Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
Neste artigo, Nepô apresenta a evolução da Teoria do Demografismo Midiático Cooperativa (TDMC) por meio da introdução do Fator Recursivo na metodologia de análise macro-histórica. O autor demonstra que a jornada humana não se desenvolve de forma linear, mas sim como um Espiral Civilizacional Progressivo, no qual o aumento demográfico gerado pelo sucesso de um Modelo de Cooperação (Fator Consequente) transforma-se inevitavelmente na causa geradora (Fator Causante) de uma nova crise de complexidade, exigindo o surgimento de novas mídias e novos saltos de cooperação.
As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):
A Ciência nada mais é do que um Ambiente de Diálogo em que as diversas abordagens da melhor compreensão e atuação diante dos fenômenos disputam um lugar ao sol.
A chegada do Digital e todas as mudanças que estão ocorrendo revelam que as antigas premissas sobre a história humana estavam equivocadas.
Os alicerces do que chamamos de Ciência Social e as diversas abordagens mais influentes sobre a história humana, simplesmente, não conseguem explicar o que estamos vivendo.
Não basta pensar diferente usando o mesmo instrumento. É preciso trocar o instrumento.
Hoje, simples assim, difícil assim, precisamos trocar o microscópio da Ciência Social 1.0 e criar a 2.0, com novos alicerces que expliquem a jornada humana.
A Bimodais acredita, portanto, que, diferente da maioria, de que o Digital é o Fenômeno Recorrente e não Inusitado.
E quando os fatos deixam de rimar com as teorias de forma persistente, temos uma anomalia paradigmática.
Por isso, o desafio atual não é apenas responder perguntas novas. É reconstruir as perguntas fundamentais.
A jornada humana passa a ser vista não como uma sequência linear de causas e efeitos, mas como um espiral.
Não estamos diante de uma linha histórica. Estamos diante de um espiral fenomenológico progressivo.
A recursividade é o mecanismo oculto que transforma resultados históricos em novos motores da transformação.
Sem compreender os ciclos de retroalimentação da Macro-História, toda mudança tende a parecer inédita quando, na verdade, apenas mudou de patamar.
A Complexidade Demográfica não é um problema isolado, mas o subproduto inevitável do sucesso cooperativo anterior.
O que chamamos de progresso civilizacional pode ser entendido como a capacidade crescente de criar soluções que geram desafios de ordem superior.
A verdadeira dinâmica da jornada humana não está nos eventos isolados, mas na capacidade dos efeitos de ontem se converterem nas causas de amanhã.
As melhores frases dos outros:
“O futuro já chegou, só não está uniformemente distribuído.” – William Gibson;
“Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.” – George Santayana;
“O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” – Isaac Newton;
“A ordem da história surge da história da ordem.” – Eric Voegelin;
“Faz-se ciência com fatos, como uma casa com pedras; mas uma acumulação de fatos não é ciência, assim como um monte de pedras não é uma casa.” – Henri Poincaré;
“A causa que produz o efeito que produz a causa, somos recursivamente causa/efeito em um mundo organizado em uma espiral.” – Edgar Morin;
“As teorias são redes lançadas para capturar o mundo real; são nossas tentativas de racionalizá-lo, explicá-lo e dominá-lo.” – Karl Popper;
Vamos ao Artigo:
“A história não se repete, mas rima.” – Mark Twain.
Bom, desenvolvemos um mapa geral do conhecimento que chamamos de Ambientologia Conceitual 2.0.
Nele, separamos:
- A Fenomenologia Social – fenômenos ligados ao Sapiens;
- A Fenomenologia Não Social – fenômenos que funcionam independente do Sapiens.
A Fenomenologia Social opera com duas possibilidades de abordagem:
- A Fenomenologia Social Sensitivista – análise dos fenômenos sociais mais baseados nas sensações do que em padrões;
- A Fenomenologia Social Padronista – análise dos fenômenos sociais mais baseados em padrões do que em sensações.
A Fenomenologia Social, entretanto, precisa de um Ambiente de Diálogo para receber as diversas abordagens.
Ambiente de Diálogo é um sinônimo que podemos dar de Ciências.
A Ciência nada mais é do que um Ambiente de Diálogo em que as diversas abordagens da melhor compreensão e atuação diante dos fenômenos disputam um lugar ao sol.
Hoje, tradicionalmente o Ambiente de Diálogo da Fenomenologia Social passou a ser chamado de Ciência Social.
A Ciência Social se responsabiliza por tentar entender o fenômeno do Sapiens, individual e coletivo e sugerir formas de compreendê-lo e lidar melhor com ele.
A Ciência Social, assim, cuida da visão maior e mais macro e depois temos as Ciências Sociais Específicas, que, a partir da visão maior, detalham questões especializadas.
A Ciência Social procura analisar, por exemplo, como o Sapiens avança na Macro-História e a Educação, por exemplo, procura formas de formar o Sapiens para lidar com as diversas questões que terá na vida.
Assim, temos a divisão:
- A Ciência Social – questões amplas sobre a sociedade, do coletivo ao individual;
- Ciências Específicas – a partir das premissas gerais, questões específicas.
O que temos hoje, entretanto, é um momento disruptivo da Ciência Social.
A chegada do Digital e todas as mudanças que estão ocorrendo revelam que as antigas premissas sobre a história humana estavam equivocadas.
E passamos a ter uma encruzilhada conceitual:
- Fenômeno Inusitado – muitos acreditam que o Digital e todas as suas alterações é algo nunca visto, inédito e que não há padrões históricos que explicam o que estamos vivendo – que é o mais comum dentro do mainstream;
- Fenômeno Recorrente – poucos acreditam que o Digital e todas as suas alterações NÃO é algo nunca visto, inédito e que há padrões históricos que explicam o que estamos vivendo – que é o mais incomum dentro do mainstream.
A adoção da visão do Digital como um Fenômeno Inusitado é comum, pois o que temos diante de nós é uma profunda crise das teorias que explicavam a caminhada do Sapiens.
Estamos diante de algo muito mais disruptivo.
Thomas Kuhn chamou estes momentos de Ciência Extraordinária aqueles momentos raros em que os novos fatos se tornam tão inexplicáveis e não previstos que o modelo conceitual vigente deixa de conseguir explicar adequadamente a realidade.
Não se trata de corrigir um pedaço de uma teoria aqui e outra ali.
Os alicerces do que chamamos de Ciência Social e as diversas abordagens mais influentes sobre a história humana, simplesmente, não conseguem explicar o que estamos vivendo.
Por isso, todo mundo passa a chamar de Fenômeno Inusitado, pois para assumir que é Recorrente é preciso rever os alicerces da Ciência Social.
Imagine alguém observando determinadas células através de um microscópio.
Durante muito tempo, tudo parece funcionar bem.
As observações são consistentes.
As explicações parecem satisfatórias.
Mas, de repente, começam a surgir fenômenos no que é observado que aquele microscópio não consegue enxergar adequadamente.
No início, tenta-se ajustar a lente.
Depois, mudar o foco.
Mais adiante, cria-se uma hipótese complementar.
Até que chega um momento em que a dificuldade não está mais no observador nem na teoria.
O problema está no microscópio – o próprio instrumento de observação.
Descobre-se então que existem outros tipos de células, muito menores, com comportamentos completamente diferentes, que exigem outro microscópio.
Não basta pensar diferente usando o mesmo instrumento.
É preciso trocar o instrumento.
É exatamente isso que estamos vivendo hoje no estudo da sociedade.
Hoje, simples assim, difícil assim, precisamos trocar o microscópio da Ciência Social 1.0 e criar a 2.0, com novos alicerces que expliquem a jornada humana.
A Bimodais acredita, portanto, que, diferente da maioria, de que o Digital é o Fenômeno Recorrente e não Inusitado.
Que existe um padrão na forma como o Sapiens caminha ao longo da Macro História e que o Digital faz parte de um processo recorrente e não inusitado.
Os fatos deixaram de rimar com as teorias.
E quando os fatos deixam de rimar com as teorias de forma persistente, temos uma anomalia paradigmática.
O problema é que nunca vivemos uma anomalia dessa magnitude na Ciência Social.
Nas ciências naturais isso aconteceu diversas vezes.
- A Física passou por isso;
- A Biologia passou por isso;
- A Química passou por isso.
Porém, na Ciência Social, durante muito tempo, acreditou-se que o modelo explicativo existente era suficientemente robusto para compreender qualquer mudança histórica.
O Digital mostrou que não.
Estamos diante de uma crise estrutural da Ciência Social 1.0.
Não é uma crise de conceitos isolados.
É uma crise do próprio arcabouço conceitual utilizado para interpretar a jornada humana.
Por isso, o desafio atual não é apenas responder perguntas novas.
É reconstruir as perguntas fundamentais.
Precisamos de um novo Mapa Fenomenológico, com novos alicerces, se quisermos entender melhor o passado, o presente e o futuro.
Foi justamente nesse esforço de reconstrução que surgiu a TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativa).
Chegamos na TDMC, a partir do desenvolvimento da Metodologia Fenomenológica dos Quatro Fatores.
Aplicada a Metodologia Fenomenológica dos Quatro Fatores no estudo da jornada humana, temos:
- Fator Causante – mais gente no planeta, que demanda um novo Modelo de Cooperação mais descentralizado e, portanto, mais sofisticado;
- Fator Detonante – uma nova mídia descentralizadora, que permite o início da construção de um novo Modelo de Cooperação mais descentralizado e, portanto, mais sofisticado;
- Fator Consequente – a criação de um novo Modelo de Cooperação mais descentralizado e, portanto, mais sofisticado;
- Fator Atuante – novo arcabouço teórico para entender o contexto e passar a atuar de forma mais proativa e não reativa para se adaptar e ajudar a prosperar o Modelo de Cooperação mais descentralizado e, portanto, mais sofisticado.
Até aqui, já tínhamos abordado a questão, trazendo a novidade, da dicotomia Fator Inusitado e Recorrente.
Porém, podemos trazer uma outra novidade.
Uma melhoria da TDMC é que existe uma circularidade fenomenológica.
Numa Circularidade Fenomenológica há uma inversão entre os Fatores Causantes e Consequentes.
O consequente de uma fase se transforma no causante da fase seguinte.
Voltemos.
A Metodologia Fenomenológica dos Quatro Fatores nos ajuda a analisar qualquer fenômeno a partir de quatro perguntas fundamentais:
- O que criou a condição?;
- O que disparou a mudança?;
- O que aconteceu depois?;
- O que pode ser feito agora?;
Temos, assim:
- Fator Causante;
- Fator Detonante;
- Fator Consequente;
- Fator Atuante.
Porém, quando passamos a estudar fenômenos recorrentes de longa duração, como a jornada civilizacional do Sapiens, percebemos que existe algo a mais.
Os quatro fatores explicam uma mudança específica.
Mas não explicam adequadamente por que as mudanças voltam a acontecer em um modelo espiral, a de hoje é parecida, mas não igual a anterior.
Repare que o Digital surge porque a população cresceu, assim, o aumento demográfico é o fator causante.
Porém, a pergunta que não quer calar é a seguinte: por que houve o aumento demográfico?
Foi justamente no estudo da TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativa) que percebemos esse ponto.
A pergunta que mudou tudo foi simples:
Por que a população aumenta?
A resposta tradicional costuma tratar o aumento populacional como um dado da realidade.
A TDMC propõe algo diferente.
A população não aumenta por acaso.
Ela aumenta porque determinado Modelo de Cooperação conseguiu gerar mais capacidade de sobrevivência.
Podemos observar o seguinte ciclo histórico:
- Surge uma nova mídia;
- Surge um novo Modelo de Cooperação;
- Aumenta a capacidade de sobrevivência;
- A população cresce.
O crescimento populacional não é a origem do processo.
É uma consequência.
Porém, com o passar do tempo, essa consequência produz novos problemas.
O aumento populacional eleva a Complexidade Demográfica.
E essa nova Complexidade Demográfica passa a exigir outro salto cooperativo.
O que era consequência, assim, vira causa.
Temos aqui uma nova descoberta da TDMC:
Na Macro-História, o Fator Consequente de uma fase se transforma no Fator Causante da fase seguinte.
Vejamos o movimento:
Primeira fase:
- Causante: determinado patamar demográfico;
- Detonante: nova mídia;
- Consequente: novo Modelo de Cooperação.
Mas o novo Modelo de Cooperação produz:
- Mais capacidade de sobrevivência para mais gente;
- Com mais eficiência;
- O que nos permite ter mais gente viva.
Com isso surge uma nova realidade demográfica.
E então temos a segunda fase:
- O aumento populacional, que era consequente da fase anterior, transforma-se no novo causante;
- Surge uma nova mídia como detonante;
- E aparece um novo Modelo de Cooperação como consequente.
A jornada humana passa a ser vista não como uma sequência linear de causas e efeitos, mas como um espiral.
Por isso, na TDMC, falamos em Espiral Civilizacional Progressivo.
Cada volta do espiral produz um novo Patamar Demográfico com muito mais gente.
E cada novo Patamar Demográfico mais alto exige uma nova volta do espiral.
Foi por isso que percebemos a necessidade de acrescentar à Metodologia Fenomenológica dos Quatro Fatores um quinto elemento.
O Fator Recursivo.
Podemos defini-lo assim:
- Fator Recursivo – quando o consequente de uma fase se transforma no causante da fase seguinte.
Temos então:
- Causante – cria a condição estrutural;
- Detonante – dispara a mudança;
- Consequente – gera os resultados;
- Atuante – permite agir sobre o fenômeno;
- Recursivo – transforma o consequente em nova causa.
A TDMC é, antes de tudo, a percepção de que a Macro-História humana funciona de forma recursiva.
O novo Modelo de Cooperação aumenta a população.
O aumento populacional aumenta a Complexidade Demográfica.
A nova Complexidade Demográfica exige uma nova mídia.
A nova mídia permite um novo Modelo de Cooperação.
E o ciclo recomeça em outro patamar.
Não estamos diante de uma linha histórica.
Estamos diante de um espiral fenomenológico progressivo.
É isso, que dizes?
































