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É o estudo do fenômeno da tendência humana, no longo prazo, de continuamento ir de uma situação mais para uma menos centralizada.

O motivo: a descentralização facilita lidar com a complexidade.

O Descentralismo visa estudar os fatores que impedem e ampliam a capacidade de ajudar que esta tendência seja facilitada.

O Descentralismo, assim, é o estudo do fenômeno da Decentralização.

É isso, que dizes?

  • Ordem – relação inteligível estabelecida entre uma pluralidade de elementos; organização, estrutura;
  • Espontânea – Que acontece naturalmente – não artificial.

Ordens sociais são formas de se estabelecer relações ou melhor interações.

Uma Ordem pode permitir que as interações sejam feitas por mais gente, de forma mais horizontal, ou intermediadas por alguém, de forma mais vertical.

  • Uma Ordem que é mais horizontal, permite que haja mais espontaneidade entre os diferentes membros daquela comunidade, pois ganham mais liberdade para interagir;
  • Uma Ordem que é mais vertical, permite que haja menos espontaneidade entre os diferentes membros daquela comunidade, pois dependem mais da regulação de quem a controla.

Não existe, porém, ordem totalmente horizontal, nem totalmente vertical, pois há algum grau de interação entre a comunidade.

Assim, mais ou menos espontaneidade depende do tipo de hierarquia da ordem estabelecida, mais ou menos vertical mais ou menos horizontal.

Se você defende Ordens mais Espontâneas, na verdade, está defendendo Ordens Mais Horizontais e menos Verticais.

Ordens, entretanto, têm um propósito: são criadas para resolver os problemas das pessoas da referida comunidade e a horizontalização e verticalização dependerá de alguns fatores:

  • do tipo de mídia que existe, que pelo formato, condicionará em algum tipo de medida a Ordem que será estabelecida – mídias mais verticais favorecem a verticalização e vice-versa;
  • a evolução da taxa da demografia, pois quanto mais rápido é o crescimento, mais se tenderá a verticalização, pela incapacidade de preparar a todos para a autonomia, bem como pela necessidade de se atender a demandas objetivas e subjetivas, com menos diversidade;
  • os fatores prévios culturais mais ou menos centralizados, ao longo do tempo, que definirá as tendências históricas, influenciando no presente;
  • E o amadurecimento e capacidade dos grupos descentralizadores em disseminar os conceitos na comunidade em questão.

Assim, Ordens Espontâneas não são um objetivo direto, mas indireto da decisão de Ordens mais Horizontais.

O que se percebe, ao analisar a história, é que:

  • Em comunidades em que se consegue mais horizontalidade e se aumenta a taxa de ordem espontânea, há um aumento de criatividade e, por sua vez, de inovação para a solução dos problemas.
  • E vice-versa.

É isso, que dizes?

Vou chamar a filosofia para ajudar na área de negócios.

  • Essência – é aquilo que se é por natureza;
  • Consequência da Essência – é aquilo que ocorre por causa da natureza.

Vejamos o caso do McDonald, bem retratado no filme, que tem no Netflix, Fome de Poder.

O McDonald resolveu adotar o que hoje chamamos de modelo de negócios das franquias:

Franquia, franchising ou franchise é estratégia utilizada em administração que tem, como propósito, sistema de venda de licença na qual o franqueador (detentor da marca) cede, ao franqueado (o autorizado a explorar a marca), o direito de uso da marca, patente, infraestrutura, know-how e direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços.

O McDonald era mais exponencial do que uma loja de hambúrguer da esquina por que utilizava do modelo da franquia.

O McDonald não era uma empresa exponencial, mas adotou o modelo da franquia que, por sua maneira de descentralizar os negócios, conseguiu resultados melhores do que os concorrentes (melhores resultados/com menor esforço).

O McDonald não era e não é uma Organização Exponencial.

É a franquia que é mais exponencial do que uma loja isolada, que não adota o modelo.

Modelos administrativos que conseguem melhores resultados de custo/benefícios são exponenciais e não organizações em sim.

Assim, não existem Organizações Exponenciais, mas modelos de negócios, quando adotados, mais exponenciais do que outros.

Quando falamos do Digital, conseguimos diagnosticar o surgimento de um novo modelo de negócios, só possível por cauda da nova mídia, que chamamos de Curadoria, que seria:

Curadoria é novo modelo de administração que se utiliza da nova Linguagem Digital dos Ícones (curtições, estrelas) para que se possa aferir a qualidade de pessoas, produtos e serviços, sem a necessidade de gestores centrais ou de vínculos empregatícios formais, substituindo-os por algorítimos, que gerenciam a avaliação feita dentro e pela própria Comunidade de Consumo dentro de Plataformas.

Note, assim, que o Uber é mais exponencial do que uma cooperativa de táxi, não por que é o Uber, mas por que se utiliza da Curadoria.

Uma organização tradicional na área de mobilidade NÃO SERÁ mais exponencial, a não ser que adote o mesmo modelo administrativo do Uber – a Curadoria, na qual se tem uma relação muito baixa entre back office x operação.

É esta relação melhor do custo/benefício que faz com que o Youtube tenha 2,2 bilhões de usuários, de forma muito mais exponencial do que o Netflix, que tem 200 milhões e a TV Globo, que tem 20 milhões.

É a adoção da Curadoria que o faz como que uma organização passe a não ter mais os antigos limites de usuários por falta de estrutura operacional.

O conceito “Organização Exponencial” muito badalado é vazio e leva ao erro estratégico. Nossa sugestão: evite!

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


LIVE COMPLETA.

Existem novas Leis Gerais da Sociedade que precisam ser consolidadas para entender o digital.

Sem elas, o Digital e todas as consequências serão um enigma.

A Primeira Nova Lei da Sociedade é a seguinte:

  • Lei 1 – Aumentos Demográficos causa Revoluções Midiáticas Civilizacionais Descentralizadoras!

Se somos uma tecnoespécie que pode crescer demograficamente, temos que levar em conta as causas inesperadas que isso provoca: aumento de complexidade, o que nos obriga a termos um modelos de comunicação e administração mais horizontais.

A horizontalização tem uma grande meta: lidar melhor com a complexidade, vejamos:

  • 1 bilhão de pessoas em 1800 precisavam de 3 bilhões de pratos de comida/dia;
  • 7 bilhões de pessoas em 2019 precisavam de 21 bilhões de pratos de comida/dia.

É impossível imaginar que é possível se manter com o mesmo modelo de comunicação e administração e conseguir resolver os novos problemas de complexidade.

Assim, toda vez que tivermos explosões demográficas, estaremos “grávidos” de inevitáveis Revoluções Midiáticas Civilizacionais Descentralizadoras.

A Segunda Nova Lei da Sociedade é a seguinte:

  • Lei 2 – Revoluções Midiáticas Civilizacionais Descentralizadoras causam novos Modelos de Comando e Controle mais Distribuídos!

Tais modelos visam permitir que se aumente as Ordens Espontâneas da sociedade, única forma sustentável no médio e longo prazo para lidar com o novo Patamar de Complexidade.

  • A Oralidade permitiu o surgimento dos chefes tribais e das aldeias;
  • A Escrita Manuscrita das grandes religiões, dos impérios;
  • A Escrita Impressa da República e do sistema de livre mercado;
  • E o Digital da Curadoria (uberização) e depois da Blockchainização.

Tais Leis são baseadas na experiência história, na lógica e no que temos visto com a chegada do Digital.

Estão aí para quem quiser questionar com argumentos plausíveis.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:

Numa cidade pequena a capacidade das pessoas se comunicarem é maior do que numa cidade maior.

  • Numa cidade pequena as pessoas usam a oralidade, pois todos estão mais ou menos perto em termos de tempo e lugar;
  • Numa cidade maior as pessoas precisam usar outras mídias, pois todos estão cada vez mais longe em termos de tempo e lugar.

Assim, quando se aumenta a população, a Ordem Espontânea vai ficando CADA VEZ MAIS DEPENDENTE das mídias de plantão.

Do perfil, da hierarquia dela.

Se a mídia que é desenvolvida é vertical, unindo as pessoas, a tendência é se reduzir a Ordem Espontânea de maneira geral para uma Ordem mais Controlada, via mídia vertical.

Foi o que ocorreu no século passado, com o boom demográfico + a mídia vertical, no qual Ordens Espontâneas deram lugar a Ordens Controladas.

E, ao mesmo tempo, pessoas que defendiam Ordens Controladas estiveram em ascensão.

As mídias, assim, com o aumento da complexidade demográfica, são fundamentais para definir qual é a tendência:

  • Com aumento demográfico e mídia vertical, a tendência é a redução das Ordens Espontâneas – vide século passado;
  • Com aumento demográfico e mídia horizontal, a tendência é o aumento das Ordens Espontâneas – vide século atual.

As Ordens Espontâneas, assim, vivem, além de outros, mas principalmente no longo praxo de duas variações:

  • Aumento demográfico;
  • Mídias disponíveis.

É isso, que dizes?

Um dos problemas da Escola Austríaca está na casinha “existencial” da Filosofia, que responde: “Qual é a essência do ser humano?”.

Até bem pouco tempo a resposta de que somos uma tecnoespécie não estava no cardápio das ciência sociais.

Todo o trabalho desenvolvido pelos pensadores austríacos é Pré-McLuhan, Pré-Canadense.

Quando se imagina que o ser humano quer sempre sair de uma situação menos para a mais confortável e que vai usar tudo que estiver a seu alcance, é importante lembra que existem tecnologias.

E mais ainda que existem mídias, que são a placa-mãe da interação humana.

Tecnologias no geral e mídias no particular condicionam o que podemos e o que não podemos fazer para gerar Indicadores Coletivos e poder, com eles, aumentar a taxa de liberdade para se praticar as Ordens Espontâneas.

Sem que possamos entender que:

  • Ordens Espontâneas são baseadas na interação entre indivíduos;
  • Interação entre indivíduos são mediadas e condicionadas pelas mídias de plantão;
  • Pode se dizer que Ordens Espontâneas são reflexos das mídias disponíveis.

É isso, que dizes?

Todo descentralizador e/ou Escola Descentralizadora acredita em Ordens Espontâneas, nas quais a sociedade – indivíduo se relacionando com os demais – vão resolvendo os problemas ao longo do tempo.

Não existe pensamento descentralizador sem Ordens Espontâneas, ou com algum nome parecido.

Há dois problemas quando falamos em Ordens Espontâneas.

Quanto mais complexo for o ambiente mais haverá a necessidade da Ordem Espontânea e mais difícil será que ela possa prosperar sem que haja Indicadores Coletivos, criados pelas próprias pessoas.

Um dos fatores que temos que analisar é a questão demográfica, uma das novidades que as Escolas Descentralizadoras terão que analisar.

Mais gente, significa mais complexidade, o que torna a demanda por Ordens Espontâneas mais sofisticadas, bem como a criação de novos Indicadores Coletivos ou melhoria dos já existentes.

A Escola Austríaca, por exemplo, através de Ludwig von Mises (1881-1973) defende que um regime fechado com o comunista não é viável economicamente, justamente por não ter o Indicador Coletivo dos preços.

Sem os preços, indivíduos não conseguem lidar com a complexidade, tomando decisões cada vez menos precisas ou sensatas.

Vejamos a relação:

  • Quando se aumenta a população, se aumenta a complexidade;
  • Quando se aumenta a complexidade, se aumenta a demanda por indicadores coletivos cada vez mais confiáveis;
  • O que permite que se tenha Ordens Espontâneas mais sofisticadas.

Quando com a chegada do Digital, se criou o que chamamos de Indicador Coletivo Digital (a reputação online de pessoas, produtos, serviços, informação), pudemos ter um novo ciclo de Ordens Espontâneas.

É isso, que dizes?

Tenho lido muitos seguidores da escola, na sua maioria economistas, tentando fazer uma análise da própria escola.

Minha primeira percepção que é preciso de um ferramental específico, que vou chamar de “Método de análise de Escolas de Pensamento“, que é uma variante da Epistemologia.

Há uma confusão de conceitos entre teorias, metodologias, filosofia.

Com a experiência de refletir sobre a Escola Canadense de Comunicação durante alguns anos e olhando a Austríaca de fora, acredito ser útil o ferramental que desenvolvemos aqui, que agora estou aperfeiçoando.

A Escola Austríaca é uma Escola de Pensamento na linha Descentralizadora, que tem com várias outras uma série de premissas comuns, que são aprofundadas nos estudos.

Na nossa divisão, separamos as seguintes áreas que têm uma sequência lógica:

Note que há premissas filosóficas que são tomadas, que influenciam teorias gerais e depois teorias específicas, bem como metodologias, que guiam o operacional.

Se fosse aplicar isso à Escola Austríaca, diria que:

Note que a divisão nos permite utilizar o verde para várias outras Escolas Descentralizadoras, que não são econômicas, definindo claramente a abordagem da Economia.

Isso é um primeiro estudo, mas acredito que, ao longo do tempo, pode-se melhorar ainda mais.

É isso, que dizes?

Vou passar a a chamar a Linguagem dos Rastros para Linguagem dos Ícones.

Isso já é o resultado da pesquisa que tenho feito em outras Escolas de Pensamento Descentralizadoras, como a Austríaca de Economia.

Linguagens são ferramentas humanas para permitir a interação.

E se compararmos com as Linguagens de Comunicação Sonora do passado a escrita foi a primeira a deixar rastros.

Assim, não é isso que é o diferencial.

O que temos hoje é a chegada de uma nova Linguagem dos Ícones, que não são letras e nem números.

São símbolos, como já tivemos no início da escrita, que facilitam bastante que as pessoas deixem rastros para tomada de decisão.

A novidade da Linguagem dos Ícones permite que se crie – e temos aqui um novo conceito – a criação de mais um Indicador Coletivo, que permite a tomada de decisão em larga escala.

Note que as Linguagens Oral e Escrita não geravam um Indicador Coletivo com a dos ícones passa a permitir.

Passamos a ter um Indicador Coletivo como os preços na economia ou como as citações bibliográficas na Biblioteconomia.

O Indicador Coletivo Digital, permitido pela Linguagem dos Rastros, é o que permite que tenhamos uma nova Era Civilizacional.

Obviamente, para ele ser possível precisamos de todo o aparato digital (canais), além da Linguagem dos Ícones.

É um avanço importante nas nossas reflexões sobre o tema.

É isso, que dizem?

Matrix é um paradigma, este que todos nós estamos.

Tudo que pensávamos sobre sapiens, caminhada humana e respectivos avanços nas ciências sociais precisa ser revisto,, onde se inclui princípios da administração, dos negócios, da educação, política, etc.

A primeira pílula é quando você conhece os pensadores canadenses que dizem que somos uma tecnoespécie midiática: mudou a mídia, muda tudo.

E aí apenas começa uma jornada.

Já ministrei palestras, cursos, aulas e tive a experiência que não basta ouvir falar, conhecer por alto, é preciso mergulhar e ficar neste novo “lago”.

É preciso criar uma espécie de “zona de desintoxicação” e estar próximo de pessoas que entendem e já adotaram o novo paradigma.

Assim, a saída de Matrix, como é também no filme, COMEÇA com a pílula vermelha, mas você vai para um outro lugar para ver o velho paradigma DE FORA, com ajuda de outras pessoas.

Esta é a metodologia que sugerimos para quem quer competir neste novo futuro, entender o quanto antes a revisão que precisa ser feita.

Seja criando uma zona do lado de fora da organização ou mesmo na internet, como pessoa física, como tem ocorrido na nossa escola.

Não é uma pílula, mas várias – todos os dias.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Talvez, a grande novidade, das grandes novidades, que temos hoje no novo século é a nova percepção de que vivemos uma espécie de Descentralização Progressiva Obrigatória.

Na macro jornada humana, com algumas recaídas, o ser humano tem como tendência ciclos de descentralização de poder.

Por quê?

Vamos pela ordem:

  • Somos uma tecnoespécie e quando temos problemas insuperáveis para uma geração, a seguinte supera a barreira;
  • Por causa disso, aumentamos a população, o que significa ampliação progressiva da complexidade;
  • E para lidar com a complexidade, a história tem demonstrado, realizamos mudanças midiáticas que, no longo prazo, caminhamos para a descentralização.

Assim, a grande macro tendência para o novo século não é a digitalização, que é uma ferramenta, mas a descentralização em várias etapas:

  • Descentração 1.0 – a disseminação de canais, que permite maior acesso à informação/conhecimento e a explosão da interação horizontal;
  • Descentração 2.0 – a disseminação de uma nova linguagem, com seus códigos coletivos, que permite a uberização de pessoas, produtos e serviços, criando novas possibilidades de trocas de todos os tipos, incluindo as comerciais;
  • Descentração 3.0 – a disseminação do conceito P2P de plataformas descentralizadas, que inicia a jornada pela radicalização ainda maior das trocas humanas, sem a necessidade de grandes players como hoje, Youtube, Instagram, Facebook, Uber, entre outros.

Nosso principal problema é que toda a sociedade atual foi formatada, desde a escola, nas organizações tradicionais, na política, em todos os cantos, a lidar com o modelo pré-digital.

A grande crise que temos hoje é a gradual perda de poder de quem dominava e se beneficiava do antigo modelo.

Há um embate entre o antigo modelo centralizado e o novo que vai se descentralizando.

Isso tem impactos nas pessoas, nos profissionais, nas organizações.

Assim, não temos que nos preparar para a digitalização, ou para a Transformação Digital, mas para a Descentralização, que envolve mudanças profundas na forma de pensar e agir.

É isso, que dizes?

Muitas pessoas têm utilizado o recurso de aumentar a velocidade dos áudios e vídeos para receber informações mais rápidas.

Ou estão com pilhas e pilhas cada vez maiores de livros para ler.

Estão lendo cada vez mais, mas estão lendo bem?

Temos hoje uma explosão da informação, típica de revoluções midiáticas e estamos querendo ler agora com o mesmo paradigma de leitura do que antes.

Houve uma inversão depois do Digital:

  • saímos da escassez da informação para a abundância;
  • o que nos leva a passar da abundância para a escassez de foco.

O foco tem que ser na direção de um problema matriz.

Quem não tem um problema matriz, não tem uma bússola, que vai orientar na rota das leituras!

Cada problema na sociedade tem diferentes Escolas de Pensamento e Ação que você precisa conhecer, optar por uma, ou mixar algumas para que possa atuar melhor sobre ele.

Assim, o roteiro é:

  • o foco num problema;
  • conhecer as diferentes escolas de pensamento e ação;
  • escolher uma escola, a partir do que você acha que é mais razoável, o que lhe dará acesso a autores destacados sobre o tema escolhido;
  • o aprofundamento naquela escola, conhecendo as diferentes abordagens entre os autores;
  • a integração com os seguidores daquela escola;
  • e, se possível, a melhoria da escola, a partir da sua forma de pensar e agir.

Você terá muito que ler, mas com um foco.

É importante entender que você, ao ler, tem que desaprender algo, não só se informar, mas se reformatar diante das variações do problema escolhido – ainda mais agora que todas as Escolas de pensamento e ação precisam se repensar!

Digo ainda que cada Escola de Pensamento e Ação tem uma Hierarquia do Conhecimento nos aspectos:

  • Filosóficos (existencial, jornada humana, epistemologia, ética, visão política);
  • Teóricos (as leis que devem ser respeitadas para se lidar com o problema);
  • Metodologia (as regras, respeitando as leis);
  • Operação (a ação);
  • A avaliação da ação (para rever toda a hierarquia).

Você lerá muito menos, mas ganhará muito mais em termos de eficácia.

Assim, se você ainda não definiu um problema, uma escola e não mergulhou nos autores da mesma – você é um cego analógico em tiroteio digital.

É isso, que dizes?

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Se pensamos que a história humana é uma grande Ordem Espontânea, na qual cada indivíduo decide os melhores caminhos, é preciso que haja Indicadores Espontâneos.

Ou os mais Espontâneos Indicadores Espontâneos.

A Escola Austríaca apresenta a seguinte lógica na Ordem Espontânea Mercado de Trocas de Produtos e Serviços:

  • A propriedade privada é fator fundamental para que haja trocas no mercado e se estabeleça valores – é uma premissa para se criar o Indicador Espontâneo;
  • Com a troca das pessoas no mercado, há os preços que definem o que está em escassez ou abundância. Preços são Indicadores Espontâneos, que guiam Ordens Espontâneas.

Assim, se formos extrair essa lógica para algo mais amplo, podemos dizer que existem:

  • Premissas de Indicadores Espontâneos para que ocorram;
  • E a geração destes Indicadores Espontâneos.

Se formos analisar, a Ordem Espontânea das Mídias, temos o seguinte:

  • Para que haja indicadores, é preciso ter registros tangíveis e não intangíveis, como a voz não gravada;
  • Registros Tangíveis são mais ou menos acessados, o que nos permite dizer que são Indicadores Espontâneos, tais como as citações de um artigo acadêmico.

A premissa é de que registros precisam ser gerados para que haja a geração de códigos espontâneos. Na Oralidade, não havia registro e na escrita impressa isso só veio a tomar mais forma com a bibliografia e variantes e depois com o digital.

A digitalização tem como premissa a criação de banco de dados rastreáveis, aumentando radicalmente a capacidade de geração de códigos espontâneos, mas, na maior parte deles, não acessível para os usuários.

Assim, havia o “preço”, mas ninguém tinha acesso a ele.

A Uberização, com os registros de cliques, likes, curtições, seguidores, explodiu a possibilidade de geração de códigos espontâneos, sendo a base da uberização.

Há um aumento exponencial do aumento da qualidade da Ordem Espontânea, pois se passou a ter um código espontâneo, que permite a muito mais gente decidir individualmente o que é melhor para cada um.

É isso, que dizes?

Toda Escola de Pensamento Filosófico-Descentralizadora (EPFD) acabará por descobrir nas suas teorias, pois estará procurando isso, e defender nas metodologias para que possa se resolver o problema – ordens espontâneas.

  • A Escola Canadense de Comunicação viu no uso e massificação das mídias um processo de Ordem Espontânea, Lévy chamou de Inteligência Coletiva;
  • Nós, na continuação da Escola Canadense, vimos a Ordem Espontânea da Demografia;
  • A Austríaca de Economia viu no Mercado (na linha de Adam Smith) a Ordem Espontânea.

Podemos, entretanto, ter uma hierarquia dentro das EPFDs, que vai nos ajudar a compreender de forma diferente as Ciências Sociais.

A Ordem Espontânea Primária, pela lógica, é a Demográfica. Podemos dizer que o ser humano é uma espécie que – quando pode – deseja ter mais filhos.

Ter filhos é uma ação voluntária – na maior parte dos casos, mas consequências involuntárias para toda a sociedade, pois cada pessoa que chega demanda algo e precisa que lhe seja oferecido algo.

O Mercado de oferta e demanda seria, assim, a Ordem Espontânea Secundária e precisa acompanhar o ritmo da Primária para que não haja problemas de escassez, já que cada vez mais há aumento das demandas.

Podemos dizer que as mídias são uma Ordem Espontânea Terciária, pois quando o Mercado começa a não mais resolver satisfatoriamente (e estamos falando também em questões subjetivas) há uma demanda por novas formas de comunicação e administração.

A Demografia e as Mídias são Ordens Espontâneas de efeitos de ação e reação de longo prazo e o mercado de curto.

É isso, que dizes?

Escolas de Pensamento são formadas por grupos de pessoas, que partem de determinadas premissas, de maneira geral, filosóficas.

Podemos dizer que temos dois tipos de Escolas de Pensamento:

  • As centralizadoras – que ao responder a pergunta “para onde vamos?” acreditam num destino coletivo, de alguma forma pré-formatado;
  • As descentralizadoras – que ao responder a pergunta “para onde vamos?NÃO acreditam num destino coletivo, apenas na interação entre as pessoas, sem uma pré-formação futura.

Naturalmente, se a espécie não tem uma “tampa do quebra cabeças” a ser atingida haverá uma Ordem Espontânea, regida por algumas premissas definidas por cada indivíduo, que leva a história adiante.

Uma Escola Descentralizadora optará naturalmente, por se manter coerente por:

  • Na ética individual – liberdade para as escolhas, desde que não fira os demais;
  • Na ética coletiva – a garantia de que a forma seja garantida e não a preocupação com os conteúdos;
  • Na jornada – acreditar e defender Ordens Espontâneas;
  • Na epistemologia – a incapacidade de se chegar a verdade pelo ser humano, apenas a visões parciais.

Estes sãos resultados naturais da escolha da primeira bifurcação, que vai definir todo o resto.

Escolas Descentralizadoras, a partir desse ponto comum, descerá para analisar problemas diferentes, com estas premissas.

É isso, que dizes?

O principal desafio de um Futurista é saber que tipo de conhecimento é válido e qual não é.

Por isso que estudar Futurismo significa mergulhar na Epistemologia, o estudo filosófico dos critérios para definir como saber que um pensamento é válido.

Um Futurista é um separador do Joio do Trigo.

É MIMIMI não é MIMIMI?

Neste caminho, temos alguns “inimigos” que podem ser identificados e vou listar para vocês o que já coletei, vejamos os conhecimentos que devem ser descartados:

  • Os horizontais;
  • Os importados das ciências não humanas.

O que são conhecimentos horizontais? Vejamos o desenho.

Conhecimentos horizontais não resolvem problema algum, podemos chamar de não ciência, ou se quisermos ser piedosos, de ciência da curiosidade.

Não tem como aferir a validade, pois todos os conhecimentos considerados válidos para efeito da ciência e de um futurista são aqueles que podem ser testados na prática.

O conhecimento vertical é aquele que aponta para um problema, é o que colocamos no edifício do conhecimento.

Não podemos dizer, por exemplo, que um problema filosófico não é um problema, pois ele pode servir e ser usado por determinada Escola de Pensamento nas teorias, metodologias, operacional, etc.

Quando temos um conhecimentos que podemos colocar na Hierarquia do Conhecimento: filosofia, teoria, metodologia, operacional, revisão dos resultados e voltamos para ajustes – é um conhecimento mais adequado.

Vejo, por exemplo, filósofos querendo demarcar a história humana, a partir dos próprios filósofos, um exemplo típico de conhecimento horizontal, que não desce e sobe.

Outra tendência que tenho visto é a importação de conhecimentos de ciências não humanas para as humanas.

Muita gente tem usado descobertas da física para aplicar na sociedade humana. Pode-se em muitos casos, em reflexões filosóficas que são utilizadas em Escolas de Pensamento da Física em outras Escolas.

Porém, quando se desce para para questões teóricas para análise de fenômenos, não se pode aplicar direto, mas apenas usar com comparações, com muito cuidado.

Há muitos autores que importam direto, criando uma espécie de zodíaco físico, que muito mais atrapalha que ajuda.

É isso, que dizes?

Matrix é um filme australo-estadunidense de 1999, dos gêneros ação e ficção científica, dirigido por Lilly e Lana Wachowski e protagonizado por Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie-Anne Moss.

A ideia de Matrix é de que existem dois mundos: um no qual vivemos e acreditamos ser a realidade. E outro, do lado de fora, quando se consegue ver Matrix de fora – algo muito mais próximo do que está ocorrendo, de fato.

Para sair da ilusão permanente, é preciso tomar uma pílula vermelha para iniciar um processo de desintoxicação, observação, compreensão e até retorno, mas já com a nova percepção.

Matrix pode ter diferentes interpretações e eu também tenho a minha.

A pílula vermelha – ponto de fuga – é a capacidade que temos de olhar para a nossa caixa de fora e entender com mais clareza como fomos formatados, o que é ainda válido e o que tem que ser descartado.

Gosto ainda de trazer Thomas Kuhn para nos ajudar a entender o filme.

Segundo o físico americano, ver mais o que falei dele aqui, nós olhamos para a realidade, a partir de determinadas premissas anteriores, que ele chamou de paradigma.

Paradigmas tem um prazo de validade.

Um tempo de duração, até que algo ocorra, como a chegada do Digital, que nos coloque em estado de Anomalia, pois a forma como pensávamos e agíamos fica obsoleta diante de novos fatos.

Sendo necessária uma mudança dos paradigmas estruturantes – geralmente filosóficos e teóricos para poder entender o mundo.

Gosto de brincar que nossa Escola Bimodal é a pílula vermelha para tirar as pessoas de Matrix – do mercado cujas premissas ficaram obsoletas.

Há uma demanda por rever a tal pílula vermelha na seguinte proposta:

  • nossa tecnoespécie cresce demograficamente;
  • por causa disso, precisamos criar novas mídias mais descentralizadas parra lidar melhor com a complexidade demográfica;
  • novas mídias mais descentralizadas, quando se massificam, alteram as bases com as quais os negócios e as organizações operam.

Enquanto não se toma a pílula vermelha se estará querendo competir dentro de Matrix, quando cada vez mais gente está saindo para fora.

É isso, que dizes?

Caso queira tomar nossa pílula vermelha é por aqui.
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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Dentro do que estou estudando, podemos dizer que a Bimodais é uma Escola de Administração com forte contribuição para as Escolas de Pensamento Descentralizadoras.

Explico.

Veja o mapa das diferentes camadas na Hierarquia da Reflexão de diferentes Escolas:

Abaixo aponto em que áreas estamos contribuindo para as Escolas de Pensamento Descentralizadoras:

No Filosófico Existencial:

  • Somos uma tecnoespécie;
  • Somos uma espécie midiaticamente progressiva;
  • Somos uma espécie demograficamente progressiva.

No Filosófico Histórico:

  • Mudou a mídia, mudou a sociedade;
  • Mudou a mídia, temos outra era civilizacional.

Por isso, que a colaboração da nossa escola tem efeito em todas as outras, pois altera no que é filosoficamente comum a todas, como pré-condição para alguma influência nos debates epistemológicos e éticos, influenciando fortemente o teórico, pois as leis precisam ser reajustadas.

Por fim, por que somos uma Escola de Administração?

Por que nosso cabedal teórico, as leis que criamos:

  • Mudou a mídia, mudou o modelo de administração;
  • Novas Linguagens trazem novos modelos administrativos.

São para aplicação direta nas organizações.

E, por fim, como proceder a migração, metodologia:

  • criação de áreas separadas.

O Futurismo se deve ao fato de conseguir enxergar mais adiante dos os demais, pois alteramos paradigmas nas duas primeiras casas da área verde, a principal, que tem efeito dominó em todas as outras.

É isso, que dizes?

Escolas de Pensamento compartilham de áreas comuns da Hierarquia da Reflexão. E áreas limitadas, que são exclusivas para a solução dos problemas.

Se analisarmos a Escolas de Pensamento temos debates que são nitidamente da área comum de várias Escolas similares e outros que são específicos do problema analisado:

Cada uma destas camadas, define determinadas pré-condições que guiarão as camadas hierarquicamente abaixo:

Assim, no caso da Escola Austríaca, que tenho estudado como objeto de análise, vemos que houve uma série de estudos na área comum (verde) do que podemos chamar Escolas individualistas/liberais, que definem essências, valores e rotas em comum para vários Escolas de outros problemas, tais como Educação, Política, Saúde, Arquitetura, Direito, etc.

Na camada de reflexão Teórica, entretanto, há a necessidade da criação de leis, que vão definir metodologias específicas para atuar diante do problema escolhido.

Note que temos o que pode ser comum em diferentes escolas que optam por valores similares, em verde, e o que é separado em azul.

Tenho utilizado a tese de diversos autores de que é no debate número 01, existencial, que se define as linhas principais de todas as escolas, que influenciam tudo de lá para diante.

E que há Escolas Liberais/Descentralizadoras/Individualistas, que compartilham parcialmente ou o todo a área verde.

E com aplicações desta essência, valores e rotas, que influenciam as leis em azul, definindo métodos, que chegam ao operacional.

É isso, que dizes?

Uma das coisas que aprendi estudando que o conhecimento tem uma hierarquia.

Para nós, aqui da escola, conhecimento é uma ferramenta para a solução de problema.

Não conhecemos para chegar à verdade, pois a verdade é inútil, pois hoje é uma e amanhã será outra.

Problemas são contextuais e contemporâneos e é na prática da solução dos mesmos que se chega não a verdade, mas naquilo que não deve ser pensado ou feito daquela maneira, pois traz consequências ruins para quem o faz.

Assim, um conjunto de pensamento e de ações só pode ser avaliado depois que são implantados operacionalmente e pode-se avaliar se teve os resultados esperados.

Se minimizou ou não os problemas.

Obviamente, que poderá haver diferentes opiniões sobre o que é “minimizar ou não um problema”, o que deve ser avaliado por quem o sofre.

E aí podemos começar a estruturar a tal Hierarquia de Reflexão.

Hierarquia – classificação, de graduação crescente ou decrescente, segundo uma escala de valor, de grandeza ou de importância.

( Permitam um parenteses: note que hierarquia não é necessariamente algo negativo, como muitas vezes se atribui. Hierarquia é um critério de graduação em aberto, é uma forma na qual se vai definir valores maiores ou menores de importância. O que pode implicar muitas vezes em pessoas. O que se questiona muito hoje em dia não é a hierarquia mais a hierarquia vertical, ou fechada, ou rígida, ou que defende valores ou autoridades pouco eficientes. Uma rede distribuída é um tipo de hierarquia.)

Quando pensamos em conhecimento (onde se inclui a ciência, produtora de conhecimento para problemas complexos) temos que estabelecer uma hierarquia de valores ao se analisar um problema.

  • Temos como base inicial a avaliação dos resultados diante de uma determinada operação sobre um problema;
  • Uma operação jamais é feita sem uma metodologia – por mais improvisada, não registrada ou refletida que seja;
  • Não existe metodologia que não siga determinadas leis teóricas, idem para a improvisação;
  • E, por fim, não existem leis teóricas, que não tenham passado por debates filosóficos, pela ordem de hierarquia da primeira para as seguintes: quem é o ser humano? O que ele quer? (existencial) Como sabe o que é um conhecimento válido diante de uma ação? (epistemologia) Como deve agir individualmente e coletivamente? (ética).

Quando analisamos problemas e Escolas de Pensamento que optam por sugerir tal e qual metodologias de ação temos que colocar esta Hierarquia da Reflexão para entender as diferentes escolhas que foram feitas para poder fazer um diagrama da mesma.

É isso, que dizes?

https://web.facebook.com/carlos.nepomuceno/videos/10157497430623631

Disse no Resumocast desta semana que há uma crise de paradigma filosófica no mercado.

As mídias não são neutras, são a placa-mãe da sociedade. Todo o resto são sistemas operacionais: economia, política, educação, arquitetura, psicologia, etc.

Marshall McLuhan, que estaria completando 108 anos esta semana, foi um filósofo que sugeriu uma alteração no topo do edifício do pensamento.

Ele criou a frase “o meio é a mensagem” que altera uma visão na área existencial da filosofia, na qual debatemos quem é o ser humano.

Ele afirma que somos uma tecnoespécie midiática, que quando a mídia muda, tudo na sociedade se altera, incluindo nosso cérebro.

Se a mídia é a placa-mãe da sociedade e tudo que vem depois é sistema operacional, faz-se necessário recomeçar os estudos das Ciências Sociais, onde estão os negócios e a administração.

Seria algo como Antes e Depois de McLuhan.

Se consideramos a mídia como condicionadora da sociedade, há uma mudança de 180 graus, por exemplo, na forma de se pensar a administração.

Só com essa mudança de paradigma, conseguimos entender que os Ubers são um novo modelo de administração e não mais um “negócio diferente”.

E se isso é fato as organizações têm que se preparar para viver num mundo em que temos dois modelos de administração diferentes e incompatíveis.

Ou se pensa antes ou depois de McLuhan.

É isso, que dizes?

Estes são os debates que temos feito na nossa escola.

Caso queira fazer algum curso é por aqui.
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Um dos meus alunos me disse  seguinte:

Escolas de Pensamentos têm uma estrutura relacionada entre diferentes áreas, que são uns pré-requisitos de outros. Passei a chamar isso de Edifício do Pensamento:

Note que quando os resultados são insatisfatórios temos que voltar de baixo para cima para ver que tipo de problema temos nos diferentes andares, subindo na escada.

Porém, nestes andares temos divisões específicas também definidos de forma hierárquica, dependendo do debate de cima, influenciando o debaixo:

Note que se eu defino o existencial de uma determinada maneira, passo para a segunda bateria de respostas, que define a epistemologia, condicionado pela resposta anterior.

Quando analiso a Escola Austríaca, como exemplo, posso “encaixar” diferentes debates em diferentes posições:

Note que apesar de se considerar Econômica, segundo o livro “Ação, tempo e conhecimento: A escola austríaca”, de  Ubiratan Jorge Iorio, os três itens acima são definidores da mesma.

Assim, o que temos é uma Escola, que parte da Economia, mas “sobe” no Edifício do Pensamento para apresentar sugestões de mudanças em TODAS as Ciências Humanas, em debates no “andar” da Filosofia.

Em nenhum momento, está se definindo aqui questões econômicas, mas temas filosóficos, que servirão de base para a análise de várias ciências humanas, incluindo a Filosofia.

É isso, que dizes?

Temos que dividir os estudos sobre qualquer assunto nos seguintes níveis:

Muitas vezes, a partir de um problema como “ajudar a sociedade a lidar melhor com os aspectos econômicos” há questões que “descem” no Edifício do Pensamento para as teorias e metodologias.

Que ficam restritas aquele problema específico.

E outras que “sobem” abrangendo questões filosóficas, que afetam TODAS as áreas das ciências sociais.

No livro, “Ação, tempo e conhecimento: A escola austríaca” de Ubiratan Jorge Iorio apresenta o seguinte norte, ponto focal, da Escola Austríaca:

Notemos que o que chama de tríada básica:

  • ação humana – é filosofia metafísica, o que o ser humano quer? Viver cada dia melhor que o anterior, isso é do pensamento filosófico individualista;
  • concepção dinâmica do tempo – isso tenho que me aprofundar mais;
  • limitação do conhecimento, debate filosófico, que é algo que podemos definir como Epistemologia Individualista.

A meu ver, não são o norte da Escola Austríaca, mas de todas as Escolas Individualistas, de qualquer área.

Aí temos uma segunda camada que foi chamada de “elementos de propagação” (não gosto do nome), pois não está bem encaixado.

Podemos dizer que utilidade marginal é uma Bifurcação Filosófica, até prova em contrário, exclusivo da Economia.

Porém, subjetivismo e ordem espontânea fazem parte de TODAS as escolas individualistas das ciências sociais.

O que falta aqui é uma ordem de prioridade das Bifurcações Filosóficas, qual o debate é condicionado pelo anterior e o que é um debate FILOSÓFICO (nos diferentes ramos metafísico, epistemológico e ético) e o que é um debate TEÓRICO (criando normas e leis) específicas para aquele problema – que não extrapolam para os demais ramos das ciência sociais.

Há uma confusão aqui de espaços de debates.

É isso, que dizes?

Acredito que não.

Ao levantar a questão da mídia como um fator fundamental para entender o ser humano, o debate está na Metafísica: quem é o ser humano e o que ele faz aqui no planeta?

O que, no frigir dos ovos, o McLuhan nos diz na emblemática frase “o meio é a mensagem” é o seguinte:

  • ao responder a pergunta “quem somos” temos que nos colocar como tecnoespécie midiática;
  • e é uma espécie para a qual a forma dos meios condiciona, não determina toda a sociedade;
  • acrescido do papel da demografia, como fator impulsionador das mudanças de mídia.

Assim, não estamos debatendo aqui o problema da comunicação para o qual teríamos diversas teorias, mas um debate mais amplo filosófico metafísico, que está no início das Bifurcações Filosóficas.

Por isso, podemos dizer que a proposta da Escola Metafísica Canadense, este seria o nome mais adequado, é uma Bifurcação para todas as outras Escolas e não um tema específico “DA COMUNICAÇÃO”.

A lógica seria essa:

Os canadenses NÃO estão debatendo uma TEORIA DA COMUNICAÇÃO, mas promovendo um debate METAFÍSICO FILOSÓFICO, que têm repercussões – caso faça sentido o que dizem – em TODOS os estudos das Ciências Sociais.

É isso, que dizes?

Estou lendo o livro “Ação, tempo e conhecimento: A escola austríaca” de Ubiratan Jorge Iorio.

Não acredito que possamos compreender a Escola Austríaca em toda a sua dimensão como sendo apenas uma Escola de Economia, que tem uma vertente multidisciplinar.

Temos diferentes Escolas de Pensamento na sociedade, que tiveram uma Bifurcação Filosófica.

Ou optaram por uma visão coletivista ou individualista.


  • Coletivistas – há uma missão COLETIVA do sapiens enquanto espécie na terra, para a qual todos migram de forma conjunta;
  • Individualistas – não há uma missão do sapiens enquanto espécie na terra, tendo cada um a sua própria missão, que vai se inter-relacionando com os demais.



Escolas Individualistas, que vão abranger um conjunto enorme de problemas, que é o caso da Austríaca e a nossa Canadense/Bimodal terão como similaridade:

  • a compreensão do movimento individual, gerando Ordens Espontâneas;
  • indicadores coletivos, que guiam a Ordem Espontânea, tais como preços ou reputação online.

A Bifurcação não está no nível teórico, mas mais acima no filosófico.

E seria um debate que abrange TODAS as escolas individualistas/formalistas e não apenas uma de Economia.

Não é um debate multidisciplinar e nem humanista, mas filosófico, como vemos na figura abaixo:

O que se está dizendo é que há uma Bifurcação Filosófica, que abrange a todas as Escolas de Pensamento, que optarem por colocar o indivíduo como eixo central.

E isso pode abranger a Educação, Psicologia, Saúde, etc…. bem como a Comunicação e também a Economia.

TODAS as Escolas de Pensamento, que se baseiam do Individualismo, acabam por aceitar e defender a ideia de que a sociedade caminha numa Ordem Espontânea e vai procurar criar teorias como isso ocorre em cada um dos problemas observados.

E sofrerá as mesmas críticas vindas do coletivistas, que acham que existe um rumo (conteúdo).

Assim, o que temos é uma Escola Filosófica maior, que é um guarda-chuva para todas as demais que vêm abaixo, veja a imagem:

Em contra-posição a:

É isso, que dizes?

Hoje, entra no ar minha terceira participação no Resumocast, a convite do maravilhoso Gustavo Carriconde. Foram três episódios, que formam um curso completo sobre uma nova visão sobre o digital, a partir da nossa escola Bimodal.

Uma sugestão de ordem:

Kuhn nos ajuda a entender que vivemos um período de anomalia, no qual nossos paradigmas sobre o ser humano, sociedade, administração e negócios precisam de um refresh, um F5.

Lévy, da terceira geração da escola canadense, nos aponta as mudanças necessárias: o conceito da tecnoespécie, das mídias como placa-mãe da sociedade.

E no meu livro, da quarta geração da escola canadense, defendo que somos uma espécie, além de midiática, demograficamente progressiva e que estamos diante da chegada da uberização – novo modelo administrativo mais sofisticado.

Este novo modelo administrativo, que chamamos de forma mais científica de Curadoria, visa criar um equilíbrio entre oferta e demanda.

Se você ouvir os episódios na sequência sugerida, entenderá uma lógica completamente diferente sobre o mundo digital e poderá optar por se engajar nessa nova visão.

É isso, que dizes?

A nova visão pode ser consolidada, aprofundada e debatida por quem abraçou tais conceitos dentro da nossa Escola Bimodal.

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Um dos meus alunos me disse  seguinte:


Todo mundo fala em complexidade, mas são muito poucos que ligam a complexidade da sociedade humana ao aumento populacional.

Coloquemos isso em números.

Nós passamos de 1 para 7 bilhões, o que significa um Brasil, de hoje e mais um pouco, chegando no planeta a cada década.

E uma Venezuela a cada ano.

Se formos para o Brasil.

Nós passamos de 30 para 210 milhões, o que significa um Estado do Rio novo a cada década, como número de hoje. E uma Curitiba a cada ano.

Imagina que todos estes novos habitantes como se fossem imigrantes de outro planeta?

É óbvio que algo precisava acontecer para que houvesse um equilíbrio maior entre demanda (que agora é de 21 bilhões de pratos de comida por dia) com a oferta – um ambiente produtivo compatível.

A Revolução Midiática vem cumprir este papel: alinhar a nova complexidade com novo modelo de comunicação e administrativo.

É isso, que dizes?

Os conceitos de Friedrich  Hayek (1899-1992) são bem interessantes para serem incorporados pelos Bimodais.

Em resumo, numa tradução livre, Hayek diz o seguinte:

  • caminhamos para cada vez mais complexidade;
  • diante da complexidade, é preciso estimular ordens espontâneas e não controladas;
  • ordens controladas impedem as trocas voluntárias;
  • e é preciso uma espécie de linguagem coletiva para que a ordem espontânea possa balizar suas decisões.

Ao aplicar estas leis na economia, Hayek vai aplicar o conceito a uma análise do socialismo, que é um exemplo típico de ordem controlada pelo centro.

Ele aponta que a quantidade de decisões que precisam ser tomadas na complexidade é tão grande, que o centro se torna incapaz de fazê-lo.

E que a falta de uma linguagem econômica (isso é uma tradução minha), aponta para os preços, como um fator determinante para que mais pessoas participem das decisões.

A ideia de preço como linguagem é minha, mas podemos dizer que são números, que são produzidos de forma coletiva e servem para que pessoas, a partir deles, decidam.

Linguagens são códigos que permitem interação e tomada de decisão.

Há aqui um jogo interessante de causas e efeitos, que faz parte das conclusões da nossa escola, vejamos:

O aumento da complexidade gera crises administrativas, pois as decisões vão se concentrando e ficando cada vez menos qualitativas.

No caso de Hayek, ele sugere que passamos a ter um aumento da escassez, pela dificuldade das pontas em produzir abundância – o que nos leva à crise cada vez mais aguda.

É a mesma lógica do nosso conceito de Complexidade Demográfica Progressiva. O que colocamos de novo é a demografia como fator de aumento de complexidade.

O que é interessante na comparação é que chamando preços de linguagem econômica, bem como estou chamando estrelas e curtições de linguagem dos rastros.

Os preços permitem a tomada de decisões coletivas, bem como as curtidas que têm um vendendo do mercado livre.

São linguagens simples, mas que permitem tomada de decisões, para que as pontas lidem melhor com a complexidade.

Podemos desenvolver mais isso, adiante.

É isso, que dizes?

Todo o debate sobre a espécie humana se divide em bifurcações filosóficas.

Se você acabou numa cidade que chove muito, certamente, em algum lugar da estrada fez a opção por aquela cidade e, sem saber, ou sabendo, que era uma em que chove muito.

Opções filosóficas definem caminhos e muitas vezes se perde muito tempo sem que se saiba qual foi o escolhido, seja voluntariamente ou não.

Na filosofia, há debates metafísicos – aqueles que definem: “quem somos e o que estamos fazendo aqui neste planeta”.

Tais debates são as bifurcações primárias, que definem TODAS as correntes de pensamento abaixo.

Se não passarmos por esse debate e entendermos as bifurcações primárias, vamos nos perder nas secundárias.

A principal bifurcação primária, a meu ver, quando se responde – o quem somos, para efeito da ciência, é a meu ver é

“Qual é a do sapiens?”

  • Estamos aqui para viver e sobreviver, sem nenhum tipo de missão da espécie? O que for melhor para cada um, está tudo certo!
  • Ou temos uma missão coletiva que precisamos levar adiante, enquanto coletivos?

Podemos dizer que temos duas separações:

  • Estamos diante de pensadores coletivistas (que acreditam numa missão coletiva);
  • Ou dos pensadores individualistas (que acreditam na individualidade).

Esta divisão é fundamental para os desdobramentos das Escolas de Pensamento, que virão depois disso.

  • Coletivistas, por acreditarem numa missão da espécie, se preocupam com CONTEÚDOS, com o que está sendo dito, num centro que sabe o caminho, numa forma de comando controlada, do centro para as pontas;
  • Individualistas por NÃO acreditarem numa missão da espécie, se preocupam com FORMAS, pois quem preenche o conteúdo são as pessoas e NÃO um centro que sabe o caminho, numa forma de comando NÃO controlada, espontânea, das pontas para as pontas.

Podemos, assim, falar de pensadores e escolas CONTEUDISTAS (coletivistas) e FORMALISTAS (individualistas).

Uma decisão filosófica metafísica, puxa a visão epistemológica para um lado ou outro.

A Escola Bimodal está na bifurcação filosófica entre os Individualistas/Formalistas.

McLuhan, ao definir que “o meio é a mensagem” assume completamente a sua visão de que algo modifica a forma da sociedade, independente do seu conteúdo.

As críticas em geral vêm dos coletivistas/conteudistas.

McLuhan não tem a visão de que a espécie tem um comando central, mas vai se construindo de forma espontânea, quando chegam novas mídias.

A forma da tecnologia influencia as decisões espontâneas das pontas, dos indivíduos.

Tal pensamento, se aproxima das ideias de Adam Smith e dos pensadores da Escola Austríaca, na linha liberal, que vêem o mercado como uma ordem espontânea.

Incluindo alguns que falam da espontaneidade da linguagem, que é também mídia.

Assim, podemos criar um elo entre diversos pensadores, de diferentes Escolas de Pensamento, de diferentes áreas, tendo como eixo a visão formalista/individualistas por um lado e os conteudistas/coletivistas, por outro.

Muitos dos debates serão minimizados, poupados do gasto de energia, se isso estiver claro.

Se não houver uma alteração metafísica, formalistas e conteudistas não vão se entender.

É isso, que dizes?

Alguém do Instagram acordou de manhã de mau humor e resolveu não mostrar os likes dos usuários para os outros.

  • Muita gente não vai dar bola;
  • Outros dizem que é o fim do mundo.

E eu vou dizer que é mais um sintoma da crise da Uberização 1.0.

Não importa bem o motivo, apenas é incompatível o grau de liberdade que se começa a ter com uma decisão monocrática de cima para baixo.

Há algo que não está batendo no mundo uberizado. E isso tem começado, lentamente, a “cozinhar” uma crise.

Já tivemos protestos de sebos na Estante Virtual, manifestos de Youtubers contra a plataforma, greve de motoristas do Uber.

Estamos vivendo o que chamamos aqui na escola de O SURGIMENTO – a primeira fase de uma Revolução Midiática Civilizacional, na qual o novo e o velho estão ainda muito misturados.

(As outras duas fases de uma Revolução Midiática: CONSOLIDAÇÃO e depois OBSOLESCÊNCIA).

O Instagram é um dos representantes principais do que passamos a chamar de Uberização 1.0.

Nela, temos novo modelo de comando e controle: todo mundo coloca conteúdo na plataforma sem ingerência do poder central.

Porém, se o modelo atual dá liberdade total para inclusão de conteúdo, não tem ainda ferramentas para a participação em decisões internas da plataforma, tais como mostrar, ou não, os likes.

Na Uberização 1.0, o centro trabalha ainda com o modelo antigo, da gestão, controlando o algoritmo da plataforma de forma monocrática, incluindo este caso se vai ter like ou não.

E, por falta de concorrentes, que apresentem novo modelo de comando e controle, age dessa maneira.

Nossa aposta é de que a decisão do Instagram explicita a contradição entre um mundo novo que surge e o velho que tende a resistir.

Temos uma crise da Uberização 1.0, que tende a se agravar cada vez mais.

Vai ser cada vez mais incompatível e inaceitável para os usuário um modelo de comando e controle que dá liberdade total de um lado e é totalmente monocrático de outro.

O que vale para quem está do lado de fora, não é o mesmo para quem está do lado de dentro.

Em resumo:

Todo mundo é avaliado nos Ubers, mas não os próprio Ubers.

Existe uma latência hoje por algo bem diferente para impedir que os Instagrans possam fazer o que ele se fez esta semana.

Há uma forte demanda pela democratização das plataformas principalmente dos que fornecem serviços e produtos (motoristas, sebos, produtos de fotos, de vídeos, etc).

Daqueles que dependem da plataforma para sobreviver. Cria-se uma incerteza no ambiente péssima para os negócios.

O Instagram, entretanto, mesmo que queira não tem ferramentas – no atual modelo – para mudar de atitude – é preciso um novo ciclo, na qual terá que se ir mais fundo no processo de distribuição de poder.

O que está faltando neste caso é mix tecnológico, que permita:

  • Que cada pessoa tenha a sua própria reputação, como se fosse em uma carteira personalizada, que leva para onde quiser, liberando-o de uma plataforma específica;
  • E que seja possível, de forma simples, que haja Plataformas Distribuídas, que serão avaliadas por todos, com a opção de escolha das mais bem avaliadas pela comunidade de consumo;
  • Vingará aqueles que tiverem melhores preços, qualidade de serviço e personalização dos algoritmos mais afinados com a demanda da comunidade.

As tecnologias disponíveis hoje não permitem tal possibilidade – o que torna emergente a chegada e disseminação da cultura Blockchain.

O caminho que parece claro é que teremos no horizonte a uberização da uberização.

É isso, que dizes?

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Um deles me disse o seguinte:


No fundo, o que as pessoas desejam quando falamos de ciência é intermediar o conhecimento.

Quando se fala em Ciência Religiosa, aquela que procura a verdade e não a solução de problemas, cria-se a intermediação científica.

Alguém sabe e os outros não sabem.

Cria-se uma espécie de igreja científica, com hierarquias, na qual todos precisam pedir amém.

Há autoridades que sabem A VERDADE e todos que têm problema precisam ir ao “confessionário científico’ falar dos seus pecados e saber quantas aves marias precisa rezar.

Quando fazemos debate sobre o conhecimento, temos a seguinte bifurcação epistemológica:

  • Ciência Religiosa – aquela que procura a verdade, uma intermediação da solução dos problemas, via senhores absolutos do saber, as “autoridades de marfim” – da ordem controlada;
  • Ciência Científica – aquela que procura resolver problemas, uma reintermediação da solução dos problemas, sem as autoridades da verdade – da ordem espontânea ou descontrolada.

Quando desenvolvi aqui os novos conceitos sobre o digital, longe da Ciência Religiosa, focado no problema “ajudar a sociedade a pensar e agir de forma mais consistente diante do digital”.

Comecei um aprendizado reintermediado com os que sofrem com este problema. Nossa comunidade, em torno do problema, foi ganhando independência.

A validação deixou se ser dos pares e passou a ser do pesquisador com os clientes – que sofrem.

Pessoas sofrem por que querem melhorar de vida diante das intempéries da realidade e querem entender e agir melhor para superar estes problemas.

Isso é o que podemos chamar de interação sapiens-mundo, com o foco melhorar de vida.

Meus alunos passaram a me ajudar a:

  • mostrar as contradições dos conceitos;
  • quando eles eram pouco claros;
  • a melhor forma de enumerá-los;
  • e como aplicá-los no operacional, com foco em minimizar os problemas que vêm com o digital.

O que me obrigou a ler mais, entender mais, mudar o tempo todo.

De forma descentralizada, fomos construindo novas filosofias, teorias e metodologias que podem ser criticas apenas de duas maneiras:

  • de forma horizontal pelos cientistas religiosos – pessoas que estão preocupadas com a forma, sob o ângulo da Ciência Religiosa, a Ciência voltada para ela mesma, como instrumento de poder, de manter a intermediação das autoridades. Não se quer saber se os conceitos estão ajudando as pessoas, mas apenas como se enquadram nas regras aceitas pelos pares;
  • de forma vertical – pessoas que estão preocupadas com o conteúdo, sob o ângulo da Ciência Científica, a Ciência voltada para o cliente, como instrumento de minimização de problemas, de reintermediação das atuais autoridades científicas. Se quer saber se os conceitos estão ajudando as pessoas.

Muito das críticas que eu recebo e vejo que as gerações anteriores da nossa escola receberam (Innis, Havelock, McLuhan) não foram sobre o que estava sendo dito, mas a forma e a independência.

O que estava claramente em jogo não era o que se diziam, mas claramente não se abrindo mão do poder científico.

Quando vejo pessoas questionando os conceitos (e vejo isso no que leio e no que vivo) sem colocá-los dentro do debate:

  • Do debate, ciência religiosa x científica;
  • Do debate, ciência voltada para os pares x ciência para os clientes;
  • Do debate ciência por assuntos x por problemas.

Da preocupação da crítica horizontal (da forma) e não da vertical (do conteúdo): são conceitos que ajudam as pessoas a pensar e agir melhor?

Enfim, vivemos profunda crise nas ciências e por baixo dela o que existe é uma briga de poder: as pessoas têm direito de resolver seus problemas por conta própria, criando seu próprio método mais científico possível, de forma espontânea?

Ou vão precisar sempre passar pelo confessionário científico para saber quantas aves marias precisam rezar?

O digital traz uma pressão sobre essa questão, não só pela liberdade que se ganhou para pesquisar, publicar e experimentar a solução de problemas, bem como, pelos novos ambientes (plataformas) que serão criados para reduzir cada vez mais o poder dos Cientistas Religiosos.

É isso, que dizes?

Vimos neste artigo, uma primeira visão geral sobre o tema.

Temos em uma Revolução Civilizacional, provocada por novas mídias, o seguinte quadro:

Quero aqui detalhar mais um pouco.

No surgimento, temos dois movimentos:

  • Massificação dos novos canais – com consequências específicas;
  • Massificação da nova linguagem – com outras consequências.

Isso é o padrão de todas as revoluções midiáticas.

Se analisarmos a última, chegada da mídia impressa, tivemos:

Notem que no caso da Escrita Impressa, houve a massificação dos novos canais e da nova linguagem juntas, pois os códigos escritos já existiam desde antes, mas não eram massificados.

Houve um processo junto, não se inventou nada, apenas se disseminou. O novo modelo administrativo descentralizado (livre mercado e república) só se consolidou 350 anos depois.

Note que o que estamos chamando de digitalização é um longo processo, mas que mantém o mesmo modelo administrativo.

O marco seguinte é a uberização, quando se dissemina o novo ambiente administrativo, ainda de forma periférica.

Se compararmos com o passado, só podemos dizer que temos o fim da primeira etapa do “surgimento” quando uberizarmos o ambiente político, se compararmos com a última Revolução Midiática.

É isso, que dizes?

Tenho dito que quem olha para a tendência tecnológica do ano que vem não é futurista, é modista.

A time line do futurista é de, pelo menos décadas ou séculos, apontando macro tendências.

E só faz sentido termos futuristas e não modistas, quando há algo sendo alterado em fatores macro-históricos.

Futuristas analisam fenômenos macro e não micro históricos!

Uma pessoa que passa o tempo todo trabalhando com a time line da micro história, como é o caso dos modistas, estrategistas e profissionais de inteligência competitiva não foram treinados para compreender movimentos macro-históricos.

A Internet é claramente um fenômeno macro-histórico, por isso as mudanças são tão profundas e disruptivas. Ou se coloca o fenômeno no seu devido lugar, ou os modistas de plantão serão eternos produtores de MIMIMI!

A Era Digital se inicia a partir de uma Revolução Midiática.

É um fenômeno da macro histórica que introduz na sociedade novos canais e linguagem, como foram, no passado, a disseminação dos gestos (?), oralidade (70 mil anos), escrita manuscrita (7 mil) e impressa (520 anos) e agora o digital.

Para se apontar um futuro com mais consistência, um futurista precisa comparar o fenômeno macro-histórico com os demais e iniciar um minucioso processo comparativo com o passado para saber o que pode ser muito, pouco ou nada parecido com o que já vivemos.

E projetar, a partir daí, o que provavelmente virá de realmente diferente para que respectivos clientes possam tomar decisões futuras melhores.

É isso, que dizes?

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“Nepô, quero ser bimodal!”

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Veja o depoimento de um dos nossos alunos:


O ser humano tem duas questões básicas: sobreviver e viver.
Ou de sobrevivência e existência.

Quem trabalhou muito com isso foi Maslow, quanto mais no alto da pirâmide, mais vivência e menos sobrevivência.

Quando pensamos em Ciência Científica (voltada para problemas) podemos separar duas linhas de pesquisa para contrapor à divisão bem comum entre ciência aplicada e pura – que eu acho extremamente imprecisa e “atrapalhadora“.

A nosso ver, temos duas linhas de pesquisa diante dos problemas:

  • Problemas de sobrevivência;
  • Problemas de existência.

Em ambos os casos, as pesquisas podem utilizar métodos mais científicos.

Porém, os problemas da existência são ligados, de maneira geral, à curiosidade e nem sempre desaguam em metodologias.

O estudo do tamanho do pescoço de um dinossauro é um exemplo desse tipo, que pode-se chamar de um tipo de Ciência Científica da Curiosidade, a partir de diferentes métodos – com limitações para se aferir resultados.

Quem tem razão? É dois metros e 50 ou 60 o pescoço do bicho?

Problemas de existência, ligados à curiosidade, devem ser estimulados em regiões em que a sobrevivência foi superada e podemos dizer que servem para um tipo de entretenimento – mais consistente – para os interessados, via livros, documentários, etc.

De maneira geral, entretanto, a Ciência mais relevante está ligada à sobrevivência, na qual é possível aferir resultados das pesquisas e atende às demandas de mais gente.

Acredito que esta nova separação entre sobrevivência e existência facilita, em muito, a compreensão do problema e a de entender quando estamos diante de uma ou outra.

A ideia, por exemplo, de Ciência Pura e Aplicada é algo que merece também uma ressalva.

Aqui na escola, analisamos que TODOS os problemas têm diversas camadas de bifurcações científicas, que definem como será a metodologia proposta e esta o operacional.

E aí temos a ideia do Edifício do Conhecimento que se aplica a qualquer problema. Dependendo da dificuldade em atuar diante dele, deve-se subir para níveis mais alto do debate, à procura de bifurcações mais abstratas.

Assim, o lado “puro” é uma parte do edifício.
E o lado aplicado é outra parte, que devem ser “visitados” quando demandados.

É isso, que dizes?

Podemos dizer que temos duas visões de ciência (isso é minha avaliação):-

  • Religiosa – a que defende a procura da verdade;
  • Científica – voltada para os problemas.

Se olharmos para o passado, veremos que a ideia da procura da verdade é uma utopia do ponto de vista da chegada final ao objetivo.

Além disso, tal visão fortalece a ideia de verdade/alguém sabe, centralizando a produção científica.

Mais ainda: a chance da Ciência Religiosa se transforma em Curiosidade é enorme.

Podemos dizer que a Ciência Científica, ou a Ciência Ciência ou simplesmente Ciência é aquela voltada para os problemas humanos.

Não existe uma verdade única, mas aquela que atende a cada pessoa diante de cada problema, a melhor forma de resolver possível, a cada situação.

Assim, a ideia de que a Ciência é uma ferramenta humana à procura da verdade é falsa. Seria uma Ciência muito mais de Valores, ligada à Ética do que à Epistemologia.

A Ciência é uma ferramenta humana para nos ajudar a lidar melhor com os diversos problemas.

Tal visão mais pragmática e menos idealistas e utópica da Ciência nos alinha aos autores americanos William James e John Dewey, num primeiro momento. E depois aos da Escola Austríaca nos conceitos de Hayek e Mises – de Ação Humana e Ordem Espontânea.

Nossa opção por Ciência como ferramenta para solução de problemas, nos coloca, a meu ver, na vanguarda do debate científico, pois na fase que estamos vivendo do Surgimento da nova Era Civilizacional, essa visão da ciência terá um renascimento.

Seria válida em todas as fases, mas ganhará um impulso muito maior agora, quando a descentralização se inicia com toda força.

Toda nossa pesquisa da Escola Bimodal visa entender e sugerir como agir melhor diante do digital – o que é um esforço válido dentro daquilo que entendemos como Ciência Científica e não Religiosa.

É isso, que dizes?

Hoje estarei gravando mais um episódio do Resumocast, com Gustavo Carriconde para falar do livro “A Estrutura das Revoluções Científicas“, o mais importante de Thomas Kuhn (1922-96).

Autores e livros ganham importância quando sugerem mudanças radicias ou disruptivas na forma de pensar – aqui é o caso.

Antes de Kuhn, havia um senso comum de que a ciência e o conhecimento humano eram incrementais, uma continuidade, construída tijolo após tijolo.

Muita gente considerava que o melhor caminho para a ciência era a indução (dos dados para as teorias) ou a dedução (das teorias para os dados), mas tudo ia devagarinho, passo a passo, sem grandes mudanças.

Kuhn introduz o conceito de Revoluções – que é uma quebra radical ou disruptiva na Evolução. RE + evolução – transformação radical. Trans + formação – mudança de uma formação para outra de forma bem diferente.

Kuhn, um físico americano, que tinha prática de pesquisa em bancada, defendeu a ideia de que a ciência é feita sim por momentos incrementais que chamou de ciência normal.

Mas que, de tempos em tempos, havia revoluções que denominou de ciência extraordinária.

E defendeu a ideia de que cientistas vivem dentro de paradigmas – que são válidos durante um tempo – mas que vivem anomalias: problemas passam a não mais ser bem trabalhados.

É quando surge um novo paradigma trazido por alguém de fora do status quo.

Quando temos novos paradigmas, segundo ele, vive-se a fase da ciência extraordinária para criar novos paradigmas, que permitem o retorno à indução e à normalidade.

Por que isso interessa a quem quer entender o Digital?

A meu ver, vivemos hoje uma crise de paradigma em todas as ciências sociais, uma anomalia, pois se procura entender as atuais mudanças, com os mesmos paradigmas, procurando fatos e não revendo teorias.

Temos um problema estrutural, filosófico/teórico na forma como:

  • pensamos o humano;
  • a sociedade;
  • e a história.

Prova disso, que a Era Digital chegou sem previsão, tem promovido mudanças profundas na sociedade e nenhuma teoria social de plantão conseguiu prever, explicar ou prognosticar o que estamos vivendo e para onde vamos.

Isso é típico sintoma de momento de anomalia.

Quando começamos nossos estudos sobre o digital, optando pelo novo paradigma da Escola Canadense de Comunicação, apresentamos novos parâmetros:

  • o ser humano é uma tecnoespécie;
  • por causa disso, consegue crescer demograficamente;
  • por crescer demograficamente, é obrigado a promover Revoluções Civilizacionais, que se iniciam com mudanças no modelo de comunicação, que permite alterações no modelo de administração.

Note que o paradigma acima apresentado, uma nova Teoria da História (com premissas e leis) é completamente diferente do senso comum hoje nas ciências sociais, na qual o papel das tecnologias, das mídias e da demografia são considerados periféricos e muitas vezes neutros.

Thomas Kuhn não explica, assim, o Digital, algo que falei mais no Resumocast ao detalhar meu livro (Administração 3.0) e o de Pierre Lévy (Cibercultura).

O recado de Kuhn que se aplica ao digital: deixar de entender os novos fatos com velho paradigma – e conseguir um mais adequado ao que estamos vivendo para obter melhores resultados.

É isso, que dizes?

A nosso ver, só passaremos a entender o digital plenamente quando o novo paradigma for, aos poucos, sendo adotado por cada vez mais gente, missão que a Bimodais – Futurismo Competitivo tem cumprido.

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Veja o depoimento de um dos nossos alunos:


Vimos em artigo anterior que determinados pensamentos e ações voltam na fase do surgimento da Revolução Civilizacional.

E defendemos também que neste período se reforçam pensamentos e ações condizentes com a descentralização.

O Pragmatismo tende a voltar.

Pragmatismo – corrente de ideias que prega que a validade de um conhecimento é determinada pelo seu bom êxito prático [É esp. aplicado ao movimento filosófico norte-americano baseado em ideias de Charles Sanders Peirce 1839-1914 e William James 1842-1910.].

Podemos dizer que, do ponto de vista epistemológico (debate filosófico do que é um conhecimento válido/verdadeiro) estamos saindo do idealismo radical.

Idealismo – qualquer teoria filosófica em que o mundo material, objetivo, exterior só pode ser compreendido plenamente a partir de sua verdade espiritual, mental ou subjetiva.

  • O pragmatismo está ligado à descentralização, pois quem define o que é um conhecimento válido é quem tem problemas – as pontas.
  • Enquanto o idealismo à centralização, pois são os ideólogos, os cientistas que definem o que é um conhecimento válido – o centro.

Quando defendemos na escola o Edifício do Conhecimento, no qual a filosofia, teoria, metodologia, o operacional estão voltados para problemas.

Veremos isso no discurso da Escola Pragmática, para a qual;

“Nós só pensamos quando nos defrontamos com um problema” – John Dewey.

Isso resolve um problema quando falamos no debate epistemológico da escola, pois baseado no ensinamento de Ayn Rand, antes de definir qual é o papel da ciência, se deve, como pré-requisito, explicitar o que faz o ser humano na terra.

Se a resposta é sobreviver e viver da melhor forma possível, sem um guia central de valores da espécie, podemos pensar em defender uma ciência utilitária para tornar isso possível.

O conhecimento válido é aquele que defende as melhoras formas de pensar e agir nessa direção.

Todo o arcabouço da ciência não está à procura da verdade, mas da melhor solução dos problemas do ser humano – o que nos leva, se quisermos, ao promover o renascimento das ideias pragmáticas, com alguns autores em destaque:

pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabelecida no final do século XIX, com origem no Metaphysical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos. Segundo essa doutrinametafísica, o sentidode uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos.

Do ponto de vista da filosofia epistemológico, me considero assim discípulo dos Pragmáticos, o que nos leva a um ponto de partida.

O que não nos impede de depois aceitar sugestões de Kuhn e Lakatos, que não defendem um ramo de epistemologia, apenas apontam com ela se desenvolve.

No caso de Kuhn, ora na indução (na normalidade) ora na dedução (na fase extraordinária).

A fase extraordinária, no momento, coincide nas ciências sociais com o surgimento da Revolução Civilizacional, na qual haverá o ressurgimento do Pragmatismo, que podemos chamar de 3.0.

É isso, que dizes?

Dentro da visão da nossa Escola, a macro-história (quando falamos em mais de uma década, séculos ou milênios) se desenvolve principalmente por três fatores integrados:

  • tamanho da população, que pressiona;
  • ambiente comunicacional disponível, que pressiona;
  • ambiente administrativo compatível com a complexidade demográfica.

Como vemos na figura abaixo:

Dentro deste contexto, podemos dizer que Eras Midiáticas-Demográficas-Administrativas Civilizacionais têm três momentos:

Podemos observar que há uma espécie de Espiral Civilizacional ao longo deste processo, com movimentos diferenciados no tempo, porém com similitudes.

A história não se repetiria, mas fenômenos seriam similares.

Isso – se comparadas as diferentes Revoluções Civilizacionais, da seguinte maneira:

Assim, quando temos determinadas etapas deste processo, maneiras de pensar e agir ganham mais diapasão e outra menos.

Por exemplo:

  • do surgimento à consolidação, movimentos descentralizadores ganham vitalidade;
  • da consolidação à obsolescência, movimentos centralizadores ganham vitalidade.

Não temos nestes momentos apenas pensamentos e ações novos, mas renascimento de pensamentos e ações, que voltam a ter espaço social e sofrem releituras, pois tais demandas surgem no macro cenário.

É isso, que dizes?

LIVE COMPLETA.

De maneira geral, o mercado enxerga a necessidade de digitalizar, mas não de uberizar.

É natural.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática da qual se entende muito pouco.

Revoluções Midiáticas vêm para equilibrar as forças das demandas com a das ofertas, através de profundas mudanças administrativas na sociedade.

Toda vez que temos Revoluções Midiáticas saímos de um ambiente administrativo de menos para mais sofisticação. Entenda sofisticação como descentralização de produtos e serviços, que provoca:

  • redução de custos;
  • personalização.

Revoluções Midiáticas permitem que possamos praticar novo modelo de comando e controle, reduzindo o poder central e aumentando o das pontas.

  • A digitalização consegue aumentar o poder dos usuários, quebrar barreiras de acesso no tempo e lugar. Está se digitalizando a Administração 2.0, a gestão, mas não se altera a forma de comando e controle – é a passagem da TV Globo para o Netflix;
  • A uberização, por outro lado, é a digitalização com alteração do modelo de comando e controle. Está se uberizando e criando a Administração 3.0, a Curadoria – é a passagem do Netflix para o Youtube.

A nova forma de comando e controle, que chamamos de Curadoria, consegue a redução de custo e a personalização e, por causa disso, cai nas graças do consumidor.

Entrega qualidade na quantidade e quantidade com qualidade, algo impossível no modelo de comando e controle antigo, no qual gerentes, supervisores, chefes tinham que carimbar todos os processos. E garantir a qualidade dos produtos e serviços, através da supervisão direta das pessoas.

Na Uberização, temos uma comunidade de consumo, que apoiada pela Linguagem dos Rastros (estrelas, cliques, comentários, compartilhamentos) e apoio de algorítimos – gerenciados pelos Curadores, consegue essa impossível façanha para os padrões administrativos antigos.

Muitos me perguntam:

A uberização vai dominar todo o mercado?

E hoje eu respondo: no longo prazo podemos dizer que bem provavelmente, mas no curto e médio o que promete é ocupar o lugar de locomotiva em cada setor, com mais ou menos velocidade.

Organizações uberizadas irão deixando para trás os vagões, que ainda ficam apenas tentando se digitalizar.

É isso, que dizes?

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Futurismo é a atividade de prever o futuro no médio e longo prazo.

É bom não confundir com estrategistas ou profissionais de inteligência competitiva, que trabalham com previsões de curto prazo.

O Futurismo precisa, assim, compreender o fenômeno histórico que estamos passando para conseguir projetar o futuro.

Nosso problema principal, que tem criado a prática do futurismo amador, é que há uma crise profunda nas Teorias da História.

Teorias da história, basicamente, escolhem os marcos para que possamos falar de antes e depois, de início de tal ou qual Era.

A idade moderna, por exemplo, foi definida assim pelos historiadores.

“A Idade Moderna é uma época da História que tem início em 1453 (tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos)”. 

Note que o marco é a tomada de poder de um grupo, fechando o ciclo do Império Romano.

A Teoria da História aceita hoje de forma hegemônica pela sociedade é marcada por ciclos políticos-econômicos. Porém, note que três anos antes, em 1450, Gutenberg inventa a prensa européia, iniciando o que os canadenses chamaram de Era Impressa.

Temos aí duas alternativas da Teoria da História incompatíveis:

  • baseada em conquistas e perdas (política/econômica);
  • baseada nas mudanças de mídia.

Quando percebemos o quanto a Era Digital está mudando nossas vidas, podemos entender que os historiadores, que optaram pelo marco político/econômico (queda de Constantinopla) fizeram a opção equivocada no passado.

Assim, um Futurista que continua a trabalhar com a Teoria da História de Plantão, não vai, pela ordem:

  • entender a dimensão do que estamos passando;
  • comparar as atuais mudanças com outras similares do passado;
  • e projetar, o que é a sua tarefa, o futuro no médio e longo prazo.

Assim, podemos falar que:

“Me diga a Teoria da História que você trabalha e te direi que tipo de futurista você será capaz de ser”.

Por isso, é preciso entender que as Teorias, todas elas no geral, e a da História em particular são provisórias e valem, até que um fenômeno/gênio/tecnologia demonstre que ficou obsoleta – como é o caso agora.

É preciso mudar de Teoria!

Vivemos hoje uma macrocrise das Teorias da História.

Portanto, admitir e procurar outra mais adequada é o passo número um para que a Era Digital fique mais compreensível e que possamos projetar melhor o que virá.

É isso, que dizes?

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A epistemologia dos problemas é descentralizada.

São bilhões de problemas diários sendo resolvidos da melhor forma possível.

O papel de cada pensador/agente é melhorar a qualidade da solução com a sua certeza provisória razoável disponível naquele dia.

Avaliar o resultado, ver o que pode melhorar e partir para o dia seguinte, conhecendo mais os aspectos filosóficos (premissas), teóricos (leis), metodológicos (normas) ou operacionais (ação), impactos (resultados).

Não há, na Epistemologia dos Problemas um centro, que define o certo, o melhor, a verdade.

Mas processo de experimentação descentralizado em que cada pensador/agente procura pensar e agir melhor dentro da sua área de ação, a cada dia.

É o cliente que sofre e analisa os resultados, que norteia os caminhos.

Tem ainda como bússola a experiência de outros pensadores/agentes diante do mesmo problema, que servirão de guia.

Não mais os pares como única referência como era feito na Epistemologia da Verdade.

É isso, que dizes?

Se é algo humano, epistemologia é humana, tem que passar pela bifurcação filosófica metafísica:

Quem é e o que quer o humano?

  • Existe uma missão humana coletiva?
  • Ou apenas individuais – espontâneas?

Se a opção é sobreviver e viver da melhor maneira possível, sem uma meta coletiva, o conhecimento é uma ferramenta para o bem estar.

O objetivo do estudo da epistemologia e da ciência é o de ajudar a resolver problemas do sapiens da melhor maneira possível.

Assim, temos duas bifurcações filosóficas encadeadas:

  • A metafísica: quem é e o que quer o sapiens na terra?
  • A Epistemológica: para que serve o conhecer?

(Quando se discute a epistemologia sem o debate da bifurcação filosófica, podemos chamar o debate de filosoficamente ingênuo.)

Aqui, assim, se faz uma escolha filosófica:

  • Pela defesa da epistemologia e ciência como ferramentas humanas para produzir formas e pensar e agir para o bem estar do sapiens diante de problemas.

Epistemologia e ciência voltada para solução de problemas e não para buscas de verdades.

Destas primeiras bifurcações se desdobram todas as outras.

É isso, que dizes?

Administração é:

  1. ato, processo ou efeito de administrar.
  2. governo ou gerência de negócios públicos ou particulares.

Para que isso fosse feito se criou uma ciência para definir as melhores formas de agir e pensar diante dos problemas administrativos.

A Ciência da Administração, como todas as outras, está estruturada no que podemos chamar de paradigmas.

Paradigma é um modelo ou padrão a seguir. Etimologicamente, este termo tem origem no grego paradeigma que significa modelo ou padrão, correspondendo a algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido em determinada situação.

Podemos definir um paradigma que ficou obsoleto diante das mudanças, que estamos passando:

  • A administração é um processo contínuo, que pode sofrer mudanças incrementais, mas nunca disruptivas;-
  • Caso tenha mudanças disruptivas, nunca serão por causa da chegada de novas mídias;
  • A administração define o ambiente de comunicação da sociedade e não o contrário.

Se formos ler 100% dos teóricos da administração, que são utilizados nos cursos de administração tais paradigmas, com certeza, serão válidos.

Estão enraizados no núcleo duro da ciência administração e servem de base para o modelo das atuais organizações e influenciam a forma de como se pensa os negócios, pois em geral os líderes das organizações têm formação na área.

O que nossa Escola de Pensamento Bimodal percebeu, seguindo a linha dos pensadores canadenses, que diante da anomalia do mundo digital, estes paradigmas NÃO SÃO MAIS VÁLIDOS!

Com eles, não se consegue pensar e agir administrativamente na Era Digital,. Sugerimos as seguintes alterações:

A administração NÃO é um processo contínuo e PODE sofrer mudanças disruptivas;

As principais mudanças disruptivas na administração ocorrem por causa da chegada de novas mídias – fenômeno raro, mas recorrente na história humana;

A administração é definida pelo ambiente de comunicação da sociedade e não o contrário.

Vivemos hoje na Administração o que o pensador das ciências Thomas Kuhn denominou de crise de paradigma.

O problema é sério, pois 100% dos administradores que são formados, na nossa opinião, não estão sendo preparados para as mudanças do novo século.

É preciso um trabalho rápido e urgente para que tomem conhecimento do novo paradigma para, pelo menos, poder julgar e avaliar se não é mais eficaz para resolver o impasse.

É isso, que dizes?

Este desafio de disseminar o novo paradigma na administração e em outros setores é um dos desafios da Bimodais – Futurismo Competitivo.

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Veja o depoimento dos nossos alunos:

Segundo Freud, o ser humano para amadurecer precisa abandonar uma fase narcísica.

Passar da percepção de que “o mundo me deve algo” para “eu vou servir ao mundo para poder sobreviver e viver“.

Podemos dizer que as fases da história humana devem ser analisadas – entre outros – por alguns fatores:

  • Fase da Era Midiática – (nascente, consolidada e obsolescência);
  • Pico Demográfico – (baixo, médio ou alto versus velocidade).

Se analisarmos o século passado, podemos perceber que tivemos a fase final da Era Midiática Oral/Escrita, verticalizada de forma radical pelos meios eletrônicos, com um pico demográfico alto e rápido.

Tais fatores nos levam ao que podemos chamar de Centralização Radical.

Estamos, assim, saindo da fase da Centralização Radical, na qual há um fortalecimento das organizações, cada vez mais verticais, incluindo governos.

Assim, há um aumento da imposição do centro para as pontas e do que podemos chamar de distanciamento dos problemas dos clientes.

As organizações passam para uma fase mais imatura de onipotência, se servindo muito mais do que servindo.

Há um aumento da taxa de narcisismo: eu faço o que acho melhor para mim, pois o outro (o cliente) não tem força para me exigir mudanças.

A passagem de pessoas e organizações da fase da Era Midiática em Obsolescência para a nascente passa pelo trabalho de redução do narcisismo.

Se sujeitar aos desígnios dos clientes.

Um amadurecimento forçado (e no caso agora muito rápido) — o que torna o processo mais duro e difícil.

É isso, que dizes?

Os pensadores da Escola de Pensamento de Comunicação Canadense (da qual os Bimodais aqui no Brasil são filosoficamente adeptos) sugerem novas premissas e leis para a história humana.

Partindo das seguintes premissas filosóficas:

  • Tecnologias são proativas e não neutras na história humana;
  • Mídias são tecnologias;
  • Mídias, portanto, também são proativas e não neutras, podemos considerar que são a placa-mãe da espécie, na qual rodam os ambientes organizacionais;
  • O ser humano, portanto, é uma tecnoespécie;
  • E, por ser tecnoespécie, pode crescer demograficamente, de forma interdependente, algo que as outras espécies não conseguem.

Tais premissas criam novas leis criando uma nova Teoria da História, a nosso ver, fundamentais para entender o Digital:

  • Toda vez que aumentamos a população e, por sua vez, a complexidade demográfica somos obrigados a, mais dia menos dia, a criar novas mídias (canais e linguagens) para promover Revoluções Civilizacionais, com o objetivo de alinhar os modelos de comunicação e administração com o novo patamar de complexidade demográfica;
  • Quando novas mídias se massificam temos um Fenômeno Social Recorrente, que denominamos Revolução Civilizacional Midiática, alterando todas as organizações sociais no curto, médio e longo prazo, na direção da descentralização das decisões – o que facilita o gerenciamento da complexidade demográfica.

Quando falamos de Futurismo, estamos, na verdade, nos perguntando ao prognosticar o amanhã – “Qual teoria da história você vai utilizar?”:

  • Uma nova ou a mesma de sempre?
  • Se for uma nova, qual?
  • E que tal se debruçar sobre esta dos canadenses, que parece fazer mais sentido?

A diferença entre os futuristas do mercado passa, então, a ser a seguinte:

  • aqueles amadores que nem sabem que precisam debater teoria da história para prognosticar o que virá;
  • aqueles que sabem e andam pegando as de plantão, já obsoletas,, que não conseguem projetar fatos, a não ser no curto prazo;
  • e os que procuram novas, como esta dos canadenses, a melhor que encontrei até aqui,que nos permite ir mais para o médio e longo prazo.

Quem abraçar uma Teoria da História mais consistente que consiga encaixar, de forma mais adequada a Era Digital e todas as mudança fará uma grande diferença daqui por diante.

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Quando se define o Núcleo Duro da Escola de Economia Austríaca, se fala em Ordem Espontânea.

Que o mercado seria uma ordem espontânea, regulado de baixo para cima, de forma horizontal, na ideia da “mão invisível” de Adam Smith.

O conceito de Ordem Espontânea, entretanto, é usado pela economia para pensar problemas econômicos, mas não pertence a economia.

É um conceito filosófico de uso geral que vai contra a ideia de Ordem Planejada, que permite aplicação em várias áreas, por exemplo, no direito:

  • Criação de leis planejadas – a partir da vivência e aprendizado com as existentes;
  • Criação de leis a partir do uso – que vão sendo adaptadas, a partir do resultado concreto (este debate é vivo dentro do STF brasileiro).

O conceito de Ordem Espontânea, assim, é filosófico, pois trata das essências humanas, que podem ser aplicado para diferentes tipos de problema.

Por detrás do conceito, temos duas vertentes:

  • Os coletivistas – aqueles que acreditam que a espécie humana, no seu conjunto, ou parte dele, tem uma missão;
  • Os individualistas – aqueles que acreditam que a espécie humana, não tem uma missão, a não ser sobreviver.

Vejamos o desdobramento:

  • Se a espécie humana tem um projeto determinado não se pode pensar em uma Ordem Espontânea, pois seria visto como um desvio da “melhor ordem”. Há aqui um problema de conteúdo, pois a sociedade tem que ir para determinada direção;
  • Se a espécie humana NÃO tem um projeto determinado a Ordem Espontânea é natural, pois não importa o caminho, desde que haja a sobrevivência com qualidade não havendo a “melhor ordem planejada”. Há aqui um problema de forma, pois a sociedade NÃO tem que ir para determinada direção.

Há o que podemos chamar de Bifurcação Filosófica entre duas formas completamente distintas de enxergar a sociedade, que será utilizada em diferentes problemas.

O dilema está no debate metafísico (optando pelo conceito aristotélico/Ayn Rand) espaço em que se define a essência humana.

No caso da nossa Escola Bimodal (com raízes na Teoria da História dos Canadenses, da ordem espontânea das mídias sobre a sociedade) temos a opção pela segunda via, individualista.

Aqui vai aparecer, na mesma linha, o conceito de Pierre Lévy (Inteligência Coletiva) e Cultura da Participação (Clay Shirky)

No caso da Escola Austríaca, o que é espontâneo é o mercado. No nosso caso, a chegada e massificação de nova mídia.

PS – podemos desenvolver o tema em que diante de Crises demográficas-midiáticas civilizacionais, como tivemos no século passado, há forte tendência pela hegemonia da visão coletivista. E depois de revoluções midiáticas da visão individualista. Porém, na macro-história o conceito da ordem espontânea como o modus operandi da espécie me parece mais consistente.

É isso, que dizes?

Temos o que podemos chamar de Macrocrise Demográfica-Midiática- Civilizacional.

Quanto mais a população cresce e mais tempo se passa para que se tenha uma mídia nova que permita descentralizar as decisões, mais vamos criando uma crise demográfica-midiática civilizacional.

O modelo comunicacional-administrativo vai ficando obsoleto, pois não consegue melhorar a qualidade das ofertas diante do aumento das demandas.

Os sintomas da Crise Demográfica-Midiática Civilizacional são os seguintes:

  • redução da diversidade humana, através da massificação;
  • concentração das decisões em cada vez menos pessoas;
  • aumento radical da violência contra os indivíduos;
  • aumento dos casos de corrupção, devido a falta de transparência das decisões.

Tais sintomas serão observados nas regiões em que os picos demográficos foram maiores e vice-versa.

Vai se observar uma perda da qualidade de vida, tanto quantitativa (de bens de consumo) como qualitativa (de personalização, tempo, custo, etc).

É isso, que dizes?

Determinismo – é uma corrente de pensamento que defende a ideia de que as decisões e escolhas humanas não acontecem de acordo com um livre-arbítrio, mas sim através de relações de casualidade.

Live arbítrio – possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante.

Note que na definição acima temos a de livre arbítrio onipotenteaquele que pode tudo; que é todo-poderoso. E de determinismo de uma causa que tira o livre arbítrio da onipotência.

Quando falamos em livre arbítrio, podemos dizer que há, pelo menos, duas possibilidades de conceituação:

  • o livre arbítrio onipotente – aquele que tudo pode, independente de qualquer coisa;
  • o livre arbítrio potente/impotente – aquele que pode alguma coisa, dependendo das circunstâncias.

Quando se procura relação mais plausível das tecnologias na vida do ser humano estamos nos referindo ao livro arbítrio potente/impotente e não ao onipotente.

Mesmo com toda a vontade que o ser humano no geral ou no particular tem de voar, só será possível, se houver uma tecnologia aérea que o permita.

Se eu disser que o ser humano só pode (determinante) voar se tiver disponível determinadas tecnologias aéreas, estou estabelecendo uma relação de causa e efeito, que limita o livre arbítrio onipotente.

A afirmação seria:

O ser humano é uma espécie não voadora (impotente) e só pode voar, se utilizar tecnologias aéreas (que lhe dá a potência).

Ou ainda.

O ser humano só pode voar se utilizar tecnologias aéreas.

Ou seja, inegavelmente, há um determinismo no livre arbítrio de quem quer voar, pois sem tecnologias não se pode fazê-lo.

Assim, as tecnologias aéreas tornam o livre arbítrio impotente (aquele que não pode nada diante de determinadas vontades – como a de voar) em potente (aquele que passa a poder voar – se tiver tecnologias).

A relação de causa e efeito determinística é inegável.

As tecnologias, assim, condicionam o livre arbítrio no desejo de voar, pois alteram da impotência para a potência – se tiver determinada tecnologia disponível.

Quando se procura recolocar o papel das tecnologias na sociedade, a crítica a quem quer debater o assunto de forma mais plausível vem justamente de duas vertentes:

  • de quem defende a ideia do livre arbítrio onipotente;
  • ou de quem defendo outro tipo de determinismo de forma dogmática.

As críticas do determinismo tecnológico, a partir do livre-arbítrio onipotente defendem um livre arbítrio puro, irreal, onipotente, que, para o qual, nada é impeditivo.

Quando se “xinga” os membros da escola passados, presentes e futuros de “deterministas tecnológicos” está, na verdade, se defendendo um humano irreal.

É o livre arbítrio dos deuses – que tudo pode.

Por outro lado, podem haver críticas daqueles que que consideram que há outros determinismos, só não concordam com os tecnológicos.

Não acreditam na onipotência do livre arbítrio, mas preferem outras relações de causa e efeito. Um ser humano determinado por outras coisas.

Que seria:

“O ser humano só pode ser determinado por aquilo que eu considero determinante. Eu prego um outro tipo de determinismo que não é o seu e não gosto do seu. A pessoa não é determinista tecnológica, mas é de outra natureza – como de classe social, por exemplo”.

O que provavelmente pode ser válido, dependendo do contexto e do problema que está se analisando, na relação potência/impotência.

Assim, não se está discutindo determinismo, mas o tipo de determinismo.

Podemos dizer, portanto, que as tecnologias não condicionam o ser humano de forma direta, mas sim o livre arbítrio humano, passando, conforme o caso, da impotência para a potência e vice-versa, dependendo da tecnologia disponível ou indisponível.

O ser humano tem assim um livre arbítrio impotente ou potente para determinados desejos que sofrem a influência da tecnologia disponível.

Há assim uma determinação tecnológica evidente sobre livre arbítrio humano da impotência para a potência e vice-versa.

É isso, que dizes?

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Muita gente critica a uberização como se fosse uma foto.

É assim e sempre será assim.

Porém, é preciso ver a uberização como um processo e o modelo Uber como a sua primeira fase.

Mais ainda.

Que a Uberização 2.0 não será feita com as tecnologias hoje existentes, mas com um mix de tecnologias para atender a determinados buracos das demandas hoje não atendidas.

Se analisarmos a própria história do Uber, veremos que foi um trabalho de juntar tecnologias soltas para revolver determinadas demandas.

Hoje, a uberização que resolveu uma série de demandas, acabou por criar novas, uma série de gargalos, a saber:

  • forte concentração das plataformas sobre a comunidade, seja de fornecedores e de usuários, com baixa capacidade de comunicação, quando há problemas;
  • incapacidade de alteração dos critérios dos algoritmos, a partir do ponto de vista da comunidade de consumo.

Vide greves dos motoristas do Uber, protestos dos sebos da Estante Virtual, críticas ao Youtube, etc.

O problema que temos hoje na Uberização 1.0 é que todo mundo é avaliado na plataforma, menos o próprio Uber.

Assim, quando falamos da Uberização 2.0 temos que imaginar uma nova geração de empreendedores, que vai se dedicar a produzir um mix de tecnologias para solucionar estes problemas.

Temos algo na Cultura Blockchain (que não é apenas tecnologia), na qual é possível imaginar uma pulverização de Ubers, por exemplo, que motoristas e passageiros podem com um único aplicativo escolher os ambientes mais aconchegantes.

Haverá diversos Ubers, cada um com critérios distintos, numa grande rede, transparente para a comunidade de consumo.

Os Ubers passarão também a se sujeitarem as estrelas e os que forem mais populares terão a adesão de mais motoristas e passageiros.

Essa será a base da Uberização 2.0.

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Veja o depoimento dos nossos alunos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Um deles me disse o seguinte:

https://youtu.be/r-gyfsoQT7E

LIVE COMPLETA

Na nova Teoria da História Canadense/Brasileira, que estamos desenvolvendo na Escola Bimodal, o ser humano é uma espécie que aumenta a população por que usa tecnologia e usa tecnologia por que quer aumentar a população.

Num determinado momento dessa relação tecnologia-demografia, há a necessidade de promover mudanças nas tecnologias da comunicação, que nos permitem dar upgrades nos modelos de administração.

Na nossa visão o sapiens ao aumentar a população OBRIGATORIAMENTE, no longo prazo, caminha para a descentralização.

Só há uma forma de lidar com mais complexidade demográfica no longo prazo: descentralizar as decisões.

Porém, a descentralização é a passagem de decisões de um centro para as pontas, o que significa também uma distribuição de responsabilidades.

Só se pode descentralizar, quando as pessoas se responsabilizam, pois quando você escolhe é preciso que assuma as consequências da sua escolha.

Em geral, a baixa imaturidade é justamente a incapacidade de assumir as responsabilidades pelas decisões prejudiciais.

E este é – do ponto de vista individual – o grande desafio que temos logo nestas primeiras gerações do Sapiens 2.0: aumentar a taxa de responsabilização de cada pessoa.

O objetivo: criar um sapiens mais independente para lidar melhor com um mundo de 7 bilhões de habitantes ainda com viés de alta.

Isso implica em gerenciar melhor a sua vida em todos os aspectos, desde aposentadoria ao trabalho sem carteira assinada e ainda a personalização da felicidade de curto e de longo prazo, entre outras tarefas.

É preciso tirar a diversidade que estava “no armário” no século passado e trazer para fora.

Tem muito o que se fazer e urge a necessidade de profissionais que se dediquem a essa tarefa: primeiro, se transformar e depois ajudar os outros.

É isso, que dizes?

Caso queira fazer algum curso aqui na Escola é por aqui:

https://www.bimodais.com.br/pro

Veja o depoimento dos nossos alunos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Um deles me disse o seguinte:


Podemos dizer que temos dois tipos de Teorias da História sempre em disputa:

  • Teorias da História baseada em ordens controladas – que partem da ideia de que a espécie tem uma missão e por causa disso há um centro racional que sabe o caminho, podendo também ser chamada de coletivista – que parte do coletivo para os indivíduos, do centro para as pontas;
  • Teorias da História baseada em ordens espontâneas – que partem da ideia de que a espécie NÃO tem uma missão, quer apenas sobreviver e por causa disso NÃO há um centro racional que sabe o caminho – mas há uma ORDEM ESPONTÂNEA que é capaz de nos guiar, podendo também ser chamada de individualista – que parte dos indivíduos, das pontas para o centro.

Quando falamos da Teoria da História Canadense-Brasileira estamos partindo desta última.

É uma Teoria da História que parte das mídias, que são elementos de Ordem Espontânea, que se massificam para resolver problemas humanos, sem uma intenção central determinada.

E que essa disseminação que é adotada por todos, pois resolve respectivos problemas têm impactos indiretos em toda a sociedade.

O mesmo podemos dizer do elemento demográfico, introduzido pelos pesquisadores brasileiros, da quarta geração da escola, quando falam de demografia.

A demografia também é outro elemento de Ordem Espontânea.

Não há um centro capaz de estimular ou impedir que a população cresça, tendo, entretanto, toda a sociedade que lidar com as demandas objetivas e subjetivas que isso provoca.

Teorias da História desse tipo imaginam que a história não parte de um plano determinado, ou de que há um grupo específico que consegue controlar os rumos da mesma.

Somos uma espécie que tem como meta principal a sobrevivência e, por causa disso, cada pessoa toma decisões individuais que se refletem no todo, impulsionando os motores da história.

O conceito de Teoria da História que parte de uma visão individual foi também utilizada pela Escola Austríaca de Economia, tendo como elemento espontâneo a construção dos mercados e dentro dele os preços – instrumento de informação para a tomada de decisões.

Quando se apresenta a Teoria da História baseada em Ordem Espontânea, como é o caso da nossa, há uma rejeição de pessoas que têm a ideia do controle do centro sobre as pontas – e de uma humanidade que caminha de forma determinada por um grupo ou alguém.

Podemos perceber a influência de grupos ou alguém em ações de curto prazo, mas não na macro-história, que é o que interessa aos futuristas.

É isso, que dizes?

Teoria – conjunto de regras ou leis, mais ou menos sistematizadas, aplicadas a uma área específica.

Quando falamos em Teoria da História, estamos procurando leis que possam nos ajudar a entender como e por que algo muda na jornada humana ao ponto de poder definir Eras.

Podemos dizer que o principal problema para compreender o Digital é justamente a obsolescência das Teorias da História de plantão.

O fator tecnologia, inicialmente e depois das mídias são considerados neutras nas atuais Teorias da História, bem como o fator demográfico.

Assim, quando projetamos o futuro no médio e longo prazo, missão fundamental dos futuristas, não se consegue bons prognósticos.

Há um erro nas Teorias da História utilizadas.

Conforme aprendemos com os Historiadores Canadenses a história deve ser contada, a partir das mudanças de mídia, pois são elas uma espécie de “placa-mãe” da sociedade.

Todo o “software” social “roda” sobre esta placa-mãe como se fossem sistemas operacionais.

A sociedade é condicionada pela mídia e se altera, incluindo o macro modelo administrativo, quando ela se modifica. Sendo as mudanças de mídias, que marcam o início e o fim das Eras Civilizacionais.

Porém, nós aqui na quarta geração da escola, incluímos na Teoria da História o fator demográfico, sendo este o motivo para que novas mídias sejam obrigatoriamente necessárias:

Se mantemos as mesmas Teorias da História de plantão não entendemos o Digital.

Futuristas que continuam sem revisar a respectiva Teoria da História não conseguem enxerga um palmo na frente do nariz.

É isso, que dizes?

Vivemos hoje um Momento Bimodal.

Um dos raros momentos da macro-história humana, entre duas Eras Midiáticas-Demográficas Civilizacionais.

  • De um lado, antigas organizações, que praticam a gestão, baseada num modelo dos canais e linguagens analógicas, com determinadas limitações;
  • Do outro, novas organizações, que praticam a curadoria, baseada nos novos canais e linguagens digitais, que superam antigas limitações.

De maneira geral, os chamados Transformadores Digitais conseguem enxergar a melhoria, através da digitalização, do antigo modelo.

Gestão (mesmo modelo de comando e controle) + novas tecnologias.

Porém, a grande novidade, que torna organizações mais competitivas neste novo século, é a uberização, através da implantação da curadoria.

Curadoria – nova cultura de comando e controle, com tecnologias que a viabilize.

Em torno de 1800, vivemos também um Momento Bimodal, quando o modelo da Monarquia Absoluta foi sendo substituído, gradualmente, pelo da República nos países mais avançados economicamente.

Lá também o ponto de bifurcação foi a massificação da Escrita Impressa, a partir de 1450, que permitiu, séculos depois que a República fosse possível.

O grande problema que temos hoje é que a velocidade é muito maior e a bimodalidade muito mais evidente.

Precisamos para entender o contexto de nova Teoria da História (ferramenta básica para um Futurista).

É preciso compreender que a maneira que pensávamos a jornada humana precisa de um giro de 180 graus com a chegada do Digital.

É preciso de nova Teoria da História, que possa compreender o papel ativo das mídias para o sapiens.

A Bimodalidade é um momento muito especial e raro na nossa jornada.

Também muito difícil, pois está ocorrendo muito mais rápido do que antes e , além disso, o novo é muito diferente de tudo que tivemos antes.

Os dois fatores (velocidade e disrupção) torna tudo muito mais difícil para os antigos competidores enxergar com clareza no que pensar e o que fazer.

É isso, que dizes?

Entender e agir melhor diante da Bimodalidade é um dos objetivos centrais da Bimodais – Futurismo Competitivo, baseada na nova Teoria da História Canadense, na qual a mídia é pró-ativa.

O tema é debatido em três módulos:

Caso queira fazer algum curso é por aqui.
https://www.bimodais.com.br/pro

Veja o depoimento dos nossos alunos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Um deles me disse o seguinte:

https://www.youtube.com/watch?v=SIroYJtoSlo


Escolas de pensamento são formadas por núcleos filosóficos fortes, que fazem um contra-ponto a ideias que existiam antes e começaram a mais atrapalhar do que ajudar.

São premissas filosóficas bem diferentes das existentes, que permitem enxergar de forma distinta os mesmos problemas.

Podemos dizer que são disrupções filosóficas, que animam pensadores a se unir em torno do que vou chamar de “Absurdos Filosóficos”.

Absurdos filosóficos seriam a grande motivação para o surgimento de Escolas de Pensamento. É tão absurdo para determinados pensadores, que faz com que eles se engajem durante toda uma vida para tentar provar.

E a partir de um novo eixo filosófico se inicia nova jornada, de uma nova Escola.

É o que nos diz os epistemólogos Imre Lakatos (1922-74) com a ideia dos núcleos duros formadores de grupos de pesquisa e Thomas Kuhn (1922-1996) de novos paradigmas, que criam revoluções científicas.

Acho que já temos hoje certa maturidade de pesquisa para poder comparar duas escolas, que se aproximam muito e que precisam permutar paradigmas: a Escola Canadense de Comunicação e a Austríaca de Economia.

Segundo Ubiratan Iorio, uma das referência da Escola Austríaca no Brasil, o núcleo central dos Austríacos é constituído por três eixos:

  • Utilidade Marginal;
  • Ordem Espontânea;
  • E Subjetividade.

Podemos dizer que este núcleo é composto de dois elementos filosóficos e não necessariamente econômicos: de ordem espontânea e subjetividade.

E um claramente econômico: Utilidade Marginal.

Quero me debruçar mais agora sobre o da Ordem Espontânea, que aparece (não sei se de forma original ou com mais publicidade) em Adam Smith na ideia de “mão invisível”.

A mão invisível é a ideia de que a sociedade funciona das pontas para as pontas, a partir dos indivíduos e não conduzida por um poder central.

A Ordem Espontânea vai aparecer na Escola Canadense de Comunicação pelas interpretação das mídias como forma e não conteúdo.

Mídias se disseminam na sociedade e acabam por influir não pelo que divulgam no seu conteúdo, mas pela forma como que condiciona a sociedade.

(Há várias citações por autores da Escola Austríaca lembrando que a linguagem humana é outro exemplo de Ordem Espontânea. A linguagem humana é uma mídia, oral.)

O que acho interessante é que há uma convergência no que podemos chamar de núcleo duro das duas escolas, principalmente no conceito de Ordem Espontânea, que não pode ser visto nem por um conceito econômico e nem da comunicação.

É uma premissa filosófica dos individualistas, aqueles que acreditam que o ser humano não tem uma missão coletiva na terra, a não ser viver da melhor maneira possível.

(Isso é explicitado por Ayn Rand, nas duas visões dos individualistas (vivemos para sobreviver) versus coletivistas (a espécie tem uma meta coletiva a ser alcançada).

Assim, a história humana não é feita de pessoas ou a partir de um centro que determina os rumos da espécie, mas por movimentos descentralizados e distribuídos, que se auto-regulam, pois todos, ao final de contas, querem continuar vivos.

Essa visão filosófica da Ordem Espontânea pode ser aplicada em diversos setores, entre eles na Economia e para fenômenos da Comunicação, entre outras áreas. É espontâneo:

  • a disseminação de novas mídias e as adaptações de uso;
  • os preços;
  • o crescimento demográfico;
  • o mercado.

Pierre Lévy (1956-), representante da terceira geração da escola canadense, defende que a Internet, por exemplo, permite o fortalecimento da Inteligência Coletiva. Tais termos passaram a se disseminar e ganharam popularidade no meio digital, tais como Cultura da Participação e Sabedoria das Multidões.

No fundo, o que temos é uma linha de pensamento individualista, filosoficamente falando, que trabalha com o conceito de Ordem Espontânea como uma visão filosófica de como a espécie caminha.

E se pode ver aplicações do mesmo conceito em diversas áreas, não sendo uma exclusividade nem da economia e nem da comunicação.

Certamente, se aprofundarmos o tema, iremos descobrir filósofos que problematizaram isso e tiveram conflitos mais atrás, separando as duas visões.

Assim, o que temos são Escolas de Pensamento que analisam diversos problemas – que vêem a Ordem Espontânea como eixo central com diferentes aplicações, a partir dos problemas analisados.

Pois são Escolas de Pensamento Individualistas!

Assim, não podemos dizer que a Ordem Espontânea é um conceito nem econômico e nem de comunicação, mas filosófico, aplicado em diversos campos – o que nem sempre está claro para muitos.

E o que permite uma permuta muito interessante entre diferentes escolas com o meso eixo.

É isso, que dizes?

Note que é a capacidade que temos de analisar a Escola hoje, com as informações, que conseguimos obter, a tabela está em processo:

É bom que começamos a ter uma tradição de pensamento e a percepção da evolução das mudanças, desde o surgimento da escola.

É isso, que dizes?

Poderemos dividir a sociedade humana em duas e isso, aposto nisso, ficará mais claro mais adiante.

Nossa Escola de Futurismo acredita que existem duas forças invisíveis, que alteram a sociedade sem controle central, são elas:

  • o aumento demográfico;
  • e a massificação de novas mídias.

Coletivamente, sem pedir licença a ninguém, o Sapiens faz sexo, cresce demograficamente sem parar e se vê com a necessidade de aperfeiçoar os sistemas de comunicação e administração.

Não sou eu que gosto disso, mas é o que se vê na história das mudanças de mídia: gestos, oralidade, escrita e agora o digital.

E mais, segundo um dos gurus da escola, Marshall McLuhan, as mídias alteram o ser humano tanto na objetividade, mas, principalmente, nas subjetividades.

Poderíamos dividir, assim, a história da civilização humana, baseado em outra teoria, como sugerem a Escola Canadense em quatro etapas da Civilização:

  • Gestos – Civilização 1.0;
  • Oral – Civilização 2.0;
  • Escrita – Civilização 3.0;
  • Digital – Civilização 4.0.

Porém, há uma mudança relevante, disruptiva, com a chegada do Digital, pois é a primeira vez que passamos a utilizar a linguagem similar a dos insetos para a tomada de decisão.

Até o Digital, tivemos o que podemos chamar de Sapiens Sonoro ou Acústico, que estruturou os modelos de administração que tivemos até aqui.

Sons – sejam falados ou codificados (escritos) – demandam interpretações de alguém, que precisa consumir e decidir – o que nos condicionou, como espécie, a criar modelos baseados em “interpretadores de sons” – líderes alfas, que são hoje as Autoridades 2.0 de plantão.

Assim, o modelo de administração que tivemos até aqui era sonoro e, por causa disso, condicionava, sem grandes alternativas, determinada verticalização.

O problema é que a nossa espécie cresce demograficamente – o que nos obriga a fazer ajustes na comunicação e na administração para compatibilizar demanda com oferta.

O que temos de grande novidade, que vai marcar profundamente nosso futuro, é a possibilidade do uso da Linguagem dos Rastros (próxima dos insetos) para reorganizar toda a sociedade, gradualmente.

Tecnoculturalmente falando, o modelo que temos da Autoridade 1.0 (líderes-alfas) funcionou até a marca global de 7 bilhões de Sapiens.

O surgimento do Digital nos permite migrar do Sapiens 1.0 (Sonoro) para o Sapiens 2.0 (dos Rastros), que permite a solução dos novos problemas de maneira mais compatível com a nova complexidade.

A grande preparação, transformação, mudança objetiva e subjetiva que temos que fazer é:

1- entender a grande guinada;
2 – compreender a nova lógica emergente da passagem da Autoridades 1.0 (fixa e mais vertical) para a Distribuída (mutante e mais horizontal), que podemos ver na sociedade na Uberização.

Estamos dando os primeiros passos na mutação de uma espécie para outra, que vai manter individualmente manter muita semelhança com o que temos hoje, mas coletivamente veremos algo completamente diferente em termos políticos, sociais e econômicos.

Quem está vivo, já tá vendo!

É isso, que dizes?

O tema é debatido nos seguintes módulos da Escola:

Veja o depoimento dos nossos alunos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Um deles me disse o seguinte:


Malthus não foi o primeiro, mas foi o “youtuber” mais famosos de 1800 a falar sobre demografia.

Se analisarmos o discurso dele, 95% pode ser descartado, que se insere numa conjuntura política específica bem questionável hoje em dia.

Porém, o que nos fica é uma fórmula matemática, que pode ser a base para algo relevante para entender o novo século.

Malthus nos diz o seguinte:

A população cresce em ordem geométrica e a produção em ordem aritmética.

Numa fórmula seria:

POP (xxxx) = PROD (x)

O que é interessante nesta fórmula de Malthus?

Ele aponta que o aumento demográfico tem impacto na produção, o que parece óbvio, mas não é de domínio corrente.

Ou seja, se você aumenta a população haverá uma crise produtiva, a não ser que você se mexa.

A história mostrou, entretanto, que a fórmula estava PARCIALMENTE equivocada.

O erro na fórmula de Malthus é de que ele pressupôs de que a Produção é uma Variável Constante e Imutável e não Mutável, com a chegada da inovação, tecnologia, invenções, melhoras, etc.

POP = variável mutável;

PROD = variável mutável.

Porém, se melhorarmos a dita cuja podemos enxergar algo interessante.

Assim, quando POP cresce, PROD tem que crescer também, criando uma relação de causa e efeito –  que nos permite apreender uma lei que parece óbvia, mas não é praticada ao se pensar o momento presente:

Quando a população cresce, haverá demanda para que haja alterações na produção para que a crise Malthusiana não ocorra.

A produção tem que sair da aritmética e ir para a geométrica ou como se gosta hoje em dia da linearidade para a exponencialidade.

Assim, me parece inquestionável dizer, que o aumento demográfico quando ocorre gera uma demanda de aperfeiçoamento produtivo, o que seria uma apropriação de Maslow.

O aperfeiçoamento pode ser incremental, radical ou disruptivo, mas sempre podemos dizer que o fator principal, se Malthus faz sentido, é o aumento populacional.

Se tivemos um salto de 1 para 7 bilhões no planeta, em 220 anos, logo depois de 1800 (aliás quando o livro foi escrito) tivemos que assistir um aperfeiçoamento constante no ambiente produtivo para sair da “aritmética” e acompanhar a “geométrica”.

Certo?

Se isso é fato, temos que colocar o aumento demográfico como o fator fundamental para que a sociedade humana se mexa e não fique parada.

Ela é obrigada a mudar para não ser aritmeticamente problemática.

Se juntarmos isso às teses da Escola Canadense das revoluções midiáticas – foi o que fizemos – temos as seguintes leis:

  • Quando aumenta-se a população, há uma demanda produtiva incremental, radical ou disruptiva, principalmente, quando o salto demográfico é grande;

  • Que nos leva a promover revoluções midiáticas, que permite a exponencialidade.

Tais revoluções recorrentes, visam, assim,  criar novas formas para compatibilizar a demanda (geométrica) com a oferta (que não pode ser aritmética).

É isso, que dizes?

 

 

Temos dito que a chegada da Era Digital é a maior mudança que o sapiens já viveu em toda a sua história.

As novidades são as seguintes:

  • Nunca tínhamos chegado a marca dos 7 bilhões de sapiens e isso tem um forte impacto na pressão por determinadas mudanças;
  • Pela primeira vez, introduzimos na sociedade novos canais e linguagens, que permitem a interação de muitos para muitos, criando uma nova base para estruturar todas as organizações da sociedade.

Estes dois eventos juntos e relacionados marcará a nova Era Civilizacional, nosso palpite, aliás, é de que a história do sapiens será dividida em duas etapas:

  • Pré-digital – quando o modelo de comunicação/organização da espécie lembrava os mamíferos, baseado em sons, que demandavam obrigatoriamente a presença de líderes alfas;
  • Pós-digital – quando o modelo de comunicação/organização da espécie se aproximou dos insetos (em particular das formigas), não mais baseado em sons, mas em rastros digitais, que permitem a administração por micro líderes contextuais, conforme a reputação online de cada um.

Uma espécie com 7 bilhões de membros interdependente um dos outros precisa de um modelo de comunicação e administração mais compatível com esse patamar de complexidade.

Só podemos compreender e aceitar estas premissas acima citadas, se partirmos da compreensão de alguns autores, hoje praticamente desprezados pelo mainstream:

  • Iniciando por Thomas Malthus que, tirando vários absurdos das suas ideias, nos legou uma descoberta importante: aumentar o tamanho da espécie pode provocar crises produtivas;
  • Tais crises produtivas, entretanto, não ocorreram, pois a espécie não é fixa, mas mutante, o que nos leva a Darwin;
  • E mais: é uma tecnoespécie, como defende Innis, Havelock, McLuhan (todos canadenses), que tem nas mídias o grande fator de mutação da civilização de uma etapa “a” para “b”;
  • Nesta linha, Pierre Lévy nos aponta a chegada da nova Era Digital, na qual podemos, pela primeira vez, criar modelos de interação de muitos para muitos, o que cria a base administrativa para uma nova etapa humana.

Nós aqui no Brasil, na Escola Bimodal, colocamos tudo isso num “liquidificador” e estamos construindo uma visão canadense-brasileira do digital, revisando antigos paradigmas e criando novos.

Um Futurismo menos MIMIMI e mais científico. Menos focado em desafios tecnológicos, mais em desafios psicológicos. Menos para a inovação pela inovação, mais pela inovação para a competição.

Estar preparado para a grande guinada, dentro do olho do furacão, próximo dos primeiros anos da nova civilização, é ter a capacidade de desaprender rapidamente velhos conceitos e ganhar os novos para agir com mais eficácia.

Não deixar a locomotiva muito distante.

É isso, que dizes?

O tema da grande guinada é muito debatido nos seguintes Módulos da Escola:

Veja o depoimento escrito de vários dos nossos alunos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5).

Um deles me disse o seguinte:


Um dos pilares da Escola Bimodal é de que o aumento demográfico é causa direta das crises que estamos passando.

Esse tipo de argumento é contestado principalmente pelos defensores das Ordens Centralizadas.

Porém, fugindo dos discursos utópicos da cigarras de plantão e indo para um papo de formiga, podemos dizer que matematicamente aumentar a população cria um déficit de ofertas que precisa ser respondida por novo patamar de demanda.

Um país como o Brasil que teve 30 milhões de habitantes não pode continuar com mesmos hábitos e práticas com 210 milhões 100 anos depois.

Há uma multiplicação das demandas que precisam ser atendias por novas ofertas.

Podemos até dizer que algumas melhorias que ocorreram no país, talvez pudessem produzir uma vida melhor, se nós estivéssemos ainda com os 30 milhões – o que não é realidade.

O Brasil precisaria ter produzir uma quantidade de ofertas sete vezes ou muito mais para abrigar os novos 180 milhões de brasileiros que chegaram nos últimos 100 anos.

Imagina uma migração constante de 18 milhões de novos imigrantes chegando ao país de dez em dez anos.

Que fator senão a demografia pode ser apontado como a grande promotora de problemas.

O que se pode alegar é que as soluções deveriam ser na medida do problema criado, mas não de que o problema criado é fruto do “sistema”.

O sistema deveria ser aprimorado para resolver o problema do aumento radical da falta de condições básicas de sobrevivência dos novos 180 milhões de imigrantes.

Assim, não é apenas o Brasil que piorou, ou o sistema, mas houve uma mudança profunda na “placa tectônica da sobrevivência do país”, que ganhou mais de 180 milhões de imigrantes, que saíram da barriga das próprias brasileiras.

Não temos como atribuir isso a alguém, mas a uma decisão de milhões de pessoas que nos trouxeram a essa situação atual.

O país, diferente de outros e parecidos com aqueles, precisa não mais dar pulos de galinhas, mas voos de águia para continuar crescendo demograficamente e resolver o problema.

E para isso é preciso, antes de tudo:

  • de um diagnóstico adequado – o salto demográfico e a nossa incapacidade de nos ajustar a ele;
  • E um tratamento – permitir que a ordem espontânea demográfica, seja seguida da ordem espontânea econômica, que os milhões de brasileiros possamos empreender para ajustar complexidade com produtividade.

Temos hoje em larga escala o uso da Internet como ponto positivo, o que faz de nós uma das nações mais participativas em termos políticos atualmente.

Um país com mais gente, pode ser muito positivo, pois:

  • tem muita diversidade;
  • tem mercado interno forte;
  • e capacidade produtiva.

O problema é que temos que transformar quantidade de gente em vacina para nossas crises e não na eterna doença.

Temos um uso intenso da internet, o que é positivo, mas temos que transformá-la na nossa força motriz.

Usá-la para quebra as barreiras da velha ordem, incluindo daqueles que se equivocam no diagnóstico confundir a vacina (mais ordem espontânea para nos tirar do caos) com a doença.

O que agrava mais ainda o problema.

É isso, que dizes?

Existem alguns fatores da sociedade humana que têm baixa capacidade de controle central, podemos apontar como:

  • o crescimento demográfico;
  • e a massificação de novas tecnologias (o que inclui as alterações na linguagem falada).

São fenômenos que ocorrem muito menos por uma vontade do planejamento central, mas muito mais pela ação individual de várias pessoas.

Assim, o que ocorre na sociedade é que ela passa a lidar com as consequências destes movimentos espontâneos, a partir de causas descentralizadas.

Diferente, por exemplo, de um plano de erradicação de mosquitos, ou a vacinação para conter determinada doença, tanto a expansão demográfica, quanto a massificação de novas tecnologias entram dentro do que Adam Smith tentou chamar de Mão Invisível.

Que depois foi ganhando outros nomes, tais como sabedoria das multidões, inteligência coletiva, cultura da participação.

São macro movimentos da espécie que podem ser estimulados por alguns fatores, mas que dependerá basicamente da adesão, ou não, de cada indivíduo: ter mais filhos ou comprar determinada tecnologia.

Podemos, inclusive, fazer uma relação entre os dois exemplos de ordem espontânea, já que:

  • Por que temos tecnologias, conseguimos superar barreiras de sobrevivência;
  • E por que conseguimos superar barrerias de sobrevivência, queremos mais tecnologias.

Os movimentos de Ordem Espontânea são muito criticados por pessoas que acreditam na força da Ordem Controlada.

Pessoas que acreditam – e meio que defendem – a Ordem Controlada não acreditam que haja nada espontâneo na sociedade, pois sempre há um grupo que está por trás dos movimentos espontâneos massificados.

Não se pode dizer que não há estímulos para movimento espontâneos, mas está na vontade de cada pessoa aderir ao não a esse movimento, numa aceitação de baixo para cima.

Se encararmos, por exemplo, aumentos demográficos como fazendo parte das Ordens Espontânea da espécie e que isso já vimos agora é possível – a história da sociedade humana precisa ser recontada.

Pois, apesar das críticas que se possa fazer a Malthus, numa coisa ele tinha razão: mais gente pode nos levar a crises de sobrevivência.

E os movimentos para que estas crises não ocorram tem que OBRIGATORIAMENTE a ser feitos, pois mais bocas exigem que se tenha comida na mesa.

  • Um mundo de 1 bilhão de habitantes, em 1800, quando Malthus escreveu seu livro, tinha uma complexidade básica de 3 bilhões de pratos de comida/dia, o que nos leva para um tipo de aparelho produtivo compatível;
  • Um mundo de 7 bilhões de habitantes, em 2019, tem uma complexidade básica de 21 bilhões de pratos de comida/dia, o que nos leva para um outro tipo de aparelho produtivo compatível.

Não é, portanto, pouco lógico afirmar que a Ordem Espontânea Demográfica – que vem de baixo para cima – “empurra” a sociedade OBRIGATORIAMENTE para movimentos de inovação, de aumento de produtividade, do surgimento de novas tecnologias.

E, no caso, da nossa adaptação da Teoria da História da Escola Midiática Canadense, para novos ambientes comunicacionais administrativos.

É isso, que dizes?

Aqui e ali e começam a chamar qualquer empresa nova do mercado de “empresa de tecnologia”.

Vivemos ainda largamente a incompreensão do papel das tecnologias para o ser humano.

  • para a maior parte dos seres vivos, incluindo estrategistas de plantão, ainda hoje, tecnologias têm papel de neutralidade na sociedade;
  • o que uma nova safra de pensadores discorda radicalmente, lembrando que elas têm uma determinada proatividade.

Quando temos por aí a conceituação do Uber (e de várias outras) como “empresa de tecnologia”, estamos diante dos pensadores Tecnoneutros, que disseminam a Tecnoneutralidade.

Os Tecnoneutros não enxergam o papel próativo das tecnologias no geral e das mídias em particular para a espécie.

Tecnologias, na verdade, têm duas fases quando surgem:

  • quando são inventadas por alguém, começam a ser “mastigadas”, em um necessário processo de aculturação;
  • quando se massificam e se estabelecem, são digeridas e se tornam invisíveis como se fossem naturais/culturais e não tecnologias.

Desse ponto de vista, as novas startups, que usam novas tecnologias, são empresas de tecnologias em processo de mastigação, que resolvem problemas em campos específicos – no caso do Uber de mobilidade.

Se olharmos de forma diferente – do futuro para hoje – não poderemos ver diferença entre o Uber e a Gol, por exemplo, ambas são empresas de mobilidade – que se utilizam de tecnologias velhas e novas.

Aviões já foram tecnologias em processo de mastigação até serem digeridas. Certamente, companhias de aviação já foram chamadas de “empresas de tecnologia“.

A Gol, podemos dizer que é uma empresa de “Tecnologias Digeridas” e a Uber de “Tecnologias em Mastigação”.

O grande diferencial para compreender o século XXI (algo que os futuristas profissionais têm que se dedicar) é justamente compreender a ruptura filosófica que tivemos entre Tecnoneutralidade e Tecnoproatividade.

A Tecnoproatividade ganhou fôlego no século passado e destaco pela ordem os canadenses: Harold Innis, Erick Havelock e depois Marshall McLuhan e Pierre Lévy, entre outros – todos gurus da nossa Escola de Futurismo Bimodal.

Estes autores e vários outros depois deles se revoltaram contra o verdadeiro absurdo filosófico-teórico de analisar a história humana e as sociedades contemporâneas com o olhar de Tecnoneutralidade.

O que, entre outras coisas, nos impede de entender os verdadeiros impactos da chegada da Era Digital em todos os setores, cegando os Futuristas Amadores de plantão.

Chamar o Uber de “empresa de tecnologia” é a expressão clara desse tipo de visão equivocada, que precisa ser superada.

É isso, que dizes?

Este tema é discutido nos módulos de Futurismo Avançado, que os membros permanentes da Escola têm acesso:

Veja o depoimento dos nossos alunos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Um deles me disse o seguinte:

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Futurismo é a atividade de construir cenários para que pessoas e organizações possam decidir no hoje sobre o amanhã.

Temos uma grande demanda por Futuristas, pois saímos depois da chegada da Era Digital de um Futuro Certo para um Incerto, no qual não se sabe bem qual é a nova lógica.

O grande desafio, aliás, dos Futuristas de plantão é justamente a compreensão da lógica pós-digital.

Podemos dizer que o mercado pratica o que podemos chamar de Futurismo amador, pois é totalmente baseado em emoções com baixa reflexão – desprezando pensadores relevantes do passado.

O primeiro passo, portanto, para sair do amadorismo é se nutrir das ideias e pensamentos dos epistemólogos do século passado, que vão dar um upgrade na mente futurista da rapaziada.

Epistemologia – reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano.

O que podemos aprender é o seguinte, principalmente com Thomas Kuhn ( 1922-96) e Imre Lakatos (1922-74):

  • o ser humano vive dentro de paradigmas/caixas, que duram um determinado tempo, até que gênios, fenômenos ou novas tecnologias os tornem obsoletos, precisando ser revistos no seu núcleo duro;
  • que nos momentos que os paradigmas/caixas são válidos (acertam os diagnósticos e prognósticos), temos um tipo de desenvolvimento normal do conhecimento e quando entram em crise (anomalia), passamos a uma fase extraordinária, na qual é preciso rever o núcleo duro;
  • que é preciso criatividade para revisar o núcleo duro para criar novos paradigmas mais coerentes com os novos fatos;
  • que os paradigmas/caixas são revistos normalmente por pessoas de fora do sistema com forte resistência de quem ainda acredita nos paradigmas antigos;
  • E, por fim, que os paradigmas/caixas nos trazem principalmente um grande problema psicológico de quem não consegue descartá-los.

Se formos aplicar estas ideias ao Futurismo, iremos perceber que a tendência dos futuristas amadores é desconhecer os conceitos da epistemologia.

E, por causa disso, não procurar rever as bases teóricas e filosóficas do atual paradigma/caixa para analisar os fatos.

Querem analisar, assim, o futuro baseado nos mesmos paradigmas/caixas obsoletos que utilizávamos antes.

Se projeta o futuro, mas sem rever as bases filosóficas e teóricas, que precisam ser alteradas.

O Futurista Profissional, necessariamente, tem que ter uma boa formação em epistemologia para compreender:

  • quais são os equívocos dos atuais paradigmas/caixas que precisam de ajuste;
  • quais são os novos paradigmas/caixas (geralmente criados por pensadores mais criativos), que podemo fazer o ajuste necessários;
  • E começar as projeções dentro de novos paradigmas/caixas e não dos antigos.

Toda a tentativa de prognosticar o futuro – com os mesmos paradigmas do passado é simplesmente querer caçar leão com um estilingue.

É isso, que dizes?

O tema do Futurismo é amplamente debatido no módulo Master 05 na Escola Bimodal:

Veja o depoimento dos nossos alunos:

http://bit.ly/31VCIAq

Ouça o depoimento de um deles:

A mudança não é pequena – é a maior de todas.

Temos dois motivos para defender isso:

  • Nunca fomos 7 bilhões de sapiens, convivendo ao mesmo tempo, o que demanda soluções cada vez mais inovadoras;
  • Nunca tivemos um ambiente comunicacional administrativo baseado num modelo que permite eliminar cargos gerenciais, como agora.

A uberização é uma nova forma do ser humano decidir sobre a cada vez maior complexidade demográfica.

Tem algumas vantagens sobre o ambiente administrativo anterior:

  • Permite que muito mais gente participe das decisões;
  • As decisões são muito mais rápidas e baratas;
  • Há um auto-gerenciamento nas comunidades de consumo, que aumenta a taxa de meritocracia.

A uberização, pela primeira vez, traz um ambiente comunicacional administrativo próximo das formigas, baseado em rastros digitais algorítmicos: ícones, estrelas, permitem que se estabeleça novo patamar de confiança entre pessoas, através da reputação online.

Há uma radical horizontalização das trocas – de todos os tipos – o que rompe com as limitações que tínhamos antes da participação política e nos negócios.

O diferencial competitivo, assim, estará na capacidade de enxergar o tamanho da disrupção que estamos passando e a conseguir superar os problemas psicológicos para agir nesse novo ambiente mais uberizado.

Tal capacidade competitiva definirá quem será vagão ou locomotiva no novo século.

É isso, que dizes?

O tema da uberização é foco de intenso debate aqui na Escola Bimodal nos seguintes módulos:

Veja o depoimento dos nossos alunos dos respectivos módulos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Um deles me disse o seguinte:

PACOTE MASTER 1 E MASTER 2 – R$ 500,00 no cartão:





Histeria pode ser definida por comportamento caracterizado por excessiva emotividade relacionado a algum medo não refletido adequadamente.

O que vivemos hoje é o que Thomas Kuhn (1922-96) – um dos Gurus dos Bimodais – chama (adaptado por mim) de momento do Mercado Extraordinário.

Segundo ele, seres humanos têm paradigmas (o que podemos chamar de caixas) que nos ajudam a pensar e agir diante dos problemas.

O grande aprendizado que Kuhn nos legou foi de que estas caixas/paradigmas funcionam durante determinado período até que se defronta com situações de anomalia, a partir de um fenômeno que não pode ser explicado pelos conceitos até então praticados.

O que ele afirma é que quando nos deparamos com fenômenos atípicos – e o digital sem dúvida é um deles – temos que deixar de usar as mesmas formas de pensar e agir.

É preciso abrir um espaço para rever as bases das nossas caixas/paradigmas. Há algo que foi imaginado no passado, mas que, agora, não está mais funcionando – as bases teóricas e filosóficas se mostraram inválidas para o novo contexto.

É preciso trocar uma chave na forma de pensar e agir.

Sair da Indução (que está no eixo problema, operação, metodologia) para a dedução ( que está mais no eixo filosofia/teoria) para voltar de novo para a operação, problema, metodologia:

É preciso procurar autores (filósofos e teóricos) que possam nos ajudar a rever as bases estruturantes do paradigma, para recomeçar a construir novamente a normalidade em outras bases filosóficas.

Aqui na escola, a partir de Kuhn, aprimoramos a ideia do Edifício do Pensamento, no qual demonstramos assim a mudança de chave do Normal para o Extraordinário:

Note que em Crises de Paradigmas temos que sair do eixo Metodologia, Operacional e Problema e subir dois níveis, em debates Teóricos e Filosóficos, que nos permitam revisar as estruturas do pensamento.

Quando não saímos da Indução do Mercado Normal para a Dedução do Mercado Extraordinário iniciamos um processo de Histeria da Crise de Paradigmas, pois cada vez mais conseguimos cada vez menos agir e pensar adequadamente dentro da anomalia, que se aprofunda.

A crise entre como pensamos e agimos vai mais e mais ficando obsoleta e inadequada e a sensação histérica, ao invés de diminuir, vai aumentando!

Isso não aparece no livro de Kuhn, mas podemos dizer que a
Histeria da Crise de Paradigmas é justamente a incapacidade do conjunto de pessoas que estava dentro do antigo paradigma de conseguir sair de dentro dele.

A histeria, assim, vai criando nas pessoas:

  • atitudes cada vez mais emocionais, de baixa reflexão;
  • uma rejeição pelos valores básicos das organizações, tais como a procura incessante pela competitividade (se inicia o processo da inovação pela inovação, da transformação pela transformação, do propósito pelo propósito);
  • a hiper-valorização de quem reforça o seu paradigma;
  • e a hiper subvalorização de quem os questiona.

A única saída – segundo Kuhn impossível para a maioria – é ligar a chave dedutiva, admitir a fase do Mercado Extraordinário, e envolver as pessoas que querem agir e pensar de nova maneira, criando áreas separadas para que o novo paradigma possa ser desenvolvido.

É o que chamamos de Núcleo de Futuro – a forma mais adequada para ir saindo da crise da Histeria da Crise de Paradigmas .

É isso, o que dizes?

O tema é debatido aqui na escola nos módulos:

Veja o depoimento dos nossos alunos dos respectivos módulos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Rodrigo me disse o seguinte depois de ter completado com sucesso os mesmos:

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