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Novo site dedicado a quem quer me contratar para palestras & Workshops.

http://nepotalks.com.brPor aqui

Empresas nada mais são do que reintermediadoras de mercados.

Podemos dizer mais.

Empresas nada mais são do que Tecno-Reintermediadoras de mercados.

Há entre a demanda e a oferta alguém que promove a tecno-intermediação de produtos e serviços.

Podemos dizer, assim, que todo o modelo organizacional está baseado nas tecnologias de intermediação disponíveis.

Quando temos novas tecnologias de intermediações (que podemos chamar também de mídias) há um novo macrociclo reintermediador na sociedade.

Todas as empresas baseiam seu modelo conceitual-operacional dentro do ambiente tecno-intermediador existente e precisam recomeçar quando surge um novo.

(Chamamos o ambiente tecno-intermediador de DNA Civilizacional, que estabelece os limites das intermediações possíveis.)

É como se tivéssemos o final da fase de um Game Civilizacional e reiniciasse outra fase com desafios, “monstros”, “armas” completamente diferentes, quando chegam novas Tecnologias Intermediadoras.

Isso é algo natural da espécie, faz parte da nossa essência, apenas não sabíamos disso – estamos descobrindo agora.

A Reintermediação Progressiva faz parte do nosso processo de compatibilização permanente entre o modelo organizacional necessário com o patamar de complexidade demográfica existente – sempre também crescente.

Porém, quando falamos da atual Reintermediação Digital temos algo novo, pois, pela primeira vez, há uma disrupção na Reintermediação não vista em mudanças desse tipo no passado,

Tivemos mudanças radicais na passagem, por exemplo, das tecnologias da escrita manuscrita para a impressa. Reis e nobres viraram presidentes e parlamentares, por exemplo.

O modelo de comando e controle hierárquico, com líder alfa, no modelo mamífero permaneceu.

As novas Tecnologias Reintermediadoras Digitais permitem agora pela primeira vez na história do sapiens, organizações que não necessitam de gerentes.

(Estamos entrando no DNA Civilizacional Insecto – operando por rastros.)

Há nas novas Organizações Reintermediadoras Digitais (leia-se Uberização) a auto-gestão da produção e do controle de qualidade dos produtos e serviços.

As comunidades de consumo incluem os produtos e serviços e toda a qualidade da comunidade é auto-gerida, via Plataformas Digitais.

O problemas que temos hoje é o choque que a atual Reintermediação Disruptiva Digital está causando:

  1. os tradicionais consultores das organizações tradicionais (em geral americanos) não conseguem entender o que ocorre na sua real dimensão – estão usando a indução (análise dos dados, mas com os mesmos paradigmas filosóficos-teóricos) e não a dedução (revisão de paradigmas para só então reanalisar os dados);
  2. a mudança exige das lideranças perdas de comando e controle, de poder, que são muito difíceis de serem absorvidas;
  3. a velocidade é muito rápida;
  4. e as mudanças são muito profundas.

Resultado.

As organizações tradicionais estão optando por tomar analgésico para tratar câncer no cérebro.

As organizações tradicionais falam em inovar por inovar e não competir.

Podemos dizer, assim, que estamos diante da maior crise da história da administração de todos os tempos, na qual boa parte das atuais organizações deixará de existir.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Uma das grandes descobertas com os estudos da Antropologia Cognitiva é de que o Sapiens não evolui, mas se compatibiliza.

Explica, Nepô!

Por sermos uma Tecnoespécie, podemos crescer demograficamente, mas isso tem um custo.

O crescimento demográfico aumenta a taxa de complexidade, o que nos obriga a promover de tempos em tempos Revoluções Civilizacionais.

O Sapiens é obrigado a adotar modelos de comunicação e administração que sejam mais compatíveis com a complexidade demográfica de plantão.

Os modelos de comunicação e administração são, assim, mutantes e precisam ser inovados para que possamos viver melhor com muito mais gente no planeta.

O substantivo adequado para descrever a jornada humana não é, assim, evolução, mas compatibilização.

Revoluções Civilizacionais, entretanto, só ocorrem quando se cria e massificam novas mídias.

Pode-se abandonar com as novas mídias o processo de intermediação que estão atrapalhando e vai se avançando na direção de novos modelos intermediadores mais sofisticados.

  • É o exemplo típico do Uber versus os Táxis e cooperativas;
  • Ou do Airbnb versus aluguel por corretoras;
  • Ou do Youtube versus TV Globo.

A demanda, assim, no início de uma Revolução Civilizacional como essa que estamos passando é de promover a Reintermediação dos processos.

Precisamos reintermediar a sociedade para que possamos resolver de forma adequada velhos e novos problemas.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Uma Escola de Pensamento se organiza em torno de Núcleo Duro.

O Núcleo Duro (o termo é do Lakatos) é aquilo que atrai as pessoas, de forma voluntária, que dizem: “eu me identifico com isso”.

Um Núcleo Duro, adaptado aqui dentro da nossa escola, significa o que chamamos de Absurdo Filosófico.

O que seria isso?

Absurdo – que é destituído de sentido, de racionalidade.

É algo que as pessoas acreditam ser de um jeito e os fatos demonstram que estamos pensando de forma equivocada.

Cria-se um movimento intelectual em torno desse absurdo para que ele seja atenuado.

Escolas de Pensamento partem de um Núcleo Duro, que propõe a reparação de um Absurdo Filosófico.

A Bimodais – Futurismo Competitivo é uma Escola de Pensamento e tem o seu Núcleo Duro, que gira em torno do seguinte Absurdo Filosófico.

A mídia tem um papel ativo na sociedade, quando temos novas, a sociedade, a civilização e o próprio sapiens entra em processo de mutação.

Quem percebeu isso foi Harold Innis (1894-1952), há 70 anos, ao estudar a História Econômica do Canadá.

Depois, Marshall McLuhan (1911-1980) percebeu que, as partir das ideias de Innis era necessário criar uma Escola de Pensamento, que foi batizada de Escola de Comunicação de Toronto.

Assim, há mais de 70 anos existem pesquisadores, que acreditavam que as mídias eram capazes de alterar profundamente a sociedade, como estamos vendo agora.

A Bimodais – Futurismo Competitivo, assim, faz parte da Quarta Geração dos pesquisadores que se acreditam que é preciso minimizar esse Absurdo Filosófico.

As mudanças do Digital reforçam a ideia de que Innis e seguidores estavam com a razão.

Qual é o diagnóstico?

Estamos vivendo é um Fenômeno Social Recorrente, alteração das mídias.

Quem pode nos ajudar a entender?

Pesquisadores que há décadas estudam esse Fenômeno.

E o que podemos fazer?

É preciso entender a chegada das mídias como o fator detonante das atuais mudanças. E comparar o atual fenômeno com os do passado para podermos projetar o futuro com mais segurança.

Qual é o problema do mercado?

O mercado tem analisado a chegada do digital no curto prazo, sem a bagagem dos pesquisadores especialistas no tema e não conseguem enxerga o futuro com mais eficácia.

Por isso, optamos pelos canadenses e não pelos americanos para estrutura nossa análise pelo digital.

É uma decisão importante para que os profissionais e organizações possam fazer a diferença no mercado.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:






Olhe de outra maneira para o mercado.

Pense que todas as organizações da sociedade são intermediadoras de algum tipo de produto ou serviço.

Todas elas fazem algum tipo de inter-mediação entre um produto ou serviço e o cliente.

Intermediar – Colocar de permeio; que está intercalado; intercalar: intermediar.

Uma organização, assim, gera valor quando passa a ser a escolhida (num mercado aberto) ou imposta (num fechado) a pelo consumidor/cidadão para existir.

Organizações lutam, assim, para intermediar processos dentro do mercado.

O que gera valor para uma organização na sociedade é a capacidade que tem de promover a intermediação de algo para alguém.

Se você quer tal coisa, me procura, que eu intermedeio para você.

Quando pensamos em organizações como intermediadoras, fica mais fácil entender a mudança que estamos passando neste novo século.

Por quê?

Toda intermediação organizacional é feita dentro do ambiente das mídias existentes.

Intermediação – mediação – mídia.

Eu medio usando as mídias que tenho.

Quer um exemplo?

Vejamos o caso da queda vertiginosa de ocupação de mercado pela antiga Indústria da Música Analógica – que demonstra a incapacidade de perceber as mudanças da mediação.

O valor que existia na Indústria de Música Analógica estava na capacidade que tinham de fazer a intermediação entre o músico com seu ouvinte, via CDs ou Vinis.

A Indústria de Música Analógica gerava valor, pois conseguiu controlar os canais de distribuição existentes, intermediando todo o processo.

No fundo, podiam ser definidos como intermediadores analógicos de CDs com música.

Havia, assim, uma relação entre a conjuntura da mídia existente com o tipo de intermediação que era praticado.

Organizações podem ser re-vistas como negócios em cima das possibilidades de intermediação das mídias existentes.

É, assim, o tipo de mídia que existe num determinado contexto histórico que define o tipo de intermediação que pode ser praticada por uma organização.

Não é, assim, uma intermediação, mas uma Tecno-intermediação.

Empresas são, assim, Tecno-intermediadoras de processos.

Com a massificação das novas mídias digitais, abriu-se a possibilidade de se criar nova forma de promover a Reintermediação em cada vez mais mercados.

Note bem que é um duplo movimento em uma Revolução Reintermediadora:

  • Desintermediação – deixa-se de se fazer a intermediação no antigo modelo;
  • Reintermediação – e passa-se a fazer de uma nova forma, aproveitando o que há de novo nas novas mídias.

Se pensarmos a nível macro, cada uma das etapas da civilização humana tivemos um tipo de DNA Civilizacional (baseados nas Tecnologias Midiáticas/Intermediadoras de plantão), que limita ou expande as possibilidades da intermediação.

Quando temos novas mídias, temos novo DNA Civilizacional, que abre um Ciclo Reintermediador na sociedade.

Toda as organizações pré-digitais conseguiam manter seu mercado, pois aprenderam a dominar o ambiente Tecno-intermediador anterior, mas não estão prontas para o novo Ciclo Reintermediador.

Novas mídias, novo ambiente de intermediação, novo tipo de concorrência. O que se sabia antes, não vale para o agora.

O Uber, por exemplo, promoveu a Reintermediação do transporte privado, assim como o AirBnb de moradia e assim por diante.

O Ciclo de Reintermediação vem derrubar os antigos intermediadores, que, com o aumento populacional, passaram a gerar cada vez mais crises.

A Tecno-intermediação que praticavam ficou obsoleta.

A Intermediação Analógica com o passar do tempo e aumento da complexidade demográfica foi gerando organizações pesadas, lentas, sem propósito, pouco conectadas ao consumidor.

Mais.

Conseguiu gerar leis de proteção, aumento de custo, redução da eficiência, massificação do consumo que nos trouxe para a crise civilizacional que temos hoje.

O Ciclo Reintermediador Digital é um ajuste sistêmico, o sapiens, de forma espontânea e não programada, iniciando um novo ciclo civilizacional.

Todas as organizações terão que aprender a competir em um novo mercado reintermediado!

É isso, que dizes!

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


No nosso diagnóstico, só existe uma forma de compreender as mudanças que a sociedade e os negócios vem passando: analisar a macro história e comparar com fenômenos similares.

O fenômeno similar recorrente é: mudanças de mídia ao longo da história, que alteraram a civilização de forma marcante: gestos, oralidade, escrita e agora o digital.

Os pensadores da Antropologia Cognitiva (que estudam esse fenômeno) criaram, assim, nova lei para a espécie humana, que não era evidente antes:

  • mudou a mídia, a placa mãe da espécie, mudou a civilização.

Podemos ainda ir além, quando aprofundamos o tema.

Mudou a mídia, mudou o próprio sapiens, pois passamos a ter um ambiente diferente para nos comunicar e administrar problemas.

Motivo: o Sapiens, de temos em tempos, precisa OBRIGATORIAMENTE de novas formas de se organizar para lidar com novo patamar de complexidade demográfica.

Alteramos o que podemos chamar de DNA Civilizacional.

O DNA Civilizacional é formado pelos códigos de comunicação e administração, que definem o que podemos fazer na sociedade e nossos limites.

Quanto mais aumentamos a população, mais estes limites tecno-civilizacionais começam a ser questionados e mais queremos criar novas alternativas para superá-los.

Leia-se novas mídias e novo DNA Civilizacional.

Assim, caminha a humanidade.

No mundo pré-digital, não era possível ter um Uber e agora é, justamente por causa do novo DNA Civilizacional 2.0.

O Uber se utiliza do novo DNA Civilizacional disponível para resolver, de uma nova maneira, algo que não era possível antes.

Sem o novo DNA Civilizacional era impossível abrir mão de gerentes e agora já é.

Dessa forma, podemos criar uma nova classificação do sapiens, dividindo pelos DNAs civilizacionais existentes. Podemos perceber que:

  • O DNA Civilizacional 1.0 (Mamífero) – até a chegada do Digital era próximo, ou imitava bem o modelo de comunicação e administração dos mamíferos: líder-alfa com comando e controle mais fixo.
  • O DNA Civilizacional 2.0 (Insecto) – percebemos disrupção no modelo de comando e controle, muito mais próximo dos insetos e isso precisa de uma classificação adequada.

Assim, podemos dividir a nossa espécie em duas, a partir dos DNAs Civilizacionais:

  • Sapiens 1.0 (Mamífero) – até a chegada do digital, com o DNA Civilizacional específico;
  • Sapiens 2.0 (Insecto) – pós-digital, idem.

Note que a classificação, provisória, deixa claro a guinada neste novo século, pois passamos a ter um DNA Civilizacional Disruptivo, no qual abandonamos pela primeira vez o modelo próximo dos mamíferos.

O novo DNA Civilizacional 2.0 (Insecto) nos permite resolver problemas de forma exponencial na complexidade demográfica atual.

O Sapiens 2.0 (Insecto) é diferente do 2.0 (Mamífero), pois de forma inusitada temos:

  • decide nas grandes e novas comunidades de trocas e consumo por rastros e não mais por sons;;
  • a liderança é contextual e não fixa, depende da reputação digital (por rastros) de cada membro nas plataformas;
  • não há mais um líder controlador de produtos e serviços, mas comunidades de consumo, que administram o acervo, reguladas por algoritmos.

Tudo que pensarmos de inovação e de futuro, que vai gerar valor, será obra do Sapiens Insectus e não do Mamiferus.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Seria impensável que sua avó há 15 anos hospedasse um estranho num quarto vazio como faz a neta dela agora com o AirbBnb.

A geração pré-digital precisava conhecer as pessoas pessoalmente para poder fazer negócios.

Não havia outra alternativa Tecnocultural.

As mídias pré-digitais (oralidade e escrita) tinham limite Tecnocultural nas trocas entre desconhecidos, o que limitava a capacidade dos negócios.

Não havia uma taxa de confiança que viabilizasse negócios entre pessoas distantes e que não se conheciam.

  • Os novos canais digitais não aproximaram as pessoas, de forma horizontal – basta ter o endereço eletrônico da pessoa para que se possa falar com qualquer um;
  • E a nova linguagem digital, estrelinhas entre outras, permitem que se estabeleça um novo modelo de confiança.

A uberização utiliza a nova linguagem e é, por causa disso, que consegue criar um novo índice econômico personalizado: estrelas, curtições, cliques.

A nova linguagem digital uberizada permite que se crie rastros – e estes geram índices econômicos – que viabilizam trocas entre desconhecidos.

A neta que herdou o apartamento da avó agora pode alugar o quarto dos fundos pelo AirBnb, pois o antigo “desconhecido analógico do tempo da vovó” agora é um “conhecido digital da netinha”.

Tanto a hospedeira, quanto o hóspede no Airbnb, possuem agora uma cotação na “personal bolsa de valores” digital.

A Personal Bolsa de Valores Digital permite que desconhecidos possam fazer negócios com alto grau de confiança – o que era impossível antes da Revolução Midiática.

O fator exponencial de todas as novas empresas uberizadas tem no epicentro dos negócios o uso intenso do novo índice econômico digital das estrelinhas.

Mais.

É este novo personal índice econômico, que nos permitirá atender melhor 7 bilhões de sapiens, com mais qualidade, pois torna as relações de consumo mais meritocráticas.

As estrelinhas uberizadas são o o epicentro da Civilização 2.0.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Toda Revolução Midiática tem forte impacto nas relações trabalhistas.

A cada novo ciclo civilizacional descentralizador, provocado por Revoluções Midiáticas, é necessário que haja mais flexibilização e dinamização das relações de trabalho.

Quanto mais gente houver no mundo, mais as relações trabalhistas terão que se dinamizar.

Podemos, a partir disso, afirmar, por exemplo, que foi a prensa de Gutemberg, a partir de 1450, disseminando a escrita, que acabou com a escravidão.

E hoje o digital irá acabar, gradualmente com a carteira assinada.

O que teremos como macrotendência no novo século é a Startupização dos indivíduos.

Cada pessoa muito mais do que se preparar para ser apenas um profissional, terá que ser formado para virar uma micro-empresa.

Estas micro empresas individuais trabalharão em grandes plataformas de consumo, que não terão gerentes – o que as tornará mais exponenciais.

Para que possamos abrir mão dos gerentes, será necessário que a Reputação Digital seja um índice determinante para a vida de todos.

Quem tiver boa Reputação Digital (estrelinhas) terá privilégios e quem não tiver, será obrigado a sair da comunidade de consumo.

A carteira assinada fez sentido no macro ambiente administrativo atual, com gerentes, mas num mundo de estrelinhas, quem vacilar, tem que ser afastado.

O ambiente digital não pode ter carteira assinada, pois o colaborador mal avaliado, tem que sair o quanto antes para o bem de todos que ali trabalham e consomem.

Assim, o que teremos neste novo século é um gradual fim do conceito de emprego e um novo conceito de trabalho meritocrático.

Viveremos uma macro bolsa de valores, na qual cada indivíduo/micro empresa terá cotação no mercado, que definirá o sucesso ou o insucesso.

É a forma que estamos encontrando para resolver os problemas da Civilização 2.0 – aquela que começa a rodar com 7 bilhões de consumidores ativos.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


A Revolução Midiática Digital é um fenômeno novo, muito pouco estudado pelas Ciências Humanas.

Estamos sendo surpreendidos por fatos inusitados que não estavam nas teorias.

Há, assim, um ajuste necessário no pensamento humano para que a Internet possa fazer sentido.

É preciso estabelecer qual é a “química” que temos quando aumentamos a população e depois chegam novas mídias. Quais são os efeitos na civilização?

Ajustes de paradigmas necessários:

  • Somos uma Tecnoespécie e, por causa disso, podemos aumentar a população;
  • E por que aumentamos a população, de tempos em tempos, temos que criar uma civilização mais compatível com o novo patamar de complexidade.

Assim, Revoluções de Mídia são movimentos espontâneos e sistêmicos para criar ambientes civilizacionais compatíveis com o novo patamar demográfico.

De maneira geral, os especialistas no digital, querem entender a atual revolução com os mesmos paradigmas.

Porém, para entender o digital é preciso: rever os paradigmas para, só então, projetar o futuro.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Nós vivemos dentro de uma bolha conceitual, que os filósofos chamam de cosmovisões.

Já teve tempo que todas as cosmovisões da sociedade consideravam que a terra era plana e girava em torno do sol.

Assim, como nos ensina Thomas Kuhn – conheça mais sobre ele no link abaixo:

A ciência vive de dois momentos:

  • Normal – quando os paradigmas continuam válidos, que conseguem prognosticar fenômenos e seus desdobramentos;
  • Extraordinário– quando os paradigmas NÃO continuam MAIS válidos, que NÃO Um futurista é um revisor de paradigmas! conseguem prognosticar fenômenos e seus desdobramentos.

Note que só faz sentindo falar em Futurismo – é quando aparece esse tipo de personagem – quando o futuro se torna nebuloso, justamente nas fases Extraordinárias.

O que faz, então, um futurista?

É um profissional que vai procurar fazer uma profunda análise das Cosmovisões que existem para saber aonde exatamente estamos errando.

Um Futurista, assim, muito mais do que um analisador de dados e fazedor de pesquisa (isso é atividade dos modistas) se dedica ao estudo dos erros de paradigmas.

Um Futurista é um revisor de macro paradigmas – que procura, a partir dos ajustes, olhar o futuro com outros olhos.

O grande erro que o mercado está cometendo diante do futuro é tentar entendê-lo com os antigos paradigmas.

É por causa da falta de revisão de paradigmas, que muita gente diz que é loucura projetar o cenário de 20 anos.

Um futurista eficaz, assim, é aquele que entende que o seu principal papel é olhar muito para os paradigmas do que para os acontecimentos.

A Escola Bimodal tem feito justamente isso: procurado revisar os paradigmas e, só com então, analisar os acontecimentos.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Pense numa empresa de forma bem diferente.

Imagine uma empresa, ou qualquer organização da sociedade, como promovendo intermediações para o consumidor final:

  • A padaria faz a intermediação do pão;
  • A Petrobras faz a intermediação da gasolina;
  • O táxi faz a intermediação de viagens.

Estas organizações são intermediadoras, já que o consumidor precisa delas para resolver uma série de problemas em momentos distintos.

Agora imagine que existe na sociedade uma espécie de tecno-ambiente intermediador na sociedade, na qual as estruturas são organizadas.

Há duas macro variantes que alteram ou forçam a necessidade de alterar o modelo das intermediações de forma estrutural:

  • o tamanho da população, que ao crescer, vai tornando os atuais modelos de intermediação obsoletos;
  • e a chegada e massificação de novas tecnologias intermediadoras (canais e linguagens de informação e comunicação).

Assim, o que podemos dizer é que quando aumentamos a população as organizações intermediadoras vão perdendo capacidade de atendimento.

  • Há aumento de demanda e uma perda gradativa da capacidade quantitativa e qualitativa da oferta, se leva mais tempo, não se consegue, ou os produtos e serviços se padronizam para ser massificados, com uma relação cada vez mais vertical intermediador-intermediado.
  • E, a partir das tentativas de superar o problema, acaba por ser desenvolvida por alguém, que nem estava pensando tão macro, novas tecnologias de interação, via novas mídias, que permite o surgimento de novos modelos de interação, através de startups.

Assim, temos um momento de Bimodalidade das Intermediações.

  • De um lado, temos organizações intermediadoras tradicionais, que se utilizam da antiga estrutura intermediadora;
  • De outro lado, temos organizações intermediadoras que passam a se utilizar da nova estrutura intermediadora.

(Chamamos na escola estes modelos macro de intermediação de DNA Civilizacional.)

O que ta sociedade tem, assim, como desafio neste novo século, é promover a Reintermediação Organizacional em todas as áreas.

Promover gradualmente a passagem da Intermediação Analógica para a Digital, que podemos chamar também de Reintermediação Digital.

Note, entretanto, o desafio: uma não é continuidade da outra, pois temos DNAs Civilizacionais distintos, um modelo de comando e controle totalmente diferente.

  • Na intermediação analógica temos líderes-alfas, que se utilizam das Tecnologias de Intermediação Orais e Escrita para garantir a qualidade dos produtos, serviços e atendimento;
  • Na intermediação digital, temos curadores, que organizam comunidades de consumo que auto-gerenciam produtos, serviços e o atendimento, via reputação digital.

Assim, diferente do que hoje é corrente no mercado, não estamos promovendo mudança tecnológica, mas de intermediação.

Há uma nova forma de pensar a nossa espécie e a sociedade, que é precisa ser compreendida como norte para entender o novo século:

  • o seu negócio é uma tecno-intermediação, que tem uma placa mãe midiática como plataforma-básica;
  • intermediações ficam obsoletas por causa do aumento populacional;
  • e, quando temos novos modelos de intermediação (tecnologia e conceitos) é adotá-los para se manter compatível com o novo mercado.

Ao pensar sobre este novo cenário, tenha uma bússola mais adequada, ao colocar a reintermediação como o grande norte.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Volta e meia inventam uns adjetivos que mais atrapalham do que ajudam.

Economia Compartilhada, Criativa, etc…

Diria que a origem é sempre um autor ou palestrante que quer vender livros ou palestras e procura um termo diferente para ser algo novo.

Note que um adjetivo tem a função de complementar um substantivo para ajudar a dar um sentido.

Laranja Seleta.

O seleta quer dizer que não é bahia e nem lima.

O adjetivo, assim, permite que se agregue algo substantivo.

Quanto menos dúvida você gerar com o adjetivo, melhor.

Vejamos a ideia de Economia Compartilhada, por exemplo.

O adjetivo compartilhada parte do princípio de que antes a economia não era e agora é?

Ou seja, há agora uma novidade, o compartilhamento.

Economistas clássicos vão sair da tumba por causa disso.

A Economia sempre foi compartilhada, o que se poderia dizer é algo do tipo:

Economia Digital, mas mesmo assim é vago.

Para falar de algo mais concreto:

Economia Uberizada, por exemplo.

Note que a margem de dúvida do que estamos falando é enorme entre Economia Compartilhada e Economia Uberizada.

O mesmo digo para Economia Criativa.

Tudo se encaixa e nada se encaixa. O que seria o contrário de Economia Criativa? Economia não Criativa?

O problema é sempre o diagnóstico fraco sobre o digital.

Como a maior parte não tem diagnóstico adequado, é melhor deixar algo dúbio, no qual tudo se encaixa.

Se você quer fazer a diferença, procure sempre rejeitar adjetivos dúbios. É sinal de que alguém não sabe exatamente o que está ocorrendo.

É isso, que dizes?

É bem comum se dizer que agora com a Internet cada pessoa vive em uma bolha informacional, que há um radicalismo maior por causa disso.

Questiono ambos os argumentos.

Vejamos.

Todo ser humano vive dentro de uma bolha informacional, ontem, hoje e sempre.

A bolha informacional será mediada fortemente pela mídia de plantão. Estamos saindo das bolhas informacionais das mídias de massa, que se consolidaram ao longo de décadas.

E estamos cada vez mais na bolha informacional mediada pelas mídias digitais, que estão ainda na sua fase inicial.

Obviamente, que temos neste caso dois problemas:

  • a imaturidade tecnológica/operacional das novas mídias;
  • a imaturidade informacional dos usuários.

Em ambos os casos há uma tendência a um aperfeiçoamento, no qual cada vez mais o usuário poderá interferir na sua bolha para filtrar o tipo de informação que deseja, bem como terá que ser mais preparado pelas organizações de ensino, já no nível fundamental, para viver numa sociedade de informação não mais escassa, mais mais abundante.

Fazer o seu próprio filtro não significa que não haja espaço para receber sugestões de ideias contrárias ou diferentes das deles. Isso pode fazer parte das opções do próprio algorítimo.

Cada pessoa terá que ter uma espécie de personal filtrador, com o qual você terá que “conversar” e ajustar sua bolha todos os dias.

No outro aspecto, do ponto de vista do aumento da radicalização, principalmente politica, quando analisamos o passado, percebemos que novas mídias inauguram novas civilizações.

E esse tipo de embate velho versus novo faz parte do pacote.

Com a nova mídia, há um natural embate mais acirrado entre a civilização que foi ficando decadente e obsoleta por uma nova que vem substituir.

Assim, há um embate natural entre o velho (que não quer perder espaço) e o novo (que quer tomar).

Se analisarmos a chegada da mídia impressa, em 1450, veremos tais embates na polarização absolutismo/república, feudalismo/livre mercado, católicos/protestantes.

Tais embates não foram inventados pelas mídias, mas ocorreram por causa da nova civilização que é criada e acaba por “bater de frente” com a antiga.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

O Sapiens não evolui: se compatibiliza com a complexidade demográfica.

Esta pode ser uma das sínteses do esforço que temos feito no últimos 20 anos para entender o mundo digital e que aparece, pela primeira vez, no episódio “O Otimista Racional”, quando comentamos o livro do Matt Ridley.

Note que a nossa espécie por ser tecno, tecnoespécie, cresce demograficamente de forma interdependente.

Outros mamíferos não conseguem fazer isso e, quando fazem, como é o caso das baratas e ratos, por exemplo, o fazem de forma isolada.

Como temos que interagir entre nós para sobreviver, nossa espécie tem DNA civilizacional mutante.

O aumento populacional nos obriga a alterar a forma como nos comunicamos e nos administramos no tempo.

Por isso, quando temos novas tecnologias de trocas (mídias), abrimos as portas para novas Eras Civilizacionais.

Esta forma de pensar a espécie é completamente nova e só foi possível chegar a ela, por algumas premissas, que pensadores do passado não perceberam, pois:

  • tivemos a maior explosão demográfica – nos últimos 200 anos – da história da espécie;
  • vivemos, hoje a maior revolução midiática de todas.

Há, assim, esforço global para compreender onde estamos e para onde vamos com o digital, o que nos faz refletir cada vez mais para que possamos decidir melhor.

Matt Ridley é uma espécie de parceiro de dupla de praia com Pierre Lévy, apesar de nunca terem jogados juntos.

Lévy aponta os momentos em que a mídia mudou a civilização e Ridley complementa apontando os novos ciclos de troca que tivemos, gerando abundância econômica.

Essa nova forma de pensar a jornada do sapiens nos permite enxergar um verdadeiro momento civilizacional de renascença, superando a profunda crise civilizacional que tivemos no século passado.

Podemos, assim, dizer que século XX foi o último da Civilização 1.0 e o século XXI será o primeiro da nova Civilização.

Há uma enormidade de coisas para se fazer nesse novo século, com o novo DNA civilizacional. Te pergunto: quer vir junto para esse desafio?

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Todos os negócios são estruturados em cima de ambientes tecnológicos.

Imagina uma cidade do interior que tem uma estação ferroviária e se faz ali diversos negócios por causa do trem.

No momento, que se inaugura uma estrada para automóveis e o trem é desativado, todos os negócios baseados na linha férrea deixam de prosperar, certo?

O trem é uma tecnologia de transporte, que era a base dos negócios em torno da estação.

Quando falamos do digital ou de transformação digital, estamos falando de que tipo de tecnologia?

O ambiente digital faz parte do que chamamos de mídia.

Das tecnologias responsáveis pelas trocas humanas, que estabelecem as formas de interação e de intermediação entre as pessoas.

Todos os negócios da sociedade, note bem para a caixa alta em negrito, TODOS foram montados, estruturados, organizados em cima das Tecnologias das Trocas Analógicas que tínhamos.

Tais tecnologias definiam a forma como a espécie interagia com ela mesma.

E os mercados que foram sendo ocupados, eram baseados nessa conjuntura tecnológica.

Foram estabelecidas formas de intermediação de produtos e serviços por causa dessa conjuntura midiática.

Uma cooperativa de táxi, por exemplo, intermediava a relação entre motorista e passageiros, através do telefone.

Podíamos dizer que o coração dos negócios da cooperativa de táxi era o telefone, o call center, que conectava passageiro ao motorista, supervisionada por um diretor de qualidade.

O Uber promoveu uma REINTERMEDIAÇÃO do negócio, pois a relação entre passageiro e motorista passou a ser através de aplicativos.

E mais.

O Uber, além dos aplicativos, promoveu a reintermediação da qualidade da relação entre passageiro e motorista, via reputação digital.

O Uber se utiliza de algoritmos dentro de plataformas, que permite que passageiro e motorista se avaliem o tempo todo, criando critério novo de confiança, que é o que permite gerar uma intermediação muito mais exponencial.

No Uber, há muito mais passageiros e motoristas e praticamente nenhum gerente por causa do novo modelo de Reintermediação.

O que vivemos hoje no mercado, assim, não é uma transformação do analógico para o digital, isso é muito genérico, mas processo de reintermediação, a partir de novas tecnologias das trocas.

O mercado não se deu conta – por que é realmente um processo muito raro – de que vivemos hoje chegada de uma reintermediação disruptiva nos negócios.

A nova reintermediação só é possível por causa das novas tecnologias de trocas.

O trem não passa mais pela cidade, mas todo mundo está na estação esperando o trem passar!

O problema que temos hoje pela frente é: as bases conceituais do que hoje chamamos de teoria dos negócios, da administração, da própria sociedade precisam de profundo reajuste.

O aumento populacional nos fez procurar novas formas de intermediação mais flexíveis e dinâmicas para resolver problemas que o antigo modelo de não permitia.

Assim, quando se fala em Transformação Digital não se explicita claramente que o que precisamos fazer é a Reintermediação dos Negócios, com outro modelo disruptivo de comando e controle.

Os atuais líderes das organizações tradicionais estão viciados no antigo modelo de comando e controle que está ficando cada vez mais obsoleto;

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


No conceito de DNA da genética, que estamos importando, temos duas partes:

  • Genótipo – composição genética de um indivíduo, mais frequentemente – aquilo que herdamos e é mais fixo;
  • Fenótipo – manifestação visível ou detectável de um genótipo, aquilo que usamos do genótipo e é mais mutante.

Fizemos uma importação dos conceitos para entender o digital.

Passamos a entender a sociedade humana formada por uma espécie de Genótipo mutante de longo prazo, que, conforme a população vai crescendo, precisa de um upgrade.

Os códigos que formam nosso Genótipo Civilizacional são concebidos para um tipo de complexidade e vão ficando obsoletos, quando a espécie – a única que cresce demograficamente de forma conectada – aumenta.

As mídias – o epicentro do DNA Civilizacional – responsável pelas trocas humanas, são o nosso epicentro, dividido em dois: a parte mais fixa (genótipo) e a mais mutante (fenótipo).

Quando mudamos de mídias criamos um novo DNA Civilizacional, no qual o Genótipo se altera, que permite que seja criado em cima dele novos Fenótipos.

O Ambiente Digital (formado por novos canais e linguagem), assim, é o Genótipo e o Uber, por exemplo, é o Fenótipo, uma inovação possível em cima dos novos códigos do genótipo disponíveis.

O Genótipo é inventado por técnicos, que não tem noção do impacto que terão na sociedade, como é o caso de Gutemberg ou o inventor do computador.

Queriam resolver um problema pontual, mas abriram as portas para a criação de um novo DNA Civilizacional.

Assim, o Genótipo é uma espécie de código de máquina, sobre o qual precisamos desenvolver os sistemas operacionais e os aplicativos.

Que não são apenas novas tecnologias, mas novas formas de pensar, novas filosofias, teorias e metodologias para que se possa, pela ordem:

  • entender o potencial do novo genótipo;
  • resgatar valores e conceitos do antigo fenótipo para ver o que pode ser mantido;
  • atualizá-los para que possa ser compatível com o novo genótipo.

O genótipo, assim, é um misto de placa-mãe com código de máquina. E o fenótipo de sistema operacional, aplicativos e arquivos que são criados a partir deles.

O importante é perceber a dimensão da mudança, mudança do DNA Civilizacional, e o nosso papel de inventar novas cosmovisões (fenótipos) para que possamos usar o novo ambiente (genótipo) para superar as antigas e novas crises que temos pela frente.

É isso, que dizes?

Peer-to-peer (do inglês par-a-par ou simplesmente ponto-a-ponto, com sigla P2P) é uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central.

O Uber não é P2P.

O Uber tem uma plataforma central, aplicativos, mas que não têm um servidor.

O Uber é montado no modelo de Plataforma Centralizada, na qual o servidor é central e não distribuído.

Quando falamos em blockchenização, aí sim, teremos uma grande rede de servidores e clientes, de forma distribuída.

É o que se chama ambiente distribuído, em que se pode ter um custo muito menor de processamento, pois todo ele é compartilhado.

Mais.

Pode-se ter segurança dos dados, pois não estão em nenhum lugar específico, mas espalhado pela rede.

Quando, como nesse artigo, se mistura P2P, uberização e Economia Compartilhada está se fazendo confusão e não esclarecimento.

É isso, que dizes?

Se você colocar no Google Alerta a palavra “Uberização” receberá uma enxurrada de textos, geralmente de sindicalistas, mostrando o quanto estamos precarizando o emprego.

Para um segmento grande da sociedade, só existem trabalhadores e não consumidores.

Na maior parte dos textos e depoimentos, as pessoas falam em nome de um “uberizado explorado”, mas pouco conversam com os próprios – como eu tenho feito há mais de uma década com os motoristas de aplicativos.

Ver aqui: https://www.youtube.com/playlist?list=PL7XjPl0uOsj884YppG1twb3XoaVTP1bJf

A uberização é uma nova forma de intermediação de processos produtivos, que permite sofisticar os antigos modelos intermediadores.

Com a uberização, se consegue superar as barreiras anteriores e permitir que tenhamos qualidade na quantidade e quantidade com qualidade.

O aumento populacional nos empurra OBRIGATORIAMENTE para a flexibilização das trocas, pois é muito mais gente que quer produtos e serviços disponíveis, a preço acessível e customizado.

Quando se analisa a uberização, os sindicalistas de plantão, pensam o tempo todo na fantasiosa “defesa dos trabalhadores” e esquecem os enormes ganhos para os consumidores (que são também trabalhadores).

Se analisarmos o Uber, mobilidade, em particular veremos que hoje nas cidades em que chegou, temos:

  • um custo de transporte particular menor;
  • rapidez de atendimento;
  • motoristas em todos os cantos das cidades, a qualquer hora;
  • melhoria da qualidade da comunidade de consumo, através do monitoramento contínuo, via reputação digital.

Além das vantagens para o consumidor, temos a flexibilidade de trabalho para o motorista, que hoje pode ter uma renda extra ou total – algo que era inviável no modelo da caríssima autonomia de um taxista.

Mais.

A uberização é a primeira etapa do que estamos chamando de Reintermediação Digital. Depois, teremos a Blockchenização, com mais flexibilidade de escolha para os motoristas.

Há, sem dúvida, nesse novo mundo em processo de reintermediação perdas e ganhos.

Há várias pessoas que perdem com o digital, onde se inclui os antigos sindicalistas, que ficam procurando prejudicados e escondendo beneficiados.

Digo mais.

Da mesma maneira que a chegada da prensa, em 1450, acabou com escravidão, o digital vem para acabar com a carteira assinada, tornando o ambiente muito mais flexível e melhor para todos.

E isso, a despeito do que acham os melancólicos de plantão, será saudado como um grande ganho para a civilização.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Qual é o principal problema para que as organizações tradicionais possam compreender e atuar, de forma competitiva, dentro da nova Era Digital?

A reposta é simples: aceitar a perda de status, poder, e. humildemente, começar tudo de novo.

Note que as organizações tradicionais ganharam dinheiro, status, mercado, dentro de um modelo de intermediação, que era baseado em um determinado DNA Civilizacional.

A intermediação foi feita em cima de um DNA Civilizacional Analógico, que permitia um modelo específico de intermediação, no qual os negócios foram estruturados.

Analisemos, por exemplo, o caso clássico da indústria da música, que montou todo o seu modelo de negócios no DNA Civilizacional passado:

  • Cds de música;
  • Controle dos canais de distribuição de CDs.

A chegada do MP3 e do P2P ampliou os limites das trocas de música, introduziram um novo DNA Civilizacional, e o modelo de intermediação – que era a base do negócio – perdeu o valor.

De forma muito rápida, a intermediação analógica, ficou obsoleta.

A indústria da música não percebeu, como vários outros setores ainda não entenderam também, que fizeram dinheiro sobre uma Tecno-Intermediação conjuntural e provisória, que está decadente

Montaram todo o seu negócio em um Tecnoambiente, que pode ser alterado quando chegam novas tecnologias de trocas (mídia) como agora.

O que temos hoje em todas as áreas de negócios é uma mega ruptura – a passagem da intermediação analógica para a digital.

Na educação, na saúde, no direito, no agronegócio, no marketing, nas cidades, no governo, nas finanças, na política tudo está estruturado num modelo de intermediação que ficou obsoleto.

Acordem: quando mudam as tecnologias das trocas, altera-se o modelo de intermediação – que é a base de todos os negócios!

O que ocorre é que, com o tempo, com o aumento populacional, as intermediações que eram eficazes vão ficando lentamente obsoletas.

O Tecnosapiens, como consegue aumentar a população, vai demandando modelos cada vez mais sofisticados de intermediação.

Mudanças de mídia nos trazem novos DNAs Civilizacionais, que têm como grande missão promover a reintermediação dos modelos anteriores.

Quando falamos em futuro do Direito, da Educação, da Saúde, do Agronegócio, das Cidades, do Governo estamos apontando na direção da reintermediação.

E é por isso que há tanta dificuldade de compreensão por parte das organizações tradicionais neste futuro, pois são os seus líderes os que têm mais têm a perder neste novo cenário.

Todo a forma de agir e de pensar do atual modelo de intermediação precisa de um verdadeiro transplante para que se possa chegar às novas regras.

O desafio é grande e inevitável.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Os estudos que temos feito sobre a civilização nos mostra que o sapiens é a única espécie que aumenta a população, de forma interdependente.

Outras espécies podem até aumentar o número de membros, de forma isolada.

A Complexidade Demográfica Progressiva, numa espécie interdependente, exige que tenhamos que nos reinventar de tempos em tempos, alterando os modelos de comunicação e, a partir daí, de liderança.

Somos a única espécie, assim, por sermos tecnos, que altera, ao longo da caminhada, o modelo de comunicação e, por sua vez, de liderança.

A espécie tem um DNA Civilizacional mutante.

(Podemos entender DNA Civilizacional pelos códigos que existem nas tecnologias de trocas disponíveis, que definem os limites dos modelos de liderança disponíveis a cada etapa da nossa jornada.)

A forma como nos organizamos enquanto sociedade se altera no tempo para que possamos resolver o problema da complexidade demográfica progressiva.

Podemos dizer, assim, que a espécie não evolui, mas se compatibiliza com o patamar de complexidade demográfica.

Fazemos isso, através das mudanças tecnoculturais, que ocorrem de forma incremental, radical ou disruptiva.

Quando inventamos novas mídias – tecnologias que viabilizam as trocas humanas – temos uma Guinada Civilizacional, pois passamos a ter novo DNA Civilizacional disponível.

Sobre ele, podemos criar nova Cosmovisão, que tem como missão ajustar a forma de pensar e agir para tirar o máximo proveito do novo DNA Civilizacional disponível.

O novo século introduz na sociedade este novo DNA Civilizacional Digital, que nos permite praticar novo modelo de liderança, através da reintermediação dos antigos processos.

Temos um enorme desafio tecnocultural pela frente e temos que entendê-lo para que possamos nos preparar e agir a partir dele.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Sem troca, não há ser vivo.

Seres vivos trocam para sobreviver.

Há trocas com o meio ambiente, com outras e com a mesma espécie – que definem formas de sobrevivência.

Há uma adequação entre vários fatores, tais como:

  • Complexidade demográfica (relativa a número de membros) e os modelos de interação e administração de cada espécie;
  • Os modelos de interação e administração definem o modelo de liderança.

Tudo tem que ser harmônico.

  • Lobos têm líder alfa, pois as matilhas têm poucos membros, com modelo de interação e administração específico;
  • Formigas não têm líder alfa, pois são bilhões de membros, com modelo de interação e administração específico.

O sapiens, diferente das demais espécies, por ser tecno, desde a origem, é a única que consegue alterar tanto a taxa de complexidade demográfica (que aumenta com o tempo), quanto os modelos de liderança, que se alteram, conforme as tecnologias de trocas disponíveis.

O modelo de liderança do sapiens, assim, é condicionado pelas tecnologias das trocas disponíveis.

Os novos modelos de liderança, por usarem tecnologias de trocas mais sofisticadas, permitem superar problemas que antes não eram possíveis.

O antigo modelo de liderança, assim, que define o epicentro das organizações, é atualizado, aumentando a taxa de competitividade de quem o adota.

Aumenta, assim, os modelos de liderança disponíveis na sociedade, com um muito mais exponencial, como é o caso agora, do que o anterior.

Mais gente no planeta, vai tornando o macro modelo de liderança da sociedade obsoleto.

Podemos, assim, dizer que mudanças nas tecnologias das trocas vêm para sofisticar os modelos de liderança disponíveis.

O DNA civilizacional é definido, assim, pelas tecnologias das trocas disponíveis. Com ele renovado, é possível recriar os ambientes sociais, políticos e econômicos.

Revoluções nas tecnologias das trocas vêm reintermediar os processos de um modelo menos para um mais sofisticado.

O novo século tem como pano de fundo, assim, o processo de migração de um modelo de intermediação atual (das trocas orais e escritas) para um novo (das trocas digitais).

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

 

As trocas são o epicentro da espécie.

Sem troca, sem sapiens.

As trocas humanas são baseadas nas mídias disponíveis.

Não há, portanto, trocas naturais, “puras”, mas sempre tecno-trocas.

E, assim, novas mídias alteram as trocas, condicionando mudanças em toda sociedade.

Podemos falar de trocas de baixa e de alta quantidade a depender do número de envolvidos.

Em cada caso, em baixa ou alta quantidade, teremos um tipo de anatomia da tecnologia de mídia.

Um tipo de intermediação das trocas.

E é este tipo de intermediação das trocas humanas, condicionada pelas tecnologias de mídia, que podemos chamar de DNA civilizacional.

Quando temos novas mídias, gradualmente vamos alterando o DNA civilizacional, que é a base das organizações de toda sociedade.

É isso, que dizes?

O Google me responde o seguinte quando pergunto o que é uma escola:

” Escola – estabelecimento público ou privado destinado a ensino coletivo. “

Melhoremos o conceito.

Antes da Internet, podíamos dizer que escola era:

  • um espaço presencial – praticamente obrigatório, entre a vida infantil e adulta das pessoas;
  • um espaço com tempo determinado, no qual pessoas recebiam uma espécie de herança civilizacional das diferentes áreas do conhecimento, incluindo valores, para se integrar à sociedade.

A função, assim, da escola era/é o de prover uma ponte entre a família e a sociedade, da infância à vida adulta.

Podemos dizer que, independente as mudanças que teremos adiante, a sociedade precisará de algum tipo de Educação em casa ou fora dela para preparar o sapiens a enfrentar para vida adulta.

Nós não saímos da barriga das nossas progenitoras como outras espécies, prontos ou quase prontos para virar adultos.

Assim sendo, a necessidade de algum tipo de Educação é algo estrutural e permanente da espécie, sendo a atual o resultado conjuntural de determinada etapa civilizacional.

O atual modelo de educação foi pensado e se encaixou na preparação para a seguinte vida adulta:

  • de escassez de informação, no qual o professor, a escola, os livros didáticos eram insubstituíveis;
  • em um ambiente, no qual a única forma de se ter contato com educadores era de forma presencial, em determinado tempo e lugar;
  • em que as profissões e as organizações eram praticamente permanentes;
  • em que a taxa de mudanças era baixa;
  • em que a regra do mercado era emprego e não trabalho autônomo ou próprio negócio.

A nova Civilização, aonde já ocupou territórios, entretanto, tem demonstrado que os futuros adultos passarão a conviver no seguinte cenário:

  • de abundância de informação, tornando o atual conteúdo das salas de aula substituível;
  • do acesso ao conhecimento a distância, permitindo flexibilidade de tempo e lugar;
  • de profissões e organizações mutantes;
  • em ambientes plataformas, no qual cada profissional é uma personal startup, inovador e sempre mudando.

Assim, cada vez mais teremos, como já temos, um abismo entre o atual modelo educacional com a futura vida adulta.

O atual modelo de educação ficou obsoleto, pois a civilização para o qual ele foi concebido também está ficando obsoleta!

Os jovens, cada vez mais dentro da nova civilização, vão se perguntar por que precisam da atual escola? Uma escola que não os prepara para a NOVA vida adulta?

O debate educacional que temos que fazer hoje é de entender que a Educação, que podemos chamar de obrigatória (aquela que todos os pais esperam matricular os filhos) terá que ser um espaço de preparação para que os novos sapiens possam viver bem quando forem sapiens adultos.

É preciso entender que a nova civilização é disruptiva em relação a atual e, assim, a educação também terá que ser.

A mudança na educação é estrutural, pois as mídias têm esse poder: permitir profundas alterações civilizacionais para as quais todas as áreas da sociedade precisam se reajustar.

Quer debater o futuro da Educação de forma mais eficaz?

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Vivemos neste novo século o fim de um ciclo milenar da espécie humana.

Ao atingir a marca de 7 bilhões, o sapiens chegou ao limite de um Macro-Modelo de Comunicação e Administração, que podemos chamar de Mamífero.

O Modelo Mamífero é baseado nas mídias sonoras (oralidade e escrita/sons no papel/telas), que exige que um líder-alfa interprete os códigos para decidir.

INEVITÁVEL demanda de verticalização e intermediação do comando e controle, que permite a tomada de decisão dentro de um Patamar de Complexidade.

Quando a população cresce o Modelo Mamífero de Administração e Controle vai ficando cada vez mais obsoleto diante dos desafios.

O que está provocando a mudança no mundo, assim, é a Complexidade Demográfica de 7 bilhões, que exige que alteremos o Macro-DNA Tecnocultural da espécie.

Tudo que estamos assistindo nesse novo século é a mudança gradual, mais rápida do que se imaginava, da migração do Macro DNA Mamífero (Civilização 1.0) para o das Formigas (Civilização 2.0).

Insetos, as formigas em especial, têm um Macro DNA não baseado em sons, mas em rastros, em química, no qual cada membro é um líder contextual.

Quando uma formiga encontra comida, não emite um som, mas um rastro químico, que alerta os demais membros.

Formigas decidem “clicando e curtindo”, não fazem reunião de equipe ou tem um gerente para comandar.

O que temos assistido é uma passagem gradual da Civilização 1.0 (mamífera) para a 2.0 (formigas) com um simples objetivo: melhorar a qualidade de vida da espécie.

Essa passagem, entretanto, não é direta, mas gradual, em, até agora, três etapas: digitalização, uberização e blockchenização.

A digitalização é a descentralização do DNA mamífero para que possa ser alterado para o DNA formiga mais adiante – mas ainda é mamífero.

Na Uberização, é preciso alterar o DNA para novo modelo de comando e controle, sendo ainda mais radicalizado na Blockchenização.

A descentralização, aumentar a capacidade de decisão de cada indivíduo, é a meta da Civilização 2.0.

Porém, quando falamos em modelo administrativo das formigas não estamos mais praticando o comando e controle sonoro, mas por rastros – que é que garante a tão falada exponencialidade.

Vivemos, assim, neste novo século momento Bimodal, entre duas Civilizações não compatíveis.

Estrategistas precisam entender o maior desafio administrativo de todos os tempos para que possam ajudar seus clientes a superá-lo.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


No debate que estamos fazendo no Grupo Educação Bimodal da Escola saiu essa pergunta do Flexa Ribeiro: “Como conciliar o que é incompatível?”.

Se entendermo que a Civilização 2.0 vem ocupando territórios e em luta em diversas fronteiras, podemos analisar o futuro no presente.

Na linha do John Naisbitt, que disse que o futuro é regional e não temporal.

No território ocupado pelo Uber na área de mobilidade, observamos que:

  • as organizações tradicionais tinham/tem um modelo de administração, que estavam estruturadas na Gestão – cuja forma de modelo de comando e controle da qualidade, pessoas, processo é baseada em líderes-alfas bem definidos;
  • as organizações uberizadas tem um NOVO modelo de administração, que estão estruturadas na Curadoria – cuja a forma de modelo de comando e controle da qualidade, pessoas, processo é baseada em lideranças contextuais distribuídas.

Podemos dizer que se uma organização tradicional da área de mobilidade continuar plantando a semente do comando e controle da Gestão – jamais vai nascer o Kiwi da Curadoria!

E isso vale para vários outros casos uberizados: Youtube x Globo/Neflix, AirbBn x Hotéis, Mercado Livre x shopping center.

Assim, o grande problema que temos nesta atual Revolução Midiática é a incompatibilidade entre modelos administrativos.

Uma organização tradicional não vai competir no novo mercado apenas com novas tecnologias – é preciso nova filosofia administrativa!

E este parece ser o maior desafio administrativo da história do sapiens: abandonar um modelo de comando e controle que funcionou durante milênios em período de tempo um curto.

O que a maior parte das organizações está fazendo é apostando todas as fichas que estamos diante de uma mudança tecnológica e não de filosofia.

Se o diagnóstico está correto – e as zonas de território ocupado têm demonstrado isso – é preciso compatibilizar o incompatível num ambiente bimodal.

Dois motores, duas áreas separadas, dois modelos administrativos: que que vai lentamente terminando e outro que vai ocupando cada vez mais espaço.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Podemos dizer que o avanço da Descentralização no novo século tem avançado em três modos:

  • Melhoras nos antigos territórios – digitalização;
  • Novos Territórios ocupados – uberização;
  • Zonas em conflito – blockchenização.

Isso se pode perceber não só pelos fatos, mas também pelo linguajar.

Todo mundo domina a narrativa Uber, mesmo que não saiba a quantidade enorme de termos técnicos internos criados para que tudo isso seja possível.

No Blockchain, isso não tem ocorrido, pois ainda não há um território ocupado de uso em larga escala.

O Bitcoin se popularizou, mas é um pouco aquele celular que tem alguns que usam, mas o povão não sabe direito do que se trata.

Será preciso um serviço blockchenizado de massa para que o pessoal que trabalha no setor deixe de falar o dialeto que estão usando e passe a dialogar com a galera.

E a pergunta é: qual será o unicórnio do blockchain que vai virar papo de botequim?

É isso, que dizes?

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O grande problema que temos hoje é de que o futuro é disruptivo.

Temos um novo modelo de Comando e Controle – que pede uma nova Macro-Filosofia – e o que está hoje não vai continuar.

Não é continuidade.

Precisamos inventar formas de conseguir começar o novo, sem embolar e atrapalhar o antigo.

No caso do governo, o ideal seria criar zonas de inovação disruptivas.

O que seria isso?

Áreas no país, em que se tivesse a liberdade de experimentação, como se fosse um Vale do Silício, no qual poderíamos viver fora da Constituição Federal para começar do zero.

Haveria a aceitação do local, ou construção do zero do novo local, para que se pudesse criar o Brasil 2.0.

Pode parecer uma ideia meio fora de propósito, mas as zonas de inovação disruptivas são podem alavancar bem o nosso futuro.

É isso, que dizem?

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Continuo dialogando com o Flexa:

Podemos dizer que estamos criando uma nova Ideologia Civilizacional para a Era Digital, algo que sempre ocorre depois de Revoluções Midiáticas.

Há alguns parâmetros filosóficos e teóricos, que devem ajudar a pensar as novas metodologias no geral e educacional.

A nova Ideologia Civilizacional vai promover novos conceitos que permitam a descentralização dos conceitos de descentralização, que tínhamos até aqui.

Toda a base de pensamento hoje está estruturada em parâmetros de Comando e Controle, que precisam ser revistos.

Hoje no Brasil e em vários lugares do mundo, há um pensamento sobre critérios da Qualidade da Educação, que são definidos pelo Estado, pelas escolas.

E não pelos próprios alunos e pelas organizações interessados em inovar nesse novo mundo.

Acredito que, lentamente, ou mais rapidamente (espero) consigamos a passagem do controle Estado/Escolas para o de Alunos/Organizações Produtivas.

As avaliações hoje são feitas, assim, a partir do critério de um centro, que têm as suas preocupações, mas que estão muito distantes da demanda que teremos neste novo século.

Vejo duas tendências fortes:

  • a preparação de ambientes educacionais,com cada vez mais flexibilização de tempo e lugar;
  • e, do ponto de vista do conteúdo, idem, a flexibilização, a partir de foco em solução problemas, da agenda de cada um, a partir de seus parâmetros, propósitos e potenciais com foco na inovação.

O problema nisso tudo é que hoje vivemos um momento bimodal disruptivo, diferente de outros momentos similares, incrementais ou radicais.

A educação que será hegemônica ao longo do século será completamente distinta da atual – e é preciso dividir o processo em dois ambientes:

  • um vai melhorando o que tem da melhor forma possível;
  • e outro começa do zero, procurando o máximo de desintoxicação.

É isso, que dizes?

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Ouve-se muito por aí que temos agora no mercado as tais Tecnologias Exponenciais.

Isso a meu ver é um conceito MIMIMI, mais atrapalha do que ajuda, recomendo não usar e não basear nenhuma decisão relevante nele.

Vejamos.

Exponencial quer dizer: taxa de crescimento muito maior (geometricamente maior) se comparado a um antigo modelo menos exponencial.

Assim, ao se utilizar o conceito “exponencial” aplicado aos negócios, estamos nos referindo a taxa de crescimento e capacidade de atendimento de organizações, que passam a ser infinitamente maiores do que as anteriores.

Se compararmos, por exemplo, o crescimento e a capacidade de atendimento do Uber com uma cooperativa de táxi ou empresa de transporte tradicional podemos constatar é a adoção de um mix de tecnologias que permitiu nova forma de comando e controle dos processos.

No Uber, o que é exponencial não são as tecnologias utilizadas, mas o novo modelo de administração, que permite a reintermediação de vários processos.

A quantidade necessária de gerentes no Uber para coordenar o “exército” de motoristas é exponencialmente menor do que uma empresa de transporte tradicional.

Aí está a explicação da exponencialidade do Uber: com menos gerentes muito mais gente trabalhando e sendo atendida!

O que é REALMENTE exponencial nas novas organizações uberizadas é o conjunto de tecnologia, que permite a invenção de nova Ideologia Administrativa.

É nova Ideologia Administrativa Uberizada que permite que haja nova forma de comando e controle e não as tecnologias!

No Uber, uma série de nova maneira de pensar e agir , a saber:

  • adoção de nova ideologia de comando e controle muito mais distribuído do que o atual;
  • nova referência de controle de qualidade (auto gerenciado por motoristas e passageiros), via Reputação Digital;
  • reintermediação das telefonistas pelo celular/gps;
  • fim dos vínculos fixos (autonomia, diárias, mensalidades, salário).

Tudo isso nos leva a um Modelo Administrativo novo, mais exponencial do que o passado, que foi obtido, a partir do uso inteligente de um conjunto de novas tecnologia, tendo como base nova Ideologia Administrativa mais distribuída.

Uma tecnologia, assim, não é exponencial em si, o que é exponencial é a ideologia.

Podemos, sim, se quisermos falar que há uma nova Ideologia Exponencial no mercado: aquela que mata os gerentes e transfere a coordenação para a comunidade de consumo (fornecedores e consumidores),

O conceito “Tecnologias Exponenciais”, assim, faz parte de mais uma tentativa de se tapar o sol com a peneira para evitar a dura realidade: a obrigação de de abandonar as velhas ideologias de comando e controle.

O que se quer no mercado hoje, é criar a fantasia de que basta mudar as tecnologias que tudo será resolvido. A exponencialidade virá sem nenhum mudança estrutural.

Não vai.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Quero refletir um pouco sobre o que diz o Flexa.

Ele diz que um dos obstáculos é o que ele chamou de Referencial/Parâmetro de Qualidade.

Qualidade – grau negativo ou positivo de excelência.

Ele fala de indicadores de qualidade de uma escola, mas vou preferir chamar de educação.

E diz que há dois parâmetros, aqueles que pensam em centralização e os que defende descentralização.

E sobre o primeiro trecho que quero falar hoje.

Se compararmos a situação com o Youtube, para termos um parâmetro, a questão é a mesma.

Quem define a qualidades dos vídeos que entram?

Note que o debate é o que vamos chamar de Referência de Qualidade.

A TV Globo, por que tem uma referência de qualidade, que alguém precisa autorizar TODOS os vídeos que vão para o ar, estabelece um parâmetro de exponencial.

A quantidade de vídeos que circularão, assim, como o Netflix, vai depender da autorização de um centro qualificador.

O problema da Referência de Qualidade Centralizadora é a escala.

O Youtube para existir precisou passar de uma Referência de Qualidade Centralizadora para o de Descentralizadora.

Como fez isso?

Transferiu para os usuários o critério do estabelecimento de Referência de Qualidade.

Se pensarmos no desafio da Qualidade Exponencial da Educação estaremos debatendo o mesmo que foi feito nos Ubers, onde se inclui o Youtube.

A passagem de um Referência de Qualidade Centralizada que tem limites de atendimento.

O desafio da Educação para o Futuro é justamente criar um ambiente em que se possa distribuir o critério de qualidade.

Para que isso seja feito, existe uma chave importante.

A passagem do foco em assunto, em Educação “como forma de promover o alinhamento com o conhecimento do passado”, que precisa de um centro para definir qual é mais ou menos relevante;

Para.

A passagem do foco para problema, no qual a Educação deixa de ser “uma forma de promover o alinhamento com o conhecimento do passado”, mas um instrumento para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

E aí temos algo importante.

Quem vai definir a qualidade é o cliente que estará se utilizando das plataformas educacionais, organizações, pessoas físicas, que serão atendidos pelos pré-profissionais em formação.

E é a capacidade dos estudantes de se utilizar destes novos ambientes e de atender os clientes em torno dessa plataforma que vai se aferir a nova Qualidade.

Com este novo modelo, completamente novo, se consegue superar a barreira que temos hoje da Qualidade Exponencial.

É isso, que dizem?

Quer debater o futuro da Educação de forma mais eficaz?

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Cada pessoa a mais no planeta traz a demanda de comer três vezes ao dia.

Ponto.

Quem questionar isso é maluco, bloqueia logo para evitar problema.

Qualquer análise honesta e eficaz da sociedade humana precisa partir da fórmula básica da do que podemos chamar de Complexidade da Sobrevivência.

Se temos uma tribo com 500 membros.

Podemos dizer que aquela tribo tem uma Complexidade de Sobrevivência, que poderia se traduzir na seguinte fórmula:

500 x 3 = 1.500 pratos de comida/dia.

Pode não se comer três vezes ao dia, mas o índice de complexidade vai girar em torno deste valor.

Todo o modelo social, político e econômico daquela tribo, querendo ou não, terá uma relação com este Epicentro Social: da Complexidade da Sobrevivência.

Certo?

Assim, o Modelo de Comunicação, de Administração e Econômico – todos Tecnoculturais – daquela tribo terá uma relação direta com aquele valor da Complexidade da Sobrevivência.

Se a tribo crescer e virar 5 milhões, com a Complexidade de Sobrevivência de 15 milhões de pratos/dia algo terá que mudar nos Modelos Sociais, certo?

Repito: quem questionar isso é maluco também, bloqueia logo para evitar problema.

Assim, se a tribo começa a aumentar a população e, por sua vez, a Complexidade da Sobrevivência, algo precisa ser feito para que se continue a produzir a quantidade de pratos de comida.

Esta relação progressiva habitantes/pratos de comida define o que chamamos aqui na escola de Complexidade Demográfica Progressiva.

O que é isso?

O ser humano tem demonstrado ao longo do tempo a contínua demanda de aumentar, quando pode, o tamanho da população e isso TORNA OBRIGATÓRIO ajustes na Tecnocultura, seja com a introdução de novas ideologias como de tecnologias.

A forma de pensar e agir da sociedade, em função do aumento demográfico, vai se tornando obsoleta.

O que temos, assim, é o que podemos chamar de Modelos Sociais Progressivos para fazer frente à Complexidade Demográfica Progressiva.

Certo?

E é por isso que, de tempos em tempos, temos que promover Revoluções Midiáticas, que nos permitem dar um upgrade civilizacional, criando novos Modelos Sociais.

]A chegada de novos Modelos Sociais tem como meta lidar melhor com a Complexidade da Sobrevivência, criando um novo ambiente social (onde se inclui o educacional), político e econômico.

A Complexidade Demográfica Progressiva e Modelos Sociais Progressivos são um dos principais conceitos da Quarta Geração da Escola de Antropologia Cognitiva Canadense, na sua versão brasileira.

Os outros diria que são: a Curadoria (novo modelo social do sapiens), baseado nos novos canais e linguagem digital, além da a ideia da Descentralização Progressiva, na qual todos os novos Modelos Sociais tenderão a um empoderamento maior de cada sapiens.

Todos estes conceitos são debatidos na formação da escola.

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Tudo agora tem que ser inteligente.

Mas o que é ser mais inteligente?

Diria que o critério de inteligência é a capacidade individual de se tomar decisões melhores, a partir dos objetivos de cada um.

Inteligência é a capacidade que temos de driblar nossas emoções e conseguir decidir de forma mais adequada a partir dos nossos objetivos.

Hoje, passamos a usar a palavra inteligente como sinônimo de tecnológico.

Quanto mais aparatos tecnológicos você tem, ou usa, mais inteligente você é sem aferir os resultados.

Uma cidade inteligente é aquela que tem mais bugigangas? Ou aquela que permite que cada cidadão possa colaborar com decisões melhores individuais, que se refletem no todo?

Quando falamos, assim, em Inteligência Coletiva temos o somatório das decisões individuais que ajudam cada pessoa a viver com mais qualidade com impacto no todo.

A ideia de cidades inteligentes, empresas inteligentes, pessoas inteligentes tem que vir acompanhado de aferição entre o que a pessoa deseja, o esforço que faz e o resultado que obtém.

Inteligente é o resultado final do processo.

(Objetivo + método = resultado)

Se o objetivo foi alcançado, com o método menos trabalhoso possível, há ali uma taxa maior de inteligência.

É isso, que dizes?

O mundo está tornando as pessoas cada vez mais empresas.

Você está sendo “startupetizado” cada vez mais.

Estamos reintermediando as atuais organizações e criando grandes plataformas de micro-trabalhadores, o Uber é um bom exemplo, que só tende a crescer.

E se você vai se tornar uma espécie de personal-empresa precisa aprender a viver no mercado.

Gosto de definir marketing como a ação de comercializar, ou mercadar, ou mercadando.

É base fundamental para que pessoas tenham sucesso nesse novo mundo a capacidade de:

  • definir um problema que tenha facilidade/potencial de solucionar;
  • mercadar com o cliente para que possa ser sustentável no tempo;
  • mudar sempre para que possa continuar mercadando.

Isso exige uma mudança profunda na forma de pensar:

  • a profissão;
  • como se colocar no mundo;
  • e como lidar com tudo isso em um ambiente digital.

Há uma forte demanda hoje de profissionais de marketing que ajudem pessoas a lidar com este novo ambiente.

É isso, que dizes?

Quer entender o futuro do Marketing?

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Note que quando falamos em futuro, estamos projetando demandas que estão latentes hoje e que vão conseguir se expandir amanhã.

O grande barato de Revoluções Midiáticas é que elas possibilitam que novas ofertas sejam oferecidas, a partir das novas tecnologias disponíveis.

Assim, a pergunta que não quer calar, incluindo na área do Direito, é a seguinte: qual é a demanda?

Qual é a demanda que a sociedade tem hoje em relação ao direito?

E podemos apontar que é a Qualidade Exponencial.

O que é isso?

É a demanda de um mundo que cresceu sete vezes (1 para 7 bilhões) em 220 anos e um país que fez o mesmo em 120 (de 30 para 210 milhões).

Há algumas palavras-chaves que você tem que ter como norte: reintermediação, descentralização.

Para que se tenha uma nova possibilidade de qualidade na nova complexidade.

Hoje, a justiça, principalmente, no Brasil vive a crise da incapacidade de oferecer Qualidade Exponencial.

Quando se pensa em Direito 3.0, do futuro, Direito Digital se pensa em tecnologias, em máquinas, em inovação sem foco.

Quem vai fazer sucesso?

Quem enxergar a principal demanda – qualidade exponencial, em três etapas:

  • Digitalização – manter o que é hoje, no digital;
  • Uberização – novo modelo de comando e controle, com plataformas centralizadas;
  • Blockchenização – novo modelo de comando e controle, com plataformas descentralizadas.

Este é o norte.

Que dizes?

Quer entender o futuro do Direito?

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Os bancos nunca foram bancos.

Sempre foram tecno-bancos, apenas nós não víamos isso.

Quando aqueles bandidos dos filmes de cowboy entravam no banco, precisavam abrir o cofre para tirar cédulas de dinheiro.

Note que o cofre e as cédulas de dinheiro são tecnologias.

E que havia uma garantia para as pessoas guardarem seu dinheiro no banco, pegarem emprestado, investirem, através de uma tecno-intermediação.

Os bancos são o que são por causa da tecno-intermediação que temos hoje, da tecno-conjuntura.

Quando vemos as Fintechs avançando a olhos vistos, o que estamos vendo é a reintermediação dos serviços financeiros.

O bancos ganhavam dinheiro por causa da incapacidade de concorrentes prestarem o serviço com confiança (sem falar da regulação pró-manutenção).

Hoje, quando se fala do futuro da área financeira, estamos falando da reintermediação dos antigos players por novos, que vão se utilizar das novas tecnologias para criar o que estamos chamando aqui de Qualidade Exponencial:

  • Custos flexíveis para perfis diferentes;
  • Negócios entre micro fornecedores e consumidores;
  • Redução de custos das transações.

E isso vai se dar em três etapas:

  • Digitalização – que é o caso do Nubank, que é a mesma estrutura muito mais flexível;
  • Uberização – empréstimos pessoais direto pessoa a pessoa, por exemplo;
  • Blockchenização – como o bitcoin.

O importante, mais importante de tudo, é entender o contexto geral: a saída da crise demográfica dos últimos séculos e a forte demanda pela Qualidade Exponencial.

É isso, que dizes?

Quer entender o futuro das Finanças?

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O Brasil tem um desafio no próximo século: resolver o problema da Qualidade Exponencial.

Explico.

Saltamos de 30 para 210 milhões de habitantes – sete vezes em 120 anos – e, se conseguimos, mal e porcamente resolver o problema da quantidade, ainda não superamos o problema da qualidade.

Nosso principal problema é que somos importadores de ideias externas em todas as áreas.

Na saúde, educação, direito, alimentação, cidades, finanças, energia, comunicação, transporte, entre outros, é preciso ter uma visão uberizada.

É preciso criar novos modelos de comando e controle, plataformas que permitam que milhões de pessoas passem a resolver os problemas de forma auto-gerenciada.

Em cada setor, existem particularidades, mas é preciso uma visão geral sobre o problema.

Hoje se fala muito em inovação, inteligência, conhecimento, informação, mas tudo isso nos deixa perdidos.

É preciso um diagnóstico: sair da qualidade precária para a exponencial e se avaliar os projetos que conseguem, ou não, atingir a essa meta.

BRASIL – QUALIDADE EXPONENCIAL.

É bom norte para o investimento do país.

China e Índia têm problemas parecidos com os nossos – o que nos abriria até mercados, se começássemos a desenvolver produtos e serviços, que permitissem a Qualidade Exponencial.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Talvez uma das grandes contribuições do livro “Cisne Negro” do Taleb, seja a feroz crítica que faz ao efeito manada.

Veja aqui o que tenho dito sobre o livro:

As ideias hoje, principalmente na área de negócios, se disseminam na sociedade muito mais por quem diz do que propriamente pelo que se diz.

O lógica do marketing faz mais sucesso do que a científica.

O senso comum tem extrema necessidade de se agarrar ao cotidiano, acreditando que assim está imune a anomalias, que o Taleb chama de Cisnes Negros.

Cisnes Negros ou anomalias assustam a maior parte das pessoas, que tendem ao pensamento normal e não ao extraordinário, isso faz parte da espécie.

Há indícios de que os Cisnes Negros podem ocorrer, em geral, em pensadores ou Escolas de Pensamento periféricas, que não são tão vinculadas à fumaça e mais ao fogo.

A chegada do digital que Taleb chama de Cisne Negro já era algo que estava sendo debatido pelos canadenses há décadas, mas a Escola era e continua a ser periférica.

Assim, podemos dizer os Cisnes Negros são previstos por grupos pequenos e periféricos, mas que não têm voz na análise geral no espírito da manada.

O que reforça um pouco a ideia da Escola Austríaca de Economia, principalmente Mises e Hayek, que afirmam que o conhecimento é sempre disperso e heterogêneo.

É isso, que dizes?

Não estamos falando da semana que vem, mas vamos projetar de 20 a 50 anos para frente.

Falando de futuro do futuro.

A Revolução Digital tem como grande objetivo, este é o nosso diagnóstico, permitir a Qualidade Exponencial.

Que pessoas possam não só ter ofertas, mas que possam ser personalizadas no tempo, lugar, comodidade, idiossincrasias.

Perdemos esse tipo de possibilidade com o embate entre aumento populacional e mídia verticalizada.

E temos agora um déficit de Qualidade Exponencial.

Governos, vamos entender governos como serviços e produtos, em que o estado gerencia, através de impostos, têm a tendência a um ritmo menor do que a iniciativa privada.

Servidores do Estado, em geral, nos países estão menos sujeitos a lei do mercado, pois o seu ganho é baseado em impostos e não em trocas voluntárias.

Assim, podemos dizer que, por natureza, estruturas estatais são mais lentas, diante das privadas (principalmente as que não são monopolistas).

Por causa disso, com o aumento da velocidade da inovação e da demanda cada vez maior por personalização, é de se esperar que ocorra um movimento em todo o planeta de passagem do estado para o privado.

É uma macro tendência.

Isso vai colocar as organizações do governo em uma certa defensiva, justificando que são dinâmicas e que podem colaborar com a sociedade.

O que chamamos de Governo hoje será muito maior do que chamaremos amanhã, de maneira geral, se colocada a perspectiva global.

Isso é uma aposta, concorda com ela?

É isso, que dizes?

Quer entender o futuro do Governo?

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Já não é novidade, pois o Curely já tem algo parecido.

Uma rede de médicos disponíveis para que você possa ser atendido quando e onde quiser.

A vantagem da uberização dos médicos me parece ser:

  • redução de custos com consultório;
  • quebra de tempo e lugar;
  • criação da reputação digital de cada médico.

Muitos logo dirão que o médico precisa ter o contato direto com o paciente.

Sim, mas depende do caso.

Nem sempre, imagine que para medicina preventiva, no qual o paciente não tem nenhum problema, apenas que orientações.

Ou para nutricionista, ou vários outros casos?

O que é importante nestes casos é evitar os problemas na frente para não ver as soluções possíveis.

É importante perceber que temos um desafio de Qualidade Exponencial em que podemos ter mais gente sendo atendida, de forma mais barata e personalizada.

Nem tudo será na plataforma, mas não se pode pensar que nada pode ser feito na plataforma.

É isso, que dizes?

Quer entender o futuro da Saúde?

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Vitória está orgulhosa de ter ganho o prêmio de cidade inteligente.

O prêmio é Connected Smart Cities (Cidades Inteligentes e Conectadas) e defende a ideia:

O Prêmio Connected Smart Cities consiste em reconhecer e premiar negócios inovadores que colaborem para que as cidades possam alcançar o patamar de ser uma cidade inteligente. Em parceria com a Neurônio, o Prêmio aceita a participação de qualquer pessoa jurídica com sede no Brasil, que apresente um negócio inovador que contribua com a resolução de problemas das cidades, de maneira a torná-las inteligentes.

O conceito de inteligência, a meu ver, é vago, pois “os conceitos e definições da inteligência variam de acordo com o grupo a que se referem.”.

A inteligência é medida por alguém, que se apega a determinado tipo de critério subjetivo.

A meu ver falta uma objetividade no conceito “cidades inteligentes”.

A China tem controlado os cidadãos, através do reconhecimento facial, as cidades em que isso é feito é inteligente, ou não?

A meu ver, quando temos a análise, por exemplo, de Qualidade Exponencial, como um norte, mais poder para os cidadãos, estamos definindo um critério de inteligência.

A cidade mais inteligente é aquela que consegue o aumento da Qualidade Exponencial.

Há um norte para a inteligência.

O receio que devemos ter é a chamada inovação pela inovação, cidades felizes por terem ganho o prêmio de mais inteligentes, ou mais digitalizadas, sem que se veja o resultado disso na ponta.

O cidadão tem conseguido mais qualidade de vida?

Fica a questão.

Que dizem?

Quer entender o futuro das Cidades?Entre no nosso grupo Cidade Bimodal, me manda um zap e veja o que é preciso: 99608-6422 – “Nepô, quero entrar na Cidade Bimodal”.

Os Bimodais não têm dúvida que o grande desafio de qualquer setor é conseguir a Qualidade Exponencial: qualidade na quantidade e qualidade na quantidade.

E isso pode ser feito em três camadas:

  • digitalização – que é manter o modelo atual com novas tecnologias – o que está bombando no mercado hoje;
  • uberização – que é criar nova forma de comando e controle, através da nova linguagem nas atuais plataformas centralizadas – com alguns “territórios ocupados” no país;
  • blockchenização – que é, além da nova forma de comando e controle, o trabalho em plataformas distribuídas, algo que está na fronteira da Era Digital, bem no início.

Quando se fala do setor de Agro é preciso separar o que acontece de novidades em cada um destes setores.

O artigo ‘Uberização’ da economia avança sobre a roça – e adjacências” é a uberização de parte da produção, tentando utilizar o novo modelo para reduzir custos com equipamentos.

O foco é descentralizar os equipamentos por quem não pode comprar: pequenos e médios proprietários.

O produtor tem um trator que usa 40% do tempo e coloca numa plataforma, que pode ser utilizado por outro.

Bom para todo mundo.

O projeto é da Agrishare – como o nome já diz, compartilhamento no Agro.

É o modelo de uberização.

É isso, que dizes?

Quer entender o futuro do Agro?

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Acredito que o principal problema é a palavra prever.

Prever exatamente o que?

  • Se trabalhamos em previsão de fatos, temos problemas, pois é papo de vidente;
  • Se trabalhamos com previsão de tendências, percentuais e taxas, a coisa melhora – e muito.

O Futurismo Factual, dia tal, tal coisa, fulano de tal vai ocorrer – não tem nada de científico – é o uso de bola de cristal, de vidência.

Não se está falando de ciência, mas de mágica, de esoterismo.

Quando se fala em Futurismo de Tendência, a coisa ganha outra visão.

Um médico pode, por exemplo, dizer que um paciente “x”, que sofre da doença tal, provavelmente (e aqui entra percentual) tem uma chance de se recuperar. Se nada alterar o quadro.

Note o que estamos falando.

  • Tendência e percentual;
  • Possibilidade de algo que pode alterar a tendência.

Nestes casos estamos falando de Futurismo de Tendência, na qual é preciso aplicar determinada teoria das forças.

Teoria é a análise das forças em interação e movimento, que podem ser projetadas, a partir do histórico do estudo das mesmas.

No fundo, o papel das ciências é procurar ajudar na tomada de decisões diante de problemas.

O que faz um cientista?

Tem um mapa das forças vivas, avaliadas, em algum tipo de tabela, e procura apontar quais delas tendem a ascensão e qual tende à regressão, a partir de determinados fenômenos.

Se estabelece taxas e se faz prognósticos de tendência, nada além disto.

Se a força tal vai se expandir, a tendência é que tenhamos o aumento de tal taxa e vice-versa.

Se um governo está emitindo moeda sem lastro, é natural que haja uma tendência à inflação. Não se diz valores, mas apenas que há um viés de alta ou de baixa – que pode ser maior ou menor.

O Futurismo de Tendências trabalha com teorias que vão sendo testadas e ajustadas.

Hoje, temos uma macrocrise das ciências humanas, que sub-avaliou determinadas forças e respectivas influências na sociedade: as tecnologias no geral e as mídias em particular, além dos esfeitos do aumento demográfico como fator causante de determinante guinadas civilizacionais.

O que se pode dizer hoje é que temos um viés de descentralização na sociedade, a partir das novas teorias midiáticas-demográficas da Antropologia Cognitiva.

A digitalização, a uberização e a blockchenização fazem parte disso.

Quando vão ocorrer, aonde, por quem isso é pouco preciso.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Pressionados pela necessidade de atender cada vez melhor 7 bilhões de sapiens, conseguimos unir, pela primeira vez na nossa trajetória, duas linguagens distintas: a da comunicação e a econômica.

Hoje, nas Plataformas Uberizadas cada pessoa tem uma espécie de valor acionário, que sobre e desce no mercado.

Não temos mais neste novo século grandes organizações operando no que chamamos de Bolsa de Valores, mas também um motorista ao entrar no Uber, passa a ter suas ações cotadas no mercado.

Muitos vão dizer que é o fim do mundo, mas é justamente o contrário: é o início de um NOVO mundo.

É a Personal Bolsa de Valores que permite que pessoas físicas possam fazer negócios com outras pessoas físicas. É a base de tudo que o pessoal chama de forma inapropriada de “Economia do Compartilhamento”.

Vejamos a lógica:

  • Em primeiro lugar, ninguém faz negócio que não se comunica;
  • Em segundo lugar, ninguém faz negócio com ninguém se não confia.

Assim, quando temos Revoluções de Mídia, que nos leva necessariamente a Revoluções Econômicas (aumentando a abundância) precisamos primeiro ter, pela ordem:

  • Novos canais, que permitam a comunicação mais horizontalizada;
  • E depois a criação de indicadores coletivos, que possam aumentar a taxa de confiança entre pessoas, que não faziam negócio, anteriormente.

Todas as Revoluções Midiáticas da história têm como objetivo permitir a descentralização das ações e decisões, através de uma Revolução Econômica.

O que estamos assistindo é a bolsa-valorização das pessoas físicas, através de grandes plataformas, que permitem que um novo ciclo econômico mais descentralizado seja possível.

A Reputação Digital é igual aos preços, ao índice das ações.

E é esta nova etapa Midiática-Administrativa-Econômica que vai permitir um novo ciclo civilizacional.

(O conceito “personal bolsa de valores” marca a junção dos estudos que temos feitos, unindo a Escola Austríaca de Economia com a da Antropologia Cognitiva Canadense.)

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Qualidade Exponencial é o grande objetivo da atual Revolução Civilizacional Digital.

Conseguir superar a antiga barreira da Civilização 1.0, na qual NÃO se consegui ofertar produtos e serviços mais personalizados.

Toda mídia nova que chega, a Macro-História demonstra isso, tem a capacidade de permitir que pessoas que não se conhecem possam trocar informações e negociar.

Foi assim com a oralidade a nível local, com a imprensa, expandindo trocas para outras regiões (incluindo contratos comerciais) e agora com o Digital, englobando todo o mundo.

Mas uma coisa é você se informar, trocar uma mensagem com alguém, outra bem diferente é fazer negócios.

O grau necessário, ou a taxa de confiança é muito diferente entre ouvir ou conversar com alguém e trocar valores com este alguém.

Há um abismo entre estes dois mundos.

Por isso, podemos dizer que a primeira fase da Revolução Digital, que é a Digitalização, expansão dos canais e das trocas informacionais, foi apenas a primeira etapa, pois havia baixa confiança para os negócios.

Para que os negócios possam ocorrer, tivemos que criar a uberização, que introduz a Reputação Digital, através da Linguagem dos Rastros (estrelas, curtições, cliques).

É a chegada da Reputação Digital que permite o salto das trocas informacionais para as de negócios.

Sem a certeza ou a quase certeza de que não será enganado, ninguém vai para casa de ninguém no AirBnb ou pegará um carro com um motoristas que nunca ouviu falar no Uber ou vai comprar uma bateria de celular de alguém que mora numa cidade distante.

Assim, só é possível começarmos a resolver a Qualidade Exponencial (quantidade com qualidade e qualidade na quantidade), permitindo que desconhecidos façam negócios.

São grandes comunidades de consumo formadas por micro fornecedores e micro consumidores, nas quais fazem negócios – se colocarmos a Reputação Digital para rodar.

A Uberização, assim, diferente da digitalização, abre as portas para que se possa melhorar a Qualidade Exponencial de consumo, através de grandes quantidades de produtos, serviços e fornecedores, todos com Reputação Digital.

É isso que faz com que pessoas recebam desconhecidos para dormir na sua casa.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Fica cada vez mais evidente que não podemos deixar de lado o tema da explosão demográfica, como vemos nessa declaração:

“O maior problema em 20 anos será o colapso da população. Não é explosão. Colapso.” – afirma o CEO da Tesla, Elon Musk, nesta palestra.

Podemos dizer que uma das grandes novidades das reflexões sobre o digital é justamente isso: entender a explosão demográfica como o FATOR CAUSANTE.

Estamos mudando tudo por que crescemos demais, ponto!

Nossa espécie cresce demograficamente e, POR CAUSA DISSO, nós somos OBRIGADOS a inventar um novo ambiente de Comunicação e Administração, de tempos em tempos, que consiga equilibrar oferta com demanda.

Mais gente, isso é matemático, gera naturalmente mais demandas e isso NOS OBRIGA a sofisticar as ofertas.

Quando falamos em sofisticar as ofertas temos que levar em conta dois fatores:

  • quantidade – para cada pessoa há que se ter um número específico de produtos e serviços;
  • qualidade – para cada pessoa há que haver uma taxa de personalização, preço e comodidade.

Talvez, possamos dizer que do ponto de vista quantitativo tenhamos, mal e porcamente, minimizado o problema no último século.

Houve um aumento exponencial de quantidade, pois hoje os 7 bilhões de Tecnosapiens conseguem sobreviver de uma forma ou outra.

Não temos assistido crises de mortandade de milhões de pessoas, apenas escassez.

Porém, para que o fenômeno da Quantidade Exponencial fosse possível, o ambiente produtivo FOI OBRIGADO a massificar os produtos e serviços e verticalizar o atendimento em grandes organizações.

O atual modelo de comunicação e administração tem uma limitação de personalização e de diálogo com os clientes.

A irritação das pessoas diante dos call centers é algo que marca esse ambiente, no qual se tem o produto e o serviço, mas sempre de forma precária, pois não há a personalização e nem a humanização do atendimento.

Assim, a grande tarefa da Revolução Civilizacional que estamos fazendo, introduzindo novas tecnologias midiáticas, nos permite resolver o problema da personalização, da qualidade.

No que podemos chamar de Qualidade Exponencial.

Isso se resume a uma ação: descentralização, retirando antigos intermediários que eram necessários e hoje, por causa das novas tecnologias, não são mais.

Permitindo a horizontalização dos negócios, a humanização dos mesmos, através do contato de micro fornecedores com micro consumidores, que vemos nos Ubers.

Se analisarmos todas as mudanças que temos e teremos nos mostra que estamos indo nessa direção em três etapas:

  • Digitalização – reintermediando os antigos operadores, eliminando barreiras de tempo e lugar;
  • Uberização – reintermediando os antigos gerentes, eliminando o controle de qualidade e do acervo central de produto, serviços e pessoas;
  • Blockchenização – reintermediando as atuais plataformas uberizadas, aumentando ainda mais o grau da descentralização e a independência dos micro fornecedores e consumidores.

Temos que entender, assim, que a nossa espécie tem na sua essência a demanda de sair de uma situação pior ontem para melhor hoje e amanhã.

Que nossa espécie é demográfica-midiática-administrativamente progressiva, que de tempos em tempos precisa, de forma espontânea e distribuída, dar um upgrade em todo o ambiente social, educacional, político e econômico.

O tradicional ambiente de comunicação e administração não consegue mais entregar a qualidade que a espécie deseja, ainda mais agora que ela se empoderou de mídia e está mais madura e mais reivindicativa.

Qualidade Exponencial é a grande demanda do novo século e o grande eixo da Revolução Civilizacional Digital – Fenômeno raro, mas Recorrentes.

Garantir a qualidade das ofertas dos produtos e serviços na nova quantidade, com cada vez mais personalização.

Que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Muitos cientistas admitem sempre que estudam um fenômeno e chegam a uma causa primária, mas não têm certeza que possa a ser a secundária.

Explico.

Matt Ridley, no livro “O Otimista Racional” estuda ciclos de aumento de trocas econômicas, que geraram prosperidade.

Falo dele aqui:

Aponta, assim, que quando há mais trocas, há prosperidade, criando uma teoria sobre os momentos de abundância na jornada humana.

Ele aponta a causa primária, mas que pode ser secundária, quando analisamos o efeito da mídia.

Assim, podemos ter diversos pensadores que apontaram mudanças relevantes na jornada humana, como é o caso do Matt Ridley, só que ele não percebe que há um “Interruptor Civilizacional” antes da explosão das trocas, que são as mídias.

As mídias são a causa da causa.

É isso, que dizes?

Podemos entender a mídia como uma espécie de Espinha Vertebral Social da sociedade, que mantém todo o corpo social ereto.

Em torno dela, podemos dizer que criamos uma Macro Cultura, que condiciona o ambiente social, educacional, político e econômico.

A Macro Cultura é algo que não se vê, mas está presente e guarda relação com a Complexidade Demográfica Progressiva.

A nova lei é a seguinte:

Quando aumentamos a população, vamos precisando criar nova Macro Cultura!

A nova Macro Cultura só é possível com a chegada de nova Mídia, que cria nova Espinha Vertebral Social.

As Macro Culturas sempre vão de maior centralização para menor centralização ou menos descentralização para mais descentralização.

A Macro Cultura Digital vai, aos poucos, se espalhando na sociedade, eliminando antigos intermediadores, através de novos conceitos (restaurante a quilo) ou tecnologias (caixas eletrônicos).

Isso pode ser visto também na uberização e na blockchenização.

Só se vai compreender, assim, o novo século quando se perceber que estamos fazendo uma espécie de “transplante” da Espinha Vertebral Oral/Escrita para a Digital e introduzindo nova Macro Cultura, que vai ser cada vez mais hegemônica no milênio.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Descentralização é o gradual repasse de atividades e decisões das organizações, sejam elas quais forem, para os indivíduos, que passam a ter mais liberdade e responsabilidade.

Note que quando ainda tínhamos a escravidão, o senhor da Casa Grande era o responsável por manter a sobrevivência de todos da senzala – o escravo não apenas não tinha liberdade sobre a sua vida, mas nenhuma de consumo.

Com as modernas relações trabalhistas, os trabalhadores puderam escolher onde morar, o que comer, vestir, etc.

Isso é desprezado por muita gente como algo secundário, mas é justamente isso que garante que a espécie possa lidar melhor com a complexidade.

Quanto mais as pessoas puderem ajudar a decidir na complexidade, cada um tomando decisões, mais fácil é lidar com o todo.

Há, assim, uma Lei que nos diz o seguinte:

Diante da Complexidade Demográfica Progressiva, mais e mais será preciso distribuir ações e decisões para que as pessoas possam ajudar a lidar com a infinidade de problemas que são criados.

Portanto, se formos contar a jornada humana, veremos que ciclicamente vivemos o seguinte espiral:

  • Criamos um ambiente de comunicação/administrativo que fica obsoleto, pois tem um limite demográfico;
  • Quando se atinge a esse limite, local ou globalmente, é preciso um upgrade no ambiente de comunicação/administrativo para alinhar demandas com ofertas.

Este upgrade se dará através da reintermediação operacional ou gerencial, conforme as possibilidades oferecidas pelo novo modelo de comunicação/administração.

A descentralização tem que ser progressiva, pois o aumento demográfico também o é.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

O Tecnosapiens é a única espécie do planeta que baseia seu modelo de comunicação em tecnologias.

Um bem-te-vi jovem quando canta chamando os pais, se utiliza do seu próprio corpo.

O modelo de comunicação dos bem-te-vis está baseada em sons.

Um bem-te-vi que viveu há 500 anos tem o mesmo modelo de comunicação do atual.

É uma espécie, do ponto de vista, do modelo de comunicação fixa.

Pode sofrer pequenas mutações ao longo de milênios, imperceptíveis a olho nu, mas NÃO VAI ALTERAR O SEU MODELO DE COMUNICAÇÃO.

O Tecnosapiens é diferente.

Nosso modelo de comunicação é tecno, baseado em tecnologias, que se alteram no tempo, por causa disso ELE É MUTANTE.

Já baseamos nosso Modelo de Comunicação nos gestos, na oralidade, na escrita manuscrita, na impressa e agora estamos migrando para o do mundo digital.

Novas tecnologias de comunicação, novos Modelos de Comunicação.

Assim, quando alteramos a forma como nos comunicamos, a base de qualquer espécie, toda a sociedade precisa se adaptar ao novo modelo.

Simples assim.

Mudou o Modelo de Comunicação, toda a sociedade precisa se adaptar a ele – principalmente o Modelo de Administração.

É, portanto, o Modelo de Comunicação com as suas tecnologias que define o Modelo de Comando e Controle Administrativo.

Em todas as passagens de um Modelo de Comunicação/Administrativo para outro, até aqui, nunca tivemos uma disrupção como agora.

Podemos dizer que até 7 bilhões de Tecnosapiens no planeta, mal e porcamente, pudemos trabalhar com o Modelo de Comunicação/Administração Sonoro/Líder-Alfa.

O digital nos permitiu criar o Modelo de Comunicação/Administração por Rastros/Líder Contextual – que é o que estamos assistindo largamente em todos os novos projetos administrativos: do Uber ao AirBnb, passando pelo Youtube e Mercado Livre.

O Modelo de Comunicação por Rastros/Líder Contextual (no popular Uberização) nos permite criar novo Modelo Administrativo muito mais próximo das formigas (lideranças contextuais) do que o dos lobos (líder-alfa fixo).

Neste mix de novo Modelo de Comunicação/Administração, pela primeira vez, podemos ter grande quantidade de pessoas trocando sem a necessidade de um líder-alfa – é o que aprendemos com as formigas.

É o início do fim de uma longa jornada do Tecnosapiens, adotando novo Modelo de Comunicação-Administração, nos permite resolver velhos e novos problemas de forma exponencial – se comparado com o passado.

Temos assim, por causa do tamanho da população, um novo ambiente de comunicação/administrativo INCOMPATÍVEL com o anterior.

Não é uma inovação incremental ou radical do modelo, como tivemos no passado, mas uma disrupção.

E é justamente por causa dessa disrupção, incompatibilidade, que vivemos a maior crise administrativa da história.

Organizações Tradicionais que estabeleceram seu Modelo de Comunicação/Administração pré-digital tem todo o modelo de comando e controle com líder alfa fixo – não conseguem entender e competir nesse novo cenário.

É uma mudança muito disruptiva com algo que já dura milênios, fortemente enraizado, muito rápida e que vai contra a compreensão dos principais gurus do mercado, que procuram entender o fenômeno sempre no curto (anos) e nunca no largo prazo (milênios).

É por isso que temos sugerido a criação de área separada para se poder criar o novo sem a intoxicação do velho modelo de comando e controle.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Futurismo passou a ser uma necessidade do mercado, uma profissão emergente, pois o futuro que era certo, passou a incerto.

No fundo, o que temos hoje é profunda crise das ciências humanas, que não conseguiram prever e, depois do leite derramado, entender as mudanças provocadas pela Internet.

Onde estamos e para onde vamos?

Chamem os futuristas!

Quando se convoca futuristas para dar palpites, entretanto, o que se está pedindo, sem saber, são boas teorias para projetar o futuro e ajudar nas decisões do presente.

O futurismo praticado hoje por aí pelo mundo e no Brasil, é feito na base de dados, dados, dados.

Dados são úteis em momentos em que as teorias continuam válidas, num mercado normal, mas ficam imprestáveis quando não há uma tabela que possa analisá-los, ordená-los, classificá-los e projetá-los.

O futurismo de qualidade é aquele que consegue organizar os dados de outra maneira, criando teorias de mais qualidade para competir no futuro.

Teoria é basicamente um cálculo das forças envolvidas em determinado fenômeno.

Ao se colocar as variantes é possível projetar os prováveis resultados.

No campo das Ciências Humanas, devido à diversidade de cada Tecnosapiens, se tem alta taxa de complexidade.

Assim, teorias humanas não são precisas.

Não se pode ser preciso: na data tal, vai acontecer tal coisa, da seguinte forma, em tal lugar.

Isso é coisa de vidente de programa de televisão do meio da tarde.

Um futurista aponta, do ponto de vista otimista/pessimista apenas tendências, sem especificar datas ou locais precisos:

  • Tendência ao aumento da abundância ou escassez;
  • De crises ou prosperidade.
  • Com alterações de “a” para “b” – tal como da gestão para a uberização, por exemplo.

Uma teoria, que sustenta o trabalho do futurista, assim tem que conseguir, através da comparação com fenômenos similares no passado apontar:

  • fator causante – o que motiva;
  • fator detonante – o que modifica;
  • fator consequente – o que provavelmente será modicado.

Sem teoria consistente, muita gente que se diz futurista é apenas modista.

E uma empresa que apostar no modismo pode perder valor no mercado por não utilizar a teoria mais adequada.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Conversei com o Ricardo Zago, sócio e diretor de projetos da Bomesp.

Minha curiosidade é sempre na demanda dos clientes e nem tanto nas ofertas.

Criar uma empresa de Consultoria em Blockchain, ICO (inicial coin offering) e Criptomoedas – como faz a Bomesp é fácil, quero ver mesmo é vender algo para alguém.

Assim, o que me interessa é a demanda dos clientes.

Batemos um papo pelo zap.

Ele me falou aqui neste áudio:

No exemplo do Atum, qual é a vantagem para o pessoal usar a cripto moela e não as tradicionais?

ZagoAcabamos de sair da reunião de projeto nesse momento com eles. Eles vão fazer um ICO da Tunacoin, essa moeda vai ser uma stablecoin ou seja vai valer 1 real.

No ICO as pessoas vão poder comprar mais barato (ainda estão definindo o preço). Mas após o ICO eles vão aceitar para compras de Atum por 1 real.

Há diversas classificações de Atum, classificações mais altas de qualidades vão direto para exportação. No Brasil quem tiver essa moeda vai poder comprar esse atum para o seu restaurante ou indústria.

Vai existir o Tuna Alliance, que até o momento já tem 4 empresas de pesca de Atum que também vai aceitar essa moeda na compra e em toda sua cadeia.

Outra vantagem são taxas bancárias, essas transações não vão passar pelas instituições financeiras. Podemos assimilar essa moeda a um voucher para compra de Atum. Todo um ecossistema está sendo gerada em torno dela.

Qual a vantagem, pergunto eu?

Zagodesburocratizar, mas há outros players que serão inseridos no projeto também, como pescadores (grande parte desbancarizados), ONG´s, associações etc. O projeto ainda não está 100% fechado. Estamos avançando para ter todos os pontos, utilidades, associados até o final de setembro para fazer o lançamento do projeto

Que tipo de projeto de blochchain uma empresa tradicional encomenda para vcs?

Zago Rastreabilidade é um item que está em alta entre as mais tradicionais. Tem um projeto bem interessante também de uma industria farmacêutica, que é a troca da amostra grátis por um token. Ao invês da industria entregar a amostra grátis para o médico, ela vai entregar o token que por sua vez entrega esse token para o paciente ir até a farmácia e resgatar a amostra que no caso não será a amostra e sim o produto final.

O que destaco aqui em termos de demanda:

Reintermediação dos bancos, inclusive o central.

Mais liberdade, menor custo e menos burocracia.

É isso, que dizem?

Venha participar dos debates da Finanças do Futuro, basta fazer o módulo “Digital para Especialistas” para conhecer os conceitos da Escola Bimodal e depois entrar no grupo “Finanças Bimodal”.

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O Brasil tem um problema grave.

Saltamos em 120 anos de 30 para 210 milhões.

Se imaginarmos que um médico pode atender até mil pacientes no ano (chutando um número) podemos dizer que há 120 anos a complexidade da saúde era exponencialmente menor.

Certo?

Existem duas novidades neste novo século.

1- chegamos a 210 milhões de brasileiros – o que não é 30 milhões;

2- e a população está de posse de mídias no bolso, o que faz com que a passividade conhecida do século passado tenha terminado.

Cada vez mais, teremos mais e mais brasileiros querendo qualidade, mesmo na quantidade, o que vai obrigar gradativamente a repensarmos a saúde no Brasil.

Tenho dito que o século XXI é o século do “restaurante a quilo”.

O que isso quer dizer?

Com o aumento da complexidade, é preciso deixar as pessoas se servirem.

Qual é o lema do novo século: “deixa o pessoal se servir”.

Tira os intermediários, tira o garçom, o cardápio e deixa o pessoal ir direto para a mesa com a comida.

Como isso se reflete na saúde?

Os profissionais de saúde terão que ser uma espécie de operadores ocultos “na cozinha” gerenciando tecnologias, plataformas, agentes inteligentes para que as pessoas possam, cada vez mais cuidar de si mesmas.

Esse é o norte. Podemos chamar isso de Saúde Exponencial.

É a tampa do quebra-cabeças, a reintermediação na saúde para que se possa ganhar qualidade na quantidade quantidade com qualidade.

Assim, quanto menos as pessoas precisarem de médico, melhor, ficando os profissionais de saúde cada vez mais para as situações em que é preciso uma pessoa de carne e osso.

A partir daí, podemos começar o debate na área.

Que dizem?

Venha participar dos debates da saúde do futuro, basta fazer o módulo digital para especialistas para conhecer os conceitos da Escola e depois entrar no grupo “Saúde Bimodal”.

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Muita gente fica meio chocado quando se fala isso.

Porém, o ser humano precisa produzir para viver e o modelo produtivo tem a sua forma.

Quem define a forma da produção é o aparato de tecnologias disponíveis, principalmente as mídias.

Hoje, assistimo com a chegada do digital, a reintermediação:

  • do tempo;
  • do lugar;
  • das relações de trabalho (da carteira assinada para as parcerias);
  • e do comando e controle.

A uberização e afins, que serão cada vez mais hegemônicas no futuro, definem a nova forma de se produzir.

Não é difícil, assim, se imaginar que tipo de formação precisamos no futuro.

A forma educacional tem que ser preparatória para a forma produtiva.

Muita gente falará que o conteúdo é importante e é para ele que a escola foi criada. Isso é falso.

Se cada pessoa pensar bem, ninguém mais se lembra do que foi ensinado, a não ser as linguagens: português, matemática, outros idiomas, que usamos todos os dias.

O resto, a depender do gosto de cada um e aprofundamento posteriori, é esquecido.

Temos que entender que educação é muito mais forma do que conteúdo.

A escola hoje formata jovens para não estranhar a formatação das empresas na qual irão trabalhar.

Se as organizações mudam é para lá que a educação tem que ir.

Me diga o tipo de organização produtiva e te direi qual educação será necessária!

No futuro, as competências fundamentais são:

  • saber lidar com a não mais necessidade do mesmo tempo e lugar;
  • vínculos com problemas e não com assuntos;
  • aprender a aprender e aprender a desaprender;
  • auto-aprendizado constante;
  • base sólida do idioma, da matemática e da filosofia prática (lógica, ética, epistemologia, etc) para correr atrás do que é necessário e atrativo.

A crise educacional hoje pode ser reduzida a: o jovem está numa escola que o formata para um mundo que está se reformatando.

A crise, com as novas organizações cada vez mais dentro da nova civilização, tende a aumentar cada vez mais.

É isso, que dizem?

Venha participar dos debates da educação do futuro, basta fazer o módulo digital para especialistas para alinhar o conceitos para depois entrar no grupo “Educação Bimodal”.

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Podemos definir Narrativa MIMIMI como conceitos sem lógica, sem matemática, sem narrativa coerente.

Podemos ainda conceituar Narrativa MIMIMI como uma dificuldade de se refletir de forma mais lógica e matemática sobre as nossas emoções.

Note que todo avanço do Tecnosapiens sempre parte da intuição, das emoções menos refletidas para mais refletidas.

Quando falamos que avançamos na civilização, estamos nos referindo a capacidade humana de:

  • deixar as intuições mais emocionais para as mais reflexivas.
  • adotar as emoções mais refletidas na forma de pensar e agir.

A Narrativa MIMIMI é aquela que trabalha com conceitos de baixa reflexão, baixa coerência, sem referenciais históricos.

De maneira geral, QUE NÃO QUER MUDAR tem tendência a adotar a Narrativa MIMIMI, pois quando se tem conceitos vazios, que podem ter vários significados se estabelece o que podemos chamar de Falsos Consensos.

Por exemplo, Transformação Digital.

Todo mundo fala que é importante, mas se fizer um trabalho mais aprofundado sobre o tema esse conceito geral, fumaça, MIMIMI, permite que cada um pense de uma determinada maneira.

Não há precisão.

Podemos até dizer que há consenso que é preciso mudar (fazer algo TRANS), mas para que formação?

Quando falamos, por exemplo, de Uberização, por exemplo, é algo:

  • mais claro;
  • matematicamente comprovável.

Uma organização uberizada, por exemplo:

  • não tem carteira assinada;
  • só tem gerentes no centro, mas não no operacional, cuidando de pessoas;
  • a capacidade de atendimento, POR CAUSA DISSO, é mais exponencial se comparada com outras.

Se eu digo que estamos em um projeto de Uberização está TOTALMENTE claro qual é a meta e o que se pretende atingir.

Se eu estou num projeto de Transformação Digital, de Inovação, de criação de Plataformas, de novos Ecossistemas, estou apontando para alguma direção?

É preciso, assim, entender que a Narrativa MIMIMI deve ser evitada por quem quer mudar, de fato, pois é a precisão que evitará os falsos consensos.

É isso, que dizes?

O Brasil, como alguns outros países menos desenvolvidos, teve um boom demográfico nos últimos 120 anos.

Éramos 30 e hoje já somos 210 milhões.

É como se cada dez anos o país recebesse cerca de 2 milhões de novos “imigrantes“, vindos diretamente das barrigas das brasileiras.

A taxa de complexidade básica do país (pessoas x pratos de comida) saltou de 90 milhões de pratos de comida/dia para 630 milhões pratos de comida/dia.

A taxa de complexidade geral, que inclui não só sobrevivência (habitação, saneamento, alimentação, vestimenta, energia, saúde, educação, transporte, etc) e vivência (cultura de maneira geral) foi muito maior.

Isso nos faz ter uma realidade diferente de outros países que se mantiveram nos últimos 100 anos com taxas de aumento de complexidade menores.

Estamos próximos da Índia e China e longe da Europa ou América do Norte.

Não podemos, quando pensamos em futuro, importar ideias de países, que não têm tanta pressa e urgência e nem a explosão da demanda como a nossa.

Revoluções Midiáticas – aprendemos isso na macro-história – vêm, de forma espontânea e distribuída, ajudar o Tecnosapiens a resolver problemas de demanda, agregando qualidade na quantidade e vive-versa.

O Brasil precisa, urgentemente, mais do que os outros, abraçar o que há de mais exponencial nesta nova Tecnocultura Digital.

No caso brasileiro é Transformação para o Digital, de forma mais exponencial possível!

O que seria isso?

Deixar de pensar apenas na digitalização – que é a melhoria do atual sistema de comando e controle com novas tecnolgias.

E partir, com muito mais intensidade para a uberização (curadorização), novo modelo de comando e controle.

Se apostarmos e criarmo isso, temos muito a exportar para quem vive o mesmo problema!

A uberização é muito mais exponencial, pois promove a reintermediação gerencial distribuindo decisões e ações para as pontas.

Do ponto de vista de país, de governo, é preciso começar a experimentar esse novo modelo, criando zonas livres de desintoxicação/inovação disruptivas para experimentar o novo do novo.

Se os outros países podem se dar ao luxo de dar saltinhos Tecnoculturais, o Brasil precisa praticar o salto triplo com vara nesse campo.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

O documentário vai na linha pessimista.

Todo pessimista, em geral:

  • Não compara;
  • Ignora contextos;
  • Se baseia sempre no mundo ideal e não no mundo possível.

O dilema principal do novo século é: como crio mais qualidade da oferta depois da explosão demográfica da demanda?

Mais gente em qualquer lugar, tende a criar crises de oferta.

Qualidade significa, entre outras coisas, personalização, agilidade.

Se quisermos mais personalização e agilidade, teremos que reintermediar a privacidade.

É preciso dizer como eu sou, o que eu quero para que quem vende saber como e o que produzir.

Isso sempre foi feito na sociedade humana em escalas menores.

A ideia de que, por temos aberto nossa privacidade “viramos produto” é falsa.

Estamos, ao contrário, deixando a massificação do século passado.

E isso tem um rearranjo, que ainda está em processo.

Tenta se vender a ideia que agora somos “mais manipulados”.

Mas de que mundo mesmo estamos saindo?

Da mídia de massa, um nível de massificação e manipulação centralizada radical, a maior da história!!!

É para lá que queremos voltar?

Outro ponto alegado no filme é a divisão na política.

A divisão na política, saudável, é uma rejeição do pensamento único que havia dominado a mídia de massa no século passado

O mundo está rediscutindo política, ampliou exponencialmente a opinião pública.

Estamos renascendo autores ignorados no século passado.

E tudo isso é positivo.

Novas vozes tiveram vez, incorporando e amadurecendo muito mais gente no debate político.

Enfim, como diz Matt Ridley, no livro otimista racional, pessimismo é tão difundido, por que vende.

Vende por que alimenta nas pessoas um certo conformismo e não injeção proativa para as oportunidades.

É isso, que dizes?

Todos os problemas coletivos humanos são progressivos.

Nossa espécie, por ser tecnocultural, consegue crescer demograficamente.

E a demanda que era de “x” ontem, passa a ser de “x+x” hoje e “x+x+x” amanhã.

Se eu aumento a demanda, tenho que modificar a oferta para manter os mesmo critérios de qualidade, a saber: rapidez, personalização, adequação.

Assim, em qualquer tipo de problema a causa será sempre a mesma: aumentou a demanda e temos dificuldade de ajusta a oferta.

O que funcionava antes, foi ficando obsoleto e precisa de ajustes, o que implica em mudanças no antigo sistema, o que fere paradigmas, interesses, dificuldades psicológica com o novo.

Quanto mais a população cresceu em determinada região, maior terá que ser o ajuste, como é o caso do Brasil, que saltou de 30 para 210 milhões em 100 anos.

A crise da dificuldade de ajuste da oferta se verifica no direito, na saúde, na educação, no agro, no marketing, nas cidades, entre outros setores.

A reintermediação OBRIGATÓRIA pode ser feita da seguinte maneira:

  • aumentando o poder dos subordinados – a chamada delegação de poderes;
  • alterando tecnologias, eliminando antigos intermediadores por máquinas, como a de cartões de transporte que eliminou os trocadores nos ônibus;
  • e alterando tecnologias, criando novas formas de comando e controle mais exponenciais, como a passagem da cooperativa de táxi para o Uber ou dos hotéis para o Airbnb, ou da TV Globo para o Youtube.

Vejamos.

  • Quando estamos dentro da mesma Era Midiática, como foi o século passado, a Reintermediação Progressiva tende a ser mais incremental, mantendo o mesmo modelo de comando e controle, pois só uma nova mídia permite uma alteração disruptiva neste campo;
  • Quando estamos em nova Era Midiática, agora neste século, a Reintermediação Progressiva tende a ser mais radical/disruptiva, pois permite o surgimento de novo modelo de comando e controle.

A Reintermediação Progressiva está ocorrendo em toda sociedade, em todos os setores, inicialmente procurando melhorar e manter (a qualquer custo) o antigo modelo de comando e controle.

Porém, com a população (empoderada de mídia) cada vez mais madura e exigente, e cada vez mais aculturada no novo contexto – a demanda por mudanças cada vez mais disruptivas vai se tornando algo emergente.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Vivemos hoje o início da saída de uma profunda Crise Estrutural da Civilização, que foi profundamente vivida no século passado.

Qual o motivo?

A sociedade humana pulou de um para sete bilhões em 200 anos (o Brasil de 30 para 210 milhões em 100) e a forma como resolvermos problemas ficou obsoleta diante do aumento radical da demanda e a incapacidade do acompanhamento da oferta com mais qualidade.

Existem vários ajustes incrementais que vêm sendo feitos, mas é preciso uma mudança disruptiva.

O digital não veio para pintar paredes, mas criar novas paredes!

Tudo que estamos chamando de Transformação Digital nada mais é do que criar ofertas de mais qualidade (em termos de preço, comodidade e personalização) para 7 bilhões de sapiens.

Os macro modelos da espécie de comunicação e administrativo ficaram obsoletos.

Isso é um Fenômeno Social Recorrente – algo inerente à nossa macro-história.

É por isso que fazemos, de forma distribuída e espontânea, Revoluções Midiáticas, tal como a chegada dos gestos, da oralidade, escrita e agora o digital.

Revoluções Midiáticas provocam em cadeia:

  • o aumento da transparência informacional da sociedade;
  • a possibilidade da interação horizontal, com forte quebra dos limites de tempo e lugar;
  • boom da inovação;
  • e o surgimento de novos modelos de se fazer negócio, através da substituição de antigos intermediários (pessoas, processos e tecnologias) por outros mais dinâmicos.

Temos que nos preparar para começar a viver na Civilização 2.0, na qual, a partir das novas mídias, iremos poder praticar uma nova e mais sofisticada forma de comunicação e administração mais próxima das formigas.

Estamos deixando de ser uma espécie BASICAMENTE sonora, que exigia a presença de líderes-alfa fixos para administrar processo para uma que se organiza, de forma distribuída, por ícones (rastros digitais).

É essa profunda mudança na forma como nos organizamos que nos permite elevar a qualidade da Ordem Distribuída e Espontânea para um patamar muito mais sofisticado e exponencial do que tínhamos antes da Internet.

Em todos os setores começaremos a ver, ou podemos promover, a Curadorização (ou uberização) dos processos, criando grandes plataformas cada vez mais distribuídas.

Veremos o fim dos gerentes, das carteiras assinadas, do empreendedorismo massificado, a ascensão cada vez maior de agentes tecnologicamente inteligentes da inovação permanente.

Temos que entender que as mudanças que estão por vir marcarão a chegada de um novo sapiens, muito diferente do que conhecemos até aqui.

Precisamos entender os benefícios e os riscos desse processo,as formas de fazer a migração nesse primeiro estágio para podermos liderar e influenciar as mudanças.

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

Estava vendo a temporada 2 de Mind Hunter.

Recomendo.

Nela, temos um conflito entre duas visões do pessoal do FBI.

Um estudioso de serial killer procura desenvolver uma teoria sobre o tema, que ainda é muito novo e recente, na época, procurando o perfil e não se liga muito aos dados.

E outro tem uma tendência a ir mais aos fatos.

São duas visões distintas sobre qualquer problema.

  • A visão dedutiva: da teoria aos fatos;
  • Ou a indutiva: dos fatos à teoria.

Quando falamos de futuro, temos dois cenários.

  • Quando os fatos batem com as teorias, o método indutivo é melhor.
  • Quando passam a não bater mais, a dedução ganha efetividade.

Podemos dizer que quando os fatos são previsíveis pela maioria das pessoas é notório que a base teórica está sólida e vice-versa.

Teorias são feitas para evitar problemas futuros.

Não se deve fazer isso, aquilo e aquilo outro para evitar tais e tais problemas.

Ou se ocorre isso e aquilo é sinal de que tais coisas devem ocorrer.

O problema que temos hoje no mercado, diante do digital, é que as teorias perderam a validade, diante de um fenômeno que exige novas teorias.

Está se procurando ir aos dados com as teorias obsoletas e nunca se consegue enxergar um palmo diante do nariz.

Vejam o seriado e notem como a visão teórica dedutiva de um dos detetives é questionada o tempo todo, com a versão “vamos aos fatos e dados” preponderante e pouco eficaz, naquele caso.

É isso, que dizes?

Vamos definir Marketing como estratégia empresarial da adequação da produção e oferta de mercadorias ou serviços às necessidades e preferências dos consumidores.

Gosto de usar uma tradução de marketing que seria “mercadando” ou “mercantilizando”. Que é jogando o jogo do mercado para ajustar aquilo que eu vendo com alguém que quer comprar.

É um jogo saudável numa sociedade aberta e livre, no qual há trocas voluntárias.

O marketing é o exercício saudável para que pessoas possam encontrar o que querem de ambos os lados.

Não haverá sociedade humana sem mercado, assim, se estamos falando de futuro, o marketing não é algo que vai se acabar, mas sofrerá mudanças ao longo do tempo.

Podemos dizer, conforme nossa análise, que o Marketing como todas as áreas que temos analisados vivem a mesma Crise Estrutural.

A sociedade humana pulou de um para sete bilhões e a forma como resolvermos problemas ficou obsoleta diante do aumento radical da demanda e a incapacidade do acompanhamento da oferta.

Tivemos no século passado, um fenômeno chamado Crise Demográfica por Falta de Mídia Centralizadora.

O que significa isso?

Aumentamos a população, mas não tivemos mídia para ajudar na descentralização das decisões, que foram se concentrando.

Organizações foram se centralizando e se tornando enorme, criando um tipo de marketing extremamente vertical, de poucos para muitos.

Todo o marketing que praticamos, antes do digital, viveu sobe o efeito dessa Crise.

Com a chegada do digital, houve uma distribuição generalizada de:

  • novos canais, que permitiram o aumento da transparência, deixando as contradições (o que se diz e o que se faz) das organizações tradicionais na “janela”;
  • e o surgimento de cada vez mais plataformas, que criam cada vez mais o conceito de pessoa-mídia, profissional-mídia.

Assim, temos hoje o boom do marketing pessoal, profissional, das micro-empresas e uma crise das organizações tradicionais.

O modelo centralizado do passado se torna incompatível com o novo cenário.

Organizações querem estabelecer diálogos com os clientes para alinhar produtos e serviços, mas isso se mostra inviável.

É preciso distribuir as decisões e as ações, pulverizar produtos e serviços, em grandes plataformas uberizadas, nais quais é possível esse novo diálogo do marketing.

Hoje, cada vez mais, cada pessoa precisa ser “marketizar”, aprender a não só ser uma pessoa que vende diretamente ao mercado, com a explosão do trabalho e não mais do emprego.

Isso gera um desafio subjetivo e objetivo grande.

Bem como, aprender a se marketizar num novo cenário, cercado de redes digitais, com centenas de regras, normas, facilidades e dificuldades.

Diria que o futuro do marketing, em grande medida, é conseguir suprir estas milhões de novas pessoas-startups, ou startups-pessoas de instrumentos para que possam se marketizar.

Além disso, há uma outra crise paralela, mas que afeta ao marketing, que é uma espécie de “verdaderização” da sociedade.

O que é isso?

A explosão da transparência pede que as pessoas se envolvam de forma mais profunda no que oferecem e consomem, aumentando relativamente a taxa de pessoas com propósitos versus pessoas com propósitos.

Isso implica em um processo pessoal de procura de felicidades, que chamamos de estruturais, no qual se procura criar projetos de vida.

Temos que imaginar que o novo patamar de complexidade demográfico nos aponta a necessidade de criar novas formas cada vez ainda mais distribuídas, que nos permitam resolver a crise de explosão das demandas e a incapacidade das ofertas, recolocando o papel do marketing.

Este é o texto base da comunidade Marketing Bimodal, que será aprimorado com os debates internos da comunidade.

É isso, que dizes?

Vamos definir “Direito” como um setor da sociedade humana, que promove atividades ligadas ao pensamento e ação em torno das normas jurídicas.

Não haverá sociedade humana sem regras e normas.

Assim, se estamos falando de futuro de longo prazo (que é o tempo dos futuristas), o Direito não é algo que vai se acabar, mas sofrerá mudanças disruptivas ao longo do tempo – como em todas as outras áreas que analisamos.

Podemos dizer, conforme nossa análise de cenário, que o Direito como as outras áreas vive a mesma Crise Civilizacional Estrutural.

Vejamos o Fator Causante da Crise Estrutural.

A sociedade humana saltou de um para sete bilhões em 200 anos (e o Brasil de 20 para 210 milhões, em 100 anos) o que significou mudança estrutural na complexidade da demanda.

E, por consequência, temos hoje uma crise estrutural na oferta, já que o modelo foi todo bolado para uma demanda muito menor.

É preciso assumir, assim, que vivemos uma Crise Estrutural Civilizacional, também no direito, pois a forma com ofertamos soluções ficou obsoleta diante do aumento radical da demanda e a incapacidade do acompanhamento da oferta.

Todo o movimento que veremos neste campo irá também na direção do uso intenso de tecnologias para ampliar cada vez mais a capacidade de resolver mais rapidamente as demandas, através do que vamos chamar de REINTERMEDIAÇÃO DIGITAL.

Vou repetir: vivemos uma crise estrutural da oferta e teremos que promover uma solução estrutural da demanda!

A macro-história nos mostra (é o estudo civilizacional que nossa escola de futurismo se dedica) que quando temos esse tipo de crise estrutural da demanda e temos a chegada e massificação novas mídias, se inicia o processo de correção.

Mídias são os Interruptores de mudanças Civilizacionais.

Vai se alinhar, ao longo do tempo, a demanda acumulada com novas formas de ofertas, em função das novas tecnologias midiáticas.

É preciso entender que o movimento que vamos iniciar é na direção da REINTERMEDIAÇÃO DISRUPTIVA.

O calcanhar de aquiles é justamente a necessidade de ELIMINAR os atuais intermediadores para que a demanda possa fluir novamente.

Há uma crise ESTRUTURAL dos antigos intermediadores também no Direito.

O objetivo do que se chama hoje de Transformação Digital é, no longo prazo, a distribuição das ações/decisões para intermediadores mais dinâmicos.

A mudança, assim, está longe de dotar os atuais intermediadores do direito com mais ferramentas, mas descentralizar as decisões, a partir das novas tecnologias.

Leia o parágrafo acima de novo e repete algumas vezes para fixar.

Podemos definir o direito em duas atividades distintas:

  • a produção das leis, feitas por legisladores;
  • a aplicação das leis, feitas por autoridades legais.

Note que o direito, desde que nasceu, teve influência das mídias (tecnologias responsáveis pelas interações humanas).

Podemos falar, assim, de:

  • Direito Oral, aquele que as leis eram guardadas na memória;
  • E depois o Direito Escrito, quando se iniciou o registro das mesmas;
  • E agora do Direito Digital.

Assim, afirmar que novas mídias alteraram no passado e vão mudar no futuro algo no Direito não é uma novidade agora, mas fato recorrente da atividade.

Vamos nos debruçar agora sobre as duas atividades e as primeiras perspectivas que podemos refletir sobre as mudanças estruturais em ambas.

Produção de Leis.

Hoje, de maneira geral, em função das mídias existentes até aqui, o modelo de produção das leis é feito, através da escolha de autoridades, que, por falta de condições de ampliação de maior participação da população para a confecção das mesmas, passam a ser intermediadas por alguém.

Podemos imaginar que uma primeira fase, ainda conjuntural, para o apoio e ajuda na produção das leis, temos e teremos cada vez mais a DIGITALIZAÇÃO dos textos, o que permite mais acesso ao que já foi produzido, com ferramentas de busca.

Note que a Digitalização é apenas um processo de mudança conjuntural, no qual o modelo de Comando de Controle da área permanece o mesmo, atenuando a crise estrutural, mas não apontando saídas para o futuro.

Porém, além da Digitalização, temos o fenômeno da Curadorização (ou a Uberização no popular), que permite que mais gente possa opinar.

As tecnologias para a Curadorização ainda são incipientes, mas tendem a se desenvolver cada vez mais, desde aplicativos para decisões locais (condomínios, bairro e cidades) – o que gerará uma demanda cada vez maior por leis genéricas dos países, estados e liberdade local para os detalhamentos.

Assim, pode-se pensar que uma forte tendência é uma distribuição, gradual, da passagem das leis de um centro com autoridades, tipo Brasília, para mais gente, descentralizando o processo de diversas maneiras, federalizando cada vez mais os países.

Iremos rever, com certeza, o modelo da república representativa para abrir espaço para cada vez mais participação, através de tecnologias digitais.

A aplicação das leis.

Com as leis criadas, de forma cada vez mais distribuída, podemos começar a analisar as possibilidades da aplicação das mesmas.

Em primeiro lugar, voltamos à Digitalização que permite que se tenha mais acesso a decisões anteriores, aumentando a possibilidade do trabalho mais eficaz de todos os envolvidos nestes processos.

Porém, isso não resolve a crise da demanda cada vez maior com a oferta, há aqui também o que chamamos impasse para oferecer qualidade na quantidade e quantidade com qualidade.

O que teremos aqui é o surgimento de softwares cada vez mais inteligentes (inteligência artificial) que pode nos auxiliar nas decisões.

Passando, gradualmente, estes de decisões mais simples para cada vez mais complexas. E os profissionais de Direito cada vez mais em curadores de Inteligências Artificiais, contando com o apoio das comunidades interessadas.

Algo que podemos chamar de Uberização do Direito.

Haverá uma reintermediação de juízes de carne e osso para uso intenso de inteligência artificial – o que for mais simples, vai passando para o modelo mais dinâmico.

É bom também pensar e começar a se experimentar o aumento radical da arbitragem, não só de firmas especializas em grandes plataformas uberizadas, mas de comunidades online, de advogados ou pessoas para decidir, uma espécie de juris uberizados sobre determinada demandas.

Se as partes considerarem adequado, por que não?

Temos que imaginar que o novo patamar de Complexidade Demográfica nos aponta a necessidade de criar novas formas de comando e controle ainda mais distribuídas, que nos permitam resolver a crise de explosão das demandas e a incapacidade das ofertas.

É isso, que dizes?

Este é o texto base da comunidade Direito Bimodal, que foi criada em agosto de 2019, que será aprimorado com os debates internos da comunidade, todos com a visão do Futuro da nossa Escola.

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


O ser humano não tem costume de ficar o tempo todo se auto avaliando como espécie ou como civilização.

O natural é que vivamos o século, a década, ou melhor, o cotidiano, as nossas vidas.

Porém, tem momentos na nossa vida, uma doença, por exemplo, ou a mudança para um outro país, ou a morte de uma pessoa querida que nos faze pensar na vida, no todo.

Hoje, se tornou popular a frase: “não vivemos uma era de mudanças, mas uma mudança de era”.

O que seria uma Era?

ERA – período que começa com um fato histórico notável ou marcante, ou que origina uma nova ordem.

Note que aqui se fala em um “fato histórico notável” – o que podemos chamar de fato detonador, de interruptor civilizacional.

Alguma coisa que permite que possamos dizer que o Sapiens vivia de um jeito e, a partir do interruptor civilizacional, se modificou.

E aí começamos a jornada da Antropologia, que procura identificar fatores “causantes” de mudanças civilizacionais.

Futurista que tem “F” maiúsculo, mesmo no meio das frases, são antropólogos, pois estudam basicamente os interruptores civilizacionais.

Podemos dizer que são interruptores civilizacionais:

  • o tamanho da população;
  • determinadas tecnologias;
  • determinadas ideologias;
  • determinados acontecimentos climáticos.

Novas Eras podem se iniciar, a partir de mudanças nos interruptores civilizacionais listados acima.

Hoje, sem dúvida vivemos uma Mudança de Era com alguns fatores integrados.

  • O fator causante: aumento gradual da população, de forma nunca antes registrada;
  • O fator detonante: o surgimento de nova mídia que permite que seja possível ser iniciado o ajuste tecnocultural entre o modelo de sociedade versus o novo patamar demográfico.

Uma nova Era, assim, permite o surgimento de uma nova ordem.

Nestes momentos precisamos rever o sapiens como espécie, aquilo que nos faz mudar civilizações para entendermos de onde viemos, o que estamos vivendo e para onde, mais ou menos, estamos indo.

É isso, que dizes?

Intermediar – pôr de permeio; entremear, intercalar.

É um substantivo que estabelece que para que algo seja feito, passa por alguém, que promove a mediação.

Inter + mediar é uma instância que estabelece uma interação entre pessoas.

Em diversos momentos, a intermediação é estabelecida por leis, tal como, você não pode dirigir sem ser intermediado por uma auto escola, nem que aprenda em casa com seu pai ou mãe.

É uma intermediação legal.

Porém, há intermediações que são obrigatórias por causa das tecnologias.

Não posso falar com um amigo no Canadá, todos os dias, pois meu orçamento não permite.

As tecnologias de intermediação que existem são caras.

Ou como no surgimento da escrita, quando não se podia mandar mensagens para ninguém a não ser no mesmo tempo e lugar.

Não havia formas de deixar recado, que não fosse oral.

Tecnologias de mídia, assim, promovem intermediações e reintermediações.

Quando vamos aumentando a complexidade demográfica, precisamos criar novas mídias para que se possa reintermediar processos, para que se possa sofisticar a interação humana.

Passamos, com as novas mídias, a interagir com quem não podíamos, abrindo o espaço para a reinvenção civilizacional.

A intermediação que praticávamos fica obsoleta e precisa de uma nova, através da reintermediação.

Na nossa avaliação, a grande marca do novo século é a Descentralização Progressiva Obrigatória.

Se o sapiens é tecno, consegue aumentar a população, o que torna a demanda por mudanças na sociedade obrigatória, através de invenção de novas tecnologias.

A nova lei da sociedade humana:

Quanto maior a complexidade demográfica, mais sofisticada tem que ser a sociedade.

(Entenda sofisticação aqui como: capacidade de distribuir ações e decisões por cada vez mais gente!)

Quanto mais complexidade, mais e mais as decisões e ações precisam ser distribuídas. Precisamos reintermediar o poder.

Assim, quando pensamos no futuro das cidades, não estamos falando da mesma cidade, organizada como é hoje, sendo gerenciada com novas tecnologias.

Mas de novas formas de administração, que são viáveis pelas novas tecnologias, uma nova tecnocultura mais distribuída.

Vivemos algo similar à passagem da monarquia para a república, motivada pela massificação da escrita, mas de forma muito mais disruptiva, como dois modelos incompatíveis entre si!

Este é o grande problema que temos hoje – não estamos falando da continuidade do comando e controle, mas de mudança em algo que é central para a espécie!

E neste momento temos que perceber dois estágios da Descentralização Progressiva Obrigatória em curso:

  • Digitalização – com novos canais midiáticos digitais que permitem a supressão de intermediários operacionais;
  • Uberização – como novas linguagens midiáticas digitais que permitem a supressão de intermediários gerenciais.

Mais.

  • A Digitalização tem como grande novidade a possibilidade de se operar superando barreiras de tempo e lugar, sem antigos intermediadores locais;
  • A Uberização supera os limites da qualidade de produtos e serviços na quantidade, com uma nova forma de comando e controle.

Isso terá também implicações políticas, pois mais e mais cidades serão vistas como micro-países, com cada vez mais autonomia em relação aos estados e estes em relação ao país.

Hoje, o pensamento sobre o futuro das cidades ainda está muito ligado às tecnologias, mas não à mudança tecnocultural disruptiva.

É preciso, em função da incompatibilidade, que prefeituras criem zonas de inovação disruptiva para experimentar novos modelos de comando e controle para que se possa experimentar o novo sem prejudicar o velho.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:

O Futurismo não é, como muita gente pensa, Modismo.

  • Um modista, ou estrategista, trabalha com cenários de curto prazo.
  • Um Futurista atua no longo prazo,

Mais.

  • A formação de modistas e estrategistas é muito ligada à pesquisa de números;
  • A formação dos futuristas é ligada ao estudo da civilização, que envolve antropologia, macro-história, filosofia para entender as mudanças necessárias de paradigmas.

Um futurista não trabalha com datas, tal coisa vai acontecer, em tal ano, etc.

O seu papel na sociedade é entender os fatores causantes e detonantes, que contribuem para mudanças civilizacionais, quando estão ocorrendo como agora.

Não se pode tentar entender uma mudança civilizacional que fecha ciclos milenares e seculares com um óculos de curto prazo!

Por exemplo, o aumento demográfico, a massificação de mídias descentralizadoras, a possibilidade da engenharia genética, a viabilidade da exploração espacial, o surgimento da inteligência artificial e talvez de uma nova espécie tecnológica ou ainda a mudança de clima – tudo isso é macro e não micro.

Só com esta visão alargada de milênios e séculos se torna possível entender determinadas macro-mudanças que estão em curso.

Não escutávamos, por exemplo, falar de Futuristas há 20 anos, pois as alterações eram todas dentro das sociedades regionais e não da civilização.

Eram mudanças regionais, pontuais, mas não civilizacionais como agora com a chegada do digital.

Hoje, por exemplo, nossa escola de Futuristas Bimodal consegue enxergar o salto demográfico como fator causante e a chegada da nova mídia como fator detonante da mudança.

Um macro movimento da espécie em direção à descentralização, em camadas, visando reduzir intermediários obsoletos: primeiro, a digitalização e depois a curadorização (uberização).

  • No primeiro momento se inventa uma aparato tecnocultural para substituir intermediários operacionais (caixas, corretores, bilheteiros, ascensoristas).
  • E no segundo momento se inventa uma aparato tecnocultural para substituir intermediários gerenciais (Uber, AirBnb, mercado livre, Youtube).

Não é possível enxergar tais macro movimentos se não observar a jornada da civilização, através do óculos da Antropologia (tendo a Cognitiva como novidade).

Só, assim, é possível ao Futurista cumprir a sua missão: entender a fundo a dinâmica e ajudar pessoas e organizações a lidar com a nova era.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Recebi aqui o material do pessoal que foi a um evento sobre Sociedade 5.0.

O mercado, aliás, tem avançado, pois no começo das análises sobre o digital, principalmente a dos americanos, analisavam como Fenômeno Social Único.

Agora, vindo do Japão, temos essa nova análise abaixo:

Note que podemos dividir a história humana de várias maneiras, a critério de cada um.

Porém, o que importa para um Futurista, que quer ajudar organizações e pessoas a enxergar melhor o que virá, é desenvolver teoria que possa apontar fatores “causantes” e “detonantes” para se estabelecer possíveis consequências, com base na experiência dos nossos antepassados.

Se aplicarmos, por exemplo, os critérios de Pierre Lévy (ver mais sobre o livro dele aqui), membro da terceira geração da Escola de Antropologia Canadense, ao gráfico acima, teríamos o seguinte, usando os conceitos do gráfico:

  • A passagem da sociedade de caça para a agrícola motivada, segundo Lévy, pelo surgimento da oralidade (Harari fala sobre isso no Sapiens”);
  • A da agrícola para a industrial, a partir da escrita, principalmente a massificação da escrita impressa, a partir de 1450;
  • Da industrial para a da Informação, a chegada e massificação dos Canais Digitais;
  • E da Informação para a Sociedade Inteligente (ou esperta) , a chegada da nova Linguagem Digital, que permite os Ubers.

Note que há uma coerência bem melhor no conceito da Sociedade 5.0 do que a da Quarta Revolução Industrial, por exemplo, usada no livro “Gestão do Amanhã” (Salibi e Magaldi), pois é mais abrangente.

Saímos da análise apenas das mudanças na Indústria (parcial) para a sociedade (geral) – isso é positivo, pois começa a se trabalhar com mudanças mais amplas.

Porém, o critério que se utiliza é retrospectivo, pois se procura apontar momentos nitidamente de passagem, mas não se pode criar critérios para o futuro.

Me digam, por exemplo, para se projetar adiante, o que seria a Sociedade 6.0? O que caracterizaria essa passagem?

Só poderemos saber depois de viver e esse não é o papel de um Futurista (antecipatório) e não de um historiador (descritivo).

Acredito que, na comparação entre Americanos e Japoneses, as teorias da Antropologia Canadense são muito superiores, pois apontam que tais mudanças têm as mídias como fatores “causantes“.

O que se encaixa perfeitamente como apontamos.

Baseado nisso podemos apontar que, se formos aceitar a numeração, de que a Sociedade 6.0 estaria se iniciando com a chegada de uma nova mídia, que altere as interações humanas, tal como se colocássemos chips na cabeça das pessoas e começarmos a nos comunicar por telepatia, por exemplo.

A diferença é que o conceito da Sociedade 5.0 é uma constatação, mas não uma projeção que possa nos guiar, pois é uma narrativa histórica e não uma teoria preditiva.

O estudo das mudanças de mídia no passado, baseado nos canadenses, deixou claro, por exemplo, que tais mudanças estão diretamente ligados ao aumento populacional, que nos obriga a termos sociedade cada vez mais complexas.

Se continuarmos aumentando a população, a Sociedade 6.0 virá por causa disso, tendo início, a partir de um determinado patamar de complexidade, com a massificação de uma nova mídia.

Diria que estamos avançando com o conceito Sociedade 5.0, vindo do Japão, reforçando, cada vez mais, a importância para os Futurista de:

  • Ter a Antropologia (estudo das civilizações humanas) como ciência;
  • As teorias da Escola de Antropologia Cognitiva Canadense como ponto de partida;
  • E as melhorias que temos feito aqui no Brasil, a quarta geração da Escola, como um espaço privilegiado de aprofundamento.

É isso, que dizes?

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Um dos formandos da escola me disse  seguinte:


Ideias

Fatores causantes e detonantes.

A civilização como objeto.

Por que a Argentina vai virar uma Zona de Abandono?

Países têm que ser matematicamente viáveis.

Uma boa definição de populismo pode ser esta: governo que não respeita a matemática.

Vivemos na América Latina um momento de bifurcação entre governos matematicamente inviáveis e outros que tentam equilibrar as contas.

Países são uma espécie de ambiente produtivo/consumidor.

O que é produzido precisa ser maior do que é consumido, ou, no máximo, igual.

Para isso, é preciso comercializar com o mundo, equilibrando a matemática econômica.

O estado não pode tudo, pois há, querendo ou não, uma relação entre o que se consome e o que produz.

Pessoas têm que ser estimuladas a produzir e consumir cada vez mais e melhor, o que gera prosperidade.

Quando o Estado começa a crescer e há uma queda vertiginosa na qualidade de produção e consumo – o país começa a perder a dinâmica.

Não há mágica, manipulação de índices, que resolva essa realidade – os pães não se multiplicam com um abracadabra.

A moeda expressa bem essa relação. Se tem mais moeda do que essa relação consumo/produção se inicia o processo de inflação e recessão e vice-versa.

Para que a matemática seja respeitada, há vários caminhos.

Democracias mais maduras criaram uma série de leis para que isso seja respeitado.

No caso da Europa, por exemplo, na União Européia uma das condições para ficar no bloco é respeitar essa matemática, que obrigou Portugal e Grécia a fazer profundos ajustes do tamanho gigantesco dos estados.

Na América Latina, no Sul, em particular, o Brasil iniciou a sua jornada com os liberais do governo FHC, que criaram o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ponto inicial de guinada do país para sair do populismo.

Os governos Lula e principalmente Dilma tentaram quebrar essa lógica e Dilma acabou sendo impichada justamente por causa disso.

Foi uma vitória da matemática sobre o populismo.

O Brasil, diferente da Argentina, tem mais gente vivendo fora do Estado do que dependendo dele, principalmente São Paulo, o Sul, boa parte do Sudeste e Centro Oeste.

Esse bloco, interessado em viver do mercado, foi a base para que boa parte dos 210 milhões de brasileiros apoiassem, pela ordem, a lava jato, o impeachment, a lei da ficha limpa e, ao final de tudo, a eleição do Bolsonaro, que tem feito um governo matematicamente correto, anti-populista.

O problema da Argentina é que dos 40 milhões de habitantes, metade já depende do Estado, algo parecido com Portugal e Grécia, mas sem a União Européia.

Macri fez um governo que manteve o viés populista, não fez ou propôs, como social democrata que é (sem economistas liberais), algo parecido com FHC, pois Buenos Aires está longe de ser São Paulo.

A manutenção de Macri não resolve o problema Argentino, pois o número de pessoas interessadas em mágica é muito maior do que os que querem a matemática.

O que Macri poderá fazer, numa milagrosa guinada, seria adiar por quatro anos, a Venezuelização do país, do ponto de vista político.

A chapa Fernández/Fernández, na qual Cristina K é vice é uma farsa eleitoral.

Com tudo para voltar ao poder terá Cristina K (condenada pela justiça e livre da cadeia por ter foro privilegiado) de volta ao poder.

Cristina no poder com seu poste na cabeça de chapa é algo no Brasil como Haddad na cabeça e Lula de vice.

Quem vai mandar no Governo?

O gabinete de K vai estar cheio de gente e de Alberto às moscas.

Vindo já de várias décadas de populismo radical, o país do Tango Peronista pegará agora mais quatro anos de um governo radicalmente populista, com sangue de vingança e entendendo que o continente está migrando para modelos como o do Brasil.

A tendência a radicalização à centralização populista é evidente.

A Argentina, que já se acostumou com hiperinflações, recessões e calotes da dívida, vai ter como grande novidade o sumiço da comida no supermercado.

Vai sair da fase de país quase inviável para viver a fase de um país COMPLETAMENTE inviável.

Inicia, assim, uma jornada de migração para outros países, incluindo o Brasil.

O que vai definir a quantidade de argentinos que vai sair é o quanto o novo governo, comandado extra-oficialmente, por Cristina K vai conseguir avançar com uma agenda além de populista, socialista bolivariana: com mudanças na república e perpetuação no poder.

É a resistência da ala não populista que vai definir esse quadro, ajudada, é verdade, pela internet, com manifestações de rua, que ainda não tiveram a intensidade como no Brasil.

Nós precisamos aprender bastante com a tragédia Argentina, que assistiremos, entristecidos, nos próximos anos.

Precisamos seguir firme com nosso viés descentralizador, pelo livre mercado, lutando por governos matematicamente responsáveis e cada vez melhores.

É isso, que dizes?

ente inviáveis e outros que tentam equilibrar as contas.

Países são uma espécie de ambiente produtivo/consumidor.

O que é produzido precisa ser maior do que é consumido, ou, no máximo, igual.

Para isso, é preciso comercializar com o mundo, equilibrando a matemática econômica.

O estado não pode tudo, pois há, querendo ou não, uma relação entre o que se consome e o que produz.

Não há mágica, manipulação de índices, resolva essa realidade.

A moeda expressa bem essa relação. Se tem mais moeda do que essa relação consumo/produção se inicia o processo de inflação e recessão e vice-versa.

Para que a matemática seja respeitada, há vários caminhos.

Democracias mais maduras criaram uma série de leis para que isso seja respeitado.

No caso da Europa, por exemplo, na União Européia uma das condições para ficar no bloco é respeitar essa matemática, que obrigou Portugal e Grécia a fazer profundos ajustes do tamanho gigantesco dos estados.

Na América Latina, no Sul, em particular, o Brasil iniciou a sua jornada com os liberais do governo FHC, que criaram o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ponto inicial de guinada do país para sair do populismo.

Os governos Lula e principalmente Dilma tentaram quebrar essa lógica e Dilma acabou sendo impichada justamente por causa disso.

Foi uma vitória da matemática sobre o populismo.

O Brasil, diferente da Argentina, tem mais gente vivendo fora do Estado do que dependendo dele, principalmente São Paulo, o Sul, boa parte do Sudeste e Centro Oeste.

Esse bloco, interessado em viver do mercado, foi a base para que boa parte dos 210 milhões de brasileiros apoiassem, pela ordem, a lava jato, o impeachment, a lei da ficha limpa e, ao final de tudo, a eleição do Bolsonaro, que tem feito um governo matematicamente correto, anti-populista.

O problema da Argentina é que dos 40 milhões de habitantes, metade já depende do Estado, algo parecido com Portugal e Grécia, mas sem a União Européia.

Macri fez um governo que manteve o viés populista, não fez ou propôs, com social democrata que é, algo parecido com FHC, pois Buenos Aires está longe de ser São Paulo.

A manutenção de Macri não resolve o problema Argentino, pois o número de pessoas interessado em mágica é muito maior do que os que querem a matemática.

O que Macri poderá fazer é adiar por quatro anos, a Venezuelização do país, do ponto de vista político.

A chapa Fernández/Fernández, na qual Cristina K é vice é uma piada, pois ninguém vai querer saber a opinião de Alberto, apenas de quem realmente manda: Cristina K.

Seria algo parecido com Haddad na cabeça e Lula de vice. Quem vai mandar no Governo?

Vindo já de várias décadas de populismo, com um governo de mais quatro anos, aprofundando ainda mais o que já está, longe dos números, a Argentina, que já se acostumou com hiperinflações, recessões e calotes da dívida, vai começar a viver o sumiço da comida no supermercado.

Vai sair da fase de país viável para se viver para inviável, iniciando uma jornada de migração.

O que vai definir a quantidade de argentinos que vão sair é o quanto o novo governo, comandado extra-oficialmente, por Cristina K vai conseguir avançar com uma agenda além de populista, socialista bolivariana: com mudanças na república e perpetuação no poder.

O Brasil precisa aprender bastante com a tragédia Argentina, que assistiremos nos próximos anos.

É isso, que dizes?

Uberizar significa:

  • plataformas que unem fornecedores e consumidores, que se auto-avaliam o tempo todo;
  • que não há vínculo dos fornecedores com a plataforma, a não ser percentuais das vendas, num grande shopping center;
  • que o centro não inclui produtos ou serviços, apenas acolhe os que os fornecedores colocam.

Plataformas uberizadas têm, assim, um modelo de comando e controle sobre produtos, serviços e pessoas diferente do tradicional.

Por causa disso, conseguem relação de custo/benefício melhor e a relação exponencial entre qualidade e quantidade.

Tudo que é comercializado tem sempre um comprador e um consumidor, assim, podemos dizer que estamos passando do modelo de Comércio 2.0 para o 3.0, no qual o modelo uberizado é mais eficaz.

A uberização, assim, não é apenas um novo modelo administrativo, como achávamos inicialmente, mas também uma nova forma de comercializar produtos e serviços, muito mais sofisticada do que a anterior.

Estamos alterando as bases do que entendemos como comércio.

Vejamos a perspectiva:

  • Serviços são mais facilmente uberizados, pois o que se entrega ao final é um bem intangível – as pessoas usam um serviço, não acumulam serviços;
  • O que temos como questão são os produtos tangíveis, com átomos: desde da matéria prima até a produção final.

Há duas tendências dos produtos sob efeito da uberização.

  • A criação, aonde for possível, da pulverização dos fornecedores para a produção e a oferta direta em plataformas uberizadas, através da tendência a micro-produtores, onde for possível;
  • A eliminação de matérias primas por outras que permitem se adaptar a essa pulverização;
  • E a uberização da produção em grande escala, com uma mudança na relação de trabalho, com a sofisticação da inteligência artificial e a robotização.

A uberização, assim, mais do que um modelo de administração ou de comércio estabelece uma nova forma de cultura produtiva, forçando uma adaptação de toda a sociedade a sua forma.

É isso, que dizes?

Fala-se muito em transformação digital, mas o pessoal se perde por tentar enxergar com um óculos micro um fenômeno macro.

Temos um movimento de Macro Descentralização, provocado por uma Revolução Midiática, que tem duas fases distintas:

  • a Digitalização – que é condicionada pela expansão dos novos canais digitais, que basicamente procura “matar” antigos intermediadores operacionais (caixas, bilheteiros, trocadores, vendedores, corretores);
  • a Uberização (ou curadorização) – que é o uso e expansão da nova linguagem digital dos ícones, que basicamente procura “matar” gestores (gerentes, chefes, supervisores).

O mercado enxerga e tem se dedicado à primeira fase, que é a mais visível, óbvia e não demanda adaptações mais disruptivas.

Porém, a mais impactante e que permite mais oportunidades de novos negócios é a uberização, na qual se altera o modelo de comando e controle, por causa da nova linguagem.

  • A Digitalização é o que vemos, por exemplo, na passagem da TV Globo para o Netflix – se elimina o intermediário do tempo e lugar;
  • A Uberização que é o que vemos na passagem do Netflix para o Youtube.

O grande problema para a adoção e disseminação da uberização para as organizações tradicionais é a mudança disruptiva da forma de comando e controle dos produtos, serviços e pessoas.

Não é uma continuidade, mas uma disruptiva ruptura.

Na uberização, aonde já é possível uberizar, o novo administrador 3.0 coordena os algoritmos da plataforma.

O controle de fornecedores e consumidores passa a ser feito, através da auto-gestão, da auto-avaliação entre as partes.

A uberização, aonde já é possível ser experimentada, tem as seguintes vantagens:

  • termina com a carteira assinada, o que reduz custos;
  • reduz fortemente o custo de gerenciamento, pois muito do que era feito pelo antigo gestor passa à comunidade de consumo;
  • cria uma meritocracia no ambiente muito mais eficaz do que no passado, aumentando a personalização;
  • por tudo isso, consegue uma escala exponencial da capacidade de atendimento com qualidade inimaginável no modelo passado.

Aonde a uberização já é possível, ela consegue liderar mercados e deixar antigos competidores sem ação.

Assim, quem pensa no futuro tem que saber aliar digitalização sem perder de vista a uberização, que precisa ser estudada e pensada, sempre em áreas separadas em função do modelo de comando e controle disruptivo e incompatível.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:

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