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O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Resumo feito por um Chatbox:

O texto de Nepô aborda a influência do estoicismo na percepção de duas camadas de Propostas Existenciais na sociedade: o Modo de Vida consolidado e as Novas Propostas Existenciais que questionam o antigo. Os Modos de Vida Vigentes são moldados pelo ambiente midiático, aumento populacional, tradições culturais e fatores genéticos. A crise do Modo de Vida 1.0 surge da centralização midiática, resultando em modos de vida massificadores. A evolução para o Sapiens 2.0 demanda um novo Modo de Vida 2.0, caracterizado por menos massificação, coisificação e exogenia, e mais singularização, sensibilização e endogenia. A sociedade está num processo de Responsabilização Progressiva, e a inovação é essencial. Nepô destaca a importância da sabedoria, inovação pessoal e a comparação entre vidas virtuosas e menos virtuosas, sublinhando a necessidade de um enfoque preventivo e pósventivo na Psicologia 2.0. O texto conclui com lições estoicas para viver com mais virtudes e menos vícios, enfatizando a necessidade de coerência e autoconhecimento.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. O Sapiens 2.0 não pode, de forma alguma, viver dentro dos parâmetros do Modo de Vida 1.0!
  2. A Pré-Psicologia nasceu com os filósofos éticos.
  3. Quando temos centralização em qualquer ambiente da sociedade, há uma tendência ao aumento de um Modo de Vida Mais Exógeno, Coisitivista e Massificador.
  4. Tenha um Caderninho para conversar com você mesmo, Epicteto já sugere isso há séculos!
  5. Temos o urgente e obrigatório desenvolvimento de um Modo de Vida mais compatível com o novo Patamar de Responsabilização 2.0.
  6. A Psicologia 2.0 (nome de sala para a Inovação Pessoal Emocional) tem como norte a popularização não só da prevenção como também da pósvenção, contando com o apoio das IAs Curadoras.
  7. Quem não tem foco em um problema, não consegue desenvolver uma narrativa e, sem narrativa e foco no problema, toda a leitura tende à dispersão.
  8. Tenha Padrinhos Fortes: quem começa do zero é cronômetro!

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Os estóicos nos deixam o seguinte legado: o que é “bom” para nós é a realização de nosso potencial, ou a perfeição.“de nossa natureza.”Robertson.

Vamos fazer um resumo da semana Bimodal 11.5.3.

A leitura do livro “Estoicismo e a arte da felicidade” de Donald Robertson, apesar de muito repetitivo, foi bastante produtiva.

O ponto alto da semana, com a leitura dos Estóicos, foi a perceção de que temos duas camadas das Propostas Existenciais na sociedade:

Modo de Vida – bem consolidada e que passam a ser disseminadas naturalmente e sem questionamentos pelas famílias, como é o caso do Ikigai;
Novas Propostas Existenciais – que questionam o Modo de Vida atual e propõe, na verdade, um novo Modo de Vida, melhor do que o aterior e mais adaptado às novas demandas.

Os Modos de Vida Vigentes são influenciados por:

Pelo Ambiente Midiático;
Pelo aumento populacional recente;
Pelas tradições culturais, que envolvem religião, ideologias políticas e particularidades regionais e vieses genéticos que passam a ser mais disseminados.

A Crise do Modo de Vida 1.0 tem as seguintes causas:

Exponencial aumento populacional;
Longo tempo de uma mídia eletrônica muito verticalizada;
E, em função dos fatores acima, disseminação na sociedade de Modos de Vidas Mais Exógenos, Coisitivistas e Massificadores.

Podemos apontar a seguinte regra na sociedade:

Quando temos centralização em qualquer ambiente da sociedade, há uma tendência ao aumento de um Modo de Vida Mais Exógeno, Coisitivista e Massificador;
Quando temos descentralização em qualquer ambiente da sociedade, há uma tendência ao aumento de um Modo de Vida Mais Endógeno, Sensibilista e Singularizador.

Fato é que o Sapiens vive o processo de Responsabilização Progressiva.

Ao olharmos a Macro História, percebemos que a única forma sustentável de lidar com mais complexidade é aumentar a responsabilização de cada Sapiens.

O Sapiens 2.0 não pode, de forma alguma, viver dentro dos parâmetros do Modo de Vida 1.0!

Pior.

O Modo de Vida 1.0 foi muito piorado depois que tivemos décadas de mídia centralizada que aguçou a Exogenia, o Coisitivismo e a Massificação.

As principais características dos movimentos de Renascença Civilizacional, que estamos vivendo agora, se opõe a estes: Endogenia, Sensibilismo e Singularização.

Temos o urgente e obrigatório desenvolvimento de um Modo de Vida mais compatível com o novo Patamar de Responsabilização 2.0.

A Responsabilização 2.0 nos aponta para as seguinte tendências:

Menos Massificação e mais Singularização;
Menos Coisificação e mais Sensibilização;
Menos Exogenia e mais Endogenia.

Temos ativo e de forma emergente sendo disseminado na sociedade o novo Modo de Vida 2.0, que se torna possível pela chegada da nova mídia mais descentralizadora.

São sintomas visíveis e exponenciais da Renascença Civilizacional, que apontam na direção da Responsabilização 2.0:

Resgate das éticas filosóficas do passado, do tipo Ikigai, Estóicos, Socráticos, Aristotélicos, entre outros;
O Boom do papo sobre felicidade, propósito, bem viver;
O surgimento das diferentes Psicologias Renascentistas, que aposta na prevenção, tais como TCC, TREC e Positiva.

Destaco ainda na semana.

Os novos profissionais:

A ideia do desenvolvimento da Inovação Pessoal como referência para o desenvolvimento das Propostas Existenciais para o novo Modo de Vida 2.0;
A divisão da Inovação Pessoal em duas linhas: PIPCs (Profissionais de Inovação Pessoal do Corpo) e PIPEs (Profissionais de Inovação Pessoal das Emoções e da Mente).

A visão de que o Estoicismo tem dois lados:

No nome, a defesa de um Projeto Existencial voltado para a sociedade e não para um centro voltado para ele mesmo;
Na proposta, voltada para a singularidade das pessoas, na procura da excelência, conforme a natureza de cada um, com diversas sugestões de atitudes mais proativas e menos reativas.

A escolha da frase de Heráclito (agradeço ao Fábio Mendes) como referência principal para a Ciência da Inovação, na sua maravilhosa frase:

“Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.”

Ou seja.

Nem a sociedade pode ser vista parada e sem movimento e nem a vida de cada pessoa. Tudo está em processo de mudança e, por causa disso, a inovação se torna obrigatória.

Falamos de sabedoria.

Viver com mais sabedoria é usar o nosso potencial único e singular com mais adequação.

É preciso Sabientizar-se!

Com isso ocorre?

Temos dentro de nós vários Eus, que inclui nosso corpo, mente, emoções e reflexões sobre tudo isso.

Temos um Eu Gerenciador que cuida de tudo isso.

O Eu Gerenciador precisa passar o tempo todo desenvolvendo a sua consciência, capacidade de gerenciar a “equipe” dentro dos diferentes contextos.

Por fim, tivemos o desenvolvimento inédito, que será bem útil para o nosso projeto, de um comparativo de uma Vida Mais Virtuosa e de uma Menos, em formato de tabela, eis aqui a última versão da mesma:

Tabela Comparativa entre uma Vida Mais Virtuosa
e uma Vida Menos Virtuosa
Vida Menos Virtuosa
Vida Mais Virtuosa
Pensamento mais no curto
do que no longo prazo;
Pensamento mais no longo
do que no curto prazo;
Mais afetada pelos Contextos Conjunturais;
Menos afetada pelos Contextos Conjunturais;
Menor controle sobre as reações emocionais diante de situações estressantes;
Maior controle sobre as reações emocionais diante de situações estressantes;
Mais guiada pela Mente Primária do que pela Secundária;
Mais guiada pela Mente Secundária do que pela Primária;
Preocupação pequena ou nenhuma de deixar Legados e desenvolver seu Potencial Singular;
Preocupação maior ou grande de deixar Legados e desenvolver seu Potencial Singular;
Baixa Taxa de BOMTRC
(Bom humor, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade) ao longo do tempo;
Alta Taxa de BOMTRC
(Bom humor, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade) ao longo do tempo;
Tendência ao Vitimismo
e à Reclamação;
Tendência ao Ativismo
e à Superação;
Mente mais direcionada para a Zona de Preocupação do que a de Atuação;
Mente mais direcionada para a Zona de Atuação do que a de Preocupação.

 

 

 

A tabela (Vida Mais Virtuosa ou Menos) é uma boa referência para fazer um diagnóstico, tal como um formulário, para saber a quantas anda a qualidade de vida de cada pessoa.

Outro ponto relevante da semana foi o reforço da ideia de que a Psicologia não nasceu com Freud e amigos.

A Pré-Psicologia nasceu com os filósofos éticos.

O que se fez na Psicologia foi o foco em problemas emocionais mais graves e agudos, mas, infelizmente, deixando de lado, em parte ou totalmente, o lado preventivo.

Esta é a principal crítica dos Psicólogos 2.0.

A Psicologia 2.0 (nome de sala para a Inovação Pessoal Emocional) tem como norte a popularização não só da prevenção como também da pósvenção, contando com o apoio das IAs Curadoras.

Estabelecemos ainda uma relação das escolhas dos problemas que queremos ajudar a sociedade com a qualidade de leitura.

Quem não tem foco em um problema, não consegue desenvolver uma narrativa e, sem narrativa e foco no problema, toda a leitura tende à dispersão.

Reforçamos as nossas três camadas na proposta de Modo de Vida 2.0 da Bimodais:

Visão Forte – da civilização, do sapiens, da felicidade e dos nossos potenciais singulares;
Atitudes Fortes – para que possamos potencializar, ao máximo, nossa capacidade mental;
Métricas Fortes – para saber se estamos indo bem ou mal na nossa jornada de vida.

No artigo final da semana, fizemos um apanhado geral. E destacamos como relevante na mensagem Estóica:

Foque no que pode atuar e deixe o que não pode, gastando energia mental à toa;
Tenha mais virtudes e menos vícios;
Problemas não são para ser evitados, mas para serem transformados em limonadas;
Não procure ajudar quem não quer ajuda ou que você não consegue ajudar;
Saiba perdoar, mas isso não significa continuar próximo de quem te faz mal (avalie a cada caso);
Tenha Padrinhos Fortes: quem começa do zero é cronômetro!
Pratique o Otimismo Saudável, não ignorando os piores cenários, para que não seja surpreendido por ele e possa lidar melhor com cada situação de stress;
Tenha um Caderninho para conversar com você mesmo, Epicteto já sugere isso há séculos!
Não seja incoerente: se quer disseminar guias de felicidade, coloque-os na sua vida!

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.

Estamos entrando na Décima Primeira Imersão (de maio a junho de 2024.)

Valor: R$ 200,00, no pix.

Bora?

Quer doar e ganhar quatro aulas de aula gravada?

Por aqui:
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Mais dúvidas?

Me pergunta….

Abraços,
Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

Texto do Nepô: Continuemos a bimodalização do livro “Estoicismo e a arte da felicidade” de Donald Robertson. Este é o quarto e último artigo. Robertson poderia ter sido mais conciso, mas seu objetivo foi trazer o Estoicismo para melhorar a vida moderna, aplicando-o com foco na prevenção de distúrbios emocionais através de paradigmas e atitudes que promovem uma vida melhor. A distinção estóica entre o que podemos controlar e o que não podemos é fundamental para viver bem, destacando a importância de focar na Zona de Atuação ao invés da Zona de Preocupação. Robertson reforça que aceitar o que não podemos mudar e agir sobre o que podemos é crucial para uma vida saudável e emocionalmente equilibrada.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. É fundamental em uma vida mais saudável que consigamos estar mais na Zona de Atuação do que na da Preocupação.
  2. A Zona de Preocupação é uma espécie de fuga da realidade, na qual colocamos nossa mente para pensar naquilo que ABSOLUTAMENTE não podemos agir.
  3. Os estóicos, aliás, criaram essa dicotomia de uma vida mais saudável: Mais Virtudes e Menos Vícios.
  4. Viver é a arte de estar o tempo todo transformando os limões da vida em limonada!
  5. Quando temos Projetos Existenciais Mais Fracos colocamos no outro a referência de que estamos bem e não em nós mesmos.
  6. Não podemos mudar tudo que está à nossa volta e podemos alguma coisa. Se todo mundo se preocupasse com essa alguma coisa, o mundo estaria bem melhor.
  7. Se você não escolhe Padrinhos Fortes tem problemas na sua jornada mais saudável. Se não escolher nenhum Padrinho, ela não se inicia.
  8. Se você dissemina um guia de felicidade, tem que ser o primeiro usuário de tudo que está sugerindo dentro dele.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Concentre-se no que você pode controlar e aceite o que não pode. Escolha sabiamente suas preocupações.”Plutarco.

Continuemos a Bimodalização do livro “Estoicismo e a arte da felicidade” de Donald Robertson.

Este é o quarto e último artigo.

Como disse no início Robertson poderia ter sido mais conciso no seu livro.

Seu objetivo, porém, foi:

Trazer o Estoicismo (uma proposta Ética) para se ter uma vida melhor e aplicá-la nos dias atuais.

Ele um psicólogo que abraçou a Terapia Cognitiva Comportamental é mais um que acredita na importância da Prevenção para evitar que mais e mais pessoas tenham distúrbios emocionais.

Dentro da prevenção, temos uma série de sugestões de Paradigmas (formas de pensar e agir) sobre nossa vida na direção de uma vida melhor.

Destaco como muito relevante a colaboração Estóica na questão da Alienação Saudável em relação a tudo na vida.

Diz Robertson:

“A escola de Epicteto fez do tema central de toda a sua filosofia a doutrina de que devemos distinguir muito cuidadosamente o que “é nosso encargo”, ou está sob nosso poder, e o que não depende de nós. Isso porque o principal bem da vida está diretamente situado dentro da esfera de nosso controle, em nossas próprias ações e julgamentos, e tudo o mais é classificado como “indiferente” no que diz respeito a viver uma boa vida.”

E aqui temos algo que marcou no tempo e tem sido usado, desde os grupos de mútuo ajuda, tipo Alcoólicos Anônimos (AA) e autores importantes tal como Stephen Covey – conhecido pelo seu livro “Os sete hábitos de uma pessoa eficaz” (que consta da nossa Bibliografia Básica.

Covey fez uma distinção entre a Zona de Preocupação e a Zona de Atuação.

Zona de Preocupação e Zona de Atuação

Vejamos a regra na comparação de virtuosidade e as zonas que cada um ocupa:

Numa Vida Mais Virtuosa, concentramos nossa energia na Zona de Atuação e deixamos de lado a da Preocupação;
Numa Vida Menos Virtuosa, concentramos nossa energia na Zona de Preocupação e deixamos de lado a da Atuação.

Isso, aliás, é um dos sintomas para se avaliar a saúde emocional de alguém.

Quem passa o tempo todo preocupado com o que não pode controlar, tende a estar com mais problemas.

Diz ele, citando Plutarco:

“Concentre-se no que você pode controlar e aceite o que não pode. Escolha sabiamente suas preocupações.” – Plutarco.

É fundamental em uma vida mais saudável que consigamos estar mais na Zona de Atuação do que na da Preocupação.

Pessoas que estão o tempo todo na Zona de Preocupação são aquelas que estão com mais dificuldade de resolver os problemas que as afligem.

A Zona de Preocupação é uma espécie de fuga da realidade, na qual colocamos nossa mente para pensar naquilo que ABSOLUTAMENTE não podemos agir.

Diz ele:

“Essa dicotomia fundamental entre o que “é nosso encargo” e o que não é foi descrita como o princípio “soberano” e mais característico dos estóicos.”

Dentro do nosso Projeto Existencial Bimodal temos as sugestões das Atitudes Estruturantes. Nela, a preocupação com se ligar no que podemos mudar, é o Foquismo.

No Foquismo temos a sugestão de sair e evitar se perder na Zona de Preocupação.

Isso é reforçado por Robertson da seguinte forma:

“A consciência dessa distinção entre o que é nosso encargo e o que não nos compete é um dos principais remédios para o sofrimento emocional.”

E ainda:

“Isso é claramente expresso na “Oração da Serenidade”, uma conhecida fórmula do início do século , utilizada pelos Alcoólicos Anônimos e muitos terapeutas modernos: Deus, concede-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que posso e a sabedoria para discernir umas das outras.”

(A oração da serenidade do AA chamamos na Bimodais de Mantra da Potência)

Por fim, diz ele:

“A maior parte do sofrimento humano está relacionada à ruminação sobre o passado ou à preocupação com o futuro, e que ninguém confina sua preocupação ao momento presente.” // “Ao nos concentrarmos no que nos é presente em vez de nos preocuparmos com o futuro, podemos dar um passo de cada vez e superar obstáculos que de outra forma poderiam parecer esmagadores.”

Outro aspecto do Foquismo.

Não perca tempo com o que você não pode modificar e isso envolve:

O que está no passado;
E o que está no presente e futuro longe da sua Zona de Atuação.

E isso nos leva para a sugestão de seguir o fluxo:

“Zenão ilustrou isso com uma metáfora marcante: o homem sábio é como um cão amarrado a uma carroça, correndo ao seu lado e acompanhando-a com suavidade, enquanto um homem tolo é como um cão que luta contra a trela, mas se vê arrastado ao longo da carroça de qualquer maneira.” // “Não procure que os eventos aconteçam como você deseja, mas deseje que os eventos aconteçam como eles acontecem, e sua vida correrá sem sobressaltos.” (Encheirídion). // “Os homens são perturbados não pelos acontecimentos, mas por suas opiniões a respeito deles” – Epicteto.

E ainda:

“Entretanto, a maioria das pessoas julga erroneamente as coisas externas como “boas” e, portanto, experimenta sentimentos de desejo por coisas fora de seu controle, o que as conduz à frustração e ao sofrimento.”
O AA é um bom exemplo de Curadoria Pré-Digital

Diante da liberação das bebidas o atendimento aos viciados no álcool, um tratamento e larga escala se tornou uma demanda exponencial, que exigia:

Nova forma de pensar no problema;
Um novo modelo de tratamento mais popularizado.

Como resolveram?

Criaram um Modelo Curador, no qual cada grupo segue – numa espécie de Blockchenização – um código geral, com adaptações específicas.

Virtude versus vício

Os estóicos, aliás, criaram essa dicotomia de uma vida mais saudável: Mais Virtudes e Menos Vícios.

Uma das premissas de um Guia de Felicidade Mais Forte, aliás, é justamente este: quando temos um propósito maior, isso nos enche de energia e reduz a nossa demanda por Paixões Mais Tóxicas.

Quando sentimos que estamos subindo cotidianamente no nosso Tapete de Aladim, fica mais fácil dizer não para determinadas necessidades que acabam virando vício:

Beber líquido é uma necessidade, mas pode virar um vício;
Comer é uma necessidade, mas pode virar um vício.

Se estamos gerando, a partir das nossas rotinas e do nosso senso de propósito, sempre energias mais positivas, fica mais fácil não transformar nossas necessidades em vícios.

Uma frase boa de Sócrates nessa direção:

“Devemos “comer para viver” em vez de “viver para comer”.” Uma frase boa de Sócrates nessa direção:

Outra:

“Paixões irracionais, excessivas ou doentias são simplesmente incompatíveis com a obtenção de uma boa vida e nos impedem de progredir em Ética ou Lógica.”

Não fuja dos desafios, transforme-os em limonada

“O que se coloca no caminho se torna o caminho. Apenas mais uma oportunidade de exercer a virtude, que é tudo o que ele de fato tem vontade de fazer na vida.” // “O resultado dos eventos ainda depende muitas vezes de suas ações.”

Isso lembra o livro “Problemas? Oba!” de Roberto Shinyashiki, que sugere que os problemas que aparecem precisam ser transformados em desafios.

Algo que colabora com a melhoria da sua jornada.

Bimodalizamos isso da seguinte forma.

Viver é a arte de estar o tempo todo transformando os limões da vida em limonada!

O problema da Codependência Existencial

“Se outra pessoa controla o que desejamos, então nos tornamos efetivamente escravos dessa pessoa.”

Aqui, temos o problema de colocar o norte do seu projeto de felicidade nos outros, uma visão exógena e não endógena.

Quando temos Projetos Existenciais Mais Fracos colocamos no outro a referência de que estamos bem e não em nós mesmos.

Destaco:

“A riqueza não traz a virtude, mas a virtude faz a riqueza e tudo mais que é bom para os homens, tanto individual como coletivamente” – Sócrates.

E ainda:

“Podemos retomar a posse de nós mesmos escolhendo valores intrínsecos, como sabedoria, em vez de valores extrínsecos, como status ou poder.”

Não confunda aceitação com resignação

“A maioria das pessoas confunde aceitação com resignação.”

Na verdade, aqui está o epicentro das escolhas que fazemos.

Se temos algo que não podemos atuar, é melhor deixar de lado.

Se age diretamente sobre o que podemos.

Um bom exemplo é um Altruísmo Saudável que você faz todos os dias.

Tem que cair a ficha.

Não podemos mudar tudo que está à nossa volta e podemos alguma coisa. Se todo mundo se preocupasse com essa alguma coisa, o mundo estaria bem melhor.

Não tente salvar ninguém que não quer

“É claro que outras pessoas são “externas” a mim, e, portanto, sua virtude não é meu encargo, não depende de mim e não pode contribuir diretamente para minha Felicidade ou eudaimonia – em última análise, é assunto deles, e não meu.”

Isso lembra mais um aspecto estóico do AA, quando eles dizem:

Se você bebe é um problema seu, se quer parar de beber é um problema nosso.

Adapte essa frase para todas as relações que tem na vida.

Pergunte-se sempre quando pensa em ajudar alguém (isso vale também para clientes):

A pessoa quer REALMENTE que ser ajudada?
Você tem condições de ajudá-la (tempo e competência)?
Você quer ajudá-la? Isso vai te fazer mais bem ou mais mal?

Perdão Saudável

“De certa forma, os estóicos viam as pessoas tolas e maldosas como se fossem crianças pequenas fazendo birra. Eles não entendem realmente o que estão fazendo, e não faz sentido ficarmos zangados com eles.”

Aqui se pratica um tipo de Perdão Saudável:

Você não consegue gerenciar bem a sua mente primária e eu já tive problemas parecidos, me identifico, lamento e te perdôo;
Mas, conforme o grau de sem noção da pessoa, é preciso escolher o tipo de afastamento necessário, mais light ou mais radical.

Papo de Padrinho

“Sêneca coloca isso muito bem quando diz que precisamos do conceito de uma pessoa verdadeiramente “sábia e boa” como um padrão com o qual possamos nos comparar, porque “sem uma régua para fazê-lo você não vai deixar reto o que está torto”.”

É uma máxima Bimodal.

Se você não escolhe Padrinhos Fortes tem problemas na sua jornada mais saudável. Se não escolher nenhum Padrinho, ela não se inicia.

Otimismo Mais Saudável

“Ao rever o que mais teme, o paciente começa a aceitar a possibilidade do evento temido.” // “Faça uma lista com as quatro ou cinco piores catástrofes que poderiam ocorrer verdadeiramente em sua vida.” // “Em vez de imaginar o futuro mais provável, os estóicos treinam imaginar o pior cenário possível, mesmo que seja improvável que aconteça de fato.” // A versão de premeditação de Russell envolve enfrentar nossos piores medos na imaginação, pacientemente, e nos convencer de que eles não são tão catastróficos quanto se supunha inicialmente.”.// “Não vejo a razão”, observou a raposa, “não há caçadores nem cães de caça à vista; de fato, neste momento não vejo ameaça alguma.” O javali respondeu: “É verdade, mas, quando o perigo surgir, terei outras coisas na mente além de afiar as armas”. Em tempos de paz, prepare-se para a guerra.”

Aqui temos um questionamento do Otimismo Mais Tóxico.

Um Otimismo Mais Saudável é aquele que você julga os pontos positivos e negativos do que pode ocorrer.

Aposta tudo no melhor, mas sabe que tais e tais coisas podem ocorrer, aumentando a sua resiliência caso ocorram.

A ideia do Caderninho veio de Epicteto

“Epicteto diz que devemos manter um registro de nossas paixões prejudiciais, ou podemos manter um registro mais detalhado, como o demonstrado anteriormente, olhando particularmente para os “sinais precoces de alerta” quanto a medos e desejos irracionais; isso ajuda a aumentar a consciência e a “distância cognitiva” das impressões automáticas.”

“Adiando as respostas: se elas forem potencialmente avassaladoras, evite ser “levado” por paixões perturbadoras recusando-se a dar consentimento às impressões subjacentes, em vez de segui-las; “ganhe tempo e tranquilidade” ao postergar a tomada de novas medidas até que você se acalme e as impressões não estejam mais “frescas” na mente; fique a certa “distância cognitiva”, lembrando a si mesmo que são apenas impressões, e não as coisas que elas dizem representar, e que você está perturbado pelos próprios juízos de valor, e não pelas coisas ou acontecimentos em si.” // “Monitore seus pensamentos e comportamentos; por exemplo, escrevendo-os em um diário de terapia pessoal.”

Efeito do Caderno.

E ainda:

“Examinando filosoficamente: quando conseguir fazer isso com calma e racionalmente, comece a aplicar suas doutrinas estóicas às impressões que o incomodam; antes de tudo, examine se você está fazendo julgamentos de valor que entram em conflito com a doutrina básica de que apenas o que é “seu encargo” pode ser verdadeiramente “bom” ou “ruim”; você também pode considerar como uma pessoa modelo ou o Sábio ideal responderia à mesma situação; você pode se perguntar quais faculdades ou virtudes potenciais poderia ter que lhe permitiriam lidar melhor com a situação.”

Incoerência

“Temos que digerir essas ideias e permitir que elas permeiem nossas vidas, comparando-as com as ovelhas que comem capim e usam os nutrientes para produzir sua lã. Caso contrário, não somos verdadeiros filósofos: somos apenas comentadores das opiniões de outras pessoas.”

Se você dissemina um guia de felicidade, tem que ser o primeiro usuário de tudo que está sugerindo dentro dele.

Diz ele:

“Por essa razão, os estóicos enfatizam a necessidade de treinamento diário em filosofia como um modo de vida, utilizando exercícios do tipo descrito ao longo deste livro.”

A Ética Filosófica foi a Pré-Psicologia

“A filosofia antiga, em outras palavras, era inerentemente uma forma de terapia psicológica.”

Reforça a ideia de que:

A Ética Filosófica foi a Pré-Psicologia.

“Relevância da filosofia antiga para a vida moderna, particularmente como um meio de melhorar a resistência.”

Um foco maior na Prevenção do que na Pósvenção.

Reforço:

“Sócrates nos mostrou que todos temos o poder de nos curar e mudar nossos hábitos, em qualquer etapa da vida; talvez não nos tornemos sábios perfeitos como ele, mas acredito que possamos nos tornar um pouco mais sábios e felizes”.

Singularização

“Talvez mais fundamentalmente, os estóicos definam o que é “bom” para nós como a realização de nosso potencial, ou a perfeição de nossa natureza.”

“O bom para todos os seres vivos, tanto plantas quanto animais, é a perfeição de sua própria natureza. ”

O bom para o sapiens é se singularizar….

“Mandamento de Zeus, o pai da humanidade, é: levar seu trabalho inacabado à perfeição.” // “Ao dizer que é “benéfica”, eles querem dizer que, de maneira crucial, a virtude é sua própria recompensa. Ela mesma é a própria perfeição da natureza humana e a maior forma de bem-estar a que podemos aspirar, embora também tenda a trazer muitas outras vantagens na vida, se o destino permitir.”

Frases:

“Como notamos, o termo grego aretê é notoriamente complicado de traduzir. Geralmente é traduzido como “virtude”, mas realmente se refere à excelência em termos de função natural ou caráter essencial, de uma maneira que é ao mesmo tempo sadia e louvável.”

Novidade, a partir deste livro: Virtude = excelência.

“Musônio diz que a Natureza nos estabeleceu o objetivo de florescer, de nos tornarmos homens e mulheres “bons”, e que “ser bom é a mesma coisa que ser um filósofo”, um amante da sabedoria.”

De onde Seligman tirou a ideia de Florescer.

“As coisas boas incluem “sabedoria, temperança, justiça, coragem e tudo o que é virtude ou participa da virtude”. As coisas ruins incluem “tolice, intemperança, injustiça, covardia e tudo o que é vício ou participa do vício”.

“Todas as escolas de filosofia antiga concordavam que o principal bem na vida é a eudaimonia, que traduzi como “Felicidade” ou “realização”.

A diferença é o método que nos leva a ela.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.

Estamos entrando na Décima Primeira Imersão (de maio a junho de 2024.)

Valor: R$ 200,00, no pix.

Bora?

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Mais dúvidas?

Me pergunta….

Abraços,
Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

O texto de Nepô apresenta, na sua primeira parte, uma sequência lógica no consumo de novos conteúdos, destacando a importância de definir claramente o “Tapete de Aladim” como o problema principal que se deseja ajudar os outros a lidar melhor. Para isso, é necessário criar uma Narrativa Ativa, refletindo e explicitando os avanços em relação a esse problema, o que facilita a Leitura Ativa. Nepô argumenta que quem não tem um Tapete de Aladim bem definido enfrentará mais dificuldades em absorver conteúdos, resultando em uma experiência onde grande parte do que é consumido não terá um impacto significativo na vida profissional da pessoa.

Na sua segunda parte, o texto do Nepô explora a relação entre o estoicismo, a psicologia cognitivo-comportamental e o conceito japonês de Ikigai como fundamentos para um novo modo de vida. Nepô destaca a importância de incorporar esses princípios não apenas como práticas terapêuticas, mas como guias para uma vida mais significativa e resiliente. Ele argumenta que a disseminação de paradigmas existenciais mais fortes é essencial para enfrentar os desafios da nova Civilização 2.0. Além disso, ele propõe uma abordagem bimodal que combina escolhas individuais, atitudes e métricas existenciais para promover o florescimento pessoal e social. Ao abordar a obsolescência dos paradigmas existenciais tradicionais, Nepô enfatiza a necessidade de um movimento multidisciplinar na disseminação desses novos modos de vida. Ele sugere que essa transição é fundamental para capacitar indivíduos e sociedades a lidar com as demandas e complexidades do mundo contemporâneo.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. As pessoas, assim, quando colocam algo no Instagram não querem disseminar algo positivo dela para os outros, mas, arranjar formas de se sentir como se fossem artistas da Globo.
  2. O objetivo de todo Projeto Existencial (seja ele Filosofia Ética ou Prevenção Emocional) é se transformar em um Modo de Vida fortemente enraizado na vida das pessoas.
  3. Temos Paradigmas Existenciais da Mídias de Massa da Civilização 1.0, que são incompatíveis com a 2.0.
  4. Os atuais Paradigmas Existenciais ao invés de nos fortalecer está nos enfraquecendo diante do novo contexto.
  5. Estamos, assim, vivendo a profunda crise do Modo de Vida 1.0, não só incompatível com o novo cenário, mas nos tornando extremamente frágeis diante dele.
  6. Precisamos de um equilíbrio emocional melhor e, por causa disso, carecemos de Paradigmas Existenciais Mais Fortes.
  7. Quem não tem um Tapete de Aladim bem definido terá muito mais dificuldade de absorver conteúdos.
  8. Todos nós somos uma semente, que tem apenas potencial, se ela vai desabrochar e virar uma planta ou uma árvore, vai depender das decisões escolhidas ao longo da jornada.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“A “filosofia estóica” foi inventada para pessoas comuns e não para que ficasse trancada nas “torres de marfim” da academia.”Robertson.

Primeiro parênteses.

Conversando com Carla Ponce, uma Bimodal Exógena, me veio o seguinte insight:

A relação entre Tapete de Aladim, Narrativa e Leitura Ativa

Temos uma sequência lógica no consumo de novos conteúdos, em especial livros:

É preciso que tenhamos definido claramente nosso Tapete de Aladim (que define nosso problema principal que queremos ajudar os outros a lidar melhor com ele);
Para isso, é preciso criar uma Narrativa Ativa, na qual refletimos e explicitamos em textos nossos avanços em relação a isso;
E, com tudo isso, conseguimos ter uma Leitura Ativa.

Ou seja:

Quem não tem um Tapete de Aladim bem definido terá muito mais dificuldade de absorver conteúdos.

Boa parte do que tiver contato em termos de conteúdo entrará por uma porta e sairá por outra sem grande impacto na vida profissional da pessoa.

Fecha parênteses.

Continuemos a Bimodalização do livro “Estoicismo e a arte da felicidade” de Donald Robertson.

Este é o Terceiro artigo.

Robertson é defensor da linha Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) da Psicologia:

“Em particular, existe um grande corpo de pesquisas sobre a TCC que nos diz muito sobre formas sadias e prejudiciais de responder à angústia emocional.”

Temos o resgate na Inovação Pessoal Emocional 2.0 (Psicologia 2.0), como vimos no Seligman, da defesa da disseminação de uma prevenção generalizada contra distúrbios emocionais:

“Entretanto, como observado acima, a prevenção é melhor que a cura, e o foco principal dos exercícios psicológicos estóicos seria mais bem descrito como parecido com o que agora chamamos de “construção de resiliência emocional”.”

E aqui temos algo interessante.

Quando olhamos a experiência de algumas regiões no Japão, que se utilizam do Ikigai, observamos que eles não encaram o Ikigai como um ramo da Psicologia Preventiva e bem de uma Filosofia Ética.

O conceito Modo de Vida

O Ikigai é visto como um Modo de Vida.

O Ikigai é – numa linguagem mais Bimodal – um Paradigma Existencial, que se tornou um Modo de Vida.

O que é um Modo de Vida?

O Modo de Vida é um Paradigma Existencial, que se tornou a base para que as famílias passem a educar seus filhos com aqueles princípios.

Modo de Vida não é mais:

Algo que é ensinado na escola;
Ou algo que é absorvido pelo pessoa na vida adulta;
Mas algo que passa a ser incorporado na educação familiar, se Bimodalizarmos isso, na Formatação Básica Obrigatória.

O Ikigai é um Modo de Vida, que foi incorporado por regiões no Japão e, pela sua eficácia, permite que se aumente não só a Taxa da Felicidade, mas também a da longevidade.

Quando falamos de Modo de Vida, não estamos falando de ramos preventivos da Psicologia e nem de Filosofias Existenciais.

Na verdade, podemos dizer que:

O objetivo de todo Projeto Existencial (seja ele Filosofia Ética ou Prevenção Emocional) é se transformar em um Modo de Vida fortemente enraizado na vida das pessoas.

O objetivo de um Modo de Vida Mais Forte é aquele que permite que as pessoas possam se relacionar melhor com suas emoções.

Por isso, que:

A conversa sobre novos Paradigmas Existenciais Mais Fortes envolve não só as famílias, mas também todo o ramo educacional.

Quando falamos assim:

De Ética Filosófica, tal como a dos Estoicos e de Prevenção Emocional, tal como TCC, TREC ou Psicologia Positiva, estamos sugerindo que se transformem em Modos de Vida;
Quando falamos de Ikigai, temos Projetos Existenciais, que conseguiram se transformar em Modos de Vida.

A Proposta Existencial Bimodal (ou Guia de Felicidade) é, na verdade, mais uma proposta a ser transformada em Modo de Vida.

Revoluções da Sobrevivência e Paradigmas Existenciais Mais Fortes

O que estamos descobrindo é o seguinte com a Ciência da Inovação 2.0 (também chamada de Ciência Social 2.0):

O Sapiens, ao longo da Macro História, precisa assumir mais responsabilidades na sua vida;
O aumento da Taxa de Responsabilização sofre um aumento exponencial depois das Revoluções da Sobrevivência, iniciados pela chegada de uma nova mídia;
Uma maior Taxa de Responsabilização nos obriga a começar a disseminar na sociedade Paradigmas Existenciais Mais Fortes;
A proposta dos Paradigmas Existenciais Mais Fortes é que, com o tempo, se transformem em Modos de Vida.

Não estamos falando, assim, nem de Psicologia Preventiva ou Ética Filosófica, mas da própria Formatação Básica Obrigatória do Sapiens, que precisa de uma guinada.

Talvez, essa seja a principal missão dos movimentos renascentistas.

Criar condições para que os novos Paradigmas Existenciais Mais Fortes sejam disseminados para poder atender a um Sapiens ainda mais responsável.

Isso não é um trabalho de Psicólogos ou de Filósofos, mas de um movimento multidisciplinar na disseminação destes novos Paradigmas Existenciais Mais Fortes, tendo como eixo central a Ciência da Inovação..

A obsolescência dos Paradigmas Existenciais

O que vivemos é um obsolescência dos Paradigmas Existenciais do passado, da seguinte maneira:

Os Paradigmas Existenciais Mais Fortes do passado, que viraram Modos de Vida, passaram a ficar restritos a nichos regionais, como é o caso do Ikigai;
Não foram mais disseminados em larga escala, dando lugar ou para Paradigmas Existenciais Anti-Sistêmicos (“tudo está ruim é preciso mudar tudo”) ou Paradigmas Existenciais Sistêmicos Tóxicos (“o importante é grana, coisas, status, seguidores, fama, curto prazo”).

O que precisamos é disseminar Paradigmas Existenciais Mais Fortes que nos permitam:

Resgatar os do passado que se mostraram consistentes;
Adaptá-los ao novo cenário;
E iniciar um amplo processo de disseminação, com o objetivo que sejam incorporados pelas famílias e Ambientes Educacionais.

É o que procura fazer alguns ramos da Psicologia, mas isso não é algo da Psicologia, mas da sociedade.

Fato é que estamos dentro da nova Civilização 2.0, usando os Paradigmas Existenciais 1.0.

As pessoas, assim, quando colocam algo no Instagram não querem disseminar algo positivo dela para os outros, mas, arranjar formas de se sentir como se fossem artistas da Globo.

Temos Paradigmas Existenciais da Mídias de Massa da Civilização 1.0, que são incompatíveis com a 2.0.

Estamos com os Paradigmas Existenciais 1.0 vivendo na Civilização 2.0, que pede um modelo muito mais sofisticado.

Qual é a consequência?

Os atuais Paradigmas Existenciais ao invés de nos fortalecer está nos enfraquecendo diante do novo contexto.

Mudando de assunto, diz ele:

“Devemos permitir que a filosofia permaneça conosco, vigiando continuamente nossos julgamentos ao longo da vida, fazendo parte de nosso regime diário, como ter uma dieta saudável ou fazer exercícios físicos.”

Não diria que é a “filosofia que deve permanecer conosco”, mas temos que ter Paradigmas Existenciais Mais Fortes para guiar nossas decisões.

Continua ele:

“Assim como nos tempos antigos, as pessoas insatisfeitas com a vida, e necessitadas de cura emocional, estão frequentemente entre as que se sentem atraídas pelo estoicismo, em busca tanto de paz de espírito quanto de um sentido de propósito.”

DIria que:

Precisamos de um equilíbrio emocional melhor e, por causa disso, carecemos de Paradigmas Existenciais Mais Fortes.

“A ética e a terapia estóica, portanto, andam de mãos dadas, estão no centro do tema e são os aspectos que as pessoas tendem a achar mais relevantes e interessantes hoje.”

A ficha que cai.

Não é algo da Psicologia, mas muito maior.

É algo da Inovação Pessoal, que envolve todas as Ciências Sociais, onde se inclui a Educação, Economia, Política, Psicologia, Medicina, etc.

Ou seja, o que estamos defendendo? Um novo Modo de Vida 2.0, um movimento que não pode ficar restrito a uma das Ciências Sociais, mas a todas as Ciências Sociais!

E aqui temos:

“O estoicismo tem sido descrito como a inspiração filosófica para a terapia cognitivo-comportamental (TCC) porque ambas as abordagens interpretam as emoções como algo decorrente principalmente de crenças e padrões de pensamento (“cognições”).”

Sim, o problema, assim, não é da Psicologia, mas de todos que querem uma sociedade melhor, na disseminação de Paradigmas Existenciais Mais Fortes.

Diz ele:

“Elas também compartilham a suposição de que, alterando crenças relevantes, podemos superar o sofrimento emocional.”

Ou seja:

Paradigmas Existenciais Mais Fortes sendo disseminados desde cedo, de maneira geral, tornam a sociedade melhor, reduzindo a demanda por terapias emocionais mais básicas, sobrando apenas para os problemas mais graves.

Modo de Vida 1.0 e 2.0

Estamos, assim, vivendo a profunda crise do Modo de Vida 1.0, não só incompatível com o novo cenário, mas nos tornando extremamente frágeis diante dele.

As Três Camadas da Proposta de Modo de Vida Bimodal

Diz ele:

“A isso, os estóicos mais ortodoxos podem objetar que a “tranquilidade” (ataraxia) é tradicionalmente vista como um efeito colateral positivo da virtude, e não como o objetivo da própria vida.” // “Os estóicos argumentaram que o principal bem na vida deve ser algo tanto bom em si como “instrumentalmente” bom, o que significa trazer boas consequências.” //Entretanto, a busca da sabedoria e da virtude como objetivo principal na vida leva a algo que tanto se mantém quanto traz outras coisas benéficas, incluindo a tranquilidade.”

Por isso, dividimos nossa Proposta Existencial em três camadas:

As Escolhas Individuais – do nosso Tapete de Aladim, que é um dos Fatores Causantes de uma vida mais feliz;
As Atitudes Individuais – como nos relacionamos com nosso corpo, mente e emoções e com todos os contextos que temos contato, lugares, pessoas, situações, conteúdos (conceitos e narrativas), que é o outro Fator Causante de uma vida mais feliz;
E, por fim, as Métricas Existenciais Conjuntural e Estrutural – para saber se as Escolhas Individuais do Tapete de Aladim e as nossas Atitudes Individuais estão sendo bem feitas, através da avaliação do BOMTRC, que é o Fator Consequente.

E aqui estamos dando uma guinada.

A Guinada de visão influenciada pelo Ikigai

O que o Ikigai nos ensina é que a Potencialização da Singularidade é algo que faz bem para todo mundo e não só para os disruptivos – como achava antes.

O que diferencia um disruptivo de um incremental não é a Potencialização da Singularidade, mas o tipo de atividade singular que vai se exercer.

Nesse sentido temos dois tipos de atividades possíveis:

Atividades Singulares Mais Incrementais – que se aproximam do mainstream e do tradicional, desenvolvida por Perfis Inovadores Mais Incrementais;
Atividades Singulares Mais Disruptivas – que se distanciam do mainstream e do tradicional, desenvolvida por Perfis Inovadores Mais Disruptivos.

O que dizem os estóicos sobre isso?

Diz Robertson:

“O caminho do estoico: “Viver de acordo com a Natureza”” // ““O objetivo da vida é ‘viver de acordo com a Natureza’, aceitando de bom grado coisas fora de nosso controle.” //. “Devemos também viver em harmonia com nossa própria natureza humana, tentando cultivar a razão e progredir em direção à perfeita sabedoria e virtude.” . “Devemos viver em harmonia com o restante da humanidade, vendo-nos como todos fundamentalmente semelhantes uns aos outros, na medida em que possuímos a razão.”

Note algumas coisas interessantes.

O viver conforme a nossa própria natureza é o que interpretamos de viver, conforme a nossa própria singularidade.

Quando temos que viver de acordo com a natureza geral, digamos a realidade, é aceitar que há algo lá fora que não controlamos.

Numa vida mais sábia é preciso aceitar o que não podemos controlar.

Estoicismo como sinônimo de Pracismo

Aqui se reforça o que tenho dito sobre Estoicismo como sinônimo de Pracismo, inclusive no artigo passado:

“A expressão “filosofia estóica” foi, portanto, tomada para sugerir algo como uma “filosofia de rua”, uma filosofia para pessoas comuns, e não trancadas nas proverbiais “torres de marfim” da academia.”

Outro ponto.

Estóico sim, mendigo não!

Diz ele:

“Musônio diz a seus alunos que, enquanto eles tiverem as virtudes interiores de um filósofo, “não precisará vestir uma capa velha, andar por aí sem camisa, ter cabelos longos, ou comportar-se de forma excêntrica”, como os cínicos.”

Ou seja, se questiona uma corrente mais minimalista radical, que queria viver na rua sem nada.

Mais ainda:

“Concentrar particularmente nessa dimensão prática do estoicismo, como uma “arte de viver”, que tradicionalmente mantinha a promessa de alcançar a eudaimonia, a suprema Felicidade e a realização.”

Diz TC:

“A palavra “eudaimonia” vem do grego antigo “εὐδαιμονία”, que é composta por “eu” (bom) e “daimon” (espírito, alma). Tradicionalmente, é traduzido para o latim como “beatitudo” e para o inglês como “happiness” (felicidade), embora algumas traduções prefiram “florescer” (florescimento) ou “bem-estar” (bem-estar). A eudaimonia é um conceito central na ética aristotélica, que se refere não apenas a um estado de prazer do passageiro, mas sim a uma vida de virtude e excelência, na qual a pessoa realiza seu potencial mais elevado e atinge a realização pessoal e a felicidade verdadeira.”

Procurar a Eudaimonia é, basicamente, potencializar a sua singularidade.

Aparece aqui a palavra “florescimento” que Seligman passou a usar na Psicologia Positiva. Ou seja, um termo que está embutido dentro da ideia da procura da eudaimonia.

E para isso::

“Xenofonte também acreditava que, assim como as pessoas que não exercitavam o corpo se tornavam fisicamente fracas, as pessoas que não treinavam o caráter por meio da autodisciplina se tornavam moralmente fracas.”

Diria que não treinavam nem a mente e nem o caráter, mas exercitavam um Modo de Vida Mais Forte.

Singularização:

“Eles acreditavam que todos nós nascemos com a responsabilidade de nos sobressair, levando nossa própria natureza à perfeição.”

E aqui temos muito de Ayn Rand com um tipo de Animalogia:

“Não agir como um “animal estúpido”, mas sim realizar nosso potencial natural como animais humanos.”

O que nos diferencia? O uso da reflexão.

Mais ainda.

“Por “virtude”, eles na verdade entendiam “excelência” ou “ desabrochar” em termos de nossa natureza humana racional, em vez do que hoje poderíamos conceber como um comportamento “virtuoso”.”

Aqui me veio a imagem de que:

Todos nós somos uma semente, que tem apenas potencial, se ela vai desabrochar e virar uma planta ou uma árvore, vai depender das decisões escolhidas ao longo da jornada.

Reforça aqui a ideia de Projeto Existencial:

“Portanto, o estoicismo é uma filosofia que se concentra em nos ensinar como nos destacar na vida, como nos tornar melhores seres humanos e como viver uma boa vida.”

Com fazer com que a semente possa germinar.

“Portanto, também pode parecer um pouco como uma religião, embora baseada principalmente na racionalidade, e não na fé.”

As religiões ocuparam o papel ao longo dos séculos de Projetos Existenciais, guiando as pessoas para algo melhor.

Porém, como diz Robertson, era mais baseado na fé, sem comprovação, de que aquelas atitudes poderiam gerar uma vida melhor.

As etapas dos Projetos Existenciais no tempo

Temos as seguintes etapas na disseminação de Projetos Existenciais no tempo, que, de alguma forma, hoje ainda ocupam seus lugares na sociedade:

Religiões;
Filosofias Éticas;
Psicologias Preventivas;
E agora estamos propondo um Projeto Existencial, um novo Modo de Vida, dentro da Ciência da Inovação, um espaço multidisciplinar.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.

Estamos entrando na Décima Primeira Imersão (de maio a junho de 2024.)

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Mais dúvidas?

Me pergunta….

Abraços,
Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

O texto do Nepô na sua primeira parte aborda o conceito de Alienação Saudável, que envolve a escolha de se afastar parcial ou completamente das notícias diárias em favor de conteúdos mais aprofundados, como livros e áudios longos, especialmente diante do aumento exponencial da informação na Civilização 2.0. Nepô também discute a importância de uma ciência equilibrada, destacando a necessidade de priorizar o estudo dos fenômenos que afetam a sobrevivência humana. Além disso, ele introduz uma nova classificação da bibliografia em: básica, intermediária e periférica. O texto segue com reflexões sobre o futuro da Inovação Pessoal, destacando a demanda por projetos existenciais mais consistentes na era da Civilização 2.0. Por fim, Nepô aborda a Psicologia 2.0 e a divisão entre Preventistas e Pósventistas na Inovação Pessoal, delineando seus papéis na promoção de guias de felicidade mais fortes e no apoio emocional às pessoas.

O texto, do Nepô, na segunda parte, aborda a bimodalização do Estoicismo, destacando sua proposta de trazer sugestões de uma vida melhor para a praça, fora das catedrais. Ele destaca duas linhas claras do estoicismo: a divulgação das propostas sobre felicidade para um público mais amplo e o foco na singularização através da busca constante pela excelência e virtude. O autor ressalta que o estoicismo foi um movimento de protesto contra projetos de felicidade exclusivos para elites. Além disso, discute a relação entre os paradigmas da torre e da praça, defendendo a tendência dos paradigmas da praça em se disseminar mais na sociedade horizontalizada. Ele destaca a necessidade de evitar que o estoicismo se torne estéril, enfatizando sua aplicação prática na vida moderna. O texto também aborda a questão da sabedoria, destacando-a como um processo contínuo de aumento gradual da melhoria das tomadas de decisões na direção de uma vida melhor. Finalmente, explora em formato de tabela uma vida mais virtuosa com uma vida menos virtuosa, destacando as diferenças em relação ao pensamento de longo prazo, controle emocional, desenvolvimento do potencial singular e outros aspectos.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Qual é o objetivo da Psicologia 2.0? Que as pessoas consigam – de forma mais autônoma possível – tocar sozinha Propostas Existenciais Mais Fortes.
  2. Ter uma Taxa de Sabedoria maior significa tomar decisões melhores, mais afinadas com os nossos potenciais e com o bem viver.
  3. O Estoicismo foi, antes de tudo, um movimento de protesto contra projetos de felicidade feitos para o pessoal da torre, que não descia para a praça!
  4. Tanto a humanidade, quanto cada Sapiens é um processo em movimento. Não existe o somos ou o sou, mas o estamos e estou.
  5. Na Civilização 2.0, diante do aumento exponencial da informação, precisamos cada vez mais pensar no longo prazo e em padrões.
  6. Numa ciência mais equilibrada e saudável, o esforço para aquilo que afeta a sobrevivência deve ser maior do que aquilo que não afeta.
  7. O movimento da Psicologia 2.0 (TCC, Trec, Positiva) tem sido na mesma direção: mais praça e menos torre.
  8. O movimento Estóico foi a defesa dos Paradigmas da Praça contra os Paradigmas da Torre.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Ninguém deve ousar dizer que é sábio, embora todos devam ousar tentar sê-lo.”Robertson.

Um primeiro parênteses.

Alienação Saudável

Na mentoria feita ontem com o Fábio Mendes aprofundei o conceito da Alienação Saudável.

O que é?

Quando abrimos mão de forma parcial ou completa para as notícias diárias e nos concentramos mais em conteúdos contemporâneos mais aprofundados, tal como áudios longos e, principalmente, livros.

Por que isso sempre foi importante e ainda mais agora?

Na Civilização 2.0, diante do aumento exponencial da informação disponível:

Precisamos cada vez mais pensar no longo prazo e em padrões;
Muito mais do que no curto e nas percepções.

A Alienação Consciente e Saudável nos leva para consumir conteúdos mais significativos e que nos dão mais base para enfrentar um mundo mais dinâmico.

Segundo parênteses.

Melhorando a visão de Ciência

Na mesma mentoria, conversamos sobre ciência e argumentei que a ciência se divide em duas no estudo de explicações e sugestões das melhores ações para:

Fenômenos Incontroláveis – terremoto, tempestades, tsunamis, explosões de estrelas;
Fenômenos Controláveis – produção de alimentos, de roupas, sapatos, de estradas.

Diante dos Fenômenos Incontroláveis, temos outra divisão:

Fenômenos Incontroláveis que afetam a sobrevivência do Sapiens – terremoto, tempestades, tsunamis;
Fenômenos Incontroláveis que NÃO afetam a sobrevivência do Sapiens – explosões de estrelas ou a reprodução dos golfinhos no meio do oceano.

Os Fenômenos Incontroláveis que NÃO afetam a sobrevivência do Sapiens são estudados para ou aplacar a nossa curiosidade ou serem úteis de alguma forma no futuro.

Numa ciência mais equilibrada e saudável, o esforço para aquilo que afeta a sobrevivência deve ser maior do que aquilo que não afeta.

Terceiro Parênteses.

As divisões da Bibliografia: Básica, Intermediária e Periférica

Faltou dizer no artigo passado, que criei uma nova classificação da bibliografia:

Bibliografia Básica – fundamental para a formação Bimodal;
Bibliografia Intermediária – que é relevante, mas não vital;
Bibliografia Periférica – referência para os totalmente nerds no tema.

E já enquadrei os livros nesse novo modelo.

O Futuro da Inovação Pessoal 2.0 (Conceito de Cozinha) ou Psicologia 2.0 (Conceito de Sala)

Antes de voltar ao texto, porém, vamos falar um pouco sobre o futuro da Inovação Pessoal.

Um alerta em termos conceituais:

Do ponto de vista de Conceito de Sala, vamos chamar de Psicologia 2.0;
Para efeito de Conceito de Cozinha, vamos chamar de Inovação Pessoal Emocional 2.0.

Qual é a nova demanda do Sapiens 2.0 na demanda pela Inovação Pessoal Emocional?

Mais escolhas e Mais informação dentro da Civilização 2.0, geram mais demanda por Projetos Existenciais Mais Consistentes;
Isso nos leva a um esforço maior na Prevenção, pois teremos muito mais instabilidade do que no passado;
Isso demanda um trabalho maior de Guias de Felicidade Mais Fortes (Projetos Existenciais Mais Fortes);
E ainda uso intenso de Tecnologias Curadoras, que nos permitem um atendimento mais personalizado, de mais qualidade com custo menor.

Em função da Revolução da Sobrevivência 2.0, passamos a ter uma forte demanda por Projetos Existenciais Mais Consistentes.

E, por causa disso, estamos indo ao passado, revisando tudo que já foi feito neste campo, tal como o resgate das Sugestões Estóicas e do Ikigai.

Quando falamos, por fim, da Psicologia 2.0 (Conceito de Sala) ou Inovação Pessoal Emocional (Conceito de Cozinha), faltou dizer algo importante.

Novo Conceito: Tecnologias Curadoras

(Tecnologias Curadoras – aquelas que favorecem a Curadoria – o novo Macro Modelo de Sobrevivência do Sapiens.)

As obrigatórias escolhas da Psicologia 2.0

O pessoal que vai trabalhar na Psicologia 2.0 vai, na verdade, abraçar uma determinada linha de Proposta Existencial.

Nova divisão na Inovação Pessoal PIPCs e PIPEs Preventistas e Pósventistas

Eis a nova divisão na Inovação Pessoal:

Profissionais da Inovação Pessoal – aqueles que se dedicam a melhorar a vida das pessoas, podem ser emocionais (hoje psicólogos e afins) ou corporais (médicos e afins);
Profissionais da Inovação Pessoal Corporal (PIPCs) – aqueles que se dedicam a melhorar a relação das pessoas com o corpo;
Profissionais da Inovação Pessoal Emocional (PIPEs) – aqueles que se dedicam a melhorar a relação das pessoas com a mente e as emoções.

Todos os profissionais da Inovação Pessoal estarão defendendo o mesmo Projeto de Felicidade, a diferença será de que tipo de relação com o que estamos falando:

Com o corpo?
Com a mente e com as emoções?
E quando for com a mente e com as emoções, de que tipo de problema relacional estamos falando? Mais grave ou mais brando?

O objetivo dos PIPEs (Profissionais de Inovação Pessoal Emocionais) será que as pessoas consigam se utilizar dos Projetos de Felicidade Mais Fortes.

A Proposta Existencial (também chamada na sala de Guia de Felicidade) será um guia tanto para os PIPEs Preventistas como para os Pósventistas.

Qual é o objetivo da Psicologia 2.0? Que as pessoas consigam – de forma mais autônoma possível – tocar sozinha as Propostas Existenciais Mais Fortes.

A diferença entre Preventistas e os Pósventistas

Eis a divisão que haverá entre os Preventistas e os Pósventistas:

Preventistas da Inovação Pessoal 2.0 – aqueles que ajudam pessoas a usar os Guias de Felicidade Mais Fortes (Propostas Existenciais Mais Fortes);
Pósventistas da Inovação Pessoal 2.0 – aqueles que ajudam pessoas com problemas emocionais mais agudos e profundos a usar os Guias de Felicidade Mais Fortes (Propostas Existenciais Mais Fortes).

Dito isso, continuemos a Bimodalização do livro “Estoicismo e a arte da felicidade” de Donald Robertson.

Este é o segundo artigo.

O Estoicismo, ou como Bimodalizamos, o Pracismo ou o Bazarcismo, pretende trazer as Sugestões de uma vida melhor para a praça, tirando o papo da Catedral.

As duas linhas claras do Estoicismo

Estoicismo, assim, no nosso entender, tem duas propostas:

Do ponto de vista do foco da divulgação – tornar as propostas sobre felicidade disponível para cada vez mais gente, tirando o papo das catedrais e a colocando nos bazares;
Do ponto de vista do tipo de felicidade – um foco na singularização, através da procura da constante busca da excelência, procurando fugir dos vícios e aumentar a taxa da virtude.

Diz ele:

“A ênfase do estoicismo seja muito mais na prática assídua do que na discussão.”// “(…) com elementos práticos na vida diária.”

A ideia de guia de felicidade do portão (Estóico), ou do portal, é justamente esta: vamos ajudar as pessoas da rua a viver melhor.

O Estoicismo foi, antes de tudo, um movimento de protesto contra projetos de felicidade feito para o pessoal da torre, que não descia para a praça!

Os Estóicos procuraram:

Fugir do papo estéril do conhecimento pelo conhecimento;
E propor um papo profícuo, do conhecimento como uma ferramenta mais adequada para sobrevivermos melhor.

A regra da Torre e da Praça

E aqui vale uma ressalva na relação entre Torre e Praça.

Quando temos um Ambiente de Sobrevivência (pode ser local, familiar, organizacional ou civilizacional) Mais Verticalizado, a tendência é que os Paradigmas da Torre tendam a se disseminar mais pela sociedade;
Quando temos um Ambiente de Sobrevivência (pode ser local, familiar, organizacional ou civilizacional) Mais Horizontalizado, a tendência é que os Paradigmas da Praça tendam a se disseminar mais pela sociedade.

E aqui temos uma diferença importante:

Nos Paradigmas da Torre – a tendência é que tudo passe a ser feito, a partir dos interesses dos centros e não das pontas, tornando os objetivos voltados da Torre para a Torre;
Nos Paradigmas da Praça – a tendência é que tudo passe a ser feito, a partir dos interesses da praça e não do centro, tornando os objetivos voltados da Praça para a Praça.

O movimento Estóico foi a defesa dos Paradigmas da Praça contra os Paradigmas da Torre.

Assim como:

O movimento da Psicologia 2.0 (TCC, Trec, Positiva) tem sido na mesma direção: mais praça e menos torre.

Ele se pergunta:

“Quem sabe agora estejamos entrando na era do ciberestoicismo?”

Acredito que estamos entrando na popularização da Inovação Pessoal Emocional Preventiva e que algo do Estoicismo será útil nessa jornada.

É um movimento, como já tivemos diversos no passado, da Praça contra a Torre.

Ciência Estéril ou Eunuca

Richardson lembra e reforça a dicotomia Praça versus Torre que a ideia básica do Estoicismo era o de ser algo aberto e voltado para as pessoas e que é preciso:

“Devemos ser especialmente cautelosos para que o estoicismo não se transforme em um assunto estéril e acadêmico.”

Diria que o problema não é “ser acadêmico”, mas de que tipo de acadêmico estamos falando.

O questionamento aqui é o da Ciência Estéril ou Eunuca que é voltada para ela mesma e os problemas que importam não é da sociedade, mas dos próprios pesquisadores.

Algo típico de uma Era das Torres.

Na Era das Torres o que importa é o interesse do centro sobre as pontas. A Torre focada em resolver os problemas da própria Torre.

O termo estéril é bom. O que nos diz TC:

“”Estéril” geralmente se refere à incapacidade de conceber ou produzir descendência. Pode ser usado para descrever tanto a infertilidade em seres humanos e animais quanto a incapacidade de produzir plantas, frutos ou sementes em uma área específica, como um solo estéril. Também pode se referir à ausência de vida microbiana em ambientes como laboratórios estéreis. isso é bom.”

Ciência estéril é aquela que é incapaz de ajudar, de alguma maneira, o Sapiens a viver melhor.

A proposta do Estoicismo é tornar popular Propostas Existenciais Mais Fortes. Richardson se mostra um estudioso e defensor ferrenho daquela linha de propostas:

“Há mais de dez anos venho tentando assimilar o estoicismo, em termos de estratégias práticas específicas, bem como a maneira geral como vivo minha vida.” // “O estoicismo me interessa, portanto, porque concordo com o que considero serem suas doutrinas centrais e porque acredito que seus exercícios psicológicos são de valor prático na vida moderna.”

Papo de Sábio e Sabedoria

E aí entramos na conversa sobre Sábio e Sabedoria, diz ele:

“Ninguém deve ousar dizer que é sábio, embora todos devam ousar tentar sê-lo.”

Diz o Tio Chatinho sobre isso:

“A sabedoria pode ser definida como o conhecimento profundo e a compreensão das verdades fundamentais da vida, da natureza humana e do mundo ao nosso redor. Ela vai além do mero acúmulo de informações, envolvendo discernimento, bom senso e a capacidade de aplicar esse conhecimento de maneira ética e benéfica. A sabedoria também implica em aprender com experiências passadas, avaliando as consequências das ações e tomando decisões que promovam o bem-estar próprio e dos outros a longo prazo.”

Em resumo:

Sabedoria não é conhecimento, mais o uso mais inteligente ou esperto que fazemos sobre o conhecimento para tomar decisões melhores na direção de uma vida melhor.

Ter uma Taxa de Sabedoria maior significa tomar decisões melhores, mais afinadas com os nossos potenciais e com o bem viver.

Não existe, assim, o sábio ou a sabedoria final, mais um processo progressivo e continuado de aumento gradual da Taxa de Sabedoria.

Tanto a humanidade, quanto cada Sapiens é um processo em movimento. Não existe o somos ou o sou, mas o estamos e estou.

Heráclito e a Ciência da Inovação

Como sugeriu o Fábio Mendes, lembrando Heráclitos:

“Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser que ali se encontra já é outro.” – Heráclito.

Note que isso é a base da Ciência da Inovação, pois tudo está em movimento:

Os contextos à nossa volta;
E nós mesmos, pois hoje estou um dia mais velho do que ontem.

Por isso, podemos dizer que:

Não faz sentido falar em Ciência Social, mas sempre em Ciência da Inovação, que sempre nos coloca em processo.

Ser sábio, assim, não é um lugar ou uma estação de trem, mas uma estrada, na qual avançamos.

Podemos, assim, dizer que:

Quando estamos procurando melhorar de vida, estamos nos Sabientizando.

Sabientizar

Sabientizar-se significa promover o uso de forma cada vez mais inteligente e eficaz da consciência.

Consciência

A Consciência é uma espécie de curadoria dos nossos vários eus, incluindo mente e corpo, com seus respectivos legados (cultural, traumático, genético, vocacional, vivencial) nos diferentes contextos.

O eixo central da Proposta Existencial Estóica gira em torno da Virtude.

Diz ele sobre a explicação central, do ponto de vista de proposta do Estoicismo:

“O único bem é a virtude.”

Diz Tio Chatinho:

“Virtude é um termo que remete a qualidades positivas ou atributos considerados morais admiráveis. Ela está relacionada à excelência do caráter e ao comportamento ético. As virtudes variam de acordo com diferentes tradições filosóficas e culturais, mas geralmente incluem características como coragem, justiça, temperança, sabedoria, generosidade, honestidade, entre outras.

Na ética, as virtudes são frequentemente contrastadas com os vícios, que são comportamentos ou disposições negativas. Cultivar virtudes é visto como um caminho para alcançar uma vida boa e plena, tanto individualmente quanto em sociedade. Em muitas tradições filosóficas, como o estoicismo, o aristotelismo e o confucionismo, a prática e o desenvolvimento das virtudes são considerados fundamentais para o florescimento humano e a busca pela felicidade.”

Na verdade, a virtude vai se contrapor a vida Mais Virtuosa versus uma vida Menos Virtuosa.

Façamos uma tabela comparativa:

Tabela Comparativa entre uma Vida Mais Virtuosa
e uma Vida Menos Virtuosa
Vida Menos Virtuosa
Vida Mais Virtuosa
Pensamento mais no curto
do que no longo prazo;
Pensamento mais no longo
do que no curto prazo;
Mais afetada pelos Contextos Conjunturais;
Menos afetada pelos Contextos Conjunturais;
Menor controle sobre as reações emocionais diante de situações estressantes;
Maior controle sobre as reações emocionais diante de situações estressantes;
Mais guiado pela Mente Primária do que pela Secundária;
Mais guiado pela Mente Secundária do que pela Primária;
Preocupação pequena ou nenhuma de deixar Legados e desenvolver seu Potencial Singular;
Preocupação maior ou grande de deixar Legados e desenvolver seu Potencial Singular;
Baixa Taxa de BOMTRC
(Bom humor, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade).
Alta Taxa de BOMTRC
(Bom humor, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade).
Tendência ao Vitimismo
e à Reclamação;
Tendência ao Ativismo
e à Superação.

 

 

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.

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Abraços,
Nepô.

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O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

O texto do Nepô, inicia com a proposta de bimodalização do livro “Estoicismo e a arte da felicidade” de Donald Robertson, situando o estoicismo dentro do contexto da Inovação Pessoal Emocional 2.0. Discute-se a responsabilização progressiva como resposta à complexidade da sobrevivência, destacando a necessidade de projetos existenciais mais fortes. O texto aborda a influência dos estoicos na atualidade, ressaltando a importância do estoicismo na promoção da resiliência psicológica e na prevenção emocional. Além disso, compara o estoicismo com o conceito de Ikigai, destacando diferenças e semelhanças. Conclui-se com reflexões sobre a natureza da mente humana, a popularização do estoicismo e a transição da psicologia 1.0 para a 2.0, enfatizando a busca por tratamentos emocionais mais acessíveis e eficazes.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. O boom que estamos assistindo hoje do papo de felicidade, propósito, bem viver não é por acaso – se inicia com a chegada da nova mídia!
  2. O Sapiens 2.0 precisa de Projetos Existenciais Mais Fortes para viver em uma Civilização com muito mais informação e escolhas.
  3. A Psicologia não foi inventada por Freud e amigos no século passado, mas pelos Filósófos (Essencialistas) Éticos do passado!
  4. O Ikigai é uma metodologia simples e eficaz para ajudar as pessoas a encontrarem um norte para as suas vidas.
  5. Viver bem é viver da melhor forma possível a nossa singularidade!
  6. Quando conseguimos ser mais nós mesmos, temos uma saúde física e emocional melhor e, por causa disso, temos a tendência a viver mais e melhor.
  7. Ser estóico é, antes de tudo, querer popularizar sugestões para que as pessoas tenham vida mais felizes.
  8. Se os estóicos se rebelaram contra a Filosofia Ética da Torre os atuais Psicólogos 2.0 se rebelam contra a Psicologia 1.0 da Catedral.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“O Estoicismo fornece rico arsenal de estratégias e técnicas para desenvolver a resiliência psicológica.”Robertson.

Comecemos a Bimodalização do livro “Estoicismo e a arte da felicidade” de Donald Robertson.

Este é o primeiro artigo.

Primeiro precisamos situar por que estamos trazendo os estóicos e o estoicismo sobre a conversa da Inovação Pessoal Emocional 2.0.

Responsabilização Progressiva

A Ciência da Inovação 2.0 nos mostra o seguinte do ponto de vista Civilizacional:

O Sapiens vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva, aumentando gradualmente a Complexidade da Sobrevivência;
O Aumento da Complexidade da Sobrevivência no longo prazo nos obriga a um processo de Responsabilização Progressiva, o que significa que cada Sapiens tem que assumir mais responsabilidades na vida;
O aumento da Responsabilização é a forma mais sustentável que encontramos para lidar com o aumento da Complexidade da Sobrevivência.

Complexidade da Sobrevivência

Temos ainda as seguintes regras dentro da Ciência da Inovação 2.0 do ponto de vista da Inovação Pessoal Emocional:

O aumento da Taxa de Responsabilização se inicia com a chegada de uma nova mídia;
E isso nos obriga a abraçar Projetos Existenciais Mais Fortes (ou Guia de Felicidade Mais Fortes) para que possamos lidar melhor com mais autonomia.

Eis a regra:

Projetos Existenciais do passado vão ficando obsoletos, pois o Sapiens vai tendo que assumir cada vez mais responsabilidades na sua vida.

Um dos papéis das Renascenças Civilizacionais é dar um upgrade nos Projetos Existenciais para que eles fiquem compatíveis com a nova Taxa de Responsabilização.

O boom que estamos assistindo hoje do papo de felicidade, propósito, bem viver não é por acaso – se inicia com a chegada da nova mídia!

O processo renascentista que estamos passando na Inovação Pessoal Emocional consiste no seguinte:

Questionamento dos Projetos Existenciais existentes, fortemente influenciados pela Crise Civilizacional que estamos saindo, provocada por mais gente sem mídias novas;
Recuperação, Revisão e Adaptação aos novos tempos dos Projetos Existenciais do passado que deram mais certo e nos ajudaram a viver melhor.

De novo.

O boom que estamos assistindo hoje do papo sobre Ikigai, Estoicismo, Ética Filosófica não é por acaso – se inicia com a chegada da nova mídia!

O Sapiens 2.0 precisa de Projetos Existenciais Mais Fortes para viver em uma Civilização com muito mais informação e escolhas.

Dito isso, precisamos ainda entender que:

A quebra da ideia de que foi Freud e amigos que inventaram a Psicologia

A Psicologia não foi inventada por Freud e amigos no século passado, mas pelos Essencialistas (Filósofos) Éticos do passado!

Da mesma maneira que sempre tivemos problemas de saúde corporais sempre tivemos também problemas de saúde emocionais.

Não havia psicólogos para lidar no passado com os problemas de saúde emocionais e essa demanda gerou a demanda pelos Projetos Existenciais da antiguidade.

Fato é que:

No passado, não havia uma especialização para os tratamentos emocionais mais graves e profundos e, por causa disso, se apostava muito na prevenção para que eles não aparecessem.

A Filosofia Ética é, basicamente, a tentativa da prevenção emocional, a partir de várias sugestões de melhores condutas na vida.

Já analisamos na Bimodais, basicamente, propostas vindas do Ikigai e dos Estóicos.

Qual a diferença?

Separação entre o Ikigai e os Estóicos

O Ikigai é uma metodologia simples e eficaz para ajudar as pessoas a encontrarem um norte para as suas vidas.

Até onde estudamos não tem, como o Estoicismo, todo um aparato teórico. É apenas o uso de quatro elementos para nos ajudar a encontrar uma razão maior para viver.

O Estoicismo é menos operacional e mais prolixo.

Repare, por exemplo, que ninguém diz que é um Ikigaista ou que temos o Ikigaismo.

A pessoa diz que encontrou o seu Ikigai ou está procurando o seu Ikigai, que é a razão para viver.

Quando alguém diz que abraçou o Estoicismo ou é Estóico é algo bem mais complicado, pois no Estoicismo temos:

Diversos autores que sugerem diversas coisas umas sobre as outras;
É algo menos objetivo e mais prolixo;
Temos diversos problemas de tradução dos termos, que numa época eram evidentes e hoje deixam margem à interpretação.

Como resgatar as Sugestões Estóicas?

A melhor forma de resgatar as sugestões para Projetos Existenciais feitas pelos Estóicos é separar aquilo que é:

Fácil de compreensão e uso;
Adaptável para o atual cenário;
Separando a sugestão da sua origem, ou seja, não preciso ser estóico para dizer que quero procurar a excelência na minha vida.

Comecemos a Bimodalização do livro de Donald Robertson.

Diria que Robertson é:

Preocupado com conceitos (o que é bom);
Muito prolixo;
Repetitivo (o livro merecia uma boa revisão enxugadora).

O foco do livro é mais para pessoas que querem entender melhor o Estoicismo e não para quem quer apenas usá-lo em sua vida (apesar de apresentar vários exercícios nessa direção).

O que inspirou Robertson para escrever o livro foi algo do tipo: vamos dirimir algumas dúvidas frequentes e perenes sobre o Estoicismo.

Ele é psicólogo e precisava ter tido um bom redator para dar uma limpada geral, pois as coisas se repetem bastante.

Vamos ao texto.

Diz ele sobre o foco principal das Sugestões Estóicas para Projetos Existenciais:

“Em resumo, os estóicos diziam que o objetivo (telos, “fim” ou “propósito”) da vida é viver consistentemente em harmonia e concordância com a natureza do universo, e fazer isso destacando-se em relação à nossa própria natureza essencial como seres racionais e sociais.”

Quando se fala da “nossa própria natureza” está subentendido a natureza particular de cada um.

Diria, assim, que as Sugestões Estóicas para Projetos Existenciais abraçam a linha Singularista (assim como o Ikigai)

Estoicismo e Singularização

Viver bem é viver da melhor forma possível a nossa singularidade.

Diria mais.

Boa parte das Sugestões para Projetos Existenciais da Antiguidade aposta na Singularidade.

Quando conseguimos ser mais nós mesmos, temos uma saúde física e emocional melhor e, por causa disso, temos a tendência a viver mais e melhor.

Por que questionamos os termos razão e racional?

Os termos “razão” e “racional” são muito usados no livro de Robertson.

Já dissemos que este uso é enganador e merece ser questionado.

Nós temos o uso da Mente Secundária, mais reflexiva e lógica, sobre a Mente Primária, mas NUNCA estamos desprovidos 100% de emoções.

Refletir sobre algo é sempre um processo de redução da Taxa das Emoções, mas nunca de Desemocionação ampla, geral e irrestrita!

Diz ele sobre o essencial das Sugestões Estóicas para Projetos Existenciais Contemporâneos:

“O Estoicismo fornece rico arsenal de estratégias e técnicas para desenvolver a resiliência psicológica.”

As Sugestões Estóicas para Projetos Existenciais Contemporâneos vão na direção da Prevenção Emocional.

Criar Paradigmas Mais Fortes para nos ajudar a pensar e agir melhor diante das nossas emoções, o tempo todo, como sempre, confrontadas com todo o tipo de pessoas, situações e lugares pretensamente conhecidos e claramente desconhecidos.

Diz ele ainda sobre as Sugestões Estóicas para Projetos Existenciais Contemporâneos:

“Mudando nossos sentimentos de forma racional e natural, em vez de simplesmente tentar bloqueá-los pela força.”

Bimodalizo a frase da seguinte maneira.

Mudando nossa maneira de encarar as emoções de forma mais reflexiva e curadora, evitando uma gestão mais verticalizada deles.

Ele diz ainda:

“Em certo sentido, o antigo Estoicismo foi o avô de toda “autoajuda”, e suas ideias e técnicas inspiraram muitas abordagens modernas tanto no desenvolvimento pessoal quanto na terapia psicológica.”

Diria mais.

Não foi o Estoicismo, Sócrates já dizia que os “Filósofos são os médicos da alma”.

Na verdade, a abordagem da Ética na Filosofia procurou atender à demanda humana de um Tratamento Emocional Preventivo.

As Sugestões Estóicas para Projetos Existenciais Contemporâneos são apenas uma das influências que temos hoje na sociedade e NÃO a maior influência.

Este resgate de Tratamentos Emocionais Preventivos da Ética Filosófica estrutura hoje as novas abordagens da Psicologia:

“Os antigos “remédios estóicos para problemas emocionais são a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e sua precursora Terapia Racional-Emotiva Comportamental (Trec).” // “As origens filosóficas da terapia cognitiva podem ser rastreadas até os filósofos estoicos” (Beck, Rush, Shaw & Emery, 1979, p. 8).” // “Estamos olhando para um antigo sistema filosófico, empregado para a construção da resiliência emocional, que inspirou uma terapia moderna extremamente bem-sucedida com um desempenho cientificamente comprovado.”

É a base também para a Psicologia Positiva.

Os efeitos da Crise Civilizacional 1.0 nos Tratamentos Emocionais

O que temos do ponto de vista dos Tratamentos Emocionais na Crise Civilizacional que teve seu ápice no século passado foi o seguinte do ponto de vista dos Tratamentos Emocionais:

Redução radical da Preventividade e aumento exponencial da Pósventividade;
Ruptura entre os Tratamentos Emocionais da Antiguidade com os Contemporâneos.

O que temos do ponto de vista dos Tratamentos Emocionais, agora, Renascença Civilizacional que se iniciou no novo século, em função da Revolução da Sobrevivência 2.0, é o seguinte:

Aumento radical da Preventividade e passagem da Pósventividade com apoio das Tecnologias Curadoras;
Resgate, revisão e adaptação dos Tratamentos Emocionais da Antiguidade para uso Contemporâneo.

Diz ele:

“Ao objetivo supremo da iluminação filosófica, e se tornando um sábio Estoico de pleno direito, ou simplesmente “Sábio”.”

Acredito que os estóicos não criam o estoicismo para ser um tipo de religião, mas um guia de felicidade ou um Projeto Existencial para ser um norte para as pessoas.

O Bazar/Praça versus a Catedral/Torre

A palavra estóico vem de portão, lugar onde eles se reuniam.

Mas a ideia de portão tem um outro sentido, que se percebe lendo o livro de Donald Robertson.

Os estóicos queriam criar algo mais popular e menos elitista.

Algo do tipo: mais praça do que torre e mais bazar do que catedral.

Na minha interpretação, eles não queriam que as pessoas fossem sábios estóicos, mas sábios e, para isso, sugerem determinados Paradigmas.

A ideia do Estoicismo vai na direção do Pracismo ou do Bazarcismo no lugar das Torres e das Catedrais.

Foi uma tentativa de popularização de Guias de Felicidade Mais Fortes para as pessoas.

Diria que:

Ser estóico é, antes de tudo:

Querer popularizar sugestões para que as pessoas tenham vida mais felizes;
Tirar os Tratamentos Emocionais das Torres de Marfim, voltadas sempre do conhecimento pelo conhecimento.

Passagem da Psicologia 1.0 para a 2.0

E é de novo o que estamos vivendo na passagem da Psicologia 1.0 para a 2.0: um movimento de popularização dos Tratamentos Emocionais, tanto os Preventivos quanto os Pósventivos.

Hoje, quando se pensa popularmente na Psicologia 1.0 temos o seguinte:

Está com problema? Deita em qualquer divã, que seus problemas vão se resolver;
É preciso se autoconhecer por se autoconhecer, pois quem se autoconhece a fundo, não terá mais problemas emocionais. Por isso, fique anos pagando um terapeuta para se autoconhecer cada vez mais fundo;
Qualquer tentativa de Tratamento Emocional Preventivo é taxado de autoajuda – algo desprezível e ineficaz de quem não cursou Psicologia e quer se dar bem em cima dos pobres pacientes.

Se os estóicos se rebelaram contra a Filosofia Ética da Torre os atuais Psicólogos 2.0 se rebelam contra a Psicologia 1.0 da Catedral.

São movimentos renascentistas recorrentes na Macro-História do Sapiens.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.

Estamos entrando na Décima Primeira Imersão (de maio a junho de 2024.)

Valor: R$ 200,00, no pix.

Bora?

Quer doar e ganhar quatro aulas de aula gravada?

Por aqui:
https://chk.eduzz.com/2358389

Mais dúvidas?

Me pergunta….

Abraços,
Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

O texto do Nepô, resume as discussões da semana Bimodal 11.5.2, que giraram em torno de mudanças, hábitos e uma vida mais saudável, a partir das reflexões provocadas por James Clear. Abordou-se também o tema da inteligência artificial, destacando sua utilização e classificação. Além disso, discutiu-se a ideia de que grandes mudanças na vida são resultado de pequenos passos diários, em oposição à ideia de mudanças repentinas e fáceis. O texto abordou também a questão do orgulho e da autoestima, enfatizando a importância de colocar o orgulho nos processos em vez dos resultados. Outros temas incluíram a leitura ativa, o papel do cientista na criação de conceitos, críticas e elogios à obra de James Clear, o papel da psicologia 2.0, a bifurcação sobre identidade, exercícios de mudança pessoal e o momento de platô.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. IA é um conceito da moda, que, do jeito que está sendo usado, está mais atrapalhando do que ajudando.
  2. Uma vida guinadeira e não passeira é aquela que temos a fantasia de que vamos mudar de vida passando por um portal mágico.
  3. É dos pequenos passos do dia a dia que conseguimos dar grandes guinadas e não o contrário.
  4. Não adianta achar que felicidade é chuva, que vai cair do céu, dançando um dia só na praça, mas é chuveiro, que precisa ser regulado o tempo todo.
  5. Mudar a nossa vida não é definitivamente entrar no beco escuro de Clark Kent e sair cinco minutos depois de super-homem.
  6. Se você coloca a sua autoestima no lugar errado, a tendência é que ela vai flutuar sempre de forma indevida.
  7. Me diga onde você coloca o seu orgulho e te direi como você está lidando com a sua autoestima.
  8. James Clear é um autor renascentista (ligado às necessárias mudanças do tempo presente) e descentralizador (abraça visões que fortalecem a singularização).

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Sempre que se sentir autêntico e genuíno, você está indo na direção certa.” James Clear.

Vamos fazer um resumo da semana Bimodal 11.5.2.

O papo geral foi sobre mudanças, hábitos e como podemos caminhar para uma vida mais saudável, a partir das provocações feitas pelo James Clear.

No meio do caminho tivemos um papo paralelo sobre IA.
Papo sobre IA

Melhoramos bastante nossa visão sobre IA.

IA é um conceito da moda, que, do jeito que está sendo usado, está mais atrapalhando do que ajudando.

Qual a novidade na nossa definição de IA?

1- Definimos que existem tecnologias que tem um tipo de inteligência, basta agir sozinha, tal como a máquina de lavar, ao contrário de uma enxada, que não tem nenhuma, uma separação entre máquinas não eletrônicas e eletrônicas;
2- Que temos máquinas eletrônicas que são analógicas ou digitais;
3- E que dentro das máquinas digitais, temos as Inteligências Artificiais Digitais da Gestão (que seguem ordens orais e escritas) e as da Curadoria (que funcionam pelos Rastros).

Demos um bom upgrade e contamos com as sacadas de Marshall McLuhan para nos trazer a este ponto.

Guinadas não existem sem passos

O primeiro ponto foi um questionamento da ideia de que nossa vida é feita de grandes guinadas e não de pequenos passos.

Uma vida guinadeira e não passeira é aquela que temos a fantasia de que vamos mudar de vida passando por um portal mágico.

Clear nos aponta que uma vida melhor só é conquistada justamente pelo oposto.

É dos pequenos passos do dia a dia que conseguimos dar grandes guinadas e não o contrário.

Isso foge do senso comum.

Se vende a ideia que tudo é fácil, basta comprar o produto tal e que no dia seguinte você será outra pessoa.

O mainstream vem daí.

O esforço é hoje ainda pouco valorizado por dois motivos:

Os sistêmicos – vendem facilidades se você comprar algo deles;
Os anti-sistêmicos – acreditam que não vale se esforçar em um sistema que precisa ser alterado.

Assim, quem se esforça não é valorizado. Isso é algo que Martin Seligman questiona bastante e cita Angela Duckworth como autora que questiona bastante isso.

O mainstream vende a ideia de que ou mudamos de vez (basta comprar meu produto) ou não mudamos – o que acaba nos levando para a procrastinação e a não mudança.
Fantasia Infantil Disneyliana

Nessa linha, temos a infantilização das pessoas, que acreditam que o esforço não é a base principal de uma vida melhor.

Vai na linha que questionamos do Paradigma Estrutural sobre Felicidade:

Não adianta achar que felicidade é chuva, que vai cair do céu, dançando um dia só na praça, mas é chuveiro, que precisa ser regulado o tempo todo.

Cheguei a brincar e criar a ideia da fantasia infantil Disneyliana.

Mudar a nossa vida não é definitivamente entrar no beco escuro de Clark Kent e sair cinco minutos depois de super-homem.

O processo exige tempo e paciência para colher bons resultados.

Malandrismo

Chegamos ao Malandrismo – nova e boa atitude que foi incorporada ao GFB 2.0.
Coloquei no Glossário Bimodal:

Malandrismo – a arte de transferir tarefas mais fáceis e rotineiras para nossa Mente Primária e deixar a Mente Secundária com o mais complexo. Ou ainda: problemas novos e conhecidos devem ser colocados na Mente Primária, deixando os novos para a Mente Secundária.

Saiu uma boa frase:

Uma mente melhor aproveitada é aquela que automatiza tudo que é osso e dedica a área nobre para o filé!
Orgulho e Autoestima

A questão central da felicidade passa justamente onde decidimos colocar nosso orgulho.

Note que o orgulho é algo diretamente ligado à autoestima.

Se eu sou uma pessoa muito preocupada com meu cabelo, muito da minha autoestima está ligada ali.

Se você coloca a sua autoestima no lugar errado, a tendência é que ela vai flutuar sempre de forma indevida.

Vejamos a diferença das posições da Autoestima:

A Autoestima Mais Eficaz é aquela que coloco em processos e não em coisas ou resultados;
A Autoestima Mais Ineficaz é aquela que coloco em coisas ou resultados não em processos.

Porém, quando temos Ambientes Mais Centralizados, a tendência é que nossa autoestima vá se deslocando dos processos para as coisas e resultados.

No caso de um Conceituador, que passa a ter orgulho dos conceitos que cria e não do processo de descoberta de determinado fenômeno.

O orgulho é filho direto da autoestima.

Me diga onde você coloca o seu orgulho e te direi como você está lidando com a sua autoestima.

Orgulho Tóxico e Saudável

Aqui temos a diferença entre o Orgulho Tóxico do Saudável.

Orgulho Tóxico – em coisas e resultados e não em processos, mais voltado para os outros do que para você mesmo;
Orgulho Saudável – em processos e não em coisas e resultados, mais voltado para você do que para os outros.

Orgulho e Poder

Podemos ainda estabelecer regras de como tudo isso varia, conforme a Topologia de Poder, mais ou menos centralizada. Vejamos a regra:

Na Centralização – teremos o aumento do Orgulho Tóxico, Exógeno a ser mais voltado para coisas e resultados e não nos processos, um orgulho menos empreendedor e menos missionário;
Na Descentralização – teremos o aumento do Orgulho Saudável, Endógeno a ser mais voltado para processos e não em coisas e resultados, um orgulho mais empreendedor e mais missionário.

Quando temos Verticalização na sociedade, temos:

O aumento da Taxa da Vida Sobrevivente;
O aumento da Taxa da Vida Instagrante;
E a redução da Taxa da Vida Missionária.

Quando temos Horizontalização na sociedade, temos:

Redução da Taxa da Vida Mais Sobrevivente;
Redução da Taxa da Vida Mais Instagrante;
Aumento da Taxa da Vida Mais Missionária.

Hoje, dentro da Renascença Civilizacional que estamos vivendo, temos a exponencial demanda da passagem da Vida Sobrevivente e Instagrante para uma Mais Missionária.

O que nos levou para a conversa sobre Autoestima Mais Personalizada, que estamos tendo agora e a redução da Mais Massificada, da qual estamos saindo.

Leitura Ativa

O que é uma Leitura Ativa?

É aquela que o leitor já tem uma Narrativa Ativa e não lê por ler, mas incorpora algo no que já existe. Ao ler, ele questiona, incorpora, modifica e se torna mais forte em cada leitura. Evita fazer uma Leitura Passiva, que se aproveita pouco do que foi lido e boa parte é esquecida com o tempo.

Narrativa Ativa
Quanto mais se lê, melhor fica a nossa Narrativa Ativa.

Para que possamos ter uma Narrativa Ativa Mais Forte, entretanto, é preciso:

Estar envolvido de forma missionária com um problema, no intuito de mais aprender do que aparecer;
Não ter o orgulho nos resultados da Narrativa Ativa, mas no processo, que aumenta a abertura para o aprendizado.

Papel do cientista

Detalhamos de novo, deixando claro que ele organiza Ambientes de Diálogo, que servem para entender e lidar melhor com fenômenos.

Ele não procura verdades, mas melhores verdades.

E uma das atividades principais é a criação de Conceitos Mais Fortes do que Fracos.

Na Excelência da atividade, diria até que consegue separar, sem criar confusão, os conceitos mais de sala (para um público mais leigo) e de cozinha (para um mais especializado).

Elogios e críticas ao Clear

James Clear é um autor renascentista (ligado às necessárias mudanças do tempo presente) e descentralizador (abraça visões que fortalecem a singularização).

Por isso, gostei tanto do livro.

Ele, por estar longe da academia, é mais Carpinteiro (cria conceitos) do que Escopetador (crítico do mainstream).

Falta ele um pouco mais de teorização, mas de maneira geral o livro serve de base para a Bimodais e passou a entrar na Bibliografia Básica da Escola.

Constatamos algumas falhas no livro de Clear:

A definição de Hábitos ruins, quando ele não separa os mais tóxicos dos super tóxicos;
Quando não aborda a questão dos traumas, algo fundamental e importante no processo de mudanças;
O problema de não separar as Metas em Saudáveis e Tóxicas, o conceito “Metas” sem adjetivos cria problema.

Porém, serve de base, sem dúvida, para ajudar na preparação para se abraçar Guias de Felicidades Mais Fortes.

Psicologia 2.0

Cada vez fica mais claro o papel da Psicologia 2.0, que tem como missão:

Sair de uma visão mais passiva para uma mais ativa nas mudanças das pessoas;
Passar a usar IADCs para ampliar e popularizar os tratamentos;
Se voltar para o autoconhecimento progressivo na direção da singularização efetiva do que no viés do autoconhecimento pelo autoconhecimento;
Resgatar os conceituadores e respectivas narrativas sobre a felicidade do passado e atualizá-las para o novo cenário;
Por fim, deixar de se ter um campo de Psicologia e abraçar a Ciência da Inovação dentro do subconjunto Inovação Pessoal e, em alguns casos, Inovação Organizacional.

Bifurcação sobre Identidade

Detalhamos duas possibilidades:

A Identidade Aberta – sempre em processo, com foco no presente e futuro, aquela que entendemos que ela é sempre uma construção progressiva, que nos leva a singularização e à responsabilização;
A Identidade Fechada – a ser resgatada no passado, aquela que entendemos que não se modifica, que nos leva à massificação e à vitimização.

Exercícios da Mudança

Mudanças Pessoais podem ser divididas em dois tipos:

Conjunturais – que vão e passam, voltando para um ponto anterior, de curto prazo;
Estruturais – que vão e ficam, NÃO voltando para um ponto anterior, de longo prazo.

Mudanças Pessoais Estruturais passam pelas seguintes etapas:

Revisão das Crenças Limitantes (sobre o Sapiens e sobre Felicidade e sobre nós mesmos);
Revisão das Identidades ligadas às Crenças Limitantes;
Procura das novas Identidades;
Criação de novos hábitos afinados com as revisões acima.
Tripé da Mudança Essencial

Para facilitar, podemos operar com a revisão do seguinte tripé:

Se revisa as crenças, mãe das identidades;
Para se revisar os hábitos filhos das identidades.

Momento Platô

Novo conceito que indica determinados momentos que percebemos os resultados dos nossos esforços, respiramos, nos orgulhamos e continuamos a jornada.

Destaco ainda na semana, o que comentei no artigo anterior, como relevante:

O conceito Identidade Provisória Razoável;
Crenças Existenciais Individuais e Coletivas;
Reeducação Existencial;
Assumir o Ikigai como referência a procura do Tapete de Aladim;
A criação do conceito do Eu Curador.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.

Estamos entrando na Décima Primeira Imersão (de maio a junho de 2024.)

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Por aqui:
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Mais dúvidas?

Me pergunta….

Abraços,
Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

Este é um resumo do texto escrito por Nepô, que continua a explorar os conceitos apresentados no livro “Hábitos Atômicos” de James Clear. Nepô destaca a importância de assumir uma nova identidade ao adotar novos hábitos, enfocando a transformação pessoal em vez de simplesmente alcançar resultados específicos. Ele discute a eficácia da mudança de hábitos com base na identidade desejada e destaca a necessidade de revisão existencial para projetos de felicidade mais fortes. O texto também aborda o conceito japonês de Ikigai, que promove uma vida mais longa e significativa, e diferencia entre crenças existenciais coletivas e individuais. Além disso, Nepô enfatiza a importância do autoconhecimento, do gerenciamento da energia mental e do papel da mente consciente na formação de hábitos. Ele também explora a ideia de identidade provisória razoável e discute a psicologia 1.0 versus 2.0, destacando a necessidade de uma abordagem mais flexível e adaptativa para o desenvolvimento pessoal. O texto encerra com várias reflexões sobre a importância do autoaperfeiçoamento e da dedicação a causas significativas para alcançar a felicidade mais duradoura.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Uma mente melhor aproveitada é aquela que automatiza tudo que é osso e dedica a área nobre para o filé!Hábitos são filhos das identidades e netos das crenças. Mudar de hábitos demanda revisar todo o processo.
  2. Vidas melhores não só nos fazem nos sentir bem, mas nos permitem ter uma longevidade maior.
  3. Quando se consegue o equilíbrio e se coloca o Ikigai para rodar, a tendência é nossa Taxa de Felicidade aumentar no longo prazo.
  4. Quando vamos pensar em reconstruir a nossa vida e abraçar um Projeto de Felicidade Mais Forte, começamos uma espécie de doutorado de nós mesmos.
  5. Sim, temos uma Identidade, mais ela é provisória e pode ser alterada, desde que tenhamos fatos ou argumentos razoáveis, que nos façam modificá-la.
  6. O processo de mudança de comportamento sempre começa com a musculação e a pilatação da consciência.
  7. É preciso sempre estar em processo de criar microdesafios na nossa vida para espantar o tédio.
  8. Se você está num processo de reeducação alimentar, na fase emagrecimento, evite marcar um papo de trabalho em um rodízio de pizza!

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase todos os comos.”Friedrich Nietzsche.

Parênteses.

Reflexões sobre a Jornada Fogo e não Fumaça

Todo dia, acordo de madrugada para estar diante desta tela para produzir mais uma etapa do nosso projeto.

Muitas vezes, sento aqui achando que nada de novo vai ocorrer, mas sempre acontece alguma coisa nova.

Não, o trabalho não é, visto de fora, empolgante, pode parecer chato.

Num momento de passagem civilizacional, no qual as pessoas estão ainda se acostumando com o novo ambiente, o que parece interessante é mais a fumaça do que o fogo.

Porém, não é a fumaça que vai nos levar para resolver os principais problemas que temos pela frente.

É o trabalho diário de muita gente, muitos Trabalhadores Missionários, que estão empenhados em construir formas de pensar e agir mais adequadas para o Sapiens 2.0.

Quem quer seguidores e fumaça, necessariamente, é obrigado a atender, em alguma medida, as demandas de curto e não de longo prazo.

O trabalho de longo prazo exige que o que faz sucesso hoje seja deixado de lado.

É, sem dúvida, um trabalho que poucos, como são os Bimodais Endógenos, que ficam com o tempo, entendem e apoiam.

Eles conseguem enxergar não o dedo, mas a lua.
E são eles e meu Eu Criativo (sempre empolgado) que me animam a continuar esse trabalho que aposta no longo prazo.

Fecha parênteses.

Continuemos a Bimodalização do livro “Hábitos Atômicos: Um Método Fácil e Comprovado de Criar Bons Hábitos e Se Livrar dos Maus” de James Clear.

Este é o quarto e último artigo.

O que vale ainda comentar?

Experiência objetiva de como se assume uma nova identidade:

“Tenho uma amiga que perdeu mais de kg somente se perguntando: “ O que uma pessoa saudável faria? ”Durante todo o dia, ela usava essa pergunta como guia. Uma pessoa saudável caminharia ou pegaria um táxi? Uma pessoa saudável pediria um burrito ou uma salada? Ela imaginou que se agisse como uma pessoa saudável por tempo suficiente, eventualmente se tornaria essa pessoa. Ela estava certa.”

Havia no caso do exemplo citado uma identidade de pessoa não saudável e ela queria assumir a de pessoa saudável.

Ficar repetindo “sou uma pessoa mais saudável”, “sou uma pessoa mais atlética”, “sou uma pessoa mais artística”, etc, faz com que a Mente Secundária vá operando e incorporando melhor com a nova identidade.

Ele sugere foque na nova identidade e nunca nas metas ou resultados:

“O foco deve ser sempre se tornar um tipo de pessoa e não obter um resultado particular.”

Já disse isso e vou repetir, algo que ficou marcado depois da leitura do Clear:

Hábitos são filhos das identidades e netos das crenças. Mudar de hábitos demanda revisar todo o processo.
Mudança de Hábito Mais Eficaz versus Mudança de Hábitos Mais Ineficaz

Nesta direção, temos dois tipos de Mudanças de Hábitos:

Mudança de Hábito Mais Eficaz – vou me tornar uma pessoa mais saudável, com um peso mais adequado e quero ficar com tantos quilos na balança;
Mudança de Hábitos Mais Ineficaz – vou perder tantos quilos em tantos meses.

Isso é algo importante, que reforça a ideia de uma Mudança de Hábito Mais Eficaz:

“O primeiro passo não é o que ou como, mas quem.”

Diria que:

Focar na nova crença, seguida de uma nova identidade, nos gera um senso de direção, que facilita bastante lidar com os novos hábitos.

Quem eu quero me tornar e o que eu preciso fazer para isso?

Isso vale tanto para uma reeducação alimentar quanto para uma Reeducação Existencial.

Reeducação Existencial

Quando falamos de Projetos de Felicidade Mais Fortes não estamos apenas falando de mudanças de hábitos, como sugere Clear, mas de algo mais amplo, no longo prazo.

Projetos de Felicidade Mais Fortes nos obriga a rever Crenças Existenciais Limitantes, que moldam nossas Identidades no Longo Prazo e que criam os hábitos que temos nas nossas vidas.

As Crenças Existenciais Limitantes são um misto de:

Paradigmas Essenciais sobre a Civilização, o Sapiens e a Felicidade;
Paradigmas Essenciais sobre nós mesmos, que envolvem nossas singularidades (habilidades, paixões, traumas e traços genéticos).

Um processo de Revisão Existencial pode começar debaixo para cima, partindo dos hábitos e revendo os Paradigmas Essenciais ou vice-versa, mas o pacote completo torna o processo mais forte, mais completo e ajuda no longo prazo.

O Quadrilátero do Ikigai

Aqui, podemos pensar no Quadrilátero do Ikigai.

Por que Ikigai?

Ikigai é um exemplo de Projeto de Felicidade Mais Forte, que aposta na Singularização.

É algo testado no tempo e que tem como resultado objetivo o seguinte:

Vidas melhores não só nos fazem nos sentir bem, mas nos permitem ter uma longevidade maior.

As regiões no Japão que adotaram o Ikigai como as Crenças Existenciais de formação dos seus habitantes têm habitantes mais longevos.
Crenças Existenciais Coletivas vs Crenças Existenciais Individuais

E aí temos algo interessante, pois temos:

Crenças Existenciais Coletivas – que são disseminadas em uma determinada região e que levam a resultados que atingem mais gente, tal como o Ikigai e, em certa medida, o Estoicismo;
Crenças Existenciais Individuais – que são adotadas por uma determinada pessoa, apesar das Crenças Existenciais Coletivas de onde vive não ser aquela.

No Ikigai, se procura um meio termo entre quatro questões:

Sou apaixonado nisso;
Sou diferenciado nisso?
Há uma demanda no mercado para isso?
Consigo viver (ganhar dinheiro, a partir disso)?

O interessante é que as questões não são em cadeia, uma que vem antes da outra, mas é uma equação que se procura algo no meio delas, a partir das condições existentes.

Quando se consegue o equilíbrio e se coloca o Ikigai para rodar, a tendência é nossa Taxa de Felicidade aumentar no longo prazo.

Os resultados coletivos que aparecem nas regiões que adotam o Ikigai quebram um pouco algo que vinha dizendo antes.

Mesmo pessoas mais quietas, menos disruptivas, precisam procurar algo que os apaixona e ele se sinta em desenvolvimento.

A diferença entre os incrementais e os disruptivos está no tipo de desafios mais próximos ou menos próximos do mainstream.

O que fica claro é que ter algo que nos dê a sensação de estar o tempo todo apaixonado, nos traz mais saúde e longevidade.

E aqui temos uma diferença do que estamos falando e o que Clear aborda.

Quando Clear fala que precisamos construir uma nova identidade, ele se refere a qualquer mudança, desde fazer ginástica a uma reeducação alimentar.

Quando aplicamos a ideia de mudança, estamos nos referindo Mudanças Existenciais dentro de um Projeto de Felicidade.

A pergunta é mais existencial.

Quando vamos pensar em reconstruir a nossa vida e abraçar um Projeto de Felicidade Mais Forte, começamos uma espécie de doutorado de nós mesmos.

O passo inicial da passagem de um Projeto de Felicidade Mais Fraco ou Inconsciente para um Mais Forte e Consciente é justamente chegar numa versão 1.0 do seu Ikigai.

Note bem.

É um anteprojeto de tese existencial, no qual você vai desenhar o quadrilátero e vai procurar responder o que considera viável dentro do teu perfil e do contexto que vive.

Eu sou mais ou menos assim e posso dentro do contexto que vivo, fazer isso e aquilo. É um jogo que você tem que aprender a jogar.

Vai começar a procurar falar disso, pensar nisso, agir a partir disso para ir recriando o projeto e ir avançando.

Clear nos diz, de certa forma isso:

“Você precisa saber quem quer ser. Caso contrário, sua busca pela mudança é um barco sem leme.”

Isso vale para perder 10 quilos e mudar totalmente de vida, quando se abraça um Projeto de Felicidade Mais Forte.

Identidade Provisória Razoável

E aqui temos o reforço da Visão Mais Descentralizadora do Sapiens, o da Identidade Provisória Razoável.

Num ambiente mais centralizado, do qual estamos saindo na Crise Estrutural Civilizacional que está acabando, temos dois problemas:

A Visão sobre a realidade tenderá a ser mais fechada e absoluta – existe uma realidade lá fora e as autoridades de plantão a conhecem;
A Visão sobre a identidade tenderá a ser mais fechada e absoluta – existe uma identidade pura e original, que você precisa autoconhecer, bem parecida com a que sugerem as autoridades de plantão, bem massificadas.

Num ambiente mais descentralizado, do qual estamos entrando na atual Renascença Estrutural Civilizacional que está apenas começando, temos dois desafios:

Rever a Visão sobre a realidade fechada e absoluta – adotando a Ética do Conhecimento da Certeza Provisória Razoável, na qual vamos procurar lidar da melhor forma possível com a realidade;
Rever a Visão sobre a identidade fechada e absoluta – e ter consciência de que NÃO existe uma identidade pura e original, mas algo dinâmico que você precisa criar de forma singularizada, bem distante do que sugerem as autoridades de plantão – uma identidade mais particularizada.

Sim, temos uma Identidade, mas ela é provisória e pode ser alterada, desde que tenhamos fatos ou argumentos razoáveis, que nos façam modificá-la.

Ter uma Identidade Provisória Razoável não significa que “sei que nada sei” sobre mim. Sim, sei algumas coisas, mas estou aberto a ajustes, desde que razoáveis.

“O poder de mudar suas crenças sobre si mesmo é seu. Sua identidade não é algo gravado em pedra.”

Psicologia 1.0 vs a 2.0

Note que neste momento Clear está abraçando algo bem maior em termos de Essenciologia do Sapiens, uma divisão entre a Psicologia 1.0 e a 2.0:

Sapiens com Identidade Fechada – viver melhor é conhecer a sua identidade pura e fixa, baseada no passado, Psicologia 1.0;
Sapiens com Identidade Aberta – viver melhor é estar o tempo todo repensando a nossa identidade, a partir dos contextos, a partir de algo do passado, mas principalmente do presente para mudar o futuro, Psicologia 2.0.

Ele cita Hreha:

“Os hábitos são soluções confiáveis para problemas recorrentes em nosso ambiente.” – Jason Hreha.

Melhoraria da seguinte forma:

Os hábitos são soluções aparentemente confiáveis para problemas recorrentes em nosso ambiente, que precisam ser revistos conforme os resultados.

Automatizar hábitos é preciso, o problema é saber o que deve e como ser automatizado.

Diz ele:

“A formação de hábitos é incrivelmente útil porque a mente consciente é o obstáculo do cérebro . Por ser capaz de prestar atenção a apenas um problema de cada vez , seu cérebro está sempre trabalhando para guardar sua atenção consciente para qualquer tarefa que seja mais essencial.” // “Sempre que possível, a mente consciente delega tarefas para que a mente não consciente as realize automaticamente.” // Os hábitos reduzem a carga cognitiva e liberam a capacidade mental , para que você possa direcionar sua atenção para outras tarefas.

Em outras palavras:

É mais saudável: o fácil e conhecido descer para o automatismo da mente e o complicado e o novo subir para a área nobre para se decidir o que fazer.

Falamos disso ao criar o Malandrismo.
Relação de hábitos e liberdade

“Pessoas que não controlam seus hábitos muitas vezes são as que têm menos liberdade.”

E aqui temos algo interessante.

Quem controla os hábitos?

É o O Eu Curador com o apoio da Mente Secundária, que controla melhor a Mente Secundária.

Quem se deixa levar pela Mente Primária tem um Eu Curador menos desenvolvido, utiliza menos a Mente Secundária e se deixa levar pelo passado.

Seja este passado a herança genética, cultural ou traumática.

Quanto mais conhecemos nossa equipe interna, melhor podemos lidar com ela e tomar decisões mais adequadas para o nosso Eu Curador.

Eu Curador

Quem é o EU Curador?

É o que podemos chamar de consciência – aquele que comanda toda a equipe formada pelas áreas da mente e do corpo.

Malandrismo e o Gerenciamento da Energia Mental

E aí passamos a ter um processo de Gerenciamento da Energia Mental.

Diz ele:

“Quando tornarmos os fatos básicos da vida mais fáceis é que conseguimos criar o espaço mental necessário para o pensamento livre e a criatividade.”

Ou seja, voltamos a falar do Malandrismo:

Uma mente melhor aproveitada é aquela que automatiza tudo que é osso e dedica a área nobre para o filé!

A batalha contra o Zecapagodismo e o reforço da visão Bimental, presente também no Clear:

“À medida que os hábitos se formam, suas ações emergem sob o comando de sua mente automática e não consciente.”

Reforço de peso para a Bimentalidade

E aqui recebemos um reforço de peso para a Bimentalidade:

“Até que transforme o inconsciente em consciente, ele direcionará sua vida , e você o chamará de destino.” – Carl Jung.

O inconsciente é a Mente Primária, o Zeca Pagodismo.

Frases e comentários:

“Quanto mais automático se torna um comportamento, é menos provável que pensemos conscientemente nele.” // “Muitos dos nossos fracassos de desempenho são em grande parte atribuíveis à falta de autoconsciência.” // “Um dos nossos maiores desafios na mudança de hábitos é manter a consciência do que estamos realmente fazendo.”

Quanto mais a Mente Secundária se aguça, mais ela é capaz de ir identificando e mudando os hábitos automáticos que estão mais atrapalhando do que ajudando.

“Se ainda tiver problemas para avaliar certo hábito, aqui está uma pergunta que gosto de usar: “ Esse comportamento ajuda a me tornar o tipo de pessoa que desejo ser? Esse hábito é um voto a favor ou contra minha identidade desejada? ”Os hábitos que reforçam sua identidade desejada geralmente são bons; os que entram em conflito com ela, ruins.” // “O primeiro passo para mudar os maus hábitos é estar atento a eles. Se você sente que precisa de ajuda extra, experimente o sistema Apontar e Falar em sua vida. Diga em voz alta a ação que está pensando em tomar e qual será o resultado. Se quiser reduzir o consumo de junk food , mas percebe que está prestes a pegar outro biscoito , diga em voz alta: “Estou prestes a comer este biscoito , mas não preciso dele. Comê-lo vai me fazer ganhar peso e prejudicar minha saúde.”

Um ótimo critério para julgar os hábitos e outra boa dica para batalhar pelo fim de um indesejado.

O processo de mudança de comportamento sempre começa com a musculação e a pilatação da consciência.

Vida mais consciente e com um foco vs Vida mais inconsciente e sem um foco

Divisão entre o Sapiens:

Vida mais consciente e com um foco – menos Eu Geral e menos Mente Secundária;
Vida mais inconsciente e sem um foco – mais Mente Primária.

“Muitas pessoas pensam que não têm motivação quando o que realmente lhes falta é clareza . Nem sempre é óbvio quando e onde agir. Algumas pessoas passam a vida inteira esperando o tempo certo para se aprimorar.”
Reforça a ideia de que:

Mudanças mais estruturais precisam de um primeiro passo “do para onde” e depois vêm “os comos eu chego lá”.

Mão invisível

“As pessoas geralmente escolhem produtos não pelo que são, mas por causa de onde estão.” // “ O ambiente é a mão invisível que molda o comportamento humano.”.

A ideia da mão invisível é excelente!

Arquiteto da própria vida

“Você não precisa ser vítima do ambiente. Também pode ser o arquiteto.” // “A maioria das pessoas vive em um mundo que os outros criaram para elas.” // O planejamento do ambiente permite retomar o controle e se tornar o arquiteto da sua vida . Seja o criador do seu mundo e não apenas seu consumidor.// “

Ótimas frases!

“É mais fácil mudar os hábitos em um novo ambiente,”

Reforça Bill Wilson e sua turma:

“Quer parar de beber? Afaste-se de pessoas, lugares e situações, que o leve para isso.”

“O que acontece na verdade é que pessoas “disciplinadas” são melhores em estruturar suas vidas de uma forma que não exija força de vontade ou autocontrole hercúleos.” // “As pessoas com mais autocontrole são tipicamente aquelas que precisam exercê-lo minimamente.” // A maneira de melhorar essas qualidades não é desejar que você seja uma pessoa mais disciplinada, mas criar um ambiente mais disciplinado.” // “Uma das coisas mais eficazes que você pode fazer para construir hábitos melhores é viver em uma cultura em que seu comportamento desejado é o padrão.”

Ou seja.

Se você está num processo de reeducação alimentar, na fase emagrecimento, evite marcar um papo de trabalho em um rodízio de pizza!

Reforço:

“Moral da história : você pode quebrar um hábito, mas é improvável que o esqueça.” // “Para ser franco, nunca vi alguém manter hábitos positivos de forma consistente em um ambiente negativo.” // “O autocontrole é uma estratégia de curto, não de longo prazo.”

Reforço da FBO

“Não escolhemos nossos primeiros hábitos, nós os imitamos. Seguimos o roteiro de nossos amigos e familiares , igreja ou escola , comunidade local e sociedade em geral.”

Muito bom:

“Na maior parte das vezes, preferimos errar com a multidão do que estar certos sozinhos.” // “Cerque-se de pessoas que têm os hábitos que você quer ter. Vocês prosperarão juntos.”

“Grande parte da batalha de construir hábitos melhores se resume a encontrar maneiras de reduzir a resistência associada aos nossos bons hábitos e aumentar a resistência associada aos maus.”

“A civilização avança estendendo o número de operações que podemos realizar sem pensar.” – Alfred North Whitehead.

Papo de Maestria

“Maestria requer prática . Mas quanto mais você pratica alguma coisa , mais chata e rotineira ela se torna.” // “A maior ameaça ao sucesso não é o fracasso, mas o tédio.”

É preciso sempre estar em processo de criar microdesafios na nossa vida para espantar o tédio.

Diz ele:

“Os comportamentos precisam permanecer novos para que continuem atraentes e satisfatórios. Sem variedade, ficamos entediados. “ // “Os comportamentos precisam permanecer novos para que continuem atraentes e satisfatórios. Sem variedade, ficamos entediados.” // O tédio é talvez o maior vilão na busca do auto aperfeiçoamento.”

E segue:

“Uma vez que um hábito tenha sido estabelecido, é importante continuar avançando em pequenos passos. Essas pequenas melhorias e novos desafios mantêm você engajado. E, se atingir a Zona Cachinhos Dourados , você pode alcançar um estado de fluxo.” // “Trabalhar em desafios de dificuldade perto do limite de sua capacidade — só um pouquinho além — parece crucial para manter a motivação.”

Frases finais:

“Os genes não determinam seu destino. Eles determinam suas áreas de oportunidade.”

“Todos queremos vidas melhores para nossos futuros eus. No entanto, quando chega o momento da decisão, a gratificação instantânea geralmente ganha.”

“Escolha o hábito que melhor lhe convier, não o mais popular.”

“Sempre que se sentir autêntico e genuíno, você está indo na direção certa.”

“Nunca revisar seus hábitos é como nunca se olhar no espelho.”

“Quando escolhida de forma eficaz , uma identidade é flexível e não frágil. Como a água fluindo por um obstáculo, sua identidade trabalha junto com as circunstâncias em transformação, e não contra elas.”

“A falta de autoconsciência é um veneno. A reflexão e a revisão são o antídoto.”

“Quanto mais nos apegamos a uma identidade, mais difícil se torna crescer além dela.”

“O segredo para obter resultados duradouros é nunca parar de fazer melhorias.”

“A felicidade só acontece como o efeito colateral não intencional da dedicação pessoal de alguém a uma causa maior do que a si mesmo ou subproduto de sua entrega a uma pessoa diferente de si mesmo.” – Viktor E . Frankl.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

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“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

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Abraços,
Nepô.

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O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

Nepô reflete sobre os insights que teve ao ler o livro “Hábitos Atômicos: Um Método Fácil e Comprovado de Criar Bons Hábitos e Se Livrar dos Maus” de James Clear, destacando a importância de mudar hábitos para promover mudanças na vida. Nepô inclui Clear na bibliografia básica da Bimodais, ressaltando a necessidade de mudanças reais no presente e futuro, alinhando-se com a visão de Martin Seligman. Ele destaca a transição das terapias emocionais para uma abordagem mais teórico-metodológica, criticando a falta de consideração dos traumas por Clear. Nepô também discute a chegada da Psicologia 2.0 e a necessidade de tratamentos terapêuticos em larga escala. Ele critica a abordagem de Clear sobre hábitos tóxicos e destaca a importância da mudança de identidade na mudança de hábitos. Por fim, Nepô enfatiza o tripé da mudança estrutural: crença, identidade e hábitos.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Uma mudança mais eficaz é aquela em que você não está apenas num projeto de mudança de atitudes, mas mudança de percepção sobre você mesmo.
  2. Na Psicologia 2.0, iremos popularizar o tratamento terapêutico emocional, com o apoio de Inteligências Artificiais Digitais Curadoras.
  3. Se você não está empenhado em ser um outro eu e se desapegar do antigo, a tendência é que os antigos hábitos retornem.
  4. A identidade é um processo de pesquisa em aberto e não algo pronto e acabado.
  5. As crenças são as mães da nossa identidade e avós dos nossos hábitos.
  6. É preciso mudar a crença, a identidade e os hábitos – num processo integrado.
  7. Quanto mais embrenhado estiver um Paradigma na sua Mente Primária, mais difícil será mudá-lo.
  8. Hábitos reforçam identidades, que reforçam, hábitos, que reforçam identidades, num ciclo infinito. Mudar um, significa alterar o outro.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Quanto mais profundamente um pensamento ou ação está vinculado à sua identidade, mais difícil é mudá-lo.”James Clear.

Parênteses.

Leitura Ativa

Este artigo é o exemplo claro de como uma Leitura Ativa pode colaborar com a melhoria da Narrativa Profissional de qualquer um.

Quanto mais eu vou lendo, mais eu vou comparando e melhorando minha capacidade de pensar sobre a Inovação Pessoal.

É um somatório de consolidações que vai ocorrendo leitura a leitura.

Fecha e abre outro.

Melhorando Papo de IA

Partimos do princípio que qualquer máquina tem algum tipo de inteligência quando é ligada, pois consegue fazer algo sozinha.

Uma enxada não é inteligente, pois não faz nada sozinha.

Já uma máquina de lavar, quando programada, opera sozinha.

Uma enxada podemos dizer que é uma tecnologia desprovida de inteligência, pois não faz nada sozinha.

Quando uma máquina opera sozinha em algum momento tem algum tipo de inteligência, que foi transferida para ela.

Uma máquina de lavar não aprende e não decide, apenas segue um padrão.

Uma máquina de lavar roupa, assim, apesar de pouca inteligência, tem algum tipo.

Ela é artificial, pois precisa ser fabricada. Uma planta que nasce no jardim tem uma inteligência natural, quando, por exemplo, procura um posicionamento melhor à procura do sol.

Se for uma máquina tradicional sem nenhum processador digital embutido é uma Inteligência Artificial.

É Inteligente, pois opera sozinha. E é artificial, pois foi criada e não nasce independente do ser humano.

Se a espécie humana acabar não nascerão mais máquinas de lavar, mas as plantas continuarão a fazer o que fazem, naturalmente.

Uma primeira divisão, assim, é a seguinte:

Tecnologias sem nenhuma inteligência – exemplo, enxada;
Tecnologias com alguma inteligência – exemplo, máquina de lavar.

Melhorando o papo sobre Inteligência Artificial, nós temos o seguinte:

Inteligência Artificial Analógica – máquinas que têm determinada autonomia, mas que NÃO usam NENHUM recurso digital, tal como a televisão e uma máquina de lavar antiga;
Inteligência Artificial Digital – máquinas que têm determinada autonomia, mas que usam recursos digitais.

O diferencial entre as diferentes Inteligências Artificiais é a sua similaridade com a inteligência humana.

Quanto mais ela aprende, resolve, compreende e reconhece padrões sozinha, mais inteligente ela é.

Porém, não podemos chamar todas as máquinas de Inteligência Artificial, pois fica difícil separar uma das outras.

Se eu digo para um determinado programa:

“Faz uma foto, ou um desenho, ou um vídeo, assim e assado.”

Eu estou dando uma ordem e ela obedecendo, como se fosse um gerente e um funcionário, diretamente.

Neste caso, temos uma Inteligência Artificial da Gestão, que segue a lógica “faça isso” e ela faz, sem nenhuma autonomia.

Pode fazer maravilhosamente bem, mas continua sendo uma Inteligência Artificial da Gestão, que é operada pelos comandos de voz ou texto.

Usa como referência as Mídias Orais e Escrita.

Quando eu introduzo a Linguagem dos Rastros, ela passa a operar a partir delas, eu tenho uma Inteligência Artificial diferente.

Ela é programada por um Curador que diz o seguinte:

“Conforme o uso que se faz, você faz isso e aquilo”, deixando que ela decida.”

Temos assim:

Inteligência Artificial Digital da Gestão – que segue comandos orais e escritos e não aprende nada e nada decide com os Rastros Digitais, tipo os Chatboxes;
Inteligência Artificial Digital da Curadoria – que pode ou não seguir comandos orais e escritos, mas aprende e decide a partir dos Rastros Digitais, tipo os algoritmos do Tik Tok ou do Waze.

Fecha parêntese.

Abre outro.

Por que precisamos definir com precisão as Inteligências Artificiais?

Cientista: seu papel

O papel de um cientista é ser um Organizador de Ambientes de Diálogos. É aquela atividade humana que organiza diálogos para que possamos explicar e agir diante de fenômenos. Um dos principais papéis dos cientistas é detalhar melhor os conceitos que são utilizados de forma corrente, que muitas vezes gera mais confusão do que explicação.

Se não definirmos, por exemplo, o que é Inteligência Artificial com precisão e suas diversas variantes, não vamos saber do que exatamente estamos falando.

Quando o Google, por exemplo, destaca mais o termo “Inteligência Artificial”, todo mundo diz que está falando sobre isso e a confusão está montada.

Fecha parêntese.

Continuemos a Bimodalização do livro “Hábitos Atômicos: Um Método Fácil e Comprovado de Criar Bons Hábitos e Se Livrar dos Maus” de James Clear.

Este é o terceiro artigo.

Inclusão de James Clear na Bibliografia Básica da Bimodais

Clear nos traz insights importantes e, por causa disso, inclui ele na bibliografia básica da Bimodais.

O seu grande mérito é apontar que:

Não existe mudança na vida de ninguém, se não alterarmos nossos hábitos.

Na verdade, ele se alinha com Martin Seligman ao defender que:

Terapias não podem ficar restritas às teorias sobre os traumas do nosso passado, mas que precisam apontar mudanças reais e concretas no presente e no futuro.

Sim, Clear deixa claro que:

Se não houver mudanças nas nossas crenças, que geram nossas identidades, dificilmente, mudanças nos hábitos no longo prazo.

Clear reforça uma tendência deste novo século na passagem das Terapias Emocionais Mais Teóricas e pouco Metodológicas para uma Mais Teórica-Metodológica.

A ficha que cai:

Não adianta a pessoa ir para uma terapia para se autoconhecer e não mudar nada ou muito pouco na sua vida.

Papo de Terapia Emocional Cognitiva Comportamental

Por isso, hoje se fala tanto em Terapia Emocional Cognitiva Comportamental, que é a linha do Seligman e do Clear.

A relação de custo/benefício das Terapias Cognitiva Comportamental é melhor, pois a pessoa tem resultados mais objetivos.

Nas Terapias Cognitiva Comportamental, que prometem melhorar a vida das pessoas, têm menos margem para a enrolação e, de certa forma, uma manipulação entre cliente-terapeuta.

A pessoa, numa Terapia Emocional centrada no Autoconhecimento pode passar anos se autoconhecendo e não modifica absolutamente nada na sua vida.

O terapeuta do autoconhecimento ganha seu dinheiro e não pode ser cobrado que não foi eficaz, pois o que ele entrega é o autoconhecimento pelo autoconhecimento.

Críticas ao Clear

Qual o problema que vejo ao ler o Clear.

Ele aborda a questão das crenças e da identidade e deixa de fora os traumas.

Todo Sapiens para virar Sapiens precisa:

Ganhar determinadas heranças genéticas – que definem diversas tendências ao longo da vida;
Ganhar determinadas heranças emocionais e culturais – que também definem diversas tendências ao longo da vida.

Do ponto de vista das heranças emocionais e culturais, a partir de uma Formatação Básica Obrigatória, que nos deixa de forma mais inconsciente na nossa Mente Primária:

Traumas Emocionais – que nos fazem reagir de forma mais automática quando determinados gatilhos são acionados, que podem ser Primários (herdados da família) ou Secundários (que vieram depois fora do ambiente familiar);
Crenças Culturais – que vêm da nossa família (Influências Culturais Primárias), amigos, escolas, local em que vivemos (Influências Culturais Secundárias);
Ambiente Midiático – que define muito as nossas relações com os outros e com o consumo de todos os tipos.

Depois disso, com toda essa herança ainda temos:

A relação da nossa genética com toda essa herança traumática, cultural e midiática;
Os acontecimentos que cada um será exposto que pode criar novos traumas, novas heranças culturais (Influências Culturais Secundárias);
Bem como alterações midiáticas, que modificam nossa relação com o consumo do ambiente.

Quando estamos falando de mudança, todos estes aspectos terão um peso grande.

Papo de Psicologia 2.0

Com a chegada da Psicologia 2.0, muito vai mudar.

Na Psicologia 2.0, iremos popularizar o tratamento terapêutico emocional, com o apoio de Inteligências Artificiais Digitais Curadoras (IADC).

Teremos como nunca tivemos no passado o atendimento em larga escala, com o uso das IADCs, que vão nos permitir estabelecer as relações entre:

Os padrões genéticos;
Influências culturais primárias e secundárias;
Traumas Primárias e Secundários;
E, a partir disso, com a avaliação dos melhores resultados por cada perfil, sugerir ações mais eficazes para que possamos ter vidas melhores.

Tipos de Hábitos Tóxicos

Outra crítica que faço ao Clear é falar de Maus Hábitos, mas não separar dois que são relevantes.

Temos dois tipos de Hábitos Tóxicos:

Hábitos Tóxicos – práticas que nos fazem mais mal do que bem, mas que os riscos e prejuízos são relativamente baixos, tal como comer biscoito toda vez que vê televisão. Vai se ganhar peso, o que não é bom, mas não vai fazer com que você bata num poste totalmente bêbado. Demanda um tratamento mais light e menos profundo;
Hábitos Super Tóxicos – práticas que nos fazem mais mal do que bem e envolvem riscos e prejuízos relativamente altos, tal como beber todos os dias ou jogar a dinheiro. Demanda um tratamento mais intenso e mais profundo.

Este detalhamento não está no livro do Clear e é necessário fazer.

Um ponto que abordamos, mas vale repetir é a relação de mudanças de hábitos e identidade.

Diz ele:

“Há um conjunto de crenças e suposições que moldam o sistema, uma identidade por trás dos hábitos.”

O que ele diz, numa tradução livre?

Uma mudança mais eficaz é aquela em que você não está num projeto de mudança de atitudes, mas mudança de percepção sobre você mesmo.

Ele diz:

“O comportamento incoerente com o “ eu ” não durará.”

Ou seja:

Se você não está empenhado em ser um outro eu e se desapegar do antigo, a tendência é que os antigos hábitos retornem.

Diria que aqui esbarramos de novo com a questão central dos Paradigmas Estruturais do Sapiens.

A Bifurcação sobre a identidade

O que temos de bifurcação sobre a identidade:

Temos uma identidade – se nos autoconhecer vamos chegar a ela (uma visão platônica, diga-se de passagem) – Visão da Identidade Mais Definitiva – fantasia de que sabemos quem nós somos, de forma final e absoluta;
Nossa identidade é um processo de descoberta progressiva e permanente – que precisa estar o tempo todo sendo avaliada e testada. Visão da Identidade Mais Provisória – é impossível saber quem realmente somos, mas podemos nos aproximar mais de uma identidade que nos aproxima mais do que podemos ser.

Isso é um reflexo da nossa própria relação com a realidade:

Realidade é passível de ser conhecida pelo Sapiens – ela existe, está lá fora e tem algumas autoridades que a conhecem e precisam ser seguidas e respeitadas;
Realidade não é passível de ser conhecida pelo Sapiens – o que podemos fazer é ter teorias e metodologias mais fortes para melhor nos relacionar com elas.

A visão mainstream, ainda mais em Ambientes Mais Centralizados, terão a visão da Realidade/Identidade Absolutas, que é algo que impede as mudanças coletivas e individuais.

Para que, como sugere Clear, a pessoa precisa rever a sua identidade, antes disso, é preciso que ela entenda que:

A identidade é um processo de pesquisa em aberto e não algo pronto e acabado.

Vamos dar exemplo de alguém que adota a Identidade Provisória.

Quando queremos emagrecer, não estamos apenas procurando comer melhor, mas criar um Outro Eu que tem um corpo mais magro ou menos gordo.

Emagrecer é, no fundo, antes de tudo, se desapegar de um corpo gordo que tomou conta de nós.

Ir para uma academia é querer ter ou recuperar um corpo atlético, que se perdeu ou nunca esteve presente.

O que Clear sugere é que precisamos migrar de uma identidade para outra como o norte principal de todo o processo de mudança.

Os exercícios da mudança

Precisamos começar a educar nossa mente e abraçar este novo eu com dois tipos de exercícios:

O Exercício Prévio a qualquer mudança – entender que nossa identidade é um processo de descoberta;
Exercício Direto da Mudança – comer melhor, ir para a academia, começar a pintar ou a tocar violão;
O Exercício Indireto da Mudança – criar Rituais Rivotril para reforçar o novo eu dentro de nós, num trabalho para que a mente abrace este novo personagem.

Diz ele:

“É difícil mudar seus hábitos se não mudar as crenças subjacentes que levaram a seu comportamento passado.”

Coloquemos desse jeito.

As crenças são as mães da nossa identidade e avós dos nossos hábitos.

É preciso mudar a crença, a identidade e os hábitos – num processo integrado e conjunto, através de uma sinergia.

Segundo ele:

Não adianta procurar novos hábitos se a crença na sua identidade continua a mesma!

Ele é Escopeteiro com esta frase:

“Você tem um novo objetivo e um novo plano, mas não mudou quem é.”

Ele radicaliza:

“A forma definitiva de motivação intrínseca é quando um hábito se torna parte de sua identidade. Uma coisa é dizer que sou o tipo de pessoa que quer algo. O que é muito diferente de dizer que sou o tipo de pessoa que é algo.”

Tripé da Mudança Estrutural

Prefiro dizer que temos o Tripé da Mudança Estrutural formado por Crença-Identidade-Hábitos.

Cada pessoa e situação tem um ritmo e um método de Mudança Estrutural, que sempre envolve o Tripé da Mudança Estrutural:

Mudança de Crença;
Mudança de Identidade;
Mudança de Hábito.

E aí temos algo interessante:

“Quanto mais orgulho você tiver em um aspecto particular de sua identidade, mais motivado estará para manter os hábitos associados a ele.”

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.

Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.

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Mais dúvidas?

Me pergunta….

Abraços,
Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

Neste texto, Nepô discute conceitos relacionados à mudança de hábitos e à busca pela excelência. Inspirado no livro “Hábitos Atômicos” de James Clear, ele argumenta que o foco nos sistemas e processos é mais eficaz do que simplesmente definir metas, destacando a importância da felicidade contínua ao longo da jornada, em oposição à busca por uma felicidade momentânea ao atingir objetivos específicos. Nepô propõe a distinção entre hábitos mais saudáveis e tóxicos, e a necessidade de uma mudança mais profunda na identidade para sustentar mudanças duradouras. Ele também introduz a ideia de mudança conjuntural superficial, mais profunda e estrutural, enfatizando que a mudança de hábitos está intimamente ligada à transformação da identidade. Por fim, destaca a importância dos rituais e da atividade da “Mente Secundária” para sustentar essas mudanças.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Todo o processo de mudança de qualquer pessoa estará sempre ligado ao desenvolvimento da Mente Secundária – mais reflexiva.
  2. Me diga como você está se relacionando com a sua Mente Secundária e te direi quem és!
  3. As causas dos problemas estão em processos inadequados. Enquanto não se revê a inadequação, há pouca chance de se ter mudanças substanciais.
  4. Quanto mais a mudança de hábitos envolve uma alteração da sua identidade, mais duradoura ela se torna.
  5. Uma Mudança Estrutural Mais Profunda, assim, é um processo de revisão da nossa identidade e não dos nossos hábitos.
  6. O Sapiens não é e nunca foi, sempre está em processo de redescobrimento, conforme vai caminhando no tempo.
  7. Todo o processo terapêutico emocional – seja ele qual for – sempre terá no seu epicentro a separação entre o que podemos ser e o que achamos que somos!
  8. Precisamos, assim, aplicar a Ética do Conhecimento da Certeza Provisória Razoável na nossa identidade, tornando-a uma pesquisa continuada e nunca uma certeza definitiva.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Corrija as entradas e as saídas se corrigirão.” James Clear.

Primeiro Parênteses:

Nova definição de Inteligência Artificial

Vamos falar de Inteligência Artificial e dividi-la em duas:

Inteligência Artificial da Gestão – aquela em que a máquina executa apenas o que é pedido;
Inteligência Artificial da Curadoria – aquela que a máquina, a partir de alguns parâmetros aprende e decide a partir do uso.

Fecha Parênteses.

Continuamos aqui a Bimodalização do livro “Hábitos Atômicos: Um Método Fácil e Comprovado de Criar Bons Hábitos e Se Livrar dos Maus” de James Clear.

Este é o segundo artigo.

Voltemos ao ponto que paramos no artigo anterior.

Diz ele:

“Se quiser melhores resultados, esqueça a definição de metas. Concentre-se no seu sistema.”

Bimodalizo dando título ao artigo:

Quer excelência? Olhe para os processos e não para os resultados!

Diz ele, citando diversos exemplos:

“Somente quando implementaram um sistema de pequenas melhorias contínuas, conseguiram um resultado diferente.”

Com isso, se consegue:

“Vários problemas surgem quando se gasta muito tempo pensando nas metas e não há tempo suficiente para projetar seus sistemas.”

O que ele quer dizer?

Quando temos processos adequados, os resultados virão mais dia, menos dia.

Os processos analisam as causas e, com melhores tratamentos, se chega aos melhores resultados.

Diz ele:

“Alcançar uma meta muda sua vida no momento. Esse é um fato controverso sobre o aperfeiçoamento. Achamos que precisamos mudar os resultados, mas eles não são o problema. O que realmente precisamos mudar são os sistemas que os produzem.”

As causas dos problemas estão em processos inadequados. Enquanto não se revê a inadequação, há pouca chance de se ter mudanças substanciais.

Clear nos traz, de novo, a conversa da Felicidade Estrada ou Estação.

Podemos dividir em:

Felicidade Estação versus Felicidade Estrada.

Diz ele questionando o papo da Felicidade Estação:

“O pressuposto implícito por trás de qualquer meta é o seguinte: “ Quando alcançar minha meta, serei feliz.”

Ele defende a Felicidade Estrada:

“Quando você se apaixona pelo processo, e não pelo produto, não precisa esperar para se dar ao luxo de ser feliz.”

Na Felicidade Estrada, começamos a dar menos importância para os resultados e abraçamos mais os processos.

A cada dia, podemos comemorar uma pequena vitória e isso gera Sentimentos Positivos.

A Felicidade Estrada tem o viés Endógeno.

Vejamos a diferença entre as duas:

Felicidade Estrada – pensamento de longo prazo, baseado em Metas Saudáveis, focada mais no processo e não tanto em resultados e na visão Endógena de Felicidade;
Felicidade Estação – pensamento de curto prazo, baseado em Metas Tóxicas, focada mais em resultados do que no processo e na visão Exógena de Felicidade.

Quando se pensa no longo prazo, a melhoria dos processo dá melhores resultados.

Peguemos o exemplo de uma reeducação alimentar.

Chegar a determinado peso é uma referência para uma estabilidade alimentar.

Porém, chegar naquele peso é apenas uma referência dentro de um processo mais amplo que é passar a comer de forma diferente da atual e melhor.

O objetivo é comer de forma mais saudável e diferente do que estamos fazendo e o peso é apenas uma métrica do processo.

Eu me peso toda sexta-feira para não perder o rumo, mas o mais importante, no longo prazo, para minha saúde e longevidade, é a qualidade da minha alimentação.

Uma Reeducação Alimentar Mais Saudável, assim, vai na seguinte direção: eu estou comendo melhor e, por causa disso, estou conseguindo manter meu peso ideal por longo tempo.

Clear nos alerta:

“As metas estão em desacordo com o progresso em longo prazo.” // “É por isso que muitas pessoas se veem retomando os velhos hábitos depois de realizar um objetivo.”

Eu acho que isso pode ser melhorado.
Novos conceitos: Metas Saudáveis e Metas Tóxicas

Podemos ter Metas Saudáveis e Tóxicas, vejamos a diferença:

Metas Saudáveis – o objetivo não é um fim em si mesmo, mas apenas uma referência para que você possa estabelecer uma determinada métrica para avaliar quanto está o projeto – o foco é Endógeno, uma referência para você mesmo seguir adiante e se motivar;
Metas Tóxicas – o objetivo passa a ser um fim em si mesmo e não uma referência para que você possa estabelecer uma determinada métrica – o foco é o Exógeno, uma referência para ou outros.

O que ele está questionando não são Metas no geral, mas Metas Tóxicas.

Diz ele:

“O objetivo de estabelecer metas é ganhar o jogo. O propósito de construir sistemas é continuar jogando. O verdadeiro pensamento em longo prazo é o pensamento sem metas. Não se trata de uma única realização, mas sim de um ciclo de refinamento e melhoria contínua. Em última análise, é o seu compromisso com o processo que determinará seu progresso.”

Não acho que não precisamos ser tão radicais.

Metas Saudáveis são referências importantes e motivadoras.

Estou nadando de novo e resolvi passar de 10 para 12 idas e vindas, aumentando de 30 para 36 o total da natação.

Gostei de ter chegado a 36, mas o meu objetivo não é 30 ou 36, mas é conseguir nadar um pouco todos os dias, como um exercício a mais entre vários outros.

O questionamento de Clear é claramente contra as Metas Tóxicas:

“Concentrar-se no sistema geral, em vez de em um único objetivo, é um dos temas centrais deste livro.”

Melhoria do Conceito de Sala: Momento Platô

Falamos semana passada na Escalada Conceitual em duas etapas: Escalada e Chegada em um Platô, Clear fala algo parecido:

“Pequenas alterações, geralmente, parecem não fazer diferença até que você cruze um limite crítico.”

Tem determinados momentos da jornada que chegamos a um determinado ponto que percebemos um limite que foi transposto.

No Momento Platô, conseguimos subir um determinado trecho da montanha e chegamos a um platô – momento de respirar, curtir, se orgulhar, olhar a vista e se preparar para a nova etapa.

Um determinado momento em que uma dada etapa foi vencida.

E aí se inicia uma conversa entre Hábitos Saudáveis e Tóxicos.
Criação dos Conceitos Hábitos Mais Saudáveis e Mais Tóxicos

Vejamos a diferença entre Hábitos Mais Saudáveis e Mais Tóxicos:

Hábitos Mais Saudáveis – fazem mais bem do que mal e nos levam a um Bem Estar Mais Continuado no Longo Prazo;
Hábitos Mais Tóxicos- fazem mais mal do que bem e NÃO nos levam a um Bem Estar Mais Continuado no Longo Prazo.

O que ele sugere é diante dos hábitos:

Passar a ter consciência de nossos hábitos;
Identificar os que nos fazem mais mal do que bem e o contrário;
Procurar eliminar os Mais Tóxicos e criar os Mais Saudáveis.

É simples assim.

Porém, é preciso dizer:

Nossos hábitos – sejam eles mais tóxicos ou saudáveis – estão armazenados na nossa Mente Primária e são difíceis de serem percebidos e alterados.

E esse é basicamente o esforço do Clear no seu livro, sugerir a entrada de Hábitos Mais Saudáveis e sugerir a saída dos Mais Tóxicos.

Qual é o problema central?

Nós somos muito mais guiados pela Mente Primária Mais Automática que vai no Zecapagodismo, do que pela Mente Secundária Reflexiva.

Todo o processo de mudança de qualquer pessoa estará sempre ligado ao desenvolvimento da Mente Secundária – mais reflexiva.

Me diga como você está se relacionando com a sua Mente Secundária e te direi quem és!

Existe, portanto, uma metodologia mais adequada para as Mudanças de Hábitos.

Novos conceitos: Mudança Mais Conjuntural (Mais ou Menos Profunda) e Mais Estrutural

Diz ele:

“A primeira camada é a mudança de seus resultados. Esse nível está preocupado em mudar seus resultados: perder peso, publicar um livro, vencer um campeonato. A maioria das metas que você definiu está associada a esse nível de mudança.”

É o que chamamos de Mudança Conjuntural Mais Superficial.

Você foca no resultado e não no processo.

Não faz uma mudança mais profunda na sua própria identidade. É uma mudança de hábitos temporária.

A outra é a Mudança Conjuntural Mais Profunda.

“A segunda camada é a mudança de seus processos. Esse nível está preocupado com a mudança de seus hábitos e sistemas: implementar uma nova rotina na academia, organizar sua mesa para ter um melhor fluxo de trabalho, desenvolver uma prática de meditação. A maioria dos hábitos que você cria está associada a esse nível.”

Mudança Estrutural Mais Profunda.

“A terceira e mais profunda camada é a mudança de sua identidade. Esse nível está relacionado com a mudança de suas crenças: sua visão de mundo, sua autoimagem, seus julgamentos sobre você e os outros. A maioria das crenças, suposições e preconceitos está associada a esse nível.”

Ele faz a diferença:

“Os resultados referem-se ao que você obtém. Processos, ao que você faz. Identidade, ao que acredita.”

Organizemos as três mudanças:

Mudança Conjuntural Mais Superficial – aquelas que vamos alterar alguns hábitos, sem revisão a identidade, fortemente baseado em Metas Tóxicas – o que levará necessariamente ao retorno dos Hábitos Mais Tóxicos no curto prazo;
Mudança Conjuntural Mais Profunda – aquelas que vamos alterar alguns hábitos, sem revisão a identidade, com uso relativo de Metas Tóxicas – o que provavelmente nos levará ao retorno dos Hábitos Mais Tóxicos no médio e longo prazo;
Mudança Estrutural Mais Profunda – aquela que vamos revisar de forma mais profunda nossa identidade, que nos levará a mudança dos hábitos de forma mais definitiva.

Clear acredita na seguinte regra, interpretação minha – e eu concordo com ele:

Quanto mais a mudança de hábitos envolve uma alteração da sua identidade, mais duradoura ela se torna.

Uma Mudança Estrutural Mais Profunda, assim, é um processo de revisão da nossa identidade e não dos nossos hábitos.

Quem muda a identidade, altera hábitos e vice-versa.
Novo Conceito Processo Clark Kent

Obviamente, que a mudança da identidade não é um processo Clark Kent: entrou num beco, colocou a capa e já é o Superman.

Aquela fantasia de que as mudanças na nossa vida ocorrem sem esforço e disciplina.

Quando vamos criando novos hábitos, mas estamos focados numa mudança de identidade, temos uma visão mais ampla do processo e menos parcial.

Vejamos a diferença da mudança de identidade:

Uma coisa é dizer: vou dar uma corridinha;
E outra é dizer para si mesmo: coloquei a corrida como algo que faz parte da minha vida.

O principal problema que temos é que misturamos os Paradigmas que habitam nossa Mente Primária com nossa Identidade.

O Sapiens não é e nunca foi, sempre está em processo de redescobrimento, conforme vai caminhando no tempo.

Na nossa Mente Primária, temos vários Paradigmas, muitos deles colocados lá durante a nossa FBO – Formatação Básica Obrigatória, onde se incluem os traumas, que não conseguimos separar da nossa identidade.

Todo o processo terapêutico emocional – seja ela qual for – sempre terá no seu epicentro a separação entre o que podemos ser e o que achamos que somos!

Não temos, assim, uma Identidade Definitiva, mas uma Identidade Provisória.
Novos Conceitos: Visão da Identidade Mais Definitiva e Visão da Identidade Mais Provisória

Vejamos a diferença:

Visão da Identidade Mais Definitiva – fantasia de que sabemos quem nós somos, de forma final e absoluta;
Visão da Identidade Mais Provisória – é impossível saber quem realmente somos, mas podemos nos aproximar mais de uma identidade que nos aproxima mais do que podemos ser.

O problema é que o Mainstream vende a ideia de que é possível termos uma Identidade Mais Definitiva – o que é falso e nos atrapalha na nossa busca por uma Identidade Mais Provisória.

Precisamos, assim, aplicar a Ética do Conhecimento da Certeza Provisória Razoável na nossa identidade, tornando-a uma pesquisa continuada e nunca uma certeza definitiva.

Diz ele:

“Quando lhe oferecem um cigarro, a primeira pessoa diz: “Não, obrigado. Estou tentando parar.” Parece uma resposta razoável, mas essa pessoa ainda acredita que é um fumante tentando ser outra coisa. Ela espera que seu comportamento mude, mas ao mesmo tempo continua carregando as mesmas crenças. A segunda pessoa recusa dizendo: “Não, obrigado. Não fumo. ”É uma pequena diferença, mas essa afirmação sinaliza uma mudança na identidade. Fumar fazia parte de sua vida anterior, não da atual. Ela não se identifica mais como alguém que fuma.”

Ele defende que se as pessoas:

“Não mudam a maneira como olham para si mesmas, não percebem que sua antiga identidade é capaz de sabotar seus novos planos de mudança.”

O que tiro disso tudo?

Mudanças profundas exigem uma mudança da nossa relação com a nossa identidade.

E aí esbarramos na diferença entre hábito e vício, que Clear deveria fazer e não faz:

Perguntei ao Tio Chatinho a diferença:

“Um hábito é um comportamento regular e repetitivo que é adquirido através da prática e da repetição. Pode ser consciente ou inconsciente e geralmente é realizado como uma resposta a um estímulo particular ou situação;
Um vício, por outro lado, é um padrão de comportamento compulsivo que é difícil de controlar e que geralmente resulta em consequências negativas para a pessoa envolvida ou para os outros ao seu redor.”

Podemos dizer que:

Um vício é um hábito mais tóxico e mais difícil de se largar.

Porém, um vício não deixa de ser um hábito.

Uma pessoa viciada é aquela que tem compulsão, que segundo TC::

“É um forte impulso ou desejo irresistível de realizar um determinado comportamento, muitas vezes mesmo contra a própria vontade da pessoa. Esses comportamentos compulsivos podem se manifestar de diversas formas e podem estar relacionados a diferentes áreas da vida, como alimentação, compras, jogo, trabalho, entre outros.”

Acredito que aqui temos um problema no Clear, que mistura hábitos com vícios, que são coisas diferentes.
Vícios demandam movimentos ainda mais consistentes e, por causa disso, se criou os grupos de mútuo-ajuda, tipo AA (Alcoólicos Anônimos).

Quando falamos em Guias de Felicidade estamos mais nos referindo a Hábitos Saudáveis e Tóxicos, mas não a vícios, que demandam uma ajuda específica e especial.

Se formos criar um mantra, podemos trabalhar na seguinte direção:

Tinha o hábito de comer biscoito sempre que ligava a televisão.
Hoje, eu bebo água quando sinto vontade de colocar algo na boca.

E aí temos algo importante:

“Por trás de todo sistema de ações, há um sistema de crenças.”

Basicamente, o que temos é o seguinte.

Mudanças mais permanentes passam por um trabalho continuado de revisão dos Paradigmas Armazenados na Mente Primária. E na ação continuada do uso da Mente Secundária.

É preciso, assim, mudarmos de uma vida pior para uma melhor, passar a muscular ou pilatar, a Mente Secundária.

As mudanças de hábitos serão mais profundas e mais permanentes, conforme nossa Mente Secundária estiver mais ativa e aguçada.

Por isso, os Rituais Rivotril são tão importantes: são um exercício constante da Mente Secundária, que vão dar o suporte necessário para as mudanças de hábito desejadas.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

O texto é uma análise detalhada do livro “Hábitos Atômicos” de James Clear, realizado pelo autor Nepô. Nepô destaca a importância dos hábitos na qualidade de vida, resumindo a mensagem central do livro como a ideia de que a vida melhora quando a “Mente Secundária” guia nossas ações, o que implica em mudar hábitos ao invés de buscar mudanças radicais. Nepô chama a atenção que Clear enfatiza a importância das pequenas mudanças diárias, contrastando com a visão utópica de grandes transformações instantâneas. Nepô chama a atenção que Clear propõe uma abordagem realista, baseada em pequenos passos que levam a mudanças de longo prazo. Nepô destaca a importância de sair da mentalidade de “mudar de vida” para “mudar de hábitos”, ressaltando que melhorias graduais são fundamentais. Nepô, por fim, defende uma mudança na visão sobre a nossa autoestima e no nosso e discute a importância de uma autoestima personalizada na era da Civilização 2.0.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Porém, quem deseja ter uma vida melhor na Civilização 2.0 precisa, obrigatoriamente, migrar do Orgulho 1.0 para o 2.0.
  2. Uma vida melhor é aquela que conseguimos que a Mente Secundária seja mais presente nas nossas vidas, guiando nossas ações.
  3. Só se muda a vida, se mudarmos de hábitos.
  4. De pequena mudança em pequena mudança, nossa vida dá uma guinada!
  5. A ideia de que você começa a muscular na academia e na semana seguinte já é o Schwarzenegger precisa ser combatida!
  6. Pensar não mais em “nossa vida”, mas “nos nossos hábitos da vida”.
  7. Temos uma fantasia infantil Disneyliana de que nossas vidas vão mudar rapidamente, basta mergulhar num poço mágico.
  8. São as tecnologias que nos permitem aumentar gradualmente o uso das áreas cada vez mais nobres do nosso cérebro.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Mudanças que parecem pequenas e sem importância a princípio terão resultados notáveis se você estiver disposto a persistir nelas por anos.”  James Clear.

Começamos aqui a Bimodalização do livro “Hábitos Atômicos: Um Método Fácil e Comprovado de Criar Bons Hábitos e Se Livrar dos Maus” de James Clear.

Este é o primeiro artigo.

Se compararmos Clear com Seligman, que vimos na semana passada, Clear tem uma vantagem: ele está mais distante da academia e não precisa enfrentar a burocracia acadêmica para desenvolver as suas ideias.

Como diz um dos nossos Padrinhos Conceituais, Thomas Kuhn, diante das Anomalias Conceituais, os novos Paradigmas sempre vêm de fora.

Clear é um exemplo claro dessa afirmação.

Clear equilibra bem o conteúdo do livro com histórias pessoais, de outros e pesquisas.

O livro é muito focado na metodologia das mudanças pessoais, com diversas dicas de como ter mais controle sobre a sua vida.

Ele não fala explicitamente em Mente Primária e Secundária, mas utiliza a ideia de Mente Automática e Mais Reflexiva.

Em resumo:

Uma vida melhor é aquela que conseguimos que a Mente Secundária seja mais presente nas nossas vidas, guiando nossas ações.

Clear, deixa claro, (Clear deixa claro é ótimo) que:

Só se muda a vida, se mudarmos de hábitos.

O livro dele questiona a ideia de que as grandes mudanças são grandes.

Ao contrário, as grandes mudanças começam e se consolidam com um longo processo de pequenas mudanças.

De pequena mudança em pequena mudança, nossa vida dá uma guinada!

Ele conta a sua história quando sofreu um acidente – levando um taco de beisebol na cara – que o obrigou a proceder uma série de pequenas mudanças na vida.

E ele traz uma Essenciologia importante:

“Essas melhorias foram pequenas, mas me deram uma sensação de controle sobre a minha vida.”

Destaco a expressão “controle sobre a minha vida”.

Uma referência de que a vida vai bem é quando temos a nítida sensação de que estamos controlando mais a nossa vida do que antes.

E por causa disso é melhor:

Pensar não mais em “nossa vida”, mas “nos nossos hábitos da vida”.

Se você diz para si mesmo: preciso mudar de vida é algo que não te leva à mudança, mas se você diz, preciso mudar alguns dos meus hábitos, a coisa melhora bastante.

Novos Conceitos: Mudança de Vida Mais Utópica versus Mudança de Vida Mais Realista

E aqui temos uma mudança de Paradigma Estrutural sobre Felicidade, com a seguinte encruzilhada:

Mudança de Vida Mais Utópica – Mudar de vida significa algo grande e geral, de forma radical;
Mudança de Vida Mais Realista – Mudar de vida significa mudar meus hábitos, devagarinho.

De maneira geral, nossos hábitos, como define Clear:

“…é uma rotina ou comportamento que é realizado regularmente — e, em muitos casos, de modo automático.”

Ele define que apostar em hábitos nos leva a vitórias de longo prazo:

“Mudanças que parecem pequenas e sem importância a princípio terão resultados notáveis se você estiver disposto a persistir nelas por anos.” // “Melhorar em 1 % em cada uma delas, teria um aumento significativo ao colocar todas em ação.”

De maneira geral, o que temos?

Temos uma Visão Utópica sobre as mudanças nas nossas vidas e queremos que ocorra uma guinada do dia para noite.

Clear nos apresenta uma Visão Realista sobre mudanças, baseado em pequenos passos, que nos levam a mudanças no longo prazo.

Porém, isso é complicado, pois:

Uma árvore só começa a dar sombra e frutos depois de muito tempo de dedicação e adubação.

Clear chega a defender uma Ciência da Formação de Hábitos.

Ele lançou, em 2017, a Habits Academy e, de certa forma, entrou como competidor com o pessoal da Psicologia Positiva.

Ele não é muito teórico, mas extremamente metodológico e deixa claro:

“Este livro não é um trabalho de pesquisa acadêmica; é um manual de operação.” // “De modo global , a estrutura que ofereço é um modelo integrado das ciências cognitivas e comportamentais.”

Clear se coloca com um sintetizador de boas ideias, tornando-as operacionais para quem quiser mudar de vida.

“Minha contribuição, espero, é a de encontrar as ideias que mais importam e conectá-las de uma forma altamente prática.”

Fala no desenvolvimento do potencial das pessoas, a partir da sua própria experiência:

“Pequenos hábitos me ajudaram a alcançar meu potencial.”

E ele define quatro etapas na construção de um hábito:

“A espinha dorsal deste livro é o meu modelo de quatro passos de hábitos — estímulo, desejo, resposta e recompensa — as Quatro Leis da Mudança de Comportamento que evoluem a partir dessas etapas.”

Talvez, esta frase resume bem a proposta de Clear:

“É muito fácil superestimar a importância de um momento decisivo e subestimar o valor das pequenas melhorias diárias.”

Volto aqui o recado central de Clear.

Precisamos sair da eterna briga entre:

A Visão Utópica das Mudanças, mudar de vida é feita de grandes guinadas;
Para a Visão Realista das Mudanças, mudar de vida é feita de um processo lento e gradual de pequenos passos, através da mudanças de hábitos, escolhendo os mais saudáveis e eliminando os mais tóxicos.

Diz ele:

“Muitas vezes, nos convencemos de que um grande sucesso requer uma grande ação.”

E detalha:

“A diferença que uma pequena melhoria pode fazer ao longo do tempo é impressionante. Veja como a matemática funciona: se você conseguir ficar 1 % melhor a cada dia durante um ano, acabará sendo 37 vezes melhor quando terminar.” // “Muitas vezes desprezamos as pequenas mudanças porque não parecem importar muito no momento.”

Na verdade, um dos grandes problemas da resistência à mudança é justamente a ideia de que grandes guinadas ocorrem no curto prazo, como um passe de mágica.

Fantasia Infantil Disneyliana

Temos uma fantasia infantil Disneyliana de que nossas vidas vão mudar rapidamente, basta mergulhar num poço mágico.

Diria que todo processo de mudança pessoal, seguindo a linha de Clear, passa da/para:

Saída da fantasia das Mudança Utópica das Grandes Guinadas;
Mudança Realista dos Pequenos Passos.

Diz ele, comparando hábitos com juros:

“Hábitos são os juros compostos do autoaperfeiçoamento.”

Dentro da Visão Realista dos Pequenos Passos ele defende:
“Uma ligeira mudança em seus hábitos diários pode direcionar sua vida para um destino muito diferente.”

Ele lembra o vôo de um avião, no qua:

Se um piloto mudar apenas um pouco a rota deixa de ir para uma cidade e vai parar em outra.

E aí temos algo importante.

Uma vida melhor é aquela em que conseguimos:

Passar o cada vez mais simples para a área Mais Automática da Mente;
E o cada vez mais complexo para a área mas Mais Reflexiva da Mente.

De certa forma, é isso que o Sapiens faz ao longo da história ao criar novas tecnologias.

Novas tecnologias vão, aos poucos, liberando o Sapiens de tarefas mais burras para cada vez mais inteligentes.

São as tecnologias que nos permitem aumentar gradualmente o uso das áreas cada vez mais nobres do nosso cérebro.
O novo conceito do Malandrismo

Podemos dar na nossa vida pessoal um nome para isso, que vou chamar de Malandrismo.

Malandrismo é a arte de transferir tarefas mais fáceis e rotineiras para nossa Mente Primária e deixar a Mente Secundária com o mais complexo. Ou ainda: problemas novos e conhecidos para a Mente Primária, deixando os novos para a Mente Secundária.

Ele diz isso de outra maneira:

“Quanto mais tarefas você puder realizar sem pensar, mais seu cérebro estará livre para se concentrar em outras áreas.”

Clear cita diversos casos de grandes conquistas que foram feitas de pequenas mudanças invisíveis para quem estava de fora.

Lembro do caso dos ciclistas ingleses, que ganharam diversas provas depois de realizarem centenas de micros mudanças.

“Momentos revolucionários são muitas vezes o resultado de várias ações anteriores, que criam o potencial necessário para desencadear uma grande mudança.”

E aí temos a grande mensagem de Clear.

“Essa é uma das principais razões de ser tão difícil construir hábitos duradouros. As pessoas fazem algumas pequenas mudanças, não conseguem ver um resultado tangível e decidem parar.”

Ele está se referindo a Hábitos Mais Saudáveis.

A ideia de que você começa a muscular na academia e na semana seguinte já é o Schwarzenegger precisa ser combatida!

Clear criou o conceito “Platô do Potencial Latente” – momentos em que os resultados aparecem de forma mais clara.

Quando as pessoas percebem o esforço que você já está fazendo:

“O mundo exterior só vê o acontecimento mais drástico e não tudo o que o precedeu.”

E ele defende, assim, a ideia do desenvolvimento do seu potencial, da sua maestria e nos diz:

“Maestria requer paciência.” // “Muitas vezes esperamos que o progresso seja linear.”. // “No entanto , esse trabalho não foi desperdiçado . Estava simplesmente sendo armazenado. Apenas muito mais tarde é que o valor total dos esforços prévios é revelado.”

Segundo ele, quando se chega ao Platô do Potencial Latente.

Ele diz que a passagem dos Hábitos Mais Tóxicos para os Mais Saudáveis é igual a:

“A tarefa de abandonar um mau hábito é como desenraizar um poderoso carvalho de dentro de nós. E criar um bom hábito é como cultivar uma flor delicada um dia de cada vez.”

 

E aí entramos na conversa do orgulho.
Melhoria dos conceitos Orgulho Mais no Resultado do que no Processo e Orgulho Mais no Processo do que no Resultado

Diz ele:

“As metas estão relacionadas aos resultados que deseja alcançar. Os sistemas se referem aos processos que levam a esses resultados.”

Note que todos nós temos uma autoestima que precisa ser bem posicionada. Temos duas alternativas:

No Orgulho Mais no Resultado do que no Processo – colocamos nossa autoestima no que é visível para os outros, de forma mais Exógena (de fora para dentro);
No Orgulho Mais no Processo do que no Resultado – colocamos nossa autoestima no que é visível para nós mesmos, de forma mais Endógena (de dentro para fora).

Melhoria na relação entre o Orgulho e a Topologia de Poder

E aqui temos uma regra importante, apenas percebida pela Ciência da Inovação 2.0:

Ambientes de Sobrevivência Mais Centralizados tendem a estimular mais o Orgulho Mais no Resultado do que no Processo;
Ambientes de Sobrevivência Mais Descentralizados tendem a estimular mais o Orgulho Mais no Processo do que no Resultado.

Os novos conceitos Orgulho Mais Endógeno e Exógeno

Na Renascença Civilizacional que estamos passando temos claramente a forte e exponencial demanda por um Orgulho Mais Endógeno do que Exógeno.

Vejamos a diferença:

Orgulho Mais Endógeno – visto mais de dentro para fora do que de fora para dentro;
Orgulho Mais Exógeno – visto mais de fora para dentro do que de dentro para fora.

Muitos dirão que é justamente o contrário.

No mundo das Mídias Digitais as pessoas só querem aparecer e o que temos é a explosão do Orgulho Mais Exógeno, certo?

Sim, se tivermos o uso mais inconsciente e mais automático das Mídias Digitais, o que estamos fazendo é a migração do Orgulho da Civilização 1.0 para a 2.0.

Porém, quem deseja ter uma vida melhor na Civilização 2.0 precisa, obrigatoriamente, migrar do Orgulho 1.0 para o 2.0.

É o Orgulho 2.0 – que tem no seu epicentro uma Autoestima Mais Personalizada – que nos permite filtrar de forma mais adequada os ruídos da Civilização 2.0.
Os novos conceitos Autoestima Mais Personalizada e Autoestima Mais Massificada

Vejamos a diferença:

Autoestima Mais Personalizada – aquela que você se importa mais com as suas referências, com a sua jornada, com seus processos e pouco com os resultados e com as pessoas à nossa volta;
Autoestima Mais Massificada – aquela que você se importa menos com as suas referências, com a sua jornada, com seus processos e muito com os resultados e com as pessoas à nossa volta.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Resumo feito por um Chatbox:

O texto, escrito por Nepô, destaca os principais aprendizados da semana 11.4.5. A bimodalização do livro “Florescer: Uma nova e visionária interpretação da felicidade e do bem-estar” de Martin Seligman é central, com avaliações feitas a partir de uma aula na pós-graduação do Crie/Coppe/UFRJ. Destacam-se três formas de se posicionar no mundo – sobrevivente, instagrante e missionária – e suas relações com a necessidade de padrinhos. A busca pela excelência na forma missionária é ressaltada, assim como a importância de padrinhos padronistas. O texto aborda ainda a revolução da sobrevivência, o embate entre a Psicologia 1.0 e 2.0, críticas à Psicologia Positiva, a importância dos conceitos mais fortes, entre outros temas. A necessidade de cuidado com os conceitos utilizados e a defesa de uma felicidade mais descentralizada são ressaltadas, assim como a distinção entre escopeteiros e carpinteiros na disseminação de ideias. Outros pontos discutidos incluem a busca por propostas existenciais milenares, o humor neutro e a definição de relação pilar. O texto encerra com reflexões sobre fuso horário pessoal, guia de felicidade versus proposta existencial do bem viver, e a relação entre topologia de poder e felicidade.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Conceitos ruins levam para vidas ruins.
  2. A excelência, entretanto, só é atingida na forma missionária, pois a preocupação no longo prazo passa a ser vital.
  3. Na Civilização 2.0, cada pessoa tem que viver cada vez mais no seu próprio país, estabelecendo as suas leis, desde que não violente a dos outros.
  4. A Ciência é feita pelo desenvolvimento de Patotas Mais Saudáveis.
  5. Revolução da Sobrevivência é a melhor definição da atual Revolução, que se inicia com a chegada de uma nova mídia.
  6. O Sapiens muda a comunicação para poder criar, com as novas Tecnopossibilidades que ela traz, um novo Macro Modelo de Sobrevivência mais sofisticado.
  7. A base da Psicologia 2.0 é a proposta de disseminação de Paradigmas Estruturais do Bem Viver Mais Descentralizadores do que os atuais.
  8. Na verdade, não temos humoristas, mas incentivadores do bom humor.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Um enorme esforço pode compensar uma habilidade modesta, assim como uma tremenda habilidade pode compensar esforços moderados, mas não se um dos dois for zero.”  –  Seligman.

Resumo do que foi top em termos de aprendizado nos artigos ao longo da semana 11.4.5.

Bimodalizamos esta semana o livro “Florescer: Uma nova e visionária interpretação da felicidade e do bem-estar” de Martin Seligman. E fiz algumas avaliações, a partir da minha aula na pós do Crie/Coppe/UFRJ.

O primeiro ponto é a necessidade, ou não ter ter Padrinhos.

Entenda aqui Padrinhos, como pessoas que servem de modelo, que você admira.

Temos três formas de nos posicionar no mundo (algo, inclusive que o Seligman reforçou como vimos no texto anterior):

Sobrevivente, como os passarinhos, totalmente neutra, passiva, Zecapagodando, deixando a vida me levar;
Instagrante – ativa, mas operando sempre no curto prazo, vendo como posso atender aos meus desejos mais imediatos;
Missionária – ativa, procurando operar no médio e longo prazo, cumprindo uma missão que atenda minha vocação e servindo a um propósito maior da humanidade.

Relações das formas de viver com Padrinhos

Vejamos a relação destas formas com os Padrinhos:

Na Forma de Viver Sobrevivente – a vida te leva e você não precisa de padrinhos;
Forma de Viver Instagrante – o importante é ter status e aparecer e neste caso até precisa, mas pode trabalhar bem com Padrinhos Percepcionistas, que conseguem se situar bem no curto prazo;
Forma de Viver Missionária – estou cumprindo a minha missão e, para isso, é necessário Padrinhos Padronistas, pois é importante se situar bem no médio e longo prazo.

A excelência, entretanto, só é atingida na forma missionária, pois a preocupação no longo prazo passa a ser vital.

(Cada vez mais, tenho interesse em entender e ajudar pessoas que querem abraçar uma forma Missionária de Viver.)

Quando você procura a excelência, algo que busco há 20 anos dentro da Conceituação, se aprende que existem algumas decisões relevantes:

Que você precisa de Padrinhos Padronistas, que procuram padrões e não percepções;
Que você precisa encontrar os mais fortes e procurar não só entendê-los profundamente, mas, principalmente, superá-los.

Papo de Padrinhos Padronistas

Mais ainda sobre Padrinhos Padronistas:

Que Padrinhos Padronistas pertencem a uma Escola de Pensamento;
Que Escolas de Pensamento são a base de qualquer ciência;
Que Escolas de Pensamento possuem Premissas Estruturais;
E escolher Escolas de Pensamento com Premissas Estruturais Mais Fortes é o que te ajuda a se situar no meio do caos.

Assim, por incrível que pareça, ninguém chega à excelência se não procurar encontrar a sua patota (desde que ela seja a melhor patota entre tantas outras).

Alguns equívocos do Mainstream sobre Ciência

Alguns equívocos do Mainstream sobre Ciência que valem ser revisados:

A Ciência procura melhores verdades e nunca e não a verdade;
A Ciência é feita dentro de um disputado e aquecido mercado conceitual, que está o tempo todo brigando à procura das melhores verdades;
Dentro de cada uma das áreas que estudam determinados fenômenos se formam Escolas de Pensamento, que reúnem diversos pesquisadores;
As Escolas de Pensamento partem de Melhores Verdades que consideram estruturais e são elas que dão início ao trabalho daquele grupo;
Sem Escolas de Pensamento não há ciência.

Em resumo:

A Ciência é feita pelo desenvolvimento de Patotas Mais Saudáveis.

Papo de Patota

Por que o papo de patota?

Na sala de aula, um aluno me disse que “não gosta de patotas”.

Tio Chatinho me informa que:

“”Patota” é uma palavra em português que geralmente se refere a um grupo de amigos ou colegas que se reúnem regularmente para socializar, realizar atividades em conjunto ou compartilhar interesses comuns. É comumente usada para descrever um grupo informal e descontraído de pessoas que têm afinidade entre si. A palavra pode variar em significado dependendo do contexto regional, mas geralmente denota uma associação amigável e informal.”

Temos que melhorar isso.

Podemos dizer que temos dois tipos de Patotas Conceituais (Conceito de Sala) – aquelas que são criadas para entender e sugerir atitudes diante de fenômenos, se quiserem Escolas de Pensamento:

Patotas Conceituais Saudáveis – aquelas que estão trabalhando com a Certeza Provisória Razoável, melhorando sempre os Paradigmas, mesmo que tenham aqueles mais Estruturais;
Patotas Conceituais Tóxicas – aquelas que NÃO estão trabalhando com a Certeza Provisória Razoável, NÃO melhorando os Paradigmas, principalmente os mais Estruturais.

Escolher uma patota, entretanto, está longe de significar que você vai se fechar para novas ideias.

O que você faz é poder analisar as novas ideias, baseada em premissas consistentes, o que ajuda muito a saber o que é ruim, bom, muito bom e excelente.

Revolução da Sobrevivência e não Midiática

Outro ponto importante da semana foi a ficha que caiu:

Revolução da Sobrevivência é a melhor definição da atual Revolução, que se inicia com a chegada de uma nova mídia.

Por que a mudança?
O objetivo do Sapiens ao longo da história, depois que aumenta a população, não é mudar a comunicação por mudar a comunicação.

O Sapiens muda a comunicação para poder criar, com as novas Tecnopossibilidades que ela traz, um novo Macro Modelo de Sobrevivência mais sofisticado.

A Revolução da Sobrevivência gera diversas sub-revoluções, tais como do conhecimento, da informação, industrial, entre outras.

O embate entre a Psicologia 1.0 e a 2.0

Outro ponto importante foi um mergulho no debate intenso entre a Psicologia 1.0 e a 2.0.

Na verdade, o que temos é a conversa das melhores formas de lidar com problemas emocionais:

Uma mais centralizadora, mais focada nas doenças e na pósvenção.
E outra mais descentralizada, mais focada nas mudanças de paradigmas e na prevenção.

Cheguei a fazer uma tabela e vamos atualizá-la agora:

Tabela comparativa entre a Psicologia 1.0 e a 2.0:
Psicologia 1.0
Psicologia 2.0 ou Inovação Pessoal Emocional
(com a abordagem Bimodal)
Conceituadores Principais: Freud, Lacan, Jung, entre outros;
Conceituadores Principais: Maslow, Seligman, Mihaly, Goleman, entre outros;

Maior dependência dos Psicólogos;

 

Maior Independência dos Psicólogos;

Abordagem Mais Pósventista
do que Preventiva;

Abordagem Mais Preventiva do que Pósventista;

Sem a preocupação de criação de
Guias de Felicidade
ou Bem Estar;

Com a preocupação de criação de
Guias de Felicidade
ou Bem Estar;

Mais voltada para resolver problemas do passado do que do presente e do futuro;

 

Mais voltada para resolver problemas do presente e do futuro do que do passado;

Mais massificadora;

Mais personalizadora
e singularizadora;

Opera ainda com os Paradigmas
da Ciência Social 1.0.
Precisa operar com os novos Paradigmas
da Ciência Social 2.0.

Mais preocupada com o sofrimento;
Mais preocupada com o florescimento/Singularização.

 

 

 

 

Na verdade, quando leio Seligman observo que:

A base da Psicologia 2.0 é a proposta de disseminação de Paradigmas Estruturais do Bem Viver Mais Descentralizadores do que os atuais.

Vivemos hoje Propostas Existenciais para o Bem Viver Mais Centralizadoras, que são:

Geradores de Problemas Emocionais mais constantes, por isso o aumento dos casos de depressão e afins;
Incompatíveis com o novo cenário mais descentralizador;
E que vão contra a uma tendência do Sapiens por uma vida mais feliz, sempre na direção da personalização.

Críticas à Psicologia Positiva

Apesar de termos uma boa simpatia por vários aspectos da Psicologia Positiva, uma espécie de início da conversa sobre a Psicologia 2.0, criamos uma tabela em que sintetizamos nossas discordâncias, agora atualizada:

Críticas que a Bimodais faz à Psicologia Positiva:
Crítica
Detalhamento

Ao próprio nome Psicologia Positiva;
Que sugere que as outras são negativas. Seria melhor usar Psicologia 2.0 ou Inovação Pessoal Emocional, já dentro do novo campo da Ciência da Inovação 2.0;

Operar com as bases da
Ciência Social 1.0;

 

Precisa operar com os novos Paradigmas da Ciência Social 2.0;

Não define claramente que está desenvolvendo um Guia da Felicidade ou do Bem Estar

Precisa definir que a base metodológica é o desenvolvimento do Guia;

Confusão entre o que é a visão, princípios, atitudes e métricas;

 

Precisa separar as três camadas;
Uma visão mais percepcionista do que padronista.
Consegue enxergar a demanda por florescimento, mas não as causas e a demanda do Sapiens pela descentralização singularizada;
Cria a falsa polêmica bem estar e felicidade;
É preciso adjetivar para deixar claro que ambos os conceitos visam o longo prazo e a continuidade e não o curto e as oportunidades passageiras.

 

 

 

 

A importância dos Conceitos Mais Fortes

Outro ponto importante da semana é a compreensão que a nossa vida é:

Resultado das decisões que tomamos;
Que estão atreladas às Narrativas que adotamos;
Que estão diretamente definidas pelos conceitos dentro delas.

Conceitos, assim, são de certa forma o ponto inicial de todas as Narrativas e, na sequência, das nossas decisões e, por fim, da qualidade de nossas vidas.

Conceitos ruins levam para vidas ruins.

Por isso, temos que:

Ter muito cuidado com os conceitos que usamos, pois estão sempre impregnados dos diversos interesses que povoam a sociedade.

Usar e questionar, por exemplo, o conceito “Felicidade” é algo extremamente salutar para ajudar as pessoas a pensar de forma diferente sobre ela.

Quando usamos o conceito Felicidade estamos detalhando a nossa abordagem e evitando que as pessoas possam entrar de gaiato no navio no conceito mainstream.

Vejamos os desafios dos Profissionais da Inovação Pessoal Emocional neste novo século:

Hoje, o que temos na sociedade é uma Felicidade Mais Centralizadora, voltada para a massificação das pessoas;
Precisamos defender uma Felicidade Mais Descentralizadora, voltada para a personalização e singularização das pessoas.

Quando Ayn Rand escreveu um livro inteiro questionando o conceito “Egoísmo”, ela estava procurando defender uma visão mais descentralizadora do conceito e menos centralizadora.

Defendeu que o egoísmo pode ser saudável ou tóxico, mas ele de forma neutra não quer dizer que é bom ou ruim – como sugere a interpretação mais mainstream.

Hoje, se você diz que alguém é egoísta, claramente vai ter uma visão negativa dessa pessoa.

Escopeteiros x Carpinteiros

A leitura do Seligman provocou também uma nova classificação dos conceituadores. Dividimos entre:

Os Escopeteiros – aqueles que sabem atirar com qualidade no Mainstream;
Os Carpinteiros – aqueles que sabem construir com qualidade novas paredes diferentes das existentes.

A busca por Propostas Existenciais Milenares

Uma boa sacada da semana é a percepção que não devemos procurar Propostas Existenciais novas ou inéditas, pois já temos vários que foram feitos no passado e já mostraram sua eficácia.

O Ikigai é um exemplo.

Nossa missão é entendê-los e adaptá-los para o atual contexto, onde se incluem também as sugestões dos Estóicos.

Papo de Humor

Questionamos o conceito “Humor”, defendendo que ele é neutro.

Na verdade, não temos humoristas, mas incentivadores do bom humor.

Humor, por si só, quer dizer estado de espírito, que pode ser positivo ou negativo, bom ou mau.

Papo de Relação Pilar

Outro ponto importante foi a definição de Relação Pilar, aquela importante e fundamental nas nossas vidas, que estão ali para compartilhar os detalhes da nossa vida bem como receber suporte nas crises.

Fuso Horário Pessoal

Na Civilização 2.0, cada pessoa tem que viver cada vez mais no seu próprio país, estabelecendo as suas leis, desde que não violente a dos outros.

Guia de Felicidade ou Proposta Existencial do Bem Viver?

É uma questão para conversarmos mais à frente.

Topologia de Poder e Felicidade

Só enxerga isso com mais clareza neste novo cenário quem já está dentro da Ciência Social 2.0.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito por um Chatbox:

O texto, escrito pelo Nepô, refletindo sobre o livro do Seligman, “Florescer”, explora a transição da Psicologia 1.0 para a Psicologia 2.0, delineando a necessidade de uma revisão profunda dos paradigmas estruturais da felicidade. O autor destaca a importância de uma abordagem mais descentralizada e personalizada da felicidade, contrastando-a com a visão mais centralizada predominante na Psicologia tradicional. Ele defende a adoção de uma nova ciência social, denominada Ciência da Inovação 2.0, que deve rever os paradigmas essenciais para melhor entender o contexto atual. O texto também discute a importância do esforço, da autodisciplina e do foco na construção de habilidades para alcançar a realização extraordinária. Ao criticar a Psicologia 1.0 por se concentrar nas patologias e não no desenvolvimento das forças individuais, o autor destaca a necessidade de uma abordagem mais proativa e voltada para o bem-estar.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. A Psicologia, como as outras Ciências Sociais, perderam o rumo em função da Anomalia da Ciência Social 1.0.
  2. A demanda do Sapiens 2.0 hoje é pela migração de uma Visão Mais Centralizada da Felicidade para uma mais Descentralizada.
  3. O eixo central do Projeto Existencial do Ikigai é a Singularização de cada pessoa a partir dos seus potenciais.
  4. A Psicologia 1.0, tradicional, reforça os Paradigmas Estruturais da Felicidade Mais Centralizada, que tira do indivíduo a responsabilidade sobre suas vidas.
  5. A missão IP 2.0: a disseminação de Paradigmas Estruturais de uma Felicidade Mais Descentralizada para ajudar o Sapiens 2.0 nos seus desafios.
  6. Sem esforço não tem habilidade que resolva e sem habilidade pode ser que o esforço seja em vão.
  7. Quanto mais automatizarmos as tarefas mais fáceis com a Mente Primária, mais energia mental sobrará para as áreas mais nobres da mente cuidar do mais complexo.
  8. Defendemos a passagem do Orgulho 1.0 (autoestima colada em resultados) para o Orgulho 2.0 (autoestima colada nos processos).

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Se você quiser se tornar excelente em alguma coisa , deve dedicar sessenta horas por semana a isso durante dez anos.” Seligman.

Primeiro parênteses.

Fuso Horário Pessoal

Este artigo começou a ser escrito às duas horas da manhã.

Costumo ouvir bastante que é meio loucura acordar a esta hora para trabalhar.

Porém, estamos caminhando para que cada pessoa desenvolva o seu próprio país, o que inclui definir o seu fuso horário ideal.

Podemos chamar de Fuso Horário Pessoal – no qual cada um define seus melhores horários para tocar o seu Projeto Existencial.

Assim, no Fuso Horário do Nepô, duas horas da manhã é um momento espetacular para se trabalhar.

Estou cercado de silêncio e o meu Eu Criativo está a todo vapor.

Fecha parênteses.

Momentos Escalada de Pedra e Chegada a um Platô

Temos dois momentos, quando nos dedicamos a um determinado fenômeno:

Momento Conceitual Escalada na Pedra – momento em que estamos ainda mais tateando os detalhes com visões parciais e conjunturais;
Momento Conceitual Chegada Em Um Platô – quando concluímos determinada etapa e conseguimos ver com mais clareza determinados aspectos mais estruturais.

Este início de artigo é claramente um Momento Chegada no Platô.

Está bem mais claro agora:

O Sapiens 2.0 vive a crise da passagem dos Paradigmas de Felicidade Mais Centralizados para os Mais Descentralizados.

Vou explicar com mais detalhes mais adiante dentro da continuidade da Bimodalização do livro “Florescer: Uma nova e visionária interpretação da felicidade e do bem-estar” de Martin Seligman.

Este é o terceiro e último artigo.

Ao ler o Seligman, alguns pontos ficam evidentes:

A Psicologia, como as outras Ciências Sociais, perderam o rumo em função da Anomalia da Ciência Social 1.0.

Isso tem uma explicação.

Como nos ensina Thomas Kuhn, vivemos dois momentos dentro da Ciência, adaptados pela visão Bimodal:

Momento da Ciência Normal – quando a Essenciologia do Fenômeno continua válida e nos dedicamos a melhorar as Teorias e as Metodologias;
Momento da Ciência Extraordinária – quando a Essenciologia do Fenômeno entra em Anomalia e precisa ser revista, para, a partir de uma nova, criarmos novas Teorias e Metodologias.

Hoje, a Ciência Social está em crise, pois temos:

O surgimento de uma nova Civilização, a partir da chegada de uma nova mídia, que não consegue ser explicada pela Ciência Social 1.0.

A atual anomalia nos obriga a rever o epicentro Essenciológico da Ciência Social 1.0:

Precisamos rever a nossa compreensão do Sapiens enquanto espécie, não só na comparação com outras, mas com nós mesmos no presente e no passado;
E, a partir dessa revisão, precisamos entender de uma nova maneira como o Sapiens avança na Macro História.

Sem estas revisões Essenciológicas da Ciência Social 1.0, continuaremos sem entender o contexto geral com mais clareza, produzindo teorias e metodologias fracas.

No livro Civilização 2.0, que lançamos ano passado, propomos as bases da nova Ciência Social 2.0, a saber:

O Sapiens é uma Tecnoespécie, que, por causa disso, pode aumentar a população;
Mas, por causa disso, se vê obrigado a criar novas mídias para ajudar a lidar com o aumento da complexidade;
Que viabilizam o surgimento de um novo Macro Modelo de Sobrevivência mais descentralizado e, por causa disso, mais sofisticado, que nos permite resolver problemas de mais quantidade com mais qualidade.

Detalhamos mais a Ciência Social 2.0:

O Sapiens caminha, assim, ao longo da Macro-História na direção sempre, mesmo que com idas e vindas, da Descentralização Progressiva;
Vivemos hoje o início de uma Renascença Civilizacional (como a que vivemos na Grécia e no Pós-Idade Média);
E a grande demanda que temos hoje é de conseguir passar de uma Topologia de Poder Mais Centralizada e Massificada para outra Mais Descentralizada e Personalizada.

Precisamos, em função de tudo isso, utilizar e melhorar a nova Ciência Social 2.0, que precisa ter um outro nome que sugerimos ser Ciência da Inovação, com três camadas (Civilizacional, Grupal e Pessoal).

Esta nova Ciência – que vem substituir a Ciência Social – visa lembrar a todas as Ciências Sociais (onde se inclui a Psicologia), que é preciso rever os Paradigmas Essenciais para, só então, começar a voltar à Ciência Normal.

Sem que isso seja feito, teremos de volta aquela velha figura dos cegos apalpando o elefante e cada um definindo o animal sempre pelas partes e nunca pelo todo.

Quando leio a proposta do Seligman sobre a Psicologia 2.0, vejo claramente essa confusão.

Ele sente que tem algo de errado, mas não sabe exatamente o que e quer propor algo novo, mas não sabe exatamente o como.

Do alto da Ciência Social 2.0, fica claro que:

A Psicologia 1.0 com o tempo, foi assumindo o papel de guia dos problemas emocionais da sociedade, sempre com uma visão de ação pósventiva e não preventiva.

Visão de Felicidade Mais Descentralizada

Temos hoje uma visão disseminada da Felicidade Mais Centralizada que se divide em duas:

Visão de Felicidade Mais Centralizada Sistêmica – daqueles que apoiam o atual sistema;
Visão de Felicidade Mais Centralizada Anti-Sistêmica- daqueles que questionam o atual sistema.

Quando falamos de sistema, a polêmica gira em torno dos defensores e críticos da república e do livre mercado e não do verdadeiro embate entre os sistemas da Civilização 1.0 e a 2.0.

O Sapiens 2.0 – com a nova Complexidade Demográfica – precisa aprender a lidar com um novo Ambiente de Sobrevivência muito mais descentralizado do que todos os outros do passado.

Por isso, precisamos de uma profunda revisão quando falamos sobre Felicidade e Bem Estar.

Hoje, praticamos de forma hegemônica, em função da Crise da Civilização 1.0, uma Visão Felicidade Mais Centralizada, extremamente tóxica para o bem viver.

Para superar a crise provocada pela Visão Felicidade Mais Centralizada precisamos:

Ter consciência dos reais motivos da crise;
Compreender o que precisa ser questionado;
Encontrar Visões de Felicidade Mais Descentralizadas do passado, que já se mostraram mais válidas;
E adaptá-las para o atual contexto.

O Conceito Proposta Existencial

Um exemplo de uma Visão de Felicidade Mais Descentralizada é a Proposta Existencial do Ikigai.

O Ikigai, por ter ficado localizado dentro de um pequeno ambiente, não sofreu as inflexões de centralização e descentralização das mídias e é um bom exemplo de uma Proposta Existencial Mais Descentralizada.

O eixo central da Proposta Existencial do Ikigai é a Singularização de cada pessoa a partir dos seus potenciais.
A Proposta Existencial do Ikigai foi adotado, como se fosse um laboratório de pesquisa, por muitas pessoas, ao longo de muito tempo, gerando:

Mais Bem Estar;
E Mais Longevidade.

Propostas Existenciais Mais Singularizadoras e Propostas Existenciais Massificadoras

Temos, assim, dois tipos de Propostas Existenciais:

Propostas Existenciais Mais Singularizadoras – que defendem no seu eixo central o desenvolvimento do Potencial Singular de cada pessoa;
Propostas Existenciais Massificadoras – que NÃO defendem no seu eixo central o desenvolvimento do Potencial Singular de cada pessoa.

Tivemos, como vemos, a partir dos novos Paradigmas da Ciência Social 2.0, um longo e profundo processo de centralização da sociedade, que nos leva a uma visão Mais Centralizadora da Felicidade.

Vejamos a relação de Topologia de Poder com o papo sobre Felicidade:

Ambientes Mais Centralizados e Mais Verticalizados nos levam a uma visão mais massificadora da Felicidade, estimulando a Exogenia (visão de fora para dentro);
Ambientes Mais Descentralizados e Mais Horizontalizados nos levam a uma visão mais personalizadora da Felicidade, estimulando a Endogenia (visão de dentro para fora).

Assim, podemos dizer que:

A demanda do Sapiens 2.0 hoje é pela migração de uma Visão Mais Centralizada da Felicidade para uma mais Descentralizada.

Estamos imersos em uma Banheira de Piche da Felicidade Mais Centralizadora e precisamos tomar banhos e mais banhos de uma visão de Felicidade Mais Descentralizadora.

Um erro da Psicologia 2.0 proposta pelo Seligman é não entender que a Felicidade Mais Descentralizada, Mais Horizontalizada, Mais Singularizada não é uma novidade.

A proposta do Ikigai, já testada e com resultados concretos de aumento da longevidade, é um exemplo de uma Felicidade Mais Descentralizada e deve servir de base para o que se propõe.

Sim, Seligman fala do Ikigai, mas na sua Proposta Existencial da Psicologia Positiva, ele não serve de base para o início da conversa.

Qual é o grande desafio do Sapiens 2.0?

Conseguir substituir os Paradigmas Estruturais da Felicidade Mais Centralizada por outros da Felicidade Mais Descentralizada.

E, para isso, não precisamos inventar a roda, como vejo no Seligman, mas, ao contrário:

Ir para o passado e procurar as Propostas Existenciais Mais Descentralizadas;
E adaptá-las para o novo cenário Pós-Digital, melhorando a sua Essências, as Teorias e as Metodologias.

A sociedade precisa urgente de um banho de loja (profundo) nos Paradigmas Estruturais sobre Felicidade.

Isso não é missão isolada nem da Psicologia, ou da Economia, ou da Política ou da Educação.

Isso é uma missão da Ciência da Inovação 2.0, que pode entender de forma mais adequada o macro cenário e acelerar o processo.

Sim, se trata de acelerar o processo, que vai ocorrer naturalmente, mas pode levar muito mais tempo – e causar mais sofrimento – do que é necessário.

Dito isso, voltemos ao texto.

A Razão Losada

Seligman entra em algo interessante sobre a nossa relação com a vida, ao defender uma fórmula sentimentos positivos e negativos do 3:1 (criada por um brasileiro Marcel Losada, que passou a se chamar Razão Losada).

O ideal, ao longo do nosso dia a dia, é conseguir viver três emoções positivas para uma negativa.

Por isso, é preciso para uma vida emocionalmente mais saudável:

Aprender a produzir, de forma proativa e deliberada, as emoções positivas;
Evitar criar as negativas;
E aprender a lidar com as que geram as negativas, que aparecem sem que a gente saiba ou queira.

“Mudamos quando descobrimos o que há de melhor em nós e quando percebemos maneiras específicas de usar mais as nossas forças pessoais. Eu entro em grandes organizações e coloco todo o corpo de funcionários para se concentrar no que estão fazendo bem.”

Sim, é o que temos defendido:

Defendemos a passagem do Orgulho 1.0 (autoestima colada em resultados) para o Orgulho 2.0 (autoestima colada nos processos).

O Reforço dos Três perfis profissionais: Sobrevivente, Instagrante e Missionário

Seligman também defende os três perfis profissionais (Sobrevivente, Instagrante e Missionário) do jeito dele:

“Os sociólogos fazem distinção entre trabalho, carreira e chamado. Você desenvolve um trabalho por dinheiro, e quando ele deixa de vir, você para de trabalhar. Você desenvolve uma carreira pelas promoções, e quando as promoções cessam , depois de você chegar ao topo, você desiste ou se torna um cumpridor de horário. Um chamado , ao contrário , é cumprido por ele mesmo. Você o faria de qualquer jeito, mesmo sem pagamento ou promoções.”

Um Profissional Missionário, assim, não trabalha para ganhar dinheiro, mas ganha dinheiro para trabalhar.

Dicas de filme de Seligman afinados com a Psicologia 2.0:

O Feitiço do Tempo – transformação pessoal positiva;
O Diabo Veste Prada – sobre a integridade;
Os Condenados de Shawshank – redenção do narrador do filme (Morgan Freeman);
Carruagens de Fogo – os três motivos para vencer (por Deus, pela beleza e por si mesmo e pelo grupo;
Domingo no Parque – o que é permanente e o que é efêmero se mesclam;
Campo dos Sonhos – uma obra-prima.

Voltando ao tema escola, ele diz:

“Por mais de um século , a escolarização tem pavimentado o caminho para o trabalho adulto. Sou totalmente a favor do sucesso, da alfabetização, da perseverança e da disciplina, mas quero que você imagine que as escolas poderiam ensinar tanto as habilidades do bem – estar quanto as da realização, e sem comprometer nenhuma das duas . Quero que você imagine uma educação positiva.”

Ele defende isso, pois:

“Há muito mais depressão atingindo pessoas muito mais jovens , e a média nacional de felicidade — que tem sido avaliada com competência por meio século — não acompanhou mesmo que remotamente a melhora do mundo objetivo.” //”Há duas razões para que o bem – estar seja ensinado nas escolas: a avalanche de depressão e o aumento nominal da felicidade ao longo das duas últimas gerações . Uma terceira razão é que um bem – estar maior melhora a aprendizagem, o objetivo tradicional da educação.” // ’As crianças classificam o apelo para ir à escola pouco acima de uma ida ao dentista.”

E segue:

“Para ajudar alunos com desempenho cronicamente baixo, mas inteligentes, os educadores e pais devem primeiro reconhecer que o caráter é no mínimo tão importante quanto o intelecto.”

Isso é importante, pois não basta ter talento e vocação se você não tem ferramentas morais para colocá-los para rodar.

E aponta um futuro, a partir de uma visão ainda meio percepcionista, mas que se alinha aos Bimodais:

“No mundo moderno, acredito que tenhamos chegado finalmente a uma era na qual terá cada vez mais êxito o pensamento criativo — sim, e até a alegria — do que o seguimento mecânico de ordens.”

E defende o uso da Psicologia 2.0 nas escolas:

“O bem – estar deveria ser ensinado nas escolas, porque ele seria um antídoto à incidência galopante da depressão, um modo de aumentar a satisfação com a vida e um auxílio a uma melhor aprendizagem e a um pensamento mais criativo.”

Melhoria no Ritual Rivotril das ocorrências Tops do dia

Ele sugere uma melhoria no Ritual Rivotril das ocorrências Tops do dia (achei bom e vou incorporar):

Por que essa coisa boa aconteceu?
O que isso significa para você?
Como você pode obter mais disso no futuro?

Diz ele:

“Uma ciência (Psicologia 1.0) que demonstraria que o ambiente, e não o caráter nem a hereditariedade, era uma melhor explicação para o que as pessoas faziam.” // “Quase toda a história da psicologia do século XX e suas disciplinas irmãs — a sociologia , a antropologia e a ciência política — desenvolveram essa premissa.”

A visão Mais Centralizada da Felicidade nos leva a uma cascata, que é observada assim por Seligman:

“Observe a cascata de mudanças que resultam do abandono do caráter como explicação para o mau comportamento humano.” // “Os indivíduos já não são mais responsáveis por suas ações, já que as causas não estão na pessoa, mas na situação.” // “Se você quiser produzir um mundo melhor, deve aliviar as circunstâncias que produzem más ações em vez de desperdiçar seu tempo tentando mudar o caráter ou punindo o mau comportamento e recompensando o bom.”

Qual o lado perverso de tudo isso?

Não se aposta no que está dando certo e no esforço de quem está conseguindo superar as adversidades para tornar isso um exemplo.

E desce o malho na Psicologia 1.0:

“Temos a premissa de que somos conduzidos pelo passado e não movidos pelo futuro.” // “A psicologia tradicional é a psicologia das vítimas, das emoções negativas, da alienação , da patologia e da tragédia.”

Bimodalizando.

A Psicologia 1.0, tradicional, reforça os Paradigmas Estruturais da Felicidade Mais Centralizada, que tira do indivíduo a responsabilidade sobre suas vidas.

Ele defende:

“Responsabilidade e livre-arbítrio são processos necessários dentro da psicologia positiva.”

Diria que:

Responsabilidade e livre-arbítrio são processos necessários dentro de uma visão Mais Desentralizada da Felicidade – mais afinada com o novo cenário do Século XXI.

E isso não é algo que pode ficar restrito à Psicologia, mas ao novo campo da Inovação Pessoal Emocional 2.0, que abrange todos os setores.

A missão IP 2.0: a disseminação de Paradigmas Estruturais de uma Felicidade Mais Descentralizada para ajudar o Sapiens 2.0 nos seus desafios.

Diz ele:

“O fato de sermos movidos pelo futuro em vez de apenas conduzidos pelo passado é extremamente importante e diretamente contrário à herança da ciência social e à história da psicologia. É , no entanto , uma premissa básica e implícita da psicologia positiva.”

Aí entramos em outro ponto interessante na parte da Metodologia e na relação do Eu Organizativo com o Eu Criativo e, ambos, como a Mente Primária.

Diz ele:

“Quanto mais componentes de uma tarefa você tiver automatizados, mais tempo terá para o trabalho pesado.”

Diria isso de outra maneira.

A passagem do mais chato para o mais criativo

Quanto mais automatizarmos as tarefas mais fáceis com a Mente Primária, mais energia mental sobrará para as áreas mais nobres da mente cuidar do mais complexo.

No fundo, é isso que temos como criamos novas tecnologias na sociedade:

Passamos as tarefas mais operacionais e menos nobres para as máquinas;
E passamos a nos dedicar a tarefas mais nobres em um processo de espiral.

Outro ponto, ele citando a Angela Duckworth, que tem a seguinte equação:

Realização = habilidade x esforço

Sem esforço não tem habilidade que resolva e sem habilidade pode ser que o esforço seja em vão.

Por isso, recorrendo de novo ao Ikigai, é preciso criar o círculo:

No que eu sou bom?
O que me apaixona?
O que a sociedade precisa?
E como eu posso ganhar dinheiro com tudo isso?

Diz ele:

“Um enorme esforço pode compensar uma habilidade modesta, assim como uma tremenda habilidade pode compensar esforços moderados, mas não se um dos dois for zero.”

E mais:

“O segundo componente da inteligência e da realização é a lentidão e o que você faz com todo o tempo extra que a rapidez lhe proporcionou.”

Colocar sempre o Eu Criativo para assumir as tarefas mais complexas.

“Os exímios jogadores de xadrez não têm pensamento mais rápido , nem possuem memórias inusitadamente boas para as manobras. Antes, eles têm tanta experiência que são incrivelmente melhores no reconhecimento de padrões nas posições do xadrez.”

Isso aconteceu comigo.

Jogo rápido no início, num jogo de três minutos, para poder levar mais tempo quando entramos nas situações mais críticas.

Não fazia isso e jogava rápido, mesmo quando tinha mais tempo e não me beneficiava do tempo extra que eu mesmo havia conseguido.

A importância da autodisciplina:

“Acreditamos que muitas crianças americanas têm dificuldade em tomar decisões que lhes exijam o sacrifício do prazer imediato em favor de um ganho de longo prazo, e que programas que desenvolvem a autodisciplina podem ser a via régia para a construção do êxito acadêmico.”

Se quisermos maximizar o desempenho das crianças , precisamos promover a autodisciplina

Dicas dele para a realização extraordinária, nas seguintes habilidades, exemplo artigos acadêmicos:

De pensar em um bom problema;
Em trabalhar nele;
Em reconhecer um resultado pertinente;
Em tomar uma decisão sobre quando parar para redigir os resultados;
Escrever adequadamente;
Tirar proveito construtivo da crítica;
Persistência em fazer alterações.

Papo de esforço:

“Esforço é nada mais nada menos do que a quantidade de tempo que você dedica à prática da tarefa.”

Outro tiro na Psicologia 1.0:

“Se concentrar nas patologias da depressão, ansiedade , suicídio e TEPT é deixar que o rabo balance o cachorro.”

Mais um:

“Freud era um seguidor do filósofo Arthur Schopenhauer ( – ) . Ambos acreditavam que a felicidade era uma ilusão e que o melhor que poderíamos almejar era manter a miséria e o sofrimento em níveis mínimos . Que não reste dúvida sobre isso: a psicoterapia tradicional não é projetada para produzir bem-estar, mas para reduzir o sofrimento.” // “Cumpre apenas metade do trabalho: corrigir os déficits sem desenvolver as forças.”

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Tio Gemini:

O autor do texto, Nepô, critica o livro “Florescer” de Martin Seligman, mas reconhece seus méritos.

Nepô critica:

  • A falta de clareza na definição de conceitos como “felicidade” e “bem-estar”.
  • A confusão entre diferentes elementos da proposta de Seligman, como engajamento, significado e realização.
  • A falta de foco na singularização individual como caminho para o bem-estar.

Nepô reconhece:

  • A importância da crítica de Seligman à psicologia tradicional.
  • A percepção de Seligman da demanda por uma nova psicologia.
  • Algumas sugestões metodológicas úteis, como o “Ritual Rivotril das 5 Coisas Top do Dia”.

Nepô propõe:

  • Uma definição mais precisa de “felicidade” e “bem-estar”, levando em conta a singularidade individual.
  • Um foco maior na singularização como caminho para o bem-estar.
  • A utilização de ferramentas como o “Ritual Rivotril das 5 Coisas Top do Dia” e o “Alarme Anti-reclamação” para promover o bem-estar individual.

Em resumo, Nepô acredita que a psicologia positiva precisa ser mais clara, focada e prática para ser realmente útil às pessoas.

Alguns pontos adicionais:

  • Nepô concorda com a ideia de que a psicologia positiva deve visar a “cura” dos problemas emocionais, e não apenas o “alívio dos sintomas”.
  • Ele acredita que a democratização do conhecimento e das ferramentas de psicologia positiva é fundamental para promover o bem-estar individual e social.
  • Nepô propõe a criação de “Guias de Felicidade” para auxiliar as pessoas na construção de seus próprios projetos de bem-estar.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Se no século passado, tivemos o boom da musculação do corpo, no século XXI teremos o boom do pilates da mente!
  2. Um Profissional Missionário, assim, não trabalha para ganhar dinheiro, mas ganha dinheiro para trabalhar.
  3. Defendemos a passagem do Orgulho 1.0 (autoestima colada em resultados) para o Orgulho 2.0 (autoestima colada nos processos).
  4. Um Projeto de Felicidade 2.0 pretende que cada pessoal desenvolva o seu Rivotril Orgânico para não precisar ir mais comprar na farmácia.
  5. Não resta dúvida que o grande objetivo da Psicologia 2.0 é promover a democratização dos divãs na sociedade.
  6. Bom Humor não é sair rindo por aí feito um maluco, é muito mais não estar chorando o tempo todo.
  7. Seligman é um ótimo destruidor de paredes, mas não tão bom reconstrutor das mesmas.
  8. Quanto mais eu me Singularizar, mais eu floresço enquanto ser humano!

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“A maior parte das psicoterapias e muitos medicamentos são apenas cosméticos, aliviando os sintomas por um curto período de tempo, seguido de um frustrante retorno ao ponto de partida.”Seligman.

Continuemos a Bimodalização do livro “Florescer: Uma nova e visionária interpretação da felicidade e do bem-estar” de Martin Seligman

Este é o segundo artigo.

Quando fazemos uma Leitura Mais Ativa do que Passiva isso implica em ler, marcar o que chamou a atenção e depois escrever, refletindo sobre cada um dos pontos.

Mais.

Procurar o que vai ser e como incorporado na Narrativa, seja ela Pessoal ou Profissional.

Aos poucos, nesse processo, vamos chegando a algumas conclusões sobre os autores.

Podemos, a partir deste livro, criar uma nova definição dos Conceituadores da Inovação Pessoal Emocional (que serve para qualquer área):

Bons ou Maus Questionadores do Mainstream, ou no popular, Escopeteiros;
Bons ou Maus Criadores de Teorias e Metodologias.

Seligman é um maravilhoso Escopeteiro, pois tem um dom especial para questionar a Psicologia 1.0, mas não é tão bom em criar as Teorias e Metodologias da Psicologia 1.0.

Ele é ótimo nas críticas e fraco na criação do que deve vir depois.

A sua proposta Teórica e Metodológica me parece confusa e mal formulada.

Destaco, porém, o seu grande mérito de perceber no ar as demandas do novo século, mesmo que não consiga entendê-las de forma mais profunda.

Vamos em frente.

Seligman assume ser afilhado de Aristóteles e procura agora revisar um pouco essa escolha:

“Minha visão original se aproximava mais à de Aristóteles — segundo a qual tudo o que fazemos tem como objetivo nos fazer felizes.”

Ele questiona o senso comum do conceito “felicidade”, ao defender, a partir de agora, o foco da Psicologia Positiva não mais em Felicidade, mas no Bem Estar:

“Ao ouvir a palavra “feliz”, o ouvido moderno escuta humor leve, alegria, bom ânimo e sorrisos.”

Ele sugere:

“Aquilo que sentimos (emoções positivas): prazer, entusiasmo, êxtase, calor, conforto e sensações. Uma vida conduzida com êxito em torno deste elemento eu chamo de “vida agradável ”.

Temos algumas variações do termo, que vão de vida feliz, agradável, bem viver.

Todos os conceitos, sejam eles quais forem, de maneira geral, estão dentro da Banheira de Piche do Mainstream.

Da mesma maneira que felicidade pode gerar confusão, bem estar também pode.

Quando colocamos qualquer conceito para rodar, é bem provável que as pessoas os interpretem de determinada maneira, pois vão usar os Paradigmas existentes dentro da Mente Primária delas.

Muitos termos precisam, assim, ser adjetivados e mais detalhados do tipo Orgulho Tóxico, Saudável, 1.0 ou 1.0 para que as pessoas parem e pensem:

“O que seria Orgulho Tóxico, já que orgulho imagino que sei, mas porque tóxico?”

Felicidade, bem estar, bem viver podem ser conceitos que se referem ao curto ou longo prazo.

E, por isso, precisam de melhores especificações.

Acredito, assim, que bem estar versus felicidade é uma falsa polêmica, pois ambas as escolhas precisam de adjetivos, tais como:

Bem Estar de Longo Prazo ou Continuado ou Felicidade de Longo Prazo ou Continuado – algo que dura no tempo, no longo prazo;
Bem Estar de Curto Prazo ou Momentâneo ou Felicidade de Curto Prazo ou Continuada – algo que dura no tempo, no longo prazo.

O fato de dizer que ao falar em bem estar estou necessariamente abordando algo no longo prazo e que todo mundo vai entender desse jeito, é fantasia.

Mais ainda.

A ideia de que se eu falar felicidade estou apenas me referindo aos extrovertidos e deixando os introvertidos de fora, também é outra fantasia.

Diria que sempre é preciso definir que estamos falando de Felicidade e Bem Estar Continuado e de Longo Prazo.

E que:

Felicidade ou bem estar não é ficar sorrindo, mas um conjunto de sensações continuadas que tornamos comuns nas nossas vidas.

Sem explicações mais detalhadas, ambos os conceitos geram confusão.

Temos ainda uma outra questão aqui, que é uma vida melhor, que pode ser mais ou menos engajada.

Vejamos:

“O engajamento é algo diferente, até oposto, de uma emoção positiva; pois quando você pergunta às pessoas que se entregam a uma atividade o que estão pensando e sentindo, elas geralmente dizem: “Nada.”. No envolvimento nós nos fundimos com o objeto. Acredito que a atenção concentrada exigida pelo engajamento consome todos os recursos cognitivos e emocionais que formam nossos pensamentos e sentimentos. Não há atalhos para o engajamento. Ao contrário, nele você tem de empregar suas forças pessoais e talentos para se envolver com o mundo. Existem atalhos fáceis para sentir uma emoção positiva, o que é ainda outra diferença entre o engajamento e a emoção positiva. Você pode se masturbar, ir às compras, usar drogas ou assistir à televisão. Daí a importância de identificar seus pontos mais fortes e aprender a usá-los com mais frequência para entrar no engajamento.”

Acredito que aqui temos um problema, que é a dificuldade que vejo em Seligman na criação de conceitos.

“Emoções Positivas” não são o oposto de engajamento – isso não faz sentido.

Eu sinto Emoções Mais Positivas em várias atividades da minha vida, naquelas em que estou mais ou menos vivendo um maior engajamento.

Engajamento vem de Mihaly, isso está no primeiro livro, que é o Estado de Fluxo.

Temos, assim:

Emoções Mais Positivas de Curto Prazo;
Emoções Positivas de Longo Prazo.

E ainda:

Emoções Positivas que vêm de atividades que me geram o Estado de Fluxo;
Emoções Positivas que vêm de atividades que NÃO me geram o Estado de Fluxo.

Usar drogas de forma frequente – e dependendo da droga – por exemplo, me gera uma emoção, sem dúvida, mas não é positiva é negativa, pois pode me viciar.

Não podemos chamar de Emoção Positiva algo que não me gera um bem estar maior ao longo do tempo.

Por isso, temos que separar as Emoções Positivas das Negativas.

O que ele está se referindo são Emoções.

Portanto, se ele se refere a Emoções – temos que separar em duas: as negativas e as positivas.

E talvez nos referir a Falsas Emoções Positivas, pois que no médio e longo prazo acabam nos fazendo mal.

Tenho uma namorada que sempre está me perturbando e eu não consigo me separar dela. Sim eu tenho emoções, são Falsas Emoções Positivas, pois podem até me fazer bem hoje, mas no longo prazo, muito mal.

Outro ponto.

Seligman cria uma certa confusão ao misturar Engajamento, Significado e Realização.

Engajamento (na linha do Mihaly) é descobrir atividades que me levam ao Tapete de Aladim, que servem de base para descobrir as minhas vocações.

Descoberto aquilo que me deixa num Estado de Engajamento (acho um nome melhor para isso), vou procurar colocá-lo na minha vida.

Desenvolver, ao máximo, os meus Estados de Engajamentos em projetos que sejam bons para mim e para mais gente me gera um Significado e, tudo isso, me dá a sensação de Realização.

Tá tudo integrado e não separado.

Por isso, prefiro definir que o foco de um Projeto de Felicidade deve ser a Singularização, na qual precisamos:

Descobrir nossas vocações;
Transformá-las em projetos sustentáveis, de forma a servir aos outros e ser remunerados por isso, se possível;
Gerando, assim, sensações de realizações de longo prazo, aplacando nossa dificuldade de lidar com a finitude.

Precisamos separar:

Pessoas que conseguem colocar nas suas vidas algum tipo de Estado de Engajamento;
Pessoas que NÃO conseguem colocar nas suas vidas NENHUM tipo de Estado de Engajamento.

Na sequência, é preciso detalhar diferentes Estados de Engajamento:

Estados de Engajamentos Não Servis – aqueles que servem apenas para a pessoa, tal como ir na academia malhar;
Estados de Engajamento Servis – colher tampinhas na rua para trocá-las por cadeiras de rodas para defincientes mais pobres.

E, por fim:

Estados de Engajamento Servis Menos Criativos – colher tampinhas na rua para trocá-las por cadeiras de rodas para deficientes mais pobres;
Estados de Engajamento Servis Mais Criativos – desenvolver um aplicativo para melhorar o projeto de colher tampinhas na rua para trocá-las por cadeiras de rodas para deficientes mais pobres.

Nem todo mundo quer ou consegue:

Ter algo que gere o Estado de Engajamento;
Ter um Estado de Engajamento Servil;
E ainda um Estado de Engajamento Servil Mais Criativo.

Diria ainda que:

Todos deveriam procurar um Estado de Engajamento, seja ele qual for;
Que o ideal é que estes Estado de Engajamento seja mais Servil;
E que os Disruptivos devem procurar o Estado de Engajamento Mais Servil e ainda Mais Criativo.

Isso tudo nos leva um pouco na linha do Ikigai.

Diz o Tio Chatinho:

“Ikigai é um conceito japonês que pode ser traduzido como “razão de ser” ou “razão para viver”. Originário da ilha de Okinawa, onde se concentra uma das maiores populações centenárias do mundo, o ikigai representa a convergência de quatro elementos principais na vida de uma pessoa:

Paixão: O que você ama fazer.
Vocação: O que você é bom em fazer.
Profissão: O que você pode ser pago para fazer.
Missão: O que o mundo precisa que você faça.

Quando alguém encontra o seu ikigai, experimenta um sentido profundo de propósito e satisfação na vida. É um equilíbrio entre esses quatro elementos, onde as paixões pessoais se alinham com os talentos, o que pode ser monetizado e o que contribui para o mundo. Encontrar o ikigai é um processo de autodescoberta e pode levar tempo, reflexão e exploração das próprias habilidades e interesses.”

Diria que quem consegue achar um Ikigai Completo consegue se sentir melhor na vida e vice-versa.

Vejamos as possibilidades do Ikigai:

Ikigai Completo (ideal) – consegue trabalhar no que ama, juntando paixão, vocação, missão e profissão e ainda servindo ao outro, deixando um legado mais consistente;
Ikigai Incompleto (bom) – consegue ter paixão, vocação e missão, mas não na profissão e nem servindo ao outro;
Sem Ikigai – (ruim) não tem nenhuma atividade que envolva paixão, vocação, missão, muito menos na profissão.

Nem sempre, entretanto, se consegue transformar Ikigai Completo. E aí a pessoa trabalha em algo que até não gosta e faz outra nos tempos livres.

Diz ele:

“O verdadeiro modo como a psicologia positiva começou é um segredo até hoje.”

Diria que é um mistério, que só pode ser explicado pela Ciência Social 2.0, que consegue enxergar a forte demanda pela Renascença Civilizacional.

A Psicologia Positiva atende fortemente várias destas demandas.

Ele define cinco elementos que formam os princípios da Psicologia Positiva:

Emoção Positiva – Reconhecer e cultivar emoções positivas, como alegria, gratidão, esperança e amor, promovendo um maior bem-estar emocional.
Engajamento: Encontrar atividades nas quais as pessoas se sintam imersas, concentradas e “no fluxo”, experimentando um senso de realização e satisfação profunda.
Relacionamentos: Valorizar e nutrir relacionamentos significativos e saudáveis, pois as conexões interpessoais são essenciais para o bem-estar emocional e psicológico.
Significado: Buscar e criar significado na vida, seja por meio de propósitos pessoais, valores, crenças ou contribuições para algo maior do que o próprio eu.
Realização: Estabelecer metas desafiadoras e alcançáveis, celebrar conquistas e desenvolver um senso de competência e eficácia pessoal.

Acho a ideia no geral boa, mas há uma confusão grande aqui.

Temos que definir uma visão do Sapiens para balizar aquilo que consideramos mais relevante no desenvolvimento do aumento da Taxa de Sapiencidade (me tornar o mais Sapiens que eu conseguir ser).

A visão Bimodal vai na direção da Singularização.

Quanto mais eu conseguir me Singularizar, mais Sapiens eu me torno.

O que diferencia o Sapiens das outras espécies é justamente a nossa capacidade de nos singularizar.

Assim, na Psicologia Bimodal 2.0 ou na Inovação Pessoal Emocional Bimodal 2.0 consideramos que Florescer é se Singularizar.

Quanto mais eu me Singularizar, mais eu floresço enquanto ser humano!

Assim, eu defino uma bússola e um norte: uma vida melhor, mais feliz, com mais bem estar vai na direção da Singularização.

Singularizar é o norte do Projeto de Felicidade Bimodal 2.0. Ponto!

O que me ajuda no processo Progressivo e Continuado de Singularização?

Visões mais Fortes (já dentro da Ciência Social 2.0) sobre o Motor da História e do próprio Sapiens como espécie;
Visões Mais Fortes do que é e o que não deve ser Projetos de Felicidade ou Bem Estar;
Sugestões de Princípios para guiar minhas Atitudes na vida;
Sugestões de Métricas para saber se estou indo bem ou mal na minha jornada.

Se aplicarmos essa visão Bimodal ao que sugere Seligman teríamos o seguinte:

Comparação do que sugere Seligman com o Projeto de Felicidade Bimodal:
Seligman
Crítica
Solução

Emoção Positiva – Reconhecer e cultivar emoções positivas, como alegria, gratidão, esperança e amor, promovendo um maior bem-estar emocional.

Aqui temos duas coisas misturadas. Uma coisa são ações que geram emoções positivas e outra são as próprias emoções que servem de guia para saber se estou indo bem ou mal;

Nas ações criar Hábitos e Rituais Rivotril que geram as Emoções Positivas; Outras medir se elas estão vindo para saber como estão avançando, isso é métrica;

Engajamento: Encontrar atividades nas quais as pessoas se sintam imersas, concentradas e “no fluxo”, experimentando um senso de realização e satisfação profunda.

 

Isso faz parte da Pesquisa Progressiva e Continuada pelo Estado de Fluxo ou Tapete de Aladim.

Na Visão sobre o Projeto de Felicidade é preciso separar as atividades que servem para todos os Sapiens e esta, em particular, se enquadra na busca individual de cada um;

Relacionamentos: Valorizar e nutrir relacionamentos significativos e saudáveis, pois as conexões interpessoais são essenciais para o bem-estar emocional e psicológico.

Isso faz parte do que chamamos de Foquismo é um dos princípios que deve servir de base para que não se tenha relacionamentos mais tóxicos;

A procura de se afastar de relações tóxicas, ainda envolve se manter distante de determinados lugares, situações, conteúdos, conceitos, padrinhos;

Significado: Buscar e criar significado na vida, seja por meio de propósitos pessoais, valores, crenças ou contribuições para algo maior do que o próprio eu.

Isso se embola com o Engajamento. Se eu procuro o que me faz bem, isso me define um significado, o que temos é um Engajamento e um Significado, como ideal, que sirva o outro, maior do que eu mesmo;

Aqui entra a ideia de um Ikigai Mais Completo – consegue trabalhar no que ama, juntando paixão, vocação, missão e profissão e ainda servindo ao outro, deixando um legado mais consistente;
Realização: Estabelecer metas desafiadoras e alcançáveis, celebrar conquistas e desenvolver um senso de competência e eficácia pessoal.
Isso embola de novo. Não tem como separar realização, significado e engajamento.
Claramente, Seligman consegue ser um bom questionador da Psicologia 1.0, mas não um bom desenvolvedor da nova Psicologia 2.0.

 

 

 

Diria que Seligman é um ótimo questionador do status quo, mas não é um bom desenvolvedor da Psicologia 2.0.

Ou em outras palavras.

Seligman é um ótimo destruidor de paredes, mas não tão bom reconstrutor das mesmas.

Ao Bimodalizá-lo vamos aproveitar mais as críticas que faz à Psicologia 1.0 (Tradicional) do que as sugestões na construção da Psicologia 2.0 (Inovação Pessoal Emocional 2.0).

Vamos aproveitar seu senso de propósito de entender a demanda pela Psicologia 2.0, mas não o que ele propõe como Teorias para que isso seja atingido.

O que ele propõe dos cinco princípios é algo muito embolado.

Diz ele:

“Florescimento pelo aumento da emoção positiva, do engajamento, do sentido, dos relacionamentos positivos e da realização.”

Me desculpe, Seligman, mas isso está bem confuso.

“Os introvertidos são muito menos animados do que os extrovertidos , mas se a política pública se baseia (como verificaremos no último capítulo) em maximizar a felicidade no sentido do humor, os extrovertidos recebem uma atenção muito maior do que os introvertidos.”

Veja bem.

Não estamos aqui para saber o que se diz no mainstream, mas sugerir formas de pensar e agir que ajudem a superar o que é ruim.

A ideia de que felicidade é só bom humor é falsa, depende de como vamos definir o conceito, na Bimodais, sugerimos o BOMTRC: no qual, o bom humor, otimismo, motivação, tranquilidade, resiliência e criatividade valem para todos.

Bom Humor não é sair rindo por aí feito um maluco, é muito mais não estar chorando o tempo todo.

Diz ele:

“A satisfação com a vida avalia essencialmente o bom humor, então não lhe cabe um lugar central em nenhuma teoria que pretenda ser mais do que uma alegrologia.”

Diz TC:

“A palavra “humor” tem uma origem interessante. Deriva do latim “humor”, que originalmente se referia a líquidos corporais, especialmente aqueles considerados responsáveis pela saúde e temperamento de uma pessoa. Na medicina antiga, a teoria dos humores, atribuída principalmente aos antigos gregos como Hipócrates e Galeno, sustentava que o corpo humano era composto por quatro humores básicos: sangue, bile amarela, bile negra e fleuma. O equilíbrio ou desequilíbrio desses humores era pensado para afetar a saúde física e mental de uma pessoa, incluindo seu estado de espírito e temperamento. Com o tempo, o termo “humor” passou a ser associado não apenas aos fluidos corporais, mas também ao estado de espírito ou disposição de uma pessoa.”

Note que, apesar do mainstream, humor é uma palavra neutra, não significa bom humor, ou show de humor, ou humorista.

Humor é o estado de espírito de alguém que pode ser para cima ou para baixo, conforme o índice particular de cada um.

Uma pessoa mais introvertida pode estar de bom humor e não estar rindo para todo mundo, mas estar mais carinhosa com os que estão à sua volta.

O bom humor significa um estado de espírito positivo e o mau humor um estado de espírito negativo, que pode ser passageiro ou mais permanente.

Projetos de Felicidade Mais Fortes visam, sem dúvida, manter o Bom Humor de forma continuada.

Qualquer guia de felicidade deve incentivar o bom humor e não o mau humor ou o estado de espírito mais positivo do que negativo.

Ele diz:

“Alguns jogadores especializados em bridge jogam para melhorar, aprender, solucionar problemas e para estarem envolvidos no jogo. Quando ganham, é ótimo. Eles chamam de “ganhar bonito”. Mas quando perdem é quase tão bom quanto — desde que tenham jogado bem.”

Tipicamente, aqui temos o que chamamos de Orgulho Saudável, que foca a autoestima no Processo e o Orgulho Tóxico, que coloca a autoestima no Resultado.

No xadrez, que eu jogo muito, estou o tempo todo me preocupando:

Em me preocupar cada vez menos com a minha posição no ranking;
Aprender cada vez mais com cada partida;
Procurando transformar cada aprendizado a cada jogo em ensinamentos para minha vida.

Isso faz parte do meu Projeto de Felicidade.

Diz ele:

“As pessoas que levam uma vida realizadora estão frequentemente absorvidas no que fazem.”

Uma vida mais realizadora é aquela que eu pratico o Ikigai Mais Completo, que não é só me engajar, mas servir aos outros também, realizando algo.

Podemos ter, ou não, mais ou menos criatividade nisso tudo.

Quando temos mais criatividade, eu passo a desenvolver o Eu Criativo.

O Eu Criativo é o maior gerador de energias positivas do Sapiens.

O Eu Criativo é a área mais nobre da mente.

Se ele está bem atendido pelo Eu Organizativo e consegue gerenciar bem a Mente Primária, temos tudo para ir adiante.

Uma vida realizadora (e criativa) é aquela em que colocamos o tempo todo o Eu Criativo para atuar.

Sobre a qualidade dos relacionamentos, define uma boa métrica:

“Existe alguém em sua vida com quem você se sente suficientemente à vontade para telefonar às quatro horas da manhã a fim de falar de seus problemas? Se sua resposta for sim, você provavelmente viverá mais.”

Diria que temos vários tipos de relacionamentos e que temos que procurar que sejam os mais saudáveis que conseguimos ter.

E dentro deles, temos aquelas amizades que podemos chamar de Relações Pilar.

São aquelas que nos dão suporte não só para as pequenas coisas da vida, mas também para as grandes crises.

Assim, como elas são os nossos pilares, nós também somos os pilares dela.

Diz ele:

“O objetivo da psicologia positiva é plural e significativamente diferente: aumentar a quantidade de florescimento na vida das pessoas e no planeta.”

Diria que esse é o objetivo parecido com o da Inovação Pessoal 2.0, que eu Bimodalizaria da seguinte maneira:

O objetivo da Inovação Pessoal Emocional 2.0 é aumentar a quantidade de singularização na vida das pessoas e no planeta, o que provoca, como consequência direta, o aumento da taxa de bem estar.

Note que o Ikigai fala não de florescimento, mas de singularização para que se possa florescer.

Repito:

Paixão: O que você ama fazer (cada um tem a sua).
Vocação: O que você é bom em fazer (cada um tem a sua).
Profissão: O que você pode ser pago para fazer (colocando a vocação, que apaixona para rodar).
Missão: O que o mundo precisa que você faça (transformando tudo isso em uma missão de vida).

Diria que me sinto muito mais confortável da seguinte maneira:

Pego os questionamentos do Seligman sobre a Psicologia 1.0;
A percepção dele do momento civilizacional, que demanda projetos de felicidade e bem estar;
Algumas sugestões Metodológicas;
Mas como inspiração para um guia, principalmente a parte teórica, acho muito mais adequado nos aprofundarmos na linha do Ikigai e dos Estóicos, deixando as Teorias de Seligman na gaveta.

Aí entramos no que Seligman é forte – questionar a Psicologia 1.0:

“A maior parte das psicoterapias e muitos medicamentos são apenas cosméticos, aliviando os sintomas por um curto período de tempo, seguido de um frustrante retorno ao ponto de partida.”

Dentro os Rituais Rivotril que tenho usado e sugerido usar, ele reforça também o “Ritual Rivotril das 5 Coisas Top do dia”:

“Toda noite, ao longo da próxima semana, reserve dez minutos antes de ir dormir . Escreva três coisas que deram certo hoje e por que deram certo.”

O que o Ritual Rivotril das 5 Coisas Top do dia tem gerado em mim, já estou fazendo há 15 dias:

Destacando o que me fez bem, aumentando emoções positivas e reduzindo as negativas;
Identificando, ao longo do tempo, o que me faz bem e começando, instintivamente, a fazer mais daquilo.

Ele diz:

“A probabilidade é que daqui a seis meses você esteja menos deprimido, mais feliz e viciado nesse exercício.”

O Ritual Rivotril das 5 Coisas Top é um bom exemplo da Inovação Pessoal Emocional 2.0, pois o que temos, em geral, é falar o tempo todo de coisas ruins.

O Alarme Anti-reclamação se soma ao Ritual Rivotril das 5 Coisas Top, que vai na seguinte direção (com uma boa inspiração nos Estóicos):

Não dê atenção e muito menos reclame sobre aquilo que você não pode mudar;
Não reclame do que você pode mudar, faça algo para que resolva ou minimize o problema;
Procure criar o hábito de destacar o que tem sido bom para você e incentive os outros a falar o que foi bom para eles, espalhando a energia positiva.

Seligman, na sequência, apresenta dados da Organização Mundial da Saúde (OMS):

“A depressão é a doença mais onerosa do mundo e os tratamentos preferidos são os medicamentos e a psicoterapia.”

Não resta dúvida que o grande objetivo da Psicologia 2.0 é promover a democratização dos divãs na sociedade.

Temos aí algumas macrotendências visíveis para a Psicologia 2.0:

O uso da Inteligência Artificial;
A disseminação da prevenção, via Guias de Felicidade (ou Bem Estar, se preferirem);
A formação de profissionais de Inovação Pessoal Emocional, na área de coaching para disseminar os guias.

Nessa linha, diz Sealing:

“Imagine um tratamento — oferecendo exercícios de psicologia positiva pela internet — barato, amplamente disseminado e pelo menos tão eficaz quanto as terapias e os medicamentos.”

Ele, como bom escopeteiro, não deixa barato, procurando sair da seguinte sinuca de bico:

“Hoje, temos o domínio esmagador que duas indústrias — as empresas farmacêuticas e a corporação das psicoterapias — têm sobre o tratamento dos transtornos do humor, incluindo a depressão.”

Ele leva da seguinte forma a ideia da Psicologia 2.0 versus a 1.0:

“Cura versus alívio de sintomas.”

E pisa ainda mais fundo:

“O primeiro segredinho sujo da psiquiatria biológica e da psicologia clínica é que ambas desistiram da noção de cura. // “Todos os medicamentos podem ser classificados como de intenção curativa ou cosmética.” // “Em outras palavras, essas terapias não se autorreforçam, e , portanto , os benefícios desaparecem com o tempo.”

Como dissemos na tabela do artigo anterior, a Psicologia 1.0 aposta na dependência cliente-terapeuta e não na sua independência, via ferramentas individuais de geração do Rivotril Orgânico.

No fundo, podemos dizer que:

Um Projeto de Felicidade 2.0 pretende que cada pessoa desenvolva o seu Rivotril Orgânico para não precisar ir mais comprar na farmácia.

Para termos uma maior independência das pessoas sobre problemas emocionais, é preciso criar guias, que elas possam usar para prevenir os sintomas mais graves, antes que ocorram.

E aí vamos de boas piadas, que sempre são boas para levantar o astral:

“Por estranho que pareça, a terapia de casal geralmente consiste em ensinar os parceiros a brigar melhor.”

Diz ele:

“A psicologia positiva, no entanto, está mais interessada em como transformar um relacionamento bom em excelente.”

Ele sugere o que podemos chamar de Ritual da Empatia:

“Eis a sua tarefa para a semana: ouça atentamente cada vez que uma pessoa importante para você contar algo bom que lhe aconteceu. Pare o que estiver fazendo para responder ativa e construtivamente. Peça à pessoa para lhe contar o fato em detalhes; quanto mais tempo ele ou ela passar revivendo-o.”

Diria mais.

Incentive as pessoas ao seu redor a falar de coisas boas, quando elas não estiverem sendo faladas.

Fora isso, preste atenção no que vem de bom da outra pessoa:

“As pessoas com quem nos importamos com frequência nos contam sobre uma vitória, um triunfo , e coisas menos significativas que aconteceram com elas. O modo como respondemos pode fortalecer o relacionamento ou miná-lo.”

Lembra uma conversa que já tivemos aqui sobre jogo de tênis, como metáfora de relacionamento de McKeown.

Relembro:

“E aí entramos em um dos diamantes do livro de McKeown, que é o jogo de tênis das relações, que eu vou Bimodalizar aqui:

Respostas com a bola perto – quando a pessoa responde bem perto do que você disse e com isso temos um upgrade no papo;
Repostas com a bola longe – quando a pessoa responde distante, mas mesmo assim ainda dá para ir adiante, mas com mais esforço, sinal de que a coisa não vai tão bem;
Repostas na rede – quando a pessoa não responde ou te dá um retorno em que claramente não está escutando o que você disse antes, num sinal de “não estou gostando nada dos teus papos”.

Diz ele:

“A maioria dos traços de personalidade é altamente herdável, o que significa dizer que uma pessoa pode ter herdado geneticamente uma forte predisposição à tristeza, à ansiedade ou à religiosidade.”

Um dos grandes desafios da Inovação Pessoal Emocional 2.0 é justamente este: compreender os efeitos da genética nos diferentes perfis das pessoas na sociedade.

Cada pessoa, que sabe que herdou geneticamente determinadas características, pode lidar melhor com elas, pois terá uma base maior para se entender.

O uso da IAs no campo da Inovação Pessoal Emocional vai ajudar bastante não só a definir os perfis, mas saber como cada um deles pode lidar melhor com os desafios que tem pela frente.

Diz ele, na limitação de traços genéticos e transtornos emocionais:

“As emoções e os traços de personalidade negativos têm limites biológicos muito fortes, e o máximo que um clínico pode fazer com a abordagem cosmética é levar seus pacientes a viver na melhor parte de sua faixa definida de depressão, ansiedade ou raiva.”

Faz uma diferente abordagem entres os tratamentos da Psicologia 1.0 e a 2.0:

“Resumindo, eles removem as condições debilitantes da vida. Remover essas condições debilitantes, no entanto, não é o mesmo que construir as condições propícias da vida.”

Estamos aqui falando de:

Proatividade Preventiva (Psicologia 2.0) – diante de problemas emocionais, através de uma musculação frequente da mente, evitando que se agravem e a necessidade de tratamentos mais fundos e personalizados;
Passividade Pósventiva (Psicologia 1.0) – se manter passiva diante de problemas emocionais e só resolvê-los depois que se agravam em um divã.

Ele resume:

“Se quisermos florescer e ter bem – estar, precisamos, sim, minimizar nosso sofrimento; mas além disso precisamos ter emoção positiva, sentido, realização e relacionamentos positivos.”

E aqui temos um ponto alto do livro de Seligman, que define bem o que é a Psicologia 2.0:

“Eu cultivo rosas. Passo muito tempo limpando a vegetação rasteira e as ervas daninhas. As ervas daninhas prejudicam as rosas; são uma condição debilitante. Mas, se você quiser ter rosas, não basta roçar e arrancar as ervas daninhas. Você tem de fertilizar o solo, plantar uma boa roseira, regá-la e alimentá-la com nutrientes.”

A mensagem é simples.

Se no século passado, tivemos o boom da musculação do corpo, no século XXI teremos o boom do pilates da mente!

Seligman é muito bom para questionar e apontar as tendências futuras e não tão bom em detalhar os caminhos, do ponto de vista teórico e metodológico, para nos ajudar a chegar lá.

Continua o tiroteio:

“Os pacientes precisam ser informados de que os remédios e as terapias apenas aliviam temporariamente os sintomas e que eles devem esperar a recorrência quando o tratamento se encerrar.”

E vai além:

“Os seguidores de Freud cometeram o erro de restringir a psicanálise aos médicos, e a psicologia positiva não pretende dar cobertura para mais um grupo corporativista. Se você estiver adequadamente treinado nas técnicas de coaching, nas teorias da psicologia positiva, em avaliações fundamentadas de estados e traços positivos, nas intervenções que funcionam, e souber quando deve encaminhar um cliente a alguém com uma formação mais adequada, você será, no meu entender, um genuíno disseminador da psicologia positiva.”

E as balas continuam:

“Pesquisar o mundo real tem um odor ligeiramente fétido nos altos escalões da psicologia acadêmica.”

E atira forte na pesquisa de base, também chamada de Ciência Pura:

“A aplicação frequentemente mostra o caminho para a pesquisa de base , enquanto a pesquisa de base que não tem noção de como pode ser aplicada geralmente não passa de masturbação.”

E, então, ele denuncia uma atitude Integrante da Ciência diante da pesquisa da Psicologia 2.0 e cita nome:

“Stan Moldawsky, um dos veteranos mais convictos, pôs fim à minha iniciativa ao dizer: E se as evidências não nos beneficiarem?”

Ou seja:

Eis a definição da Ciência Instagrante: não importa muito uma ciência que resolva problemas dos outros, mas apenas aqueles que a fazem.

Neste momento, Seligman se define claramente como um Conceituador Missionário, que combate os Instagrantes e os Sobreviventes.

E aí começa a jornada para levar a Psicologia 2.0 para as escolas:

“Além disso, hoje podemos ensinar as competências do bem – estar — como ter mais emoções positivas, mais sentido, melhores relacionamentos e realizações mais positivas. As escolas, em todos os níveis, devem ensinar essas competências (…) já que a a psicologia positiva é pessoal e profissionalmente transformadora.”

Diz ele:

“A emoção positiva é muito mais do que uma sensação agradável; ela é um sinal evidente de que está havendo crescimento, de que está havendo um acúmulo de capital psicológico.”

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Tio Chatinho:

Nepô inicia a bimodalização do livro “Florescer: Uma nova e visionária interpretação da felicidade e do bem-estar” de Martin Seligman. Ele categoriza os conceituadores da inovação pessoal emocional em três grupos éticos: os mais sobreviventes, os mais carreiristas e os mais missionários, sugerindo que Seligman é um exemplo do último grupo. Nepô destaca as propostas de Seligman, como substituir “felicidade” por “bem-estar” e focar no florescimento das pessoas. Ele explora as diferenças entre bem-estar e felicidade, ressaltando a importância de adjetivações para ambos os conceitos. Além disso, discute a relevância do florescimento e da singularização nos projetos de felicidade, relacionando-os com as demandas da civilização 2.0. Nepô critica a psicologia positiva por permanecer dentro da ciência social 1.0 e defende uma abordagem mais ampla, como a psicologia 2.0. Ele apresenta uma tabela comparativa entre a psicologia 1.0 e 2.0, junto com críticas à psicologia positiva. O texto destaca a visão renascentista de Seligman e seu contraste entre a psicologia do sofrimento e a do florescimento, enfatizando a importância da prevenção no tratamento dos problemas emocionais.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Os novos ramos da Psicologia, como em várias áreas das Ciências Sociais, avançam, mas não conseguem enxergar o todo, por causa da obsolescência da Ciência Social 1.0.
  2. Quando procuramos viver uma Vida Mais Excelente e não Mais Mediana, se torna impossível chegar na Excelência sem o apoio de Padrinhos.
  3. Seligman é tipicamente um Conceituador Mais Missionário com forte preocupação em mais aprender e ajudar do que aparecer.
  4. A Civilização 2.0 tem como forte demanda o aumento da responsabilidade e da personalização de cada pessoa.
  5. A Ciência Social 2.0 consegue enxergar a atual Revolução da Sobrevivência 2.0 e, por causa disso, consegue perceber com mais clareza o que temos pela frente como demanda.
  6. O boom da Psicologia Positiva – ou a demanda por revisões profundas na forma como enxergamos a qualidade de vida das pessoas – é um dos sintomas da atual Revolução da Sobrevivência 2.0.
  7. Se não tivéssemos vivendo a Revolução da Sobrevivência 2.0, toda a revisão interessante e bem vinda proposta por Seligman não teria a repercussão que está tendo.
  8. A visão da Ciência Social 2.0 nos permite enxergar melhor a grande demanda da Descentralização Progressiva como o principal norte do Sapiens 2.0.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“É pelo cultivo do positivo que somos capazes de aprender, crescer e florescer.”Seligman.

Primeiro parênteses.

No fim de semana passado, ministrei aula em uma Pós-Graduação e tivemos um bom aprendizado na conversa com os alunos.

No meio do caminho, eu defendi a ideia de que era importante na vida pessoal e profissional de cada pessoa escolher um Padrinho.

Padrinho é alguém que nos influencia de alguma forma na nossa vida, seja ela profissional ou pessoal.

Por mais inteligente que alguém possa ser, ele sempre dá continuidade aos Paradigmas de alguém.

Neste momento, diante da escolha de influências, realizei que podemos ter três caminhos:

Escolhi tal Padrinho por considerar seus Paradigmas melhores e estou aperfeiçoando o que posso (o caminho que o Nepô e a Bimodais escolheu);
Não é preciso escolher Padrinhos, pois não é bom entrar em “patotas”, prefiro sempre ir com minhas próprias pernas (o que recebi de feedback neste fim de semana);
Cada um pode ter o Padrinho que quiser, no caso Conceitual, pois tudo é relativo e isso não faz muita diferença.

Quando procuramos viver uma Vida Mais Excelente e não Mais Mediana, se torna impossível chegar na Excelência sem o apoio de Padrinhos.

Vejamos a diferença entre uma Vida Mais Excelente e outra Mais Mediana:

Vida Mais Excelente – capacidade que temos de criar Estratégias de Vida Mais Fortes que nos permite o desenvolvimento de nossos Potenciais Únicos;
Vida Mais Mediana – incapacidade que temos de criar Estratégias de Vida Mais Fortes que nos permite o desenvolvimento de nossos Potenciais Únicos.

Se eu quero ter uma Vida Mais Excelente, vou precisar:

Ter Padrinhos Mais Fortes – aqueles que realmente vão mais me ajudar do que atrapalhar nas minhas escolhas pessoais e profissionais;
E um esforço gigante para conseguir fazer com que as minhas escolhas consigam ser colocadas para “rodar” na minha vida.

Uma Vida Mais Excelente pode ser abraçada tanto por Incrementadores como Disruptores.

Segundo parênteses.

É preciso caracterizar a atual Revolução Civilizacional de uma maneira mais precisa.

Podemos dizer que hoje vivemos, não uma Revolução de Mídia, a saber:

Vivemos neste novo século uma Revolução da Sobrevivência da Sapiens, que se inicia com as novas Tecnopossibilidades existentes, principalmente, com a chegada e massificação de uma nova mídia.

Fecha os parênteses.

Comecemos a Bimodalização do livro “Florescer: Uma nova e visionária interpretação da felicidade e do bem-estar” de Martin Seligman

Este é o primeiro artigo.

Seligman nos ajuda a aprimorar nossa classificação dos Conceituadores da Inovação Pessoal Emocional.

Diria que podemos chamá-los do ponto de vista das escolhas éticas que fazem de:

Conceituadores Mais Sobreviventes – que querem apenas publicar para ganhar um dinheiro sem grandes pretensões;
Conceituadores Mais Carreiristas – que fazem de tudo para vender, serem adorados pelo Google e aumentar os seguidores do Instagram;
Conceituadores Mais Missionários – que tem um foco principal em facilitar a conversa para ajudar a realmente melhorar a vida das pessoas, com um forte foco no aprendizado.

Seligman é tipicamente um Conceituador Mais Missionário com forte preocupação em mais aprender e ajudar do que aparecer.

No livro, ele resolve fazer uma autocrítica a diversos conceitos apresentados em outros que já tinha escrito. Seligman sugere:

Mudar o conceito felicidade por bem estar;
E colocar o foco da Psicologia Positiva na ideia do Florescimento das pessoas.
Pergunto ao Tio Chatinho qual seria a diferença entre bem estar e felicidade. E ele me diz:

“O bem-estar geralmente se refere a um estado de saúde física e mental satisfatória. Ele engloba várias dimensões, como saúde física, saúde mental, satisfação com a vida, relações sociais, realização pessoal, entre outros. O bem-estar pode ser medido através de diferentes indicadores, como qualidade de vida, níveis de estresse, saúde física, entre outros.
Por outro lado, a felicidade é uma emoção ou estado emocional geralmente associado a sentimentos de contentamento, alegria e satisfação com a vida. É uma sensação subjetiva de bem-estar e plenitude. A felicidade pode ser influenciada por fatores internos (como a maneira como uma pessoa percebe e interpreta eventos) e externos (como relacionamentos, realização de metas, etc.).”
Eu diria que quando falamos em Felicidade, de fato, precisamos explicar que estamos falando de algo mais amplo e maior, pois pode parecer que queremos alegrias.
Diria que Felicidade pode ser considerado um Conceito de Sala e o Bem Estar um Conceito de Cozinha.
Ambos, querendo ou não, precisam de adjetivações, pois posso ter tanto um Bem Estar de Curto ou Longo Prazo como uma Felicidade de Curto ou Longo Prazo.
A outra polêmica é o foco de Projetos de Felicidade.
Seligman defende o Florescimento e nós temos trabalhado com a ideia da Singularização, vejamos o que nos diz o TC:
“”Florescer” é frequentemente associado ao crescimento, desenvolvimento e prosperidade. Pode se referir ao processo de alcançar o potencial máximo em várias áreas da vida, como pessoal, profissional, emocional e espiritual. Quando uma pessoa floresce, ela está se expandindo e se tornando mais completa e realizada em diferentes aspectos. No contexto do bem-estar e da psicologia positiva, “flourishing” (florescimento) é um conceito que descreve um estado de funcionamento ótimo, caracterizado por emoções positivas, engajamento, relacionamentos positivos, sentido de propósito e realização pessoal.
Singularizar:
“Singularizar” pode se referir ao ato de tornar algo ou alguém singular, único ou distinto em relação aos outros. Pode ser usado para descrever o processo de individualização, onde uma pessoa ou objeto se destaca por suas características distintivas ou especiais. No contexto das relações interpessoais ou identidade pessoal, “singularizar” pode envolver o reconhecimento e a celebração das características únicas de uma pessoa, permitindo-lhe expressar sua individualidade de maneira autêntica e significativa.”
Diria que qualquer projeto de incentivo à Felicidade, ou de Bem Estar, procura fazer com que a pessoa floresça, que tem como sinônimos:
Desabrochar
Brotar
Germinar
Crescer
Prosperar
Expandir
Desenvolver-se
Abundar
Frutificar
Viçar
E que existem possibilidades neste Florescimento, escolhas que podemos fazer, ou se quiserem linhas distintas dentro disso.
Quando a Bimodais defende a Singularização como um norte ela está sugerindo um Florescimento com foco maior na Singularidade.
E por que isso?
Dentro da nossa análise de cenário, podemos dizer que:
A Civilização 2.0 tem como forte demanda o aumento da responsabilidade e da personalização de cada pessoa.
Dentro das revisões dos Paradigmas Estruturais Mais Fortes sobre o Sapiens é preciso destacar a Descentralização Progressiva.
Como o Sapiens é uma espécie que pode aumentar a população, de forma cooperativa, somos obrigados a nos personalizar e nos responsabilizar cada vez mais para que possamos lidar com cada vez mais complexidade.
A demanda pelo florescimento está presente ao longo de todas as épocas do Sapiens, mais a Singularização é o ponto central dentro das Revoluções da Sobrevivência.
E aqui vai a principal crítica que posso fazer ao trabalho de Seligman e aos seus diversos seguidores:
A Psicologia Positiva (bem como todos os outros ramos da Psicologia) ainda operam dentro da Ciência Social 1.0 e não conseguem enxergar as profundas demandas que o Sapiens 2.0 tem pela frente.
A Ciência Social 2.0 consegue enxergar a atual Revolução da Sobrevivência 2.0 e, por causa disso, consegue perceber com mais clareza o que temos pela frente como demanda.
O boom da Psicologia Positiva – ou a demanda por revisões profundas na forma como enxergamos a qualidade de vida das pessoas – é um dos sintomas da atual Revolução da Sobrevivência 2.0.
Se não tivéssemos vivendo a Revolução da Sobrevivência 2.0, toda a revisão interessante e bem vinda proposta por Seligman não teria a repercussão que está tendo.
Os novos ramos da Psicologia, como em várias áreas das Ciências Sociais, avançam, mas não conseguem enxergar o todo, por causa da obsolescência da Ciência Social 1.0.
A visão da Ciência Social 2.0 nos permite enxergar melhor a grande demanda da Descentralização Progressiva como o principal norte do Sapiens 2.0.
Seligman mais do que ser um defensor da Psicologia Positiva, ele, sem uma visão do todo, defende a Psicologia 2.0.
Na verdade, não temos, como até escrevi antes, a Psicologia Preventiva que seria a Psicologia Positiva e a Preventiva que seria a outra.
A proposta de Seligman, na verdade, é a criação da Psicologia 2.0 com um approach bem diferente do que temos hoje em termos de Saúde Emocional, que atinge tanto a Prevenção quanto a Pós-Intervenção.

Vou introduzir uma nova tabela nos escritos na comparação entre a Psicologia 1.0 e a 2.0.

Tabela comparativa entre a Psicologia 1.0 e a 2.0:
Psicologia 1.0
Psicologia 2.0 ou Inovação Pessoal Emocional
(com a abordagem Bimodal)
Conceituadores Principais: Freud, Lacan, Jung;
Conceituadores Principais: Maslow, Seligman, Mihaly;

Maior dependência dos Psicólogos;

 

Maior Independência dos Psicólogos;

Abordagem Mais Pósventista
do que Preventiva;

Abordagem Mais Preventiva do que Pósventista;

Sem a preocupação de criação de
Guias de Felicidade
ou Bem Estar;

Com a preocupação de criação de
Guias de Felicidade
ou Bem Estar;

Mais voltada para resolver problemas do passado do que do presente e do futuro;

 

Mais voltada para resolver problemas do presente e do futuro do que do passado;

Mais massificadora;

Mais personalizadora
e singularizadora;

Opera ainda com os Paradigmas
da Ciência Social 1.0.
Opera já com os novos Paradigmas
da Ciência Social 2.0.

 

 

E outra com as Críticas que a Bimodais faz à Psicologia Positiva:

Críticas que a Bimodais faz à Psicologia Positiva:
Crítica
Detalhamento

Ao próprio nome Psicologia Positiva;
Que sugere que as outras são negativas. Seria melhor usar Psicologia 2.0 ou Inovação Pessoal Emocional, já dentro do novo campo da Ciência da Inovação 2.0;

Operar com as bases da
Ciência Social 1.0;

 

Precisa operar com os novos Paradigmas da Ciência Social 2.0;

Não define claramente que está desenvolvendo um Guia da Felicidade ou do Bem Estar

Precisa definir que a base metodológica é o desenvolvimento do Guia;

Confusão entre o que é a visão, princípios e atitudes e métricas;

Precisa separar as três camadas;

 

 

Vamos ao texto do Seligman.

“Levar a sério a psicologia do sofrimento — como é preciso fazer quando se trabalha com a depressão , o alcoolismo , a esquizofrenia , o trauma e a panóplia de sofrimentos que compõem a matéria – prima da psicologia tradicional — pode ser um tormento para a alma.”

Seligman está muito mais solto e seguro neste livro.

Seligman um contraponto entre a Psicologia do Sofrimento (a tradicional) para a do Florescimento (a Psicologia 2.0).

O que ele quer?

Um novo foco no tratamento dos problemas emocionais, com forte ênfase na prevenção.
Seligman, sem dúvida, é um autor renascentista, que percebe, de forma ainda, mais percepcionista do que padronista, a nova demanda humana por mais responsabilização.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Tio Chatinho:

O texto, escrito por Nepô, aborda os aprendizados da semana, destacando insights de livros como “Decifrar Pessoas” de Jo-ellan Dimitrius e “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow. São apresentados rituais e conceitos como o Ritual da Inversão, Alerta Anti-Precipitação, e a distinção entre Piloto Automático e Piloto Ativo. Nepô discute a importância de conceitos fortes e a necessidade de uma mente criativa que questione a identidade primária. Ele explora a relação entre ambientes centralizados e descentralizados com inovação e criatividade, além de abordar a Epigenética e os paradigmas do sapiens. O texto também trata da Crise do Orgulho 1.0 e a transição para o Orgulho 2.0, destacando a importância de adaptar-se à Civilização 2.0. Nepô conclui discutindo o futuro da conceituação, propondo o uso de Chatboxes para resumir ideias e liberar o Eu Criativo para produzir narrativas conceituais, representando um avanço na utilização do potencial criativo.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Uma pessoa que não passar do Orgulho 1.0 para o 2.0 terá bastante dificuldade de se adaptar na Civilização 2.0.
  2. Quando eu tenho um ambiente mais centralizado, a relação entre orgulho e autoestima tende a focar nos resultados e não nos processos.
  3. Uma pessoa mais criativa é aquela que desconfia sempre das falsidades de sua identidade!
  4. Nós já criamos o hábito de malhar o corpo na Civilização 1.0 e na 2.0 vamos ter que nos acostumar a pilatar a mente!
  5. Uma pessoa mais criativa é aquela que consegue se separar de forma mais distante da sua Mente Primária.
  6. O Sapiens é a única espécie viva que tem duas mentes, uma para agir e outra para repensar e recriar.
  7. Do ponto de vista da identidade, não existe ou eu sou, mas sempre o eu estou.
  8. Uma pessoa que se deixa levar pela Mente Primária, sem muito refletir sobre ela, tem uma vida mais parecida com a dos passarinhos.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“O jeito de ter boas ideias é ter um monte de ideias e jogar fora as más.” – Linus Pauling.

Resumo do que foi top em termos de aprendizado nos artigos ao longo da semana 11.4.4.

Bimodalizamos esta semana o livro da Demetrius (“Decifrar Pessoas” de Jo-ellan Dimitrius) e depois do Mlodinow (“Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow).

A Demetrius sugeriu e eu batizei de Ritual da Inversão.

Quando queremos saber se devemos continuar ou modificar um processo na nossa vida, temos que nos perguntar o seguinte:

Se eu começasse esse processo do zero, continuaria fazendo? Caso sim, do mesmo jeito?

Uma outra coisa que ficou do livro dela foi evitar fazer julgamentos precipitados de pessoas.

Isso criou um Alerta Rivotril em mim:

O Alerta Anti-Precipitação:

“Opa, olha você de novo tirando conclusões precipitadas sobre alguém ou alguma coisa.”.

Já tinha criado o Alerta Anti Reclamação, que é evitar reclamar de coisas que não temos controle e quando reclamar de algo controlável, pensar como transformar em aprendizado.

O outro ponto foi o problema do Apego pela Proximidade.

Pessoas e objetos passam a fazer parte das nossas vidas e, conforme o tempo vai passando, cada vez mais, passamos a ter dificuldade de saber se estão nos fazendo mais mal do que bem ou mais bem do que mal.

O Ritual da Inversão funciona.

Tenho me perguntado quando vou jogar fora um objeto no meu Ritual Rivotril do Essencialismo:

Eu compraria isso hoje? Caso não, eu pretendo usar isso dentro dos próximos seis meses ou um ano?

Caso não, entra na segunda etapa.

Como me desfaço disso? Vendo? Dou para quem? Ou simplesmente deixo na prateleira da lixeira para alguém pegar?

Outro Ritual Rivotril criado.

O Ritual Rivotril do Facilitismo – que nos diz o seguinte: “O que pode melhorar no seu Piloto Automático hoje?”.

Tenho organizado cada pedaço da casa de forma melhor todos os dias e procurado melhorar todas as minhas atividades.

O importante é saber que:

Rituais Rivotril fazem uma espécie de Pilates no nosso cérebro.

Nós já criamos o hábito de malhar o corpo na Civilização 1.0 e na 2.0 vamos ter que nos acostumar a pilatar a mente!

Procure todos os dias algo que pode ser facilitado na sua vida, sempre procurando se dedicar cada vez mais com o mais complexo.

Falamos muito de Piloto Automático que faz contraponto com o Piloto Ativo.

Vejamos a diferença entre o Piloto Automático e o Piloto Ativo:

Piloto Automático – atividades na minha vida que escolho não pensar muito ou quase nada, que são mais operacionais e mais simples, desde que sempre estejam em processo contínuo e progressivo de revisão;
Piloto Ativo – atividades na minha vida que escolho refletir bastante, que são mais conceituais ou de uma operação mais complexa, que exigem uma revisão ainda maior.

A partir disso, fizemos a separação entre:

Pilotos Automáticos Mais Saudáveis – aquelas atividades automáticas que fazem bem, como acordar, colocar o tênis e sair para dar a caminhada;
Pilotos Automáticos Mais Tóxicos – aquelas atividades automáticas que fazem mal, como sentar para ver televisão e começar a comer salgadinhos, que acabam nos engordando.

Procuramos quebrar o preconceito em relação ao Piloto Automático, demonstrando que ele é obrigatório e necessário, desde que bem administrado e sempre sujeito à revisões.

Outro ponto foi a criação do Diário de Bordo das Decisões, que vem se somar ao Pessoal, Profissional e o da Crise.

O Diário de Bordo das Decisões nos ajuda a decidir, baseado em algumas perguntas, que podem ser o guia para elas:

Quais são as escolhas que tenho?
Qual a vantagem ou desvantagem de cada uma delas?
Quais são as emoções que podem estar me atrapalhando nessa decisão e como minimizá-las?
Tenho todos os dados disponíveis ou preciso coletar mais?
Na relação tempo/decisão qual a melhor escolha?
Que ressalvas são possíveis de serem feitas, caso escolha aquela opção?
Tal decisão tem que impacto no curto, médio e longo prazo?

Outro ponto que sempre ocorre quando lemos livros voltados ao mercado, é o problema do uso indevido de Conceitos Mais Fracos, que geram mais confusão do que explicação.

Eu tenho um nariz especial para conceitos mal formulados, pois acredito que o papel de um Conceituador é procurar a Excelência e isso significa se preocupar fortemente com a precisão dos conceitos.

Conceitos Mais Fortes são aqueles que:

Se aproximam o máximo possível daquilo que está se referindo;
E reduzem, ao máximo, a margem de confusão ao serem disseminados.

Conceitos Mais Fracos são aqueles que:

Se distanciam daquilo que está se referindo;
E aumentam, assim, a margem de confusão ao serem disseminados.

Muitos dirão que para vender é preciso facilitar a conversa.

Porém, retruco com uma frase que coloquei na minha porta nos meus Avisos Cotidianos: “Se fosse fácil, todo mundo fazia!”

Concordo que é mais difícil, mas é possível melhorar os conceitos sem torná-los fechados e evitando que eles briguem uns com os outros.

Na Bimodais, criamos os conceitos:

De sala – mais populares, de fácil compreensão;
De Cozinha – um pouco mais herméticos, mais voltado para os Nerds.

O que procuramos fazer?

Estabelecer uma relação harmoniosa entre eles.

Evitamos, por exemplo, como fez o Mlodinow chamar um Pensamento de Elástico, pois é preciso definir ao que ele está se contrapondo.

Tem que ser algo que faça sentido e tenha lógica.

Criei no final dos Escritos do Nepô uma tabela com todos os Vícios Dialógicos que tenho encontrado e estou atualizando.

É um anexo bacana e que me ajuda a identificar problemas para que possamos praticar um Diálogo Mais Saudável.

Vícios Dialógicos tendem a aumentar a toxicidade dos diálogos.

Outro ponto relevante que merece aprofundamento no final da semana, é quando falamos sobre criatividade.

Em resumo, o que podemos dizer?

Nós temos uma Mente Primária toda construída ao longo da Formatação Básica Obrigatória.

Quando eu falo que tenho a “minha identidade” ou “o meu eu”, na verdade, estou me referindo a um processo que todos nós passamos de relação progressiva e permanente de revisão da Mente Primária.

Do ponto de vista da identidade, não existe ou eu sou, mas sempre o eu estou.

Somos um processo constante de revisão do passado, a partir das adaptações que precisamos ou queremos fazer no presente, apontando para o futuro.

Uma pessoa mais criativa é aquela que consegue se separar de forma mais distante da sua Mente Primária.

Alguém que reflete mais sobre si mesmo diz algo assim: Isso está em mim, mas não é exatamente eu.

Para uma vida melhor, é preciso entender que a Mente Primária é uma falsa identidade, que precisa ser revista o tempo todo.

Como ele não acredita naquilo que a sua Mente Primária lhe oferece, está o tempo todo questionando-a e dando margem para que a Mente Secundária atue melhor.

Uma pessoa mais disruptiva é aquela, então, que tem uma capacidade abstrativa maior.

Ou seja.

Uma pessoa mais criativa é aquela que desconfia sempre das falsidades de sua identidade!

Outro assunto relevante, pensando sobre Mlodinow, quando ela fala que temos muito mais escolhas e precisamos ser mais “elásticos”, temos o seguinte.

Quando temos um Ambiente Mais Centralizado, mais vertical, há uma relação direta com a Taxa de Inovação, que cai;
Quando cai a Taxa de Inovação, a tendência é que a Taxa de Criatividade caia, pois passamos a não ter tanto exigência, reduzindo a atividade do Eu Criativo da Mente Secundária.

E o inverso ocorre da seguinte forma:

Quando temos um Ambiente Mais Descentralizado, mais horizontal, há uma relação direta com a Taxa de Inovação, que sobe;
Quando sobe a Taxa de Inovação, a tendência é que a Taxa de Criatividade caia, pois passamos mais exigência da criatividade, aumentando a atividade do Eu Criativo da Mente Secundária.

O que Mlodinow trouxe de novo é que existem fatores genéticos invisíveis que passam a atuar, gerando um Viés Mais Inovador, sem pedir licença para ninguém.

Como se fosse mágica.

Faz sentido quando vemos as mudanças que ocorrem na nova geração, que não são explicadas de outra maneira.

O nome que deram para esse tipo de fenômeno é Epigenética. E dentro da Epigenética a relação da mesma com as mudanças externas do ambiente e uma necessária mudanças genéticas nos Sapiens que vão nascer.

Outro ponto importante foi a consolidação do nosso Guia, em que temos dois perfis bem distintos:

Singularização com Legado Mais Criativo – pessoas que querem potencializar o seu Eu Criativo o máximo possível;
Singularização sem Legado Mais Criativo – pessoas que NÃO têm a demanda de potencializar o seu Eu Criativo o máximo possível.

O GFB 2.0 serve para os dois perfis, mas na parte final das métricas do legado temos a divisão, que depende do perfil de cada pessoa.

Um outro ponto relevante está nos Paradigmas Mais Fortes sobre o Sapiens, que constam em uma das tabelas do nosso guia.

A melhor definição que saiu esta semana é a seguinte:

O Sapiens é a única espécie viva que tem duas mentes, uma para agir e outra para repensar e recriar.

Daí veio o conceito da Sapiencidade – capacidade de explorar, ao máximo, a capacidade do Sapiens do uso das duas Mentes.

Uma pessoa que se deixa levar pela Mente Primária, sem muito refletir sobre ela, tem uma vida mais parecida com a dos passarinhos.

Vive uma baixa Taxa de Sapiencidade.
Temos a proposta de criação do Momento Sabático Rotineiro, espaço que precisamos criar no dia a dia para que o Eu Criativo possa produzir melhor.

E aí entramos em algo novo e interessante que vou chamar de Crise do Orgulho 1.0.

Todos nós temos uma auto estima que precisa gerar sentimentos mais positivos do que negativos.

A questão – e isso é novidade – é que a autoestima está ligada, no campo das realizações, no orgulho.

Eu me orgulho de algo para manter uma alta taxa de Autoestima.

Novidade é:

Quando eu tenho um ambiente mais centralizado, a relação entre orgulho e autoestima tende a focar nos resultados e não nos processos.

E vice-versa.

Quando eu tenho um ambiente mais descentralizado, a relação entre orgulho e autoestima tende a focar mais nos processo do que nos resultados.

Quando falamos que o Sapiens precisa lidar melhor com a Civilização 2.0, estamos falando, basicamente, que é preciso recolocar o orgulho e a auto estima em outro lugar.

Mais ainda.

Quando eu tenho um ambiente mais centralizado, a minha tendência é ter um orgulho e uma auto estima voltada para os meus próprios interesses, reduzindo a minha vontade e capacidade de servir.

E vice-versa.

Quando eu tenho um ambiente mais descentralizado, a minha tendência é ter um orgulho e uma auto estima voltada mais para servir do que para satisfazer os meus próprios interesses.

Uma pessoa que não passar do Orgulho 1.0 para o 2.0 terá bastante dificuldade de se adaptar na Civilização 2.0. Vejamos a diferença:

Orgulho 1.0 – que opera em sociedades mais centralizadas, no caso agora no ambiente pré-digital, mais voltado para os interesses da própria pessoa e baseado mais em resultados do que nos processos;
Orgulho 2.0 – que opera em sociedades mais descentralizadas, no caso agora no ambiente pós-digital, mais voltado para servir aos outros e baseado mais em processos do que em resultados.

Por fim, depois da nossa live de abril, fiquei pensando aqui sobre o futuro da conceituação.

Hoje, um Conceituador se preocupa em escrever livros e, por causa disso, perde muito tempo com isso.

O Eu Criativo ao invés de ir vagando e desenvolvendo ideias cada vez melhores, precisa parar para resumir algumas delas.

Com os Chatboxes isso pode ser alterado.

Vou experimentar isso daqui para frente.

Os Escritos do Nepô não é mais um livro, pode ser lido desse jeito, mas é mais do que isso.

É uma Base de Dados Conceitual de um determinado Conceituador, que reúne todas as suas ideias em um só lugar, que pode ser explorada de diferentes maneiras pelo próprio autor ou pelos clientes, via Chatboxes.

Se o autor quiser, por exemplo, resumir o que pensa sobre um tema específico, basta pedir para que o Chatbox faça isso por ele e terá o trabalho apenas de revisar o trabalho dele.

Com isso, ele fica totalmente livre para ir produzindo a Narrativa Conceitual, deixando que os Chatboxes cumpram o papel de Ghost Writers.

Isso é um salto quântico no aproveitamento do Eu Criativo, que ficará ainda mais criativo.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Tio Chatinho:

Nepô, ao analisar o livro de Mlodinow,  explora a bimodalização do pensamento criativo, destacando a importância do Eu Criativo da Mente Secundária, que opera de forma mais ativa quando o pensamento analítico está em repouso. Ele desafia a ideia de que a criatividade surge apenas do esforço concentrado, argumentando que o pensamento flexível e inovador ocorre nos momentos de relaxamento, quando a mente inconsciente está livre para explorar novas ideias. Nepô compartilha sua prática de reservar períodos de descanso para permitir que seu Eu Criativo se desenvolva, enfatizando a importância de momentos de ócio para o bem-estar e a geração de ideias. Ele destaca a necessidade de encontrar um equilíbrio entre o uso de tecnologia e o tempo para desligar, bem como a importância de valorizar o processo criativo sobre os resultados finais. Além disso, ele discute a relação entre orgulho, autoestima e abertura para mudanças, defendendo a importância de posicionar o orgulho nos processos de aprendizagem e crescimento contínuos.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Do que você se orgulha? Dos resultados ou do processo que levou ao resultado?
  2. O Eu Criativo é um Tim Maia, cheio de idiossincrasias e reclamão. Mas quando respeito e atendo às suas demandas sou muito recompensado.
  3. O Eu Criativo precisa de momentos de relaxamento, pois trabalha na surdina, para depois de bem relaxado trazer novas ideias.
  4. Num Ambiente de Sobrevivência Mais Dinâmico, um orgulho mau posicionado é algo extremamente tóxico diante das mudanças necessárias.
  5. Num orgulho melhor posicionado, qualquer questionamento ao resultado – algo normal – afetará muito pouco a sua autoestima, não gerando sentimentos negativos e facilitando a revisão do que precisa ser revisto.
  6. Você, assim, deve colocar mais o seu orgulho mais nos processos do que nos resultados, tornando-o mais apto a mudar os seus paradigmas.
  7. Nem sempre o uso do celular é viciante e ruim, depende do que se faz com ele. É bom, porém, criar hábitos que nos afastem durante um período totalmente deles.
  8. As pessoas tendem a se apaixonar loucamente pelos novos aparelhos da nova mídia e passam a usá-los de forma inapropriada na sua primeira fase.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Os grandes gênios às vezes realizam mais quando trabalham menos.”Mlodinow.

Voltemos à Bimodalização do livro “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow.

Este é o quarto e último artigo.

Mlodinow entra nos detalhes de como (Bimodalizando a conversa) o Eu Criativo da Mente Secundária opera:

“O processo de geração de ideias está assentado no fundo da nossa mente inconsciente e se torna mais ativo quando nossos processos conscientes de pensamento analítico estão em repouso.”

Ou seja:

O Eu Criativo precisa de momentos de relaxamento, pois trabalha na surdina, para depois de bem relaxado trazer novas ideias.

Ele quebra a ideia de que para sermos criativos temos que mergulhar no trabalho. Isso faz parte das atividades do Eu Organizativo e não do Criativo, diz ele:

“O pensamento flexível que produz ideias não consiste numa sequência de pensamentos lineares, como acontece com o pensamento analítico. Às vezes grandes e às vezes inconsequentes, às vezes em grupo e às vezes solitárias , nossas ideias parecem surgir do nada. Mas as ideias não vêm do nada: elas são produzidas pela mente inconsciente.”

A polêmica aqui é grande, pois se considerarmos que a Mente Inconsciente é aquela que produz os sonhos, diria que os insights criativos vêm da Mente Subconsciente.

A Mente Subconsciente trabalha no silêncio, em momentos em que não se está exigindo nada dela, quando se é possível vagar.

Mlodinow defende que:

Os computadores, onde se inclui a IA (Máquinas que Aprendem com o Uso) conseguem chegar perto da Mente Organizativa, mas estão MUITO longe da Mente Criativa.

Na direção do desenvolvimento do Eu Criativo para ter melhores ideias, por exemplo, eu passei a tirar parte das quintas e toda a sexta de folga para deixar o meu Eu Criativo viajar na maionese.

Nestes dias de recesso do Eu Criativo leio, jogo xadrez, pinto, tiro fotos, vejo séries, mas não sento no computador para escrever nada.

As ideias que vão pintando ao longo do recesso, anoto num caderno para serem usadas, a partir de segunda quando volto à ativa.

Estabeleço uma quebra mais longa para deixar o Eu Criativo descansar e trabalhar na surdina.

Ele comenta:

“Os processos associativos do pensamento flexível não prosperam quando a mente consciente está em estado de concentração. A mente relaxada explora novas ideias; a mente ocupada procura as ideias mais conhecidas, em geral as menos interessantes.”

E diria que as ideias mais diferentes e mais interessantes vêm quando damos folga para o Eu Criativo.

Três dias e meio da semana produzo textos e nos outros três dias e meio não produzo nada, a não ser ler livros para depois comentá-los.

Tem funcionado bem.

Diz ele sobre isso:

“Embora alguns possam considerar improdutivo “não fazer nada”, a falta de períodos ociosos é ruim para o bem-estar , pois o tempo ocioso permite que a rede default entenda o que vivenciamos ou aprendemos recentemente. Eles fazem com que os processos de pensamento integrativo reconciliem diversas ideias sem a censura do cérebro executivo. Permitem-nos meditar sobre nossos desejos e pensar sobre nossos objetivos não realizados.”

Diria que:

O Eu Criativo é um Tim Maia, cheio de idiossincrasias e reclamão. Mas quando respeito e atendo às suas demandas sou muito recompensado.

Diz ele sobre o descanso do Mente Secundária Criativa:

“Hoje sabemos que um cérebro aquietado não é um cérebro ocioso, que nosso inconsciente transborda de atividade nesses períodos de paz do pensamento.”
“Quando a mente de uma pessoa parece estar em repouso, não está. Está apenas processando informações inconscientemente, de um jeito diferente.”
“Essa é a razão por que descansar, devanear e outras atividades silenciosas, como fazer uma caminhada, são uma maneira profícua de geração de ideias.”
“Infelizmente , como nossas redes default são cada vez mais negligenciadas , temos menos tempo de não concentração para os procedimentos do nosso diálogo interno estendido . Como resultado , temos menos oportunidades para costurar essas associações aleatórias que levam a novas ideias e realizações.”

Vamos agora fechar a análise.

“Ninguém tem conhecimento em primeira mão de como pensam os outros animais , mas os cientistas que os estudam observam que eles têm pouco poder de fazer associações abstratas.”

O Sapiens é a única espécie que tem uma Mente Secundária, que pode observar e modificar os Paradigmas da Mente Primária.

Diz ele sobre isso:

“Os neurônios de associação são o que nos permite pensar e ter ideias e não meramente reagir.” // “Eles são a fonte de atitudes , diferenciando – nos uns dos outros e ajudando a definir nossa identidade enquanto indivíduo . São também a fonte da inventividade.” // “Nossa cultura tende a ver a descoberta e a inovação como que se materializassem do nada, como se fossem produtos da magia etérea de um intelecto bem-dotado. Mas ideias inovadoras, bem como as ideias mundanas, em geral surgem da associação e da recombinação do que já está presente nos recantos da nossa mente.” // “Os córtices de associação estão sempre funcionando no fundo , mas quando você não está concentrado em alguma tarefa – por exemplo, quando faz algo sem pensar, como dirigir um carro – , é aí que sua mente se encontra mais livre para viajar . É por isso que nesses momentos você cria novas ideias ativamente.”

Quando pensamos, por exemplo, em um Projeto de Felicidade de Singularização Mais Criativa e Disruptiva é preciso acrescentar um item de Momentos Sabáticos Rotineiros nos Princípios e Hábitos.

Momentos Sabáticos Rotineiros são aqueles que colocamos na nossa rotina para poder deixar o Eu Criativo se desenvolver.

Aqui temos algo interessante, pois o que chamamos de Eu Criativo é formado por neurônios de associação, segundo Mlodinow.

Sobre Neurociência:

“Como costuma acontecer na neurociência , uma das formas de entender melhor o papel de uma estrutura ou rede do cérebro é estudar o comportamento de pessoas em que esse papel foi perturbado.”

A Neurociência ajuda bastante na compreensão do cérebro, mas precisa ser bem adaptada e traduzida para que possa ser útil em projetos de Felicidade.

E aqui vamos questionar:

“É irônico, mas os avanços tecnológicos que tornam o pensamento flexível cada vez mais essencial também reduzem a probabilidade de nos envolvermos nele.”

Aqui, temos mais um Vício Dialógico do Foto-Filme, quando analisamos determinada situação não como um processo em movimento, mas como se fosse algo que já é definitivo.

Note que o uso dos equipamentos digitais está na sua primeira etapa, o que ocorreu também com a chegada tanto da escrita manuscrita quanto à impressa – e ainda com o rádio e a televisão.

As pessoas tendem a se apaixonar loucamente pelos novos aparelhos da nova mídia e passam a usá-los de forma inapropriada na sua primeira fase.

Sim, vivemos hoje uma alta taxa de Zumbilismo Digital com pessoas andando na rua e olhando para o celular.

Mas para que a relação pessoas – aparelhos nova mídia seja melhorado, é preciso que haja um longo processo de:

Tempo de acomodação;
Formatações Básicas Obrigatórias que questionem tais práticas e permitam relações mais saudáveis com os aparelhos da nova mídia.

Mais ainda.

Muitas vezes – como o celular é um aparelho multiuso, assim como o computador – posso estar lendo um livro e depois conversando com meu filho e, logo em seguida, jogando xadrez ou vendo uma série.

Não podemos afirmar que uma pessoa está viciada diante de um aparelho digital – seja ele qual for – o que define o vício é o tipo de atividade que está sendo feita.

O que temos de vício bem marcante é estar o tempo todo ligado em Mídias Digitais e na conversa com pessoas online, não aproveitando o que ocorre à nossa volta no Ambiente Presencial, incluindo as pessoas que estão ali.

Nem sempre o uso do celular é viciante e ruim, depende do que se faz com ele. É bom, porém, criar hábitos que nos afastem durante um período totalmente deles.

Ele sugere:

“E assim , se quisermos exercitar o pensamento flexível exigido pelo ritmo acelerado do nosso tempo, precisamos lutar contra as constantes intrusões e encontrar ilhas de tempo para desligar.”

Mlodinow toca, de leve na questão das duas mentes.

“Se existem dois “seres” dentro de nós, isso quer dizer que somos duas pessoas ou que temos duas almas?”

E agora entramos em algo bem interessante.

“Na definição dos psicólogos , a fixação funcional é a maneira como o modo usual de pensamento pode restringir o espectro de novas ideias no contexto da utilização de uma ferramenta. Mas essa é apenas uma das manifestações da forma como o cérebro humano lida com situações desconhecidas . Pode – se chamar isso de “ inércia do pensamento ”. Assim como uma massa na primeira lei do movimento de Newton , quando apontada numa direção , a mente tende a continuar nessa direção a não ser que depare com uma força externa , o que é um empecilho para muitos de nós , impedindo – nos de ver as mudanças que melhorariam nosso nível de satisfação na vida . De maneira mais geral , prejudica a capacidade de pensar em novas abordagens e em ideias imaginativas.”

Temos aqui algo interessante para a conversa da capacidade de estar aberto a novas visões, ações e perspectivas.

Vamos na vida construindo – de forma mais ou menos criativa – carreiras profissionais em que passamos a nos orgulhar de algumas coisas.

E a pergunta que podemos fazer é a seguinte: do que você se orgulha? Dos resultados ou do processo que levou ao resultado?

Onde você coloca o seu orgulho?

Orgulho Mais no Resultado do que no Processo – você fica muito satisfeito pelo resultado obtido e pouco pelo processo que levou ao resultado;
Orgulho Mais no Processo do que no Resultado – você fica muito satisfeito pelo resultado por estar vivendo o processo e vê o resultado apenas como um pequeno ponto na caminhada.

O Orgulho Mais no Resultado do que no Processo faz com que você coloque a sua autoestima em algo fixo que, por razões óbvias, sofrerá mudanças e será questionado.

O Orgulho Mais no Resultado do que no Processo torna a sua capacidade de mudar menor, pois a sua autoestima fica mal posicionada.

Qualquer questionamento ao resultado – algo normal – afetará a sua autoestima, gerando sentimentos negativos e dificultando bastante rever o que precisa ser revisto.

Você, assim, deve colocar mais o seu orgulho mais nos processos do que nos resultados, tornando-o mais apto a mudar os seus paradigmas.

O Orgulho Mais no Processo do que no Resultado faz com que você coloque a sua autoestima em algo dinâmico – o que facilita a sua aceitação de questionamentos dos resultados.

O Orgulho Mais no Processo do que no Resultado torna a sua capacidade de mudar maior, pois a sua autoestima fica melhor posicionada.

Num orgulho melhor posicionado, qualquer questionamento ao resultado – algo normal – afetará muito pouco a sua autoestima, não gerando sentimentos negativos e facilitando a revisão do que precisa ser revisto.

O Orgulho Mais no Processo do que no Resultado é a base da Certeza Provisória Razoável, que está o tempo todo em processo de revisão.

Num Ambiente de Sobrevivência Mais Dinâmico, um orgulho mau posicionado é algo extremamente tóxico diante das mudanças necessárias.

Temos algo que ainda vai além.

Temos uma divisão do posicionamento da Autoestima:

A Autoestima Instagrante e não Empreendedora – aquela que serve para a pessoa ter troféus para mostrar aos outros e não para ajudar a alguém a resolver/minimizar determinados problemas;
A Autoestima Aprendiz e Empreendedora – aquela que a pessoas está pouco preocupada em troféus, mas quer desenvolver o seu potencial, através de processo de Potencialização de sua Criatividade Única, visando ajudar a alguém a resolver/minimizar determinados problemas.

Frases Top:

“A psicologia positiva provê meios de se conseguir isso. Suas lições são claramente úteis na vida, independentemente de nosso desejo de fomentar o pensamento flexível.”

“Em certo sentido, todos somos dois pensadores em um.”

“Mas os cientistas bem-sucedidos, os inovadores e os artistas em geral conseguem resistir e manter a capacidade de “relaxar”.”

“As emoções positivas (…) nos incitam a considerar uma gama mais ampla de pensamentos e ações características. Elas nos estimulam a criar novos relacionamentos, expandir nossa rede de apoio, explorar o ambiente e nos abrirmos para absorver informações. Essas atividades aumentam a resistência e reduzem o estresse, e é a razão por que uma postura feliz contribui para a sobrevivência e a longevidade.”

“O que nos traz à outra forma pela qual podemos relaxar nossos filtros cognitivos sem apelar para drogas ou tecnologia: simplesmente melhorando o estado de espírito.”

“Dentro de cada um de nós existem dois pensadores distintos, um lógico e um poeta, competidores de cuja luta emergem nossos pensamentos e ideias.”

De outros:

“Pensamentos cristalizados são como ideias e princípios profundamente arraigados que desenvolvemos muito tempo atrás e deixamos de questionar.” – Hannah Arendt.

“Hoje em dia, em geral, prevalece o lado que se adapta mais rapidamente.” – general David Petraeus.

“Quando existe vontade sempre se dá um jeito.” – Mãe do Mlodinow.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Tio Chatinho:

O texto do Nepô discute as ideias apresentadas por Mlodinow em seu livro “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas”. Nepô destaca a convergência de algumas premissas de Mlodinow com os conceitos da Bimodais, como a necessidade de criatividade diante das mudanças atuais e a distinção entre incrementadores e disruptores no processo de inovação. No entanto, ele aponta diferenças, como a falta de preocupação de Mlodinow com alguns conceitos e a crença na possibilidade de pensamentos desprovidos de emoção. Nepô adapta os conceitos de Mlodinow à Bimodais, relacionando o pensamento elástico ao Eu Criativo e o pensamento analítico ao Eu Organizativo. Ele destaca a importância da conscientização dos pensamentos e propõe a prática de um “Diário de Bordo” para melhorar o Piloto Automático e alcançar uma vida mais saudável. Nepô discute também a necessidade de revisão constante dos automatismos da Mente Primária e aborda a diferença entre os usos da mente, destacando a importância de automatizar o simples para lidar melhor com o complexo. Ele enfatiza a capacidade humana de repensar e a importância do desenvolvimento da Mente Secundária para uma vida mais plena. O texto aborda ainda questões como atenção plena e mudanças de paradigma.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Repenso, logo sou Sapiens!
  2. A nossa grande diferença em relação às outras espécies está justamente na nossa capacidade de repensar.
  3. Se temos uma Mente Secundária para melhorar nossas vidas e não a usamos, estamos reduzimos nossa Sapiencidade.
  4. Uma vida mais saudável é aquela que estamos o tempo todo revendo e aprimorando o nosso Piloto Automático.
  5. Procure todos os dias no seu cotidiano algo que pode ser facilitado, sempre procurando automatizar o simples e se preocupar cada vez mais com o mais complexo.
  6. Uma pessoa com um controle maior sobre a sua vida consegue separar melhor o que deve ir para o Piloto Automático e o que deve estar no Piloto Manual.
  7. Controle maior sobre as emoções não significa desprovido de emoções.
  8. Emoção é algo químico e nós somos uma espécie química, que está o tempo todo sob seus efeitos.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

O mundo hoje é um alvo em movimento.” – Mlodinow.

Parênteses 1:

O interessante quando pensamos no caso da Bimodais é o seguinte.

Do ponto de vista da Inovação Conceitual, quando basicamente estamos apenas falando de conceitos, de abstração, é algo que pode ser produzido a baixo custo, uma pessoa só pode fazer a diferença.

Algo bem diferente da Inovação Operacional, na qual o trabalho de equipe é fundamental.

A Inovação Conceitual, em geral, quando é muito disruptiva, vem de fora do sistema, como nos ensina Thomas Kuhn.

E isso é algo estranho para o mainstream, pois determinados novos Paradigmas podem vir totalmente de fora dos meios produtores de conceitos tradicionais.

O trabalho fora dos muros é mais desburocratizado, independente e sem as amarras que os meios tradicionais acabam tendo.

O que temos feito na Bimodais vai nessa direção.

Tenho aproveitado o potencial do meu Eu Criativo para desenvolver a Ciência da Inovação e isso pode ser feito de forma isolada e um tanto solitária – o que não implica em perda de qualidade.

Pelo contrário, a Inovação Conceitual Disruptiva, por tradição e recorrência, em geral, parte de Conceituadores mais isolados e sozinhos, que tiveram mais liberdade para romper determinados Paradigmas.

Dito isso, voltemos à Bimodalização do livro “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow.

Este é o terceiro artigo.

Mlodinow se aproxima muito de algumas premissas da Bimodais:

Percebe que vivemos hoje diante das atuais mudanças uma forte demanda por criatividade;
Que é necessário ativar outras áreas da mente para lidar com este novo cenário;
Reforça a ideia de que temos na sociedade incrementadores e disruptores, que exercem uma função diferente no processo de inovação;
Traz Thomas Kuhn, como nós, para refletir sobre o processo de inovação.

Temos, entretanto, algumas diferenças com Mlodinow, tais como:

Não é muito preocupado com os conceitos que cria, cometendo alguns Vícios Dialógicos;
Acredita, por exemplo, na possibilidade de pensamentos desprovidos de emoção, que é algo que não apostamos.

Tivemos que fazer algumas adaptações nos conceitos dele com a Bimodais:

O que ele chama de Pensamento Elástico ou Flexível – nós chamamos na Bimodais do Eu Criativo, um dos personagens presentes na Mente Secundária;
O que ele chama de Pensamento Analítico – nós chamamos na Bimodais de Eu Organizativo, um dos personagens presentes na Mente Secundária;
O que ele chama de Pensamento Rotineiro – nós chamamos na Bimodais de Piloto Automático – o epicentro da Mente Primária.

Feita essa síntese comparativa, vamos seguir com a Bimodalização.

Ele defende a ideia da conscientização de nossos pensamentos:

“De maneira mais genérica, o primeiro passo para melhorar tanto o pensamento analítico quanto o flexível é aperfeiçoar o pensamento – tornar-se mais consciente de quando utilizamos roteiros automáticos e descartá-los quando eles não forem os mais adequados.”

Reforça a ideia de se ter um Diário de Bordo.

E mais.

Uma vida mais saudável é aquela que estamos o tempo todo revendo e aprimorando o nosso Piloto Automático.

Há um certo preconceito quando falamos em Piloto Automático, pois parece que podemos viver sem ele – o que não é verdade.

Precisamos numa vida mais saudável criar automatismos para resolver problemas mais simples para liberar as áreas nobres da mente para lidar com problemas mais complexos.

Vejamos a diferença entre os usos da mente:

Uma pessoa que está usando melhor a sua mente é aquela que consegue automatizar o mais simples e se preocupar e ter melhores decisões sobre o mais complexo;
Uma pessoa que está usando pior a sua mente é aquela que NÃO consegue automatizar o mais simples e NÃO consegue se preocupar e ter melhores decisões sobre o mais complexo.

A mente, apesar de ocupar 2% do nosso corpo, é a que mais consome energia, cerca de 20% – saber usar essa energia é fundamental para uma vida melhor.

Uma boa sugestão é colocar todo dia na agenda um novo Ritual Rivotril “O que pode melhorar no seu Piloto Automático hoje?”.

Procure todos os dias no seu cotidiano algo que pode ser facilitado, sempre procurando automatizar o simples e se preocupar cada vez mais com o mais complexo.

Ele diz:

“Somente alguém autoconsciente pode interromper um roteiro automático que não seja apropriado.”

O termo autoconsciente é engraçado, pois se alguém está consciente de alguém, quem está consciente?

É uma confusão de quem tem ainda a visão Unimental e não a Bimental, que temos usado.

O Sapiens tem duas mentes o que cria uma revisão de René Descartes (1596 – 1650), quando diz:

“Penso, logo existo.”

A realidade do Sapiens, entretanto, na visão Bimental, é diferente:

Repenso, logo sou Sapiens!

A nossa grande diferença em relação às outras espécies está justamente:

Na nossa capacidade de repensar;
No desenvolvimento, ao longo do tempo, de uma Mente Secundária, responsável pela revisão da Mente Primária;
As outras espécies só têm uma Mente Primária e, por isso, só seguem os instintos.

Se temos uma Mente Secundária para melhorar nossas vidas e não a usamos, estamos reduzimos nossa Sapiencidade.

Mlodinow, na sequência aborda um conceito fraco da “atenção plena”.

Diz Mlodinow:

“Num estado de atenção plena, você está totalmente consciente de todas as suas percepções, sensações, de seus sentimentos e dos processos de pensamentos correntes e aceita tudo com calma, como se vistos à distância.”

Aqui ele comete mais um Vício Dialógico do Absolutismo, ou seja, denominar algo sem que se sugira graduações e taxas – ou é preeto ou é branco.

Não podemos afirmar que alguém tem “Atenção Plena”.

O que podemos dizer é que a pessoa tem conseguido aumentar a sua Taxa de Atenção sobre seus sentimentos, pensamentos e atos.

Taxas maiores ou menores, pois é impossível ter a plenitude da atenção ou da desatenção total.

Vícios Dialógicos reduzem o didatismo da Narrativa Conceitual, provocando, assim, o aumento da confusão na nossa forma de entender e lidar melhor com os fenômenos.

Não diria, assim, que é possível ter uma atenção totalmente plena, mas podemos estar mais atentos, olhando para nossos automatismos e vendo aqueles que podem ser melhorados.
Note que a Mente Primária tem algumas funções importantes:

Ser a armazenadora dos Paradigmas Estruturais da nossa Formatação Básica Obrigatória, que vão sendo revistos nas nossas vidas ao longo do tempo;
Se responsabilizar pelos automatismos que vamos criando.

Porém, na Mente Primária, temos coisas diferentes:

O Sistema Operacional – que guia mais automaticamente nossas decisões;
Os Traumas – resultado dos problemas emocionais da nossa Formatação Básica Obrigatória;
As verdades – que foram sendo herdadas e construídas ao longo do tempo.

Há uma certa mistura entre as três áreas, mas são elementos diferentes.

O Sistema Operacional, por exemplo, se expressa, quando você repete um hábito que seu avô e seu pai tinham e que você, sem pensar se é o melhor para você, faz também.

Não há trauma envolvido, apenas uma tradição de na situação “a” vou agir da maneira “a” – como aprendi em casa.

Nos traumas temos algo diferente. Você se sentiu pouco amado em casa e agora na vida, quando vai namorar alguém, se sente da mesma maneira.

As verdades são conceitos, conhecimentos, que você foi ganhando com o tempo que formam a sua maneira de pensar sobre o mundo.

Tudo isso está embolado e vai aparecer quando você começar a querer melhorar a sua vida, pois terá que questionar cada um destes pontos de forma junta ou separada.

O problema é que muitas vezes o Piloto Automático, que segue um Sistema Operacional criado muitas vezes na nossa Formatação Básica Obrigatória, nos atrapalha.

O que precisamos fazer para reduzir os erros que cometemos na vida?

Estar o tempo todo atualizando tudo que está armazenado na Mente Primária para que possamos passar a ter um controle maior sobre nossa forma de sentir, pensar e agir.

Uma pessoa com um controle maior sobre a sua vida consegue separar melhor o que deve ir para o Piloto Automático e o que deve estar no Piloto Manual.

Rituais Rivotril ajudam nesse aumento constante e progressivo da revisão dos nossos Pilotos Automáticos:

O que eu posso jogar fora hoje?
Como eu posso facilitar algo na minha vida hoje?
O que devo me perdoar e agradecer hoje?
A quem devo perdoar e agradecer hoje?

Estes exercícios são uma espécie de musculação da Mente Secundária sobre a Mente Primária, reduzindo o controle sobre o Piloto Automático Tóxico nas nossas vidas.

Sim, podemos chamar de Pilotos Automáticos:

Pilotos Automáticos Mais Saudáveis – aquelas atividades automáticas que fazem bem, como acordar, colocar o tênis e sair para dar a caminhada;
Pilotos Automáticos Mais Tóxicos – aquelas atividades automáticas que fazem mal, como sentar para ver televisão e começar a comer salgadinhos, que acabam nos engordando.

Mlodinow chama William James para a conversa:

“Comparados ao que deveríamos ser, nós estamos apenas parcialmente acordados.”

Diz ele:

“Tendemos a valorizar o pensamento analítico por ser objetivo, isento das distorções dos sentimentos humanos, e portanto propenso à exatidão. Mas ainda que muitos valorizem o pensamento analítico por seu distanciamento das emoções, pode-se também criticá-lo por não ser inspirado pelas emoções, como o pensamento flexível.” .

Aqui vou discordar radicalmente de Mlodinow.

Vamos entender o seguinte.

O Sapiens NUNCA em nenhuma circunstância vai agir sem que tenha algum tipo de emoção envolvida.

O que podemos fazer é ao tomar determinadas decisões é termos as emoções mais equilibradas, mas nunca algo sem emoção.

Emoção é algo químico e nós somos uma espécie química, que está o tempo todo sob seus efeitos.

Quando falamos em um “pensamento analítico” ou melhor “pensamento MAIS analítico” – ele se baseia em um trabalho de reconhecimento e controle maior sobre as emoções.

Controle maior sobre as emoções não significa desprovido de emoções.

Aqui, temos o clássico erro da falsa dicotomia razão versus emoção, como se alguém pudesse ter um pensamento totalmente puro de emoções – o que é falso.

Ele diz:

“Pode-se também criticá-lo por não ser inspirado pelas emoções, como o pensamento flexível.”.

Não chamaria os insights que tenho nas minhas atividades criativas de “inspirado pelas emoções” e outros pensamentos inspirados na razão.

Isso é bem ruim.

Existem Pensamentos Mais Conscientes, mais tradicionais e Pensamentos Menos Conscientes, que fogem à regra.

Ambos são gerados pelas emoções.

O que podemos dizer é que:

Insights criativos vêm de áreas menos conscientes da nossa mente e podem vir mais ou menos, conforme abrimos espaço para que eles ocorram.

Eles são diferentes, pois entram num campo criativo da mente, que não é guiado nem pela Mente Primária e nem pelo Eu Organizativo da Mente Secundária.

A criatividade humana vem do Eu Criativo da Mente Secundária, que é muito mais inconsciente do que consciente.

Por isso, que esta mágica humana de ter insights criativos, que vem de áreas mais inconscientes, não podem ser imitadas pelos computadores:

“O problema de produzir pensamento flexível em computadores é que, apesar de os computadores evoluírem para fazer cálculos cada vez mais depressa, isso não se traduziu em um processamento cada vez mais flexível.”

Complementa ele:

“O processamento de baixo para cima tem origem na complexa e relativamente “não supervisada” interação de milhões de neurônios e pode produzir insights superoriginais. Em comparação, o processamento de cima para baixo é administrado pelas regiões executivas do cérebro e produz o passo a passo do pensamento analítico.”

São quase como duas fábricas distintas, uma produz carros (Eu Organizativo) e outra aviões (Eu Criativo) e não se pode querer que uma faça o que a outra faz.

Ele reforça o problema que também identificamos do aumento exponencial de opções do Sapiens 2.0:

“As pesquisas sugerem que, quando diante de escolhas ou decisões demais, vivenciamos uma “sobrecarga de opções”, semelhante à “sobrecarga de informações”, tão famosa na era atual. Ambos os tipos de sobrecarga estimulam as partes primitivas do nosso cérebro, que responde ao medo em situações de vida ou morte, esgotando nossos recursos mentais, causando estresse e minando nosso autocontrole.”

Por isso, a importância dos Guias de Felicidade para poder ajudar nesse processo.

E aqui temos uma pérola, que reforça algo que temos dito há bastante tempo sobre os dois perfis da inovação: incrementais e disruptores.

Finalmente, achamos alguém que aborda este tema.

Mlodinow nos apresenta a ele:

“O teórico Michael Kirton, que se dedica à pesquisa ocupacional , estava à frente de seu tempo quando, nos anos 1970, captou essa mesma diferença em sua teoria de estilos cognitivos “adaptadores e inovadores.”

E detalha:

“Kirton definiu os “adaptadores” como indivíduos focados porém rígidos, que “preferem fazer as coisas melhor com tentativas ordenadas e métodos comprovados”. Tendem a ser prudentes e cautelosos e parecem imunes ao tédio. Parecem “ enfadonhos e pouco empreendedores, arraigados a regras e sistemas”, escreveu Kirton. Os “ inovadores ” , por outro lado , são pensadores elásticos que gostam de procurar novas abordagens aos problemas. Em geral são mais distraídos e administram mal o tempo, criando soluções menos comuns e às vezes menos aceitáveis, que costumam encontrar resistência no mundo corporativo. Podem também parecer ríspidos, inclusive entre si, escreveu Kirton.”

Não necessariamente.

Os Inovadores, segundo Kirton, que chamamos de Disruptores para poderem se dar bem na vida, precisam também de disciplina.

Pode ser uma Rotina Criativa em Espiral, mas precisam dela.

A administração boa ou ruim das emoções destes pede, com em todos os casos, uma ação maior da Mente Secundária para evitar problemas.

E aí entramos em outro aspecto, que é algo que aparece principalmente inspirado em Mihaly, que é a sensação que temos quando encontramos nossa estrada, diz Mlodinow:

“Há o ditado que diz que o que vale é o caminho, não o ponto de chegada. Na verdade, normalmente não sabemos quanto o ponto de chegada será valorizado pela sociedade até bem depois do nosso ato de criação. Pense em Vincent van Gogh, que vendeu pouquíssimos quadros em vida.”

E aí temos uma bifurcação que vai aparecer na nova versão do GFM 2.0, que tem como Essenciologia Estrutural a Singularização..

Não podemos pensar em Projetos de Felicidade Singularizados únicos, pois temos uma grande divisão, concordando com Kirton:

A Singularização para Incrementadores – que procura deixar Legados Mais Restritos, sem o interesse de Legados com o uso do seu Potencial Criativo Único;
A Singularização para Disruptores – que procura deixar Legados Mais Amplos, com o interesse de Legados com o uso intenso do seu Potencial Criativo Único.

Uma pessoa mais quieta, incremental, não sente necessidade de deixar Legados usando o seu Potencial Criativo Único.

Se basear a sua vida na métrica do BOMTRC vai se sentir bem e realizada.

Já uma pessoa mais inquieta, disruptiva, tenderá a querer deixar projetos de Legados Mais Transcendentes.

Vai precisar da métrica do BOMTRC, mas vai agregar a ela a Lecu (Legados Criativos Únicos).

Pessoas mais disruptivas tendem a querer transpor a sua finitude, percebem um potencial maior e diferenciado e querem saber até onde vão com aquilo.

Vai na linha do que Mlodinow apresenta do poeta Friedrich Rückert:

“Cada homem está diante de uma imagem do que merece se tornar. Enquanto não corresponder a essa imagem. Não conseguirá alcançar toda a completude da paz.”

Quanto mais disruptiva for a alma de alguém, mais esta frase fará sentido e vice-versa.

Por isso, um Guia de Felicidade precisa deixar claro que:

Existe uma parte dele que é comum a todos;
E uma que tende a ser mais simpática apenas aos mais Disruptivos.

Mlodinow fala do nosso padrinho Thomas Kuhn, eis o trecho completo:

“No clássico A estrutura das revoluções científicas , Thomas Kuhn escreveu sobre o que chamou de “mudanças de paradigma ” na ciência. Trata – se de alterações no pensamento científico que representam mais que avanços cotidianos.” // “Resolver problemas e tirar conclusões dentro de uma estrutura existente requer uma mistura de pensamento analítico e flexível. Mas o ato de imaginar uma nova estrutura de pensamento depende muito do componente elástico – com características como a imaginação e o pensamento integrativo.” // Mudanças de paradigma são peculiares quando deixam para trás muitas pessoas até então bem – sucedidas, pessoas cuja rigidez de pensamento faz com que se atenham a velhas estruturas às quais estão acostumadas, apesar das superlativas evidências da validade da mudança de paradigma. Ou , às vezes , os que não conseguem aceitar uma mudança compõem a vasta maioria , e sua implantação é bloqueada ou atrasada.” // “Em A estrutura das revoluções científicas, Kuhn escreveu que os cientistas se apegam a convicções cotidianas institucionalizadas, que ocasionalmente podem ser alteradas por uma descoberta transformadora.”

E ele concluir sobre isso:

“Todos nós desenvolvemos nosso ponto de vista a respeito de temas comuns durante as primeiras décadas de vida ou nos primeiros anos de um novo emprego. Elaboramos uma estrutura para aplicar essas ideias e a utilizamos quando somos chamados a tirar conclusões nessas áreas. Para alguns, tais paradigmas nunca evoluem, mas mudam para os mais afortunados, em geral com passos kuhnianos . Os que se mostram abertos a essas mudanças de paradigmas – para alterar suas atitudes e convicções – contam sempre com uma vantagem na vida , pois estão mais aptos a se adaptar à mudança das circunstâncias. Na sociedade atual , isso é especialmente importante.” // “Na era atual , questões que exigem a alteração de nossa estrutura de pensamento são mais comuns que nunca.”

Em resumo, o uso das duas partes da Mente Secundária (o Eu Organizativo e o Eu Criativo).

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Tio Chatinho:

Nepô resume o livro “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow, destacando falhas na conceituação, como o uso de dicotomias inadequadas e absolutismos. Mlodinow discute a importância do pensamento flexível, o que na Bimodais, se faz a relação com a mente primária e secundária. Ele sugere que a sociedade atual demanda mais pensamento flexível e destaca a influência dos genes e do ambiente na capacidade de lidar com mudanças. Nepô também aborda o papel dos disruptores na inovação social.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Sim, quanto mais mudanças tivermos no ambiente, mais a nossa Mente Secundária precisará ser musculada!
  2. Fazer Pilates constantemente na Mente Secundária é, cada vez mais, uma questão de sobrevivência!
  3. Uma vida melhor e mais saudável é aquela em que há uma harmonia maior entre as Mentes Primária e Secundária, com modificações constantes e positivas.
  4. Quando não colocamos constantemente a Mente Secundária para funcionar, ficamos mais à mercê de sermos surpreendidos por mudanças de todos os tipos.
  5. Revoluções Midiáticas Civilizacionais popularizam o uso da Mente Secundária Mais Criativa, pois temos um aumento da quantidade de mudanças na sociedade.
  6. A Mente Secundária Mais Criativa precisa ser mais desenvolvida pelo Sapiens 2.0.
  7. Sociedades mais descentralizadas tendem a incentivar a Mente Secundária Mais Criativa, já que a inovação se horizontaliza.
  8. Disruptores e Incrementadores continuarão exercendo seu papel – o que muda é a taxa de criatividade de ambos que sobe com a Civilização 2.0.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Depender de uma doutrina fixa é um falso conforto, além de perigoso – se mudarem as condições e a doutrina não mudar, pode haver sérios desastres mudarem as condições e a doutrina não mudar, pode haver sérios desastres.” – Mlodinow.

Parênteses 1:

Na mentoria com a Fernanda Pompeu, me pareceu, vou validar isso na live desta semana com os Bimodais Endógenos, o seguinte:

Teremos um Guia da Felicidade muito simples, formado basicamente de tabelas, detalhando como uma pessoa pode dar um upgrade na sua vida em termos de qualidade. Vais ser algo simples, sintético, que facilita o trabalho tanto dos disseminadores quanto dos clientes, de fácil atualização;
E para complementar o Guia, não teremos um outro texto, mas os Escritos do Nepô para quem quiser se aprofundar.

Como justifico isso?

Basicamente, a capacidade que passamos a ter de atualização do material. O Guia fica extremamente fácil de ser melhorado, conforme vamos avançando nas reflexões e nos resultados objetivos.

E os Escritos que vão sendo feitos ao longo das imersões servem de base para as pessoas entenderem mais a fundo nossa forma de pensar.

Parênteses 2:
Penso em mudar o nome de Felicidade 2.0 para Guia de Felicidade 2.0. Vou validar isso na live.

Parênteses 3:

Atualizo o Guia no final do mês, na semana da live, mas não vou escrever artigo sobre a atualização, vou apresentar as mudanças na live, ganhando com isso mais um dia para detalhar o autor da semana.

Voltemos ao livro.

Continuemos a Bimodalização do livro “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow.

Este é o segundo artigo.Diz ele sobre o objetivo do livro:

“Nas próximas páginas, vamos analisar os grandes passos percorridos recentemente pelos cientistas na compreensão de como nosso cérebro produz o pensamento flexível e a maneira de aperfeiçoá-lo.”

Note que quando falamos da excelência no ofício da Conceituação, precisamos criar Conceitos Fortes.

Conceitos Mais Fortes são aqueles que:

Se aproximam o máximo possível daquilo que está se referindo;
E reduzem, ao máximo, a margem de confusão ao serem disseminados.

Não é o caso de vários criados por Mlodinow.

Existem dois erros bem comuns no livro de Mlodinow no processo da conceituação que chamamos de Vícios Dialógicos.

Vício Dialógico é o uso de conceitos que mais atrapalha do que ajuda no entendimento e na ação diante dos fenômenos.

No caso do conceito “pensamento flexível” temos o Vício Dialógico das Dicotomias Inadequadas.

No Vício Dialógico das Dicotomias Inadequadas se cria um conceito, sem pensar muito, com mais lógica, no seu oposto. O exemplo mais bizarro é quando falamos em Ciência Pura versus Aplicada.

Se criamos o conceito “Pura” é óbvio que as pessoas vão entender, de forma mais ou menos consciente, de que o oposto a ela é uma Ciência ”Impura”.

Há embutido ali, querendo ou não, a intenção de crítica a uma Ciência Mais Aplicada, que reflete um viés do pensamento sobre a própria ciência.

O mesmo Vício Dialógico ocorre quando se cria o conceito da Psicologia Positiva, na verdade, está se dando a entender que existe, no outro extremo, a Psicologia Negativa.

Mlodinow usa o conceito pensamento flexível ou elástico, que, pela lógica, teria como oposto o inflexível ou inelástico.

Porém, não é isso que ele quer dizer, causando confusão.

Ele quer dizer que existem duas regiões no cérebro, uma que gera pensamentos mais conscientes ou voluntários menos criativa e outra que gera pensamentos mais inconscientes e involuntários – mais criativa.

Os pensamentos mais conscientes ou voluntários seriam menos criativos e seguem mais as normas do mainstream e os inconscientes e involuntários são mais criativos e rompem mais a lógica do mainstream.

Temos, assim, uma falsa dicotomia.

Ele não está querendo abordar o tipo de pensamento, mas a origem do dito cujo e, só então, detalhar a diferença entre ambos.

Outro problema de conceituação é o Vício Diálogo do Absolutismo (ou é preto ou é branco).

Não existe um pensamento flexível ou outro inflexível, mas um mais ou menos inflexível, que pode ser medido e colocado em uma planilha, a partir de alguns critérios.

Sempre que vou falar de algo, me esforço para colocar o MAIS ou MENOS na frente, pois tudo precisa ser passível de medição.
Não posso dizer que uma pessoa não é empática, mas é MENOS empática se comparada a outra que é MAIS empática.

Posso criar critérios para definir, a meu critério, o grau de empatia.

Na mesma linha, continua ele:

“O cérebro faz cálculos mentais da mesma forma que um computador, de cima para baixo, com as estruturas de alto nível do cérebro ditando a abordagem. Porém , pela sua arquitetura singular, o cérebro biológico também pode realizar cálculos de baixo para cima.”

Ele faz a falsa dicotomia “alto nível do cérebro” e “cérebro biológico”.

Mas o alto nível do cérebro também não é biológico?

Seria, a princípio, alto e baixo nível – o que gera confusão também.

Muitas vezes os autores criam conceitos mais fáceis de serem disseminados para atingir mais gente, mas criam confusão quando fazem isso.

Um Conceituador de Excelência procura:

Criar Conceitos de Sala, mais fáceis para um público mais leigo;
Mas se preocupa em não criar e não brigar com os Conceitos de Cozinha, mais sofisticados para um público mais nerd.

Lendo o livro com mais vagar, entendemos o que ele está se referindo a duas áreas da mente e não do cérebro, que são mais ou menos conscientes.

Não é debaixo para cima e nem de cima para baixo, mas mais ou menos consciente.

O pensamento menos consciente, mais espontâneo, que surge do nada, como se um anjo assoprasse no nosso ouvido, é o mais criativo e disruptivo, que ele chama de baixo para cima.

O pensamento MAIS elástico e MAIS flexível, na visão de Mlodinow, assim, é aquele menos consciente e mais intuitivo.

Podemos dizer que:

Nossa mente tem uma área mais utilizada para tocar os hábitos e rotinas (Primária), uma (Secundária) para revisá-las de forma mais criativa (Eu Criativo) ou mais organizativa (Eu Organizativo).

Diz ele sobre a área da rotina, onde consideramos que opera a Mente Primária:

“Embora o comportamento roteirizado seja apropriado em situações rotineiras, a resposta produzida é sempre a mesma, e por isso fracassa em circunstâncias novas ou de mudança.”

Diria, dentro da análise Bimodal, que ele está se referindo a três áreas da Mente:

A Mente Primária – (mais automática) que toca às rotinas sem muito refletir, na qual estão armazenados nossos Paradigmas Estruturais;
A Mente Secundária Mais Organizativa – responsável por criar as condições para que a Mais Criativa possa trabalhar, revisando as rotinas da Mente Primária;
A Mente Secundária Mais Criativa – responsável por criar coisas novas, principalmente em projetos novos, aquela que cria coisas novas com insights desconhecidos sobre um determinado campo operacional, de disseminação ou conceitual.

Na Mente Primária temos armazenados os Paradigmas Mais Estruturais, que são uma espécie de Sistema Operacional da nossa forma de sentir, pensar e agir.

Muitas vezes, precisamos rever estes Paradigmas Mais Estruturais para pensar e agir de forma diferente.

Quem não desenvolve contínua e progressivamente a sua Mente Secundária, muitas vezes, não consegue superar os Paradigmas Mais Estruturais que estão ali embutidos.

Quando não colocamos constantemente a Mente Secundária para funcionar, ficamos mais à mercê de sermos surpreendidos por mudanças de todos os tipos.

É o que Taleb chama de pouca anti-fragilidade, pois ficamos a mercê dos Cisnes Negros, pois somos mais levados pela Mente Automática (Primária) do que pela Revisora (Secundária), com suas duas partes.

Se formos colocar isso em um desenho, teríamos:

 

Mlodinow chama de:

“Pensamento racional/lógico/analítico, que, para simplificar, vou chamar simplesmente de pensamento analítico.”

É a parte da Mente Secundária Mais Organizadora, que se não tiver a parceria com a Mente Secundária Mais Criativa tende a só repetir as ações e não estar o tempo todo revisando-as.

Diz ele:

“Contudo, apesar de poderoso, o pensamento analítico, assim como o processamento roteirizado, se dá de forma linear.”

Diria de forma MAIS linear.

É um pensamento que tem origem mais consciente e menos inconsciente.

A Mente Secundária Mais Criativa é menos consciente, se baseia muito mais na intuição do que nas regras.

Diz ele:

“O processamento roteirizado costuma falhar ao enfrentar os desafios inerentes à mudança.”

Bimodalizaria isso.

As Mentes Secundárias, tanto a Mais Organizativa quanto a Criativa precisam estar o tempo todo sendo acionadas – tornando a pessoa mais resiliente às mudanças.

Pior.

Uma pessoa que usa mais a Mente Primária e pouco a Mente Secundária Mais Organizativa tende a ter uma vida caótica.

Muitas vezes os artistas se deixam levar pelo lado mais Criativo da Mente Secundária e pouco usam o lado mais organizativo.

Criam dentro do caos.

Uma vida melhor e mais saudável é aquela em que há uma harmonia maior entre as Mentes Primária e Secundária, com modificações constantes e positivas.

Por isso, é importante que a pessoa desenvolva algum projeto mais criativo para acionar também a Mente Secundária Mais Criativa, tornando-a ainda mais resiliente às mudanças.

Vejamos as possibilidades de diferentes perfis:

Mente Primária Mais Ativa – com a pessoa se deixando levar pelos Paradigmas Mais Estruturais criados na FBO (Formatação Básica Obrigatória). Os traumas tendem a governar a vida da pessoa, tendência ao vitimismo, baixa capacidade de revisão de paradigmas, adaptação e criatividade;
Mente Secundária Mais Organizativa Mais Ativa – capacidade de revisar mais os Paradigmas Mais Estruturais criados na FBO (Formatação Básica Obrigatória). Capacidade maior de revisão de traumas e do vitimismo, mais sem a Mente Criativa, tende também a ter uma capacidade menor de adaptação, principalmente para algo mais inesperado e pouca criatividade disruptiva;
Mente Secundária Mais Organizativa e Criativa Mais Ativa – capacidade de revisar ainda mais os Paradigmas Mais Estruturais criados na FBO (Formatação Básica Obrigatória). Capacidade maior de revisão de traumas e do vitimismo, com uma capacidade maior de adaptação e muito mais criatividade disruptiva.

Diz ele:

“Sem dúvida nossos ancestrais eram mais durões que nós, mas o que nos salvou da extinção foi o pensamento flexível, que nos proporcionou a habilidade de superar desafios por meio de cooperação social e inovação.”

Diria que:

O que nos salvou como espécie foi a nossa capacidade de:

Ter Vieses Genéticos Inovadores que vêm para a sociedade para questionar o status quo;
Que têm mais facilidade de operar com a sua Mente Secundária, tanto a Mais Organizativa quanto a Mais Criativa.

Uma pessoa com o Viés Genético Mais Disruptivo consegue ter uma capacidade abstrativa maior.

O que isso significa?

Vejamos a diferença básica e estrutural entre os dois Vieses Genéticos Inovadores:

Uma pessoa com o Viés Genético Mais Disruptivo acredita menos nos seus Paradigmas Mais Estruturais. Não compra a ideia de que eles são a sua identidade, por isso, conseguem questioná-la com mais facilidade;
Uma pessoa com o Viés Genético Mais Incremental acredita mais nos seus Paradigmas Mais Estruturais. Compra a ideia de que eles são a sua identidade, por isso, não conseguem questioná-la com mais facilidade.

E aqui temos algo interessante que bate bem com nossa análise de futuro:

“Embora o pensamento flexível não seja um talento recente na espécie humana, as exigências desse momento da história o trouxeram da retaguarda para a vanguarda, transformando – o numa aptidão importante mesmo em questões rotineiras da nossa vida pessoal e profissional.”

Ou seja, a Mente Secundária Mais Criativa precisa ser mais desenvolvida pelo Sapiens 2.0.

Vejamos algumas regras sobre Mente Secundária Mais Criativa e Topologia de Poder:

Sociedades mais centralizadas tendem a inibir a a Mente Secundária Mais Criativa, já que a inovação se verticaliza;
Sociedades mais descentralizadas tendem a incentivar a Mente Secundária Mais Criativa, já que a inovação se horizontaliza.

O Sapiens 2.0 terá que desenvolver mais a sua Mente Secundária Mais Criativa, mas na seguinte escala se compararmos ao passado:

Incrementadores terão que ser mais criativos;
Disruptores – que já são mais criativos – terão que ser ainda mais.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais popularizam o uso da Mente Secundária Mais Criativa, pois temos um aumento da quantidade de mudanças na sociedade.

De tempos em tempos, o Sapiens precisa dar um upgrade popularizando em larga escala a Mente Secundária Mais Criativa.

Diz ele:

“Não mais uma ferramenta específica de gente que soluciona problemas científicos, inventores e artistas, agora o talento para o pensamento flexível é um importante fator no desenvolvimento de qualquer um.”

Nem tanto mar e nem tanto a terra.

Disruptores e Incrementadores continuarão exercendo seu papel – o que muda é a taxa de criatividade de ambos que sobe com a Civilização 2.0.

Ele volta a falar do novo cenário:

“(…) devemos nos adaptar, pois nossos ambientes físico, social e intelectual estão mudando num ritmo sem paralelo.”

Sim, quanto mais mudanças tivermos no ambiente, mais a nossa Mente Secundária precisará ser musculada, principalmente a Mais Criativa!

Detalha ainda assim o novo cenário:

“Mais que nunca a sociedade concede recompensas aos que se sentem confortáveis com a mudança, e castiga os que não se sentem, pois o que costumava ser um território seguro de estabilidade agora se torna um perigoso campo minado de estagnação.”

Fazer Pilates constantemente na Mente Secundária é, cada vez mais, uma questão de sobrevivência!

Aqui, temos uma explicação melhor sobre o Viés Genético dos Disruptores:

“O gene DRD4 vem em variantes chamadas DRD4 – 2R , DRD4 – 3R etc. Todo mundo tem alguma modalidade desse gene, mas assim como a altura e a cor dos olhos variam, também varia o grau de busca pelo novo atribuído a essas diferentes formas.” // “Algumas versões do gene , como a variante DRD4 – 7R , conferem às pessoas especificamente uma alta tendência a explorar.”

Isso explica o gosto por desafio dos Disruptores:

“Como resultado, elas (que têm um Viés Genético Mais Disruptor) exigem mais dopamina para se entusiasmar com a vida cotidiana do que as que têm outras variantes, e precisam de um nível mais alto de estímulo para chegar a um nível satisfatório.”

E quando vamos procurar detalhar o perfil de alguém é preciso, segundo ele:

“O componente genético é apenas um dos fatores numa equação que deve também incluir a história de vida da pessoa e as circunstâncias correntes.”

Dentro do ponto de vista Bimodal, diria que para traçar um perfil de alguém, visando apoio no uso do Guia, é preciso:

Situar o contexto civilizacional (renascente, consolidante ou de crise) e como a pessoa está situada neste contexto (local em que vive ou trabalha);
Identificar os fatores do ambiente que a pessoa vive ou viveu: região, país e, às vezes, o bairro, incluindo o Viés Genético Demográfico;
O tipo de Formatação Básica Obrigatória que a pessoa passou em casa e na escola;
O Viés Genético, conforme a demanda da pesquisa, no caso da inovação, o Viés Genético Inovador.

Entramos agora em um campo interessante que é a influência do Ambiente de Sobrevivência e os Genes:

“E uma notícia melhor ainda para nós e a nossa espécie é que não só nossos genes nos ajudam a lidar com a nova sociedade , mas a sociedade também nos ajuda a moldar nossos genes.”

Segundo Mlodinow, os tipos de genes produzidos variam conforme mudanças no Ambiente de Sobrevivência, na epigenética :

“Nossas características dependem também da “epigenética” – a maneira como as células modificam o nosso DNA genômico e as proteínas intimamente ligadas a esse DNA para ligar ou desligar genes em resposta a circunstâncias externas.” //”Estamos apenas começando a entender como isso funciona , mas as mudanças epigenéticas podem resultar de nossos hábitos ou comportamentos , e também ser transmitidas.”

Conforme ele sugere, a chegada da Civilização 2.0 nos permite produzir mais Viéses Genéticos, que favorecem a criatividade!

“Se isso for verdade, as transformações na sociedade que favorecem a maior aptidão para lidar com o novo talvez acabem causando mudanças adaptativas na nossa espécie.”

Mudanças na Epigenética, por exemplo, podem explicar a facilidade que crianças têm no uso dos equipamentos digitais, por exemplo, e tantas outras alterações de forma de ser das gerações mais novas.

Mlodinow fala do papel dos Disruptores na sociedade:

“Os psicólogos têm um termo para pessoas na ponta mais extrema do espectro dos que procuram o novo. Eles os chamam de “caçadores de sensações”. // “a chance de sobrevivência da população como um todo pode ser aumentada pela presença desses“ pioneiros”, pois o grupo se beneficia de novas descobertas e novos recursos feitos por eles.”

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Tio Chatinho:

O texto apresenta a metodologia adotada pelo autor após sua Décima Primeira Imersão, que consiste na leitura de um livro por semana, bimodalizando-o durante quatro dias e fechando os aprendizados no último artigo da semana. O autor compartilha sua experiência com o livro “Decifrar Pessoas” de Jo-ellan Dimitrius, destacando sua utilidade para melhorar o princípio estrutural interpessoal do foquismo. Além disso, discute a importância de conhecer e escolher melhor as pessoas com quem nos relacionamos, enfatizando a necessidade de objetividade e consciência das próprias necessidades. Posteriormente, o texto menciona o livro “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow, destacando a demanda por um novo tipo de pensamento flexível na era atual, caracterizada pela abundância de informações.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Quanto mais escolhas temos, mais e mais precisamos definir para onde queremos ir.
  2. Quanto mais importante e permanente for a pessoa nas nossas vidas, mais tempo você terá que levar escolhendo.
  3. Me diga como você escolhe quem te cerca e te direi a qualidade de vida que você anda levando.
  4. Lide melhor com a sua carência para que possa fazer escolhas melhores.
  5. Tome consciência das suas necessidades despercebidas para que possa tomar decisões melhores.
  6. Tome mil cafés antes de sair beijando alguém que você conheceu num site de aplicativo de namoros.
  7. Se eu não tivesse esse objeto que achei na gaveta, eu o compraria hoje em dia? Caso não, joga fora!
  8. A melhor arma para termos uma vida melhor é estar o tempo todo aprendendo sobre nós mesmos, por isso papos com pessoas legais e um Diário de Bordo ajudam bastante.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

““Se você não sabe para onde está indo, provavelmente vai acabar em outro lugar.” – Laurence Peter.

A partir da Décima Primeira Imersão resolvi adotar a seguinte Metodologia de Produção de Conteúdo Semanal:

Faço a leitura de um determinado livro, seguindo determinadas metodologias de leitura;
Bimodalizo o livro durante quatro dias;
E fecho os aprendizados da leitura no último artigo da semana.

Nem sempre o livro que começo a ler, preenche conteúdos para os quatro dias e, quando eu percebo isso, paro e pego outro.

Dizia que o meu “galo leitor” não cantou com o livro e isso quer dizer: “Não, não consigo comentar este livro durante quatro dias.”

Comecei, por exemplo, com o livro “Decifrar Pessoas” de Jo-ellan Dimitrius.

Demitrius é uma escolhedora de júri de tribunais. Se especializou em conhecer pessoas para exercer a sua função. Confessa – de forma honesta – que não estava usando a sua habilidade na sua vida pessoal. E o seu livro é uma tentativa de ajudar as pessoas a conhecer melhor os outros e fazer escolhas adequadas.

O livro, entretanto, se aprofunda demais no tema e acaba sendo útil para quem faz escolhas – tal como selecionadores de recursos humanos.

No caso da Bimodais, ele nos ajuda a melhorar nosso Princípio Estrutural Interpessoal do Foquismo no item “Se Relacione com Pessoas Mais Saudáveis”.

Diz ela:

“A qualidade de sua vida irá depender em grande medida da qualidade de suas decisões a respeito das pessoas, não importa com que você interaja, não importa onde ou quando essa interação aconteça.”

Sim, no item do Foquismo Interpessoal “Se Relacione com Pessoas Mais Saudáveis”.

É preciso desenvolver um radar para separar quem mais nos faz bem de quem mais nos faz mal.

A grande dica de Dimitrius:

“Sabe o que você está procurando. A uma boa chance de se desapontar, a menos que saiba o que deseja da outra pessoa.”

Na verdade, paramos para pensar pouco quando vamos nos relacionar e ela sugere que (usando os conceitos Bimodais) que se use mais a Mente Secundária ao escolher pessoas para girar em torno de nós.

Treine a ser objetivo. A objetividade essencial para decifrar as pessoas, mas é a habilidade que temos mais dificuldade em desenvolver, dentre estas sete.

Diz ela:

“As respostas rápidas quase sempre estão erradas,”

Ela sugere que:

Quanto mais importante e permanente for a pessoa nas nossas vidas, mais tempo você terá que levar escolhendo.

E avisa:

“Se não estivermos consciente de nossas próprias necessidades e não decidirmos o que queremos de um amigo, de um patrão ou de um profissional pago, não será justo culpá-los por nos desapontar.”

Quem escolhe mal, não pode depois reclamar das consequências daquela escolha.

Me diga como você escolhe quem te cerca e te direi a qualidade de vida que você anda levando.

Diz ela:
“Uma vez que sabe o que está procurando, você terá mais chance de reconhecer quando encontrar.”

Ela tem uma série de dicas que vale levar para nosso Foquismo Interpessoal na escolha de pessoas:

“Quanto mais importante por uma decisão em sua vida mais difícil será permanecer objetivo.”

As emoções tendem a perturbar a Mente Secundária, por isso é importante desenvolver metodologias para reduzir a possibilidade de tomar decisões equivocadas.

Frases top (com alguns comentários meus):

“Não faça compras quando estiver faminto.” // “Como adultos, continuamos a tomar decisões erradas sobre as pessoas por causa da carência.”

Ou seja:

Lide melhor com a sua carência para que possa fazer escolhas melhores.

“Não deixe que suas necessidades despercebidas governe o seu dia, quer você esteja colhendo escolhendo o jantar ou uma esposa.”

Ou seja:

Tome consciência das suas necessidades despercebidas para que possa tomar decisões melhores.

“Na dúvida, é melhor encontrar uma solução temporária e só depois decidir sobre uma solução permanente. Elas podem ser mais caras ou inconvenientes a curto prazo, mas lhe darão tempo Extra necessário para que você possa fazer uma escolha sábia a respeito de sua seleção a longo prazo.”

Ou seja:

Tome mil cafés antes de sair beijando alguém que você conheceu num site de aplicativo de namoros.

“Quanto mais importante é a decisão mais difícil é ser objetivo.”

Por isso, é relevante ter um Diário de Bordo, pois vai musculando a Mente Secundária para que nos ajude a decidir melhor.

“A melhor arma contra o medo é o conhecimento.”

A melhor arma para termos uma vida melhor é estar o tempo todo aprendendo sobre nós mesmos, por isso papos com pessoas legais e um Diário de Bordo ajudam bastante.

“Você obtém conhecimento sobre si mesmo e suas motivações, quando faz uma lista de medos.”

Sim, Diário de Bordo, neles!

“Se uma decisão não for terrivelmente importante, você pode optar pelo caminho mais fácil ao julgar alguém, simplesmente para economizar tempo. Mas sempre que essa conclusão for crítica para o seu sucesso pessoal ou profissional o pensamento por atalho simplesmente não é o suficiente.”

Quanto mais relevante é uma decisão, mais tempo você precisa ganhar – quando for possível.

“Se estiver questionando o seu relacionamento romântico atual é certo para você se perguntar o seguinte: Se eu fosse solteiro e encontrasse alguém exatamente igual a esta pessoa com quem estou envolvido atualmente, iria desejar um relacionamento com ela ou preferia continuar procurando?” // “Alguns anos experimentei este exercício pois estava insatisfeito com a minha secretária. Eu me perguntei se a contrataria se precisasse de uma secretária se ela se candidatasse. E tive de responder com um sonoro não. Por mais tempos que pareça, precisei desse exercício para me ajudar a tomar a decisão correta.”

Aqui, temos algo importante.

Vou chamar de Ritual da Inversão.

Para tomar uma decisão, inverta a decisão para tirar o apego na relação com alguém ou com alguma coisa. Isso vale para se separar de alguém ou jogar fora algo em casa.

Se eu não tivesse esse objeto que achei na gaveta, eu o compraria hoje em dia? Caso não, joga fora!

Qual a possibilidade de usá-lo nos próximos seis meses? Vale guardar para um uso tão pequeno ou mesmo inexistente?

“Algumas vezes, adiamos decisões porque nos enganamos, acreditando que a pessoa que nos desapontou irá mudar.”

Aqui temos o efeito do Apego pela Proximidade.

Pessoas e objetos passam a fazer parte das nossas vidas e, conforme o tempo de convívio, cada vez mais, passamos a ter dificuldade de saber se estão nos fazendo mais mal do que bem ou mais bem do que mal.

Por isso, Dimitrius sugere tanto não se aproximar, antes de ter certeza, pois ela quer evitar que tenhamos o problema do Apego Pela Proximidade.

“Depois de observar milhares de pessoas tomando decisões, aprendi que é muito mais fácil mudar o modo como você pensa sobre uma pessoa do que mudar o modo como uma pessoa pensa.”

Aqui, temos uma outra característica do Apego Pela Proximidade com Pessoas. Criamos a ilusão de que determinadas características vão mudar com o tempo.

E se cria uma ilusão do tipo, eu não gosto disso e daquilo, isso me faz mal, mas ela vai mudar com o tempo. Será?

“Se eu estiver decidindo se devo ou não entrar no relacionamento mais íntimo com alguém, precisarei colocar muito mais energia para determinar quais são as minhas necessidades e considerar cuidadosamente toda a informação disponível sobre essa pessoa.”

O objetivo: evitar criar o Apego Pela Proximidade com Pessoas.

“É difícil enxergar a verdade, principalmente quando não queremos vê-la.”

Diria que temos uma extrema necessidade obrigatória de automatizar várias partes das nossas vidas.

Uma vida melhor é aquela que:

Conseguimos estar o tempo todo revendo nossos automatismos;
Avaliando aqueles que precisam ser alterados daqueles que não precisam;
Reduzindo, assim, o Apego pela Proximidade.

Por isso, acho tão importante o Ritual Rivotril de “Já se desfez, doou ou repassou algo hoje?”

Coloque na agenda para que todo dia isso esteja presente. Isso tem um ótimo efeito que vai combater o Apego Pela Proximidade com Objetos.

Ainda com efeitos colaterais no Apego Pela Proximidade com Pessoas e na revisão necessária e permanente do nosso Piloto Automático – aquelas atividades que obrigatoriamente colocamos para serem automatizadas e nos ajudam a viver melhor, desde que sempre estejam em processo contínuo e progressivo de revisão.

“Os quatro estados emocionais que nos fazem perder a objetividade: compromisso emocional, carência, medo e defesa.”

Diria que quando temos que decidir algo, é preciso nos desemocionar, através da metodologia do Diário de Bordo.

Vamos definir uma parte do Diário de Bordo específica para as decisões.

Diário de Bordo das Decisões (é mais um que entra para a lista, que se soma ao Profissional, Pessoal e o das Crises):

O que eu preciso ao decidir isso no curto, médio e longo prazo?
Quais são as escolhas que tenho?
Qual a vantagem ou desvantagem de cada uma delas?
Quais são as emoções que podem estar me atrapalhando nessa decisão e como minimizá-las?
Tenho todos os dados disponíveis ou preciso coletar mais?
Na relação tempo/decisão qual a melhor escolha?
E que ressalvas são possíveis de serem feitas, caso escolha aquela opção?

Feito isso, entremos no livro “Elástico: como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow.

Mlodinow é um autor da Inovação Pessoal Emocional que opta por aliar histórias e pesquisas. Conta uma história (não dele) e apresenta pesquisas para reforçar.

É um livro mais focado para nerds (especialistas) do que para dummies (público em geral).

Diria que Mlodinow não é um Conceituador de Excelência, pois não organiza bem os conceitos, criando dicotomias que mais atrapalham do que ajudam.

Porém, o livro reforça várias Hipóteses Dedutivas que temos tido na Bimodais.

O livro aparece, como o da Dimitrius, pois no meu projeto do Ritual Rivotril ( “Já se desfez, doou ou repassou algo hoje?”) tenho selecionados meus livros na estante que quero me desfazer.

No caso da Dimitrius, não comprei a versão digital, pois achei que só a parte inicial valia à pena. No caso do Mlodinow, comprei, pois acho que vamos tirar mais coisas dele.

Os livros impressos que tirei da minha estante, vou passar adiante.

Mlodinow percebe, de forma Percepcionista e não Padronista, a atual mudança de cenário do novo século e a demanda por um novo tipo de pensamento, que ora ele chama de elástico, ora de flexível.

Destaca o aumento da quantidade de informação que o Sapiens 2.0 (conceito nosso) tem consumido:

“Precisamos enfrentar desafios intelectuais análogos na nossa vida cotidiana. Em média, consumimos hoje o surpreendente total de 100 mil palavras de novas informações por dia de diversas mídias – o equivalente a um livro de trezentas páginas. Isso comparado a algo em torno de 28 mil palavras algumas décadas atrás.”

Assim, o Sapiens 2.0 precisa, obrigatoriamente, aprender a filtrar de uma forma nova a informação.

Mais informação significa mais possibilidade de escolhas, não só do que iremos consumir de conteúdo, mas nas diferentes áreas das nossas vidas.

Temos dito:

Quanto mais escolhas temos, mais e mais precisamos definir para onde queremos ir.

Diz ele:

“As novas exigências sobre como devemos pensar para viver nessa era turbulenta.”

Mlodinow, assim, percebe, de forma Percepcionista, que há uma demanda de uma mudança na forma de pensar.

Marshall McLuhan, de forma mais Padronista, já deixava claro que “Mudou a mídia, mudou a mente.”.

McLuhan deixava claro que era uma mudança involuntária, pois ver televisão modifica a mente, independente da vontade da pessoa.

Dizia Tio Marshall:

“Não importa o canal de televisão que você assiste, a tevê altera a sua cabeça.”

Mlodinow, entretanto, não leu McLuhan e fala de um outro tipo de mudança. Comparemos:

McLuhan – mudança na plástica cerebral, involuntária;
Mlodinow – mudança na forma de pensar, voluntária para que se possa competir no novo ambiente.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Resumo feito pelo Chatinho:

O aprendizado destacado nesta semana enfatiza a importância da leitura dentro da rotina, ressaltando que nem toda leitura é igualmente vantajosa. Aquela que contribui para o desenvolvimento de uma Narrativa Pessoal e Profissional é particularmente benéfica. A leitura ativa, que complementa essa narrativa, é preferível à leitura passiva, que tende a ser esquecida rapidamente. A prática do Cadernismo, que envolve registrar a narrativa pessoal e profissional, torna a leitura mais consciente. Os “Princípios Estruturais Intrapessoais” são ressaltados como atitudes positivas em relação a si mesmo, enquanto os “Interpessoais” orientam as interações com os outros. A Psicologia 2.0 visa democratizar o acesso ao aconselhamento emocional, com ênfase em guias de felicidade. O autoconhecimento é valorizado como meio de buscar uma vida mais próspera e feliz, destacando a importância da autonomia. Além disso, são discutidos temas como padrões versus percepções, sofrimento e projetos motivadores de longo prazo. A Metavida encoraja uma perspectiva externa para uma compreensão mais profunda da própria vida.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Olhe para a sua vida de fora para estar cada vez mais por dentro!
  2. Sócrates dizia que “sei que nada sei.” Mas isso é uma fantasia. Eu sempre sei de algo para embasar minhas decisões.
  3. Uma vida melhor exige criar condições para que as Torneiras das Emoções despejem emoções mais positivas do que negativas na nossa pia.
  4. Numa Leitura Mais Proativa eu não leio para me informar, mas leio para confrontar o autor com as minhas Certezas Provisórias Razoáveis da minha Narrativa Pessoal e Profissional.
  5. Psicologia 2.0: a passagem do divã de nicho para o divã de massa.
  6. Os Guias de Felicidade serão os divisores de águas na Psicologia 2.0.
  7. A base da Psicologia 2.0 é o incentivo da autonomia e não de dependência das pessoas dos seus terapeutas – como é muito comum hoje em dia.
  8. Na Psicologia 2.0, vamos sair do autoconhecimento pelo autoconhecimento, mas o autoconhecimento para procurar uma vida mais próspera e feliz.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Aquele cuja vida tem um porquê, pode suportar quase todos os comos.”Nietzsche.

Resumo do que foi top em termos de aprendizado nos artigos ao longo da semana 11.4.3.

Fica evidente que quem coloca a leitura na sua rotina, tem uma vantagem na vida.

Porém, não é qualquer tipo de leitura que gera mais vantagem.

Quem lê e desenvolve uma Narrativa Pessoal e Profissional, leva vantagem e vice-versa.

Vejamos a regra da leitura:

Quando temos, de forma mais consciente, uma Narrativa Pessoal e Profissional, a leitura é algo que vai complementar uma base que já existe;
Quando NÃO temos, de forma mais consciente, uma Narrativa Pessoal e Profissional, a leitura é algo que vai virar mais um filme do Netflix – você lê hoje e não lembra mais do livro depois de amanhã.

Sócrates dizia que “sei que nada sei.” Mas isso é uma fantasia. Eu sempre sei de algo para embasar minhas decisões.

Uma Leitura Mais Passiva é aquela meio Socrática em que eu leio como se fosse um papel em branco – já que nada sei.

Uma vida melhor é aquela que eu vou, aos poucos, desenvolvendo de forma consciente e proativa minha Narrativa Pessoal e Profissional.

Numa Leitura Mais Proativa eu não leio para me informar, mas leio para confrontar o autor com as minhas Certezas Provisórias Razoáveis da minha Narrativa Pessoal e Profissional

A Narrativa Pessoal e Profissional reúne os erros e acertos que cometemos na vida, os aprendizados e os mandamentos que vamos criando.

Quando eu leio algo, de forma Proativa, sempre estou comparando o que diz o autor com as minhas Certezas Provisórias Razoáveis.

Quando temos o hábito de redigir na prática do Cadernismo a nossa Narrativa Pessoal e Profissional, a leitura se torna mais consciente e podemos perceber em relação a cada livro:

O que agrega de novo?
O que reforça o que já sabíamos?
O que não concordamos e passamos a pensar melhor?
O que nos inspira e oxigena, nos permitindo ter insights novos?

Quando praticamos o Princípio Estrutural Intrapessoal do Cadernismo, podemos incorporar o autor à nossa Narrativa Pessoal e Profissional.

Quando não praticamos o Cadernismo e não temos de forma mais consciente uma Narrativa Pessoal e Profissional, tudo que entra hoje tende a sair muito rápido amanhã.

Definimos, assim, os dois tipos de leitura que podemos praticar:

A Leitura Mais Ativa – aquela que reforça o Cadernismo, num processo de melhoria continuada da Narrativa Pessoal e Profissional;
A Leitura Mais Passiva – aquela que não tem o Cadernismo, não visa reforçar a nossa Narrativa Profissional e Pessoal.

Nessa linha, esta semana aprimoramos – e estamos chamando cada vez mais assim – “os Princípios Estruturais Intrapessoal”, que são as melhores atitudes que passo a ter comigo mesmo. Os Princípios Estruturais Interpessoais são aqueles que estabelecem um norte da minha relação com os outros.

Amadurecemos que o Cadernismo Mais Forte deve conter os seguintes Diários de Bordo:

Profissional;
Pessoal;
Das Crises.

O ideal é que o conteúdo dos que for melhor nos Diários de Bordo Profissional e o Pessoal sejam publicados na Internet.

No caso do Diário de Bordo da Crise tem algo interessante que apareceu esta semana.

O objetivo do Diário de Bordo da Crise é transformar um limão (a crise) em uma limonada (ações saudáveis para lidar melhor com ela).

Surge assim:

O Case de Sucesso de Superação de Crise – quando chegamos a uma limonada e superamos bem determinada crise limão, através de novos aprendizados e mandamentos.

O que vale contar para os outros?

Quando o limão vira uma limonada temos um Case de Sucesso de Superação de Crise, com a criação de algum mandamento, que vale espalhar para os outros.

E isso é um motivo de Orgulho Saudável e vale ser compartilhado para ajudar outras pessoas que podem se inspirar para superar algo parecido.

Desenvolvemos melhor a classificação dos autores da Inovação Pessoal Emocional, incluindo os Classicistas – que é o caso do Jordan Peterson.

Falamos de Virtude e vida virtuosa.

No nosso entender:

Virtude é a capacidade consciente que temos de escolher Princípios Estruturais Fortes.

Vejamos a frase que surge a partir disso:

Minha principal virtude é ter escolhido princípios que têm me guiado na direção de uma vida mais plena.

A virtude, assim, é feita de escolhas que fazemos que podem nos ajudar a ter vidas melhores ou piores.

Arriscamos falar que os Disruptivos ocupam 20% dos Sapiens, divididos entre os mais disruptivos (5%) e os menos (15%).

Isso é uma Hipótese Dedutiva que precisa ser validada. Tenho visto essa divisão ao longo da minha carreira, mas é apenas isso: uma hipótese que precisa ser validada, via pesquisas.

Muito inspirado pelo Peterson, falamos muito de ordem e desordem, ordem e caos.

E temos que falar nesse contexto da eterna briga entre:

Percepções que temos na vida, que não se baseiam em padrões, que têm tudo para nos levar a decisões piores;
Padrões que são baseados em recorrências históricas, que têm tudo para nos levar a decisões melhores.

De maneira geral, as pessoas tendem a usar mais as percepções do que os padrões.

Me mostre uma pessoa muito percepcionista e pouco padronista e te apontarei alguém que tem muito mais chance de ser surpreendida pelos fatos.

Os padrões nos permitem tomar decisões melhores e ver com mais clareza as tendências futuras.

Diria mais.

Uma sociedade mais centralizada, tenderá a operar mais com percepções do que com padrões, pois a Mente Secundária das pessoas serão menos acionadas.

Padrões exigem um trabalho maior de abstração e de uso da Mente Secundária, que ocorre com mais facilidade em sociedades mais descentralizadas.

Avançamos ao apontar as macrotendências da Psicologia 2.0, que tem como missão colocar milhões de pessoas nos “divãs”.

Eis a frase que surgiu num áudio:

Psicologia 2.0: a passagem do divã de nicho para o divã de massa.

Isso será feito com uma mudança grande na maneira de pensar o problema, através da disseminação e Guias de Felicidade, IAs (máquinas que aprendem e decidem com o uso).

Qual a grande novidade?

Os futuros Inovadores Pessoais Emocionais (ex-psicólogos e ex-coachings) abraçarão Guias de Felicidade e não mais Escolas de Conceituadores como Freud e Jung.

Melhor dizendo.

Os Guias de Felicidade serão o divisor de águas na Psicologia 2.0.

O objetivo da Inovação Pessoal Emocional 2.0 é de que as pessoas consigam utilizar estes guias de forma autônoma.

Este será o grande objetivo da Inovação Pessoal Emocional 2.0 estimular que as pessoas abracem Princípios Estruturais Mais Fortes para viver melhor.

Quando isso não for possível e nem as IAs da Inovação Pessoal Emocional derem conta do recado, haverá o trabalho dos Profissionais da Inovação Pessoal Emocional Pósventivos.

Porém, a ideia, seguindo um pouco a linha do Seligman, será:

Na Psicologia 2.0 não haverá o incentivo do se autoconhecer por se autoconhecer, mas sugestões para que se possa abraçar os Guias de Felicidade com mais facilidade.

A base da Psicologia 2.0 é o incentivo da autonomia e não de dependência das pessoas dos seus terapeutas – como é muito comum hoje em dia.

Na Psicologia 2.0, vamos sair do autoconhecimento pelo autoconhecimento, mas o autoconhecimento para procurar uma vida mais próspera e feliz.

Dissemos mais.

Com as IAs da Inovação Pessoal Emocional teremos um novo campo completamente novo de relacionar problemas emocionais de todos os tipos com:

Viés Genético;
Formatação Básica Obrigatória;
Idade;
Região em que nasceu e vive.

Seremos surpreendidos com o que vai sair daí.

Falamos também da necessidade da Rotina, mas não a do Carrossel (de baixa criatividade e repetitiva), mas a Em Espiral (de alta criatividade e inovadora).

Caiu a ficha que teremos que ter duas etapas no GFB 2.0, vou brincar com isso:

O GFB para Dummies – com conceitos de sala sem grande aprofundamento, apenas dicas para se viver melhor;
O GFB para Nerds – com conceitos de cozinha e maior aproveitamento para quem quer ajudar os outros a viver melhor – Mentores da Felicidade.

Outra novidade é a inclusão dos médicos como Profissionais da Inovação Pessoal, ficando a nova área assim dividida:

Profissionais da Inovação Pessoal Corporais – médicos;
Profissionais da Inovação Pessoal Emocionais – psicólogos e coachings.

Não há possibilidade de pensar na Inovação Pessoal se não houver o entrosamento entre a dupla de vôlei emoção e corpo.

Outro ponto é a percepção da visão mais mainstream da felicidade muito relativista.

As pessoas quando falamos em projetos de felicidade logo dizem: “cada um tem a sua e fim de papo.”

É como se no caso da Visão Mais Relativista da Felicidade:

Não há a necessidade de um projeto geral mais pensado;
Que este projeto mais pensando tem algo que é comum a todos os Sapiens;
E que deve existir, no mesmo projeto, o espaço para as particularidades.

Criamos ainda o conceito dos Paradigmas Estruturais (e não existenciais) como saiu nos artigos.

São formas de pensar a sociedade, o Sapiens e a Felicidade que são fundamentais para depois se falar dos Princípios Estruturais e nas Métricas dos Guias.

Surgiu o conceito “Torneira das Emoções”.

Um conceito de sala que deseja reforçar a falta de controle que temos sobre nossas emoções, que estão fortemente ligadas à químicas específicas.

O que fazemos para termos uma vida melhor?

Uma vida melhor exige criar condições para que as Torneiras das Emoções despejem emoções mais positivas do que negativas na nossa pia.

Haverá sempre as duas torneiras (positiva e negativa), mas o mais importante é que as negativas não sejam maiores do que as positivas.

Falamos ainda – inspirados pelo Peterson – de sofrimento.

Concordamos com ele – e com o Mark Manson também – de que sofrimento faz parte da vida humana, mas não podemos chamar tudo de sofrimento, desde torcer o pé e termos medo de morrer.

Por isso, dividimos em dois os sofrimentos:

O Sofrimento Conjuntural – que é torcer o pé;
O Sofrimento Estrutural – nossa relação com a finitude nossa e dos mais próximos.

Cada um destes sofrimentos demanda um tipo de Princípio Estrutural específico.

Já no artigo de quinta, quando fechamos o Peterson, tivemos um ganho interessante ao dividir da IPEP (Inovação Pessoal Emocional Preventiva) em duas:

Do ponto de vista das pessoas – o desenvolvimento de guias de quem já nasceu e diversos tipos de tratamentos, conforme o tamanho do problema emocional;
Do ponto de vista da sociedade – o desenvolvimento de guias para evitar determinadas condições de nascimento e de educação que podem gerar os tais problemas emocionais mais graves e profundos.

Outro ponto positivo foi o surgimento do conceito Projetos Motivadores de Longo Prazo, que servem como um escudo para as paixões negativas de curto.

O Ritual Rivotril: tá andante, procure sempre olhar para o horizonte!

Por fim, para fechar a ideia da Metavida, que se resume a:

Olhe para a sua vida de fora para estar cada vez mais por dentro!

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.” – Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.” – Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

Nepô continua sua análise do livro “12 Regras para a Vida” de Jordan Peterson, sugerindo uma divisão em duas partes para torná-lo mais acessível: uma voltada para leigos e outra para profissionais de inovação pessoal emocional. Destaca a importância da formatação básica obrigatória das crianças e a responsabilidade dos pais nesse processo, desde a decisão de tê-las até a educação. Explora conceitos como longoprazismo, disciplinismo e a importância de rotinas saudáveis, incentivando a prática do foco e afastamento do que é tóxico. Aborda a consciência e a prática da metavida para melhorar a qualidade de vida, destacando a necessidade de buscar o que é significativo em vez do que é conveniente.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Ensine seus filhos a serem empreendedores e não dependentes eternos de uma mesada – seja ela objetiva ou subjetiva.
  2. Peterson, lá pelas tantas, pergunta: você diz que ama seus filhos, mas eles se sentem amados?
  3. Uma vida com qualidade mais baixa é aquela que praticamos pouco a Metavida.
  4. Saia do campo da preocupação e entre no da atuação.
  5. A melhor forma para conseguir dizer não para as paixões negativas de curto, é termos projetos motivadores que tenham metas de longo prazo.
  6. Uma boa educação é aquela que prepara a pessoa para enfrentar os desafios que a vida lhe reserva e vice-versa.
  7. Me diga seus Princípios Estruturais e eu te direi quem és.
  8. Você pode Zecapadogar à vontade, mas não me venha reclamar que bateu num poste!

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“xxx”xxx.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto explora a continuação da análise do livro “12 Regras para a Vida” de Jordan Peterson, destacando a abordagem do autor em resgatar valores antigos para a atualidade. Nepô classifica os autores da Inovação Pessoal Emocional em termos de didática e conteúdo, destacando Peterson como mais classicista e menos didático. Destaca que Peterson, aborda de alguma forma o Viés Genético Inovador, aproveita para detalhar a mudança na sociedade com a chegada da Civilização 2.0, ressaltando a importância dos padrões de sobrevivência. Discute a influência das mídias na sociedade e a necessidade de adaptação aos novos modelos de comando e controle. Aborda temas como felicidade, disciplina e longoprazismo, ressaltando a importância do ambiente para a produção de substâncias químicas internas que influenciam o bem-estar de cada pessoa. Destaca a consciência como a capacidade de reflexão sobre si mesmo e a prática da “Metavida” como essencial para o desenvolvimento pessoal.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Quem vê padrão, enxerga mais longe. Quem vê apenas percepções, enxerga apenas o mais perto.
  2. O que chamamos de “realidade” pode ser entendida pela batalha de todos os seres vivos para se manterem vivos.
  3. Nossa tendência é acreditar que muito do que nos cerca é imutável.
  4. Nossas certezas muitas vezes não estão nos padrões, mas nas percepções.
  5. Quando se tem apenas percepções e não padrões, olhamos apenas para o dedo que aponta para a lua e nunca para a lua.
  6. O principal problema que vivemos hoje diante do Mundo Digital é a não compreensão do papel das mídias na sociedade como elemento disruptor de novas civilizações.
  7. Mudou a mídia, mudou o modelo de Comando e Controle de todas as sociedades que passam a usá-la.
  8. Eis a regra dos projetos de felicidade: químicas internas melhores, vidas melhores.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

”O que nos causa problemas não é o que não sabemos. É o que temos certeza que sabemos e que, ao final, não é verdade.”Mark Twain.

Permitam um primeiro Parênteses dos Escritos.

Falemos do Cadernismo (conceito de cozinha) um dos Princípios Intrapessoal Estrutural do nosso GFB 2.0.

Cadernismo é a prática regular – se possível todos os dias – de ter um Diário de Bordo para o registro com três possibilidades de reflexões:

Sobre os erros e acertos da atividade profissional, que envolve teorias e metodologias;
Sobre os erros e acertos na aplicação de teorias e metodologias de Guias de Felicidade na nossa vida pessoal;
E anotações em momentos de crise, quando precisamos entender e agir diante dela.

O ideal é que o Diário de Bordo – com exceção das anotações sobre as crises – seja publicado para mais gente na Internet.

A publicação aumenta a responsabilidade da narrativa e permite a troca e o aprendizado, a partir da interação com mais gente.

No caso da crise, vale compartilhar apenas quando transformamos algum limão em limonada e aquilo gera um case interessante de aprendizado da vida.

Permitam um segundo Parênteses dos Escritos.

O atual artigo é um bom exemplo de como é bom criar a seguinte rotina na melhoria da sua Narrativa Profissional:

Escolha um bom livro e autor para ler;
Escreva sobre vários detalhes do livro;
Deixe o seu Eu Criativo criar as digressões que ele achar melhor;
E terá um bom upgrade na sua Narrativa Profissional.

Voltemos ao Peterson.

Vamos continuar a Bimodalizar o livro “12 Regras para a Vida: Um antídoto para o caos” do canadense Jordan Peterson.

Este é o terceiro artigo.

O principal objetivo de Peterson com o seu livro das 12 regras é resgatar valores antigos e clássicos e trazê-los de novo para uso na atualidade.

Classificamos – com a sequência de leituras – os autores da Inovação Pessoal Emocional da seguinte maneira, do ponto de vista da forma:

Mais Didáticos e Menos Prolixos;
Menos Didáticos e Mais Prolixos.

Do ponto de vista do conteúdo, quando sugerem Princípios Estruturais, da seguinte maneira:

Autobiográficos – através das histórias da sua própria vida;
Contadores de Histórias – através das histórias de vida mais de terceiros do que deles;
Classicistas – através do resgate de Conceituadores Clássicos;
Sintetizadores – através da leitura dos outros Conceituadores da Inovação Pessoal Emocional (que é o que nós temos feito).

Peterson é um autor da Inovação Pessoal Emocional Mais Classicista Menos Didático e Mais Prolixo.

Falemos do Viés Genético Inovador.

Peterson chega a tocar, um pouco, na questão do Viés Genético Inovador (algo que temos defendido), ao afirmar que:

“A maioria dos artigos científicos é escrita por um grupo pequeno de cientistas. Uma pequena proporção de músicos produz quase todas as músicas comerciais gravadas.”

Temos defendido – dentro de uma Hipótese Dedutiva a partir de observações pessoal – a ideia de que a sociedade humana é dividida da seguinte maneira do ponto de vista do Viés Genético Inovador:

80% – das pessoas são mais incrementais;
15% – têm a tendência a uma disrupção mais moderada;
5% – a tendência a uma disrupção mais radical.

Se colocarmos isso dentro das propostas de Thomas Kuhn (1922-96), na análise das fases da ciência (normal e extraordinária), poderemos dizer que:

Os Incrementais operam e têm a função de tocar a Normalidade e os Disruptivos abraçam a missão de promover a Extraordinariedade para melhorar aspectos da Normalidade.

Sim, com a chegada da Civilização 2.0, temos algo que se repete mais uma vez em uma Revolução Midiática Civilizacional:

Os Incrementais terão que ser mais disruptivos do que eram;
E os Disruptivos serão muito mais Disruptivos do que foram os do passado.

Diz ele sobre determinadas ordens que permanecem dentro da sociedade:

“Novas características podem ser acrescentadas e características antigas, sofrer alguma alteração, mas a maioria das coisas permanece igual.”

Diria – Bimodalizando esta frase – que:

Os Padrões de Sobrevivência permanecem relativamente iguais ao longo do tempo, o que se altera é:

Como percebemos esses padrões;
E como determinadas variações, que estão presentes nos padrões, se alteram a cada Conjuntura.

O que chamamos de “realidade” pode ser entendida pela batalha de todos os seres vivos para se manterem vivos.

A batalha de todos os seres vivos para se manterem vivos é baseada em determinados Padrões de Sobrevivência.

Temos nos Padrões de Sobrevivência ou na dita “realidade”:

Padrões de Sobrevivência Estruturais – que se mantém no tempo, não importa a conjuntura;
Padrões de Sobrevivência Conjunturais – que seguindo as normas estruturais, variam no tempo.

Temos, por exemplo, quando analisamos a Ciência Social 2.0 e o novo Motor da História o tripé: o aumento populacional, que demanda o surgimento de novas mídias e estas viabilizam novos Macro Modelos de Cooperação.

O que se altera?

O padrão demografia-mídia-macro-modelo de cooperação não se altera, mas varia o tamanho da população, a característica da nova mídia e do Macro Modelo de Cooperação.

O Padrão Estrutural é igual, o que varia é a Conjuntura.

Por isso, podemos classificar entre Padrões Mais Fortes e Mais Fracos:

Padrões Mais Fortes – são aqueles que conseguem perceber a recorrência histórica de determinados fenômenos, permitindo projetar os Padrões Estruturais e as possíveis mudanças conjunturais para o futuro;
Padrões Mais Fracos – são aqueles que NÃO conseguem perceber a recorrência histórica de determinados fenômenos, NÃO permitindo projetar os Padrões Estruturais e as possíveis mudanças conjunturais para o futuro.

Obviamente, que:

Nossa tendência é acreditar que muito do que nos cerca é imutável, pois:

Muitas vezes operamos ou com Padrões Mais Fracos ou apenas com Percepções – o que é mais comum.

Como coloquei na abertura do artigo:

“O que nos causa problemas não é o que não sabemos. É o que temos certeza que sabemos e que, ao final, não é verdade.” – Mark Twain.

O principal problema que vivemos hoje diante do Mundo Digital é:

Não tínhamos a compreensão antes do Digital do papel das mídias na sociedade como elemento iniciador de novas civilizações.

Outro aspecto.

Todo o modelo de Comando e Controle dos Ambientes de Sobrevivência de uma sociedade é criado e estruturado, a partir das mídias disponíveis.

Mudou a mídia, mudou o modelo de Comando e Controle dos Ambientes de Sobrevivência da sociedade.

Continuamos sim a ter um modelo de Comando e Controle na sociedade, porém com a chegada da nova mídia ele é sempre, se comparado ao anterior:

Mais Descentralizado;
Mais Dinâmico;
Mais Complexo;
Mais Inovador.

A Curadoria – novo Modelo de Comando e Controle Digital – nos permite oferecer em todos os campos de atividade humana mais qualidade em grande quantidade, a custos menores.

Quando falamos na Inovação Pessoal Emocional 2.0 – ou se quiserem na Psicologia 2.0 – temos como tendência o aumento exponencial:

O aumento das escolhas de cada Sapiens e isso traz maior responsabilização – o que demanda lidar melhor com as emoções;
Por causa disso, há a necessidade de maior disseminação de Guias de Felicidade na atuação preventiva para evitar problemas emocionais mais graves com forte apoio dos Mentores de Felicidade (Profissionais da Inovação Pessoal Emocionais Preventivos);
O uso da Inteligência Artificial (Máquinas que Aprendem e Decidem com o Uso) tanto para o apoio preventivo como pósventivo;
O trabalho de profissionais da Inovação Pessoal Emocional Pósventivos (atuais Psicólogos), não só melhorando o trabalho das IAs, assessorando os Mentores da Felicidade Preventivos, como atendendo os casos mais graves que nada disso resolve;
E ainda o surgimento de um atendimento em larga escala, via grupos, a partir de especializações e nichos de problemas emocionais, que serão mais bem detectados pelas IAs, dividindo-os por características genéticas e traumas sofridos pela Formatação Básica Obrigatória.

Algumas considerações adicionais.

Nossas certezas muitas vezes estão mais nas percepções do que nos padrões – o que causa o problema de não compreensão dos fenômenos.

De maneira geral, a sociedade é muito mais Percepcionista do que Padronista e – por causa disso – acabamos nos surpreendendo com determinadas mudanças.

Acreditamos que determinadas coisas que são conjunturais e variáveis são imutáveis – e quando elas se alteram, perdemos completamente o chão.

Eis as regras para se ter uma visão de mundo mais adequada:

Quem vê padrão, enxerga mais longe;
Quem vê apenas percepções, enxerga apenas o mais perto.

Vamos Bimodalizar aquele ditado chinês que diz assim:

“Quando o dedo aponta para a lua, o tolo olha para o dedo e o sábio, para a lua”

Podemos adaptar:

Quando se tem apenas percepções e não padrões, olhamos apenas para o dedo que aponta para a lua e nunca para a lua.

Diz ele sobre isso:

“As folhas mudam mais rapidamente do que as árvores, e as árvores, do que as florestas.”

Padrões são florestas e as árvores e as folhas percepções.

E ainda o que reforça a visão:

“É o caos dentro da ordem, dentro do caos, dentro de uma ordem maior. A ordem mais real é aquela que é mais imutável — e não necessariamente a ordem que é mais facilmente observada.”

O que ele chama de ordem Bimodalizamos como Padrões.

Outro assunto.

Quando afirmamos que o gerenciamento de nossas vidas é – em certa medida – o gerenciamento de uma indústria química, isso é reforçado por Peterson, quando diz:

“Um nível baixo de serotonina significa menos felicidade,mais dor, ansiedade, doença e uma expectativa de vida menor — tanto entre os seres humanos quanto entre os crustáceos.”

Eu te pergunto: você consegue produzir serotonina diretamente ou tem que fazer atividades para que o seu corpo faça isso por você?

Diz Tio Chatinho (TC):

“A serotonina é um neurotransmissor que desempenha um papel crucial no corpo humano. Ela é frequentemente associada ao controle do humor, regulação do sono, apetite e funções cognitivas. Na verdade, a maior parte da serotonina no corpo humano é produzida no intestino e está envolvida na regulação do sistema gastrointestinal.

No sistema nervoso central, a serotonina é conhecida por seu papel na regulação do humor. Baixos níveis de serotonina têm sido associados a condições como depressão, ansiedade e distúrbios do humor. Por outro lado, níveis equilibrados de serotonina estão associados a um estado de humor mais estável e positivo.”

Quando criamos em torno de nós um ambiente propício (atividades, pessoas, lugares e situações) mais adequadas aumentamos nossa taxa de serotonina.

É o aumento da taxa de serotonina que nos permite manter alta a taxa do BOMTRC (Bom humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência, Criatividade).

Diz ele:

“Seu cérebro não produzirá tanta serotonina. Isso o fará menos feliz, mais ansioso, triste e com mais chances de cair quando deveria se defender. Isso também diminuirá a chance de viver em uma boa área, ter acesso aos melhores recursos e conseguir um cônjuge saudável e desejável.”

Por isso, temos repetido:

Uma vida melhor não é fruto da nossa vontade direta, mas indireta, ao criar um ambiente propício para vivermos, que estimula nossos Eus Internos a produzirem químicas melhores.

Eis a regra dos projetos de felicidade: químicas internas melhores, vidas melhores.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto discute a importância das regras e princípios na vida, destacando a obra “12 Regras para a Vida” de Jordan Peterson. Argumenta-se que, sem normas de conduta, tornamo-nos escravos de nossas paixões, enfatizando a necessidade de princípios estruturais para guiar nossas atitudes e emoções. Peterson defende a existência de uma bússola moral que orienta nossas vidas e sugere que devemos primeiro arrumar nossa própria vida antes de tentar mudar o mundo. Ele destaca a importância de enfrentar o niilismo encontrando um propósito maior na vida e abraçando o desenvolvimento pessoal. Ao equilibrar ordem e caos, encontramos o significado que justifica o sofrimento inevitável da existência.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Um projeto de vida melhor não visa eliminar o sofrimento, mas gerenciá-lo melhor, já que o sofrimento faz parte do pacote.
  2. Quanto melhor é a qualidade dos Princípios Estruturais, mais chance você tem de ter um Projeto de Vida de mais qualidade.
  3. Vamos aproveitar as bússolas morais do passado, pois se sobreviveram no tempo, podem ser adaptadas e continuar nos servindo.
  4. É preciso deixar de lado a hipocrisia de muita gente que quer consertar o mundo, mas não consegue arrumar a própria cama quando levanta de manhã.
  5. Comece qualquer grande revolução, antes de tudo, em primeiro lugar, arrumando a sua gaveta.
  6. Para que possamos ajudar a sociedade a ter uma vida melhor, primeiro precisamos procurar viver uma vida melhor, criando exemplos do bem viver.
  7. A reclamação constante é um dos sintomas de um Projeto de Felicidade Mais Fraco.
  8. Pode reparar que uma pessoa que muito reclama é, em geral, alguém que não está se mudando constantemente.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

”Sem regras rapidamente nos tornamos escravos das nossas paixões — e não há nada de libertador nisso.” – Jordan Peterson.

Vamos continuar a Bimodalizar o livro “12 Regras para a Vida: Um antídoto para o caos” do canadense Jordan Peterson.

Este é o segundo artigo.

Parênteses dos Escritos.

Quando nos definimos como conceituadores que trabalham sobre o trabalho de outros conceituadores da Inovação Pessoal Emocional, temos que destacar que temos uma relação custo-benefício melhor, pois conseguimos sintetizar as sínteses que já foram feitas.

Ganhamos, assim, num tempo mais reduzido um repertório muito maior de ideias.

Como dissemos no artigo passado, Peterson é um autor da Inovação Emocional, que optou por basear a sua narrativa em autores clássicos.

Ele justifica:

“Essas histórias sobreviveram porque ainda oferecem uma orientação para lidarmos com a incerteza e o inevitável desconhecido.”

Comecemos com a frase de abertura do artigo:

“Sem regras rapidamente nos tornamos escravos das nossas paixões — e não há nada de libertador nisso.”

Na Bimodais, entendemos que somos Bimentais e temos uma Mente Secundária, que é responsável por gerenciar a Primária, onde estão as Torneiras das Emoções, que saem em estado puro.

Torneiras das Emoções (conceito de sala) – é uma metáfora para se referir a um lugar na nossa mente/corpo que as emoções positivas ou negativas brotam, conforme cada situação.

Nós, que gerenciamos as duas mentes, precisamos, entretanto, de normas de conduta para facilitar a nossa relação com as Torneiras das Emoções.

As normas, condutas podem ser resumidas em atitudes, que são guiadas por Princípios Estruturais.

Vejamos a sequência:

Princípios Estruturais -> Atitudes -> Sentimentos e Emoções.

Princípios Estruturais guiam as Atitudes e que, por sua vez, de forma indireta geram Sentimentos e Emoções Mais Desejáveis do que Indesejáveis.

Quanto melhor é a qualidade dos Princípios Estruturais, mais chance você tem de ter um Projeto de Vida de mais qualidade.

Por isso, quando se fala em “ter virtude”, podemos interpretar que uma Pessoa Mais Virtuosa é aquela que:

Escolhe Princípios Estruturais Mais Fortes;
Consegue colocá-los na sua rotina;
E, por causa disso, passa a conviver com Emoções e Sentimentos Mais Positivos do que Negativos na sua vida.

Num GFMF (Guia de Felicidade Mais Forte) no atual cenário Digital, consideramos que:

É preciso aplicar um novo Motor da História para entender o atual contexto da Civilização 2.0;
Revisar os Paradigmas Estruturais sobre o Sapiens;
Revisar os Paradigmas Estruturais sobre Felicidade;
Para, só então, sugerir os Princípios Estruturais e as Métricas Mais Adequadas para aferir a qualidade do nosso Projeto de Felicidade.

As 12 regras oferecidas por Peterson são o que chamamos na Bimodais de Princípios Estruturais, que vão guiar as nossas atitudes.

Os Princípios Estruturais de um Guia de Felicidade são uma espécie de bússola orientadora para evitar:

Que nós com nossas atitudes geremos desordens desnecessárias;
Que possamos gerar desordens necessárias e saudáveis, ligadas ao nosso projeto de melhoria contínua;
E que possamos enfrentar as desordens inesperadas, que sempre ocorrem ao longo da vida.

Peterson defende que a sociedade se baseia em determinadas regras, leis e costumes que foram criadas no passado – funcionaram e, por causa disso, sobrevivem ao tempo, pois mais ajudam do que atrapalham na direção de uma vida menos ruim.

Na verdade, o que podemos absorver da sua sugestão é de que temos:

Princípios Estruturais Coletivos – aqueles que são mais adequados para toda a sociedade;
Princípios Estruturais Individuais – aqueles que são mais adequados para cada pessoa.

Quando abordamos a questão dos Princípios Estruturais Coletivos estamos nos referindo a Inovação Grupal: aquilo que é o ideal para a organização de uma dada sociedade ou mesmo uma organização.

É preciso não confundir, pois uma pessoa pode ter Princípios Estruturais Individuais Fortes, mesmo dentro de uma sociedade com Princípios Estruturais Coletivos Fracos.

O ideal, entretanto, é que ambos (Princípios Estruturais Individuais e Coletivos) sejam fortes para que os problemas com as Desordens Exógenas sejam menores.

Diz ele:

“A ideia de que a vida humana pode ser livre de preocupações morais é fantasiosa.”

Leia-se na Bimodalização “preocupações morais” como Princípios Estruturais.

Como dissemos no artigo passado, temos, antes de tudo:

Princípios Estruturais, mais conscientes ou menos, que guiam nossas decisões e são eles que definem a qualidade de vida que teremos.

Diz ele:

“As pessoas não conseguem viver sem uma bússola moral, sem um ideal pelo qual guiar suas vidas.”

Diria melhor.

Não é que querem ou não querem. conseguem ou não.

O Sapiens para virar Sapiens recebe Princípios Estruturais que guiam suas atitudes e decisões – não é uma escolha é algo inerente da espécie.

Os Princípios Estruturais são uma bússola moral, que pode ter mais ou menos qualidade, tanto na relação da pessoa com ela mesmo como dela com os demais.

Não podemos entender assim que basta ter uma “bússola moral” que nossa vida vai ser melhor ou pior.

Todos temos uma moral.

Diz TC:

“A moral é um conjunto de princípios, valores e crenças que guiam o comportamento humano e determinam o que é considerado certo ou errado em uma determinada sociedade ou contexto cultural.”

O termo moral, assim, é neutro, pois é sinônimo de guia, de bússola, de mapa.

Um mapa, uma bússola ou um guia não é bom ou ruim. Quando são utilizados geram consequências mais positivas ou mais negativas para a pessoa e para a sociedade.

Todos temos “bússolas morais” que definem:

A minha relação comigo mesmo;
A minha relação com os outros;
A minha relação com a sociedade;
A minha relação com o planeta.

Nossas “bússolas morais individuais” definem a nossa qualidade de vida.

Um Sapiens obrigatoriamente precisa estar o tempo tomando decisões e estas são feitas a partir dos Princípios Estruturais disponíveis em cada pessoa.

Repito.

Quanto mais fortes e conscientes são os Princípios Estruturais, mais chance a pessoa terá de viver uma vida melhor e vice-versa.

A força dos Princípios Estruturais muitas vezes vêm do uso que já foi feito dos mesmos no passado. Foram sugeridos, testados, deram certo e, adaptados para o atual contexto, podem ser novamente utilizados.

Este é um dos principais recados de Peterson:

Vamos aproveitar as bússolas morais do passado, pois se sobreviveram no tempo, podem ser adaptados e continuar nos servindo.

Um Guia de Felicidade Mais Forte nada mais é do que a tentativa de sugerir para as pessoas adotarem Princípios Estruturais Mais fortes e poderem, a partir das suas particularidades, decidir melhor.

Peterson questiona com ênfase algo bem comum hoje em dia, sintetizo o que ele disse:

É preciso deixar de lado a hipocrisia de muita gente que quer consertar o mundo, mas não consegue arrumar a própria cama quando levanta de manhã.

Diz ele:

“Para viver uma vida plena é preciso primeiro colocar a própria casa em ordem e, apenas então, será possível sensatamente pretender assumir responsabilidades maiores.”

Ou seja, qual é o recado:

Comece qualquer grande revolução, antes de tudo, em primeiro lugar, arrumando a sua gaveta.

Aqui, encontramos um pouco a lição dos estóicos, quando nos dizem para nos preocuparmos principalmente com aquilo que podemos mudar e não com o que não podemos.

Foram os estóicos que inspiraram a oração da serenidade dos grupos de mútuo ajuda, que diz:

“Serenidade para o que não podes modificar, coragem para o que pode e sabedoria para perceber a diferença.”

Para que possamos ajudar a sociedade a ter uma vida melhor, primeiro precisamos procurar viver uma vida melhor, criando exemplos do bem viver.

Temos, principalmente quando nossa vida é repleta de problemas, a reclamar do que está fora, pois é uma forma de evitarmos olhar para dentro.

É como se disséssemos:

Eis a fantasia: primeiro o mundo precisa mudar, ser um lugar bem legal, para só então, eu começar a mudar algo dentro de mim.

Pode reparar que uma pessoa que muito reclama é, em geral, alguém que não está se mudando constantemente.

A reclamação é justamente uma espécie de vício, de cachaça, para que fiquemos no botequim parados sem melhorar o que pode ser melhorado nas nossas vidas. Vejamos:

A reclamação constante é um dos sintomas de um Projeto de Felicidade Mais Fraco;
Em um Projeto de Felicidade Mais Forte se faz muito e se reclama pouco ou quase nada.

Mudemos de assunto.

Diz ele, quando fala sobre felicidade:

“Em momentos de crise, o sofrimento inevitável que a vida impõe pode rapidamente tornar ridícula a ideia de que a felicidade é a busca correta do indivíduo.”

Isso me lembra um pouco a narrativa de Mark Manson, que nos diz algo assim:

Um projeto de vida melhor não visa eliminar o sofrimento, mas gerenciá-lo da melhor forma possível, já que algum grau de sofrimento faz parte do pacote.

Gosto mais da pegada de Manson.

Um Projeto de Felicidade Mais Forte não visa eliminar o sofrimento, mas gerenciá-lo melhor.

Peterson demonstra um certo preconceito com a palavra “felicidade”.

O que se quer num PFMF não é ter a fantasia de uma vida sem sofrimento, mas que possamos gerenciá-los melhor.

Digo mais.

Vamos entender o que é sofrimento.

TC nos diz:

“O sofrimento é uma experiência humana complexa que envolve dor física, emocional ou psicológica.”

Não podemos falar de sofrimento sem adjetivação, pois temos:

Sofrimento Conjuntural – frutos de situações específicas, tal como uma multa de trânsito, não ter dinheiro para pagar o aluguel ou a perda de um parente distante;
Sofrimento Estrutural – a consciência de que vamos morrer ou a perda de um ente muito querido.

Fato é que o Sofrimento Estrutural – o medo da morte – afeta as pessoas de forma distinta.

Arriscaria a dizer que quanto mais Disruptivo é o Viés Genético, mais há uma necessidade de lidar com o Sofrimento Estrutural.

E, por causa disso, há uma demanda maior por deixar Legados Mais Amplos, que é o que vai garantir a redução do Sofrimento Estrutural.

Manson diz que é preciso escolher Sofrimentos Conjunturais Mais Sustentáveis, que fazem parte dos nossos desafios por uma vida melhor.

O problema central é como definimos felicidade ou uma vida melhor.

Vamos apelar para o TC:

“Felicidade é um estado emocional e mental de bem-estar subjetivo, caracterizado por sentimentos de contentamento, alegria, satisfação e realização pessoal. É uma experiência individual e subjetiva, variando de pessoa para pessoa e influenciada por uma variedade de fatores, incluindo genética, ambiente, circunstâncias de vida, valores e metas pessoais. A felicidade pode ser duradoura ou passageira e pode ser influenciada por eventos externos, relacionamentos interpessoais, realizações pessoais e a capacidade de lidar com desafios e adversidades.”

Note que quando estamos falando em Felicidade, podemos ter a seguinte divisão:

Felicidade de Curto Prazo – alegria, contentamento, euforia, excitação ou Felicidade Mais Conjuntural;
Felicidade de Longo Prazo – tranquilidade, bom humor, motivação, otimismo, resiliência, criatividade e legado ou Felicidade Mais Estrutural.

Quando falamos em um Guia de Felicidade estamos, obviamente, nos referindo a projetos de Felicidade de Longo Prazo ou Mais Estruturais.

O que os Guias de Felicidade sugerem?

A adoção de maneira consciente de Princípios Estruturais, que passam a guiar as decisões das nossas vidas, respeitando os aspectos que valem para todos e a escolha de alguns particulares – a critério de cada um.

Peterson faz a seguinte distinção entre ordem e caos, interpretação minha:

A Ordem acontece quando as pessoas ao seu redor agem de acordo com normas sociais bem compreendidas e mantêm-se previsíveis e cooperativas;
O Caos ou a desordem acontece quando as pessoas ao seu redor NÃO agem de acordo com normas sociais bem compreendidas e mantêm-se imprevisíveis e não cooperativas.

Ele cita o exemplo do caos:

“É o que emerge mais catastroficamente quando você de repente fica sem emprego ou é traído por um companheiro.”

Acho meio confuso.

Existe uma relação minha comigo mesmo e uma minha com a sociedade.

Uma sociedade com problemas de Princípios Estruturais Coletivos é geradora de caos constante.

Se vivo dentro dela, eu preciso criar ferramentas para reduzir o impacto do caos externo na minha vida.

Quem mora no Rio de Janeiro, por exemplo, sabe que existe um grave problema com os Princípios Estruturais Coletivos naquela cidade.

Viver lá implica em uma série de atitudes para evitar que os problemas existentes gerem Sofrimentos Conjunturais – no caso de uma assalto.

E sobe a taxa de Sofrimento Estrutural, pois a pessoa tem medo de levar um tiro de uma bala perdida

A ordem, assim, vem do esperado e a desordem – que gera crises – quando lidamos com algo inesperado e ruim.

É preciso, assim, separar Princípios Estruturais Individuais e Coletivos e Sofrimentos Conjunturais e Existenciais.

Quando nos deparamos com a Desordem Exógena passamos a viver uma inesperada Anomalia Existencial, pois muitas vezes descobrimos que não estamos preparados para lidar, de forma adequada, com determinada situação.

Aqui, precisamos organizar um pouco a relação ordem e desordem na nossa vida.

Uma vida mais bagunçada é aquela em que:

A desordem é rotineiramente maior do que a ordem;
Se vive uma desordem não controlada.

Uma vida mais adequada ou melhor é aquela em que:

A ordem é maior do que a desordem;
Se vive uma desordem controlada.

Uma Desordem Controlada é aquela em que nos desafiamos rotineiramente dentro de projetos inovadores mais ou menos disruptivos.

Uma vida totalmente ordenada sem que tenhamos um espaço para determinadas desordens controladas se torna frágil.

“Exatamente quando as coisas parecem seguras, o desconhecido pode se assomar gigante e inesperadamente.”

Lembra um pouco o Nassim, Taleb na lembrança dos Cisnes Negros que aparecem nas nossas vidas e na sociedade e da importância de se desenolver a Anti-Fragilidade para enfrentá-los.

É preciso fortalecer rotineiramente a musculatura criativa da mente para que ela possa lidar com futuras situações mais desordenadas de forma mais adequada.

Peterson lembra que a relação caos-ordem está nos símbolos mais antigos das civilizações passadas como o Yin e o Yang.

Ele diz – o que reforça as ideias de Thomas Kuhn (1922-96) – de que temos etapas que podemos chamar de momentos normais e extraordinários – um seguido do outro, de forma continuada, em um processo de espiral.

Ora temos a desordem, a reorganização dos Paradigmas Existenciais, em que se volta a ordem e, de novo, a desordem e, assim, sucessivamente.

Diz ele:

“Caminhar nesse limite (entre a ordem e o caos) é permanecer no caminho da vida, o Caminho divino. E isso é muito melhor do que a felicidade.”

Diria eu que Peterson está combatendo um conceito mais comum e pobre da Felicidade, como sinônimo de contentamento momentâneo.

Como as métricas da Felicidade variam de Guia para Guia, num mais forte, que sugere a procura de sensações positivas de longo prazo ao invés de adquirir coisas ou de procurar emoções de curto prazo..

O que estamos sugerindo no GFB 2.0 é justamente uma ordem mais controlada para lidar com as Desordens Exógenas e criar nossas Desordens Endógenas – aquelas que criamos nos nossos projetos desafiadores.

Ao escolher nossos desafios de forma pontual e rotineira, controlamos melhor a desordem – seja ela Endógena ou Exógena.

E quando escolhemos pessoas, lugares e situações que geram desordens esperadas, mantemos uma vida mais equilibrada.

Peterson nada mais faz e assume isso, que é o desenvolvimento de mais um guia sugerindo Princípios Estruturais para uma vida melhor:

“Ela sugeriu (a editora do livro) que eu escrevesse uma espécie de guia sobre o que uma pessoa precisa para “ viver bem.”

Ele destaca a importância da sociedade manter determinadas crenças compartilhadas:

“Vim a perceber que os sistemas de crenças compartilhadas tornavam as pessoas inteligíveis umas para as outras.” // As pessoas que vivem sob o mesmo código são consideradas previsíveis umas para as outras. Agem de forma a manter as expectativas e os desejos uns dos outros.”

Uma sociedade precisa de algumas normas para guiar as pessoas para que elas possam se concentrar nas suas próprias vidas.

Isso me lembra Amous quando diz que em uma sociedade que tem um dinheiro forte, de confiança, permite que as pessoas pensem mais no longo do que no curto.

Em uma sociedade, assim, que há bases mais sólidas de respeito mútuo, há uma tendência das pessoas se dedicarem a projetos mais de longo prazo.

Diz ele:

“Um sistema de crenças compartilhadas , parcialmente psicológico , parcialmente atuante , facilita tudo para todos — a seus próprios olhos e aos dos outros.” // “As crenças compartilhadas simplificam o mundo , também , porque as pessoas sabem o que esperar dos outros e podem agir juntas para domá-lo. Talvez não haja nada mais importante do que a manutenção dessa organização — dessa simplificação. Se ela for ameaçada , o grande navio do estado balançará.” //”É precisamente a manutenção dessa coerência que permite que todos vivam em paz juntos , de modo previsível e produtivo.”

Peterson defende que:

“Temos que ter o sentido inerente a um sistema profundo de valor, ou o horror da existência rapidamente se torna mais importante. Então, o niilismo acena com sua falta de esperança e desespero.”

TC define assim niilismo:

“Niilismo é uma filosofia que questiona ou nega a existência de significado ou valor intrínseco na vida, na moralidade e no universo em geral. Originado do termo latino “nihil”, que significa “nada”, o niilismo sugere que a vida é essencialmente sem sentido, que não há valores absolutos e que todas as crenças e sistemas de significado são arbitrários ou ilusórios.”

Como todos sabemos que vamos morrer e que temos que enfrentar muitos sofrimentos ao longo da jornada, é preciso ter algo a mais para que não nos deixemos cair na tentação niilista.

Quanto mais conseguimos criar uma sensação de propósito das nossas vidas, mais conseguimos nos afastar do niilismo.

Diz ele:

“Precisamos de regras, padrões, valores — sozinhos e coletivamente.”

É o niilismo que nos leva a abraçar e nos viciar em emoções de curto prazo.

Para Peterson, a única forma de combater uma vida mais niilista é a capacidade que temos de enxergar um propósito maior nas nossas vidas.

Diz ele:

“Temos que ter algo com o que combater o sofrimento intrínseco ao Ser.”

Peterson, de alguma forma, defende a Singularização, quando diz que:

“É possível transcender a adesão servil ao grupo e suas doutrinas e, simultaneamente, evitar as quedas do seu extremo oposto, o niilismo.”

Ele considera a Singularização um ato heróico:

“Através da elevação e do desenvolvimento do indivíduo e da disposição de cada um para levar o Ser em seus ombros e escolher o caminho do herói.”

Diz mais:

“A alma do indivíduo anseia, eternamente , pelo heroísmo do Ser genuíno e que a disposição para assumir essa responsabilidade é idêntica à decisão de viver uma vida significativa.”

Ser herói, ou na Bimodalização do termo, desenvolver o seu Potencial Singular na direção do Legado Mais Amplo, temos, segundo Peterson:

“Cada um de nós deve dizer a verdade e corrigir o que está errado e quebrado e recriar o que está velho ou desatualizado.”

Nem todo mundo, obviamente, quer abraçar Legados Mais Amplos. E isso é algo que precisa ficar bem claro.

Vidas mais significativas e singulares seria um ideal para todos os Sapiens, mas não são todos os que querem enfrentar esse desafio.

Por tendência, essa é uma demanda maior de quem tem um Viés Genético Mais Disruptivo.

É preciso andar na corda bamba entre a ordem e a desordem:

“Precisamos de rotina e tradição. Isso é ordem. A ordem pode se tornar excessiva, e isso não é bom, mas o caos pode nos afogar — e isso também não é bom. Precisamos permanecer no caminho reto e estreito entre os dois.”

Quando defende as suas 12 regras, ele diz:

“Cada uma das 12 regras deste livro — e as histórias que as acompanham — , portanto, oferece um guia para se estar lá . “Lá” é a linha divisória entre a ordem e o caos. É lá onde somos, ao mesmo tempo, suficientemente estáveis, exploradores, transformadores, reparadores e cooperadores. É lá onde encontramos o sentido que justifica a vida e seu sofrimento inevitável.”

Diria eu que uma vida melhor é aquela que consegue:

Manter uma taxa de 5% a 10% de uma Desordem Controlada, dentro de projetos desafiadores dentro do nosso Tapete de Aladim;
Uma capacidade de enfrentar as possíveis Desordens Exógenas que vão aparecer inapelavelmente pelo caminho;
E uma taxa de 90% a 95% de Ordem Controlada.

A escolha de Paradigmas Existenciais Mais Fortes nos permite evitar desordens desnecessárias.

E, por causa disso, temos que desenvolver o Foquismo, com o afastamento de pessoas, lugares e situações que geram Desordens Desnecessárias nas nossas vidas.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto discute a abordagem de Jordan Peterson em seu livro, destacando sua narrativa baseada em textos milenares clássicos e sua ênfase na importância do equilíbrio entre ordem e caos para uma vida melhor. Peterson propõe princípios para guiar decisões e sugere que as virtudes estão ligadas às escolhas que fazemos. Ele defende a necessidade de gerenciar o caos e revisar os paradigmas existenciais para melhorar a qualidade de vida. A análise destaca a importância de tornar os paradigmas existenciais mais conscientes e fortes para uma vida melhor.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. O Sapiens é a espécie mais artificial do planeta e para ser um Sapiens precisa passar por uma marcante, impactante e traumatizante Formatação Básica Obrigatória.
  2. O Sapiens 2.0 tem muitos mais escolhas do que teve o 1.0. E isso nos leva a uma demanda muito maior por Projetos de Felicidade Mais Fortes.
  3. As Maqdacus terão a possibilidade de descobrir relações entre viés genético, FBOs e os diferentes problemas emocionais de forma inimaginável – se comparado ao que temos hoje.
  4. Quando falamos em Projetos Mais Fortes de Felicidade, estamos nos referindo a Projetos de Vida melhores, mais consistentes.
  5. Vidas Melhores são aquelas que conseguimos estabelecer equilíbrio mais adequado entre a ordem e o caos.
  6. Nascer é entrar em contato com o caos e viver melhor é a capacidade que temos de aprender a gerenciá-lo.
  7. O que os autores da Inovação Pessoal Emocional sugerem? Uso mais consciente de Paradigmas Existenciais Mais Fortes.
  8. Quer melhorar de vida? Comece, antes de tudo, a rever seus Paradigmas Existenciais.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Cultivar o julgamento da diferença entre virtude e vício é o princípio da sabedoria.” – Jordan Peterson.

Vamos começar a Bimodalizar o livro “12 Regras para a Vida: Um antídoto para o caos” do canadense Jordan Peterson.

Este é o primeiro artigo.

Antes, entretanto, permitam alguns Parênteses dos Escritos.

Primeiro, detalhar o nosso projeto na Inovação Pessoal, quando vamos dividir o desenvolvimento do nosso GFB 2.0 em duas etapas:

GFB 2.0 para Mentores – um momento mais preocupado com a Engenharia Conceitual, visando mais a fidelidade dos conceitos do que com a capacidade e facilidade de comunicação dos mesmos, voltado para um público mais interno da escola – que acredito que irá até o final de junho;
GFB 2.0 para Clientes – um momento mais preocupado com a Comunicação Conceitual, visando mais a facilidade de transmissão dos conceitos – que acredito que irá até o final de setembro, quando vamos lançar o guia.

O segundo parênteses é para falar sobre Inovação Pessoal, na seguinte nova divisão:

Inovação Pessoal Corporal – capacidade de melhorar a relação com nosso corpo, na qual atuam hoje os atuais médicos;
Inovação Pessoal Emocional – capacidade de melhorar a relação com nossas emoções, na qual atuam hoje os atuais psicólogos e psiquiatras.

O terceiro parênteses é a melhoria de mais um tópico dentro das mudanças necessárias entre os Paradigmas Estruturais sobre o Sapiens.

Precisamos nos conscientizar que não temos um Eu Puro.

O Sapiens é a espécie mais artificial do planeta e para ser um Sapiens precisa passar por uma marcante, impactante e traumatizante Formatação Básica Obrigatória.

Pela ordem, para que possamos ter uma vida melhor, na nossa visão, é preciso ter novos Paradigmas Estruturais:

Sobre como o Sapiens avança na Macro-História;
Sobre quem é realmente o Sapiens;
Sobre a Felicidade;
Para só então, podermos falar sobre a nossa proposta de guia.

O quarto parênteses, nos leva na seguinte direção.

Dentro da Civilização 2.0, temos hoje uma forte demanda de Popularização da Responsabilização do Sapiens.

O que é isso?

Popularização da Responsabilização do Sapiens é a necessidade que temos – a partir das novas Tecnopossibilidades de transferir mais operações e decisões para cada pessoa para nos ajudar a lidar melhor com a nova Complexidade Demográfica.

Ou seja.

O Sapiens 2.0 tem muitos mais escolhas do que teve o 1.0. E isso nos leva a uma demanda muito maior por Projetos de Felicidade Mais Fortes.

Temos hoje na Civilização 2.0 uma demanda exponencial do Tratamento da Inovação Emocional, que precisa ser popularizada, através de duas tendências:

A criação de Guias de Felicidade Mais Fortes e a disseminação dos mesmos de forma cada vez mais ampla, como ferramentas de Inovação Pessoal Preventivas;
O uso das Máquinas que Aprendem e Decidem com o Uso (Maqdacus) – popularmente chamadas de Inteligência Artificial – , que terão a possibilidade de atender não a milhares, mas a bilhões de pessoas.

Note que hoje um Inovador Pessoal das Emoções (ex-psicólogo) consegue atender hoje um número muito restrito de pacientes.

As Maqdacus terão a possibilidade de descobrir relações entre viés genético, FBOs e os diferentes problemas emocionais de forma inimaginável – se comparado ao que temos hoje.

O objetivo da disseminação de Projetos de Felicidade Mais Fortes é permitir que cada Sapiens possa se sentir melhor com cada vez mais autonomia.

O quinto parênteses os leva ao seguinte.

As pessoas têm a seguinte visão da Felicidade, a partir das conversas que tenho tido sobre o assunto:

Felicidade é vista não como um Projeto de Vida, mas como se sentir ou não contente com algo;
Dessa maneira, se imagina que cada um fica contente com uma coisa específica e não se pode falar em projetos de felicidade, pois “cada um tem o seu tipo de contentamento”.

Quando falamos em Projetos Mais Fortes de Felicidade, estamos nos referindo a Projetos de Vida melhores, mais consistentes.

Por fim, no sexto e último parênteses, falemos das leituras.

Temos, como temos ditos, dois tipos de leitura:

Leitura Passiva – que o leitor NÃO transforma tais leituras em uma Narrativa a ser compartilhada para mais gente, mais voltada ao lazer;
Leitura Ativa – que o leitor transforma tais leituras em uma Narrativa a ser compartilhada para mais gente, mais voltada a atividades profissionais.

A Leitura Ativa é mais consistente, pois é feita de forma mais reflexiva. E tende a receber mais feedbacks, quando a Narrativa Conceitual é disseminada.

Entremos, então, agora no papo sobre o livro de Peterson.

Peterson é um autor que baseia sua narrativa não em pesquisas e nem tanto na sua vida pessoal, mas em autores clássicos do passado, incluindo literatura milenar.

Criei aqui a seguinte tabela:

Tabela dos Tipos de Autores da Inovação Pessoal Emocional
Itens
Detalhamento
Mais ou Menos Didáticos;
Se preocupam mais ou menos com a facilidade do texto para a disseminação dos mesmos;
Mais ou Menos Prolixos;
Se preocupam em sintetizar o que escrevem;
Se baseiam mais em Pesquisas;
Para desenvolver a Narrativa;
Se baseiam mais em histórias pessoais de outros;
Para desenvolver a Narrativa;
Se baseiam mais em textos milenares clássicos;

Para desenvolver a Narrativa;
Se baseiam nos próprios autores da Inovação Pessoal Emocional;
Para desenvolver a Narrativa (caso da Bimodais).
Se baseia mais na sua própria história pessoal.
Para desenvolver a Narrativa.

 

 

 

Peterson, a meu ver, é:

Pouco Didático;
Muito Prolixo;
E baseia sua narrativa em textos milenares clássicos.

A principal contribuição dele para melhorar a Narrativa Bimodal é sugerir:

Vidas Melhores são aquelas que conseguimos estabelecer equilíbrio mais adequado entre a ordem e o caos.

Diz ele:

“Sem regras rapidamente nos tornamos escravos das nossas paixões — e não há nada de libertador nisso.”

Diria que a dicotomia estabelecida por Peterson é a Ordem e a Desordem (que seria melhor do que o caos).

E há nessa relação Ordem e Desordem a necessidade de se estabelecer uma melhor relação entre as emoções e as reflexões.

Na interpretação Bimodal, entre a Mente Primária e a Secundária.

Quando Peterson sugere 12 regras para a vida para combater o caos, ele quer apontar princípios para que possamos ter vidas melhores.

Na verdade, todos os autores da Inovação Pessoal Emocional procuram estabelecer princípios para guiar nossas decisões.

Diz ele:

“As melhores regras, basicamente, não nos restringem; pelo contrário, facilitam nossos objetivos e nos ajudam a ter uma vida mais plena e livre.”

Peterson defende que:

Nascer é entrar em contato com o caos e viver melhor é a capacidade que temos de aprender a gerenciá-lo.

O autor vai ao passado, pois acredita que os autores clássicos e milenares:

“Criaram histórias para nos ajudar a enfrentar e mapear o caos ao qual somos lançados quando nascemos.”

Peterson nas 12 regras que ele propõe, de forma extensa e prolixa, desenvolve uma série de sugestões para que possamos ter vidas melhores.

Lembra que:

“Aristóteles definiu as virtudes como simples formas de comportamento mais favoráveis à felicidade na vida.”

Diz TC sobre Virtude:

“A virtude é uma qualidade moral ou ética que é considerada boa e desejável em uma pessoa. Ela envolve comportamentos, atitudes e disposições que são valorizados pela sociedade ou por um grupo específico. As virtudes são geralmente associadas a características como coragem, honestidade, bondade, justiça, generosidade, moderação e sabedoria. Elas são vistas como essenciais para uma vida ética e moralmente boa, e muitas vezes são incentivadas e cultivadas através da educação, da prática e do exemplo.”

A virtude de cada pessoa é baseada nas escolhas que fazemos nas nossas formas de pensar e agir.

Virtude é sinônimo, assim, de Paradigmas Existenciais, que vão guiar nossas decisões.

Uma pessoa que está tendo uma vida pior, na verdade, está usando Paradigmas Existenciais Mais Fracos.

De maneira geral, uma vida pior tende ao:

Uso de Paradigmas Existenciais mais Inconscientes do que Conscientes;
Uso de Paradigmas Existenciais mais Fracos do que Fortes.

O que temos visto nesse processo continuado de Bimodalização de autores da Inovação Pessoal Emocional?

O que os autores da Inovação Pessoal Emocional sugerem? Uso mais consciente de Paradigmas Existenciais Mais Fortes.

Uma vida pior é aquela que os nossos Paradigmas Existenciais – aqueles que guiam nossas decisões – são menos conscientes e mais fracos.

Vejamos a regra:

PARADIGMAS EXISTENCIAIS -> DECISÕES QUE TOMAMOS -> QUALIDADE DE VIDA QUE TEMOS

Quer melhorar de vida? Comece, antes de tudo, a rever seus Paradigmas Existenciais.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Resumo feito pelo Chatinho:

O resumo desta semana destaca a importância de analisar diferentes autores e abordagens ao longo do tempo, destacando a eficácia de um sistema de leitura e discussão gradual. Houve uma ênfase na criação de um glossário de conceitos, na comparação de abordagens e na precisão dos conceitos. Além disso, foram exploradas ideias sobre a natureza bimental do ser humano, a revisão de paradigmas estruturais e a diferenciação entre vaidade tóxica e saudável. Outros temas incluíram a definição de projetos de felicidade mais disruptivos ou incrementais, a evolução da ciência da inovação e métodos de divulgação de projetos. Novos conceitos foram introduzidos, como demanda existencial, atividades geradoras de fluxo e rotinas em espiral e carrossel.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. É de pouquinho em pouquinho que conseguimos construir o poucão!
  2. O nome deveria mudar. Ao invés de eventos motivacionais, deveriam se chamar eventos excitacionais.
  3. Não se acha um propósito e pronto, mas o que temos é uma pesquisa continuada e progressiva, que vai mudando com o tempo, com a idade e as circunstâncias.
  4. Todos nós somos vaidosos, pois queremos valorizar algo em nós.
  5. Todo o processo terapêutico, seja ele qual for – para que possamos lidar melhor com nossas emoções – é baseado ou na palavra oral ou na escrita.
  6. São a linguagens oral/ escrita que nos permite reduzir nossa Taxa de Zegapagodação.
  7. O sábio é aquele que não deixa que os desejos por coisas o tire do seu caminho principal.
  8. Um dos principais problemas na qualidade de vida de qualquer pessoa é justamente confundir o que é meio (ferramenta) e o que é fim (objetivo).

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Dourar a pílula é algo que traz um conforto para o nosso cérebro que gosta de ser enganado.” – Charles Mendlowicz.

Resumo do que foi top nos artigos ao longo da semana 11.4.2.

As leituras do livro do Charlão também, como a do Jonathan Haidt (um artigo apenas), foram muito inspiradoras.

Acho que o sistema de ler e decupar ao longo de uma semana é algo que faz muito bem para a escola, pois:

Vamos conhecendo algo que ainda não tínhamos;
Reforçando o que tínhamos;
E, ao questionar o que não concordamos, melhoramos nossos argumentos.

O modelo, então, de ler durante o fim de semana e comentar ao longo da semana tem funcionado muito bem.

Estamos ainda experimentando, no artigo de sexta, dar uma geral sobre o que aprendi na semana – o que ajuda a consolidar as novidades.

Um primeiro ponto do aprendizado da semana foi a comparação da Taxa de Didatismo dos autores, com as seguintes graduações: ruim, boa e de excelência.

Um didatismo de excelência passou a contar com uma tabela nos anexos dos Escritos do Nepô, uma síntese:

Criação de Glossário de Conceitos Novos e Antigos;
Situar a Narrativa dentro de uma determinada Ciência;
Comparar a abordagem que fazemos com outras;
Apresentar sempre o que é mais comum, mais mainstream, e o que se apresenta de novo;
Uma preocupação extrema com a precisão dos conceitos;
Preocupação extrema com a sequência mais lógica das mudanças dos paradigmas – aqueles que devem ser apresentados antes e os que devem vir depois – o que facilita, entre outras, coisas o material didático para cursos;
O Uso de Taxas de tudo, para fugir do absolutismo isso e aquilo;
Separar os Conceitos mais abertos (para um público mais amplo com menos rigidez) e os mais fechados (para disseminadores e conceituadores, com mais rigidez);
Preocupação de procurar sempre as definições e as etimologias dos conceitos.

Falei também de livros maus e bem sintetizados, quando os autores se preocupam em reduzir a quantidade e organizar melhor o conteúdo.

O primeiro livro da semana do Jonathan Haidt foi mal sintetizado e, por isso, dificulta bastante tirar dele algo de melhor, pois dá trabalho.

Faltou ali alguém para organizar melhor o conteúdo.

Falamos também das abordagens Monolista e Polilista, quando vamos definir o Sapiens de maneira geral na sua relação com ele mesmo:

No Monolismo – admitimos que o Sapiens é um imperador que manda em tudo, nas emoções, no corpo e pode tudo como um controlador geral que todos dentro dele obedecem a sua vontade;
Ou no Polilismo – quando entendemos que somos um nada além de coaching de uma equipe com vários Eus, que não mandamos neles diretamente, apenas, quando possível, indiretamente, que viver melhor nos leva a conhecê-los e aprender a negociar com eles.

Outro ponto importante nas Revisões dos Paradigmas Estruturais de “Quem é o Sapiens?” destacamos nossa visão Bimental e não Unimental de admitir que temos duas mentes:

A Mente Primária (Mais Automática) – que é fruto da nossa FBO – Formatação Básica Obrigatória;
A Mente Secundária (Mais Reflexiva) – que reflete sobre as heranças da nossa FBO – Formatação Básica Obrigatória e revisa o que não está funcionando.

Questionamos, assim, a visão Unimental do Sapiens que atrapalha demais a nossa capacidade de nos reinventar.

Dentro da Bimentalidade, percebemos, dentro de uma Hipótese Dedutiva, de que temos duas partes da Mente Secundária:

O Eu Criativo (responsável por criar novidades e revisitar paradigmas com problema);
O Eu Organizativo (que organiza a casa para o Eu Criativo poder trabalhar).

Diria ainda que temos o Eu Lembrador (que nos lembra da lista de compra) e o Eu Memorizador (que guarda dados na memória).

Na Mente Primária, separamos duas camadas:

A corporal (que quando dá problema tratada pelos médicos);
A emocional (que quando dá problema é tratada pelos Profissionais da Inovação Pessoal, leia-se psicólogos).

Não comentei, mas pensei que é importante denominar, algo que falamos bastante sobre Vieses Genéticos Inovadores.

E essa é a grande novidade da semana.

Acredito que temos diante de possíveis Vieses Genéticos Inovadores:

Uma Visão Unicista do Viés Genético Inovador – fortemente marcado no mainstream de que todos podem tudo diante da inovação;
Uma Visão Policista do Viés Genético Inovador – quando se defende (é a nossa posição) que temos, pelo menos, dois: o Viés Genético Inovador e o Disruptivo.

Vejamos, então, como ficamos diante das revisões paradigmáticas sobre o Sapiens na visão da Bimodais versus o Mainstream:

Bimodais acreditam que somos Bimentais, Polilistas e Policistas;
O Mainstream tem como tendência ver o Sapiens como Unimental, Monolista e Unicista.

Desenvolvemos ainda os conceitos de Vaidade Tóxica e Saudável, que nos tira a ideia de que a vaidade é ruim, não é.

Depende do como é gerenciada.

E criatividade tóxica (que viaja na maionese e não faz nada) e a saudável (que consegue ser transformada em projetos).

Fruto da mentoria com Fernanda Pompeu, chegamos ao conceito de Legado Mais Restrito (mais familiar) e Mais Amplo (com impacto maior na sociedade).

Ambos são resultados do tipo de PFMF escolhido. E isso também foi uma novidade relevante que passamos a ter:

Projetos de Felicidade Mais Disruptivos – que procura criar algo novo para a sociedade, com preocupação de deixar Legados Mais Amplos, que atraem mais os Disruptores;
Projetos de Felicidade Mais Incrementais – que procura manter o que existe, sem preocupação de deixar Legados Mais Amplos, que atraem mais os Incrementadores.

Desenvolvemos também a ideia da Ciência da Inovação 1.0 e a 2.0.

Na CI 1.0 – não temos os paradigmas das mudanças civilizacionais, a partir das mídias, nem a visão Policista dos Vieses Genéticos Inovadores Incremental e Disruptivo e nem a visão da Bimentalidade e do Polilismo;
Na CI 2.0 – temos os paradigmas das mudanças civilizacionais, a partir das mídias, a visão Policista dos Vieses Genéticos Inovadores Incremental e Disruptivo, a visão da Bimentalidade e do Polilismo.

Falamos ainda dos Métodos de Divulgação de projetos inovadores, que se dividem entre o Atrativismo e o Convencismo:

O Método de Divulgação do Atrativismo – é mais adequado para mudanças mais profundas e radicais dos paradigmas vigentes, na qual a pessoa tem que se empenhar bastante para se adaptar;
O Método de Divulgação do Convencismo – é mais adequado para mudanças mais superficiais e incrementais dos paradigmas vigentes, na qual a pessoa se empenha pouco ou muito menos para se adaptar.

Desenvolvemos o conceito de Demanda Existencial, no qual:

Temos pessoas mais inquietas ou disruptiva que têm como demanda deixar Legados Mais Amplos e que podem ajudar a sociedade a mudar em algo importante;
Temos pessoas mais quietas ou incrementais que têm como demanda deixar Legados Mais Restritos no âmbito familiar.

Ainda falamos da importância das Atividades Geradoras de Fluxo, que podem estar presentes na vida das pessoas na profissão ou no lazer, conforme a demanda de cada um.

Tal atividades nos ajuda a equilibrar melhor nossas energias, ampliando o espaço das positivas e reduzindo o das negativas.

E relacionamos o tipo de Atividades Geradoras de Fluxo com os Vieses Genéticos Inovadores, defendendo que Disruptores tendem a usá-las no trabalho e menos no lazer.

E mais na semana:

Criamos os conceitos das Rotinas em Espiral e Carrossel.
Sugerimos evitar o uso do conceito ego e usar vaidade.
Na linha gerenciamento melhor da vaidade e vaidade tóxica e saudável.
Criamos o Leiturismo, o Cadernismo e o Padrinhonismo.
E a sugestão de chamar os eventos ditos “motivacionais” de “excitacionais”.

Por fim, uma novidade na Metodologia de Divulgação dos Artigos, passo a enviar na sexta as frases top da semana.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Vamos ao Artigo:

“O mundo contemporâneo está lotado de pessoas vendendo facilidades.” – Charles Mendlowicz.

Vamos continuar a Bimodalizar o livro “18 princípios para você evoluir” do brasileiro Charles Mendlowicz.

Este é o terceiro e último artigo.

Comecemos reverberando o artigo anterior.

Criamos o conceito das Atividades Geradoras de Fluxo – aquelas que nos colocam no Tapete de Aladim e geram Sensações Mais Positivas, que podem ser praticadas em qualquer área das nossas vidas.

Note, entretanto, que quando eu vejo um jogo de futebol, eu posso me desligar do mundo, mas não estou produzindo nada.

O Estado de Fluxo exige uma proatividade seja ela física ou mental.

O Estado de Fluxo são Atividades Ativas e não Passivas.

Podes argumentar que vendo um jogo de futebol você entra em Fluxo e é tão passiva quanto a leitura de um livro.

É um bom argumento.

Vale refletir sobre.

Podemos, entretanto, ter nas Atividades Geradoras de Fluxo, de forma integrada ou isolada, as seguintes possibilidades:

Atividades Geradoras de Fluxo no Lazer (que podem ser hobbies ou esportes);
Hobbies (jardinagem, pintura, música);
Profissionais (que geram dinheiro e nos permitem sobreviver).

O ideal para uma taxa maior de felicidade se sugere que você consiga colocar Atividades Geradoras de Fluxo tanto no lazer, nos hobbies e no âmbito profissional.

De maneira geral, nós quando NÃO conseguimos viver de Atividades Profissionais Geradoras de Fluxo, acabamos colocando-as no lazer e nos hobbies.

Uma pessoa que entra em um estado de baixa motivação, em geral, é aquela que não pratica Atividades Geradoras de Fluxo em nenhuma área de sua vida.

Vejamos uma regra (ainda como Hipótese Dedutiva) entre as Atividades Geradoras de Fluxo e a Taxa de Felicidade:

Uma Taxa de Felicidade Mais Baixa estará diretamente vinculada a baixa capacidade de praticar Atividades Geradoras de Fluxo na sua vida;
Uma Taxa de Felicidade Mais Alta estará diretamente vinculada a uma capacidade de praticar Atividades Geradoras de Fluxo na sua vida.

Quanto mais você consegue colocar para rodar Atividades Geradoras de Fluxo nos diversos campos da sua vida, mais aumenta a chance de aumentar a Taxa da Felicidade.

Dito isso, voltemos ao texto do Charlão.

Ele diz, voltando a conversa sobre o Princípio Intrapessoal do Disciplinismo – um dos assinalados pelo GFB 2.0:

“Você tem que fazer um pouquinho todos os dias e de maneira consistente para ter um resultado real.”

O que podemos estabelecer a seguinte regra do Disciplinismo:

É melhor andar todos os dias por meia hora do que quatro horas em apenas um dia da semana.

É de pouquinho em pouquinho que conseguimos construir o poucão!

E isso nos leva para questionar a visão mainstream sobre rotina, geralmente vista com algo chato e pouco produtivo.

Vejamos como o Tio Chatinho (TC) define Rotina:

“Rotina é um conjunto de atividades, tarefas ou hábitos que são realizados regularmente e de forma sistemática, seguindo uma sequência ou ordem específica.
A palavra “rotina” tem sua origem no latim “rutina”, que por sua vez deriva de “ruta”, que significa “rota” ou “caminho”. “

Rotina vem de rota, de caminho, de percorrer uma estrada de forma continuada.

Diria, assim, que ter uma rotina é estar na rota e no caminho.

Muita gente torce o nariz contra a rotina, pois acredita, de forma equivocada, que toda rotina é chata e repetitiva.

Por isso, temos que sair do Vício Dialógico da Não Adjetivação e Adjetivá-la, separando dois tipos de rotina:

A Rotina em Espiral – aquela em que todo dia você melhora algo de forma progressiva e continuada, através do uso da Mente Secundária;
A Rotina em Carrossel – aquela que as coisas vão se repetindo, se Zecapagodando, sem melhoria, sem que a Mente Secundária aprimore as atividades.

O que é chato e anti-produtivo, sem dúvida, é a Rotina Carrossel, aquela em que a pessoa percebe que tudo se repete todos os dias.

Não existe nenhum projeto consistente – em nenhuma área da sociedade – que não tenha sido feito, através da Rotina em Espiral.

Um dos pontos principais de qualquer Projeto de Felicidade Mais Forte (PFMF) é justamente conseguir praticar em todas as áreas da nossa vida a Rotina Criativa.

Ele reforça:

“Cumprir pequenos objetivos dá uma sensação de prazer muito grande, o que é um incentivo para encarar os obstáculos que ainda estão por vir.”

E ironiza a procrastinação da seguinte maneira:

“É quase como querer ter a barriga tanquinho do Schwarzenegger comendo pão, bebendo vinho e faltando todo dia à academia.”

Mudemos de assunto e passemos aos legados e excelência.

Ele diz:

“Aqueles que alcançaram o nível mais alto de maestria haviam acumulado, em média, cerca de dez mil horas de prática deliberada.”

A procura da maestria, da excelência, se encaixa mais em Projetos de Felicidade Mais Disruptivos e é bom que se entenda que:

Ninguém chega muito longe na excelência se não colocar para rodar uma Rotina Criativa em Espiral.

Vejo muito por aí as pessoas se dispersarem em diversos projetos profissionais e não chega à excelência em nenhum deles.

É uma escolha.

Porém, quando nos concentramos naquilo que somos mais fortes e procuramos ir mais fundo no nosso potencial, temos mais chances de aumentar nossa taxa de BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade).

A procura de excelência profissional, além disso, num campo específico é geradora de Estado de Fluxo – o que aumenta consideravelmente o BOMTRC.

Diria que o livro de Charlão tem o foco para quem quer desenvolver a Excelência, num campo específico.

Isso não é a realidade da maioria das pessoas. É um nicho dentro da Inovação Pessoal.

Eu até sugeriria mudar o título do livro dele para “18 princípios para você chegar à sua excelência.”

Isso se reforça, quando ele defende a luta contra a mediocridade:

“Papo de Mediocridade:

“Antes de avançarmos nesse tópico sobre mediocridade, preciso deixar bem claro que me refiro a “medíocre ” como sinônimo de “média”. De acordo com a definição do dicionário, essa palavra vem do latim mediocris , que significa : 1 . Que está no meio ou entre dois extremos, é igual a mediano; 2 . Que não se destaca na qualidade , no valor ou na originalidade; 3. Que está abaixo da média ou do que está aceitável.”

 

O problema é que nem todo mundo quer chegar à excelência.

Portanto, as dicas servem mais para quem abraça uma Felicidade mais Disruptiva do que Incremental e consegue focar em uma atividade profissional específica.

(Isso, inclusive, dá uma boa conversa: a excelência e os projetos de felicidade, um papo que podemos desenvolver depois – coloquei na lista.)

Diz ele, já mudando de assunto e entrando no papo do ego:

“Mas até hoje agradeço a Deus por tudo ter acontecido daquele jeito, porque tudo aquilo que eu passei me ajudou muito a desinflar o meu ego.”

TC nos diz o seguinte:

“A expressão “desinflar o ego” é uma metáfora que se refere a reduzir ou diminuir o ego de alguém, ou seja, diminuir o senso de importância exagerado ou a autoestima inflada de uma pessoa. O termo “ego” neste contexto é usado para descrever o senso de autoimportância, orgulho ou autoestima exagerados de alguém.

A origem exata da expressão não é clara, mas o conceito de “ego” e seu papel na psicologia e na sociedade é bastante antigo. O termo “ego” tem suas raízes na psicologia, particularmente nas teorias de Sigmund Freud. Freud definindo o ego como parte da personalidade que lida com a realidade, mediando entre os impulsos do id, as demandas do superego e as realidades externas.

A ideia de “desinflar o ego” pode ter se desenvolvida como uma maneira figurativa de descrever a redução do orgulho excessivo ou da arrogância de alguém. A expressão é frequentemente usada em contextos de psicologia, autoajuda e desenvolvimento pessoal, onde a ênfase é colocada na importância de cultivar uma visão mais realista de si mesmo e do mundo ao redor.”

Eu não gosto do conceito “ego”, pois ele gera mais confusão do que esclarecimento.

É um conceito que ajuda no VD da Imprecisão de Conceitos.

Quer um exemplo como a coisa fica mais clara e reduz a confusão?

Olha a frase do Charlão escrita de outra maneira, com menos margem à confusão:

“Mas até hoje agradeço a Deus por tudo ter acontecido daquele jeito, porque tudo aquilo que eu passei me ajudou muito a gerenciar melhor a minha vaidade.”

Ego se desdobra no conceito egoísmo – que Ayn Rand (1905-82) tanto questionou.

Já separamos o egoísmo em dois:

Egoísmo Saudável – aquele que defendemos nossos interesses (que é algo obrigatório para TODOS os Sapiens) em um processo ganha-ganha, através de trocas voluntárias;
Egoísmo Tóxico – aquele que defendemos nossos interesses (que é algo obrigatório para TODOS os Sapiens) em um processo perde-ganha, através da imposição forçada das trocas – desde assalto, sequestro ou fechamento do mercado para apenas um monopólio.

Note que, ao definir ego, TC teve a necessidade de adjetivar para poder explicar, ao usar “Orgulho Excessivo”.

Eu preferia mudar a frase de Charlão para o seguinte:

“Aquilo que eu passei me ajudou muito a lidar melhor com a minha vaidade.”

Note que “gerenciar melhor a minha vaidade” é muito mais preciso, pois eu posso ter uma relação melhor (mais saudável) com a vaidade ou pior (mais tóxica).

Todos nós somos – e precisamos ser vaidosos – para que possamos cuidar bem das nossas vidas: o problema é o gerenciamento saudável ou tóxico que fazemos da vaidade.

Aliás, um dos sintomas que a pessoa não está legal é quando ela deixa de cuidar da sua aparência, deixando de praticar a sua vaidade.

E o contrário também é verdadeiro.

Quando a pessoa passa a se preocupar demais com a sua aparência, deixando de se preocupar com coisas mais importantes.

Uma relação mais tóxica com a vaidade é aquela em que eu:

Estou muito preocupado com a opinião dos outros do que com a minha;
Faço coisas não por que me fazem bem, mas para ouvir elogios externos;
E perco a noção dos meus verdadeiros potenciais e fraquezas – e acho que tudo é possível, estabelecendo uma relação tóxica com os desafios.

Uma relação mais saudável com a vaidade é aquela em que eu:

Uma preocupação menor com a opinião dos outros do que com a minha;
Faço coisas por que me fazem bem e não para ouvir elogios;
E tenho a noção mais clara dos meus potenciais e fraquezas, conseguindo vencer os desafios numa relação saudável com eles.

Charlão também é adepto do Princípio Intrapessoal do Cadernismo, que já fazia parte do GFB 2.0:

“Acho muito importante que a pessoa tenha um caderno, algo que sirva para trazer as ideias do plano psicológico para o plano físico. Esse é um processo que precisa acontecer todos os dias, seja escrevendo ou até mesmo vocalizando.”

Porém, não faz muito sentido a expressão “trazer as ideias do plano psicológico para o plano físico”.

O que fazemos quando passamos a praticar o Cadernismo, via Diário de Bordo da Rotina e Diário de Bordo das Crises, é o seguinte:

Escrever nos permite “fazer o Pilates” na Mente Primária, através da “Personal Pilateira” Mente Secundária;
Cria-se uma rotina em que passamos a dar “nomes aos bois” de tudo que acontece na nossa vida;
E nos permite, com o tempo, ir desenvolvendo a nossa Narrativa Pessoal.

Sugiro aos praticantes do GFB 2.0 que:

O Diário de Bordo da Rotina, principalmente, se for no campo profissional, seja publicado na Internet para que se aumente a responsabilidade pelo texto e se tenha feedbacks de pessoas próximas;
O Diário de Bordo das Crises serve para superar situações difíceis e as experiências aprendidas, estas sim merecem ser divulgadas – os detalhes sobre as crises ficam no particular.

É possível até ter dois canais na Internet, um para os aprendizados profissionais e outro para os pessoais – a critério.

Quando digo dar “nome aos bois” é bom que possamos, no exemplo do Diário da Crise:

Dar nome ao evento – fui roubado;
Dar nome às sensações – fiquei com medo e raiva;
Pensar o que pode ser feito – dar queixa na polícia e avisar todos os amigos de que não se deve ir naquele local, naquela hora;
Escrever as lições – não vou mais andar por aquela rua à noite;
E, por fim, descobrir os padrões – recorrências, de que eu não sou muito ligado nos problemas de violência e sou mais assaltado do que os meus amigos.

Incentivo à leitura:

“Entenda, se os próprios bilionários afirmam que o hábito da leitura faz total diferença na vida deles, por que a pessoa não vai ler? E detalhe, esse hábito muito provavelmente é o mais barato de todas as opções possíveis para se manter ao longo da vida, e o que mais pode impactar na vida das pessoas.”

A dica de leitura é boa e pode até gerar um Princípio Intrapessoal que é o Leiturismo – criar o hábito de leitura para a oxigenação. Vou incluir.

Mais sobre isso:

“Isso significa que a prática da leitura é democrática e se adapta a qualquer um desde que essa pessoa queira ler e veja valor real neste hábito. Fato é, pessoas milionárias leem.”

(E aqui temos algo que se repete no livro ao usar bilionários e milionários como referência. Acho que até cabe dizer que podemos inventar o Milionarismo – tendência da pessoa basear os critérios da sua vida nos exemplos dos milionários.)

“É como se o livro fosse uma pessoa . Para quem lê muito igual a mim, o livro torna-se uma companhia.”

Concordo, digo sempre que dialogo com os autores como se estivesse tomando cerveja com eles.

“Quem lê um livro por ano deve dobrar a meta. Porque se lermos dois livros no primeiro ano e depois dobrarmos essa quantidade, vai ficar quatro, ou seja, ao final de dois anos serão seis livros lidos.”

Porém, é preciso deixar claro que temos dois tipos de Leitura:

A Proativa – aquela que incorporamos algo na nossa Narrativa Existencial;
E a Reativa – aquela que lemos muito e incorporamos pouco ou quase nada.

Ou seja, o problema é que não basta ler por ler em uma Leitura Passiva, mas é fundamental ler e praticar a Leitura Proativa.

Concordo com ele:

“Nós temos sempre que buscar uma leitura que nos agregue , temos que melhorar o valor, como se fosse o valor agregado da nossa leitura.”

Ele segue:

“Portanto, quanto mais conhecimento nós conseguimos adquirir, maior a nossa possibilidade de mudar de vida.”

Bimodalizaria a frase da seguinte maneira:

Quanto mais conseguimos aliar teorias e metodologias, através da leitura, com nosso projeto de vida, maior a nossa possibilidade de tomar decisões melhores e, assim, termos vidas melhores.

Aqui temos algo que também pode virar um Princípio Interpessoal, que vou chamar de Padrinhonismo.

Padrinhonismo – Adote padrinhos próximos ou distantes, vivos ou mortos para economizar tempo e dinheiro no desenvolvimento da sua Narrativa Existencial.

O que ele diz:

“Adote mentores, ainda que eles não saibam sobre a sua existência.// “O mentor é alguém que chegou a lugares que você ainda não chegou e quer chegar.”// “Você não precisa cometer os erros que cometeu e está sempre avisando.”// “Então o primeiro ponto do mentor é te dar o caminho, é te dar o mapa.”//”(…) é fazer com que você ganhe velocidade.”

Papo de Motivação:

“A motivação é legal? É legal e não sou contra a motivação, acho importante que a gente esteja motivado. Não sou contra a motivação, mas sabe o que a motivação vai fazer nessa história de órbita? No máximo, ela fará com que o seu foguete comece a pegar fogo, dê a partida. Porém, o que vai te colocar em órbita é a disciplina e o comprometimento . Comprometimento esse que você vai ter consigo mesmo , ou seja , mesmo que algo dê.”

Aqui, temos um problema de conceito mal usado.

Charlão está se referindo à Excitação Tóxica – aquela que vamos a uma palestra, ficamos super excitados, mas, ao cabo de dois dias, nossa vida volta ao normal.

A Excitação Tóxica – muito difundida em eventos chamados “motivacionais” não muda ninguém.
O nome deveria mudar. Ao invés de eventos motivacionais, deveriam se chamar eventos excitacionais.

Motivação, entretanto, não é excitação.

Segundo o TC:

“Em um contexto geral, isso se refere a um estado de estimulação física, mental ou emocional que resulta em um aumento da atividade física ou psicológica.”

Vejamos o que ele nos diz sobre a diferença:

“Excitação:

Refere-se a um estado de estimulação física, mental ou emocional.
Pode ser resultado de estímulos internos ou externos.
Geralmente é temporário e pode variar de acordo com a intensidade.
Não necessariamente implica em direção ou objetivo específico.

Motivação:

Refere-se a um impulso interno que direciona o comportamento em direção a metas ou objetivos específicos.
Pode ser intrínseca (motivação proveniente de interesses pessoais, valores ou aspirações) ou extrínseca (motivação proveniente de recompensas externas ou pressão social).
É geralmente mais estável e rigoroso do que a excitação.
Envolve uma direção específica para a ação, buscando alcançar o resultado desejado.”

Frases que destaco dele:

“As pessoas perdem muito tempo ao rechaçar aquilo que funciona.“

“As pessoas estão muito aceleradas , querem resultados rápidos.“

“Nós subestimamos o longo prazo e superestimamos o curto prazo.“ // “Trocamos o fazer um pouco todo dia pelo “curtoprazismo” .“

“A única coisa que não muda é que todo dia você tem um dia a menos.”

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

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b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto aborda a continuação da discussão sobre os projetos de felicidade, destacando a diferenciação entre os projetos mais incrementais e os mais disruptivos. Enfatiza-se a importância de atender às demandas individuais de desafios para manter alta a taxa de BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade), seja para os disruptores, que buscam desafios mais inovadores, ou para os incrementadores, que preferem desafios mais convencionais. O autor também destaca a necessidade de aumentar a personalização das vidas em meio à Civilização 2.0 e a importância de encontrar atividades geradoras de fluxo compatíveis com as demandas existenciais de cada pessoa. Além disso, são abordadas questões relacionadas ao dinheiro e felicidade, defendendo que o dinheiro deve ser visto como meio para alcançar uma vida melhor, e não como fim em si mesmo. O texto também destaca a importância do disciplinismo e do minimalismo na busca pela felicidade, bem como a necessidade de estabelecer metas e objetivos alinhados com as demandas individuais de cada um.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. O sábio é aquele que não deixa que os desejos por coisas o tire do seu caminho principal.
  2. Hoje, na Civilização 2.0, estamos vivendo um aumento exponencial e massificado de um Sapiens menos para um mais personalizado.
  3. Um dos principais problemas na qualidade de vida de qualquer pessoa é justamente confundir o que é meio (ferramenta) e o que é fim (objetivo).
  4. Não adianta, portanto, sair comprando coisas desnecessárias para mostrar para os outros o quanto você é o máximo e jogar toda a nossa tranquilidade pela janela.
  5. Eu não preciso inventar grandes desafios na minha vida, se a minha Demanda Existencial não exige isso.
  6. A ideia de que todos nós temos um propósito especial, desafiador, distante do mainstream é falsa. Pior: pode gerar mais infelicidade do que felicidade!
  7. O sarrafo de vidas mais desafiadoras subiu na Civilização 2.0.
  8. O propósito de todo o Sapiens é conseguir ter a vida mais compatível possível com as suas Demandas Existenciais.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Muitas pessoas são infelizes justamente porque elas ignoram seu propósito em função do dinheiro .”Charles Mendlowicz.

Vamos continuar a Bimodalizar o livro “18 princípios para você evoluir” do brasileiro Charles Mendlowicz.

Este é o segundo artigo.

Porém, no desdobramento da conversa do artigo passado, antes de tudo, precisamos separar os Projetos de Felicidade em dois tipos:

Projetos de Felicidade Mais Incrementais – aqueles que se aproximam mais do Mainstream, que a demanda de personalização da pessoa é menor;
Projetos de Felicidade Mais Disruptivos – aqueles que se distanciam mais do Mainstream, que a demanda de personalização da pessoa é maior.

Nos Projetos de Felicidade Mais Incrementais, temos o seguinte:

Uma demanda menor por criatividade;
A demanda de deixar Legados Mais Amplos é menor, ficando com os mais restritos tais como filhos, netos e herança.

Nos Projetos de Felicidade Mais Disruptivos, temos o seguinte:

Uma demanda maior por criatividade;
A demanda de deixar Legados Mais Amplos e de relevância é maior, tais como tecnologias, conceitos e trabalhos artísticos.

Não quer dizer que um é melhor do que o outro – o fundamental é atender as expectativas da demanda de desafios de cada pessoa.

Os Disruptores têm a demanda por desafio maior por uma questão de Viés Genético Inovador.

Voltemos à Bimodalização do livro de Charlão.

Diz ele:

“Quando eu digo que todo mundo tem uma função aqui na Terra, não necessariamente você se tornará multimilionário com isso, mas ao cumprir o propósito que é seu, você se sentirá muito feliz.”

Diria o seguinte.

O objetivo de uma pessoa no quesito felicidade é manter alta a sua taxa de BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade).

Obviamente, que cada pessoa têm demandas diferentes por desafios. Porém, no final das contas, tanto Disruptores quanto Incrementadores querem manter alto o BOMTRC.

Estou cercado de várias pessoas que têm o Viés Genético Incremental, que mantêm alta o BOMTRC sem a demanda por deixar Legados Mais Amplos.

Eles estão cumprindo seu propósito? Sim, estão. Viver da melhor maneira possível com as suas Demandas Existenciais.

E acredito que podemos, ao invés de chamar de propósito, chamar de Demandas Existenciais.

Demandas Existenciais são aquelas que cada pessoa tem para manter alta a sua Taxa de BOMTRC, que varia de pessoa para pessoa, principalmente, a partir do Viés Genético Inovador.

Eu não preciso inventar grandes desafios na minha vida, se a minha Demanda Existencial não exige isso.

Quando falamos em autoconhecimento, estamos nos referindo a pesquisa necessária para saber quais são as nossas Demandas Existenciais.

Charlão, por exemplo, pelo que li do livro dele, é mais Disruptivo do que Incremental e tem uma demanda por deixar um Legado Mais Amplo do que a maioria das pessoas.

E isso é um problema quando falamos de Felicidade.

Muitos autores querem vender os Projetos de Felicidade Mais Disruptivos como se fossem a única opção.

Muita gente que não tem a Demanda Existencial Mais Disruptiva acaba se sentindo mal por não querer deixar Legados Mais Amplos.

O importante na vida de qualquer pessoa é justamente ter atendido às suas Demandas Existenciais com mais ou menos desafios, dependendo do Viés Genético Inovador.

A ideia de que todos nós temos um propósito especial, desafiador, distante do mainstream é falsa. Pior: pode gerar mais infelicidade do que felicidade!

De maneira geral, para a maior parte das pessoas, não há uma demanda por um propósito tão diferente e especial.

Não quer dizer que isso seja bom ou ruim, mas é assim que é a vida.

Porém, uma coisa relevante precisa ser dita.

Ao longo do tempo, conforme vamos aumentando a população, temos como obrigação aumentar a personalização de cada Sapiens.

Hoje, na Civilização 2.0, estamos vivendo um aumento exponencial e massificado de um Sapiens menos para um mais personalizado.

O que antes servia para uma pessoa mais incremental, hoje não serve mais e há uma demanda grande para que as pessoas se personalizem muito mais do que no passado.

E isso nos leva a um aumento da personalização e, por consequência, uma demanda maior por uma felicidade mais consciente e um pouco diferenciada uma das outras.

Todos nós estamos sendo demandados a ter vidas mais desafiadoras do que nossos antepassados.

O sarrafo de vidas mais desafiadoras subiu na Civilização 2.0.

Note, entretanto, que um pouco mais diferenciada não significa muito mais diferenciada.

Há um necessário ajuste para que as pessoas se acostumem a viver vidas mais desafiadoras dentro da nova Civilização 2.0.
Porém, teremos dentro dos desafios do Sapiens 2.0 ainda a mesma divisão:

O Disruptivo 2.0 viverá ainda muito mais desafios do que o 1.0;
E o Incremental 2.0 viverá mais desafios do que o 1.0;
Porém, serão ainda Demandas Existenciais distintas como sempre foi – isso não se altera.

Temos um radical aumento da personalização e precisamos de Projetos de Felicidades Mais Fortes no atual momento tanto para os Incrementadores quanto para os Disruptores.

As pessoas hoje precisam se acostumar a vidas mais desafiadoras, já que:

Os clientes estão com muito mais opções e, por causa disso, mais exigentes e mais personalizados;
A concorrência, além disso, aumentou muito;
E a possibilidade de se trabalhar com menos envolvimento já não é mais uma opção tão tranquila como foi no passado.

Por isso, a demanda por PFMFs cresceu muito.

E temos, dentro disso, outro aspecto que vale tanto para os Projetos de Felicidade Mais Fortes Disruptivos e Incrementais.

O epicentro de um PFMF 2.0 é o aumento de Atividades Geradoras de Fluxo.

Hoje, a demanda por praticar o Estado de Fluxo é muito maior do que no passado.

Antigamente, alguém vivia ao longo de toda a vida a seguinte situação (que hoje não é mais tão comum):

Trabalhar na mesma empresa;
Tendo a mesma atividade profissional ao longo de toda a vida;
Com Taxas Inovadoras.

A necessidade de se reinventar aumentou muito e, por isso, os Projetos de Felicidade Mais Fortes se tornaram uma demanda cada vez mais presente.

“Cumprir o propósito que é seu” – como sugere o Charlão significa, assim, atender as Demandas Existenciais em dois níveis:

Que sejam compatíveis com seu Viés Inovador Genético;
Mas ao mesmo tempo compatível com a Civilização em que se vive, que varia conforme o Ambiente Midiático e Cooperativo.
Eu Bimodalizaria isso, de novo, já pegando outro aspecto.

Mesmo dentro de Projetos de Felicidade Mais Incrementais vai se procurar Atividades Geradoras de Fluxo.

Talvez, tenhamos aqui a diferença entre os diferentes Viés Genético Inovador:

Quanto mais as Atividades Geradoras de Fluxo de uma pessoa se distanciam do mainstream, mais disruptiva é a sua demanda inovadora;
Quanto mais as Atividades Geradoras de Fluxo de uma pessoa se aproximam do mainstream, mais incremental é a sua demanda inovadora.

É bom que as pessoas procurem – independente do seu Viés Genético Inovador – as suas respectivas Atividades Geradoras de Fluxo.

Uma pessoa mais incremental que entra em fluxo cuidando do seu jardim terá sempre alta a taxa de felicidade, mesmo que isso não deixe um Legado Mais Amplo.

Podemos dizer que:

O propósito de todo o Sapiens é conseguir ter a vida mais compatível possível com as suas Demandas Existenciais.

E que as Demandas Existenciais dos Sapiens variam conforme:

De forma estrutural – com o Viés Genético Inovador de cada um, pois isso não se modifica;
De forma conjuntural – com o tipo de Ambiente Familiar, Regional ou Civilizacional em que se vive, pois isso se modifica no tempo.

É preciso, entretanto, que cada pessoa tenha claro que “encontrar um propósito” ou as suas Demandas Existenciais – não é igual a procurar um cachorro querido que se perdeu no meio da rua.

As Demandas Existenciais não é algo que se acha e acabou o problema. É, ao invés disso, algo que se está o tempo todo procurando e se modificando.

Isso é reforçado por esta frase do Charlão:

“Quanta gente por aí afora vive depressiva quando não está fazendo aquilo que realmente veio fazer neste mundo.”

Diria que:

Uma vida melhor e mais sábia é aquela que aprendemos a conhecer, respeitar e colocar para rodar nossas Demandas Existenciais.

Diz ele e mudando de assunto agora para falar da relação dinheiro e felicidade:

“Muitas pessoas são infelizes justamente porque elas ignoram seu propósito em função do dinheiro.”

Sim, o dinheiro é um meio para se viver uma vida melhor. Tem, como vimos nos artigos anteriores, uma medida certa.

Um dos principais problemas na qualidade de vida de qualquer pessoa é justamente confundir o que é meio (ferramenta) e o que é fim (objetivo).

Os utensílios que estão em torno de nós viabilizando vidas melhores são apenas ferramentas para que possamos ir colocando para rodar nossas Demandas Existenciais.

Sabemos que nossas Demandas Existenciais estão sendo atingidas quando o BOMTRC está alto.

Não adianta, portanto, sair comprando coisas desnecessárias para mostrar para os outros o quanto você é o máximo e jogar toda a nossa tranquilidade pela janela.

Charlão defende também o Disciplinismo, um dos Princípios Intrapessoais do GFB 2.0.

Diz ele:

“Ter pequenas metas para conquistar um objetivo maior é muito mais fácil do que ficar sempre pensando naquele objetivo e não conseguir realizá-lo.”

Assim, todos os dias é bom ir realizando coisas, batendo palmas para os pequenos resultados, e ir avançando devagarinho.

Isso bate muito com a ideia do MVP:

“MVP é a sigla que representa o Mínimo Produto Viável – em inglês, Minimum Viable Product. De um jeito simples, podemos definir o MVP como uma versão enxuta de uma solução, que contém apenas suas funcionalidades básicas.”

Também conhecido como pilotos, experiências, que vão passo a passo nos permitindo cumprir nossas metas.

Diz ele:

“Você tem que comemorar cada passo!”

Aqui, cabe lembrar do Ritual Rivotril que falamos na semana passada, que é:

“Quais foram as cinco atividades Top de hoje?”

Coloquei na agenda para me lembrar e tenho feito este exercício diariamente.

Poderia, depois de uma semana de atividades, dizer que tenho percebido como momentos tops:

As minhas micro, médio e grandes vitórias nos diversos projetos que estou envolvido na minha vida;
Os encontros com pessoas próximas, que incluem conhecidos, amigos e os papos com os Bimodais, sejam eles Endógenos e Exógenos.

Tudo isso – aliado ao meu Ritual Rivotril do agradecimento – tem me feito me sentir mais proativo e praticar mais os princípios que me fazem bem.

Vejo também no texto de Charlão um aspecto Minimalista (apesar dele se referir bastante aos milionários – uma contradição que aparece ao longo do texto.)

O Minimalismo é outro dos Princípios Intrapessoais contidos no GFB 2.0.

Aqui temos um diamante do Minimalismo, retirado do Talmude, que pode ser melhorado:

“O homem rico é aquele que está satisfeito com o que possui.”

Acredito, entretanto, que podemos desenvolver mais isso.

Trocaria a expressão rico, por homem sábio. E não colocaria a expressão satisfeito, pois, como a vida, é um processo a satisfação de hoje não será a mesma de amanhã, pois as demandas objetivas e subjetivas mudam.

Diria assim que:

O sábio é aquele que não deixa que os desejos por coisas o tire do seu caminho principal.

O importante no Princípio Intrapessoal do Minimalismo no GFB 2.0 é o seguinte:

As coisas à nossa volta não devem ser compradas para serem exibidas aos outros, mas para melhorar a nossa vida;
E vão sempre na direção do menos para o mais conforto, nos permitindo mais e mais nos dedicar para aquilo que nos deixa mais feliz.

Diz ele:

“Você precisa se organizar para estabelecer quais são seus objetivos e não interessa se vai escrevê-los em um papel, na parede da sua casa ou tatuar nas suas costas. Trace as metas rumo aos objetivos que você deseja alcançar e em seguida revise tudo.”

Mas qual é o critério?

Isso tem que ser adaptado ao contexto, mas que para todos, independente do Viés Genético Inovador, será:

Garantir a sobrevivência, através de atividades remuneradas, cada vez mais próximas das suas Demandas Existenciais;
E garantir depois na quarta idade a independência financeira dos clientes externos.

Se temos, além disso, um Projeto de Felicidade Mais Disruptivo, é preciso dividir o Projetão e o Projetinho:

O Projetão – aquilo que pode ser uma visão geral do Legado Mais Amplo, tal como no meu caso, desenvolver a Ciência da Inovação Bimodal;
Os Projetinhos – organizar a escola para que isso seja possível e publicar livros regularmente.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

Charlão defende o disciplinismo e aborda o conceito de evolução pessoal, destacando a importância de buscar a melhor versão de si mesmo. Ele também discute o propósito pessoal e a responsabilidade individual na busca por uma vida satisfatória. No entanto, suas ideias levantam questões sobre a singularização e a massificação da evolução pessoal, assim como a necessidade de adjetivação para tornar os conceitos mais específicos. Além disso, Charlão destaca a importância de assumir a responsabilidade pela própria vida e critica a tendência de culpar os outros pelos infortúnios pessoais. No entanto, suas ideias podem parecer um tanto quanto umbiguistas ao generalizar suas próprias experiências como aplicáveis a todos. É sugerido que a busca pelo propósito pessoal é uma jornada contínua e progressiva, que pode mudar com o tempo e as circunstâncias individuais.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Viver é justamente conseguir adequar, da melhor forma possível, a bagunça do mundo à nossa bagunça pessoal.
  2. Quando precisamos fazer determinadas mudanças mais profundas e estruturais, se a pessoa não dá o primeiro passo, todo esforço será inútil.
  3. Guias de Felicidade Mais Fortes precisam se utilizar do Atrativismo, pois as mudanças exigidas são mais estruturais e disruptivas.
  4. Viver é uma continuada e progressiva adequação da vida ao seu Projeto de Felicidade, quanto melhor isso for feito, mais a sua vida será melhor.
  5. Não entendemos que a civilização caminha, de forma saudável, continuada, sustentável e inteligente numa relação de equilíbrio entre Disruptores e Incrementadores.
  6. Quando temos diante de nós a opção de mudanças muito profundas, ou você está muito afim de encarar a brincadeira, ou nada ou ninguém irá convencê-lo.
  7. O que era ser incremental no Mundo 1.0 não é mais ser incremental no Mundo 2.0, todo mundo tem que aumentar, em alguma medida, a sua Taxa de Disrupção.
  8. Não se acha um propósito e pronto, mas o que temos é uma pesquisa continuada e progressiva, que vai mudando com o tempo, com a idade e as circunstâncias.

Os Mapas Mentais do Artigo:

 

Vamos ao Artigo:

“xxx”xxx.

Diria que Charlão – como ele como gosta de ser chamado – é um autor de Inovação Pessoal com o seguinte perfil:

Contador de Histórias – mais autobiográfica do que histórias de outros;
Um Coisitivista Moderado – pois baseia vários exemplos de uma vida boa não em pessoas comuns, mas em milionários;
Desenvolve, a meu ver, uma Taxa de Médio Didatismo, através de 18 princípios, que muitas vezes se repetem;
O livro, entretanto, desperta diversas conversas interessantes.

(Ele tirou o número 18 de uma referência da Torá, que considera 18 o número da vida e resolveu basear o livro dentro deste contexto.)

Vamos à análise.

Charles é um defensor ferrenho do Disciplinismo um dos Princípios Intrapessoais (Relação Eu-Eu) que propomos no PFB 2.0.

Como vemos nesta citação:

“Às vezes o mundo não te “quebra” na hora, ele vai te envergando aos poucos a ponto de você se sentir paralisado ou perdido . Nessas horas, a rotina e a disciplina são os melhores antídotos para você voltar para o “jogo” e reencontrar o caminho para a sua EVOLUÇÃO.”

O termo evolução cria uma certa polêmica, que aparece aqui e no próprio título do livro.

Diz CT: “A evolução pessoal refere-se ao processo contínuo de crescimento, desenvolvimento e aprimoramento de uma pessoa ao longo da vida. Envolve a busca por autoconhecimento, o estabelecimento de metas pessoais, o aprendizado constante, o desenvolvimento de habilidades, a superação de desafios e a busca pelo bem-estar emocional, mental e espiritual. A evolução pessoal pode ocorrer em diversas áreas da vida, como profissional, emocional, relacional, espiritual e física. É um processo individual e único para cada pessoa, e pode ser impulsionado por experiências, reflexões, feedbacks, educação formal e informal, entre outros fatores. Em essência, a evolução pessoal é o caminho pelo qual uma pessoa busca se tornar a melhor versão de si mesma.”

Gosto do final:

“A evolução pessoal é o caminho pelo qual uma pessoa busca se tornar a melhor versão de si mesma.”

Mas note que quando eu digo para alguém: “você precisa evoluir.” não está claro do que estou falando. Evoluir é um conceito em aberto.

Precisamos aqui, mais uma vez e como sempre, de adjetivos. O que sugere o TC e concordo com ele é a Evolução Personalizadora.

A Evolução Personalizadora ou Singularizadora – é aquela em que uma pessoa busca se tornar a melhor versão de si mesma.

Note que em um ambiente mais massificado, eu posso incentivar uma Evolução Massificadora, na qual todo mundo passa a pensar mais parecido com o centro.

Assim, temos que especificar:

A Evolução Personalizadora – na direção da Singularização;
A Evolução Massificadora – na direção da Massificação.

Diz CT: “A palavra “evolução” tem sua origem no latim “evolutio”, que significa “desdobramento” ou “desenrolar””.

Evolução é uma palavra em aberto, tal como falamos de um duto ou de uma estrada, que leva algo de um lugar para outro.

Evoluir precisa de definição do que consideramos é melhorar e de onde para onde sugerimos que se deve ir.

Dito isso, mudemos de assunto.

Charlão abraça também a ideia do Singularismo. Diz ele:

“Loucura: é assim que defino quando nós temos o propósito bem diante da nossa cara, mas não fazemos o que viemos fazer neste mundo.”

E aqui esbarramos no “propósito” – outro conceito problemático.

Note que aqui temos o problema do VD (Vício Dialógico) da Falta de Adjetivação, que pode causar confusão do que exatamente estamos falando quando nos referimos a “ter propósito” ou “o meu propósito”.

Diz o CT: “O propósito pode ser definido como a razão de ser ou o motivo subjacente que impulsiona uma pessoa, organização ou entidade a agir de determinada maneira ou a buscar certos objetivos.”

Dentro desse ponto de vista, no âmbito pessoal, todos nós temos um propósito nato: sobreviver da melhor forma possível.

Precisamos adjetivar para sermos mais específicos.

Temos os seguintes tipos de propósitos:

Propósitos Mais Singulares – aqueles que desenvolvemos projetos mais particulares em torno dos nossos Potenciais Singulares, tal como pintar, tocar um instrumento, nos aprofundar num assunto, ou mesmo escrever um livro, que nos permitem entrar em Estado de Fluxo;
Propósitos Menos Singulares – aqueles que desenvolvemos projetos mais comuns a todos os Sapiens, tal como ter filhos, deixar uma herança ou ser diretor de uma determinada empresa, que não nos levam necessariamente ao Estado de Fluxo.

Quando Charlão se refere a propósito me parece que ele está falando mais do primeiro do que do segundo.

Propósitos Mais Singulares tendem a deixar Legados Mais Amplos e Propósitos Menos Singulares tendem a deixar Legados Mais Restritos.

Quando ele defende que precisamos escolher “um propósito”, quer expressar que é preciso procurar um Propósito Mais Consciente e Mais Singular, que nos leve a deixar um Legado Mais Amplo.

Porém, nem todo mundo tem essa demanda.

E aqui temos um impasse na conversa de como vemos o Sapiens.

De maneira geral, no mainstream, temos a visão de que todo mundo é meio parecido.

Mas quando falamos em inovação, seja na camada grupal ou pessoal, é fundamental que façamos uma divisão de dois Vieses Genéticos Inovadores:

Disruptivos – que têm uma demanda muito maior por personalização;
Incrementais – que têm uma demanda muito menor por personalização.

E aqui temos uma divisão importante, que é um divisor de água na Ciência da Inovação:

Na Ciência da Inovação 1.0 – Todos os Sapiens tem um Viés Genético igual diante da Inovação;
Na Ciência da Inovação 2.0 – Temos dois Vieses Genéticos (Incrementais e Disruptivos) distintos que precisam ser a base para se pensar projetos tanto na Inovação Grupal quanto na pessoal.

Por isso, quando vamos conduzir pessoas em um Projeto de Felicidade Mais Forte diante do Digital é preciso:

Promover a reflexão sobre os novos Paradigmas da Ciência Social 2.0, que revê as bases de como o Sapiens caminha na Macro-Histórica, incorporando o papel da demografia, das mídias e dos novos modelos de cooperação;
Promover a reflexão sobre os novos Paradigmas da Ciência da Inovação 2.0, que revê as bases dos diferentes Vieses Genéticos do Sapiens;
E, por fim, promover a reflexão sobre o tema da Felicidade dentro deste novo contexto, unindo os Conceituadores do passado e do presente, dentro destes novos contextos.

Quando falamos que as pessoas têm a demanda por “ter propósito” – como sugere Charlão – temos que entender qual o Viés Genético de cada um, que vai impactar na demanda de mais ou menos disrupção nesse campo.

Voltemos ao Charlão, que complementa:

“Se no meu passado eu tivesse o conhecimento que vou compartilhar ao longo deste livro, eu teria seguido o meu propósito muito antes e evitado sofrer uma porrada de dores.”

O que ele está se referindo é Propósitos Mais Singulares, que nos deixam vivenciar nosso Estado de Fluxo.

É algo diretamente ligado à Inovação e a uma vida mais singular, que nem todo mundo deseja desenvolver.

Charlão adota o Modelo de Divulgação do Atrativismo, bem utilizado pelo AA (Alcoólicos Anônimos):

“Se você acha que a responsabilidade não é sua, já pode fechar este livro.”

Já falamos sobre isso, mas vale voltar.

Quando precisamos ou sugerimos métodos mais inovadores para que se faça determinadas mudanças mais profundas e estruturais, é preciso contar com uma vontade extra de quem vai se envolver no processo.

Se a pessoa não está disposta a dar o primeiro passo, é quase certo, que todo esforço de mudança será inútil.

Ou melhor.

Diante de qualquer saída de uma Matrix, sempre haverá a opção de duas pílulas:

A Vermelha – quero sair daqui agora e vou me esforçar para isso;
A Azul – quero continuar em Matriz e não venha com esse papo de pílula vermelha.

Aqui, temos a proposta do Método de Divulgação do Atrativismo e não do Convencismo, explico:

Método de Divulgação do Atrativismo – a pessoa é atraída sem grande esforço de divulgação, através do exemplo do sucesso de alguém, mais no boca a boca – mais adequado para mudanças mais estruturais e disruptivas, no qual há um grande esforço de cada um para promover as mudanças;
Método de Divulgação do Convencismo – a pessoa é atraída com grandes esforços de divulgação, via canais de mídia, digitais ou não – com uma série de estratégias de marketing – mais adequado para mudanças menos estruturais e disruptivas, no qual o esforço de cada um para promover mudanças é pequeno.

Os Guias de Felicidade Mais Fortes precisam se utilizar mais do Atrativismo e menos do Convencismo, pois as mudanças exigidas são mais estruturais e disruptivas.

Quando temos diante de nós a opção de mudanças muito profundas, ou você está muito afim de encarar a brincadeira, ou nada ou ninguém irá convencê-lo.

Vejamos o jeito radical de Charlão de praticar o Método Atrativista:

“Se você não acha que a responsabilidade (da sua vida) depende de você, mas sim da sua mãe, do seu pai, do avô, do marido, da mulher, do noivo ou da noiva, se você depende de alguém para que seus planos funcionem, ou culpa alguém por você não evoluir, não adianta nada seguir os princípios descritos neste livro, porque você acredita que não depende de você, mas sim de um terceiro.”

Diria que ele descreve alguém que ainda não está pronto para mudanças mais estruturais e disruptivas.

NO AA, um bom exemplo, da descentralização de Inovação Grupal, com impactos na Inovação Pessoal, temos a seguinte frase, que representa bem o Atrativismo:

“Se você bebe é um problema seu, se quer parar de beber é um problema nosso.”

É Atrativismo na veia.

O GFB 2.0 defende – dentro da nossa revisão dos Paradigmas da Felicidade Mais Mainstream – a mudança de postura entre Felicidade Chuva (vai cair é só rezar) para a Felicidade Chuveiro (boa parte depende do meu esforço).

O cliente de um GFMF precisa estar em um momento da vida em que ele quer mudar e está disposto a abraçar algo mais disruptivo e profundo.

Temos ainda, do ponto de vista geral, uma demanda pelo aumento de TODAS as pessoas por projetos de felicidade mais personalizados.

O que era ser incremental no Mundo 1.0 não é mais ser incremental no Mundo 2.0, todo mundo tem que aumentar, em alguma medida, a sua Taxa de Disrupção.

Por fim, temos, sim, a tendência – que deve ser combatida – de culpar os outros pelos nossos infortúnios e não assumir a responsabilidade sobre as nossas vidas.

Diz ele sobre esta visão responsável sobre as nossas vidas:

“Só conseguimos evoluir quando entendemos que ônus e bônus dependem apenas da nossa responsabilidade e de ninguém mais.”

Charlão defende a Singularização como o elemento principal para uma vida melhor:

“Ao entrarmos no nosso propósito, a vida começa a andar e a fazer sentido, por isso que, do momento que eu comecei a seguir o meu, em poucos anos a minha vida mudou.”

Diria apenas que a procura não do propósito, mas do Tapete de Aladim, é progressiva e pode mudar com o tempo.

Por exemplo, como é o caso dele, que deixou de ser Operacional e passou a ser Disseminador e Conceituador, escrevendo livros e fazendo palestras.

A descoberta de que a Conceituação, como foi o caso dele, faz mais a cabeça pode vir com o tempo.

O Propósito Mais Singular (Tapete de Aladim) não é algo que se descobre o pronto, mas é uma espécie de Doutorado Continuado, que leva a vida toda e vai mudando muito ou pouco com o tempo.

O que é preciso na procura do Projeto do Tapete de Aladim é algo assim:

Isso me deixa mais motivado do que aquilo – vou tornar isso mais presente na minha vida;
Isso já não me deixa mais motivado do que aquilo – vou tornar isso menos presente na minha vida.

Assim, podemos dizer que:

Não se acha um propósito e pronto, mas é uma pesquisa continuada e progressiva, que vai mudando com o tempo, com a idade e as circunstâncias.

Existem algumas variações relevantes na Pesquisa Continuada e Progressiva pela descoberta e manutenção da prática de subir no Tapete de Aladim:

O contexto geral onde estamos vivendo agora;
Nossa herança genética;
Nossa FOB;
Nosso momento dentro das 5 Idades, que é facilitado quando colocamos em prática a Visão Quinquenal da Vida.

(Visão Quinquenal da Vida – pensar a vida – com uma certa frequência – dentro do contexto de cinco em cinco anos para nos localizarmos dentro das 5 Idades.)

Nessa linha, diz ele:

“Se você tentar encaixar o mundo na sua vida, vai acabar bagunçando com ela.”

Acredito que a frase aqui ficou confusa.

Bimodalizo:

Viver é uma continuada e progressiva adequação da vida ao seu Projeto de Felicidade, quanto melhor isso for feito, mais a sua vida será melhor.

Viver é justamente conseguir adequar, da melhor forma possível, a bagunça do mundo à nossa bagunça pessoal.

Questiono ainda esta frase:

“Dispa-se do mundo para poder pensar no seu propósito.”

Bimodalizo da seguinte maneira:

Olhe o mundo, a partir dos seus Potenciais Singulares para ter uma relação mais saudável com ele.

Ninguém se despe do mundo, mas aprende a se vestir de tal forma que se consiga, da forma mais personalizada possível, passear por ele.

E aí temos uma certa viagem:

“Propósito: você está estragando a sua vida e a minha também. Daí nesse momento eu sei que vai questionar: “ Mas por que eu estou estragando a sua vida, Charles?” . É muito simples: porque todo mundo vem à Terra para cumprir algo. (…) Vamos pensar em termos energéticos. Todo mundo vem ao mundo para cumprir algo a fim de evoluir, logo, se você vem e não evolui está ferrando com a sua vida, com o mundo, e consequentemente atrapalhando a minha vida também.”

Diria que Charlão está cometendo o VD do Umbiguismo.

Considerar que – pelo fato dele ser Disruptivo e ter determinadas demandas – isso se aplica a todos os humanos na face da terra.

Muitas pessoas vão querer deixar Legados Mais Comuns, tal como filhos, netos, posses e não estão nem um pouco preocupados em algo mais subjetivo.

E isso não quer dizer que não se sintam felizes em alguma medida, a partir de seus parâmetros.

Não entendemos que a civilização caminha, de forma saudável, continuada, sustentável e inteligente numa relação de equilíbrio entre Disruptores e Incrementadores.

Na verdade, é preciso separar estes dois nichos:

A Felicidade Mais Afeita aos Incrementadores – com demanda de legados mais objetivos e mais próxima do Mainstream, com menos demanda por criatividade;
A Felicidade Mais Afeita aos Disruptores – com legados mais objetivos e mais próxima do Mainstream com mais demanda por criatividade.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto faz uma análise crítica do livro de Jonathan Haidt, destacando sua abordagem menos didática e objetiva. Ele discute a ideia de que temos mais de uma mente, defendendo uma abordagem polilista da mente em oposição à abordagem monolista mais comum. Haidt argumenta que nossa racionalidade depende da sofisticação emocional e que devemos aprender a lidar com nossas emoções para tomar decisões melhores. Além disso, o texto aborda a importância da linguagem na terapia cognitiva e destaca a necessidade de aprender a negociar e gerenciar nossas diferentes facetas mentais. Também menciona a influência dos genes e discute temas como depressão e fofoca. Em suma, o autor defende uma abordagem integrativa que reconhece a complexidade da mente humana e a importância de desenvolver habilidades de autorregulação emocional e reflexão para uma vida mais satisfatória.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. O Eu é algo que não é a Mente Secundária, não é a Mente Primária, mas é um gerenciador de ambas.
  2. O que uma pessoa que toma atitudes melhores faz é sofisticar suas emoções, a partir do uso de uma Mente Mais Reflexiva.
  3. Uma pessoa mais esperta é aquela que desenvolveu a capacidade da boa negociação entre a Mente Secundária e a Primária.
  4. Todos nós somos vaidosos, pois queremos valorizar algo em nós.
  5. Todo o processo terapêutico, seja ele qual for – para que possamos lidar melhor com nossas emoções – é baseado ou na palavra oral ou na escrita.
  6. Quando falamos e escrevemos sobre o que estamos sentindo conseguimos lidar melhor com nossas emoções.
  7. Foi a linguagem que nos permitiu iniciar o desenvolvimento com mais desenvoltura da nossa Mente Secundária.
  8. É a linguagem que nos permite reduzir nossa Taxa de Zegapagodação.

Os Mapas Mentais do Artigo:

 

Vamos ao Artigo:

“A única viagem genuína consiste não em visitar terras desconhecidas, mas em enxergar o mundo com outros olhos.” – Marcel Proust.

Antes de começar a Bimodalização do livro “A Hipótese da Felicidade: encontrando a verdade moderna na sabedoria antiga“ de Jonathan Haidt, vou começar com um Parênteses dos Escritos.

Classificamos nos artigos anteriores os livros sobre Inovação Pessoal (ou sobre Felicidade), a partir da abordagem, dividido em Contadores de Histórias, Apresentadores de Pesquisa e Sintetizadores dos livros dos Contadores de Histórias e Apresentadores de Pesquisa (que é o nosso caso).

Porém, podemos agora analisar os mesmos autores pela preocupação didática que eles têm com o tema.

“Didático”, segundo o TC (Tio Chatinho) “é um adjetivo que se refere a algo que é adequado para ensinar ou transmitir conhecimento de forma clara, compreensível e organizada. Um material didático, por exemplo, é projetado para facilitar a aprendizagem de um determinado assunto. A palavra “didático” tem sua origem no termo grego “didaktikos”, que significa “próprio para ensinar” ou “relativo ao ensino”. Esse termo é derivado do verbo “didaskein”, que significa “ensinar” ou “instruir”.”

Assim, se analisarmos os Autores sobre Inovação Pessoal do ponto de vista do seu Didatismos teremos:

Autores sobre Inovação Pessoal Mais Didáticos – aqueles que se preocupam mais com a possibilidade do seu material ser usado para formação de Disseminadores e clientes finais;
Autores sobre Inovação Pessoal Menos Didáticos – aqueles que se preocupam pouco com a possibilidade do seu material ser usado para formação de Disseminadores e clientes finais;
Autores sobre Inovação Pessoal Muito Didáticos – aqueles que se preocupam bastante com a possibilidade do seu material ser usado para formação de Disseminadores e clientes finais.

O que seria, entretanto, um autor Muito Didático?
(Vou criar uma tabela que vou incorporar nos anexos para ir aperfeiçoando-a.)

Tabela de itens que caracterizam Autores sobre Inovação Pessoal Muito Didáticos:
Itens
Detalhamento
Criação de Glossário
de Conceitos Novos
Para que se possa entender os conceitos que vão sendo criados ao longo do tempo;
Situar a Narrativa dentro de uma determinada Ciência
Para que se possa sempre melhorá-la;
Comparar a abordagem com outras;
Para deixar claro que não é nem a única e nem a melhor, mas a mais melhor possível;
Apresentar sempre o que é mais comum, mais mainstream, e o que se apresenta de novo;
Justificando por que a novidade é uma abordagem melhor do que a que utilizamos de maneira geral;
Uma preocupação extrema com a precisão dos conceitos;

Para evitar Vícios Dialógicos de todos os tipos;
Preocupação extrema com a divisão das etapas para que possamos ser utilizadas em cursos;
Sempre partindo por uma determinada lógica, na qual o que vem primeiro é importante ser explicado antes para o que vem depois.

 

 

 

Deste ponto de vista, diria que o livro de Jonathan Haidt é de um Autor sobre Inovação Pessoal Menos Didático. Pouca preocupação com a disseminação posterior das suas ideias.

Um livro Menos Didático dificulta o trabalho de quem está querendo produzir algo Muito Didático, pois o tempo de garimpagem é muito maior.

Diria mais.

O livro de Haidt não é só Pouco Didático, mas também pouco objetivo. Ele fala de muita coisa e não se preocupou em organizar melhor, de sintetizar para facilitar a vida do leitor.

Podemos, assim, ainda dividir os livros, isso vale para qualquer abordagem sobre qualquer assunto:

Livros bem sintetizados – o autor precisou bem do que gostaria de falar – o que facilita e torna a leitura mais agradável;
Livros mal sintetizados – o autor NÃO precisou bem do que gostaria de falar – o que dificulta e torna a leitura não tão agradável.

O livro de Haidt não é só Pouco objetivo, mas também mal sintetizado.

Feita a análise dele como autor, vamos analisar o conteúdo.

Haidt é um autor Polilista.

O que significa isso?

Ele defende a ideia de que temos mais do que uma mente – o que reforça a abordagem Bimodal.

Deste ponto de vista temos duas abordagens possíveis na Inovação Pessoal:

Abordagem Mais Monolista da Mente – que é a mais comum, de que temos apenas uma mente que é capaz de controlar tudo dentro de nós, usada pela maioria das pessoas, que as impede de fazer revisões sobre seus Paradigmas e com menos facilidade de levar a vida;
Abordagem Mais Polilista da Mente – que é a menos comum, de que temos apenas mais do que uma mente que compreende e negocia com os nossos vários “Eus”, incapaz de controlar tudo dentro de nós, usada por menos pessoas, o que facilita as revisões sobre seus Paradigmas e com mais facilidade de levar a vida.

Quando alguém diz:

“Posso ver notícias da televisão o dia todo e isso não me afeta.” – temos nesta frase uma Abordagem Mais Monolista da Mente.

A pessoa tem a fantasia de que consegue controlar tudo dentro dela e ela, independente do que faça, não será afetada.

Na sua visão Polilista da Mente, Haidt nos diz o seguinte:

“Enquanto o resto de nós contempla o mundo, nossos cérebros emocionais, instantaneamente e automaticamente, avaliam as possibilidades apresentadas. Uma possibilidade costuma se sobressair para nós como a mais óbvia e mais adequada . Precisamos apenas utilizar a razão a fim de pesar os prós e os contras quando outras opções nos parecem igualmente boas.”

Assim, temos, conforme ele sugere, uma área mais emocional e outra mais reflexiva para que possamos tomar decisões.

Diz ele:

“A racionalidade humana depende criticamente da sofisticação emocional.”

Gosto disso, pois temos a falsa dicotomia entre razão e emoção.

Numa visão Polilista da Mente, o que observamos é que não temos uma Mente Totalmente Não Emocional.

Quando ele fala em sofisticação emocional, não estamos tratando de uma sofisticação racional.
O que uma pessoa que toma atitudes melhores faz é sofisticar suas emoções, a partir do uso de uma Mente Mais Reflexiva.

Uma Mente Mais Reflexiva não é uma Mente Totalmente Racional. Ela aprende a lidar com as emoções para que possa decidir melhor.

Uma Mente Mais Reflexiva é aquela que não se deixa levar TANTO pelas emoções, mas sempre um POUCO.

Diz Haidt:

“Os psicólogos começaram a perceber que há na mente dois sistemas de processamento funcionando integralmente: os processos controlados e os automáticos.”

Faria uma ressalva.

Colocaria o Mais na frente, pois sempre temos nos fenômenos Taxas e não Absolutismo, Mais Automático e Menos Automático.

Temos aqui o reforço do que temos dito na Narrativa Bimodal, que:

Temos duas Mentes: a Primária Mais Automática e a Secundária Mais Reflexiva.

Ele nos conta que:

“Os processos controlados têm limite — podemos pensar conscientemente sobre uma coisa de cada vez apenas — , mas os automáticos funcionam em paralelo a eles e comportam a execução de várias tarefas simultaneamente. Se a mente desenvolve centenas de operações a cada segundo, praticamente todas, menos uma, devem ser trabalhadas automaticamente.”

E ele destaca na história do Sapiens a importância da palavra:

“O ato de planejar algo complexo, o de pesar os prós e os contras de percursos diversos, ou o de analisar as causas de acertos e erros do passado, exige palavras.”

Por isso, podemos dizer que:

Todo o processo terapêutico, seja ele qual for – para que possamos lidar melhor com nossas emoções – é baseado ou na palavra oral ou na escrita.

Como outros autores, tal como Yuval Harari e Pierre Lévy, Haidt destaca a relevância da chegada da oralidade para o Sapiens:

“Qualquer que seja esse ponto na história, a linguagem, a racionalidade e o planejamento consciente chegaram no último momento da evolução.”

Aqui, temos um Vício Dialógico do Absolutismo.

Não é “a racionalidade e o planejamento consciente”, mas “mais racionalidade e o planejamento mais consciente.”

E continua:

“Qualquer que seja sua origem, a linguagem se constituiu numa ferramenta crucial que podia ser utilizada de novas formas, e a evolução selecionou aqueles indivíduos que faziam o melhor uso dela.”

Quando falamos e escrevemos sobre o que estamos sentindo conseguimos lidar melhor com nossas emoções.

Por isso, temos defendido o Cadernismo – a prática rotineira e regular – se possível todos os dias – de ter um Diário de Bordo para o desenvolvimento da sua Narrativa Diária e outro para os momentos de crise.

Foi a linguagem que nos permitiu iniciar o desenvolvimento com mais desenvoltura da nossa Mente Secundária.

Diz ele:

“Grande parte da terapia cognitiva consiste em treinar os pacientes a fim de que eles reconheçam esses pensamentos, tomem nota deles, nomeiem as distorções neles contidas e, por fim, encontrem maneiras alternativas e mais condizentes com a realidade de conceber o mundo.”

Bingo!

Diz Haidt:
“Uma utilidade da linguagem é que ela livrou parcialmente os humanos do “ controle pelos estímulos.”

É a linguagem que nos permite reduzir nossa Taxa de Zegapagodação.

Haidt chama a Mente Secundária de “O sistema controlado”.

Diz ele:

“O sistema controlado, no entanto, deve ser visto como um conselheiro. (…) Ele é o condutor montado nas costas do elefante para ajudá-lo a fazer as melhores escolhas.”

O autor chama a Mente Secundária de “elefante”.

Haidt admite que o condutor não consegue controlar totalmente o “elefante”:

“O condutor é capaz de enxergar mais à frente no futuro e de apreender conhecimentos valiosos ao dialogar com outros condutores, ou ao ler mapas, mas não pode obrigar o elefante a agir contra sua própria vontade.”

Aqui, temos claramente a ideia básica do Polilismo.

Nós não temos controle total sobre nossos vários Eus. Uma vida melhor é aquela em que:

Assumimos que somos vários Eus, como se fôssemos uma equipe;
Aprendemos a conhecer os nosso vários Eus, onde se inclui o nosso corpo;
Passamos a respeitá-los e a negociar com eles;
E, baseado nesse processo continuado e progressivo de negociação, vamos tomar decisões compatíveis com os limites e possibilidades da nossa equipe.

Não gosto da metáfora do elefante proposta por Haidt.

Prefiro a ideia – para facilitar a vida dos clientes – de canil e não de elefante.

Tanto a Mente Primária tem vários cachorrinhos como a própria Mente Secundária não é única.

Vejamos o que já intuí dentro das minhas Hipóteses Dedutivas.

Os Eus da Mente Secundária:

Eu Criativo – aquele responsável pelo desenvolvimento das suas atividades mais nobres, mais ligadas ao legado;
Eu Organizativo – tudo que precisa ser feito para que o Eu Criativo possa operar com tranquilidade.

Os Eus da Mente Primária:

Eu Emocional – responsável pelo fluxo das torneiras químicas das emoções positivas ou negativas;
Eu Corporal – responsável pelas dores, reflexos, gerenciamento do sono, da alimentação, respiração, batimento cardíaco.

Diz ele:

“O condutor é um conselheiro ou um servo; não um rei, presidente ou cocheiro com as mãos firmes nas rédeas.”

Vou Bimodalizar isso:

A Mente Secundária é uma gerente democrática, que aprende a lidar de forma amigável com a equipe interna.

Diz ele:

“Um indivíduo emocionalmente inteligente é provido de um condutor habilidoso que sabe distrair e persuadir o elefante, sem entrar num duelo de egos.”

Bimodalizo da seguinte forma:

Uma pessoa mais esperta é aquela que desenvolveu a capacidade da boa negociação entre a Mente Secundária e a Primária.

Diz Haidt:

“Eventos mundanos só nos afetam por meio de nossa interpretação acerca deles, de modo que, se podemos controlar nossas interpretações, podemos controlar o mundo.”

Eu não vou tão longe.

O que podemos dizer é:

Tudo que nossa Mente Primária nos informa é passível de uma interpretação mais reflexiva.

Quando desenvolvemos a capacidade de melhor interpretar as informações da Mente Primária, começamos a ter mais capacidade de gerenciar nossa Personal Equipe melhor.

Na verdade, temos o seguinte:

Quando nós dizemos Eu, o Eu é algo que não é a Mente Secundária, não é a Mente Primária, mas é um gerenciador de ambas.

Não gosto do conceito “ego”, pois dá margem a muita confusão.

O que temos quando falamos “ego” é a imagem que fazemos de nós mesmos, que acaba se refletindo na vaidade.

TC nos diz o seguinte sobre os dois conceitos:

“Ego: Refere-se à percepção que uma pessoa tem de si mesma, incluindo sua identidade, autoestima, e senso de individualidade. O ego é parte integrante da psicologia humana e está relacionado ao senso de autoconsciência e autoimagem. Um ego saudável é importante para a autoconfiança e o desenvolvimento pessoal, mas quando o ego se torna excessivo, pode levar à arrogância, à necessidade de superioridade e a problemas de relacionamento.

Vaidade: Refere-se à preocupação excessiva com a aparência física, status social, reconhecimento ou admiração dos outros. É uma forma de narcisismo, onde a pessoa busca constantemente validação externa e se preocupa exageradamente com sua imagem. A vaidade pode se manifestar de várias maneiras, como preocupação excessiva com a aparência, ostentação de bens materiais, busca constante por elogios e admiração, e desvalorização dos outros para se sentir superior.”

Na etimologia, vaidade “tem sua origem no latim “vanitas”, que significa “falta de substância, vazio, futilidade”. Esse termo latino, por sua vez, deriva de “vanus”, que significa “vazio, oco, sem valor”.”

Já no dicionário oferecido pelo Google:

“Vaidade é a valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros.”

No dicionário, de uso corrente, a palavra “vaidade” não tem um caráter pejorativo, pois quando alguém diz que é vaidosa, está se valorizando.

Por isso, é preciso de adjetivação para não cairmos no VD da não adjetivação.

Todos nós somos vaidosos, pois queremos valorizar algo em nós.

O que diante do conceito Vaidade a proposta da seguinte divisão:

Vaidade Saudável – é aquela que administramos bens nossos potenciais e não temos uma preocupação excessiva com a opinião dos outros;
Vaidade Tóxica – é aquela que NÃO administramos bens nossos potenciais e temos uma preocupação excessiva com a opinião dos outros.

A expressão “ego inflado ou hiperinflado” fica melhor como Vaidade Tóxica.

Quando defendemos a Vaidade Saudável, tiramos o preconceito daqueles que criticam quem valoriza a si mesmo.

Diz ele:

“A terapia cognitiva funciona porque ensina o condutor a adestrar o elefante em vez de como derrotá-lo diretamente com argumentos.”

É exatamente esta a ideia do Polilismo Bimodal.

Nós não mandamos na nossa Personal Equipe, apenas aprendemos com o tempo a gerenciá-la.

Outros assuntos.

“Para a maioria das pessoas , o elefante enxerga coisas ruins de mais e coisas boas de menos.”

Por isso, precisamos criar Rituais Rivotril para estimular o enxergar coisas boas.

“Psicólogos clínicos dizem, às vezes, que há dois tipos de pessoas que buscam terapia: aqueles que precisam de mais disciplina e aqueles que precisam de mais soltura.”

Por fim, para fechar ele fala dos genes e seus efeitos nas pessoas.

Aqui, temos que entender algo mais complexo que é o perfil das pessoas, que podem ser influenciados por quatro fatores:

Fatores genéticos;
Fator da Formatação Básica Obrigatória Familiar;
Fator da Formatação Básica Obrigatória Educacional;
Fator da Formatação Básica Obrigatória Ambiental (da região que nasceu e vive).

Temos como perfis, já assimilados nas Hipóteses Dedutivas Bimodais:

Disruptivos e Incrementais;
Proativos e Reativos;
Mais Conceituais, Mais Disseminadores e Mais Operacionais.

Aqui temos um VD de uma Falsa Dicotomia.

Soltura não é a contraposição de Disciplina.

Acredito que temos uma contraposição entre:

Alta e baixa taxa de Criatividade;
Alta e baixa taxa de capacidade de realização.

Em ambos os casos, a disciplina é fundamental.

Diz TC:

“A disciplina pode ser definida como a capacidade de manter um comportamento ordenado e obedecer a regras ou códigos de conduta, geralmente em busca de um objetivo específico, como a autodisciplina para alcançar metas pessoais ou a disciplina em um grupo para manter a ordem e alcançar objetivos coletivos.

A etimologia da palavra “disciplina” remonta ao latim “disciplina”, que significa “instrução, treinamento, ensino”. Essa palavra latina é derivada do verbo “discere”, que significa “aprender”. Assim, originalmente, disciplina referia-se ao processo de aprendizado e educação. Ao longo do tempo, o termo evoluiu para incluir não apenas o ato de aprender, mas também o comportamento ordenado e a obediência a regras, que são essenciais para o processo de aprendizado e para alcançar objetivos específicos.”

O ideal, assim, quando as pessoas precisam de ajuda é a de ter uma Criatividade Saudável em contraposição a uma Criatividade Tóxica, vejamos a diferença:
Criatividade Saudável – aquela em que eu tenho ideias adequadas e as tiro do papel, colocando-as em projetos;
Criatividade Tóxica – aquela em que eu não tenho ideias, ou se tenho, não consigo tirá-las do papel.

Os opostos são:

Podemos ter pessoas que são menos criativas, que precisam desenvolver mais a sua capacidade criativa;
E pessoas que são mais criativas e que precisam desenvolver mais a sua capacidade de realização.

Para fechar, ele fala de Genes:

“Os genes não são como impressões digitais que especificam a estrutura de um ser humano; eles são mais como receitas para a produção de um indivíduo ao longo de muitos anos.”

Em diversos aspectos, são tendências que as pessoas têm.

Acho meio absurdo as pessoas falarem que temos genes de felicidade e genes de infelicidade.

Já que:

A felicidade se resume a você gerenciar da melhor maneira possível a sua Personal Equipe, a partir do que veio antes e do que pode ser criado.

Conhecer daquilo que você gosta e é capaz, nos permite ir além e ter uma vida melhor – dentro dos limites e possibilidades de cada um.

Ele diz:

“Pessoas depressivas estão sempre convictas de três máximas, conhecidas como a “tríade cognitiva” da depressão. São elas: “Eu não sirvo para nada”, “Meu mundo é sombrio” e “Meu futuro é desesperançoso”.”

Definiria esse perfil de forma estrutural como alguém mais Reativo do que Proativo, Mais Incremental do que Disruptivo.

Uma pessoa, assim, tem a tendência a viver mais tempo com esse tipo de comportamento.

Porém, todos nós passamos, de forma conjuntural, por momentos parecidos.

E ainda temos a conversa sobre a fofoca:

“Em suma, Dunbar propõe que a linguagem se desenvolveu porque viabilizou a prática da fofoca. Indivíduos aptos a compartilharem informações usando qualquer meio de comunicação obtinham vantagens em relação aos inaptos. Tão logo as pessoas começaram a fofocar, deu – se início a uma competição de quem dominava mais a arte da manipulação social , das agressões inseridas num relacionamento e na manutenção da reputação, e tudo isso requer ainda mais capacidade cerebral.”

A fofoca é algo que nos permite confiar mais ou menos nas pessoas e isso sempre ocorreu.

O que temos no Digital é uma fofoca baseada em estrelas e notas e é justamente essa Fofoca Curadora que nos permite criar uma nova Civilização.

Frases que reforçam o Honestismo:

“Aquilo que não desejas que seja feito a ti, não faças aos outros ” – Confúcio.
“O que é odioso para ti, não faças a teu próximo.” – Rabino HilLel.

Frases que embasam os VD:

“A esmagadora maioria da humanidade se satisfaz com as aparências como se correspondesse à realidade e é frequentemente mais influenciada pelo que aparenta ser do que pelo que é.” – Maquiavel.

Frases que reforçam o Polilismo Bimodal:

“A versão final da hipótese da felicidade é a de que a felicidade vem do meio – termo. A felicidade não é algo que se possa encontrar, adquirir ou alcançar diretamente.”

“Não podemos simplesmente escolher um destino e caminhar diretamente rumo a ele — o condutor não tem tanta autoridade. Contudo , ao analisarmos as maiores ideias da humanidade e o melhor que a ciência pode oferecer , podemos treinar o elefante, conhecer nossas possibilidades , assim como nossos limites , e viver sabiamente.”

 

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Resumo feito pelo Chatinho:

Na semana 11.4.1, o destaque foi a inspiração encontrada na leitura do livro de Gaziri, impulsionando melhorias no GFB 2.0. Houve uma reestruturação dos paradigmas em relação à sociedade pós-digital, ao sapiens e à felicidade, bem como uma mudança de “Atitudes” para “Princípios”. O foco agora é nos princípios como locomotiva dos hábitos, com ênfase no “Foquismo”. Na esfera educacional, a Bimodais está desenvolvendo uma abordagem inovadora, com metodologias diversas, e refletindo sobre a inovação bimodal na ciência social. Além disso, foram destacadas reflexões sobre a relação entre princípios e hábitos, a importância de administrar nossa química interna e a implementação de rituais diários para promover sentimentos positivos. Próximos passos incluem a bimodalização do livro “A hipótese da Felicidade” de Jonathan Haidt.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Todos nós precisamos gerar um Rivotril Orgânico – energias positivas para que possamos combater as negativas que volta e meia aparecem.
  2. É falsa a ideia de que eu sou bondoso e não quero nada em troca, isso não existe: eu quero me sentir bem depois que sou bondoso.
  3. Os princípios devem ser a locomotiva dos hábitos.
  4. Os princípios guiam minhas decisões, que viram, com o tempo, hábitos. Quanto melhores são, melhores serão as decisões e os respectivos hábitos.
  5. De maneira geral, uma pessoa que tem uma qualidade de vida pior, não reflete e modifica constantemente seus hábitos.
  6. O objetivo de um Projeto de Felicidade Mais Forte é tirar, cada vez mais, a pessoa de um Modus Carrossel e colocá-la no Modus Espiral.
  7. A Bondade Saudável é geradora de Rivotril Orgânico.
  8. A Ciência, por mais que se ignore isso, é um mercado como outro qualquer, no qual as pessoas procuram vender suas mercadorias – no caso Teorias e Metodologias.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Emoções positivas funcionam como uma “musculação” para o cérebro, deixando – o cada dia mais forte.”Gaziri.

Resumo do que foi top na semana 11.4.1.

A leitura do livro do Gaziri foi muito inspiradora.

Demos um bom upgrade no nosso GFB 2.0.

Hoje, a divisão que fazemos dele é a seguinte:

Novos Paradigmas que precisamos adotar sobre a Sociedade para entender o atual cenário Pós-Digital;
Novos Paradigmas que precisamos adotar sobre o Sapiens;
Novos Paradigmas que precisamos adotar sobre a Felicidade;
Novos Paradigmas que precisamos adotar sobre nossos Princípios e Condutas para que possamos ter uma melhoria na nossa Taxa de Felicidade
Novos Paradigmas que precisamos adotar sobre Métricas para medir a nossa Taxa de Felicidade.

Note que, a partir desta semana, estou trocando Atitudes por Princípios.

Tio Chatinho nos ajuda e diz que “A palavra “princípio” tem sua origem no latim “principium”, que por sua vez deriva de “princeps”, que significa o que vem “primeiro”, “o que vem antes”. “Princeps” é uma combinação de “primus” (primeiro) e “capere” (tomar), portanto, “aquele que toma o primeiro lugar” ou “o que vem primeiro”.”

Os princípios devem ser a locomotiva dos hábitos.

Gosto mais de princípio do que valores e crenças, que acabam nos levando para um tom mais religioso.

O conceito “Atitudes” se confunde um pouco com o conceito “hábitos”.

Note que eu tenho como Princípio do Foquismo.

O Foquismo é um Princípio Individual que me sugere me aproximar do que me faz bem e me afastar do que não faz. Vejamos:

O Foquismo tem um lado do Eu-Eu, quando escolho lugares, situações, conteúdos e conceitos que me fazem mais bem do que mal;
E tem também um lado Eu-Outros, quando escolho com que pessoas ou tipos de pessoas quero me relacionar.

Eu tomo decisões baseado no Foquismo, que vão criando hábitos, que vão gerando Sentimentos Mais Positivos do que Negativos.

A sequência num PFMF é a seguinte:

Eu abraço Princípios Mais Fortes;
Que me geram decisões mais adequadas;
Que criam hábitos;
E estes hábitos geram Sentimentos Mais Saudáveis.

Ou seja.

Os princípios guiam minhas decisões, que viram, com o tempo, hábitos. Quanto melhores são, melhores serão as decisões e os respectivos hábitos.

Mudando de assunto, falemos um pouco da escola.

Nós estamos vivendo na Bimodais uma experiência bem interessante e quando leio outros autores percebo a diferença da nossa maneira de produzir Narrativas Conceituais e os demais.

Nós estamos vivendo um case de uma Escola de Pensamento no Digital, que criou um modelo de desenvolvimento de pesquisa do ponto de vista operacional:

Baseado no Crowdfunding;
Totalmente Online, com raros momentos presenciais;
Baseamos nossa comunicação, via Zap, Telegram e Google Meet.

Fora a parte operacional, temos como desafio conceitual:

O desenvolvimento da Ciência da Inovação Bimodal com respectivos ajustes Ambientológicos de como encaixar isso na Ciência Social;
Baseados em diferentes Escolas de Pensamento: na Civilizacional e Organizacional (nos Canadenses/McLuhan com consideráveis adaptações) e na Pessoal (parte nos Canadenses, com pitadas de Mihaly e Seligman, com diferentes adaptações).

Neste contexto, temos desenvolvido uma série de Metodologias, que podemos dividi-las da seguinte maneira:

Metodologia da Produção do Conteúdo – onde e como o conteúdo é feito;
Metodologia da Disseminação do Conteúdo – como espalho ele para dentro e fora da escola;
Metodologia Didática – como organizo o aprendizado, através de imersões semestrais;
Metodologia Financeira – como geramos dinheiro para continuar operando e sobrevivendo;
Metodologia de Prospecção e Marketing – como divulgamos e geramos mais negócios.

Com este artigo, por exemplo, faço uma mudança na Metodologia de Produção de Conteúdo, incluindo as Metodologias da Bimodais no Anexo dos Escritos do Nepô.

Dito isso, voltemos a falar do diálogo, via leitura, com Luis Gazini, que nos inspirou a melhorar nossa narrativa.

Vou destacar abaixo o que foi top dos tops em termos de aprendizado esta semana:

Conseguimos ter clareza do perfil dos diferentes Conceituadores da Inovação Pessoal (também chamados de Conceituadores da Inovação Pessoal);
Uma reflexão, que gerou modificações grandes na relação entre Princípios e Hábitos, inclusive com detalhamento dos diferentes hábitos, tais como Mandamentos, Rituais Rivotril e Hábitos Corriqueiros em Espiral;
A ideia de que todos nós somos uma espécie de fábrica química, que precisa ser administrada e que um PFMF é uma atividade de produção constante de um Rivotril Orgânico – gerador de Sentimentos Mais Positivos para combater os Negativos e melhorar nossa qualidade de vida.

Nas últimas duas semanas depois das respectivas leituras estou experimentando dois novos Rituais Rivotril:

No final do dia, destaco os cinco momentos top;
O que me levou na manhã do dia seguinte agradecer aos envolvidos que me ajudaram de alguma forma no meus cinco momentos top do dia anterior;
E praticando todos os dias o “Já jogou algo fora hoje”.

Depois que passei a jogar coisas foras todos os dias, tive algumas sensações positivas e destaco:

Fiz um contato com o passado e fiz uma avaliação melhor sobre a minha vida, principalmente quando adentrei a gaveta das fotos e desenhos;
Recuperei coisas que não estavam mais sendo usadas;
Tenho separado muita coisa para dar para outras pessoas, aumentando o meu Gentilismo;
E tenho sido mais criativo com a casa, como se ela estivesse mais em movimento, deixando de ter aquela sensação estática do passado.

Ao destacar os momentos top do dia ao final de cada dia, posso aferir como vantagem:

Passei a reparar mais o que me motiva nos dias;
Vários momentos top foram de projetos que eu estou tocando, o que me incentiva ainda mais;
Parei para também pensar naquelas pessoas que me ajudaram a viver aqueles momentos tops;
Acho que, com tudo isso, melhorei minha capacidade de empatia e cresceu mais ainda a motivação, além de estar mais consciente sobre a minha vida.

Passei também a anotar na agenda momentos importantes das pessoas próximas, que é bom lembrar para perguntar como foi, tal como meu irmão fez uma pequena intervenção no olho e minha filha deu sua primeira aula.

Inclui três tópicos no item “Novos Paradigmas sobre o Sapiens”:

Somos fortemente impactados pelo amor recebido na nossa FBO – e isso define fortemente a nossa capacidade de abraçar PFs com mais ou menos autonomia;
Nossa Mente é uma comedora voraz de desafios – foi feita para ser desafiada. Se a gente não oferecer para ela desafios de qualidade, ela sai consumindo qualquer besteira, por isso é importante o Princípio Eu-Eu do Foquismo (foco em desafios mais saudáveis);
Melhorei bastante o Viés Genético Inovador Incremental e Disruptivo.

Vejamos a nova listagem dos Princípios:

Princípio Eu-Outros – Honestismo, Empatismo, Gentilismo e o Foquismo Eu-Outros;
Princípio Eu-Eu – o Coragismo, Aprendismo, Minimalismo, Disciplinismo, Foquismo Eu-Eu e o Empreendedorismo.

Do livro de Gazini o que levo:

A ideia dos cinco momentos top;
O amadurecimento de que somos uma fábrica química;
Fui provocado para falar mais de altruísmo, que preferi chamar de Gentilismo e incorporei no GFB 2.0.

Na semana que vem (11.4.2) vamos Bimodalizar o livro “A hipótese da Felicidade” de Jonathan Haidt.

Bora em frente.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

O que aprendi com este artigo?

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto aborda a continuação da bimodalização do livro “Os sete princípios da felicidade” de Luiz Gaziri. São explorados conceitos como hábitos, classificados em mais conscientes e mais inconscientes, e a importância de revisá-los constantemente para uma melhor qualidade de vida. Discute-se também a adaptação hedônica, que se refere à tendência das pessoas se acostumarem com mudanças em suas circunstâncias de vida, e a relação entre dinheiro, felicidade e a busca por prazeres de curto prazo. O texto destaca a importância de adotar uma abordagem mais sensibilista e endogenista para alcançar uma vida mais equilibrada e feliz, sugerindo práticas como o exercício da gratidão e a reflexão sobre os verdadeiros objetivos de vida.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. De maneira geral, uma pessoa que tem uma qualidade de vida pior, não reflete e modifica constantemente seus hábitos.
  2. Note que hoje temos muitas rotinas preventivas na sociedade da melhoria do cuidado com a saúde corporal e agora precisamos ter algo parecido na saúde mental.
  3. O objetivo de um Projeto de Felicidade Mais Forte é tirar, cada vez mais, a pessoa de um Modus Carrossel e colocá-la no Modus Espiral.
  4. Coisas são meios para que possamos gerar Sentimentos Mais Permanentes de Bem Estar, mas não o seu fim.
  5. Quando passamos a usar mais a Mente Secundária, por tendência, passamos a revisar com muito mais frequência nossos hábitos.
  6. Todos nós temos Projetos de Felicidade, sejam eles mais ou menos conscientes, mais ou menos fortes!
  7. O que vamos observar é que a síntese de toda a conversa sobre Felicidade se resume ao Gerenciamento Químico das nossas Emoções.
  8. Depois de determinado patamar em que os boletos estão sendo pagos, o dinheiro passa a ser, como deve ser, apenas um meio para que possamos gerar os Sentimentos Mais Permanentes de Bem Estar.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Emoções positivas funcionam como uma “musculação” para o cérebro, deixando – o cada dia mais forte.”Gaziri.

Vamos dar continuidade à Bimodalização do livro “Os sete princípios da felicidade” de Luiz Gaziri.

Este é o quarto e último artigo.

Primeiro Parênteses.

Quando resolvemos abordar um determinado fenômeno, não basta dizer que eu acho isso e aquilo sobre ele, que se deve fazer isso e aquilo diante dele.

Tem um trabalho metódico – e muitas vezes chato – de que é preciso ir classificando os conceitos para que se possa separar bem e evitar confusão entre eles.

Esta preocupação faz parte das atividades de um Conceituador de Excelência.

Segundo Parênteses.

Quando falamos em hábitos:

“Hábitos são padrões de comportamento automáticos e repetitivos que são adquiridos por meio da repetição regular de uma ação. Eles são formados quando uma atividade é realizada repetidamente em uma determinada situação ou contexto, levando à formação de associações mentais entre o estímulo (situação ou contexto) e a resposta (a ação realizada).”, segundo o Tio Chatinho.

Podemos, entretanto, definir diferentes tipos de hábitos, que vamos incorporando à nossa vida.

Primeira divisão é a de Hábitos:

Mais Conscientes – aqueles que adotamos depois de uma reflexão, a partir de problemas que tivemos com os antigos;
Mais Inconscientes – aqueles que adotamos sem muita reflexão.

De maneira geral uma pessoa que tem uma qualidade de vida pior:

Não revisa e modifica constantemente seus hábitos;
E os hábitos não são guiados por um Projeto de Felicidade Mais Forte, deixando, assim, que a Mente Primária exerça uma influência maior na sua vida, não adotando, assim, Princípios e Condutas mais consistentes.

Quando passamos a usar mais a Mente Secundária, por tendência, passamos a revisar com muito mais frequência nossos hábitos.

Quando pensamos em Hábitos Mais Conscientes, podemos ter, até o momento, a seguinte divisão:

Hábitos Corriqueiros – aqueles que usamos no dia a dia e podemos estar o tempo todo reavaliando se podem ser melhorados, tal como qual a forma que você cuida das tuas plantas;
Hábitos Mandamento – uma série de regras e normas que vão sendo criadas para evitar que determinados problemas mais graves não se repitam, tal como: quando for dormir fora de casa não esquecer de desligar o gás;
Hábitos Rituais Rivotril – são aqueles que criam determinadas rotinas que estão diretamente ligadas ao estímulo de Sentimentos Positivos, a partir de sugestões de Guias de Felicidade, tal como “no final do dia, lembre de cinco momentos especiais que ocorreram hoje”.

Podemos chamar, assim, os hábitos que estão diretamente ligados a um PFMF de Rituais Rivotril.

Um Ritual Rivotril – é aquele que cria determinadas rotinas conscientes e propositais que estão diretamente ligadas ao estímulo de Sentimentos Positivos, a partir de sugestões de Guias de Felicidade.

Exemplos de Rituais Rivotril diários, que eu tenho adotado:

Agradecer e perdoar;
Jogar algo fora;
Listar cinco coisas que você destaca como as melhores a cada dia;
Ter um caderno de crise e um de escritos para todo tipo de reflexões.

Note que hoje temos muitas rotinas preventivas na sociedade da melhoria do cuidado com a saúde corporal e agora precisamos ter algo parecido na saúde mental.

Essa é a proposta dos Conceituadores da Inovação Pessoal (que aparecem como Conceituadores de Felicidade, Psicologia Positiva, entre outras nomenclaturas.)

Terceiro Parênteses.

Podemos melhorar ainda o conceito dos Princípios.

Temos num GFMF dois tipos de Princípios, que vão guiar nossas Condutas:

Os Princípios Exógenos – aqueles que guiam a minha relação com os outros;
Os Princípios Endógenos – aqueles que guiam a minha relação comigo mesmo.

Vejamos a separação entre os Princípios Exógenos e os Princípios Endógenos no GFB 2.0:

Princípios Exógenos – o Honestismo, o Empatismo e o Gentilismo;
Princípios Endógenos – Coragismo, Aprendismo, Minimalismo, Disciplinismo, Foquismo e o Empreendedorismo.

Tais Princípios são as referências para que possamos criar nossos Hábitos.

Voltemos ao texto.

Gaziri defende um conceito denominado “adaptação hedônica” definida assim pelo Tio Chatinho:

“A adaptação hedônica é um fenômeno psicológico pelo qual as pessoas tendem a se acostumar com mudanças em suas circunstâncias de vida, tanto positivas quanto negativas, retornando gradualmente ao seu nível de felicidade anterior. Em outras palavras, as pessoas têm uma tendência natural a se adaptar a novas situações ao longo do tempo, o que pode diminuir a intensidade do impacto dessas situações em seu bem-estar emocional.”

O termo vem do hedonismo.

O hedonismo é uma prática que nos leva à procura contínua e sem fim das Emoções de Curto Prazo como o foco principal de um Projeto de Felicidade.

A adaptação hedônica nos leva a uma espécie de looping na confusão entre o meio e o fim, baseado num PF Mais Coisitivista e Mais Exógena.

No Hedonismo passo a focar o meu Projeto de Felicidade em coisas e ter como referência os outros.

E quanto mais coisas eu tenho, mais eu preciso ter, como se fosse um vício como outro qualquer.

A adaptação hedônica ocorre, assim, em Projetos de Felicidade Mais Coisititivas, Mais Exogenistas e com Métricas sempre de curto prazo, baseadas muito mais em prazeres do que em gratificações de médio e longo prazo.

Temos, por outro lado, em Projetos de Felicidade Mais Fortes escolhas Mais Sensibilistas, Mais Endogenistas e dando importância a gratificações mais de longo prazo.

Diz ele e já entrando na questão de dinheiro e posses:

“Pessoas que valorizam demasiadamente o sucesso financeiro são as que reportam mais insatisfação com as suas vidas, além de sofrerem mais de depressão, ansiedade e estresse.”

Repare que podemos Bimodalizar a frase da seguinte maneira:

Pessoas que adotam seu PF baseado mais em coisas do que em sensações reportam mais insatisfação com as suas vidas, além de sofrerem mais de depressão, ansiedade e estresse.

Diz ele:

“Ao supervalorizarem dinheiro, roupas, carros ou jóias, elas acabam se adaptando cada vez mais rápido a esses bens, e assim passam a precisar de mais bens para alcançar os seus níveis normais de felicidade – algo denominado pelos psicólogos de esteira hedônica.”

O problema é que a pessoa perde a noção do que é meio e do que é fim.

O que vamos observar é que a síntese de toda a conversa sobre Felicidade se resume ao Gerenciamento Químico das nossas Emoções.

Uma pessoa viciada em prazeres de curto prazo – seja ele qual for – entra em um modus carrossel e não no modus espiral, pois não consegue substituir a Emoção Química de curto para uma de longo.
Vejamos a diferença:

Modus Carrossel – minha vida é uma eterna repetição com muito pouca reflexão sobre a minha forma de agir e pensar;
Modus Espiral – minha vida passa a ser um processo constante de inovação com muita reflexão à procura de melhores formas de agir e pensar.

O objetivo de um Projeto de Felicidade Mais Forte é tirar, cada vez mais, a pessoa de um Modus Carrossel e colocá-la no Modus Espiral.

No Modus Espiral, passo a usar com muito mais frequência a minha Mente Secundária.

Prazeres de curto prazo nos levam ao Modus Carrossel e não são suficientes para que nosso equilíbrio químico se estabilize, criando uma rotina que nos leva cada vez mais para baixo.

Coisas são meios para que possamos gerar Sentimentos Mais Permanentes de Bem Estar, mas não o seu fim.

Uma vida melhor é aquela que os Sentimentos Positivos não são viciantes.

Quando falamos em dinheiro, temos que entender o seu papel como meio e não como um fim em si mesmo.

O dinheiro, com certeza, tem que ser o suficiente para pagar os boletos – se não o caos está estabelecido.

Diz ele, reforçando esta ideia:

“A insegurança financeira gera severas consequências psicológicas (…) sendo a principal fonte de estresse.”

(Diria que mais do que o dinheiro, ou além dele, é a saúde da pessoa ou de entes queridos próximos.)

Porém, podemos dizer que:

Depois de determinado patamar em que os boletos estão sendo pagos, o dinheiro passa a ser, como deve ser, apenas um meio para que possamos gerar os Sentimentos Mais Permanentes de Bem Estar.

Diz ele:

“O dinheiro e a felicidade crescem juntos até certo limite.”

Gaziri sugere um exercício que já vi em outros Conceituadores da Felicidade, que é o exercício de se colocar, de forma hipotética, dentro do seu futuro funeral.

É, sem dúvida, um bom exercício para definir que tipo de projeto de Felicidade você quer abraçar e, na sequência, começar a jornada de pesquisa dos seus Potenciais Singulares.

E para quem já está na jornada do seu PFMF, isso talvez possa ser um bom ritual/hábito a ser feito anualmente, talvez perto do seu aniversário, ou no final do ano.

Ele sugere o seguinte exercício:

“Todas as pessoas importantes que passaram pela sua vida vieram lhe prestar as suas últimas homenagens . O que você quer que elas lembrem a seu respeito no seu funeral? Se alguém discursasse sobre você nesse momento, o que gostaria que ela falasse? No dia da minha morte , quero ser lembrado por : ____________ Então, agora que você redefiniu o que é sucesso e definiu por quais comportamentos quer ser lembrado pelos demais , enumere quais são os seus verdadeiros objetivos de vida . Os meus principais objetivos de vida são:”

Papo do Caderno.

Um dos Rituais Rivotril que o GFB 2.0 sugere é termos um caderno, chamado Diário de Bordo – um de Crise e outro para o cotidiano.

A ideia é reforçada por Gaziri:

“Em um segundo estudo, em vez de escrever uma vez por semana sobre as suas gratidões , irritações ou comparações sociais, os participantes deveriam fazê-lo todos os dias. O resultado: ao analisar as variáveis, em comparação com o primeiro estudo, os cientistas descobriram que houve uma diferença significativa e ainda maior na relação entre as emoções positivas e negativas reportadas pelos participantes nas condições de gratidão e irritação.”

Outro Ritual Rivotril que ele sugere – e eu adotei – é o de, ao final do dia, listar cinco acontecimentos top. Diz ele:

“No Caderno de gratidão, no qual todas as noites, antes de dormir, você escreverá cinco fatos do seu dia pelos quais é grato. Esse exercício fará com que você passe a prestar mais atenção aos pequenos momentos da sua vida – como uma deliciosa refeição, um abraço do seu filho, um belo pôr do sol, uma conversa com o seu melhor amigo – e a apreciá-los novamente. Dessa forma, você irá reprogramar o seu cérebro para ter prazer mesmo com acontecimentos mundanos, que já não produziam mais efeito na sua felicidade. Adicionalmente , o caderno de gratidão força o seu cérebro a lembrar dos aspectos positivos da sua vida, o que ativa a produção de serotonina, um neurotransmissor responsável pelo aumento da motivação, força de vontade e humor. E para aqueles que acreditam que a felicidade é o resultado do alcance de um objetivo, a gratidão torna – se ainda mais positiva por nos levar a sermos felizes no presente, o que reduz nossa ansiedade.”

Temos aqui o reforço da produção do Rivotril Orgânico.

Quando eu coloco os cinco momentos tops do dia, reflito, além do meu esforço, quem mais me ajudou para que ele fosse possível.

Isso aumenta minha Taxa de Empatismo e me torna mais observador sobre como a minha vida não está tão ruim, ao contrário, como tem andado cada vez melhor.

Gaziri reflete sobre o exercício da Gratidão, no que chamamos Empatismo:

“Ser grato também é importante para conscientizá-lo de quantas coisas boas você já tem , assim sua satisfação com a vida aumenta. Quando o seu foco é viver acumulando bens e dinheiro , naturalmente você acaba se esquecendo daquilo que já possui, tornando-se um eterno insatisfeito para quem o consumismo é uma válvula de escape a essa frustração.”

E complementa:

“O pesquisador Glenn Fox, da Universidade do Sul da Califórnia, e seus colegas descobriram em um estudo similar que pessoas instruídas a sentir gratidão apresentam atividades cerebrais em áreas relacionadas à empatia, a entender a perspectiva dos outros e a sentimentos de alívio, o que sinaliza que ter gratidão pelos outros ajuda no relaxamento do corpo e na redução do estresse.”

É isso, que dizes?

 

 

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Síntese do Artigo:

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto explora a complexidade do conceito de altruísmo, ressaltando a importância de distinguir entre um altruísmo saudável e um altruísmo tóxico. Enquanto o altruísmo saudável envolve ajudar os outros de forma que gere sentimentos positivos tanto para quem doa quanto para quem recebe, o altruísmo tóxico pode resultar em dependência, intenções ocultas e prejuízos para ambas as partes envolvidas. O autor argumenta que a prática do altruísmo deve ser motivada pela busca da felicidade pessoal, sem ignorar as necessidades individuais. Além disso, destaca a importância da bondade como um traço de caráter que visa o bem-estar dos outros, mas também traz recompensas pessoais em forma de sentimentos positivos. O texto enfatiza que, ao praticar a bondade ou o altruísmo, é natural buscar o próprio bem-estar emocional como uma forma de recompensa, e que isso não diminui a genuinidade do ato.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. A Bondade Saudável é geradora de Rivotril Orgânico.
  2. Não temos – como repetimos várias vezes – verdades científicas, mas melhores verdades, que ajudam mais ou menos a compreensão e a nossa relação com determinados fenômenos.
  3. A Ciência, por mais que se ignore isso, é um mercado como outro qualquer, no qual as pessoas procuram vender suas mercadorias – no caso Teorias e Metodologias.
  4. Quando eu me coloco como uma ferramenta que foi criada para ajudar os outros, eu me anulo enquanto pessoa.
  5. É falsa a ideia de que eu sou bondoso e não quero nada em troca, isso não existe: eu quero me sentir bem depois que sou bondoso.
  6. É falso dizer que o Altruísmo é algo que a pessoa dá ao outro sem esperar nada. Sim, nada objetivo, mas algo subjetivo: se sentir bem.
  7. O Altruísmo não é, portanto, um gesto de bondade unilateral, de perde-ganha ou perde-perde, mas algo também do ganha-ganha.
  8. Todos nós precisamos gerar um Rivotril Orgânico – energias positivas para que possamos combater as negativas que volta e meia aparecem.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“xxx”xxx.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Síntese do Artigo:

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto aborda a continuidade da bimodalização do livro “Os sete princípios da felicidade” de Luiz Gaziri, iniciando com reflexões sobre diferentes abordagens de autores que escrevem sobre felicidade. São destacadas as categorias de contadores de histórias, apresentadores de pesquisas e sintetizadores de conceituadores de felicidade. Em seguida, discute-se a diferença entre atitude e ação, enfatizando a importância das atitudes na formação de hábitos e rituais. São apresentados exemplos pessoais de como transformar atitudes conscientes em hábitos e rituais, visando aumentar a cota de sentimentos positivos. Além disso, são exploradas as relações entre atitudes, hábitos, rituais e mandamentos, destacando suas origens e transformações. O texto também questiona a ideia de que a felicidade é determinada principalmente pela genética, propondo uma reflexão sobre a relação entre viés genético, herança familiar e contextos de vida na busca pelo bem-estar.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Por mais boba que possa ser uma ação, ela é sempre precedida de uma determinada Atitude.
  2. As Atitudes Mais Conscientes precisam ser transformadas em Rituais e depois em Hábitos para que se tornem mais presentes nas nossas vidas.
  3. Coloquei na agenda um alerta diário “você já jogou algo fora hoje?” e todo dia dou uma micro geral de cinco minutos nas gavetas para me desfazer de algo.
  4. Emoções nada mais são do que químicas que são geradas dentro de nós. Uma vida melhor é aquela em que nós conseguimos controlar melhor esse processo .
  5. Nosso corpo gera químicas emocionais sobre as quais não temos controle direto, apenas indireto.
  6. Determinados hábitos, a partir das atitudes, geram químicas melhores ou piores ao longo da vida.
  7. A Felicidade é um processo que envolve a melhor relação possível com o nosso viés genético, com nossa FOB e o contexto geral em que vivemos.
  8. Apesar da nossa genética, da nossa FOB e do contexto, sempre temos margem para melhorar nosso bem estar, desde que tenhamos os GF adequados.

Os Mapas Mentais do Artigo:

 

Vamos ao Artigo:

“Sim, é possível ser inteligente e ser feliz. Filósofos sabiam disso, alguns críticos contemporâneos não.” – Leandro Karnal.

Vamos dar continuidade à Bimodalização do livro “Os sete princípios da felicidade” de Luiz Gaziri.

Este é o segundo artigo.

Comecemos com algumas reflexões sobre os autores que escrevem sobre felicidade.

Temos as seguintes e diferentes abordagens de diferentes Conceituadores sobre Felicidade:

Contadores de Histórias – no estilo Mark Manson, que baseia seu livro mais em histórias do que em pesquisas;
Apresentadores de Pesquisas – no estilo de Luiz Gaziri, Mckown ou Seligman, que baseiam seus livros mais em pesquisas do que em histórias;
Sintetizadores dos Conceituadores de Felicidade – que é o que temos feito, pois trabalhamos em cima dos outros dois estilos para nos guiar, inspirar e criticar e, com isso, vamos desenvolvendo nosso GFB 2.0.

Dito isso, vamos ver a diferença entre os quatro conceitos importantes, que aparecem no título deste artigo, inspirados pela leitura de Gaziri.

Segundo Tio Chatinho:

“A palavra “atitude” tem origem no latim “aptitudo”, que significa “aptidão”, “disposição” ou “propensão”. Essa palavra deriva do verbo “aptare”, que significa “ajustar” ou “adaptar”. Ao longo do tempo, a palavra “atitude” evoluiu para adquirir o significado específico de disposição mental ou emocional em relação a algo.”

Perguntei pela diferença entre ação e atitude e eis o que ele me disse:

Atitude refere-se à disposição mental, emocional ou comportamental em relação a algo. É uma predisposição interna que influencia como uma pessoa percebe, interpreta e responde a situações, pessoas ou eventos. É influenciada por crenças, valores, experiências passadas e contextos sociais. As atitudes podem ou não se traduzir em ações concretas;
Ação refere-se ao comportamento observável ou atividade realizada por uma pessoa. Envolve a execução de uma tarefa, o desempenho de uma atividade ou a tomada de medidas em resposta a uma situação. As ações podem ser influenciadas por atitudes, mas também podem ser realizadas independentemente delas. Nem toda atitude resulta em ação, e nem toda ação é necessariamente precedida por uma atitude específica.

Uma Atitude, assim, é uma espécie de visão geral que guia nossas ações.

Discordo, entretanto, da ideia de que “Nem toda atitude resulta em ação, e nem toda ação é necessariamente precedida por uma atitude específica.”

Por mais boba que possa ser uma ação, ela é sempre precedida de uma determinada Atitude mais ou menos consciente.

O que varia nas Atitudes é o grau de consciência, assim temos:

Atitudes Mais Conscientes – aquelas que são mais refletidas e guiam de forma mais consciente nossas ações;
Atitudes Mais Inconscientes – aquelas que são menos refletidas e guiam de forma menos consciente nossas ações.

O que temos, porém, como desafio é o seguinte:

As Atitudes Mais Conscientes precisam ser transformadas em Rituais e depois em Hábitos para que se tornem mais presentes nas nossas vidas.

Se quiser passar a ter uma Atitude Mais Minimalista, ela não se tornará mais presente se não criar um hábito de jogar as coisas fora regularmente.

Nesta direção fiz o seguinte:

Coloquei na agenda um alerta diário “você já jogou algo fora hoje?” e todo dia dou uma micro geral de cinco minutos nas gavetas para me desfazer de algo.

O ato minimalista diário tem tido os seguintes resultados:

Vejo o meu ambiente como algo vivo e não parado e morto;
Estou descobrindo coisas que não usava e passei a usar;
Organizando melhor o espaço;
Enviando lembranças para amigos e parentes;
E, de maneira geral, o mais importante, gerando Sentimentos Positivos diariamente.

Note que eu defini o Minimalismo como uma das Atitudes Estruturais no meu PF e isso só se tornou algo concreto e palpável com os Atos Minimalistas Diário.

Qual é o objetivo? Aumentar a minha cota de Sentimentos Positivos.

Vejamos a diferença entre os dois tipos de Atitudes, quanto a geração de sentimentos:

Atitudes Mais Positivas, geram Hábitos Mais Saudáveis, que geram Sentimentos Mais Positivos, aumentando a minha cota de Sentimentos Positivos ao longo dos dias;
Atitudes Mais Negativas, geram Hábitos Mais Tóxicos, que geram Sentimentos Mais Negativos, aumentando a minha cota de Sentimentos Negativos ao longo dos dias.

Pelo que li no Gaziri, aprendi isso com ele:

Emoções nada mais são do que químicas que são geradas dentro de nós. Uma vida melhor é aquela em que nós conseguimos controlar melhor esse processo químico.

Quando afirmamos, por exemplo, que o Sapiens é Polilista e não Monolista vai nessa direção.

Nosso corpo gera químicas sobre as quais não temos controle direto, apenas indireto.

Determinados hábitos, a partir das atitudes, geram químicas melhores ou piores ao longo da vida.

E qual seria a diferença entre hábitos, rituais e mandamentos?

Vamos voltar ao ponto.

Quando definimos no GFB 2.0 uma série de Atitudes Estruturais, percebemos que transformá-las em hábitos fazem bem para nossa vida.

Uma Atitude Estrutural, assim, precisa ser transformada em um hábito para que ela tenha efeitos objetivos no nosso Projeto de Felicidade.

Quando eu sugiro uma Atitude de Empatismo – aumentar a nossa empatia, por exemplo, há uma sugestão de criar hábitos de agradecimento e de perdão.

No início, tais hábitos terão um tom mais de ritual, pois estarão sendo colocados dentro da nossa rotina, mas, aos poucos, vão se transformando em hábitos.

Um Ritual, assim, é o início de um hábito, que, aos poucos vai sendo incorporado na nossa vida e vai se Desritualizando.

Mandamentos, entretanto, é uma outra coisa.

Mandamentos são regras que estabelecemos para nós, a partir de determinados erros que cometemos para que eles não se repitam, que também vai se transformar em um hábito.

Tanto o Mandamento quanto um Ritual são hábitos que criamos, mas variam, a partir de sua origem:

Um Mandamento parte de um aprendizado em cima de um erro que cometemos e aquilo passa a ser uma regra imutável para que ele não se repita;
Um Ritual parte de um ensinamento em cima de sugestões que recebemos de alguém que faz sentido, passamos a fazê-lo e, aos poucos, ela se torna um hábito normal.

Um mandamento que criei, por exemplo, é o de NUNCA deixar uma panela em cima do fogão, pois uma queimou.

Ou ainda.

Quando vou dormir fora, sempre desligo o gás da casa para evitar qualquer tipo de problema.

Ou no xadrez, sempre avançar o peão das pontas do tabuleiro, antes de dar o roque, para evitar um cheque mate bobo que já levei muitas vezes quando não faço isso. 😉

Vejamos, então a diferença do título do artigo:

Atitude – visão mais ampla sobre hábitos que devem ser criados para termos uma vida melhor, a serem incorporados nas nossas vidas;
Hábitos – ações rotineiras que vão sendo incorporadas na nossa vida, de forma mais ou menos conscientes;
Rituais – novos hábitos, que ganham um status mais pomposo no início para serem incorporados nas nossas vidas e, aos poucos, vão se tornando normais;
Mandamentos – hábitos que surgem a partir de erros cometidos e que foram assimilados e apreendidos, visando não repeti-los.

Um Mandamento surge da seguinte maneira:

Cometo um erro e me pergunto “como isso nunca mais vai acontecer na minha vida?”;
Crio, então, um hábito para evitar que o erro ocorra e vou testando se precisa ser aperfeiçoado.

Rituais, assim, vêm mais de sugestões exógenas e Mandamentos vêm mais dos erros que cometemos – ambos, entretanto, se transformam em hábitos com origens distintas.

Deixemos assim por enquanto e podemos melhorar mais adiante.

Voltemos ao texto de Gaziri.

Diz ele, reforçando um pouco o tal poder dos hábitos:

“Um artigo científico publicado pelos pesquisadores Sonja Lyubomirsky, Kennon Sheldon e David Schkade demonstrou que o sucesso está nas nossas escolhas diárias.”

Bimodalizaria isso e diria:

Uma vida melhor está diretamente ligada ao Projeto de Felicidade escolhido, que inclui visão e atitudes (hábitos, rituais e mandamentos).

O uso do conceito de sucesso é muito amplo e dá margem a muita confusão – trocá-lo por “uma vida melhor” dá menos margem a erros. Sugiro evitar.

Diz Gaziri:

“Pesquisa revelou que 50% da nossa felicidade é genética, ou seja, imutável. Outros 10% apresentam ligação com as circunstâncias atuais da vida.”

Não compro essa ideia e isso nos dá possibilidade de uma boa reflexão.

Diria que sim, concordo que temos entre os Sapiens determinados viés genéticos, que precisam ser conhecidos para que possamos nos situar melhor dentro dos PFs.

Diante da Inovação, temos dois Vieses Genéticos Inovadores bem marcantes:

Um Viés Genético Mais Disruptivo – que torna a pessoa com maior gosto por desafio e com tendência mais proativa – em função de uma capacidade abstrativa maior, que lhe permite se distanciar com mais facilidade da Mente Primária, onde estão armazenados os Paradigmas da FBO;
Um Viés Genético Mais Incremental – que torna a pessoa com menor gosto por desafio e com tendência mais reativa – em função de uma capacidade abstrativa menor, que lhe permite se distanciar com mais dificuldade da Mente Primária, onde estão armazenados os Paradigmas da FBO.

Cada um destes perfis, a partir do Viés Genético Inovador, precisa fazer adaptações ao seu Projeto de Felicidade para que possa aumentar o seu bem estar.

Diria ainda que em cima deste Viés Genético Inovador ainda temos o fator do ressentimento com a FBO:

Um Viés Mais Ressentido com a FBO (Formatação Básica Obrigatória) – que torna a pessoa mais ressentida com o pouco amor que recebeu dos pais;
Um Viés Menos Ressentido com a FOB (Formatação Básica Obrigatória) – que torna a pessoa menos ressentida com o amor razoável ou satisfatório que recebeu dos pais.

Algumas regras na relação com PFMF:

Uma pessoa que tem um Viés Mais Ressentido com a FBO terá maiores dificuldades para adotar Projetos de Felicidade Mais Fortes;
Uma pessoa com um Viés Genético Inovador Mais Disruptivo terá uma demanda maior por deixar legados mais subjetivos e uma demanda maior por criatividade.

Todos nós precisamos aprender a nos relacionar melhor com o Viés Genético e com a herança da FOB para que possamos adaptar o Guia de Felicidade da melhor forma possível.

Portanto, a meu ver, a frase “50% da nossa felicidade é genética” não faz sentido.

A Felicidade é um processo que envolve a melhor relação possível com o nosso viés genético, com nossa FOB e o contexto geral em que vivemos.

Apesar da nossa genética, da nossa FOB e do contexto, sempre temos margem para melhorar nosso bem estar, desde que tenhamos os Guias de Felicidade Mais Fortes, sempre com um grau de ajustes para o nosso perfil.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

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Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

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O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Síntese do Artigo:

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto introduz a iniciativa de bimodalizar o livro “Os sete princípios da felicidade” de Luiz Gaziri, destacando diferentes abordagens na literatura sobre felicidade. São discutidos ajustes para a estrutura básica do projeto de felicidade, incluindo reflexões sobre a natureza do sapiens e da felicidade, bem como sobre as atitudes e métricas relevantes. O autor ressalta a importância de uma abordagem polilista da felicidade, enfatizando a necessidade de conhecer e atender aos diversos “eus” internos. Além disso, são questionadas afirmações de “caminhos verdadeiros” para a felicidade, destacando a complexidade do tema. O texto também sugere uma bimodalização das ideias de Gaziri, reinterpretando conceitos como o sucesso causado pela felicidade e os benefícios das relações pessoais.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Ninguém tem o verdadeiro caminho para absolutamente nada. O que temos são sugestões das melhores formas de agir e pensar, que consideramos a melhor possível, sempre sujeita a ajustes.
  2. Na verdade, o discurso marqueteiro se confunde um pouco com o religioso, no qual você não quer que as pessoas façam escolhas reflexivas, mas emocionais.
  3. Nestes momentos de Renascença Civilizacional, temos um boom exponencial do retorno conversa sobre Felicidade, com ênfase a Felicidade Mais Singularizadora.
  4. Nós temos a fantasia, na visão Monolista do Sapiens, de que nós controlamos todos os nossos Eus Internos.
  5. Temos a ingênua fantasia de que eu posso, por exemplo, passar a tarde ouvindo desgraça na televisão e que isso não vai afetar em absolutamente nada meu humor.
  6. Preciso conhecer meus Eus Internos para que eu possa dar a eles o que eles gostam.
  7. Quando meus Eus Internos gostam do que eu faço geram Emoções e Sentimentos Mais Positivos, que permitam que eu mantenha a minha Taxa de Bem Estar mais alta.
  8. Quando eu abraço um Projeto de Felicidade Mais Forte, passo a gerar um Bem Estar Maior e a minha mente fica muito mais produtiva.

Os Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao Artigo:

“Não tenho dúvida de que ser infeliz é uma zona muito interessante de conforto.” Leandro Karnal

Vamos iniciar a Bimodalização do livro “Os sete princípios da felicidade” de Luiz Gaziri.

Este é o primeiro artigo.

Comecemos com algumas reflexões sobre os autores que escrevem sobre felicidade.

Temos as seguintes abordagens, todos na direção de sugestões de conduta entre os Conceituadores sobre Felicidade:

Contadores de Histórias – no estilo Mark Manson;
Apresentadores de Pesquisas – no estilo de Luiz Gaziri, Mckown ou Seligman;
Sintetizadores Gerais – que é o que temos feito, pois trabalhamos em cima dos outros dois estilos.

Lendo Gaziri, antes de começar a comentar seu livro, tive alguns insights.

O primeiro deles é de que nosso GFB 2.0 precisa reorganizar sua estrutura básica.

Precisamos dividi-lo da seguinte maneira sempre deixando claro que é o nosso ponto de vista, que consideramos mais adequado para desenvolver um Projeto de Felicidade Mais Forte:

Quem é o Sapiens?
Em que momento Civilizacional estamos dentro da nova visão da Ciência Social 2.0?
O que é a Felicidade?
Como começar e quais os parâmetros mais adequados para ir procurando e praticando ao longo da vida os seus Potenciais Singulares?
Quais são as melhores Atitudes a serem feitas (com seus respectivos hábitos e rituais)?
Quais são as melhores Métricas Estruturais e Existenciais para saber se tudo anda bem?

Na abordagem de “Quem é o Sapiens?” precisamos detalhar:

Somos Polilistas – precisamos aprender a lidar com nossos vários Eus;
Somos Bimentais – precisamos aprender a lidar com nossas duas Mentes (a primária e a secundária);
Somos Inovadores – que se dividem em dois tipos de perfis bem diferenciados: os mais incrementais e os mais disruptivos.

Na abordagem de “O que é Felicidade?” precisamos detalhar:

Todos temos Projetos de Felicidade – não é uma escolha, a diferença é o grau de consciência e qualidade de cada projeto;
A escolha Endogenista – mais de dentro para fora do que de fora para dentro;
A escolha Singularista – na direção da descoberta progressiva e no desenvolvimento ativo de nossos Potenciais Singulares;
A escolha Sensitivista – mais baseada nas sensações do que em coisas;
A escolha de Longo Prazo – com projeto com foco mais estrutural do que conjuntural.

Feito estes ajustes, que serão incorporados ao nosso GFB 2.0 no final de abril, vamos ao texto de Gaziri.

Gaziri é um Conceituador de Felicidade Apresentador de Pesquisas.

Ele apresenta várias e vai criando sínteses do que ele chamou de “Os Sete Princípios”.

De maneira geral, temos uma certa embolação entre a divisão necessária entre uma nova visão do Sapiens, da Felicidade e das Atitudes a serem adotadas.

Porém, podemos Bimodalizar várias sugestões, tornando o nosso GFB 2.0 cada vez mais completo e forte.

Gaziri, dentro da linha de um Conceituador de Felicidade Apresentador de Pesquisas nos diz:

“Nesse tempo (vários anos) eu percorri cada linha de dezenas de milhares de artigos científicos sobre felicidade, motivação, neurologia, vendas, marketing, recursos humanos, negociação, psicologia, economia comportamental, medicina, gestão de equipes, tecnologia, processo decisório, formação de hábitos, planejamento.”

O autor não só leu os artigos, mas também visitou pesquisadores de todo o mundo para produzir o seu livro.

Ele diz:

“Consegui organizar tudo o que eu conhecia sobre felicidade numa sequência lógica, além de obter uma clareza enorme sobre os verdadeiros caminhos para a felicidade.”

E ele complementa mais adiante:

“…apresentando para você os caminhos corretos e mais curtos.”

Aqui, como temos visto nos Vícios Dialógicos, temos o problema da afirmação “verdadeiros caminhos” ou “caminhos corretos”.

Ninguém tem o verdadeiro caminho para absolutamente nada. O que temos são sugestões das melhores formas de agir e pensar, que consideramos a melhor possível, sempre sujeita a ajustes.

Desconfie de alguém que diz que tem os ““verdadeiros caminhos” sobre qualquer coisa.

A afirmação de Gaziri nos permitiu descobrir mais um VD (Vício Dialógico) o dos Marqueteiros:

VD dos Marqueteiros:
Defender que o que ele nos traz é o melhor de tudo que há sem alternativas;
““Consegui organizar tudo o que eu conhecia sobre felicidade numa sequência lógica, além de obter uma clareza enorme sobre os verdadeiros caminhos para a felicidade.”
Vontade de vender mais, criando a falsa ideia de que o seu modelo é o único e insubstituível. Isso na venda de um tênis faz sentido, mas no campo da conceituação é algo que não se pode fazer.

Na verdade, o discurso marqueteiro se confunde um pouco com o religioso, no qual você não quer que as pessoas façam escolhas reflexivas, mas emocionais.

Ele diz:

“E tudo o que fiz até aqui tem um propósito único: disponibilizar ao público brasileiro, pela primeira vez, as mais relevantes e recentes descobertas da ciência sobre o que devemos fazer para ter uma vida fantástica.”

Eu Bimodalizaria o termo “vida fantástica” por vida melhor ou vida boa, pois fantástico, segundo o Tio Chatinho:

“”Fantástico” é um adjetivo que descreve algo que é extraordinário, maravilhoso, surpreendente ou incrível.”

O adjetivo “fantástico”, na linha mais marqueteira do que científica, briga, aliás, com o conteúdo do livro, que tem várias sugestões interessantes.

No prefácio, Leandro Karnal chama Jean Paul Sartre (1905-1980) que defende que todo o Sapiens que não quer se Sapientizar (se tornar o Sapiens mais único que possa ser) age de má-fé.

Karnal critica e concordamos com ele que a Felicidade é tratada com algo menor, classificada sempre de “auto-ajuda”. Diz ele:

“A alegria, a felicidade, todo sorriso esboçado ou imaginado são classificados como autoajuda . Assim pensam muitos hoje, naturalmente, com imensa facilidade para a dor e grande dificuldade para a vida feliz. Com esse julgamento, condenam uma parte expressiva de filósofos que trataram da felicidade, como Aristóteles ou Epicteto.”

Temos dito que a conversa sobre Felicidade tende a ter a seguinte regra na sociedade:

Quando temos aumento da Centralização dos Ambientes de Sobrevivência, temos um menosprezo da conversa sobre Felicidade e um incentivo, quando se conversa sobre, de uma Felicidade Mais Massificada;
Quando temos aumento da Descentralização dos Ambientes de Sobrevivência, temos um retorno da conversa sobre Felicidade e um incentivo a uma Felicidade Mais Singularizada.

Hoje, algo que situamos dentro do GFB 2.0, dentro do tópico “Em que momento Civilizacional estamos dentro da nova visão da Ciência Social 2.0?” percebemos a passagem da Crise Civilizacional para a Renascença.

Nestes momentos de Renascença Civilizacional, temos um boom exponencial do retorno conversa sobre Felicidade, com ênfase a Felicidade Mais Singularizadora.
Gaziri nos diz:

“Muitos estudos demonstram que emoções positivas aumentam a atividade do córtex pré-frontal – área do cérebro responsável pelo planejamento, pensamento racional, projeção do futuro, argumentação, aprendizado, criatividade, tomada de decisões, linguagem e outras atividades complexas. Essas descobertas revelam algo fantástico: o nosso cérebro funciona melhor quando estamos felizes.”

Concordo com ele, mas diria isso de forma diferente.

Note que temos a ilusão de que somos muito mais Monolistas do que Polilistas.

O que isso quer dizer?

Nós temos a fantasia, na visão Monolista do Sapiens, de que nós controlamos todos os nossos Eus Internos.

Temos a ingênua fantasia de que eu posso, por exemplo, passar a tarde ouvindo desgraça na televisão e que isso não vai afetar em absolutamente nada meu humor.

Na visão Polilista da Felicidade, eu percebo que:

Preciso conhecer meus Eus Internos para que eu possa dar a eles o que eles gostam;
E, em contrapartida, quando meus Eus Internos gostam do que eu faço geram Emoções e Sentimentos Mais Positivos, que permitam que eu mantenha a minha Taxa de Bem Estar mais alta.

Note que Bimodalizando o que diz Gaziri podemos dizer que:

Eu passo a fazer ações (atitudes, hábitos e rituais) que agradam meus Eus Internos, que, por gratidão, geram emoções positivas e, com isso, meu córtex pré-frontal (onde está minha Mente Secundária) funciona melhor, aumentando minha Taxa de Bem Estar.

Diz ele, invertendo a lógica mais mainstream:

“O sucesso não causa Felicidade é a Felicidade que causa o sucesso.”

Vamos Bimodalizar isso.

Quando eu abraço um Projeto de Felicidade Mais Forte, passo a gerar um Bem Estar Maior e a minha mente fica muito mais produtiva.

A dupla de vôlei (Mente Mais Produtiva e Bem Estar Maior) me permite traçar metas e alcançá-las de forma mais fácil, aumentando a qualidade da minha vida.

Diz ele:

“Pessoas felizes apresentam mais chances de ter ótimas relações de amizade, excelentes relacionamentos conjugais, salários maiores, melhor desempenho no trabalho, mais criatividade, saúde, otimismo, energia e altruísmo do que aquelas que vivenciam emoções positivas com menos frequência.”

Vamos Bimodalizar isso:

Não existe o termo “pessoas felizes.” Felicidade é um processo progressivo e continuado que tem por trás teorias e metodologias mais fracas ou mais fortes.

Pessoas que abraçam Projetos de Felicidades Mais Fortes – pois todos temos algum projeto de Felicidade, mais ou menos conscientes, têm a chance de ter uma qualidade de vida melhor.

É isso, que dizes?

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Síntese do Artigo:

Resumo feito pelo Chatinho:

O texto discute a importância do Diálogo Mais Saudável, ressaltando a necessidade de inovação como seu epicentro. Propõe-se a mudança de nomenclatura de “Ciência Social” para “Ciência da Inovação”, com suas respectivas variações. Divide-se os participantes do diálogo entre Disruptivos e Incrementais, destacando a importância de entender as diferenças entre eles. O autor sugere que os guias de felicidade devem considerar essas distinções, oferecendo abordagens diferentes para cada perfil. Além disso, explora a etimologia e a definição de diálogo, ressaltando sua importância na troca de ideias e na busca por uma vida melhor. Apresenta também uma lista de vícios dialógicos comuns e propõe maneiras de evitá-los para garantir um diálogo mais saudável e produtivo.

Frases de Divulgação do Artigo:

  1. Não se pode em um Diálogo Saudável alguém ter falado “porta”, a pessoa entendeu “morta” e se começa a debater o futuro da “porca”
  2. Quando pensamos em qualquer Camada Inovadora da sociedade não podemos ter a ilusão de que não existe a diferença entre Disruptivos e Incrementais.
  3. Dialogamos para que, através da conversa, da interação, da troca de conhecimentos possamos viver melhor.
  4. O Diálogo é uma ferramenta humana de troca de Paradigmas para que possamos ter vidas melhores, descartando Paradigmas Mais Atrapalhantes do que Ajudantes.
  5. Quando vamos a um botequim o objetivo é ter uma conversa e, por outro lado, em uma sala de aula esperamos ter um diálogo.
  6. Diálogo, assim, diferente de uma conversa precisa de teorias e metodologias para que ele seja mais produtivo, mais saudável.
  7. O Diálogo tem como objetivo ajudar as pessoas a entender e lidar melhor com determinado fenômeno.
  8. Para que se inicie um Diálogo Mais Saudável, portanto, é preciso haver por parte de ambos os lados a intenção de aprender com as trocas.

Os Mapas Mentais do Artigo:

 

Vamos ao Artigo:

“xxx”xxx.

“O conhecimento é como uma correnteza; quem dela se afasta, cada vez mais se perde.” – Bacon.

Primeiro Parênteses dos Escritos:

Note que o Sapiens é a espécie mais inovadora do planeta.

Por causa disso, quando falamos em Ciência Social precisamos ter como epicentro a inovação.

Tio Chatinho nos ajuda a definir o que é a Ciência Social:

“Ciência social é um campo acadêmico que estuda diversas dimensões da sociedade humana e das interações sociais. Ela busca compreender os padrões, estruturas e dinâmicas sociais que moldam a vida em sociedade. As ciências sociais incluem disciplinas como sociologia, antropologia, economia, ciência política, psicologia social, geografia humana, entre outras.”

Note que a Ciência Social é a mãe e as Ciências Sociais são as filhas.

Minha sugestão é pararmos de falar de Ciência Social e passarmos a chamar de Ciência da Inovação com suas respectivas variações.

Vejamos:

Ciências da Inovação Civilizacional: Geografia, História;
Ciências da Inovação Grupal: Economia, Política;
Ciências da Inovação Pessoal: Psicologia.

Repare que quando pensamos em um Sapiens não Sapiens puro, mas um Sapiens Inovador, teremos que fazer uma distinção entre dois perfis bem distintos:

Os Disruptivos – aqueles que por algum motivo, genético, de formação, ou outro qualquer, que rompem com os Paradigmas da sociedade;
Os Incrementais – aqueles que por algum motivo, genético, de formação, ou outro qualquer, que dão continuidade aos Paradigmas da sociedade que se mostram mais adequados.

Quando pensamos em qualquer Camada Inovadora da sociedade não podemos ter a ilusão de que não existe a diferença entre Disruptivos e Incrementais.

Na minha forma de pensar ainda Dedutiva (sem pesquisa), acredito que:

Os Disruptivos nascem com uma capacidade abstrativa maior;
Por causa disso conseguem enxergar mais longe ou de fora a Mente Primária com a Mente Secundária;
E, assim, conseguem entender que os Paradigmas existentes podem ser alterados.

Por isso, quando conversamos sobre Guias de Felicidade será preciso abordar dois tipos de guias:

Os Guias de Felicidade para pessoas Mais Disruptivas – que terão um foco maior na criatividade e nos aspectos das Métricas Mais Estruturais;
Os Guias de Felicidade para pessoas Mais Incrementais – que terão um foco menor na criatividade e estarão mais procurando atingir Métricas Mais Conjunturais.

Diria que o GFB 2.0 tem dois tipos de clientes: aqueles que querem ter uma Vida Boa ou Significativa.

Os que querem ter uma Vida Boa usarão o GFB 2.0 e descartarão a parte da criatividade e das Métricas Existenciais e os que se propõem a ter uma Vida Significativa vão usá-lo integralmente.

Seligman faz uma divisão interessante – que incorporamos na nossa Narrativa. Ele sugere que podemos ter três tipos de vida possíveis diante da Felicidade:

A agradável – mais voltada aos prazeres;
A boa – que além dos prazeres, ainda está repleta de gratificações;
A significativa – que além dos prazeres e repleta de gratificações ainda está preocupada em deixar legados.

Acredito que um Disruptivo sempre estará à procura da Mais Significativa, pois tem uma demanda maior por deixar legados do que um Incremental.

Você pode me perguntar: é possível que uma pessoa com Perfil Incremental possa aumentar a sua Taxa de Disruptividade? Com certeza!

E se uma pessoa Incremental e uma Disruptiva adotarem métodos similares para ampliar a sua Disruptividade? Acredito que o Disruptivo irá sempre além na sua vocação disruptora.

Dito isso, vamos ao tema do artigo.

Diálogo é definido assim pelo Tio Chatinho:

“Diálogo é uma interação entre duas ou mais pessoas, geralmente envolvendo a troca de ideias, opiniões, informações ou sentimentos. É um processo de comunicação no qual as partes envolvidas compartilham suas perspectivas, escutam ativamente os pontos de vista dos outros e buscam entender e chegar a um entendimento comum. O diálogo pode ocorrer de várias formas, como conversas face a face, discussões em grupo, debates, trocas de mensagens escritas ou qualquer outra forma de comunicação onde haja interação entre as partes. O objetivo do diálogo muitas vezes é resolver conflitos, gerar insights, promover o entendimento mútuo ou simplesmente fortalecer os laços sociais.”

Peço ao Tio que me dê a etimologia:

“A palavra “diálogo” tem origem no grego antigo, onde é formada pela junção dos termos “dia”, que significa “através” ou “entre”, e “logos”, que pode ser traduzido como “palavra”, “discurso” ou “razão”. Assim, “diálogo” literalmente significa “através das palavras” ou “conversa entre duas ou mais pessoas”. O conceito de diálogo é fundamental em diversas áreas, desde a filosofia até a comunicação interpessoal, representando a troca de ideias, informações e perspectivas entre os participantes.”

Falta uma coisa importante na definição de diálogo do Tio Chatinho.

Por quê dialogamos? Qual é o objetivo de dialogar?

Dialogamos para que, através da conversa, da interação, da troca de conhecimentos possamos viver melhor.

O Diálogo é uma ferramenta humana de troca de Paradigmas para que possamos ter vidas melhores, descartando Paradigmas Mais Atrapalhantes do que Ajudantes.

Porém, nem toda a conversa é um diálogo.

Ainda pedindo ao Tio a comparação, ele me diz:

““Conversa: uma conversa é uma troca informal de palavras entre duas ou mais pessoas. Pode ser casual, abordando uma variedade de tópicos, e não necessariamente segue uma estrutura ou propósito específico. Uma conversa pode ser simplesmente uma troca de informações ou uma interação social sem um objetivo particular em mente.

Diálogo: im diálogo, por outro lado, implica uma troca mais profunda e significativa entre os participantes. Envolve uma comunicação mais direcionada, onde os indivíduos estão ativamente envolvidos na exploração de ideias, opiniões e perspectivas. Um diálogo muitas vezes tem um propósito específico, como resolver um conflito, tomar uma decisão conjunta, ou explorar questões mais complexas.”

Assim, podemos dizer que:

Quando vamos a um botequim o objetivo é ter uma conversa e, por outro lado, em uma sala de aula esperamos ter um diálogo.

Diálogo, assim, diferente de uma conversa precisa de teorias e metodologias para que ele seja mais produtivo, mais saudável. Vejamos:

Do ponto de vista Essenciológico (dos fins) – o Diálogo tem como objetivo ajudar as pessoas a entender e lidar melhor com determinado fenômeno;
Do ponto de vista Metodológico (dos meios) – o Diálogo precisa cumprir determinadas regras para que ele possa ocorrer.

O primeiro passo para se estabelecer um Diálogo é o seguinte:

Um Diálogo não visa jogar conversa fora, mas que ambos os lados estão ali para aprender algo com ele.

Assim, para que um diálogo ocorra é preciso que as pessoas envolvidas, meio que façam um juramento entre elas, do tipo:

“Quero através do Diálogo que vai ocorrer aprender algo.”

Isso implica considerar os seguintes Pré-Requisitos Estruturais Para um Diálogo:

Estar disposto a considerar o ponto de vista de todos os participantes;
Estar aberto para rever algo nos seus próprios paradigmas daquele fenômeno que será analisado.

Se alguém não considera relevante a opinião de um ou demais participantes e está fechado para qualquer aprendizado, não se deve começar o Diálogo.

No máximo, que teremos é uma conversa, que pode ser, inclusive, estressante.

Dito isso, passada a fase em que todos consideram que os Pré-Requisitos Estruturais Para um Diálogo foram atendidos, passamos à Metodologia do Diálogo.

Conforme os Pré-Requisitos sejam atendidos e que tenhamos Metodologias do Diálogo Mais Fortes, temos a chance de termos um Diálogo Mais Saudável e vice-versa.

Diria que temos dois tipos de Diálogos:

No Diálogo Mais Saudável – os Pré-Requisitos foram atendidos de forma satisfatória e as Metodologias usadas são as Mais Fortes;
No Diálogo Mais Tóxico – os Pré-Requisitos NÃO foram atendidos de forma satisfatória e as Metodologias usadas são Mais Fracas.

Para que se inicie um Diálogo Mais Saudável, portanto, é preciso haver por parte de ambos os lados a intenção de aprender com as trocas.

Se não há a intenção por parte de alguém ou de todos de aprender, estamos diante de um provável Diálogo Tóxico, que não vale ser levado adiante.

Vai haver um desgaste desnecessário que não vai levar ninguém a lugar nenhum.

Quando temos diante de nós alguém que não quer aprender com um diálogo e já tem uma posição formada sobre aquele tema, é melhor evitar.

Diálogos Saudáveis são aqueles que todos aprendem com o processo, mesmo quem tem mais conteúdo, pois passa a conhecer as dúvidas, perguntas e, com tudo isso, melhora sua capacidade de entender o fenômeno e explicá-lo.

Dito isso, como detalhei antes – e melhoro agora – temos algumas etapas de um Diálogo Mais Saudável:

A apresentação dos argumentos iniciais por alguém de como entende e sugere lidar melhor com determinado fenômeno;
Em seguida, feita a apresentação inicial, a abertura de um espaço de troca para medir a compreensão pelos presentes do que foi dito para que não haja ruído entre o que foi dito e o que foi entendido (Não se pode em um Diálogo Saudável alguém ter falado “porta”, a pessoa entendeu “morta” e se começa a debater o futuro da “porca”;)
Na sequência, a abre-se o espaço para levantamento primeiro das possíveis concordâncias e depois das possíveis discordâncias, procurando entender aquilo que é passível de ajustes entre as partes e o que não haverá concordância, pelo menos, naquele momento;
Por fim, é feita a avaliação final do que as partes aprenderam com o diálogo e como cada um saiu mais ou menos aprimorado, a partir das trocas e o que pode ser melhorado não só em termos de conteúdo, mas da própria metodologia do diálogo.

Porém, um dos problemas principais dos Diálogos é a existência de Vícios Dialógicos recorrentes, que precisam ser conhecidos para que possam ser identificados quando aparecem para ser evitados.

Vícios Dialógicos são chamados de falácias.

Tio Chatinho define Falácia desse jeito:

“Falácias são argumentos logicamente inválidos que, apesar de parecerem persuasivos à primeira vista, são fundamentados em raciocínios defeituosos, incorretos ou enganosos.”

Vícios Dialógicos, ou falácias, podem ser evitados se tivermos a noção de quais são os mais comuns para que possamos logo quando surgem:

Serem identificados;
Questionados;
E, se possível, superados.

Note, entretanto, que Vícios Dialógicos não surgem porque a pessoa quer, mas é um sintoma dos Paradigmas (formas de sentir, pensar e agir) que fazem parte do repertório de alguém.

Fiz uma listagem inicial dos Vícios Dialógicos que já tinha identificado e contei com o apoio do Tio Chatinho para aperfeiçoá-los. Vou citar os que aparecem e as possíveis causas de por que eles surgem:

Os Vícios Dialógicos mais comuns e como evitá-los – Parte I
Vícios Dialógicos (VD)
Detalhamento
Exemplo
Possível Causa

VD Meio-Fim
Se perder daquilo que é o fundamental (o para onde?) para o como (como chegar lá);
Não perceber que a Ciência visa tornar o Sapiens mais feliz e não conhecer por conhecer;
Vir de um ambiente muito centralizado e/ou burocratizado, no qual os fins se confundiram com os meios;

VD
Parte-Todo

Considerar aspectos particulares sem que se tenha a noção do todo;
Questionar possíveis problemas particulares e específicos da Internet, sem entender o conjunto de benefícios que ela traz;
Vir de um ambiente muito centralizado e/ou burocratizado, no qual os fins se confundiram com os meios;

VD
Mensageiro-
Mensagem
(Falácia ad hominem)
Questionar o mensageiro, sem avaliar a mensagem que ele traz;
“Quem é você para questionar tal coisa e tal coisa?”
Aversão à inovação, não estar aberto ao conteúdo das ideias novas e estar muito envolvido com a versão mais mainstream dos Paradigmas;

VD
Falsa Dicotomia
(Bacon chamava isso de Ídolos do Mercado)

Criar uma comparação entre duas coisas que não fazem sentido;
Ciência Pura versus Aplicada, quando na verdade são duas camadas a Teórica e a Metodológica;
Ocorre mais com conceituadores, que se dedicam pouco a construção de conceitos mais fortes;

VD Não Adjetivação
(Bacon chamava isso de Ídolos do Mercado)
Atribuir valores inexistentes a substantivos que carecem de adjetivação, atribuindo valores inexistentes a conceitos neutros;
Egoísmo, que precisa ser definido como Tóxico e Saudável, pois todos somos egoístas por necessidade;

Muito usado na manipulação por interesses diversos do Mainstream;

 

 

 

 

 

Os Vícios nos Diálogos mais comuns e como evitá-los – Parte II
Falácia
Detalhamento
Exemplo
Possível Causa

VD do
Endeusamento
(Falácia da falsa autoridade)
Endeusar autoridades e considerar que tudo que vem delas é uma verdade absoluta;

“Isso é verdade, pois foi fulano que falou.”;
Incapacidade de uso da Mente Secundária, com uma visão mais massificada do que personalizada dos Paradigmas que usa;

VD
do Mainstream

Seguir o mainstream sem questionamento;
“Isso é verdade, pois todo mundo acha isso”;

Incapacidade de uso da Mente Secundária, com uma visão mais massificada do que personalizada dos Paradigmas que usa;

 

VD
da Antiguidade

Não admitir questionar alguma coisa pela sua antiguidade;
“Isso já é assim há muito tempo, por que vamos questionar isso agora?”
Aversão à inovação, não estar aberto ao conteúdo das ideias novas e estar muito envolvido com a versão mais mainstream dos Paradigmas;

VD do Umbigo
(Bacon chamava isso de Ídolos da Caverna)
Considerar que algo é melhor, pois você acha que é melhor para você;
“Se é bom para mim, com certeza, isso vale para todo mundo”;

Baixa Taxa de Empatia;

VD
Foto-Filme

Analisar determinada situação não como um processo, mas como se fosse algo que já é definitivo;
“O Youtube está centralizando demais e isso é péssimo” – como se não pudesse haver a descentralização do Youtube em um novo projeto similar, via Blockchain.
Incapacidade de uso da Mente Secundária, com uma visão mais massificada do que personalizada dos Paradigmas que usa;

 

 

 

 

 

Os Vícios nos Diálogos mais comuns e como evitá-los – Parte III
Falácia
Detalhamento
Exemplo
Possível Causa

VD
(Bacon chamava isso de Ídolos da Tribo)

Apelar para a fé em algo, sem que se apresente evidências lógicas para a defesa do argumento;

“Eu creio nisso com toda a minha certeza”;

Incapacidade de sair de um determinado Dogmatismo;

VD
da Ideologia
(Bacon chamava isso de
Ídolos do Teatro)

Apelar para ideologias políticas fechadas sem que se apresente evidências lógicas para a defesa do argumento;

“Isso é verdade, pois meu grupo político acredita fortemente nisso”;

 

Incapacidade de sair de um determinado Dogmatismo;

 

 

 

 

 

 

Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.”Leo Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.”Fernanda Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do nosso projeto:

a) entrar para a escola na décima primeira imersão batizada de Felicidade 2.0. O valor é de R$ 500,00, ficando até o final de junho de 2024.

Terá com isso: áudios de 18 minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como viver melhor em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e inovador?”, participação nas lives mensais lives.

Basta depositar no pix / cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para mantê-lo vivo, pode depositar qualquer valor no seguinte e-mail: cnepomu@gmail.com

Quem depositar qualquer valor, poderá fazer os cursos avulsos que faremos ao longo do semestre.

Agradeço à adesão à escola ou a colaboração via PIX para o nosso projeto.

Forte abraço,

Nepô.

Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0

 

 

O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.) 

Os Mapas Mentais do Artigo: