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“A ciência deve servir a humanidade na sua luta permanente contra a natureza.”Francis Bacon.

Somos uma Tecnoespécie. E, por causa disso, podemos aumentar a população, o que torna a sociedade humana, ao longo da nossa jornada, cada vez mais complexa.

Os problemas vão ficando cada vez mais complexos, o que, obviamente, torna que as soluções sejam cada vez mais sofisticadas.

Outras espécies animais têm uma Taxa de Complexidade de Sobrevivência Fixa. O Sapiens tem uma Taxa de Complexidade de Sobrevivência Mutante, pois o número de membros vai aumentando gradualmente.

Outras espécies, por terem uma Taxa de Complexidade de Sobrevivência Fixa, quando alteram algo na forma de sobreviver é de forma muito lenta e genética.

O Sapiens, por ter uma Taxa de Complexidade de Sobrevivência Mutante, pode alterar de forma rápido as Tecno-ideologias para poder sobreviver.

Uma Tecnoespécie como a nossa, assim, procura ajustar, quando possível, sempre o Macro Modelo de Sobrevivência ao novo Patamar Demográfico, que vai ficando cada vez mais elevado.

Novos Macro Modelos de Sobrevivência acabam sendo criados, de forma mais sofisticada, para que se possa viver melhor.

O que seria, então, um Macro Modelo de Sobrevivência mais sofisticado?

É aquele que permite que as pessoas possam lidar melhor com o novo Patamar de Complexidade, resolvendo problemas novos e antigos de forma mais adequada.

Um Macro Modelo de Sobrevivência mais sofisticado é aquele em que cada pessoa ou grupo passa a participar mais das decisões, compartilhando a complexidade.

Se analisarmos e compararmos nosso modelo com os demais animais vamos perceber que quanto mais membros têm uma determinada espécie, mais é preciso que cada indivíduo participe das decisões.

Lobos, por exemplo, têm um Macro Modelo de Sobrevivência mais vertical, via líder alfa, e é por causa disso que há um limite de algo em torno de cinquenta membros por alcateia.

Formigas, por outro lado, têm um Macro Modelo de Sobrevivência mais horizontal, sem líder alfa, e é por causa disso que consegue ter um número de membros exponencialmente maior do que uma alcateia de lobos.

Maior Complexidade Demográfica exige mais liberdade e responsabilidade de cada membro para ir dividindo a complexidade.

No estudo que a Bimodais tem feito sobre a trajetória humana, descobrimos que, na Macro História há uma tendência a um Espiral Civilizacional Progressivo.

Mais gente, novas mídias, modelos de administração mais sofisticados, que viabilizam mais gente e assim sucessivamente.

Porém, diferente das outras espécies que têm um Modelo de Sobrevivência Automático, que serve para todos os grupos daquela espécie, o Sapiens tem um Modelo de Sobrevivência Opcional, que não é homogêneo.

Apesar de passarmos a ter, a partir de novas mídias, a possibilidade de implementar Modelos de Sobrevivência Mais Sofisticados (tanto novas ideologias quanto tecnologias) isso não ocorre de forma automática, mas eletiva.

Porém, com o tempo, os Modelos de Sobrevivência Mais Sofisticados vão sendo implantados, apresentando melhores resultados e passam a ser guias para os demais (Zonas de Atração).

O que podemos observar é que as Zonas de Atração definem o caminho futuro, pois são conseguem ter a melhor Taxa de Aproveitamento dentro das Tecnopossibilidades existentes.

Obviamente, que temos diferentes aspectos culturais em cada um dos recantos do planeta, mas é da capacidade de aumentar a Taxa de Aproveitamento das Tecnopossibilidades existentes que está o pulo do gato da qualidade de cada um destes lugares.

É isso, que dizes?

“Quanto mais os seres humanos trocarem, mais bem sucedidos foram, são e serão.”Matt Ridley.

A sociedade é aquilo que as mídias permitem que ela seja. Fazemos tudo que é possível dentro das limitações das Tecnologias Midiáticas disponíveis.

Conforme vamos aumentando a população, vamos tendo a necessidade de dar um “upgrade” nas Tecnologias Midiáticas para poder resolver novos e antigos problemas.

As Tecnologias Midiáticas são o DNA Civilizacional de toda Tecnoespécie do Universo (só conhecemos, por enquanto, a nossa).

As Tecnologias Midiáticas criam um Ambiente Midiático Civilizacional sobre o qual interagimos, nos comunicamos, aprendemos, nos relacionamos e fazemos negócios.

Negócio é um sinônimo para as diferentes trocas humanas obrigatórias para resolver todos os tipos de problemas de sobrevivência. Sem negócios, não há sobrevivência.

Para que negócios sejam feitos é preciso que haja confiança entre as partes. E para haver confiança, as pessoas precisam ter o mínimo de Conhecimento com quem está se permutando.

A base dos negócios está, portanto, na confiança entre as partes. E a confiança entre as partes depende diretamente do Ambiente Midiático Civilizacional disponível.

Quando não havia escrita, por exemplo, tínhamos apenas Negócios Orais. Neste ambiente era meio complicado fazer acordos com pessoas muito distantes, pois não havia a Taxa de Conhecimento necessária para se gerar confiança.

A chegada e massificação da escrita, primeiro a manuscrita e depois a impressa, permitiu que negócios passassem a ser feito entre pessoas que não se conheciam, através de contratos.

Antes, no ambiente de Negócios Orais valia a expressão antiga, “negócios nos fios de bigode”.  Era a combinação entre pessoas, que moravam perto, que tinham laços de amizade ou parentesco, sem a necessidade de papel escrito.

Porém, os Negócios Orais eram limitados pelo tempo e lugar e só era feito entre pessoas que se conheciam, ou entre aqueles que eram conhecidos dos meus conhecidos.

As Tecnologias Midiáticas, portanto, estabelecem o Tecnoambiente Midiático de Confiança, determinado fortemente os negócios que são possíveis.

Quando temos um novo Tecnoambiente Midiático de Confiança, como a chegada agora do Digital, se quebra os antigos limites de conhecimento entre as pessoas, permitindo que ex-desconhecidos passem a ser conhecidos, passíveis de negócios. 

Dificilmente, antes do digital, alguém compraria uma bateria de celular de alguém do interior do país, enviando dinheiro antes e esperando que ele te mandasse o produto depois.

Por quê?

O Tecnoambiente Midiático de Confiança Sonoro (baseado na oralidade e na escrita) não permitia que isso fosse possível, pois era baixa a Taxa de Confiança de uma pessoa que não tivesse referências orais ou escritas da outra.

O Tecnoambiente Midiática de Confiança Sonoro, com o aumento populacional, acabou limitando a capacidade de negócios, pois as pessoas foram cada vez mais se “desconhecendo” em função do aumento das cidades.

Com o aumento dos habitantes de cada cidade, se perdeu, com o tempo, o ambiente dos Negócios Orais, mais horizontais e restritos, e passamos para o ambiente de Negócios no Ambiente das Mídias de Massa  amplo e verticalizado.

A confiança deixou de ser em conhecidos para marcas conhecidas, via marketing e propaganda.

O aumento da Taxa do Desconhecimento entre as pessoas favoreceu o surgimento, principalmente no século passado, de grandes organizações centralizadas.

Houve uma centralização do consumo, pois as pessoas, por não confiar em desconhecidos, optavam por comprar em “marcas conhecidas”.

A chegada do Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros, através do digital, rompeu com os limites dos negócios.

O Digital permite uma maior interação, um reencontro com os antigos conhecidos – que não se tinha mais contato – mas também entre novos conhecidos, que passam a ter a sua reputação exposta de forma aberta, via Rastros.

O que estamos assistindo com a gradual expansão do Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros é uma explosão de negócios entre desconhecidos.

O Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros – inspirado no das formigas – permite que os Desconhecidos Sonoros passem a ser Conhecidos por Rastros.

O Tecnoambiente Midiático de Confiança por Rastros permite, via Reputação Digital, conhecer o histórico de pessoas, serviços, produtos, conteúdos. Há um processo de “conhecialização” de desconhecidos.

É o aumento da Taxa de Conhecialização de desconhecidos o grande pulo do gato dos Ubers.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

https://sun.eduzz.com/377798

GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

“Se algumas mudanças parecem ilógicas, isso se deve ao fato de que é observada à luz dos paradigmas anteriores.” Luc de Brabandere.

A pergunta mais corriqueira entre meus alunos, desde que comecei a ministrar aulas há mais de vinte anos é a seguinte: como mudar a cabeça do meu chefe, gerente, líder da minha organização para a inovação, em especial, a  disruptiva?

Podemos dizer que as inovações incrementais e mesmo radicais alteram camadas operacionais e metodológicas dentro do MESMO SISTEMA, mas não os valores e paradigmas mais profundos, criando um NOVO SISTEMA.

O problema da inovação disruptiva é de que ela exige modificação não apenas dos hábitos, mas fundamentalmente de valores e paradigmas, que a maior parte das pessoas herdou, quase que por osmose, e nunca refletiu sobre eles.

Valores e paradigmas, quase sempre, são transmitidos e  incorporados de forma inconsciente. É bastante complicado alterar algo dentro de você, quando nem sabe que existe.

Há determinadas coisas dentro de nós que consideramos “verdades absolutas”, mas, os fatos demonstram, que são apenas “verdades provisórias”, que precisam ser alterada, conforme novos contextos.

A inovação disruptiva, ao impor a criação de um novo sistema, exige não uma mudança operacional ou metodológica, mas filosófica.

Na inovação disruptiva, os valores filosóficos mais arraigados precisam ser tornados conscientes, reconhecidos, compreendida a necessidade de mudança e, só então, alterados.

Valores e paradigmas mais arraigados, quase nunca, estão dentro da camada consciente da mente – estão alocadas em um nível mais inconsciente, que as pessoas não costuma e nem gostam de visitar.

Mais ainda.

É dentro de determinado sistema filosófico (a forma de pensar e agir, consciente ou não), que as pessoas sobrevivem.

Quando se fala que vai se alterar valores e paradigmas do sistema filosófico utilizado para a sobrevivência da pessoa, é natural que ela reaja contra com muita energia.

É dentro de determinado sistema filosófico (a forma de pensar e agir, consciente ou não), que pessoas criaram todo o seu status e respectiva aura de autoridade.

Quando se fala em inovação disruptiva, você está dizendo para alguém que ele precisa mudar algo que ele nem sabe que é passível de mudança e que todo o status que ele conquistou até ali precisa ser reconquistado.

Nosso ego vive, assim, dentro de um determinado ambiente sistêmico e sair dele exige uma Alta Taxa de Desapego.

Quando se torna praticamente obrigatória uma mudança de sistema (é como definimos inovação disruptiva), estamos tratando de abrir mão, no primeiro momento, de status, de autoridade, de benefícios.

Thomas Kuhn (1922-96) diagnosticou que pessoas que vivem dentro de um determinado sistema de crenças, valores e paradigmas, quando se deparam com determinadas necessidade de mudança,  morrem sem conseguir mudar.

Quando temos uma Alta Taxa de Apego a um determinado Sistema, não adiante tentar convencer a pessoa que ela tem que mudar. Quanto mais ela se sentir obrigada a promover a mudança, mas ela tenderá a rejeitá-la!

Existe um trabalho interno da pessoa com ela mesma. A pessoas precisa se autoconvencer, a partir do contato direto com a realidade, de que os antigos paradigmas estão atrapalhando e se tornaram tóxicos.

O promotor da mudança – profissionais especializados em ajudar em mudanças disruptivas – têm que divulgar a necessidade, mostrar a via alternativa e aguardar para que, aos poucos, os menos apegados apareçam.

Enquanto este primeiro passo do “quero ajuda!” não for feito, de dentro para fora, o convencimento soará para o resistente como algo que não faz sentido. Ela fará do agente de mudança um inimigo e nunca, um parceiro.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

“O futuro é regional e não temporal.”John Naisbitt.

Diferente dos outros animais, o Sapiens escolhe a forma como vai viver, não é automática. Temos uma alta Taxa de Independência Genética, se comparada a outras espécies.

O Modelo de Sobrevivência é uma opção feita, de forma consciente ou inconsciente, por cada indivíduo, organização, país. Testamos e escolhemos o menos ruim, pois não existe e nunca existirá “sobrevivência perfeita”.

Como diz Einstein (1879-1955), na sua capacidade única de pensar:A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na capacidade de lidarmos com eles.” 

Diferente dos outros animais, o Sapiens, por ser a única Tecnoespécie do planeta, tem uma capacidade única de aumentar a população de forma integrada, cooperativa e codependente.

A Complexidade Demográfica Progressiva, algo que está na essência da nossa espécie nos coloca o desafio, de tempos em tempos, de criar novos Modelos Estruturais de Sobrevivência mais compatíveis com os novos Patamares de Demográficos.

Note que os novos Modelos Estruturais de Sobrevivência passam a ser possíveis, a partir das novas Tecnopossibilidades Midiáticas.

Com o tempo, depois da chegada e massificação das novas mídias, os novos Modelos Possíveis de Sobrevivência vão sendo testados e disseminados, de forma particular, através de Modelos Conjunturais de Sobrevivência.

Existe um novo DNA de Sobrevivência, que cada pessoa, organização ou país pode passar a utilizar, ou não, a critério da escolha de cada um.

Pessoas, grupos, organizações, cidades, países vão analisando as experiências, os melhores resultados e vão aderindo e se adaptando ao que funciona melhor em termos de sobrevivência, conforme as possibilidades ideológicas, culturais particulares.

A capacidade de criar novos Modelos Estruturais de Sobrevivência e poder escolher a menos ruim é um dos “pulos do gato” da nossa Tecnoespécie, que nos permitiu chegar a incrível marca de 8 bilhões de Sapiens.

Podemos chamar esse Pulo do Gato da Sobrevivência de processo de Comparação Criativa, que permite que algo – seja lá o que for – que foi bem ou mal sucedido em algum tempo e lugar possa ser adotado por outro, ou não.

Quando analisamos Revoluções Midiáticas Civilizacionais – o mais disruptivo entre todos os fenômenos da nossa espécie – aplicamos também a Comparação Criativa.

Pessoas, organizações, cidades, países podem adotar, ou não, os benefícios das novas Tecnopossibilidades Midiáticas, gerando, em função da sua escolha, Zonas de Atração, Neutra ou de Abandono.

Zonas de Atração são aquelas que conseguem, por diferentes motivos, extrair o máximo das novas Tecnopossibilidades Midiáticas, das Cosmovisões e Ideologias disponíveis, que começam a aparecer em cada vez mais lugares.

Pessoas, organizações, cidades, países, que passam a rejeitar as novas Tecnopossibilidades Midiáticas, reduzem a capacidade de resolver problemas e, por causa disso, se tornam Zonas de Abandono.

As pessoas tendem a migrar para as Zonas de Atração, na qual parece que haverá uma maior Taxa de Prosperidade e sair das Zonas de Abandono, na qual a Taxa de Prosperidade passa a ser menor.

(É bom notar que tecnologias são criadoras de novas Tecnopossibilidades. O Sapiens é, a cada novo aparato, empoderado para fazer algo que não era possível anteriormente. Como diz Marshall McLuhan (1911-80):”tecnologias são criadas e recriam o ser humano”)

Novos Modelos Estruturais de Sobrevivência, como qualquer inovação do Sapiens, são propostos, testados, avaliados, aceitos, adaptados de forma mais ou menos criativa, pois permitem a solução, de forma mais sofisticada, de antigos e novos problemas.

Se analisarmos ao longo da história, Modelos Conjunturais de Sobrevivência que se proliferam são aqueles que permitem o aumento da descentralização, melhorando a Taxa da Qualidade das Decisões e a Taxa de Inteligência Coletiva.

Novos Modelos Estruturais de Sobrevivência trazem como grande tendência a Descentralização Progressiva, que permite com as novas Tecnopossibilidades Midiáticas mais interação, mais participação, mais trocas, mais informação e, portanto, um aumento da Taxa de Inteligência Coletiva.

Quanto mais cada indivíduo pode participar das decisões, mais aumentamos a Taxa de Inteligência Coletiva e melhor podemos lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva e vice-versa.

Quanto mais centralizado é um Modelo de Sobrevivência, há menos interação, participação, trocas, compartilhamento da informação e, portanto, se reduz a Taxa de Inteligência Coletiva, reduzindo a capacidade de lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Os Modelos Conjunturais de Sobrevivência (que têm o DNA do Modelo Estrutural), entretanto, apesar de serem testados e se proliferarem não são adotados por todos. Eles são uma espécie de opção disponível, que podemos adotar, ou não.

Muitas vezes são adaptados parcialmente, com mais ou menos criatividade, e outras rejeitados, conforme o Apetite para a Inovação de cada pessoa, organização ou país.

No mundo do Sapiens, sempre haverá, assim, três Zonas de Sobrevivência: as de Atração, Neutras e as de Abandono.

As Zonas de Atração são aquelas em que se adota de forma mais criativa as novas Tecnopossibilidades Midiáticas e conseguem, assim, maiores Taxa de Inteligência Coletiva e, portanto, geram mais prosperidade.

As Zonas Neutras, em geral, adotam parcialmente, de forma acanhada, o Modelo Estrutural de Sobrevivência.

As Zonas de Abandono, em geral, não adotam o Modelo mais sofisticado de Sobrevivência, insistindo em Modelos de Sobrevivência mais Centralizados e Obsoletos.

O Aumento da Taxa de Prosperidade, assim, é consequência direta do Aumento da Taxa de Inteligência Coletiva, que, por sua vez, é provocada pelo aumento da Taxa de Descentralização das Decisões.

Dentro deste contexto, podemos responder a pergunta de Lucinélio Chaves de Azevedo: “Sobre mudanças midiáticas nos diferentes sistemas (capitalismo e socialismo): existem mudanças midiática em Cuba?”

Cuba é claramente um exemplo de Zona de Abandono, de baixa Taxa de Inteligência Coletiva e, por sua vez, com baixa Taxa de Prosperidade.

É um Modelo de Sobrevivência que segue o mesmo DNA das Monarquias Absolutistas pré-republicanas, com Alta Taxa de Doutrinação continuada das crianças, visando o aumento da Taxa de Massificação dos adultos – o que gera baixa Taxa de Capacidade de Questionamento do Poder Vigente.

A centralização das decisões no poder central leva o país a ter uma baixa Taxa de Qualidade das Decisões, na sequência baixa taxa de Inteligência Coletiva e de Prosperidade, reduzindo a capacidade de lidar, de forma mais adequada, com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Um país centralizado, que massifica corações e mentes da população em torno das ideias de um determinado centro, necessita de uma alta Taxa de Controle sobre a Informação. É parte integrante da sustentação do modelo.

Quanto mais centralizado for o poder, mais haverá necessidade de se controlar a informação e vice-versa.

Por causa disso, a adesão e massificação das Inovações Midiáticas em Cuba – ou em Zonas de Abandono similares –  têm um ritmo muito mais lento do que nos demais países, devido à necessidade do sistema de controlar a forma como os cidadãos pensam, se informam, interagem e se mobilizam.

E aí podemos dividir Zonas de Abandono em duas:

  • Zonas de Abandono Totalitárias – aquelas em que todos têm a obrigação de pensar como o poder central, o caso de Cuba, Coréia do Norte e, em menor grau, China;
  • Zonas de Abandono Autoritárias – aquelas em que todos podem ter ideias diferentes do poder central, mas não podem divulgar as ideias contrárias, algo que tem ocorrido com mais frequência no atual Embate Estrutural Civilizacional entre a Velha e a Nova Ordem.

No caso de Cuba, em particular, temos uma Zona de Abandono Totalitária, com baixa Taxa de Inteligência Coletiva e, portanto, de Prosperidade.

Assim, respondendo a questão do Lucinélio: existe algum tipo de mudança midiática em Cuba, mas de forma precária e controlada, muito mais lenta do que nas outras Zonas de Sobrevivência.

É isso, que dizes?

Sugestão de artigo feita por Lucinélio Chaves de Azevedo, que me provocou da seguinte maneira:

“Sobre as mudanças midiáticas nos diferentes sistemas (capitalismo e socialismo): existem mudanças midiática em Cuba?”

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

Sugestão de artigo de Henrique Borges Alves Junior:

Nepo, penso que seria interessante vc fazer um artigo sobre as profissões e negócios neste mundo digital disruptivo. O que fica, o que sai e o que muda. Qual o futuro dos negócios? Onde investir?

 

A natureza não deu ao homem uma forma de sobrevivência automática.Ayn Rand.

Existe uma necessária alteração na forma como enxergamos o Motor da História do Sapiens. O Motor da História é uma espécie de Pilar Paradigmático Estrutural das Ciências Sociais.

Qual revisão precisa ser feita neste Pilar Paradigmático Estrutural das Ciências Sociais?

Antes de tudo, somos uma Tecnoespécie e não simplesmente e apenas uma espécie cultural. Praticamos na nossa jornada de adaptação histórica um tipo de Espiral de Sobrevivência Contínuo influenciado pelo aumento populacional, novas mídias e novos Modelos de Sobrevivência.

De tempos em tempos, por causa do aumento da Complexidade Demográfica de forma Progressiva, o Sapiens precisa recriar o seu Macro Modelo de Comunicação, pois precisa interagir de forma cada vez mais sofisticada, leia-se descentralizada.

Novos Macros Modelos de Comunicação mais descentralizados permitem dois movimentos em paralelo: um aumento radical da conscientização e participação da sociedade (a partir das Tecnopossibilidade dos Novos Canais Midiáticos) e de praticar um novo Macro Modelo de Sobrevivência (a partir das Tecnopossibilidade da Nova Linguagem Midiática).

O novo Macro Modelo de Sobrevivência permite o início da experimentação de novos Métodos de Comando e Controle mais centralizados para mais distribuídos.

(Quando temos apenas a chegada de novos Canais Midiáticos, tais como a chegada e massificação do rádio, a televisão, o telégrafo, o telefone temos Evoluções Midiáticas Civilizacionais e não Revoluções).

Quando temos conjuntamente a chegada de novos canais e nova linguagem, tais como a oralidade (boca/palavras) ou a escrita (papiro-papel/palavra escrita) ou o digital (computador e Linguagem dos Rastros) temos uma Revolução Midiática Civilizacional.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais – Fenômeno Recorrente e Espontâneo do Sapiens tem como grande objetivo a sofisticação (leia-se descentralização) dos Modelos de Intermediação de Sobrevivência.

As antigas mídias definiam uma espécie de Limite Tecnológico do Modelo de Sobrevivência, que são passíveis de atualização com as novas. Há uma superação das antigas Intermediações, criadas para um Patamar Demográfico para uma nova mais sofisticada.

Novas mídias permitem novos Modelos de Intermediação de Sobrevivência mais sofisticados, mais descentralizados, mais interativos e participativos, iniciando, por causa disso, uma nova Era Civilizacional.

O Sapiens, ao aumentar a Complexidade Demográfica, é, portanto, OBRIGADO a procurar Modelos de Sobrevivência cada vez mais compatíveis com o novo Patamar Demográfico.

O objetivo de novos Modelos Estruturais de Sobrevivência é o de permitir que tomemos decisões cada vez mais participativas e cooperadas para que se reduza a taxa de Imprevisibilidade do Efeito Dominó.

(Quanto mais centrais são as decisões numa sociedade, mais gente sofre as consequências previsíveis e, principalmente, as imprevisíveis. E, por causa disso, mais se aumenta a taxa de Imprevisibilidade do Efeito Dominó.)

Uma Tecnoespécie que aumenta constantemente a população precisa descentralizar as decisões para reduzir os danos cada vez maiores da Imprevisibilidade do Efeito Dominó.

Conforme temos o aumento gradual da Taxa de Complexidade Demográfica, os antigos intermediadores não mais conseguem manter o mesmo padrão de qualidade de atendimento do início da Antiga Era Civilizacional.

O aumento da Taxa de Complexidade Demográfica vai obsoletando o antigo Modelo de Intermediação de Sobrevivência e impedindo que uma série de problemas possa ser resolvido.

Há uma demanda latente da sociedade por novas Tecno-Soluções para que possamos sobreviver com mais qualidade.

Aumento populacional sem novas mídias, que permitam descentralizar as decisões provocam uma gradual e, cada vez mais grave, Crise Civilizacional Estrutural.

Do ponto de vista organizacional, o antigo Modelo de Intermediação de Sobrevivência do Sapiens vai chegando a uma espécie de Barreira Tecnocultural, que se torna impossível resolver a contento uma série dos novos e antigos problemas cada vez mais complexos.

Do ponto de vista político, o Modelo de Intermediação de Sobrevivência adotado, de forma gradual, vai consolidando uma Ordem Tecno-Ideológica, que passa a se beneficiar do Modelo Intermediador de plantão.

Podemos dizer que o Modelo de Intermediação de Sobrevivência vigente cria uma Ordem Tecno-Ideológica, que vai ficando obsoleta em função do aumento gradual e constante da Taxa de Complexidade Demográfica.

Aos poucos, com a experiência adquirida a Ordem Tecno-Ideológica passa a aprender a controlar cada vez mais os Canais de Interação, Informação e Mobilização.

Isso não é bom e nem ruim, mas necessário e natural, porém a Ordem Tecno-Ideológica se torna obsoleta e, com o tempo, vai utilizando o modelo para benefício próprio.

A obsolescência da Ordem Tecno-Ideológica é provocada pelo aumento da Taxa de Complexidade Demográfica, que vai gerando demanda latente, inconsciente e invisível por mudanças estruturais na sociedade.

Se cria, assim, uma Velha Ordem, que não só não sabe pensar e agir de forma diferente dos valores e paradigmas do Modelo de Intermediação de Sobrevivência vigente, mas também NÃO QUER perder os benefícios que a o novo Modelo traz para a sociedade.

A Velha Ordem passa, com a chegada da Revolução Midiática Civilizacional a ser um forte polo de resistência contra as mudanças em diversos campos do novo Modelo de Intermediação de Sobrevivência, que passa a constituir e defender uma Nova Ordem.

Estes Movimentos Midiáticos Estruturais não eram conscientes, até o momento, quando se inicia, a partir da nova mídia, um Embate Estrutural na sociedade daqueles que querem mudanças (os mais prejudicados) e daqueles que não querem (os mais beneficiados).

A sociedade passa – com as possibilidades abertas pelo novo Modelo Intermediador de Comando e Controle por Rastros –  passa a ter novas ferramentas para se informar, interagir e se mobilizar, expressando o desejo por mudanças estruturais.

Não há consciência do que será exatamente a Nova Ordem, mais se há um desejo latente para que as coisas mudem.

A Velha Ordem não só não consegue mais resolver os antigos e novos problemas, mas sustentar os argumentos que as mantinha no controle, que era exercido em função do Controle Informacional.

Basicamente, a diferença entre a Velha e a Nova Ordem é a passagem de um Modelo Intermediador de Comando e Controle Sonoro (similar a dos mamíferos) para o do Rastros (similar a das formigas)um mais centralizado para outro mais descentralizado.

A Nova Ordem inicia – e começa a mudança por aí – resgatar valores e paradigmas antigos, porém, isso não basta. É preciso inventar novas Cosmovisões e Ideologias para transformar o movimento espontâneo em consciente.

A chegada e massificação de Novas Tecnologias Midiáticas demandam obrigatoriamente a criação de novas Cosmovisões (Estrutural) e Ideologias (Conjunturais).

Há uma nova Tecno-sociedade, agora viável e possível, que não poderia ser criada antes da Revolução Midiática e precisa não só questionar os problemas da Velha Ordem, mas também apontar os novos valores e paradigmas para a Nova Ordem.

O novo Modelo de Comando e Controle por Rastros mais descentralizado, ainda incipiente, que já passa a ser usado, não constitui ainda em uma bandeira política, social e econômica.

A Nova Ordem precisa de pensadores inovadores e criativos, que façam uma síntese entre tudo que funcionou no passado e aquilo que pode ser aprimorado no futuro pelas novas Tecnopossibilidades.

Assim, a chegada de Revoluções Midiáticas Civilizacionais se caracteriza nas suas primeiras etapas em uma verdadeira “guerra” entre uma Velha e uma Nova Ordem. Entre um Modelo de Intermediação de Sobrevivência mais centralizado para um mais descentralizado.

A Velha Ordem passa a defender o Modelo de Intermediação de Sobrevivência que ela conhece e se beneficia dele e a Nova Ordem que quer criar um novo para superar os antigos privilégios, que não são mais sustentáveis num ambiente informacional mais descentralizado.

Tivemos, temos e teremos esse Embate Estrutural Civilizacional entre Ordens de Sobrevivência toda vez que temos a chegada de uma Revolução Midiática Civilizacional.

Na chegada da prensa, tais como protestantes (mais descentralizados) x católicos (mais centralizados).

Ou monarquistas (mais centralizados) x republicanos (mais descentralizados).

São Embates Civilizacionais Conjunturais, que ocorrem dentro de um Embate Civilizacional Estrutural, marcando o início da passagem de um Modelo de Intermediação de Sobrevivência para outro.

(Isso não ocorre de forma homogênea e nem linear – que cabe discutir em outro artigo.)

Todos os embates políticos que estamos assistindo e assistiremos ao longo das próximas décadas, talvez até século, se dará entre a Velha Ordem, que defende uma Intermediação mais Centralizada e uma nova uma Intermediação mais descentralizada.

Quem viver, brigará!

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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GRIFOS EM PRETO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM VERMELHO: NOVOS CONCEITOS CRIADOS NESTE ARTIGO (MARCO SÓ UMA VEZ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE)

 

“Os outros animais sobrevivem se adaptando ao em torno. O ser humano adapta o entorno a si mesmo.”Ayn Rand.

Vivemos nestes últimos dois anos dois fenômenos sobrepostos: a Revolução Midiática Civilizacional Digital e a Pandemia do Corona vírus. Ambos têm a mesma causa: o acelerado aumento demográfico.

Quanto mais gente no planeta, mais precisamos interagir para sobreviver com mais qualidade e quanto mais interagimos, mais precisamos de mídias mais sofisticadas (leia-se descentralizadas).

Quanto mais gente no planeta, mais precisamos interagir para sobreviver com mais qualidade e quanto mais interagimos, mais temos riscos de gerar Epidemias e Pandemias.

Mais gente gera globalização e as consequência positiva da globalização é a inovação midiática e a negativa é o risco de criação de Pandemias com cada vez mais frequência.

A Pandemia do Corona vírus e a Revolução Midiática Civilizacional Digital são fenômenos essencialmente diferentes.

Pandemias são Fenômenos Conjunturais, de curta ou média duração e Revoluções Midiáticas Civilizacionais são  Fenômenos Estruturais, de longa duração.

Podemos conviver com várias novas Pandemias, mas terão sempre efeito passageiro (a não ser que tenhamos uma devastadora que mate bilhões de pessoas).

Uma Revolução Midiática Civilizacional, por outro lado, tem um efeito permanente, pois altera a forma como interagimos uns com os outros.

Depois que começamos a falar (oralidade) nunca mais deixamos de fazê-lo. Ou mesmos de ler e escrever (escrita). E mesmo agora nunca mais deixaremos de usar algo similar a celulares e computadores.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é um Fenômeno Social Recorrente e as suas respectivas aparições na história tem o que podemos conceituar de Efeito do Novo Canal e Efeito da Nova Linguagem.

O Efeito do Novo Canal de uma Revolução Midiática Civilizacional tem as seguintes características:

  • aumento exponencial da Taxa de Novas Fontes de Informação não mais atreladas à Velha Ordem (modelo de sobrevivência que entra em obsolescência);
  • aumento exponencial da Taxa de Interação entre as pessoas, quebrando antigas intermediações, que não eram possíveis nas Tecno-Características das antigas mídias;
  • aumento da Taxa de Mobilização com manifestações coletivas, que passam a questionar a forma de agir e pensar da Velha Ordem;
  • em resumo, as novas Tecnopossibilidades abertas pelos novos Canais Midiáticos permitem, conforme cada nova mídia , uma radical quebra dos antigos
    limites de interação tanto no tempo quanto de lugar.

O Efeito da Nova Linguagem de uma Revolução Midiática Civilizacional tem as seguintes características:

  • a partir das novas Tecnopossibilidades abertas pela nova Linguagem Midiática, o Sapiens pode iniciar a experimentação de uma nova forma de Comando e Controle sobre os processos administrativos.

Vivemos hoje, assim, mudanças estruturais na sociedade provocadas pelos Efeitos dos Novos Canais e da Nova Linguagem, que são um aumento exponencial da Taxa de Participação Social e na criação da Curadoria – Novo Macro Modelo de Comando e Controle por Rastros – muito mais descentralizado do que o anterior o antigo e agora em processo de obsolescência Macro Modelo de Comando e Controle por Sons.

O Novo Normal da Pandemia se caracterizou pelo uso massivo dos novos Canais Midiáticos para resolver o impasse das pessoas, que passaram a não poder mais circular como faziam, o que gerou a demanda emergente da quebra de barreira do tempo e lugar.

Porém, o Novo Normalzão, além da quebra da barreira de tempo e lugar,  será marcado principalmente, ao longo do tempo, pelo uso gradual da Curadoria (Macro Modelo de Comando e Controle por Rastros), que é muito mais sofisticado e, por isso, mais competitivo do que o da Gestão (Macro Modelo de Comando e Controle por Sons).

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“O antigo deve ser pensado em função do novo.”Gaston Bachelard.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática Civilizacional – um macro movimento sistêmico e espontâneo de ajuste civilizacional, que visa equilibrar a sociedade com o novo patamar demográfico.

A Revolução Midiática Civilizacional é uma macro “Tecno-Pandemia”, que tem, gradualmente, criado um novo “Normalzão”.

Como defendemos aqui a Tecno-Pandemia é um fenômeno DRED (Desconhecido, Rápido, Estrutural e Disruptivo), que causou uma Macro Anomalia nas Ciências Sociais.

Diferente da Ruptura Endógena nas Ciências Sociais (um cientista sugere a mudança) proposta por Charles Darwin (1809-82), a Revolução Midiática Civilizacional é uma Ruptura Exógena (um fenômeno que obriga a mudança na forma de pensar e agir).

A Revolução Midiática Civilizacional Digital é, assim, uma Anomalia Exógena, pois é um fenômeno que não era reconhecido como relevante para grande parte dos pesquisadores da sociedade.

Uma Anomalia Exógena gera mais confusão do que uma Anomalia Endógena, pois não existe um autor que sugere uma mudança na forma de pensar e agir de determinada Ciência, que todos podem ler, analisar e se posicionar.

Hoje, há um enorme esforço para compreender a Revolução Midiática Civilizacional, mas o primeiro passo é admitir a Anomalia Exógena.

Uma Anomalia significa a incapacidade de compreensão das ideias de um autor ou determinado fenômeno pelos atuais paradigmas.

Uma Anomalia Exógena é caracterizada pela chegada de um novo fenômeno, até então, desconhecido pelo senso comum de determinada Ciência.

As Ciências Sociais estudam a sociedade humana e a analisa em diferentes aspectos, a partir de diferentes áreas, tais como Economia, Direito, Administração, Educação.

Há um pilar central nas Ciências Sociais, que divide os pesquisadores, que podemos chamar de “Qual é o motor da história?”. Ou “Quais são os fatores que levam às mudanças estruturais da sociedade?”.

Marxistas, por exemplo, defendem que o motor da história é a contínua luta de classes entre explorados e exploradores. Liberais acreditam que há uma ordem espontânea na procura de um ambiente mais ruim para um menos ruim.

Liberais se alinham mais às ideias de Darwin, que analisam a espécie num movimento espontâneo pela adaptação diante da sobrevivência ao longo do tempo.

A atual Revolução Midiática Civilizacional questiona ambas as correntes hegemônicas, pois aponta, pela lógica, que temos um “motor da história tecno”.

A afirmação de Pierre Lévy de que “novas mídias provocam novas Eras Civilizacionais” (leia o livro Cibercultura) sugere um novo motor da história, que consegue explicar melhor tanto o passado quanto o presente.

Pierre Lévy, como os pesquisadores da Escola Canadense de Comunicação, sugerem um ajuste para sanar a Anomalia Exógena, trazendo o aspecto tecnológico para explicar as grandes mudanças civilizacionais, incluindo a atual.

Os pesquisadores Bimodais aqui no Brasil acrescentaram o Fator Demográfico no novo Motor da História sugerido pelos canadenses. Segundo nossa versão é o contínuo aumento populacional o Fator Causante das Revoluções Midiáticas Civilizacionais.

Temos, assim, uma proposta de modificação no Pilar Central das Ciências Sociais, que é uma proposta disruptiva de mudança na forma de se encarar o Motor da História.

Este, a nosso ver, o principal ajuste filosófico teórico para superar a Anomalia Exógena, que atingiu as Ciências Sociais, que terá desdobramentos na visão geral e em cada uma das respectivas áreas.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Problemas filosóficos genuínos são sempre realizados fora da filosofia, e eles morrem se essas raízes apodrecem.Karl Popper.

O termo Filosofia induz a um certo erro. Parece que é um substantivo, mas, na verdade, é um verbo: filosofar, processo de tentativa de estabelecer Perguntas e Respostas Estruturantes e Progressivas.

Filosofar, ou o Diálogo Filosófico, é uma ferramenta humana para sobreviver de forma mais adequada.

Assim, Filosofar não é uma perda de tempo, desde que seja uma atividade voltada para resolver problemas reais e não imaginados.

Podemos definir o Filosofar, assim, em dois. O verdadeiro, caixa alta, Filosofar para a Sobrevivência e o falacioso, caixa baixa, Filosofar como se fosse um Hobbie.

Temos uma fantasia que o Filosofar se iniciou na Grécia, mas isso é um engano. A demanda por Perguntas e Respostas Estruturantes e Progressivas é inerente a uma Tecnoespécie.

Uma Tecnoespécie tem uma maior Taxa de Independência Genética, se comparada a outras espécies e, por causa disso, precisa escolher caminhos, decidir entre diferentes encruzilhadas.

Algumas Encruzilhadas de Sobrevivência são mais operacionais e outras mais abstratas. Quanto mais são ligadas aos valores e paradigmas, mais dependem para a sua adequação aos Diálogos Filosóficos.

Desde que resolvemos Ser (verbo) Humanos, temos a Demanda Progressiva para responder a estas perguntas estruturantes.

Uma Tecnoespécie, entretanto, como é criadora de novas Cosmovisões, Ideologias e Tecnologias consegue aumentar a Complexidade Demográfica.

As Perguntas e Respostas Estruturantes do passado não servem mais no futuro, não só pelo acúmulo de filósofo sobre filósofo, mas também pelo aspecto operacional: precisamos de respostas cada vez mais adequadas.

Assim, o Diálogo Filosófico é sempre marcado pela necessidade de uma redução da Taxa de Emocionalismo para

Porém, como temos a possibilidade de aumentar a população, de forma progressiva, a resposta filosófica de ontem não serve mais para a de hoje.

O processo do Diálogo Filosófico vai na direção do aumento da Taxa de Lógica e da “Matematização” das respostas para que possamos nos adequar ao patamar cada vez maior de Complexidade Demográfica.

Porém, o processo não é contínuo no aumento de lógica, para mais lógica, mais lógica. Tivemos no último século, por exemplo, um aumento da Taxa de Emocionalismo, devido à concentração de mídia.

Quando aumentamos a população e não conseguimos promover Revoluções Midiáticas, a tendência é a massificação da sociedade e o aumento gradual da Taxa de Emocionalismo.

Quando promovemos Revoluções Midiáticas, a tendência é a “desmassificação” ou personalização da sociedade e o aumento gradual da Taxa de Reflexão.

Hoje, temos a necessidade de promover atividades para que possamos reduzir a Taxa de Emocionalismo, resgatando o Diálogo Filosófico para a Sobrevivência, atualizando Perguntas e Respostas.

Mais ainda.

Não só temos que resgatar ALGUNS filósofos, que conseguiram manter suas ideias relevantes, mas também criar novas cosmovisões e ideologias para que possamos lidar com as novas Tecnopossibilidades.

Sem a revisão e atualização do Diálogo Filosófico para a Sobrevivência nossa dificuldade de lidar com a Civ 2.0 (Apelido de Civilização 2.0) será cada vez maior.

É isso, que dizes?

 

“As pessoas não resistem às mudanças. Elas resistem a ser mudadas.”Anônimo.

O pessoal adora criar siglas para explicar o atual mundo: VUCA, BANI. Tais siglas muito mais atrapalham do que ajudam, pois não são baseadas em conceitos adequados, mas apenas em emoções.

O problema é que VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade) não se refere ao mundo que estamos vivendo, mas apenas e tão somente a como nós estamos sentindo este mundo e não como ele é!!!!

Não é a Civilização 2.0 que é VUCA, mas como nós nos sentimos diante dela. Emoções são APENAS o primeiro passo no processo de perceber, conceituar e, finalmente, narrar fenômenos.

O problema é o mesmo na sigla BANI (Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível) não está do lado de fora, mas como nós nos sentimos diante Civilização 2.0.

Precisamos separar dois campos totalmente distintos para analisar um determinado cenário. Determinar os padrões do fenômeno (fator exógeno) e as dificuldades de nos adaptar a ele (fator endógeno).

Uma Revolução Midiática é um Fenômeno Social Raro e Recorrente, que tem originado a chegada de uma completamente nova e inusitada civilização humana.

Uma Revolução Midiática  é um Movimento Espontâneo e Estrutural da Espécie, que visa promover um ajuste sistêmico entre os Macro Modelos de Comunicação e de Administração diante do novo Patamar da Complexidade Demográfica.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital apesar de recorrente tem aspectos únicos, como a chegada dos Macro Modelos de Comunicação e Administração por Rastros.

Os novos Macro Modelos de Comunicação e Administração por Rastros permitem, pela primeira vez, que o Sapiens possa passar a experimentar o Macro Modelo de Comando e Controle similar ao das formigas.

Note que a Civilização 2.0 não tem nada de Frágil, Ansiosa, Não-linear e Incompreensível. Ou mesmo de Volátil, Incerta, Complexa e Ambígua. Isso são características das dificuldades de conceituar o fenômeno.

Vivemos hoje uma Macro-Anomalia nas Ciências Sociais – a maior desde que foram criadas, pois vivemos uma Revolução Midiática, o fenômeno civilizacional mais disruptivo da jornada do Sapiens e, ao mesmo tempo, praticamente desconhecido.

É a sensação diante da Macro-Anomalia nas Ciências Sociais e não o fenômeno em si, que tem despertado a sensação (VUCA) de fragilidade, ansiedade, não linearidade, incompreensão. Ou a (BANI) volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

As pessoas estão olhando para o “dedo” a Macro-Anomalia nas Ciências Sociais e não para a “lua” para a Revolução Midiática Civilizacional. Por isso, estão tão perdidas!

Vivemos a chegada de uma Revolução Midiática Civilizacional, que desperta duas sensações nas pessoas. As sensações diante da Macro-Anomalia e as que aparecem diante do fenômeno em si.

Vuca e Bani são siglas oriundas das sensações de que os nossos paradigmas não são mais suficientes para compreender o novo cenário. É o reconhecimento ainda emocional de que vivemos uma Macro-Anomalia diante de um Fenômeno Social Desconhecido. 

Porém, há Sensações Anomalíacas e outras Sensações Fenomenológicas e, para isso, precisamos de uma nova Sigla, que descreva as Sensações Fenomenológicas.

É preciso separar as Sensações Anomalíacas das Fenomenológicas se quisermos ajudar as pessoas a se adaptar ao novo cenário.

Resolvemos criar aqui na Bimodais também uma sigla a RUDES (Inglês) ou DRED (português), mas agora para descrever as Sensações Fenomenológicas e não as Anomalíacas.

RUDS define (Rapid, Unknow, Disruptive e Structural). O Rude é compreendido tanto em português como em inglês – algo de difícil adaptação.

DRED define (Desconhecida, Rápida, Estrutural e Disruptiva). O Dred cria um neologismo estranho, que poderia ser também um bom nome para um tipo de adaptação difícil.

Fica a critério.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Desconhecida, pois é um Fenômeno Social Recorrente Raro e, por causa disso, não estudado devidamente pelas Ciências Sociais.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Rápida, pois atende uma série de demandas latentes das pessoas e elas a abraçam com entusiasmos, estimulando todos os empreendedores que apostam na mudança.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Estrutural, pois altera a forma como a espécie se comunica e a comunicação é o DNA dos modelos de organização.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é Disruptiva, pois permite que possamos a fazer uma série de atividades, que antes eram impossíveis, questionando antigos valores e paradigmas.

Assim, podemos dizer que quanto mais RUDS ou DRED é a mudança, a partir de um determinado fenômeno, maior será a taxa de resistência à ela e vice-versa.

Hoje, não vivemos apenas um grande desafio lógico (de compreensão do novo cenário e superação das Sensações Fenomenológicas), mas principalmente psicológico (de superação dos nossos apegos aos valores e paradigmas do passado das Sensações Anomalíacas).

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“A inovação encontra, em seu começo, uma oposição acima de tudo teimosa.”Mises.

Um dos grandes erros dos projetos de inovação, principalmente os disruptivos, é o de não saber escolher o perfil adequado da equipe, principalmente do coordenador.

Podemos dividir, de maneira bem geral, os humanos em dois grandes grupos: os que nascem com Alta Taxa de Inquietude (menos gente) e os que têm Baixa Taxa de Inquietude (muito mais gente).

Parece uma espécie de “arranjo genético”, no qual a sociedade precisa de uma maioria de pessoas para manter a espécie viva, repetindo atividades, mas uma pequena parcela com forte disposição para mudar e inovar.

A Alta Taxa de Inquietude vem de berço e se deve a algum tipo de “processador cerebral” especial, no qual há uma “memória RAM” maior, que já vem na “placa-mãe genética” de cada pessoa.

Uma “memória RAM cerebral” maior permite que a pessoa tenha mais capacidade para perceber a sua própria percepção e, com isso, promover revisões.

Uma “memória RAM cerebral” menor dificulta que a pessoa tenha mais capacidade para perceber a sua própria percepção e, com isso, promover revisões.

Pessoas menos inquietas têm mais facilidade com rotinas e repetições, o que chamamos aqui de alta taxa de Conhecimento em Carrossel, que gira sempre dentro dos mesmos paradigmas.

Pessoas mais inquietas têm menos facilidade com rotinas e repetições, o que chamamos aqui de alta taxa de Conhecimento em Espiral, que gira, quase sempre, dentro de novos paradigmas.

Um dos erros mais grosseiros – e bem comum – é escolher pessoas  com Baixa Taxa de Inquietude para liderar ou gerenciar os projetos inovadores.

O lema principal de uma pessoa com Baixa Taxa de Inquietude, que lidera um projeto de inovação é o seguinte: Inovar pode, mudar jamais!

Uma pessoa com Baixa Taxa de Inquietude tem muito pouco apetite para o risco – está acostumada a repetição – e, por isso, tenderá a deixar o “freio de mão” ligado no projeto inovador.

Pessoas com Baixa Taxa de Inquietude trarão um Ceticismo Tóxico para ideias novas – avessas às experimentações, erros, ajustes e riscos – algo inerente a um projeto inovador.

Cada projeto inovador, tem uma determinada Taxa de Disrupção e quanto mais alta for mais, mais precisará de perfis inquietos e vice-versa.

O grande “pulo do gato” de projetos de inovação recai na escolha adequada da dosagem, entre os perfis mais e menos inquietos, principalmente na liderança do mesmo.

A escolha adequada das Taxas de Inquietude, entretanto, tem que ser complementada por uma Narrativa Inovadora Adequada, mas isso é papo para outro artigo.

É isso, que dizes?

Se você não está entendendo nada do que está ocorrendo. Está de saco cheio de tanto MIMIMI. Se sente uma pessoa inquieta diante da vida. Você precisa conhecer a Bimodais. A sua vida vai mudar! Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“A ciência normal frequentemente suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem necessariamente seus compromissos básicos.”Thomas Kuhn.

A principal descoberta das pesquisas realizadas pelos Bimodais é a seguinte: estruturalmente, no longo prazo, há uma relação entre aumento populacionais, revoluções de mídia e revoluções organizacionais.

Uma Tecnoespécie como a nossa – podem existir outras no universo – é a única no planeta que consegue alterar, de forma estrutural,  os macro modelos de comunicação e administração, pois são tecnológicos.

É nossa Tecno Macro Estrutura de Sobrevivência Mutante, que permite que possamos aumentar o tamanho populacional e continuar sobrevivendo com Patamares de Complexidade cada vez maiores.

Pela ordem, temos como causa e consequência de um Espiral de Sobrevivência Contínuo: mais gente, novas mídias, novos modelos de administração. Novos modelos de administração, mais gente, novas mídias e assim vai…

Uma nova mídia é o Fator Detonante do início de novas Eras Civilizacionais, que permite que possamos criar Modelos de Administração mais distribuídos e, por causa disso, mais sofisticados.

Se analisarmos a Macro-História do Sapiens vamos perceber que os Macro Modelos de Administração que vingam e se disseminam são aqueles que permitem a descentralização das decisões.

Quando aumentamos o Patamar de Complexidade Demográfica, obrigatoriamente, temos que permitir que cada Sapiens participe cada vez mais das decisões de forma individual e coletiva.

Quanto mais gente houver no planeta, mais as decisões precisam ser distribuídas para que se possa melhorar a qualidade de sobrevivência individual e coletiva.

O que temos assistido depois da chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital é a a progressiva Reintermediação das Decisões, através da extinção gradual dos antigos intermediadores.

Temos em curso a primeira fase da Digitalização, quando estamos reintermediando intermediadores operacionais. E, na segunda, ainda incipiente, a reintermediação gerencial, através da Uberização e da Blockchenização – de forma cada vez mais distribuída.

As bases teóricas da formação dos atuais administradores ficaram obsoletas diante do estrutural e, até então, desconhecido fenômeno da Revolução Midiática Civilizacional.

A maior parte dos pensadores e consultores da Administração e dos Negócios ainda não conseguiu fazer a revisão teórica necessária para poder entender as mudanças estruturais que estão em curso.

Os Ubers têm surgido como novos Modelos Administrativos mais Descentralizados, que conseguem entregar muito mais com muito menos. E isso tem reduzido radicalmente a Taxa de Competitividade das Organizações Tradicionais. 

Gradualmente, mais e mais setores estão sentindo a redução do seu espaço no mercado, criando o que podemos chamar de Velha Ordem Civilizacional, que não consegue – e nem quer – entender o que está ocorrente e, por causa disso, se paralisa diante da Nova Ordem.

A Nova Ordem da Civilização 2.0 tem “duas pernas” disruptivas: novos Canais Digitais (computadores e celulares) e uma nova Linguagem – inspirada nos Rastros dos Insetos.

A Nova Ordem da Civilização 2.0 permite nova forma de Comando e Controle Organizacional, que irá, gradualmente, ser utilizada para resolver problemas que eram insolúveis na Velha Ordem.

Vivemos, assim, por causa do novo Modelo de Comando e Controle Digital (inspirado nos Insetos), a maior revolução civilizacional da história do Sapiens.

O nosso principal problema hoje é o seguinte: a atual Revolução Civilizacional é muito rápida, muito disruptiva e muito desconhecida.

O desconhecimento, a rapidez e a disrupção tem provocado uma profunda crise psicológica em quem estava habituado com as regras de Comando e Controle da Velha Ordem.

É preciso ter a noção do tamanho da mudança em curso para poder lidar com ela com adequação. Este tem sido o esforço dos Bimodais.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Estamos saindo de um período de uma certa estabilidade estrutural para uma instabilidade estrutural.

A estabilidade das últimas décadas fez com que todo pensamento da sociedade fosse basicamente trabalhado a partir de fatos.

A nossa forma de pensar é feita basicamente através de percepções e fatos.

Não entendemos que os fatos e percepções foram embalados em determinados paradigmas construídos antes da revolução digital.

Estamos vivendo neste novo século uma mudança estrutural que questiona os nossos paradigmas centrais.

Não adianta analisar os fatos e as percepções se os nossos paradigmas continuam os mesmos.

Quando vivemos mudanças estruturais é preciso revisar paradigmas.

Os paradigmas são construídos a partir de padrões que consideramos “normais”.

Não imaginávamos que a sociedade humana era tão suscetível as mudanças tecnológicas.

Até a chegada do digital, consideramos o ser humano uma espécie basicamente cultural.

Depois do digital é preciso entender o Sapiens como uma técnica espécie que tem uma tecnocultura.

os paradigmas centrais precisam ser revistos Se quisermos entender o que está acontecendo e provavelmente o que vai acontecer.

Não é o mundo que está vivendo uma anomalia. São as nossas teorias.

O problema é que a base da nossa forma de pensar era muito conjuntural, de curto prazo baseado em percepções e fatos.

Precisamos hoje de uma nova forma de pensar, que nos permita realizar revisões estruturais, com visão de longo prazo, baseada em novos padrões.

A partir dessa revisão de paradigmas, podemos recomeçar analisar fatos e termos percepções, mas com ponto de vista completamente diferente.

É isso, que dizes?

“Todas as pessoas têm a sua filosofia saibam disso, ou não.”Karl Popper.

Temos um verdadeiro preconceito quando falamos de Filosofia e não é à toa. Muitos pseudo-filósofos transformaram a Filosofia em algo que não tem nada a ver com a vida.

Podemos dizer que temos a Filosofia de um lado e a vida de outro. E, por causa disso, aumentamos muito a taxa de sofrimento diante das mudanças do mundo Digital.

A Filosofia é um espaço para conversas estruturantes da espécie. Reflexões e respostas para que possamos pensar de forma mais ampla, aberta e no longo prazo.

Vivemos hoje uma profunda crise Civilizacional, na qual a taxa da Filosofia de Qualidade foi ficando cada vez mais baixa.

Motivo?

Aumento populacional, que nos obriga a massificar a produção da informação, de produtos e serviços. E um achatamento da capacidade das pessoas, de maneira geral, em pensar.

Hoje, pensamos de forma muito primitiva, verticalizada, sem capacidade de discernir aquilo que é o que pensamos de dentro para fora do que nos ensinaram de fora para dentro.

Desenvolvemos uma capacidade de pensar voltada para resolver mudanças de curto prazo e conjunturais e estamos perdidos diante da demanda do pensamento de longo prazo e estrutural.

Estamos viciados em analisar fatos com nossas sensações e percepções, quando, diante das mudanças estruturais, precisamos analisar padrões e formular conceitos e narrativas.

Dizem por aí que a Filosofia é o Amor à Sabedoria, o que é falso. Isso é a visão da Filosofia MIMIMI, caixa baixa. A Filosofia é o amor à qualidade de vida, à felicidade, a uma sobrevivência cada vez melhor.

A Filosofia Caixa Alta é aquela ferramenta conceitual fundamental para nos ajudar a entender as mudanças que estão ocorrendo no mundo, apontar as falhas de conceituação e nos ajudar a pensar e agir de forma mais adequada.

Porém, como temos um enorme preconceito contra a Filosofia, desprezamos a chave de fenda e ficamos reclamando depois que não conseguimos apertar bem os parafusos.

É isso, que dizes?

 

 

“Quando alguém aponta o dedo para a lua, o tolo olha para o dedo e o sábio para a lua.”Provérbio Chinês.

O substantivo foi inventado para definir algo permanente: pedra. Já o adjetivo para qualificar a pedra: grande, redonda, pesada, de baixo ou alto valor.

Na Filosofia, os substantivos definem a essência das coisas e dos fenômenos, o que é estruturante na sociedade humana. E os adjetivos aquilo que é conjuntural: verdade (estruturante) absoluta ou provisória (qualificante).

Quando tentamos analisar o futuro é fundamental perceber a diferença entre substantivos e adjetivos. Não podemos definir a sociedade por substantivos, que não variam. Exemplo: sociedade do conhecimento.

Conhecimento, Informação, Redes, por exemplo, são substantivos, pois NÃO existiu e NUNCA existirá uma sociedade humana , que não tenha estes elementos!!!

O fato de termos mais ou menos conhecimento, por exemplo, não pode ser fator que define a sociedade. Fica ligado para não pagar mico: a sociedade do conhecimento é um diagnóstico inadequado!

Vivemos hoje uma profunda crise das Ciências Sociais, pois estamos vivendo uma Revolução Midiática Civilizacional, o mais impactante da espécie, sobre o qual conhecemos muito pouco ou quase nada.

Os futuristas de plantão tentam entender o atual cenário adjetivando substantivos ou substantivando adjetivos, tal como mundo VUCA, BANI, etc. Estão confundindo e não explicando.

A correção dos equívocos dos diagnósticos sobre o mundo atual vem dos estudos da Escola de Comunicação de Toronto, que estuda Revoluções Midiáticas Civilizacionais há mais de 70 anos.

Pierre Lévy, um dos pesquisadores canadenses, dividiu nossa Civilização, de forma mais adequada, em três: Sociedade Oral, Escrita e, agora, Digital.

Note que ao dividirmos a Sociedade pela chegada de novas Tecnologias Midiáticas estamos flexionando de forma adequada os substantivos (sociedade humana) pelos adjetivos (as mudanças de mídia – que de fato se alteram).

Quando aplicamos as mudanças das mídias, como fator adjetivante, começamos a enxergar com mais clareza, pois passamos a ter as flexibilizações no que é REALMENTE estruturante, a saber conhecimento, informação, redes ORAIS, ESCRITAS e agora DIGITAIS.

Mas por que algo que parece tão lógico, tão óbvio, tão simples não é mais difundido na sociedade? Toda a sociedade foi estruturada nos paradigmas das Ciências Sociais, que não consideravam as mídias como fator disruptivo civilizacional.

Os paradigmas – que ficaram obsoletos – das Ciências Sociais, onde se inclui a administração e os negócios, estruturam o sucesso das atuais organizações e as pessoas não querem perder status daquilo que dominavam.

O principal problema para analisar o presente e o futuro já deixou há muito tempo de ser lógico para ser psicológico. Consome-se tudo que reforça meu status quo e se rejeita aquilo que o questiona.

Não queremos montar um “lego” para compreender as atuais mudanças, mas apenas proteger o nosso ego, que não aceita ter que rever valores e paradigmas profundamente consolidados.

São egos perdidos num “tiroteio de cegos” que têm produzido os conceitos, que vão da Sociedade do Conhecimento e da Informação aos VUCAs e BANIs. Cabe a você decidir se vai acordar ou continuar dormindo.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Escrevemos aqui sobre o processo de Conhecimento em Espiral e em Carrossel, que é um jeito de lidar com a melhoria contínua, ou não, de como aprendemos sobre a vida. Neste momento estamos discutindo o “Como conhecemos?”.

Porém, há outro fator importante no processo de aprendizagem, quando avaliamos as causas do processo de Conhecimento, que nos leva à pergunta: “Por que conhecemos?”

E, na resposta à pergunta “Por que conhecemos?”, podemos ter duas definições: o Conhecimento Rabo (o conhecimento com foco para a sobrevivência) e o Conhecimento Cachorro (o conhecimento voltado para ele mesmo).

O Conhecimento Rabo entende o aprendizado como uma ferramenta para o ser humano sobreviver melhor, que tem sempre um determinado foco para a vida.

O Conhecimento Cachorro entende o aprendizado como uma fim em si mesmo, as pessoas aprendem pelo prazer de aprender, sem nenhum foco para a vida.

Obviamente, que você pode ter no aprendizado constante um hobbie, uma forma de passar o tempo, que está distante da sua atividade profissional.

O conhecimento se torna uma espécie de série do Netflix, da qual você tem curiosidade.

É o conhecimento de lazer, por hobbie, por curiosidade pessoal, o que não entra aqui na nossa conversa.

Estamos falando aqui de Conhecimento Profissional, que você utiliza para resolver problemas de adaptação de alguém a determinado fenômeno.

Nestes casos, no Conhecimento Profissional não se pode considerar que o Conhecimento é o próprio objetivo, pois você estuda para servir a alguém. Tanto você, quanto o conhecimento são ferramentas para tornar alguém menos infeliz.

Muito do que se vê e lê hoje em dia na formação dos jovens, principalmente, é o conhecimento voltado para provas e não para que possam ser profissionais melhores.

É isso, que dizes?

À medida que assumimos a responsabilidade por nossa vida, mais poder adquirimos para mudá-la.” – Mark Mason.

Desenvolvemos aqui na Bimodais a Antropologia da Sobrevivência – uma nova ciência, que nos permite comparar diferentes Revoluções Midiáticas.

A Antropologia da Sobrevivência analisa os diferentes aspectos das mudanças estruturais do Sapiens para poder sobreviver de forma mais adequada.

Quando analisamos, sob o ponto de vista da Antropologia da Sobrevivência, vamos reconhecer alguns padrões relevantes na forma como nos adaptamos para sobreviver.

A primeira grande descoberta da Antropologia da Sobrevivência é a nossa característica de Tecno-Espécie – a única que conhecemos, até o momento (podem haver outras no universo).

A segunda descoberta da Antropologia da Sobrevivência é de que não temos limites populacionais, pois conseguimos, via novas tecnologias e novas cosmovisões e ideologias, nos reinventar.

A terceira descoberta da Antropologia da Sobrevivência é de que o aumento populacional nos obriga, mais dia menos dia, a criar ambientes organizacionais mais sofisticados.

Ambientes organizacionais mais sofisticados são aqueles em que cada indivíduo se empodera de mais informação e, com isso, passa a poder participar de forma mais ativa nas decisões individuais e coletivas.

A jornada do Sapiens é feita, assim, dentro de um Espiral Adaptativo, no qual mais e mais temos que ir responsabilizando pessoas para lidar com maior volume de complexidade.

Assistimos no novo século o gradual surgimento de novas tecnologias e ideologias, que visam permitir que cada vez mais gente possa decidir de forma cada vez mais adequada.

A Civilização 1.0 ( que passamos a chamar de Velha Ordem)  nos permitiu uma taxa de participação nas decisões, que se passou a ser incompatível com o novo Patamar de Complexidade Demográfica.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital tem como grande objetivo sistêmico (de forma espontânea) equilibrar complexidade com participação nas decisões.

Repare que tudo que grande parte do que chamamos de inovação organizacional vai na direção da Reintermediação primeiro operacional (digitalização) e depois gerencial (uberização e blockchenização).

Não é possível entender o futuro sem que se tenha uma nova ciência, tal como a Antropologia da Sobrevivência, que nos permite rever os padrões de como nos adaptamos no tempo.

Há um grande desafio da adaptação objetiva e subjetiva na passagem da Civilização 1.0 para a 2.0, na qual temos que aumentar, de forma radical, a nossa capacidade de decidir melhor.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Temos visto aqui que o Sapiens, a única Tecnoespécie conhecida, até então, precisa descentralizar decisões para viver melhor.

Isso NÃO é uma ideologia política, social ou econômica, mas um padrão constatado no estudo das civilizações que geraram maior prosperidade.

Porém, quando falamos em descentralização é necessário precisar  do que exatamente estamos falando. Descentralizar é reintermediar as decisões de um determinado centro para as pontas.

Quando falamos em Reintermediar Decisões não estamos nos limitando a decisões políticas, mas principalmente Reintermediação de Decisões de Consumo.

Quanto mais determinado grupo de pessoas possa consumir de forma descentralizada, mais poderá lidar de forma adequada com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais permitem Descentralizações Estruturais. Ideologias, por exemplo, possibilitam Descentralizações Conjunturais.

O que estamos vivendo hoje com a chegada da Revolução Midiática Civilizacional Digital é a passagem de uma Descentralização Sonora (baseada nas mídias antigas) para uma Descentralização por Rastros (baseada nas novas mídias).

Estamos modificando de forma disruptiva e exponencial a descentralização, migrando de um DNA mamífero para um mais próximo dos insetos.

A Descentralização por Rastros permite que tenhamos uma escalada inusitada do aumento de participação nas decisões.

É um processo de Reintermediação Disruptivo, no qual cada pessoa nunca teve tanto poder de decisão como agora.

E o processo da Descentralização por Rastros está apenas começando: temos já a Uberização que é o uso distribuído da Linguagem dos Rastros, em Plataformas Centralizadas.

E ainda a Blockchenização que é o uso distribuído da Linguagem dos Rastros, em Plataformas Descentralizadas – quando a Revolução Civilizacional inicia a GRANDE RUPTURA.

É isso, que dizes?

 

“As evidências demonstram que pensamos muito menos do que acreditamos.”Taleb.

De maneira geral, nossa tendência é desenvolver alta taxa de Conhecimento em Carrossel, já que a sociedade precisa de algum tipo de repetição na forma de pensar e agir para que possamos sobreviver.

A maior parte das pessoas opera com alta Taxa de Conhecimento em Carrossel – aquele que, em geral é muito mais repetitivo do que criativo.

Criamos algumas premissas e hábitos e passamos a girar em torno deles sem grandes modificações, sempre voltando ao mesmo ponto numa espécie de Carrossel.

Um Carrossel gira sempre sobre o mesmo eixo horizontal e um espiral, apesar de repetir movimentos circulares, roda sobre um eixo acima, num processo aperfeiçoamento contínuo.

No processo de Conhecimento em Espiral há um espaço maior para aperfeiçoamentos, pois apesar de uma certa repetição, há sempre uma espécie de rotina criativa.

Existem algumas questões relacionadas a estes dois tipos de processos de Conhecimento (em Carrossel e em Espiral).

  • Fontes de Informação;
  • Processador e Memória RAM genéticas;
  • Tipos de Conhecimento e Revoluções Midiáticas

O aumento da taxa do Conhecimento em Espiral está relacionada à diversidade e procura constante por fontes de informação de qualidade.

Me diga que tipo de fontes de informação você usa e a forma com as atualiza e te direi que tipo de processo de conhecimento você pratica: o do Carrossel ou do Espiral.

Pessoas que praticam alta taxa de Conhecimento em Carrossel não modificam quase nunca as fontes de informação e, em geral, são fontes mais tradicionais, que reforçam, quase sempre, o senso comum.

Pessoas que praticam alta taxa de Conhecimento em Espiral  modificam com mais constância as fontes de informação e, em geral, são fontes menos tradicionais, que procuram, quase sempre, apresentar um senso incomum.

Há também uma característica genética nesse processo dos processo de conhecimento.

Há pessoas que nascem com um tipo de “processador“, que tem uma “memória RAM” maior e gostam (têm necessidade vital) de desafiar a percepção constantemente. São os que praticam as maiores taxas do Conhecimento em Espiral. São os inquietos.

Há pessoas que nascem com um “processador“, que tem uma “memória RAM” menor e NÃO gostam (têm aversão) de desafiar a percepção constantemente. São os que praticam as maiores taxas do Conhecimento em Carrossel. São os menos inquietos.

Note que não estamos falando em ambos os casos (mais inquieto e menos inquieto) de ser mais ou menos inteligente, mas de maior ou menor empatia por questões mais abstratas e criativas.

Fontes de informação repetidas geram pensamentos repetidos. Por isso, para subir a Taxa do Conhecimento em Espiral é sempre bom estar aberto a novas fontes de informação, que questionam as percepções existentes.

Durante Revoluções Midiáticas há um acelerado processo de alteração da taxa de geração e atualização de novos conhecimentos na sociedade.

O que no passado era aceitável em termos de taxa de conhecimento em Carrossel não é mais. Há uma necessidade de aumento constante de modificações. Os menos inquietos precisam aumentar a sua taxa de inquietude.

Hoje em dia, as taxas de Conhecimento em Carrossel média, que eram consideradas “normais” precisam de um ajuste, pois é preciso uma atualização muito maior do que antes da Revolução Midiática.

Hoje em dia, as taxas de Conhecimento em Espiral média, consideradas “normais” no passado precisam também de um ajuste, pois é preciso uma atualização muito maior do que antes da Revolução Midiática.

Perfis mais operacionais, em geral, trabalham com Conhecimento em Carrossel e os mais estratégicos (criadores de novos produtos e serviços) demandam mais o Conhecimento em Espiral.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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“A emergência do ciberespaço acompanha, traduz e favorece uma evolução geral da civilização.”Pierre Lévy.

Temos batido numa mesma tecla por aqui: a chegada da Internet colocou as Ciências Sociais numa profunda crise de paradigmas – numa anomalia científica.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática Civilizacional – um raro Fenômeno Social Recorrente – o mais impactante da civilização humana, sobre o qual conhecemos muito pouco ou quase nada.

É o total desconhecimento dessa disruptiva mudança estrutural da sociedade (chegada e massificação de nova mídia), que tem provocado tanta confusão em diversas áreas das nossas vidas.

As mídias – temos também repetido isso por aqui – são o DNA de uma Tecnoespécie, que estruturam e reestruturam a forma como organizamos a sociedade.

Me mostre as mídias de uma Tecnoespécie (podem existir outras pelo universo) que te direi como a sociedade é organizada.

As mídias marcam, assim, o início e o fim de Eras Civilizacionais e permitem que tenhamos ambientes organizacionais mais sofisticados.

Entendo ambientes organizacionais mais sofisticados aqueles nos quais o Sapiens consegue participar mais das decisões e, por causa disso, lidar com uma taxa maior de complexidade.

Novas mídias empoderam as pessoas de informação, com o tempo, passam a ter mais capacidade de decidir e, por causa disso, a espécie pode lidar com uma taxa maior de complexidade.

Quando temos ambientes organizacionais mais sofisticados, conseguimos aumentar o Patamar Demográfico, o que nos leva a ter necessidade de novas mídias, num Espiral Adaptativo Contínuo.

Os estudos da antiga Escola de Comunicação de Toronto, que analisam Revoluções Midiáticas há várias décadas podem ser comparados às descobertas de Darwin sobre a nossa Tecnoespécie.

O fator decisivo para termos (seja pessoas ou grupos) uma estratégia mais adequada no futuro é ter um diagnóstico mais preciso do que estamos passando neste início de século.

Uma estratégia mais adequada sobre o futuro passa OBRIGATORIAMENTE pelos ajustes filosóficos e teóricos propostos pelos pensadores da Escola de Comunicação de Toronto, que estão sendo aperfeiçoados pela Bimodais aqui no Brasil.

É isso, que dizes?

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“Todas as pessoas se utilizam da filosofia saibam disso, ou não.”Karl Popper.

A filosofia é o ambiente em que se fornece respostas às perguntas estruturais para que o Sapiens possa viver melhor.

A Filosofia não foi inventada pelos gregos. Os gregos apenas organizaram melhor uma conversa que já vinha rolando, desde que o Sapiens é Sapiens.

Este espaço de perguntas e respostas estruturantes visa ajudar a cada cidadão e a própria espécie a procurar caminhos melhores de sobrevivência.

As perguntas estruturantes principais são:

  • Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?
  • Como nos adaptamos ao longo do tempo?
  • Como ser mais feliz?
  • Como organizar melhor a sociedade?
  • O que é mais verdade e menos mentira?

Note, assim, que a Filosofia não foi INVENTADA.

Ela sempre existiu como um espaço de conversas sobre determinados temas mais existenciais, profundos e estruturantes da espécie.

O que os gregos fizeram foi dar um nome para esse tipo de conversa, que depois foi tendo continuidade.

Podemos dizer que a Filosofia ganhou este nome, pois foi a primeira vez que se levou estas conversas mais a sério, de forma mais estruturada.

A demanda, entretanto, por um espaço para responder a estas questões sempre existiu e sempre existirá.

É isso, que dizes?

 

 

“Uma nova verdade científica não triunfa porque os que se opunham a ela veem a luz e saem convencidos, mas porque eles acabam morrendo e surge uma nova geração mais familiarizada com ela.”Thomas Kuhn.

Ciência, seja ela qual for, estuda fenômenos. Basicamente, a sua essência (o que é e o que não é?) e as respectivas mutações (quais são os fatores causantes, detonantes e consequentes?) para chegar ao “como agir?” diante deles (o fator atuante).

As Ciências Sociais, aquelas que analisam fenômenos humanos, estão em crise diante da Revolução Midiática Civilizacional Digital – o que nosso Titio Thomas Kuhn conceituou de Anomalia Científica.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital tem demonstrado que o Sapiens vive mudanças profundas, a partir da chegada de novas mídias – E ISSO NÃO ESTAVA PREVISTO NAS CIÊNCIAS SOCIAIS!!!

Vivemos hoje, saibam disso, a maior crise paradigmática das Ciências Sociais, desde que começamos a teorizar sobre a sociedade.

Note que a Administração e os Negócios fazem parte do que podemos chamar do grande escopo das Ciência Sociais (todos os fenômenos criados pela nossa própria espécie).

A inusitada e disruptiva Revolução Midiática Civilizacional Digital abriu uma crise profunda nas Ciências Sociais, aonde, entre outras, está a Ciência da Administração.

A Ciência da Administração não tinha no seu escopo filosófico/teórico – até aqui – o papel que exerce a mídia nos Modelos Administrativos de plantão.

As mídias (tecnologias responsáveis pela interação humana) são uma espécie de “placa-mãe”, um “DNA social”, que organiza a sociedade humana e os respectivos modelos administrativos.

Quando surgem novas mídias na sociedade, temos a possibilidade de criar novos modelos, baseados em um novo DNA Administrativo.

NÃO podemos dizer que as atuais Organizações Uberizadas são apenas novos modelos de negócios, são também, mas são, PRINCIPALMENTE, NOVOS MODELOS ADMINISTRATIVOS.

Os Ubers têm um DNA Administrativo diferente, pois, por causa das novas possibilidades midiáticas, têm uma nova forma de comando e controle dos processos.

Os Ubers podem ser chamados de Curadoria (novo DNA Administrativo) e o que se pratica hoje no mercado é Gestão (o conhecido DNA Administrativo).

Se você plantar um “pé de gestão” nunca vai nascer uma “árvore uberizada“, pois são DNAs administrativos diferentes!!!

Anote:  as bases estruturantes da formação em administração dos atuais gestores – por causa do atual fenômeno Digital – ficou obsoleta!!!

Vou “desenhar”:  que você aprendeu até aqui nos cursos de administração – que continuam sem fazer a revisão necessária – não vai te ajudar a agir no futuro!

Para fazer uma camiseta: as teorias estruturantes da Ciência da Administração ficaram obsoletas diante da Revolução Digital!

Os Modelos de Administração que praticamos são filhos das mídias e não os pais. Quando mudam as mídias, temos um novo DNA Administrativo, que é diferente do anterior.

É preciso uma revisão completa das Teorias Estruturantes da Administração, pois estamos assistindo a maior revolução administrativa da história do Sapiens – e as pessoas não estão conseguindo enxergar.

É isso, que dizes?

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O ser humano é uma espécie não automática. Não atua por instinto, mas precisa decidir, a partir de reflexões.

Podemos dizer que nossas vidas é uma estrada repleta de encruzilhadas diárias, que vão definindo a qualidade da nossa vida.

Da hora que você acorda, até dormir, você deve tomar centena de decisões, sem perceber.

Todas as decisões que tomamos, em alguma medida, tem aspectos mais estruturais e mais conjunturais.

Quanto mais uma decisão é permanente, mais estrutural ela é e mais precisamos de conceitos filosóficos.

A filosofia é uma espécie de “sala de perguntas e respostas”, que nos ajuda em questões mais estruturais das nossas vidas individuais e coletivas.

Não existe, portanto, uma pessoa afilosófica, o que existe são pessoas mais conscientes ou menos conscientes das diferentes opções das encruzilhadas estruturais.

Na Bimodais, definimos que vivemos dentro de um edifício do pensamento, no qual há diferentes níveis encadeados de decisão.

Todo o problema operacional, no fundo, é o resultado de uma decisão filosófica tomada muito antes, que agora está sendo testada.

Assim, a Filosofia NÃO É um espaço de conversa jogada fora, mas respostas que são fornecidas num determinado momento, que têm consequências mais adiante.

Quanto mais eficaz são as Respostas Filosóficas e depois Teóricas, Metodológicas e Operacionais mais uma pessoa ou um grupo terá melhor qualidade de vida e vice-versa.

O que está se falando aqui, portanto, é de uma Filosofia Aplicada, voltada para a sobrevivência, vertical, operacional, que nos ajuda a viver melhor.

O resto que existe por aí é MIMIMI.

É isso, que dizes?

“Ao criarmos novas tecnologias, reescrevemos o plano do mundo.”Peter Thiel.

Antes de qualquer coisa, tire da sua mente de que tecnologia é só computador e celular. Tudo que NÃO nasce em árvore é tecnologia!

Tecnologias são próteses humanas de diferentes tipos, que são naturalizadas, civilizadas, tornada invisíveis pelo Sapiens.

Quanto mais próteses (tecnologias) o ser humano estiver “usando”, mais passamos a depender das mesmas.

Quanto mais próteses (tecnologias) o ser humano estiver “usando”, mais as alterações tecnológicas serão alterações sociais.

Podemos dizer que nossa Taxa de Tecno-mudanças vem aumentando em ritmo acelerado nas últimas décadas, pois estamos usando cada vez mais tecnologias.

Toda vez que uma tecnologia é atualizada com novas possibilidades, o ser humano se potencializa, passa a poder fazer o que antes não era possível.

Assim, uma sociedade mais tecnológica é NECESSARIAMENTE uma sociedade mais mutante e inovadora.

De todas as tecnologias utilizadas, entretanto, nenhuma delas é tão impactante para a sociedade quanto as mídias.

Mas isso é papo para outro artigo.

É isso, que dizes?

 

É claro que não se poderia esperar que o cortador de gelo inventasse o refrigerador.Thomas Kuhn.

Nem todo mundo tem a mesma dificuldade ou facilidade para mudar.

Podemos dividir as pessoas diante das mudanças em dois grandes grupos: os “mudançofóbicos” (que detestam) e os “mudancistas” (que adoram).

Os mudançofóbicos são aqueles que apreciam mais a estabilidade, a normalidade e as rotinas repetidas. Os mudancistas são aqueles que apreciam mais a instabilidade, a anormalidade e as rotinas criativas.

Obviamente, que existem vários tipos de mudança. Tem gente que pode não gostar de NENHUMA mudança na rotina do trabalho, mas adorar viajar para lugares diferentes e vice-versa.

Um dos principais problemas de projetos de inovação é justamente este: a escolha inadequada dos perfis em relação às mudanças para “tocar” o projeto.

Quanto mais disruptivo for um projeto de inovação, menos pode haver mudançofobia e mais tem que estar presente o espírito mudancista.

Mudançofóbicos são um verdadeiro “remédio” para rotinas repetitivas, que exigem que a pessoa faça todos os dias as mesmas coisas sem grandes invenções.

Mudançofóbicos são um verdadeiro “veneno” para projetos ou rotinas, que exigem que a pessoa modifique algo todos os dias.

Porém, vivemos hoje uma mudança no ritmo das mudanças. Mais gente no planeta demanda mais tecnologias. E quanto mais tecnologias houver na sociedade, mais instável será o ambiente social.

Hoje, com a chegada do Digital estamos vivendo uma mudança estrutural no ritmo das mudanças. Mesmo os Mudançofóbicos precisam aprender a mudar.

Apaixonados por mudanças têm tido mais facilidade nesse novo cenário e, por sua vez, o Mudançofóbicos mais dificuldade. Porém, ambos têm que se acostumar com o novo ritmo.

É preciso um esforço em várias áreas e de diferentes profissionais para dar apoio às pessoas para se adaptar a nova taxa de adaptabilidade.

É isso, que dizes?

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“A ciência é a aquisição de conhecimento mais confiável sobre o mundo.” Jared Diamond.

O Futuro não é em si um problema para o ser humano. O problema é que precisamos tomar muitas decisões em função dele.

Quanto mais uma pessoa ou grupo de pessoa “deixar a vida o levar” (Alta Taxa de Zecapagodismo), menos se preocupará em analisar o futuro e vice-versa.

O Futurismo é uma Ferramenta Científica que procura criar regras de análise para gerar cenários, que possam colaborar com decisões de mais qualidade.

O objetivo do Futurismo (caixa alta) não é, em absoluto, prever fatos, mas ir desvendando padrões e apontar micro, meso e macrotendências.

O Futurismo entrega tendências (micro, meso e macro) para que pessoas e grupos possam evitar riscos e se aproveitar de oportunidades.

A sociedade humana tem dois tipos de fenômenos, que modificam seu futuro: as conjunturais (com impacto de micro e médio prazo) e as estruturais (de longo).

As mudanças conjunturais são mais corriqueiras e mais estudadas, pois são percebidas de forma mais fácil pelas pessoas.

As mudanças estruturais são mais raras e menos estudadas, pois são percebidas de forma mais difícil pelas pessoas.

Vivemos neste início de século uma profunda crise das decisões, pois vivemos o início de uma Revolução Midiática Civilizacional – fenômeno estrutural muito pouco estudado.

Podemos afirmar, aliás, que uma Revolução Midiática Civilizacional é o Fenômeno Social Endógeno (criado por nós) com mais impacto de todos que o Sapiens pode experimentar.

Assim, temos um grande paradoxo neste início de século: estamos vivendo uma Revolução Midiática – fenômeno mais impactante da espécie – e sobre ele sabemos muito pouco ou quase nada.

O Futurismo que está se praticando no mercado é para Fenômenos Conjunturais com impactos de curto e médio prazo, ignorando as alterações estruturais, que estamos assistindo.

O Futurismo (caixa alta) precisa alertar a seus clientes dos diferentes tipos de tendências, sempre começando pela maior (de longo prazo) e seus impactos nas menores (de curto e médio).

Um Futurismo de qualidade (que consiga perceber as mudanças estruturais de forma consistente) passa a ser o principal diferencial competitivo para pessoas e grupos.

O mercado hoje está consumindo um Futurismo de baixa qualidade e, por causa disso, tem tomado decisões na mesma proporção.

É isso, que dizes?

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“O século XXI será uma época maravilhosa para se viver.” Matt Ridley.

Quais são os índices sociais que fazem a diferença para podermos dizer que o futuro será melhor ou pior? Que teremos mais ou menos prosperidade?

Matt Ridley no livro “O Otimista Racional” tem uma teoria eficaz, da qual eu compartilho: quanto mais trocas houver entre os Sapiens, mais haverá prosperidade e vice-versa.

O que Ridley defende é o seguinte: quando determinado grupo de Sapiens, por motivos ideológicos ou tecnológicos, consegue aumentar o índice de trocas, a taxa de prosperidade aumenta.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais, como a que estamos vivendo agora, permitem o aumento das trocas, de Inteligência Coletiva da sociedade.

A comparação com o passado nos mostra que nestes momentos de aumento da Taxa de Inteligência Coletiva há a ampliação da taxa de interação humana, que nos leva ao aumento da taxa de inovação e de criatividade ideológica e tecnológica.

As mídias têm limitações na capacidade de permitir interações entre as pessoas. Quando estas limitações são quebradas – pela chegada e massificação de novas mídias – temos o aumento da taxa de interação e, por sua vez, da prosperidade.

Podemos chamar estes período pós- Revoluções Midiáticas de Renascenças Civilizacionais, nos quais se abre um novo ciclo de Interação Humana, aumentando exponencialmente a Inteligência Coletiva.

Muitos dirão que vivemos hoje uma verdadeira “Bagunça Civilizacional”, mas é um momento de adaptação entre uma Velha Ordem Informacional Organizacional e a Nova.

Muitos questionam essa visão otimista de Ridley (da qual compartilho), pois permanecem com uma análise conjuntural (mais baseada em percepções do que em comparações históricas) sobre a sociedade num momento de profunda mudança estrutural.

As pessoas, quando se defende um prognóstico otimista para este novo século, dizem que não “estou vendo ou sentindo isso”. Porém, mudanças estruturais da civilização devem ser analisadas na comparação histórica, com fenômenos similares do passado.

O Século XX, por exemplo, foi um período difícil para a espécie com dois fenômenos estruturais que geraram muito sofrimento: o aumento populacional e em paralelo mídias concentradas, que reduziram a Taxa de Interação.

O Século XXI mantém a taxa de aumento populacional, porém com mídias descentralizadas e distribuídas, gerando esse boom inovador, que todos estão assistindo.

Não será, assim, a mídia que irá aumentar a taxa de prosperidade, mas o aumento exponencial da Inteligência Coletiva, que vai gerar mais e mais Ordens Espontâneas, com soluções de problemas vindo de baixo para cima.

É o aumento radical de interação humana – fruto da chegada do Digital – que vai nos levar a minimizar uma série de problemas, que, até então, não tinham saída, através da criação e disseminação de novas ideologias e tecnologias.

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Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.” – John Locke.

Profissional, do meu ponto de vista, é aquele que se prepara para ajudar clientes a lidar de forma mais adequada com determinados fenômenos, que o incomodam.

Desenvolvemos aqui na Bimodais o Triângulo do Profissional de Excelência, no qual temos: o fenômeno (vértice 1), os conceitos/métodos/tecnologias (vértice 2) e a psicologia do cliente (vértice 3).

Um Profissional de Excelência, portanto, não é alguém que trabalha em um setor, num assunto, num lugar, mas aquele que ajuda clientes a manter um determinado Triângulo de Excelência equilibrado.

Quando  queremos promover nosso auto aperfeiçoamento é preciso entender que vamos estudar, em momentos diferentes, os três vértices do Triângulo de Excelência.

Uma coisa é o fenômeno, outra bem diferente são as ferramentas que vamos utilizar para ajudar o cliente e outra ainda mais distinta é a Psicologia do Cliente com suas objetividades e subjetividades.

Mas como definir qual é o SEU  Triângulo de Excelência?

Todo Profissional de Excelência precisa, antes de tudo, definir a sua Pergunta-Foco, algo do tipo: “Eu ajudo (quem é o cliente?) a lidar melhor com (qual é o fenômeno?)”. 

No meu caso, eis a minha Pergunta-Foco: “Eu ajudo pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o mundo digital”.

Toda o acesso a novos conteúdos (seja em que formato estiver) irá na direção de preparar Repostas Progressivas a essa Pergunta-Foco, criando uma “Personal Narrativa Profissional”.

Na Personal Narrativa Profissional você vai procurar desenvolver progressivamente Respostas Progressivas sobre os três vértices do Triângulo de Excelência.

O que você aprendeu ao longo da sua Jornada Profissional sobre: o fenômeno, os conceitos, métodos e tecnologias para que o cliente se adapte melhor a ele e sobre a psicologia do cliente (dificuldades objetivas e subjetivas que vão sendo desvendadas).

O objetivo do Triângulo do Profissional de Excelência é organizar o aprendizado para que se possa separar o joio do trigo e não colocar os bois na frente dos carros.

A taxa de demanda por Profissionais de Excelência está crescendo muito agora no Digital, pois quanto mais competitivo é o mercado, mais é preciso criar um diferencial.

No Digital temos este um aumento exponencial pela Excelência, pois o cliente passou a ter: mais informação, mais opções e a possibilidade, cada vez maior, de avaliar profissionais, através de Plataformas Curadoras (Uberizadas).

Quando define o seu Triângulo, o Profissional de Excelência sai de uma visão primitiva da atividade profissional e se sofistica. Resta ainda se apaixonar pela missão, mas isso é papo para outro artigo.

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As pessoas não resistem às mudanças. Elas resistem a ser mudadas.” – Anônimo.

Se investe muito em tudo, mas muito pouco no que podemos chamar na Psicologia da Mudança Estrutural – um estudo e ação mais eficaz de como ajudar as pessoas a promover mudanças mais profundas.

Vivemos hoje a passagem de uma Civilização, com um modelo de comando de controle mais vertical para um muito mais horizontal e isso é o grande “nó” das mudanças. Exige grande adaptação das pessoas.

Exige quebra de valores mais estruturais e menos conjunturais.

(Taleb chama o que estamos passando de Cisne Negro de longo prazo.)

Para começar a desatar esse “nó” diante das mudanças estruturais precisamos entender, que o ser humano tem dois dois níveis de verdades/paradigmas/valores: os operacionais e os filosóficos.

Verdades/paradigmas/valores operacionais são mais conscientes e oferecem mais facilidade de mudança. Já verdades/paradigmas/valores filosóficos são mais inconscientes e difíceis de mudar.

Verdades/paradigmas/valores operacionais foram criados e absorvidos mais recentemente, são mais conjunturais. Verdades/paradigmas/valores estruturais/ filosóficos são mais antigos, mais estruturais.

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie mutante nos deparamos com fenômenos humanos (criados por nós) ou não humanos (vindos da natureza) que questionam nossas verdades/paradigmas/valores.

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie Mutante nos deparamos com fenômenos conhecidos (que conhecemos bem os padrões) ou desconhecidos (que não conhecemos bem os padrões) que questionam nossas verdades/paradigmas/valores.

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie Mutante nos deparamos com fenômenos velozes (que nos obrigam a mudanças rápidas) ou mais lentos (que nos dão mais tempo de nos adaptar).

Em determinados momentos da nossa jornada de Tecnoespécie Mutante nos deparamos com fenômenos mortais (que podem causar mortes) ou não mortais (que podem alterar a vida, mas não matar pessoas).

Quanto mais veloz, desconhecido, mortal, não humano for o fenômeno, mais teremos a Sensação de Mudança Exógena (vinda de fora para dentro)  que demanda uma taxa maior de adaptação.

Quanto menos tempo temos de nos habituar a mudança mais teremos a sensação de Mudança Exógena (vinda de fora para dentro) que demanda uma taxa maior de adaptação.

Quanto mais tivermos a possibilidade de controlar as mudanças, mais haverá a Sensação da Mudança Endógena (de dentro para fora).

Quanto mais tempo temos de nos habituar a mudança, mais teremos a sensação da Mudança Endógena (de dentro para fora) – o que reduz a taxa de adaptação.

A Pandemia, por exemplo, desperta uma Sensação de Mudança Exógena, pois são rápidas e obrigatórias – ainda com o risco da mortalidade, que aumenta muito mais esse sentimento.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital, também desperta uma Sensação de Mudança Exógena, mesmo que mais lenta e menos obrigatória, se comparada à Pandemia.

Quanto mais o novo fenômeno questionar nossos verdades/valores/paradigmas e nos obrigar a mudar, maior será a taxa de resistência a ele e maior será a Sensação de Mudança Exógena.

Mudanças como a Pandemia e a Revolução Midiática Civilizacional Digital despertam a Sensação de Mudança Exógena, que exige alterações estruturais nas verdades/valores/paradigmas.

É preciso não só conhecer os padrões dos Fenômenos que causam a Sensação de Mudanças Exógenas, mas também termos um arsenal de ações no campo da Psicologia das Mudanças, que nos ajude a lidar melhor com tudo isso.

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“Não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras.”Gil Giardelli.

O Sapiens, diferente dos outros animais, é uma Tecnoespécie e pode experimentar gradualmente alterar o Tecno Modelo de Comunicação e Tecno Modelo de Sobrevivência.

Se tivermos que apontar a maior mudança que estamos passando entre tantas, com certeza, é o surgimento gradual de um novo Modelo de Comando e Controle baseado agora nos Rastros, inspirado no das formigas.

O Sapiens, portanto, não tem um Macro Modelo de Sobrevivência “natural”, mas Tecno-Ideológico, que vai se adaptando, conforme necessidade, ao longo da nossa jornada.

Nossa espécie vive em Tecno Ambientes Civilizacionais, que nos permitem aumentar a população e, por causa disso, somos obrigados, a criar novas mídias.

As mídias, assim, são Tecnologias Centrais, o ponto de partida de novas civilizações, que se iniciam com um novo Macro Modelo de Comunicação e depois, com a sua massificação, a disseminação gradual de um novo Macro Modelo de Sobrevivência.

Lobos, por exemplo, se comunicam pelos sons. O Modelo de Comunicação dos lobos define o Modelo de Sobrevivência, com um  Modo de Comando e Controle mais vertical.

O Modo de Comando e Controle Sonoro, ao estilo dos Lobos, define a necessidade de líderes-alfas e limita, por causa disso, a quantidade máxima de membros daquela espécie.

Formigas, por sua vez, se comunicam por Rastros. O Modelo de Comunicação das formigas define o Modelo de Sobrevivência, com um  Modo de Comando e Controle mais horizontal.

O Modo de Comando e Controle por Rastros, ao estilo das Formigas, define a não mais necessidade de líderes-alfas e amplia, por causa disso, a quantidade máxima de membros daquela espécie.

Um formigueiro pelo uso da Linguagem dos Rastros consegue manter vivos milhões de membros. Já os lobos, por usarem Linguagem Sonora, tem um limite máximo em torno de cinquenta membros.

As espécies animais não tecnológicas definem o Modelo de Sobrevivência, com respectivo Modo de Comando e Controle, conforme o número de membros.

As espécies animais tecnológicas, como o Sapiens (pode haver outras no universo) são OBRIGADAS  alterar o Modelo de Sobrevivência, com respectivo Modo de Comando e Controle, conforme amplia o número de membros.

Quanto mais membros houver numa espécie, mais horizontal terá que ser o Modelo de Comunicação e de Sobrevivência e o respectivo Modo de Comando e Controle.

As outras espécies não escolhem ou criam os Modelos de Comunicação ou de Sobrevivência e respectivo Modo de Comando e Controle, pois são automáticas, genéticas.

O Sapiens, por ser uma Tecnoespécie, conforme vai aumentando o número de membros precisa desenvolver tecnologias e ideologias,  que permitam ir criando modelos de Comando e Controle mais horizontais.

A horizontalização dos Modelos de Comando e Controle do Sapiens (novas tecnologias e ideologias) vai sendo implantada, gradualmente, através da experimentação.

O grande segredo das novas Plataformas Digitais Curadoras (Uberizadas) está justamente no uso intensivo do novo Modo de Comando e Controle por Rastro, inspirado nas formigas.

Vivemos hoje a maior disrupção administrativa da história do Sapiens, pois, até aqui, as inovações que fizemos foram na da horizontalização gradual do Modo de Comando e Controle Sonoro, ao estilo dos Lobos.

Com a Uberização (Curadoria), o ser humano deu o primeiro passo na direção da passagem do Modo de Comando e Controle dos Lobos (sonoro/liderança verticais mais estabelecidas) para o Modo Formiga (Rastros/lideranças horizontais e contextuais).

Vivemos hoje o momento de criação de novas Ideologias Estruturais para que nossos Corações e Mentes possam aceitar e adotar o novo Modo de Comando e Controle mais horizontal do Sapiens.

O novo Modo de Comando e Controle mais horizontal do Sapiens será cada vez mais disseminado, pois consegue resolver problemas antes impossíveis com o anterior.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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Deve-se viver para procurar a verdade, não para ter razão.” – Valério Albisetti.

Diferente dos outros animais, o Sapiens não sobrevive de forma automática. Precisa tomar decisões para viver melhor (Leia mais sobre isso com nossa Titia Ayn Rand).

Existem algumas opções na hora de decidir: ter certezas absolutas, dúvidas absolutas ou a Certeza Provisória Razoável, algo que fica entre as duas primeiras.

Certeza é sinônimo de convicção. Para decidir, é preciso sim se basear em alguma convicção. Porém, deve se saber que toda convicção, seja ela qual for, tem alguma taxa de incerteza – é provisória.

Certezas (convicções) são processos, pois todo conhecimento é progressivo, precisam ser reavaliados, a partir de novos “inputs”, que nos levam a novas convicções.

Um Profissional de Excelência precisa sempre ter Convicções (Certezas) Provisórias, pois a decisão de agora será baseada na “versão decisória” de hoje, que será atualizada para a “versão decisória” de amanhã.

A consciência de que decisões, opiniões, convicções são sempre provisórias é algo fundamental para que tenhamos uma baixa taxa de apego às mesmas, deixando margem para atualização constante.

Razoável – o terceiro elemento da nossa proposta filosófica para decisões mais adequadas –  é algo logicamente plausível, que faz sentido, bem estruturado do ponto de vista conceitual, que permite nos relacionar melhor com a realidade.

“Mais lógico” é aquilo que se mostra mais adequado na relação Sapiens-Realidade, o que causa mais felicidade (a partir dos critérios de cada um de mais conforto).

A Certeza Provisória Razoável é, assim, uma proposta mais adequada de conduta filosófica para que você possa tomar decisões melhores na sua vida de maneira geral.

A Certeza Provisória Razoável é, assim, uma proposta de conduta filosófica em espiral, na qual você vai aprendendo, conforme vai se informando e se relacionando com a realidade.

A Certeza Provisória Razoável é, assim, uma proposta de conduta filosófica em “Espiral”, que vem combater uma conduta em “Carrossel”, no qual a pessoa perdeu a capacidade de rever as próprias convicções.

E aí temos dois tipos de convicções: as opiniões e os valores, uma mais superficial e outra mais profunda, mas isso, é papo para outro artigo.

É isso, que dizes?

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É impossível estabelecer um diálogo com alguém a respeito de crenças e conceitos que não foram adquiridos por meio da reflexão.” – Carlos Ruiz Zafón.

Há. a meu ver, três tipos de interação com outras pessoas: diálogos criativos, bate papos superficiais e conversas tóxicas.

Nos Diálogos Criativos, os participantes têm conceitos consolidados, porém com abertura para modificá-los, a partir de argumentos razoáveis.

Em Diálogos Criativos, ambas as partes saem do encontro fortalecidos do ponto de vista das respectivas narrativas sobre a realidade. Há uma saudável troca de conceitos.

Nos Diálogos Criativos, em geral, se fortalece a Felicidade Estrutural – aquela que nos traz contentamento e está ligada à nossa estratégia mais geral de vida.

Nos Bate Papos superficiais, os participantes não trocam conceitos, falam apenas de trivialidades, de ocorridos. Ambas as partes, saem do encontro satisfeitos do ponto de vista das emoções.

Nos Bate Papos superficiais, em geral, se fortalece a Felicidade Conjuntural – aquela que nos traz alegrias momentâneas e passageiras.

Nos Diálogos Tóxicos, se tem a pretensão da troca de conceitos, mas isso se torna impossível, pois um ou ambos não estão abertos a rever conceitos, a partir de argumentos razoáveis.

Ambas as partes, saem do encontro insatisfeitos tanto do ponto de vista da alegria, quanto do contentamento, não havendo o fortalecimento das Felicidades (nem a Estrutural e nem a Conjuntural).

Para que haja um Diálogo Criativo as opiniões sobre determinado aspecto da realidade precisam ser defendidas, a partir de argumentos razoáveis – o que podemos chamar de Bases Argumentativas Consistentes.

Muitas vezes as opiniões são emocionais, uma percepção pouco refletida, no qual a pessoa que pretensamente quer dialogar não amadureceu as Bases Argumentativas, porém não está disposta a revê-la.

Em um Diálogo Criativo se pressupõe que ambas as partes estão em processo de Conhecimento em Espiral (em modificação) e não em Conhecimento Carrossel (repetindo o mesmo ponto).

O único aprendizado possível num Diálogo Tóxico é aprender sobre o próprio conceito do Diálogo Tóxico e sobre Dogmatismos de maneira geral. E todos os subterfúgios que ocorrem para fugir dos questionamentos das Bases Argumentativas.

Em geral, uma pessoa dogmática é prepotente (alguém que considera que tem uma potência de ver a realidade com mais efetividade do que os demais) não pelas Bases Argumentativas, mas por outro tipo de superioridade subjetiva.

O ego (aquilo que achamos que é a nossa individualidade) em uma pessoa prepotente está colado na percepção, que, por sua vez, está colado na realidade, formando uma mesma entidade, da qual não consegue se separar.

Uma pessoa prepotente não desenvolve uma consistente Base Argumentativa. Tem uma opinião sobre algo, mas não consegue apresentar argumentos razoáveis para defender o seu ponto de vista.

Uma pessoa prepotente considera perda de tempo desenvolver uma Base Argumentativa, pois acredita em algum tipo de superioridade subjetiva, que dispensa esse “tipo de coisa”.

Uma pessoa prepotente tem o que podemos chamar de Ego Dogmático, que lembra muito uma massa de modelar, que quanto mais se “brinca”, mais difícil fica de separar as diferentes “cores” – eu/percepção/realidade.

Listei aqui alguns dos problemas, que aprendi em Diálogos Tóxicos, guiados pela baixa capacidade de reflexão e falta de Bases Argumentativas.

A saber:

  • Desfactuação – argumentos sem fatos comprovatórios;
  • Absolutização – argumentos que trabalham com valores absolutos, sem taxas comparativas entre as diferentes possibilidades;
  • Desconsideração – não se rebate os contra-argumentos do (s) outro (s) e se continua argumentando como se aqueles argumentos, que foram ditos, não merecessem consideração;
  • Desestruturação Argumentativa Temporal/Histórica – não separação adequada entre fatos micro conjunturais, conjunturais e estruturais;
  • Desestruturação Argumentativa Territorial – não comparação com situações vividas por outras pessoas, grupos similares ou distintos;
  • Certização – defesa de que os próprios argumentos são realistas e não apenas uma tentativa de aproximação da realidade – se tem algum tipo de diferencial de enxergar a realidade, sem a necessidade de Bases Argumentativas;
  • Denegrização – ao avançar da interação, se acaba, ao não conseguir apresentar Bases Argumentativas mais lógicas, denegrir o adversário com algum tipo de apelido pejorativo;
  • Sobreposição da fala – interromper o outro para que não possa argumentar adequadamente.

Mais algum?

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“A riqueza de informação cria a pobreza de atenção.”Herbert Simon.

Tenho ministrado alguns cursos online para diferentes idades e acredito que a Taxa de Dispersão é muito maior do que no presencial. Uma coisa é o cara a cara, uma outra bem diferente é o tela a tela.

Quando um professor está presencialmente diante dos alunos, consegue enxergar se alguém está olhando para a janela pensando na “morte da bezerra”. Quando a câmera está desligada num curso online isso já não é possível.

Aprendi que é preciso caminhar em duas direções para evitar a alta taxa de dispersão em cursos online: a questão filosófica e a metodológica.

Na questão filosófica, visando reduzir a dispersão em cursos online, é preciso um prévio engajamento do professor. Se quem vai ministrar o curso não é apaixonado pelo tema, a tendência da dispersão é maior.

Não existe nada pior para os alunos – e eles já me disseram isso várias vezes ao longo da minha carreira docente – de um professor que está em sala, mas a cabeça dele está em outro lugar. Não há um engajamento subjetivo com o tema ministrado.

Um professor engajado no tema ministrado tem muito mais capacidade de inventar novas metodologias, pois ele FAZ QUESTÃO de que os alunos saiam do curso, dominando os conceitos que serão debatidos.

Costumo dizer que um professor engajado faz da sala de aula uma espécie de templo e a sua atividade como professor uma missão de vida.

Em termos metodológicos, a redução da dispersão em cursos online, passa por duas metas: reduzir a quantidade de conceitos a serem repassados e incentivar a conversa constante em torno deles.

Como sugestão para cursos online, deve-se evitar as aulas discursivas com diversos conceitos em sequência. O ideal é a apresentação de cada conceito, seguido de abertura para diálogo com os participantes.

O diálogo constante nos cursos online com cada participante tem as seguintes vantagens:

  • coloca todo mundo atento, ciente de que vai participar a cada momento;
  • exige que a pessoa tenha uma opinião sobre o conceito, o que ajuda na tarefa de ir conhecendo as diferentes formas de pensar da turma sobre o tema;
  • se descobre rapidamente quem está “assistindo Netflix” ao mesmo tempo que está em aula, pois a pessoa demonstra que não está prestando atenção, ao não conseguir dar sequência à conversa que está rolando.

Diria que ainda é interessante a criação de algum tipo de premiação ao final do curso para aqueles ou aquele participante que se destacou mais ao longo dos diálogos em sala de aula – principalmente em turmas mais jovens.

O trabalho constante do professor anotando a qualidade da participação, através de uma planilha, aumenta a personalização e estimula bastante o envolvimento. O aluno presta a atenção, pois não quer “pagar mico” e se auto estimula a querer ganhar o prêmio.

A premiação em turma com alunos mais jovens – que tendem a ter uma dispersão maior –  estimula o crescimento da responsabilidade de dentro para fora e não de fora para dentro – o que é bem saudável para o aprendizado.

É isso, que dizes?

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“O ser humano não tem um código automático de sobrevivência.”Ayn Rand.

Hoje percebe-se uma demanda cada vez maior por filosofia. Por que será isso?

A explicação para o boom filosófico atual vem de Ayn Rand (1905-82), que nos legou a seguinte concepção: o Sapiens não tem uma sobrevivência automática, como as outras espécies, precisa fazer escolhas para sobreviver.

Todas as Tecnoespécies do Universo – só conhecemos, por enquanto, a nossa – precisam formular Respostas Filosóficas Progressivas a Perguntas Estruturantes.

O que chamamos de “Filosofia” é o conjunto OBRIGATÓRIO de Respostas Progressivas a Perguntas Estruturantes, que temos que formular de forma consciente ou inconsciente.

As Perguntas Filosóficas Estruturantes são estas:

  • Quem somos?
  • Como podemos criar sociedades menos problemáticas?
  • Como ser mais feliz sem prejudicar a ninguém? (como pessoas, pais, profissionais, cidadãos, filhos, etc.)?
  • O que é mais verdade e menos mentira?

A Filosofia (com caixa alta) é uma ferramenta conceitual de uma Tecnoespécie – que não tem a sobrevivência automática – para nos ajudar a sobreviver melhor.

Porém, há uma variação da taxa do uso consciente da Filosofia na sociedade humana. Aumentos populacionais nos levam à necessidade de massificação e a, por consequência, à redução da reflexão filosófica.

A reflexão filosófica tende a levar ao aumento da personalização, o que não combina com a massificação necessária para a sobrevivência após aumentos populacionais.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais – como a que estamos passando agora – rompem com a necessidade de massificação, equilibrando o ambiente de sobrevivência, permitindo a personalização no novo patamar de complexidade.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais surgem, de forma recorrente, para que se possa aumentar a taxa de personalização, de decisões individuais para que possamos lidar melhor com o novo Patamar de Complexidade Demográfica.

O aumento da taxa de personalização pós-Revoluções Midiáticas Civilizacionais, entretanto, precisa de um retorno ao debate filosófico para que possamos formular novas Respostas às antigas Perguntas.

A criação da nova Civilização 2.0 passa pelo mergulho filosófico para que possamos ter cada vez mais consciência das opções humanas. Isso é parte integrante do processo exponencial de aumento da taxa de personalização.

Sim, estamos vivendo o boom da Filosofia, mas a demanda é pela Filosofia (Caixa Alta) Aplicada, voltada para a busca da felicidade para guiar as nossas decisões num mundo com muito mais liberdade.

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“Outros animais são instintivamente induzidos a construir coisas como barragens ou favos de mel, mas somos os únicos capazes de inventar coisas novas e formas melhores de fazê-las.” Peter Thiel.

O Sapiens é uma Tecno-espécie. Esta é a adequada resposta para a antiga e recorrente Principal Pergunta Estruturante da Filosofia: “Quem Somos?”.

Até a bifurcação filosófica estruturante proposta por Marshall McLuhan (1911-80) “Somos uma Tecnoespécie”, nossa visão do Sapiens era de uma espécie Cultural e não Tecno-cultural.

A revisão do papel das tecnologias na sociedade “Somos uma Tecnoespécie” é uma “senha” para que se possa abrir o “portal” da compreensão do nosso futuro.

Tecnologias, feita a revisão filosófica estruturante proposta por MacLuhan “Somos uma Tecnoespécie“, passa a ser vista como “quebradora dos muros” dos limites humanos.

Cada nova tecnologia que é inventada, permite que a espécie possa se reinventar.

Tecnologias, assim, ao serem inventadas e ao se massificarem trazem duas consequências relevantes: a consequência mais visível e a menos visível.

A consequência mais visível é o uso direto que se faz dela. E o lado invisível é tudo aquilo que ela permite que não era possível antes.

A chegada do avião permitiu que as pessoas pudessem viajar, através dos céus. Este é o lado visível. O lado invisível foi a profunda mudança subjetiva que ocorreu na redução do tamanho do planeta.

A chegada dos telescópios especiais permitiu que as pessoas pudessem enxergar mais longe no universo. Este é o lado visível. O lado invisível foi a profunda mudança subjetiva que ocorreu na concepção do universo.

Novas tecnologias permitem acessar “novos mundos“, transformando a espécie tanto de forma objetiva (visível) como subjetiva (invisível).

Tecnologias, ao serem inventadas e popularizadas, permitem que a espécie possa ser aquilo que ela não podia antes. É como se fôssemos, a cada nova invenção, todos os dias, Cristóvão Colombos.

A chegada do Digital com todas as mudanças que têm nos permitido nos demonstrou claramente que não entendemos a nossa Tecno-Essência.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital criou o que Thomas Kuhn (1922-96) denominou anomalia. As Ciências Sociais entraram em profunda crise, pois não conseguem mais entender ou projetar o futuro.

As Ciências Sociais podem ser divididas, assim, entre antes e depois de Marshall McLuhan entre os Tecno-Negacionistas e os Tecno-Aceitacionistas.

Se não promovermos a revisão do papel das tecnologias na vida do Sapiens, NUNCA iremos entender o nossa Tecno-Jornada e nosso Tecno-Destino.

Mais ainda.

Quanto mais uma tecnologia nos permite abrir novos mundos, mais estruturante ela é e mais alterará o nosso Tecno-Futuro.

Tecnologias recriam a espécie pelas portas que abrem para resolver problemas antes insolúveis.

Antes que os Tecno-negacionistas nos chamem de deterministas tecnológicos, deixemos claro o seguinte: tecnologias não realizam mudanças, elas abrem portas para que elas ocorram!

Há, assim, uma profunda crise filosófica nas Ciências Sociais (onde se inclui a administração e a área dos negócios) que precisa ser superada para compreender o novo século, com a chegada de cada vez mais tecnologias.

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“A ordem espontânea é um sistema que se desenvolveu não através da direção central ou do patrocínio de um ou alguns indivíduos, mas através das consequências não intencionais das decisões dos indivíduos que perseguem seus próprios interesses através das trocas voluntárias, cooperação e tentativa e erro.” – Hayek.

Vivemos com a chegada do Digital, mais uma vez, o Fenômeno Social Recorrente, denominado pela Bimodais, Revolução Midiática Civilizacional.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é motivada pela Complexidade Demográfica Progressiva com o objetivo de criar, gradualmente, um novo macro ambiente de sobrevivência do sapiens.

Uma Revolução Midiática Civilizacional tem como grande tendência a promoção da Reintermediação Progressiva em duas etapas: permitir que as pessoas se empoderem de informação e depois possam participar mais das decisões.

Uma Tecnoespécie como a nossa vive ciclos de sobrevivência, criando ambientes de intermediação que ficam obsoletos, conforme aumentamos a Complexidade Demográfica.

A chegada da Revolução Midiática Civilizacional Digital, assim, inicia um novo ciclo de eliminação (ou genocídio administrativo) dos antigos intermediadores.

Se analisarmos todas as inovações administrativas que temos assistidos na Civilização 2.0, a principal característica de todas é a mesma: o gradual genocídio de intermediadores, que ficaram obsoletos.

O fenômeno da Reintermediação Progressiva é o Fator Recorrente de uma Revolução Midiática Civilizacional.

No caso da Revolução Midiática Civilizacional Digital temos, até aqui, a Reintermediação Progressiva em três etapas: Digitalização, Uberização e Blockchenização.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital introduz novas tecnologias e ideologias, que nos permitem, com o empoderamento informacional, aumentar o poder de decisão dos indivíduos.

O principal desafio político, social e econômico será a superação da Antiga e o estabelecimento da Nova Ordem, que ocorrerá gradualmente, através da criação das Zonas de Atração.

A grande macro tendência do novo século é a Reintermediação Progressiva, através do Genocídio Organizacional, “assassinando” gradualmente todos os intermediadores da Velha Ordem que ficaram obsoletos.

Quanto mais tivermos consciência do desafio, mais poderemos agir na direção de evitar crises, embates e sofrimentos de algo que, ocorrerá de forma espontânea, mais dia, menos dia.

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“O ser humano não tem um conjunto de valores automáticos.”Ayn Rand.

A chegada de uma nova mídia permite que as pessoas possam começar a inventar uma nova civilização.

As mídias são a placa mãe da sociedade e delas derivam nossa capacidade de criar Macro Modelos de Sobrevivência.

Algumas das principais mudanças que estamos assistindo/criando com a chegada da Revolução Midiática Digital:

  • a passagem da escassez para a abundância da informação;
  • a passagem de poucas para muitas fontes informacionais;
  • a passagem de baixa taxa para uma bem maior de intercâmbio de ideias.

A Civilização 2.0, portanto, se inicia com o aumento radical das taxas de liberdade de informação e da inovação – o que acelera exponencialmente a velocidades das mudanças.

As Mentes 1.0 (pré-digitais) lidavam com taxas de mudança e informação muito menores e precisam agora de ajustes para poder conviver melhor no novo ambiente.

As Mentes 1.0 viviam num ambiente muito mais estável e massificado, no qual a exigência competitiva era a de conseguir se adaptar ao meio.

As Mentes 2.0 viverão num ambiente muito mais instável, que exigirá cada vez mais personalização.

As Mentes 2.0 terão como exigência competitiva a capacidade de modificar o meio, gerando valor  diretamente para os clientes.

Na Civilização 2.0 você terá que agradar o cliente diretamente e não mais um gerente, um chefe ou um supervisor.

Na Civilização 2.0 você terá que desenvolver a capacidade de se apaixonar pela sua atividade profissional para sempre estar motivado a inovar constantemente.

Na Civilização 2.0 você terá que desenvolver a capacidade de filtragem (em todos os campos da sua vida) para compreender o que é relevante e o que deve ser descartado.

Na Civilização 2.0 você terá que se preocupar em ter um Propósito Estrutural, aumentando, assim, a taxa de Motivação Individual com foco na melhoria da Felicidade Estrutural do seu cliente.

Na Civilização 2.0 você terá mais sucesso profissional se você realmente conseguir ganhar dinheiro para trabalhar e não trabalhar para ganhar dinheiro.

Os Macro Futuristas têm como missão entender a passagem consciente da Mente 1.0 para a 2.0 e criar serviços que ajudem as pessoas nessa direção.

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As evidências demonstram que pensamos muito menos do que acreditamos.” – Taleb.

A chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional marca uma mudança estrutural – e não conjuntural – da sociedade.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais são eventos raros, recorrentes. São aqueles que exercem o maior impacto na forma como o Sapiens sobrevive.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais alteram a forma como nos comunicamos, interagimos, trocamos, comercializamos, aprendemos, ensinamos, conhecemos….

Assim, qualquer análise de cenário sobre o futuro que não coloque a Revolução Midiática Civilizacional como epicentro das mudanças vai ter baixa eficácia.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais necessitam o estudo da Macro-História para que possam ser compreendidas em toda a sua dimensão.

O estudo de mudanças estruturais da sociedade, assim, não pode ser feito por Futuristas que se dedicam a análises de curto (modistas) ou de médio prazo (cenaristas).

O estudo das atuais mudanças estruturais da sociedade precisa ser feito por Macro Futuristas, que se dedicam à análise das mudanças macro da sociedade, como a chegada e massificação de novas mídias.

Macro Futuristas ajudam a sociedade a compreender a dimensão estrutural da mudança em curso, alertando que não se trata de algo conjuntural e/ou passageiro.

Macro Futuristas ajudam a sociedade a iniciar o processo das necessárias revisões dos paradigmas filosóficos, que foram criados baseados em outro ambiente informacional/administrativo, que ficou obsoleto.

Os novos paradigmas filosóficos serão as bases para que as novas gerações possam estar mais preparadas para viver na Civilização 2.0 – um ambiente  completamente diferente do que tivemos no passado.

Macro Futuristas precisam ser os analistas e divulgadores, pela ordem:

  • do tamanho da mudança estrutural que estamos passando;
  • das mudanças filosóficas necessárias para ajudar as novas gerações.

Sem esse trabalho dos Macro Futuristas, a adaptação ao novo ambiente será – sem necessidade – muito mais demorada e sofrida.

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“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”Cícero.

Teremos necessidade de modificar a forma de pensar e agir sobre como trabalhar na Civilização 2.0.

Na Civilização 2.0, que, aos poucos, vai se estabelecendo na sociedade, teremos a necessidade de estar muito mais abertos às mudanças, devido ao aumento radical da taxa de inovação.

Na Civilização 2.0, que, aos poucos, vai se estabelecendo na sociedade, teremos muito mais trabalho do que emprego, devido ao avanço das Plataformas Curadoras e Blockchenizadoras.

Na Civilização 2.0, que, aos poucos, vai se estabelecendo na sociedade, você tenderá a ter algum tipo de avaliação (tipo Uber) feita diretamente pelo seu cliente.

Assim, haverá a necessidade de sair do modo “eu trabalho para ganhar dinheiro” (algo sem propósito) para “eu ganho dinheiro para trabalhar” (algo com propósito).

Uma Civilização mais aberta, mutante, livre exigirá das pessoas uma responsabilidade maior sobre o seu destino, incluindo o trabalho.

Na Civilização 2.0, com uma taxa muito maior de competitividade, você vai ter que ser um encantador de cliente e, para isso, tem que ser, antes de tudo, um auto encantador de você mesmo.

Hoje, encaramos nossa profissão por área, por problema, por assunto, mas isso tudo não vai te ajudar muito no novo ambiente profissional.

Na Civilização 2.0, não bastará você ser um profissional, terá que entrar no Espiral da Excelência, através de uma Rotina Criativa, em que todo o dia aprende algo para melhorar seu desempenho.

O Profissional de Excelência é aquele que fez da sua atividade profissional uma missão de vida.

O Profissional de Excelência é aquele que acorda na segunda feira animado, pois vai continuar a sua jornada criativa.

O Profissional de Excelência é aquele que fez da sua atividade profissional uma missão de vida, acorda na segunda feira animado e tem como missão manter o Triângulo da Excelência equilibrado.

O Triângulo da Excelência tem três vértices: o fenômeno que pode causar desconfortos, as ferramentas conceituais e operacionais para ajudar os clientes e o próprio cliente com suas qualidades e defeitos.

Como vemos abaixo:

  • Fenômenos – são eventos, acontecimentos recorrentes que precisam ser conhecidos, estudados, decupados para que você possa ajudar a teus clientes a lidar melhor com eles;
  • Ferramentas de adaptação – são conceitos, metodologias e tecnologias desenvolvidas para que você possa ajudar a teus clientes a lidar melhor com os fenômenos;
  • E os clientes – pessoas com diversas qualidades e defeitos diante do fenômeno, que gostaria de ter uma taxa maior de adaptação/conforto e reduzir a taxa de inadequação/desconforto diante dos fenômenos.

O papel de um Profissional de Excelência é ajudar o cliente a manter o equilíbrio do Triângulo de Excelência Profissional, através da reflexão e ação sobre todos os vértices.

Fenômenos têm regras e padrões que precisam ser conhecidos e respeitados. Um arquiteto, por exemplo, não pode numa reforma quebrar determinadas vigas, sob o risco da casa cair.

Um médico não pode desprezar os riscos de uma pneumonia num fumante inveterado e por aí vai.

Assim, um Profissional de Excelência vai escolher a sua necessária e vital Pergunta Foco, para a qual vai iniciar uma jornada sem fim com Perguntas Progressivas cada vez mais adequadas.

A pergunta foco: como ajudar (meus diferentes clientes com suas qualidades e defeitos) a lidar melhor (através das ferramentas de adaptação) com determinado fenômeno (que está causando desconforto)?

O Profissional de Excelência vai procurar as melhores Respostas Progressivas para que o Triângulo da Excelência fique com a maior taxa de equilíbrio possível.

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Satisfação e propósito genuínos, sérios e duradouros devem ser conquistados pela escolha e pela maneira como conduzimos nossas batalhas.” – Mark Mason.

Profissional, na visão Bimodal, é aquele que tem como missão ajudar a criar uma relação melhor entre clientes e fenômenos.

Excelência é a contínua procura de respostas mais adequadas (na forma de pensar e agir) para que os clientes possam lidar melhor com determinado fenômeno.

Assim, um profissional de excelência – espero que você queira ser um – é aquele que passa a vida se aperfeiçoando no jogo de ping pong entre clientes e fenômenos.

Um profissional de excelência deve, assim, escolher uma pergunta foco, na qual vai procurar ser uma espécie de “Waze” (guia) para o seu espiral virtuoso.

Uma pergunta foco de um profissional de excelência deve conter algo do tipo “Como ajudar (o tipo de cliente) a lidar melhor (com determinado fenômeno)?”

A minha pergunta foco, que me guia há mais de vinte anos: “Como ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o digital?”.

Uma pergunta foco se desdobra em respostas progressivas, que você vai aperfeiçoando, através da contínua atividade de agir e pensar.

Quem tem respostas progressivas para perguntas focos, pode criar a sua própria narrativa profissional.

Quem tem respostas progressivas para perguntas focos, pode escolher o seus “padrinhos” profissionais.

A excelência profissional é, assim, algo que anima a pessoa a acordar na segunda feira animado, pois a cada semana há sempre descobertas.

Um profissional de excelência, assim, é aquele que não trabalha para ganhar dinheiro, mas ganha dinheiro para trabalhar.

Sem uma pergunta foco, um profissional dificilmente poderá chegar à excelência, pois não terá a noção exata da sua missão.

A excelência profissional, entretanto, faz parte do que podemos chamar de Triângulo da Excelência Existencial,  que tem ainda o aspecto político e pessoal.

Isso é, entretanto, tema para outros posts.

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“Só por que você não quer que o futuro aconteça, não significa que ele não acontecerá.”Gary Hamel.

Nós precisamos estudar o futuro para tomar decisões no presente. E não existe apenas um tipo de decisão, mas três: de curto, médio e de longo prazo.

Para cada tipo de decisão (de curto, médio e longo prazo) precisa haver um futurista para que se possa ajudar a decidir com mais eficácia.

Assim, temos os seguintes futuristas:

  • o Modista – futurista que ajuda a tomada de decisão de curto prazo;
  • o Cenarista –  futurista que ajuda a tomada de decisão de médio prazo;
  • o Macro Futurista – futurista que ajuda a tomada de decisão de longo prazo.

Vejamos uma tabela comparativa entre os três tipos:

Note que não temos um Futurista melhor do que outro, mas apenas perfis adequados para cada um tipo de tomada de decisão de curto, médio e longo prazo.

Há, porém, um problema de análise do futuro quando temos na sociedade mudanças estruturais, como a de uma Revolução Midiática Civilizacional – uma mudança evidentemente estrutural.

Nos casos de mudanças estruturais, é MUITO ADEQUADO, na hora de se traçar uma estratégia futura, ter primeiro uma visão de longo prazo e, só então, de médio e curto.

Nos casos de mudanças estruturais, é MUITO ADEQUADO iniciar o cenário futuro primeiro com uma visão do Macro Futurista e, só então, de um Cenarista e depois de um Modista.

Porém, por diversos problemas subjetivos, que surgem com macro mudanças, as pessoas insistem muito em consultar Modistas e ficam sem entender para onde, de fato, estamos indo.

A principal missão de um Macro Futurista – numa mudança estrutural como a atual –  é de ajudar na revisão principalmente na forma de pensar e ajudar na reconstrução dos paradigmas estruturais da sociedade.

Uma Revolução Midiática Civilizacional é uma espécie de “pandemia tecnológica estrutural”, que modificará as bases filosóficas, teóricas, metodológicas e operacionais da civilização ao longo dos próximos séculos.

O principal papel de um Macro Futurista, portanto, é o de auxiliar a sociedade na construção de novos paradigmas filosóficos e teóricos para a compreensão e adaptação às mudanças estruturais.

Quem tem um bom Macro Futurista para chamar de seu, consegue competir nesse novo cenário com muito mais eficácia e vice-versa.

É isso, que dizes?

Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o futuro do Brasil. Nós somos a nave Nabucodonosor, aquela mesma que te tira e te deixa fora de Matrix. Bora? 

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É da natureza humana procurar incessantemente substituir condições menos satisfatórias por condições mais satisfatórias.” – Mises.

Vivemos hoje a gradual chegada e massificação da Revolução Midiática Civilizacional Digital, que já teve e terá várias fases.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais têm, se analisarmos a história, um único objetivo: matar os antigos intermediários.

O Sapiens é uma espécie que cresce em termos de tamanho de membros, o que gera o fenômeno da Complexidade Demográfica Progressiva.

Se aumentamos a população de forma incremental ou exponencial, necessariamente, mais dia ou menos dia, haverá necessidade de ajustes no macro modelo de sobrevivência.

Há, por causa do aumento populacional, uma demanda da espécie por macro modelos de sobrevivência mais sofisticados – o que está diretamente ligado à reintermediação.

Reintermediar é o ato de “matar/substituir” gradualmente antigos intermediadores para que se possa resolver, de forma mais fácil, problemas cada vez mais complexos.

Existem várias possibilidades de reintermediação incremental entre Revoluções Midiáticas, mas nada se compara com a chegada de uma delas.

Novas mídias permitem que os antigos intermediadores, que ficaram obsoletos, passem a ser gradualmente substituídos por outros mais sofisticados.

Foi a chegada da prensa, em 1450, que permitiu a substituição de vários antigos intermediadores (tal como a monarquia absoluta) para o atual modelo político republicano.

A Revolução Midiática Civilizacional Digital está gradualmente cumprindo o seu papel, a cada fase, matando, cada vez mais, obsoletos intermediadores.

Na primeira fase da Revolução Midiática Civilizacional Digital, a digitalização, estamos assistindo uma verdadeira “caçada” aos intermediadores operacionais. Exemplo: caixas de banco.

Na segunda fase da Revolução Midiática Civilizacional Digital, a uberização, estamos assistindo uma verdadeira “caçada” aos intermediadores gerenciais. Exemplo: gerentes de RH e de qualidade.

Na terceira fase da Revolução Midiática Civilizacional Digital, a blockchenização, estaremos assistindo uma verdadeira “caçada” aos intermediadores empresariais. Exemplo: líderes organizacionais.

O mundo caminha para a “formiguização” – Macro Modelo de Sobrevivência completamente diferente daquilo que estamos acostumados.

Estamos vivendo a maior revolução civilizacional da macro histórica do Sapiens. Pela primeira vez, estamos adotando, em larga escala, o macro modelo de sobrevivência das formigas.

O que estamos assistindo neste novo século é mais uma das etapas da Reintermediação Progressiva – característica estrutural de uma Tecnoespécie que não para de crescer em termos de membros.

Se você quer REALMENTE saber para onde estamos indo anote: matar cada vez mais intermediadores, que estão atrapalhando o aumento da taxa de nossa qualidade de vida.

É isso, que dizes?

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Há uma ilusão sobre o que é ser um profissional.

Nos dicionários aparece como ferramenta de sobrevivência de cada pessoa.

E não um exercício de solução de problemas de um cliente, que, por causa disso, gera valor e, assim, permite que a pessoa sobreviva.

Um profissional, podemos, então sugerir é aquele que ajuda a um cliente a resolver ” determinados problemas”.

E aí vamos entrar na outra questão importante.

O que são problemas?

Problemas, no dicionário é algo que traz transtornos e exige grande esforço e determinação para ser solucionado.

Problemas, podemos sugerir, são relações com baixa taxa de adequação com determinados fenômenos.

Um profissional, assim, teria como missão:

  • ser um especialista em um determinado fenômeno, por exemplo, diabete;
  • o profissional vai aprender o máximo sobre o fenômeno, como as pessoas se relacionam com ele com maior ou menor taxa de conforto;
  • e vai criar ou adotar filosofias, teorias, metodologias e ações para aumentar a taxa de conforto.

Um profissional, assim, não é alguém que resolve problemas, mas desconfortos.

Um profissional, assim, se especializa na relação de clientes com fenômenos e procura atuar para que a taxa de conforto/adequação se eleve.

Um profissional chega à excelência quando consegue ir fundo no estudo das relações das pessoas com fenômenos e atuar da melhor forma para que se aumente a taxa de adequação/conforto.

Um profissional, assim, não é de um setor, de uma área, ou mesmo de um problema, mas de uma relação fenômeno/adequação.

Existem várias formas de se atuar na relação fenômeno/adequação:

  • conceituadores do fenômeno – gerando padrões para que possam ser conhecidos e trabalhados;
  • atuantes para reduzir inadequações – gerando ações para que possam minimizar desconfortos.

É isso, que dizes?

“Só consigo a simplicidade, depois de muito trabalho.”Clarice Lispector.

Classificaria o livro de Mark Manson como Filosofia Aplicada, voltado para que pessoas possam viver melhor.

O livro de Manson sobre o foda-se não é de  livro de Filosofia para o ENEM, mas para a vida.

Se um professor de filosofia analisar o livro de Manson sobre o foda-se, certamente, vai descobrir ali ideias de vários filósofos.

O livro de Manson sobre o foda-se vende bem, pois é oportuno, pois oferece ferramentas conceituais para que as pessoas aumentem sua taxa de responsabilização diante da vida.

Revoluções midiáticas civilizacionais permitem que tenhamos mais liberdade, mais isso vem junto com o aumento de responsabilidade.

O livro de Manson sobre o foda-se vende bem, pois ajuda a sair da felicidade/alegria/conjuntural e refletir mais sobre a felicidade contentamento/estrutural.

O livro passeia por várias perguntas filosóficas estruturantes da espécie e apresenta respostas progressivas de forma simples e fácil.

Eis uma síntese das ideias de Manson:

–  somos uma espécie que abstrai, cria conceitos e, por causa disso, é livre para fazer escolhas, porém é necessário que nos responsabilizemos por elas;

– cada pessoa, se define pelas batalhas que está disposto a enfrentar, a partir dos valores que escolhe e é isso que determina a qualidade de sua vida;

– as pessoas nem sempre fazem escolhas conscientes na maneira que pensam e agem diante da vida;

–  é preciso aprender lidar com a incerteza, através de processo rotineiro, no qual passamos de “errados” a “um pouco menos errados”;

– emoções precisam ser questionadas, pois são apenas mecanismos de respostas;

– não existe vida sem problemas, assim o segredo da felicidade está em escolher e resolver bons problemas;

– ligar o foda-se é um jeito simples de reorientar nossas expectativas e descobrir o que é ou não importante nas nossas vidas;

–  a arte do foda-se está em para de se preocupar com tudo;

–  é preciso assumir a morte para que possa balizar nossa estratégica de vida e guiar nossas decisões.

O livro de Manson sobre o foda-se é bem útil para estimular conversas sobre a felicidade estrutural, muito útil para quem quer inovar, empreender e ter uma vida que tem a excelência como referência.

É isso, que dizes?

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As decisões estão deixando de ser tomadas em campos de golfe para serem tomadas pela população em geral.“– Jonathan Schwartz – presidente da Sun.

Uma Tecnoespécie pode crescer demograficamente, de forma integrada e conectada, mas isso tem um custo.

O aumento populacional é o principal fator que nos obriga a modificar, de forma continuada, como sobrevivemos, através de novas tecnologias e ideologias.

A civilização humana com um bilhão de habitantes pode ter um tipo modelo de sobrevivência (ideologias e tecnologias), que já não serve para uma de oito bilhões. É uma questão matemática.

Manter a nossa espécie viva significa a produção de um número específico de produtos e serviços, que está diretamente relacionada ao tamanho da população.

Quando aumentamos a população passamos a ter, querendo ou não, um problema produtivo – o que implica OBRIGATORIAMENTE a melhoria da qualidade das decisões.

A melhoria da qualidade das decisões está diretamente relacionada ao aumento da participação de todos os envolvidos para que se possa errar cada vez menos.

Quando aumentamos a população, mais e mais as variantes produtivas tornam as decisões centrais, com baixa participação, cada vez piores.

Podemos resumir, no popular, que o grande problema da nossa Tecnoespécie é, assim, o “Fator Peteleco”.

O Fator Peteleco é uma metáfora para a forma de comando e controle para a tomada de decisões de qualquer organização produtiva.

Quanto mais os Petelecos (decisões) são tomados sem a participação dos envolvidos, maior é a chance de que efeitos inesperados ocorram.

Assim, quanto mais gente houver no planeta, mais os Petelecos (decisões) têm que ser distribuídas para evitar consequências inesperadas.

Quanto mais “peças de dominós” temos na sociedade, mais complexo se torna dar petelecos de cima para baixo ou do centro para as pontas.

Uma complexidade demográfica de oito bilhões de Sapiens, como a atual, exige, cada vez mais, a “Descentralização e Distribuição dos Petelecos”.

As novas tecnologias e ideologias que têm surgido – e se disseminado –  com a Revolução Midiática Civilizacional Digital vão todas na direção da descentralização dos petelecos.

Uma Revolução Midiática Civilizacional, na verdade, tem como meta dotar a sociedade de novas Tecnopossibilidades para que se pratique um novo ciclo de Petelecos, através da descentralização, cada vez maior, das decisões.

É isso, que dizes?

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A felicidade não se resume a ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles.” – Einstein.

Felicidade pode ser definida como a capacidade de cada ser humano de lidar melhor com os desafios da sobrevivência.

A qualidade da sobrevivência de uma Tecnoespécie como a nossa, entretanto, varia conforme as tecnologias e ideologias que conseguimos inventar.

O Sapiens vive na sua jornada, ao longo da história, um espiral, que se dá da seguinte maneira: nova mídia, nova civilização, mais gente, nova mídia, nova civilização, mais gente…

A principal descoberta dos Bimodais é de que existe um padrão da sociedade humana na direção da Descentralização Progressiva.

O aumento progressivo da Complexidade Demográfica exige que, mais dia ou menos dia, cada indivíduo aumente a sua cota de participação nas decisões, única forma sustentável de lidar com mais complexidade.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais têm como meta gerar um ambiente informacional-organizacional cada vez mais sofisticado.

Um ambiente informacional-organizacional mais sofisticado é aquele que permite decisões mais descentralizadas.

A descentralização das decisões permite que haja algo muito importante para uma espécie que tem tanta diferença entre os diferentes membros: se aumenta  a taxa de personalização na complexidade.

Se não houver descentralização das decisões para lidar melhor com a complexidade, NECESSARIAMENTE haverá massificação e, com ela, haverá uma redução da Taxa da Felicidade.

Podemos dizer que o aumento da Taxa de Felicidade está diretamente ligada à possibilidade do aumento da Taxa de Personalização e vice-versa.

O objetivo de uma Revolução Midiática Civilizacional é permitir a recriação do ambiente social para que as pessoas possam decidir de forma mais personalizada, a partir de seus critérios de felicidade.

O Digital, assim, veio para permitir que tenhamos uma sobrevivência com uma Taxa de Felicidade maior. Cabe a cada pessoa ou grupo decidir se vai, ou não, se aproveitar das oportunidades abertas.

É isso, que dizes?

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“Um homem aponta o céu. O tolo olha o dedo, O sábio vê a lua.” – provérbio chinês.

Uma visão filosófica fundamental sobre o Sapiens é a seguinte: tecnologias são portas que abrem quartos antes inexistentes.

Quando inventamos o avião no passado passamos de uma espécie não para uma voadora. O avião quebrou, assim. uma barreira física intransponível.

Quando chegou o avião um futurista deveria ter se perguntado o que a possibilidade de voar nos trará?

Quando chegou o avião, a visão adequada de um futurista seria a seguinte: o que uma espécie agora voadora poderá fazer, a partir dessa nova tecnopossibilidade?

Quando chegou o avião, a visão adequada de um futurista seria também a seguinte: quais demandas do sapiens sairão do armário agora que podemos voar?

As novas tecnologias têm que ser vistas pelos estrategistas como expansão das paredes do nosso “Tecnoaquário”, que permitem que os “peixes” possam nadar aonde não podiam antes.

Quem olha para a nova tecnologia precisa se perguntar: que tipo de nova sociedade poderá ser criada, a partir dessa nova Tecnopossibilidade?

Novas tecnologias criam a possibilidade do Sapiens se reinventar enquanto espécie.

Mais ainda nessa direção.

Quanto mais uma nova tecnologia nos permite nos reinventar, mais central ela é.

Quanto mais central é uma tecnologia – mais permite mudanças no sapiens – mais as mudanças que ela provocará será maior e vice-versa.

Podemos, assim, definir três tipos de tecnologia:

  • as periféricas – que permitem pouca alteração da espécie;
  • as intermediárias – que aumentam a taxa de mutação da espécie, tal como a da energia, alimentação e médica;
  • e as centrais – que alteram profundamente e, de forma disruptiva, como o surgimento de uma nova mídia e, no futuro, a engenharia genética ou o surgimento de ciborgues – uma nova espécie com independência (se for o caso).

Ao olharmos para as novas tecnologias temos que entender que tipo de demandas reprimidas poderão “sair do armário”. Quanto mais centrais elas forem, mais demandas sairão.

PS – o papel das tecnologias da sociedade faz parte do ramo Filosofia da Tecnologia, que tem a missão de entender a essência destas para uma tecnoespécie.

É isso, que dizes?

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O futuro não é a soma de ideias, mas a multiplicação de possibilidades.” – Luc de Brabandere.

O pessoal anda preocupado – com razão – com o excesso de centralização das Plataformas Curadoras (Facebook, Uber e Youtube, entre outras), mas isso vai passar.

As Plataformas Curadoras, no atual momento, funcionam da seguinte maneira: a plataforma é centralizada, mas o controle do acervo é descentralizado (se comparado ao passado).

Porém, temos uma crise filosófica das Plataformas Curadoras. Elas estão no meio do caminho, pois querem, de alguma forma, controlar o acervo e não deixar os usuários mandarem completamente.

Lembra o que Brabandere no livro “O lado Oculto das mudanças” chamou de dificuldade de desapego do antigo modelo. Os navios a vapor passaram décadas com mastros e velas, com medo do novo motor quebrar.

A grande crise filosófica organizacional que vivemos hoje está na forma de como será feito o controle de qualidade: meio ainda centralizado como antes ou totalmente distribuído, como já é possível?

Uma Plataforma Curadora, do ponto de vista filosófico, pode extinguir a conta do presidente dos EUA por critérios políticos?

Na verdade, o que estamos assistindo é claramente uma mudança tecnológica, mas com um forte impasse filosófico: se quer continuar controlando usuários que não querem mais ser controlados.

Os valores, paradigmas e hábitos e administrativos atuais foram criados dentro de um ambiente de comando e controle que ficou obsoleto.

Hoje, temos novas opções (tecnológicas e ideológicas) de comando e controle que demandam uma nova filosofia administrativa.

Saímos do controle da qualidade do “quem manda no acervo sou eu” para o “quem manda no acervo é o consumidor, via regras e algoritmos” definidas por alguém, que não deve ser meter mais do que isso.

E aí temos BigProblem. As Plataformas Curadoras hoje PODEM controlar o acervo, se quiserem. E isso dá a elas um poder muito grande sobre a vida de muita gente.

Quando elas – apesar de venderem a ideia de liberdade – passam a se meter aonde não deveriam criam a chamada demanda futura por mudanças do modelo.

Há hoje uma demanda cada vez mais latente por um modelo de Plataformas Curadoras, que, mesmo que queiram, não possam alterar ou se meter no conteúdo que está no acervo.

Já há uma demanda latente, mesmo que não consciente, pela Blockchenização, não mais apenas da moeda, mas dos serviços uberizados que são oferecidos hoje no mercado.

A Blockchenização da Uberização será a passagem de Plataformas Centralizadas para Descentralizadas, nas quais será IMPOSSÍVEL um centro poder se intrometer no que foi colocado no acervo.

A Revolução Midiática Digital, assim, será marcada por três etapas: a Digitalização, a Uberização e agora a Blockchenização.

A Blockchenização da Uberização é a disrupção da disrupção e mudará profundamente a Civilização ao longo das próximas décadas.

Veremos, na sequência, com forte adesão dos consumidores, o surgimento de Facechains, Uberchains e Youtubechains.

A nova fase da Revolução Midiática Civilizacional será a lenta, mas consistente e exponencial passagem das Plataformas Curadoras Centralizadas (0u Uberizadas) para as realmente Distribuídas (Blockchenizadas).

O Blockchain, no fundo, é uma pós-Internet dentro da Internet.

O Blockchain dos Serviços criará Ecossistemas, nos quais haverá uma taxa de competição muito maior entre Facechains, Uberchains e Youtubechains.

No Blockchain  dos Serviços haverá forte competição entre os diferentes fornecedores de plataformas, que permitirá empreendedores e consumidores terem muito mais liberdade do que hoje.

Existem já alguns projetos pilotos do Blockchain de Serviços, porém o Futurismo (caixa alta) analisa duas coisas: o que se quer e o que já é possível fazer, faltando apenas tempo de maturação para que as duas partes se casem.

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Daqui a alguns anos, nossas interações online poderão ser sustentados pelo poder bottom-up da inteligência de enxame. E, novamente, as formigas terão descoberto isso bem antes de nós.” – Steve Johnson.

Não estamos conseguindo entender as atuais mudanças trazidas pela Revolução Midiática Civilizacional por um motivo simples: as Ciências Sociais estão em crise.

Segundo o Titio Thomas Kuhn, de vez em quando determinadas ciências esbarram num muro por causa de um fenômeno inusitado e vive uma anomalia.

A Internet está alterando a sociedade de uma forma que não está rimando com as antigas teorias das Ciências Sociais.

O primeiro passo eficaz para entender o novo mundo é assumir que as Ciências Sociais vivem a mais profunda crise filosófica/teórica, desde que foi criada.

Para entender a Civilização 2.0, precisamos compreender um conjunto de novos padrões de como o Sapiens se adapta ao longo do tempo.

Anote as mudanças filosóficas/teóricas para entender a Civilização 2.0:

1 – nossa espécie é a única tecno do planeta;

2 – o macro modelo de sobrevivência é mutante, pois é tecno;

3 – nossa característica Tecnomutante nos permite crescer demograficamente de forma progressiva;

4 – o crescimento demográfico progressivo nos obriga a promover revoluções civilizacionais de tempos em tempos;

5 – revoluções civilizacionais têm duas etapas: mudança no macro modelo de comunicação e, a seguir, no de organização;

6- a revolução midiática civilizacional tem a grande novidade de nos permitir explorar a lógica das formigas;

7 – a lógica das formigas, para ambientes mais complexos, são do DNA de sobrevivência sonoro para a experimentação dos rastros;

8 – o uso da Linguagem dos Rastros permite resolver problemas atuais – até então insolúveis – e adotá-lo passa s ser o grande desafio para a na nova civilização.

Porém, é preciso compreender algo fundamental: as mudanças humanas não ocorrem de forma homogênea em todos os lugares.

A inovação civilizacional é feita gradualmente por experimentações em zonas de atração, a partir das novas Tecnologias e Ideologias disponíveis.

Novas formas de sobrevivência começam a ser testadas e vividas e, a partir da globalização com maior taxa de interconexão, começam a ser imitadas.

Assim, ao atingirmos a marca de oito bilhões de Sapiens, começamos a experimentar novas tecnologias e ideologias, que podemos chamar da passagem da antiga Gestão para a Curadoria.

As novas organizações curadoras (uberizadas), cada vez mais emergentes e exponenciais, não são novos modelos de negócio, mas novos macro modelos administrativos.

Podemos dizer que estamos ainda na maternidade da Civilização 2.0 com as primeiras Zonas de Atração, mas muito ainda teremos pela frente.

O grande diferencial competitivo num processo de Transformação Digital é ter uma mapa adequado para saber qual é a nova formação para realizar o processo “Trans”.

É isso, que dizes?

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“Os romanos forçavam os engenheiros a passar algum tempo sobre a ponte que haviam construído.”Nassim Taleb.

No livro “Antifrágil” de Nassim Taleb, entre outras filosofias, o autor bate forte contra a separação entre pensamento e engajamento nos mesmos.

Segundo o autor, vivemos um momento em que decisões são tomadas baseados em opiniões e por pessoas que não se comprometem com as consequências.

Podemos chamar isso de Responsabilismo e estabelecer taxas, que podem ser usadas para pessoas e grupos (onde se inclui organizações e países).

Quanto maior for a Taxa de Responsabilismo entre o que se diz e as consequências do que se faz, mais haverá aprendizado e redução de equívocos e vice-versa.

Um bom exemplo é a chamada Transformação Digital, que vive hoje um pacto perverso entre empresas de consultoria e os gerentes das grandes organizações.

Tanto gerentes e empresas de consultoria não são os donos dos negócios e não se responsabilizam por que vai ocorrer se o projeto de Transformação Digital não aumentar a competitividade.

É por por causa da alta taxa de Responsabilismo que os projetos de Transformação Digital são tão ilógicos, tão marqueteiros com resultados tão pífios em termos de competitividade.

Taleb lembra que nas crises os consultores falam muito e quando tudo dá errado, começam a dizer o contrário do que disseram no dia anterior.

Uma pessoa ou um grupo mais eficaz são aqueles que aproximam a opinião da ação e se responsabilizam por elas.

Isso me lembra a famosa ideia da segunda etapa da vida de Lacan (algo como): se reinvente, mas se responsabilize pelo que está reinventando.

É isso, que dizes?

Crises indicam que é preciso renovar os instrumentos.” – Thomas Kuhn.

A chegada de novas mídias (canais e linguagem) inicia um processo de renascença civilizacional.

Mídias criam ambientes civilizacionais mais sofisticados, que incentivam o aumento populacional, que nos leva à obsolescência do modelo.

Uma crise civilizacional – pré-nova mídia –  significa um descompasso entre a nova complexidade demográfica e o antigo modelo de sobrevivência.

Novas mídias permitem que haja um verdadeiro recomeço civilizacional, com uma demanda enorme das pessoas por rever antigos paradigmas e valores.

Se analisarmos as duas últimas renascenças (grega e liberal) tivemos um esforço feito pela espécie de síntese entre o que resgatar do antigo e o que criar de novo.

Há nestes períodos o final de uma espécie de Filosofia Centralizada, na qual os detentores dos antigos canais obsoletos exercem forte influência sobre a sociedade.

Um processo de Renascença ocorre com o questionamento da Filosofia Centralizada, através de um processo de Distribuição Filosófica.

Autores e ideias que estavam indisponíveis passam a ficar e se inicia um novo ciclo de empoderamento das ideias filosóficas passadas.

Mais ainda.

Além do empoderamento das ideias passadas, há um processo de reciclagem das mesmas para que se possa criar as bases filosóficas estruturais da nova civilização.

Uma civilização mais complexa, antes de tudo, precisa de um sistema filosófico mais sofisticado.

Num processo de renascença midiática civilizacional há uma necessidade de um aumento de taxa de “filosofização” das pessoas.

Há uma passagem gradual, mas exponencial, da passagem da Filosofia Centralizada para uma mais Distribuída.

É isso, que dizes?

 

 

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Atuante”:

Colocaria que o digitalizar modelo faz parte do Modal 1.

Uberizar e Blockchenizar deveria entrar no novas organizações, colocaria o conceito Modal 1 e 2.

Ficou bom.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Consequente”:

No verde “a demanda DA espécie”.

Ficou muito bom.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Detonante”:

Sim, está ótimo. Minha dúvida hoje se eu coloco os meios eletrônicos de massa, mas acho que do jeito que está ficou muito bom.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Fator Causante”:

Seria invertido.

Aumento populacional viria antes e depois a Revolução.

Na bola amarelo eu mudaria para “demanda por desenvolvimento (…)”

Revolução Midiática Civilizacional no vermelho.

E no verde:  Consolidação de nova Civilização com novo modelo de sobrevivência.

É isso, que dizes?

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui temos o mapa mental para o módulo “Antropologia da Sobrevivência”:

No Por quê? eu complementaria “(…) macroambiente da espécie, devido ao fenômeno da Complexidade Demográfica Progressiva.”

E no “Isso significa…” complementaria: (…) principalmente para ajustar o modelo de sobrevivência com a complexidade demográfica”.

No ramo “Teoria” alteraria:

Periférica – tecnologias incrementais, que nos permite lidar com o aumento da complexidade demográfica, de forma incremental.

Centrais (mídias) – tecnologias disruptivas, que nos permite lidar com o aumento da complexidade demográfica, de forma disruptiva.

É isso, que dizes?

 

 

 

Leandro Lemos, em processo de formação em Futurismo Competitivo, resolveu criar alguns mapas mentais, vou comentar o que acho sobre eles para deixar um registro.

Os posts sobre este tema podem ser vistos aqui.

Aqui do módulo “Futurismo Competitivo”:

Talvez, a primeira divisão seria a do Futurismo de Curto Prazo (que podemos chamar de modismo) e o de longo prazo (que podemos chamar de Futurismo).

Temos ainda outra divisão que é o Futurismo Competitivo ou Empresarial ou Administrativo do Futurismo para o lazer, voltado para a produção de documentários ou filmes de ficção científica, onde podemos incluir romances, etc.

Diria que o Como? é criando uma ferramenta FILOSÓFICA, TEÓRICA para entender o futuro.

Como.

Aprofundando o estudo de um Fenômeno Social Recorrente, que batizamos de Revolução Midiática Civilizacional.

Nós passamos a entender esse fenômeno, através dos especialistas, que estudam o mesmo há décadas, os canadenses.

Com essa ferramenta teórica/filosófica mais consistentes deixamos de analisar os fatos e passamos a revisar os padrões.

Há uma crise filosófica/teórica nas Ciências Sociais, uma anomalia, conforme defende nosso titio Thomas Kuhn.

Acredito que a separação entre vidência e futurismo deveria estar lá em cima, pois é uma divisão anterior.

No geral, o mapa está bem interessante, mas eu mudaria as encruzilhadas, pela ordem:

vidência x futurismo
futurismo competitivo (empresarial) x hobbie
futurismo competitivo de curto (modismo) de longo prazo (futurismo de fato)
futurismo de curto prazo (modismo) fatos x de longo prazo (padrões).

E aí sim, entraria com a revisão filosófica teórica para entender padrões.

É isso, que dizes?

A humanidade pode ser dividida entre os que querem conversar e os que querem fazer barulho.” – Juliano Spyer.

Diálogo – fala em que há a interação entre dois ou mais indivíduos.

Dialogar é permutar conceitos, assim como conversar é falar de amenidades.

Podemos, assim, dividir uma interação em três possibilidades:

  • Conversa – na qual não se troca conceitos;
  • Diálogo – no qual se troca conceitos;
  • Diálogo criativo – no qual se troca e se cria conceitos.

Para que se possa dialogar, mesmo que não se crie nada é preciso que existam cinco pré-condições entre os “dialogueiros“:

  1. que não haja dogmas sobre as respectivas narrativas e conceitos, mas apenas Certezas Provisórias Razoáveis;
  2. que haja respeito intelectual mútuo entre as partes;
  3. que haja acumulada reflexão e prática sobre a arte do diálogo, em que as partes estão interessadas não só no conteúdo, mas também na forma em que ele está sendo realizado;
  4. que haja interesse mútuo nos conceitos a serem permutados;
  5. e que as partes tenham uma algum tipo de sistema filosófico mais estruturado para ir guiando as variantes do diálogo.

Quando isso não ocorre, o ideal é não entrar na troca de conceitos e ficar numa conversa de amenidades,

O estado da arte do diálogo é quando se supera a conversa e o diálogo mais comum e se consegue estabelecer um diálogo criativo, quando novos conceitos são criados.

Existem, assim, três momentos para um diálogo criativo:

  • Fase 1 – o alinhamento dos pré-conceitos, quando as partes vão procurar compreender a narrativa e os conceitos com quem dialoga;
  • Fase 2 – o alinhamento dos conceitos, quando as partes vão comparar e aprofundar respectivas narrativas e os conceitos com quem dialoga;
  • Fase 3 – o alinhamento dos pós-conceitos, quando as partes criam narrativa e os conceitos, a partir das fases anteriores.

Num Diálogo Criativo o objetivo é que cada um saia mais enriquecido do que entrou, tanto em termos de forma (da melhoria da prática do diálogo) e do conteúdo (dos novos conceitos e narrativas) que surgem a partir do mesmo.

O aumento da taxa de eficácia criativa de um diálogo depende muito destas cinco pré-condições e do esforço que cada um tem no mesmo.

Nem sempre um diálogo criativo é possível por falta de uma das cinco pré-condições para o mesmo. Quando isso ocorre, não se deve insistir.

Ao se perceber que não há condições para dialogar, pode-se voltar para uma conversa, cujo objetivo não é trocar conceitos, mas apenas deixar o tempo passar de forma mais agradável possível.

É isso, que dizes?

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Poucas pessoas fazem as perguntas mais profundas. O problema é que essas perguntas são vitais para chegar ao âmago dos problemas que motivam o comportamento babaca dele.” – Mark Manson.

Nossa Tecnoespécie tem alta taxa de liberdade sobre a genética. É a maior entre todos os seres vivos deste planeta.

Para sobreviver e viver, temos que fazer muitas escolhas e, por causa disso, precisamos de um sistema filosófico adequado para definir Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas mais adequadas.

É da qualidade dos sistemas filosóficos criados, revisados, amadurecidos que dependerá a qualidade de vida de cada grupo ou pessoa.

Um sistema filosófico define uma forma encadeada das Perguntas Estruturantes em determinada ordem para que possamos não só decidir melhor, mas poder organizar os diálogos.

Todos os nossos valores, paradigmas e hábitos, mesmo que você não saiba, vêm de um determinado sistema filosófico.

Uma pessoa ou um grupo que não torna explícito o diálogo sobre sistemas filosóficos está vivendo uma crise de pensamento e, por sua vez, de hábitos.

Um sistema filosófico define, em determinada ordem, quais são as perguntas hiper, super e estruturantes, pois a resposta de uma interfere na da outra.

Resolvi criar o Sistema Filosófico Descentralizador, inspirado nas provocações da Titia Ayn Rand, que criou o Objetivismo.

Fiz algumas modificações para facilitar a minha análise sobre o mundo digital e encaixar a nova forma de pensar dos Bimodais, influenciados pela Escola de Toronto, liderada pelo conceituador Master Marshall McLuhan

Temos a primeira grande divisão do Sistema Filosófico Descentralizador da seguinte maneira:

  • Hiper Estruturante – definição dos motivos e da sugestão da melhor forma de organizar o Sistema Filosófico Bimodal;
  • Super Estruturante – Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas sobre a essência da espécie;
  • Estruturante – Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas de como devemos agir ao longo de nossas vidas, incluindo os grupos, cada pessoa na sua vida pessoal e profissional, onde se inclui nossa relação com as mudanças.

As Perguntas Hiper Estruturantes são as seguintes:

  • Por que devemos criar um Sistema Filosófico?
  • E qual a melhor forma de fazer isso?

As Perguntas Super Estruturantes são as seguintes, que abarcam toda a espécie:

  • Quem somos?
  • De onde viemos e para onde vamos?
  • Como nos adaptamos ao longo da jornada?
  • Como devemos organizar a sociedade?

As Perguntas Estruturantes são as seguintes, que abarcam cada indivíduo:

  • Como vivo melhor como pessoa e profissional?
  • Como saber o que é bom ou ruim para viver melhor?
  • Como saber o que é mais ou menos verdade para viver melhor?
  • Como me adapto ao longo da jornada?

Note que as Respostas Progressivas abrangem cada uma destas etapas acima que acabam por influenciar as demais.

É das Respostas Progressivas do Sistema Filosófico, que derivam teorias e metodologias em todos os campos, mas principalmente das Ciências Sociais.

Podemos fazer o movimento de baixo para cima (do mais abstrato/hiper estruturante para a estruturantes) ou de baixo para cima (do mais aplicado/estruturante para as hiper estruturantes).

Um sistema filosófico serve de base para o balizamento da vida de cada pessoa, dos grupos e da própria ideia de civilização.

Você pode discordar deste sistema filosófico, mas seria bom ter um que pudesse organizar as Perguntas Estruturantes e Respostas Progressivas, pois isso vai ajudar a pensar e agir melhor.

Além disso, você consegue perceber a cada novo contato com ideias de qualquer tipo de onde elas partem e quais são as encruzilhadas filosóficas, que foram escolhidas previamente.

O Descentralismo tem no nome de Descentralismo, pois as respostas que são fornecidas para as perguntas de cima nos leva a um movimento da espécie sempre na direção de mais poder para os indivíduos para lidar melhor com a complexidade.

O Descentralismo Progressivo é a grande novidade do Sistema Filosófico Bimodal, que sugere uma mudança disruptiva nas Ciências Sociais, a partir da revisão feita diante da Revolução Midiática Civilizacional em curso.

Sobre os detalhes do Descentralismo e as Respostas Progressivas, falo em outro artigo.

É isso, que dizes?

 

“A ladainha “todo mundo pode ser extraordinário” é uma punhetagem do ego.”Mark Mason.

Acredito que nós herdamos, como se fosse uma placa-mãe, determinados potenciais que nos permitem fazer coisas melhores que os demais em determinados tipos de atividades.

Em cima destes potenciais herdados temos diversas escolhas: admiti-los, conhecê-los, aceitá-los, apostar neles e criar uma rotina criativa para transformá-los em projetos da nossa vida.

No livro “A sutil arte de ligar o Foda-se“, Mark Manson critica duramente o senso comum em que define que todo mundo é extraordinário em tudo e que basta muito esforço em qualquer atividade para se chegar lá.

Na verdade, tem que existir um GRANDE esforço de autoconhecimento para que possamos apostar naquilo que temos mais facilidade para fazer e aceitar que não somos bons em várias outras coisas.

Quando acreditamos que somos bons em algo que não levamos tanto jeito, há um elemento exógeno (de fora para dentro), que pode nos causar frustração.

Obviamente, que conhecer nossos dons é apenas uma das etapas. A seguinte é criar e cumprir uma rotina criativa para que se possa transformar dons em realizações.

Mason, concordo com ele, define felicidade como o processo de escolha seletiva de problemas bons (diria gostosos).

Muita gente, entretanto, não acredita em dons. Imagina que se nós apostarmos em qualquer coisa com paixão e ambição podemos aumentar a taxa d

Porém, se começarmos das principais referências de pessoas hiper fora da curva (digamos Einstein, Leonardo da Vinci e Bob Fischer) vamos ver que ali tivemos a parceira dom + esforço.

Não existe o fora da curva sem esforço, mas também não existe o fora da curva sem dom.

Ter uma vida “fora da curva” é algo que parte de dentro para fora. Você escolhe as personal curvas que quer enfrentar na sua vida.

Manson diz que o aumento da taxa da felicidade é passar a lidar com os problemas escolhidos por você. E não os problema que os outros jogaram no teu colo.

Eis uma síntese do que ele defende:

“A felicidade é uma forma de ação, que só se dá quando você descobre os problemas que gosta de ter e resolver.”

Assim, a felicidade estrutural (contentamento) – que não é a conjuntural (alegria) –  não é um ponto de chegada, mas uma vida na qual existe uma estratégia para a solução de problemas escolhidos por você.

Para que esse aumento da taxa de felicidade seja possível, a avaliação dos nossos personal dons é algo fundamental.

É isso, que dizes?

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Você é definido pelas batalhas que está disposto a lutar.” – Mark Mason.

O livro “A sutil arte de ligar o f*da-se”, de Mark Mason, vendeu milhões de exemplares e veio atender a uma demanda latente: estamos precisando de filosofia aplicada para a vida, explicada de forma simples.

O livro de Mark Manson é um livro de filosofia, sem citar os autores que se baseia, que não foi escrito para pessoas fazerem prova do ENEM.

A principal mensagem filosófica do livro é a seguinte: você precisa lidar melhor com um dos grandes dilemas da vida – lidar melhor com o jogo da potência e da impotência.

A arte do F*da-se se baseia no autoconhecimento progressivo, no qual você irá definir valores provisórios, que serão testados, a partir do critério da personal felicidade.

Você não diz F*da-se para tudo, mas só para aquilo que vem de fora, do que é irrelevante para que você atinja a sua personal felicidade progressiva.

Mason tem uma visão do Sapiens como uma espécie aberta, mutante e que precisa assumir e se responsabilizar sobre a própria vida.

Vejamos algumas frases centrais do livro:

“Nossos valores determinam a natureza dos nossos problemas, e a natureza dos nossos problemas, por sua vez, determina a qualidade da nossa vida.”

“Estamos escolhendo sempre, de modo consciente ou não.”

E lembra que temos que desconfiar da capacidade de nosso cérebro de conhecer (faço abaixo um mix de várias frases:

“Nosso cérebro é uma máquina de gerar significado (…), pois somos tendenciosos em relação ao que assimilamos e relutamos em nos desapegar do que nossa mente criou.”

“Nossos valores são produtos de eventos que não representam o mundo como um todo ou de um passado totalmente deturpado pela memória, já que o cérebro é programado para ser eficiente, mas não fiel.”

O livro de Mason – como vários outros de filosofia aplicada – marca o início da Civilização 2.0, no qual precisamos rever antigos vícios existenciais.

O livro do F*da-se de Mason é um bom guia para nos preparar para viver num mundo muito mais dinâmico, cujo o grande guia é a Certeza Provisória Razoável, tendo como bússola a personal felicidade saudável.

(A felicidade saudável é aquela baseada em trocas acordadas e voluntárias entre as partes, num ambiente de concorrência.)

A arte do F*da-se não é “cagar e andar” para tudo, mas definir aquilo que queremos defender e batalhar e deixar todo o resto de lado.

A arte do F*da-se é a prática de dizer não e sim o tempo todo, mas, para isso, é preciso ter um guia interno do que é a vida, a consciência da morte, e o que nos faz mais feliz.

A arte do F*da-se é a prática de andar na corda bamba entre a potência e a impotência. E entre a coragem e a serenidade para escolher as batalhas da vida.

Resumiria o livro, numa adaptação livre do mantra do AA (Alcóolatras Anônimos) chamada oração da serenidade:

Que eu consiga ter serenidade para as coisas que não posso ou não quero alterar. Coragem para aquelas que eu posso e quero. E sabedoria, em direção à minha felicidade, para perceber a diferença.

É uma síntese para que possamos viver nesse mundo inovador, exponencial, mutante e veloz.

É isso, que dizes?

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“O filósofo está sempre preocupado com conceitos claramente definidos.”Luc de Brabandere.

Conceito – do latim conceptus, que significa “coisa concebida” ou “formada na mente”, aquilo que é concebido em pensamento sobre algo ou alguém.

Conceitos não existem fora do ser humano. Conceitos, do verbo conceber, alguma coisa gerada por alguém são criados para que nos aproximemos da realidade.

O ser humano, assim, concebe a realidade, através de conceitos, que procuram definir as coisas. Não é a realidade, mais uma concepção humana da mesma.

O conjunto de conceitos forma uma explicação, mais ou menos lógica, de alguma coisa.

Quanto mais preciso e lógico for o conceito mais ele tem chance de se aproximar da realidade e vice-versa.

Toda a tentativa de concepção da realidade visa uma melhor qualidade de de vida, através de decisões mais acertadas.

A validação dos conceitos, portanto, não é feita por outros conceituadores, mas pelas decisões que serão tomadas a partir deles. Se os conceitos não servem para decidir, são conceitos inválidos e descartáveis.

Conceitos, assim, são ferramentas de decisão.

Conceitos formam narrativas que estruturam nossos valores (como devemos agir) e paradigmas (como devemos pensar).

A não preocupação da qualidade dos conceitos pode não gerar problema quando temos situações estáveis, quando os antigos conceitos são válidos, mas pode gerar o caos na instabilidade.

Conceituar é se preocupar com a nossa percepção da realidade.

Conceituar é assumir que nossa percepção do mundo é construída e não natural.

Conceituar é assumir a sua percepção e não deixar que a concepção dos outros te deixe levar.

É isso, que dizes?

Uma tecnologia só é uma tecnologia, se você nasceu antes dela.” – Alan Kay.

Diante de cada vez mais tecnologias os Tecnofóbicos ou os Tecnoingênuos levantam a voz e dizem que isso “vai contra a natureza humana”. Será?

A Tecnofobia e a Tecnoingenuidade fica ainda pior quando se fala no futuro próximo na chegada de ciborgues, chips no cérebro, mudanças genéticas.

Na verdade, a resposta progressiva do titio Marshall McLuhan à questão filosófica estrutural “Quem somos?” pode ser traduzida em: ” sempre fomos uma Tecnoespécie”.

O Sapiens, quando virou Sapiens, só fez isso quando descobriu o potencial das tecnologias para melhorar a sua qualidade de sobrevivência.

O Sapiens, assim, NUNCA foi natural. Mais ainda. O que é natural no Sapiens é justamente a criação contínua de novas tecnologias.

Se é da essência das outras espécies serem escravas da genética. É da essência do Sapiens poder reinventar tecnologias e recriar a sua forma de sobreviver e viver.

O Sapiens, diferente das outras espécies, vive num Tecnoplaneta, que vamos reinventando ao longo da jornada, a partir dos desafios que vão surgindo.

Conforme as tecnologias e cosmovisões que vamos criando, podemos ser o que fomos, somos e seremos. Somos, assim, uma espécie naturalmente mutante.

Quando os Tecnofóbicos e Tecnoingênuos (aqueles que ainda não entenderam a nossa essência) querem rejeitar tecnologias não podem utilizar o argumento da perda da “naturalidade humana”.

Tecnologias sempre têm dois lados: os problemas que resolvem e os que criam logo em seguida.

Questionar novas tecnologias com o falso argumento de que estamos perdendo a nossa naturalidade, anotem, é um falso argumento. É uma tentativa vã de ir contra a nossa natureza mutante.

Pode-se tentar minimizar impactos de tecnologias que se massificam, porém JAMAIS com o argumento que estamos perdendo algo natural.

Tecnologias podem até ser inadequadas – como colocar um som alto num recanto que pede silêncio – isso é um problema de adequação e não de desnaturalização.

É isso, que dizes?

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“Inovar é criar algo novo para o sistema. Ser criativo é pensar um novo sistema.” – Luc de Brabandere.

No livro, “O Lado Oculto das Mudanças” – que sugiro que você leia – Brabandere fala de dois tipos de mudança: a inovadora e a criativa.

A mudança inovadora (tipo 1) é uma mudança de um componente dentro do sistema com os mesmos paradigmas. A criativa (tipo 2) do próprio sistema com novos.

Podemos entender que Brabandere chama a inovação de incremental ou radical. E a criação é dedicada à disrupção, com a criação de novo sistema.

Podemos ainda interpretar que a mudança incremental ou radical se limitam a questionar aspectos operacionais e a disrupção teóricos e filosóficos.

Ao falar , assim, tanto em inovar ou criar – precisamos da FILOSOFIA DA MUDANÇA: área que se dedica a estudar os aspectos mais profundos e abstratos das necessárias alterações de paradigmas, valores e hábitos em nossas vidas.

A Filosofia da Mudança é uma subárea filosófica da área Ética/Epistemológica, que pretende ajudar o sapiens a responder: o que é mais verdade para ter uma vida mais significativa e feliz? 

Diversos autores procuram nos ajudar a entender como podemos nos adaptar às mudanças e isso se inicia por compreender o tamanho e a origem de que tipo de alteração estamos falando.

Temos dentro da Filosofia da Mudança duas áreas:

  • a primeira (origem da mudança) – se inicia de dentro para fora (endógena) ou de fora para dentro (exógena)?;
  • a segunda (qual é a demanda adaptativa) – operacional/metodológica (incremental ou radical) ou teórica filosófica (disruptiva).

(Temos  ainda um outro aspecto que é a velocidade da adaptação à mudança, mas vamos abordar isso mais adiante.)

Brabandere no seu livro “O lado oculto…”  trabalha com o a subárea Demanda Adaptativa da Filosofia da Mudança, similar ao nosso Tio Thomas Kuhn ao batizar os conceitos como demanda adaptativa normal e a extraordinária.

O quadro de Brabandere na página 10 do livro é histórico e coloco para vocês se deliciarem, abordando os dois tipos de demandas adaptativas, que precisamos nos submeter:

O importante perceber é:

  • As mudanças inovadoras – no conceito de Brabandere –  são alterações em um sistema, que se mantém com os mesmos paradigmas. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação incremental ou radical;
  • As mudanças criativas – no conceito de Brabandere –  são criações de um novo sistema, que demanda a obtenção de novos valores, paradigmas e hábitos. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação disruptiva.

As Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) são exemplos de Mudanças Criativas, que têm novos valores, paradigmas e hábitos. São um novo sistema.

Para entender as Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) e se adaptar a elas é preciso adotar novos paradigmas (adaptação criativa) para que se possa criar ações inovadoras (adaptação inovadora) –  a partir delas.

É isso, que dizes?

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“A porta de mudança de cada pessoa só pode ser aberta pelo lado de dentro.” – Marilyn Ferguson.

Uma das perguntas que mais me fazem nos cursos de inovação é sobre como convencemos pessoas a mudar.

Depois de levar muito “tiro” e “facada” estou convencido de que o processo de mudança segue algumas regras, que precisam ser aprendidas.

A primeira delas é de que existem diferentes perfis de pessoas que são mais ou menos aceitas à mudança, dependendo de objetividades e subjetividades.

Quanto mais uma pessoa depende de um determinado processo para sobreviver e viver, mais ela tenderá a se agarrar nele e vice-versa.

Quanto mais uma pessoa tem uma mente inquieta, mais ela tenderá a querer mudar e vice-versa.

Assim, se você está diante de uma pessoa muito apegada aos processos e uma mente muito quieta, mais ela tenderá a resistir a qualquer mudança e vice-versa.

Quando tentamos convencer de fora para dentro que é preciso mudar, no fundo, o que estamos fazendo é o seguinte: alertando que a pessoa tende a “bater num poste” e se machucar.

Tem pessoas que conseguem entender o alerta e evitar a batida, mas tem outras que precisarão NECESSARIAMENTE bater no poste, até diversas vezes, para estar mais aberta a ouvir conselhos.

Tem algumas que mesmo com todas as batidas de poste nunca irão mudar.

Obviamente, que melhorar a forma como sugerimos as mudanças, apresentar as “batidas de postes”, que já ocorreram ajuda muito no processo de aceitação da alteração de curso.

Porém, um agente de mudança, aquele que percebe que algo precisa ser alterado e vende esse tipo de serviço, tem que passar a modular sua energia.

A ideia é a cada visita de um possível cliente jogar um pouco de “gasolina” para ver se acende a fogueira e jogar esforço, naqueles lugares que o “fogo” pega mais fácil.

É isso, que dizes?

Homens que rejeitam a responsabilidade do pensamento só podem existir como parasitas do pensamento dos outros.” – Ayn Rand.

Hoje, é mais do que comum, é hegemônico, chamar as mídias digitais de “redes sociais”. Porém, o conceito é equivocado e vai atrapalhar a sua forma de pensar e agir.

Redes sociais são todas aquelas formadas por mais de uma pessoa e existem desde que o sapiens desceu das árvores.

O que temos, ao longo do tempo, é a chegada de novas mídias, tecnologias que permitem a sofisticação da relação dentro e entre as redes sociais.

Podemos dizer que tivemos as mídias gestuais, orais, escritas e agora digitais, suportando as diferentes redes sociais ao longo do tempo.

O conceito “redes sociais” passa a ideia de que agora o que é novo é o surgimento de redes, o que não é verdade, pois o sapiens sempre operou em redes.

O fator variante das redes, volto a dizer, é a chegada de novas tecnologias midiáticas.

Quando repetimos, à exaustão, redes sociais, não conseguimos enxergar e compreender que vivemos hoje a chegada de novas mídias, que mudam a forma como as redes sociais operam.

Um conceito ruim, gera uma visão de mundo ruim, o que implica, ao longo do tempo, em decisões ruins. É por causa disso que a criação de conceitos exige muito cuidado.

Se você quer ser mais preciso e exato evite o termo “redes sociais” opte por mídias digitais, que fará o contraponto com as mídias eletrônicas, por exemplo.

Vejamos a frase.

Mídias digitais permitem que haja um fluxo muito maior de interação entre as pessoas, sofisticando as redes sociais existentes e criando novas.

Dá para perceber a diferença?

É isso, que dizes?

Um grande general sempre observa o campo de batalha do alto.Jim Collins.

Vivemos hoje um período de instabilidade e de confusão nos negócios, cujo o sintoma claro é o seguinte: quem faz sucesso são aqueles que tem pouco apego ao passado.

O que temos hoje é o avançar de uma Revolução Midiática Civilizacional, fenômeno social recorrente, que não constava (e ainda não consta) dos livros da administração e dos negócios.

Há um esforço enorme de pensadores dos negócios de entender o fenômeno, mas, infelizmente, têm utilizado ferramentas de análise inadequadas.

Organizações não precisavam, antes da disrupção da Internet, pensar o futuro de médio e longo prazo como necessitam agora.

Podemos dizer, aliás, que muito mais do que implantar novas tecnologias, organizações que vão liderar mercados digitais são aquelas com uma visão de futuro mais eficaz.

Um Futurismo de qualidade é aquele que consegue entender a crise filosófica e teórica da administração e sugere novos paradigmas para fazer o ajuste.

Um Futurismo de qualidade é aquele que, antes de analisar apenas os fatos, procura rever a relação da administração/negócios e as mudanças de mídia.

Um Futurismo de qualidade promove uma revisão filosófica e teórica nos livros de administração e dos negócios e coloca algo bem mais consistente no lugar.

É preciso deixar claro como a luz do sol o seguinte: a maior crise que as organizações vivem hoje não é de como agem, mas como pensam!!!

O primeiro trabalho de lideranças que querem realmente sair da crise é adotar um Futurismo de Qualidade preocupado em entender o cenário e não de enrolar os clientes para vender consultoria.

É da qualidade do Futurismo que será adotado que pessoas, profissionais e organizações terão mais condição de entender o que virá amanhã e poder decidir melhor hoje.

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A tendência perpétua da raça humana de aumentar além dos meios de subsistência é uma das leis gerais, que não podemos ter nenhuma razão para esperar mudar.” – Thomas Malthus.

No livro o “Caminho da Servidão” de Friedrich Hayek – como bom representante da Escola Austríaca de Economia – alerta que complexidade não rima com centralização.

Porém, Hayek não leu Malthus com atenção, pois a complexidade humana é progressiva e, por causa disso, a descentralização tem que ser também obrigatória.

Existem diversas novidades na revisão dos paradigmas filosóficos e teóricos das Ciências Sociais.

  • o aumento populacional nos leva ou ao colapso ou a uma Revolução Midiática;
  • uma Revolução Midiática abre as portas para modelos organizacionais humanos mais sofisticados;
  • modelos organizacionais humanos mais sofisticados significam, necessariamente, o aumento das decisões do centro para as pontas.

Podemos, assim, compreender que a nossa Tecnoespécie – a única que conhecemos até aqui – vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva.

A Complexidade Demográfica Progressiva nos obriga, de tempos em tempos, a criar novos modelos organizacionais com Ordens Espontâneas cada vez mais sofisticadas.

Ordens Espontâneas mais sofisticadas são filhas do empoderamento cultural civilizacional da população, de novas tecnologias midiáticas descentralizadoras e de novas filosofias sociais.

O grande objetivo das Revoluções Midiáticas é reduzir o Efeito Dominó Centralizado, que é gerador de cada vez mais crises de sobrevivência.

Quanto mais peças de dominó tivermos envolvidas na equação da sobrevivência, menos podemos ficar sujeito a “petelecos centralizados”.

A única forma sustentável da sobrevivência de uma Tecnoespécie, que aumenta a complexidade demográfica de forma progressiva, é criar tecnologias, ideologias e formação civilizacional, que permita o empoderamento dos indivíduos.

Se cada uma das “peças” do dominó passa a ter mais poder de decisão, se reduz exponencialmente o efeito inesperado do “peteleco”, passando de um mais central para cada vez mais distribuído.

Se analisarmos a jornada humana vamos observar que, para evitar o caos, com o tempo, mais e mais pessoas entraram no processo de decisões para dar petelecos também.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais são filhas de aumentos populacionais e mães de novos modelos administrativos mais distribuídos, que têm como grande missão, no longo prazo, reduzir a taxa da incerteza do efeito dominó.

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Muita gente fala que no futuro estaremos cercados de Inteligência Artificial. Porém, é preciso ter cuidado para separá-las em dois tipos: a IA 1.0 e a IA 2.0.

Hoje, grandes empresas têm procurado resolver o problema da complexidade dos processos, utilizando-se da IA 1.0. É o caso das atendentes digitais dos call center.

A IA 1.0 serve ao modelo administrativo da gestão, procurando resolver a complexidade de forma centralizada.

A IA 2.0 é a que vemos nas Plataformas Uberizadas e serve para que se possa ampliar o poder da Inteligência Coletiva distribuída.

O grande segredo das Plataformas Uberizadas de sucesso está no uso intenso da Linguagem dos Rastros, que permite a participação dos usuários e da IA 2.0, que organiza os dados.

Uma das grandes descobertas da Bimodais nos estudos que têm feito sobre a Civilização 2.0 é a macrotendência para a descentralização progressiva.

Quanto mais gente houver no planeta, mais as decisões tenderão a ser distribuídas por uma questão de sobrevivência.

E haverá um uso intenso da IA 2.0 justamente para ajudar que as decisões possam ser tomadas com mais qualidade por cada vez mais gente.

É isso, que dizes?

 

“Antes do Digital nós filtrávamos para publicar e agora se publica para filtrar.”Clay Shirky.

Vivemos hoje, a partir da chegada de uma nova mídia, a maior revolução administrativa da história do Sapiens.

O Sapiens passa a poder experimentar, pela primeira vez, algo parecido com o macro modelo de administração das formigas, baseado numa inusitada Linguagem dos Rastros.

Nossa espécie cresceu demograficamente, de forma exponencial, nos últimos 200 anos e, como já fez antes, está promovendo um ajuste entre a complexidade demográfica e a administrativa.

Formigas têm um modelo administrativo preparado para alta complexidade demográfica e é justamente este que estamos adaptando para resolver antigos problemas.

Num formigueiro não há controle central, pois cada formiga colabora com informações, através dos rastros, para que todas as outras possam decidir e vice-versa.

A rainha de um formigueiro tem apenas a função de reproduzir e nada mais. O grande segredo do formigueiro é esse: uma administração distribuída, que permite a sobrevivência de milhões de membros.

O grande segredo das BigTechs foi esse: o uso intensivo da Linguagem dos Rastros das formigas, que permite um modelo administrativo com uma relação de custo/benefício exponencialmente mais eficaz do que os anteriores.

As BigTechs não usam novas tecnologias, mas um modelos administrativo novo e disruptivo, que podemos no popular chamar de Uberização e cientificamente de Curadoria.

Na Uberização, se elimina o controle de qualidade central para processos cada vez mais complexos, que é repassado para os clientes, através de estrelas, cliques, curtições, comentários, compartilhamentos.

O que torna as BigTechs exponenciais em relação às organizações tradicionais é justamente a implantação desse novo modelo administrativo, que é, antes de tudo, FILOSOFICAMENTE, distinto dos antigos.

O pulo do gato da Uberização, entretanto, está justamente em não se ter o controle do conteúdo, apenas da forma – o que as permite ser administrativamente mais exponencial.

Na Uberização é o usuário, através de seus critérios, via Linguagem dos Rastros, que avalia o que é bom e o que não é em termos de conteúdo para o seu próprio consumo.

Na Uberização, do ponto de vista filosófico-administrativo, cabe aos donos das plataforma cuidar apenas do algoritmo para que os usuários possam literalmente definir a qualidade.

Muitas Plataformas Uberizadas, entretanto, não é de hoje, criaram um modelo meio barro, meio tijolo, no qual, de alguma forma, ainda querem controlar a qualidade do centro, de alguma forma.

As BigTechs de conteúdo passaram, por exemplo, a censurar pessoas e conteúdos, a partir de critérios políticos do centro, o que fere a filosofia do modelo.

Na verdade, as Plataformas Uberizadas podem controlar o conteúdo, se quiserem. E mostraram que fazem isso em determinados momentos, aprofundando a crise.

No fundo, tivemos uma dicotomia entre o que se vendeu de Uberização “plataformas neutras no conteúdo” para “plataformas ativas”, a partir dos critérios dos donos.

A sociedade – com uma cultura cada vez mais horizontal e distribuída – passou a demandar plataformas uberizadas, nas quais não se possa – de forma alguma – interferir no conteúdo.

A crise das plataformas uberizadas passou de algo que era percebido apenas por um grupo ainda restrito para uma demanda cada vez maior da sociedade.

Está aberta a demanda – com vários projetos em curso – para a criação de Plataformas Uberizadas, que se utilizam da Linguagem dos Rastros, mas também de Plataformas Blockchenizadas.

A filosofia administrativa do Blockchain não permite que um centro interfira – de forma alguma no conteúdo – pois, depois de criada, ninguém, mesmo que queira, pode fazer isso.

Podemos dizer que a Blockchenização em processos administrativos cada vez mais variados marcará o início da nova etapa da Revolução Civilizacional 2.0.

As BigTechs – que muito ajudaram na atual Revolução Civilizacional –  terão que se reinventar. Passarão, se não se mexerem, de inovadoras à tradicionais.

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