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As organizações tradicionais têm, a meu ver, dois grandes desafios neste novo século:

  • o aumento radical da inovação, que as obriga a sair da ideia de repetição para a da inovação permanente;
  • E novo modelo administrativo no mercado, que não é mais gestão, com DNA completamente distinto.

Quando um Bimodal analisa a chegada dos Ubers consegue enxergar o novo modelo administrativo, pois a forma de comando e controle se altera.

Um Bimodal consegue enxergar isso, pois faz um estudo histórico do passado e percebe que a descentralização das mídias provoca Revoluções Civilizacionais.

E que Revoluções Civilizacionais são feitas para que possamos atualizar a sociedade para atender melhor o novo patamar de complexidade demográfica.

Quando meus alunos no Curso Básico de Formação Bimodal  falam sobre gestão, eu sempre rebato que está falando de administração –  que é eterna –  porém, o modelo se altera quando mudam as mídias.

Os Ubers são novo modelos de Administra, que um Bimodal chama de Curadoria, pois têm:

  • Nova forma de comando e controle;
  • Nova relação trabalhista.

O problema da chegada da Curadoria para os antigos administradores é ter um DNA Administrativo, que tem uma filosofia bem distinta do atual.

Saímos de coordenação direta gestor-pessoas para indireta curador-plataforma-pessoas (aonde se inclui Inteligência Artificial e Linguagem dos Rastros).

Este, na verdade, é o maior desafio de paradigma que percebo entre os alunos que estão se formando na Bimodalidade.

É isso, que dizes?

Veja o depoimento de um deles abaixo:

Uma das coisas que aprendi, é que sempre tem um aventureiro que quer descobrir praias virgens. E alguém que vai esperar que tenha asfalto e barraca para pegar um sol.

São dois perfis de pessoas, que vou chamar de:

  • Quietos – as pessoas que gostam de continuidade e certeza;
  • Inquietos – os que gosta de rupturas e riscos.

Nenhum é deles é melhor do que o outro, mas cada um é adequado para determinado momento de um projeto ou de momentos históricos.

Hoje, com o surto de inovação provocado pela Revolução de Mídia está se convocando, cada vez mais, os inquietos para que possam ajudar a criar novas alternativas.

O problema dos projetos de inovação aberta (startups) e de transformação digital (migração de empresas tradicionais) é que se está misturando estes dois perfis.

Os quietos impedem os inquietos de irem adiante.

Pelo que aprendi, para dar certo, é preciso isolar, como se fosse uma sementeira de inquietos, e deixarem eles construírem as bases da nova floresta.

Num determinado momento, quando as coisas se consolidam, os clientes aparecem e se necessita de mais regularidade, naturalmente, os quietos vão sendo chamados.

É isso, que dizes?

Venha fazer um curso comigo para lidar melhor com este mundo bimodal:

Hoje, terminei de escutar o episódio do Resumocast: “Superinteligência – Nick Bostrom | T2#015″.  E acredito que temos alguns debates interessantes a fazer.

O primeiro deles é o que vou chamar de Tecnomelancolia. 

Quando falamos de mudanças tecnológicas, seja ela qual for, sempre tem alguém que coloca algo do tipo (isso aparece no programa) “o ser humano é curioso e por causa disso inventa estas coisas”.

Não, a quase totalidade das tecnologias que se massificam não se massificam por curiosidade, mas por necessidade.

Uma das coisas que aprendi nos meus estudos sobre o impacto das tecnologias na sociedade é que não podemos esquecer NUNCA do Demografismo:

Característica humana de ser espécie que tem modelo de evolução aberto, não genético, tecnocultural, e por causa disso consegue aumentar progressivamente a população e, por causa disso, a complexidade.

Assim, novas tecnologias são demandas OBRIGATÓRIAS da espécie para resolver os novos problemas da complexidade.

Quando apresento em palestras o salto demográfico de sete vezes, em 200 anos, e apresento isso como a causa principal das mudanças, percebo que as pessoas têm uma espécie de conforto.

Há um motivo real e concreto para tantas novidades.

Com isso, a pessoa se insere dentro da jornada do sapiens, como algo necessário e fundamental. E consegue sair da Tecnomelancolia, uma sensação de que era melhor no tempo da vovó e do vovô, quando havia muito menos gente no planeta.

As tecnologias antigas eram compatíveis com um mundo menos humanamente complexo.

Assim, quando falamos da Inteligência Artificial temos que entender como ferramenta necessária e fundamental para sair dos impasses que tínhamos no passado.

Diria ainda como pontos para debates futuros sobre Inteligência Artificial:

  • Que não podemos falar de Inteligência Artificial como novidade, pois o computador, desde que surgiu já é um tipo de Inteligência não humana, que vem evoluindo;
  • O que podemos falar hoje é de Inteligência Artificial na Internet, que ganha outra dimensão, se comparada com as versões anteriores;
  • De que a chegada da Internet e da Inteligência Artificial permite um movimento de Descentralismo social, político e econômico e que as projeções futuras têm que levar em conta um sapiens muito mais empoderado do que o atual;
  • Depois, não se pode ignorar que tudo que estamos criando de novo (os Ubers da vida, Google, Netflix, Amazon) só é possível por causa da evolução desta Inteligência não-humana;
  • Diria ainda que a procura de um momento em que a IA vai ser mais inteligente do que o ser humano é uma métrica impossível, pois para vários problemas ela já é, tal como juntar pessoas para compartilhar uma viagem, impossível para uma pessoa de carne e osso;
  • As tarefas que não conseguimos fazer, com cada vez mais dados, que passaram a ser produzidos, por cada vez mais gente conectada e produzindo dados,  estamos passando para as máquinas;
  • O que se pode questionar e pensar, do ponto de vista filosófico, assim,  é sobre a capacidade da IA de virar nova espécie com autonomia e se auto-reproduzir, sob a qual o ser humano perderia o controle. Este seria um ponto de preocupação.

Assim, o que podemos chamar de superinteligência, eu preferia chamar de espécie digital, capaz de tomar decisões próprias e que teria, de alguma forma, a demanda de sobreviver e se reproduzir.

Por aí, o debate me parece mais interessante.

Que dizes?

Esta visão mais adequada do futuro, tenho debatido no Curso Básico de Formação Bimodal , veja o depoimento de um dos meus alunos:

O livro tem ajudado bastante o pessoal a entender este novo século. Foram 13 anos de pesquisa, dois outros livros, que serviram de base para escrever este.

Sugiro,  se você ainda não o fez,  ouvir o maravilhoso resumo feito pelo pessoal do Resumocast:

Caso queira comprar, pode ir por aqui.

Abraços,

Nepô.

Neste ano de 2018, criamos as comunidades Bimodais.

Trata-se de movimento para disseminar o que vou chamar de Sabedoria Bimodal, capacidade de pessoas, profissionais e organizações a lidar com um mundo que está acabando e outro que começa.

Para lidar com este cenário complexo, é preciso conceitos mais consistentes.

Diria que um Bimodal precisa rever alguns paradigmas de como pensamos tecnologia, demografia, felicidade, realidade, mídia e administração para poder nos situar neste futuro que passou do incremental para o disruptivo.

Os grupos são todos gratuitos e pelo Whatsapp.

O que esperar dos grupos?

O meu compromisso:

  • Coloco artigos diários sobre o mundo bimodal, acompanhados sempre de um áudio curto;
  • Temos as leituras compartilhadas que permite que analisemos livros, a partir das nossas filosofias, teorias e metodologias.

O compromisso dos participantes:

  • Evitar ruídos, do tipo, auto-promoção, anúncios de eventos pagos, correntes, piadas, discussões partidárias.

Para entrar, é simples, me manda um zap, por aqui e diz na mensagem: quero ser bimodal!

Vais receber os links.

Abraços,

Nepô
(Curador da Comunidade Bimodal)

https://www.youtube.com/watch?v=GXTzfNIMsBA

Hoje, com o papo sobre Inteligência Artificial cada vez mais difundido é bom começar a separar o joio do trigo.

  • Inteligência é capacidade humana de resolver problemas de todos os tipos, mas principalmente de sobrevivência;
  • Sabedoria é capacidade humana de incluir nas decisões de cada problema valores e propósitos, envolvendo principalmente a existência.

Quando resolvemos questões com mais sabedoria, estamos incluindo nas decisões questões mais existenciais, nos afastando do cotidiano e colocando nossa vida em perspectiva.

Temos, de alguma forma, um projeto de vida e estamos comparando a decisão do momento com esta questão mais geral.

Podemos dizer que a grande diferença do ser humano para os outros animais é nossa capacidade de existir além de sobreviver.

Existir nos permite ter uma ação diante da vida e criar significado, algo que os outros animais não têm.

Por isso, a sabedoria, em geral, sempre é ligada a questões mais existenciais e filosóficas.

Quando somos inteligentes, conseguimos sobreviver, mas não necessariamente temos uma existência significativa.

Quando temos Revoluções Midiáticas, por tendência há um aumento da taxa de inteligência e de sabedoria nas decisões pelo maior contato com as informações disponíveis.

Ser sábio, assim, é conseguir usar a inteligência não só para sobreviver, mas principalmente, para existir.

É isso, que dizes?

O tema da sabedoria faz parte da formação básica dos bimodais, conheça mais por aqui.

Veja o depoimento de quem já fez o curso:

As diferentes opções:

Pelo Youtube;

Pelo Soundcloud:

Pelo Itunes


Quando existe algo muito estranho na vida, há algo errado com nossos paradigmas.

Foi o que tentei expressar neste vídeo sobre zumbis:

Temos uma análise:

  • Com o mesmo paradigma – que chamamos de indutiva;
  • Procurando novo paradigma – que chamamos de dedutiva.

O principal problema da análise hegemônica no mercado hoje – principalmente a americana –  é insistir na INDUTIVA. Analisa-se os dados sem questionar o que há de equivocado na forma de analisar a sociedade.

O que acontece?

Tenta-se entender fenômeno novo com mesmos paradigmas do passado, algo que não tem funcionado.

Existem, a meu ver, quatro revisões de paradigma que temos que promover:

  • O papel das tecnologias para o sapiens;
  • O papel das mídias;
  • O papel da demografia;
  • E uma nova percepção sobre administração.

Tudo isso integrado e a relação entre estas diferentes forças nos permite enxergar a dimensão radical, disruptiva e macro-histórica da mudança que estamos passando.

É o que procurei apresentar no meu novo livro (pode comprar aqui.)

E no curso de formação dos conceitos básicos da bimodalidade (capacidade de enxergar a transição entre dois mundos – um que termina e outro que começa).

É isso que dizes?

Depoimento de um dos meus alun@s: 

Meu livro demorou 13 anos para ser escrito, tive dois antes, que foram um rascunho para chega a ele.

É um livro que sugere uma mudança profunda de percepção em aspectos filosóficos, teóricos e metodológicos para entender o mundo digital.

Espero que você aprecie.

Comprar aqui.

Me pergunta o Paulo Milreu do grupo Bimodal 2:

“Nepô, qual sua visão sobre a profissão de futurista? Tenho visto aumentar muito esse tema”.

O futurismo está cada vez mais em voga.

Podemos definir como capacidade de alguém ou de determinada organização de prever os fatos que ocorrem.

Diria que temos forte problema com o futurismo nos dias de hoje, pois estamos saindo, digamos, do futurismo incremental para o disruptivo.

O mundo até a chegada da Internet vivia uma continuidade e, a partir dela, um processo de descontinuidade.

De maneira geral, as organizações se acostumaram a viver um futuro de continuidade e se habituaram com “gurus” muito mais marqueteiros do que cientistas.

Vivemos, portanto, a passagem de futuro incremental para disruptivo. E a arte – ou ciência de prever o futuro – ficou muito mais sofisticada do que era antes.

E se temos estas mudanças na sociedade é preciso rever os paradigmas que tínhamos. A metáfora do zumbi que chega ao médico é boa neste momento de passagem, veja o vídeo:

Ou dizendo melhor:

A forma como olhávamos a sociedade tinha um bug: a forma como pensávamos que a história avança precisa de ajustes.

Não somos espécie contínua, mas disruptiva, pois somos tecnológicos e, por causa disso, reinventamos nosso modelo administrativo, conforme vamos aumentando o tamanho da população.

E podemos, assim, apontar como fatores disruptivos:

  • o aumento populacional, que nos força a inovar e mudar gradativamente;
  • as mudanças Tecnoculturais que podemos promover (principalmente a chegada de nova mídia);
  • e novo modelo de comando e controle administrativo, a Curadoria.

Nosso problema é que vemos a nossa espécie como só praticássemos a continuidade permanente e não o contrário, a descontinuidade permanente.

Falta absorver a máxima de McLuhan para a sociedade: mudou a mídia, mudou a sociedade!

Assim, podemos dizer que existirão no mercado:

  • Os futuristas indutivistas – aqueles que tentam enxergar o futuro com os mesmos paradigmas, como se estivéssemos em continuidade e não ruptura;
  • Os futuristas dedutivistas – aqueles que tentam enxergar o futuro com novos paradigmas, nos quais a ruptura é a base.

Os futuristas aqui da minha rua acreditam que é o aumento demográfico a principal causa da mudança, a chegada e massificação de nova mídia descentralizadora como o gatilho para nova Era.

E, como consequência, a chegada da Curadoria, novo modelo administrativo mais sofisticado para resolver com mais elegância nossos novos e antigos problemas.

O que temos que ver é quando conversamos com algum futurista de plantão o que eles contrapõe a isso.

É hora de um futurismo mais científico e menos marqueteiro

É isso, que dizes?

Sugiro para aprofundar o tema, vir fazer o Curso Bimodal comigo, veja mais detalhes.

Um Profissional de Inteligência Competitiva Digital será, mais ou menos eficaz, conforme a sua capacidade de projetar o futuro.

Podemos definir futuro como “conjunto de fatos relacionados a um tempo que há de vir”.

O tempo que há de vir terá algo do tempo atual e algo que será diferente.

Assim, um cenário futuro será feito de prováveis mudanças e conservações.

O que continua e o que se altera?

Podemos dizer que, por exemplo, que as demandas humanas sempre continuarão.

Comer, beber, se locomover, se informar, conhecer, aprender, trocar, dormir, ir ao banheiro, morrer, nascer, se manter saudável.

(Sim, podemos com a engenharia genética mudar algo nessa direção, mas isso podemos deixar para depois.)

E que se temos demandas permanentes, teremos ofertas permanentes, assim, iremos sempre precisar oferecer algo para atender as demandas acima descritas.

O que se altera, assim, não é nem que haverá demanda e nem oferta, mas justamente COMO resolveremos estas demandas – que é o que se altera.

Podemos chamar, assim, de um jogo de Demanda-Oferta Estrutural, aquilo que é perene. E de Demanda-Oferta Conjuntural, aquilo que é mutante.

Uma escola, por exemplo, é um jogo de Demanda-Oferta Conjuntural, mas a necessidade de EDUCAÇÃO é um jogo de Demanda-Oferta Estrutural.

Assim, podemos dizer que no futuro CERTAMENTE teremos algum modelo educacional, mas não necessariamente podemos imaginar que a escola como é hoje permanecerá.

A escola é filha de alguns fatores:

  • do tamanho populacional;
  • do acúmulo Tecnocultural disponível (onde se inclui as tecnologias de mídia e as demais);
  • do ambiente administrativo (comando/controle) disponível.

Note, assim, que podemos definir alguns fatores que alteram a Demanda-Oferta Conjuntural.

A Educação será eterna, mas poderá ser alterada na oferta, quando aumentamos a população, criamos novas tecnologias e passamos a praticar novos modelos administrativos.

Por tendência, todas as pessoas que pensam educação, por exemplo, são ESCOLOCENTRADOS, pois não conseguem imaginar algo que não seja feito dentro do jogo de Demanda-Oferta Conjuntural disponível.

Dependem desse modelo para viver, foram educados nesse modelos, acreditam nisso, vivem imersos dentro dele e têm dificuldade de enxergar um futuro sem ele.

O papel de um Profissional de Inteligência Competitiva Digital, entretanto, é não se deixar intoxicar por isso.

É conseguir separar o jogo de demanda-oferta estrutural do conjuntural e perceber as variantes para que possa fazer um cenário menos intoxicado.

É isso, que dizes?

Quer sair do MIMIMI, vem fazer o Curso Básico de Formação Bimodal comigo.

Hoje, se fala muito em Transformação Digital, mas não existe no mercado um curso de Transformadores Digitais.

Isso não é uma profissão.

A maior parte dos meus alunos e clientes me pergunta, assim, qual o perfil ideal para liderar projetos de Transformação Digital?

E tenho respondido que o mercado de Transformação Digital precisa de um novo perfil: do Profissional de Inteligência Competitiva Digital, ou 3.0, se preferirem.

É novo profissional, que precisa ser formado para lidar com futuro não mais incremental (que os antigos profissionais lidavam bem), mas para um disruptivo.

O nome Inteligência Competitiva já induz o caráter dos projetos de Transformação Digital, que devem passar do foco da tecnologia para o do cliente.

Um profissional de Inteligência Competitiva Digital deve ser uma pessoa que conhece gente e suas demandas.

Deve perceber não só as demandas presentes, mas, principalmente, as futuras para entender que tipo de ações, o que inclui novas tecnologias, devem ser feitas para atender o cliente em processo de mudança.

Tem que ter uma visão macro-história das mudanças de mídia e seus impactos na sociedade e a consciência de que vivemos um ambiente bimodal: de um lado um ambiente que chega ao seu limite e de outro um novo que se inicia.

Para entender de gente, o perfil do profissional de Inteligência Competitiva deve ser um misto de negócios, sociologia, psicologia, tecnologia, administração.

Diria mais.

Que o diferencial competitivo de organizações tradicionais dependerá fundamentalmente da competência dos Profissionais de Inteligência Competitiva Digital que vão liderar seus projetos.

Tenho tido a experiência de formar as primeiras turmas destes novos profissionais, num programa básico de formação, que deve avançar para especialização em 2019.

Se você tiver interesse em participar da formação básica, dá uma olhada aqui.

É isso, que dizes?

Veja o depoimento de quem tem feito o curso:

Além do Curso Básico de Formação Bimodal, tenho recebido muitos convites para Palestras & Workshops.

Meu tema é a Bimodalidade, ou seja, como promover a Transformação Digital em um futuro disruptivo.

Tal tema se aplica em qualquer área ou qualquer setor.

Organizações e profissionais estão sem norte e precisam de algo consistente.

Minhas palestras e workshops fogem do tradicional, pois aprofundam o digital, através de abordagem histórica, com pitadas de filosofia, teoria e metodologia.

Minha palestra é sempre interativa, pois falo de improviso (não uso slides) com forte envolvimento da platéia.

Geralmente, quem assiste garante que muda muito a maneira de pensar, tanto o passado, o presente quanto o futuro.

Meus clientes, muitas vezes, aliam a palestra com compra de livros para distribuir ou sortear pelos presentes. Ver mais sobre o livro aqui.


O Workshop “Conceitos Básicos da Bimodalidade” geralmente é feito presencialmente, com formação de turmas para que possam:

  • Enxergar o futuro de forma mais consistente;
  • E tomar decisões estratégicas melhores sobre a migração do mundo analógico para o digital.

Podem durar de 8 (oito) até 64 (sessenta e quatro horas), conforme demanda para um público ideal de até 30 (trinta) participantes.

Uma programação básica do Workshop pode ser vista aqui:

  • Filosofia da Inovação –  (redefinindo os conceitos de realidade e motivação para ampliar a capacidade para inovar);
  • Filosofia da Tecnologia –  (redefinindo os conceitos sobre o papel das tecnologias na sociedade para que se possa analisar de forma mais clara as mudanças que estamos passando);
  • Antropologia Cognitiva –  (redefinindo os conceitos sobre as tecnologias de comunicação e informação na sociedade para compreender a dimensão da mudança, incluindo comparação com outras revoluções similares no passado);
  • Curadoria Digital –  (redefinindo os conceitos sobre Administração e as mudanças que ocorrem em diversos setores, através de Plataformas, na qual alteramos completamente a forma de comando e controle);
  • Transformação Digital Bimodal – ( apresentando metodologia viável de estratégia para manter os atuais clientes e, ao mesmo tempo, em área separar começar a preparação para migração na direção dos novos modelos).

Tem interesse?

Não se acanhe:

21-99608-6422

Se você quer me convidar para uma palestra e Workshop, veja aqui o que posso te oferecer.

O objetivo do curso é oferecer os primeiros passos para:

  • pessoas físicas;
  • profissionais de qualquer área;
  • E candidatos a profissionais de Inteligência Competitiva Digital.

O curso tem cinco módulos:

  • Filosofia da Inovação –  (redefinindo os conceitos de realidade e motivação para ampliar a capacidade para inovar);
  • Filosofia da Tecnologia –  (redefinindo os conceitos sobre o papel das tecnologias na sociedade para que se possa analisar de forma mais clara as mudanças que estamos passando);
  • Antropologia Cognitiva –  (redefinindo os conceitos sobre as tecnologias de comunicação e informação na sociedade para compreender a dimensão da mudança, incluindo comparação com outras revoluções similares no passado);
  • Curadoria Digital –  (redefinindo os conceitos sobre Administração e as mudanças que ocorrem em diversos setores, através de Plataformas, na qual alteramos completamente a forma de comando e controle);
  • Transformação Digital Bimodal – ( apresentando metodologia viável de estratégia para manter os atuais clientes e, ao mesmo tempo, em área separar começar a preparação para migração na direção dos novos modelos).

(O CURSO PRESENCIAL TEM ESTE FORMATO E É EXTREMAMENTE PARTICIPATIVO.)

A didática, para quem vai cursar online, é completamente inovadora:

  • Ambiente de discussão pelo Whatsapp;
  • Cinco vídeos que o aluno assiste quando e como quiser;
  • Resumo para fixar o conteúdo, seguido de perguntas, TODAS respondidas na “sala de aula” do Whatsapp por áudio.

Quem resume todos os vídeos e faz a avaliação do curso é certificado e pode passar para as novas etapas, a saber:

  • Coaching com Nepomuceno para se tornar um profissional Bimodal especialistas em alguma área;
  • Participação no Grupo Vip Bimodal, formado apenas por alunos certificados.

Quer saber a opinião de quem já fez?

Veja aqui.

Se você quiser fazer, é muito simples.

Manda um zap e diz na mensagem QUERO FAZER O CURSO BIMODAL!  Em poucas horas já estará na sala com os outros alunos, com acesso a todo o material.

O ritmo para certificação é seu.

O recorde que tive até hoje foi do Lawrence Clay que fez o curso todo em 24 horas.

Digamos que a uberização é um novo modelo de comando e controle, que precisa de determinado tipo de tecnologia.

A digitalização é o uso de tecnologias no MESMO modelo de comando e controle.

A TV Globo pode colocar o quanto quiser novas tecnologias, estará apenas digitalizando e não uberizando, enquanto não criar o GLOBOTUBE.

O Globotube seria uma plataforma, na qual todos colocam vídeos sem o controle central, isso é uberizar.

Digitalizar seria a TV Globo criar a Globoflix, que é o mesmo modelo de comando e controle sobre o conteúdo, mas totalmente dentro da Internet.

Você vai me perguntar: mas uma organização precisa uberizar ou digitalizar?

Depende do cliente, depende do cliente, repetindo, depende do cliente.

Se o cliente da organização está maduro ou vê possibilidade de adotar modelos uberizados, por tendência, irá para lá, pois a uberização garante: menor custo, mais personalização e melhor qualidade.

Quem não quer tudo isso?

Muitos, entretanto, não sabem se o seu cliente já está maduro, ou se concorrentes vão entrar uberizando o respectivo mercado.

Por isso, é preciso se antecipar, pois a migração filosófica, teórica, metodológica, tecnológica, de pessoal da Gestão (atual modelo) para a Curadoria (Uberização) demanda MUITO tempo.

Se o mercado vira de repente, como vimos em vários cenários (Música, Táxis, Hotéis, Livrarias e Editoras, Varejo, etc) é uma barreira enorme.

Por isso, um Profissional de Inteligência Competitiva Digital sugere a aculturação no novo ambiente, um monitoramento, preparação de projetos fictícios para entrar em ação, assim, que soar o sinal amarelo.

É isso, que dizes?

Quer ser bimodal? Mande-me um zap!

Quer fazer o Curso Bimodal, saiba aqui os detalhes.

Veja os depoimentos dos meus querid@s alun@s:

 

A grande demanda de toda Revolução Midiática é o empoderamento das pessoas para ajudar o todo a lidar melhor com o aumento da Complexidade Demográfica.

Isso significa que cada organização sairá de movimento de Liderança Fazedora, coordenadora, para o de Incentivadora, Mobilizadora.

Mais.

Como a cooperação cada vez maior entre as pessoas, não importa a distância, falando de ambientes cada vez mais inovadores.

Assim, a Liderança Digital é alguém preocupado com o ECOSSISTEMA INOVADOR para que ele seja o mais produtivo possível.

A Liderança Digital deve estar preocupada (e se capacitar para isso) de quais são os principais entraves que impedem o aumento da taxa de inovação no ecossistema, do qual é responsável.

Deve ser perguntar: quais sãos os entraves que eu posso ajudar a destravar nos campos cultural, legal, financeiro, tecnológico, de formação, de articulação para que a taxa de inovação cresça no ecosistema inovador?

Nosso problema é que quando se pensa liderança, imagina-se alguém que sabe o caminho, que coordena atividades e não alguém, que vai ajudar pessoas a traçar seu próprio caminho inovador.

Estamos falando muito mais de Curadoria do que de Gestão!

Obviamente, que a Liderança Digital não se encaixa na Gestão – atual modelos administrativo –  que exige que alguém dê ordens e se responsabilize por elas.

Uma Liderança Digital tenderá a operar muito mais em Ubers e menos em Cooperativas de Táxis. É alguém que vai cuidar da Plataforma e não das pessoas que nela operam.

É muito mais Youtube do que TV Globo ou Netflix, que controlam o conteúdo.

E num futuro próximo será muito mais Blockchain do que Ubers.

É hora de deixar fazer.

É isso que dizes?

Quer ser bimodal? Mande-me um zap!

Quer fazer o Curso Bimodal, saiba aqui os detalhes.

Veja os depoimentos dos meus querid@s alun@s:

 

Estamos vivendo fenômeno que podemos chamar de “intoxicação do passado“.

Conceituaria assim:

Fenômeno psico-social coletivo provocado por rápida disseminação de nova mídia, no qual setor produtivo passado não consegue aderir às novas práticas de negócio que passam a ser possíveis pelo novo ambiente informacional.

É como se houvesse uma espécie de compulsão pelo passado, similar a uma alcoólatra, que não consegue parar de beber.

A literatura tem demonstrado que esse tipo de compulsão não é combatida pelo convencimento de fora para dentro, mas da vontade de dentro para fora pela mudança.

Assim, não adianta insistir que mudanças precisam ser feitas, sem que a pessoas tomem a consciência, a partir dos problemas que vão se somando, que isso é uma medida inevitável.

É preciso que mais e mais clientes, antigos, atuais e novos vão aderindo a novas práticas, reduzindo a receita para que a situação vá ficando cada vez mais insustentável.

A iniciativa da nossa Comunidade Bimodal é uma reposta a esse tipo de problema.

Nós temos nos organizado por adesão, procurando analisar o fenômeno digital da forma mais objetiva possível, com a participação voluntária de um grupo grande de pessoas, que percebe que o discurso atual do mercado está intoxicado.

Não acredito que as pessoas mudam, na profundidade que é parar de beber (para uma alcoólatra) ou de praticar um modelo de negócios consolidado há séculos, através de bate-papo.

A pessoa precisa experimentar os limites do alcoolismo como da impossibilidade de continuar levando seu negócio no modelo antigo, para falar as palavras mágicas:

TENHO UM PROBLEMA E PRECISO DE AJUDA.

É isso, que dizes?

Agora, temos Podcast com o áudio de todos os artigos.

http://feeds.feedburner.com/CarlosNepomuceno

Link para os alunos que receberam certificado do curso “Conceito básicos da bimodalidade” incluir no Linkedin.
Clique abaixo:

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Rio Info Palestra Nepô
Dia 25/09/18 – assista!


CONCEITOS BÁSICOS DA BIMODALIDADE

R$ 350,00
Detalhes do curso aqui


David Rogers no livro “Transformação Digital” define assim disrupção nos negócios:

“…ocorre quando um setor estabelecido enfrenta desafiante que fornece muito mais valor aos clientes mediante ofertas com as quais as empresas tradicionais não podem competir diretamente”.

Que tipo de barreira é a mais difícil para uma organização superar? Uma nova tecnologia? Uma nova forma de processo?

Quando aceitamos que existe barreira intransponível, em que uma organização é incapaz de superar do que estamos falando? Basicamente, de mentalidade.

A disrupção é basicamente a capacidade que alguém tem de, com novo paradigma, lançar um produto e serviço que o tempo para superação do antigo paradigma, torna o antigo concorrente obsoleto.

Não há tempo hábil de superar a crise de mentalidade!

Assim, quando falamos de riscos e oportunidades na Transformação Digital estamos justamente falando que as organizações tradicionais devem se preparar para enfrentar o que podemos chamar de “profunda crise de mentalidade”.

Que podem em alguns setores acontecer mais adiante, em alguns a qualquer momento e em outros já ocorreu.

Quando falamos de crise de mentalidade é preciso entender, portanto, o que é, afinal, a nova mentalidade digital e o que é a mentalidade analógica a ser superada.

A melhor forma é olhar para o passado e analisar os cases em que uma determinada organização tradicional enfrentou a crise de mentalidade:

  • mídia tradicional de vídeo – youtube
  • enciclopédias – wikipédia
  • cooperativa de táxi – Uber
  • hotéis – airbnb

Repare que todos os novos players apresentaram nova forma de administração, basicamente de controle dos processos, eliminando o antigo intermediador e criando nova forma disruptiva de intermediação.

É um modelo administrativo distinto, que tornou impossível, em tempo hábil, que houvesse modificação por parte do antigo concorrente.

A nova intermediação é resultado de criação de plataformas, na qual um curador, administra comunidade de fornecedores e consumidores, através de inteligência artificial, que gerencia dados que vêm de objetos (GPS, por exemplo) e de pessoas (estrelas, comentários, avaliações).

Uma organização tradicional, assim, deve num projeto de Transformação Digital Eficaz se preparar para realmente o mais difícil: compreender o novo paradigma e preparar um grupo de pessoas da organização para poder criar projetos a partir dele em curto espaço de tempo, quando desejado ou necessário.

É isso, que fará a diferença e evitará ser pego de calças curtas.

É isso, que dizes?

 

Em tudo que se faz na vida, ou se assiste, há regras de ação e reação.

Se você pular do quinto andar vai cair no chão, inapelavelmente.

Antes da lei da gravidade, você cairia do mesmo jeito, a lei deu apenas uma explicação para o fato.

Assim, as leis da vida existem antes das explicações humanas.

E quando, por algum motivo, não a conhecemos ou queremos desafiá-las, temos uma crise.

Uma crise ocorre quando nossas mentalidades batem de frente com leis da vida.

Uma crise, assim, é a vida demonstrando que alguma regra existente não foi respeitada.

Ou por:

  • ignorância;
  • desconhecimento;
  • arrogância.

O que vivemos no século XXI é uma crise de ignorância das regras da vida: reações inusitadas, que não estavam no nosso “cardápio científico”.

Novas mídias surgem na sociedade, que vêm atender a determinada demanda do Sapiens.

Não temos ainda mapas consolidados para entender o papel das mudanças de mídia na história, bem como as causas do seu surgimento e muito menos as consequências.

Vivemos uma macro-crise de ignorância, pois nossas mentalidades não estavam preparadas para tal mudança e a literatura de plantão não nos ajuda neste caso.

Crises de paradigmas só são solucionadas quando promovemos revisões filosóficas dos antigos conceitos para que possamos entender as reações da vida.

Elas são inusitadas apenas pelo fato de não termos conhecimento das regras existentes.

O problema nas crises de paradigma é que há um problema de excesso de confiança nos antigos agentes de orientação das rotas.

Confia-se em pessoas e organizações, que também vivem a crise de mentalidade. Esperamos que nos auxiliem nessa crise, mas elas também vivem o mesmo problema.

Os antigos agentes orientadores estão também imersos na mesma crise, criando espécie de orfandade à procura de explicações melhores.

Nestes momentos, surgem novas agentes disruptivos, de fora do sistema, que conseguem entender e explicar o fenômeno.

Tais agentes serão mais lógicos, criteriosos e terão menos intoxicação para que se possa olhar sob outro ângulo, geralmente mais filosófico e histórico.

Porém, como não gozam da taxa de confiança, são descartados, levando a crise de mentalidade cada vez mais para longe.

É isso, que dizes?

 

 

De fato é bom pensar o digital em três ondas para separar o joio do trigo.

Muitos autores falam do impacto da digitalização na sociedade e nos negócios e isso é inegável.

Porém, isso é um efeito da primeira onda com a chegada dos computadores (de grande e micro) impactantes, desde 1960.

Podemos ver a chegada da Internet como a segunda onda e as plataformas participativas marcando a terceira onda.

Quando analisamos autores que falam de Transformação Digital falta a eles um pouco uma separação destes três momentos.

De fato, a digitalização quebrou muitas organizações e significou fortes mudanças na última década, mas vivemos hoje outro momento.

A chegada das plataformas participativas não pode mais ser chamada de digitalização dos negócios.

O Uber não digitalizou a cooperativa de táxi, assim como o Airbnb não fez o mesmo com os hotéis. Eles uberizaram o modelo administrativo!

O somatória das duas outras ondas criou, com várias tecnologias em sinergia, bem como novos empreendedores com outra mentalidade, o que podemos chamar da Terceira Onda, que podemos chamar de  Curadora.

Algo bem mais disruptivo do que as outras duas.

O Uber inaugura novo modelo de administração, pois o grande valor que gera para os clientes é oferecer produtos e serviços muito mais baratos e de melhor qualidade, pois “assassinou” o gerente.

Ele tem um fator exponencial (Geest, Malone e Ismail) ou assimétrico (Rogers) em relação as outras organizações.

É disruptivo na opinião de Rogers, pois oferece algo que os antigos concorrentes não conseguem oferecer.

Por quê?

Há na Terceira Onda Digital Curadora uma grande novidade: a chegada de novo modelo de administração sem gerentes,  no qual consumidores decidem, apoiados por Inteligência Artificial.

Podemos dizer que tudo foi se encaminhando para a criação de modelo de administração mais sofisticado para lidar com patamar de complexidade demográfico muito maior.

Porém, o interessante que isso se deu em ondas.

Quando se lê os livros sobre Transformação Digital se vê claramente que se trabalha ainda na segunda onda, quando a digitalização imperava como elemento disruptivo.

O que era para ser “disruptado”, acredito que já foi.

O que é preciso agora é analisar a chegada da Terceira Onda Digital Curadora, que o que está gerando novas organizações com mais exponencialidade e mais assimétrias em relação às concorrentes tradicionais.

A Terceira Onda Digital, horizontalizando relações, permitiu também além da Curadoria, aumento da taxa de aceleração da da inovação, o que fez de certa forma um revival na segunda onda digitalizadora.

Um projeto de Transformação Digital, assim, não pode se basear nos paradigmas da Primeira e Segunda onda, pois a grande ameaça, se ocorre no respectivo mercado, é a chegada disruptiva da Curadoria.

É preciso criar ações para que a organização tradicional se antecipe a ela.

É isso, que dizes?

 

Analisando os dois livros bem badalados do mercado; “Transformação Digital” de Rogers e “Organizações Exponenciais” de Geest, Malone e Ismail senti necessidade de desenvolver dois novos conceitos: o de formação digital e o de transformação digital.

Os dois livros, a meu ver, que pretendem um guia de Transformação Digital, são muito mais guia de formação digital, pois preparam pessoas para empreender no novo mundo a partir do zero e não migrar para o novo mundo, a partir do legado existente de uma organização tradicional.

O livro de Rogers, por exemplo, chega ao ponto de afirmar que “organizações tradicionais ainda podem ditar as regras” (pg.16) E avisa, em letras pequenas, mas se houver uma disrupção: “não há bolas de cristal em negócios”. (pg.34). Faz uma lista de sintomas e tendências e meio que manda o pessoal se virar para ir adiante.

Apesar do nome, não tem o passo a passo para o TRANS.

O de Malone, Geest e Ismail sugere a criação de startup que depois de um tempo volta para ser absorvida pela “nave mãe”. É melhor, mas ainda não apresenta, a meu ver, diagnóstico mais consistente e tratamento mais eficaz.

Vejo como  grande desafio na área dos negócios hoje em dia a adaptação da FORMAÇÃO das organizações tradicionais para nova formação. E, por isso, é preciso de uma ação TRANS.

O que é diferente ao se promover a formação digital para novos empreendedores –  papel importante, mas não é o que as organizações tradicionais querem de material de apoio e nem o que os livros prometem.

Para que se possa ir para nova formação é preciso um processo TRANS que atenda:

1- analisar os sintomas – o que de fato está mudando (isso os dois livros ajudam em alguma coisa);

2- ter diagnóstico adequado dos problemas da FORMAÇÃO atual para a competitividade e definir, assim, o que afinal é uma Organização Digital, Exponencial, 3.0, 4.0, a partir de uma visão de futuro mais consistente.

3- quais são as ações TRANS devem ser feitas e em que ordem que permitirão a passagem da FORMAÇÃO atual para a nova que mantenha REALMENTE uma organização competitiva?

Os dois livros não apontam uma saída, a meu ver convincente, e justificam a mesma de forma embasada conceitualmente.

Fiz abaixo comparativo entre os dois livros e o meu “Administração 3.0 – por que e como uberizar uma organização tradicional” lançado este ano para que se tenha noção da diferença entre um livro de TRANS-formação digital e outros de Formação digital, vejamos:

Convido-o a ler o meu livro e analisar comparativamente se o que estou dizendo é fato ou é só marketing.

Detalho mais a fundo este e outros assuntos nas Leituras Compartilhadas do Nepô, via Whatsapp, mande-me uma mensagem: 021-99608-6422.

V 1.0.0 (Beta)

Aqui resumo as diversas dúvidas, questionamentos, críticas que as pessoas que participam ou querem participar das minhas Leituras Compartilhadas sobre formação e transformação digital, via Whatsapp, têm tido.

PERGUNTAS DE QUEM QUER ENTRAR OU ESTÁ ENTRANDO:

Nepô, qual é o objetivo das Leituras Compartilhadas?

Criar ambiente de reflexão crítica em torno dos temas formação e transformação digital, a partir da minha análise sobre Best-Sellers do mercado.

Nepô, que livros são lidos?

Sempre livros que influenciam o mercado para termos visão crítica, que possa ajudar a refletir de forma mais lógica para aprimorarmos a forma de pensar e agir..

Posso interferir na escolha dos livros que serão lidos?

Sim, pode. Há votação no grupo Básico (o maior de todos), entre dois livros para a próxima temporada. Há também espaços para grupos personalizado, nos quais os livros são acordados pelos participantes.

Nepô, o que é uma Temporada de Leitura?

É período de tempo, no qual mergulhamos em determinado livro específico sobre formação e transformação digital. Geralmente, cada temporada dura um mês. Já analisei “Negócios Digitais” (Pakes e outros), “Transformação Digital” (Rogers) e agora “Organizações Exponenciais” dos três mosqueteiros (Malone, Geest e Ismail).

Nepô,  para quem são destinadas as Leituras Compartilhadas?

Trabalho sempre com mudança de mentalidades de pessoas físicas, que podem, se tiverem espaço, desejo, oportunidade, conseguir alterar determinadas formas de agir e pensar seja na empresa em que trabalham, mudando de emprego, criando o próprio negócio digital, ou adaptando o existente do analógico para o digital.

Nepô, as Leituras Compartilhadas são gratuitas? 

O grupo básico é gratuito e, por enquanto, prevê a inclusão de um vídeo sobre o livro da temporada por semana. Estou ainda na fase beta do processo, mas o conceito geral é o seguinte: quanto mais o trabalho de mudança de mentalidade do analógico para o digital for personalizado, mais os participantes investem e mais eu posso me dedicar a cada um deles.

Nepô, por que não discutimos nos grupos o seu próprio livro?

A leitura compartilhada do meu livro pode ser feita para uma pessoa ou grupo, basta me consultar. Estou preparando cursos online para atender também a essa demanda de forma mais massiva.

PERGUNTAS DE QUEM JÁ PARTICIPA DOS GRUPOS:

Nepô, e se a minha empresa não quiser mudar, de que adianta aprofundar o tema?

Meu objetivo é preparar pessoas que possam entender o mundo atual de forma mais densa, profunda e eficaz. A pessoa tem que querer aprender, independente, toda a intoxicação e imediatismo que existe no mercado. Entender o atual contexto vai ajudá-la a tomar decisões  mais eficazes em relação ao futuro em várias áreas da sua vida. Compreender de forma consistente não mata ninguém, ao contrário, ajuda.

Nepô, a sua visão sobre o futuro não é muito disruptiva?

Sim, tenho diagnóstico disruptivo que estamos entrando em outra era da sociedade humana, com a chegada de nova linguagem (cliques) e novo modelo de administração (curadoria) em função da explosão demográfica dos últimos 200 anos. Comecei há 11 anos com ideias bem próximas ao que o mercado pensa hoje e fui evoluindo depois de três livros, dois mil alunos, mais de mil palestras, atendimento a vários clientes e um doutorado. Assim, o meu diagnóstico se tornou disruptivo e procura ser compatível com futuro, a meu ver, também disruptivo.

Nepô, você não é inflexível na sua análise?

Não, eu sou bastante flexível a argumentos lógicos. Meu papel de influenciador digital é justamente este: limpar conceitos, criticar, forma mais racional, as contradições e buracos que vejo nos Best-Sellers. Cumpro um papel que o mercado tem necessitado. Mudo, porém, meu ponto de vista, quando encontro argumentos lógicos.

Nepô, o que afinal você vende ao mercado?

Lógica. Produto que anda bem escasso no mar de emoções que estamos navegando. Além disso, procuro ser bastante ético, ao não tentar enganar os meus clientes com diagnósticos e tratamentos ilógicos e superficiais, que podem levá-los a perder competitividade, a gastar muito e ter muito pouco de retorno, sem falar nos riscos que correm e as oportunidades que deixam de enxergar.

Nepô, você acha que TODAS as organizações tradicionais vão acabar?

Não rapidamente, mas já sofrem alguma perda de competitividade, que, dependendo do setor, podem aumentar no curto, médio e longo prazo, podendo chegar, como tem acontecido em vários casos, ao fechamento de portas. Tenho alertado que vivemos hoje a maior mudança organizacional da história do Sapiens e é preciso muita inteligência competitiva para lidar com ela. Há uma nova mentalidade que precisa ser incorporada que é fator fundamental de competitividade.

Nepô, você não é uma voz muito discordante das empresas tradicionais de consultoria?

Sim, pois sou mais independente, não tenho o legado ou a folha de pagamento delas. Elas, assim, tendem a ser muito mais conservadoras do que eu, mesmo que o mercado exija outra atitude. Tenho alertado a meus clientes que, diferente do passado, na revolução digital não faz sentido almejar o selo “Transformação Digital ISO 9000”. A liderança no futuro não será “carimbada” por uma certificadora, mas pelo cidadão/consumidor que tem apontado o desejo de consumir em modelos de organizações bem diferentes das atuais, em todas as áreas da sociedade.

Nepô, no seu livro “Administração 3.0” você sugere a criação de startups do lado de fora das organizações tradicionais, que não voltam mais para trás. Uma espécie de suicídio assistido. Isso não é muito radical? Não era melhor ter uma transição mais suave?

É justamente a criação desta área “bimodal 2”, que torna o  processo de transição viável e mais suave, apesar de mais difícil de ser iniciado. Minha ideia é que se trabalhe no modelo bimodal: a organização continua atuando e melhorando do jeito que pode (incluindo adotando as visões de mercado sobre Transformação Digital), mas já colocam pé no novo mundo da Curadoria, o quanto antes para evitar serem surpreendidas. É a forma mais eficaz e barata da Transformação Digital, porém a mais difícil de ser adotada.

 

Por que você critica tanto os americanos nas leituras?

A escola americana neste campo, liderada pela Singularity University, é boa para a formação digital de quem vai começar do zero, mas tem dificuldade para sugerir a transformação digital para quem precisa migrar.  É uma dificuldade inerente ao jeito americano de pensar e agir, mais pragmático, que dispensa estudos mais históricos ou filosóficos. Meu embasamento filosófico e teórico, que me permitiu chegar ao meu diagnóstico é o da Escola Canadense de Comunicação, criada no século passado por McLuhan, que tem hoje Pierre Lévy à frente.

Nepô, muitas vezes gostaria que você entrasse mais na metodologia dos autores, por que você não o faz?

Primeiro, faço análise filosófica e teórica para compreender o diagnóstico que eles sugerem. Quando não concordo com ele, já não me interesso tanto pelo tratamento. Porém, aprendo com as diferentes visões e procuro extrair algum ensinamento para aperfeiçoar tanto as críticas, como as propostas. O meu objetivo é sempre de ajudar as pessoas a entender o cenário e a visão dominante, através da crítica baseado na lógica, independente aquilo que o mercado quer consumir, muitas vezes de forma emocional. Procuro apontar de forma lógica falhas conceituais nos livros que podem induzir organizações a erros, que podem ter alto custo no futuro.

Nepô, por que você critica tanto os livros “Transformação Digital” e “Organizações Exponenciais”?

São livros que se propõe a ajudar na TRANS-formação, mas ajudam apenas na FORMAÇÃO digital. Ou seja, mostram o outro lado da margem do rio, até com certa eficiência em alguns pontos, mas não conseguem, a meu ver, criar pontes para que organizações tradicionais analógicas saiam deste lado da margem e possam ir para o outro.

Nepô, como o mercado pode “comprar” esta visão mais disruptiva que você sugere?

Através do debate, da conversa, do estudo atingindo pessoas que queiram realmente compreender e agir de forma coerente com o que nos reserva. O mercado precisa de lógica e todo produto escasso acaba tendo valor, mesmo que mais caro e para pouca gente no início.

Nepô, o que temos então é uma aposta que você faz no futuro?

Digo sempre que fiz uma aposta de um diagnóstico e tratamento alternativo ao mercado fortemente intoxicado pelo imediatismo. O grande julgador dos atuais livros e influenciadores digitais de plantão serão os resultados que vão – ou não – aparecer do que eles sugerem no curto, médio e longo praxo. Todos nós que fazemos apostas intelectuais – sempre foi assim –  seremos julgados pelo futuro. É sempre para ele que estou trabalhando.

 

Todo mundo que tem sucesso é feliz?

Não.

Sucesso é um conceito geral, coletivista, que passa a ideia que todos somos iguais, disputando o mesmo lugar no alto da montanha.

Cada ser humano tem um ecossistema distinto, uma diversidade, que pode ajudar a outras pessoas a serem felizes, no mercado, sendo feliz.

Não é um jogo simples, mas complexo.

Assim, a ideia de sucesso é uma forma de massificação do problema “busca da felicidade”, que ajuda a muitos “gurus do sucesso” a ganhar dinheiro.

Aristóteles dizia que a felicidade é um bem supremo, justamente por ser individual, se alguém se diz feliz, não há mais discussão.

A felicidade é feita de dentro para dentro.

Obviamente, que um empreendedor precisa alinhar a sua felicidade com a do cliente.

Quanto mais o fornecedor é independente, autônomo, conceitual, mas complexo fica o jogo no mercado, o marketing, os nichos.

E mais a ideia de sucesso coletivista vai ficando para trás!

Conheça mais o meu serviço:

Do empreendedorismo analógico para o digital (com qualidade).

É isso, que dizes?

 

Ecossistema individual – ambiente de cada indivíduo dividido entre os fatos, a mente e a identidade com taxas mais ou menos conscientes;

Identidade criativa – capacidade humana de observar os fatos e as reações ao mesmo com taxas de mais ou menos consciência;

Mente herdada – local abstrato aonde ficam depositados os legados, traumas e afetos positivos ou negativos de cada pessoa;

Mente reconstruída – capacidade que a pessoa tem de ir, gradualmente, corrigindo determinados aspectos da mente, evitando determinadas reações;

Mindset – ato da Identidade Criativa de alterar a Mente Herdada. Assim, não encaro mindset como substantivo, mas verbo, o ato deliberado e voluntário de alterar a mente pela própria pessoa;

 

Muita gente fica tentando entender as macro-tendências tecnológicas para os próximos anos e décadas.

O problema é de que tecnologias estruturam a sociedade – uma espécie de placa-mãe e quando temos mudanças, principalmente, nas mídias, abrimos o que vou chamar de “crise de mentalidade”.

O ambiente social cria um ambiente mental, no qual as pessoas se acostuma, são moldadas.

Podemos dizer que as tecnologias moldam o modus operandi e este as mentalidades das pessoas.

Uma Revolução Cognitiva, mudança de mídia, traz, junto com ela uma profunda Crise de Mentalidade.

Vivemos hoje a passagem da Mentalidade Analógica para a Digital.

Existem muitos desafios e oportunidades, mas nada é mais forte e interessante do que este: a capacidade que teremos, no menor espaço de tempo possível, de superar tal crise.

Se existe um profissional que será valorizado é aquele que é capaz de:

  • entender o desafio;
  • criar métodos que permitam superá-lo.

Além disso, podemos dizer que existe a superação da Macrocrise de Mentalidade massivamente, exponencial.

O trabalho de nicho, personalizado.

É isso, que dizes?

 

Vivemos hoje no mundo a passagem de um ambiente centralizado para um descentralizado.

Uma série de sub-fenômenos, macro-tendências, estarão atrelados a esse macro-movimento.

Há uma necessidade de distribuição das decisões para lidar melhor com o atual patamar da complexidade demográfica.

No Brasil, temos três macro-movimentos:

  1. A demanda massificada de migração de uma mentalidade empregatícia para uma empreendedora;
  2. A demanda massificada de migração de uma mentalidade empreendedora analógica para a digital;
  3. E, como base para tudo isso, a demanda massificada de migração de uma mentalidade reativa para uma inovadora.

Tenho me dedicado ao estudo do terceiro passo, começando por entender a mudança e, agora, pensar em metodologias que facilitem essa passagem da reação para a inovação.

Temos aqui algumas demandas:

  1. a consciência de que o ser humano trabalha no que podemos chamar de triângulo da identidade;
  2. que o triângulo da identidade é formado por fatos, mente herdada e identidade consciente.

Uma pessoa que tem dificuldade de mudar e de inovar tem uma identidade inconsciente e é dominado pela mente herdada.

Os fatos são sempre analisados pelo que ela foi ensinada ou “domesticada” a reagir.

Uma pessoa que tem facilidade de mudar e de inovar tem uma identidade consciente, consegue enxergar a mente herdada de fora e promover um mindset – reformatação da mente.

Os fatos são reanalisados pela identidade consciente e se procura novas formas de reagir.

Quer conhecer mais sobre “Mentalidade Inovadora” clique aqui.

É isso, que dizes?

O grande problema da mudança de algum lugar para outro é a incapacidade de nos perceber como dois:

  • um de nós é a nossa mente herdada;
  • o outro de nós é a nossa mente construída.

A mente herdada é tudo aquilo que recebemos, a maior parte das vezes sem refletir, aonde se acumulam traumas, formas de pensar consolidadas.

Quando reagimos a determinadas situações sem refletir, quase sempre, é essa mente herdada que está em ação.

A mente construída é aquela capaz de observar e modificar a mente herdada. E capaz de promover um mindset, uma alteração (set) da mente do ponto “a” para o ponto “b”.

Assim, nossa mente é capaz de redesenhar a mente, geralmente, a procura de mais qualidade de vida, ou se quiserem, felicidade.

Porém, não é, como muitos dizem ou vendem,  tarefa fácil, pois somos os seres mais complexos do planeta, o que não quer dizer melhores.

Quem quer promover mudanças, antes de tudo, tem que desconfiar de si mesmo, passar o tempo todo se observando para saber que mente está no comando.

E identificar o que da mente herdada será ainda é válido para trazer qualidade de vida e o que deve ser descartado.

A base para a criação de uma mente empreendedora – aquela que é mais independente diante do mercado –  é promover esse jogo entre as duas mentes: a herdada e a construída.

Dificuldade de empreender, fora ou dentro de uma organização? Clique aqui!

É isso, que dizes?

 

A palavra empreendedor precisa de certa reflexão, pois não podemos dizer que um dono de botequim e do Uber podem ser enquadrados da mesma maneira.

A distinção é importante, pois quando pensamos em ajudar pessoas a empreender mais e melhor, temos que ter diagnóstico adequado.

Uma boa formação, ou coaching para o empreendedorismo, tem que ter base filosófica-teórica consistente para poder rapidamente diagnosticar:

  • O perfil dos candidatos;
  • Os bloqueios que cada um enfrenta;
  • E as ações para que o perfil possa exercer a plenitude do seu potencial, superando de forma mais rápida possível os bloqueios existentes  para a etapa seguinte.

Empreendedorismo, podemos dizer, que vem de empreender: “por em execução, realizar”, uma espécie de sinônimo de trabalhar.

Assim, temos cinco tipos de mentalidade diante do trabalho, de empreender:

Vejamos:

  • Mentalidade empregatícia – aquela pessoa dependente de chefe, empregador, sem iniciativa, que ainda não saiu “da casa dos pais”;
  • Mentalidade intraempreendedora – aquela pessoa que mesmo empregado, debaixo de alguém que lida com o mercado, consegue ter iniciativa e perceber o cliente como o ser verdadeiro empregador;
  • Mentalidade empreendedora incremental – aquela pessoa que já tem o seu próprio negócio, lida diretamente com o cliente, não há mais intermediação entre ele e o mercado. Porém, oferece produtos e serviços já estabelecidos e sem pretensão de alterar, por conta própria, esta condição;
  • Mentalidade empreendedora radical – o mesmo do anterior, mas que já sugere novos produtos e serviços ao mercado, diferente do habitual;
  • Mentalidade empreendedora disruptiva – o mesmo do anterior, mas que já sugere novos produtos e serviços ao mercado, COMPLETAMENTE diferente do habitual.

Um apoio para o empreendedorismo, seja individual ou coletivo, tem que ter estes parâmetros, que não são rígidos, pois existe, por exemplo, muitas pessoas que empreendem, mas que têm mentalidade empregatícia.

E tem muita gente que está dentro de uma organização tradicional, fechada, que tem mente empreendedora, mas não consegue sair do armário.

Se você tem dúvidas sobre empreendedorismo, quer dar um salto à frente ou quer ajudar a criar uma cultura empreendedora, através de iniciativas, quem sabe não possa te ajudar?

Conheça meu serviço:

“Tirando empreendedores do armário!”

É isso, que dizes?

Acredito que temos quatro etapas circulares para um projeto de empreendedorismo digital.

  1. o conceito;
  2. a presença;
  3. a difusão;
  4. e as vendas.

O conceito diria que é a parte mais complexa, pois é preciso saber quem você é, o que pode fazer de diferente no mercado, quem tem interesse na sua diversidade e, ao final de tudo, conseguir sobreviver e ser feliz.

Temos no Brasil cultura coletivista e não uma que fortalece o indivíduo.

Assim, não há estímulo para diversidade, mas para a igualdade forçada.

No Brasil, temos espécie de cultura adolescente, na qual todo mundo tem que ser igual a todo mundo e o diferente é discriminado.

A base do empreendedorismo, ao contrário, é o estímulo radical da diversidade, tanto do fornecedor quanto do consumidor!

O problema central de quem vai começar um negócio é justamente este: conhecer o seu potencial, quanto tudo está voltado para que desconheça.

A melhor forma para sair da sinuca de bico da cultura brasileira anti-empreendedora é a chamada “pivotação” (experimentação constante).

Deve, sim, se ser perder algum tempo para se definir o conceito, mas não muito, pois quem vai dizer o que você pode fazer e como é o cliente-piloto.

O cliente-piloto é aquele ser abstrato e imaginado, que com a pivotação, vai ficando cada vez mais concreto, com CPF ou CNPJ.

Assim, quanto mais rápido você conseguir chegar ao seu cliente-piloto e aprender com ele o que pode fazer, melhor.

Para se chegar ao cliente com CPF ou CNPJ, você terá que construir a sua primeira versão da presença virtual experimental.

É importante que tua presença digital seja leve, fácil de ser trocada com o aprendizado no mercado.

Tudo tem que ser mais líquido do que sólido, incluindo logotipo, marcas, cartão, etc.

É sempre bom ter um espaço para ir aprendendo gradualmente com o mercado e afinando a sua presença digital no tempo.

Tem muita gente que acha uma grande insegurança mudar toda hora. Porém, se você muda e está indo cada vez mais na direção da felicidade tua e do seu cliente, qual o problema?

No segundo momento, temos a difusão da presença digital, que é a chegada nos clientes, que também exige esforço de aprendizado de uma série de artifícios.

Importante na jornada é sempre ter espaço para dialogar e aprender com o cliente, pois é ele, no final de tudo, que vai te ensinar a vender, pois está interessado que você resolva algum problema del.

Um empreendedor digital tem que  que estar sempre aberto, assim, para o aprendizado constante, através do monitoramento da chegada e das vendas, sempre em parceria.

O projeto digital, assim, tem que ser líquido para ir aprendendo com o tempo, evitando sempre projetos rígidos, que vão te exigir tempo, alto custo ou ficar dependendo de alguém.

É isso, que dizes?

Tenho visitado muitos sites e conversado com muitos clientes sobre Estratégia Digital Coerente para pequenos negócios.

Coerência vende, pois passa confiança.

Nem sempre o cliente quer um consultor individual que trabalhe em casa, mas às vezes é justamente o que ele está procurando.

E é melhor, assim, que as coisas estejam claras e ele não ache que está entrando numa toca de coelho e descobrir adiante que é de guaxinim.

Se você é consultor , que presta um tipo de serviço, mesmo que tenha alguns colaboradores, você é um típico empreendedor individual.

Teu nome, teu prestígio, é tua marca.

De que adianta você inventar um nome sofisticado para teu negócio, que vai dar a impressão de algo grande, com se tivesse andar corrido num prédio comercial, quando se trabalha em casa?

Muita gente, pode reparar, apesar de nomes pomposos nos negócios, não coloca o endereço comercial no website, pois, simplesmente não tem um.

Há incoerência estratégia aí, que pode atrapalhar os negócios.

Um consultor individual tem a vantagem de ter custo fixo menor e poder ter mais flexibilidade e é justamente isso que alguns clientes procuram.

Assim, pode se perder clientes de bobeira, pelo simples fato de não assumir o que realmente se é.

Todo mundo, de fato, pode ter sonho de montar algo grande, mas aí seria uma segunda etapa na caminhada e até o caso de criar nova marca.

Marcas não são uma tatuagem. Marcas são dinâmicas.

Marcas fazem parte do aprendizado, com mudança constante, conforme você via aprendendo o jogo do mercado e como o cliente percebe a tua oferta.

Hoje em dia isso é cada vez mais verdade e muito mais verdade quando falamos de projetos individuais. E mais ainda se você atua em mercados dinâmicos como o de tecnologia, por exemplo.

É preciso ter coerência entre o que você REALMENTE é o como se apresenta. Isso gera confiança e atrai o cliente que QUER realmente alguém com o teu perfil.

Pense nisso e conheça mais meu serviço de Estratégia Digital para Pequenos Negócios.

É isso, que dizes?

Transformação digital é termo bem difundido por empresas de consultoria estratégica e aponta para necessidade de cada organização promover mudanças, a partir da chegada das novas tecnologias de comunicação e informação neste novo século.

Transformação digital é uma necessidade para todos os setores, pois saímos de cenário incremental para disruptivo no ambiente dos negócios.

Por causa da revolução digital, o futuro já deixou de ser certo e passou a incerto!

Não se pode afirmar hoje, com segurança, que determinada organização está imune no curto, médio ou longo prazo de perder mais rapidamente ou mais lentamente competitividade.

Sim,  vivemos hoje fenômeno raro na história, quando nova mídia permite a descentralização das ideias, promovendo alterações no mercado, desde mudança na postura dos consumidores, como permitindo novos entrantes.

Tenho estudado e trabalhado no mundo digital há vários anos e já publiquei três livros sobre o assunto, sendo o “Administração 3.0: por que e como uberizar uma organização tradicional” o último, que está sendo lançado este ano.

Hoje, me dedico a palestras e workshops, que visam ajudar aos líderes organizacionais de todas as áreas a compreender com mais profundidade o fenômeno e agir com mais eficácia.

É isso, que dizes?

Vivemos hoje crise de auto-imagem do Sapiens, pois estamos fazendo coisas que não imaginávamos que era possível.

Estamos no epicentro de crise filosófica de auto-imagem, pois existiam aspectos do Sapiens que não tinham sido revelados até então e agora apareceram.

Quais?

  • Hoje, somos 7 bilhões de habitantes;
  • Vivemos em grandes cidades cada vez mais complexas;
  • Por causa das duas primeiras, aumentamos tremendamente nossa dependência das tecnologias;
  • E estamos promovendo mais uma Revolução de Mídia,  que nos permite refazer as bases estruturais da sociedade.

Tudo isso nos obriga a rever a relação que temos com a demografia, cultura, tecnologia e de como alteramos a macro-história.

Para entender para onde vamos, é preciso rever, mais uma vez, quem somos.

Para podermos enxergar melhor o futuro temos que promover revisão filosófica da auto-imagem do Sapiens.

Não podemos projetar o futuro com a mesma auto-imagem que tínhamos, pois somos exatamente o que achávamos que éramos.

Sem essa revisão, qualquer projeção de futuro tende a ser ineficaz.

Para começar a entender para onde estamos caminhando, é preciso superar a crise filosófica de auto-imagem do Sapiens.

É isso, que dizes?

Antigamente, tínhamos as tribos, que lutavam entre si: o nós e eles.

Como somos espécie que vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva, o modelo tribal precisou ser revisto por necessidade.

Tivemos que passar do modelo tribal para o civilizacional, no qual as pessoas PRECISAVAM conviver nos mesmos espaços.

Assim, há pensamentos sociais, econômicos e políticos adaptativos à complexidade demográfica.

Note bem que não é evolutivo, mas sempre adaptação na maneira de pensar e agir para que se possa garantir o mínimo de qualidade de sobrevivência, conforme à complexidade demográfica de plantão.

Portanto, os pensamentos e ações humanas ficam obsoletos quando aumentamos a população, pois o que funcionava para determinada complexidade, não é mais operacional para outra.

E há quebras paradigmáticas no pensamento político, social e econômico quando alteramos as mídias, que nos permitem criar novas formas radicais ou disruptivas de pensar e agir.

Quando formos comparar, assim, diferentes propostas políticas para a sociedade, temos que colocá-las, portanto, no tempo e capacidade efetiva de lidar melhor ou pior com a complexidade de cada época.

Existem, portanto, as seguintes possibilidades apenas: as antigas, as contemporâneas e as futuras, todas correspondentes a momentos distintos do patamar de complexidade demográfica.

  • As antigas que formulam suas ideias com a base filosófica tribal, do nós e eles, que representam, por exemplo, a falsa dicotomia esquerda e direita, quando tribos lutavam entre si pela sobrevivência;
  • A contemporânea é a que superou essa dicotomia, via liberalismo (livre mercado, república, relação patrão/empregado) – (liberalismo, podemos até dizer, que deu tão certo que nós legou o problema da complexidade de sete bilhões de habitantes, que temos que enfrentar agora com o pessamento futuro);
  • O pensamento futuro é aquele que vai, a partir do novo cenário cognitivo (novos canais de mídia e nova linguagem) permitir recriar a sociedade.

Se existe alguma classificação possível, esta me parece a mais adequada.

É isso, que dizes?

 

É a capacidade que determinado indivíduo tem de conseguir analisar códigos culturais recebidos e recriá-los.

Geralmente, nossa mente é incremental, com baixa capacidade de reinventar os códigos culturais, pois há espírito geral de preservação dos mesmos.

Mentes disruptivas, que são raras, têm espécie de memória RAM com mais capacidade de processamento interno, que permite recriar os códigos.

Há numa mente disruptiva espécie de área analítica que permite que os dados culturais sejam revisados.

Há comparação entre o código que entra, os fatos da vida e a criação de novos códigos para que se faça determinados ajustes.

É possível que numa determinada época – como a que vivemos, em função da Revolução Cognitiva –  haja o estímulo para a disrupção.

Mais mentes incrementais tenderão a ampliar o espaço interno para promover mudanças. Há aumento de taxa disruptiva na sociedade.

E, em período entre Revoluções Cognitivas, o contrário: o desestímulo para aa disrupção e o estímulo ao incremental.

Movimentos empreendedores de qualquer tipo ou em qualquer lugar dependem fortemente de mentes disruptivas para projetar o que não existe.

Países como o Brasil, culturalmente reativos às mudanças, não só NÃO estimulam o surgimento de mentes disruptivas, como as persegue.

O que é um dos motivos principais para nossos eternos problemas de competitividade.

É isso, que dizes?

 

Não existe nenhuma empresa ou pessoa que não tenha experiência na inovação incremental. Não existe um dia que não tenhamos que fazer algum tipo de mudança deste tipo.

Somos especialistas em mudanças incrementais, pois hábitos e costumes se alteram com o tempo.

Incremental é sinônimo de acréscimo, algo que já existe e será aprimorado. Inovação disruptiva, entretanto, é sinônimo de mudança brusca.

Há empresas que passam o longo de toda a sua vida sem lidar com disrupção, pois o cenário externo não exige tal demanda.

Temos pouquíssima experiência com mudanças disruptivas, pois além dos hábitos e costumes, a disrupção nos obriga a mudar de paradigma filosófico – algo que não estamos acostumados!

Incremental é sinônimo de acréscimo, algo que já existe e será aprimorado. Disrupção, entretanto,  é interrupção do curso normal de um processo.

Mais:

  • A inovação incremental exige mudança de mentalidade dentro de mesmo paradigma. Não há necessidade de aprofundamento nem teórico e nem filosófico. É mudança apenas de metodologia;
  • A inovação disruptiva exige, entretanto,  mudança de mentalidade dentro de NOVO paradigma. Há necessidade de aprofundamento teórico. É mudança de filosofia.

Vejamos ainda:

  • A inovação incremental é algo que lida com o concreto, os envolvidos conseguem enxergar de onde partem para melhorar algo que existe;
  • A inovação disruptiva é algo que lida com o abstrato, os envolvidos precisam projetar o futuro.

A inovação incremental é algo que atende demandas do passado. A disruptiva tem que ter a capacidade de projetar demandas futuras.

Hoje, vivemos mudança da “placa tectônica” nos negócios, pois temos revolução de mídia, que altera as bases de toda a sociedade.

As organizações estão sendo obrigadas a promover a mudança disruptiva, numa mentalidade que sempre lidou com o incremental.

Há perda de competitividade, pois a passagem da mentalidade incremental para a disruptiva é profunda. E não temos métodos adequados para que isso seja feito.

Mudanças incrementais exigem mudanças de mentalidade que conseguem ser alcançadas com métodos racionais e mais superficiais de mudança. Já as disruptivas, exigem métodos com mudanças emocionais e mais profundas.

É preciso desenvolver estes métodos: fator fundamental para melhorar a competitividade organizacional!

É isso, que dizes?

Iniciei em 2018 nova fase da pesquisa.

A mais ampla é sobre mudança de mentalidade.

A mais direta – de campo – é sobre mudança de mentalidade empreendedora.

O PDF geral da pesquisa pode ser visto aqui.

Quem quiser ajudar, seja bem-vindo!

Uma Revolução Civilizacional, motivada pela massificação de nova mídia descentralizadora, provoca o que podemos chamar da “explosão do eu”.

Mídias concentradas geram massificação de identidades, baixa capacidade de diálogo. A identidade de cada um não é estimulada e se vai, aos poucos, aumentando a taxa de percepção do eu de fora para dentro e reduzindo a de dentro para fora.

Na passagem da mídia concentrada para descentralizada, as pessoas passam a ter contato com o diferente e com outras identidades não mais filtradas por um determinado centro.

O estranhamento provoca um questionamento da própria identidade, da forma de pensar.

Há estímulo para que se possa rever as formas de pensar e agir.

É isso, que dizes?

 

Muita gente confunde as duas coisas que são separadas.

Narrativa é uma análise maior sobre determinado problema, que aponta diagnóstico e tratamento. É construída em textos maiores, com argumentações, citações, referências históricas.

Discurso é a apresentação curta dessa narrativa em determinado momento. Se escolhe algum trecho específico da narrativa para a prática do convencimento sobre o diagnóstico e o tratamento.

Podemos dizer que a narrativa é o coletivo de discursos. E que o conjunto de narrativas similares formam uma cosmovisão, que aponta para um diagnóstico e tratamento comum para um conjunto de problemas.

Os algoritmos de plataformas 3.0 foram criados para gerar confiança.

São indicativos criados por pessoas e gerenciados por robôs para tomada de decisão.

Aquela foto foi mais curtida? Por quê? Você ganhou ou perdeu seguidores. Por quê?

São indicativos de caminhos adequados ou inadequados.

No Instagram, diferente de outras plataformas 3.0 se liberou ações em massa.

Alguém, pode seguir centenas de pessoas num dia só para seguir para um determinado perfil é, “deseguir” no dia seguinte.

Não são mais pessoas com critérios individuais em ação, mas máquinas que atuam sem controle.

Há formas de se bloquear tais ações, mas parece que há algo de lucrativo para o Instagram, que não atua sobre a plataforma.

Assim, os usuários não robóticos não têm referência, perde-se a base principal do mundo 3.0: o resgate da confiança.

Assim, no Instagram temos a ordem invertida: são indicativos criados por robôs, a despeito das pessoas.

Se continuar assim a única saída de quem quer mais qualidade e mesmo fazer negócio, caminhar para outro ambiente.

De fora para dentro – o outro atesta que você está feliz;

De dentro para fora – você atesta que está feliz.

Vivemos hoje muito o primeiro e muito pouco o segundo.

A inovação incremental e até a radical podem ser feitas no sucesso de fora para dentro.

A disruptiva apenas se houver compromisso de dentro para fora.

Inovação 3.0 é algo particular, diferente do que tratamos geralmente sobre inovação.

(No fundo, o nome adequado para isso seria Mutação 3.0.)

Não é apenas algo genérico, que podemos chamar de disruptiva, incremental ou radical que são conceitos gerais para uma inovação qualquer.

É, na verdade, uma mutação, uma mudança que deve ser programada de um modelo administrativo para outro, dependendo de cada negócio e problema que gera valor para a sociedade.

A Inovação 3.0 é a passagem de uma Civilização a 2.0 para outra 3.0.

É algo particular, pois é uma mudança com foco, direcionada.

A base da Inovação 3.0 é a chegada de nova mídia, que traz algumas possibilidades, uma sempre, de alguma forma, com vários elementos dos que cito abaixo:

  • Nova linguagem – a dos cliques, que torna possível os projetos do Uber, Waze, AirBnb, Google, com mudanças sensíveis no mercado em que penetra;
  • Novos canais – descentralizados, que permitem que tenhamos a massificação de textos, áudios e vídeos, com forte repercussão social, política e econômica;
  • Novo armazenamento – distribuídos, que viabiliza o Bitcoin e o Blockchain, também “matador” de modelos de negócios tradicionais.

Além disso, o surgimento da primeira geração da “espécie auxiliar do Sapiens”, um cérebro externo, a Inteligência Artificial, que nos permite resolver uma série de problemas de outra forma.

(A Inteligência Artificial é algo completamente inusitado e sem precedentes na história do Sapiens, diferente do surgimento de novas mídias (canais, linguagem e armazenamento).)

O foco princicipal da Inovação 3.0 é a reintermediação.

Reintermediar significa que alguém deixa de intermediar algo para que outro alguém o faça.

Isso é uma passagem de poder.

Temos uma intermediação mais controladora, mais vertical para uma menos controladora, mais horizontal.

O Sapiens combate aumento de complexidade na história, com descentralização das decisões.

E é isso que é o nó para a Inovação 3.0.

Inovar significa abrir mão de um determinado poder para que processos sejam feitos de forma melhor, isso implica alguns pontos hiper-sensíveis, a saber, pois implica:

  • abrir mão de controle, no qual há interesses de todos os tipos;
  • acreditar no novo modelo de controle.

Assim, não é uma passagem simples, pois é algo profundamente arraigado no ser humano.

É por causa disso que a Inovação 3.0 sempre tem sido feita de fora para dentro das organizações tradicionais e nunca de dentro para fora.

As pessoas não percebem a dimensão do que tem que ser feito.

Aposta-se tudo numa mudança tecnológica, na qual “tudo ficam como está”, apenas com novas tecnologias.

Mas não é isso que a Civilização 3.0 demanda e aponta, pois o que o Sapiens precisa para resolver os problemas que o aflige é um novo modelos administrativo mais distribuído, que o permita lidar melhor com os velhos e novos problemas cada vez mais complexos.

É isso, que dizes?

O Sapiens, como qualquer espécie, precisa consumir para sobreviver.

Outras espécies, entretanto, consomem direto na natureza e nós criamos ambiente cultural para isso.

Conforme fomos gradualmente aumentando a população, tivemos que criar organizações intermediárias para prover produtos e serviços.

Existe, assim, o que podemos chamar de Consumo cada vez mais Intermediado e, por sua vez, taxa de “Qualidade de Consumo“.

  • Quanto MAIS o cidadão tiver poder de escolha, maior será a qualidade de consumo, pois menos as organizações de plantão vão impor produtos e serviços aos consumidores.

E vice-versa.

  • Quanto MENOS opções de escolha tiver, mais terá que aceitar a imposição das organizações de plantão.

Quanto maior for a taxa de Qualidade de Consumo, mais o cachorro balança o rabo e menos o rabo balança o cachorro!

Muitos já estudaram os efeitos da qualidade de consumo e as variações de sistemas econômicos com mais ou menos liberdade de concorrência.

Porém, é novo o estudo dos efeitos das Revoluções de Mídia na variação da taxa da Qualidade de Consumo.

Revoluções de Mídia acabam por promover de forma global reintermediações na sociedade, que se iniciam com reintermediações de ideias e depois dos produtos e serviços.

E temos a seguinte regra:

  • Quanto mais intangível é o produto/serviço, mais tenderá a ser atingido diretamente por Revoluções de Mídia;
  • Quanto mais tangível é o produto/serviço, menos tenderá a ser atingido diretamente por Revoluções de Mídia.

Porém, mudanças de mídia acabam por atingir todos os setores INDIRETAMENTE, pois o consumidor quando é empoderado de novas mídias, se modifica, pois:

  • Passa a receber informações de mais fontes, incluindo de outros consumidores;
  • Passa a comparar preços e qualidade de atendimento com mais facilidade;
  • Aumenta senso de comunidade, através de grupos que se conectam de forma permanenete com mais facilidade do que no passado;
  • É afetado por novos modelos de negócio, modificando parâmetros de consumo;
  • Tem mais espaço para reclamar e ser ouvido por outros consumidores.

Uma Revolução de Mídia aumenta assim, a taxa da Qualidade de Consumo da sociedade, alterando os parâmetros do consumidor, que fica mais exigente.

O viés da Qualidade de Consumo passa de baixa/ou estável para alta,  pressionando por mudanças nas organizações de plantão.

Mudanças nas mídias, assim, promovem a melhoria da taxa da Qualidade de Consumo, pois se descentraliza o poder midiático da sociedade.

O poder da sociedade é, e sempre será, fortemente baseado no controle dos canais midiáticos/produtivos, que numa revolução desse tipo, se descentralizam por mudanças tecnológicas.

A demanda pelo aumento da taxa da Qualidade de Consumo pelo cidadão se dá de forma rápida e massificada, tendo forte impacto para as organizações tradicionais de plantão, que estavam acostumada a um consumidor muito menos exigente.

As mudanças, no caso da Revolução de Mídia Digital, são mais profundas, pois os novos modelos de negócio que surgem, operam num modelo de controle consumidor-fornecedor e empresa-colaborador completamente distinto:

  • Surgimento de novos modelos administrativos, que permitem a avaliação constante da Qualidade de Consumo, via estrelinhas (Uber, AirBnb, Mercado Livre, etc.);
  • Alteração do ambiente de negócios, com financiamento descentralizado, sinergia, difusão de cultura empreendedora, que permite o surgimento de cada vez mais concorrentes disruptivos;
  • Relação fornecedor-empresa muito mais flexível, com pessoas entrando e saindo, através da avaliação permanente e online da taxa de reputação digital, fornecida a cada ato de consumo.

Não é apenas mudança tecnológica, mas cultural/administrativa, que altera a forma como o consumo é exercido, transferindo o poder fortemente para o cidadão.

Se consegue, com isso, novo patamar na Qualidade de Consumo, em outros parâmetros, o que torna o antigo modelo organizacional cada vez mais obsoleto.

A migração de um modelo para outro é processo que tem quer ser feito, através de metodologia de migração administrativa bimodal, com duas frentes:

  • Bimodal Administrativo 1 –  continua a operar no modelo antigo;
  • Bimodal Administrativo 2 –  outra, do lado de fora, no modelo novo.

Algo  que o mercado vem absorvendo lentamente, mas vem.

É isso, que dizes?

 

 

 

 

Se alguém me perguntar o que realmente é novo e MAIS original nas minhas ideias, diria que a é a toria do Descentralismo Obrigatório.

É resultado final de somatório de conceitos preliminares que formam teoria maior.

Convidei Thomas Malthus, Charles Darwin e Marshall McLuhan para ” conversar” – o que me levou a algo completamente diferente de como pensamos o humano, a sociedade e a forma como caminhamos no tempo.

Fui anotando tudo que “eles diziam” ou acho que diriam e fui avançando pela estrada.

O que fiz na prática foi:

  1. foquei num problema único ao longo de 20 anos de pesquisa, capacitação, consultoria, desenvolvimento de produtos e serviços: o que é a revolução digital? Causas? Consequências? Metodologias recomendadas?
  2. procurei autores – sem nenhum preconceito de qualquer tipo – que realmente poderiam me ajudar neste desafio;
  3. promovi diálogos entre eles McLuhan-Malthus, McLuhan-Darwin, Darwin-Malthus e todos comigo;
  4. cheguei a conclusões preliminares a partir destes diálogos paralelos entre eles;
  5. e, por fim, desenvolvi a teoria do Descentralismo Obrigatório para estimular a reflexão o debate e, principalmente, a ação.

Este texto é o primeiro que faço, com tal clareza de roteiro, que me permite explicar o passo a passo do meu trabalho.

Vejamos os conceitos estruturantes do Descentralismo Obrigatório, que podem ser considerados em parte ou no todo:

  • Demografismo – a ideia de que o Sapiens é espécie que cresce demograficamente é de Thomas Malthus – o que fiz foi dar este nome e criar sinergia com os outros dois conceitos estruturantes do trabalho: Cognitivismo e Progressivismo, sugerindo nova visão sobre o papel da demografia na Macro-História do Sapiens;
  • Cognitivismo – conceito criado para dar forma às ideias de Marshal McLuhan, para quem: mudou a mídia, mudou o cérebro, mudou o cérebro, mudou a sociedade (“o meio é a mensagem”), que juntei ao Demografismo e ao Progressivismo, oferecendo nova visão sobre o papel das mídias na Macro-História do Sapiens;
  • Progressivismo – conceito criado para resumir as ideias de Darwin, que diz que somos, como as outras espécies mutantes, mas que ganharam novas cores com as ideias do Demografismo e do Cognitivismo, propondo nova visão sobre o papel da mutação no modelo de sobreviviência do Sapiens na Macro-História.

(Note que Malthus é autor maldito e McLuhan, surpreendentemente ignorado. Os dois foram muito úteis para meus propósitos, o que, a meu ver, demonstra que preconceitos intelectuais deve ser evitados.)

Foi o somatório de Demografismo + Cognitivismo + Progressivismo que obtive o = Descentralismo Obrigatório.

Com a junção dos três autores e minhas intuições e contribuições, pude perceber novos fenômenos humanos, que não estavam claros.

Diálogo Malthus-McLuhan – a relação das mídias com a demografia

A primeira conversa foi de Malthus com McLuhan.

Vejamos a regra da macro-história na soma de Cognitivismo Demográfico ou o Demográfico Cognitivismo:

Crescemos demograficamente quando temos novas mídias e novas mídias nos fazem crescer demograficamente.

Isso é uma proposição nova para a compreensão da Macro-História, a partir do diálogo destes dois autores.

Vivemos, assim, espécie de espiral.

Mídias são remédio sistêmico para a espécie, pois nos ajudam a sair de crises demográficas, pois permitem a criação de ciclos de inovação.

O ciclo de inovação, entretanto, que nos permitem a voltar a crescer demograficamente – acaba por nos levar à nova crise civilizacional.

Assim, o Sapiens viverá, de tempos em tempos, crises demográficas civilizacionais, pois cresce em membros e precisará de novas mídias para se reequilibrar, em ciclos contínuos.

Há um fenômeno histórico cíclico que podemos chamar de Crises Midiáticas-Demográficas Civilizacionais. Não podemos pensar a história sem esse componente.

Diálogo Darwin-McLuhan – a relação entre sobrevivência da espécie e tecnologias

Aí tive que refletir sobre modelos administrativos. E fui buscar algo em Darwin e juntar também com McLuhan.

Darwin afirma que espécies são mutantes, incluindo o Sapiens. E McLuhan destaca o lado tecno da nossa espécie. Assim, podemos aferir que outros animais têm modelo de sobrevivência, que podemos chamar de administrativos genéticos. E o nosso é tecnocultural.

O das outras espécies é fixo e o nosso é mutante também por ser Tecnocultural, sujeito às tecnologias.

Neste momento, se forma o que chamei de Triângulo de Sobrevivência das Espécies.

  1. Cada espécie terá modelo de sobrevivência, incluindo o Sapiens;
  2. Que o modelo de sobrevivência é formado por três vetores harmônicos: administrativo, comunicação e complexidade demográfica.

Que o Triângulo de Sobrevivência da Espécie do Sapiens diferente das demais é muito mais mutante, pois a complexidade demográfica é progressiva!

Sendo progressiva, tanto o modelo administrativo e o de comunicação, por ter complexidade demográfica progressiva, precisa ser mutante.

Assim, uma espécie Tecnocultural como a nossa, é muito mais mutante que as demais, pois o modelo midiático-administrativo não é genético, sendo “natural” que promova mudanças midiáticas-administrativas no tempo.

Mais ainda.

Tais mudanças não serão opcionais, mas OBRIGATÓRIAS para evitar crises de sobrevivência!

Por sermos Tecnoculturais, nosso modelo de administração e comunicação NÃO PODEM ser fixos, pois a Complexidade Demográfica é progressiva.

O que leva a sermos – diferentes das outras espécies – não geneticamente mutantes, mas tecnoculturalmente mutantes.

Temos modelo midiático (comunicação) e administração NECESSARIAMENTE e OBRIGATORIAMENTE mutantes.

Os modelos midiáticos-administrativos do Sapiens (isso já faz parte da defesa do Descentralismo) não são fixos – e precisam ser aprimorados no tempo para incorporar mais gente.

Uma espécie que tem Complexidade Demográfica Progressiva terá que ter necessariamente Modelo Midiático-Administrativo Progressivo.

Mudanças administrativas, assim, são “naturais” em uma Tecnoespécie, pois novos modelos midiáticos-administrativos precisam ser criados para se tornar mais compatíveis com o patamar demográfico de plantão.

É algo que qualquer Tecnoespécie (se tiverem outras no universo) precisará fazer.

O Sapiens tem, assim, aprimoramento midiático-administrativo OBRIGATÓRIO.

Aqui, temos conceito ainda também intermediário de Espécie Midiática-Administrativa Progressiva.

O Sapiens será a espécie mais mutante de todas, pela característica Tecnocultural .

Note que tudo isso é o somatório de diálogo entre os autores, que considero mais relevantes para a compreensão do digital: Malthus, McLuhan e Darwin.

Todos vão na linha da resposta a pergunta filosófica:

Quem somos?

O que agrego a tudo isso de realmente novo, fazendo a síntese dos três?

O Descentralismo Obrigatório!

Não só vamos modificar nosso modelos midiático-administrativos no tempo, mas faremos isso na direção da descentralização obrigatória.

Gradual aumento do poder de decisão de cada pessoa sobre cada vez mais problemas.

O que muita gente defende como bandeira política algo que “seria bom” que ocorresse, cheguei a conclusão que é movimento NATURAL, INEVITÁVEL E OBRIGATÓRIO do Sapiens.

Vai ocorrer naturalmente, mesmo que se queira impedir.

As novas mídias e, a seguir, novo modelo administrativo, surgem como movimento sistêmico necessário para lidar com a complexidade demográfica.

Fazem parte do que podemos chamar de ações sistêmicas da espécie (para não chamar de macro-evolutivas).

A descentralização administrativa, mais poder para cada indivíduo, é a única forma no longo prazo de lidar com a complexidade demográfica progressiva.

Todas as regiões que tiverem papel de liderança estarão adotando o modelo mais descentralizador possível. A descentralização será o diferencial competitivo.

E todas as regiões, aonde tiver Sapiens, tenderão a migrar para essa direção, mesmo que leve tempo, em função das barreiras Tecnoculturais anteriores.

Assim, o que posso dizer para definir o Descentralismo Obrigatório?

Somos Tecnoespécie que cresce demograficamente, o que nos força a criar, de tempos em tempos, mídias mais descentralizadas, que nos empoderam e permitem tomar decisões melhores, através de modelos administrativos mais descentralizados e distribuídos. Isso não é opcional, mas obrigatório. E ocorrerá naturalmente, pois, além de todos os movimentos Tecnoculturais, os cérebros das novas gerações vão sendo moldados pelas novas mídias – tornando esse movimento ainda mais “natural”.

Olhando de onde comecei para agora, não imaginava que fosse tão longe, mas nada como um passo depois do outro.

É isso, que dizes?

O surgimento da Civilização 2.0  demonstra que há crise profunda de como pensamos nossa espécie.

A vida está mostrando CLARAMENTE que não éramos que achávamos que éramos, não conseguimos nos diferenciar de forma adequada dos outros animais.

O fato de sermos a única espécie que cresce demograficamente é algo que – estranhamente – não passa pela preocupação dos pensadores das Ciências Humanas.

  • Por que que como conseguimos tal proeza?
  • Quais são os custos obrigatórios (passados e futuros) quando aumentamos a população?
  • Qual a relação que as mídias e as tecnologias têm com o crescimento demográfico e com os modelos administrativos do Sapiens?

O Sapiens tem um modelo administrativo geral/estrutural? Este modelo administrativo é mutante? Se sim, por que muda e em que direção?

A vida nos impele a refletir sobre os fatos recentes.

É preciso assumir que a nossa “professorinha maior” está nos apontando a necessidade de voltar para o laboratório para estudar mais – MUITO MAIS.

A Civilização 2.0, que me parece hoje algo natural, é incompreensível para as Ciências Humanas de plantão, pois a forma como pensamos o Sapiens precisa ser disruptivamente alterada.

É isso, que dizes?

 

Nada ocorreu no passado como agora: a passagem de uma Civilização para outra.

Há duas grandes novidades para o Sapiens, que justificam o diagnóstico de mudança civilizacional:

  • Chegada e massificação de nova mídia disruptiva;
  • Chegada e massificação do uso de cérebro paralelo (inteligência artificial).

No passado, podemos dizer que já tivemos a passagem incremental ou mesmo radical de mídias, mas que mantinha a mesma topologia administrativa, através de líderes-alfa centralizados e intermediadores.

O Airbnb (nova linguagem dos cliques), Blockchain (modelo de armazenamento distribuído), Youtube (novos canais descentralizados) e o Uber Pool (inteligência artificial tomando decisões sozinha) nos aponta para o surgimento de um emergente novo ambiente administrativo. 

A nova mídia é, assim, disruptiva, pois permite criar, a partir dela, novos modelos administrativos sem o antigo líder-alfa, que é substituído por novas possibilidades de controle mais descentralizadas (ou pelo consumidor/fornecedor ou por robôs inteligentes).

Além disso, é a primeira vez que temos, em paralelo ao surgimento de nova mídia, a massificação de  cérebro paralelo, não humano, capaz de tomar decisões e ajudar – ou mesmo criar – o novo modelo administrativo não centralizado em líderes-alfas.

Qualquer comparação que tenha tentado fazer para comparar este momento histórico com outro não se acha na macro-história.

O que pode nos apontar a maior ruptura já promovida e vivida pelo Sapiens na sua caminhada.

Há momentos similares, mas nada como isso. É o início, de fato, de nova civilização, que muda a sua estrutura básica: a passagem de uma topologia mais vertical para uma radicalmente mais horizontal.

Temos ainda alguns outros movimentos relevantes, que podem complementar macro-novidades para essa Civilização 2.0: as mudanças genéticas no Sapiens e possíveis viagens no espaço distante e no tempo, a partir de novas descobertas da física.

Não é fácil compreender tudo isso na dimensão que é preciso, pois nossas mentes/cérebros não foram concebidos para mudanças nessa ordem e escala de disrupção.

O processo irá ficando mais claro com o tempo e conforme os inovadores disruptivos vão mostrando, na prática, o quanto é diferente o que podemos fazer com as novidades.

E o quanto o que fazíamos até aqui não era resultado de “nossa natureza”, mas das tecnologias que tínhamos disponível.

A marca para a grande virada foram: a chegada de 7 bilhões de Sapiens e novas mídias disruptivas, os pais da Civilização 2.0, que se inicia.

É isso, que dizes?

Uma mente disruptiva basicamente é aquela que consegue ter mais espaço imaginativo.

Digamos que o cérebro tem três áreas: a imaginativa, a memorizadora e a processadora.

Nós estamos no epicentro das três.

Mente disruptiva é aquela que tem área imaginativa maior, que lhe permite comparar o que vê na vida e comparar com o que o cérebro considera “verdade”.

E se inicia processo de pensar algo diferente.

Existe ali espaço para pensar coisas diferentes, bem como questionar o que aprendeu pelas autoridades de plantão.

Uma mente criativa, como dizia Einstein, não é feita apenas de conhecimento, mas principalmente de imaginação.

Imaginação é a capacidade de criar imagens – imagem-nar.

Só é possível criar imagens se há espaço no cérebro para isso.

É preciso uma espécie de sala de exibição, na qual se pode  experimentar visão própria do mundo.

É neste ambiente privado entre o mundo e o que a pessoa apreendeu, que se imagina algo diferente, pessoal, e surgem as ideias disruptivas.

Quanto maior for a área e mais a pessoa tiver capacidade, tempo e recursos para prospectar sobre o que já foi pesquisado sobre aquele problema, mais aquele tipo de cérebro será capaz de promover a disrupção.

É isso, que dizes?

Não temos um cérebro, mas tecnocérebro.

Diferente do leão, o Sapiens precisa de mídia (aquilo que está no meio de nós) artificial para viver.

O leão tem mídia genética, nós tecnomídia.

As tecnomídias dão suporte ao cérebro do Sapiens para que possa funcionar.

Assim, o cérebro “veste” as mídias (que mudam no tempo) e se ajusta a elas, promovendo adaptações para operar da melhor forma possível as de plantão.

Assim, nosso cérebro tem mutação incremental ao longo do tempo e radical ou disruptiva quando chegam novas mídias.

Da seguinte forma:

  • No curto prazo (anos e décadas), mídias alteram a plástica cerebral – a camada mais mutante do cérebro.
  • No longo prazo (séculos e milênios) a própria estrutura, tamanho das partes.

A plástica cerebral modifica, a meu ver, e altera as três áreas do cérebro:

  • “As planilhas” – aonde armazenamos dados;
  • “O processador” – que procura os dados e processa pedidos;
  • E a área da reflexão – parte consciente, que chamamos de “eu”.

Novas mídias permitem que dados que precisavam ser memorizados sejam “gravados” do lado de fora nas novas mídias.

(Foi assim na escrita e agora no digital. É um alicerce fundamental para a espécie lidar com mais complexidade demográfica.)

Há, assim, liberação de mais espaço da memória de dados no cérebro – o que nos leva à redução de carga de memorização.

Há, por causa disso, mais espaço cerebral para outras atividades de processamento e reflexão.

Com tudo isso, a área reflexiva é, além de ter mais espaço, fortemente estimulada por novas ideias e informações.

Há, em paralelo, aumento da “musculação” do processador que sai de certa inércia para atividade constante com a chegada das novidades.

Assim, temos, com a chegada de novas mídias, atividade cerebral muito maior, na direção do questionamento dos antigos modelo.

As antigas “planilhas”, aonde os dados estavam armazenados, compatíveis com as mídias hegemônicas passadas, começam a ser descartadas.

Há, portanto, aumento de intensidade das atividades mais criativas e inovadoras com redução de algumas áreas memorizadoras.

Isso explica os surtos de inovação que ocorreram com a chegada de novas mídias (Grécia/alfabeto grego, Europa/escrita impressa e século XXI/digital).

Há estímulo e alterações da plástica cerebral em curto espaço tempo, pelo intenso uso da nova mídia por muita gente ao mesmo tempo.

Assim, quando falarmos no futuro na sequência das mudanças que ocorreram no novo milênio, não podemos esquecer que as mídias começaram é logo o cérebro de cada um que, antes de mudanças sociais, começaram o processo de mudança a seguir.

É isso que dizes?

Ps –

Além disso, se aumenta contatos horizontais, reduzindo antigos intermediadores, autoridades.

Há, assim, alteração do que podemos chamar de hierarquia da plástica cerebral.

O cérebro se acostuma a operar por um tipo de fluxo de informação que se horizontaliza, abrindo espaço para receber novas ideias e informações de fontes laterais.

Mas sobre isso, falo depois.

Vimos aqui as três áreas do modus operandi do cérebro: planilhas, processador e memória RAM.

A memória RAM é espaço que cada um tem de refletir sobre a relação que estabelece com a vida e promover ajustes necessários no modus operandi do cérebro.

É o que podemos chamar de área de consciência, ou de percepção ou ainda de reflexão.

O “eu reflexivo”

A memória RAM foi criada, assim, para ser uma ferramenta de resiliência com a mutação da vida.

Visa promover revisões das mais simples às mais complexas para o Sapiens se adaptar às diferentes mudanças externas, que sempre ocorrem.

Quando vemos que a nossa vida tem problemas, nos esforçamos para promover ajustes dentro (no modus operandi) e fora (na metodologia)

É a memória RAM que vai levantar questões, pois é a parte consciente do cérebro, que podemos chamar de “eu”.

O “eu” vai pedir ajustes.

Na parte interna do cérebro, os dados ficam armazenados nas estruturas das planilhas criadas por teorias, que os organizam e formatam.

O processador irá procurar dados, pré-formatados nestas planilhas teóricas para procurar as respostas que o “eu” formula.

O aparato todo é gerenciado pelas filosofias de plantão.

As filosofias definem questões num nível mais geral e abstrato, que permitem rever a estrutura das planilhas e da própria forma de atuação do processador, diante dos resultados que cada pessoa está tendo na vida.

Cada pessoa, do acordar ao dormir, vai praticar metodologias ao longo do dia compatíveis com o modus operandi do cérebro.

Metodologias são, assim, resultado da interação entre as três áreas do cérebro: “eu reflexivo”, planilhas e processador.

Ninguém atua na vida sem metodologia – forma de agir no mundo.

Quando as metodologias começam a causar problemas é hora de revisar processos: há algo que precisa ser revisto no modus operandi do cérebro.

É isso, que dizes?

O cérebro tem três áreas.

  • Planilhas, aonde guardamos os dados;
  • Processador que acessa os dados destas planilhas, quando necessário;
  • E memória RAM, que permite fazer ajustes nas planilhas e no processador, quando necessário.

O objetivo principal do cérebro é o de ajudar o Sapiens a se relacionar com a vida, aprender com ela, e conseguir se adaptar às mudanças para seguir vivendo com a melhor qualidade possível.

O cérebro saudável é, assim, resiliente, pois vivemos e sempre viveremos num ambiente mais ou menos mutante.

E, por causa disso, precisa de espaço de memória RAM para conseguir rever o processador e as planilhas para promover ajustes compatíveis com as mudanças de cenário.

Um cérebro dogmático, anti-inovação, reacionário, por exemplo, é aquele que tem pouco, quase nenhum, espaço de memória RAM e, por causa disso, não consegue perceber a obsolescência do modus operandi do cérebro com as mudanças da vida.

É cérebro que não consegue rever as estruturas básicas do cérebro (planilha/processador) e, assim, tem baixa resiliência ao cenário novo.

Tal perfil de cérebro sempre deposita as informações que chegam, independente se novas ou diferentes, nos mesmos lugares e da mesma forma, mesmo que com resultados qualitativos cada vez menores.

O cérebro, assim, não consegue acompanhar as alterações de cenário, vai se tornando obsoleto.

É cérebro de baixa taxa de resiliência, pois o ambiente externo sempre foi e será mutante e, por causa disso, planilhas e processadores cerebrais, sem ajuste, ficam obsoletos diante das alterações no cenário.

Determinados modus operandi cerebrais, assim, ficam obsoletos no tempo pela incapacidade de ajustes estruturais.

Já cérebro incremental saudável, por exemplo, sem transtorno dogmático, percebe que fatos novos exigem novas planilhas e novas formas de operar o processador e procuram alternativas.

Por fim, há o cérebro disruptivo, com maior memória RAM, que consegue não só perceber a obsolescência do modus operandi do cérebro, mas conceber ajustes nas planilhas e no processador, ajustando-as ao novo cenário.

São filósofos, teóricos, criadores e empreendedores de todos os tipos em diversas áreas, que provocam o novo.

O cérebro, assim tem modus operandi, com três áreas distintas: processador, planilhas e memória RAM.

E três tipos de usuários: dogmáticos, incrementais e disruptivos.

É isso, que dizes?

Novas mídias permitem que parte do que era guardado na memória seja armazenado fora.

Tal movimento libera áreas do cérebro para poder criar, inovar, inventar.

Foi o que ocorreu com a escrita, tanto nas letras quanto nos números.

Assim, quando temos a chegada de novas mídias, que permitem a liberação de áreas do cérebro temos eras criativas.

Além disso, a disseminação de informações pelas novas mídias permite que mais mentes disruptivas, fora das estruturas tradicionais possam produzir mais ideias disruptivas.

E possam, com mais facilidade, se abastecer de subsídios com outras mentes disruptivas, mesmo trocar, criando movimento virtuoso.

Assim, novas mídias provocam renascimentos civilizacionais.

É isso, que dizes?

Há dois ramos principais da ciência:

  • Onde vivemos – ciência do ambiente/ natural;
  • Quem somos – ciência humana.

A ciência do ambiente/natural é menos complexa e mais isenta. Permite trabalho de laboratório em muitos casos, o uso mais da matemática. E, por causa disso, nível menor de refutação.

Já a ciência humana é mais complexa e menos isenta. Não permite quase nunca trabalho de laboratório, assim reduz o uso da matemática. E, por causa disso, admite nível maior de refutação.

Qualquer tese na ciência humana dificilmente terá adesão geral.

Autores disruptivos serão utilizados para defender determinadas linhas de propostas sociais, pois há certas escolhas abertas diante do futuro.

E serão mais ou menos referenciados e idolatrados por aquele segmento.

Assim, é bem possível ter um Einstein na ciência do ambiente, mas não na humana, na qual toda tese será sempre motivo de embate seja social, político e/ou econômico.

É isso, que dizes?

Quando temos macro-mudanças em determinado tempo da sociedade, há necessidade de entendê-las para agir.

O diagnóstico da Era é relevante, pois é dele que sairão as metodologias de adaptação do antigo tempo para o novo.

Ex. Sociedade do conhecimento = gestão do conhecimento.

Muitas vezes, de forma superficial, por diferentes motivos, batizamos a Era sem o devido cuidado, o que implica em diagnóstico falho e tratamento, idem.

Ou defendemos ainda que não há definição ou roteiro possível.

E é preciso “ir tateando”, desistindo do diagnóstico.

O que nos leva, em ambos os casos, a mais custo e menos benefício.

Uma Era só é passível de ser melhor definida, de forma mais reflexiva, se comparada com fatores qualitativamente diferentes de outras.

Sempre questionei, por esta lógica, o diagnóstico da Sociedade do Conhecimento ou da Informação, ambos fatores sempre qualitativamente presentes em outras épocas da história.

A maior quantidade ou maior pseudo-importância que o conhecimento ou a informação têm hoje não são suficientes para definir a Era, pois são relacionais com o aumento populacional.

É preciso, assim, trabalho histórico comparativo para identificar elementos qualitativamente novos, capazes de inaugurar novas Eras.

A definição da nova Era, contudo é antes de tudo, problema filosófico-epistemológico.

Se há mudanças inesperadas, é sintoma claro e evidente de que havia/há equívoco no mapa paradigmático disponível.

Alguns fenômenos macro-relevantes, provocados por forças inauguradores de novas Eras estão mal conceituados.

Ha forças sub-avaliadas, que entraram em movimento e nossos antigos “radares” não conseguem prever as prováveis consequências.

E, por causa disso, a nova Era não foi prevista e, depois de instaurada, não foi bem diagnosticada.

Não é, portanto, a Era que é estranha ou impossível de ser batizada, mas nossos paradigmas que estão equivocados!

Assim, o debate sobre o diagnóstico mais eficaz da nova Era deve se iniciar na filosofia para depois voltar às teorias e destas às metodologias.

Na filosofia, pode se observar, por exemplo, a crise de macro-paradigma estruturante de identidade do Sapiens na conceituação mal formulada da relação que a espécie tem com a demografia, tecnologias, mídias e alterações nos modelos administrativos de sobrevivência.

Só com revisão filosófica-epistemológica deste macro-paradigma, com novas formas de compreensão de como caminhamos na macro-história, podemos definir a nova Era de forma mais eficaz.

E, só então, agir com menor custo e mais benefício.

É isso, que dizes?

A ideia que o Sapiens sempre viveu sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva é algo muito estranho para nossa maneira de pensar.

A questão demográfica foi ignorada praticamente pela maior parte dos filósofos e teóricos.

Como se um mundo de um bilhão pudesse ser pensando da mesma forma de que um de sete.

Quando se fala isso, vê-se logo que não faz sentido, mas pensamos desse jeito.

Na verdade, a demografia se encaixa em movimentos extra-temporais, extra-contemporâneos. E tudo que é fora do cotidiano, já não é preocupação da maioria das pessoas.

A complexidade demográfica é algo que começa com os avós e vai ser percebida de alguma forma pelos netos.

Somos Sapiens do nosso tempo e não de todos os tempos.

Porém, para estarmos vivos precisamos consumir produtos e serviços de todos os tipos. Não somos feitos só de alma, mas de corpo, que precisa reciclar energias e se proteger das intempéries.

Existem duas vertentes humanas: a coletivista e a individualista, que nos levam para lugares diferentes.

A pergunta é igual: o sapiens, enquanto espécie, tem um propósito?

  • Se sim, temos o coletivismo, com um objetivo criado por alguém, com seguidores, que querem, de alguma forma nos leva naquela direção.
  • Se não, temos o individualismo, criado por cada um, sem que tenhamos ninguém que queira nos nos levar naquela direção.

Isso é um debate no alto do prédio da filosofia, na Metafísica, que desce até chegar na filosofia da educação.

Coletivistas, por terem um caminho a seguir, definido por alguém, baseiam-se necessariamente em um ou mais livros, em alguns líderes. O caminho está do lado de fora. Precisa ser aprendido. E isso cria um modelo educacional que nos levará naquela direção. A filosofia coletivista é, assim, baseada em assuntos, com autoridades, que sabem o caminho e estão ali para definir quem sabe de quem não sabe.

Individualistas, por NÃO terem um caminho a seguir, definido por alguém, baseiam-se na sua própria consciência. O caminho está do lado de dentro. Precisa ser aprendido, ao se lidar com a vida. E isso cria modelo educacional que nos levará naquela direção. A filosofia individualista é, assim, baseada em problemas, sendo aquele que você presta ajudar, serviço, a autoridade, que lhe ajuda a saber se está no caminho.

A educação coletivista é, por natureza, centralizadora, pois há uma missão geral a ser cumprida. Mesmo que não se tenha na educação um conteúdo de um determinado coletivismo, a topologia educacional será  mais vertical, com o aprendizado em torno de poucas autoridades que sabem mais do que os aprendizes.

A educação individualista é, por natureza, descentralizadora, pois NÃO há uma missão geral a ser cumprida. Não há  educação de conteúdo, mas preocupação em como resolver problemas. A topologia educacional será mais horizontal, com muito mais aprendizado por iniciativa dos aprendizes, pois aprendem, a partir de problemas.

É isso, que dizes?

No livro “Nascente” de Ayn Rand, volume 2, na página 219, Roark (personagem principal) diz:

Nunca me preocupo com meus clientes, apenas com as necessidades arquitetônicas”.

Isso vai contra o senso comum, pois admite que:

  • Nem sempre o cliente sabe o que é melhor para ele;
  • Que o especialista tem compromisso com diagnóstico prévio que define as necessidades de cada tipo de problema;
  • Que um especialista se compromete conceitualmente/eticamente com seu diagnóstico, não muda de fora para agradar o cliente;
  • Que cabe ao cliente escolher os diagnósticos disponíveis;
  • Que o que define um especialista eficaz é seu compromisso com o seu diagnóstico.

Muito a detalhar sobre isso.

É isso, que dizes?

Podemos dividir a história do Sapiens em duas:

  • Fase sonora pré-digital – com linguagens por sons, através de intermediação mais centralizada na gestão;
  • Fase por rastros pós-digital – com linguagens por rastros, através de intermediação menos centralizada na curadoria.

Vivemos hoje, assim, o início de nova fase administrativa, que permite lidar melhor com a atual complexidade demográfica.

As duas etapas, entretanto, não são compatíveis, pois temos chegada de linguagem disruptiva.

A fase sonora é inspirada nas espécies mamíferas com líder alfa; a por rastros, nos insetos, com modelo administrativo sem líder alfa.

É isso, que dizes?

Darwin 3.0

Quando Darwin defendeu a teoria das espécies mutantes, incluindo o Sapiens, tivemos ali fenômeno filosófico.

Podemos chamar de mudança disruptiva de Macro-paradigma Estruturante da Identidade da Espécie.

Algo parecido tivemos com o conceito de inconsciente de Freud.

Os efeitos destas mudanças macro-paradigmáticas repercutem para cima, na filosofia. E, para baixo, nas teorias e metodologias.

Temos hoje demanda de ruptura disruptiva na identidade do Sapiens diante do digital.

Há mudanças inexplicáveis, pois nosso Macro-paradigma Estruturante da Identidade do Sapiens ficou obsoleto diante dos fatos.

Precisamos para melhor compreensão revisitar Darwin, Malthus, conhecer as ideias de McLuhan e empacotar tudo de nova maneira para fazer sentido com as mudanças do novo século.

De Darwin, resgatamos a ideia da espécie mutante. De Malthus, que cresce demograficamente. De McLuhan, o conceito de Tecnoespécie- midiática.

De tudo isso, fazemos um mix:

Sapiens escravo da inovação, que aumenta a complexidade demográfica no tempo e precisa alterar modelo de administração, quando tem novas mídias descentralizadoras sempre na direção da distribuição das decisões, se analisarmos o longo prazo.

Sem tal revisão, o novo milênio ficará muito confuso, praticamente inexplicável.

É isso, que dizes?

Temos três fases:

  • Garimpo e recolhimento de ideias;
  • Lapidação dos conceitos;
  • Desfile com as joias.

Cada etapa requer tempo específico e tipo de dedicação.

Na garimpagem e lapidação, tudo ainda está muito novo e de pouco acesso para terceiros.

O desfile já é a fase de transmitir as ideias aos outros, quando piadas, exemplos, facilitação de transmissão são bem-vindas.

Um ambiente organizacional tem duas camadas:

  • Conceito geral;
  • Operação.

O conceito geral define qual problema vem resolver e como isso vai ser feito – não se altera.

Há sempre alguém que vai desenvolver os primeiros “códigos do negócio”, o pontapé inicial.

Na parte operacional, entretanto, se inicia descentralização e distribuição da coordenação, através da nova mídia (canais, linguagem, armazenamento e processos autônomos por máquinas).

Há novas formas de coordenar atividades que altera de forma disruptiva o atual modelo administrativo.

É isso, que dizes?

Temos três fases:

  • Garimpo e recolhimento de ideias;
  • Lapidação dos conceitos;
  • Desfile com as joias.

Cada etapa requer tempo específico e tipo de dedicação.

Na garimpagem e lapidação, tudo ainda está muito novo e de pouco acesso para terceiros.

O desfile já é a fase de transmitir as ideias aos outros, quando piadas, exemplos, facilitação de transmissão são bem-vindas.

Existem duas formas de encarar o sucesso.

  • De fora para dentro – o sucesso para os outros;
  • De dentro para fora – o sucesso para você.

O sucesso mais comum hoje em dia é o de fora para dentro. – sucesso “Zeca Pagodinho”: deixa a opinião dos outros me levar.

Sucesso, assim, precisa de bússola, que é a personal felicidade.

Cada um sabe da sua e vai levar para o túmulo ou para a cremação um julgamento final do que foi a sua vida.

Sempre de forma individual.

Ninguém consegue saber exatamente o que cada um sente no íntimo, muitas vezes, nem a própria pessoa.

A personal felicidade é, assim, espécie de cofre inacessível.

Desenvolver personal conceito de felicidade/sucesso é, portanto, difícil, pois exige reflexão e combater o conformismo social de ser igual aos demais.

Felicidade tem um custo solitário: sair da formatação, quando tudo e todos querem que você mantenha o formato massificado.

O personal sucesso, assim, é processo árduo individual de idas e vindas, que exige compromisso ético de você com você mesmo.

É processo intelectual particular, que vai exigir se conhecer cada vez mais e aprender a jogar a personal diversidade com o processo da vida.

Por isso, é mais fácil se deixar levar pelo fluxo do senso comum, pois o personal sucesso exige esforço que apenas uma pessoa vai validar: você mesmo!

E mais.

Precisamos criar algum tipo de “sucesso social”,  para sobreviver. E aí entra o contexto social entre o modelo de sociedade e personal sucesso.

Quanto mais uma sociedade for avessa ao novo, ao diferente, ao estranho, ao disruptivo, à individualidade, a diversidade, mais será difícil trilhar o caminho do personal sucesso.

Muitos jovens, infelizmente, no Brasil principalmente, não conseguem ligar a necessidade de sociedade mais libertária (livre mercado, livre pensamento e livre arbítrio) com a felicidade.

Existe o conceito da falsa felicidade coletiva, que é completamente não-humana.

A felicidade coletiva, se podemos chamar assim, é o somatório de felicidades individuais. Não é uma felicidade única compartilhada, mas a felicidade de cada um, que soma um todo.

Assim, quanto mais houver oportunidades de trabalho e de se abrir negócios diferenciados, mais se poderá tirar o personal sucesso do armário e vice-versa.

Há relação entre contexto social e capacidade de se viver a personal felicidade/sucesso.

É isso, que dizes?

 

 

Progressivismo é um termo filosófico, que senti necessidade de criar para explicar o lado progressivo da espécie.

Note bem que progressão aqui não é sinônimo de melhoria, mas caminhada.

De compatibilidade sempre entre a maneira de pensar e agir humana com a complexidade progressiva da espécie.

Nossa progressividade é resultado de:

  • Sermos tecnos;
  • Por sermos tecnos não termos limites demográficos;
  • Por não termos limites demográficos, não temos patamar de complexidade fixo;
  • E por não ter patamar de complexidade fixo, precisamos sempre aperfeiçoar nossa forma de pensar e agir para sobreviver com a melhor qualidade possível.

É isso, que dizes?

A pergunta filosófica central está, assim, equivocada.

Na filosofia, não é “Quem Somos?“, mas “Quem estamos?“. Quando se responde “Quem somos?”, não se consegue ver o humano em eterno processo.

Diferente das outras espécies biológicas, nós somos Tecnoculturalmente biológicos.

Nossa capacidade de crescer demograficamente, nos leva a mudanças no patamar de complexidade que outras espécies não têm.

Outras espécies são escravas da genética, nós não, somos escravos da inovação!

Somos espécie progressiva  pois somos tecno, e, por causa disso, tudo em nós é progressivo, incluindo a demografia.

Não existe, assim, possibilidade de pensar filosofia (amar a lógica da vida) que não seja progressiva, pois a lógica da vida para o Sapiens é progressiva.

O conhecimento do “sendo humano” só é possível como  filme em construção, uma série que, no máximo, termina uma temporada para começar outra.

Podemos dizer, nessa direção, que a única coisa fixa na espécie humana é justamente a eterna mudança progressiva.

É isso, que dizes?

Qualidade é o objetivo de todo processo administrativo.

O jeito melhor possível de agradar o cliente pelo menor custo e que o mantenha fiel diante dos concorrentes.

Qualidade é o epicentro de todos os modelos administrativos.

A qualidade é baseada, assim, na relação fornecedor-consumidor.

Quanto maior é a informação do fornecedor, mais fácil ele pode chegar na qualidade ideal e vice-versa.

No passado, o cliente “votava” na qualidade, através do retorno à compra, via sugestões ou através das pesquisas de satisfação.

Hoje, há uma tela na relação de consumo, com aumento radical de informações que permite a passagem de qualidade mais para menos centralizada ou distribuída para quem vive do varejo.

Há ainda outra novidade.

Plataformas como a do Uber e similares descentralizam o fornecimento.

Cada parceiro passa a se preocupar com a qualidade, que era antes centralizada.

É o parceiro que passa cuidar da qualidade e não mais a organização tradicional que cuidava da qualidade centralizada.

Com isso, se consegue taxas de melhor qualidade, pois cada parceiro pode atender e entender melhor como agradar o cliente, através de estrelas.

É a passagem de uma busca por qualidade mais centralizada para mais descentralizada, aumentando, assim, a chance de se praticar taxas mais altas.

É isso, que dizes?

Se as organizações estivessem promovendo o Philosophy Thinking ao invés do Design Thinking talvez estivessem mais competitivas.

E não tivessem que assistir as grandes crises de setores inteiros que perderam o valor no Mundo Digital, a exemplo do entretenimento, de transporte, de serviços, etc.

O Design Thinking acredita que é preciso sair da caixa, através de exercícios de criatividade.

Porém, o problema que temos hoje não é de criatividade dentro de determinado paradigma, mas de criatividade dentro de novo paradigma!

Não se chega a novos paradigmas com exercícios de criatividade, mas de reflexão sobre como pensamos os fatos de forma diferente, através de visões filosóficas mais bem estruturadas sobre a Civilização 2.0.

Acredito que cada pessoa ou organização se quiser voltar a ter taxa de competitividade razoável precisará passar por “banho de loja filosófico” ou o que chamo de “Philosophy Thinking”.

É preciso discutir os Macro-Paradigmas Estruturantes que precisamo ser alterados e saber o que se pode e o que não se pode fazer. E o que se deve e o que não se deve fazer.

As mídias mudaram e todos os modelos organizacionais estavam e estão ainda estruturados em cima delas.

E isso vai gerar problema mais adiante.

É isso, que dizes?

O que seria uma espécie?

Determinado grupo de animais com a mesma genética que cria determinado modus operandi para sobreviver.

Podemos dizer que robôs, sob este ponto de vista, seriam nova espécie? Se mantivermos esse tipo de conceito, não.

Porém,  estamos criando máquinas que aprendem sozinhas e ganham já algum tipo de autonomia de crescimento sem a tutela humana.

Não são mais computadores tutelados, mas computadores que ganham autonomia e poder de decisão, não podendo mais serem chamados de máquinas burras, mas criativas.

Esta é a diferença, que promovem o auto-aprendizado.

Assim, estamos criando Tecnoespécie Auxiliar.

Isso é bastante útil para a tomada de decisões dos administradores, empreendedores e líderes do novo milênio, pois se formos comparar a Civilização 1.0 (Analógica/pré-digital) e a 2.0 (Digital), temos que identificar as mudanças estruturantes para que possamos:

  • Saber os limites que tínhamos na Civilização 1.0 sem o uso do Digital;
  • Saber o potencial que temos da Civilização 2.0 para inovar em cima do que tínhamos antes.

O que há de fato novo?

A chegada de nova mídia, que traz novos canais, linguagem e modelo da armazenamento. E, além disso, uma Espécie Auxiliar capaz de pensar e decidir, a partir de uma quantidade de dados/velocidade que era impraticável para os humanos.

É isso, que dizes?

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