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Poucas pessoas fazem as perguntas mais profundas. O problema é que essas perguntas são vitais para chegar ao âmago dos problemas que motivam o comportamento babaca dele.” – Mark Manson.

Nossa Tecnoespécie tem alta taxa de liberdade sobre a genética. É a maior entre todos os seres vivos deste planeta.

Para sobreviver e viver, temos que fazer muitas escolhas e, por causa disso, precisamos de um sistema filosófico adequado para definir Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas mais adequadas.

É da qualidade dos sistemas filosóficos criados, revisados, amadurecidos que dependerá a qualidade de vida de cada grupo ou pessoa.

Um sistema filosófico define uma forma encadeada das Perguntas Estruturantes em determinada ordem para que possamos não só decidir melhor, mas poder organizar os diálogos.

Todos os nossos valores, paradigmas e hábitos, mesmo que você não saiba, vêm de um determinado sistema filosófico.

Uma pessoa ou um grupo que não torna explícito o diálogo sobre sistemas filosóficos está vivendo uma crise de pensamento e, por sua vez, de hábitos.

Um sistema filosófico define, em determinada ordem, quais são as perguntas hiper, super e estruturantes, pois a resposta de uma interfere na da outra.

Resolvi criar o Sistema Filosófico Descentralizador, inspirado nas provocações da Titia Ayn Rand, que criou o Objetivismo.

Fiz algumas modificações para facilitar a minha análise sobre o mundo digital e encaixar a nova forma de pensar dos Bimodais, influenciados pela Escola de Toronto, liderada pelo conceituador Master Marshall McLuhan

Temos a primeira grande divisão do Sistema Filosófico Descentralizador da seguinte maneira:

  • Hiper Estruturante – definição dos motivos e da sugestão da melhor forma de organizar o Sistema Filosófico Bimodal;
  • Super Estruturante – Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas sobre a essência da espécie;
  • Estruturante – Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas de como devemos agir ao longo de nossas vidas, incluindo os grupos, cada pessoa na sua vida pessoal e profissional, onde se inclui nossa relação com as mudanças.

As Perguntas Hiper Estruturantes são as seguintes:

  • Por que devemos criar um Sistema Filosófico?
  • E qual a melhor forma de fazer isso?

As Perguntas Super Estruturantes são as seguintes, que abarcam toda a espécie:

  • Quem somos?
  • De onde viemos e para onde vamos?
  • Como nos adaptamos ao longo da jornada?
  • Como devemos organizar a sociedade?

As Perguntas Estruturantes são as seguintes, que abarcam cada indivíduo:

  • Como vivo melhor como pessoa e profissional?
  • Como saber o que é bom ou ruim para viver melhor?
  • Como saber o que é mais ou menos verdade para viver melhor?
  • Como me adapto ao longo da jornada?

Note que as Respostas Progressivas abrangem cada uma destas etapas acima que acabam por influenciar as demais.

É das Respostas Progressivas do Sistema Filosófico, que derivam teorias e metodologias em todos os campos, mas principalmente das Ciências Sociais.

Podemos fazer o movimento de baixo para cima (do mais abstrato/hiper estruturante para a estruturantes) ou de baixo para cima (do mais aplicado/estruturante para as hiper estruturantes).

Um sistema filosófico serve de base para o balizamento da vida de cada pessoa, dos grupos e da própria ideia de civilização.

Você pode discordar deste sistema filosófico, mas seria bom ter um que pudesse organizar as Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas, pois isso vai ajudar a pensar e agir melhor.

Além disso, você consegue perceber a cada novo contato com ideias de qualquer tipo de onde elas partem e quais são as encruzilhadas filosóficas, que foram escolhidas previamente.

O Descentralismo tem no nome de Descentralismo, pois as respostas que são fornecidas para as perguntas de cima nos leva a um movimento da espécie sempre na direção de mais poder para os indivíduos para lidar melhor com a complexidade.

O Descentralismo Progressivo é a grande novidade do Sistema Filosófico Bimodal, que sugere uma mudança disruptiva nas Ciências Sociais, a partir da revisão feita diante da Revolução Midiática Civilizacional em curso.

Sobre os detalhes do Descentralismo e as Respostas Progressivas, falo em outro artigo.

É isso, que dizes?

 

Profissional é aquele que tem como missão criar uma relação melhor entre clientes e fenômenos.

Assim, um profissional de excelência – espero que você queira ser um – é aquele que faz o meio de campo entre clientes e fenômenos.

O primeiro passo para estudar um fenômeno é compreender se ele tem causa humana ou não humana.

Um terremoto tem causa não humana.
A inflação tem causa humana.

Mesmo com causas não humanas ou humanas, fenômenos têm consequências humanas.

Fenômenos com causas humanas podem ser intencionais ou não intencionais.

A construção de uma ponte é fenômeno humano intencional.

A queda da ponte por problemas de cálculo estrutural é um fenômeno humano não intencional.

Fenômenos humanos não intencionais podem ter consequências individual ou coletivas.

Você ter uma crise de diabete por ter comido muito açúcar é uma consequência individual.

Uma equipe econômica imprimir dinheiro sem lastro e gerar inflação é uma consequência coletiva não intencional.

O digital é um fenômeno humano não intencional, pois não existe uma equipe central comandando o processo.

O digital é consequência de uma demanda latente, não consciente.

O digital é um fenômeno coletivo não intencional.

É uma ordem espontânea. Diferente de outras ordens dirigidas como uma campanha de vacinação.

O digital é uma ordem espontânea, que não tem um centro.

Melhor seria chamar de Fenômenos com ações Distribuídas, nos quais não há um comando central.

Ou melhor, as ações dirigidas têm baixa taxa de influência nas ações gerais.

Fenômenos com ações Distribuídas são feitos com baixa taxa de consciência dos participantes.

Porém, Fenômenos com ações Distribuídas ocorrem por algum motivo.

Há uma demanda coletiva que “sai do armário”, a partir de um determinado gatilho.

Havia algo que impossibilitava a demanda reprimida de fluir.

O gatilho é o fator detonante de um Fenômenos com ações Distribuídas.

Algo ocorre que inicia o processo.

Assim, há um fator causante, que gera a demanda, que fica muito tempo latente.

E um fator detonante, que gera o fenômeno.

Um Futurista, todo profissional, tem que ter formação futurista, tem que ter noções básicas destes mecanismos de causas, consequências dos fenômenos.

 

A diferença entre modista, cenarista e futurista

Cenarista é aquele que tenta prever possíveis rupturas de cenário no curto ou médio prazo..

Diferente de um modista, que trabalha com tendências sempre de curto prazo, com a continuidade.

Já um Futurista trabalha com macrotendências de longo prazo.

Modistas entrevistam, levantam dados. São conjunturais.

Cenaristas procuram trabalhar com fenômenos extremos. São conjunturais/estruturais.

Futuristas procuram padrões macro históricos. Saio sempre estruturais.

Futuristas têm pouco trabalho em ambientes estruturalmente estáveis.

São necessários e são chamados quando fenômenos estruturais pouco conhecidos passam a modificar a sociedade.

 

É da natureza humana procurar incessantemente substituir condições menos satisfatórias por condições mais satisfatórias.” – Mises.

Vivemos hoje a gradual chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital, que já teve e terá várias fases.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais têm, se analisarmos a história, um único objetivo: matar os antigos intermediários.

O Sapiens é uma espécie que cresce em termos de tamanho de membros, o que gera o fenômeno da Complexidade Demográfica Progressiva.

Se aumentamos a população de forma incremental ou exponencial, necessariamente, mais dia ou menos dia, haverá necessidade de ajustes no macro modelo de sobrevivência.

Há, por causa do aumento populacional, uma demanda da espécie por macro modelos de sobrevivência mais sofisticados – o que está diretamente ligado à reintermediação.

Reintermediar é o ato de “matar/substituir” gradualmente antigos intermediadores para que se possa resolver, de forma mais fácil, problemas cada vez mais complexos.

Existem várias possibilidades de reintermediação incremental entre Revoluções Midiáticas, mas nada se compara com a chegada de uma delas.

Novas mídias permitem que os antigos intermediadores, que ficaram obsoletos, passem a ser gradualmente substituídos por outros mais sofisticados.

Foi a chegada da prensa, em 1450, que permitiu a substituição de vários antigos intermediadores (tal como a monarquia absoluta) para o atual modelo político republicano.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital está gradualmente cumprindo o seu papel, a cada fase, matando, cada vez mais, obsoletos intermediadores.

Na primeira fase da Revolução Midiática Civilizacional Digital, a digitalização, estamos assistindo uma verdadeira “caçada” aos intermediadores operacionais. Exemplo: caixas de banco.

Na segunda fase da Revolução Midiática Civilizacional Digital, a uberização, estamos assistindo uma verdadeira “caçada” aos intermediadores gerenciais. Exemplo: gerentes de RH e de qualidade.

Na terceira fase da Revolução Midiática Civilizacional Digital, a blockchenização, estaremos assistindo uma verdadeira “caçada” aos intermediadores empresariais. Exemplo: líderes organizacionais.

O mundo caminha para a “formiguização” – Macro Modelo de Sobrevivência completamente diferente daquilo que estamos acostumados.

Estamos vivendo a maior revolução civilizacional da macro histórica do Sapiens. Pela primeira vez, estamos adotando, em larga escala, o macro modelo de sobrevivência das formigas.

O que estamos assistindo neste novo século é mais uma das etapas da Reintermediação Progressiva – característica estrutural de uma Tecnoespécie que não para de crescer em termos de membros.

Se você quer REALMENTE saber para onde estamos indo anote: matar cada vez mais intermediadores, que estão atrapalhando o aumento da taxa de nossa qualidade de vida.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Há uma ilusão sobre o que é ser um profissional.

Nos dicionários aparece como ferramenta de sobrevivência de cada pessoa.

E não um exercício de solução de problemas de um cliente, que, por causa disso, gera valor e, assim, permite que a pessoa sobreviva.

Um profissional, podemos, então sugerir é aquele que ajuda a um cliente a resolver ” determinados problemas”.

E aí vamos entrar na outra questão importante.

O que são problemas?

Problemas, no dicionário é algo que traz transtornos e exige grande esforço e determinação para ser solucionado.

Problemas, podemos sugerir, são relações com baixa taxa de adequação com determinados fenômenos.

Um profissional, assim, teria como missão:

  • ser um especialista em um determinado fenômeno, por exemplo, diabete;
  • o profissional vai aprender o máximo sobre o fenômeno, como as pessoas se relacionam com ele com maior ou menor taxa de conforto;
  • e vai criar ou adotar filosofias, teorias, metodologias e ações para aumentar a taxa de conforto.

Um profissional, assim, não é alguém que resolve problemas, mas desconfortos.

Um profissional, assim, se especializa na relação de clientes com fenômenos e procura atuar para que a taxa de conforto/adequação se eleve.

Um profissional chega à excelência quando consegue ir fundo no estudo das relações das pessoas com fenômenos e atuar da melhor forma para que se aumente a taxa de adequação/conforto.

Um profissional, assim, não é de um setor, de uma área, ou mesmo de um problema, mas de uma relação fenômeno/adequação.

Existem várias formas de se atuar na relação fenômeno/adequação:

  • conceituadores do fenômeno – gerando padrões para que possam ser conhecidos e trabalhados;
  • atuantes para reduzir inadequações – gerando ações para que possam minimizar desconfortos.

É isso, que dizes?

“Só consigo a simplicidade, depois de muito trabalho.”Clarice Lispector.

Classificaria o livro de Mark Manson como Filosofia Aplicada, voltado para que pessoas possam viver melhor.

O livro de Manson sobre o foda-se não é de  livro de Filosofia para o ENEM, mas para a vida.

Se um professor de filosofia analisar o livro de Manson sobre o foda-se, certamente, vai descobrir ali ideias de vários filósofos.

O livro de Manson sobre o foda-se vende bem, pois é oportuno, pois oferece ferramentas conceituais para que as pessoas aumentem sua taxa de responsabilização diante da vida.

Revoluções midiáticas civilizacionais permitem que tenhamos mais liberdade, mais isso vem junto com o aumento de responsabilidade.

O livro de Manson sobre o foda-se vende bem, pois ajuda a sair da felicidade/alegria/conjuntural e refletir mais sobre a felicidade contentamento/estrutural.

O livro passeia por várias perguntas filosóficas estruturantes da espécie e apresenta respostas progressivas de forma simples e fácil.

Eis uma síntese das ideias de Manson:

–  somos uma espécie que abstrai, cria conceitos e, por causa disso, é livre para fazer escolhas, porém é necessário que nos responsabilizemos por elas;

– cada pessoa, se define pelas batalhas que está disposto a enfrentar, a partir dos valores que escolhe e é isso que determina a qualidade de sua vida;

– as pessoas nem sempre fazem escolhas conscientes na maneira que pensam e agem diante da vida;

–  é preciso aprender lidar com a incerteza, através de processo rotineiro, no qual passamos de “errados” a “um pouco menos errados”;

– emoções precisam ser questionadas, pois são apenas mecanismos de respostas;

– não existe vida sem problemas, assim o segredo da felicidade está em escolher e resolver bons problemas;

– ligar o foda-se é um jeito simples de reorientar nossas expectativas e descobrir o que é ou não importante nas nossas vidas;

–  a arte do foda-se está em para de se preocupar com tudo;

–  é preciso assumir a morte para que possa balizar nossa estratégica de vida e guiar nossas decisões.

O livro de Manson sobre o foda-se é bem útil para estimular conversas sobre a felicidade estrutural, muito útil para quem quer inovar, empreender e ter uma vida que tem a excelência como referência.

É isso, que dizes?

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As decisões estão deixando de ser tomadas em campos de golfe para serem tomadas pela população em geral.“– Jonathan Schwartz – presidente da Sun.

Uma Tecnoespécie pode crescer demograficamente, de forma integrada e conectada, mas isso tem um custo.

O aumento populacional é o principal fator que nos obriga a modificar, de forma continuada, como sobrevivemos, através de novas tecnologias e ideologias.

A civilização humana com um bilhão de habitantes pode ter um tipo modelo de sobrevivência (ideologias e tecnologias), que já não serve para uma de oito bilhões. É uma questão matemática.

Manter a nossa espécie viva significa a produção de um número específico de produtos e serviços, que está diretamente relacionada ao tamanho da população.

Quando aumentamos a população passamos a ter, querendo ou não, um problema produtivo – o que implica OBRIGATORIAMENTE a melhoria da qualidade das decisões.

A melhoria da qualidade das decisões está diretamente relacionada ao aumento da participação de todos os envolvidos para que se possa errar cada vez menos.

Quando aumentamos a população, mais e mais as variantes produtivas tornam as decisões centrais, com baixa participação, cada vez piores.

Podemos resumir, no popular, que o grande problema da nossa Tecnoespécie é, assim, o “Fator Peteleco”.

O Fator Peteleco é uma metáfora para a forma de comando e controle para a tomada de decisões de qualquer organização produtiva.

Quanto mais os Petelecos (decisões) são tomados sem a participação dos envolvidos, maior é a chance de que efeitos inesperados ocorram.

Assim, quanto mais gente houver no planeta, mais os Petelecos (decisões) têm que ser distribuídas para evitar consequências inesperadas.

Quanto mais “peças de dominós” temos na sociedade, mais complexo se torna dar petelecos de cima para baixo ou do centro para as pontas.

Uma complexidade demográfica de oito bilhões de Sapiens, como a atual, exige, cada vez mais, a “Descentralização e Distribuição dos Petelecos”.

As novas tecnologias e ideologias que têm surgido – e se disseminado –  com a Revolução Midiática Civilizacional Digital vão todas na direção da descentralização dos petelecos.

Uma Revolução Midiática Civilizacional, na verdade, tem como meta dotar a sociedade de novas Tecnopossibilidades para que se pratique um novo ciclo de Petelecos, através da descentralização, cada vez maior, das decisões.

É isso, que dizes?

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A felicidade não se resume a ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles.” – Einstein.

Felicidade pode ser definida como a capacidade de cada ser humano de lidar melhor com os desafios da sobrevivência.

A qualidade da sobrevivência de uma Tecnoespécie como a nossa, entretanto, varia conforme as tecnologias e ideologias que conseguimos inventar.

O Sapiens vive na sua jornada, ao longo da história, um espiral, que se dá da seguinte maneira: nova mídia, nova civilização, mais gente, nova mídia, nova civilização, mais gente…

A principal descoberta dos Bimodais é de que existe um padrão da sociedade humana na direção da Descentralização Progressiva.

O aumento progressivo da Complexidade Demográfica exige que, mais dia ou menos dia, cada indivíduo aumente a sua cota de participação nas decisões, única forma sustentável de lidar com mais complexidade.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais têm como meta gerar um ambiente informacional-organizacional cada vez mais sofisticado.

Um ambiente informacional-organizacional mais sofisticado é aquele que permite decisões mais descentralizadas.

A descentralização das decisões permite que haja algo muito importante para uma espécie que tem tanta diferença entre os diferentes membros: se aumenta  a taxa de personalização na complexidade.

Se não houver descentralização das decisões para lidar melhor com a complexidade, NECESSARIAMENTE haverá massificação e, com ela, haverá uma redução da Taxa da Felicidade.

Podemos dizer que o aumento da Taxa de Felicidade está diretamente ligada à possibilidade do aumento da Taxa de Personalização e vice-versa.

O objetivo de uma Revolução Midiática Civilizacional é permitir a recriação do ambiente social para que as pessoas possam decidir de forma mais personalizada, a partir de seus critérios de felicidade.

O Digital, assim, veio para permitir que tenhamos uma sobrevivência com uma Taxa de Felicidade maior. Cabe a cada pessoa ou grupo decidir se vai, ou não, se aproveitar das oportunidades abertas.

É isso, que dizes?

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“Um homem aponta o céu. O tolo olha o dedo, O sábio vê a lua.” – provérbio chinês.

Uma visão filosófica fundamental sobre o Sapiens é a seguinte: tecnologias são portas que abrem quartos antes inexistentes.

Quando inventamos o avião no passado passamos de uma espécie não para uma voadora. O avião quebrou, assim. uma barreira física intransponível.

Quando chegou o avião um futurista deveria ter se perguntado o que a possibilidade de voar nos trará?

Quando chegou o avião, a visão adequada de um futurista seria a seguinte: o que uma espécie agora voadora poderá fazer, a partir dessa nova tecnopossibilidade?

Quando chegou o avião, a visão adequada de um futurista seria também a seguinte: quais demandas do sapiens sairão do armário agora que podemos voar?

As novas tecnologias têm que ser vistas pelos estrategistas como expansão das paredes do nosso “Tecnoaquário”, que permitem que os “peixes” possam nadar aonde não podiam antes.

Quem olha para a nova tecnologia precisa se perguntar: que tipo de nova sociedade poderá ser criada, a partir dessa nova Tecnopossibilidade?

Novas tecnologias criam a possibilidade do Sapiens se reinventar enquanto espécie.

Mais ainda nessa direção.

Quanto mais uma nova tecnologia nos permite nos reinventar, mais central ela é.

Quanto mais central é uma tecnologia – mais permite mudanças no sapiens – mais as mudanças que ela provocará será maior e vice-versa.

Podemos, assim, definir três tipos de tecnologia:

  • as periféricas – que permitem pouca alteração da espécie;
  • as intermediárias – que aumentam a taxa de mutação da espécie, tal como a da energia, alimentação e médica;
  • e as centrais – que alteram profundamente e, de forma disruptiva, como o surgimento de uma nova mídia e, no futuro, a engenharia genética ou o surgimento de ciborgues – uma nova espécie com independência (se for o caso).

Ao olharmos para as novas tecnologias temos que entender que tipo de demandas reprimidas poderão “sair do armário”. Quanto mais centrais elas forem, mais demandas sairão.

PS – o papel das tecnologias da sociedade faz parte do ramo Filosofia da Tecnologia, que tem a missão de entender a essência destas para uma tecnoespécie.

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O futuro não é a soma de ideias, mas a multiplicação de possibilidades.” – Luc de Brabandere.

O pessoal anda preocupado – com razão – com o excesso de centralização das Plataformas Curadoras (Facebook, Uber e Youtube, entre outras), mas isso vai passar.

As Plataformas Curadoras, no atual momento, funcionam da seguinte maneira: a plataforma é centralizada, mas o controle do acervo é descentralizado (se comparado ao passado).

Porém, temos uma crise filosófica das Plataformas Curadoras. Elas estão no meio do caminho, pois querem, de alguma forma, controlar o acervo e não deixar os usuários mandarem completamente.

Lembra o que Brabandere no livro “O lado Oculto das mudanças” chamou de dificuldade de desapego do antigo modelo. Os navios a vapor passaram décadas com mastros e velas, com medo do novo motor quebrar.

A grande crise filosófica organizacional que vivemos hoje está na forma de como será feito o controle de qualidade: meio ainda centralizado como antes ou totalmente distribuído, como já é possível?

Uma Plataforma Curadora, do ponto de vista filosófico, pode extinguir a conta do presidente dos EUA por critérios políticos?

Na verdade, o que estamos assistindo é claramente uma mudança tecnológica, mas com um forte impasse filosófico: se quer continuar controlando usuários que não querem mais ser controlados.

Os valores, paradigmas e hábitos e administrativos atuais foram criados dentro de um ambiente de comando e controle que ficou obsoleto.

Hoje, temos novas opções (tecnológicas e ideológicas) de comando e controle que demandam uma nova filosofia administrativa.

Saímos do controle da qualidade do “quem manda no acervo sou eu” para o “quem manda no acervo é o consumidor, via regras e algoritmos” definidas por alguém, que não deve ser meter mais do que isso.

E aí temos BigProblem. As Plataformas Curadoras hoje PODEM controlar o acervo, se quiserem. E isso dá a elas um poder muito grande sobre a vida de muita gente.

Quando elas – apesar de venderem a ideia de liberdade – passam a se meter aonde não deveriam criam a chamada demanda futura por mudanças do modelo.

Há hoje uma demanda cada vez mais latente por um modelo de Plataformas Curadoras, que, mesmo que queiram, não possam alterar ou se meter no conteúdo que está no acervo.

Já há uma demanda latente, mesmo que não consciente, pela Blockchenização, não mais apenas da moeda, mas dos serviços uberizados que são oferecidos hoje no mercado.

A Blockchenização da Uberização será a passagem de Plataformas Centralizadas para Descentralizadas, nas quais será IMPOSSÍVEL um centro poder se intrometer no que foi colocado no acervo.

A Revolução Midiática Digital, assim, será marcada por três etapas: a Digitalização, a Uberização e agora a Blockchenização.

A Blockchenização da Uberização é a disrupção da disrupção e mudará profundamente a Civilização ao longo das próximas décadas.

Veremos, na sequência, com forte adesão dos consumidores, o surgimento de Facechains, Uberchains e Youtubechains.

A nova fase da Revolução Midiática Civilizacional será a lenta, mas consistente e exponencial passagem das Plataformas Curadoras Centralizadas (0u Uberizadas) para as realmente Distribuídas (Blockchenizadas).

O Blockchain, no fundo, é uma pós-Internet dentro da Internet.

O Blockchain dos Serviços criará Ecossistemas, nos quais haverá uma taxa de competição muito maior entre Facechains, Uberchains e Youtubechains.

No Blockchain  dos Serviços haverá forte competição entre os diferentes fornecedores de plataformas, que permitirá empreendedores e consumidores terem muito mais liberdade do que hoje.

Existem já alguns projetos pilotos do Blockchain de Serviços, porém o Futurismo (caixa alta) analisa duas coisas: o que se quer e o que já é possível fazer, faltando apenas tempo de maturação para que as duas partes se casem.

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Daqui a alguns anos, nossas interações online poderão ser sustentados pelo poder bottom-up da inteligência de enxame. E, novamente, as formigas terão descoberto isso bem antes de nós.” – Steve Johnson.

Não estamos conseguindo entender as atuais mudanças trazidas pela Revolução Midiática Civilizacional por um motivo simples: as Ciências Sociais estão em crise.

Segundo o Titio Thomas Kuhn, de vez em quando determinadas ciências esbarram num muro por causa de um fenômeno inusitado e vive uma anomalia.

A Internet está alterando a sociedade de uma forma que não está rimando com as antigas teorias das Ciências Sociais.

O primeiro passo eficaz para entender o novo mundo é assumir que as Ciências Sociais vivem a mais profunda crise filosófica/teórica, desde que foi criada.

Para entender a Civilização 2.0, precisamos compreender um conjunto de novos padrões de como o Sapiens se adapta ao longo do tempo.

Anote as mudanças filosóficas/teóricas para entender a Civilização 2.0:

1 – nossa espécie é a única tecno do planeta;

2 – o macro modelo de sobrevivência é mutante, pois é tecno;

3 – nossa característica Tecnomutante nos permite crescer demograficamente de forma progressiva;

4 – o crescimento demográfico progressivo nos obriga a promover revoluções civilizacionais de tempos em tempos;

5 – revoluções civilizacionais têm duas etapas: mudança no macro modelo de comunicação e, a seguir, no de organização;

6- a revolução midiática civilizacional tem a grande novidade de nos permitir explorar a lógica das formigas;

7 – a lógica das formigas, para ambientes mais complexos, são do DNA de sobrevivência sonoro para a experimentação dos rastros;

8 – o uso da Linguagem dos Rastros permite resolver problemas atuais – até então insolúveis – e adotá-lo passa s ser o grande desafio para a na nova civilização.

Porém, é preciso compreender algo fundamental: as mudanças humanas não ocorrem de forma homogênea em todos os lugares.

A inovação civilizacional é feita gradualmente por experimentações em zonas de atração, a partir das novas Tecnologias e Ideologias disponíveis.

Novas formas de sobrevivência começam a ser testadas e vividas e, a partir da globalização com maior taxa de interconexão, começam a ser imitadas.

Assim, ao atingirmos a marca de oito bilhões de Sapiens, começamos a experimentar novas tecnologias e ideologias, que podemos chamar da passagem da antiga Gestão para a Curadoria.

As novas organizações curadoras (uberizadas), cada vez mais emergentes e exponenciais, não são novos modelos de negócio, mas novos macro modelos administrativos.

Podemos dizer que estamos ainda na maternidade da Civilização 2.0 com as primeiras Zonas de Atração, mas muito ainda teremos pela frente.

O grande diferencial competitivo num processo de Transformação Digital é ter uma mapa adequado para saber qual é a nova formação para realizar o processo “Trans”.

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“Os romanos forçavam os engenheiros a passar algum tempo sobre a ponte que haviam construído.”Nassim Taleb.

No livro “Antifrágil” de Nassim Taleb, entre outras filosofias, o autor bate forte contra a separação entre pensamento e engajamento nos mesmos.

Segundo o autor, vivemos um momento em que decisões são tomadas baseados em opiniões e por pessoas que não se comprometem com as consequências.

Podemos chamar isso de Responsabilismo e estabelecer taxas, que podem ser usadas para pessoas e grupos (onde se inclui organizações e países).

Quanto maior for a Taxa de Responsabilismo entre o que se diz e as consequências do que se faz, mais haverá aprendizado e redução de equívocos e vice-versa.

Um bom exemplo é a chamada Transformação Digital, que vive hoje um pacto perverso entre empresas de consultoria e os gerentes das grandes organizações.

Tanto gerentes e empresas de consultoria não são os donos dos negócios e não se responsabilizam por que vai ocorrer se o projeto de Transformação Digital não aumentar a competitividade.

É por por causa da alta taxa de Responsabilismo que os projetos de Transformação Digital são tão ilógicos, tão marqueteiros com resultados tão pífios em termos de competitividade.

Taleb lembra que nas crises os consultores falam muito e quando tudo dá errado, começam a dizer o contrário do que disseram no dia anterior.

Uma pessoa ou um grupo mais eficaz são aqueles que aproximam a opinião da ação e se responsabilizam por elas.

Isso me lembra a famosa ideia da segunda etapa da vida de Lacan (algo como): se reinvente, mas se responsabilize pelo que está reinventando.

É isso, que dizes?

Crises indicam que é preciso renovar os instrumentos.” – Thomas Kuhn.

A chegada de novas mídias (canais e linguagem) inicia um processo de renascença civilizacional.

Mídias criam ambientes civilizacionais mais sofisticados, que incentivam o aumento populacional, que nos leva à obsolescência do modelo.

Uma crise civilizacional – pré-nova mídia –  significa um descompasso entre a nova complexidade demográfica e o antigo modelo de sobrevivência.

Novas mídias permitem que haja um verdadeiro recomeço civilizacional, com uma demanda enorme das pessoas por rever antigos paradigmas e valores.

Se analisarmos as duas últimas renascenças (grega e liberal) tivemos um esforço feito pela espécie de síntese entre o que resgatar do antigo e o que criar de novo.

Há nestes períodos o final de uma espécie de Filosofia Centralizada, na qual os detentores dos antigos canais obsoletos exercem forte influência sobre a sociedade.

Um processo de Renascença ocorre com o questionamento da Filosofia Centralizada, através de um processo de Distribuição Filosófica.

Autores e ideias que estavam indisponíveis passam a ficar e se inicia um novo ciclo de empoderamento das ideias filosóficas passadas.

Mais ainda.

Além do empoderamento das ideias passadas, há um processo de reciclagem das mesmas para que se possa criar as bases filosóficas estruturais da nova civilização.

Uma civilização mais complexa, antes de tudo, precisa de um sistema filosófico mais sofisticado.

Num processo de renascença midiática civilizacional há uma necessidade de um aumento de taxa de “filosofização” das pessoas.

Há uma passagem gradual, mas exponencial, da passagem da Filosofia Centralizada para uma mais Distribuída.

É isso, que dizes?

 

 

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Atuante”:

Colocaria que o digitalizar modelo faz parte do Modal 1.

Uberizar e Blockchenizar deveria entrar no novas organizações, colocaria o conceito Modal 1 e 2.

Ficou bom.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Consequente”:

No verde “a demanda DA espécie”.

Ficou muito bom.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Detonante”:

Sim, está ótimo. Minha dúvida hoje se eu coloco os meios eletrônicos de massa, mas acho que do jeito que está ficou muito bom.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Causante”:

Seria invertido.

Aumento populacional viria antes e depois a Revolução.

Na bola amarelo eu mudaria para “demanda por desenvolvimento (…)”

Revolução Midiática Civilizacional no vermelho.

E no verde:  Consolidação de nova Civilização com novo modelo de sobrevivência.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

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Aqui temos o mapa mental para o módulo “Antropologia da Sobrevivência”:

No Por quê? eu complementaria “(…) macroambiente da espécie, devido ao fenômeno da Complexidade Demográfica Progressiva.”

E no “Isso significa…” complementaria: (…) principalmente para ajustar o modelo de sobrevivência com a complexidade demográfica”.

No ramo “Teoria” alteraria:

Periférica – tecnologias incrementais, que nos permite lidar com o aumento da complexidade demográfica, de forma incremental.

Centrais (mídias) – tecnologias disruptivas, que nos permite lidar com o aumento da complexidade demográfica, de forma disruptiva.

É isso, que dizes?

 

 

 

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

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Aqui do módulo “Futurismo Competitivo”:

Talvez, a primeira divisão seria a do Futurismo de Curto Prazo (que podemos chamar de modismo) e o de longo prazo (que podemos chamar de Futurismo).

Temos ainda outra divisão que é o Futurismo Competitivo ou Empresarial ou Administrativo do Futurismo para o lazer, voltado para a produção de documentários ou filmes de ficção científica, onde podemos incluir romances, etc.

Diria que o Como? é criando uma ferramenta FILOSÓFICA, TEÓRICA para entender o futuro.

Como.

Aprofundando o estudo de um Fenômeno Social Recorrente, que batizamos de Revolução Midiática Civilizacional.

Nós passamos a entender esse fenômeno, através dos especialistas, que estudam o mesmo há décadas, os canadenses.

Com essa ferramenta teórica/filosófica mais consistentes deixamos de analisar os fatos e passamos a revisar os padrões.

Há uma crise filosófica/teórica nas Ciências Sociais, uma anomalia, conforme defende nosso titio Thomas Kuhn.

Acredito que a separação entre vidência e futurismo deveria estar lá em cima, pois é uma divisão anterior.

No geral, o mapa está bem interessante, mas eu mudaria as encruzilhadas, pela ordem:

vidência x futurismo
futurismo competitivo (empresarial) x hobbie
futurismo competitivo de curto (modismo) de longo prazo (futurismo de fato)
futurismo de curto prazo (modismo) fatos x de longo prazo (padrões).

E aí sim, entraria com a revisão filosófica teórica para entender padrões.

É isso, que dizes?

A humanidade pode ser dividida entre os que querem conversar e os que querem fazer barulho.” – Juliano Spyer.

Diálogo – fala em que há a interação entre dois ou mais indivíduos.

Dialogar é permutar conceitos, assim como conversar é falar de amenidades.

Podemos, assim, dividir uma interação em três possibilidades:

  • Conversa – na qual não se troca conceitos;
  • Diálogo – no qual se troca conceitos;
  • Diálogo criativo – no qual se troca e se cria conceitos.

Para que se possa dialogar, mesmo que não se crie nada é preciso que existam cinco pré-condições entre os “dialogueiros“:

  1. que não haja dogmas sobre as respectivas narrativas e conceitos, mas apenas Certezas Provisórias Razoáveis;
  2. que haja respeito intelectual mútuo entre as partes;
  3. que haja acumulada reflexão e prática sobre a arte do diálogo, em que as partes estão interessadas não só no conteúdo, mas também na forma em que ele está sendo realizado;
  4. que haja interesse mútuo nos conceitos a serem permutados;
  5. e que as partes tenham uma algum tipo de sistema filosófico mais estruturado para ir guiando as variantes do diálogo.

Quando isso não ocorre, o ideal é não entrar na troca de conceitos e ficar numa conversa de amenidades,

O estado da arte do diálogo é quando se supera a conversa e o diálogo mais comum e se consegue estabelecer um diálogo criativo, quando novos conceitos são criados.

Existem, assim, três momentos para um diálogo criativo:

  • Fase 1 – o alinhamento dos pré-conceitos, quando as partes vão procurar compreender a narrativa e os conceitos com quem dialoga;
  • Fase 2 – o alinhamento dos conceitos, quando as partes vão comparar e aprofundar respectivas narrativas e os conceitos com quem dialoga;
  • Fase 3 – o alinhamento dos pós-conceitos, quando as partes criam narrativa e os conceitos, a partir das fases anteriores.

Num Diálogo Criativo o objetivo é que cada um saia mais enriquecido do que entrou, tanto em termos de forma (da melhoria da prática do diálogo) e do conteúdo (dos novos conceitos e narrativas) que surgem a partir do mesmo.

O aumento da taxa de eficácia criativa de um diálogo depende muito destas cinco pré-condições e do esforço que cada um tem no mesmo.

Nem sempre um diálogo criativo é possível por falta de uma das cinco pré-condições para o mesmo. Quando isso ocorre, não se deve insistir.

Ao se perceber que não há condições para dialogar, pode-se voltar para uma conversa, cujo objetivo não é trocar conceitos, mas apenas deixar o tempo passar de forma mais agradável possível.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

https://sun.eduzz.com/377798

 

“A ladainha “todo mundo pode ser extraordinário” é uma punhetagem do ego.”Mark Mason.

Acredito que nós herdamos, como se fosse uma placa-mãe, determinados potenciais que nos permitem fazer coisas melhores que os demais em determinados tipos de atividades.

Em cima destes potenciais herdados temos diversas escolhas: admiti-los, conhecê-los, aceitá-los, apostar neles e criar uma rotina criativa para transformá-los em projetos da nossa vida.

No livro “A sutil arte de ligar o Foda-se“, Mark Manson critica duramente o senso comum em que define que todo mundo é extraordinário em tudo e que basta muito esforço em qualquer atividade para se chegar lá.

Na verdade, tem que existir um GRANDE esforço de autoconhecimento para que possamos apostar naquilo que temos mais facilidade para fazer e aceitar que não somos bons em várias outras coisas.

Quando acreditamos que somos bons em algo que não levamos tanto jeito, há um elemento exógeno (de fora para dentro), que pode nos causar frustração.

Obviamente, que conhecer nossos dons é apenas uma das etapas. A seguinte é criar e cumprir uma rotina criativa para que se possa transformar dons em realizações.

Mason, concordo com ele, define felicidade como o processo de escolha seletiva de problemas bons (diria gostosos).

Muita gente, entretanto, não acredita em dons. Imagina que se nós apostarmos em qualquer coisa com paixão e ambição podemos aumentar a taxa d

Porém, se começarmos das principais referências de pessoas hiper fora da curva (digamos Einstein, Leonardo da Vinci e Bob Fischer) vamos ver que ali tivemos a parceira dom + esforço.

Não existe o fora da curva sem esforço, mas também não existe o fora da curva sem dom.

Ter uma vida “fora da curva” é algo que parte de dentro para fora. Você escolhe as personal curvas que quer enfrentar na sua vida.

Manson diz que o aumento da taxa da felicidade é passar a lidar com os problemas escolhidos por você. E não os problema que os outros jogaram no teu colo.

Eis uma síntese do que ele defende:

“A felicidade é uma forma de ação, que só se dá quando você descobre os problemas que gosta de ter e resolver.”

Assim, a felicidade estrutural (contentamento) – que não é a conjuntural (alegria) –  não é um ponto de chegada, mas uma vida na qual existe uma estratégia para a solução de problemas escolhidos por você.

Para que esse aumento da taxa de felicidade seja possível, a avaliação dos nossos personal dons é algo fundamental.

É isso, que dizes?

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Você é definido pelas batalhas que está disposto a lutar.” – Mark Mason.

O livro “A sutil arte de ligar o f*da-se”, de Mark Mason, vendeu milhões de exemplares e veio atender a uma demanda latente: estamos precisando de filosofia aplicada para a vida, explicada de forma simples.

O livro de Mark Manson é um livro de filosofia, sem citar os autores que se baseia, que não foi escrito para pessoas fazerem prova do ENEM.

A principal mensagem filosófica do livro é a seguinte: você precisa lidar melhor com um dos grandes dilemas da vida – lidar melhor com o jogo da potência e da impotência.

A arte do F*da-se se baseia no autoconhecimento progressivo, no qual você irá definir valores provisórios, que serão testados, a partir do critério da personal felicidade.

Você não diz F*da-se para tudo, mas só para aquilo que vem de fora, do que é irrelevante para que você atinja a sua personal felicidade progressiva.

Mason tem uma visão do Sapiens como uma espécie aberta, mutante e que precisa assumir e se responsabilizar sobre a própria vida.

Vejamos algumas frases centrais do livro:

“Nossos valores determinam a natureza dos nossos problemas, e a natureza dos nossos problemas, por sua vez, determina a qualidade da nossa vida.”

“Estamos escolhendo sempre, de modo consciente ou não.”

E lembra que temos que desconfiar da capacidade de nosso cérebro de conhecer (faço abaixo um mix de várias frases:

“Nosso cérebro é uma máquina de gerar significado (…), pois somos tendenciosos em relação ao que assimilamos e relutamos em nos desapegar do que nossa mente criou.”

“Nossos valores são produtos de eventos que não representam o mundo como um todo ou de um passado totalmente deturpado pela memória, já que o cérebro é programado para ser eficiente, mas não fiel.”

O livro de Mason – como vários outros de filosofia aplicada – marca o início da Civilização 2.0, no qual precisamos rever antigos vícios existenciais.

O livro do F*da-se de Mason é um bom guia para nos preparar para viver num mundo muito mais dinâmico, cujo o grande guia é a Certeza Provisória Razoável, tendo como bússola a personal felicidade saudável.

(A felicidade saudável é aquela baseada em trocas acordadas e voluntárias entre as partes, num ambiente de concorrência.)

A arte do F*da-se não é “cagar e andar” para tudo, mas definir aquilo que queremos defender e batalhar e deixar todo o resto de lado.

A arte do F*da-se é a prática de dizer não e sim o tempo todo, mas, para isso, é preciso ter um guia interno do que é a vida, a consciência da morte, e o que nos faz mais feliz.

A arte do F*da-se é a prática de andar na corda bamba entre a potência e a impotência. E entre a coragem e a serenidade para escolher as batalhas da vida.

Resumiria o livro, numa adaptação livre do mantra do AA (Alcóolatras Anônimos) chamada oração da serenidade:

Que eu consiga ter serenidade para as coisas que não posso ou não quero alterar. Coragem para aquelas que eu posso e quero. E sabedoria, em direção à minha felicidade, para perceber a diferença.

É uma síntese para que possamos viver nesse mundo inovador, exponencial, mutante e veloz.

É isso, que dizes?

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“O filósofo está sempre preocupado com conceitos claramente definidos.”Luc de Brabandere.

Conceito – do latim conceptus, que significa “coisa concebida” ou “formada na mente”, aquilo que é concebido em pensamento sobre algo ou alguém.

Conceitos não existem fora do ser humano. Conceitos, do verbo conceber, alguma coisa gerada por alguém são criados para que nos aproximemos da realidade.

O ser humano, assim, concebe a realidade, através de conceitos, que procuram definir as coisas. Não é a realidade, mais uma concepção humana da mesma.

O conjunto de conceitos forma uma explicação, mais ou menos lógica, de alguma coisa.

Quanto mais preciso e lógico for o conceito mais ele tem chance de se aproximar da realidade e vice-versa.

Toda a tentativa de concepção da realidade visa uma melhor qualidade de de vida, através de decisões mais acertadas.

A validação dos conceitos, portanto, não é feita por outros conceituadores, mas pelas decisões que serão tomadas a partir deles. Se os conceitos não servem para decidir, são conceitos inválidos e descartáveis.

Conceitos, assim, são ferramentas de decisão.

Conceitos formam narrativas que estruturam nossos valores (como devemos agir) e paradigmas (como devemos pensar).

A não preocupação da qualidade dos conceitos pode não gerar problema quando temos situações estáveis, quando os antigos conceitos são válidos, mas pode gerar o caos na instabilidade.

Conceituar é se preocupar com a nossa percepção da realidade.

Conceituar é assumir que nossa percepção do mundo é construída e não natural.

Conceituar é assumir a sua percepção e não deixar que a concepção dos outros te deixe levar.

É isso, que dizes?

Uma tecnologia só é uma tecnologia, se você nasceu antes dela.” – Alan Kay.

Diante de cada vez mais tecnologias os Tecnofóbicos ou os Tecnoingênuos levantam a voz e dizem que isso “vai contra a natureza humana”. Será?

A Tecnofobia e a Tecnoingenuidade fica ainda pior quando se fala no futuro próximo na chegada de ciborgues, chips no cérebro, mudanças genéticas.

Na verdade, a resposta progressiva do titio Marshall McLuhan à questão filosófica estrutural “Quem somos?” pode ser traduzida em: ” sempre fomos uma Tecnoespécie”.

O Sapiens, quando virou Sapiens, só fez isso quando descobriu o potencial das tecnologias para melhorar a sua qualidade de sobrevivência.

O Sapiens, assim, NUNCA foi natural. Mais ainda. O que é natural no Sapiens é justamente a criação contínua de novas tecnologias.

Se é da essência das outras espécies serem escravas da genética. É da essência do Sapiens poder reinventar tecnologias e recriar a sua forma de sobreviver e viver.

O Sapiens, diferente das outras espécies, vive num Tecnoplaneta, que vamos reinventando ao longo da jornada, a partir dos desafios que vão surgindo.

Conforme as tecnologias e cosmovisões que vamos criando, podemos ser o que fomos, somos e seremos. Somos, assim, uma espécie naturalmente mutante.

Quando os Tecnofóbicos e Tecnoingênuos (aqueles que ainda não entenderam a nossa essência) querem rejeitar tecnologias não podem utilizar o argumento da perda da “naturalidade humana”.

Tecnologias sempre têm dois lados: os problemas que resolvem e os que criam logo em seguida.

Questionar novas tecnologias com o falso argumento de que estamos perdendo a nossa naturalidade, anotem, é um falso argumento. É uma tentativa vã de ir contra a nossa natureza mutante.

Pode-se tentar minimizar impactos de tecnologias que se massificam, porém JAMAIS com o argumento que estamos perdendo algo natural.

Tecnologias podem até ser inadequadas – como colocar um som alto num recanto que pede silêncio – isso é um problema de adequação e não de desnaturalização.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“Inovar é criar algo novo para o sistema. Ser criativo é pensar um novo sistema.” – Luc de Brabandere.

No livro, “O Lado Oculto das Mudanças” – que sugiro que você leia – Brabandere fala de dois tipos de mudança: a inovadora e a criativa.

A mudança inovadora (tipo 1) é uma mudança de um componente dentro do sistema com os mesmos paradigmas. A criativa (tipo 2) do próprio sistema com novos.

Podemos entender que Brabandere chama a inovação de incremental ou radical. E a criação é dedicada à disrupção, com a criação de novo sistema.

Podemos ainda interpretar que a mudança incremental ou radical se limitam a questionar aspectos operacionais e a disrupção teóricos e filosóficos.

Ao falar , assim, tanto em inovar ou criar – precisamos da FILOSOFIA DA MUDANÇA: área que se dedica a estudar os aspectos mais profundos e abstratos das necessárias alterações de paradigmas, valores e hábitos em nossas vidas.

A Filosofia da Mudança é uma subárea filosófica da área Ética/Epistemológica, que pretende ajudar o sapiens a responder: o que é mais verdade para ter uma vida mais significativa e feliz? 

Diversos autores procuram nos ajudar a entender como podemos nos adaptar às mudanças e isso se inicia por compreender o tamanho e a origem de que tipo de alteração estamos falando.

Temos dentro da Filosofia da Mudança duas áreas:

  • a primeira (origem da mudança) – se inicia de dentro para fora (endógena) ou de fora para dentro (exógena)?;
  • a segunda (qual é a demanda adaptativa) – operacional/metodológica (incremental ou radical) ou teórica filosófica (disruptiva).

(Temos  ainda um outro aspecto que é a velocidade da adaptação à mudança, mas vamos abordar isso mais adiante.)

Brabandere no seu livro “O lado oculto…”  trabalha com o a subárea Demanda Adaptativa da Filosofia da Mudança, similar ao nosso Tio Thomas Kuhn ao batizar os conceitos como demanda adaptativa normal e a extraordinária.

O quadro de Brabandere na página 10 do livro é histórico e coloco para vocês se deliciarem, abordando os dois tipos de demandas adaptativas, que precisamos nos submeter:

O importante perceber é:

  • As mudanças inovadoras – no conceito de Brabandere –  são alterações em um sistema, que se mantém com os mesmos paradigmas. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação incremental ou radical;
  • As mudanças criativas – no conceito de Brabandere –  são criações de um novo sistema, que demanda a obtenção de novos valores, paradigmas e hábitos. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação disruptiva.

As Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) são exemplos de Mudanças Criativas, que têm novos valores, paradigmas e hábitos. São um novo sistema.

Para entender as Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) e se adaptar a elas é preciso adotar novos paradigmas (adaptação criativa) para que se possa criar ações inovadoras (adaptação inovadora) –  a partir delas.

É isso, que dizes?

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“A porta de mudança de cada pessoa só pode ser aberta pelo lado de dentro.” – Marilyn Ferguson.

Uma das perguntas que mais me fazem nos cursos de inovação é sobre como convencemos pessoas a mudar.

Depois de levar muito “tiro” e “facada” estou convencido de que o processo de mudança segue algumas regras, que precisam ser aprendidas.

A primeira delas é de que existem diferentes perfis de pessoas que são mais ou menos aceitas à mudança, dependendo de objetividades e subjetividades.

Quanto mais uma pessoa depende de um determinado processo para sobreviver e viver, mais ela tenderá a se agarrar nele e vice-versa.

Quanto mais uma pessoa tem uma mente inquieta, mais ela tenderá a querer mudar e vice-versa.

Assim, se você está diante de uma pessoa muito apegada aos processos e uma mente muito quieta, mais ela tenderá a resistir a qualquer mudança e vice-versa.

Quando tentamos convencer de fora para dentro que é preciso mudar, no fundo, o que estamos fazendo é o seguinte: alertando que a pessoa tende a “bater num poste” e se machucar.

Tem pessoas que conseguem entender o alerta e evitar a batida, mas tem outras que precisarão NECESSARIAMENTE bater no poste, até diversas vezes, para estar mais aberta a ouvir conselhos.

Tem algumas que mesmo com todas as batidas de poste nunca irão mudar.

Obviamente, que melhorar a forma como sugerimos as mudanças, apresentar as “batidas de postes”, que já ocorreram ajuda muito no processo de aceitação da alteração de curso.

Porém, um agente de mudança, aquele que percebe que algo precisa ser alterado e vende esse tipo de serviço, tem que passar a modular sua energia.

A ideia é a cada visita de um possível cliente jogar um pouco de “gasolina” para ver se acende a fogueira e jogar esforço, naqueles lugares que o “fogo” pega mais fácil.

É isso, que dizes?

Homens que rejeitam a responsabilidade do pensamento só podem existir como parasitas do pensamento dos outros.” – Ayn Rand.

Hoje, é mais do que comum, é hegemônico, chamar as mídias digitais de “redes sociais”. Porém, o conceito é equivocado e vai atrapalhar a sua forma de pensar e agir.

Redes sociais são todas aquelas formadas por mais de uma pessoa e existem desde que o sapiens desceu das árvores.

O que temos, ao longo do tempo, é a chegada de novas mídias, tecnologias que permitem a sofisticação da relação dentro e entre as redes sociais.

Podemos dizer que tivemos as mídias gestuais, orais, escritas e agora digitais, suportando as diferentes redes sociais ao longo do tempo.

O conceito “redes sociais” passa a ideia de que agora o que é novo é o surgimento de redes, o que não é verdade, pois o sapiens sempre operou em redes.

O fator variante das redes, volto a dizer, é a chegada de novas tecnologias midiáticas.

Quando repetimos, à exaustão, redes sociais, não conseguimos enxergar e compreender que vivemos hoje a chegada de novas mídias, que mudam a forma como as redes sociais operam.

Um conceito ruim, gera uma visão de mundo ruim, o que implica, ao longo do tempo, em decisões ruins. É por causa disso que a criação de conceitos exige muito cuidado.

Se você quer ser mais preciso e exato evite o termo “redes sociais” opte por mídias digitais, que fará o contraponto com as mídias eletrônicas, por exemplo.

Vejamos a frase.

Mídias digitais permitem que haja um fluxo muito maior de interação entre as pessoas, sofisticando as redes sociais existentes e criando novas.

Dá para perceber a diferença?

É isso, que dizes?

Um grande general sempre observa o campo de batalha do alto.Jim Collins.

Vivemos hoje um período de instabilidade e de confusão nos negócios, cujo o sintoma claro é o seguinte: quem faz sucesso são aqueles que tem pouco apego ao passado.

O que temos hoje é o avançar de uma Revolução Midiática Civilizacional, fenômeno social recorrente, que não constava (e ainda não consta) dos livros da administração e dos negócios.

Há um esforço enorme de pensadores dos negócios de entender o fenômeno, mas, infelizmente, têm utilizado ferramentas de análise inadequadas.

Organizações não precisavam, antes da disrupção da Internet, pensar o futuro de médio e longo prazo como necessitam agora.

Podemos dizer, aliás, que muito mais do que implantar novas tecnologias, organizações que vão liderar mercados digitais são aquelas com uma visão de futuro mais eficaz.

Um Futurismo de qualidade é aquele que consegue entender a crise filosófica e teórica da administração e sugere novos paradigmas para fazer o ajuste.

Um Futurismo de qualidade é aquele que, antes de analisar apenas os fatos, procura rever a relação da administração/negócios e as mudanças de mídia.

Um Futurismo de qualidade promove uma revisão filosófica e teórica nos livros de administração e dos negócios e coloca algo bem mais consistente no lugar.

É preciso deixar claro como a luz do sol o seguinte: a maior crise que as organizações vivem hoje não é de como agem, mas como pensam!!!

O primeiro trabalho de lideranças que querem realmente sair da crise é adotar um Futurismo de Qualidade preocupado em entender o cenário e não de enrolar os clientes para vender consultoria.

É da qualidade do Futurismo que será adotado que pessoas, profissionais e organizações terão mais condição de entender o que virá amanhã e poder decidir melhor hoje.

É isso, que dizes?

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A tendência perpétua da raça humana de aumentar além dos meios de subsistência é uma das leis gerais, que não podemos ter nenhuma razão para esperar mudar.” – Thomas Malthus.

No livro o “Caminho da Servidão” de Friedrich Hayek – como bom representante da Escola Austríaca de Economia – alerta que complexidade não rima com centralização.

Porém, Hayek não leu Malthus com atenção, pois a complexidade humana é progressiva e, por causa disso, a descentralização tem que ser também obrigatória.

Existem diversas novidades na revisão dos paradigmas filosóficos e teóricos das Ciências Sociais.

  • o aumento populacional nos leva ou ao colapso ou a uma Revolução Midiática;
  • uma Revolução Midiática abre as portas para modelos organizacionais humanos mais sofisticados;
  • modelos organizacionais humanos mais sofisticados significam, necessariamente, o aumento das decisões do centro para as pontas.

Podemos, assim, compreender que a nossa Tecnoespécie – a única que conhecemos até aqui – vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva.

A Complexidade Demográfica Progressiva nos obriga, de tempos em tempos, a criar novos modelos organizacionais com Ordens Espontâneas cada vez mais sofisticadas.

Ordens Espontâneas mais sofisticadas são filhas do empoderamento cultural civilizacional da população, de novas tecnologias midiáticas descentralizadoras e de novas filosofias sociais.

O grande objetivo das Revoluções Midiáticas é reduzir o Efeito Dominó Centralizado, que é gerador de cada vez mais crises de sobrevivência.

Quanto mais peças de dominó tivermos envolvidas na equação da sobrevivência, menos podemos ficar sujeito a “petelecos centralizados”.

A única forma sustentável da sobrevivência de uma Tecnoespécie, que aumenta a complexidade demográfica de forma progressiva, é criar tecnologias, ideologias e formação civilizacional, que permita o empoderamento dos indivíduos.

Se cada uma das “peças” do dominó passa a ter mais poder de decisão, se reduz exponencialmente o efeito inesperado do “peteleco”, passando de um mais central para cada vez mais distribuído.

Se analisarmos a jornada humana vamos observar que, para evitar o caos, com o tempo, mais e mais pessoas entraram no processo de decisões para dar petelecos também.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais são filhas de aumentos populacionais e mães de novos modelos administrativos mais distribuídos, que têm como grande missão, no longo prazo, reduzir a taxa da incerteza do efeito dominó.

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Muita gente fala que no futuro estaremos cercados de Inteligência Artificial. Porém, é preciso ter cuidado para separá-las em dois tipos: a IA 1.0 e a IA 2.0.

Hoje, grandes empresas têm procurado resolver o problema da complexidade dos processos, utilizando-se da IA 1.0. É o caso das atendentes digitais dos call center.

A IA 1.0 serve ao modelo administrativo da gestão, procurando resolver a complexidade de forma centralizada.

A IA 2.0 é a que vemos nas Plataformas Uberizadas e serve para que se possa ampliar o poder da Inteligência Coletiva distribuída.

O grande segredo das Plataformas Uberizadas de sucesso está no uso intenso da Linguagem dos Rastros, que permite a participação dos usuários e da IA 2.0, que organiza os dados.

Uma das grandes descobertas da Bimodais nos estudos que têm feito sobre a Civilização 2.0 é a macrotendência para a descentralização progressiva.

Quanto mais gente houver no planeta, mais as decisões tenderão a ser distribuídas por uma questão de sobrevivência.

E haverá um uso intenso da IA 2.0 justamente para ajudar que as decisões possam ser tomadas com mais qualidade por cada vez mais gente.

É isso, que dizes?

 

“Antes do Digital nós filtrávamos para publicar e agora se publica para filtrar.”Clay Shirky.

Vivemos hoje, a partir da chegada de uma nova mídia, a maior revolução administrativa da história do Sapiens.

O Sapiens passa a poder experimentar, pela primeira vez, algo parecido com o macro modelo de administração das formigas, baseado numa inusitada Linguagem dos Rastros.

Nossa espécie cresceu demograficamente, de forma exponencial, nos últimos 200 anos e, como já fez antes, está promovendo um ajuste entre a complexidade demográfica e a administrativa.

Formigas têm um modelo administrativo preparado para alta complexidade demográfica e é justamente este que estamos adaptando para resolver antigos problemas.

Num formigueiro não há controle central, pois cada formiga colabora com informações, através dos rastros, para que todas as outras possam decidir e vice-versa.

A rainha de um formigueiro tem apenas a função de reproduzir e nada mais. O grande segredo do formigueiro é esse: uma administração distribuída, que permite a sobrevivência de milhões de membros.

O grande segredo das BigTechs foi esse: o uso intensivo da Linguagem dos Rastros das formigas, que permite um modelo administrativo com uma relação de custo/benefício exponencialmente mais eficaz do que os anteriores.

As BigTechs não usam novas tecnologias, mas um modelos administrativo novo e disruptivo, que podemos no popular chamar de Uberização e cientificamente de Curadoria.

Na Uberização, se elimina o controle de qualidade central para processos cada vez mais complexos, que é repassado para os clientes, através de estrelas, cliques, curtições, comentários, compartilhamentos.

O que torna as BigTechs exponenciais em relação às organizações tradicionais é justamente a implantação desse novo modelo administrativo, que é, antes de tudo, FILOSOFICAMENTE, distinto dos antigos.

O pulo do gato da Uberização, entretanto, está justamente em não se ter o controle do conteúdo, apenas da forma – o que as permite ser administrativamente mais exponencial.

Na Uberização é o usuário, através de seus critérios, via Linguagem dos Rastros, que avalia o que é bom e o que não é em termos de conteúdo para o seu próprio consumo.

Na Uberização, do ponto de vista filosófico-administrativo, cabe aos donos das plataforma cuidar apenas do algoritmo para que os usuários possam literalmente definir a qualidade.

Muitas Plataformas Uberizadas, entretanto, não é de hoje, criaram um modelo meio barro, meio tijolo, no qual, de alguma forma, ainda querem controlar a qualidade do centro, de alguma forma.

As BigTechs de conteúdo passaram, por exemplo, a censurar pessoas e conteúdos, a partir de critérios políticos do centro, o que fere a filosofia do modelo.

Na verdade, as Plataformas Uberizadas podem controlar o conteúdo, se quiserem. E mostraram que fazem isso em determinados momentos, aprofundando a crise.

No fundo, tivemos uma dicotomia entre o que se vendeu de Uberização “plataformas neutras no conteúdo” para “plataformas ativas”, a partir dos critérios dos donos.

A sociedade – com uma cultura cada vez mais horizontal e distribuída – passou a demandar plataformas uberizadas, nas quais não se possa – de forma alguma – interferir no conteúdo.

A crise das plataformas uberizadas passou de algo que era percebido apenas por um grupo ainda restrito para uma demanda cada vez maior da sociedade.

Está aberta a demanda – com vários projetos em curso – para a criação de Plataformas Uberizadas, que se utilizam da Linguagem dos Rastros, mas também de Plataformas Blockchenizadas.

A filosofia administrativa do Blockchain não permite que um centro interfira – de forma alguma no conteúdo – pois, depois de criada, ninguém, mesmo que queira, pode fazer isso.

Podemos dizer que a Blockchenização em processos administrativos cada vez mais variados marcará o início da nova etapa da Revolução Civilizacional 2.0.

As BigTechs – que muito ajudaram na atual Revolução Civilizacional –  terão que se reinventar. Passarão, se não se mexerem, de inovadoras à tradicionais.

É isso, que dizes?

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É extremamente reduzida a quantidade daqueles que pensam sobre as próprias coisas, a maioria pensa sobre livro, sobre o que os outros disseram.” – Schopenhauer.

O primeiro problema que temos sobre nossa capacidade de conhecer é a inversão entre o carro e os bois: primeiro, vem a felicidade, depois o conhecimento e não o contrário.

Se você não descobriu ainda a sua pergunta foco, a sua missão, o seu propósito profissional, dificilmente vai melhorar a sua capacidade de leitura.

Profissional é aquele que consegue oferecer felicidade para os outros, através da solução de problemas, gerando valor para ambos.

Todo profissional tem algo que consegue fazer muito bem e outras coisas, nem tanto.

A felicidade profissional vem justamente quando se consegue tornar os seus personal-talentos algo sustentável.

Assim, na jornada de se ler menos para aproveitar mais, antes de pegar o primeiro livro, você tem que responder a pergunta estrutural da filosofia para profissionais: qual é a tua pergunta foco?

A tua pergunta foco estrutura a sua vida profissional, que vai procurar respostas progressivas ao longo de várias atividades, incluindo o consumo de conteúdo.

A tua pergunta foco tem que estar afinada com a chamada “dor de um cliente”, que precisa de respostas melhores e mais criativas.

Quanto mais você ajustar o teu personal-talento com uma dor de um cliente, mais chance terá de ter uma vida profissional com taxa de felicidade maior.

A tua pergunta foco é uma espécie de bússola interna que vai te guiar para saber o que você tem que ler, o que não tem que ler.

A tua pergunta foco é uma espécie de bússola interna que vai te guiar para saber o que você tem que ler com muita profundidade e o que tem que ler superficialmente.

A tua pergunta foco gera um processo de criação de narrativa individual de respostas progressivas, na qual o seu cliente faz parte integrante do processo.

Quem lê muito e assimila pouco está vivendo a crise da falta de problema foco.

É isso, que dizes?

Nos dias de hoje, existem muitos professores de filosofia, mas não filósofos.” – Henry David Thoreau.

O livro “A sutil arte de ligar o F*da-se“, de Mark Manson – que estou analisando este mês para a escola – é um livro de filosofia para a vida.

É filosofia aplicada para questionar antigos valores, propor novos e aumentar a taxa de felicidade dos respectivos leitores.

Existe hoje na sociedade um forte preconceito de cima para baixo do que podemos chamar de literatura de “autoajuda”.

Os pseudo-filósofos de plantão – muito preocupados com a sua própria felicidade – não gostam quando outros conseguem chegar a mais gente.

Não podemos dizer que todos os os livros de autoajuda realmente ajudam, mas há uma tentativa de comunicação e de refletir sobre valores tóxicos – aqueles que reduzem a taxa de infelicidade.

É preciso deixar bem claro que a filosofia, apesar do que diz os filósofos caixa baixa de plantão, não é o amor à sabedoria, como ensinam para o ENEM, mas o amor à felicidade.

A sabedoria é uma ferramenta humana para nos ajudar a ser mais felizes.

O conhecimento, assim, é o rabo e não o cachorro na vida das pessoas.

O livro de Mark Manson representa bem um tipo de filosofia intuitiva, que traz conceitos mais próximo às pessoas.

Ele não cita filósofos, mas apresenta respostas progressivas relevantes a várias questões filosóficas estruturais.

O livro de Mark Manson sobre o Foda-se traz vários pontos de questionamento interessantes para essa nova etapa civilizacional pós-Internet.

O objetivo do livro é questionar determinadas formas de pensar (paradigmas), valores e hábitos, que aumentam nossa taxa de infelicidade.

O livro não é apenas interessante no conteúdo, mas principalmente na forma fácil, através de histórias da sua vida pessoal, que facilita muito a compreensão por um leitor menos afeito às questões filosóficas.

Vou procurar – ao analisar ao longo do mês o livro – sistematizar as dicas do autor, no meu trabalho de construir um novo sistema filosófico para a Civilização 2.0.

Acredito que a venda exponencial do livro atende a uma demanda latente da sociedade: ter novos valores mais adaptados a um mundo com muito mais opções, mais mutante e inovador.

Diria que Manson faz uma crítica ao que podemos chamar de literatura de autoajuda de baixa eficácia e eleva o debate sobre o tema, popularizando conceitos filosóficos relevantes.

O desafio de ler o livro em profundidade é esse, vamos em frente.

É isso, que dizes?

A felicidade é determinada pelas escolhas e não pelo destino.” – Mark Mason.

O Sapiens é uma Tecnoespécie que tem uma alta taxa de independência em relação à genética.

Somos também uma espécie com a maior diferenciação entre os diferentes membros. A taxa de similaridade é muito maior.

Mais ainda.

Cada sapiens tem demandas objetivas e subjetivas específicas, que precisam ser atendidas para que se sinta melhor: desde o tamanho do calçado ao tipo de comida.

Quando aumentamos muito rapidamente a população – como fizemos nos últimos dois séculos – há uma necessidade de massificar a produção, reduzindo, assim, por obrigação, a taxa de personalização.

Crises civilizacionais – como a que estamos terminando agora – são marcadas não só pela escassez de ofertas, mas, principalmente, pela incapacidade de personalização.

Quando um ser humano – que é diferente dos demais – não consegue aumentar a sua taxa de personalização há uma forte tendência de redução da taxa de felicidade.

Não conseguimos criar um movimento exponencial de personalização (que podemos chamar de qualidade) para grandes quantidades em todas as áreas da sociedade.

A chegada de uma nova mídia marca o início da guinada civilizacional, pois passamos a ter novas ferramentas para garantir a qualidade personalizada para cada vez mais gente.

Tecnologias não são criadoras de mudanças, mas possibilitadoras das mesmas.

Tecnologias permitem que determinadas mudanças reprimidas “saiam do armário“, a partir das novas Tecnopossibilidades.

Porém, o aumento da taxa de felicidade das pessoas e dos grupos não é algo que vem de graça, pois há muito trabalho pela frente.

Temos hoje muito mais opções, que nos permitem muito mais personalização, porém é preciso que as pessoas se preparem objetiva e subjetivamente para viver num mundo menos massificado.

Um mundo com possibilidades de personalização, exige que as pessoas aumentem a taxa de autoconhecimento para fazer escolhas cada vez melhores, a partir de seus critérios de felicidade.

Uma Revolução Midiática Civilizacional tem um grande mega objetivo: capacitar as pessoas a tomar melhores decisões individuais para ajudar ao todo a lidar com a complexidade demográfica progressiva.

Na renascença civilizacional que estamos apenas iniciando temos que aumentar a taxa de responsabilidade de cada um com a sua personal felicidade para que todos possam viver melhor.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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O significado das crises consiste exatamente no fato de que indicam que é chegada a ocasião para renovar os instrumentos.” – Thomas Kuhn.

Existem duas formas de analisar qualquer fenômeno da sociedade. Quando tudo está na estabilidade (indução) ou quando temos instabilidade (dedução).

A instabilidade demonstra que nossos paradigmas estão equivocados e precisam ser revistos do ponto de vista filosófico. Há algo mais profundo, que precisa ser questionado.

Não existe um método melhor (dedução ou indução). Métodos de análise são ferramentas que DEPENDEM do fenômeno que estamos analisando.

Fenômenos novos e disruptivos, como o Digital, que geram uma alta taxa de inadequação da sociedade diante das novidades precisam do método dedutivo e não do indutivo.

A dedução parte do princípio que os nossos paradigmas diante de determinado fenômeno ficaram obsoletos e precisam ser filosoficamente revistos.

O problema que fenômenos “estranhos” mexem com nosso apego a valores, paradigmas e hábitos. E não queremos aceitar que temos que mudar.

Fenômenos “estranhos” provocam um processo ilógico de resistência subjetiva e continuamos tentando utilizar um mapa velho num território novo.

Nas crises diante de fenômenos “estranhos” passamos a utilizar o que podemos chamar de INDUTIVISMO INADEQUADO. Usamos os mesmos valores e paradigmas para um fenômeno que precisa de uma revisão de padrões.

A maior parte dos livros que aborda o fenômeno digital se utiliza do INDUTIVISMO INADEQUADO. Os autores fazem análises sobre fatos com os mesmos paradigmas, como se ainda estivessem válidos.

No método dedutivo, antes de se fazer qualquer levantamento de dados, se faz a revisão dos padrões (paradigmas e valores)  para analisá-los de forma diferente.

Vivemos hoje a maior crise das Ciências Sociais, onde se inclui os negócios e a administração, que precisa de novos parâmetros para se projetar o futuro.

A compreensão da nova Civilização 2.0 – que está ainda saindo da maternidade – passa por uma profunda revisão das bases  teóricas das Ciências Sociais.

O uso do INDUTIVISMO INADEQUADO tem gerado  – muita fumaça e pouco fogo. Por isso, pessoas, profissionais e organizações estão tão perdidos.

É isso, que dizes?

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Raramente os gerentes têm consciência da teoria que lhes serve de base.” – Christensen e Raynor;

É comum se conceituar dois tipos de ciência: a Aplicada e a Pura. Mas isso faz sentido? Não, não faz.

A Ciência foi criada pelo Sapiens para resolver problemas complexos, através do estudo de fenômenos.

Relações inadequadas com fenômenos causam problemas, que precisam ser diagnosticados, tratados e prognosticados.

Todos os fenômenos que geram problemas têm diferentes níveis de reflexão sobre ele, que vão dos mais abstratos (filosóficos e teóricos) aos mais concretos (metodológicos e operacionais).

Não podemos admitir que os estudos filosóficos e teóricos são “puros”, pois é destes estudos que serão definidas as metodologias e as atividades operacionais.

Existem dois grandes problemas na separação entre ciência pura e aplicada.

O conceito “ciência pura” parte da ideia de que teoria e atividades operacionais são “inimigas” e não relacionadas de forma sinergética.

O conceito “ciência pura” facilita um tipo de ciência sem foco, no qual o pesquisador estuda o que ele quer sem se preocupar com os problemas da sociedade.

O conceito “ciência pura” é o cimento que permitiu a criação das torres de marfim, que hoje vemos em boa parte das universidades estatais brasileiras.

É preciso compreender que o estudo dos fenômenos tem diferentes camadas, que se iniciam com questões filosóficas mais abstratas, que dão o norte para tudo que vem depois.

Muitas vezes problemas operacionais ou metodológicos só poderão ser resolvidos se tivermos a capacidade de revisar premissas filosóficas e teóricas construídas bem antes.

A falsa dicotomia Ciência Pura versus Aplicada faz parte da crise civilizacional que vivemos, na qual temos uma baixa taxa de eficácia da capacidade de refletir.

É isso, que dizes?

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“O que diferencia um homem de um animal é sua capacidade de escolher.”Dennis Lehane.

Uma Tecnoespécie como a nossa tem alta taxa de independência genética. Tem uma série de decisões que precisa tomar ao longo da vida.

Por causa da alta taxa de independência genética, diferente das demais espécies, nós precisamos da filosofia para nos guiar a tomar as melhores decisões.

A filosofia foi criada para gerar felicidade para o ser humano, através de duas ferramentas básicas: perguntas estruturais e respostas progressivas.

Todos valores e hábitos humanos, com suas consequências para a qualidade de vida de cada um, têm origem nas perguntas filosóficas estruturais e nas respostas filosóficas progressivas escolhidas.

Quanto menos uma pessoa (ou grupo de pessoas) tem consciência das perguntas e respostas filosóficas disponíveis, mais vive no Zecapagodismo, deixando as ideias dos outros o levar – sem saber.

As mídias e a demografia influenciam no uso que fazemos da Filosofia na sociedade.

Aumentos populacionais sem novas mídias, geram crises civilizacionais e isso implica num uso cada vez menor da filosofia pelas pessoas.

Novas mídias – que trazem novas linguagens – por outro lado, permitem que se inaugure nova civilização e, por causa disso, a filosofia volta com toda força.

Mas muitos dirão que a Filosofia nunca morre, sempre está presente e é preciso, por causa disso, dividi-la em duas: a horizontal (que preserva nomes, datas e frases) e a vertical (que a usa para resolver problemas humanos).

Vivemos no último século a migração da Filosofia Vertical, focada na felicidade, para a Filosofia Horizontal preocupada apenas  em conhecimento ou em uma sabedoria eunuca.

A filosofia deixou no final da Era Civilizacional 1.0 (final do século passado) de ser uma ferramenta de felicidade humana para ser muito mais um papo furado de intelectuais tomando cerveja com batata frita.

O mundo foi se fechando dentro de ideias filosóficas eunucas (sem nenhum tipo de utilidade). A filosofia virou mais uma disciplina para o ENEM, na qual se estuda datas, nomes e frases, nada além disso.

O aumento da taxa da Filosofia Horizontal em detrimento da Vertical é um fenômeno típico das crises civilizacionais, que precisa massificar as pessoas e tirar delas a sua capacidade de se auto personalizar.

A Civilização 2.0 precisa URGENTEMENTE do resgate da Filosofia Vertical, do aporte das ideias dos grandes filósofos para que possamos começar o novo processo de readaptação da sociedade para um novo modus-pensante e operante.

A Civilização 2.0 tem como meta empatar a complexidade demográfica com a administrativa e – para que isso seja feito – é preciso revisar as grandes ideias filosóficas e adaptá-las, a partir das novas Tecnopossibilidades.

Precisamos entender que não existe nada mais eficaz (ou prático) do que um sistema filosófico bem estruturado, no qual as pessoas possam conhecer as encruzilhadas e optar pelas estradas que consideram mais profícuas para a sua felicidade.

Já iniciamos um forte e exponencial renascimento da Filosofia Vertical, voltada para a solução de problemas concretos das pessoas, da qual temos muito que desfrutar.

É isso, que dizes?

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“O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende.” – Blaise Pascal.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática Civilizacional, que tem como objetivo principal fazer um ajuste entre a atual complexidade demográfica e a forma como tomamos decisões.

O grande norte da atual Revolução Civilizacional é o de criar ferramentas que permitam que os consumidores e cidadãos tenham mais poder nas suas mãos.

A Descentralização Progressiva é a única resposta possível e sustentável de longo prazo para uma Tecnoespécie, que cresce demograficamente sem parar.

O que assistiremos de mais importante nas próximas décadas é um empoderamento objetivo e subjetivo dos cidadãos/consumidores para ajudar, cada vez mais, a lidar com a complexidade demográfica progressiva.

Todas as áreas produtivas, incluindo a indústria, terão que lidar com um consumidor muito mais exigente, com uma demanda cada vez maior de personalização.

Uma empresa de sucesso no futuro será aquela que conseguirá, usando mil recursos, resolver o grande impasse civilizacional: oferecer qualidade personalizada em larga escala.

Fala-se muito em novas metodologias e tecnologias industriais, mas sem uma bússola do que realmente será vital para que se aumente a competitividade num mundo muito mais distribuído do que o atual.

Quando se analista as tecnologias consideradas inovadoras na indústria, se percebe claramente que estão na direção da descentralização personalizada.

Falta aos projetos de Transformação Digital na Indústria, batizados de migração para a Indústria 4.0, uma compreensão mais clara desse principal rumo à descentralização progressiva.

Sem uma visão clara do futuro, da demanda da espécie por descentralização, vai se gastar muito dinheiro naquilo que não se deve, sem que se aumente a taxa de competitividade.

Quando se fala na Indústria 4.0 se acredita que será uma produção tradicional com muito mais tecnologia. Isso está errado!

O que teremos na Indústria 4.0 é uma nova filosofia de produção, menos controlada pelo centro e mais pelas pontas, a partir das possibilidades abertas pelas novas tecnologias.

É preciso a criação de áreas separadas para que jovens com criatividade e sem apego ao passado possam experimentar, sem medo de errar, novos modelos.

É isso, que dizes?

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“Os seres humanos são os únicos animais capazes de formar conceitos e pensar sobre si mesmos de maneira abstrata.”Mark Manson.

Conceitos são criados para que possamos interpretar a realidade e tomar decisões. É da qualidade dos bons conceitos que tomamos decisões melhores.

Hoje em dia, a criação de conceitos passou a ser atrelada ao marketing e não à Ciência. Conceito bom não é mais aquele que explica, mas aquele que vende.

Temos uma indústria de consultoria de negócios que escreve muito mais para aparecer no Google do que para atender à lógica.

Muito da confusão que vemos hoje no mercado é provocada justamente por aqueles que são pagos para trazer esclarecimento.

Quando temos a missão de definir uma determinada sociedade, era, civilização é preciso adotar alguns critérios mais lógicos do que marqueteiros.

A definição de início e fim de eras históricas está diretamente ligada a uma visão de como o sapiens se adapta no tempo para sobreviver.

A denominação, assim, de uma determinada sociedade exige que se tenha uma comparação histórica para que se possa determinar o que muda sempre, de vez em quando e nunca muda.

O Sapiens, a única tecnoespécie que conhecemos, sempre usou o conhecimento e a informação como ferramenta para se adaptar e sobreviver.

Por causa do uso da informação e do conhecimento de forma cada vez mais sofisticada conseguimos crescer demograficamente, de forma progressiva.

O conhecimento e a informação sempre foram fatores fundamentais, estruturais da espécie. O que muda é o COMO lidamos com eles.

O conhecimento e a informação sempre foram fatores fundamentais, estruturais da espécie. O que muda é a quantidade, que cresce proporcionalmente ao tamanho da população.

O que se modifica no tempo não é o fato de termos mais informação ou conhecimento, mas as ferramentas que nos permitem lidar com um volume cada vez maior.

O sapiens desenvolve tecnologias, que nos ajudam a lidar melhor com a informação e o conhecimento e são a chegada e massificação destas tecnologias, que nos permitem definir as diferentes eras.

São as novas mídias que definem as Eras Econômicas e não o contrário.

O conceito da sociedade da informação foi criado a partir da fantasia de que por que temos mais gente processando informação é a sociedade da informação.

Pierre Lévy acertou em cheio ao dividir a história por Eras Midiáticas (Gestual, Oral, Escrita e Digital). Podemos dizer, assim, que vivemos hoje na sociedade Digital e não da Informação.

Na Sociedade Digital, lidamos com a informação e conhecimento de forma diferente. O fato de termos mais quantidade é apenas resultados de termos mais gente e novas ferramentas para lidar com tudo isso.

Organizações se adaptarem à Sociedade Digital é uma coisa. E algo bem diferente é se adaptar à Sociedade da Informação e do Conhecimento.

Definido o conceito “Sociedade Digital” temos meio caminho andado, mas ainda é preciso muito esforço para entender o que realmente está se alterando e o que deve ser feito para se manter competitivo.

É isso, que dizes?

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A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.” – Platão.

O Sapiens, por ser uma Tecnoespécie, precisa definir diversas coisas em sua vida, pois tem um alta taxa de independência sobre a genética.

Perguntas estruturais e respostas progressivas da filosofia são ferramentas fundamentais para que pessoas e grupos vivam melhor.

Das respostas progressivas filosóficas vamos criando valores, que guiam nossos hábitos e nossa relação mais ou menos adequadas com os fenômenos da realidade.

E podemos dizer que temos dois tipos de valores que são criados no tempo:

  • Os valores exógenos são aqueles adotados com baixa taxa de consciência e questionamento – muito mais herdados do que construídos;
  • Os valores endógenos são aqueles adotados com alta taxa de consciência e questionamento – muito mais construídos do que herdados.

De maneira geral, por tendência, temos na sociedade muito mais a prática de valores exógenos (criados de fora para dentro) do que endógenos (criados de dentro para fora).

No final de Eras Civilizacionais há um aumento exponencial dos valores exógenos em detrimento dos endógenos.

A tendência de alta dos valores exógenos ocorre por causa do aumento populacional, que obriga a sociedade a viver um processo de massificação, tanto objetiva quanto subjetiva.

A chegada de novas linguagens inicia um novo ciclo renascentista, com a tendência de alta dos valores endógenos. As pessoas começam a questionar os antigos valores exógenos.

Revoluções Midiáticas, um movimento de ordem espontânea da espécie, tem como grande objetivo tornar as pessoas mais capazes de decidir cada vez mais e melhor.

O aumento da taxa de valores exógenos é um fenômeno típico do processo coletivo de massificação e os endógenos de personalização.

Uma pessoa que procura aumentar a taxa de autoconhecimento pode ter certeza que se dedicará a desenvolver valores endógenos, questionando os exógenos.

Estamos no início de um grande movimento renascentista, a partir da chegada da nova linguagem, que nos permitirá construir uma sociedade muito mais sofisticada do que a atual.

É isso, que dizes?

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Avaliemos dois substantivos estruturais do Sapiens: egoísmo e arrogância.

Segundo nossa titia Ayn Rand, o egoísmo é um substantivo estrutural da espécie.

Cada ser humano, depois de uma certa idade, terá que sobreviver por seu próprio esforço.

Precisa ser egoísta, ou seja pensar em si. De como vai resolver as suas necessidades e já daqueles que possam depender dele.

O egoísmo, assim, passa a ser um substantivo neutro, não um adjetivo, que implique valor moral ou ético.

Assim, o egoísmo precisa de um adjetivo.

Saudável aquele em que se é egoísta sem prejudicar ninguém.

E o tóxico, o contrário.

O mesmo podemos conceituar da arrogância.

Arrogar é procurar conquistar algo que considera possível.

É neutro.

E temos a arrogância saudável que é a conquista de um objetivo.

E a tóxica que é fazer crer para só ou para os outros que foi conquistado.

Uma pessoa arrogante não é aquela que reinvindica algo que acha ser possível ou de direito, mas aquela que quer algo pelo qual não fez esforço.

Muitas vezes o que chamamos de arrogante seria melhor definido como presunçoso.

Aquele que faz questão de reafirmar de forma exagerada algum status na vida, que tenha ou que acha que tenha.

O uso indevido de substantivos como adjetivos carregados de valores morais é extremamente danoso para que possamos viver melhor.

Passamos a ter culpa de características que são naturais e inerentes à nossa natureza.

É isso, que dizes?

“A batalha dos filósofos é pela mente dos seres humanos”Ayn Rand.

Toda Tecnoespécie precisa de um ambiente filosófico para criar respostas estruturantes e respostas progressivas para aquilo que está aberto em sua trajetória.

Existem duas atividades filosóficas fundamentais:

  • Criar, Rever, Acrescentar e Reorganizar as perguntas filosóficas estruturais;
  • E, a partir do sistema filosófico escolhido, procurar apresentar respostas progressivas para cada uma delas.

O objetivo principal e fundamental da filosofia não é o estudo dos filósofos, mas daquilo que eles sugeriram para vivermos melhor.

É da qualidade do sistema filosófico e das respostas progressivas escolhidas que cada pessoa ou grupo poderá ter uma vida melhor, ou não.

A filosofia é o ponto de partida de uma vida melhor ou pior. Quanto menos você acreditar nisso, pior será a sua vida e vice-versa.

Quando temos momentos de crise de uma pessoa ou de um grupo pode apostar que as causas são as seguintes:

  • ignorância ou uso inadequado das perguntas filosóficas estruturais;
  • ignorância ou uso indevido das respostas filosóficas progressivas.

Em geral, nos momentos de crise se sobressai o que podemos chamar de Filosofia Horizontal, que vê a filosofia como um fim em si mesmo.

Na Filosofia Horizontal, o importante é falar da filosofia como se ela tivesse importância nela mesma.

A Filosofia Horizontal se assemelha a um açougueiro que passa décadas afiando uma faca e não usa na carne para não perder o fio.

A Filosofia Horizontal esquece que a Filosofia foi criada, desde o início, exclusivamente e unicamente para melhorar a vida das pessoas. TODO O RESTO NÃO INTERESSA!

Nos momentos de renascença, saída das crises, há um resgate do que podemos chamar de Filosofia Vertical, utilizada como ferramenta de melhoria da qualidade de vida.

Na Filosofia Vertical, o importante é usar a filosofia para melhorar a vida das pessoas, trazendo a Filosofia de onde nunca deveria ter saído.

Na Filosofia Horizontal, a filosofia passa a ser o cachorro e não o rabo. Na Vertical, ela volta para o ponto original, sendo o rabo (uma ferramenta) e não o cachorro.

Obviamente, que há um espaço na sociedade para que se discuta a filosofia como filosofia para que se possa ter dados e informações para uso na Filosofia Vertical.

Porém, a filosofia não deve ser uma disciplina decoreba para fazer uma prova, mas algo fundamental para que as pessoas tenham consciência das diferentes encruzilhadas e estradas que podem escolher.

Porém, podemos dizer o que seguinte em termos de taxas, durante as crises civilizacionais:

  • a taxa da Filosofia Horizontal tende a crescer muito nas crises e vice-versa;
  • e a taxa da Filosofia Vertical tende a diminuir muito nas crises e vice-versa.

Hoje, vemos o aumento da taxa da Filosofia Vertical em função do início da renascença civilizacional trazida pelo digital.

É isso, que dizes?

 

 

 

“A ordem espontânea é um sistema que se desenvolveu não através da direção central ou do patrocínio de um ou alguns indivíduos, mas através das consequências não intencionais das decisões dos indivíduos que perseguem seus próprios interesses através das trocas voluntárias, cooperação e tentativa e erro.”Friedrich Hayek.

O principal erro que temos cometido em relação à análise sobre o atual futuro é tentarmos entender o que virá com os mesmos paradigmas.

Hoje se fala de inovar em todos os campos, mas muito pouco nos paradigmas das Ciências Sociais.

Thomas Kuhn nos ensinou que os estranhos fatos novos precisam ser encaixados em novas teorias e não nas antigas.

O conhecimento humano não é um processo contínuo, mas vive rupturas, diante de novos impasses, que demandam novas teorias.

O mundo digital demonstrou claramente que os atuais paradigmas estruturantes das Ciências Sociais ficaram obsoletos e precisam ser reconstruídos.

O “Quem Somos?” –  pergunta filosófica estruturante – precisa ser respondida de uma nova maneira, se quisermos entender o Futuro 2.0.

Somos uma Tecnoespécie e, por causa disso, podemos crescer continuamente a população, mas o aumento da complexidade demográfica nos obriga a, cada vez mais, descentralizar as decisões.

O Sapiens vive macro ciclos de descentralização das decisões – única forma sustentável para que possamos ter cada vez mais gente no planeta.

Macro ciclos de descentralização se iniciam com a chegada de novas linguagens humanas, que permitem uma sofisticação na forma como nos comunicamos e nos administramos.

A grande disrupção do digital é a chegada da Linguagem dos Rastros, similar a das formigas, que permite o surgimento de todas BigTechs.

Sem os cliques, estrelas, avaliações, curtições (Linguagem dos Rastros) seria impossível que as BigTechs administrassem tantos processos e usuários.

A nova Linguagem dos Rastros irá, aos poucos, sendo testada para resolver cada vez mais problemas complexos, insolúveis com as linguagens anteriores.

A sociedade humana será cada vez mais parecida com um formigueiro com “formigas” independentes, que tomarão cada vez mais decisões, a partir de seus critérios de felicidade.

Estamos entrando na fase mais disruptiva da  jornada humana, abandonando as antigas linguagens mais hierárquicas e experimentando a dos Rastros – muito mais sofisticada.

O Futuro 2.0, no qual passaremos da marca de 10 bilhões de sapiens, assistirá uma sociedade muito mais descentralizada e distribuída.

O processo de implantação da Civilização 2.0 não será harmônico e nem ocorrerá em todos os lugares ao mesmo tempo.

Porém, podemos afirmar que no Futuro 2.0 as Zonas de Atração serão aquelas que estarão usando mais e melhor a Linguagem dos Rastros e as Zonas de Abandono, o contrário.

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Um dos principais erros profissionais é focar em problemas e não em fenômenos.

Fenômenos causam problemas, problemas são sintomas de relações inadequadas com fenômenos.

Quem se dedica a fenômenos tem mais chance de ajudar a minimizar os problemas.

Pneumonia é um fenômeno e a febre que ela causa é um sintoma, que causa problema ao doente.

O médio estuda doenças no pulmão. Quanto mais ele entende do fenômeno, mais tem chance de ajudar.

Obviamente, que a relação do cliente com o fenômeno faz parte do aprendizado. Existem os aspectos psicológicos da inadequação da relação fenômeno-cliente.

O profissional é alguém que faz o meio de campo entre fenômeno-cliente para melhorar a taxa de adequação do cliente com ele.

Fenômenos tem, assim, padrões e sintomas. Um profissional inexperiente olha para os sintomas, o mais experimente para os padrões.

A melhor forma de descobrir os padrões de qualquer fenômeno é analisar as suas recorrências no passado.

Assim, há uma anatomia histórica dos fenômenos para identificar causas, possíveis consequências, sintomas, relação dos clientes com o fenômeno.

A partir da análise das recorrências do passado, podemos identificar o que é estrutural (o que não muda) e o que é conjuntural (aquilo que muda conforme cada recorrência).

Definido os padrões, pode-se analisar as características específicas de mais uma manifestação do dado fenômeno.

O objetivo do que podemos chamar de Fenomenologia é chegarmos a uma anatomia do fenômeno, que nos permite a cada caso traçar um diagnóstico, um prognóstico e tratamento

Quando se quer analisar um determinado problema é preciso assim conhecer o fenômeno que provoca o problema.

O Digital, por exemplo, é uma Revolução Midiática Civilizacional, fenômeno social recorrente, que, ao analisar o passado, nos permite entender muito melhor o que vem e o que virá.

Se você não faz uma boa anatomia do fenômeno, você pode ficar restrito apenas ao sintoma e não as causas.

É isso, que dizes?

 

“A maior vantagem competitiva de uma empresa é a visão do futuro.”Hamel e Prahalad;

O Futurismo não foi inventado agora. Desde que o sapiens saiu das cavernas, praticamos algum tipo de Futurismo.

O Futurismo é uma ferramenta humana para traçar cenários e tomar decisões melhores hoje sobre algo que vai ocorrer no curto, no médio e longo prazo.

O Futurismo, por necessidade, tem se profissionalizado com o tempo, pois o mundo foi ficando cada vez mais complexo e o futuro menos óbvio.

Saímos do profetas e videntes do passado, para a tentativa de um Futurismo cada vez mais científico.

E aí temos duas ferramentas futuristas para aplicar em cenários distintos:

  • O Futurismo Indutivo é recomendado para cenários estáveis, que faz levantamento e análise dos fatos sem questionar os paradigmas (podemos chamar também de Futurismo Normal, por adaptação dos conceitos de Thomas Kuhn);
  • O Futurismo Dedutivo é recomendado para cenários instáveis, que faz ajustes nos paradigmas para, só então, fazer o levantamento e a análise dos fatos. (podemos chamar também de Futurismo Extraordinário, por adaptação dos conceitos de Thomas Kuhn).

O Futurismo Indutivo trabalha com o levantamento, análise e síntese dos fatos e o dedutivo na procura de novos padrões para depois analisar os fatos.

O Futurismo Dedutivo faz revisões filosóficas e teóricas para, só então, sugerir mudanças metodológicas e operacionais.

Quanto mais o cenário se torna instável, mais precisamos rever os paradigmas filosóficos e teóricos, pois há algum erro maior ou menor na nossa base conceitual sobre a sociedade.

O que estamos assistindo hoje é que os futuristas de plantão estão tentando colocar um prego na parede do futuro com uma chave de fenda.

As organizações, principalmente as tradicionais, que têm um forte legado com o passado estão perdidas pela baixa qualidade do Futurismo que praticam.

Sem o uso do Futurismo Dedutivo, que mergulha na revisão dos paradigmas, se conseguirá muito pouco. Simples assim, trágico assim.

É isso, que dizes?

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A filosofia é uma ferramenta para o sapiens viver melhor.

A filosofia, assim, é um rabo para que o “cachorro humano” seja mais feliz.

A filosofia sugere perguntas estruturais para que possamos ir melhorando as respostas ao longo do tempo.

O que importa na filosofia NÃO são os filósofos, a história deles, mas aquilo que eles modificaram ou nas perguntas ou nas respostas.

As respostas progressivas ajudam as pessoas e os grupos a viver melhor, por isso, o que importa na filosofia é o que os filósofos do passado nos ajudam nesse aspecto.

Hoje, se criou um ensino de filosofia muito mais preocupado com a vida dos filósofos do que com as sugestões das respostas progressivas que eles sugeriram.

Hoje em dia estamos cercados de filósofos caixa baixa, que praticamente fazem da filosofia mais uma disciplina para decorar nomes e datas, ao invés de usá-la para ajudar as pessoas a viver melhor.

É isso, que dizes?

“Hoje, recebemos mais informação em um dia do que uma pessoa durante toda sua vida no século XVIII”Times;

Com o excesso de informação pós-digital, se recebe muito, mas se aprende muito pouco.

O primeiro passo para sair de uma leitura de baixa taxa de eficácia, é ter na sua atividade profissional uma pergunta foco.

Uma pergunta foco – e não uma área de atuação –  nos leva a procurar, ao longo do tempo, ter respostas progressivas.

O objetivo tanto da pergunta foco, quanto da resposta progressiva é ajudar clientes a lidar melhor com determinado fenômeno.

Vejamos o relacionamento entre estes fatores:

  • Fenômenos ocorrem e podem gerar problemas para as pessoas (tal como a pandemia).
  • Problemas são fruto de relações não adequadas com determinados fenômenos.
  • Profissionais são chamados para ajudar a clientes a lidar de forma mais adequada com determinados fenômenos.
  • Um profissional eficaz cria perguntas focos para ajudar clientes a ter uma relação mais adequada com fenômenos.
  • Perguntas focos geram respostas progressivas, que serão melhoradas ao longo do tempo.

Quando um Profissional (caixa alta) vai ler algo (ou consumir qualquer tipo de conteúdo ligado à sua pergunta foco) vai procurar entender como pode melhorar a sua resposta progressiva.

Assim, não se deve fazer uma leitura às cegas, mas saber o que cada uma vai melhorar as respostas progressivas.

Há, assim, um dever de casa de cada profissional que é:

  • descobrir na sociedade relações inadequadas dos clientes com fenômenos;
  • transformar essa relação inadequada em uma pergunta foco, a minha, por exemplo: “ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o mundo digital”;
  • e, a partir da pergunta foco, iniciar a procura constante das respostas progressivas.

O aumento da taxa de eficácia do aprendizado profissional, onde se inclui a leitura de livros dependerá destes passos.

É isso, que dizes?

Saia de Matrix. Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o estudo do futuro no Brasil.

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Maturidade é o que acontece quando aprendemos a só nos importarmos para o que vale à pena.” – Mark Manson.

Por mais que nós enganemos, vamos morrer. E há algum necessidade natural de deixar algum tipo um legado.

Queremos que, de alguma forma, um “eu conceitual” sobreviva ao “eu físico”. O legado pretendido, assim, quase sempre irá definir o que chamamos de propósito.

Porém, há dois tipos de legados pretendidos: o tóxico, aquele que você não viverá feliz só pensando na vida depois que morre. E o saudável, o oposto disso.

Uma vida mais “feliz”, a meu ver, é uma contínua “musculação”  das nossas particulares individualidades.

O propósito está diretamente ligado em descobrir nossas particulares individualidades para que possamos colocá-las no nosso cotidiano.

Uma vida mais feliz é aquela em que acordamos segunda feira motivados, pois nossas particulares individualidades serão musculadas ao longo da semana.

Assim, o propósito não é algo que se faz para os outros, mas algo que nos causa bem estar ao longo da nossa existência.

O propósito é uma espécie de Rivotril para que possamos nos sentir no longo prazo uma felicidade estrutural e não alegrias conjunturais.

Quando se pratica rotineiramente nossas particulares individualidades, naturalmente, vamos criando um legado, mas não como causa, mas como consequência.

Assim, um legado saudável é aquele que ocorre quando praticamos nossa particular individualidade ao longo da nossa vida.

Quando me perguntam, assim, o que é a felicidade, posso dizer que é conseguir viver de forma sustentável musculando nosso propósito existencial. O legado vem naturalmente.

Num mundo mais aberto, mais descentralizado, mais empreendedor vai se aumentar, cada vez mais, a demanda por legados saudáveis, vindo da prática de particulares individualidades.

É isso, que dizes?

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“Para entender uma situação desconhecida, lançamos mão de elementos conhecidos e, por causa disso, não conseguimos entendê-la.”Proust;

Vivemos hoje uma profunda crise do pensamento. Pensamos de forma inadequada, pois mudamos o ambiente, mas ainda não a nossa mentalidade.

Nossa mentalidade foi preparada para um mundo menos inovador, menos mutante, menos conectado, com muito menos informação do que o atual.

Temos aí dos problemas.

É preciso modificar a formação das crianças e jovens para que possam lidar com esse novo cenário mais mutante e com abundância de informação.

É preciso readaptar, dentro do que é possível,  a mentalidade dos adultos para que possam ficar menos inadequados a este novo mais mutante e com abundância de informação.

A filosofia, apesar de tudo que fizeram de equivocado com ela recentemente, é o remédio ideal para a crise de mentalidade que estamos passando.

A filosofia surgiu como uma necessidade de promover algumas perguntas e respostas para que pudéssemos nos adaptar aos diferentes cenários de sobrevivência.

A ideia que a filosofia é uma “viagem na maionese” é um dos fatores de crise de mentalidade que estamos vivendo.

A filosofia tem perguntas focos e respostas progressivas, que são a “ponta do novelo” de tudo aquilo que pensamos e agimos nas nossas vidas.

Muito das relações inadequadas que temos com a realidade vêm da dificuldade de:

  •  ter consciência das melhores perguntas e respostas filosóficas;
  • e saber responder da melhor forma possível as diferentes perguntas filosóficas, pois todas são integradas e sinergéticas.

Na filosofia, temos perguntas focos – aquelas que são estruturais e permanentes em todos os momentos da história da nossa Tecnoespécie.

Na filosofia, temos respostas progressivas – aquelas que são conjunturais, que variam nos diferentes momentos da história da nossa Tecnoespécie.

Note, assim, que as perguntas filosóficas não mudam, o que se altera é flexibilidade que precisamos ter para respondê-las.

As perguntas focos estruturais são as seguintes:

  • De onde viemos? (Metafísica);
  • Quem somos? (Existencial);
  • Como viver melhor? (Ética);
  • Como saber o que é menos mentira e mais verdade na busca por uma vida melhor? (Epistemologia);
  • Qual é a forma menos violenta e menos injusta de se organizar uma sociedade? (Política)
  • Qual é deve ser o papel da arte papel da arte para nos levar a uma vida melhor? (Arte).

O aumento ou redução da taxa de inadequação com a realidade de cada pessoa ou de determinado grupo vem das respostas adequadas às perguntas focos centrais da filosofia.

Mais ainda.

As respostas progressivas precisam estar articuladas entre si, pois o que você responde em uma tem impacto nas demais.

As respostas progressivas filosóficas precisam ser vistas como um grande bloco, um sistema interligado e sinergético.

É isso, que dizes?

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“A nossa cultura atual confunde atenção com sucesso.” – Mark Manson.

Todo mundo quer ter milhares de seguidores.

Mas isso é sucesso?

Algumas coisas importantes.

Sucesso é um processo e não uma estação de trem.

Sucesso é conseguir tirar do armário seus potenciais.

O sucesso, portanto, é um processo endógeno, que vem de dentro para fora. Você tem consciência de que está na estrada adequada.

Podemos dizer que é o sucesso endógeno é o saudável, aquele que mantém alta a sua taxa de felicidade estrutural.

Podemos dizer ainda que é o sucesso exógeno é o tóxico, aquele que mantém alta a sua taxa de felicidade conjuntural, mas não a estrutural.

A felicidade estrutural preenche a nossa necessidade de completar o vazio existencial, que todos temos.

Com as tecnopossibilidades do digital, cresceu exponencialmente a demanda pela admiração rápida.

Faz-se aquilo que o senso comum quer consumir, o que geralmente não gera felicidade estrutural.

A sensação é de alegria e euforia passageira.

É isso, que dizes?

 

 

“Na instabilidade, é preciso separar as mudanças conjunturais das estruturais.”Miles D. White.

A chegada de uma nova mídia – isso não é novo –  é um detonador de um processo de aceleração das mudanças na sociedade.

Uma nova mídia quebra barreiras de interação de tempo e lugar entre as pessoas e isso provoca uma aceleração das mudanças.

O Digital, em particular, é uma mídia que permite mudanças muito rápidas, pois é toda baseada em códigos, que são fáceis de serem alterados.

Além disso, há uma inovação constante nos equipamentos, como o lançamento anual de novos smartphones.

Podemos dizer que houve um radical aumento da taxa de inovação e o que demorava muito tempo para ser alterado, hoje é muito mais acelerado.

Nossas mentes foram preparadas, ao longo das últimas gerações, para viver em um mundo menos mutante do que o atual e há uma necessidade de adaptação, mesmo para os mais jovens.

Quando temos um cenário mais estável, desenvolvemos a capacidade de analisar fatos e utilizamos o método de análise indutivo – observação dos fatos sem revisão dos padrões.

Quando temos um cenário mais instável, desenvolvemos a capacidade de analisar padrões e utilizamos o método de análise dedutivo – revisão dos padrões para, só então, analisar os fatos.

Num cenário mais estável, promovemos, em geral, uma capacidade de alteração de hábitos. Num cenário mais instável, precisamos desenvolver a habilidade da revisão de valores.

Os valores definem, em geral, nossos hábitos. E ambos criam um apego a determinadas condutas, que passam a ser invisíveis e muitas vezes, inacessíveis. Portanto, impossíveis de serem alteradas.

Podemos dizer que os hábitos e valores não foram conscientemente trabalhados e, por causa disso, a pessoa não sabe como começar o processo de mudança.

Vivemos hoje uma alta taxa de Zecapagodismo, na qual hábitos e valores foram criadas de forma exógena (de fora para dentro) e não de maneira endógena (de dentro para fora).

Vivemos hoje uma alta taxa de Massificação das pessoas, na qual as pessoas não optaram por seus hábitos e valores, mas foram deixando “a vida os levar”.

As pessoas, nessa fase final e início de uma nova era civilizacional, são apegadas a valores e hábitos que não foram submetidos a uma lógica interna.

Os processos educacionais futuros terão que resgatar a missão original da filosofia – a contínua procura da felicidade – para que as pessoas possam procurar, de dentro para fora, seus valores.

Muito do que achamos hoje que são valores, são hábitos e muito do que deveriam ser valores simplesmente nunca paramos para pensar sobre eles.

Num mundo mais mutante haverá a necessidade da personalização dos valores, através do resgate do que realmente funcionou no tempo, desde que saímos das cavernas.

Como lidar com um mundo mais mutante? Escolhendo valores estruturais e adotando hábitos flexíveis, sabendo que podem ser alterados conforme as circunstâncias.

É isso, que dizes?

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“A única constante é a mudança.”Heráclito.

Mudar é ir para outro. É algo, como diz Heráclito, que ocorre sempre, mas não paramos para pensar adequadamente sobre o tema.

O primeiro tipo de mudança parte da sua origem: exógena (de fora para dentro) ou endógena (de dentro para fora) das pessoas ou dos grupos.

A Pandemia e a Internet são mudanças exógenas, já você, por conta própria, decidir mudar de bairro ou de emprego são mudanças endógenas.

O segundo tipo de mudança se deve a alterações de hábitos e valores. Hábitos são arraigados, mas muito menos do que valores.

O terceiro aspecto que podemos observar é a velocidade. Quanto mais rápida for a mudança, seja endógena ou exógena, seja alteração de hábitos e/ou valores, mais aumentará a taxa de dificuldade para se adaptar à ela.

Podemos desenhar os três fatores de mudança na seguinte figura:

Podemos, a partir dos três aspectos das mudança dizer o seguinte:

  • quanto mais exógena (de fora para dentro) for a mudança, mais difícil será a adaptação à ela;
  • quanto mais obrigar a alteração de valores, mais difícil será a adaptação à ela;
  • quanto mais rápida for, mais difícil será a adaptação à ela.

E podemos, a partir dos três aspectos das mudanças, trabalhar com taxas de dificuldade às mudança, que varia, obviamente, de pessoa para pessoa.

Quanto mais exógena, rápida e alterar valores, de maneira geral, mais as mudanças sofrerão resistência e causarão sofrimento e vice-versa.

É isso, que dizes?

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Torça para uma vida cheia de bons problemas.” – Mark Manson.

Em 2005, um aluno levantou o dedo e me perguntou: “Como a minha empresa se torna competitiva neste mundo digital?”.

Naquele momento, eu não sabia (nem ele) que eu tinha chegado aos 50 anos à minha pergunta foco. Aquela questão que iria definir o rumo da minha vida nas últimas décadas.

Há anos que procuro a melhor resposta para aquela pergunta “como lidar com o digital?”, através de uma Resposta Progressiva.

Uma Pergunta Foco e a procura da melhor Resposta Progressiva, através do contato permanente com o cliente é o grande segredo para um aprendizado eficaz.

É muito comum, entretanto, as pessoas se enxergarem como profissionais não de perguntas e respostas, mas de áreas, setores – o que é muito tóxico para o aprendizado.

A filosofia do aprendizado sem perguntas e respostas é, ao meu ver, o principal problema para que as pessoas consigam ser um profissional de excelência.

Se você não tem uma Pergunta Foco, você irá ler, assistir palestras, participar de seminários sem saber o que pode ser aproveitado e o que não pode para a sua Resposta Progressiva.

A Resposta Progressiva exige de você a criação de algum tipo de documentação pessoal, na qual você pode ir aprimorando, através da produção de conteúdo, a forma de pensar e agir.

Quando você lê, ouve, faz um curso deixa de ser uma “folha em branco” (sei que nada sei), mas passa a ser alguém que está construindo a melhor Resposta Progressiva possível.

Com essa metodologia Bimodal de Aprendizado de Excelência, você consegue aproveitar muito mais cada “input” que recebe e avalia o que agrega e o que não, para sua Resposta Progressiva.

Por fim, como saber se a Resposta Progressiva para o seu Problema Foco está ficando melhor ou pior? Simples: pergunte para o seu cliente!

É isso, que dizes?

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Antes do Digital nós filtrávamos para publicar e agora se publica para filtrar.” – Clay Shirky.

O banimento de Donald Trump na semana passada do Twitter e Facebook escancara uma crise que já vinha latente há muito tempo.

Vivemos hoje a maior mudança administrativa da história do Sapiens. Estamos saindo do modelo “lobo” (Gestão) para o das “formigas” (Curadoria).

Na Curadoria, o centro não cuida mais do controle de qualidade do conteúdo, dos serviços e produtos. Isso é distribuído para que as pontas assumam este papel.

A Revolução Midiática Digital propicia não uma mudança de metodologia na administração, mas uma profunda alteração nas bases filosóficas do controle.

Podemos dizer, adaptando Clay Shirky, que na gestão se filtrava para publicar e se garantia, assim, a qualidade, a partir do centro. Hoje, deixa publicar e a qualidade é definida diretamente pelos usuários.

Todo o sucesso das BigTechs se deve justamente pela adoção desse novo modelo filosófico de uma qualidade que vem de baixo para cima, que garante exponencialidade a baixo custo.

Porém, a Curadoria, uma nova forma completamente disruptiva de administrar a sociedade é algo totalmente novo e difícil de ser assimilado. Está dando ainda os primeiros passos.

Plataformas de todos os tipos, inclusive as de conteúdo, muitas vezes insistem em querer controlar a qualidade, a partir do centro e não deixar os usuários decidirem o que é adequado, ou não.

Na Curadoria, o que gera escalabilidade, baixa o custo e garante a exponencialidade é justamente “deixar rolar” os usuários classificar, desde motoristas do Uber a apartamentos do AirBnb.

Plataformas de conteúdo, como o Twitter e Facebook, teoricamente, dentro da nova filosofia, deveriam ser neutras no conteúdo e se preocupar exclusivamente com a forma.

Plataformas Curadoras de Conteúdo não deveriam se importar no que é colocado dentro delas, deixando que os usuários julguem e classifiquem o que é adequado, ou não.

Plataformas Curadoras de Conteúdo deveriam apenas melhorar os algoritmos para que os os usuários pudessem gerenciá-los da melhor forma possível.

O papel da Plataforma Curadora é a de ser uma reguladora de interações, via algoritmos, aperfeiçoando-os gradualmente para que todos possam acessar o que quiserem, a partir de seus respectivos critérios e valores.

Porém, o que temos assistindo no avançar do digital, em diversos projetos, é um modelo híbrido que podemos chamar de “Gestoria” uma mistura de alguma coisa de Curadoria, mas ainda muito da filosofia da Gestão.

Ainda estamos – nessa primeira etapa da Revolução Digital – com nossas mentes intoxicadas pela Gestão, no qual o centro ainda acredita que é, de alguma forma, responsável pela qualidade do conteúdo.

O problema das Big Techs é de que, apesar da plataforma vender a ideia de que é Curadora, o modelo administrativo interno ainda pratica a filosofia da gestão.

Nas atuais Plataformas de Conteúdo há um “dono que manda“, além de investidores, gerentes, gestores, que acreditam que são responsáveis, de alguma forma, pela qualidade do que circula lá dentro.

A qualidade em uma plataforma curadora – repito – não é a do conteúdo que é postado, mas da forma de como é gerenciado, via algoritmos, pela comunidade de usuários.

A censura ao presidente dos EUA, por motivos políticos, tirou o véu da pseudo-imparcialidade das Plataformas de Conteúdo, abrindo a seguinte pergunta: o que são elas exatamente?

Vivemos hoje um momento em que os chamados dois polos de embate esquerda e direita são falsos. A verdadeira encruzilhada é Gestão ou Curadoria (sem controle do centro)?

A Curadoria é uma forma mais sofisticada e inteligente de gerar prosperidade para uma Tecnoespécie que conseguiu, por mérito, a proeza de chegar à casa dos 8 bilhões de habitantes.

O que apostamos que vai ocorrer é, no curto prazo, uma tentativa frustrada de se criar plataformas que terão conteúdo “do outro lado”, o que não vai ajudar muito a resolver o problema futuro.

O que vai desenredar, entretanto, o nó civilizacional, no longo prazo, será o surgimento, de forma gradual, de Plataformas Curadoras Blockchenizadas , nas quais os algoritmos serão distribuídos e sem chance de controle central.

Nas Plataformas Blockchenizadas não haverá um dono que possa censurar, pois não se conseguirá mexer nos algoritmos depois que forem criados.

As pessoas escolherão o ecossistema que achar melhor e teremos o avançar da terceira etapa da revolução civilizacional em curso: digitalização, uberização e blockchenização.

Nas Plataformas Blockchenizadas não haverá a concessão de um “dono da plataforma” em não censurar conteúdo, pois será impossível que isso ocorra.

O Blockchain, que vai dominar todas as plataformas, incluindo as de conteúdo, substituirá o atual poder das BigTechs. Será uma ruptura radical na forma de organizar a sociedade.

A censura ao presidente dos EUA, independente se você gostou, ou não, é incompatível com esse um futuro cada vez mais distribuído.

A demanda por plataformas blockchenizadas vai ganhar um impulso cada vez maior depois da censura a Trump. A crise, amigos e amigas, anotem, saiu do armário.

É isso, que dizes?

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O certo é aquilo que vem de fora para dentro.

O adequado é o que vem de dentro para fora.

que está em perfeita conformidade com algo; adaptado, ajustado.

2.

apropriado ou conveniente.

É relacional com os valores do que você define em viver cada vez melhor.

Uma pessoa com baixa taxa de autonomia diante da vida, em geral, procura sempre estar certa. Uma com alta, adequada.

A adequação se refere a algo que é definido antes. Meus valores que eu escolhi, algo que refleti, me guiam.

E o que eu faço, onde vou, com quem me relaciono são mais ou menos adequados.

Meus valores não são fixos, pois posso descobrir que alguns deles precisam ser revistos.

Assim, são adequados para o momento que estamos vivendo.

O certo é algo que congela. O adequado, não.

É isso, que dizes?

“O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende.”Blaise Pascal.

Que estamos nos horizontalizando, todo mundo percebe. John Naisbitt fala isso no livro dele “Megratrends“, já em 1982.

Falar da horizontalização como um sintoma é parte do desafio diante do enigma do digital. A principal barreira, entretanto, é identificar o motivo.

Podemos, diante de qualquer fenômeno, de dois tipos de causas conhecidas: a primária e a secundária.

Uma febre foi provocada por uma pneumonia (secundária), que ocorreu por que a pessoa foi submetida a um frio intenso (primária).

O avanço da ciência é a descoberta de causas primárias, até então, desconhecidas, como, por exemplo, a relação entre aumento populacional e o surgimento de novas mídias.

A maior parte dos analistas que estudam a atual horizontalização acreditam que é um fenômeno sem causa aparente. Acontece como algo impossível de se compreender cientificamente.

A horizontalização que estamos vivendo faz parte de um fenômeno recorrente da jornada humana. Uma resposta espontânea ao aumento populacional.

A causa da atual horizontalização é o aumento populacional, que se inicia (fator detonante), a partir da chegada e massificação de uma nova mídia.

Na macro história, podemos observar, com o aumento da complexidade demográfica, um processo contínuo de horizontalização da informação e da administração.

A chegada da mídia digital, com uma anatomia mais horizontal, permitiu que a sociedade pudesse começar a viver um processo de horizontalização mais radical e exponencial.

Mas isso é muito importante observar: a tendência pelo horizontalização atinge as pessoas de diferentes maneiras. Quanto mais apegado ao antigo modelo, mais difícil é aceitar e se adaptar ao novo.

Uma tecnoespécie como a nossa (podem haver outras em outros planetas) pode crescer a população e se vê obrigada, sem opção, de horizontalizar o modelo administrativo.

Quem não se horizontalizar ao longo do tempo, por algum motivo, perde a capacidade de aumentar a taxa de prosperidade e aumenta a da pobreza.

Quem não se horizontalizar ao longo do tempo, por algum motivo, passa a virar zona de abandono reduzindo a taxa de zona de atração.

Podemos afirmar que uma tecnoespécie, que tem o aumento populacional como um movimento estrutural, tem na horizontalização progressiva uma característica permanente, apenas com idas e vindas.

A horizontalização progressiva tem fases incrementais, radicais e disruptivas, que variam conforme a anatomia das novas mídias que chegam e se massificam.

Vivemos hoje o resultado da horizontalização provocada pela chegada do digital. O objetivo: permitir ao Sapiens lidar melhor com 8 bilhões de habitantes.

É isso, que que dizes?

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Uma nova verdade científica não triunfa porque os que se opunham a ela veem a luz e saem convencidos, mas porque eles acabam morrendo e surge uma nova geração mais familiarizada com ela.” – Thomas Kuhn. 

Todas as teorias sociais que temos sobre a sociedade se iniciam, a partir das respostas que conseguimos apresentar para a pergunta “Quem somos?“.

Hoje em dia é senso comum nas ciências sociais afirmar que somos uma espécie racional, cultural, que teve origem de uma espécie similar a dos macacos.

Marshall McLuhan (1911 – 1980) – um dos maiores filósofos do século passado –  ainda pouco valorizado, sugeriu outra resposta para a mesma questão.

McLuhan sugeriu que somos uma Tecnoespécie, que quando cria tecnologias, se modifica com elas, principalmente, quando inventamos e massificamos novas mídias.

Tal afirmação filosófica existencial “Somos uma Tecnoespécie” tem efeito dominó EXPONECIAL em todas as ciências sociais.

As tecnologias deixam, a partir de McLuhan, de ter um papel neutro na sociedade, mas são a chave para entender diversas mudanças sociais, que não tinham, até então, explicação.

A visão filosófica de “Somos uma Tecnoespécie Midiática” de McLuhan, são a senha para compreender as alterações civilizacionais, que estamos passando neste novo século.

Arriscaria dizer que sem as respostas filosóficas de McLuhan não se conseguirá compreender o presente e nem o futuro que teremos. Simples assim.

Anota isso e prende em cima da tela do seu computador: as Ciências Sociais abrem uma nova Era Paradigmática, a partir de McLuhan.

Percebe-se, a partir da visão McLuhaniana,  que há um padrão civilizacional em espiral, com os seguintes fatores: aumento populacional, novas mídias, novas formas de organizar a sociedade, novo ciclo de aumento populacional.

Tal visão McLuhaniana da sociedade é o que Thomas Kuhn chamou fase final de momento de anomalia, quando surge uma explicação muito melhor do que as atuais para explicar algo, até então, inexplicável.

A nova visão McLuhaniana sobre a sociedade humana nos diz o seguinte: nossa espécie é aquilo que as tecnologias nos possibilitam que sejamos, a cada etapa da nossa jornada.

Novas tecnologias, assim como novas ideias, criam novas “paredes do nosso Tecnoaquário” que nos permitem fazer o que era impossível anteriormente, tomo como voar ou viajar para outros planetas.

É preciso começar, urgente, uma nova etapa das Ciências Sociais, pós McLuhaniana, se quisermos entender e projetar o que o futuro nos reserva.

É isso, que dizes?

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É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.” – Epíteto.

Desde que o Sapiens apareceu pela Terra se iniciou o processo do que podemos chamar de “globalização”. Globalizar significa ocupar o planeta, gradualmente, de seres humanos.

Nossa tecnoespécie, quando pode, tem a tendência a aumentar a população e globalizar – não é algo novo, mas antigo. O que muda é a taxa de globalização que conseguimos.

O ato de globalizar é algo estrutural da espécie, uma gradual e, cada vez maior, espacial, depois informacional e, por fim, de trocas comerciais.

Gradualmente, fomos saindo de civilizações isoladas de baixa conexão entre elas, através do gradual repetitivo e contínuo surgimento de novas mídias.

O que temos no mundo contemporâneo, assim, não é a novidade da “globalização”, mas uma continuação de algo que ocorre desde os tempos das cavernas.

A novidade contemporânea não é a globalização como fenômeno único e isolado, mas a exponencial capacidade das pessoas trocarem entre si, possibilitada pela chegada do Digital.

Muitos analistas consideram que podemos analisar o novo século, tendo a globalização como referência e causa principal das mudanças que estamos assistindo.

Porém, a globalização não é causa das mudanças é mais uma das consequências da Revolução Midiática Civilizacional Digital. Não se pode confundir o rabo com o cachorro.

A globalização é consequência direta da característica de qualquer Tecnoespécie (podendo ter outras no universo): a complexidade demográfica progressiva.

O aumento demográfico progressivo praticamente nos obriga a, cada vez mais, nos conectar uns aos outros para garantir a melhor qualidade de sobrevivência. Essa é a causa da globalização continuada.

O aumento demográfico progressivo nos obriga, de tempos em tempos, alterar as tecnologias midiáticas para que possamos criar modelos de comunicação mais sofisticados, integrando cada vez mais pessoas.

A globalização continuada, assim, é algo estruturante da espécie, que começou desde que iniciamos nossa jornada como sapiens. O que muda apenas é a taxa de conexão que conseguimos atingir com as mídias disponíveis.

É isso, que dizes?

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“Um homem aponta o céu. O tolo olha o dedo, O sábio vê a lua.”provérbio chinês.

A epistemologia é o espaço da filosofia que é utilizado para entender a realidade: separar o que é menos para o mais próximo dela.

Um dos preceitos básicos da epistemologia é a capacidade de separar o que é estrutural do que é conjuntural de qualquer fenômeno da realidade.

Outro preceito relevante da epistemologia é a capacidade de separar o que é causa do que é consequência.

Se formos conceituar o ano de 2020, por exemplo, não podemos chamar de “o ano da doença”, pois, na verdade, tivemos um aumento CONJUNTURAL da taxa de doenças.

Ficar doente, de quando em vez, é algo ESTRUTURAL em qualquer ser vivo, o que varia é a taxa de quantidade que isso ocorre.

Podemos dizer ainda que não podemos chamar a pneumonia, por exemplo, de doença da febre, pois a febre é um sintoma da doença e não o contrário.

A pneumonia é uma doença que ataca o pulmão que é a CAUSA do doente passar a ter febre (SINTOMA).

Vejamos o conceito equivocado da Sociedade da Informação, geralmente comparado com o que vem depois da Sociedade Industrial.

Informação é algo estruturante em uma Tecnoespécie. Toda a sociedade SEMPRE será da Informação, o que varia é a taxa para mais ou para menos.

Informação é algo estruturante em uma Tecnoespécie. Toda a sociedade SEMPRE será da Informação, o que também varia são as tecnologias de produção e consumo da mesma.

Tivemos, assim, a sociedade da informação gestual, oral, escrita e agora digital, que aumenta exponencialmente a taxa de quantidade de dados circulante na sociedade.

A indústria, como a área de serviços, bem como os consumidores, passam a viver nesse novo ambiente tecno-informacional.

Vivemos, se quiserem, na sociedade digital, mas não da informação, pois o que é conjuntural é a chegada de novas tecnologias informacionais e não termos mais informação!

Evite usar conceitos inadequados, pois, a partir deles decisões equivocadas serão tomadas, com prejuízo para pessoas, organizações e para a própria sociedade.

É isso, que dizes?

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“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.”Sêneca.

Vamos estabelecer alguns, até então desconhecidos, padrões do sapiens: quando se aumenta a população há um processo gradual de massificação das pessoas.

Mais gente significa, mais produtos e serviços. E isso nos leva, gradualmente e naturalmente, a ir, aos poucos, massificando corações e mentes para ir atendendo à demanda.

Aumentos populacionais, fique sabendo, rima com massificação da sociedade.

A massificação da sociedade provocada pelo aumento populacional não é um movimento consciente ou planejado, mas do tipo ordem natural e espontânea.

Estamos saindo, com a chegada da Internet, de um longo processo de massificação iniciado nos últimos dois séculos.

A massificação gera uma crise civilizacional, pois as pessoas perdem gradualmente a sua capacidade de criar uma identidade mais personalizada.

Hoje, temos alta taxa de Zecapagodismo no coração e mente de cada pessoa: a vida muito mais está nos levando do que nós a ela.

Vivemos hoje uma profunda crise filosófica: todas as ferramentas disponíveis para que possamos ter uma vida mais personalizada estão sendo muito pouco utilizadas.

A crise civilizacional, como no passado, começa a ser dirimida com a chegada da Internet, que possibilita uma produção personalizada para grande quantidade.

A Internet abre espaço para que as pessoas comecem a consumir de forma personalizada e isso abre espaço para que haja muito mais escolhas.

E quando o ser humano está diante de mais escolhas NECESSARIAMENTE precisa definir qual é a “sua praia” – o que quer mais e o que quer menos.

As questões filosóficas “o que estamos fazendo aqui?”, “para que serve nossas vidas?” “como posso ter uma vida mais significativa” saem do armário nas revoluções midiáticas.

Com a chegada da nova mídia se inicia um forte movimento para que se tenha o aumento da taxa de propósito, que vai muito além de ser algo bacana e esotérico.

Numa sociedade mais aberta, após revoluções midiáticas, há mais competitividade para sobreviver, e é preciso descobrir como gerar mais valor para os clientes.

As pessoas numa sociedade mais competitiva têm mais dificuldade de gerar valor para o cliente se não estão “apaixonadas” pelo que fazem.

Saber o que ser quer, no que você realmente é diferenciado, já é e será cada vez mais um diferencial competitivo para sobreviver no atual patamar competitivo.

O aumento da demanda pelo aumento da a taxa de propósito tem gerado uma avalanche de ofertas de coaching, livros e palestras de “autoajuda”.

E voltamos a Sêneca, num mundo em que cada vez temos mais opções, quem não sabe para onde quer ir, verá o seu barquinho sem rumo e perdido no meio do oceano.

É isso, que dizes?

Saia de Matrix. Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil.

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“Nós não temos um problema de excesso de informação, mas de filtros.” – Clay Shirky;

Toda Revolução Midiática Civilizacional traz para a sociedade um aumento exponencial da quantidade de informação circulante.

Há, como diz Clay Shirky, uma crise dos filtros. É preciso inventar novas formas de filtragem, tanto de forma objetiva como subjetiva, dentro de cada Sapiens.

Objetivamente, estamos criando um conjunto enorme de filosofias, teorias, metodologias, tecnologias para resolver o novo patamar muito mais elevado de complexidade informacional.

Subjetivamente, vamos precisar, isso começa muito lentamente, desenvolver novas formas de refletir, com uso intenso de ferramentas filosóficas.

A primeira ferramenta filosófica relevante para lidar com o excesso de informação é o aumento da taxa do senso de propósito para poder separar o que é mais ou menos adequado para nossa vida.

A segunda ferramenta filosófica relevante para lidar com o excesso de informação é o aumento da taxa do senso epistemológico para aumentar nossos critérios do que é menos para o mais verdadeiro.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais são marcadas pelo surgimento de longos ciclos de renascimento filosófico, no qual se resgata antigos e se cria novos conceitos.

A filosofia volta a sua origem: deixa de ser uma disciplina, como é tratada agora, para que se decore nomes de filósofos e volta a ser uma fundamental ferramenta humana para se viver melhor.

Já há um aumento radical de filósofos ajudando pessoas a pensar melhor. E isso só tende a aumentar.

Assim, a resposta da pergunta: como lidar melhor com o excesso de informação? Podemos dizer que com novas tecnologias e metodologias e, principalmente, muita filosofia!

É isso, que dizes?

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Linguagens humanas foram criadas para se tomar decisões de sobrevivência.

Como uma Tecnoespécie pode aumentar de tamanho, temos gradualmente o aumento da complexidade das decisões.

E as linguagens de plantão já não dão conta da demanda por decisões cada vez mais complexas.

E surge a necessidade de uma nova mais sofisticada.

Gestos, oral, escrita e, agora, por rastros.

É isso, que dizes?

O Sapiens é uma espécie que tem, diferente das outras, uma alta taxa de autonomia instintiva.

Outros animais sobrevivem do instinto.

É da nossa essência sermos obrigados a aprender a sobreviver, através do aprendizado contínuo e da reflexão.

A sobrevivência do Sapiens é resultado de escolhas, que podem ser conscientes, ou não.

A filosofia deveria ser o espaço, no qual refletimos sobre estas escolhas.

Podemos dizer que pessoas e grupos, que vivem melhor são aqueles que:

– tomaram consciência das opções filosóficas;

– e escolheram aquelas que tiveram melhores resultados comprovados no passado.

A filosofia, assim, é parte integrante de tecnoespécies como a nossa (podem existir outras).

Crises humanas são marcadas pela baixa taxa de diálogo filosófico.

Momentos como o atual, no qual a filosofia não é ensinada e, quando é,  não é como uma ferramenta de melhoria da qualidade de vida, mas apenas mais um conteúdo para se decorar.

Sem filosofia, o sapiens reduz a taxa de opções de sobrevivência e acaba por ficar mais perto de outras espécies.

É isso, que dizes?

Já vimos que um sistema filosófico é um espiral ascendente, em que cada uma das respostas nos leva mais para cima e novas perguntas surgem.

São elas:

Metodologia filosófica – como organizar o sistema filosófico?

Existencial – Qual é a nossa essência?

Ética – Como viver melhor, a partir da essência?

Epistemologia – como saber o que é mais verdadeiro, a partir da ética?

Política – Como organizar a sociedade, a partir de todas as premissas acima?

Todas as questões e respostas são encadeadas, mas não em forma de degrau, como sugeriu o objetivismo de Ayn Rand, mas em espiral.

O espiral ascendente é uma resposta nova para a pergunta da organização do sistema filosófico.

McLuhan, por exemplo, ao lançar a ideia da Tecnoespécie (não com este nome) alterou uma resposta padrão de espécie “racional e cultural”.

Tal mudança afeta todo o espiral num efeito dominó.

Há, claramente, uma ordem mais lógica.

Não se pode, por exemplo, responder questões epistemológicas sem que se defina o propósito do conhecimento.

A ética define o propósito. É o conteúdo.

E o conhecimento é a ferramenta para que caminhe, sempre em espiral, nessa direção.

É isso, que dizes?

 

 

Na vida existe algo que podemos chamar de efeito dominó.

Os dominós estão articulados entre si e a  queda de um pode significar a de vários outros em cadeia.

Se você tem uma boa intenção para resolver um determinado problema tem que se preocupar com efeito dominó.

Ao se pensar dessa maneira, nem sempre determinado tipo de ação por melhores intenções que as pessoas tenham, terão os resultados esperados.

A ação pode parecer extremamente interessante bem intencionada, mas os efeitos colaterais poderão ter o efeito contrário do desejado.

Tudo que é feito com atuação na realidade tem que ser baseado em princípios matemáticos, científicos, para que os resultados possam ser bem avaliados.

É isso, que dizes?

Conceitos são ferramentas do pensamento humano criados para que tomemos decisões melhores.

É da qualidade dos conceitos criados, articulados em uma narrativa, que vivemos melhor.

Conceitos e narrativas precisam ter duas preocupações:

–  Percepção – refletir os fatos;

– Transmissão – transmitir o que se concluiu.

Conceitos, em geral, são formados por duas palavras.

Uma bem concreta e outra qualitativa (um adjetivo).

Cachorro Grande.

Cachorro é algo concreto.

Grande é da característica específica de um cachorro.

Tanto a percepção e a transmissão serão mais precisas.

Democracia, por exemplo, é algo também abstrato, pois pede que se defina que tipo de participação haverá.

Democracia republicana é algo preciso, que se distingue de Democracia Socialista praticada em Cuba.

Transformação Digital é um péssimo conceito, pois transformar é uma ação de passagem de algo para outro.

A nova forma tem que ser precisa.

Transformação de sexo.

O Digital é um conceito abstrato, que permite diversas interpretações.

Tais conceitos são usados, em geral, para a propaganda, para a venda, para unir pessoas em torno de algo ainda carente de explicação.

Cada pessoa, terá que definir o que entende por cachorro, democracia ou transformação, pois são conceitos que pedem complemento objetivo.

Transformação para a Uberização, por exemplo, é algo mais concreto.

Transformação para o modelo Netflix.

Ou algo do gênero.

É isso, que dizes?

 

Quando se conceitua, por exemplo, economia do compartilhamento se confunde conjuntura com estrutura.

Absoluto com taxas.

Expliquemos.

O que é estrutural num fenômeno não varia.

O ser humano é uma espécie que compartilha para sobreviver em grupos.

Um ermitão numa cabana isolada compartilha menos. Uma pessoa que mora em São Paulo compartilha mais.

Assim, não se pode definir uma economia como “do compartilhamento”, que seria uma visão absoluta.

A confusão comum entre estrutura e conjuntura.

Mas apenas se pode definir a quantidade, as taxas de compartilhamento: maior ou menor.

Revoluções midiáticas civilizacionais tendem a aumentar a taxa de compartilhamento.

E aumentos demográficos, sem nova mídia, tendem a diminuir, verticalizar a produção.

O mesmo se pode dizer sobre sociedade da informação, do conhecimento.

É um erro comum.

Se formos dar um nome podemos chamar de “Definição inadequada da essência”.

Até achar um conceito melhor.

(Aberto a sugestões).

É isso, que dizes?

Podemos dividir a forma de responder ao “Quem somos?” de duas maneiras:

Um sapiens com liberdade absoluta, ignorando a sua animalidade e, portanto, as demandas de sobrevivência;

Um sapiens com liberdade parcial, que leva em conta a sua animalidade e, portanto, as demandas de sobrevivência.

Podemos dizer que a liberdade absoluta nos leva às chamadas utopias de todos os tipos, pois se imagina que a sobrevivência é algo automático e não conquistado.

Já a liberdade parcial nos leva a vida coletiva por aprendizado, pois se imagina que a sobrevivência é algo conquistado e não automático.

O Sapiens, diferente das outras espécies, tem que inventar uma forma de sobreviver. E fazer escolhas, que podem resultar em prosperidade ou colapso.

É isso, que dizes?

Essência – aquilo que é o mais básico, o mais central, a mais importante característica de um ser ou de algo.

Diria que são as características estruturais, que não se alteram nunca.

Faz o contraponto a exterioridade, ao que é passível de mudança, conjuntural.

Aquilo que se modifica.

Quando analisamos uma borboleta podemos dizer que é da essência desse ser vivo a mutação de lagarta à borboleta.

E o tamanho e as cores das asas são exterioridades,  a conjunturais, que depende de diversos fatores.

Quando estudamos qualquer fenômeno, é preciso logo definir aparência, de exterioridades.

O Sapiens, por exemplo, têm na tecnologia a sua essência. E os tipos que cria são exterioridades.

Revoluções de mídia fazem parte da essência da nossa Tecnoespécie e o tipo da revolução fazem parte das exterioridades.

É isso, que dizes?

 

 

Para que serve o conhecimento?

Como saber que o que sabemos sobre algo é válido e adequado?

Em geral, o conhecimento é vazio, pois não tem uma métrica.

Antes de definir o conhecimento (na filosofia a área é a epistemologia), é preciso definir o propósito.

Onde estamos e para onde vamos?

E aí temos a área existencial ou metafísica.

Da resposta “para onde devemos ir?” se define que tipo de conhecimento é válido.

Existem várias respostas e a que adotei é a seguinte: devemos sobreviver da melhor forma possível.

E a referência é a Felicidade (caixa alta) Individual ou Felicidade Estrutural, aquela que nos permite dar um sentido para nossas vidas.

E aí se desdobra a ética.

Sobreviver como?

Como sobreviver sem abusar dos outros?

E aí é preciso definir a ética dos acordos voluntários. Na qual, os projetos de felicidade são compartilhados em trocas abertas e acordadas entre as pessoas.

Um sistema filosófico não pode ser visto, assim, como uma escada, mas um espiral, no qual uma resposta em um campo nos leva a outro e há um retorno, pois as respostas dadas precisam ser testadas.

E, como a filosofia é uma ferramenta para a felicidade, tem que ser testada e revista o tempo todo.

Uma nova resposta num campo, altera a do outro e assim sucessivamente.

É um sistema filosófico em espiral, que se inicia do seguinte ponto.

Somos uma Tecnoespécie, diferente das demais, mas que também precisa sobreviver.

Porém, nossa sobrevivência tem uma taxa muito menor de dependência genética.

E, por causa disso, precisamos fazer escolhas.

Por isso, a filosofia é tão importante, pois é o espaço de reflexão que nos permite fazer escolhas melhores.

Uma pessoa que não reflete sobre os temas filosóficos, adota-os sem saber.

E provavelmente terá uma vida de uma felicidade ou infelicidade massificada.

É isso, que dizes?

 

 

 

 

 

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