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Por que a Argentina vai virar uma Zona de Abandono?

Países têm que ser matematicamente viáveis.

Uma boa definição de populismo pode ser esta: governo que não respeita a matemática.

Vivemos na América Latina um momento de bifurcação entre governos matematicamente inviáveis e outros que tentam equilibrar as contas.

Países são uma espécie de ambiente produtivo/consumidor.

O que é produzido precisa ser maior do que é consumido, ou, no máximo, igual.

Para isso, é preciso comercializar com o mundo, equilibrando a matemática econômica.

O estado não pode tudo, pois há, querendo ou não, uma relação entre o que se consome e o que produz.

Pessoas têm que ser estimuladas a produzir e consumir cada vez mais e melhor, o que gera prosperidade.

Quando o Estado começa a crescer e há uma queda vertiginosa na qualidade de produção e consumo – o país começa a perder a dinâmica.

Não há mágica, manipulação de índices, que resolva essa realidade – os pães não se multiplicam com um abracadabra.

A moeda expressa bem essa relação. Se tem mais moeda do que essa relação consumo/produção se inicia o processo de inflação e recessão e vice-versa.

Para que a matemática seja respeitada, há vários caminhos.

Democracias mais maduras criaram uma série de leis para que isso seja respeitado.

No caso da Europa, por exemplo, na União Européia uma das condições para ficar no bloco é respeitar essa matemática, que obrigou Portugal e Grécia a fazer profundos ajustes do tamanho gigantesco dos estados.

Na América Latina, no Sul, em particular, o Brasil iniciou a sua jornada com os liberais do governo FHC, que criaram o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ponto inicial de guinada do país para sair do populismo.

Os governos Lula e principalmente Dilma tentaram quebrar essa lógica e Dilma acabou sendo impichada justamente por causa disso.

Foi uma vitória da matemática sobre o populismo.

O Brasil, diferente da Argentina, tem mais gente vivendo fora do Estado do que dependendo dele, principalmente São Paulo, o Sul, boa parte do Sudeste e Centro Oeste.

Esse bloco, interessado em viver do mercado, foi a base para que boa parte dos 210 milhões de brasileiros apoiassem, pela ordem, a lava jato, o impeachment, a lei da ficha limpa e, ao final de tudo, a eleição do Bolsonaro, que tem feito um governo matematicamente correto, anti-populista.

O problema da Argentina é que dos 40 milhões de habitantes, metade já depende do Estado, algo parecido com Portugal e Grécia, mas sem a União Européia.

Macri fez um governo que manteve o viés populista, não fez ou propôs, como social democrata que é (sem economistas liberais), algo parecido com FHC, pois Buenos Aires está longe de ser São Paulo.

A manutenção de Macri não resolve o problema Argentino, pois o número de pessoas interessadas em mágica é muito maior do que os que querem a matemática.

O que Macri poderá fazer, numa milagrosa guinada, seria adiar por quatro anos, a Venezuelização do país, do ponto de vista político.

A chapa Fernández/Fernández, na qual Cristina K é vice é uma farsa eleitoral.

Com tudo para voltar ao poder terá Cristina K (condenada pela justiça e livre da cadeia por ter foro privilegiado) de volta ao poder.

Cristina no poder com seu poste na cabeça de chapa é algo no Brasil como Haddad na cabeça e Lula de vice.

Quem vai mandar no Governo?

O gabinete de K vai estar cheio de gente e de Alberto às moscas.

Vindo já de várias décadas de populismo radical, o país do Tango Peronista pegará agora mais quatro anos de um governo radicalmente populista, com sangue de vingança e entendendo que o continente está migrando para modelos como o do Brasil.

A tendência a radicalização à centralização populista é evidente.

A Argentina, que já se acostumou com hiperinflações, recessões e calotes da dívida, vai ter como grande novidade o sumiço da comida no supermercado.

Vai sair da fase de país quase inviável para viver a fase de um país COMPLETAMENTE inviável.

Inicia, assim, uma jornada de migração para outros países, incluindo o Brasil.

O que vai definir a quantidade de argentinos que vai sair é o quanto o novo governo, comandado extra-oficialmente, por Cristina K vai conseguir avançar com uma agenda além de populista, socialista bolivariana: com mudanças na república e perpetuação no poder.

É a resistência da ala não populista que vai definir esse quadro, ajudada, é verdade, pela internet, com manifestações de rua, que ainda não tiveram a intensidade como no Brasil.

Nós precisamos aprender bastante com a tragédia Argentina, que assistiremos, entristecidos, nos próximos anos.

Precisamos seguir firme com nosso viés descentralizador, pelo livre mercado, lutando por governos matematicamente responsáveis e cada vez melhores.

É isso, que dizes?

ente inviáveis e outros que tentam equilibrar as contas.

Países são uma espécie de ambiente produtivo/consumidor.

O que é produzido precisa ser maior do que é consumido, ou, no máximo, igual.

Para isso, é preciso comercializar com o mundo, equilibrando a matemática econômica.

O estado não pode tudo, pois há, querendo ou não, uma relação entre o que se consome e o que produz.

Não há mágica, manipulação de índices, resolva essa realidade.

A moeda expressa bem essa relação. Se tem mais moeda do que essa relação consumo/produção se inicia o processo de inflação e recessão e vice-versa.

Para que a matemática seja respeitada, há vários caminhos.

Democracias mais maduras criaram uma série de leis para que isso seja respeitado.

No caso da Europa, por exemplo, na União Européia uma das condições para ficar no bloco é respeitar essa matemática, que obrigou Portugal e Grécia a fazer profundos ajustes do tamanho gigantesco dos estados.

Na América Latina, no Sul, em particular, o Brasil iniciou a sua jornada com os liberais do governo FHC, que criaram o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ponto inicial de guinada do país para sair do populismo.

Os governos Lula e principalmente Dilma tentaram quebrar essa lógica e Dilma acabou sendo impichada justamente por causa disso.

Foi uma vitória da matemática sobre o populismo.

O Brasil, diferente da Argentina, tem mais gente vivendo fora do Estado do que dependendo dele, principalmente São Paulo, o Sul, boa parte do Sudeste e Centro Oeste.

Esse bloco, interessado em viver do mercado, foi a base para que boa parte dos 210 milhões de brasileiros apoiassem, pela ordem, a lava jato, o impeachment, a lei da ficha limpa e, ao final de tudo, a eleição do Bolsonaro, que tem feito um governo matematicamente correto, anti-populista.

O problema da Argentina é que dos 40 milhões de habitantes, metade já depende do Estado, algo parecido com Portugal e Grécia, mas sem a União Européia.

Macri fez um governo que manteve o viés populista, não fez ou propôs, com social democrata que é, algo parecido com FHC, pois Buenos Aires está longe de ser São Paulo.

A manutenção de Macri não resolve o problema Argentino, pois o número de pessoas interessado em mágica é muito maior do que os que querem a matemática.

O que Macri poderá fazer é adiar por quatro anos, a Venezuelização do país, do ponto de vista político.

A chapa Fernández/Fernández, na qual Cristina K é vice é uma piada, pois ninguém vai querer saber a opinião de Alberto, apenas de quem realmente manda: Cristina K.

Seria algo parecido com Haddad na cabeça e Lula de vice. Quem vai mandar no Governo?

Vindo já de várias décadas de populismo, com um governo de mais quatro anos, aprofundando ainda mais o que já está, longe dos números, a Argentina, que já se acostumou com hiperinflações, recessões e calotes da dívida, vai começar a viver o sumiço da comida no supermercado.

Vai sair da fase de país viável para se viver para inviável, iniciando uma jornada de migração.

O que vai definir a quantidade de argentinos que vão sair é o quanto o novo governo, comandado extra-oficialmente, por Cristina K vai conseguir avançar com uma agenda além de populista, socialista bolivariana: com mudanças na república e perpetuação no poder.

O Brasil precisa aprender bastante com a tragédia Argentina, que assistiremos nos próximos anos.

É isso, que dizes?

Uberizar significa:

  • plataformas que unem fornecedores e consumidores, que se auto-avaliam o tempo todo;
  • que não há vínculo dos fornecedores com a plataforma, a não ser percentuais das vendas, num grande shopping center;
  • que o centro não inclui produtos ou serviços, apenas acolhe os que os fornecedores colocam.

Plataformas uberizadas têm, assim, um modelo de comando e controle sobre produtos, serviços e pessoas diferente do tradicional.

Por causa disso, conseguem relação de custo/benefício melhor e a relação exponencial entre qualidade e quantidade.

Tudo que é comercializado tem sempre um comprador e um consumidor, assim, podemos dizer que estamos passando do modelo de Comércio 2.0 para o 3.0, no qual o modelo uberizado é mais eficaz.

A uberização, assim, não é apenas um novo modelo administrativo, como achávamos inicialmente, mas também uma nova forma de comercializar produtos e serviços, muito mais sofisticada do que a anterior.

Estamos alterando as bases do que entendemos como comércio.

Vejamos a perspectiva:

  • Serviços são mais facilmente uberizados, pois o que se entrega ao final é um bem intangível – as pessoas usam um serviço, não acumulam serviços;
  • O que temos como questão são os produtos tangíveis, com átomos: desde da matéria prima até a produção final.

Há duas tendências dos produtos sob efeito da uberização.

  • A criação, aonde for possível, da pulverização dos fornecedores para a produção e a oferta direta em plataformas uberizadas, através da tendência a micro-produtores, onde for possível;
  • A eliminação de matérias primas por outras que permitem se adaptar a essa pulverização;
  • E a uberização da produção em grande escala, com uma mudança na relação de trabalho, com a sofisticação da inteligência artificial e a robotização.

A uberização, assim, mais do que um modelo de administração ou de comércio estabelece uma nova forma de cultura produtiva, forçando uma adaptação de toda a sociedade a sua forma.

É isso, que dizes?

Fala-se muito em transformação digital, mas o pessoal se perde por tentar enxergar com um óculos micro um fenômeno macro.

Temos um movimento de Macro Descentralização, provocado por uma Revolução Midiática, que tem duas fases distintas:

  • a Digitalização – que é condicionada pela expansão dos novos canais digitais, que basicamente procura “matar” antigos intermediadores operacionais (caixas, bilheteiros, trocadores, vendedores, corretores);
  • a Uberização (ou curadorização) – que é o uso e expansão da nova linguagem digital dos ícones, que basicamente procura “matar” gestores (gerentes, chefes, supervisores).

O mercado enxerga e tem se dedicado à primeira fase, que é a mais visível, óbvia e não demanda adaptações mais disruptivas.

Porém, a mais impactante e que permite mais oportunidades de novos negócios é a uberização, na qual se altera o modelo de comando e controle, por causa da nova linguagem.

  • A Digitalização é o que vemos, por exemplo, na passagem da TV Globo para o Netflix – se elimina o intermediário do tempo e lugar;
  • A Uberização que é o que vemos na passagem do Netflix para o Youtube.

O grande problema para a adoção e disseminação da uberização para as organizações tradicionais é a mudança disruptiva da forma de comando e controle dos produtos, serviços e pessoas.

Não é uma continuidade, mas uma disruptiva ruptura.

Na uberização, aonde já é possível uberizar, o novo administrador 3.0 coordena os algoritmos da plataforma.

O controle de fornecedores e consumidores passa a ser feito, através da auto-gestão, da auto-avaliação entre as partes.

A uberização, aonde já é possível ser experimentada, tem as seguintes vantagens:

  • termina com a carteira assinada, o que reduz custos;
  • reduz fortemente o custo de gerenciamento, pois muito do que era feito pelo antigo gestor passa à comunidade de consumo;
  • cria uma meritocracia no ambiente muito mais eficaz do que no passado, aumentando a personalização;
  • por tudo isso, consegue uma escala exponencial da capacidade de atendimento com qualidade inimaginável no modelo passado.

Aonde a uberização já é possível, ela consegue liderar mercados e deixar antigos competidores sem ação.

Assim, quem pensa no futuro tem que saber aliar digitalização sem perder de vista a uberização, que precisa ser estudada e pensada, sempre em áreas separadas em função do modelo de comando e controle disruptivo e incompatível.

É isso, que dizes?

Quer ser um Futurista Competitivo Bimodal?

Venha tomar nossa pílula vermelha:
https://www.bimodais.com.br/pro

Um dos meus alunos me disse  seguinte:

Freixo questiona por que ele não pode comemorar os 40 anos de casamento num dos hotéis mais luxuosos do Rio?

Claro que pode, mas é preciso refletir sobre o ato.

A atitude se aproxima muito do discurso do Lula – por que ele também não pode ter sítio, triplex e garantir um futuro para seus filhos?

Claro que pode.

O que não se pode?

A forma como você ganha o dinheiro estabelece uma coerência ou incoerência na estada no hotel de luxo.

Socialistas vendem a ideia de um mundo melhor, ganham cargos, se elegem, sugerem mudanças extremamente hostis para os negócios (onde se inclui o luxuoso hotel) e se beneficiam das vantagens, antes dos outros.

Vale também para aparatos pessoais: carros, computadores, celulares, relógios.

Por coerência, um socialista que ganha a vida como deputado, deveria dizer:

“Só vou me beneficiar de algo nesta sociedade injusta, quando todos os injustiçados que votam em mim – e por causa disso eu tenho dinheiro – também tiverem a oportunidade de desfrutar”.

Porém, a coerência é outra.

Eu ganho dinheiro ao defender isso como deputado, como presidente, no caso do Lula, e já que a coisa vai demorar para acontecer, vou tirando a minha lasca, com vista para a praia, enquanto isso.

O pessoal dos partidos que poderia questionar – como foi o caso do PT – não o faz, pois se acredita que a ideologia é salvadora.

Acreditam que amanhã, esse lado “Copacabana Palace” do Freixo ou “Triplex” do Lula não vão afetar o líder socialista, quando chegarem ao poder – pois todos os injustiçados viverão os mesmos benefícios no novo Copacabana Palace do PSOL.

É justamente por isso que em sociedades abertas e descentralizadas, por não se acreditar em Freixos e Lulas ungidos pela pureza da alma, criam poderes que se fiscalizam, imprensa livre e um mercado, no qual quem serve ao próximo, prospera.

Há uma ética de sobrevivência, na qual se produz algo para alguém voluntariamente comprar e agradecer.

Na ética socialista o estado impõe ao cidadão as regras de cima para baixo, acata quem tem juízo.

Não se precisa preocupar em agradar o freguês. Os eleitores do Freixo que esperem que o seu dia de piscina e bermuda também irá chegar.

No fundo, Freixo é um Lula ainda com baixo poder de compra.

Que dizem?

Todo ser humano precisa sobreviver.

E existem duas formas.

  • oferecer serviços e produtos de forma voluntária para os clientes;
  • oferecer serviços e produtos de forma impositiva aos clientes.

A primeira forma é a do livre mercado, no qual cliente e fornecedor se escolhem livremente – sempre terminando num “obrigado” ao final da troca por ambas as partes.

É a ética da sobrevivência pela descentralização, por atos voluntários das partes.

A segunda forma é a que é a do monopólio do mercado (estatal ou privado), no qual o cliente é obrigado a escolher um fornecedor, através de imposições não voluntárias.

É a ética da sobrevivência pela centralização por atos impositivo de uma parte sobre a outra.

Podemos dizer que na Ética da Centralização, que gosto de chamar de ética da mesada, o fornecedor, aquele que trabalha para a organização monopolista, tem poder sobre o cliente, pois este não tem escolha: é obrigado a pagar o imposto ou consumir em apenas um lugar.

Ou ali, ou ali mesmo.

A sobrevivência centralizadora, baseada nessa ética, assim, não precisa, como regra básica, se esforçar ou servir ao cliente, pois, independente do serviço prestado, o final do mês está garantido.

O cliente não tem poder de escolha, pois é obrigado a consumir/pagar impostos daquela forma e daquela maneira.

Isso gera uma forma de agir e pensar sobre o mundo, no qual o cliente pode ser bem atendido ou não, a gosto.

Atender bem não é uma imposição, mas uma opção – e isso faz muita diferença.

A sobrevivência que segue uma ética descentralizadora por outro lado, precisa se esforçar para servir ao cliente, pois o ganho ao final do mês, depende do serviço prestado, nada estará garantido se o serviço não for bem prestado.

Isso gera uma forma de agir e pensar sobre o mundo, no qual o cliente precisa ser bem atendido, de forma obrigatória.

  • Sobrevivências centralizadoras, podem reparar, sempre defendem o interesse de quem trabalha nos monopólios e NUNCA de quem consome – que é a maioria da população;
  • Defendem um ESTADO GRANDE/ou Monopólios privados, no qual a ética centralizadora pode ser praticada, na qual não serve, mas se serve do consumidor.

Por outro lado, sobrevivências descentralizadoras, podem reparar, sempre defendem o interesse do consumidor e NUNCA de quem trabalha, pois quem consome é a maioria da população, que escolhe sempre o melhor custo/benefício.

  • Sobrevivências centralizadoras tendem, quase sempre, ao corporativismo, seja privado ou estatal;
  • Sobrevivências descentralizadoras tendem, quase sempre, ao anti-corporativismo, em defesa do consumidor.

A sobrevivência descentralizadora defende, por causa disso, um estado pequeno e a concorrência privada nas quais a ética descentralizadora pode ser praticada, pois todos precisam estar o tempo todo focado em atender bem, numa ação voluntária entre as partes.

Note, assim, que é falsa a dicotomia privado x estatal, mas o que é fato é a oposição entre a centralização (privada ou estatal) versus a descentralização, de preferência, privada.

As duas éticas, formadas por diferente tipo de educação, desde a família, escola, são o epicentro do pensamento social, político e econômico das pessoas.

Me diga a ética de sobrevivência que você abraçou e te direi, quase sem errar, que tipo de posição política tens na sociedade.

Quanto mais temos uma sociedade estatista/monopolizadora privada, mais a ética centralizadora vai imperar e vice-versa.

O problema da ética centralizadora, além da questão moral, é a sua inviabilidade econômica, pois sempre terá um custo maior com benefícios piores, levando a sociedade a crises no curto e médio prazo (vide Argentina agora).

Vejamos.

Se tenho organizações privadas ou estatais que não se esforçam por atender bem e resolver as demandas da sociedade, há um custo que está sendo pago, de forma impositiva, com um resultado provavelmente pior.

Paga-se para se ter algo e se tem, ou não, conforme o humor/clima/perfil de quem atende – não por obrigação ou por consequência natural da relação “não atendeu bem/ferrou”.

Na ética da sobrevivência descentralizadora, tende-se a um custo menor, a um atendimento melhor, pois o tempo todo se está dinamicamente, ajustando para atender melhor possível, como obrigação, incluindo o parâmetro algo melhor que os concorrentes.

O Brasil está, aos poucos, passando da hegemonia da ética centralizadora para a descentralizadora – ainda bem.

Por fim, quanto mais temos éticas centralizadoras difundidas e praticadas, mais uma sociedade estará servindo a um grupo cada vez menor que está nas organizações monopolizadas e monopolizadoras.

E menos qualidade de vida terá.

É isso, que dizes?

Futurista é um profissional que estuda mudanças civilizacionais e, por causa disso, consegue projetar possíveis macrotendências para algumas décadas adiante.

Estrategista – ou profissional de inteligência competitiva – é um profissional que estuda movimentos do mercado, sempre no curto ou, no máximo no médio prazo, com uma time line de anos.

Ambos fazem cenários, mas o primeiro de longo e o segundo de curto ou médio.

Podemos dizer que o Futurista, além de apontar macrotendências, tem a função de sugerir caminhos para pessoas e organizações do atual momento para o futuro.

Assim, há um aspecto operacional e prático que é a sugestão de ações que precisam ser feitas.

Em geral, o Futurista tem um perfil mais abstrato e necessita de alguém, um outro profissional, que operacionalize tais atividades.

Podemos dizer que há uma espécie de Futurista Operacional, ou Futurista Metodológico, que irá, de acordo com uma tampa de quebra cabeças, operacionalizar as ações.

Pode-se chamar esse Futurista Operacional de Estrategista, mas deve-se deixar claro que não será ele o que faz o mapa, apenas operacionaliza.

Futuristas não são profissões que são demandadas todo o tempo, apenas em momentos de crise.

Em tempos normais, há uma junção entre futuristas e estrategistas, na mesma pessoa.

É isso, que dizes?

Futurista é uma pessoa especializada em apresentar prognósticos e macro tendências sobre o amanhã no médio e longo prazo, estamos falando de uma ou duas décadas.

Assim, o futurista não é um modista, um estrategista ou profissional de inteligência competitiva que têm uma time line de anos.

Um Futurista para que possa projetar décadas tem que trabalhar com cenários de séculos ou milênios para poder enxergar mudanças nas décadas.

Futuristas, assim, trabalham com a Macro-História para projetar a Meso História, das décadas e séculos.

Futuristas procuram enxergar não movimentos sociais, políticos e econômicos, mas mudanças civilizacionais, que impactam toda a sociedade.

Se formos procurar uma ciência, a que mais se aproxima do estudo das civilizações é a Antropologia.

Diria, assim, que os Futuristas com “F” maiúsculo devem ter formação na Antropologia, tendo como foco de estudo as mudanças relevantes nas diferentes etapas da civilização humana.

Mudanças civilizacionais, assim, devem ser o foco dos Futuristas, através da Antropologia.

Quando falamos desse tipo de mudança, estamos nos referindo a algo macro, que produz alterações macros, para que possamos projetar décadas e séculos.

O que provoca alterações macros na espécie?

  • pandemias mundiais;
  • eventos meteorológicos disruptivos;
  • aumento demográfico;
  • chegada de novos modelos sociais, políticos e econômicos;
  • novas tecnologias, com forte impacto social;
  • novas mídias.

São alguns que me ocorrem.

Por pensar em Civilizações o Futurista, necessariamente, trabalha com a visão do Sapiens mais ampla, mais abstrata.

Agora, por exemplo, se consegue perceber que o papel das mídias não foi bem avaliado nas mudanças civilizacionais. Isso é um ajuste filosófico de como alteramos a forma como pensamos o sapiens e a sua jornada.

O Antropólogo/Futurista ou o Futurista com formação em Antropologia precisa promover o ajuste filosófico de “mudou a mídia, mudou a civilização”.

Os Futuristas/Antropólogos têm um importante papel nessa guinada de recolocar o debate, apontar realmente quais são as macrotendências.

Esse é o nosso papel e a Antropologia, que estuda as civilizações, nossa ciência.

É isso, que dizes?

Diria que sim e não.

Sim por que precisamos revisar as bases da civilização agora e precisamos de pessoas que consigam enxergar milênios e não anos.

Precisamos de pessoas que possamo repensar como a civilização caminha na macro história e promover as revisões de paradigmas necessárias.

Porém, a demanda por futuristas é maior nas crises, no que vamos chamar de mercado extraordinário versus o mercado normal, que é o que estamos acostumados a trabalhar.

Quando voltarmos ao mercado normal, feito os ajustes de paradigma, voltamos para os estrategistas, profissionais de inteligência competitiva e modistas.

Neste momento, entretanto, precisamos de profissionais de mercado que enxerguem a civilização como um todo na Macro-História, pois estamos mudando não a sociedade, não a economia, não a política, mas a civilização como um todo.

E isso nos leva a outro artigo.

Qual é a ferramenta básica de um Futurista, vou discutir depois.

É isso, que dizes?

A Argentina é um estudo de caso interessante. Pela ordem, diferente do Brasil, por diferentes motivos, não fez:

uma lei de responsabilidade fiscal;
uma reforma trabalhista;
uma reforma da previdência;
mudanças no imposto sindical;
uma lava jato para valer;
uma lei de ficha limpa que impediria a cristina k de concorrer.

A sociedade argentina, diferente da brasileira, está mais ou menos aonde estávamos antes do Fernando Henrique Cardoso, antes do real, antes da lei de responsabilidade fiscal.

Ainda estão acreditando que a polarização verdadeira é PT x PSDB. Acreditam que Macri é liberal e não social democrata.

O que explica isso?

Apesar dos avanços de ideias decentralizadores (liberais) no país, diferente do Brasil a proporção dependentes do estado x independentes do estado é muito maior por lá.

(Isso é algo que tem que ser contabilizado em qualquer análise social, política e econômica – a relação população x dependência estatal para projetar como provavelmente deve pensar e agir a maioria da população.)

De cada 2 argentinos, um depende em alguma medida do estado para sobreviver.

Assim, acredita-se que o dinheiro nasce em árvore, que o PT de lá vai conseguir levar felicidade ao país apenas pela boa vontade.

O que se faz para manter o estado hiper inchado – no chamado populismo econômico?

Se emite moeda (o que gera inflação) e, se aumenta impostos (o que gera recessão). A consequência é:

a inflação em torno de 50% ao ano, com viés de alta;

processo continuado de recessão há vários anos, o país decresce;

aumento da miséria, desemprego.

Ao acreditar que o PT ou o PSDB local vão resolver o problema temos a seguinte combinação:

Vão dar soro de camarão para alguém que estava no CTI por causa de alergia ao camarão.

O que é interessante, ao ouvir os debates na Argentina, é o quanto são infantis em relação à economia, o quanto são um Brasil de 20 anos atrás.

Acreditam que os economistas são realmente mágicos e que os números não refletem os fatos.

Que números podem ser alterados, sem mudanças nos fatos e fenômenos, tal como o inchaço do estado – a causa primária.

É o gordinho que acha que emagrece procurando uma balança mais adequada.

Como um país que tem 50% da população dependente do estado vai fazer mudanças para tirar seus próprios privilégios para controlar gastos e começar o processo de reorganização da economia?

Diria que é impossível, pois a condição de vida, a forma como você sobrevive, define a maneira que você pensa e faz as suas escolhas.

Macri e Cristina ou qualquer outro não terão nenhuma condição de mudar essa situação, pois é preciso um choque de realidade profundo para que se comece, como nós fizemos, a ouvir novas ideias e pessoas.

É preciso ir até o fundo do poço para ter consciência do poço.

A saída, infelizmente, será parecida com a da Venezuela, os sonhos terão que bater de frente com os fatos de forma radical.

Viverão, pela ordem:

uma explosão inflacionária, talvez a maior que o país já teve;

uma profunda recessão, de cada vez mais empresas saindo do país;

a migração de argentinos para outros países, principalmente os mais ricos com medo de taxação de grandes fortunas, liberais – justamente os que poderiam ajudar a sair da crise com suas ideias e recursos;

e a escassez cada vez maior de produtos no supermercado.
Economicamente será a Venezuela – parte 2.

O que se torce é que não se tenha a agenda Política da Venezuela, alterando o próprio regime, aprofundando ainda mais o estatismo, tal como convocar assembléia constituinte, promover mudanças no exército e alterar à força o Supremo Tribunal.

E aí será a Venezualização completa, criando mais uma Zona de Abandono o que multiplicaria por 10 a migração, que se inicia este ano ainda de forma tímida.

É isso que estou vendo.

Que dizes?

A Argentina é um estudo de caso interessante. Pela ordem, diferente do Brasil, a Argentina por diferentes motivos, não fez:

  • uma lei de responsabilidade fiscal;
  • uma reforma trabalhista;
  • uma reforma da previdência;
  • mudanças no imposto sindical;
  • uma lava jato para valer.

A sociedade argentina, diferente da brasileira, está mais ou menos aonde estávamos antes do Fernando Henrique Cardoso, antes do real, antes da lei de responsabilidade fiscal.

Ainda estão profundamente acreditando que a polarização verdadeira é PT x PSDB. Acreditam que Macri é liberal e não social democrata.

O que explica isso?

Apesar dos avanços de ideias decentralizadores (liberais) no país, diferente do Brasil a proporção dependentes do estado x independentes do estado é muito maior por lá.

(Isso é algo que tem que ser contabilizado em qualquer análise social, política e econômica que se faz em um país para perceber como pensa e age a maioria da população.)

De cada 2 argentinos, um depende em alguma medida do estado para sobreviver.

Assim, acredita-se que o dinheiro nasce em árvore, que o PT de lá vai conseguir levar felicidade ao país apenas pela boa vontade.

O que se faz para manter o estado hiper inchado – no chamado populismo econômico?

Se emite moeda (o que gera inflação) e, se aumenta impostos (o que gera recessão). A consequência é:

  • a inflação em torno de 50% ao ano, com viés de alta;
  • processo continuado de recessão há vários anos, o país decresce;
  • aumento da miséria, desemprego.

Ao acreditar que o PT ou o PSDB local vão resolver o problema temos a seguinte combinação:

Vão dar soro de camarão para alguém que estava no CTI por causa de alergia ao camarão.

O que é interessante, ao ouvir os debates na Argentina, é o quanto são infantis em relação à economia, o quanto são um Brasil de 20 anos atrás.

Acreditam que os economistas são realmente mágicos e que os números não refletem os fatos.

Que números podem ser alterados, sem mudanças nos fatos e fenômenos, tal como o inchaço do estado – a causa primária.

É o gordinho que acha que emagrece procurando uma balança mais adequada.

Como um país que tem 50% da população dependente do estado vai fazer mudanças para tirar seus próprios privilégios para controlar gastos e começar o processo de reorganização da economia?

Diria que é impossível, pois a condição de vida, a forma como você sobrevive, define a maneira que você pensa e faz as suas escolhas.

Macri e Cristina ou qualquer outro não terão nenhuma condição de mudar essa situação, pois é preciso um choque de realidade profundo para que se comece, como nós fizemos, a ouvir novas ideias e pessoas.

É preciso ir até o fundo do poço para ter consciência do poço.

A saída, infelizmente, será parecida com a da Venezuela, os sonhos terão que bater de frente com os fatos de forma radical.

Viverão, pela ordem:

  • uma explosão inflacionária, talvez a maior que o país já teve;
  • uma profunda recessão, de cada vez mais empresas saindo do país;
  • a migração de argentinos para outros países, principalmente os mais ricos com medo de taxação de grandes fortunas, liberais – justamente os que poderiam ajudar a sair da crise com suas ideias e recursos;
  • e a escassez cada vez maior de produtos no supermercado.

Economicamente será a Venezuela – parte 2.

O que se torce é que não se tenha a agenda Política da Venezuela, alterando o próprio regime, aprofundando ainda mais o estatismo, tal como convocar assembléia constituinte, promover mudanças no exército e alterar à força o Supremo Tribunal.

E aí será a Venezualização completa, criando mais uma Zona de Abandono o que multiplicaria por 10 a migração, que se inicia este ano ainda de forma tímida.

É isso que estou vendo.

Que dizes?

Resumo:
https://youtu.be/h0gCYdWExwQ

As pessoas adoram dar números.

Já estamos para muitos na sociedade 4.0, mas é preciso ir com calma.

Para se atribuir números, tem que haver conceitos por baixo que os sustentem.

Nossa Escola tem como ciência base a Antropologia Cognitiva, que estuda as mudanças de mídia no passado e coloca a alteração das tecnologias de mídia como os mais relevantes para a macro história da espécie.

Do ponto de vista das Revoluções Midiáticas, podemos falar de 3.0 ou de 4.0, se incluirmos os Gestos, a saber:

  • Gestos (1.0) , Oralidade (2.0), Escrita (3.0) e Digital (4.0);
  • Ou Oralidade (1.0), Escrita (2.0) e Digital (3.0), tirando os gestos.

Fica a gosto.

(Não coloco aqui as mídias eletrônicas, pois considero que foram Evoluções da Oralidade e Escrita e não Revoluções, que devem trazer também novas Linguagens para ganharem esse rótulo.)

Porém, a Antropologia Cognitiva tem outra missão.

Ajudar a própria Antropologia – ANTHROPOS e LOGOS, que significam o estudo sobre “homem” a avançar. 

As mídias inauguram novas Eras Civilizacionais, que poderíamos chamar também de 1.0 a 3.0 ou de 1.0 a 4.0, se formos seguir a lógica de que a cada Revolução Midiática, temos uma Revolução Civilizacional pelas novas possibilidades que se abrem nas interações humanas.

(O meu livro Administração 3.0 seguiu essa lógica, mas acredito que podemos avançar ainda mais.)

As mídias são ferramentas humanas para o ser humano resolver os problemas sociais, políticos e econômicos.

As mídias não são a meta do ser humano para viver melhor, mas ferramentas que permitem avançar na sobrevivência e existência.

As mídias não são o objetivo, mas ferramentas, mas resolver melhor os problemas de cada humano e de toda sociedade.

Assim, a Antropologia Cognitiva tem que observar as mídias, que criam rupturas, mas o foco principal é o de tentar analisar as mudanças da Civilizações.

Para a Antropologia Cognitiva tivemos 3 ou 4 etapas, mas para a Antropologia Geral precisaríamos ter outro parâmetro.

Qual?

Diria que é são as alterações radicais no Macro Modelo de Administração da Espécie.

A cada nova mídia, a espécie promoveu uma mutação na forma de interagir e de organizar a sociedade.

A oralidade condicionou as aldeias e tornou o nomadismo de hegemônico para periférico. As aldeias mais sofisticadas, com agricultura, domesticação de animais e ordem hierárquica eram orais.

(Sofisticação aqui pode ser entendida pela capacidade de geração de qualidade na solução de problemas complexos)

O mesmo se deu com a escrita manuscrita com os impérios e o monoteísmo e a prensa com a sociedade de livre mercado republicana.

Sob esse ponto de vista, o marco da Antropologia, já com o viés das mídias como divisor civilizacional, seria a chegada e mudanças no Macro Modelo de Administração mais sofisticados a cada época, a partir das mídias disponíveis.

O Digital introduz na sociedade novos canais e nova linguagem que permite a espécie, pela primeira vez, de forma disruptiva, criar Modelos Administrativos não Sonoros, como da oralidade e a escrita.

A uberização só é possível, pois temos disponível um novo Macro Modelo Administrativo.

Como?

O digital trouxe, além dos canais (telas de todos os tipos), a Linguagem dos Ícones, que permite a ação e decisão baseadas no Índice Coletivo Digital (ou reputação digital), possível de ser criado, através de cliques, curtições, estrelas, etc.

O que permite a solução de problemas complexos sem a necessidade dos antigos administradores (gerentes, chefes, supervisores), criando modelos muito mais exponenciais, quebrando os limites administrativos passados.

Diante disso, podemos dividir estas duas etapas civilizacionais, pois temos, pela primeira vez, um Macro Modelo Administrativo Disruptivo:

  • Civilização 1.0 – sapiens oral e escrito, que pratica a gestão, com modelo de comando e controle feito por administradores mais centralizados, que coordenam diretamente produtos, serviços e pessoas;
  • Civilização 2.0 – sapiens digital, que pratica a Curadoria, com modelo de comando e controle feito por administradores mais distribuídos, que coordenam diretamente algoritmos, que ajudam indiretamente comunidades de consumo a coordenarem produtos, serviços e pessoas.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Todo o processo científico se baseia no aperfeiçoamento dos conceitos para se aproximar, o máximo possível e nunca de forma definitiva, dos fenômenos.

Conceitos precisam estabelecer uma relação mais direta possível com os fatos.

Se eu digo que estou falando de obesidade, ou de gordos.

Preciso definir o que seria uma pessoa obesa, relacionando números: idade, tamanho, peso, histórico familiar.

Assim, se procuro apresentar minha definição de obeso – eu tenho que matematicamente apresentar algumas referências.

Na política, por influência das paixões, resolvemos usar os conceitos de esquerda e direita, que são conceitos subjetivos, que não permitem a aplicação de números.

Esquerda e direita são referências de geolocalização que são importadas para a política, criando uma alta taxa de subjetividade, de interpretação pelo emissor do que quer dizer com isso.

Cada pessoa ao usar o conceito irá definir, a seu critério, o que é ser direita ou esquerda – o que torna a análise científica impossível.

Há tempos, nossa escola de pensamento (Bimodais – Futurismo Competitivo) vem discutindo um fenômeno chamado Descentralização Progressiva Obrigatória.

Que faz uma relação entre o aumento populacional e a demanda por descentralização de poder, como algo obrigatório e não opcional – se analisarmos a macro-história.

Dentro dessa visão, podemos refazer os conceitos de esquerda e direita propor algo mais matematicamente comprovável: centralizadores e descentralizadores.

O que seria isso?

  • Centralizadores – quanto mais decisões e ações se concentrarem em menos gente, podemos dizer que são resultados e consequências de pensamentos, propostas, ações, práticas centralizadoras;
  • Descentralizadores – quanto mais decisões e ações se concentrarem em mais gente, podemos dizer que são resultados e consequências de pensamentos, propostas, ações, práticas descentralizadoras.

A mudança conceitual é fundamental, pois a contraposição centralizadores e descentralizadores é passível de medição numérica.

  • Se por exemplo, eu aumento o estado, o número de funcionários, que ficam sob o comando de um presidente ou de um poder central, mais e mais decisões vão depender do centro;
  • Se eu transfiro para a iniciativa privada, com liberdade para que haja competição, para diferentes atores, menos as decisões vão depender do poder central.

Sob esse ponto de vista, posso analisar que o nazismo e o comunismo foram movimentos centralizadores, pois mais e mais o poder foi se concentrou em cada vez menos gente.

E muita gente chama o nazismo de ultra-direita, quando na verdade são dois movimentos centralizadores de poder – o que matematicamente pode ser comprovado.

Posso aferir, através de estudos, quantas decisões/ações eram coordenadas antes e depois de determinado regime para aferir se tivemos centralização ou descentralização.

A centralização reduz a capacidade do centro em coordenar a complexidade, dificultando em muito a tomada de decisões melhores. Por causa disso, os regimes centralizadores, ainda mais com aumento populacional, tendem à crises de todos os tipos, incluindo de escassez.

Bolsonaro, por exemplo, é chamado pela maioria dos jornais do exterior de ultra-direita, com comparações ao nazismo e ao fascismo.

Mas do ponto de vista objetivo, se aplicada a nova medição, é um governo que tem se caracterizado matematicamente pela descentralização, repassando atividades do estado para a iniciativa privada, reduzindo burocracias e aumentando o poder do cidadão.

Além de praticar um modelo de administração “Posto Ipiranga”, de migração da escolha de ministros e destes para seus subordinados de descentralização e não centralização.

Já Maduro, na Venezuela, considerado progressista, por muitos, mais e mais tem centralizado as decisões e o seu poder, se comparado pelos regimes anteriores.

Assim, podemos matematicamente comprovar que Bolsonaro tem feito um governo descentralizador e Maduro centralizador.

Quem optar pelo de Maduro, tem esse direito, apenas tem que assumir que considera a centralização algo mais benéfico para a sociedade, comprovando resultados similares no passado.

A descentralização e a centralização como conceitos tiram o debate político de uma espécie de limbo místico e religioso, que interessa a quem não quer trabalhar com parâmetros mais objetivos.

Qualquer pessoa que se diz de direita, mas que defende, no fundo, a descentralização deve refletir se não está ajudando com o uso de conceitos subjetivos e míticos, a confusão.

A confusão só interessa a quem não quer medição.

Pense nisso.

Que dizem?

Primeiro, vamos aos conceitos:

  • Centralizar o poder é trazer as decisões/ações para menos atores;
  • E descentralizar ou distribuir o poder é permitir que as decisões/ações sejam tomadas por mais atores.

Isso é matematicamente viável de aferir.

Note que aqui não estamos tratando de qualificar poderes (por critérios abstratos), mas de aplicar uma matemática à quantidade de decisões/autonomia – que precisam ser tomadas/realizadas e quantas pessoas participam dessa decisão em qualquer processo.

Isso é muito importante para nosso debate sobre Transformação Digital, que nada mais é do que a passagem, matematicamente falando, de distribuição cada vez maior do poder das antigas organizações para as novas.

Façamos a análise de um caso bem corriqueiro – um restaurante a quilo versus um restaurante com garçons e a la carte para aplicar nosso Descentralimetrômetro.

Num restaurante com garçons e a la carte, temos:

  • alguém que define o cardápio;
  • um intermediário entre o cliente e o pedido ao cozinheiro;
  • o mesmo intermediário entre o cliente e a comida que é levada à mesa;
  • o mesmo intermediário entre o cliente e o caixa.

Num restaurante a quilo, temos:

  • alguém que define o que vai para a bancada geral;
  • o fim do intermediário entre o cliente e o pedido ao cozinheiro;
  • o fim do intermediário entre o cliente e a comida que é pega na bancada;
  • o fim do intermediário entre o cliente e o caixa.

Podemos dizer que MATEMATICAMENTE um restaurante a quilo é mais descentralizado do que um restaurante a la carte, pois há uma redução de intermediários e o aumento das decisões do cliente (que faz seu próprio prato) e tem mais liberdade para pagar a comida.

O surgimento do restaurante a quilo (e outros self services) se deve ao aumento de complexidade (quantidade das refeições) em grandes centros urbanos (em curto espaço de tempo).

O cenário de gradual aumento da quantidade de demandas versus a redução do tempo das ofertas obrigou aos donos de restaurantes dos centros urbanos a promover a descentralização.

Há uma relação entre quantidade de cliente cada vez maior versus capacidade de atendimento dos restaurantes no curto espaço de tempo do horário do almoço = restaurante a quilo.

O restaurante a quilo surgiu para reduzir o tempo de atendimento, permitindo que no mesmo prazo, muito mais gente pudesse ser atendida.

  • O que podemos chamar de solução descentralizada para resolver um problema de aumento de complexidade (mais quantidade em menos tempo);
  • A solução, além disso, cria a solução descentralizada para resolver um problema de demanda subjetiva (que não era aparente), pois cada cliente pode fazer o seu próprio prato, atendendo a seu gosto pessoal, a cada dia – numa personalização diária do cardápio.

Se formos tirar alguns aprendizados desse fato são os seguintes.

  • Aumento de quantidade e redução do tempo de atendimento vão tornando obsoleto, gradualmente, o antigo modelo de atendimento mais centralizado do restaurante à la carte, pois há um gradual problema de tempo de atendimento x quantidade de clientes;
  • Para solucionar isso, o antigo prestador de comidas na hora do almoço no centro da cidade, antes de virar restaurante a quilo, foi reduzindo as opções do “cardápio” – o que acabou por reduzir a taxa de individualidade.

Houve ali o que podemos chamar de crise de complexidade demográfica, a antiga intermediação não conseguiu mais resolver problemas de objetividade e subjetividade do atendimento com a mesma qualidade de antes – teve que descentralizar o processo!

Como o sapiens é uma espécie que, na sua jornada, vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva (a história demonstra isso), podemos extrapolar a mesma lei que rege o restaurante a quilo para toda a espécie.

Tornando-a uma Lei Geral da Espécie, que é o que está por trás da chamada Transformação Digital e a mudança que estamos assistindo neste novo século.

Quando aumentamos a população, criamos um problema de tempo x qualidade para os antigos modelos de administração.

Para resolver o problema de forma sustentável no longo prazo, é obrigatório descentralizar as decisões/ações.

Isso significa melhoria do atendimento.

É preciso atender mais gente no mesmo espaço curto de tempo. – o que impacta no quesito quantidade.

Além disso, há uma melhoria de qualidade na subjetividade – com a liberdade de escolha, com a qual o cliente pode exercitar mais a sua individualidade – uma demanda permanente da espécie.

É esse movimento que chamamos de Descentralização Progressiva Obrigatória, que é como o sapiens responde à Complexidade Demográfica Progressiva.

Podemos tentar resolver o problema de várias maneiras, mas a única forma sustentável no longo prazo para atender demandas objetivas e subjetivas é a descentralização.

Matematicamente, se distribui ações e decisões para cada vez mais gente para que se possa lidar melhor com a complexidade.

Numa primeira fase, tirando o intermediário operacional e na segunda o gerencial, mas isso é papo para depois.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


O que podemos aprender com a tragédia que virá da Argentina?
Live completa.

Podemos definir “agro” assim: setor responsável por produzir alimentos para a sociedade.

Se formos falar de futuro, um primeiro ponto que não posso deixar de tocar é para a possibilidade de uma mudança disruptiva na própria demanda.

A invenção de algo que consiga alimentar pessoas, que não seja proveniente diretamente da terra.

Já brinquei em palestras na mutação humana do ser humano de se alimentar de luz solar. Ou uma mudança qualquer que promova uma mutação na demanda humana de se alimentar.

Como Futurista, tenho obrigação de chamar a atenção que isso pode ser possível e isso pode ser uma linha de inovação, que pode resolver o problema de muita gente.

O que quebraria completamente a narrativa que o planeta pode não ter recursos para tantos sapiens.

Porém, digamos que isso é muita loucura e viagem e vamos trabalhar com o sapiens atual, com as demandas alimentares atuais. O que temos na sociedade que pode afetar o futuro do agronegócio?

É importante dizer que setor é diretamente ligado ao aumento populacional, sem ele não haveria a explosão que tivemos e sem ele não continuaremos aqui.

Ponto.

Ou seja, foi a inovação no Agro no último século, que permitiu o salto demográfico de um para sete bilhões de habitantes em 200 anos e no Brasil de 30 para 210 milhões de habitantes em apenas 100 anos.

Hoje, diariamente, o Agro é responsável por produzir 21 bilhões de pratos de comida ao dia!

Diferente da área de serviços intangível que pode digitalizar coisas, (informação, conhecimento), o agronegócio, como outro setores de bens tangíveis, não pode digitalizar nada.

Não se pode – ainda – imprimir dois quilos de arroz ou de feijão.

É preciso que alguém plante, que se colha, ensaque, coloque num caminhão, chegue a um mercado e deste para a panela do consumidor – mais tangibilidade é impossível.

Temos discutido aqui na Escola dois momentos da sociedade:

  • A digitalização – que é a passagem do suporte oral e papel para o digital, via computadores, celulares, aplicativos, etc – o que tem um campo enorme;
  • A curadorização (ou uberização) – que é o surgimento de outro modelo de comando e controle, com a interação intensa e mais direta entre fornecedores e consumidores.

A área de digitalização é a mais visível e há muito que precisa ser feito, porém o que podemos trazer novidades é sobre a Curadorização.

Curadorar significa criar grandes plataformas – em que uma equipe de administradores cuida de algoritmos para que fornecedores e consumidores interajam entre si.

  • Na área de trocas – o Mercado Livre tem feito bastante isso na área de produtos de todos os tipos, mas não de Agro – uma tendência;
  • Na área de serviços correlatos – podemos imaginar a uberização de pessoas, equipamentos e processos de todos os tipos, tal como no mercado do aluguem de tratores (vide Alluagro);
  • E também a distribuição de produção de alimentos em grandes cidades, com uma espécie de Airbnb de plantações em apartamentos, condomínios, casas, terrenos baldios.

De maneira geral, a grande macrotendência que vemos na sociedade é a descentralização das decisões e da produção e isso terá impactos no Agro.

É um tema aberto e estamos iniciando os debates sobre ele aqui na Escola.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


É comum defender um cenário de desemprego em massa no futuro com uso cada vez mais de robôs.

O que é falso.

Demandas humanas são progressivas: da sobrevivência para a existência.

Explico.

Uma tecnologia vem para reduzir custos e tornar um serviço/produto mais competitivo.

O preço cai por que alguém não será mais pago.

Porém, o consumidor que pagará menos, terá mais dinheiro para colocar uma nova demanda para fora.

Por exemplo, são invés de comprar e manter um carro, viajar de Uber sem motorista.

Com o dinheiro que sobra, vai ser animar a realizar o sonho de ter um cachorro.

E aí o motorista do Uber que ficou desempregado vai virar passeador/treinador de cachorro.

Lojas de pet vão abrir e novos trabalhos serão criados.

Vai se automatizar o consumo da sobrevivência, que abrirá as portas para o da existência, em espiral.

Num mundo inovador, assim, será preciso formar profissionais mutantes, que se adaptam rapidamente.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:

Ordens Distribuídas são desejos de pessoas que defendem a ideia da sociedade, a partir das individualidades.

É uma ideologia. Uma forma de pensar o mundo, que gera Escolas Descentralizadoras.

Porém, podemos dizer que a descentralização não depende apenas de desejos, mas de alguns fatores, que definem “tetos”.

São eles:

– o pico demográfico recente (estrutural);

– as mídias disponíveis (estrutural);

– a taxa de disseminação da cultura/ideologia descentralizadora (conjuntural).

Vejamos.

Picos demográficos geram um fluxo rápido de demandas, o que força a massificação do ambiente produtivo, com incentivo da redução da diversidade subjetiva.

A cultura descentralizadora define a defesa de determinados valores.

E as mídias criam o viés pela centralização ou descentralização.

É isso, que dizes?

As disruptivas mudanças do Século XXI só serão compreendidas pelo aumento demográfico dos últimos 200 anos.

Se tivermos a Macro-história como parâmetro, analisaremos o seguinte:

  • o sapiens é uma tecnoespécie e, por causa disso, pode praticar a Complexidade Demográfica Progressiva – toda vez que tem um problema, sofistica a Tecnocultura;
  • Por praticar a Complexidade Demográfica Progressiva de tempos em tempos, passa a ser OBRIGADO a fazer uma Revolução Midiática Civilizacional para equilibrar qualidade de oferta com demanda.

O grande objetivo espontâneo de tais Revoluções Civilizacionais é a sofisticação dos ambientes sociais, políticos e econômicos na direção da Descentralização Progressiva.

Quer-se, antes de tudo, reintermediar os intermediadores que podem ser substituídos por novas formas de solução de problemas, a partir da nova Tecnocultura.

Um novo ambiente social, político e econômico para que possamos praticar uma Ordem Distribuída mais sofisticada.

Ordens Distribuídas, entretanto, precisam de Índices Coletivos para que consigam operar com desenvoltura.

Quando sofisticamos a economia, por exemplo, precisamos criar o dinheiro e, com ele, criamos os preços, que é um Índice Coletivo, que guia a atual Ordem Distribuída.

Sem preços, as pessoas ficariam sem rumo do que, onde, de que forma comprar e vender, onde investir, o que plantar e o que não plantar.

O que estamos assistindo neste novo século é o surgimento de uma nova camada mais sofisticada de Índices Coletivos, que agora iniciam uma espécie de precificação de muito mais coisas, incluindo as pessoas.

Repare que nas Plataformas Digitais Uberizadas tudo começa a ser precificado com estrelas, reputações, quantidade de cliques, de transações para permitir a facilitação da nova Ordem Distribuída Digital.

Para que possamos equalizar oferta e demanda para 7 bilhões de pessoas está sendo necessário criar Índices Coletivos também em pessoas, como vemos nos Ubers.

Mais e mais pessoas estão entrando no mercado como se fossem empresas e para que possam comprar e vender, como no Airbnb, e preciso que tenham a sua reputação nas telas.

Muita gente vê isso com suspeita, pois não entendem os benefícios da mudança.

O grande problema dos pessimistas de plantão é olhar para o lugar errado.

O que nos obriga a fazer uma série de novas mudanças foi o aumento demográfico, que criou crises no passado.

Ao aumentamos a população, temos a felicidade de ter cada vez mais diversidade humana, porém há também um custo/benefício – perde-se algo para se ganhar outro.

O sapiens precisa ficar mais objetivo, matemático, mais “precificável” para que as pessoas possam se vender e comprar num mercado mais distribuído e horizontal.

Sem isso, não conseguimos sair da Ordem Controlada do século passado, que ficou para lá de obsoleta.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Quando falamos de mídia, estamos intoxicados por uma espécie de sindicato do pensamento, que dividiu o conhecimento em caixas.

Mídia é coisa de comunicação (sim, eu sei Palhano que o McLuhan não pensava assim) 🙂

Mas passemos a refletir sobre o tema.

Mídia é aquilo que está no meio e permite/facilita/possibilita a interação de vários tipos entre as pessoas.

Para que se tenha um mídia, aquilo que viabiliza a interação humana, é preciso:

  • um canal – no qual correm os códigos para que se possa transmitir determinada mensagem;
  • uma linguagem – através de códigos compartilhados/conhecidos/dominados que permita que as partes consigam se entender.

Quando falamos de moeda/dinheiro temos a seguinte definição:

Moeda/dinheiro – meio pelo qual são efetuadas transações/interações comerciais. Comércio vem de co (junto) mercial/modity (aquilo que é adequado)

Assim, podemos dizer que a moeda é uma mídia, que permite que se estabeleça a interação comercial entre as pessoas, adequando demandas e ofertas.

Podemos chamar de Mídia Comercial (na qual temos um preço) e temos outra Mídia Não Comercial (na qual não temos um preço)?

Ou melhor a mídia dos códigos alfabéticos e mídia dos códigos numéricos?

O interessante é que o paralelo entre as duas mídias abre a possibilidade de mil especulações e aprendizados, pois mídias numéricas, para efeito de trocas comerciais, gera um índice de interação de fácil absorção – os preços.

Quando falamos agora do digital de Linguagem dos Ícones, estamos, no fundo, juntando duas mídias, que estavam afastadas, mas que vão se aproximando.

Um motorista ou passageiro que tem 4.9 no Uber, foi precificada pelo mercado das interações, que agora deixam marcas/rastros como uma etiqueta de supermercado.

O que estamos chamando de Linguagem dos Rastros Digitais é a aproximação da mídia comercial com a não comercial, ou a alfabética com a numérica.

Há, em função da complexidade, necessidade de precificar o desempenho das pessoas para que elas possam se tornar empresas e negociar produtos e serviços.

Há uma monetização maior de toda a sociedade, o que nos abre um campo amplo de reflexões.

É isso, que dizes?

Em 2015, concedi uma entrevista para a Época Negócios, que tinha o seguinte título “Vamos acabar com os gerentes!“.

Foi uma das entrevistas mais compartilhadas da Revista naquele ano. E, por causa dela, recebi “tiro” de tudo que foi lado.

Os gurus da administração de plantão defenderam que sem gerentes nenhum negócio pode ir adiante.

Porém, em nenhum momento do artigo defendi que os gerentes vão acabar na Gestão – atual modelo administrativo que praticamos.

O que eu, meus gurus e meus alunos descobrimos é que:

  • a administração terá a forma que a mídia de plantão tiver;
  • que quando muda a mídia, muda a administração;
  • que a Curadoria – novo modelo de administração, emergente e exponencial, elimina, de forma radical, os gerentes.

A necessidade de gerentes nos Ubers despencou, se formos comparar com empresas similares do mesmo setor.

A Curadoria permite um auto-gerenciamento de produtos, serviços e comunidades de consumo, que elimina a intermediação dos antigos supervisores.

Se você é uma pessoa cética, não poderá negar esse fato, pois é matemática, basta ver a quantidade de gerentes da TV Globo com seus 20 milhões de usuários e do Youtube com 2,2 bilhões.

O que os críticos argumentam diante da explicitação evidente da decadência das gerências é de que, sim, mas apenas parcialmente em alguns setores.

Poderíamos dizer, entretanto, que o processo do fim da gerência, motivado por uma Revolução Midiática Civilizacional vem acompanhado por um verdadeiro surto de inovação e substituição de práticas, de matéria prima, e critérios subjetivos dos consumidores.

Tal como a substituição da a energia fóssil pela solar, etc.

Assim, a tendência é de que mais e mais empreendedores vão procurando entender como é possível “uberizar” determinado setor e quais são as barreiras que precisam ser vencidas para que isso seja feito.

A uberização permite, de forma inegável, relação de custo/benefício bem melhor do que a gestão – o que faz com que mais e mais consumidores e empreendedores procurem caminhar nessa direção.

É preciso entender que os paradigmas e condições de hoje, diante dos quais alguns setores não podem AINDA serem uberizados podem ser alterados.

Tornar a realidade de hoje, diante do boom generalizado de inovação que estamos vivendo, uma verdade absoluta e imutável – convenhamos – é um risco.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Todas as áreas da sociedade estão vivendo os efeitos do Descentralismo Progressivo.

O Descentralismo Progressivo é uma lei geral da espécie humana, que diz o seguinte:

  • Na macro-história, o sapiens consegue aumentar a população por causa das tecnologias;
  • Mais gente significa mais complexidade (objetiva e subjetiva) o que demanda tecnologias de todos os tipos para permitir a sofisticação das intermediações.

Ou seja, se somos uma Tecnoespécie, podemos praticar a Complexidade Demográfica Progressiva – o que nos obriga a viver da mesma maneira o Descentralismo Progressivo para evitar crises e poder resolver o problema da qualidade na quantidade e quantidade com qualidade.

O Descentralismo Progressivo visa, assim, repassar mais e mais decisões para as pontas e substituir antigos intermediadores por outros.

Restaurantes a quilo, caixas eletrônicos, compras de ingresso pela internet, uberização de forma geral são sintomas do Descentralismo Progressivo.

Na Medicina não será diferente.

Todas as tecnologias que serão criadas apontarão na direção de mais e mais poder para que os pacientes cuidem, ao máximo, das suas próprias doenças.

Isso já vem sendo, de forma ainda primitiva, através do chamado Dr.Google.

Porém, é preciso que profissionais da saúde assumam a inovação nessa área e comecem a eles mesmo a promover a reintermediação, na seguinte direção:

  • em que casos os pacientes ganham aprendendo um com os outros?Isso já é realidade em diversas comunidades online (e mesmo presenciais) de doenças crônicas. Me vem a cabeça os Alcoólatras Anônimos e outro site americano antigo, que vou lembrar mais adiante;
  • em que casos os pacientes ganham tendo instrumentos de medição pessoal?
  • em que casos os pacientes ganham sendo atendidos diretamente pela internet?
  • em que casos os pacientes ganham em plataformas uberizadas?

Obviamente, que teremos que separar prevenção, atendimento de rotina, atendimento em crises e intervenções.

Temos que avançar nesse campo, mas tendo como norte o Descentralismo Progressivo e ver aonde se aplica da melhor forma.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Já faz um certo tempo que tenho estudado a chegada da Era Digital.

Tem sido um esforço coletivo de várias pessoas para poder fazer um diagnóstico correto para se apresentar tratamentos adequados.

O primeiro impasse é de que vivemos hoje uma mudança MACRO-HISTÓRICA, um fenômeno social recorrente, que é muito raro.

A chegada de uma nova mídia, que altera as bases da sociedade,, como tivemos a oralidade, a escrita e agora o digital.

Por ser muito raro, não tínhamos nem uma ciência que estudasse fenômenos desse tipo, como a Antropologia Cognitiva, que começa a ser criada lentamente – fora dos muros da academia (também em crise).

É natural que pessoas e organizações pensem e atuem dentro dos parâmetros da micro-história e não reflitam em termos de milênios ou séculos.

Isso é para lá de incomum, mas agora necessário.

Além disso, por ser ao mesmo tempo muito rápida e disruptiva a Revolução Digital desperta nas pessoas um grande susto e receio de perda de estabilidade.

O medo e o susto, infelizmente, não são bons parceiros da reflexão.

As pessoas tendem a analisar todo o cenário com alta taxa de emoção, o que complica ainda mais o problema.

Não conseguem compreender que vivemos os macro efeitos, pela ordem:

  • do aumento demográfico (de um para sete bilhões em 200 anos), que cria latências objetivas e subjetivas por mudanças;
  • e da chegada veloz de novas tecnologias midiáticas, que alteram o modelo de comunicação (com a chegada de novos canais) e administração (com a chegada de nova linguagem).

Tais mudanças de paradigma só serão compreendidos com mais calma e por muito mais gente pelas novas gerações de pensadores futuros, que não estão tão comprometidas pelo modus de pensar e agir atual e nem tem tanto a perder.

É preciso, assim, como grande desafio do novo século para se manter competitivo (seja a pessoa ou organização): procurar explicações mais lógicas, macro históricas, que consigam rever os atuais paradigmas e aponte caminhos razoáveis – e não histéricos – diante de tais mudanças.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Inovar seria trazer novidade (in-novar).

Novidade é mudar de algo para algo, assim, como transformar (trans-formar) é sair de uma formação para outra.

Se você quer trazer novidade, precisa ter uma estratégia.

Organizações querem ou (deveriam pensar em) competir – essa deveria ser a meta.

Assim, o que se está falando é melhorar a taxa de competição, através da inovação e da transformação.

Inovar é meio para se chegar a um fim e não um fim em si mesmo.

Assim:

  • PASSO 1 – antes de inovar ou transformar é preciso ter um cenário que possa apontar o que realmente é a novidade e a nova formação que vai levar uma organização a ser mais competitiva;
  • PASSO 2 – com um cenário definido, aí sim, inovar e transformar para competir melhor.

Assim, o mais importante nesse mundo da inovação e da transformação o mais importante é o cenário (onde estamos e para onde vamos) diante das mudanças que a Era Digital tem trazido.

Note, entretanto, que a Era Digital mudou o futuro. O que era certo passou a incerto e o que fará a grande diferença neste novo cenário É O DIAGNÓSTICO, O PROGNÓSTICO E O TRATAMENTO a ser adotado.

O mais importante no projeto de inovação, não é o método para todo mundo respirar melhor, para se abraçar com mais propósito ou se conhecer mais profundamente.

O que é mais importante?

Um cenário consistente, que começa com um futurista, focado na competição, mais eficaz que consiga pela ordem:

  • explicar o digital;
  • apresentar tendências com bases razoáveis e não filmes de passarinho;
  • e apresentar um mapa de inovação para o que existe e o que precisa ser criado.

Os projetos de inovação e transformação, entretanto, estão preocupados em serem inovadores e transformadores para ganhar prêmio de final de ano das empresas que vendem prêmios de inovação e transformação.

É o rabo do cachorro correndo atrás do rabo do cachorro.

É como se vivêssemos hoje num campeonato de futebol maluco, no qual o mais importante não é ser campeão, mas que consegue fazer mais embaixadinha na lateral do campo.

Enquanto isso, as startups, que conseguem focar na inovação e transformação competitiva, principalmente entre os clientes mais jovens, vão tomando o mercado.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:

Existe uma ordem lógica de Bifurcações do Conhecimento dos mais abstratos e primários aos mais concretos e secundários.

É o que chamei inicialmente de Edifício do Pensamento e depois de Hierarquia do Conhecimento.

Podemos dizer que a Bifurcação do Conhecimento Primária é o debate da essência do ser humano, o que somos, independente do tempo, do lugar?

Aonde tem um sapiens, com certeza, haverá aquelas características…

Muito se dirá sobre o tema: como todos os animais, demanda de sobrevivência e reprodução, capacidade de refletir sobre os problemas (que muitos chamas equivocadamente de razão).

Porém, quase ninguém vai responder que na nossa essência, somos uma tecnoespécie, midiática e demograficamente progressiva.

São três novas sugestões para o debate da Bifurcação Primária do Conhecimento. Um a mais na nossa essência.

  • Se houver um sapiens, haverá tecnologia, se não houver tecnologia, não será um sapiens;
  • Se houver um sapiens, se criará alguma forma de mídia para promover a interação, que não será fixa;
  • E, por causa, da capacidade de sofisticar tecnologias e as formas de comunicação, nos permitirá sermos demograficamente progressivos.

Diria que tais características são essenciais da espécie e que deveriam estar no topo das decisões de todas as Escolas de Pensamento, que estudam os fenômenos humanos.

Por serem descobertas novas, não estão na nossa essência e é por causa desse “bug”, que tudo está tão confuso.

Como é uma mudança na Bifurcação inicial, podemos chamar isso de uma Macro Anomalia Filosófica Primária, ao estilo do Thomas Kuhn.

Seria esse o diagnóstico principal sobre o novo século: há um erro na essência de quem é o humano, que precisará, ao longo do tempo, ir sendo corrigido em todas as escolas de ciências humanas para que se possa entender o digital na sua dimensão.

É isso, que dizes?

Quando se fala em educação, se pensa fortemente no conteúdo que será ministrado. Porém, temos que começar a pensar diferente.

Nós somos seres midiáticos (precisamos mudar isso na forma como pensamos a essência humana).

Assim, toda a interação humana, incluindo as organizações de todos os tipos, são modeladas pelas mídias de plantão.

Com as organizações educacionais não é diferente.

Podemos falar de organizações educacionais marcadas pelas Eras Midiáticas: orais, escritas e agora digitais.

O que me chama a atenção é que estamos mudando hoje, disruptivamente, o ambiente social de um formato estruturante para outro completamente diferente.

Estamos mudando mais do que o conteúdo a forma geral das organizações na sociedade, criando novo modelo de comando e controle:

  • Até o digital, tínhamos a OBRIGAÇÃO de termos um intermediador de carne e osso regulando o aprendizado, como um professor em sala de aula;
  • Depois do digital, passamos a um novo intermediador (uma inteligência artificial, programada por um curador) que ajuda a um auto-gerenciamento de comunidades interativas.

A educação é eterna e sempre será espaço de preparação (além da formação dos adultos) dos jovens entre a família e o mercado de trabalho.

Serve literalmente para formatar (vou usar este verbo) as pessoas para poder trabalhar.

Note que o verbo formatar é dar uma forma, preparar para que a pessoas não estranhe o ambiente de trabalho e possa produzir.

  • Se na atual organização educacional se entra num horário, tem um local específico, hora para o lanche, turma, sinetas, professor, caderno, prova, avaliação;
  • Na organização em que vai trabalhar também terá horário, um local específico, hora para o lanche, turma, ponto, gerente, caderno, metodologia, avaliação.

As mídias de plantão influenciam todas as formas na sociedade, principalmente as organizações produtivas.

Assim, temos a seguinte sequência, que está invisível agora, mas tem que ser explicitada:

  • mídias formatam organizações produtivas;
  • que formatam o modelo das organizações da educação.

Numa sequência lógica.

O Digital tem criado um novo modelo de organizações baseados em Plataformas de Curadoria, na qual se tem outra formatação, bem diferente da atual – com tendência a se transformar no modelo hegemônico.

Assim, quando pensamos em educação futura, ao invés de pensar em conteúdo, temos que pensar na forma da educação, que tenderá a ser preparatória para que os jovens entrem nesse novo tipo de organização.

A organização educacional terá que ser similar à produtiva!

Mais ainda.

É uma formação que precisa preparar para a inovação muito mais constante, o auto-didatismo, a capacidade de julgar os conceitos mais eficazes dos menos, a informação mais confiável da menos.

Assim, muito mais do que pensar qual é o currículo que deve ser ministrado nas escolas do século XXI, temos que pensar que formato a educação pós-digital vai ter.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


É o estudo do fenômeno da tendência humana, no longo prazo, de continuamento ir de uma situação mais para uma menos centralizada.

O motivo: a descentralização facilita lidar com a complexidade.

O Descentralismo visa estudar os fatores que impedem e ampliam a capacidade de ajudar que esta tendência seja facilitada.

O Descentralismo, assim, é o estudo do fenômeno da Decentralização.

É isso, que dizes?

  • Ordem – relação inteligível estabelecida entre uma pluralidade de elementos; organização, estrutura;
  • Espontânea – Que acontece naturalmente – não artificial.

Ordens sociais são formas de se estabelecer relações ou melhor interações.

Uma Ordem pode permitir que as interações sejam feitas por mais gente, de forma mais horizontal, ou intermediadas por alguém, de forma mais vertical.

  • Uma Ordem que é mais horizontal, permite que haja mais espontaneidade entre os diferentes membros daquela comunidade, pois ganham mais liberdade para interagir;
  • Uma Ordem que é mais vertical, permite que haja menos espontaneidade entre os diferentes membros daquela comunidade, pois dependem mais da regulação de quem a controla.

Não existe, porém, ordem totalmente horizontal, nem totalmente vertical, pois há algum grau de interação entre a comunidade.

Assim, mais ou menos espontaneidade depende do tipo de hierarquia da ordem estabelecida, mais ou menos vertical mais ou menos horizontal.

Se você defende Ordens mais Espontâneas, na verdade, está defendendo Ordens Mais Horizontais e menos Verticais.

Ordens, entretanto, têm um propósito: são criadas para resolver os problemas das pessoas da referida comunidade e a horizontalização e verticalização dependerá de alguns fatores:

  • do tipo de mídia que existe, que pelo formato, condicionará em algum tipo de medida a Ordem que será estabelecida – mídias mais verticais favorecem a verticalização e vice-versa;
  • a evolução da taxa da demografia, pois quanto mais rápido é o crescimento, mais se tenderá a verticalização, pela incapacidade de preparar a todos para a autonomia, bem como pela necessidade de se atender a demandas objetivas e subjetivas, com menos diversidade;
  • os fatores prévios culturais mais ou menos centralizados, ao longo do tempo, que definirá as tendências históricas, influenciando no presente;
  • E o amadurecimento e capacidade dos grupos descentralizadores em disseminar os conceitos na comunidade em questão.

Assim, Ordens Espontâneas não são um objetivo direto, mas indireto da decisão de Ordens mais Horizontais.

O que se percebe, ao analisar a história, é que:

  • Em comunidades em que se consegue mais horizontalidade e se aumenta a taxa de ordem espontânea, há um aumento de criatividade e, por sua vez, de inovação para a solução dos problemas.
  • E vice-versa.

É isso, que dizes?

Vou chamar a filosofia para ajudar na área de negócios.

  • Essência – é aquilo que se é por natureza;
  • Consequência da Essência – é aquilo que ocorre por causa da natureza.

Vejamos o caso do McDonald, bem retratado no filme, que tem no Netflix, Fome de Poder.

O McDonald resolveu adotar o que hoje chamamos de modelo de negócios das franquias:

Franquia, franchising ou franchise é estratégia utilizada em administração que tem, como propósito, sistema de venda de licença na qual o franqueador (detentor da marca) cede, ao franqueado (o autorizado a explorar a marca), o direito de uso da marca, patente, infraestrutura, know-how e direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços.

O McDonald era mais exponencial do que uma loja de hambúrguer da esquina por que utilizava do modelo da franquia.

O McDonald não era uma empresa exponencial, mas adotou o modelo da franquia que, por sua maneira de descentralizar os negócios, conseguiu resultados melhores do que os concorrentes (melhores resultados/com menor esforço).

O McDonald não era e não é uma Organização Exponencial.

É a franquia que é mais exponencial do que uma loja isolada, que não adota o modelo.

Modelos administrativos que conseguem melhores resultados de custo/benefícios são exponenciais e não organizações em sim.

Assim, não existem Organizações Exponenciais, mas modelos de negócios, quando adotados, mais exponenciais do que outros.

Quando falamos do Digital, conseguimos diagnosticar o surgimento de um novo modelo de negócios, só possível por cauda da nova mídia, que chamamos de Curadoria, que seria:

Curadoria é novo modelo de administração que se utiliza da nova Linguagem Digital dos Ícones (curtições, estrelas) para que se possa aferir a qualidade de pessoas, produtos e serviços, sem a necessidade de gestores centrais ou de vínculos empregatícios formais, substituindo-os por algorítimos, que gerenciam a avaliação feita dentro e pela própria Comunidade de Consumo dentro de Plataformas.

Note, assim, que o Uber é mais exponencial do que uma cooperativa de táxi, não por que é o Uber, mas por que se utiliza da Curadoria.

Uma organização tradicional na área de mobilidade NÃO SERÁ mais exponencial, a não ser que adote o mesmo modelo administrativo do Uber – a Curadoria, na qual se tem uma relação muito baixa entre back office x operação.

É esta relação melhor do custo/benefício que faz com que o Youtube tenha 2,2 bilhões de usuários, de forma muito mais exponencial do que o Netflix, que tem 200 milhões e a TV Globo, que tem 20 milhões.

É a adoção da Curadoria que o faz como que uma organização passe a não ter mais os antigos limites de usuários por falta de estrutura operacional.

O conceito “Organização Exponencial” muito badalado é vazio e leva ao erro estratégico. Nossa sugestão: evite!

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


LIVE COMPLETA.

Existem novas Leis Gerais da Sociedade que precisam ser consolidadas para entender o digital.

Sem elas, o Digital e todas as consequências serão um enigma.

A Primeira Nova Lei da Sociedade é a seguinte:

  • Lei 1 – Aumentos Demográficos causa Revoluções Midiáticas Civilizacionais Descentralizadoras!

Se somos uma tecnoespécie que pode crescer demograficamente, temos que levar em conta as causas inesperadas que isso provoca: aumento de complexidade, o que nos obriga a termos um modelos de comunicação e administração mais horizontais.

A horizontalização tem uma grande meta: lidar melhor com a complexidade, vejamos:

  • 1 bilhão de pessoas em 1800 precisavam de 3 bilhões de pratos de comida/dia;
  • 7 bilhões de pessoas em 2019 precisavam de 21 bilhões de pratos de comida/dia.

É impossível imaginar que é possível se manter com o mesmo modelo de comunicação e administração e conseguir resolver os novos problemas de complexidade.

Assim, toda vez que tivermos explosões demográficas, estaremos “grávidos” de inevitáveis Revoluções Midiáticas Civilizacionais Descentralizadoras.

A Segunda Nova Lei da Sociedade é a seguinte:

  • Lei 2 – Revoluções Midiáticas Civilizacionais Descentralizadoras causam novos Modelos de Comando e Controle mais Distribuídos!

Tais modelos visam permitir que se aumente as Ordens Espontâneas da sociedade, única forma sustentável no médio e longo prazo para lidar com o novo Patamar de Complexidade.

  • A Oralidade permitiu o surgimento dos chefes tribais e das aldeias;
  • A Escrita Manuscrita das grandes religiões, dos impérios;
  • A Escrita Impressa da República e do sistema de livre mercado;
  • E o Digital da Curadoria (uberização) e depois da Blockchainização.

Tais Leis são baseadas na experiência história, na lógica e no que temos visto com a chegada do Digital.

Estão aí para quem quiser questionar com argumentos plausíveis.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:

Numa cidade pequena a capacidade das pessoas se comunicarem é maior do que numa cidade maior.

  • Numa cidade pequena as pessoas usam a oralidade, pois todos estão mais ou menos perto em termos de tempo e lugar;
  • Numa cidade maior as pessoas precisam usar outras mídias, pois todos estão cada vez mais longe em termos de tempo e lugar.

Assim, quando se aumenta a população, a Ordem Espontânea vai ficando CADA VEZ MAIS DEPENDENTE das mídias de plantão.

Do perfil, da hierarquia dela.

Se a mídia que é desenvolvida é vertical, unindo as pessoas, a tendência é se reduzir a Ordem Espontânea de maneira geral para uma Ordem mais Controlada, via mídia vertical.

Foi o que ocorreu no século passado, com o boom demográfico + a mídia vertical, no qual Ordens Espontâneas deram lugar a Ordens Controladas.

E, ao mesmo tempo, pessoas que defendiam Ordens Controladas estiveram em ascensão.

As mídias, assim, com o aumento da complexidade demográfica, são fundamentais para definir qual é a tendência:

  • Com aumento demográfico e mídia vertical, a tendência é a redução das Ordens Espontâneas – vide século passado;
  • Com aumento demográfico e mídia horizontal, a tendência é o aumento das Ordens Espontâneas – vide século atual.

As Ordens Espontâneas, assim, vivem, além de outros, mas principalmente no longo praxo de duas variações:

  • Aumento demográfico;
  • Mídias disponíveis.

É isso, que dizes?

Um dos problemas da Escola Austríaca está na casinha “existencial” da Filosofia, que responde: “Qual é a essência do ser humano?”.

Até bem pouco tempo a resposta de que somos uma tecnoespécie não estava no cardápio das ciência sociais.

Todo o trabalho desenvolvido pelos pensadores austríacos é Pré-McLuhan, Pré-Canadense.

Quando se imagina que o ser humano quer sempre sair de uma situação menos para a mais confortável e que vai usar tudo que estiver a seu alcance, é importante lembra que existem tecnologias.

E mais ainda que existem mídias, que são a placa-mãe da interação humana.

Tecnologias no geral e mídias no particular condicionam o que podemos e o que não podemos fazer para gerar Indicadores Coletivos e poder, com eles, aumentar a taxa de liberdade para se praticar as Ordens Espontâneas.

Sem que possamos entender que:

  • Ordens Espontâneas são baseadas na interação entre indivíduos;
  • Interação entre indivíduos são mediadas e condicionadas pelas mídias de plantão;
  • Pode se dizer que Ordens Espontâneas são reflexos das mídias disponíveis.

É isso, que dizes?

Todo descentralizador e/ou Escola Descentralizadora acredita em Ordens Espontâneas, nas quais a sociedade – indivíduo se relacionando com os demais – vão resolvendo os problemas ao longo do tempo.

Não existe pensamento descentralizador sem Ordens Espontâneas, ou com algum nome parecido.

Há dois problemas quando falamos em Ordens Espontâneas.

Quanto mais complexo for o ambiente mais haverá a necessidade da Ordem Espontânea e mais difícil será que ela possa prosperar sem que haja Indicadores Coletivos, criados pelas próprias pessoas.

Um dos fatores que temos que analisar é a questão demográfica, uma das novidades que as Escolas Descentralizadoras terão que analisar.

Mais gente, significa mais complexidade, o que torna a demanda por Ordens Espontâneas mais sofisticadas, bem como a criação de novos Indicadores Coletivos ou melhoria dos já existentes.

A Escola Austríaca, por exemplo, através de Ludwig von Mises (1881-1973) defende que um regime fechado com o comunista não é viável economicamente, justamente por não ter o Indicador Coletivo dos preços.

Sem os preços, indivíduos não conseguem lidar com a complexidade, tomando decisões cada vez menos precisas ou sensatas.

Vejamos a relação:

  • Quando se aumenta a população, se aumenta a complexidade;
  • Quando se aumenta a complexidade, se aumenta a demanda por indicadores coletivos cada vez mais confiáveis;
  • O que permite que se tenha Ordens Espontâneas mais sofisticadas.

Quando com a chegada do Digital, se criou o que chamamos de Indicador Coletivo Digital (a reputação online de pessoas, produtos, serviços, informação), pudemos ter um novo ciclo de Ordens Espontâneas.

É isso, que dizes?

Tenho lido muitos seguidores da escola, na sua maioria economistas, tentando fazer uma análise da própria escola.

Minha primeira percepção que é preciso de um ferramental específico, que vou chamar de “Método de análise de Escolas de Pensamento“, que é uma variante da Epistemologia.

Há uma confusão de conceitos entre teorias, metodologias, filosofia.

Com a experiência de refletir sobre a Escola Canadense de Comunicação durante alguns anos e olhando a Austríaca de fora, acredito ser útil o ferramental que desenvolvemos aqui, que agora estou aperfeiçoando.

A Escola Austríaca é uma Escola de Pensamento na linha Descentralizadora, que tem com várias outras uma série de premissas comuns, que são aprofundadas nos estudos.

Na nossa divisão, separamos as seguintes áreas que têm uma sequência lógica:

Note que há premissas filosóficas que são tomadas, que influenciam teorias gerais e depois teorias específicas, bem como metodologias, que guiam o operacional.

Se fosse aplicar isso à Escola Austríaca, diria que:

Note que a divisão nos permite utilizar o verde para várias outras Escolas Descentralizadoras, que não são econômicas, definindo claramente a abordagem da Economia.

Isso é um primeiro estudo, mas acredito que, ao longo do tempo, pode-se melhorar ainda mais.

É isso, que dizes?

Vou passar a a chamar a Linguagem dos Rastros para Linguagem dos Ícones.

Isso já é o resultado da pesquisa que tenho feito em outras Escolas de Pensamento Descentralizadoras, como a Austríaca de Economia.

Linguagens são ferramentas humanas para permitir a interação.

E se compararmos com as Linguagens de Comunicação Sonora do passado a escrita foi a primeira a deixar rastros.

Assim, não é isso que é o diferencial.

O que temos hoje é a chegada de uma nova Linguagem dos Ícones, que não são letras e nem números.

São símbolos, como já tivemos no início da escrita, que facilitam bastante que as pessoas deixem rastros para tomada de decisão.

A novidade da Linguagem dos Ícones permite que se crie – e temos aqui um novo conceito – a criação de mais um Indicador Coletivo, que permite a tomada de decisão em larga escala.

Note que as Linguagens Oral e Escrita não geravam um Indicador Coletivo com a dos ícones passa a permitir.

Passamos a ter um Indicador Coletivo como os preços na economia ou como as citações bibliográficas na Biblioteconomia.

O Indicador Coletivo Digital, permitido pela Linguagem dos Rastros, é o que permite que tenhamos uma nova Era Civilizacional.

Obviamente, para ele ser possível precisamos de todo o aparato digital (canais), além da Linguagem dos Ícones.

É um avanço importante nas nossas reflexões sobre o tema.

É isso, que dizem?

Matrix é um paradigma, este que todos nós estamos.

Tudo que pensávamos sobre sapiens, caminhada humana e respectivos avanços nas ciências sociais precisa ser revisto,, onde se inclui princípios da administração, dos negócios, da educação, política, etc.

A primeira pílula é quando você conhece os pensadores canadenses que dizem que somos uma tecnoespécie midiática: mudou a mídia, muda tudo.

E aí apenas começa uma jornada.

Já ministrei palestras, cursos, aulas e tive a experiência que não basta ouvir falar, conhecer por alto, é preciso mergulhar e ficar neste novo “lago”.

É preciso criar uma espécie de “zona de desintoxicação” e estar próximo de pessoas que entendem e já adotaram o novo paradigma.

Assim, a saída de Matrix, como é também no filme, COMEÇA com a pílula vermelha, mas você vai para um outro lugar para ver o velho paradigma DE FORA, com ajuda de outras pessoas.

Esta é a metodologia que sugerimos para quem quer competir neste novo futuro, entender o quanto antes a revisão que precisa ser feita.

Seja criando uma zona do lado de fora da organização ou mesmo na internet, como pessoa física, como tem ocorrido na nossa escola.

Não é uma pílula, mas várias – todos os dias.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Talvez, a grande novidade, das grandes novidades, que temos hoje no novo século é a nova percepção de que vivemos uma espécie de Descentralização Progressiva Obrigatória.

Na macro jornada humana, com algumas recaídas, o ser humano tem como tendência ciclos de descentralização de poder.

Por quê?

Vamos pela ordem:

  • Somos uma tecnoespécie e quando temos problemas insuperáveis para uma geração, a seguinte supera a barreira;
  • Por causa disso, aumentamos a população, o que significa ampliação progressiva da complexidade;
  • E para lidar com a complexidade, a história tem demonstrado, realizamos mudanças midiáticas que, no longo prazo, caminhamos para a descentralização.

Assim, a grande macro tendência para o novo século não é a digitalização, que é uma ferramenta, mas a descentralização em várias etapas:

  • Descentração 1.0 – a disseminação de canais, que permite maior acesso à informação/conhecimento e a explosão da interação horizontal;
  • Descentração 2.0 – a disseminação de uma nova linguagem, com seus códigos coletivos, que permite a uberização de pessoas, produtos e serviços, criando novas possibilidades de trocas de todos os tipos, incluindo as comerciais;
  • Descentração 3.0 – a disseminação do conceito P2P de plataformas descentralizadas, que inicia a jornada pela radicalização ainda maior das trocas humanas, sem a necessidade de grandes players como hoje, Youtube, Instagram, Facebook, Uber, entre outros.

Nosso principal problema é que toda a sociedade atual foi formatada, desde a escola, nas organizações tradicionais, na política, em todos os cantos, a lidar com o modelo pré-digital.

A grande crise que temos hoje é a gradual perda de poder de quem dominava e se beneficiava do antigo modelo.

Há um embate entre o antigo modelo centralizado e o novo que vai se descentralizando.

Isso tem impactos nas pessoas, nos profissionais, nas organizações.

Assim, não temos que nos preparar para a digitalização, ou para a Transformação Digital, mas para a Descentralização, que envolve mudanças profundas na forma de pensar e agir.

É isso, que dizes?

Muitas pessoas têm utilizado o recurso de aumentar a velocidade dos áudios e vídeos para receber informações mais rápidas.

Ou estão com pilhas e pilhas cada vez maiores de livros para ler.

Estão lendo cada vez mais, mas estão lendo bem?

Temos hoje uma explosão da informação, típica de revoluções midiáticas e estamos querendo ler agora com o mesmo paradigma de leitura do que antes.

Houve uma inversão depois do Digital:

  • saímos da escassez da informação para a abundância;
  • o que nos leva a passar da abundância para a escassez de foco.

O foco tem que ser na direção de um problema matriz.

Quem não tem um problema matriz, não tem uma bússola, que vai orientar na rota das leituras!

Cada problema na sociedade tem diferentes Escolas de Pensamento e Ação que você precisa conhecer, optar por uma, ou mixar algumas para que possa atuar melhor sobre ele.

Assim, o roteiro é:

  • o foco num problema;
  • conhecer as diferentes escolas de pensamento e ação;
  • escolher uma escola, a partir do que você acha que é mais razoável, o que lhe dará acesso a autores destacados sobre o tema escolhido;
  • o aprofundamento naquela escola, conhecendo as diferentes abordagens entre os autores;
  • a integração com os seguidores daquela escola;
  • e, se possível, a melhoria da escola, a partir da sua forma de pensar e agir.

Você terá muito que ler, mas com um foco.

É importante entender que você, ao ler, tem que desaprender algo, não só se informar, mas se reformatar diante das variações do problema escolhido – ainda mais agora que todas as Escolas de pensamento e ação precisam se repensar!

Digo ainda que cada Escola de Pensamento e Ação tem uma Hierarquia do Conhecimento nos aspectos:

  • Filosóficos (existencial, jornada humana, epistemologia, ética, visão política);
  • Teóricos (as leis que devem ser respeitadas para se lidar com o problema);
  • Metodologia (as regras, respeitando as leis);
  • Operação (a ação);
  • A avaliação da ação (para rever toda a hierarquia).

Você lerá muito menos, mas ganhará muito mais em termos de eficácia.

Assim, se você ainda não definiu um problema, uma escola e não mergulhou nos autores da mesma – você é um cego analógico em tiroteio digital.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Se pensamos que a história humana é uma grande Ordem Espontânea, na qual cada indivíduo decide os melhores caminhos, é preciso que haja Indicadores Espontâneos.

Ou os mais Espontâneos Indicadores Espontâneos.

A Escola Austríaca apresenta a seguinte lógica na Ordem Espontânea Mercado de Trocas de Produtos e Serviços:

  • A propriedade privada é fator fundamental para que haja trocas no mercado e se estabeleça valores – é uma premissa para se criar o Indicador Espontâneo;
  • Com a troca das pessoas no mercado, há os preços que definem o que está em escassez ou abundância. Preços são Indicadores Espontâneos, que guiam Ordens Espontâneas.

Assim, se formos extrair essa lógica para algo mais amplo, podemos dizer que existem:

  • Premissas de Indicadores Espontâneos para que ocorram;
  • E a geração destes Indicadores Espontâneos.

Se formos analisar, a Ordem Espontânea das Mídias, temos o seguinte:

  • Para que haja indicadores, é preciso ter registros tangíveis e não intangíveis, como a voz não gravada;
  • Registros Tangíveis são mais ou menos acessados, o que nos permite dizer que são Indicadores Espontâneos, tais como as citações de um artigo acadêmico.

A premissa é de que registros precisam ser gerados para que haja a geração de códigos espontâneos. Na Oralidade, não havia registro e na escrita impressa isso só veio a tomar mais forma com a bibliografia e variantes e depois com o digital.

A digitalização tem como premissa a criação de banco de dados rastreáveis, aumentando radicalmente a capacidade de geração de códigos espontâneos, mas, na maior parte deles, não acessível para os usuários.

Assim, havia o “preço”, mas ninguém tinha acesso a ele.

A Uberização, com os registros de cliques, likes, curtições, seguidores, explodiu a possibilidade de geração de códigos espontâneos, sendo a base da uberização.

Há um aumento exponencial do aumento da qualidade da Ordem Espontânea, pois se passou a ter um código espontâneo, que permite a muito mais gente decidir individualmente o que é melhor para cada um.

É isso, que dizes?

Toda Escola de Pensamento Filosófico-Descentralizadora (EPFD) acabará por descobrir nas suas teorias, pois estará procurando isso, e defender nas metodologias para que possa se resolver o problema – ordens espontâneas.

  • A Escola Canadense de Comunicação viu no uso e massificação das mídias um processo de Ordem Espontânea, Lévy chamou de Inteligência Coletiva;
  • Nós, na continuação da Escola Canadense, vimos a Ordem Espontânea da Demografia;
  • A Austríaca de Economia viu no Mercado (na linha de Adam Smith) a Ordem Espontânea.

Podemos, entretanto, ter uma hierarquia dentro das EPFDs, que vai nos ajudar a compreender de forma diferente as Ciências Sociais.

A Ordem Espontânea Primária, pela lógica, é a Demográfica. Podemos dizer que o ser humano é uma espécie que – quando pode – deseja ter mais filhos.

Ter filhos é uma ação voluntária – na maior parte dos casos, mas consequências involuntárias para toda a sociedade, pois cada pessoa que chega demanda algo e precisa que lhe seja oferecido algo.

O Mercado de oferta e demanda seria, assim, a Ordem Espontânea Secundária e precisa acompanhar o ritmo da Primária para que não haja problemas de escassez, já que cada vez mais há aumento das demandas.

Podemos dizer que as mídias são uma Ordem Espontânea Terciária, pois quando o Mercado começa a não mais resolver satisfatoriamente (e estamos falando também em questões subjetivas) há uma demanda por novas formas de comunicação e administração.

A Demografia e as Mídias são Ordens Espontâneas de efeitos de ação e reação de longo prazo e o mercado de curto.

É isso, que dizes?

Escolas de Pensamento são formadas por grupos de pessoas, que partem de determinadas premissas, de maneira geral, filosóficas.

Podemos dizer que temos dois tipos de Escolas de Pensamento:

  • As centralizadoras – que ao responder a pergunta “para onde vamos?” acreditam num destino coletivo, de alguma forma pré-formatado;
  • As descentralizadoras – que ao responder a pergunta “para onde vamos?NÃO acreditam num destino coletivo, apenas na interação entre as pessoas, sem uma pré-formação futura.

Naturalmente, se a espécie não tem uma “tampa do quebra cabeças” a ser atingida haverá uma Ordem Espontânea, regida por algumas premissas definidas por cada indivíduo, que leva a história adiante.

Uma Escola Descentralizadora optará naturalmente, por se manter coerente por:

  • Na ética individual – liberdade para as escolhas, desde que não fira os demais;
  • Na ética coletiva – a garantia de que a forma seja garantida e não a preocupação com os conteúdos;
  • Na jornada – acreditar e defender Ordens Espontâneas;
  • Na epistemologia – a incapacidade de se chegar a verdade pelo ser humano, apenas a visões parciais.

Estes sãos resultados naturais da escolha da primeira bifurcação, que vai definir todo o resto.

Escolas Descentralizadoras, a partir desse ponto comum, descerá para analisar problemas diferentes, com estas premissas.

É isso, que dizes?

O principal desafio de um Futurista é saber que tipo de conhecimento é válido e qual não é.

Por isso que estudar Futurismo significa mergulhar na Epistemologia, o estudo filosófico dos critérios para definir como saber que um pensamento é válido.

Um Futurista é um separador do Joio do Trigo.

É MIMIMI não é MIMIMI?

Neste caminho, temos alguns “inimigos” que podem ser identificados e vou listar para vocês o que já coletei, vejamos os conhecimentos que devem ser descartados:

  • Os horizontais;
  • Os importados das ciências não humanas.

O que são conhecimentos horizontais? Vejamos o desenho.

Conhecimentos horizontais não resolvem problema algum, podemos chamar de não ciência, ou se quisermos ser piedosos, de ciência da curiosidade.

Não tem como aferir a validade, pois todos os conhecimentos considerados válidos para efeito da ciência e de um futurista são aqueles que podem ser testados na prática.

O conhecimento vertical é aquele que aponta para um problema, é o que colocamos no edifício do conhecimento.

Não podemos dizer, por exemplo, que um problema filosófico não é um problema, pois ele pode servir e ser usado por determinada Escola de Pensamento nas teorias, metodologias, operacional, etc.

Quando temos um conhecimentos que podemos colocar na Hierarquia do Conhecimento: filosofia, teoria, metodologia, operacional, revisão dos resultados e voltamos para ajustes – é um conhecimento mais adequado.

Vejo, por exemplo, filósofos querendo demarcar a história humana, a partir dos próprios filósofos, um exemplo típico de conhecimento horizontal, que não desce e sobe.

Outra tendência que tenho visto é a importação de conhecimentos de ciências não humanas para as humanas.

Muita gente tem usado descobertas da física para aplicar na sociedade humana. Pode-se em muitos casos, em reflexões filosóficas que são utilizadas em Escolas de Pensamento da Física em outras Escolas.

Porém, quando se desce para para questões teóricas para análise de fenômenos, não se pode aplicar direto, mas apenas usar com comparações, com muito cuidado.

Há muitos autores que importam direto, criando uma espécie de zodíaco físico, que muito mais atrapalha que ajuda.

É isso, que dizes?

Matrix é um filme australo-estadunidense de 1999, dos gêneros ação e ficção científica, dirigido por Lilly e Lana Wachowski e protagonizado por Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie-Anne Moss.

A ideia de Matrix é de que existem dois mundos: um no qual vivemos e acreditamos ser a realidade. E outro, do lado de fora, quando se consegue ver Matrix de fora – algo muito mais próximo do que está ocorrendo, de fato.

Para sair da ilusão permanente, é preciso tomar uma pílula vermelha para iniciar um processo de desintoxicação, observação, compreensão e até retorno, mas já com a nova percepção.

Matrix pode ter diferentes interpretações e eu também tenho a minha.

A pílula vermelha – ponto de fuga – é a capacidade que temos de olhar para a nossa caixa de fora e entender com mais clareza como fomos formatados, o que é ainda válido e o que tem que ser descartado.

Gosto ainda de trazer Thomas Kuhn para nos ajudar a entender o filme.

Segundo o físico americano, ver mais o que falei dele aqui, nós olhamos para a realidade, a partir de determinadas premissas anteriores, que ele chamou de paradigma.

Paradigmas tem um prazo de validade.

Um tempo de duração, até que algo ocorra, como a chegada do Digital, que nos coloque em estado de Anomalia, pois a forma como pensávamos e agíamos fica obsoleta diante de novos fatos.

Sendo necessária uma mudança dos paradigmas estruturantes – geralmente filosóficos e teóricos para poder entender o mundo.

Gosto de brincar que nossa Escola Bimodal é a pílula vermelha para tirar as pessoas de Matrix – do mercado cujas premissas ficaram obsoletas.

Há uma demanda por rever a tal pílula vermelha na seguinte proposta:

  • nossa tecnoespécie cresce demograficamente;
  • por causa disso, precisamos criar novas mídias mais descentralizadas parra lidar melhor com a complexidade demográfica;
  • novas mídias mais descentralizadas, quando se massificam, alteram as bases com as quais os negócios e as organizações operam.

Enquanto não se toma a pílula vermelha se estará querendo competir dentro de Matrix, quando cada vez mais gente está saindo para fora.

É isso, que dizes?

Caso queira tomar nossa pílula vermelha é por aqui.
https://www.bimodais.com.br/pro

Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Dentro do que estou estudando, podemos dizer que a Bimodais é uma Escola de Administração com forte contribuição para as Escolas de Pensamento Descentralizadoras.

Explico.

Veja o mapa das diferentes camadas na Hierarquia da Reflexão de diferentes Escolas:

Abaixo aponto em que áreas estamos contribuindo para as Escolas de Pensamento Descentralizadoras:

No Filosófico Existencial:

  • Somos uma tecnoespécie;
  • Somos uma espécie midiaticamente progressiva;
  • Somos uma espécie demograficamente progressiva.

No Filosófico Histórico:

  • Mudou a mídia, mudou a sociedade;
  • Mudou a mídia, temos outra era civilizacional.

Por isso, que a colaboração da nossa escola tem efeito em todas as outras, pois altera no que é filosoficamente comum a todas, como pré-condição para alguma influência nos debates epistemológicos e éticos, influenciando fortemente o teórico, pois as leis precisam ser reajustadas.

Por fim, por que somos uma Escola de Administração?

Por que nosso cabedal teórico, as leis que criamos:

  • Mudou a mídia, mudou o modelo de administração;
  • Novas Linguagens trazem novos modelos administrativos.

São para aplicação direta nas organizações.

E, por fim, como proceder a migração, metodologia:

  • criação de áreas separadas.

O Futurismo se deve ao fato de conseguir enxergar mais adiante dos os demais, pois alteramos paradigmas nas duas primeiras casas da área verde, a principal, que tem efeito dominó em todas as outras.

É isso, que dizes?

Escolas de Pensamento compartilham de áreas comuns da Hierarquia da Reflexão. E áreas limitadas, que são exclusivas para a solução dos problemas.

Se analisarmos a Escolas de Pensamento temos debates que são nitidamente da área comum de várias Escolas similares e outros que são específicos do problema analisado:

Cada uma destas camadas, define determinadas pré-condições que guiarão as camadas hierarquicamente abaixo:

Assim, no caso da Escola Austríaca, que tenho estudado como objeto de análise, vemos que houve uma série de estudos na área comum (verde) do que podemos chamar Escolas individualistas/liberais, que definem essências, valores e rotas em comum para vários Escolas de outros problemas, tais como Educação, Política, Saúde, Arquitetura, Direito, etc.

Na camada de reflexão Teórica, entretanto, há a necessidade da criação de leis, que vão definir metodologias específicas para atuar diante do problema escolhido.

Note que temos o que pode ser comum em diferentes escolas que optam por valores similares, em verde, e o que é separado em azul.

Tenho utilizado a tese de diversos autores de que é no debate número 01, existencial, que se define as linhas principais de todas as escolas, que influenciam tudo de lá para diante.

E que há Escolas Liberais/Descentralizadoras/Individualistas, que compartilham parcialmente ou o todo a área verde.

E com aplicações desta essência, valores e rotas, que influenciam as leis em azul, definindo métodos, que chegam ao operacional.

É isso, que dizes?

Uma das coisas que aprendi estudando que o conhecimento tem uma hierarquia.

Para nós, aqui da escola, conhecimento é uma ferramenta para a solução de problema.

Não conhecemos para chegar à verdade, pois a verdade é inútil, pois hoje é uma e amanhã será outra.

Problemas são contextuais e contemporâneos e é na prática da solução dos mesmos que se chega não a verdade, mas naquilo que não deve ser pensado ou feito daquela maneira, pois traz consequências ruins para quem o faz.

Assim, um conjunto de pensamento e de ações só pode ser avaliado depois que são implantados operacionalmente e pode-se avaliar se teve os resultados esperados.

Se minimizou ou não os problemas.

Obviamente, que poderá haver diferentes opiniões sobre o que é “minimizar ou não um problema”, o que deve ser avaliado por quem o sofre.

E aí podemos começar a estruturar a tal Hierarquia de Reflexão.

Hierarquia – classificação, de graduação crescente ou decrescente, segundo uma escala de valor, de grandeza ou de importância.

( Permitam um parenteses: note que hierarquia não é necessariamente algo negativo, como muitas vezes se atribui. Hierarquia é um critério de graduação em aberto, é uma forma na qual se vai definir valores maiores ou menores de importância. O que pode implicar muitas vezes em pessoas. O que se questiona muito hoje em dia não é a hierarquia mais a hierarquia vertical, ou fechada, ou rígida, ou que defende valores ou autoridades pouco eficientes. Uma rede distribuída é um tipo de hierarquia.)

Quando pensamos em conhecimento (onde se inclui a ciência, produtora de conhecimento para problemas complexos) temos que estabelecer uma hierarquia de valores ao se analisar um problema.

  • Temos como base inicial a avaliação dos resultados diante de uma determinada operação sobre um problema;
  • Uma operação jamais é feita sem uma metodologia – por mais improvisada, não registrada ou refletida que seja;
  • Não existe metodologia que não siga determinadas leis teóricas, idem para a improvisação;
  • E, por fim, não existem leis teóricas, que não tenham passado por debates filosóficos, pela ordem de hierarquia da primeira para as seguintes: quem é o ser humano? O que ele quer? (existencial) Como sabe o que é um conhecimento válido diante de uma ação? (epistemologia) Como deve agir individualmente e coletivamente? (ética).

Quando analisamos problemas e Escolas de Pensamento que optam por sugerir tal e qual metodologias de ação temos que colocar esta Hierarquia da Reflexão para entender as diferentes escolhas que foram feitas para poder fazer um diagrama da mesma.

É isso, que dizes?

https://web.facebook.com/carlos.nepomuceno/videos/10157497430623631

Disse no Resumocast desta semana que há uma crise de paradigma filosófica no mercado.

As mídias não são neutras, são a placa-mãe da sociedade. Todo o resto são sistemas operacionais: economia, política, educação, arquitetura, psicologia, etc.

Marshall McLuhan, que estaria completando 108 anos esta semana, foi um filósofo que sugeriu uma alteração no topo do edifício do pensamento.

Ele criou a frase “o meio é a mensagem” que altera uma visão na área existencial da filosofia, na qual debatemos quem é o ser humano.

Ele afirma que somos uma tecnoespécie midiática, que quando a mídia muda, tudo na sociedade se altera, incluindo nosso cérebro.

Se a mídia é a placa-mãe da sociedade e tudo que vem depois é sistema operacional, faz-se necessário recomeçar os estudos das Ciências Sociais, onde estão os negócios e a administração.

Seria algo como Antes e Depois de McLuhan.

Se consideramos a mídia como condicionadora da sociedade, há uma mudança de 180 graus, por exemplo, na forma de se pensar a administração.

Só com essa mudança de paradigma, conseguimos entender que os Ubers são um novo modelo de administração e não mais um “negócio diferente”.

E se isso é fato as organizações têm que se preparar para viver num mundo em que temos dois modelos de administração diferentes e incompatíveis.

Ou se pensa antes ou depois de McLuhan.

É isso, que dizes?

Estes são os debates que temos feito na nossa escola.

Caso queira fazer algum curso é por aqui.
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Um dos meus alunos me disse  seguinte:

Escolas de Pensamentos têm uma estrutura relacionada entre diferentes áreas, que são uns pré-requisitos de outros. Passei a chamar isso de Edifício do Pensamento:

Note que quando os resultados são insatisfatórios temos que voltar de baixo para cima para ver que tipo de problema temos nos diferentes andares, subindo na escada.

Porém, nestes andares temos divisões específicas também definidos de forma hierárquica, dependendo do debate de cima, influenciando o debaixo:

Note que se eu defino o existencial de uma determinada maneira, passo para a segunda bateria de respostas, que define a epistemologia, condicionado pela resposta anterior.

Quando analiso a Escola Austríaca, como exemplo, posso “encaixar” diferentes debates em diferentes posições:

Note que apesar de se considerar Econômica, segundo o livro “Ação, tempo e conhecimento: A escola austríaca”, de  Ubiratan Jorge Iorio, os três itens acima são definidores da mesma.

Assim, o que temos é uma Escola, que parte da Economia, mas “sobe” no Edifício do Pensamento para apresentar sugestões de mudanças em TODAS as Ciências Humanas, em debates no “andar” da Filosofia.

Em nenhum momento, está se definindo aqui questões econômicas, mas temas filosóficos, que servirão de base para a análise de várias ciências humanas, incluindo a Filosofia.

É isso, que dizes?

Temos que dividir os estudos sobre qualquer assunto nos seguintes níveis:

Muitas vezes, a partir de um problema como “ajudar a sociedade a lidar melhor com os aspectos econômicos” há questões que “descem” no Edifício do Pensamento para as teorias e metodologias.

Que ficam restritas aquele problema específico.

E outras que “sobem” abrangendo questões filosóficas, que afetam TODAS as áreas das ciências sociais.

No livro, “Ação, tempo e conhecimento: A escola austríaca” de Ubiratan Jorge Iorio apresenta o seguinte norte, ponto focal, da Escola Austríaca:

Notemos que o que chama de tríada básica:

  • ação humana – é filosofia metafísica, o que o ser humano quer? Viver cada dia melhor que o anterior, isso é do pensamento filosófico individualista;
  • concepção dinâmica do tempo – isso tenho que me aprofundar mais;
  • limitação do conhecimento, debate filosófico, que é algo que podemos definir como Epistemologia Individualista.

A meu ver, não são o norte da Escola Austríaca, mas de todas as Escolas Individualistas, de qualquer área.

Aí temos uma segunda camada que foi chamada de “elementos de propagação” (não gosto do nome), pois não está bem encaixado.

Podemos dizer que utilidade marginal é uma Bifurcação Filosófica, até prova em contrário, exclusivo da Economia.

Porém, subjetivismo e ordem espontânea fazem parte de TODAS as escolas individualistas das ciências sociais.

O que falta aqui é uma ordem de prioridade das Bifurcações Filosóficas, qual o debate é condicionado pelo anterior e o que é um debate FILOSÓFICO (nos diferentes ramos metafísico, epistemológico e ético) e o que é um debate TEÓRICO (criando normas e leis) específicas para aquele problema – que não extrapolam para os demais ramos das ciência sociais.

Há uma confusão aqui de espaços de debates.

É isso, que dizes?

Acredito que não.

Ao levantar a questão da mídia como um fator fundamental para entender o ser humano, o debate está na Metafísica: quem é o ser humano e o que ele faz aqui no planeta?

O que, no frigir dos ovos, o McLuhan nos diz na emblemática frase “o meio é a mensagem” é o seguinte:

  • ao responder a pergunta “quem somos” temos que nos colocar como tecnoespécie midiática;
  • e é uma espécie para a qual a forma dos meios condiciona, não determina toda a sociedade;
  • acrescido do papel da demografia, como fator impulsionador das mudanças de mídia.

Assim, não estamos debatendo aqui o problema da comunicação para o qual teríamos diversas teorias, mas um debate mais amplo filosófico metafísico, que está no início das Bifurcações Filosóficas.

Por isso, podemos dizer que a proposta da Escola Metafísica Canadense, este seria o nome mais adequado, é uma Bifurcação para todas as outras Escolas e não um tema específico “DA COMUNICAÇÃO”.

A lógica seria essa:

Os canadenses NÃO estão debatendo uma TEORIA DA COMUNICAÇÃO, mas promovendo um debate METAFÍSICO FILOSÓFICO, que têm repercussões – caso faça sentido o que dizem – em TODOS os estudos das Ciências Sociais.

É isso, que dizes?

Estou lendo o livro “Ação, tempo e conhecimento: A escola austríaca” de Ubiratan Jorge Iorio.

Não acredito que possamos compreender a Escola Austríaca em toda a sua dimensão como sendo apenas uma Escola de Economia, que tem uma vertente multidisciplinar.

Temos diferentes Escolas de Pensamento na sociedade, que tiveram uma Bifurcação Filosófica.

Ou optaram por uma visão coletivista ou individualista.


  • Coletivistas – há uma missão COLETIVA do sapiens enquanto espécie na terra, para a qual todos migram de forma conjunta;
  • Individualistas – não há uma missão do sapiens enquanto espécie na terra, tendo cada um a sua própria missão, que vai se inter-relacionando com os demais.



Escolas Individualistas, que vão abranger um conjunto enorme de problemas, que é o caso da Austríaca e a nossa Canadense/Bimodal terão como similaridade:

  • a compreensão do movimento individual, gerando Ordens Espontâneas;
  • indicadores coletivos, que guiam a Ordem Espontânea, tais como preços ou reputação online.

A Bifurcação não está no nível teórico, mas mais acima no filosófico.

E seria um debate que abrange TODAS as escolas individualistas/formalistas e não apenas uma de Economia.

Não é um debate multidisciplinar e nem humanista, mas filosófico, como vemos na figura abaixo:

O que se está dizendo é que há uma Bifurcação Filosófica, que abrange a todas as Escolas de Pensamento, que optarem por colocar o indivíduo como eixo central.

E isso pode abranger a Educação, Psicologia, Saúde, etc…. bem como a Comunicação e também a Economia.

TODAS as Escolas de Pensamento, que se baseiam do Individualismo, acabam por aceitar e defender a ideia de que a sociedade caminha numa Ordem Espontânea e vai procurar criar teorias como isso ocorre em cada um dos problemas observados.

E sofrerá as mesmas críticas vindas do coletivistas, que acham que existe um rumo (conteúdo).

Assim, o que temos é uma Escola Filosófica maior, que é um guarda-chuva para todas as demais que vêm abaixo, veja a imagem:

Em contra-posição a:

É isso, que dizes?

Hoje, entra no ar minha terceira participação no Resumocast, a convite do maravilhoso Gustavo Carriconde. Foram três episódios, que formam um curso completo sobre uma nova visão sobre o digital, a partir da nossa escola Bimodal.

Uma sugestão de ordem:

Kuhn nos ajuda a entender que vivemos um período de anomalia, no qual nossos paradigmas sobre o ser humano, sociedade, administração e negócios precisam de um refresh, um F5.

Lévy, da terceira geração da escola canadense, nos aponta as mudanças necessárias: o conceito da tecnoespécie, das mídias como placa-mãe da sociedade.

E no meu livro, da quarta geração da escola canadense, defendo que somos uma espécie, além de midiática, demograficamente progressiva e que estamos diante da chegada da uberização – novo modelo administrativo mais sofisticado.

Este novo modelo administrativo, que chamamos de forma mais científica de Curadoria, visa criar um equilíbrio entre oferta e demanda.

Se você ouvir os episódios na sequência sugerida, entenderá uma lógica completamente diferente sobre o mundo digital e poderá optar por se engajar nessa nova visão.

É isso, que dizes?

A nova visão pode ser consolidada, aprofundada e debatida por quem abraçou tais conceitos dentro da nossa Escola Bimodal.

Caso queira fazer algum curso é por aqui.
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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Todo mundo fala em complexidade, mas são muito poucos que ligam a complexidade da sociedade humana ao aumento populacional.

Coloquemos isso em números.

Nós passamos de 1 para 7 bilhões, o que significa um Brasil, de hoje e mais um pouco, chegando no planeta a cada década.

E uma Venezuela a cada ano.

Se formos para o Brasil.

Nós passamos de 30 para 210 milhões, o que significa um Estado do Rio novo a cada década, como número de hoje. E uma Curitiba a cada ano.

Imagina que todos estes novos habitantes como se fossem imigrantes de outro planeta?

É óbvio que algo precisava acontecer para que houvesse um equilíbrio maior entre demanda (que agora é de 21 bilhões de pratos de comida por dia) com a oferta – um ambiente produtivo compatível.

A Revolução Midiática vem cumprir este papel: alinhar a nova complexidade com novo modelo de comunicação e administrativo.

É isso, que dizes?

Os conceitos de Friedrich  Hayek (1899-1992) são bem interessantes para serem incorporados pelos Bimodais.

Em resumo, numa tradução livre, Hayek diz o seguinte:

  • caminhamos para cada vez mais complexidade;
  • diante da complexidade, é preciso estimular ordens espontâneas e não controladas;
  • ordens controladas impedem as trocas voluntárias;
  • e é preciso uma espécie de linguagem coletiva para que a ordem espontânea possa balizar suas decisões.

Ao aplicar estas leis na economia, Hayek vai aplicar o conceito a uma análise do socialismo, que é um exemplo típico de ordem controlada pelo centro.

Ele aponta que a quantidade de decisões que precisam ser tomadas na complexidade é tão grande, que o centro se torna incapaz de fazê-lo.

E que a falta de uma linguagem econômica (isso é uma tradução minha), aponta para os preços, como um fator determinante para que mais pessoas participem das decisões.

A ideia de preço como linguagem é minha, mas podemos dizer que são números, que são produzidos de forma coletiva e servem para que pessoas, a partir deles, decidam.

Linguagens são códigos que permitem interação e tomada de decisão.

Há aqui um jogo interessante de causas e efeitos, que faz parte das conclusões da nossa escola, vejamos:

O aumento da complexidade gera crises administrativas, pois as decisões vão se concentrando e ficando cada vez menos qualitativas.

No caso de Hayek, ele sugere que passamos a ter um aumento da escassez, pela dificuldade das pontas em produzir abundância – o que nos leva à crise cada vez mais aguda.

É a mesma lógica do nosso conceito de Complexidade Demográfica Progressiva. O que colocamos de novo é a demografia como fator de aumento de complexidade.

O que é interessante na comparação é que chamando preços de linguagem econômica, bem como estou chamando estrelas e curtições de linguagem dos rastros.

Os preços permitem a tomada de decisões coletivas, bem como as curtidas que têm um vendendo do mercado livre.

São linguagens simples, mas que permitem tomada de decisões, para que as pontas lidem melhor com a complexidade.

Podemos desenvolver mais isso, adiante.

É isso, que dizes?

Todo o debate sobre a espécie humana se divide em bifurcações filosóficas.

Se você acabou numa cidade que chove muito, certamente, em algum lugar da estrada fez a opção por aquela cidade e, sem saber, ou sabendo, que era uma em que chove muito.

Opções filosóficas definem caminhos e muitas vezes se perde muito tempo sem que se saiba qual foi o escolhido, seja voluntariamente ou não.

Na filosofia, há debates metafísicos – aqueles que definem: “quem somos e o que estamos fazendo aqui neste planeta”.

Tais debates são as bifurcações primárias, que definem TODAS as correntes de pensamento abaixo.

Se não passarmos por esse debate e entendermos as bifurcações primárias, vamos nos perder nas secundárias.

A principal bifurcação primária, a meu ver, quando se responde – o quem somos, para efeito da ciência, é a meu ver é

“Qual é a do sapiens?”

  • Estamos aqui para viver e sobreviver, sem nenhum tipo de missão da espécie? O que for melhor para cada um, está tudo certo!
  • Ou temos uma missão coletiva que precisamos levar adiante, enquanto coletivos?

Podemos dizer que temos duas separações:

  • Estamos diante de pensadores coletivistas (que acreditam numa missão coletiva);
  • Ou dos pensadores individualistas (que acreditam na individualidade).

Esta divisão é fundamental para os desdobramentos das Escolas de Pensamento, que virão depois disso.

  • Coletivistas, por acreditarem numa missão da espécie, se preocupam com CONTEÚDOS, com o que está sendo dito, num centro que sabe o caminho, numa forma de comando controlada, do centro para as pontas;
  • Individualistas por NÃO acreditarem numa missão da espécie, se preocupam com FORMAS, pois quem preenche o conteúdo são as pessoas e NÃO um centro que sabe o caminho, numa forma de comando NÃO controlada, espontânea, das pontas para as pontas.

Podemos, assim, falar de pensadores e escolas CONTEUDISTAS (coletivistas) e FORMALISTAS (individualistas).

Uma decisão filosófica metafísica, puxa a visão epistemológica para um lado ou outro.

A Escola Bimodal está na bifurcação filosófica entre os Individualistas/Formalistas.

McLuhan, ao definir que “o meio é a mensagem” assume completamente a sua visão de que algo modifica a forma da sociedade, independente do seu conteúdo.

As críticas em geral vêm dos coletivistas/conteudistas.

McLuhan não tem a visão de que a espécie tem um comando central, mas vai se construindo de forma espontânea, quando chegam novas mídias.

A forma da tecnologia influencia as decisões espontâneas das pontas, dos indivíduos.

Tal pensamento, se aproxima das ideias de Adam Smith e dos pensadores da Escola Austríaca, na linha liberal, que vêem o mercado como uma ordem espontânea.

Incluindo alguns que falam da espontaneidade da linguagem, que é também mídia.

Assim, podemos criar um elo entre diversos pensadores, de diferentes Escolas de Pensamento, de diferentes áreas, tendo como eixo a visão formalista/individualistas por um lado e os conteudistas/coletivistas, por outro.

Muitos dos debates serão minimizados, poupados do gasto de energia, se isso estiver claro.

Se não houver uma alteração metafísica, formalistas e conteudistas não vão se entender.

É isso, que dizes?

Alguém do Instagram acordou de manhã de mau humor e resolveu não mostrar os likes dos usuários para os outros.

  • Muita gente não vai dar bola;
  • Outros dizem que é o fim do mundo.

E eu vou dizer que é mais um sintoma da crise da Uberização 1.0.

Não importa bem o motivo, apenas é incompatível o grau de liberdade que se começa a ter com uma decisão monocrática de cima para baixo.

Há algo que não está batendo no mundo uberizado. E isso tem começado, lentamente, a “cozinhar” uma crise.

Já tivemos protestos de sebos na Estante Virtual, manifestos de Youtubers contra a plataforma, greve de motoristas do Uber.

Estamos vivendo o que chamamos aqui na escola de O SURGIMENTO – a primeira fase de uma Revolução Midiática Civilizacional, na qual o novo e o velho estão ainda muito misturados.

(As outras duas fases de uma Revolução Midiática: CONSOLIDAÇÃO e depois OBSOLESCÊNCIA).

O Instagram é um dos representantes principais do que passamos a chamar de Uberização 1.0.

Nela, temos novo modelo de comando e controle: todo mundo coloca conteúdo na plataforma sem ingerência do poder central.

Porém, se o modelo atual dá liberdade total para inclusão de conteúdo, não tem ainda ferramentas para a participação em decisões internas da plataforma, tais como mostrar, ou não, os likes.

Na Uberização 1.0, o centro trabalha ainda com o modelo antigo, da gestão, controlando o algoritmo da plataforma de forma monocrática, incluindo este caso se vai ter like ou não.

E, por falta de concorrentes, que apresentem novo modelo de comando e controle, age dessa maneira.

Nossa aposta é de que a decisão do Instagram explicita a contradição entre um mundo novo que surge e o velho que tende a resistir.

Temos uma crise da Uberização 1.0, que tende a se agravar cada vez mais.

Vai ser cada vez mais incompatível e inaceitável para os usuário um modelo de comando e controle que dá liberdade total de um lado e é totalmente monocrático de outro.

O que vale para quem está do lado de fora, não é o mesmo para quem está do lado de dentro.

Em resumo:

Todo mundo é avaliado nos Ubers, mas não os próprio Ubers.

Existe uma latência hoje por algo bem diferente para impedir que os Instagrans possam fazer o que ele se fez esta semana.

Há uma forte demanda pela democratização das plataformas principalmente dos que fornecem serviços e produtos (motoristas, sebos, produtos de fotos, de vídeos, etc).

Daqueles que dependem da plataforma para sobreviver. Cria-se uma incerteza no ambiente péssima para os negócios.

O Instagram, entretanto, mesmo que queira não tem ferramentas – no atual modelo – para mudar de atitude – é preciso um novo ciclo, na qual terá que se ir mais fundo no processo de distribuição de poder.

O que está faltando neste caso é mix tecnológico, que permita:

  • Que cada pessoa tenha a sua própria reputação, como se fosse em uma carteira personalizada, que leva para onde quiser, liberando-o de uma plataforma específica;
  • E que seja possível, de forma simples, que haja Plataformas Distribuídas, que serão avaliadas por todos, com a opção de escolha das mais bem avaliadas pela comunidade de consumo;
  • Vingará aqueles que tiverem melhores preços, qualidade de serviço e personalização dos algoritmos mais afinados com a demanda da comunidade.

As tecnologias disponíveis hoje não permitem tal possibilidade – o que torna emergente a chegada e disseminação da cultura Blockchain.

O caminho que parece claro é que teremos no horizonte a uberização da uberização.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

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Um deles me disse o seguinte:


No fundo, o que as pessoas desejam quando falamos de ciência é intermediar o conhecimento.

Quando se fala em Ciência Religiosa, aquela que procura a verdade e não a solução de problemas, cria-se a intermediação científica.

Alguém sabe e os outros não sabem.

Cria-se uma espécie de igreja científica, com hierarquias, na qual todos precisam pedir amém.

Há autoridades que sabem A VERDADE e todos que têm problema precisam ir ao “confessionário científico’ falar dos seus pecados e saber quantas aves marias precisa rezar.

Quando fazemos debate sobre o conhecimento, temos a seguinte bifurcação epistemológica:

  • Ciência Religiosa – aquela que procura a verdade, uma intermediação da solução dos problemas, via senhores absolutos do saber, as “autoridades de marfim” – da ordem controlada;
  • Ciência Científica – aquela que procura resolver problemas, uma reintermediação da solução dos problemas, sem as autoridades da verdade – da ordem espontânea ou descontrolada.

Quando desenvolvi aqui os novos conceitos sobre o digital, longe da Ciência Religiosa, focado no problema “ajudar a sociedade a pensar e agir de forma mais consistente diante do digital”.

Comecei um aprendizado reintermediado com os que sofrem com este problema. Nossa comunidade, em torno do problema, foi ganhando independência.

A validação deixou se ser dos pares e passou a ser do pesquisador com os clientes – que sofrem.

Pessoas sofrem por que querem melhorar de vida diante das intempéries da realidade e querem entender e agir melhor para superar estes problemas.

Isso é o que podemos chamar de interação sapiens-mundo, com o foco melhorar de vida.

Meus alunos passaram a me ajudar a:

  • mostrar as contradições dos conceitos;
  • quando eles eram pouco claros;
  • a melhor forma de enumerá-los;
  • e como aplicá-los no operacional, com foco em minimizar os problemas que vêm com o digital.

O que me obrigou a ler mais, entender mais, mudar o tempo todo.

De forma descentralizada, fomos construindo novas filosofias, teorias e metodologias que podem ser criticas apenas de duas maneiras:

  • de forma horizontal pelos cientistas religiosos – pessoas que estão preocupadas com a forma, sob o ângulo da Ciência Religiosa, a Ciência voltada para ela mesma, como instrumento de poder, de manter a intermediação das autoridades. Não se quer saber se os conceitos estão ajudando as pessoas, mas apenas como se enquadram nas regras aceitas pelos pares;
  • de forma vertical – pessoas que estão preocupadas com o conteúdo, sob o ângulo da Ciência Científica, a Ciência voltada para o cliente, como instrumento de minimização de problemas, de reintermediação das atuais autoridades científicas. Se quer saber se os conceitos estão ajudando as pessoas.

Muito das críticas que eu recebo e vejo que as gerações anteriores da nossa escola receberam (Innis, Havelock, McLuhan) não foram sobre o que estava sendo dito, mas a forma e a independência.

O que estava claramente em jogo não era o que se diziam, mas claramente não se abrindo mão do poder científico.

Quando vejo pessoas questionando os conceitos (e vejo isso no que leio e no que vivo) sem colocá-los dentro do debate:

  • Do debate, ciência religiosa x científica;
  • Do debate, ciência voltada para os pares x ciência para os clientes;
  • Do debate ciência por assuntos x por problemas.

Da preocupação da crítica horizontal (da forma) e não da vertical (do conteúdo): são conceitos que ajudam as pessoas a pensar e agir melhor?

Enfim, vivemos profunda crise nas ciências e por baixo dela o que existe é uma briga de poder: as pessoas têm direito de resolver seus problemas por conta própria, criando seu próprio método mais científico possível, de forma espontânea?

Ou vão precisar sempre passar pelo confessionário científico para saber quantas aves marias precisam rezar?

O digital traz uma pressão sobre essa questão, não só pela liberdade que se ganhou para pesquisar, publicar e experimentar a solução de problemas, bem como, pelos novos ambientes (plataformas) que serão criados para reduzir cada vez mais o poder dos Cientistas Religiosos.

É isso, que dizes?

Vimos neste artigo, uma primeira visão geral sobre o tema.

Temos em uma Revolução Civilizacional, provocada por novas mídias, o seguinte quadro:

Quero aqui detalhar mais um pouco.

No surgimento, temos dois movimentos:

  • Massificação dos novos canais – com consequências específicas;
  • Massificação da nova linguagem – com outras consequências.

Isso é o padrão de todas as revoluções midiáticas.

Se analisarmos a última, chegada da mídia impressa, tivemos:

Notem que no caso da Escrita Impressa, houve a massificação dos novos canais e da nova linguagem juntas, pois os códigos escritos já existiam desde antes, mas não eram massificados.

Houve um processo junto, não se inventou nada, apenas se disseminou. O novo modelo administrativo descentralizado (livre mercado e república) só se consolidou 350 anos depois.

Note que o que estamos chamando de digitalização é um longo processo, mas que mantém o mesmo modelo administrativo.

O marco seguinte é a uberização, quando se dissemina o novo ambiente administrativo, ainda de forma periférica.

Se compararmos com o passado, só podemos dizer que temos o fim da primeira etapa do “surgimento” quando uberizarmos o ambiente político, se compararmos com a última Revolução Midiática.

É isso, que dizes?

Tenho dito que quem olha para a tendência tecnológica do ano que vem não é futurista, é modista.

A time line do futurista é de, pelo menos décadas ou séculos, apontando macro tendências.

E só faz sentido termos futuristas e não modistas, quando há algo sendo alterado em fatores macro-históricos.

Futuristas analisam fenômenos macro e não micro históricos!

Uma pessoa que passa o tempo todo trabalhando com a time line da micro história, como é o caso dos modistas, estrategistas e profissionais de inteligência competitiva não foram treinados para compreender movimentos macro-históricos.

A Internet é claramente um fenômeno macro-histórico, por isso as mudanças são tão profundas e disruptivas. Ou se coloca o fenômeno no seu devido lugar, ou os modistas de plantão serão eternos produtores de MIMIMI!

A Era Digital se inicia a partir de uma Revolução Midiática.

É um fenômeno da macro histórica que introduz na sociedade novos canais e linguagem, como foram, no passado, a disseminação dos gestos (?), oralidade (70 mil anos), escrita manuscrita (7 mil) e impressa (520 anos) e agora o digital.

Para se apontar um futuro com mais consistência, um futurista precisa comparar o fenômeno macro-histórico com os demais e iniciar um minucioso processo comparativo com o passado para saber o que pode ser muito, pouco ou nada parecido com o que já vivemos.

E projetar, a partir daí, o que provavelmente virá de realmente diferente para que respectivos clientes possam tomar decisões futuras melhores.

É isso, que dizes?

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Veja o depoimento de um dos nossos alunos:


O ser humano tem duas questões básicas: sobreviver e viver.
Ou de sobrevivência e existência.

Quem trabalhou muito com isso foi Maslow, quanto mais no alto da pirâmide, mais vivência e menos sobrevivência.

Quando pensamos em Ciência Científica (voltada para problemas) podemos separar duas linhas de pesquisa para contrapor à divisão bem comum entre ciência aplicada e pura – que eu acho extremamente imprecisa e “atrapalhadora“.

A nosso ver, temos duas linhas de pesquisa diante dos problemas:

  • Problemas de sobrevivência;
  • Problemas de existência.

Em ambos os casos, as pesquisas podem utilizar métodos mais científicos.

Porém, os problemas da existência são ligados, de maneira geral, à curiosidade e nem sempre desaguam em metodologias.

O estudo do tamanho do pescoço de um dinossauro é um exemplo desse tipo, que pode-se chamar de um tipo de Ciência Científica da Curiosidade, a partir de diferentes métodos – com limitações para se aferir resultados.

Quem tem razão? É dois metros e 50 ou 60 o pescoço do bicho?

Problemas de existência, ligados à curiosidade, devem ser estimulados em regiões em que a sobrevivência foi superada e podemos dizer que servem para um tipo de entretenimento – mais consistente – para os interessados, via livros, documentários, etc.

De maneira geral, entretanto, a Ciência mais relevante está ligada à sobrevivência, na qual é possível aferir resultados das pesquisas e atende às demandas de mais gente.

Acredito que esta nova separação entre sobrevivência e existência facilita, em muito, a compreensão do problema e a de entender quando estamos diante de uma ou outra.

A ideia, por exemplo, de Ciência Pura e Aplicada é algo que merece também uma ressalva.

Aqui na escola, analisamos que TODOS os problemas têm diversas camadas de bifurcações científicas, que definem como será a metodologia proposta e esta o operacional.

E aí temos a ideia do Edifício do Conhecimento que se aplica a qualquer problema. Dependendo da dificuldade em atuar diante dele, deve-se subir para níveis mais alto do debate, à procura de bifurcações mais abstratas.

Assim, o lado “puro” é uma parte do edifício.
E o lado aplicado é outra parte, que devem ser “visitados” quando demandados.

É isso, que dizes?

Podemos dizer que temos duas visões de ciência (isso é minha avaliação):-

  • Religiosa – a que defende a procura da verdade;
  • Científica – voltada para os problemas.

Se olharmos para o passado, veremos que a ideia da procura da verdade é uma utopia do ponto de vista da chegada final ao objetivo.

Além disso, tal visão fortalece a ideia de verdade/alguém sabe, centralizando a produção científica.

Mais ainda: a chance da Ciência Religiosa se transforma em Curiosidade é enorme.

Podemos dizer que a Ciência Científica, ou a Ciência Ciência ou simplesmente Ciência é aquela voltada para os problemas humanos.

Não existe uma verdade única, mas aquela que atende a cada pessoa diante de cada problema, a melhor forma de resolver possível, a cada situação.

Assim, a ideia de que a Ciência é uma ferramenta humana à procura da verdade é falsa. Seria uma Ciência muito mais de Valores, ligada à Ética do que à Epistemologia.

A Ciência é uma ferramenta humana para nos ajudar a lidar melhor com os diversos problemas.

Tal visão mais pragmática e menos idealistas e utópica da Ciência nos alinha aos autores americanos William James e John Dewey, num primeiro momento. E depois aos da Escola Austríaca nos conceitos de Hayek e Mises – de Ação Humana e Ordem Espontânea.

Nossa opção por Ciência como ferramenta para solução de problemas, nos coloca, a meu ver, na vanguarda do debate científico, pois na fase que estamos vivendo do Surgimento da nova Era Civilizacional, essa visão da ciência terá um renascimento.

Seria válida em todas as fases, mas ganhará um impulso muito maior agora, quando a descentralização se inicia com toda força.

Toda nossa pesquisa da Escola Bimodal visa entender e sugerir como agir melhor diante do digital – o que é um esforço válido dentro daquilo que entendemos como Ciência Científica e não Religiosa.

É isso, que dizes?

Hoje estarei gravando mais um episódio do Resumocast, com Gustavo Carriconde para falar do livro “A Estrutura das Revoluções Científicas“, o mais importante de Thomas Kuhn (1922-96).

Autores e livros ganham importância quando sugerem mudanças radicias ou disruptivas na forma de pensar – aqui é o caso.

Antes de Kuhn, havia um senso comum de que a ciência e o conhecimento humano eram incrementais, uma continuidade, construída tijolo após tijolo.

Muita gente considerava que o melhor caminho para a ciência era a indução (dos dados para as teorias) ou a dedução (das teorias para os dados), mas tudo ia devagarinho, passo a passo, sem grandes mudanças.

Kuhn introduz o conceito de Revoluções – que é uma quebra radical ou disruptiva na Evolução. RE + evolução – transformação radical. Trans + formação – mudança de uma formação para outra de forma bem diferente.

Kuhn, um físico americano, que tinha prática de pesquisa em bancada, defendeu a ideia de que a ciência é feita sim por momentos incrementais que chamou de ciência normal.

Mas que, de tempos em tempos, havia revoluções que denominou de ciência extraordinária.

E defendeu a ideia de que cientistas vivem dentro de paradigmas – que são válidos durante um tempo – mas que vivem anomalias: problemas passam a não mais ser bem trabalhados.

É quando surge um novo paradigma trazido por alguém de fora do status quo.

Quando temos novos paradigmas, segundo ele, vive-se a fase da ciência extraordinária para criar novos paradigmas, que permitem o retorno à indução e à normalidade.

Por que isso interessa a quem quer entender o Digital?

A meu ver, vivemos hoje uma crise de paradigma em todas as ciências sociais, uma anomalia, pois se procura entender as atuais mudanças, com os mesmos paradigmas, procurando fatos e não revendo teorias.

Temos um problema estrutural, filosófico/teórico na forma como:

  • pensamos o humano;
  • a sociedade;
  • e a história.

Prova disso, que a Era Digital chegou sem previsão, tem promovido mudanças profundas na sociedade e nenhuma teoria social de plantão conseguiu prever, explicar ou prognosticar o que estamos vivendo e para onde vamos.

Isso é típico sintoma de momento de anomalia.

Quando começamos nossos estudos sobre o digital, optando pelo novo paradigma da Escola Canadense de Comunicação, apresentamos novos parâmetros:

  • o ser humano é uma tecnoespécie;
  • por causa disso, consegue crescer demograficamente;
  • por crescer demograficamente, é obrigado a promover Revoluções Civilizacionais, que se iniciam com mudanças no modelo de comunicação, que permite alterações no modelo de administração.

Note que o paradigma acima apresentado, uma nova Teoria da História (com premissas e leis) é completamente diferente do senso comum hoje nas ciências sociais, na qual o papel das tecnologias, das mídias e da demografia são considerados periféricos e muitas vezes neutros.

Thomas Kuhn não explica, assim, o Digital, algo que falei mais no Resumocast ao detalhar meu livro (Administração 3.0) e o de Pierre Lévy (Cibercultura).

O recado de Kuhn que se aplica ao digital: deixar de entender os novos fatos com velho paradigma – e conseguir um mais adequado ao que estamos vivendo para obter melhores resultados.

É isso, que dizes?

A nosso ver, só passaremos a entender o digital plenamente quando o novo paradigma for, aos poucos, sendo adotado por cada vez mais gente, missão que a Bimodais – Futurismo Competitivo tem cumprido.

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Veja o depoimento de um dos nossos alunos:


Vimos em artigo anterior que determinados pensamentos e ações voltam na fase do surgimento da Revolução Civilizacional.

E defendemos também que neste período se reforçam pensamentos e ações condizentes com a descentralização.

O Pragmatismo tende a voltar.

Pragmatismo – corrente de ideias que prega que a validade de um conhecimento é determinada pelo seu bom êxito prático [É esp. aplicado ao movimento filosófico norte-americano baseado em ideias de Charles Sanders Peirce 1839-1914 e William James 1842-1910.].

Podemos dizer que, do ponto de vista epistemológico (debate filosófico do que é um conhecimento válido/verdadeiro) estamos saindo do idealismo radical.

Idealismo – qualquer teoria filosófica em que o mundo material, objetivo, exterior só pode ser compreendido plenamente a partir de sua verdade espiritual, mental ou subjetiva.

  • O pragmatismo está ligado à descentralização, pois quem define o que é um conhecimento válido é quem tem problemas – as pontas.
  • Enquanto o idealismo à centralização, pois são os ideólogos, os cientistas que definem o que é um conhecimento válido – o centro.

Quando defendemos na escola o Edifício do Conhecimento, no qual a filosofia, teoria, metodologia, o operacional estão voltados para problemas.

Veremos isso no discurso da Escola Pragmática, para a qual;

“Nós só pensamos quando nos defrontamos com um problema” – John Dewey.

Isso resolve um problema quando falamos no debate epistemológico da escola, pois baseado no ensinamento de Ayn Rand, antes de definir qual é o papel da ciência, se deve, como pré-requisito, explicitar o que faz o ser humano na terra.

Se a resposta é sobreviver e viver da melhor forma possível, sem um guia central de valores da espécie, podemos pensar em defender uma ciência utilitária para tornar isso possível.

O conhecimento válido é aquele que defende as melhoras formas de pensar e agir nessa direção.

Todo o arcabouço da ciência não está à procura da verdade, mas da melhor solução dos problemas do ser humano – o que nos leva, se quisermos, ao promover o renascimento das ideias pragmáticas, com alguns autores em destaque:

pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabelecida no final do século XIX, com origem no Metaphysical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos. Segundo essa doutrinametafísica, o sentidode uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos.

Do ponto de vista da filosofia epistemológico, me considero assim discípulo dos Pragmáticos, o que nos leva a um ponto de partida.

O que não nos impede de depois aceitar sugestões de Kuhn e Lakatos, que não defendem um ramo de epistemologia, apenas apontam com ela se desenvolve.

No caso de Kuhn, ora na indução (na normalidade) ora na dedução (na fase extraordinária).

A fase extraordinária, no momento, coincide nas ciências sociais com o surgimento da Revolução Civilizacional, na qual haverá o ressurgimento do Pragmatismo, que podemos chamar de 3.0.

É isso, que dizes?

Dentro da visão da nossa Escola, a macro-história (quando falamos em mais de uma década, séculos ou milênios) se desenvolve principalmente por três fatores integrados:

  • tamanho da população, que pressiona;
  • ambiente comunicacional disponível, que pressiona;
  • ambiente administrativo compatível com a complexidade demográfica.

Como vemos na figura abaixo:

Dentro deste contexto, podemos dizer que Eras Midiáticas-Demográficas-Administrativas Civilizacionais têm três momentos:

Podemos observar que há uma espécie de Espiral Civilizacional ao longo deste processo, com movimentos diferenciados no tempo, porém com similitudes.

A história não se repetiria, mas fenômenos seriam similares.

Isso – se comparadas as diferentes Revoluções Civilizacionais, da seguinte maneira:

Assim, quando temos determinadas etapas deste processo, maneiras de pensar e agir ganham mais diapasão e outra menos.

Por exemplo:

  • do surgimento à consolidação, movimentos descentralizadores ganham vitalidade;
  • da consolidação à obsolescência, movimentos centralizadores ganham vitalidade.

Não temos nestes momentos apenas pensamentos e ações novos, mas renascimento de pensamentos e ações, que voltam a ter espaço social e sofrem releituras, pois tais demandas surgem no macro cenário.

É isso, que dizes?

LIVE COMPLETA.

De maneira geral, o mercado enxerga a necessidade de digitalizar, mas não de uberizar.

É natural.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática da qual se entende muito pouco.

Revoluções Midiáticas vêm para equilibrar as forças das demandas com a das ofertas, através de profundas mudanças administrativas na sociedade.

Toda vez que temos Revoluções Midiáticas saímos de um ambiente administrativo de menos para mais sofisticação. Entenda sofisticação como descentralização de produtos e serviços, que provoca:

  • redução de custos;
  • personalização.

Revoluções Midiáticas permitem que possamos praticar novo modelo de comando e controle, reduzindo o poder central e aumentando o das pontas.

  • A digitalização consegue aumentar o poder dos usuários, quebrar barreiras de acesso no tempo e lugar. Está se digitalizando a Administração 2.0, a gestão, mas não se altera a forma de comando e controle – é a passagem da TV Globo para o Netflix;
  • A uberização, por outro lado, é a digitalização com alteração do modelo de comando e controle. Está se uberizando e criando a Administração 3.0, a Curadoria – é a passagem do Netflix para o Youtube.

A nova forma de comando e controle, que chamamos de Curadoria, consegue a redução de custo e a personalização e, por causa disso, cai nas graças do consumidor.

Entrega qualidade na quantidade e quantidade com qualidade, algo impossível no modelo de comando e controle antigo, no qual gerentes, supervisores, chefes tinham que carimbar todos os processos. E garantir a qualidade dos produtos e serviços, através da supervisão direta das pessoas.

Na Uberização, temos uma comunidade de consumo, que apoiada pela Linguagem dos Rastros (estrelas, cliques, comentários, compartilhamentos) e apoio de algorítimos – gerenciados pelos Curadores, consegue essa impossível façanha para os padrões administrativos antigos.

Muitos me perguntam:

A uberização vai dominar todo o mercado?

E hoje eu respondo: no longo prazo podemos dizer que bem provavelmente, mas no curto e médio o que promete é ocupar o lugar de locomotiva em cada setor, com mais ou menos velocidade.

Organizações uberizadas irão deixando para trás os vagões, que ainda ficam apenas tentando se digitalizar.

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Futurismo é a atividade de prever o futuro no médio e longo prazo.

É bom não confundir com estrategistas ou profissionais de inteligência competitiva, que trabalham com previsões de curto prazo.

O Futurismo precisa, assim, compreender o fenômeno histórico que estamos passando para conseguir projetar o futuro.

Nosso problema principal, que tem criado a prática do futurismo amador, é que há uma crise profunda nas Teorias da História.

Teorias da história, basicamente, escolhem os marcos para que possamos falar de antes e depois, de início de tal ou qual Era.

A idade moderna, por exemplo, foi definida assim pelos historiadores.

“A Idade Moderna é uma época da História que tem início em 1453 (tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos)”. 

Note que o marco é a tomada de poder de um grupo, fechando o ciclo do Império Romano.

A Teoria da História aceita hoje de forma hegemônica pela sociedade é marcada por ciclos políticos-econômicos. Porém, note que três anos antes, em 1450, Gutenberg inventa a prensa européia, iniciando o que os canadenses chamaram de Era Impressa.

Temos aí duas alternativas da Teoria da História incompatíveis:

  • baseada em conquistas e perdas (política/econômica);
  • baseada nas mudanças de mídia.

Quando percebemos o quanto a Era Digital está mudando nossas vidas, podemos entender que os historiadores, que optaram pelo marco político/econômico (queda de Constantinopla) fizeram a opção equivocada no passado.

Assim, um Futurista que continua a trabalhar com a Teoria da História de Plantão, não vai, pela ordem:

  • entender a dimensão do que estamos passando;
  • comparar as atuais mudanças com outras similares do passado;
  • e projetar, o que é a sua tarefa, o futuro no médio e longo prazo.

Assim, podemos falar que:

“Me diga a Teoria da História que você trabalha e te direi que tipo de futurista você será capaz de ser”.

Por isso, é preciso entender que as Teorias, todas elas no geral, e a da História em particular são provisórias e valem, até que um fenômeno/gênio/tecnologia demonstre que ficou obsoleta – como é o caso agora.

É preciso mudar de Teoria!

Vivemos hoje uma macrocrise das Teorias da História.

Portanto, admitir e procurar outra mais adequada é o passo número um para que a Era Digital fique mais compreensível e que possamos projetar melhor o que virá.

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A epistemologia dos problemas é descentralizada.

São bilhões de problemas diários sendo resolvidos da melhor forma possível.

O papel de cada pensador/agente é melhorar a qualidade da solução com a sua certeza provisória razoável disponível naquele dia.

Avaliar o resultado, ver o que pode melhorar e partir para o dia seguinte, conhecendo mais os aspectos filosóficos (premissas), teóricos (leis), metodológicos (normas) ou operacionais (ação), impactos (resultados).

Não há, na Epistemologia dos Problemas um centro, que define o certo, o melhor, a verdade.

Mas processo de experimentação descentralizado em que cada pensador/agente procura pensar e agir melhor dentro da sua área de ação, a cada dia.

É o cliente que sofre e analisa os resultados, que norteia os caminhos.

Tem ainda como bússola a experiência de outros pensadores/agentes diante do mesmo problema, que servirão de guia.

Não mais os pares como única referência como era feito na Epistemologia da Verdade.

É isso, que dizes?

Se é algo humano, epistemologia é humana, tem que passar pela bifurcação filosófica metafísica:

Quem é e o que quer o humano?

  • Existe uma missão humana coletiva?
  • Ou apenas individuais – espontâneas?

Se a opção é sobreviver e viver da melhor maneira possível, sem uma meta coletiva, o conhecimento é uma ferramenta para o bem estar.

O objetivo do estudo da epistemologia e da ciência é o de ajudar a resolver problemas do sapiens da melhor maneira possível.

Assim, temos duas bifurcações filosóficas encadeadas:

  • A metafísica: quem é e o que quer o sapiens na terra?
  • A Epistemológica: para que serve o conhecer?

(Quando se discute a epistemologia sem o debate da bifurcação filosófica, podemos chamar o debate de filosoficamente ingênuo.)

Aqui, assim, se faz uma escolha filosófica:

  • Pela defesa da epistemologia e ciência como ferramentas humanas para produzir formas e pensar e agir para o bem estar do sapiens diante de problemas.

Epistemologia e ciência voltada para solução de problemas e não para buscas de verdades.

Destas primeiras bifurcações se desdobram todas as outras.

É isso, que dizes?

Administração é:

  1. ato, processo ou efeito de administrar.
  2. governo ou gerência de negócios públicos ou particulares.

Para que isso fosse feito se criou uma ciência para definir as melhores formas de agir e pensar diante dos problemas administrativos.

A Ciência da Administração, como todas as outras, está estruturada no que podemos chamar de paradigmas.

Paradigma é um modelo ou padrão a seguir. Etimologicamente, este termo tem origem no grego paradeigma que significa modelo ou padrão, correspondendo a algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido em determinada situação.

Podemos definir um paradigma que ficou obsoleto diante das mudanças, que estamos passando:

  • A administração é um processo contínuo, que pode sofrer mudanças incrementais, mas nunca disruptivas;-
  • Caso tenha mudanças disruptivas, nunca serão por causa da chegada de novas mídias;
  • A administração define o ambiente de comunicação da sociedade e não o contrário.

Se formos ler 100% dos teóricos da administração, que são utilizados nos cursos de administração tais paradigmas, com certeza, serão válidos.

Estão enraizados no núcleo duro da ciência administração e servem de base para o modelo das atuais organizações e influenciam a forma de como se pensa os negócios, pois em geral os líderes das organizações têm formação na área.

O que nossa Escola de Pensamento Bimodal percebeu, seguindo a linha dos pensadores canadenses, que diante da anomalia do mundo digital, estes paradigmas NÃO SÃO MAIS VÁLIDOS!

Com eles, não se consegue pensar e agir administrativamente na Era Digital,. Sugerimos as seguintes alterações:

A administração NÃO é um processo contínuo e PODE sofrer mudanças disruptivas;

As principais mudanças disruptivas na administração ocorrem por causa da chegada de novas mídias – fenômeno raro, mas recorrente na história humana;

A administração é definida pelo ambiente de comunicação da sociedade e não o contrário.

Vivemos hoje na Administração o que o pensador das ciências Thomas Kuhn denominou de crise de paradigma.

O problema é sério, pois 100% dos administradores que são formados, na nossa opinião, não estão sendo preparados para as mudanças do novo século.

É preciso um trabalho rápido e urgente para que tomem conhecimento do novo paradigma para, pelo menos, poder julgar e avaliar se não é mais eficaz para resolver o impasse.

É isso, que dizes?

Este desafio de disseminar o novo paradigma na administração e em outros setores é um dos desafios da Bimodais – Futurismo Competitivo.

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