparação Criativa, que permite que algo – seja lá o que for – que foi bem ou mal sucedido em algum tempo e lugar possa ser adotado por outro, ou não.

Quando analisamos Revoluções Midiáticas Civilizacionais – o mais disruptivo entre todos os fenômenos da nossa espécie – aplicamos também a Comparação Criativa.

Pessoas, organizações, cidades, países podem adotar, ou não, os benefícios das novas Tecnopossibilidades Midiáticas, gerando, em função da sua escolha, Zonas de Atração, Neutra ou de Abandono.

Zonas de Atração são aquelas que conseguem, por diferentes motivos, extrair o máximo das novas Tecnopossibilidades Midiáticas, das Cosmovisões e Ideologias disponíveis, que começam a aparecer em cada vez mais lugares.

Pessoas, organizações, cidades, países, que passam a rejeitar as novas Tecnopossibilidades Midiáticas, reduzem a capacidade de resolver problemas e, por causa disso, se tornam Zonas de Abandono.

As pessoas tendem a migrar para as Zonas de Atração, na qual parece que haverá uma maior Taxa de Prosperidade e sair das Zonas de Abandono, na qual a Taxa de Prosperidade passa a ser menor.

(É bom notar que tecnologias são criadoras de novas Tecnopossibilidades. O Sapiens é, a cada novo aparato, empoderado para fazer algo que não era possível anteriormente. Como diz Marshall McLuhan (1911-80):”tecnologias são criadas e recriam o ser humano”)

Novos Modelos Estruturais de Sobrevivência, como qualquer inovação do Sapiens, são propostos, testados, avaliados, aceitos, adaptados de forma mais ou menos criativa, pois permitem a solução, de forma mais sofisticada, de antigos e novos problemas.

Se analisarmos ao longo da história, Modelos Conjunturais de Sobrevivência que se proliferam são aqueles que permitem o aumento da descentralização, melhorando a Taxa da Qualidade das Decisões e a Taxa de Inteligência Coletiva.

Novos Modelos Estruturais de Sobrevivência trazem como grande tendência a Descentralização Progressiva, que permite com as novas Tecnopossibilidades Midiáticas mais interação, mais participação, mais trocas, mais informação e, portanto, um aumento da Taxa de Inteligência Coletiva.

Quanto mais cada indivíduo pode participar das decisões, mais aumentamos a Taxa de Inteligência Coletiva e melhor podemos lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva e vice-versa.

Quanto mais centralizado é um Modelo de Sobrevivência, há menos interação, participação, trocas, compartilhamento da informação e, portanto, se reduz a Taxa de Inteligência Coletiva, reduzindo a capacidade de lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Os Modelos Conjunturais de Sobrevivência (que têm o DNA do Modelo Estrutural), entretanto, apesar de serem testados e se proliferarem não são adotados por todos. Eles são uma espécie de opção disponível, que podemos adotar, ou não.

Muitas vezes são adaptados parcialmente, com mais ou menos criatividade, e outras rejeitados, conforme o Apetite para a Inovação de cada pessoa, organização ou país.

No mundo do Sapiens, sempre haverá, assim, três Zonas de Sobrevivência: as de Atração, Neutras e as de Abandono.

As Zonas de Atração são aquelas em que se adota de forma mais criativa as novas Tecnopossibilidades Midiáticas e conseguem, assim, maiores Taxa de Inteligência Coletiva e, portanto, geram mais prosperidade.

As Zonas Neutras, em geral, adotam parcialmente, de forma acanhada, o Modelo Estrutural de Sobrevivência.

As Zonas de Abandono, em geral, não adotam o Modelo mais sofisticado de Sobrevivência, insistindo em Modelos de Sobrevivência mais Centralizados e Obsoletos.

O Aumento da Taxa de Prosperidade, assim, é consequência direta do Aumento da Taxa de Inteligência Coletiva, que, por sua vez, é provocada pelo aumento da Taxa de Descentralização das Decisões.

Dentro deste contexto, podemos responder a pergunta de Lucinélio Chaves de Azevedo: “Sobre mudanças midiáticas nos diferentes sistemas (capitalismo e socialismo): existem mudanças midiática em Cuba?”

Cuba é claramente um exemplo de Zona de Abandono, de baixa Taxa de Inteligência Coletiva e, por sua vez, com baixa Taxa de Prosperidade.

É um Modelo de Sobrevivência que segue o mesmo DNA das Monarquias Absolutistas pré-republicanas, com Alta Taxa de Doutrinação continuada das crianças, visando o aumento da Taxa de Massificação dos adultos – o que gera baixa Taxa de Capacidade de Questionamento do Poder Vigente.

A centralização das decisões no poder central leva o país a ter uma baixa Taxa de Qualidade das Decisões, na sequência baixa taxa de Inteligência Coletiva e de Prosperidade, reduzindo a capacidade de lidar, de forma mais adequada, com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Um país centralizado, que massifica corações e mentes da população em torno das ideias de um determinado centro, necessita de uma alta Taxa de Controle sobre a Informação. É parte integrante da sustentação do modelo.

Quanto mais centralizado for o poder, mais haverá necessidade de se controlar a informação e vice-versa.

Por causa disso, a adesão e massificação das Inovações Midiáticas em Cuba – ou em Zonas de Abandono similares –  têm um ritmo muito mais lento do que nos demais países, devido à necessidade do sistema de controlar a forma como os cidadãos pensam, se informam, interagem e se mobilizam.

E aí podemos dividir Zonas de Abandono em duas:

  • Zonas de Abandono Totalitárias – aquelas em que todos têm a obrigação de pensar como o poder central, o caso de Cuba, Coréia do Norte e, em menor grau, China;
  • Zonas de Abandono Autoritárias – aquelas em que todos podem ter ideias diferentes do poder central, mas não podem divulgar as ideias contrárias, algo que tem ocorrido com mais frequência no atual Embate Estrutural Civilizacional entre a Velha e a Nova Ordem.

No caso de Cuba, em particular, temos uma Zona de Abandono Totalitária, com baixa Taxa de Inteligência Coletiva e, portanto, de Prosperidade.

Assim, respondendo a questão do Lucinélio: existe algum tipo de mudança midiática em Cuba, mas de forma precária e controlada, muito mais lenta do que nas outras Zonas de Sobrevivência.

É isso, que dizes?

Sugestão de artigo feita por Lucinélio Chaves de Azevedo, que me provocou da seguinte maneira:

“Sobre as mudanças midiáticas nos diferentes sistemas (capitalismo e socialismo): existem mudanças midiática em Cuba?”

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

Sugestão de artigo de Henrique Borges Alves Junior:

Nepo, penso que seria interessante vc fazer um artigo sobre as profissões e negócios neste mundo digital disruptivo. O que fica, o que sai e o que muda. Qual o futuro dos negócios? Onde investir?

 

A natureza não deu ao homem uma forma de sobrevivência automática.Ayn Rand.

Existe uma necessária alteração na forma como enxergamos o Motor da História do Sapiens. O Motor da História é uma espécie de Pilar Paradigmático Estrutural das Ciências Sociais.

Qual revisão precisa ser feita neste Pilar Paradigmático Estrutural das Ciências Sociais?

Antes de tudo, somos uma Tecnoespécie e não simplesmente e apenas uma espécie cultural. Praticamos na nossa jornada de adaptação histórica um tipo de Espiral de Sobrevivência Contínuo influenciado pelo aumento populacional, novas mídias e novos Modelos de Sobrevivência.

De tempos em tempos, por causa do aumento da Complexidade Demográfica de forma Progressiva, o Sapiens precisa recriar o seu Macro Modelo de Comunicação, pois precisa interagir de forma cada vez mais sofisticada, leia-se descentralizada.

Novos Macros Modelos de Comunicação mais descentralizados permitem dois movimentos em paralelo: um aumento radical da conscientização e participação da sociedade (a partir das Tecnopossibilidade dos Novos Canais Midiáticos) e de praticar um novo Macro Modelo de Sobrevivência (a partir das Tecnopossibilidade da Nova Linguagem Midiática).

O novo Macro Modelo de Sobrevivência permite o início da experimentação de novos Métodos de Comando e Controle mais centralizados para mais distribuídos.

(Quando temos apenas a chegada de novos Canais Midiáticos, tais como a chegada e massificação do rádio, a televisão, o telégrafo, o telefone temos Evoluções Midiáticas Civilizacionais e não Revoluções).

Quando temos conjuntamente a chegada de novos canais e nova linguagem, tais como a oralidade (boca/palavras) ou a escrita (papiro-papel/palavra escrita) ou o digital (computador e Linguagem dos Rastros) temos uma Revolução Midiática Civilizacional.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais – Fenômeno Recorrente e Espontâneo do Sapiens tem como grande objetivo a sofisticação (leia-se descentralização) dos Modelos de Intermediação de Sobrevivência.

As antigas mídias definiam uma espécie de Limite Tecnológico do Modelo de Sobrevivência, que são passíveis de atualização com as novas. Há uma superação das antigas Intermediações, criadas para um Patamar Demográfico para uma nova mais sofisticada.

Novas mídias permitem novos Modelos de Intermediação de Sobrevivência mais sofisticados, mais descentralizados, mais interativos e participativos, iniciando, por causa disso, uma nova Era Civilizacional.

O Sapiens, ao aumentar a Complexidade Demográfica, é, portanto, OBRIGADO a procurar Modelos de Sobrevivência cada vez mais compatíveis com o novo Patamar Demográfico.

O objetivo de novos Modelos Estruturais de Sobrevivência é o de permitir que tomemos decisões cada vez mais participativas e cooperadas para que se reduza a taxa de Imprevisibilidade do Efeito Dominó.

(Quanto mais centrais são as decisões numa sociedade, mais gente sofre as consequências previsíveis e, principalmente, as imprevisíveis. E, por causa disso, mais se aumenta a taxa de Imprevisibilidade do Efeito Dominó.)

Uma Tecnoespécie que aumenta constantemente a população precisa descentralizar as decisões para reduzir os danos cada vez maiores da Imprevisibilidade do Efeito Dominó.

Conforme temos o aumento gradual da Taxa de Complexidade Demográfica, os antigos intermediadores não mais conseguem manter o mesmo padrão de qualidade de atendimento do início da Antiga Era Civilizacional.

O aumento da Taxa de Complexidade Demográfica vai obsoletando o antigo Modelo de Intermediação de Sobrevivência e impedindo que uma série de problemas possa ser resolvido.

Há uma demanda latente da sociedade por novas Tecno-Soluções para que possamos sobreviver com mais qualidade.

Aumento populacional sem novas mídias, que permitam descentralizar as decisões provocam uma gradual e, cada vez mais grave, Crise Civilizacional Estrutural.

Do ponto de vista organizacional, o antigo Modelo de Intermediação de Sobrevivência do Sapiens vai chegando a uma espécie de Barreira Tecnocultural, que se torna impossível resolver a contento uma série dos novos e antigos problemas cada vez mais complexos.

Do ponto de vista político, o Modelo de Intermediação de Sobrevivência adotado, de forma gradual, vai consolidando uma Ordem Tecno-Ideológica, que passa a se beneficiar do Modelo Intermediador de plantão.

Podemos dizer que o Modelo de Intermediação de Sobrevivência vigente cria uma Ordem Tecno-Ideológica, que vai ficando obsoleta em função do aumento gradual e constante da Taxa de Complexidade Demográfica.

Aos poucos, com a experiência adquirida a Ordem Tecno-Ideológica passa a aprender a controlar cada vez mais os Canais de Interação, Informação e Mobilização.

Isso não é bom e nem ruim, mas necessário e natural, porém a Ordem Tecno-Ideológica se torna obsoleta e, com o tempo, vai utilizando o modelo para benefício próprio.

A obsolescência da Ordem Tecno-Ideológica é provocada pelo aumento da Taxa de Complexidade Demográfica, que vai gerando demanda latente, inconsciente e invisível por mudanças estruturais na sociedade.

Se cria, assim, uma Velha Ordem, que não só não sabe pensar e agir de forma diferente dos valores e paradigmas do Modelo de Intermediação de Sobrevivência vigente, mas também NÃO QUER perder os benefícios que a o novo Modelo traz para a sociedade.

A Velha Ordem passa, com a chegada da Revolução Midiática Civilizacional a ser um forte polo de resistência contra as mudanças em diversos campos do novo Modelo de Intermediação de Sobrevivência, que passa a constituir e defender uma Nova Ordem.

Estes Movimentos Midiáticos Estruturais não eram conscientes, até o momento, quando se inicia, a partir da nova mídia, um Embate Estrutural na sociedade daqueles que querem mudanças (os mais prejudicados) e daqueles que não querem (os mais beneficiados).

A sociedade passa – com as possibilidades abertas pelo novo Modelo Intermediador de Comando e Controle por Rastros –  passa a ter novas ferramentas para se informar, interagir e se mobilizar, expressando o desejo por mudanças estruturais.

Não há consciência do que será exatamente a Nova Ordem, mais se há um desejo latente para que as coisas mudem.

A Velha Ordem não só não consegue mais resolver os antigos e novos problemas, mas sustentar os argumentos que as mantinha no controle, que era exercido em função do Controle Informacional.

Basicamente, a diferença entre a Velha e a Nova Ordem é a passagem de um Modelo Intermediador de Comando e Controle Sonoro (similar a dos mamíferos) para o do Rastros (similar a das formigas)um mais centralizado para outro mais descentralizado.

A Nova Ordem inicia – e começa a mudança por aí – resgatar valores e paradigmas antigos, porém, isso não basta. É preciso inventar novas Cosmovisões e Ideologias para transformar o movimento espontâneo em consciente.

A chegada e massificação de Novas Tecnologias Midiáticas demandam obrigatoriamente a criação de novas Cosmovisões (Estrutural) e Ideologias (Conjunturais).

Há uma nova Tecno-sociedade, agora viável e possível, que não poderia ser criada antes da Revolução Midiática e precisa não só questionar os problemas da Velha Ordem, mas também apontar os novos valores e paradigmas para a Nova Ordem.

O novo Modelo de Comando e Controle por Rastros mais descentralizado, ainda incipiente, que já passa a ser usado, não constitui ainda em uma bandeira política, social e econômica.

A Nova Ordem precisa de pensadores inovadores e criativos, que façam uma síntese entre tudo que funcionou no passado e aquilo que pode ser aprimorado no futuro pelas novas Tecnopossibilidades.

Assim, a chegada de Revoluções Midiáticas Civilizacionais se caracteriza nas suas primeiras etapas em uma verdadeira “guerra” entre uma Velha e uma Nova Ordem. Entre um Modelo de Intermediação de Sobrevivência mais centralizado para um mais descentralizado.

A Velha Ordem passa a defender o Modelo de Intermediação de Sobrevivência que ela conhece e se beneficia dele e a Nova Ordem que quer criar um novo para superar os antigos privilégios, que não são mais sustentáveis num ambiente informacional mais descentralizado.

Tivemos, temos e teremos esse Embate Estrutural Civilizacional entre Ordens de Sobrevivência toda vez que temos a chegada de uma Revolução Midiática Civilizacional.

Na chegada da prensa, tais como protestantes (mais descentralizados) x católicos (mais centralizados).

Ou monarquistas (mais centralizados) x republicanos (mais descentralizados).

São Embates Civilizacionais Conjunturais, que ocorrem dentro de um Embate Civilizacional Estrutural, marcando o início da passagem de um Modelo de Intermediação de Sobrevivência para outro.

(Isso não ocorre de forma homogênea e nem linear – que cabe discutir em outro artigo.)

Todos os embates políticos que estamos assistindo e assistiremos ao longo das próximas décadas, talvez até século, se dará entre a Velha Ordem, que defende uma Intermediação mais Centralizada e uma nova uma Intermediação mais descentralizada.

Quem viver, brigará!

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO SÓ UMA VEZ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

 

“Os outros animais sobrevivem se adaptando ao em torno. O ser humano adapta o entorno a si mesmo.”Ayn Rand.

Vivemos nestes últimos dois anos dois fenômenos sobrepostos: a Revolução Midiática Civilizacional Digital e a Pandemia do Corona vírus. Ambos têm a mesma causa: o acelerado aumento demográfico.

Quanto mais gente no planeta, mais precisamos interagir para sobreviver com mais qualidade e quanto mais interagimos, mais precisamos de mídias mais sofisticadas (leia-se descentralizadas).

Quanto mais gente no planeta, mais precisamos interagir para sobreviver com mais qualidade e quanto mais interagimos, mais temos riscos de gerar Epidemias e Pandemias.

Mais gente gera globalização e as consequência positiva da globalização é a inovação midiática e a negativa é o risco de criação de Pandemias com cada vez mais frequência.

A Pandemia do Corona vírus e a Revolução Midiática Civilizacional Digital são fenômenos essencialmente diferentes.

Pandemias são Fenômenos Conjunturais, de curta ou média duração e Revoluções Midiáticas Civilizacionais são  Fenômenos Estruturais, de longa duração.

Podemos conviver com várias novas Pandemias, mas terão sempre efeito passageiro (a não ser que tenhamos uma devastadora que mate bilhões de pessoas).

Uma Revolução Midiática Civilizacional, por outro lado, tem um efeito permanente, pois altera a forma como interagimos uns com os outros.

Depois que começamos a falar (oralidade) nunca mais deixamos de fazê-lo. Ou mesmos de ler e escrever (escrita). E mesmo agora nunca mais deixaremos de usar algo similar a celulares e computadores.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é um Fenômeno Social Recorrente e as suas respectivas aparições na história tem o que podemos conceituar de Efeito do Novo Canal e Efeito da Nova Linguagem.

O Efeito do Novo Canal de uma Revolução Midiática Civilizacional tem as seguintes características:

  • aumento exponencial da Taxa de Novas Fontes de Informação não mais atreladas à Velha Ordem (modelo de sobrevivência que entra em obsolescência);
  • aumento exponencial da Taxa de Interação entre as pessoas, quebrando antigas intermediações, que não eram possíveis nas Tecno-Características das antigas mídias;
  • aumento da Taxa de Mobilização com manifestações coletivas, que passam a questionar a forma de agir e pensar da Velha Ordem;
  • em resumo, as novas Tecnopossibilidades abertas pelos novos Canais Midiáticos permitem, conforme cada nova mídia , uma radical quebra dos antigos
    limites de interação tanto no tempo quanto de lugar.

O Efeito da Nova Linguagem de uma Revolução Midiática Civilizacional tem as seguintes características:

  • a partir das novas Tecnopossibilidades abertas pela nova Linguagem Midiática, o Sapiens pode iniciar a experimentação de uma nova forma de Comando e Controle sobre os processos administrativos.

Vivemos hoje, assim, mudanças estruturais na sociedade provocadas pelos Efeitos dos Novos Canais e da Nova Linguagem, que são um aumento exponencial da Taxa de Participação Social e na criação da Curadoria – Novo Macro Modelo de Comando e Controle por Rastros – muito mais descentralizado do que o anterior o antigo e agora em processo de obsolescência Macro Modelo de Comando e Controle por Sons.

O Novo Normal da Pandemia se caracterizou pelo uso massivo dos novos Canais Midiáticos para resolver o impasse das pessoas, que passaram a não poder mais circular como faziam, o que gerou a demanda emergente da quebra de barreira do tempo e lugar.

Porém, o Novo Normalzão, além da quebra da barreira de tempo e lugar,  será marcado principalmente, ao longo do tempo, pelo uso gradual da Curadoria (Macro Modelo de Comando e Controle por Rastros), que é muito mais sofisticado e, por isso, mais competitivo do que o da Gestão (Macro Modelo de Comando e Controle por Sons).

É isso, que dizes?

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“O antigo deve ser pensado em função do novo.”Gaston Bachelard.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática Civilizacional – um macro movimento sistêmico e espontâneo de ajuste civilizacional, que visa equilibrar a sociedade com o novo patamar demográfico.

A Revolução Midiática Civilizacional é uma macro “Tecno-Pandemia”, que tem, gradualmente, criado um novo “Normalzão”.

Como defendemos aqui a Tecno-Pandemia é um fenômeno DRED (Desconhecido, Rápido, Estrutural e Disruptivo), que causou uma Macro Anomalia nas Ciências Sociais.

Diferente da Ruptura Endógena nas Ciências Sociais (um cientista sugere a mudança) proposta por Charles Darwin (1809-82), a Revolução Midiática Civilizacional é uma Ruptura Exógena (um fenômeno que obriga a mudança na forma de pensar e agir).

A Revolução Midiática Civilizacional Digital é, assim, uma Anomalia Exógena, pois é um fenômeno que não era reconhecido como relevante para grande parte dos pesquisadores da sociedade.

Uma Anomalia Exógena gera mais confusão do que uma Anomalia Endógena, pois não existe um autor que sugere uma mudança na forma de pensar e agir de determinada Ciência, que todos podem ler, analisar e se posicionar.

Hoje, há um enorme esforço para compreender a Revolução Midiática Civilizacional, mas o primeiro passo é admitir a Anomalia Exógena.

Uma Anomalia significa a incapacidade de compreensão das ideias de um autor ou determinado fenômeno pelos atuais paradigmas.

Uma Anomalia Exógena é caracterizada pela chegada de um novo fenômeno, até então, desconhecido pelo senso comum de determinada Ciência.

As Ciências Sociais estudam a sociedade humana e a analisa em diferentes aspectos, a partir de diferentes áreas, tais como Economia, Direito, Administração, Educação.

Há um pilar central nas Ciências Sociais, que divide os pesquisadores, que podemos chamar de “Qual é o motor da história?”. Ou “Quais são os fatores que levam às mudanças estruturais da sociedade?”.

Marxistas, por exemplo, defendem que o motor da história é a contínua luta de classes entre explorados e exploradores. Liberais acreditam que há uma ordem espontânea na procura de um ambiente mais ruim para um menos ruim.

Liberais se alinham mais às ideias de Darwin, que analisam a espécie num movimento espontâneo pela adaptação diante da sobrevivência ao longo do tempo.

A atual Revolução Midiática Civilizacional questiona ambas as correntes hegemônicas, pois aponta, pela lógica, que temos um “motor da história tecno”.

A afirmação de Pierre Lévy de que “novas mídias provocam novas Eras Civilizacionais” (leia o livro Cibercultura) sugere um novo motor da história, que consegue explicar melhor tanto o passado quanto o presente.

Pierre Lévy, como os pesquisadores da Escola Canadense de Comunicação, sugerem um ajuste para sanar a Anomalia Exógena, trazendo o aspecto tecnológico para explicar as grandes mudanças civilizacionais, incluindo a atual.

Os pesquisadores Bimodais aqui no Brasil acrescentaram o Fator Demográfico no novo Motor da História sugerido pelos canadenses. Segundo nossa versão é o contínuo aumento populacional o Fator Causante das Revoluções Midiáticas Civilizacionais.

Temos, assim, uma proposta de modificação no Pilar Central das Ciências Sociais, que é uma proposta disruptiva de mudança na forma de se encarar o Motor da História.

Este, a nosso ver, o principal ajuste filosófico teórico para superar a Anomalia Exógena, que atingiu as Ciências Sociais, que terá desdobramentos na visão geral e em cada uma das respectivas áreas.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Problemas filosóficos genuínos são sempre realizados fora da filosofia, e eles morrem se essas raízes apodrecem.Karl Popper.

O termo Filosofia induz a um certo erro. Parece que é um substantivo, mas, na verdade, é um verbo: filosofar, processo de tentativa de estabelecer Perguntas e Respostas Estruturantes e Progressivas.

Filosofar, ou o Diálogo Filosófico, é uma ferramenta humana para sobreviver de forma mais adequada.

Assim, Filosofar não é uma perda de tempo, desde que seja uma atividade voltada para resolver problemas reais e não imaginados.

Podemos definir o Filosofar, assim, em dois. O verdadeiro, caixa alta, Filosofar para a Sobrevivência e o falacioso, caixa baixa, Filosofar como se fosse um Hobbie.

Temos uma fantasia que o Filosofar se iniciou na Grécia, mas isso é um engano. A demanda por Perguntas e Respostas Estruturantes e Progressivas é inerente a uma Tecnoespécie.

Uma Tecnoespécie tem uma maior Taxa de Independência Genética, se comparada a outras espécies e, por causa disso, precisa escolher caminhos, decidir entre diferentes encruzilhadas.

Algumas Encruzilhadas de Sobrevivência são mais operacionais e outras mais abstratas. Quanto mais são ligadas aos valores e paradigmas, mais dependem para a sua adequação aos Diálogos Filosóficos.

Desde que resolvemos Ser (verbo) Humanos, temos a Demanda Progressiva para responder a estas perguntas estruturantes.

Uma Tecnoespécie, entretanto, como é criadora de novas Cosmovisões, Ideologias e Tecnologias consegue aumentar a Complexidade Demográfica.

As Perguntas e Respostas Estruturantes do passado não servem mais no futuro, não só pelo acúmulo de filósofo sobre filósofo, mas também pelo aspecto operacional: precisamos de respostas cada vez mais adequadas.

Assim, o Diálogo Filosófico é sempre marcado pela necessidade de uma redução da Taxa de Emocionalismo para

Porém, como temos a possibilidade de aumentar a população, de forma progressiva, a resposta filosófica de ontem não serve mais para a de hoje.

O processo do Diálogo Filosófico vai na direção do aumento da Taxa de Lógica e da “Matematização” das respostas para que possamos nos adequar ao patamar cada vez maior de Complexidade Demográfica.

Porém, o processo não é contínuo no aumento de lógica, para mais lógica, mais lógica. Tivemos no último século, por exemplo, um aumento da Taxa de Emocionalismo, devido à concentração de mídia.

Quando aumentamos a população e não conseguimos promover Revoluções Midiáticas, a tendência é a massificação da sociedade e o aumento gradual da Taxa de Emocionalismo.

Quando promovemos Revoluções Midiáticas, a tendência é a “desmassificação” ou personalização da sociedade e o aumento gradual da Taxa de Reflexão.

Hoje, temos a necessidade de promover atividades para que possamos reduzir a Taxa de Emocionalismo, resgatando o Diálogo Filosófico para a Sobrevivência, atualizando Perguntas e Respostas.

Mais ainda.

Não só temos que resgatar ALGUNS filósofos, que conseguiram manter suas ideias relevantes, mas também criar novas cosmovisões e ideologias para que possamos lidar com as novas Tecnopossibilidades.

Sem a revisão e atualização do Diálogo Filosófico para a Sobrevivência nossa dificuldade de lidar com a Civ 2.0 (Apelido de Civilização 2.0) será cada vez maior.

É isso, que dizes?

 

“As pessoas não resistem às mudanças. Elas resistem a ser mudadas.”Anônimo.

O pessoal adora criar siglas para explicar o atual mundo: VUCA, BANI. Tais siglas muito mais atrapalham do que ajudam, pois não são baseadas em conceitos adequados, mas apenas em emoções.

O problema é que VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade) não se refere ao mundo que estamos vivendo, mas apenas e tão somente a como nós estamos sentindo este mundo e não como ele é!!!!

Não é a Civilização 2.0 que é VUCA, mas como nós nos sentimos diante dela. Emoções são APENAS o primeiro passo no processo de perceber, conceituar e, finalmente, narrar fenômenos.

O problema é o mesmo na sigla BANI (Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível) não está do lado de fora, mas como nós nos sentimos diante Civilização 2.0.

Precisamos separar dois campos totalmente distintos para analisar um determinado cenário. Determinar os padrões do fenômeno (fator exógeno) e as dificuldades de nos adaptar a ele (fator endógeno).

Uma Revolução Midiática é um Fenômeno Social Raro e Recorrente, que tem originado a chegada de uma completamente nova e inusitada civilização humana.

Uma Revolução Midiática  é um Movimento Espontâneo e Estrutural da Espécie, que visa promover um ajuste sistêmico entre os Macro Modelos de Comunicação e de Administração diante do novo Patamar da Complexidade Demográfica.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital apesar de recorrente tem aspectos únicos, como a chegada dos Macro Modelos de Comunicação e Administração por Rastros.

Os novos Macro Modelos de Comunicação e Administração por Rastros permitem, pela primeira vez, que o Sapiens possa passar a experimentar o Macro Modelo de Comando e Controle similar ao das formigas.

Note que a Civilização 2.0 não tem nada de Frágil, Ansiosa, Não-linear e Incompreensível. Ou mesmo de Volátil, Incerta, Complexa e Ambígua. Isso são características das dificuldades de conceituar o fenômeno.

Vivemos hoje uma Macro-Anomalia nas Ciências Sociais – a maior desde que foram criadas, pois vivemos uma Revolução Midiática, o fenômeno civilizacional mais disruptivo da jornada do Sapiens e, ao mesmo tempo, praticamente desconhecido.

É a sensação diante da Macro-Anomalia nas Ciências Sociais e não o fenômeno em si, que tem despertado a sensação (VUCA) de fragilidade, ansiedade, não linearidade, incompreensão. Ou a (BANI) volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

As pessoas estão olhando para o “dedo” a Macro-Anomalia nas Ciências Sociais e não para a “lua” para a Revolução Midiática Civilizacional. Por isso, estão tão perdidas!

Vivemos a chegada de uma Revolução Midiática Civilizacional, que desperta duas sensações nas pessoas. As sensações diante da Macro-Anomalia e as que aparecem diante do fenômeno em si.

Vuca e Bani são siglas oriundas das sensações de que os nossos paradigmas não são mais suficientes para compreender o novo cenário. É o reconhecimento ainda emocional de que vivemos uma Macro-Anomalia diante de um Fenômeno Social Desconhecido. 

Porém, há Sensações Anomalíacas e outras Sensações Fenomenológicas e, para isso, precisamos de uma nova Sigla, que descreva as Sensações Fenomenológicas.

É preciso separar as Sensações Anomalíacas das Fenomenológicas se quisermos ajudar as pessoas a se adaptar ao novo cenário.

Resolvemos criar aqui na Bimodais também uma sigla a RUDES (Inglês) ou DRED (português), mas agora para descrever as Sensações Fenomenológicas e não as Anomalíacas.

RUDS define (Rapid, Unknow, Disruptive e Structural). O Rude é compreendido tanto em português como em inglês – algo de difícil adaptação.

DRED define (Desconhecida, Rápida, Estrutural e Disruptiva). O Dred cria um neologismo estranho, que poderia ser também um bom nome para um tipo de adaptação difícil.

Fica a critério.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Desconhecida, pois é um Fenômeno Social Recorrente Raro e, por causa disso, não estudado devidamente pelas Ciências Sociais.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Rápida, pois atende uma série de demandas latentes das pessoas e elas a abraçam com entusiasmos, estimulando todos os empreendedores que apostam na mudança.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Estrutural, pois altera a forma como a espécie se comunica e a comunicação é o DNA dos modelos de organização.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Disruptiva, pois permite que possamos a fazer uma série de atividades, que antes eram impossíveis, questionando antigos valores e paradigmas.

Assim, podemos dizer que quanto mais RUDS ou DRED é a mudança, a partir de um determinado fenômeno, maior será a taxa de resistência à ela e vice-versa.

Hoje, não vivemos apenas um grande desafio lógico (de compreensão do novo cenário e superação das Sensações Fenomenológicas), mas principalmente psicológico (de superação dos nossos apegos aos valores e paradigmas do passado das Sensações Anomalíacas).

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“A inovação encontra, em seu começo, uma oposição acima de tudo teimosa.”Mises.

Um dos grandes erros dos projetos de inovação, principalmente os disruptivos, é o de não saber escolher o perfil adequado da equipe, principalmente do coordenador.

Podemos dividir, de maneira bem geral, os humanos em dois grandes grupos: os que nascem com Alta Taxa de Inquietude (menos gente) e os que têm Baixa Taxa de Inquietude (muito mais gente).

Parece uma espécie de “arranjo genético”, no qual a sociedade precisa de uma maioria de pessoas para manter a espécie viva, repetindo atividades, mas uma pequena parcela com forte disposição para mudar e inovar.

A Alta Taxa de Inquietude vem de berço e se deve a algum tipo de “processador cerebral” especial, no qual há uma “memória RAM” maior, que já vem na “placa-mãe genética” de cada pessoa.

Uma “memória RAM cerebral” maior permite que a pessoa tenha mais capacidade para perceber a sua própria percepção e, com isso, promover revisões.

Uma “memória RAM cerebral” menor dificulta que a pessoa tenha mais capacidade para perceber a sua própria percepção e, com isso, promover revisões.

Pessoas menos inquietas têm mais facilidade com rotinas e repetições, o que chamamos aqui de alta taxa de Conhecimento em Carrossel, que gira sempre dentro dos mesmos paradigmas.

Pessoas mais inquietas têm menos facilidade com rotinas e repetições, o que chamamos aqui de alta taxa de Conhecimento em Espiral, que gira, quase sempre, dentro de novos paradigmas.

Um dos erros mais grosseiros – e bem comum – é escolher pessoas  com Baixa Taxa de Inquietude para liderar ou gerenciar os projetos inovadores.

O lema principal de uma pessoa com Baixa Taxa de Inquietude, que lidera um projeto de inovação é o seguinte: Inovar pode, mudar jamais!

Uma pessoa com Baixa Taxa de Inquietude tem muito pouco apetite para o risco – está acostumada a repetição – e, por isso, tenderá a deixar o “freio de mão” ligado no projeto inovador.

Pessoas com Baixa Taxa de Inquietude trarão um Ceticismo Tóxico para ideias novas – avessas às experimentações, erros, ajustes e riscos – algo inerente a um projeto inovador.

Cada projeto inovador, tem uma determinada Taxa de Disrupção e quanto mais alta for mais, mais precisará de perfis inquietos e vice-versa.

O grande “pulo do gato” de projetos de inovação recai na escolha adequada da dosagem, entre os perfis mais e menos inquietos, principalmente na liderança do mesmo.

A escolha adequada das Taxas de Inquietude, entretanto, tem que ser complementada por uma Narrativa Inovadora Adequada, mas isso é papo para outro artigo.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“A ciência normal frequentemente suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem necessariamente seus compromissos básicos.”Thomas Kuhn.

A principal descoberta das pesquisas realizadas pelos Bimodais é a seguinte: estruturalmente, no longo prazo, há uma relação entre aumento populacionais, revoluções de mídia e revoluções organizacionais.

Uma Tecnoespécie como a nossa – podem existir outras no universo – é a única no planeta que consegue alterar, de forma estrutural,  os macro modelos de comunicação e administração, pois são tecnológicos.

É nossa Tecno Macro Estrutura de Sobrevivência Mutante, que permite que possamos aumentar o tamanho populacional e continuar sobrevivendo com Patamares de Complexidade cada vez maiores.

Pela ordem, temos como causa e consequência de um Espiral de Sobrevivência Contínuo: mais gente, novas mídias, novos modelos de administração. Novos modelos de administração, mais gente, novas mídias e assim vai…

Uma nova mídia é o Fator Detonante do início de novas Eras Civilizacionais, que permite que possamos criar Modelos de Administração mais distribuídos e, por causa disso, mais sofisticados.

Se analisarmos a Macro-História do Sapiens vamos perceber que os Macro Modelos de Administração que vingam e se disseminam são aqueles que permitem a descentralização das decisões.

Quando aumentamos o Patamar de Complexidade Demográfica, obrigatoriamente, temos que permitir que cada Sapiens participe cada vez mais das decisões de forma individual e coletiva.

Quanto mais gente houver no planeta, mais as decisões precisam ser distribuídas para que se possa melhorar a qualidade de sobrevivência individual e coletiva.

O que temos assistido depois da chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital é a a progressiva Reintermediação das Decisões, através da extinção gradual dos antigos intermediadores.

Temos em curso a primeira fase da Digitalização, quando estamos reintermediando intermediadores operacionais. E, na segunda, ainda incipiente, a reintermediação gerencial, através da Uberização e da Blockchenização – de forma cada vez mais distribuída.

As bases teóricas da formação dos atuais administradores ficaram obsoletas diante do estrutural e, até então, desconhecido fenômeno da Revolução Midiática Civilizacional.

A maior parte dos pensadores e consultores da Administração e dos Negócios ainda não conseguiu fazer a revisão teórica necessária para poder entender as mudanças estruturais que estão em curso.

Os Ubers têm surgido como novos Modelos Administrativos mais Descentralizados, que conseguem entregar muito mais com muito menos. E isso tem reduzido radicalmente a Taxa de Competitividade das Organizações Tradicionais. 

Gradualmente, mais e mais setores estão sentindo a redução do seu espaço no mercado, criando o que podemos chamar de Velha Ordem Civilizacional, que não consegue – e nem quer – entender o que está ocorrente e, por causa disso, se paralisa diante da Nova Ordem.

A Nova Ordem da Civilização 2.0 tem “duas pernas” disruptivas: novos Canais Digitais (computadores e celulares) e uma nova Linguagem – inspirada nos Rastros dos Insetos.

A Nova Ordem da Civilização 2.0 permite nova forma de Comando e Controle Organizacional, que irá, gradualmente, ser utilizada para resolver problemas que eram insolúveis na Velha Ordem.

Vivemos, assim, por causa do novo Modelo de Comando e Controle Digital (inspirado nos Insetos), a maior revolução civilizacional da história do Sapiens.

O nosso principal problema hoje é o seguinte: a atual Revolução Civilizacional é muito rápida, muito disruptiva e muito desconhecida.

O desconhecimento, a rapidez e a disrupção tem provocado uma profunda crise psicológica em quem estava habituado com as regras de Comando e Controle da Velha Ordem.

É preciso ter a noção do tamanho da mudança em curso para poder lidar com ela com adequação. Este tem sido o esforço dos Bimodais.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Estamos saindo de um período de uma certa estabilidade estrutural para uma instabilidade estrutural.

A estabilidade das últimas décadas fez com que todo pensamento da sociedade fosse basicamente trabalhado a partir de fatos.

A nossa forma de pensar é feita basicamente através de percepções e fatos.

Não entendemos que os fatos e percepções foram embalados em determinados paradigmas construídos antes da revolução digital.

Estamos vivendo neste novo século uma mudança estrutural que questiona os nossos paradigmas centrais.

Não adianta analisar os fatos e as percepções se os nossos paradigmas continuam os mesmos.

Quando vivemos mudanças estruturais é preciso revisar paradigmas.

Os paradigmas são construídos a partir de padrões que consideramos “normais”.

Não imaginávamos que a sociedade humana era tão suscetível as mudanças tecnológicas.

Até a chegada do digital, consideramos o ser humano uma espécie basicamente cultural.

Depois do digital é preciso entender o Sapiens como uma técnica espécie que tem uma tecnocultura.

os paradigmas centrais precisam ser revistos Se quisermos entender o que está acontecendo e provavelmente o que vai acontecer.

Não é o mundo que está vivendo uma anomalia. São as nossas teorias.

O problema é que a base da nossa forma de pensar era muito conjuntural, de curto prazo baseado em percepções e fatos.

Precisamos hoje de uma nova forma de pensar, que nos permita realizar revisões estruturais, com visão de longo prazo, baseada em novos padrões.

A partir dessa revisão de paradigmas, podemos recomeçar analisar fatos e termos percepções, mas com ponto de vista completamente diferente.

É isso, que dizes?

“Todas as pessoas têm a sua filosofia saibam disso, ou não.”Karl Popper.

Temos um verdadeiro preconceito quando falamos de Filosofia e não é à toa. Muitos pseudo-filósofos transformaram a Filosofia em algo que não tem nada a ver com a vida.

Podemos dizer que temos a Filosofia de um lado e a vida de outro. E, por causa disso, aumentamos muito a taxa de sofrimento diante das mudanças do mundo Digital.

A Filosofia é um espaço para conversas estruturantes da espécie. Reflexões e respostas para que possamos pensar de forma mais ampla, aberta e no longo prazo.

Vivemos hoje uma profunda crise Civilizacional, na qual a taxa da Filosofia de Qualidade foi ficando cada vez mais baixa.

Motivo?

Aumento populacional, que nos obriga a massificar a produção da informação, de produtos e serviços. E um achatamento da capacidade das pessoas, de maneira geral, em pensar.

Hoje, pensamos de forma muito primitiva, verticalizada, sem capacidade de discernir aquilo que é o que pensamos de dentro para fora do que nos ensinaram de fora para dentro.

Desenvolvemos uma capacidade de pensar voltada para resolver mudanças de curto prazo e conjunturais e estamos perdidos diante da demanda do pensamento de longo prazo e estrutural.

Estamos viciados em analisar fatos com nossas sensações e percepções, quando, diante das mudanças estruturais, precisamos analisar padrões e formular conceitos e narrativas.

Dizem por aí que a Filosofia é o Amor à Sabedoria, o que é falso. Isso é a visão da Filosofia MIMIMI, caixa baixa. A Filosofia é o amor à qualidade de vida, à felicidade, a uma sobrevivência cada vez melhor.

A Filosofia Caixa Alta é aquela ferramenta conceitual fundamental para nos ajudar a entender as mudanças que estão ocorrendo no mundo, apontar as falhas de conceituação e nos ajudar a pensar e agir de forma mais adequada.

Porém, como temos um enorme preconceito contra a Filosofia, desprezamos a chave de fenda e ficamos reclamando depois que não conseguimos apertar bem os parafusos.

É isso, que dizes?

 

 

“Quando alguém aponta o dedo para a lua, o tolo olha para o dedo e o sábio para a lua.”Provérbio Chinês.

O substantivo foi inventado para definir algo permanente: pedra. Já o adjetivo para qualificar a pedra: grande, redonda, pesada, de baixo ou alto valor.

Na Filosofia, os substantivos definem a essência das coisas e dos fenômenos, o que é estruturante na sociedade humana. E os adjetivos aquilo que é conjuntural: verdade (estruturante) absoluta ou provisória (qualificante).

Quando tentamos analisar o futuro é fundamental perceber a diferença entre substantivos e adjetivos. Não podemos definir a sociedade por substantivos, que não variam. Exemplo: sociedade do conhecimento.

Conhecimento, Informação, Redes, por exemplo, são substantivos, pois NÃO existiu e NUNCA existirá uma sociedade humana , que não tenha estes elementos!!!

O fato de termos mais ou menos conhecimento, por exemplo, não pode ser fator que define a sociedade. Fica ligado para não pagar mico: a sociedade do conhecimento é um diagnóstico inadequado!

Vivemos hoje uma profunda crise das Ciências Sociais, pois estamos vivendo uma Revolução Midiática Civilizacional, o mais impactante da espécie, sobre o qual conhecemos muito pouco ou quase nada.

Os futuristas de plantão tentam entender o atual cenário adjetivando substantivos ou substantivando adjetivos, tal como mundo VUCA, BANI, etc. Estão confundindo e não explicando.

A correção dos equívocos dos diagnósticos sobre o mundo atual vem dos estudos da Escola de Comunicação de Toronto, que estuda Revoluções Midiáticas Civilizacionais há mais de 70 anos.

Pierre Lévy, um dos pesquisadores canadenses, dividiu nossa Civilização, de forma mais adequada, em três: Sociedade Oral, Escrita e, agora, Digital.

Note que ao dividirmos a Sociedade pela chegada de novas Tecnologias Midiáticas estamos flexionando de forma adequada os substantivos (sociedade humana) pelos adjetivos (as mudanças de mídia – que de fato se alteram).

Quando aplicamos as mudanças das mídias, como fator adjetivante, começamos a enxergar com mais clareza, pois passamos a ter as flexibilizações no que é REALMENTE estruturante, a saber conhecimento, informação, redes ORAIS, ESCRITAS e agora DIGITAIS.

Mas por que algo que parece tão lógico, tão óbvio, tão simples não é mais difundido na sociedade? Toda a sociedade foi estruturada nos paradigmas das Ciências Sociais, que não consideravam as mídias como fator disruptivo civilizacional.

Os paradigmas – que ficaram obsoletos – das Ciências Sociais, onde se inclui a administração e os negócios, estruturam o sucesso das atuais organizações e as pessoas não querem perder status daquilo que dominavam.

O principal problema para analisar o presente e o futuro já deixou há muito tempo de ser lógico para ser psicológico. Consome-se tudo que reforça meu status quo e se rejeita aquilo que o questiona.

Não queremos montar um “lego” para compreender as atuais mudanças, mas apenas proteger o nosso ego, que não aceita ter que rever valores e paradigmas profundamente consolidados.

São egos perdidos num “tiroteio de cegos” que têm produzido os conceitos, que vão da Sociedade do Conhecimento e da Informação aos VUCAs e BANIs. Cabe a você decidir se vai acordar ou continuar dormindo.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Escrevemos aqui sobre o processo de Conhecimento em Espiral e em Carrossel, que é um jeito de lidar com a melhoria contínua, ou não, de como aprendemos sobre a vida. Neste momento estamos discutindo o “Como conhecemos?”.

Porém, há outro fator importante no processo de aprendizagem, quando avaliamos as causas do processo de Conhecimento, que nos leva à pergunta: “Por que conhecemos?”

E, na resposta à pergunta “Por que conhecemos?”, podemos ter duas definições: o Conhecimento Rabo (o conhecimento com foco para a sobrevivência) e o Conhecimento Cachorro (o conhecimento voltado para ele mesmo).

O Conhecimento Rabo entende o aprendizado como uma ferramenta para o ser humano sobreviver melhor, que tem sempre um determinado foco para a vida.

O Conhecimento Cachorro entende o aprendizado como uma fim em si mesmo, as pessoas aprendem pelo prazer de aprender, sem nenhum foco para a vida.

Obviamente, que você pode ter no aprendizado constante um hobbie, uma forma de passar o tempo, que está distante da sua atividade profissional.

O conhecimento se torna uma espécie de série do Netflix, da qual você tem curiosidade.

É o conhecimento de lazer, por hobbie, por curiosidade pessoal, o que não entra aqui na nossa conversa.

Estamos falando aqui de Conhecimento Profissional, que você utiliza para resolver problemas de adaptação de alguém a determinado fenômeno.

Nestes casos, no Conhecimento Profissional não se pode considerar que o Conhecimento é o próprio objetivo, pois você estuda para servir a alguém. Tanto você, quanto o conhecimento são ferramentas para tornar alguém menos infeliz.

Muito do que se vê e lê hoje em dia na formação dos jovens, principalmente, é o conhecimento voltado para provas e não para que possam ser profissionais melhores.

É isso, que dizes?

À medida que assumimos a responsabilidade por nossa vida, mais poder adquirimos para mudá-la.” – Mark Mason.

Desenvolvemos aqui na Bimodais a Antropologia da Sobrevivência – uma nova ciência, que nos permite comparar diferentes Revoluções Midiáticas.

A Antropologia da Sobrevivência analisa os diferentes aspectos das mudanças estruturais do Sapiens para poder sobreviver de forma mais adequada.

Quando analisamos, sob o ponto de vista da Antropologia da Sobrevivência, vamos reconhecer alguns padrões relevantes na forma como nos adaptamos para sobreviver.

A primeira grande descoberta da Antropologia da Sobrevivência é a nossa característica de Tecno-Espécie – a única que conhecemos, até o momento (podem haver outras no universo).

A segunda descoberta da Antropologia da Sobrevivência é de que não temos limites populacionais, pois conseguimos, via novas tecnologias e novas cosmovisões e ideologias, nos reinventar.

A terceira descoberta da Antropologia da Sobrevivência é de que o aumento populacional nos obriga, mais dia menos dia, a criar ambientes organizacionais mais sofisticados.

Ambientes organizacionais mais sofisticados são aqueles em que cada indivíduo se empodera de mais informação e, com isso, passa a poder participar de forma mais ativa nas decisões individuais e coletivas.

A jornada do Sapiens é feita, assim, dentro de um Espiral Adaptativo, no qual mais e mais temos que ir responsabilizando pessoas para lidar com maior volume de complexidade.

Assistimos no novo século o gradual surgimento de novas tecnologias e ideologias, que visam permitir que cada vez mais gente possa decidir de forma cada vez mais adequada.

A Civilização 1.0 ( que passamos a chamar de Velha Ordem)  nos permitiu uma taxa de participação nas decisões, que se passou a ser incompatível com o novo Patamar de Complexidade Demográfica.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital tem como grande objetivo sistêmico (de forma espontânea) equilibrar complexidade com participação nas decisões.

Repare que tudo que grande parte do que chamamos de inovação organizacional vai na direção da Reintermediação primeiro operacional (digitalização) e depois gerencial (uberização e blockchenização).

Não é possível entender o futuro sem que se tenha uma nova ciência, tal como a Antropologia da Sobrevivência, que nos permite rever os padrões de como nos adaptamos no tempo.

Há um grande desafio da adaptação objetiva e subjetiva na passagem da Civilização 1.0 para a 2.0, na qual temos que aumentar, de forma radical, a nossa capacidade de decidir melhor.

É isso, que dizes?

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Temos visto aqui que o Sapiens, a única Tecnoespécie conhecida, até então, precisa descentralizar decisões para viver melhor.

Isso NÃO é uma ideologia política, social ou econômica, mas um padrão constatado no estudo das civilizações que geraram maior prosperidade.

Porém, quando falamos em descentralização é necessário precisar  do que exatamente estamos falando. Descentralizar é reintermediar as decisões de um determinado centro para as pontas.

Quando falamos em Reintermediar Decisões não estamos nos limitando a decisões políticas, mas principalmente Reintermediação de Decisões de Consumo.

Quanto mais determinado grupo de pessoas possa consumir de forma descentralizada, mais poderá lidar de forma adequada com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais permitem Descentralizações Estruturais. Ideologias, por exemplo, possibilitam Descentralizações Conjunturais.

O que estamos vivendo hoje com a chegada da Revolução Midiática Civilizacional Digital é a passagem de uma Descentralização Sonora (baseada nas mídias antigas) para uma Descentralização por Rastros (baseada nas novas mídias).

Estamos modificando de forma disruptiva e exponencial a descentralização, migrando de um DNA mamífero para um mais próximo dos insetos.

A Descentralização por Rastros permite que tenhamos uma escalada inusitada do aumento de participação nas decisões.

É um processo de Reintermediação Disruptivo, no qual cada pessoa nunca teve tanto poder de decisão como agora.

E o processo da Descentralização por Rastros está apenas começando: temos já a Uberização que é o uso distribuído da Linguagem dos Rastros, em Plataformas Centralizadas.

E ainda a Blockchenização que é o uso distribuído da Linguagem dos Rastros, em Plataformas Descentralizadas – quando a Revolução Civilizacional inicia a GRANDE RUPTURA.

É isso, que dizes?

 

“As evidências demonstram que pensamos muito menos do que acreditamos.”Taleb.

De maneira geral, nossa tendência é desenvolver alta taxa de Conhecimento em Carrossel, já que a sociedade precisa de algum tipo de repetição na forma de pensar e agir para que possamos sobreviver.

A maior parte das pessoas opera com alta Taxa de Conhecimento em Carrossel – aquele que, em geral é muito mais repetitivo do que criativo.

Criamos algumas premissas e hábitos e passamos a girar em torno deles sem grandes modificações, sempre voltando ao mesmo ponto numa espécie de Carrossel.

Um Carrossel gira sempre sobre o mesmo eixo horizontal e um espiral, apesar de repetir movimentos circulares, roda sobre um eixo acima, num processo aperfeiçoamento contínuo.

No processo de Conhecimento em Espiral há um espaço maior para aperfeiçoamentos, pois apesar de uma certa repetição, há sempre uma espécie de rotina criativa.

Existem algumas questões relacionadas a estes dois tipos de processos de Conhecimento (em Carrossel e em Espiral).

  • Fontes de Informação;
  • Processador e Memória RAM genéticas;
  • Tipos de Conhecimento e Revoluções Midiáticas

O aumento da taxa do Conhecimento em Espiral está relacionada à diversidade e procura constante por fontes de informação de qualidade.

Me diga que tipo de fontes de informação você usa e a forma com as atualiza e te direi que tipo de processo de conhecimento você pratica: o do Carrossel ou do Espiral.

Pessoas que praticam alta taxa de Conhecimento em Carrossel não modificam quase nunca as fontes de informação e, em geral, são fontes mais tradicionais, que reforçam, quase sempre, o senso comum.

Pessoas que praticam alta taxa de Conhecimento em Espiral  modificam com mais constância as fontes de informação e, em geral, são fontes menos tradicionais, que procuram, quase sempre, apresentar um senso incomum.

Há também uma característica genética nesse processo dos processo de conhecimento.

Há pessoas que nascem com um tipo de “processador“, que tem uma “memória RAM” maior e gostam (têm necessidade vital) de desafiar a percepção constantemente. São os que praticam as maiores taxas do Conhecimento em Espiral. São os inquietos.

Há pessoas que nascem com um “processador“, que tem uma “memória RAM” menor e NÃO gostam (têm aversão) de desafiar a percepção constantemente. São os que praticam as maiores taxas do Conhecimento em Carrossel. São os menos inquietos.

Note que não estamos falando em ambos os casos (mais inquieto e menos inquieto) de ser mais ou menos inteligente, mas de maior ou menor empatia por questões mais abstratas e criativas.

Fontes de informação repetidas geram pensamentos repetidos. Por isso, para subir a Taxa do Conhecimento em Espiral é sempre bom estar aberto a novas fontes de informação, que questionam as percepções existentes.

Durante Revoluções Midiáticas há um acelerado processo de alteração da taxa de geração e atualização de novos conhecimentos na sociedade.

O que no passado era aceitável em termos de taxa de conhecimento em Carrossel não é mais. Há uma necessidade de aumento constante de modificações. Os menos inquietos precisam aumentar a sua taxa de inquietude.

Hoje em dia, as taxas de Conhecimento em Carrossel média, que eram consideradas “normais” precisam de um ajuste, pois é preciso uma atualização muito maior do que antes da Revolução Midiática.

Hoje em dia, as taxas de Conhecimento em Espiral média, consideradas “normais” no passado precisam também de um ajuste, pois é preciso uma atualização muito maior do que antes da Revolução Midiática.

Perfis mais operacionais, em geral, trabalham com Conhecimento em Carrossel e os mais estratégicos (criadores de novos produtos e serviços) demandam mais o Conhecimento em Espiral.

É isso, que dizes?

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“A emergência do ciberespaço acompanha, traduz e favorece uma evolução geral da civilização.”Pierre Lévy.

Temos batido numa mesma tecla por aqui: a chegada da Internet colocou as Ciências Sociais numa profunda crise de paradigmas – numa anomalia científica.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática Civilizacional – um raro Fenômeno Social Recorrente – o mais impactante da civilização humana, sobre o qual conhecemos muito pouco ou quase nada.

É o total desconhecimento dessa disruptiva mudança estrutural da sociedade (chegada e massificação de nova mídia), que tem provocado tanta confusão em diversas áreas das nossas vidas.

As mídias – temos também repetido isso por aqui – são o DNA de uma Tecnoespécie, que estruturam e reestruturam a forma como organizamos a sociedade.

Me mostre as mídias de uma Tecnoespécie (podem existir outras pelo universo) que te direi como a sociedade é organizada.

As mídias marcam, assim, o início e o fim de Eras Civilizacionais e permitem que tenhamos ambientes organizacionais mais sofisticados.

Entendo ambientes organizacionais mais sofisticados aqueles nos quais o Sapiens consegue participar mais das decisões e, por causa disso, lidar com uma taxa maior de complexidade.

Novas mídias empoderam as pessoas de informação, com o tempo, passam a ter mais capacidade de decidir e, por causa disso, a espécie pode lidar com uma taxa maior de complexidade.

Quando temos ambientes organizacionais mais sofisticados, conseguimos aumentar o Patamar Demográfico, o que nos leva a ter necessidade de novas mídias, num Espiral Adaptativo Contínuo.

Os estudos da antiga Escola de Comunicação de Toronto, que analisam Revoluções Midiáticas há várias décadas podem ser comparados às descobertas de Darwin sobre a nossa Tecnoespécie.

O fator decisivo para termos (seja pessoas ou grupos) uma estratégia mais adequada no futuro é ter um diagnóstico mais preciso do que estamos passando neste início de século.

Uma estratégia mais adequada sobre o futuro passa OBRIGATORIAMENTE pelos ajustes filosóficos e teóricos propostos pelos pensadores da Escola de Comunicação de Toronto, que estão sendo aperfeiçoados pela Bimodais aqui no Brasil.

É isso, que dizes?

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“Todas as pessoas se utilizam da filosofia saibam disso, ou não.”Karl Popper.

A filosofia é o ambiente em que se fornece respostas às perguntas estruturais para que o Sapiens possa viver melhor.

A Filosofia não foi inventada pelos gregos. Os gregos apenas organizaram melhor uma conversa que já vinha rolando, desde que o Sapiens é Sapiens.

Este espaço de perguntas e respostas estruturantes visa ajudar a cada cidadão e a própria espécie a procurar caminhos melhores de sobrevivência.

As perguntas estruturantes principais são:

  • Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?
  • Como nos adaptamos ao longo do tempo?
  • Como ser mais feliz?
  • Como organizar melhor a sociedade?
  • O que é mais verdade e menos mentira?

Note, assim, que a Filosofia não foi INVENTADA.

Ela sempre existiu como um espaço de conversas sobre determinados temas mais existenciais, profundos e estruturantes da espécie.

O que os gregos fizeram foi dar um nome para esse tipo de conversa, que depois foi tendo continuidade.

Podemos dizer que a Filosofia ganhou este nome, pois foi a primeira vez que se levou estas conversas mais a sério, de forma mais estruturada.

A demanda, entretanto, por um espaço para responder a estas questões sempre existiu e sempre existirá.

É isso, que dizes?

 

 

“Uma nova verdade científica não triunfa porque os que se opunham a ela veem a luz e saem convencidos, mas porque eles acabam morrendo e surge uma nova geração mais familiarizada com ela.”Thomas Kuhn.

Ciência, seja ela qual for, estuda fenômenos. Basicamente, a sua essência (o que é e o que não é?) e as respectivas mutações (quais são os fatores causantes, detonantes e consequentes?) para chegar ao “como agir?” diante deles (o fator atuante).

As Ciências Sociais, aquelas que analisam fenômenos humanos, estão em crise diante da Revolução Midiática Civilizacional Digital – o que nosso Titio Thomas Kuhn conceituou de Anomalia Científica.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital tem demonstrado que o Sapiens vive mudanças profundas, a partir da chegada de novas mídias – E ISSO NÃO ESTAVA PREVISTO NAS CIÊNCIAS SOCIAIS!!!

Vivemos hoje, saibam disso, a maior crise paradigmática das Ciências Sociais, desde que começamos a teorizar sobre a sociedade.

Note que a Administração e os Negócios fazem parte do que podemos chamar do grande escopo das Ciência Sociais (todos os fenômenos criados pela nossa própria espécie).

A inusitada e disruptiva Revolução Midiática Civilizacional Digital abriu uma crise profunda nas Ciências Sociais, aonde, entre outras, está a Ciência da Administração.

A Ciência da Administração não tinha no seu escopo filosófico/teórico – até aqui – o papel que exerce a mídia nos Modelos Administrativos de plantão.

As mídias (tecnologias responsáveis pela interação humana) são uma espécie de “placa-mãe”, um “DNA social”, que organiza a sociedade humana e os respectivos modelos administrativos.

Quando surgem novas mídias na sociedade, temos a possibilidade de criar novos modelos, baseados em um novo DNA Administrativo.

NÃO podemos dizer que as atuais Organizações Uberizadas são apenas novos modelos de negócios, são também, mas são, PRINCIPALMENTE, NOVOS MODELOS ADMINISTRATIVOS.

Os Ubers têm um DNA Administrativo diferente, pois, por causa das novas possibilidades midiáticas, têm uma nova forma de comando e controle dos processos.

Os Ubers podem ser chamados de Curadoria (novo DNA Administrativo) e o que se pratica hoje no mercado é Gestão (o conhecido DNA Administrativo).

Se você plantar um “pé de gestão” nunca vai nascer uma “árvore uberizada“, pois são DNAs administrativos diferentes!!!

Anote:  as bases estruturantes da formação em administração dos atuais gestores – por causa do atual fenômeno Digital – ficou obsoleta!!!

Vou “desenhar”:  que você aprendeu até aqui nos cursos de administração – que continuam sem fazer a revisão necessária – não vai te ajudar a agir no futuro!

Para fazer uma camiseta: as teorias estruturantes da Ciência da Administração ficaram obsoletas diante da Revolução Digital!

Os Modelos de Administração que praticamos são filhos das mídias e não os pais. Quando mudam as mídias, temos um novo DNA Administrativo, que é diferente do anterior.

É preciso uma revisão completa das Teorias Estruturantes da Administração, pois estamos assistindo a maior revolução administrativa da história do Sapiens – e as pessoas não estão conseguindo enxergar.

É isso, que dizes?

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O ser humano é uma espécie não automática. Não atua por instinto, mas precisa decidir, a partir de reflexões.

Podemos dizer que nossas vidas é uma estrada repleta de encruzilhadas diárias, que vão definindo a qualidade da nossa vida.

Da hora que você acorda, até dormir, você deve tomar centena de decisões, sem perceber.

Todas as decisões que tomamos, em alguma medida, tem aspectos mais estruturais e mais conjunturais.

Quanto mais uma decisão é permanente, mais estrutural ela é e mais precisamos de conceitos filosóficos.

A filosofia é uma espécie de “sala de perguntas e respostas”, que nos ajuda em questões mais estruturais das nossas vidas individuais e coletivas.

Não existe, portanto, uma pessoa afilosófica, o que existe são pessoas mais conscientes ou menos conscientes das diferentes opções das encruzilhadas estruturais.

Na Bimodais, definimos que vivemos dentro de um edifício do pensamento, no qual há diferentes níveis encadeados de decisão.

Todo o problema operacional, no fundo, é o resultado de uma decisão filosófica tomada muito antes, que agora está sendo testada.

Assim, a Filosofia NÃO É um espaço de conversa jogada fora, mas respostas que são fornecidas num determinado momento, que têm consequências mais adiante.

Quanto mais eficaz são as Respostas Filosóficas e depois Teóricas, Metodológicas e Operacionais mais uma pessoa ou um grupo terá melhor qualidade de vida e vice-versa.

O que está se falando aqui, portanto, é de uma Filosofia Aplicada, voltada para a sobrevivência, vertical, operacional, que nos ajuda a viver melhor.

O resto que existe por aí é MIMIMI.

É isso, que dizes?

“Ao criarmos novas tecnologias, reescrevemos o plano do mundo.”Peter Thiel.

Antes de qualquer coisa, tire da sua mente de que tecnologia é só computador e celular. Tudo que NÃO nasce em árvore é tecnologia!

Tecnologias são próteses humanas de diferentes tipos, que são naturalizadas, civilizadas, tornada invisíveis pelo Sapiens.

Quanto mais próteses (tecnologias) o ser humano estiver “usando”, mais passamos a depender das mesmas.

Quanto mais próteses (tecnologias) o ser humano estiver “usando”, mais as alterações tecnológicas serão alterações sociais.

Podemos dizer que nossa Taxa de Tecno-mudanças vem aumentando em ritmo acelerado nas últimas décadas, pois estamos usando cada vez mais tecnologias.

Toda vez que uma tecnologia é atualizada com novas possibilidades, o ser humano se potencializa, passa a poder fazer o que antes não era possível.

Assim, uma sociedade mais tecnológica é NECESSARIAMENTE uma sociedade mais mutante e inovadora.

De todas as tecnologias utilizadas, entretanto, nenhuma delas é tão impactante para a sociedade quanto as mídias.

Mas isso é papo para outro artigo.

É isso, que dizes?

 

É claro que não se poderia esperar que o cortador de gelo inventasse o refrigerador.Thomas Kuhn.

Nem todo mundo tem a mesma dificuldade ou facilidade para mudar.

Podemos dividir as pessoas diante das mudanças em dois grandes grupos: os “mudançofóbicos” (que detestam) e os “mudancistas” (que adoram).

Os mudançofóbicos são aqueles que apreciam mais a estabilidade, a normalidade e as rotinas repetidas. Os mudancistas são aqueles que apreciam mais a instabilidade, a anormalidade e as rotinas criativas.

Obviamente, que existem vários tipos de mudança. Tem gente que pode não gostar de NENHUMA mudança na rotina do trabalho, mas adorar viajar para lugares diferentes e vice-versa.

Um dos principais problemas de projetos de inovação é justamente este: a escolha inadequada dos perfis em relação às mudanças para “tocar” o projeto.

Quanto mais disruptivo for um projeto de inovação, menos pode haver mudançofobia e mais tem que estar presente o espírito mudancista.

Mudançofóbicos são um verdadeiro “remédio” para rotinas repetitivas, que exigem que a pessoa faça todos os dias as mesmas coisas sem grandes invenções.

Mudançofóbicos são um verdadeiro “veneno” para projetos ou rotinas, que exigem que a pessoa modifique algo todos os dias.

Porém, vivemos hoje uma mudança no ritmo das mudanças. Mais gente no planeta demanda mais tecnologias. E quanto mais tecnologias houver na sociedade, mais instável será o ambiente social.

Hoje, com a chegada do Digital estamos vivendo uma mudança estrutural no ritmo das mudanças. Mesmo os Mudançofóbicos precisam aprender a mudar.

Apaixonados por mudanças têm tido mais facilidade nesse novo cenário e, por sua vez, o Mudançofóbicos mais dificuldade. Porém, ambos têm que se acostumar com o novo ritmo.

É preciso um esforço em várias áreas e de diferentes profissionais para dar apoio às pessoas para se adaptar a nova taxa de adaptabilidade.

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“A ciência é a aquisição de conhecimento mais confiável sobre o mundo.” Jared Diamond.

O Futuro não é em si um problema para o ser humano. O problema é que precisamos tomar muitas decisões em função dele.

Quanto mais uma pessoa ou grupo de pessoa “deixar a vida o levar” (Alta Taxa de Zecapagodismo), menos se preocupará em analisar o futuro e vice-versa.

O Futurismo é uma Ferramenta Científica que procura criar regras de análise para gerar cenários, que possam colaborar com decisões de mais qualidade.

O objetivo do Futurismo (caixa alta) não é, em absoluto, prever fatos, mas ir desvendando padrões e apontar micro, meso e macrotendências.

O Futurismo entrega tendências (micro, meso e macro) para que pessoas e grupos possam evitar riscos e se aproveitar de oportunidades.

A sociedade humana tem dois tipos de fenômenos, que modificam seu futuro: as conjunturais (com impacto de micro e médio prazo) e as estruturais (de longo).

As mudanças conjunturais são mais corriqueiras e mais estudadas, pois são percebidas de forma mais fácil pelas pessoas.

As mudanças estruturais são mais raras e menos estudadas, pois são percebidas de forma mais difícil pelas pessoas.

Vivemos neste início de século uma profunda crise das decisões, pois vivemos o início de uma Revolução Midiática Civilizacional – fenômeno estrutural muito pouco estudado.

Podemos afirmar, aliás, que uma Revolução Midiática Civilizacional é o Fenômeno Social Endógeno (criado por nós) com mais impacto de todos que o Sapiens pode experimentar.

Assim, temos um grande paradoxo neste início de século: estamos vivendo uma Revolução Midiática – fenômeno mais impactante da espécie – e sobre ele sabemos muito pouco ou quase nada.

O Futurismo que está se praticando no mercado é para Fenômenos Conjunturais com impactos de curto e médio prazo, ignorando as alterações estruturais, que estamos assistindo.

O Futurismo (caixa alta) precisa alertar a seus clientes dos diferentes tipos de tendências, sempre começando pela maior (de longo prazo) e seus impactos nas menores (de curto e médio).

Um Futurismo de qualidade (que consiga perceber as mudanças estruturais de forma consistente) passa a ser o principal diferencial competitivo para pessoas e grupos.

O mercado hoje está consumindo um Futurismo de baixa qualidade e, por causa disso, tem tomado decisões na mesma proporção.

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“O século XXI será uma época maravilhosa para se viver.” Matt Ridley.

Quais são os índices sociais que fazem a diferença para podermos dizer que o futuro será melhor ou pior? Que teremos mais ou menos prosperidade?

Matt Ridley no livro “O Otimista Racional” tem uma teoria eficaz, da qual eu compartilho: quanto mais trocas houver entre os Sapiens, mais haverá prosperidade e vice-versa.

O que Ridley defende é o seguinte: quando determinado grupo de Sapiens, por motivos ideológicos ou tecnológicos, consegue aumentar o índice de trocas, a taxa de prosperidade aumenta.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais, como a que estamos vivendo agora, permitem o aumento das trocas, de Inteligência Coletiva da sociedade.

A comparação com o passado nos mostra que nestes momentos de aumento da Taxa de Inteligência Coletiva há a ampliação da taxa de interação humana, que nos leva ao aumento da taxa de inovação e de criatividade ideológica e tecnológica.

As mídias têm limitações na capacidade de permitir interações entre as pessoas. Quando estas limitações são quebradas – pela chegada e massificação de novas mídias – temos o aumento da taxa de interação e, por sua vez, da prosperidade.

Podemos chamar estes período pós- Revoluções Midiáticas de Renascenças Civilizacionais, nos quais se abre um novo ciclo de Interação Humana, aumentando exponencialmente a Inteligência Coletiva.

Muitos dirão que vivemos hoje uma verdadeira “Bagunça Civilizacional”, mas é um momento de adaptação entre uma Velha Ordem Informacional Organizacional e a Nova.

Muitos questionam essa visão otimista de Ridley (da qual compartilho), pois permanecem com uma análise conjuntural (mais baseada em percepções do que em comparações históricas) sobre a sociedade num momento de profunda mudança estrutural.

As pessoas, quando se defende um prognóstico otimista para este novo século, dizem que não “estou vendo ou sentindo isso”. Porém, mudanças estruturais da civilização devem ser analisadas na comparação histórica, com fenômenos similares do passado.

O Século XX, por exemplo, foi um período difícil para a espécie com dois fenômenos estruturais que geraram muito sofrimento: o aumento populacional e em paralelo mídias concentradas, que reduziram a Taxa de Interação.

O Século XXI mantém a taxa de aumento populacional, porém com mídias descentralizadas e distribuídas, gerando esse boom inovador, que todos estão assistindo.

Não será, assim, a mídia que irá aumentar a taxa de prosperidade, mas o aumento exponencial da Inteligência Coletiva, que vai gerar mais e mais Ordens Espontâneas, com soluções de problemas vindo de baixo para cima.

É o aumento radical de interação humana – fruto da chegada do Digital – que vai nos levar a minimizar uma série de problemas, que, até então, não tinham saída, através da criação e disseminação de novas ideologias e tecnologias.

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Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.” – John Locke.

Profissional, do meu ponto de vista, é aquele que se prepara para ajudar clientes a lidar de forma mais adequada com determinados fenômenos, que o incomodam.

Desenvolvemos aqui na Bimodais o Triângulo do Profissional de Excelência, no qual temos: o fenômeno (vértice 1), os conceitos/métodos/tecnologias (vértice 2) e a psicologia do cliente (vértice 3).

Um Profissional de Excelência, portanto, não é alguém que trabalha em um setor, num assunto, num lugar, mas aquele que ajuda clientes a manter um determinado Triângulo de Excelência equilibrado.

Quando  queremos promover nosso auto aperfeiçoamento é preciso entender que vamos estudar, em momentos diferentes, os três vértices do Triângulo de Excelência.

Uma coisa é o fenômeno, outra bem diferente são as ferramentas que vamos utilizar para ajudar o cliente e outra ainda mais distinta é a Psicologia do Cliente com suas objetividades e subjetividades.

Mas como definir qual é o SEU  Triângulo de Excelência?

Todo Profissional de Excelência precisa, antes de tudo, definir a sua Pergunta-Foco, algo do tipo: “Eu ajudo (quem é o cliente?) a lidar melhor com (qual é o fenômeno?)”. 

No meu caso, eis a minha Pergunta-Foco: “Eu ajudo pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o mundo digital”.

Toda o acesso a novos conteúdos (seja em que formato estiver) irá na direção de preparar Repostas Progressivas a essa Pergunta-Foco, criando uma “Personal Narrativa Profissional”.

Na Personal Narrativa Profissional você vai procurar desenvolver progressivamente Respostas Progressivas sobre os três vértices do Triângulo de Excelência.

O que você aprendeu ao longo da sua Jornada Profissional sobre: o fenômeno, os conceitos, métodos e tecnologias para que o cliente se adapte melhor a ele e sobre a psicologia do cliente (dificuldades objetivas e subjetivas que vão sendo desvendadas).

O objetivo do Triângulo do Profissional de Excelência é organizar o aprendizado para que se possa separar o joio do trigo e não colocar os bois na frente dos carros.

A taxa de demanda por Profissionais de Excelência está crescendo muito agora no Digital, pois quanto mais competitivo é o mercado, mais é preciso criar um diferencial.

No Digital temos este um aumento exponencial pela Excelência, pois o cliente passou a ter: mais informação, mais opções e a possibilidade, cada vez maior, de avaliar profissionais, através de Plataformas Curadoras (Uberizadas).

Quando define o seu Triângulo, o Profissional de Excelência sai de uma visão primitiva da atividade profissional e se sofistica. Resta ainda se apaixonar pela missão, mas isso é papo para outro artigo.

É isso, que dizes?

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As pessoas não resistem às mudanças. Elas resistem a ser mudadas.” – Anônimo.

Se investe muito em tudo, mas muito pouco no que podemos chamar na Psicologia da Mudança Estrutural – um estudo e ação mais eficaz de como ajudar as pessoas a promover mudanças mais profundas.

Vivemos hoje a passagem de uma Civilização, com um modelo de comando de controle mais vertical para um muito mais horizontal e isso é o grande “nó” das mudanças. Exige grande adaptação das pessoas.

Exige quebra de valores mais estruturais e menos conjunturais.

(Taleb chama o que estamos passando de Cisne Negro de longo prazo.)

Para começar a desatar esse “nó” diante das mudanças estruturais precisamos entender, que o ser humano tem dois dois níveis de verdades/paradigmas/valores: os operacionais e os filosóficos.

Verdades/paradigmas/valores operacionais são mais conscientes e oferecem mais facilidade de mudança. Já verdades/paradigmas/valores filosóficos são mais inconscientes e difíceis de mudar.

Verdades/paradigmas/valores operacionais foram criados e absorvidos mais recentemente, são mais conjunturais. Verdades/paradigmas/valores estruturais/ filosóficos são mais antigos, mais estruturais.

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie mutante nos deparamos com fenômenos humanos (criados por nós) ou não humanos (vindos da natureza) que questionam nossas verdades/paradigmas/valores.

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie Mutante nos deparamos com fenômenos conhecidos (que conhecemos bem os padrões) ou desconhecidos (que não conhecemos bem os padrões) que questionam nossas verdades/paradigmas/valores.

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie Mutante nos deparamos com fenômenos velozes (que nos obrigam a mudanças rápidas) ou mais lentos (que nos dão mais tempo de nos adaptar).

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie Mutante nos deparamos com fenômenos mortais (que podem causar mortes) ou não mortais (que podem alterar a vida, mas não matar pessoas).

Quanto mais veloz, desconhecido, mortal, não humano for o fenômeno, mais teremos a Sensação de Mudança Exógena (vinda de fora para dentro)  que demanda uma taxa maior de adaptação.

Quanto menos tempo temos de nos habituar a mudança mais teremos a sensação de Mudança Exógena (vinda de fora para dentro) que demanda uma taxa maior de adaptação.

Quanto mais tivermos a possibilidade de controlar as mudanças, mais haverá a Sensação da Mudança Endógena (de dentro para fora).

Quanto mais tempo temos de nos habituar a mudança, mais teremos a sensação da Mudança Endógena (de dentro para fora) – o que reduz a taxa de adaptação.

A Pandemia, por exemplo, desperta uma Sensação de Mudança Exógena, pois são rápidas e obrigatórias – ainda com o risco da mortalidade, que aumenta muito mais esse sentimento.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital, também desperta uma Sensação de Mudança Exógena, mesmo que mais lenta e menos obrigatória, se comparada à Pandemia.

Quanto mais o novo fenômeno questionar nossos verdades/valores/paradigmas e nos obrigar a mudar, maior será a taxa de resistência a ele e maior será a Sensação de Mudança Exógena.

Mudanças como a Pandemia e a Revolução Midiática Civilizacional Digital despertam a Sensação de Mudança Exógena, que exige alterações estruturais nas verdades/valores/paradigmas.

É preciso não só conhecer os padrões dos Fenômenos que causam a Sensação de Mudanças Exógenas, mas também termos um arsenal de ações no campo da Psicologia das Mudanças, que nos ajude a lidar melhor com tudo isso.

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“Não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras.”Gil Giardelli.

O Sapiens, diferente dos outros animais, é uma Tecnoespécie e pode experimentar gradualmente alterar o Tecno Modelo de Comunicação e Tecno Modelo de Sobrevivência.

Se tivermos que apontar a maior mudança que estamos passando entre tantas, com certeza, é o surgimento gradual de um novo Modelo de Comando e Controle baseado agora nos Rastros, inspirado no das formigas.

O Sapiens, portanto, não tem um Macro Modelo de Sobrevivência “natural”, mas Tecno-Ideológico, que vai se adaptando, conforme necessidade, ao longo da nossa jornada.

Nossa espécie vive em Tecno Ambientes Civilizacionais, que nos permitem aumentar a população e, por causa disso, somos obrigados, a criar novas mídias.

As mídias, assim, são Tecnologias Centrais, o ponto de partida de novas civilizações, que se iniciam com um novo Macro Modelo de Comunicação e depois, com a sua massificação, a disseminação gradual de um novo Macro Modelo de Sobrevivência.

Lobos, por exemplo, se comunicam pelos sons. O Modelo de Comunicação dos lobos define o Modelo de Sobrevivência, com um  Modo de Comando e Controle mais vertical.

O Modo de Comando e Controle Sonoro, ao estilo dos Lobos, define a necessidade de líderes-alfas e limita, por causa disso, a quantidade máxima de membros daquela espécie.

Formigas, por sua vez, se comunicam por Rastros. O Modelo de Comunicação das formigas define o Modelo de Sobrevivência, com um  Modo de Comando e Controle mais horizontal.

O Modo de Comando e Controle por Rastros, ao estilo das Formigas, define a não mais necessidade de líderes-alfas e amplia, por causa disso, a quantidade máxima de membros daquela espécie.

Um formigueiro pelo uso da Linguagem dos Rastros consegue manter vivos milhões de membros. Já os lobos, por usarem Linguagem Sonora, tem um limite máximo em torno de cinquenta membros.

As espécies animais não tecnológicas definem o Modelo de Sobrevivência, com respectivo Modo de Comando e Controle, conforme o número de membros.

As espécies animais tecnológicas, como o Sapiens (pode haver outras no universo) são OBRIGADAS  alterar o Modelo de Sobrevivência, com respectivo Modo de Comando e Controle, conforme amplia o número de membros.

Quanto mais membros houver numa espécie, mais horizontal terá que ser o Modelo de Comunicação e de Sobrevivência e o respectivo Modo de Comando e Controle.

As outras espécies não escolhem ou criam os Modelos de Comunicação ou de Sobrevivência e respectivo Modo de Comando e Controle, pois são automáticas, genéticas.

O Sapiens, por ser uma Tecnoespécie, conforme vai aumentando o número de membros precisa desenvolver tecnologias e ideologias,  que permitam ir criando modelos de Comando e Controle mais horizontais.

A horizontalização dos Modelos de Comando e Controle do Sapiens (novas tecnologias e ideologias) vai sendo implantada, gradualmente, através da experimentação.

O grande segredo das novas Plataformas Digitais Curadoras (Uberizadas) está justamente no uso intensivo do novo Modo de Comando e Controle por Rastro, inspirado nas formigas.

Vivemos hoje a maior disrupção administrativa da história do Sapiens, pois, até aqui, as inovações que fizemos foram na da horizontalização gradual do Modo de Comando e Controle Sonoro, ao estilo dos Lobos.

Com a Uberização (Curadoria), o ser humano deu o primeiro passo na direção da passagem do Modo de Comando e Controle dos Lobos (sonoro/liderança verticais mais estabelecidas) para o Modo Formiga (Rastros/lideranças horizontais e contextuais).

Vivemos hoje o momento de criação de novas Ideologias Estruturais para que nossos Corações e Mentes possam aceitar e adotar o novo Modo de Comando e Controle mais horizontal do Sapiens.

O novo Modo de Comando e Controle mais horizontal do Sapiens será cada vez mais disseminado, pois consegue resolver problemas antes impossíveis com o anterior.

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Deve-se viver para procurar a verdade, não para ter razão.” – Valério Albisetti.

Diferente dos outros animais, o Sapiens não sobrevive de forma automática. Precisa tomar decisões para viver melhor (Leia mais sobre isso com nossa Titia Ayn Rand).

Existem algumas opções na hora de decidir: ter certezas absolutas, dúvidas absolutas ou a Certeza Provisória Razoável, algo que fica entre as duas primeiras.

Certeza é sinônimo de convicção. Para decidir, é preciso sim se basear em alguma convicção. Porém, deve se saber que toda convicção, seja ela qual for, tem alguma taxa de incerteza – é provisória.

Certezas (convicções) são processos, pois todo conhecimento é progressivo, precisam ser reavaliados, a partir de novos “inputs”, que nos levam a novas convicções.

Um Profissional de Excelência precisa sempre ter Convicções (Certezas) Provisórias, pois a decisão de agora será baseada na “versão decisória” de hoje, que será atualizada para a “versão decisória” de amanhã.

A consciência de que decisões, opiniões, convicções são sempre provisórias é algo fundamental para que tenhamos uma baixa taxa de apego às mesmas, deixando margem para atualização constante.

Razoável – o terceiro elemento da nossa proposta filosófica para decisões mais adequadas –  é algo logicamente plausível, que faz sentido, bem estruturado do ponto de vista conceitual, que permite nos relacionar melhor com a realidade.

“Mais lógico” é aquilo que se mostra mais adequado na relação Sapiens-Realidade, o que causa mais felicidade (a partir dos critérios de cada um de mais conforto).

A Certeza Provisória Razoável é, assim, uma proposta mais adequada de conduta filosófica para que você possa tomar decisões melhores na sua vida de maneira geral.

A Certeza Provisória Razoável é, assim, uma proposta de conduta filosófica em espiral, na qual você vai aprendendo, conforme vai se informando e se relacionando com a realidade.

A Certeza Provisória Razoável é, assim, uma proposta de conduta filosófica em “Espiral”, que vem combater uma conduta em “Carrossel”, no qual a pessoa perdeu a capacidade de rever as próprias convicções.

E aí temos dois tipos de convicções: as opiniões e os valores, uma mais superficial e outra mais profunda, mas isso, é papo para outro artigo.

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É impossível estabelecer um diálogo com alguém a respeito de crenças e conceitos que não foram adquiridos por meio da reflexão.” – Carlos Ruiz Zafón.

Há. a meu ver, três tipos de interação com outras pessoas: diálogos criativos, bate papos superficiais e conversas tóxicas.

Nos Diálogos Criativos, os participantes têm conceitos consolidados, porém com abertura para modificá-los, a partir de argumentos razoáveis.

Em Diálogos Criativos, ambas as partes saem do encontro fortalecidos do ponto de vista das respectivas narrativas sobre a realidade. Há uma saudável troca de conceitos.

Nos Diálogos Criativos, em geral, se fortalece a Felicidade Estrutural – aquela que nos traz contentamento e está ligada à nossa estratégia mais geral de vida.

Nos Bate Papos superficiais, os participantes não trocam conceitos, falam apenas de trivialidades, de ocorridos. Ambas as partes, saem do encontro satisfeitos do ponto de vista das emoções.

Nos Bate Papos superficiais, em geral, se fortalece a Felicidade Conjuntural – aquela que nos traz alegrias momentâneas e passageiras.

Nos Diálogos Tóxicos, se tem a pretensão da troca de conceitos, mas isso se torna impossível, pois um ou ambos não estão abertos a rever conceitos, a partir de argumentos razoáveis.

Ambas as partes, saem do encontro insatisfeitos tanto do ponto de vista da alegria, quanto do contentamento, não havendo o fortalecimento das Felicidades (nem a Estrutural e nem a Conjuntural).

Para que haja um Diálogo Criativo as opiniões sobre determinado aspecto da realidade precisam ser defendidas, a partir de argumentos razoáveis – o que podemos chamar de Bases Argumentativas Consistentes.

Muitas vezes as opiniões são emocionais, uma percepção pouco refletida, no qual a pessoa que pretensamente quer dialogar não amadureceu as Bases Argumentativas, porém não está disposta a revê-la.

Em um Diálogo Criativo se pressupõe que ambas as partes estão em processo de Conhecimento em Espiral (em modificação) e não em Conhecimento Carrossel (repetindo o mesmo ponto).

O único aprendizado possível num Diálogo Tóxico é aprender sobre o próprio conceito do Diálogo Tóxico e sobre Dogmatismos de maneira geral. E todos os subterfúgios que ocorrem para fugir dos questionamentos das Bases Argumentativas.

Em geral, uma pessoa dogmática é prepotente (alguém que considera que tem uma potência de ver a realidade com mais efetividade do que os demais) não pelas Bases Argumentativas, mas por outro tipo de superioridade subjetiva.

O ego (aquilo que achamos que é a nossa individualidade) em uma pessoa prepotente está colado na percepção, que, por sua vez, está colado na realidade, formando uma mesma entidade, da qual não consegue se separar.

Uma pessoa prepotente não desenvolve uma consistente Base Argumentativa. Tem uma opinião sobre algo, mas não consegue apresentar argumentos razoáveis para defender o seu ponto de vista.

Uma pessoa prepotente considera perda de tempo desenvolver uma Base Argumentativa, pois acredita em algum tipo de superioridade subjetiva, que dispensa esse “tipo de coisa”.

Uma pessoa prepotente tem o que podemos chamar de Ego Dogmático, que lembra muito uma massa de modelar, que quanto mais se “brinca”, mais difícil fica de separar as diferentes “cores” – eu/percepção/realidade.

Listei aqui alguns dos problemas, que aprendi em Diálogos Tóxicos, guiados pela baixa capacidade de reflexão e falta de Bases Argumentativas.

A saber:

  • Desfactuação – argumentos sem fatos comprovatórios;
  • Absolutização – argumentos que trabalham com valores absolutos, sem taxas comparativas entre as diferentes possibilidades;
  • Desconsideração – não se rebate os contra-argumentos do (s) outro (s) e se continua argumentando como se aqueles argumentos, que foram ditos, não merecessem consideração;
  • Desestruturação Argumentativa Temporal/Histórica – não separação adequada entre fatos micro conjunturais, conjunturais e estruturais;
  • Desestruturação Argumentativa Territorial – não comparação com situações vividas por outras pessoas, grupos similares ou distintos;
  • Certização – defesa de que os próprios argumentos são realistas e não apenas uma tentativa de aproximação da realidade – se tem algum tipo de diferencial de enxergar a realidade, sem a necessidade de Bases Argumentativas;
  • Denegrização – ao avançar da interação, se acaba, ao não conseguir apresentar Bases Argumentativas mais lógicas, denegrir o adversário com algum tipo de apelido pejorativo;
  • Sobreposição da fala – interromper o outro para que não possa argumentar adequadamente.

Mais algum?

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“A riqueza de informação cria a pobreza de atenção.”Herbert Simon.

Tenho ministrado alguns cursos online para diferentes idades e acredito que a Taxa de Dispersão é muito maior do que no presencial. Uma coisa é o cara a cara, uma outra bem diferente é o tela a tela.

Quando um professor está presencialmente diante dos alunos, consegue enxergar se alguém está olhando para a janela pensando na “morte da bezerra”. Quando a câmera está desligada num curso online isso já não é possível.

Aprendi que é preciso caminhar em duas direções para evitar a alta taxa de dispersão em cursos online: a questão filosófica e a metodológica.

Na questão filosófica, visando reduzir a dispersão em cursos online, é preciso um prévio engajamento do professor. Se quem vai ministrar o curso não é apaixonado pelo tema, a tendência da dispersão é maior.

Não existe nada pior para os alunos – e eles já me disseram isso várias vezes ao longo da minha carreira docente – de um professor que está em sala, mas a cabeça dele está em outro lugar. Não há um engajamento subjetivo com o tema ministrado.

Um professor engajado no tema ministrado tem muito mais capacidade de inventar novas metodologias, pois ele FAZ QUESTÃO de que os alunos saiam do curso, dominando os conceitos que serão debatidos.

Costumo dizer que um professor engajado faz da sala de aula uma espécie de templo e a sua atividade como professor uma missão de vida.

Em termos metodológicos, a redução da dispersão em cursos online, passa por duas metas: reduzir a quantidade de conceitos a serem repassados e incentivar a conversa constante em torno deles.

Como sugestão para cursos online, deve-se evitar as aulas discursivas com diversos conceitos em sequência. O ideal é a apresentação de cada conceito, seguido de abertura para diálogo com os participantes.

O diálogo constante nos cursos online com cada participante tem as seguintes vantagens:

  • coloca todo mundo atento, ciente de que vai participar a cada momento;
  • exige que a pessoa tenha uma opinião sobre o conceito, o que ajuda na tarefa de ir conhecendo as diferentes formas de pensar da turma sobre o tema;
  • se descobre rapidamente quem está “assistindo Netflix” ao mesmo tempo que está em aula, pois a pessoa demonstra que não está prestando atenção, ao não conseguir dar sequência à conversa que está rolando.

Diria que ainda é interessante a criação de algum tipo de premiação ao final do curso para aqueles ou aquele participante que se destacou mais ao longo dos diálogos em sala de aula – principalmente em turmas mais jovens.

O trabalho constante do professor anotando a qualidade da participação, através de uma planilha, aumenta a personalização e estimula bastante o envolvimento. O aluno presta a atenção, pois não quer “pagar mico” e se auto estimula a querer ganhar o prêmio.

A premiação em turma com alunos mais jovens – que tendem a ter uma dispersão maior –  estimula o crescimento da responsabilidade de dentro para fora e não de fora para dentro – o que é bem saudável para o aprendizado.

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“O ser humano não tem um código automático de sobrevivência.”Ayn Rand.

Hoje percebe-se uma demanda cada vez maior por filosofia. Por que será isso?

A explicação para o boom filosófico atual vem de Ayn Rand (1905-82), que nos legou a seguinte concepção: o Sapiens não tem uma sobrevivência automática, como as outras espécies, precisa fazer escolhas para sobreviver.

Todas as Tecnoespécies do Universo – só conhecemos, por enquanto, a nossa – precisam formular Respostas Filosóficas Progressivas a Perguntas Estruturantes.

O que chamamos de “Filosofia” é o conjunto OBRIGATÓRIO de Respostas Progressivas a Perguntas Estruturantes, que temos que formular de forma consciente ou inconsciente.

As Perguntas Filosóficas Estruturantes são estas:

  • Quem somos?
  • Como podemos criar sociedades menos problemáticas?
  • Como ser mais feliz sem prejudicar a ninguém? (como pessoas, pais, profissionais, cidadãos, filhos, etc.)?
  • O que é mais verdade e menos mentira?

A Filosofia (com caixa alta) é uma ferramenta conceitual de uma Tecnoespécie – que não tem a sobrevivência automática – para nos ajudar a sobreviver melhor.

Porém, há uma variação da taxa do uso consciente da Filosofia na sociedade humana. Aumentos populacionais nos levam à necessidade de massificação e a, por consequência, à redução da reflexão filosófica.

A reflexão filosófica tende a levar ao aumento da personalização, o que não combina com a massificação necessária para a sobrevivência após aumentos populacionais.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais – como a que estamos passando agora – rompem com a necessidade de massificação, equilibrando o ambiente de sobrevivência, permitindo a personalização no novo patamar de complexidade.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais surgem, de forma recorrente, para que se possa aumentar a taxa de personalização, de decisões individuais para que possamos lidar melhor com o novo Patamar de Complexidade Demográfica.

O aumento da taxa de personalização pós-Revoluções Midiáticas Civilizacionais, entretanto, precisa de um retorno ao debate filosófico para que possamos formular novas Respostas às antigas Perguntas.

A criação da nova Civilização 2.0 passa pelo mergulho filosófico para que possamos ter cada vez mais consciência das opções humanas. Isso é parte integrante do processo exponencial de aumento da taxa de personalização.

Sim, estamos vivendo o boom da Filosofia, mas a demanda é pela Filosofia (Caixa Alta) Aplicada, voltada para a busca da felicidade para guiar as nossas decisões num mundo com muito mais liberdade.

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“Outros animais são instintivamente induzidos a construir coisas como barragens ou favos de mel, mas somos os únicos capazes de inventar coisas novas e formas melhores de fazê-las.” Peter Thiel.

O Sapiens é uma Tecno-espécie. Esta é a adequada resposta para a antiga e recorrente Principal Pergunta Estruturante da Filosofia: “Quem Somos?”.

Até a bifurcação filosófica estruturante proposta por Marshall McLuhan (1911-80) “Somos uma Tecnoespécie”, nossa visão do Sapiens era de uma espécie Cultural e não Tecno-cultural.

A revisão do papel das tecnologias na sociedade “Somos uma Tecnoespécie” é uma “senha” para que se possa abrir o “portal” da compreensão do nosso futuro.

Tecnologias, feita a revisão filosófica estruturante proposta por MacLuhan “Somos uma Tecnoespécie“, passa a ser vista como “quebradora dos muros” dos limites humanos.

Cada nova tecnologia que é inventada, permite que a espécie possa se reinventar.

Tecnologias, assim, ao serem inventadas e ao se massificarem trazem duas consequências relevantes: a consequência mais visível e a menos visível.

A consequência mais visível é o uso direto que se faz dela. E o lado invisível é tudo aquilo que ela permite que não era possível antes.

A chegada do avião permitiu que as pessoas pudessem viajar, através dos céus. Este é o lado visível. O lado invisível foi a profunda mudança subjetiva que ocorreu na redução do tamanho do planeta.

A chegada dos telescópios especiais permitiu que as pessoas pudessem enxergar mais longe no universo. Este é o lado visível. O lado invisível foi a profunda mudança subjetiva que ocorreu na concepção do universo.

Novas tecnologias permitem acessar “novos mundos“, transformando a espécie tanto de forma objetiva (visível) como subjetiva (invisível).

Tecnologias, ao serem inventadas e popularizadas, permitem que a espécie possa ser aquilo que ela não podia antes. É como se fôssemos, a cada nova invenção, todos os dias, Cristóvão Colombos.

A chegada do Digital com todas as mudanças que têm nos permitido nos demonstrou claramente que não entendemos a nossa Tecno-Essência.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital criou o que Thomas Kuhn (1922-96) denominou anomalia. As Ciências Sociais entraram em profunda crise, pois não conseguem mais entender ou projetar o futuro.

As Ciências Sociais podem ser divididas, assim, entre antes e depois de Marshall McLuhan entre os Tecno-Negacionistas e os Tecno-Aceitacionistas.

Se não promovermos a revisão do papel das tecnologias na vida do Sapiens, NUNCA iremos entender o nossa Tecno-Jornada e nosso Tecno-Destino.

Mais ainda.

Quanto mais uma tecnologia nos permite abrir novos mundos, mais estruturante ela é e mais alterará o nosso Tecno-Futuro.

Tecnologias recriam a espécie pelas portas que abrem para resolver problemas antes insolúveis.

Antes que os Tecno-negacionistas nos chamem de deterministas tecnológicos, deixemos claro o seguinte: tecnologias não realizam mudanças, elas abrem portas para que elas ocorram!

Há, assim, uma profunda crise filosófica nas Ciências Sociais (onde se inclui a administração e a área dos negócios) que precisa ser superada para compreender o novo século, com a chegada de cada vez mais tecnologias.

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“A ordem espontânea é um sistema que se desenvolveu não através da direção central ou do patrocínio de um ou alguns indivíduos, mas através das consequências não intencionais das decisões dos indivíduos que perseguem seus próprios interesses através das trocas voluntárias, cooperação e tentativa e erro.” – Hayek.

Vivemos com a chegada do Digital, mais uma vez, o Fenômeno Social Recorrente, denominado pela Bimodais, Revolução Midiática Civilizacional.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é motivada pela Complexidade Demográfica Progressiva com o objetivo de criar, gradualmente, um novo macro ambiente de sobrevivência do sapiens.

Uma Revolução Midiática Civilizacional tem como grande tendência a promoção da Reintermediação Progressiva em duas etapas: permitir que as pessoas se empoderem de informação e depois possam participar mais das decisões.

Uma Tecnoespécie como a nossa vive ciclos de sobrevivência, criando ambientes de intermediação que ficam obsoletos, conforme aumentamos a Complexidade Demográfica.

A chegada da Revolução Midiática Civilizacional Digital, assim, inicia um novo ciclo de eliminação (ou genocídio administrativo) dos antigos intermediadores.

Se analisarmos todas as inovações administrativas que temos assistidos na Civilização 2.0, a principal característica de todas é a mesma: o gradual genocídio de intermediadores, que ficaram obsoletos.

O fenômeno da Reintermediação Progressiva é o Fator Recorrente de uma Revolução Midiática Civilizacional.

No caso da Revolução Midiática Civilizacional Digital temos, até aqui, a Reintermediação Progressiva em três etapas: Digitalização, Uberização e Blockchenização.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital introduz novas tecnologias e ideologias, que nos permitem, com o empoderamento informacional, aumentar o poder de decisão dos indivíduos.

O principal desafio político, social e econômico será a superação da Antiga e o estabelecimento da Nova Ordem, que ocorrerá gradualmente, através da criação das Zonas de Atração.

A grande macro tendência do novo século é a Reintermediação Progressiva, através do Genocídio Organizacional, “assassinando” gradualmente todos os intermediadores da Velha Ordem que ficaram obsoletos.

Quanto mais tivermos consciência do desafio, mais poderemos agir na direção de evitar crises, embates e sofrimentos de algo que, ocorrerá de forma espontânea, mais dia, menos dia.

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“O ser humano não tem um conjunto de valores automáticos.”Ayn Rand.

A chegada de uma nova mídia permite que as pessoas possam começar a inventar uma nova civilização.

As mídias são a placa mãe da sociedade e delas derivam nossa capacidade de criar Macro Modelos de Sobrevivência.

Algumas das principais mudanças que estamos assistindo/criando com a chegada da Revolução Midiática Digital:

  • a passagem da escassez para a abundância da informação;
  • a passagem de poucas para muitas fontes informacionais;
  • a passagem de baixa taxa para uma bem maior de intercâmbio de ideias.

A Civilização 2.0, portanto, se inicia com o aumento radical das taxas de liberdade de informação e da inovação – o que acelera exponencialmente a velocidades das mudanças.

As Mentes 1.0 (pré-digitais) lidavam com taxas de mudança e informação muito menores e precisam agora de ajustes para poder conviver melhor no novo ambiente.

As Mentes 1.0 viviam num ambiente muito mais estável e massificado, no qual a exigência competitiva era a de conseguir se adaptar ao meio.

As Mentes 2.0 viverão num ambiente muito mais instável, que exigirá cada vez mais personalização.

As Mentes 2.0 terão como exigência competitiva a capacidade de modificar o meio, gerando valor  diretamente para os clientes.

Na Civilização 2.0 você terá que agradar o cliente diretamente e não mais um gerente, um chefe ou um supervisor.

Na Civilização 2.0 você terá que desenvolver a capacidade de se apaixonar pela sua atividade profissional para sempre estar motivado a inovar constantemente.

Na Civilização 2.0 você terá que desenvolver a capacidade de filtragem (em todos os campos da sua vida) para compreender o que é relevante e o que deve ser descartado.

Na Civilização 2.0 você terá que se preocupar em ter um Propósito Estrutural, aumentando, assim, a taxa de Motivação Individual com foco na melhoria da Felicidade Estrutural do seu cliente.

Na Civilização 2.0 você terá mais sucesso profissional se você realmente conseguir ganhar dinheiro para trabalhar e não trabalhar para ganhar dinheiro.

Os Macro Futuristas têm como missão entender a passagem consciente da Mente 1.0 para a 2.0 e criar serviços que ajudem as pessoas nessa direção.

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As evidências demonstram que pensamos muito menos do que acreditamos.” – Taleb.

A chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional marca uma mudança estrutural – e não conjuntural – da sociedade.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais são eventos raros, recorrentes. São aqueles que exercem o maior impacto na forma como o Sapiens sobrevive.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais alteram a forma como nos comunicamos, interagimos, trocamos, comercializamos, aprendemos, ensinamos, conhecemos….

Assim, qualquer análise de cenário sobre o futuro que não coloque a Revolução Midiática Civilizacional como epicentro das mudanças vai ter baixa eficácia.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais necessitam o estudo da Macro-História para que possam ser compreendidas em toda a sua dimensão.

O estudo de mudanças estruturais da sociedade, assim, não pode ser feito por Futuristas que se dedicam a análises de curto (modistas) ou de médio prazo (cenaristas).

O estudo das atuais mudanças estruturais da sociedade precisa ser feito por Macro Futuristas, que se dedicam à análise das mudanças macro da sociedade, como a chegada e massificação de novas mídias.

Macro Futuristas ajudam a sociedade a compreender a dimensão estrutural da mudança em curso, alertando que não se trata de algo conjuntural e/ou passageiro.

Macro Futuristas ajudam a sociedade a iniciar o processo das necessárias revisões dos paradigmas filosóficos, que foram criados baseados em outro ambiente informacional/administrativo, que ficou obsoleto.

Os novos paradigmas filosóficos serão as bases para que as novas gerações possam estar mais preparadas para viver na Civilização 2.0 – um ambiente  completamente diferente do que tivemos no passado.

Macro Futuristas precisam ser os analistas e divulgadores, pela ordem:

  • do tamanho da mudança estrutural que estamos passando;
  • das mudanças filosóficas necessárias para ajudar as novas gerações.

Sem esse trabalho dos Macro Futuristas, a adaptação ao novo ambiente será – sem necessidade – muito mais demorada e sofrida.

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“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”Cícero.

Teremos necessidade de modificar a forma de pensar e agir sobre como trabalhar na Civilização 2.0.

Na Civilização 2.0, que, aos poucos, vai se estabelecendo na sociedade, teremos a necessidade de estar muito mais abertos às mudanças, devido ao aumento radical da taxa de inovação.

Na Civilização 2.0, que, aos poucos, vai se estabelecendo na sociedade, teremos muito mais trabalho do que emprego, devido ao avanço das Plataformas Curadoras e Blockchenizadoras.

Na Civilização 2.0, que, aos poucos, vai se estabelecendo na sociedade, você tenderá a ter algum tipo de avaliação (tipo Uber) feita diretamente pelo seu cliente.

Assim, haverá a necessidade de sair do modo “eu trabalho para ganhar dinheiro” (algo sem propósito) para “eu ganho dinheiro para trabalhar” (algo com propósito).

Uma Civilização mais aberta, mutante, livre exigirá das pessoas uma responsabilidade maior sobre o seu destino, incluindo o trabalho.

Na Civilização 2.0, com uma taxa muito maior de competitividade, você vai ter que ser um encantador de cliente e, para isso, tem que ser, antes de tudo, um auto encantador de você mesmo.

Hoje, encaramos nossa profissão por área, por problema, por assunto, mas isso tudo não vai te ajudar muito no novo ambiente profissional.

Na Civilização 2.0, não bastará você ser um profissional, terá que entrar no Espiral da Excelência, através de uma Rotina Criativa, em que todo o dia aprende algo para melhorar seu desempenho.

O Profissional de Excelência é aquele que fez da sua atividade profissional uma missão de vida.

O Profissional de Excelência é aquele que acorda na segunda feira animado, pois vai continuar a sua jornada criativa.

O Profissional de Excelência é aquele que fez da sua atividade profissional uma missão de vida, acorda na segunda feira animado e tem como missão manter o Triângulo da Excelência equilibrado.

O Triângulo da Excelência tem três vértices: o fenômeno que pode causar desconfortos, as ferramentas conceituais e operacionais para ajudar os clientes e o próprio cliente com suas qualidades e defeitos.

Como vemos abaixo:

  • Fenômenos – são eventos, acontecimentos recorrentes que precisam ser conhecidos, estudados, decupados para que você possa ajudar a teus clientes a lidar melhor com eles;
  • Ferramentas de adaptação – são conceitos, metodologias e tecnologias desenvolvidas para que você possa ajudar a teus clientes a lidar melhor com os fenômenos;
  • E os clientes – pessoas com diversas qualidades e defeitos diante do fenômeno, que gostaria de ter uma taxa maior de adaptação/conforto e reduzir a taxa de inadequação/desconforto diante dos fenômenos.

O papel de um Profissional de Excelência é ajudar o cliente a manter o equilíbrio do Triângulo de Excelência Profissional, através da reflexão e ação sobre todos os vértices.

Fenômenos têm regras e padrões que precisam ser conhecidos e respeitados. Um arquiteto, por exemplo, não pode numa reforma quebrar determinadas vigas, sob o risco da casa cair.

Um médico não pode desprezar os riscos de uma pneumonia num fumante inveterado e por aí vai.

Assim, um Profissional de Excelência vai escolher a sua necessária e vital Pergunta Foco, para a qual vai iniciar uma jornada sem fim com Perguntas Progressivas cada vez mais adequadas.

A pergunta foco: como ajudar (meus diferentes clientes com suas qualidades e defeitos) a lidar melhor (através das ferramentas de adaptação) com determinado fenômeno (que está causando desconforto)?

O Profissional de Excelência vai procurar as melhores Respostas Progressivas para que o Triângulo da Excelência fique com a maior taxa de equilíbrio possível.

É isso, que dizes?

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Satisfação e propósito genuínos, sérios e duradouros devem ser conquistados pela escolha e pela maneira como conduzimos nossas batalhas.” – Mark Mason.

Profissional, na visão Bimodal, é aquele que tem como missão ajudar a criar uma relação melhor entre clientes e fenômenos.

Excelência é a contínua procura de respostas mais adequadas (na forma de pensar e agir) para que os clientes possam lidar melhor com determinado fenômeno.

Assim, um profissional de excelência – espero que você queira ser um – é aquele que passa a vida se aperfeiçoando no jogo de ping pong entre clientes e fenômenos.

Um profissional de excelência deve, assim, escolher uma pergunta foco, na qual vai procurar ser uma espécie de “Waze” (guia) para o seu espiral virtuoso.

Uma pergunta foco de um profissional de excelência deve conter algo do tipo “Como ajudar (o tipo de cliente) a lidar melhor (com determinado fenômeno)?”

A minha pergunta foco, que me guia há mais de vinte anos: “Como ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o digital?”.

Uma pergunta foco se desdobra em respostas progressivas, que você vai aperfeiçoando, através da contínua atividade de agir e pensar.

Quem tem respostas progressivas para perguntas focos, pode criar a sua própria narrativa profissional.

Quem tem respostas progressivas para perguntas focos, pode escolher o seus “padrinhos” profissionais.

A excelência profissional é, assim, algo que anima a pessoa a acordar na segunda feira animado, pois a cada semana há sempre descobertas.

Um profissional de excelência, assim, é aquele que não trabalha para ganhar dinheiro, mas ganha dinheiro para trabalhar.

Sem uma pergunta foco, um profissional dificilmente poderá chegar à excelência, pois não terá a noção exata da sua missão.

A excelência profissional, entretanto, faz parte do que podemos chamar de Triângulo da Excelência Existencial,  que tem ainda o aspecto político e pessoal.

Isso é, entretanto, tema para outros posts.

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“Só por que você não quer que o futuro aconteça, não significa que ele não acontecerá.”Gary Hamel.

Nós precisamos estudar o futuro para tomar decisões no presente. E não existe apenas um tipo de decisão, mas três: de curto, médio e de longo prazo.

Para cada tipo de decisão (de curto, médio e longo prazo) precisa haver um futurista para que se possa ajudar a decidir com mais eficácia.

Assim, temos os seguintes futuristas:

  • o Modista – futurista que ajuda a tomada de decisão de curto prazo;
  • o Cenarista –  futurista que ajuda a tomada de decisão de médio prazo;
  • o Macro Futurista – futurista que ajuda a tomada de decisão de longo prazo.

Vejamos uma tabela comparativa entre os três tipos:

Note que não temos um Futurista melhor do que outro, mas apenas perfis adequados para cada um tipo de tomada de decisão de curto, médio e longo prazo.

Há, porém, um problema de análise do futuro quando temos na sociedade mudanças estruturais, como a de uma Revolução Midiática Civilizacional – uma mudança evidentemente estrutural.

Nos casos de mudanças estruturais, é MUITO ADEQUADO, na hora de se traçar uma estratégia futura, ter primeiro uma visão de longo prazo e, só então, de médio e curto.

Nos casos de mudanças estruturais, é MUITO ADEQUADO iniciar o cenário futuro primeiro com uma visão do Macro Futurista e, só então, de um Cenarista e depois de um Modista.

Porém, por diversos problemas subjetivos, que surgem com macro mudanças, as pessoas insistem muito em consultar Modistas e ficam sem entender para onde, de fato, estamos indo.

A principal missão de um Macro Futurista – numa mudança estrutural como a atual –  é de ajudar na revisão principalmente na forma de pensar e ajudar na reconstrução dos paradigmas estruturais da sociedade.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é uma espécie de “pandemia tecnológica estrutural”, que modificará as bases filosóficas, teóricas, metodológicas e operacionais da civilização ao longo dos próximos séculos.

O principal papel de um Macro Futurista, portanto, é o de auxiliar a sociedade na construção de novos paradigmas filosóficos e teóricos para a compreensão e adaptação às mudanças estruturais.

Quem tem um bom Macro Futurista para chamar de seu, consegue competir nesse novo cenário com muito mais eficácia e vice-versa.

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