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Eu traduzo marketing como mercadando: se relacionando com o mercado.

A Digitalização da sociedade está obrigando a cada mais gente ter que se relacionar com o mercado diretamente.

Estamos vivendo um aumento exponencial do empreendedorismo individual, reduzindo o antigo modelo da carteira assinada.

O empreendedor individual precisa aprender a mercadar, pois não tem mais o “papai” patrão para fazer isso por ele.

Houve o boom do Marketing Individual Digital.

Note que o ato de mercadar, do ponto de vista ético, é o de oferecer algo bacana para melhorar a vida de alguém.

Para oferecer algo bacana você tem que ter vocação para o produto/serviço que está a mercadar.

E, a partir desse processo contínuo de descoberta, o marketing entra como uma ferramenta de relação e, principalmente, de aprendizagem.

O que as pessoas dentro do mercado estão dando de feedback para que você possa se aperfeiçoar?

O marketing não deve definir aquilo que você é ou oferece, mas ajuda a aperfeiçoar e divulgar essas escolhas.

O marketing bem feito não é aquele que você tem muitos seguidores que jamais virarão clientes.

O marketing bem feito é aquele que você tem uma comunidade de consumo apta a comprar algo que você oferece.

Há febre por seguidores, através de vários “golpismos tecnológicos“, que nunca vão ajudar ninguém a sobreviver do seu próprio negócio.

Quando falamos em mercadar a métrica não é seguidor, mas a criação de uma rede fiel de clientes, o que é bem diferente.

O processo de marketing bem feito começa com a descoberta do potencial da pessoa + o que o mercado quer + uma estratégia de mercadação.

O marketing de raiz é um processo psicológico-existencial de você descobrir a melhor forma de servir aos outros.

Porém, como todo mundo quer um lugar ao sol, cada vez mais rápido aparecem sempre têm os oportunistas/golpistas de plantão.

Faça do marketing processo de auto-conhecimento, forma de se relacionar com teus clientes. É mais demorado, mas mais permanente.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Temos a fantasia de espécie Tecnopura, que agora está vivendo uma tsunami tecnológica.

O ser humano tem por hábito naturalizar todas as tecnologias antigas.

Nossa fantasia de Tecnopuricidade é remédio e veneno: remédio, pois nos ajuda a viver melhor; veneno quando o ambiente tecnológico se altera.

As pessoas acreditam que o Tecnoplaneta que vivemos é eterno e não mutante.

Pior.

Temos dificuldades, como a Kodak teve, de de entender que organizações têm um Tecnonegócio e não um negócio.

Quando mudas as tecnologias de um Tecnonegócio, o Tecnonegócio muda!

Só que a situação do século é muito mais grave.

Organizações não entendem que vivem em um Tecnoplaneta e que os modelos administrativos também são Tecnos.

Mídias são as Tecnologias Centrais do Tecnoplaneta e definem os modelos administrativos mais sofisticados que podem ser praticados.

Vivemos hoje a maior Revolução Administrativa da história do Sapiens, passando do gestor-lobo para o curador-formiga.

Nosso principal problema é psicológico, pois estamos mudando algo que os administradores não imaginavam que podia ser alterado.

E não tem havido tempo para superar essa crise psicológica.

Do jeito que a coisa vai, a quebradeira – e choradeira – vai ser grande.

A quebradeira será grande quando a segunda fase da Uberização (Blockchenização) chegar ao pequeno e micro empreendedor.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Tenho trabalhado com uma Plataforma de Cursos que trabalha no conceito de Gestoria.

Explico.

Na Gestão, o comando central controla tudo: pessoas, acervo e qualidade de produtos e serviços.

Na Curadoria, o comando central controla o algorítimo que define as regras pelas quais a comunidade de consumo vai se auto-gerenciar.

Na Gestoria, temos o seguinte embolamento: pode-se incluir algo no acerto, mas o comando central tem que aprovar.

Na Gestoria, temos um administrador com o pé em duas civilizações diferentes: de manhã ele é o gestor-lobo e de tarde o curador-formiga.

O problema da Gestoria é a impossibilidade quantitativa de gerenciamento.

Na Gestoria, há um problema de gerenciamento de complexidade exponencial que o gestor-lobo não consegue resolver a contento.

Inevitavelmente, na Gestoria vamos ter um problema de “fila”: vai se ter cada vez mais coisas para o gestor-lobo aprovar do que consegue dar conta.

Por isso, os projetos de Curadoria que funcionam são exatamente aqueles que adotaram a filosofia das formigas: auto-gerenciamento, via algoritmos.

Projetos de Gestoria precisam de um tipo de hipnose repetida todo dia: “você não é mais lobo, agora é a vez das formigas”.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Vivemos hoje três etapas distintas da Revolução Digital:

  • Digitalização – tudo igual, só muda o canal;
  • Uberização – muda o canal e chega a linguagem dos rastros;
  • Blockchenização – muda de novo canal com a linguagem dos rastros.

Na Digitalização, que é onde estão todas as organizações tradicionais, o modelo de administração não muda.

Na Uberização, o papel do administrador é o de gerenciar algorítimos.

O problema da Uberização é a centralização dos canais. Ou se é uma multinacional ou não se consegue operar nessa etapa.

A Uberização só chegará nos micro e pequenos empreendedores com a Blockchenização em plataformas distribuídas.

Administradores do futuro não vão mais gerenciar pessoas, produtos e serviços, mas comunidades de consumo, via algoritmos.

A Uberização só vai se popularizar quando aparecerem as grande Plataformas Blockchenizadas Distribuídas.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Sabedoria, vem do latim sapere — aquilo que tem sabor.

Sabor é sensação que certos corpos ou substâncias exercem sobre os órgãos do paladar.

Assim, se formos na origem da palavra sabedoria está longe de ser uma pessoa que conhece.

Sábio seria alguém que procura – por critérios subjetivos – saber o que faz com o conhecimento adquirido.

Faz tempo contava em sala de aula o que achava que era a diferença de dados, informação, conhecimento e sabedoria.

  • A pessoa percebia uns pingos na janela, será chuva? – pingo é dado;
  • Olhava para o céu e percebia nuvens pesadas e mais pingos – é tá chovendo – isso é informação;
  • Tinha noção de que naquela época do ano chovia sempre no final de tarde – isso é conhecimento;
  • A decisão se ia sair ou não de casa com chuva para ir lanchar com os amigos, aí neste momento chegou a hora da sabedoria.

Sabedoria é um processo de decidir de forma adequada o confronto entre as suas demandas internas com as possibilidades que o mundo te dá.

Estou no processo de análise do livro “Levar Adiante” (no projeto da Escola Leituras Bimodais), a história de Bill Wilson, um dos fundadores do Alcoólatras Anônimos.

O mantra principal do AA fala justamente nesse aspecto da sabedoria, vejamos:

  • Serenidade para o que não posso modificar – lidar com a impotência, com as forças internas e externas que não somos capaz de alterar;
  • Coragem para modificar o que posso – com a potência, com as forças internas e externas que somos capaz de enfrentar;
  • E sabedoria para distinguir a diferença.

Note que a sabedoria é a capacidade que temos de, o tempo todo, lidar com nossas potências e impotências.

A sabedoria, como depende da potência e impotência de cada um, não cabe numa receita de bolo.

Em tempos de Coronavírus e de Transformação Digital, fala-se muito em dado, informação, conhecimento e menos do que se deveria em sabedoria.

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“Nepô, quero ser bimodal!”

São três etapas que conseguimos enxergar hoje:

  • Digitalização – ex: a migração da Globo para o Netflix;
  • Uberização – ex: a forma de gerenciar vídeos do Youtube;
  • Blockchenização – ex: o gerenciamento de vídeos em plataformas distribuídas, a uberização do Youtube.

Tais mudanças alteram o que chamamos na Narrativa Bimodal de Modelo Estrutural de Sobrevivência do Sapiens.

A alteração no Modelo Estrutural de Sobrevivência do Sapiens é o fato mais relevante da atual Revolução Digital.

Conseguimos hoje criar uma Plataforma de gerenciamento como o Youtube que permite ter 2,2 bilhões de usuários sem nenhum gerente.

Isso só é possível graças ao novo canal digital e a linguagem dos rastros, que nos permite simular um grande “formigueiro”.

Porém, Youtubes são multinacionais centralizadas que darão a Youtube locais, distribuídos, com a chegada da Blockchenização.

O que aprendemos com a histórias das Revoluções Civilizacionais é que só há um jeito sustentável de lidar com o aumento da complexidade demográfica: descentralizando as decisões!

No século passado, não descentralizamos as mídias, pois elas tecnologicamente não permitiam.

Assim que o primeiro maluco inventar um Youtube Blockchanizado, vamos começar a parte 2.1 da atual revolução.

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“Nepô, quero ser bimodal!”

A primeira grande mudança na forma de pensar o Sapiens é entender que nossa forma de viver é Tecnomutante.

Nosso Modelo Estrutural de Sobrevivência é obrigado a ser alterado no tempo, pois aumentamos a população.

Assim, de tempos em tempos, assistimos Revoluções Civilizacionais, que se iniciam com a chegada de novas Tecnologias Interativas (mídias).

A Revolução Civilizacional Digital é a mais disruptiva de todas elas, pois nos permite utilizar a linguagem estrutural das formigas.

Formigas, por terem milhões de membros, não se comunicam por sons, mas por rastros.

Os rastros das formigas permitem que possam resolver problemas complexos sem a necessidade de um líder-alfa.

Todos os projetos exponenciais que vemos nas Zonas de Futuro estão se utilizando da linguagem das formigas: Uber, Airbnb, Youtube, entre outros.

O grande problema que temos hoje é que o atual Modelo Estrutural das organizações é incompatível com as do futuro.

As Zonas de Futuro já ocupadas mostram que uma coisa é a TV Globo e Netflix (gestão) e outra é o Youtube (uberização).

É preciso rever nossos paradigmas antes de sair por aí criando projetos.

Tem muita gente no meio da atual tempestade, navegando com o barco da “Transformação Digital” sem bússola nenhuma.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Pandemia – enfermidade epidêmica amplamente disseminada.

Uma Pandemia é provocada por um tipo de vírus, que evolui de outros, aprende e se dissemina em várias regiões do planeta.

Não é uma epidemia, que é local, mais uma Pan-demia que é multi-regional.

A característica da Pandemia do Coronavírus, ou o famoso vírus chinês, é que ele é:

  • muito agressivo nos seus efeitos, com alta taxa de mortalidade entre determinado perfil da população;
  • se dissemina rápido;
  • e é desconhecido por parte dos profissionais de saúde.

O vírus se expande com mais facilidade, pois encontra um Sapiens cada vez globalizado e vivendo em cidades cada vez maiores.

Assim, o que temos na atual epidemia é uma anomalia:

O que a atual Pandemia demonstra é algo que temos apontado na Narrativa Bimodal: o nosso Modelo Estrutural de Sobrevivência é incompatível com a Complexidade Demográfica que atingimos.

O Sapiens faz Revoluções Civilizacionais, que se iniciam com novas mídias, para equilibrar a Demografia com o Modelo de Sobrevivência.

A atual Pandemia demonstra, de forma aguda e explícita, que o atual Modelo Estrutural de Sobrevivência ficou obsoleto.

Num mundo tão povoado e interconectado temos que ter muito mais flexibilidade com o tempo, de lugar e de como decidimos sobre tudo.

Mais.

Num mundo tão povoado e interconectado temos que ter formas muito mais descentralizadas de decisão.

Passada a Pandemia atual, o dever de casa que teremos é utilizar do potencial da nova Tecnocultura par lidar melhor com as próximas.

E aí voltamos ao normal:

Sai a Pandemia do Corona e entra a da Transformação Digital, com todas as resistências que nossa cabeça de século XX provoca.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Agora, todas as organizações precisam se reinventar. Acabou a fase de repetir é bom, vamos repetir até morrer!

A Revolução Civilizacional Digital aumentou radicalmente a demanda por uma maior taxa de inovação.

E todo mundo agora, depois do Digital, tem que deixar de ser repetitivo e virar criativo, do dia para noite!

E aí vem esse infeliz mantra de caminhão com pneu furado: “Bora sair da caixa!”.

O exercício de criatividade eficaz não é o de sair da caixa, mas a capacidade de olhar para a nossa caixa de forma diferente!

O exercício de criatividade eficaz é o de tomar consciência da caixa e escolher a caixa mais adequada possível, a cada contexto.

A Pandemia da Transformação Digital está deixando todo mundo histérico. Ninguém, assim, sai da caixa, mas assume que tem uma!

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Uma das grandes revelações da Escola Canadense de Comunicação é que o sapiens faz revoluções midiáticas recorrentes.

Principalmente, Pierre Lévy em vários de seus livros aponta que: chegou nova mídia, temos nova Era Civilizacional.

A Escola Canadense, entretanto, se limitou a interpretar o fenômeno midiático e nós aqui no Brasil, na Bimodais, fomos um pouco mais fundo.

Percebemos que as Revoluções nas Mídias fazem parte de um fenômeno bem maior: a alteração no Triângulo de Sobrevivência do Sapiens.

Toda espécie social tem um Modelo Estrutural de sobrevivência. O das outras é genético, o nosso é tecno-genético.

Por ter um Modelo Tecno-Genético de Sobrevivência o Sapiens pode aumentar o tamanho da população, mas é obrigado, de tempos em tempos, dar um upgrade no mesmo.

Revoluções Civilizacionais se iniciam com a mudança de mídia e depois permitem a alteração na forma como nos organizamos e decidimos.

A crise de não compreensão do digital se deve ao total descaso dos gurus de plantão aos pensadores canadenses.

Um dos principais méritos da Bimodais – Escola de Pensamento Digital é justamente resgatar e melhorar a narrativa dos canadenses.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Vivemos hoje o que podemos chamar de Curadoria 1.0, ou, no popular, a Uberização.

A Uberização se caracteriza pelo canal das Plataformas Centralizadas e Linguagem dos Rastros.

A Linguagem dos Rastros (uberizadora), similar a das formigas, novidade para o sapiens, permite que se possa lidar de forma mais descentralizada com problemas complexos.

A Linguagem Uberizadora permite que se possa eliminar o gerente, a carteira assinada, o controle do acervo e da qualidade centralizada.

A Uberização permite, pela primeira vez, que usemos a Linguagem dos Rastros, mas tudo está sendo feito em Plataformas Centralizadas.

A nova grande etapa da Civilização 2.0 será a descentralização das plataformas, mantendo a Linguagem dos Rastros.

Hoje, para empreender na Uberização é necessário ser uma multinacional.

Amanhã, na Uberização 2.0, o mercado uberizado vai se abrir para micro, pequenas e médias empresas.

A Uberização 2.0 será um “milk shake” de Linguagem dos Rastros, P2P, Blockchain tudo voltado para a descentralização das plataformas.

Na Uberização 2.0 haverá um verdadeiro boom de empreendedorismo com Ubers locais espalhados por todos os cantos do planeta.

Quem viver, empreenderá!

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Temos várias novidades no livro “Civilização 2.0: por que estamos sendo obrigados a imitar as formigas?”.

Primeiro, a forma como está sendo produzido, não mais de forma solitária, como no último de 2018 (Administração 3.0), mas agora dentro da Bimodais – Escola de Pensamento Digital.

Quando lemos Escola parece que estamos nos referindo a um ambiente em que as pessoas entram e saem para receber diplomas.

Uma Escola de Pensamento, no modelo clássico, é uma reunião permanente de pessoas para refletir sobre determinado fenômeno.

A Bimodais funciona desde 2018 e criou um corpo de pensadores, de diversas áreas, que têm como missão atualizar o que passamos a chamar de Narrativa Científica Bimodal.

Uma Narrativa Científica é um conjunto de conceitos encadeados para que se possa entender e agir de forma eficaz diante de determinado fenômeno.

O livro, assim, não é mais uma produção individual do Nepô, pois está sendo criticado, desde a primeira versão pelos pensadores Bimodais.

Na verdade, eu fui contratado pelos Pensadores Bimodais, que pagam uma semestralidade para que eu faça a Curadoria da Narrativa Bimodal.

Meu papel de Curador é o de registrar a Narrativa Bimodal, atualizá-la todos os dias, provocar debates, que são feitos diariamente, via Zap e Telegram.

O livro, que estava sendo gestado, foi acelerado por causa da Pandemia e reflete o treinamento que será fornecido pela escola ao longo do ano.

Assim, é uma produção coletiva, da qual eu faço a Curadoria.

Do ponto de vista do conteúdo, a grande novidade do livro é uma proposta de organização do debates sobre o Digital.

A parte I do livro é o detalhamento organizado do que vou passar a chamar de Epistemologia Bimodal.

A Epistemologia Bimodal nos apresenta um panorama de como se deve debater fenômenos de qualquer tipo com algumas premissas:

  • o sapiens sempre tem visão parcial da realidade;
  • de quando em vez temos que passar da ciência normal para a extraordinária;
  • nestes momentos, é importante sair da indução para a dedução;
  • que a dedução trabalha do alto do Edifício do Pensamento para baixo (filosofia, teoria, metodologia, operacional e problema);
  • por fim, que a melhor postura diante da realidade é a de Certeza Provisória Razoável.

A parte II do livro é o detalhamento organizado que vou passar a chamar de Narrativa Bimodal voltada para a compreensão das Revoluções Civilizacionais na história.

Dividida em dois blocos: Antropologia e Anatomia das Revoluções Civilizacionais.

(Revolução Civilizacional aqui é entendida de tudo que ocorre depois da chegada de novas Tecnologias de Interação, Mídias.

A parte III é o detalhamento organizado que vou passar a chamar de Narrativa Bimodal voltada para a compreensão das Revolução Civilizacional 2.0.

O livro conta com um extenso glossário com todos os Conceitos Bimodais, uma Bibliografia Bimodal Básica e uma Secundária.

Em resumo, é um livro que diz mais ou menos o seguinte: antes de debater o digital, o mercado precisa urgentemente entender o que é ciência e como se deve discutir fenômenos.

Só com um ferramental epistemológico mais eficaz, podemos passar a discutir o Digital com menos histeria. Esta é a proposta ousada do novo livro.

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Histeria – comportamento caracterizado por excessiva emotividade.

Vivemos momentos histéricos quando nos deparamos com uma situação que nos ameaça e não sabemos como agir.

A Pandemia do Coronavírus é uma situação aguda de um debate histérico. E a Transformação Digital é um tipo de histeria mais branda.

Na Transformação Digital, temos alguns fenômenos encadeados que nos levam a um debate histérico:

  • perda muito rápida do valor de quem tinha status;
  • falta de conceitos para entender o fenômeno;
  • incapacidade para reagir de forma eficaz.

Há uma histeria completa diante da Transformação Digital. Os métodos de análise científicos disponíveis não estão sendo utilizados.

A melhor forma de combater o histerismo é a reflexão. Foi por causa disso que criamos as ciências.

Podemos aprender com histeria do debate do Coronavírus, que é uma crise aguda, como debater de forma menos histérica sobre a Transformação Digital.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Imagine a chegada da máquina de Raio-x na sociedade.

Ela passa a permitir que “fotografemos” os ossos, o que permite uma série de diagnósticos que antes não eram possíveis.

Há um forte impacto da mesma no ramo da ortopedia, mas não na oftalmologia.

Podemos, assim, dizer que a máquina de raio-x revolucionou o campo da ortopedia.

Agora, estudemos o caso dos testes de DNA, no qual uma série de doenças possíveis são detectadas quando a pessoa sai da barriga da mãe.

Os testes de DNA terão impacto em TODOS os ramos da medicina.

Assim, a tecnologia que permite o raio-x é menos impactante do que aquela que permite os testes de DNA, certo?

As tecnologias dos testes de DNA alteram algo mais central do sapiens, os códigos genéticos, do que os ossos.

Assim, a diferença de uma “máquina de raio-x do DNA” é mais impactante, pois nos permite ter acesso a algo mais vital do sapiens.

Menos periférico.

Analisemos agora o Digital.

Tecnologias de transporte têm forte impacto sobre a sociedade, bem como da energia.

Porém, tecnologias midiáticas são mais impactantes, pois se aproximam de algo mais vital da espécie: como interagimos com os demais e com o conhecimento.

Mídia é tudo aquilo que está no meio, entre nós.

Se alteramos a Tecnologia das Interações, a sociedade será completamente distinta.

As Tecnologias das Interações alteram as Tecnologias de Decisão. Depois delas, passamos a decidir sobre nossas vidas de forma diferente.

E é este o grande problema na avaliação do novo mundo digital: as pessoas não conseguem perceber a dimensão do que estamos – de fato – mudando.

Há um erro de dimensão: há subdimensionando dos efeitos na sociedade das Tecnologias de Interação.

Enquanto esse erro não for corrigido, continuaremos a olhar para o elefante como se ele tivesse apenas uma tromba e não também orelhas, patas, corpo e rabo.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Trans-formação Digital é a metodologia de migração do atual momento para um novo.

Cada um que fala de Transformação Digital acredita que todo mundo pensa a mesma coisa, mas isso é viajar total na maionese!

A Narrativa Bimodal entende Transformação Digital como a passagem da Civilização 1.0 para a 2.0.

O objetivo da Civilização 2.0 é resolver de novas maneiras antigos e novos problemas de uma espécie que chegou a 7 bilhões de membros.

Estamos alterando na Civilização 2.0 nosso Macro Tecno Modelo de Sobrevivência com novas Tecnologias de Interação e de Decisão.

A Civilização 2.0 promove a passagem das decisões do centro para as pontas, visando lidar melhor com a complexidade demográfica de plantão.

Mas para que possamos viver na nova Civilização será necessário uma mudança subjetiva de cada pessoa.

Hoje, na Civilização 1.0 a taxa de criatividade de uma pessoa adulta é muito menor do que será exigida na nova.

Cada pessoa, num mundo com muito mais opções e liberdade, terá que ser muito mais criativo do que é hoje.

Na Civilização 2.0, cada adulto terá que conhecer mais a fundo respectivos potenciais e fraquezas para poder sobreviver e viver.

A ideia de pessoa que se encaixa dentro de uma organização será coisa do passado. Na nova Civilização cada um será a sua própria startup.

Terá que saber lidar com o mercado diretamente e não indiretamente como é hoje.

Na Civilização 2.0, adultos mais criativos precisarão saber qual é o seu diferencial, como colocá-lo no mercado, como fazer seu personal marketing, vendas e sobreviver, a partir disso.

Há nova regra para entender nossa trajetória: quanto mais gente tivermos no planeta, cada um terá que ser mais responsável pela sua própria vida.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Não é possível entender o novo século se não analisarmos a Macro-História.

Cada fenômeno humano tem um ciclo diferente. Revoluções Midiáticas ocorrem em séculos ou milênios, na Macro-História.

Com a chegada do Digital, estamos alterando o Triângulo da Sobrevivência do Sapiens de forma disruptiva, passando dos lobos para o das formigas.

Todas as espécies sociais têm um Triângulo da Sobrevivência. O do Sapiens é o único baseado em tecnologias e não apenas na genética.

Todas as espécies sociais têm um Triângulo da Sobrevivência que precisa ser harmônico.

  • o Teto Demográfico define quantos membros cada grupo é capaz de manter vivo;
  • a Interação define a forma que o grupo interage;
  • e a forma da interação define como o grupo decide.

Os lobos têm um teto de 50, interação sonora e um modelo de decisão, via líder-alfa.

É tudo harmônico e integrado.

O líder-alfa é escolhido pelo bando pela sua capacidade de decidir melhor e todos o seguem para poder sobreviver.

Há um alinhamento teto-interação-decisão para que os lobos possam sobreviver.

Já as formigas têm um Triângulo de Sobrevivência diferente, vejamos:

As formigas têm um teto de milhares ou milhões, interação por rastros químicos e um modelo de decisão, sem líder-alfa.

Há um alinhamento teto-interação-decisão para que as formigas possam sobreviver.

Note que é a quantidade de membros que define os lados do Triângulo da Sobrevivência.

O Sapiens, por ser Tecno, não tem Teto Demográfico Máximo.

E, por causa disso, também não tem um Triângulo de Sobrevivência Fixo.

Nós, quando vamos crescendo a população vamos desequilibrando o Triângulo da Sobrevivência.

E, por causa disso, precisamos criar novas tecnologias de Interação e Decisão.

Quando analisamos os Ubers percebemos que estamos começando a imitar o modelo das formigas e deixando para trás o dos lobos.

Nos Ubers há novo alinhamento do Triângulo da Sobrevivência: interação por rastros, decisão sem líder-alfa fixo, que consegue atender melhor a atual Complexidade Demográfica.

Pela primeira vez, desde que saímos das cavernas, o Sapiens está deixando de utilizar um Triângulo de Sobrevivência Mamífero.

A nova Civilização é disruptiva: estamos trocando o Macro Modelo de Sobrevivência dos Lobos para o das Formigas.

Por isso, podemos chamar de Civilização 2.0 – momento em que o Sapiens, de forma disruptiva, trocou seu Macro Modelo de Sobrevivência.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

O Futurismo é a projeção das Macrotendências de longo prazo. Não confundir com o Modismo, que é de curto.

Competitivo, pois não é um Futurismo para passar em programa de televisão, mas ajudar pessoas a decidir coisas sobre o amanhã.

E Bimodal, que faz uma opção por um determinado tipo de visão de Futuro baseado na Narrativa Científica da Bimodais – Escola de Pensamento Digital.

A Narrativa Bimodal parte da Antropologia da Sobrevivência – estudo Macro Histórico de como o ser humano se adapta no tempo.

A Narrativa Bimodal tem como Núcleo Duro a constatação do Triângulo da Sobrevivência do Sapiens.

Enxergamos assim nossa espécie:

  • O Sapiens é a única Tecnoespécie do planeta.
  • E, por ser Tecno, o Sapiens pode modificar o Patamar Demográfico e os Modelos de Interação e de Comando e Controle.

A Era Digital nada mais é do que um ajustes Macro Sistêmico para readequar o Triângulo da Sobrevivência ao novo Patamar Demográfico.

Vivemos, pela primeira vez, um processo Disruptivo Civilizacional, quando estamos iniciando a passagem do Triângulo Mamífero para um inspirado nas Formigas.

O cenário, assim, é Bimodal, pois temos dois Macro Modelos de Administração, incompatíveis entre si, convivendo em paralelo: o Uber e os Táxis.

A Bimodalidade do momento exige uma Metodologia de Migração muito particular para que se possa competir nesse novo mercado.

O objetivo da Bimodais – Escola de Pensamento Digital é a formação de profissionais de Futurismo Competitivo para ajudar pessoas, profissionais e organizações a competir nesse cenário inusitado.

Abaixo, depois de longo período, temos um quadro bem detalhado do que é a Escola:

A Bimodais é pioneira no Brasil em vários aspectos:

  • Assumir a relevância de construir uma Narrativa Científica;
  • Atualizar diariamente a Narrativa, de forma participativa;
  • Ter todas as suas atividades ou pelo Whatsapp ou Telegram;
  • Basear seus conceitos centrais na Escola de Comunicação de Toronto;
  • Basear seus conceitos – como Ciência Master – na Antropologia da Sobrevivência;
  • Formadora de Futuristas Competitivos;
  • Apontar claramente a Macro Bimodalidade do atual momento;
  • E ter uma Metodologia de Migração voltada para a Uberização da área separada (Motor 2).

O papel da Bimodais é não só apresentar um cenário bem diferente ao mercado, mas mostrar como podemos debater esse tema tão relevante de forma mais reflexiva e menos emocional.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

O físico americano Thomas Kuhn (1922-96) nos ensinou que o ser humano nunca vai chegar a Realidade Absoluta, mas sempre a Parcial.

Nossa forma de conhecer o mundo é feita em forma de espiral.

Conhece, tropeça, conhece, tropeça e assim vamos.

Quando estamos diante de uma fenômeno novo – e o digital é um deles – temos que saber virar o disjuntor: mudar de método de análise do conhecimento.

Uma série de métodos que funcionavam antes precisam ser alterados:

  • é preciso rever os paradigmas filosóficos e teóricos;
  • promover comparações históricas;
  • sair da visão de curto prazo;
  • aceitar que os antigos paradigmas contém erros.

Temos que sair da fórmula tradicional de resolver problemas para uma nova – sair da indução (dos fatos para os conceitos) e ir para a dedução (dos conceitos para os fatos).

Mudanças de mídia ocorrem na história.

Revoluções midiáticas, portanto, são Fenômenos Sociais Recorrentes.

Apesar de vasta literatura não americana, sobre o tema, 99% dos gurus digitais ignoram as mudanças de mídia do passado.

Há, claramente, um movimento de não querer enxergar as mudanças como elas são, pois elas afetam o status gerencial das antigas organizações.

Tem uma frase que diz mais ou menos o seguinte: pouca gente vai aceitar uma ideia nova, se ela de alguma forma vai prejudicar a sua fonte de renda.

A dificuldade de compreensão diante do digital tem duas explicações: não conseguir de abandonar o hábito indutivo de pensar, salpicado pelo medo de perder status.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Nossa espécie é a única que cresce demograficamente de forma interdependente.

Temos um Tecno Macro Triângulo da Sobrevivência, como vemos abaixo:

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Ao aumentar o Teto Demográfico vamos, aos poucos, gerando uma incompatibilidade entre os lados do Triângulo da Sobrevivência.

Quando aumentamos o Teto Demográfico, começamos, lentamente e gradualmente, a ter problemas de todos os tipos, tais como na saúde, educação, resolução de conflitos, água, saneamento, habitação.

Porém, estes problemas não são percebido de forma explícita e nem ameaçam TODAS as pessoas, ao mesmo tempo, mas algumas de forma isolada em diferentes momentos.

Pandemias são resultado de dois fatores: pessoas que circulam de um lado para outro em grande ajuntamentos humanos.

Os vírus vão ficando cada vez mais sofisticados, pois vão aprendendo com o tempo.

Os vírus naturalmente vão ficando cada vez mais agressivos e rápidos na forma que se propagam.

Os vírus das pandemias vão explicitando a incompatibilidade entre a forma que organizamos a nossa espécie e a complexidade demográfica que passamos a ter.

Os vírus são uma espécie de alerta do tipo: ou vocês dão um upgrade no Triângulo de Sobrevivência, ou cada vez mais as Pandemias farão mais e mais estragos.

São uma espécie de alarme geral de que a espécie chegou a um limite: um dá um upgrade ou estará sujeita aos efeitos das pandemias: morte e crises econômicas.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Thomas Kuhn (1922-96) defendeu que o conhecimento humano não é retilíneo.

De vez em quando, temos que ligar um disjuntor entre Ciência Normal e Extraordinária.

Nós criamos Narrativas Científicas, que esbarram num muro, pois novas tecnologias, gênios, pesquisas ou fenômenos podem destruir tudo que sabíamos.

Vivemos hoje um momento de “muro”, Anomalia Científica, diante do Coronavírus.

Temos uma Pandemia muito agressiva, que se espalha rápido, com origem em um país fechado que não temos bases científicas para lida com ela.

É uma típica Crise de Paradigma.

E aí podemos aplicar e adaptar a tabela do conhecimento humano de Ayn Rand (1905-82) em que temos diante de fatos, na sequência, emoção, percepção, conceituação, narração.

Note que o primeiro estágio diante de fenômeno novo, quando não temos Narrativas Consistentes, é a emoção, que quando envolve risco de vida, descamba para a histeria.

O filtro reflexivo nestes casos não funciona bem, pois não há acúmulo de conhecimento para lidar com o fenômeno.

Qualquer outra epidemia já dominada pela ciência não causaria tanta histeria, pois teríamos uma taxa de reflexão muito maior.

O fato é que em um mundo hiperconectado de sete bilhões de pessoas passaremos a conviver com uma certa regularidade com Pandemias Seriais.

Iremos, obrigatoriamente, desenvolver formas de pensar e agir mais coerentes do que a atual diante de Pandemias Seriais.

O Coronavírus será o grande acelerador de várias mudanças que estávamos adiando, principalmente na Digitalização e Uberização dos processos.

Um mundo hiperconectado, com sete bilhões de sapiens, sujeito à Pandemias cada vez mais agressivas, tem que ser muito mais flexível do que é hoje.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Note que as pessoas pensam sempre em tecnologia quando se fala em Transformação Digital.

Parece que todas as mudanças que estamos passando são “naturais”, estavam no planejamento de todo mundo. Nada precisa ser revisto.

Porém, vivemos hoje a maior Revolução Civilizacional da história do Sapiens.

Estamos iniciando com o mundo digital a adoção do Macro Modelo de Sobrevivência das Formigas.

Os paradigmas que tínhamos sobre como o Sapiens se adapta no planeta precisam ser revistos.

Pessoas, profissionais e organizações precisam de Narrativa Científica consistente para entender o que está se passando.

Entretanto, o mercado tem procurado resolver o problema das Tecnologias, sem revisar a forma como pensa o futuro.

O mercado tem optado por avançar na estrada desconhecida sem rever o antigo mapa.

O grande diferencial competitivo neste novo século não será daqueles que colocarem as melhores tecnologias, mas os que escolherem as Narrativas Científicas mais eficazes.

Mais preocupação com a narrativa e menos com as tecnologias – é isso que fará a diferença!

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“Nepô, quero ser bimodal!”

A Narrativa Científica Bimodal, desenvolvida aqui pela nossa escola, tem diagnosticado uma Crise Civilizacional faz tempo.

O motivo é simples.

O sapiens é a única espécie que aumenta a população de forma interconectada.

Assim, o Macro Modelo de Sobrevivência praticado pelo Sapiens, com o tempo, vai ficando obsoleto, pois vamos “estourando” o Teto Demográfico.

A forma de sobreviver do Sapiens precisa de um macro upgrade, que se inicia com a chegada de nova mídia.

O que vivemos no século passado foi desequilíbrio cada vez maior entre Teto Demográfico cada vez mais alto versus Macro Modelo de Sobrevivência cada vez mais obsoleto.

A atual Pandemia, algo que vai se tornar cada vez mais comum, é uma espécie de estressor da Crise Civilizacional Latente.

Temos pensamento de comando e controle centralizado e presencial, que numa situação de crise aguda como essa explicita ainda mais as limitações do antigo Macro Modelo de Sobrevivência.

Num mundo tão populoso e tão interconectado será cada vez mais comum Pandemias desse tipo. Não só as espontâneas, mas as provocadas.

Num mundo com Pandemias seriais teremos que ter Macro de Modelo de Sobrevivência muito mais flexível.

Não faz sentido na nova Civilização a obrigação da presença para trabalho apenas no computador, carteira assinada de nenhum tipo, gerentes.

Um Macro Modelo de Sobrevivência cada vez flexível permitirá que Pandemias Seriais ocorram com danos cada vez menores para a economia.

A atual Pandemia, tirando todo o sofrimento que vai causar, será, no longo prazo, extremamente positiva.

A Pandemia atual servirá para a consolidação da Civilização 2.0, muito mais compatível com 7 bilhões de sapiens cada vez mais interconectados.

Nossos netos viverão Pandemias Seriais e estarão, por causa da Civilização 2.0, muito mais preparados para elas.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Tudo que pensamos começa com emoções.

É o que podemos chamar de fase um de qualquer narrativa.

Depois, paramos para pensar nas emoções.

Percepções são emoções mais bem elaboradas, mas ainda sem conceitos.

Conceituações são percepções mais bem estruturadas.

E, por fim, temos a narrativa, que é a organização dos conceitos.

A narrativa procura organizar nossas emoções, percepções e conceituações diante de um fenômeno.

E tem como saída uma metodologia mais refletida para que possamos lidar melhor com ele.

A reflexão eficaz passa por todas estas etapas e sobe e desce, conforme vamos lidando com o fenômeno.

É isso, que dizes?

Inquietude é a demanda humana pelo novo.

Podemos dizer que temos macro taxas de quietude e de inquietude, conforme o momento histórico.

Momentos de estabilidade favorece aos quietos e vice-versa.

Porém, a espécie vive sob a Égide da Complexidade Demográfica Progressiva.

Quando promovemos Revoluções Civilizacionais, a partir de novas mídias, várias demandas saem do armário, entre elas o aumento da taxa de inquietude.

Maior interação entre pessoas, aumenta a macro taxa de inovação.

E isso gera demanda por aumento da taxa de inquietude.

Teremos aumento conjuntural para promover a passagem de uma civilização à outra.

E um aumento estrutural das novas gerações, que viverão na Civilização 2.0.

Assim, nossos avós e pais viveram uma Inquietude Estrutural menor que a nossa.

E nossos descendentes viverão uma Inquietude Estrutural bem maior.

Não é à toa a difusão de literatura para que as pessoas sejam mais criativas.

O novo século precisará de uma taxa de inquietude maior.

É isso, que dizes?

Digamos o que o ser humano é dividido em dois grandes grupos de pessoas, que já vêm desde a barriga da mãe com este perfil:

  • Quietos – aqueles que são responsáveis por dar continuidade aos processos criados;
  • Inquietos – aqueles que são responsáveis por criar novos processos.

Naturalmente, a quantidade de quietos na sociedade é muito maior do que a de inquietos.

Diria, numa visão filosófica que:

  • Num mundo estável de 95% a 5%;
  • E num mundo instável de 90% a 10%

O grande problema que temos hoje nos projetos de inovação na sociedade é a falta de consciência destes dois perfis: quietos e inquietos.

Os inquietos têm por natureza:

  • Uma maior capacidade de abstração;
  • São pessoas menos conectadas no cotidiano;
  • Adoram desafios.

Coloque os quietos na direção oposta.

Projetos de Inovação, assim, precisam levar em conta estes perfis.

Quietos podem inovar de forma incremental, terão muita dificuldade para a inovação radical e não conseguirão, de maneira nenhuma, participar de projetos de inovação disruptiva.

A inovação disruptiva demanda fazer algo que não existe. A pessoa precisa primeiro criar um cenário imaginário para depois poder se aproximar dele.

Para criar o inexistente (disrupção) é preciso de área de abstração disponível no cérebro (tipo uma memória RAM avantajada) para colocar lá o novo cenário.

Esta área de “Memória RAM Avantajada” é algo que os inquietos têm os quietos, não.

Veja o desenho:

O erro bizarro da Inovação é não conseguir montar equipes para cada tipo de inovação:

  • Incremental – um ou outro inquieto e muitos quietos;
  • Radical – muitos inquietos e pouquíssimos quietos;
  • Disruptiva – só inquietos.

Depois que os projetos ganham corpo e escala, tudo volta ao normal, tendo mais quietos do que inquietos.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Uma vez um tio meu me disse que Deus dá o cobertor, conforme o frio.

Tirando a parte religiosa, acredito que a espécie humana estabelece, de forma sistêmica, relação entre modelos de comunicação/administração e complexidade demográfica.

Uma pandemia desse tipo na Idade Média matou muita gente por falta de mídia.

Não foi à toa que a prensa chegou e conseguiu criar forte aparato científico-industrial, que nos legou sete bilhões de habitantes.

A pandemia atual não terá muito futuro, apesar do pânico.

A Internet será a grande ferramenta para minimizar e extirpar a doença.

Vejamos:

Nunca tantas pessoas leigas, médicos, pesquisadores, laboratórios de vacina compartilharam tanta informação sobre uma pandemia.

Se por um lado, temos a rápida difusão, por outro, cada vez mais as pessoas vão aprendendo sobre ela.

Um médico que atende a um doente da pandemia já leu bastante sobre outros que fizeram o mesmo e o que tem dado menos errado.

O mesmo está ocorrendo, sem que saibamos, na troca entre pesquisadores.

A doença só não teve mais impacto justamente pela Inteligência Coletiva que está em ação.

Em todos os grupos que participo a taxa de participação aumentou tremendamente, ou seja, houve um aumento da solidariedade.

Um aumento das trocas descentralizadas entre pessoas para que se possa viver melhor.

A pandemia terá um impacto bem menor do que se imagina, pois é essa inteligência coletiva que em poucas semanas já vai apresentar:

  • saídas para cada um reduzir o risco de infecção;
  • melhoria no tratamento de quem se infectou;
  • remédios mais eficazes para quem está infectado;
  • e as primeiras vacinas para impedir novos doentes.

É a nova Inteligência Coletiva 2.0 que sairá vitoriosa de tudo isso.

Todos os prognósticos hiper pessimistas não vingarão.

A vontade de sobreviver, através de métodos cada vez mais sofisticados de lidar com a complexidade, vencerá. Como sempre temos feito.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Novas mídias trazem para o ser humano expansão da comunicação a distância.

O Império Romano, por exemplo, não seria possível sem a escrita manuscrita para levar as ordens do imperador aos rincões mais distantes.

A escrita conseguiu ampliar a possibilidade da comunicação oral, que só era possível no presencial.

Porém, toda a sociedade se habitou com os limites da mídia passada e resiste a se utilizar do potencial aberto pela nova.

Temos hoje com o Digital diversas novas possibilidades ainda a serem exploradas, entre elas a intermediação a distância.

Palestras e reuniões, que são feitas com alto custo de viagem, hospedagem, local físico poderiam ser feitos a distância.

Obviamente, que se perde algo, mas se ganha outro.

O problema é que as pessoas estão tão habituadas com o modelo antigo, que só conseguem enxergar problemas e não as melhorias.

Uma pandemia como essa torna a experiência obrigatória, o que impõe a experimentação do novo modelo. E aí se pode analisar as vantagens.

Diria que este será um dos grandes benefícios da atual pandemia: a redução do preconceito da intermediação a distância.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

É comum as pessoas ficarem olhando para as diferentes ondas do digital.

E a cada uma delas, saber que vem várias outras.

Podemos dizer, assim, que quem vê onda, não vê maré.

Ver a maré significa sair da visão micro para a macro.

Entender o digital como um macro movimento recorrente do sapiens.

O digital é um ajuste do macro modelo de administração da espécie com o novo patamar de complexidade demográfica.

Estamos criando, portanto, neste século, com as possibilidades do digital, novo modelo de reintermediacão mais sofisticado.

O novo Macro Modelo de Intermediação consegue superar a crise civilizacional do século passado.

A crise civilizacional até aqui, com a mídia passada, era: ou quantidade ou qualidade.

A uberização permite sair do velho impasse: qualidade na quantidade e vice-versa.

Para promover a reintermediacão, é preciso aumentar o poder descentralizado, tanto do fornecedor, quanto do consumidor.

A maré é descentralizante.

E as ondas que vão bater na praia cada vez mais terão esse formato.

É isso, que dizes?

A mídia é a placa mãe da sociedade.

Quando muda, há reintermediacão informacional e comercial.

Desconhecidos passam a ter nova forma de interação.

Há, a partir disso, necessidade de criação de uma nova Narrativa Coletiva.

Em dois níveis:

Narrativa Coletiva Direta sobre o Fenômeno – que procura entender como alteramos a história;

Narrativa Coletiva Indireta a partir do Fenômeno – que procura entender que ajustes na forma de pensar e agir precisam ser ajustados.

Para viver melhor na nova civilização é preciso adotar as Narrativas Coletivas mais eficazes.

O Diferencial Competitivo, assim, não está na tecnologia, mas na qualidade da Narrativa Coletiva Direta e Indireta escolhida.

O objetivo da Bimodais – Escola de Pensamento Digital é esse:

Criar, disseminar e atualizar a melhor Narrativa Coletiva possível diante do Digital.

O objetivo da Bimodais – Futurismo Competitivo é treinar as pessoas na Narrativa Coletiva criada.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

A frase número 1 dos meus alunos é a seguinte: “Nepô, como faço meu chefe topar inovar?”.

Vivemos hoje fenômeno coletivo que podemos chamar de Compulsão Melancólica ao Passado Obsoleto.

O transtorno, acredito eu, é recorrente a todas as Revoluções Midiáticas, que já tivemos.

As mídias são a placa-mãe da sociedade e quando são alteradas todo o ambiente social se modifica.

Assim, todo o ambiente social, político e econômico sai de um modelo de comando e controle e passa para outro.

Pessoas que se beneficiam do ambiente de comando e controle, que entra em obsolescência, numa Revolução de Mídia, começam a perder poder.

A perda de poder por motivos desconhecidos provoca o Transtorno que estamos chamando de Compulsão Melancólica ao Passado Obsoleto.

  • Compulsão é um transtorno que se reflete na repetição sem conseguir parar;
  • Melancolia – é a incapacidade de aceitar a perda de algo ou alguém.

Assim, quando se fala em Transformação Digital há um Transtorno que precisa ser trabalhado para que se possa entender o que ocorre e se preparar para a mudança.

Há dois fatores aí que aumentam a taxa de transtorno:

  • a inquietude da pessoa – quanto menos inquieto, mais o transtorno pode crescer;
  • o envolvimento com o passado obsoleto – quanto mais poder a pessoa tem, mais difícil será ir para o novo ambiente.

No nosso diagnóstico, vivemos hoje a maior Revolução Administrativa da história do sapiens.

Estamos alterando, de forma disruptiva, o modelo de comando e controle de como resolvemos os problemas complexos do sapiens.

Porém, temos hoje duas novidades: velocidade e taxa muito alta de disrupção.

Estamos mudando neste novo século o piloto automático do avião em pleno vôo.

E quanto mais rápida é a mudança, quanto altera a estrutura de poder, mais os menos inquietos e os que se beneficiam do passado, tem dificuldade de aceitar.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Vivemos hoje uma Macro Crise de Paradigmas.

O que é isso?

As bases conceituais de como pensávamos a jornada humana não conseguem explicar as mudanças neste início de século.

Por ser uma tecnoespécie, o sapiens cresce demograficamente, o que nos obriga a criar novas mídias, que desembocam numa nova civilização.

A nossa forma de pensar e agir está COMPLETAMENTE moldada pelo Macro Modelo de Sobrevivência 1.0.

O Sapiens 1.0 tem problema psicológico grave de adaptação para o novo mundo.

As novas tecnologias alteram o Macro Modelo de Sobrevivência, criando nova forma de Reintermediação: sai gerente entra curador.

O Curador da Uberização não controla pessoas e nem qualidade, apenas o algorítimo, que permite que a comunidade de consumo se auto-avalie.

Isso é mudança radical nas bases da sociedade e que vai demorar muito tempo, muitas gerações para que haja a superação psicológica.

O problema todo é o tempo.

Enquanto os gerentes das organizações tradicionais vivem a crise psicológica de paradigma, as startups – que já nasceram digitais – vão tomando seus clientes.

Vivemos, assim, neste início de século a maior crise de todos os tempos da história da administração.

Enquanto não trocarem o papo de tecnologia por psicologia, a crise da Transformação Digital continuará por muito tempo.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Toda vez que aumentarmos a população as relações trabalhistas terão que ser flexibilizadas, mais dia, menos dia.

O Sapiens é a única espécie do planeta que vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva.

O aumento gradual da complexidade demográfica nos leva a precisar flexibilizar as relações de trocas (informacionais, de produtos e serviços).

O aumento da complexidade demográfica exige decisões cada vez mais eficazes, rápidas e melhores.

Assim como no final da Idade Média e da chegada de prensa (1450), tivemos o início do fim da escravidão, vivemos agora o início do fim da carteira assinada.

A uberização já é a primeira etapa da nova forma mais flexível de relações trabalhistas da Civilização 2.0.

Pessoas mais ligadas aos sindicatos, dizem que a uberização é a precarização do trabalho.

Porém, na uberização cada prestador de serviço é avaliado o tempo todo pelo cliente, melhorando a qualidade do serviço de baixo para cima.

O grande objetivo da Civilização 2.0 é criar novo Macro Modelo de Sobrevivência que garanta qualidade na quantidade e quantidade com qualidade.

Assim, nas Zonas de Atração que vão sendo criadas veremos cada vez mais flexibilização do trabalho e menos carteiras assinadas.

Os prestadores de serviços da Civilização 2.0 terão que se ver como startups, com muito mais independência.

O fim da carteira assinada vai beneficiar principalmente o consumidor, que consegue com a uberização pagar menos e ter mais qualidade.

Haverá muita resistência contra o fim da carteira assinada, mas, como nos mostra a história, tudo que nos ajuda a sobreviver melhor, sempre prevalece.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

O Resumocast fez uma avaliação de 2019 e três livros foram destaques pelos ouvintes do Podcasts.

E eu comprei os livros para tentar descobrir o motivo.

Foram justamente os livros que debatem o problema da mente condicionada versus o eu superior – conceitos de Eker:

  • “Mais esperto que o Diabo” – Napoleon Hill;
  • “Os segredos da mente milionária” – T Hark Eker;
  • O poder do subconsciente – Joseph Murphy.

Os três livros têm em comum, formas de pensar e agir sobre a mente condicionada, desenvolvendo o adulto criativo, uma pessoas com mais liberdade de pensamento.

Os livros procuram ajuda na luta das pessoas contra os condicionamentos herdados, que as impedem de serem mais criativas e assumir a sua originalidade.

Por que isso agora, de forma tão intensa?

Vivemos, temos falado muito isso aqui na Escola, a passagem de uma civilização para outra.

A Civilização 2.0, que surge com o Digital, precisa ser muito mais flexível, pois é demograficamente mais complexa.

A Civilização 2.0 permite que desconhecidos passem a interagir tanto para se informar (com os novos canais) como para comercializar (com a nova linguagem).

Com o Digital, temos novas soluções para velhos problemas, podemos resolver o antigo impasse: qualidade na quantidade e vice-versa.

Podemos dizer, assim, que o grande norte da Civilização 2.0 é a reintermediação tanto operacional (digitalização), quanto gerencial (uberização).

As intermediações da Civilização 1.0 ficaram obsoleta, pois a complexidade demográfica é outra.

É preciso agora na Civilização 2.0 que as pessoas sejam mais independentes.

O tempo que as pessoas tinham um patrão para lidar com o mercado está acabando.

O mundo inflexível da estabilidade no emprego e da carteira assinada já está com o pé na cova.

Cada vez mais os Profissionais 2.0 terão que encarar o mercado de forma muito mais direta do que antes.

O profissional 2.0 terá que aprender a a ser gerente, marqueteiro, captador de clientes, tecnicamente de ponta, focado, mais do que nunca, no seu cliente.

A mente condicionada 1.0 precisa sair da prisão.

O tempo de receber “mesada” da carteira assinada está acabando. A complexidade de 7 bilhões exige muito mais flexibilidade!

É, assim, nesse novo cenário tempo de saber aonde está o diabo para fugir dele.

De deixar de ter uma mente pobre e aprisionada.

E lidar melhor com o nosso subconsciente que precisa ser musculado, tirando-o do armário.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

O principal problema que temos quando se pensa em promover mudanças de qualquer tipo é o desconhecimento dos diferentes perfis humanos.

Acredito, a partir de décadas de trabalho na área de inovação, que temos dois pólos: os quietos e os inquietos.

A Quietude ou Inquietude é um tipo de “placa-mãe” que as pessoas trazem, desde a barriga da mãe.

A taxa de Quietude/Inquietude varia conforme a capacidade para a abstração e apetite para desafios.

Os que têm Taxa de Quietude maior, a maioria, são responsáveis pela continuidade dos processos para manter a espécie viva.

Já os Inquietos, a minoria, vêm ao mundo para mudar e inovar.

Nossa espécie é obrigatoriamente mutante, pois cresce demograficamente. Se não inovar, entra em crise.

Assim, projetos de inovação precisam dos inquietos para iniciar e dos quietos para consolidar.

O que se vê no mercado é a não identificação dois dois perfis e a tentativa de inovar sem começar com os inquietos.

Inquietos precisam ser mapeados, unidos em um espaço comum, desenvolver uma narrativa negociada do que precisa ser feito e iniciar os projetos pilotos.

Depois que o projeto estiver rodando, aos poucos, vai se trazendo os quietos, não antes.

Projetos de Inovação têm um custo/benefício menos eficaz justamente por querer que pessoas mais quietas se violentem.

Façam o que não gostam.

Diferente dos inquietos.

Inquietos quando são chamados para desafios nadam de braçada numa piscina dos sonhos.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Quando se fala em Transformação Digital todo mundo pensa só em digitalizar.

Digitalizar significa tirar algum tipo de intermediação operacional para colocar alguma tecnologia no lugar.

A Digitalização é a melhoria radical da Civilização 1.0, porém não é só isso que fará uma organização competitiva.

Vivemos hoje uma Revolução Civilizacional com a chegada de novo Macro Modelo de Sobrevivência do Sapiens.

A Uberização promove a Reintermediação Gerencial. Nos Ubers não têm gerentes!

O problema da Transformação Digital é esse: os gerentes não querem saber da uberização, pois são eles que vão sumir.

As organizações tradicionais estão perdendo valor, pois há um pacto de se falar só de digitalização e nunca de uberização.

Nas palestras fala-se muito que a maior empresa de mobilidade não tem nenhum carro, mas isso só é possível, por que acabaram com os gerentes.

Numa Revolução Midiática, que provoca uma Civilizacional, temos dois movimentos:

  • Chegada de novos canais, que é a digitalização;
  • E de nova linguagem, que permite a uberização.

Enquanto os líderes das organizações tradicionais não acordarem para os riscos que seus negócios estão correndo, a orquestra do Titanic vai continuar tocando.

Vivemos hoje o Pacto da Orquestra do Titanic. Os gerentes compram digitalização das empresas de consultoria, a orquestra continua tocando e o navio vai afundando.

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Não há possibilidade de se pensar melhor sem o que podemos chamar “estabilidade emocional”.

E aí vamos esbarrar em dois conceitos de estabilidade:

  • A mais comum – estabilidade = solidez;
  • A mais eficaz – estabilidade = equilíbrio.

Note que a estabilidade sólida é aquela que não prevê forças em disputa. É uma estabilidade inflexível, na qual há uma força única dominando o ambiente.

A estabilidade equilibrada, não.

Equilíbrio – condição em que as forças que sobre ele atuam se compensam, anulando-se mutuamente.

Assim, podemos dizer que estabilidade emocional é estabilidade equilibrada. Ou a procura do melhor equilíbrio possível.

Mas que forças podemos dizer que precisam de equilíbrio?

Diria que temos duas:

  • A criança traumatizada – pois socializar é, mais ou menos, um processo traumático para poder viver socialmente;
  • E o adulto possível – aquele que inventamos, sem muito refletir, para poder sobreviver.

Há, assim, uma relação fortemente emocional entre a criança traumatizada e o adulto possível, que podemos chamar de Equilíbrio Emocional Sólido, não refletido, inflexível.

Ou se quiserem de Equilíbrio Insano.

O Equilíbrio Insano é o principal fator principal para a geração de dogmatismos.

O Equilíbrio Insano tem dificuldade de aceitar mudanças, pois afeta o insustentável equilíbrio emocional da pessoa.

Diria, assim, que o Equilíbrio Emocional é a capacidade que temos de entender nossos traumas infantis e suas consequências com a criação não do que vou chamar de Adulto Criativo.

O Adulto Criativo é aquela pessoa que consegue o equilíbrio entre os traumas infantis e o Adulto Fake, criado muito mais para se defender do que para criar.

O Adulto Criativo tem um bom diagnóstico do que os traumas infantis geraram de padrões automáticos.

E consegue superá-los analisando problemas com menos intoxicação dos seus fantasmas herdados.

Quanto mais a pessoa consegue trabalhar o seu Adulto Criativo, mais chance tem de pensar com mais eficácia e vice-versa.

É isso, que dizes?

Este artigo faz parte do projeto da Bimodais: “Vamos Pensar Melhor?”.

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“Nepô, quero ser bimodal!”

O primeiro passo é definir se há foco no diálogo, ou é apenas bate papo.

Se há demanda de diálogo para enfrentar um problema, é preciso desenvolver método eficaz.

Todo o diálogo em torno de um problema visa melhorar a visão ou a ação que os participantes têm sobre ele.

Todo diálogo começa com um emissor primário, que apresenta determinada narrativa.

É a Narrativa Primária, que abre “os trabalhos”.

Se alguém vai comentar, concordar, sugerir algo, criticar, é preciso, antes de tudo, entendimento sobre o que entendeu da Narrativa Primária.

Eu compreendi o seguinte: y, x z.

O segundo passo é a negociação para saber se há entendimento do que foi dito.

Há consenso entre o que foi dito versus o compreendido?

Estabelecida a concordância do que se abordou na Narrativa Primária, passamos para os outros pontos:

  • O que há de concordância no conteúdo?
  • O que há de discordância?

E há algo muito importante:

  • A discordância leva em conta o foco do debate ou quer extrapolar o foco?

Explicitadas as discordâncias e o ajuste de foco, há chance de redução delas?

A discordância é na forma de pensar ou agir?

O diálogo não visa apenas o consenso, mas, muitas vezes, a explicitação do dissenso para se poder ir mais fundo e analisar as divergências.

Por fim, toda a divergência precisa, a meu ver, ir para os testes.

O que parece mais razoável a todos, vai para testes.

E o tese vai com a análise se haverá confirmação, ou não, do que foi imaginado.

Nós estamos saindo de uma etapa de mídia concentrada, na qual os diálogos eram baixa qualidade.

Num mundo mais interativo, de mídia mais horizontal, é preciso voltar a prestar atenção na qualidade dos diálogos.

Um diálogo com método mais eficaz reduz custos e aumenta os benefícios diante do problema analisado.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

As pessoas não têm se dado conta, mas o que tem acontecido hoje no mundo digital, quando se fala em transformação digital, é o uso muito maior da propaganda do que da ciência.

  • Ciência é o estudo dos fenômenos, a partir de critérios conceituais. Pouco importa o que o cliente deseja, o foco são os fatos;
  • Propaganda é o prática da comercialização de produtos e serviços, na qual conceitos e fatos dão lugar ao desejo do cliente.

As empresas de Consultoria Administrativa não partem dos fatos para a compreensão, mas do desejo do cliente de comprar independente dos fatos.

A análise do mundo digital que está sendo feita hoje é baseada no que as organizações tradicionais querem ouvir e não no que de fato está ocorrendo.

No mercado de Transformação Digital, partir da demanda de quem quer comprar, se desenvolve narrativa pseudo-científica com alta taxa de propaganda.

Entretanto,  fenômeno do mundo digital é novo e fugiu a todas as projeções feitas das últimas décadas. Precisa ser interpretado por conceitos e paradigmas novos.

Há necessidade de nova significação, com uso intenso de análise científica.

O mercado tem se utilizado da propaganda para entender o digital. E a academia, principalmente que estuda fenômenos humanos, que detesta o mercado, está preocupado com questões de outro planeta.

Na filosofia, há de distinção entre lógica e retórica.

A lógica procura criar conceitos para se aproximar dos fatos e a retórica é uma forma de você divulgar aquilo que você descobriu.

E nesse caso nós estamos falando de uma retórica com base conceitual.

O que está acontecendo no mercado hoje é uma retórica sem base lógica.

A retórica com pouca lógica é exatamente o que podemos chamar de propaganda.

As pessoas, os profissionais e as empresas precisam urgentemente de um mapa conceitual para o que possam ter tranquilidade para competir no mercado futuro.

Ao invés de receber esse mapa conceitual, estão recebendo propaganda.

O Digital abriu uma profunda crise nas teorias administrativas.

A maior parte das empresas de consultoria administrativa, que vende Transformação Digital, está mais atrapalhando do que ajudando.

As pessoas estão fazendo propaganda quando deveriam estar fazendo ciência.

Não é à toa que nenhuma empresa tradicional lidera nenhum mercado digital.

Há um pacto reativo que une gerentes com medo de serem uberizados, que compram ideias de baixa qualidade dos vendedores de Transformação Digital MIMIMI.

Se uma pessoa tem um problema e vai ao médico, este tem que apresentar um diagnóstico a partir do que está acontecendo e não daquilo que o cliente quer.

O excesso de propaganda no mercado digital é o principal motivo da crise de competitividade que nós estamos assistindo.

Eu acho que vale a pena criar uma camiseta para o próximo carnaval:

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL:
mais lógica menos, retórica!

Você vestiria?

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Vivemos um raro Momento Bimodal.

Bimodal vem de dois (bi) modos (formas) diferentes de se resolver macro problemas da espécie.

Não sei se você já se deu conta, mas estamos vivendo – por causa da chegada da nova mídia – a passagem entre duas civilizações.

O Macro Modelo de Sobrevivência da Civilização 1.0, utilizado para resolver a maior parte dos nossos problemas, ficou obsoleto.

Motivo?

O exponencial Aumento populacional de um para sete bilhões em duzentos anos foi, aos poucos, inviabilizando o Macro Modelo de Sobrevivência do Sapiens.

O Brasil é um bom case para demostrar a obsolescência civilizacional deste Macro Modelo. É fila para todo lado.

A fila é bom indicador da obsolescência da intermediação anterior.

Houve o aumento demográfico exponencial (de 30 para 210 milhões em cem anos) e não se consegue mais resolver o problema da quantidade com qualidade.

Quando se procura a quantidade na Civilização 1.0, se reduz necessariamente a qualidade do atendimento e vice-versa.

A Macro Crise Civilizacional que vivemos nestes novo século, assim, é do Macro Modelo de Sobrevivência, que tem um tipo de intermediação operacional e gerencial, que chegou ao seu limite.

Hoje, há dois esforços civilizacionais conjugados:

Digitalização – melhorar, ao máximo, a Civilização 1.0, através da Reintermediacão Operacional;

Uberização/blockchenização – desenvolver novo Macro Modelo de Sobrevivência, promovendo a Reintermediação Gerencial.

As diferentes brigas que estamos assistindo ocorrem entre as duas civilizações distintas, que convivem hoje no mesmo espaço.

Há os que resistem para impedir as novas formas de reintermediação e os que as defendem.

Há nisso tudo alguns aspectos relevantes de quem resiste:

  • o da sobrevivência – pessoas ganham a vida com a Civilização 1.0 e não querem perder o que levam para casa;
  • o do hábito – a dificuldade de abandonar rotinas de como agimos e pensamos.

    E os que estão empurrando a Civilização 2.0 para frente, em geral, fazem um mix de com a nova reinteremdiação :
  • valores antigos estruturais, que voltam;
  • os que recriam estes valores;
  • e os que criam valores novos.

    A briga entre as duas civilizações, se olharmos fenômeno similar na história, vai se estender por muito tempo, como foi no fim da Idade Média.

    Renascentistas versus Medievais.

    Sim, podemos dizer que vivemos hoje uma espécie de Renascimento 2.0.

    Porém, os resultados, a redução da filas, a melhoria de qualidade de vida irão diminuindo a resistência ao novo e levando cada vez mais o sapiens a abraçar a nova civilização.

    É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

É comum ouvir aqui na escola meus alunos falarem do real e do virtual.

Virtual, significa:

  1. existente apenas em potência ou como faculdade, sem efeito real, que poderá vir a ser, existir, acontecer ou praticar-se; possível, factível.

Por que chamamos, então, a interação digital de virtual?

Isso, a meu ver, se deve pelo fator emocional de estranhamento da chegada da nova mídia.

Tudo que é estranho nos parece “não real”, irreal, virtual.

Quando falamos pelo telefone, principalmente o fixo, não estamos considerando que é um mundo virtual, pois nós já estamos acostumado com ele.

O mesmo ocorre quando assistimos à televisão.

Não pensamos que o filme, o noticiário ou o programa de auditório é algo virtual.

Podemos pensar que é gravado ou ao vivo.

O que temos como variante real é a dicotomia presencial e a distância.

O telefone, a televisão, o WhatsApp, o Youtube, o Twitter são mídias que permitem a interação a distância e não virtual.

O problema que temos hoje é que a forma como vemos o digital é muito mais perceptiva, emocional, do que conceitual, refletida.

Quando chamamos do digital do virtual, estamos, na verdade, criando um afastamento, criando algo, que, na prática não existe.

É uma forma de criar um estranhamento, propício (não necessariamente intencional) para aqueles que querem adiar, ao máximo, as mudanças que podemos promover.

Profissionais que desejam ajudar a sociedade nos novos desafios têm que passar o tempo todo atentos aos conceitos que vão utilizar.

Conceitos são os tijolos da parede das narrativas. E as narrativas são o mapa do que é e o do que se deve fazer.

Se os mapas para a nova formação estão com problemas conceituais, não há processo TRANS que seja eficaz.

Conceitos eficazes, bem refletidos, são ferramentas fundamentais no processo competitivo.

É preciso entender a importância disso e não esquecer.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

O mercado anda tão intoxicado que se inventa imagens, metáforas, que muito mais atrapalham que ajudam.

Uma que é extremamente tóxica é a tal “é preciso sair da caixa!“.

Sair da caixa é uma metáfora que atrapalha a inovação.

Isso mesmo, atrapalha a inovação!

Por quê?

A caixa significa a forma como nós pensamos e agimos.

Não existe a possibilidade de sair da caixa, apenas olhar para ela.

O que fazemos na verdade, quando vamos amadurecendo, é escolher a melhor caixa para estarmos.

Podemos traduzir “caixa” por Narrativas Existenciais, que cada um vai construindo para compreender melhor as respectivas emoções e percepções, construindo conceitos e depois narrativas.

Isso é a construção da caixa!

Olhar para a caixa – e não sair dela – significa o trabalho contínuo de reflexão para perceber o que na nossa forma de pensar e agir pode ser melhorada.

A ideia de “sair da caixa” é algo infantil – muito longe do exercício adulto de refletir continuamente sobre a forma de pensar e agir.

Sair da caixa é como tomar uma droga na cracolândia!

Pensar fora da caixa é mais um dos muitos conceitos intoxicados, que andam se espalhando no mercado da Inovação Rivotril.

Inovação Rivotril é aquela que tem o lema: “Inovar sempre, mudar jamais!”.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

Uma pergunta bem comum é como incentivamos a mudamos alguém de um lugar para outro?

E aí cabe várias questões:

  • de que tipo de mudança estamos falando: incremental, radical ou disruptiva?
  • é uma mudança que todos já têm clareza dos benefícios que virão adiante?
  • a pessoa quer mudar mesmo com os benefícios?

Existem vários tipos de mudança e a mais emergente é a passagem de toda a sociedade da Civilização 1.0 (analógica) para a 2.0 (digital).

Temos dito aqui – e repetido – de que estamos diante da mudança mais disruptiva que tivemos no Macro Modelo de Sobrevivência do Sapiens.

O fato é que o desafio hoje é promover o que podemos chamar de Mudanças Disruptivas Civilizacionais.

Não estamos com a chegada do Digital alterando nem a folha, nem o galho, nem a árvore, mas a floresta toda.

Assim, não estamos vivendo nesse novo século uma mudança nem incremental e nem radical, mas civilizacionalmente disruptiva.

A aí precisamos desenvolver o que vou chamar de Metodologia para Mudanças Civilizacionais.

A meu ver temos dois tipos de psiques diante de cenários de mudanças, seja ele qual for:

  • A psique dos quietos – que tem a missão de preservar o que foi conquistado – são pessoas mais operacionais não muito afeitas à abstração;
  • A psique dos inquietos – que tem a missão de inovar o que foi conquistado – são pessoas mais estratégicas mais afeitas à abstração.

Mudanças Disruptivas, ainda mais Civilizacionais, serão feitas por pessoas com Alta Taxa de Inquietude.

Para qualquer mudança e em especial para as Disruptivas Civilizacionais as pessoas com Alta Taxa de Inquietude precisam:

  • Ser identificadas;
  • Reunidas;
  • Passarem a desenvolver Narrativa Conceitualmente Consistente do que precisa ser alterado;
  • E iniciarem projetos de atuação de novos projetos, coerentes com a nova Narrativa.

Por experiência própria, concluí que pessoas com Alta Taxa de Quietude não se convencem com palavras apenas com casos concretos.

Assim, o papel dos Inquietos nas Mudanças Disruptivas é a de transformar abstração em Cases de Sucesso.

Pessoas com Alta Taxa de Inquietude são mais afeitas a pensamentos abstratos e “compram” ideias abstratas antes de que se tenha algo concreto para mostrar.

Por isso, saem na frente, são mais afeitas ao risco e ao incerto.

O problema que temos hoje é que quando se fala da emergente Mudança Disruptiva Civilizacional falta a clareza de que é preciso entender o jogo dos quietos versus os inquietos.

Se imagina que vai se mudar todo mundo junto (quietos e inquietos) de forma embolada. É por isso que os projetos estão fracassando.

Que se vai ter um discurso e uma ação única para ambos perfis.

E que todo mundo virá junto, ao mesmo tempo.

Isso não funciona assim.

É preciso separar: mandar os inquietos para a trincheira e deixar os quietos na retaguarda.

É isso, que dizes?

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Nepô, quero ser bimodal!

O livro “Sociedade do Custo Margina Zero” é muito ambicioso.

Este tipo de super ambição futurista tem ocorrido com alguns autores que ganham projeção mundial e vão para um ar condicionado pensar coisas diferentes.

E acreditam que tudo que passam a imaginar será aceito.

Deixam de ser pensadores e passam a ser gurus.

A ideia de Rifkin é de que estamos criando um novo sistema econômico, que virá substituir a dicotomia socialismo versus capitalismo.

Não é pouca coisa.

A ideia geral é de que tecnologias vão conseguir tornar as coisas tão baratas, que vamos acabar com o que chamamos hoje de mercado.

Todo mundo vai oferecer as coisas uns para os outros e vamos conseguir criar uma espécie de Lennonlândia (onde todos vão se abraçar o tempo todo).

O erro vital de Rifkin é a ideia de demanda finita.

Não sou economista, mas a lógica me mostra que quando resolvemos um problema, nossa forma de ser cria outro, mais sofisticado.

Se tenho um celular que tira fotos de um jeito e tem um novo que tira de outra forma, eu vou querer.

Se eu já estou conseguindo pagar minhas contas, vou inventar de ter aula de clarineta, coisa que não tinha condição antes.

Assim, a demanda humana sempre será infinita, em espiral, sendo impossível que cheguemos a um custo marginal zero.

O que é zero hoje, vai virar dez amanhã.

Rifkin para que possa desenvolver a sua utopia, como todos os que o fazem, distorce a essência humana.

Se eu tirar o que é permanente no sapiens, posso inventar todo o tipo de sociedade, mas que nunca será possível, justamente por não ser feita para seres humanos.

Rifkin é um Harari otimista.

Acredita que estamos entrando no paraíso, numa forma de pensar diferente por causa das novas tecnologias e, finalmente, vamos todos nos abraçar numa grande fraternidade.

Vou ouvir Imagine.

É isso, que dizes?

O Sapiens é uma espécie que vive a Obsolescência Progressiva.

Por quê?

Por ter optado, desde a sua “fundação” por ser uma Tecnoespécie.

As tecnologias, peça chave da nossa jornada, nos permitem ir crescendo o tamanho da população.

Somos uma espécie que vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva.

Por causa disso, conseguimos superar o desafio de produzir três bilhões de pratos de comida/dia, em 1800, e hoje 21 bilhões.

A forma de pensar e agir, a Ética da Sobrevivência e o Macro Modelo de Sobrevivência precisaram de Upgrades Civilizacionais Contínuos.

Assim, não podemos dizer que as pessoas que iam a cavalo de uma cidade a outra estavam erradas, antes de surgir o carro.

Pessoas respondem em cada momento histórico da melhor forma possível dentro das possibilidades do Ambiente Tecnocultural disponível.

Mudou o Ambiente Tecnocultural, é preciso reavaliar as novas possibilidades que o sapiens tem de resolver problemas!

O sapiens, assim, vive dentro de Ambientes Tecnoculturais Mutantes, que ficam obsoletos com o tempo.

A obsolescência vem do aumento da Complexidade Demográfica.

Para sobreviver, o Sapiens vai sofisticando seu Aparato de Sobrevivência.

Novas tecnologias abrem espaço para soluções que antes não eram possíveis.

As pessoas não estavam “erradas” no passado por resolver problemas daquele modo, apenas não tinham ferramentas para resolver de forma diferente.

O sapiens vive cercado de muros Tecnoculturais, que são superados com a chegada de novas tecnologias.

Novas tecnologias, assim, são espécie de escada, que permitem saltar o Muro Tecnocultural, que antes era intransponível.

  • Não pode voar, agora pode.
  • Não pode andar debaixo da água, agora pode.
  • Não pode ir para outros planetas, agora pode.

Nossa espécie, assim, é mutante.

O problema que temos nesse novo século é o que podemos chamar Macro Crise de Paradigma Filosófica Metafísica.

O nome é comprido, mas é simples explicar.

A relação tecnologia-sapiens era, até aqui, mal explicada pela filosofia.

A resposta para a pergunta central “Quem Somos?” não era até aqui “Somos uma Tecnoespécie”.

É como se tivéssemos passado muito tempo acreditando que éramos uma espécie “Tecnopura” e que as tecnologias não alteravam a nossa forma de pensar e agir.

Mais.

Não somos apenas uma Tecnoespécie que incorpora novas tecnologias de tempos em tempos, de forma incremental e localizada.

Somos também espécie Tecno-Midiática que altera radical ou disruptivamente toda a civilização quando novas mídias chegam.

Mídias são as tecnologias responsáveis por definir a forma como promovemos as trocas de maneira geral, onde se inclui a comunicação, interação, o aprendizado, a confiança, a comercialização.

Mudou a mídia, mudou a civilização!

Assim, o erro diante das novas possibilidades Tecnoculturas é o de não conseguir abandonar a velha caixa para entrar na outra.

Temos a ilusão da Espécie Pura, que controla 100% o que virá depois das novas tecnologias, principalmente novas mídias.

Dogmas, interesses, remuneração, preconceito impedem que as novas possibilidades Tecnoculturais sejam absorvidas num curto espaço de tempo.

Assim, organizações naufragam.

O novo século tem que iniciar com  revisão para da questão central “Quem somos?”. Se a resposta não for “Somos  Tecnoespécie!”, todo resto, que vem depois, conterá erro profundo relacionado.

É isso, que dizes?

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Nepô, quero ser bimodal!

Muita gente se pergunta por que nenhuma organização tradicional conseguiu, até agora, liderar qualquer um dos mercados digitais.

A resposta é simples: os gerentes não querem.

Os gerentes estão impedindo que as organizações tradicionais entrem no mundo digital.

Por que estão fazendo isso?

A resposta também é simples: o mundo digital veio acabar com antigos intermediadores, aonde se incluem os gerentes.

Quando analisamos os Territórios Ocupados pelo Mundo Digital percebemos que o fator exponencial é a morte dos gerentes.

Revoluções Civilizacionais, aprendemos isso com a história, vem promover reintermediações nos Macro Modelos de Sobrevivência.

Pela primeira vez, desde que saímos das cavernas temos ferramentas para eliminar o Macro Modelo de Sobrevivência Mamífero.

No Macro Modelo de Sobrevivência Mamífero é obrigatória a presença de um líder-alfa regulador, que hoje chamamos de gerente.

A grande característica do Macro Modelo de Sobrevivência Eussocial (dos insetos) é justamente não termos líderes-alfas.

O que torna os Ubers exponenciais é justamente isso: houve o assassinato e o enterro, à luz do dia, dos gerentes.

Ciente de que vão ser assassinados na uberização, os atuais gerentes farão de tudo para retardar o processo – mesmo que isso leve a sua respectiva empresa à falência.

Para superar essa crise, os líderes, conselheiros, acionistas e pessoas que têm um compromisso de longo prazo com a marca devem agir.

Estes personagens precisam de uma Narrativa Competitiva mais consistente para questionar a que está sendo feita pelos gerentes.

É isso, que dizes?

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O mercado vive momento de crise profunda diante do Digital.

Nos momentos de crise é normal que ao invés de encarar o problema, se viva um processo de negação.

A inovação que é praticada hoje passou a ser uma fuga.

Chamamos de Inovação Rivotril, que tem o seguinte lema: “inovar pode, mudar jamais!”.

Toda mudança organizacional, desde sempre, precisa ter um Mapa e uma Métrica Competitiva.

O Mapa Competitivo apresenta diagnóstico e tratamento. E a Métrica Competitiva avalia se está dando certo.

Hoje, a Inovação Rivotril não tem Métrica Competitiva.

As organizações estão muito mais querendo prêmios de inovação, do que ter melhor desempenho no mercado!

O que está ocorrendo é um jogo entre os vários níveis hierárquicos: a gerência finge que está mudando, a liderança acredita e o acionista acaba pagando o pato do prejuízo.

Não existe mudança que não tenha um bom diagnóstico, tratamento e métrica. Qualquer coisa fora disso é Rivotril na veia!

É isso, que dizes?

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Qualquer fenômeno precisa de uma narrativa, que defina:

O que é (explicação) e a melhor forma de lidar com ele (metodologia) para aprimorar a qualidade da sobrevivência.

Primeiro a estrutura geral, que precisa definir:

Aspectos filosóficos, teóricos, metodológicos, operacionais e métricos (medição de resultado sobre o quesito sobrevivência, melhorou ou piorou?).

Cada um destes “andares” terá salas, nas quais vamos colocar conceitos.

Os conceitos são formados por camadas: sensações, percepções, conceituações.

O papel da narrativa, uma especie de revestimento do edifício, é definir:

Quais são as salas em cada andar, pela ordem;

Quais são os conceitos de cada sala;

E o encadeamento lógico entre todos eles.

Este trabalho do “revestimento” é o que podemos chamar de narrativa.

Todos os fenômenos podem ser analisados por edifícios, com andares, salas e conceitos respectivos.

O que vai variar é a narrativa.

Assim, o edifício, com salas conceituais é o que podemos chamar de ferramental lógico.

E a narrativa é a aplicação deste ferramental para um determinado problema por um autor ou por uma escola de pensamento.

É isso, que dizes?

Muito se fala em Transformação Digital como se fosse uma baleia.

Algo que tem claramente um tamanho e peso bem definidos.

Como se todo mundo soubesse do que se está falando.

Faça um teste.

Peça para as pessoas numa sala que escrevam um parágrafo sobre o que é Transformação Digital e cada uma vai descrever uma “baleia” bem diferente da outra.

Vamos esclarecer.

Transformação Digital é metodologia.

Forma de agir para se manter competitivo no mundo digital.

Observe que:

– Trans é passagem de uma formação para outra (nova formação);

– Assim, é preciso, antes de tudo, um mapa do que é a nova formação para fazer o ajuste competitivo.

É urgente se ter uma Narrativa Lógica Conceitual Consternado que apresente um diagnóstico:

– Do que e por que muda neste novo mundo dos negócios?

– O que é a nova formação, para onde vamos no curto, médio e longo prazo?

– Como migrar, fazer o processo “Trans” para se manter competitivo?

Parece, pelo que se lê, é que o mercado está falando de baleias, algo super conhecido e não de um processo muito complexo.

A nosso ver, a maior disrupção vivida pela sociedade.

É um processo complexo, abstrato, novo e não um bicho conhecido, como tem sido tratado.

É preciso um ferramental lógico para se chegar ao diagnóstico do fenômeno e possíveis tratamentos.

O grande diferencial competitivo de uma organização hoje em dia, assim, é a Consistência da Narrativa Lógica Conceitual sobre o Futuro Pós-Digital que será escolhida.

Na qual, tempo o que é e o que fazer?

A capacidade de diagnosticar o fenômeno digital e apresentar uma metodologia de migração eficaz.

Baleias são muito mais concretas do que o mundo digital, mas o pessoal não está muito seguro disso.

É isso, que dizes?

Toda vez que o sapiens vive Revoluções Civilizacionais, temos novo ciclo de Macro Reflexões.

Há uma mudança na forma de interação e é preciso, diante do novo ambiente cognitivo, um ajuste entre o que era antes e o que vem depois.

Tivemos na Grécia algo assim que foi chamado do Nascimento do Mundo Ocidental e depois da Idade Média, o que chamamos de Renascimento.

Podemos dizer que vivemos hoje o Renascimento 2.0 ou o Pós-Renascimento.

  • Há não só há a demanda por entender a nossa jornada da Tecnoespécie que promove Revoluções Civilizacionais de tempos em temos por causa do Crescimento Demográfico Progressivo;
  • Bem como um ajuste de uma espécie ambientada num mundo analógico e agora necessita passagem paras as novas fronteiras do Digital.

Assim, estamos dando entrada em uma nova Civilização e devemos repensar a famosa frase de Descartes: “penso, logo existo”.

A ideia do cérebro como o produtor da realidade.

Vivemos com o digital uma série de mudanças e uma dela é o aumento radical da taxa de inovação.

Bem como a possibilidade de participação cada vez maior das pessoas na decisão dos processos organizacionais.

Haverá o resgate e a demanda de uma relação muito mais próxima com os fatos, a partir da demanda das pessoas e dos clientes.

Teremos que aprimorar a nossa forma de nos relacionar com a realidade. E aí vale o resgate de pensadores lógicos, mais pés no chão, tal como Aristóteles e Ayn Rand.

Não partimos da razão para depois analisar os fatos, mas admitimos que os fatos estão embalados de emoções.

E que para conseguirmos olhar os fatos com mais clareza o grande desafio é refletir sobre as emoções que temos sobre eles.

Conhecer, assim, é um processo de desintoxicação emocional, através de ferramentas lógicas para reduzir a nossa ilusão sobre a realidade.

Conhecer não é pensar sobre os fatos somente, mas nas emoções que estão em torno dos fatos.

Conhecer tem uma meta ajudar as pessoas a viver melhor para que se possa gerar valor e viver melhor.

A métrica para saber se estamos fazendo o trabalho de reflexão adequado é simples: estamos ajudando nossos clientes a viver melhor?

O objetivo de conhecer, assim, não é o de conhecer os fatos por curiosidade, mas como esse conhecimento pode ajudar pessoas a viver melhor.

Num mundo que precisa reduzir a taxa de desperdício e estar centrado nas pessoas/clientes me parece que essa forma de praticar o conhecimento é a mais eficaz.

É isso, que dizes?



Estou lendo o livro do John Rifkin Imagine Lennon.

A tese dele é de que o sistema capitalista vai acabar para um sistema muito mais colaborativo.

É uma tese ousada, vende livro, palestra.

Algo assim você espera que seja bem defendida com argumentos sólidos, certo?

Não é isso que se vê.

Na página em que o autor tem iniciar a defesa da Sociedade Colaborativa de Custo Zero, ele diz que “economistas” afirmam que vai haver uma sociedade do bem estar.

Como é?

Sim, Economistas no plural acreditam, como se só houvesse um tipo de economista no mercado, que todos pensam igual e que a tese já é consenso por 100% deles.

Ou seja, toda a defesa de uma tese tão ousada é baseada em “economistas”, sem nenhum pé de página.

E aí vamos para conceitos, do tipo.

Mercado vão acabar.

No fundo, a tese dele é de que Mercados com Trocas Comerciais vão dar lugar a Mercados sem Trocas Comerciais.

Rifkin ainda não viu nada parecido, mas acredita que tudo vai caminhar nessa direção e vê no marketing que hoje é feito – eu te dou algo para poder te vender depois, como o primeiro passo para a tese dele.

Podemos classificar os equívocos (ainda só estou no início do livro) como:

  • falta de comprovação empírica do que ele sugere para frente, algo que existe hoje vai mudar muito para chegar no que ele acha que vai chegar;
  • falta de defesa consistente teórica, pois vai precisar se aprofundar muito na economia para explicar em detalhes do Custo Marginal Zero e o fim do sistema capitalista.

Um livro que defende alto tão bombástico precisa ter as duas defesas muito consistentes para que seja levado a sério.

Não parece que será.

É isso, que dizes?

Vejamos os coletivos:

  • Percepção é o coletivo de sensações;
  • Conceito é o coletivo de percepções;
  • E narrativa é o coletivo de conceitos.

Narrativas procuram descrever e explicar fenômenos, a partir das seguintes premissas:

  • A essência do fenômeno – o que ele é e o que não é;
  • Os atributos fixos e variáveis – o que muda e o que não muda;
  • Os fatores detonantes – que alteram os atributos variáveis;
  • Os fatores consequentes – aquilo que será provavelmente alterado depois do fenômeno;
  • E os fatores atuantes – as recomendações para lidar com o fenômeno sempre na direção de melhorar a nossa qualidade de sobrevivência.

Assim, o objetivo de uma narrativa é o de se aproximar ao máximo de determinado fenômeno para ajudar a lidar com ele.

A qualidade da tomada de decisões de qualquer pessoas está diretamente ligada à sua capacidade reflexiva de articular o sentir, o perceber, o conceituar e o narrar.

Quando não fazemos o exercício de reflexão lógica para criar narrativas consistentes, elas tendem a estar com sensações, percepções e conceitos com baixa elaboração.

E assim tendem a distorcer o fenômeno e, por sua vez, as decisões a partir dela.

Não existe, entretanto, narrativa pura, perfeita, racional, sempre é e será uma aproximação reflexiva lógica do fenômeno estudado.

O Ferramental Lógico é, assim, instrumento fundamental para que se faça narrativas menos emocionais.

Narrativas Consistentes são, assim, o resultado de uma bem articulada de uso do Ferramental Lógico.

Narrativas não são, entretanto, uma “viagem na maionese”.

São extremamente operacionais, com aplicação prática, pois criam “mapa da realidade”, com o qual decisões serão tomadas.

O que temos hoje com tantas mudanças no mercado é incapacidade de refletir sobre Sensações, Percepções, Conceitos e Narrativas de forma mais consistente.

A crise que passamos atualmente em toda a sociedade é pela falta de prática do uso de Ferramentas Lógicas mais adequadas.

Temos produzido narrativas de baixa consistência, o que implica decisões distantes do novo modelo de competição que o novo mercado exige.

Me diga a narrativa que você adotou e te direi a chance de tomar melhores decisões diante do futuro.

É isso, que dizes?

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Quanto mais eu leio, mais assombração me aparece.

Agora é o livro do Rifkin.

Ele defende a ideia de que tivemos a dicotomia socialismo x capitalismo no século passado e agora teremos uma nova via social, política e econômica, que podemos chamar de Lennonlândia (mundo do John Lennon).

Esta é a tese.

Para que seja viável, ou ele vai trazer algo novo, que aponte um futuro diferente. Ou vai distorcer o passado.

Por que vamos mudar para um novo sistema econômico?

O “golpe conceitual” de Rifkin é distorcer o conceito de mercado no que existe e, com a distorção, tentar vender uma tese que não se sustenta.

Ou melhor, classificar mercado de forma reducionista como lugar onde se compra e vende, onde rola dinheiro.

Vejamos, pg 15, no qual define mercado “está de algum modo conectado a trocas comerciais”.

A ideia de que mercado é algo ligado a dinheiro é visão estreita do que se fala de mercado, como o espaço de trocas humanas, no qual tudo tem um valor.

Independente se tem alguém comprando ou vendendo, tudo tem um valor na sociedade humana, pois nada ocorre na nossa sobrevivência sem um esforço.

O que estaria fora do mercado em termos de trocas?

Tudo aquilo que não se tem esforço para se obter. O ar é algo que está fora do mercado, por exemplo. Olhar o céu.

Todo o resto, produtos e serviços, queira o Rifkin, ou não, é mercado.

Tudo tem um custo produzido, mesmo que você queira oferecer de graça, alguém fez um esforço para que aquilo pudesse estar ali.

Mesmo uma fruta dentro de uma floresta que ninguém plantou, alguém teve o esforço para pegá-la.

O tempo tem um valor.

Produtos e serviços exigem algum tipo de esforço e esse esforço tem um valor que é precificado, queira Rifkin, ou não.

Não é precificado pelo sistema, mas pelas pessoas todos os dias para poder viver.

Ele diz que no passado: “tudo foi lançado no caldeirão capitalista sendo reorganizado, precificado e levado ao mercado”, pg 15.

Produtos e Serviços não são “levados ao mercado”, pois se são produtos e serviços eles nascem dentro do mercado das trocas.

Eles não são levados, se são produtos e serviços eles nascem dentro do mercado e não tem como haver sobrevivência do sapiens fora do mercado, quando se fala de forma mais ampla.

Há, assim, no conceito de Rifkin uma espécie de preconceito em relação a precificação das coisas, que acabam ficando mais precificadas, conforme a complexidade demográfica vai aumentando.

Numa tribo de índios, o que se tem é um mercado mais informal, em que os produtos e serviços tem algum tipo de valor mais subjetivo, num mercado mais informal, mas dentro do mercado e não fora dele.

Rifkin, ao contrário, afirma na página 14, que estamos entrando num mundo parcialmente “além dos mercados”.

E vai para seu momento John Lennon:

“…onde vamos aprender a viver juntos em um sistema global de bens comuns colaborativos…” pg.14.

O que se vê aqui, como em muitos outros autores, o ser humano “aprenderá”, através da consciência, a deixar de ser “comercial” e passará a viver num mundo mais colaborativo “fora dos mercados”.

As coisas, como um passe de mágica, terão custo zero, pois ninguém vai precisar se esforçar mais para que elas aconteçam. É isso?

O livro de Rifkin tem uma forte dose de vontade que as coisas sejam assim, é o John Lennon Digital.

Diferente do Harari, outro viajandão, ele é otimista, deve ter um poster do John Lennon no escritório.

É isso, que dizes?

Entre na bimodalidade com pé direito! Último livro em promoção para os novos membros:

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Podemos desejar várias coisas para o futuro.

Projetar nosso desejo de mudança ou de estabilidade.

Mas isso não é Futurismo.

Futurismo é o resultado do estudo da sobrevivência humana projetado para frente.

Quanto mais proximidade com os fatos tem o estudo da Antropologia da Sobrevivência, mais teremos qualidade no Futurismo.

Conhecer as regras que regem a sobrevivência do sapiens ontem, hoje e amanhã.

Há, assim, fatores que nos mantêm vivos que não devem ser alterados.

E outros que variam, conforme determinadas conjunturas.

Podemos dizer, assim, que há dois tipos de Futurismo:

o futuro sem passado – sem comparativos históricos, no qual a chance de “viajar na maionese” é maior;

o futuro com passado – com comparativos históricos, no qual a chance de “viajar na maionese” é menor.

A comparação com o passado, entretanto, demanda algumas regras.

A classificação do tipo de fenômeno estudado;

A comparação com o mesmo fenômeno no passado;

O que é similar e o que é diferente.

É isso, que dizes?

A principal crise que temos neste novo século é a demográfica.

Tivemos o maior salto da história do sapiens de um para sete bilhões em 200 anos.

É um salto de 3 bilhões de pratos de comida diário para 21 bilhões em dois séculos.

Aumentos demográficos causam escassez, pois é cada vez mais gente precisando de mais produtos e serviços, em um tempo relativamente pequeno em termos de humanidade.

A crise deste novo século vem daí: todo o ambiente social foi concebido para uma complexidade mais baixa.

O que precisamos entender que somos a única espécie do planeta que tem um Macro Modelo de Sobrevivência Mutante.

E é exatamente por termos um Macro Modelo de Sobrevivência Mutante, que podemos crescer demograficamente.

Macro Modelos de Sobrevivência são atualizados de forma incremental, ao longo do tempo e de forma radical ou disruptiva apenas com a chegada de nova mídia.

As mídias são a placa-mãe dos Macro Modelos de Sobrevivência.

O objetivo do que podemos chamar de Revoluções Civilizacionais (chegada de novo Macro Modelo de Sobrevivência) é ajudar a resolver o problema cada vez mais agudo de Escassez Básica (para várias regiões do planeta) e de Personalização (para todas elas).

Note que o problema da Escassez Básica acaba sendo resolvido, de alguma maneira, no antigo Macro Modelo de Sobrevivência, mas há necessidade de massificação de produtos e serviços.

Se abre mão da personalização para a solução massificada.

O principal problema da Crise Demográfica é justamente a Escassez, de maneira geral em várias regiões do planeta, e, no geral, em todas elas, da Escassez da Personalização.

O antigo Macro Modelo de Sobrevivência Analógico, pré-Digital, gerou profunda crise de qualidade na quantidade.

  • A nova mídia, com os novos canais, quebra as barreiras de tempo e lugar, permitindo mais interação informacional, através da digitalização;
  • A nova mídia, com a nova linguagem, aumenta a taxa de confiança entre desconhecidos, permitindo mais interação comercial, através da uberização.

A grande demanda do sapiens com atual Revolução Civilizacional é resolver o problema da Escassez Básica de maneira geral em várias partes do planeta e da Escassez da Personalização em todas elas.

O que as pessoas querem da Revolução Civilizacional Digital é resolver o problema da quantidade com qualidade e a qualidade na quantidade.

É isso, que dizes?

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Estou analisando o livro “Sociedade do Custo Marginal Zero” – de Jeremy Rifkin, que comete erros epistemológicos graves.

Vejamos.

A essência de algo é algo que é, e não pode ser retirando do mesmo.

Só existe chuva molhada, a não ser que chova canivete e aí não é chuva é chuva de canivete.

Ao dizer “Chuva” eu defino que é conjunto de gotas de água que cai do céu num determinado lugar.

Existe, assim, a água, que é molhada, que é essencial, que se tirar deixa de ser chuva.

Por isso, não posso falar “chuva molhada”, pois não existe “chuva seca”.

Se há uma chuva seca, não é chuva é outra coisa.

O que pode haver é chuva maior ou menor, mas nunca uma chuva não molhada.

Molhada é essência;

Torrencial é atributo.

O que varia é o atributo e nunca a essência.

O que é essência é essência.

Quando falamos, por exemplo, de economia, há vários itens que são da sua essência.

Não importa que tipo de economia estamos falando, nem de que tempo, mas sempre será humana, colaborativa, compartilhada.

Não existe economia não humana, sem colaboração e sem compartilhamento, pois não seria economia.

Assim, falar de Economia Compartilhada, por exemplo, é um erro de criar um atributo da essência, é chover no molhado.

  • Economia Colaborativa;
  • Economia Compartilhada;
  • Economia das Trocas;
  • Economia Humana;
  • Economia Sustentável.

Você está atribuindo algo a essência que já está contido nela. Se não for sustentável, em alguma medida, morre todo mundo.

É chuva molhada.

O que se pode ao analisar aquele fenômeno humano é atribuir medições, tais como Economias MAIS colaborativa, mais compartilhadas, ou mais sustentável.

E tem essências que não variam, tal como Economia Humana, pois não existe Economia dos Lobos ou dos Leões.

  • Economia Humana é um atributo primário, pois não tem nenhuma chance de varia, do ponto de vista objetivo (esquece subjetividades).
  • Economia Colaborativa, entretanto, é um atributo secundário, pois pode variar, conforme o Fator Detonador da Mudança daquele fenômeno.

Criar o conceito de Economia mais ou menos humana, é um critério muito subjetivo.

O que pode ter é uma Economia que causa fome, mas continua a ser humana, causadora de fome.

Quando Rifkin afirma que estamos vivendo o fim do capitalismo, pois agora teremos uma nova economia com colaboração, compartilhamento, empatia, sustentabilidade, mais humana e antes não tínhamos.

Está cometendo um erro Epistemológico, confundindo essências e atributos.

Está destacando atributos existentes, que já haviam, que podem aumentar ou diminuir, conforme os Fatores Detonadores de Mudança.

Uma campanha na televisão num determinado país pode aumentar a taxa de altruísmo voluntário, tornando aquela Economia mais Altruísta.

O Fator Detonador da Mudança foi a propaganda, que aumentou a taxa de Altruísmo Voluntário, mas não podemos chamar de Sociedade Altruísta, pois é da essência também de toda a economia alguma taxa de Altruísmo.

Quando fazemos tal absurdo epistemológico, na verdade, estamos sem conseguir enxergar o Fator Detonador da Mudança, que reduz ou aumenta a taxa de determinado atributo.

Está, de novo, se chovendo no molhado!

No livro de Rifkin, o autor procura destacar vários problemas que o sistema capitalista, de fato, teve no século passado, com a concentração, devido a um Fenômeno da Macro Sobrevivência.

Tivemos como Fator Detonador da Mudança: mais população e menos mídia descentralizada.

O que aumentou as taxas de vários atributos da essência do sistema, o centralizando, com problemas correlatos respectivos.

Tais problemas são da Essência” do sistema e não conjunturais.

Vários itens da essência do sistema tiveram baixo desempenho, mas existiam.

Agora está se aumentando a taxa, mas não é por causa da Era da Colaboração, mas da nova mídia.

O livro é fraco.

É isso, que dizes?

Quem pode nos ajudar a entender é o Tio Thomas Kuhn (1922-96).

Segundo o físico americano, o conhecimento humano é feito de “freadas” e “aceleradas”.

A freada é chamada de anomalia, momento em que a forma de pensar e agir deixa de ser eficaz.

Nestes momentos de anomalia, vivemos o que ele chama de Momento Extraordinário.

É no momento de crise, assim, que as pessoas precisam repensar os paradigmas, os conceitos centrais.

Podemos dizer que a chegada do Digital gerou o que podemos chamar de Macro Anomalia.

Macro Anomalia indica um crise generalizada sobre a resposta primeira da espécie: “Quem Somos?”.

A forma como pensávamos que o sapiens evolui no tempo estava errada, simples assim.

Os fatores demográficos e midiáticos não eram considerados as principais forças impulsionadoras de mudanças civilizacionais.

O mercado vive hoje momento extraordinário, segundo a teoria de Kuhn, mas o está tratando como ordinário.

As atuais organizações estão com uma doença terminal e todo mundo está tomando duas gotinhas de Novalgina de manhã e de tarde.

É preciso entender que estamos diante da maior disrupção administrativa da história do sapiens por causa do mix complexidade demográfica + nova mídia disruptiva!

Existem duas máximas que dominam a Inovação Rivotril nos dias atuais: “inovar sim, mudar jamais”. “Digitalizar sim, Uberizar nem pensar”.

E segue o barco.

É isso, que dizes?

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Um termo fundamental no livro “Economia Compartilhada” de Arun  Sundararajan é o de Ferramentas de Confiança.

Digamos que as mudanças de mídia têm a principal função, do ponto de vista da sobrevivência, de estabelecer as bases do Modelo das Trocas (informacionais e comerciais).

As novas mídias têm a função social de permitir a alteração do Modelo Coletivo de Confiança.

O ser humano precisa para sobreviver trocar com pessoas conhecidas e desconhecidas e para isso precisa confiar.

A Confiança Coletiva é regulada pelas Tecnologias Midiáticas existentes.

O que aprendemos aqui na nossa jornada é de que há uma relação entre confiança, mídia, demografia e modelo de administração.

Vejamos.

Quando aumentamos a população vamos ampliando o espaço de moradia do sapiens e, ao mesmo tempo, a Taxa de Desconhecimento entre Pessoas.

O aumento da Taxa de Desconhecimento vai, gradualmente, reduzindo a Taxa de Confiança Coletiva.

O Macro Modelo de Confiança Coletiva, que era baseada nas mídias de plantão, passa a ficar obsoleto e é preciso criar outro modelo.

Podemos dizer que já tivemos:

  • O Macro Modelo de Confiança Coletiva Oral em pequenas aldeias ou cidades;
  • O Macro Modelo de Confiança Coletiva Oral e Escrito em territórias maiores;
  • E hoje estamos criando o Macro Modelo de Confiança Coletiva Digital.

O que permite a criação da nova e disruptiva Civilização 2.0 é o aumento radical da Taxa de Confiança Coletiva, via estrelinhas.

O novo Macro Modelo de Confiança Coletiva Digital permite, pela primeira vez, uma auto-regulação da Confiança Coletiva radicalmente mais descentralizada.

Quando aumentamos a população no século passado e não havia novas Ferramentas de Confiança Confiança entre os desconhecidos houve o surgimento de organizações centralizadoras.

As hipermarcas no século passado passaram a ser a possibilidade do Consumo de Massa nos cada vez maiores aglomerados de desconhecidos.

O que vimos no século passado foi uma radical centralização no mercado por falta de novas Tecnologias de Confiança Coletivas mais compatíveis com a nova Complexidade Demográfica.

Tivemos no século passado uma radical centralização no mercado por falta de Novas Tecnologias de Confiança.

Em resumo:

Só é possível compartilhar com quem confia. E só é possível confiar em desconhecidos se há Ferramentas de Confiança que permitam que isso ocorra a distância.

O Digital com a Linguagem dos Rastros (que podemos passar a chamar de Tecnologias de Confiança) permite o aumento de forma exponencial a Taxa de Confiança entre os Desconhecidos.

E é essa a grande novidade da Civilização 2.0: desconhecidos passaram a trocar, de forma exponencial, entre si por que agora passaram a confiar um nos outros.

Sem as novas Ferramentas de Confiança isso não seria possível.

É isso, que dizes?

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Inspirado no livro sobre Epistemologia da Tia Ayn Rand.

Conhecer, podemos dizer que é a tentativa de transformar sensações em percepções e estas em conceitos.

Percepções são sensações mais refletidas.

E conceitos são percepções amadurecidas.

De maneira geral, quando lidamos com uma situação nova, temos sensações, começamos a perceber e temos demanda de conceituar.

O problema é que os conceitos precisam de um aparato para que possam nos ajudar e não atrapalhar.

Para isso, existe a epistemologia e algumas regrinhas, pois conceitos precisam:

  • de comparativos históricos;
  • de medições e taxas;
  • de comparativos com outros conceitos, espécies, momentos, situações.

Um conceito, assim, é fruto de reflexão continuada, sempre entendendo que é um trabalho sobre a percepção e sensação.

É uma reflexão sobre as nossas emoções.

Por isso, não gosto do conceito razão ou racional, pois cria a falsa sensação que se conseguiu superar 100% as sensações e percepções, algo menos refletido.

Um conceito bom, é um conceito vivo!

Um conceito bom, é um conceito prático, que ajuda a explicar para decidir.

Um conceito bom, é um conceito de fácil explicação.

É isso, que dizes?

De maneira geral, nosso pensamento é mais vago do que preciso.

Um pato é um pato.

Mas num congresso de zoologia existem centenas de tipos de patos.

E, por causa disso, se criaram diversos tipos de nomes de patos para não deixar dúvida entre o conceito e o objeto.

Hoje, vivemos uma Macrocrise Conceitual, pois vivemos uma Mutação Civilizacional.

Os conceitos antigos estão perdendo a validade, pois foram criados para uma Estrutura Midiática-Administrativa que vive uma mudança disruptiva.

É natural, assim, que na crise os novos Conceitos para explicar a nova conjuntura sejam muito mais vagos do que precisos.

O esforço intelectual demandado é justamente este: precisar o vago.

É isso, que dizes?

Ciência tem origem na palavra em Latim scientia, que tem como significado conhecimento ou saber.

Porém, se sabe ou conhece para algo.

Na minha visão, Ciência é o processo continuado de ações para ajudar a sociedade a lidar melhor com problemas complexos.

A Ciência é praticada de maneira informal em vários lugares e formalmente na Academia.

Hoje, a Ciência está baseada nas ferramentas de conhecimento que estavam disponíveis na Civilização 1.0, a saber:

  • Índice Coletivo Oral e Escrito;
  • Ordem espontânea Oral e Escrita.

Com o aumento da Complexidade Demográfica (dos últimos 200 anos), o modelo passou a cada vez mais ficar obsoleto.

Os sintomas, que atingem a toda a Civilização 1.0, são os seguintes:

  • Baixa taxa de Participação da Sociedade nos rumos das Organizações Científicas Formais, que podemos chamar de Redução da Taxa de Transparência, principalmente nos problemas escolhidos;
  • Aumento da taxa de Centralização de Poder, tendo como consequência o aumento da Taxa de Corporativismo e do Apadrinhamento Intelectual.

Vemos hoje a Macro Crise da Civilização 1.0 refletida na prática científica.

Assim, há hoje na Ciência, de maneira geral, relação cada vez menos eficaz entre Custo/Benefício.

A Civilização 2.0 se caracteriza pela chegada de novo Macro Ambiente Midiático-Administrativo.

Os Novos Canais e a nova Linguagem Digital (dos Rastros) permite que se inicie e se consiga superar a crise da Ciência 1.0.

As Zonas Científicas de Atração no futuro serão feitas em ecossistemas acadêmicos formais e informais com uso intenso dos rastros para definir o que é mais ou menos relevante.

A Ciência na Civilização 2.0 visa melhorar a qualidade da relação custo/benefício da produção científica.

Estamos, assim, falando da “Uberização” da Ciência, o que vai causa protesto em muito “taxista científico”.

É isso, que dizes?

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Temos mais inovação agora.

É a sociedade da inovação?

Ou temos o aumento da taxa de inovação no novo século?

Inovar faz parte da essência do ser humano.

O sapiens é uma espécie inovadora.

Tem sapiens? Tem algum tipo de Inovação.

O que varia é a taxa.

Há pessoas, países, regiões e empresas mais inovadoras do que outras.

O que podemos procurar é como medir a inovação e comparar diferentes tipos e lugares.

A medição dos fenômenos é prática fundamental para os conceituadores.

É da procura das causas das mudanças da taxa dos fenômenos que vem as teorias.

As relações entre as diferentes forças e como cada uma afeta a taxa.

É isso, que dizes?

O

Atributo – o que é peculiar em alguém ou em alguma coisa.

Atributo é um adjetivo de algo, substantivo.

Um substantivo é uma coisa que existe.

Sociedade é um substantivo.

Conhecimento é um substantivo.

Não existe conhecimento sem sociedade e vice-versa.

Sociedade do Conhecimento são dois substantivos que não fazem sentido juntos.

Sociedade do século XXI, sim, pois século XXI é um atributo de tempo.

É um atributo diferente de sociedade medieval.

O atributo procura a precisão do que se diz com o que existe.

Sociedade do Conhecimento gera confusão, pois são dois substantivos sem atributos.

Sociedade do Conhecimento Digital.

Ou Sociedade Digital. Digital é um atributo, que se diferencia de Sociedade analógica, sem tecnologias digitais.

Sociedade ou Conhecimento Digital são mais precisos, pois permite diferenciar.

Sociedade do Conhecimento, não, pois o que seria o contraponto?

Sociedade do Desconhecimento?

Sociedade do Conhecimento é um conceito mal formulado (apenas uma percepção), pois não diferencia de forma evidente um substantivo.

O papel de um conceituador é questionar conceitos mal formulados e criar algo que possa precisar a “coisa”, o objeto, o substantivo com determinado atributo.

É isso, que dizes?

Estou lendo o livro “Economia Compartilhada” de Arun Sundararajan e é mais uma narrativas que se enquadra no que temos chamado de Crise Conceitual Contemporânea Pós-Digital.

Vivemos hoje Fenômeno Macro-Histórico e todas as análises que são feitas se utilizam da Micro-História.

Mais.

Presenciamos neste início de século o que nosso Tio Thomas Kuhn chamou de Anomalia, momentos do conhecimento humano que é preciso subir para o andar da filosofia e das teorias para entender os novos fenômenos.

Diria mais.

Vivemos hoje uma Macro-Anomalia, que se caracteriza por uma uma crise filosófica metafísica, da essência do Sapiens.

A resposta ao “Quem Somos” dada até aqui perdeu a validade!

A saber é preciso entender:

  • o que significa ser Tecno-Espécie e o que isso nos traz de riscos e oportunidades;
  • o que significa ser Espécie que vive sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva;
  • e o papel que as mídias têm na promoção de Revoluções Civilizacionais.

Mas, infelizmente, continuamos analisando os fatos com os obsoletos paradigmas filosóficos e teóricos

A Crise Conceitual Contemporânea Pós-Digital é a razão que explica por que nenhuma Organização Tradicional hoje lidera o Mercado Digital.

E aí chegamos no tema do artigo.

Hoje, estamos descrevendo o mundo digital, sem compreendê-lo.

O que há disponível no Mercado das Narrativas é muita descrição e pouca explicação.

A descrição parte de uma percepção, mas não procura recriar conceitos.

Ou seja, utiliza conceitos antigos para descrever fenômeno novo.

Diante do mundo Digital, analisamos um disco voador alienígena como se fosse um drone.

É preciso nova explicação, novos conceitos para explicar o motivo da Instabilidade Civilizacional.

Sem a revisão dos velhos conceitos diante do digital, criando novas explicações, fica impossível tomar decisões mais eficazes.

Por fim, podemos dizer que descrições podem ser úteis, se o fenômeno estudado é conhecido.

Quando o fenômeno é desconhecido, descrever não adianta, é preciso explicar por que surge e o que é diferente do antigo padrão.

Descrições funcionam quando tudo está estável. Novas explicações são necessárias na instabilidade.

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A expressão “pensar fora da caixa” se tornou popular, mas é extremamente venenosa para a inovação.

A imagem é de que você está dentro de uma caixa e é preciso se libertar dela. Mas vai para onde?

Se vende a ideia por aí de que existe uma “Cracolândia da Inovação” que te leva para fora da caixa.

Palestras e Workshops da inovação, assim, são muito mais um tipo de entorpecente para viagens psicodélicas do que ferramentas de conscientização.

A “caixa” procura simbolizar valores, mentalidades, forma de pensar e agir sobre problemas.

O que seria diferente disso?

A história do ser humano demonstra é de que temos hábitos e mentalidades arraigadas, que só são alterados quando se percebe que há algo neles obsoleto.

Assim, o primeiro passo para que se possa inovar não é sair da caixa, mas ter consciência do que está atrapalhando nela.

Com o diagnóstico do que NÃO está mais adequado na atual “caixa das percepções”, opta-se por uma nova.

Assim, para que se possa mudar para valer não se sai da caixa, mas se percebe o que está obsoleto dentro dela.

E só com este exercício de olhar para caixa e ver o que ficou obsoleto poderemos optar por nova caixa.

O ser humano sempre terá uma caixa, o máximo que se pode é escolher outra, mas nunca sair dela.

Só iremos para uma nova caixa , quando estivermos convencidos por argumentos sólidos – e não pelo crack – de que iremos para uma melhor.

Pensar fora da caixa acaba sendo uma espécie de lema da Inovação Rivotril: “Inovar pode, mudar jamais!”.

Ou seja no MIMIMI de “fora da caixa”, todo mundo assiste ao seminário cracolândia na sexta e volta na segunda de ressaca para a antiga rotina obsoleta.

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