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Essência – aquilo que é o mais básico, o mais central, a mais importante característica de um ser ou de algo.

Diria que são as características estruturais, que não se alteram nunca.

Faz o contraponto a exterioridade, ao que é passível de mudança, conjuntural.

Aquilo que se modifica.

Quando analisamos uma borboleta podemos dizer que é da essência desse ser vivo a mutação de lagarta à borboleta.

E o tamanho e as cores das asas são exterioridades,  a conjunturais, que depende de diversos fatores.

Quando estudamos qualquer fenômeno, é preciso logo definir aparência, de exterioridades.

O Sapiens, por exemplo, têm na tecnologia a sua essência. E os tipos que cria são exterioridades.

Revoluções de mídia fazem parte da essência da nossa Tecnoespécie e o tipo da revolução fazem parte das exterioridades.

É isso, que dizes?

 

 

Para que serve o conhecimento?

Como saber que o que sabemos sobre algo é válido e adequado?

Em geral, o conhecimento é vazio, pois não tem uma métrica.

Antes de definir o conhecimento (na filosofia a área é a epistemologia), é preciso definir o propósito.

Onde estamos e para onde vamos?

E aí temos a área existencial ou metafísica.

Da resposta “para onde devemos ir?” se define que tipo de conhecimento é válido.

Existem várias respostas e a que adotei é a seguinte: devemos sobreviver da melhor forma possível.

E a referência é a Felicidade (caixa alta) Individual ou Felicidade Estrutural, aquela que nos permite dar um sentido para nossas vidas.

E aí se desdobra a ética.

Sobreviver como?

Como sobreviver sem abusar dos outros?

E aí é preciso definir a ética dos acordos voluntários. Na qual, os projetos de felicidade são compartilhados em trocas abertas e acordadas entre as pessoas.

Um sistema filosófico não pode ser visto, assim, como uma escada, mas um espiral, no qual uma resposta em um campo nos leva a outro e há um retorno, pois as respostas dadas precisam ser testadas.

E, como a filosofia é uma ferramenta para a felicidade, tem que ser testada e revista o tempo todo.

Uma nova resposta num campo, altera a do outro e assim sucessivamente.

É um sistema filosófico em espiral, que se inicia do seguinte ponto.

Somos uma Tecnoespécie, diferente das demais, mas que também precisa sobreviver.

Porém, nossa sobrevivência tem uma taxa muito menor de dependência genética.

E, por causa disso, precisamos fazer escolhas.

Por isso, a filosofia é tão importante, pois é o espaço de reflexão que nos permite fazer escolhas melhores.

Uma pessoa que não reflete sobre os temas filosóficos, adota-os sem saber.

E provavelmente terá uma vida de uma felicidade ou infelicidade massificada.

É isso, que dizes?

 

 

 

 

 

Tecnoespécies como o Sapiens (podem ter outras pelo universo) têm a capacidade de aumentar a população de forma integrada, algo que outros animais não conseguem.

Até a chegada da Prensa, em 1450, o Sapiens vivia em civilizações isoladas que viviam apogeus seguidos de colapsos localizados.

A chegada da Prensa, em 1450, foi, na verdade, a massificação da escrita, que estava restrita a muito pouca gente. Foi ali que se iniciou o processo de globalização.

Vivemos, ao longo dos últimos séculos, a globalização, que implica o aumento exponencial da interdependência entre todos os sapiens do planeta.

A massificação da escrita nos deixou de legado um movimento renascentista, que conseguiu conceber um modelo muito mais sofisticado de sociedade, unindo novas ideologias com novas tecnologias.

Foi este modelo mais sofisticado de sociedade, que se consolidou em 1800, que permitiu, pela primeira vez, um salto global de um para 8 bilhões de sapiens, em apenas 220 anos.

Muita gente critica o atual modelo de sociedade, mas isso é uma ingratidão. Hoje, 8 bilhões de pessoas podem viver, precariamente, ou não, algo que era impensável no passado.

Temos como legado uma crise civilizacional a ser resolvida, em função do mérito do atual modelo de sociedade, que precisa ser aprimorado.

A crise civilizacional apresenta sintomas em várias áreas e regiões. E o diagnóstico é o seguinte: a atual complexidade demográfica precisa de um modelo de sociedade mais sofisticado. Ponto!

A Pandemia de 2020 mostrou claramente isso: a sociedade de 8 bilhões precisa ser muito mais flexível, descentralizada, desterritorializada, destemporalizada do que a atual. Ponto!

Como no passado, estamos já agora em um período renascentista, no qual inovadores de todos os tipos estão criando a nova civilização mais adequada para a atual complexidade.

As pessoas com a pandemia tiveram a noção de que do jeito que está a coisa não vai e que é preciso mudanças muito mais profundas do que imaginavam.

Talvez,  2020 será conhecida no futuro como o ano em que “a ficha caiu”. A taxa de desapego do passado aumentou muito e isso é o legado positivo da atual pandemia.

É isso, que dizes?

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Muita gente tenta definir a sociedade atual, mas nada mais preciso e científico do que afirmar que chegamos, pela primeira vez, a 8 bilhões de sapiens.

A história nos mostra que a sofisticação da sociedade permite e estimula aumentos populacionais e nos leva a crises demográficas.

Hoje, o sistema produtivo mundial tem que gerar todos os dias algo em torno de 24 bilhões de pratos de comida. Uma marca inédita para o Sapiens.

Precisamos entender como a nossa Tecnoespécie se adapta no tempo: nova mídia, modelos produtivos mais sofisticados, mais gente, crise e novas mídias, novamente.

Atribuir a atual crise ao capitalismo se compara a culpar a mãe por ter concebido trigêmeos.

Diferente dos colapsos do passado, há neste novo século uma diferença relevante para que a atual crise demográfica seja superada: conexão entre o sapiens.

O que permite uma Tecnoespécie superar crises demográficas é a sua capacidade inovadora de inventar, de forma cíclica, novas ideologias e novas tecnologias.

Precisamos de mentes brilhantes, que têm muito mais chance de aparecer entre oito bilhões de possibilidades.

A nova Civilização 2.0 surge justamente pela tecnopossibilidade que temos de reinventar o ambiente social, a partir de um novo Macro Modelo Administrativo.

Podemos dizer que o pior da Crise Demográfica já passou. Temos agora a chance de iniciar a resolução dos problemas com as novas Tecnopossibilidades.

Nosso grande problema atual não é superar a natural dificuldade de desapegar dos hábitos, privilégios, interesses e mentalidades da civilização passada.

É isso, que dizes?

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Se queres conhecer o futuro, estuda o passado.” – Confúcio ( 552 a.c e 489 a.c).

Quando analisamos determinado fenômeno, é preciso, antes de tudo, entender quais são seus Ciclos de Recorrência.

Cometas passam próximos da terra de séculos em séculos, assim como eclipses, que não ocorrem todos os dias. São exemplos de Ciclos de Recorrência Longos.

O nascimento do sol ou a mudança de fases da lua são exemplos típicos de Ciclos de Recorrência Curtos.

Assim, o primeiro passo quando vamos analisar qualquer fenômeno é definir qual é Ciclo de Recorrência do mesmo: curto ou longo?

O principal erro de análise sobre o mundo digital é justamente este: 99% dos analistas sobre o tema interpreta que é um Ciclo de Recorrência Curto, quando, na verdade é Longo.

O Fator Detonante do Mundo Digital é caracterizado pela chegada e massificação de novas mídias, que é um Fenômeno Social de Ciclo de Recorrência Longo.

Mídias não se alteram todos os dias. E para que possamos entender as causas e as consequência da chegada delas é preciso sair da micro e caminhar para a macro história.

Além disso, as mídias fazem parte do DNA da nossa espécie. São as próteses tecnológicas, que utilizamos para definir o nosso Macro Modelo de Comunicação.

A Antropologia, assim, se torna a melhor ferramenta para entender o digital por dois motivos: permite o estudo da macro história e tem o sapiens como foco.

Optamos na Bimodais de criar a nova ciência Antropologia da Sobrevivência, que permite analisar o Digital na dimensão necessária.

Sem essa visão macro do Digital,  sempre tendemos a analisar apenas os sintomas e nunca as causas e consequências: muita sombra e pouca luz.

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Estamos lendo na Escola Bimodal o livro “Colapso” de Jared Diamond.

O livro “Colapso” de Diamond analisa e procura entender por que diversas civilizações isoladas do passado viveram grandes crises e muitas foram extintas.

Podemos dizer que nas civilizações do passado tivemos : surgimento de ambiente social, político e econômico mais sofisticado, que permitiu aumento populacional e, na sequência, incapacidade de administrar a nova complexidade demográfica.

A sobrevivência humana, diferente da dos outros animais, é feita de escolhas (conscientes ou inconscientes), que podem resultar em melhoria ou piora da qualidade de vida de cada pessoa ou dos grupos.

A sobrevivência de uma tecnoespécie como a nossa tem como característica um espiral adaptativo, no qual o aumento populacional é o fator da maior parte das crises.

Quanto mais gente houver no planeta, mais sofisticadas terão que ser as sociedades.

No passado, lemos isso no livro “Colapso” de Diamond, as civilizações isoladas não conseguiram sofisticar o ambiente social para enfrentar principalmente booms demográficos.

Hoje, a grande vantagem do mundo globalizado, interdependente e conectado é que temos um inusitado aprendizado constante na forma de pensar e agir.

Hoje, temos saídas criativas para a atual Complexidade Demográfica de oito bilhões de sapiens, que estão sendo testadas e propostas num determinado lugar, que rapidamente são adotadas em outros.

Os colapsos do passado ocorreram, pois as Civilizações Isoladas não tiveram capacidade de resolver determinados impasses com o seu próprio repertório.

Hoje, temos enorme dever de casa pela frente: criar civilização mais sofisticada, através de melhorias, pela ordem: do sistema filosófico, metodológico/tecnológico e, por fim, operacional.

Temos sim a pesada herança produtiva de oito bilhões de sapiens, mas, por outro lado, a chance de surgir um exército de inovadores de todos os tipos para solucioná-la.

A macro história demonstra que o aumento das trocas criativas, via novas mídias, favorece muito o surgimento, como já ocorre, de uma grande onda renascentista.

O pior já passou (principalmente o século passado). O futuro promete ser muito melhor.

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Muitos dos meus alunos, quando chegam na escola tem o péssimo hábito do que podemos chamar de “Leitura Netflix”: lê muito, mas aproveita pouco.

O principal problema da Leitura Netflix é filosófico: quando você lê livros profissionais, não lê para você, mas para o seu cliente.

Um profissional precisa resolver o problema de alguém para gerar valor e poder sobreviver. Então, o seu aperfeiçoamento, via leitura, tem o foco na melhoria do resultado para o cliente.

A leitura profissional com foco no cliente é uma bússola, pois você pode aferir, a cada livro, se foi útil, ou não, na sua forma de pensar e agir.

Um PROFISSIONAL (caixa alta) precisa desenvolver a melhor narrativa (filosofia e metodologia) para entender o fenômeno do qual é especialista e a melhor forma de lidar com ele.

A narrativa profissional é como se fosse um “banquete”,  que você está preparando para o seu cliente e cada livro é uma visita ao “supermercado” para comprar “ingredientes”.

Quando você lê algum livro profissional, vai procurar nele algo para mudar ou reforçar a forma como você pensa e age sobre o seu problema foco.

Você não lê profissionalmente como se fosse um filme do Netflix, mas desenvolve método de “pegar em cada prateleira” (autor)” aquilo que pode te ajudar a ser um profissional cada vez melhor.

Temos alguns graves problemas nas leituras profissionais, que impedem que a “leitura focada em uma narrativa” seja feita:

  • as pessoas não se veem como solucionadores de um determinado problema, mas profissionais de uma área ou setor;
  • as pessoas acreditam que estão lendo para o seu aperfeiçoamento profissional e não para servir cada vez melhor ao seu cliente;
  • as pessoas não desenvolvem a sua personal narrativa, estão muito mais na onda do zecapagodismo, deixa a narrativa dos outros me levar.

Cada livro que é lido na Leitura Focada para o Cliente é um ou mais tijolos colocados na sua “casa” para aperfeiçoar a sua capacidade de enxergar e resolver determinado problema.

A métrica se você está lendo bem é sempre feita pelo cliente. Quanto mais valor você passa a gerar para ele, mais  é sinal de que o método de leitura praticado está adequado e vice-versa.

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Nossa querida tia Ayn Rand (1905 – 82) defendeu a ideia que o Sapiens é uma espécie, diferente dos outros animais, que tem alta taxa de liberdade para alterar o seu destino.

Por causa da nossa maior liberdade genética, temos a OBRIGAÇÃO  de responder uma série de perguntas para poder sobreviver melhor.

Tecnoespécies têm essa característica: a sobrevivência não é instintiva, mas precisa ser adquirida para que se possa viver melhor ou pior – tanto pessoas, quanto grupos.

Nós não somos como as outras espécies que deixamos a vida nos levar. Para sobreviver, o sapiens precisa pensar, escolher, decidir e para isso serve de maneira geral a FILOSOFIA (com caixa alta).

Há um preconceito generalizado (e tem motivo) contra a filosofia (caixa baixa), que não está voltada para ajudar o sapiens a sobreviver, voltada apenas para o umbigo dos pseudo-filosófos.

Gosto de chamar a FILOSOFIA (caixa alta) de um Sistema Básico e Opcional de Sobrevivência, no qual algumas perguntas são levantadas para que você procure as melhores respostas na sua vida.

O Sistema Básico e Opcional de Sobrevivência cria perguntas fundamentais para que pessoas e grupos possam viver de forma mais consciente, reflexiva e, portanto, melhor.

É da qualidade das escolhas feitas diante do Sistema Básico e Opcional de Sobrevivência que cada pessoa e grupo pode obter mais ou menos qualidade de vida.

A FILOSOFIA (caixa alta), portanto, não é algo opcional, mas obrigatório na vida do sapiens. Quanto mais responder e praticar as respostas mais adequadas, mais sua vida será melhor ou pior.

As perguntas fundamentais de Sistema Básico e Opcional de Sobrevivência (SBOC) são as seguintes:

Qual é a melhor forma de organizar o próprio SBOC? (Metodologia Filosófica)

Quem somos, de onde viemos, o que fazemos para sobreviver (onde se inclui como mudamos as civilizações) e para onde vamos?  (Metafísica Aplicada)

O que podemos fazer para viver melhor? (Ética)

Como saber que estamos no caminho pretendido? (Epistemologia)

E como devemos nos organizar em grupo para que todos possam viver melhor? (Política)

Momentos como o atual, fim e início de uma Era Civilizacional torna fundamental a revisão e o diálogo sobre o Sistema Básico e Opcional de Sobrevivência.

É da qualidade dessa revisão do Sistema Básico e Opcional de Sobrevivência que pessoas e grupos poderão viver melhor ou pior dentro da Civilização 2.0.

É isso, que dizes?

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Toda vez que inventamos uma tecnologia, ela precisa ser “civilizada” pelas pessoas.

Civilizar tecnologias significa muitas vezes criar novos paradigmas filosóficos, teóricos, metodológicos para poder ir para o operacional.

Uma coisa é alguém que inventa a tecnologia e outra bem diferente é como os beneficiários da mesma vão compreendê-la e utilizá-la.

As mídias são as tecnologias centrais da espécie. Tudo o que fazemos de interação, de intermediação, de trocas, de aprendizado tem forte influência da mídia de plantão.

Depois da chegada de novas mídias há um período de “civilização midiática“, na qual, antes de tudo, filósofos precisam ajustar as premissas da nova forma de sobreviver.

As novas mídias, antes de tudo, trazem novas tecnopossibilidades de reintermediação mais sofisticadas, que precisam ser conceituadas.

Já estamos vivendo, como no passado, um movimento de renascimento civilizacional, típico de Revoluções Midiáticas.

Renascimentos Civilizacionais têm por objetivo criar novos paradigmas para que possamos utilizar as novas mídias e, assim, resolver problemas antes insolúveis.

Podemos chamar, para ficar na moda, o Renascimento Civilizacional de “grande reset“. Porém, diferente do que está se propondo por aí, ele será longo e descentralizado.

Precisamos de um novo mapa filosófico, que definirá os novos paradigmas civilizacionais para que teóricos e metodológicos possam aplicar nas diferentes áreas, de forma operacional.

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O Sapiens é uma espécie que precisa tomar decisões baseadas em conceitos e não no instinto como as demais.

Quanto mais os conceitos forem precisos, mais serão úteis para a tomada de decisão e vice versa.

A política (ciência da organização, direção e administração de nações), sem dúvida, é algo fundamental para que as pessoas possam sobreviver cada vez melhor.

Quando escolhemos conceitos políticos para decidir os rumos da sociedade, eles precisam ser ter uma alta taxa de precisão para que as pessoas possam escolher adequadamente.

Esquerda e direita são originalmente conceitos de localização geográfica, que foram adaptados para a política. Direita e esquerda não são, na verdade, conceitos, mas apelidos.

Ninguém tem dúvida numa estrada quando o Waze fala em dobrar a direita. Mas todo mundo precisa de mais explicações quando alguém se diz de direita ou de esquerda.

Na análise que fazemos da história, estudando as Revoluções Midiáticas Civilizacionais, podemos identificar duas visões distintas em como organizar sociedades: a centralizadora e a descentralizadora.

A visão descentralizadora contemporânea, que tem origem nas pesquisas de Adam Smith (1723 – 90), a sociedade deve estimular que o poder venha do indivíduo para o centro, a partir da criação de ordens espontâneas (mão invisível).

A visão centralizadora contemporânea, que tem origem nos estudos de Karl Marx (1818 – 1883), a sociedade deve estimular que o poder venha do centro, a partir da criação de ordens dirigidas e centralizadas.

Existem diversas variações dos dois modelos, mas basicamente podemos dizer que sempre haverá uma encruzilhada política, que tenderá para o incentivo da centralização ou da descentralização na política e, por sua vez, na economia.

Os estudos da Antropologia da Sobrevivência (ciência que estuda revoluções midiáticas civilizacionais) consegue identificar um Espiral Adaptativo do Sapiens, que nos leva no longo prazo da centralização para a descentralização.

O Espiral Adaptativo do Sapiens tem as seguintes etapas que se repetem de forma distinta: mais gente, novas mídias, novo modelo mais descentralizado, mais gente…

Nossa Tecnoespécie, ao aumentar a complexidade demográfica, precisa – para sobreviver melhor – criar ordens espontâneas cada vez mais sofisticadas, reintermediando as decisões para cada vez mais gente.

Os países que optam pela descentralização progressiva conseguem ser mais resilientes às cada vez maiores mudanças repentinas que a complexidade demográfica nos traz e vice-versa.

Ao optarmos pela dicotomia centralização versus descentralização, é possível criar planilhas para que se possa relacionar cada governo com cada um dos lados e poder aferir a sua qualidade de sobrevivência.

Com uma dicotomia política mais realista e factível, é possível quantificar e facilitar as decisões, pois sem números, não existe ciência possível, apenas propaganda.

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O primeiro questionamento que podemos fazer é do próprio conceito de modernidade.

Toda sociedade de hoje de ontem e de amanhã poderá dizer que é mais moderna do que a anterior.

Moderno no dicionário é sinônimo de contemporâneo.

Todas as Se todas as sociedades são contemporâneas porque as pessoas vivem hoje.

para definir as mudanças civilizacionais.

Modernidade então é uma falácia.

a ideia dele que deixo vai em contraposição a solidez.

toda vez que a sociedade humana tem uma revolução midiática passamos de um estado solo sólido para o líquido.

compatíveis com a complexidade demográfica.

então a liquidez não é uma característica deste momento mas uma característica de todos os momentos que ocorrem depois revoluções civilizacionais.

aumentos demográficos de mando mais flexibilidade O que podemos chamar de liquidez.

a liquidez, ou flexibilidade, é compatível com o mundo mais complexo que demanda uma resiliência maior.

Modernidade líquida, então, não é a definição deste mundo que estamos vivendo.

É apenas um sintoma compatível com a chegada de uma revolução midiática civilizacional.

o conceito “modernidade líquida” mais atrapalha do que ajuda a entender o mundo contemporâneo.

Primeira pergunta relevante sobre Ciência é saber para que serve E por que foi criado.

A ciência é uma ferramenta de sobrevivência humana.

O objetivo da ciência é trazer mais felicidade para as pessoas.

Uma ciência que não tem o foco da Felicidade é uma ciência sem bússola.

Academia brasileira é fortemente intermediada pelos órgãos centrais de Brasília.

os órgãos centrais Brasília definir quais são as revistas científicas com qualidade e a partir delas quem consegue publicar mechas revistas sob e quem não consegue desce.

do que resolver os problemas da sociedade.

os atuais pesquisadores não estão a serviço da Felicidade dos indivíduos mas da sua própria felicidade.

Se você analisar a conclusão de qualquer artigo científico ou boa parte deles o que estará escrito é o seguinte diante de tudo que foi apresentado precisamos continuar pesquisar.

não é uma ciência voltada para ajudar as pessoas mas uma ciência que pesquisa por pesquisar escreve por escrever e conhece por conhecer.

tirando raríssimas exceções principalmente na área de humanas a contribuição para os grandes problemas da sociedade não vem de dentro da academia.

Vivemos hoje o fim da obsolescência do modelo de validação geral escrito.

temos agora como possibilidade a criação de novos modelos utilizando a descentralização digital.

A descentralização digital aplicada na ciência terá forte participação dos indivíduos Na tentativa que resolver os seus problemas em direção a felicidade.

não será uma ciência para agradar os pares mais uma que tentará agradar os indivíduos da sociedade.

O Sapiens é uma Tecnoespécie que vive ciclos civilizacionais, que entram em processo de obsolescência, conforme a população cresce.

Basicamente, o aumento de complexidade demográfica exige ambientes de comunicação e administração mais flexíveis e descentralizados.

Saltos demográficos causam, ao longo do tempo, uma latente demanda por mudanças, pois determinados novos problemas surgem sem solução no modelo disponível.

Podemos dizer que há uma expectativa por macro mudanças no modelo de sobrevivência da espécie, mas as alternativas ainda nem foram inventadas.

Novas mídias abrem novos ciclos civilizacionais, que permitem que inovadores sociais possam propor ambientes sociais, políticos e econômicos mais flexíveis.

A atual pandemia foi um fenômeno que demonstrou claramente nosso grau de obsolescência diante da nova complexidade demográfica.

Antes de tudo, o aumento de adensamentos populacionais e a circulação de pessoas entre eles sempre foi um fator de aumento de epidemias e pandemias.

Há, por causa dessa cada vez mais interdependência global, a demanda por filosofias, tecnologias e metodologias para evitar que vírus de todos os tipos se propaguem.

Além disso, uma sociedade global altamente conectada e interdependente –  sujeita a “efeitos dominós” constantes – precisa de ambientes administrativos cada vez mais flexíveis.

O trabalho e o ensino a distância, por exemplo, são exemplos de alternativas que já existiam e não eram utilizadas por puro comodismo.

Uma sociedade global  com oito bilhões de sapiens – cada vez mais interdependentes – terá que ser cada vez mais flexível para ter resiliência diante de cada cada vez mais frequentes “efeitos dominós”.

O grande legado positivo da atual pandemia (diante de tantas tragédias pessoais) será o radical aumento da taxa de aceitação da flexibilização dos ambientes sociais.

Houve um grande aprendizado de que o mundo precisa de mudanças mais radicais para poder reduzir os efeitos de fenômenos globais, como da atual pandemia.

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Nossa Tecnoespécie vive um movimento civilizatório em espiral, no qual temos: mais gente, novas mídias, novo modelo de intermediação, mais gente…

A frase dos jovens da Espanha quando foram às ruas, motivados pelas mídias digitais, é emblemática: “não sabemos o que queremos da democracia, mas, com certeza, não queremos mais a atual”.

Há uma forte insatisfação latente na sociedade hoje com o atual modelo de intermediação de todos os processos, onde se inclui o da política.

O ambiente intermediador que criamos no passado foi adequado para aquele antigo tamanho da população, mas foi ficando obsoleto, conforme o número de sapiens foi aumentando.

Vivemos hoje uma profunda (e muitas vezes não bem diagnosticada) crise civilizacional: os macro modelos de intermediação caducaram e precisam ser renovados.

Os atuais intermediadores (aonde se inclui os políticos) aprenderam com o tempo a se beneficiar, cada vez mais, do atual modelo – o que agrava ainda mais a crise.

A democracia liberal –  que tem sua origem marcada pela chegada da prensa (1450) – precisa ser renovada, com a preservação de vários valores e revisão de diversas metodologias.

O futuro da política NÃO será feito dentro do atual Tecnoambiente, mas em um outro bem diferente, no qual as possibilidades são outras bem distintas.

Os inovadores da política se utilizarão da inteligência coletiva (participação à distância, através de voto e conversas de todos os tipos via aplicativos), regulados cada vez mais por algoritmos (inteligência artificial).

O que assistiremos no que podemos chamar de Revolução Republicana 2.0 é a redução gradual e continuada do papel dos atuais políticos na vida da sociedade.

A Revolução Republicana 2.0 ocorrerá em determinados locais, que terão o papel do “efeito dominó”, se espalhando cada vez mais para os demais.

É isso, que dizes?

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Temos repetidamente afirmado que o conceito “Transformação Digital” é uma falácia, que dá margem aos espertos tirar dinheiro dos otários.

A melhor definição de falácia que encontrei é a seguinte: uma afirmação que não define nada, pois é feita de conceitos vagos.

Falácias são muito utilizadas nas propagandas, pelos políticos, por palestrantes picaretas, por alunos que vão fazer prova e não estudaram.

Note o vazio do termo. Trans é mudar. Formação é como as coisas são organizadas. Digital é qualquer coisa. Transformação Digital é sair da atual formação para um nada absoluto.

Transformação Digital é uma espécie de viagem adolescente, na qual você pega a estrada, com mochila e a roupa do corpo, sem saber para onde vai.

Para que um projeto de Transformação Digital (utilizemos o termo) tenha sucesso é preciso definir qual é a nova formação QUE VAI PERMITIR QUE VOCÊ CONTINUE COMPETITIVO.

O objetivo de projetos de Transformação Digital não é o da inovação pela inovação, mas a inovação para a COMPETIÇÃO!

Num mercado em processo de mutação, há algumas métricas para saber a taxa de competitividade:

  • não perder clientes antigos e estar ganhando clientes com faixa etária mais nova;
  • estar fazendo coisas que os outros ainda não estão, aumentando o lucro progressivamente.

Conseguiram convencer os clientes desse tipo de projeto que o lucro não é mais a referência, mas a inovação competitivamente eunuca.

Resumo da ópera da orquestra do Titanic: os consultores de Transformação Digital estão ficando ricos e os respectivos clientes, pobres.

Sem ter um mapa da nova FORMAÇÃO, que permita REALMENTE aumentar a taxa de competitividade, qualquer processo TRANS é um tiroteio de cego.

É isso, que dizes?

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Com a chegada do Digital o Sapiens, começou , pela primeira vez, a experimentar organizações baseadas no modelo de administração das formigas.

Formigas não têm comando central, pois o número de membros do formigueiro demanda um modelo “bottom up” (de baixo para cima) e não “top down” (de cima para baixo).

O macro modelo de administração que praticávamos até aqui era baseado nos limites das linguagens oral e escrita, que obrigam a coordenação de algum tipo de “líder-alfa intermediador”.

Ao longo dos últimos séculos, sem dúvida, aprimoramos bastante o atual macro modelo de administração oral e escrito, mas ele bateu “no muro” da complexidade demográfica.

Podemos dizer que tivemos que chegar à marca de 8 bilhões de habitantes para começar a experimentar um modelo de administração disruptivo, baseado no das formigas.

O antigo modelo de intermediação oral e escrito, que ficou obsoleto, tornava os processos mais lentos e caros.

O grande impasse, com a chegada de oito bilhões de Sapiens, é o de garantir serviços e produtos de qualidade para grande quantidade.

O macro modelo administrativo oral e escrito torna impossível a qualidade de massa, pois são linguagens que têm decodificação complexa, o que nos obriga a presença de um intermediador.

A Civilização 2.0 introduz a Linguagem dos Rastros (similar a das formigas), de baixa complexidade, que permite que cada pessoa possa decidir sem os antigos intermediadores centrais.

O uso criativo da nova linguagem dos rastros para a solução de todo o tipo de problemas é a grande macrotendência administrativa dos próximos séculos.

Por causa disso, o principal problema que temos pela frente é o seguinte: o novo modelo questiona uma série de privilégios e interesses consolidados, que irão resistir fortemente.

Não vivemos hoje o momento Vuca, nem Bani, mas um Bimodal: dois modelos administrativos disruptivamente distintos, competindo um com o outro.

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A primeira novidade para repensar o Sapiens é a seguinte: são as mídias que definem o DNA administrativo das organizações.

Organização são criadas dentro dos limites do DNA midiático-administrativo com capacidade máxima na relação quantidade/qualidade.

Novos DNAs midiáticos-administrativos estimulam e permitem aumentos populacionais, que acabam tornando o modelo obsoleto no tempo.

Em resumo: quando a população do planeta cresce, o DNA administrativo da espécie vai ficando obsoleto e demandando um novo mais sofisticado!

As organizações tradicionais, estruturadas com o antigo DNA administrativo, passam a não conseguir mais atender com qualidade em grande quantidade. Este é o impasse.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais, como a chegada do Digital, vêm quebrar os antigos limites administrativos do Sapiens.

As atuais organizações tradicionais operam se utilizando dos antigos canais e linguagens, que não permitem garantir determinada qualidade em grande quantidade.

Os Ubers e similares são os primeiros protótipos das organizações do futuro, pois quebram a barreira da qualidade na quantidade.

Os Ubers e similares têm como grande novidade o uso dos novos canais digitais e, principalmente, pela primeira vez, da linguagem similar a das formigas.

Formigas não têm “gerentes”, pois cada membro do formigueiro é ao mesmo tempo “gestor e consumidor”, dependendo de cada contexto.

Formigas operam com uma linguagem de baixa complexidade, que permite que haja um modelo administrativo “bottom up” compatível com o tamanho de membros do formigueiro.

A crise das organizações tradicionais é simples de explicar: nossa tecnoespécie cresceu demais e precisa de um novo DNA administrativo mais sofisticado. Ponto!

O que assistiremos neste novo século é a melhoria continuada do novo DNA Administrativo, sendo utilizado em cada vez mais lugares de forma cada vez mais criativa.

As locomotivas do novo século, sejam países, organizações ou pessoas, serão aqueles que estarão propagando e se utilizando do novo DNA administrativo e vice-versa.

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Se compararmos o século atual com o passado, estamos no lucro. Não tivemos ainda uma guerra mundial, como nas duas primeiras décadas do século XX, apesar de termos hoje muito mais habitantes.

A Antropologia da Sobrevivência, nova ciência social, nos ajuda a entender determinados padrões de uma Tecnoespécie, que estavam nublados até aquele momento.

Antes de tudo, o Sapiens é a espécie mais mutante do planeta, com o destino em aberto, pois pode criar novas tecnologias e, a partir delas, novas formas de organização.

Uma Tecnoespécie é a única também que pode aumentar o tamanho da população, porém, por causa disso, se vê obrigada a reinventar a forma de se comunicar e se organizar.

O que ocorreu no século passado foram dois efeitos combinados: o gradual aumento populacional, que se iniciou em 1800, e a chegada de uma mídia centralizadora (meios eletrônicos de massa).

O que tivemos foi o início do fim de uma Era Civilizacional, iniciado com a prensa em 1450, com uma rápida e radical concentração de poder com resultados trágicos para a espécie.

Uma Tecnoespécie vive ciclos em espiral, que se iniciam com novas mídias descentralizadoras, a criação de modelos de comunicação e organização mais sofisticados, seguidos de aumento populacional, obsolescência e, de novo, novas mídias.

O século passado marcou o momento de obsolescência do modelo, que agora tem a chance de se reinventar, a partir das novas Tecnopossibilidades abertas pela Internet.

Os pessimistas de plantão, em geral interessados em manter o status quo atual, que me desculpem, mas vivemos hoje um momento de renascimento.

Hoje, temos um exército de novas pessoas participando ativamente da vida política, lendo, se informando, questionando, debatendo, trocando e isso, ao contrário do que se diz, é muito positivo.

Os momentos mais violentos da história humana foram marcados não pelo intenso diálogo, mas pelo silêncio e aceitação. Estamos reiniciando. O grande reset já ocorreu e foi feito de forma descentralizada.

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Marshall McLuhan (1911 – 80) é a “chave mestra” para conseguir abrir a caixa preta do novo século.

É de MacLuhan duas frases esclarecedoras: “O meio é a mensagem” e “O homem cria a tecnologia e esta recria o sapiens“.

Ao ser questionado sobre a enigmática frase “O meio é a mensagem” ele respondeu: “Independente do canal da televisão que você assiste, o ato de assistir a TV está alterando a sua mente“.

O ambiente político não é puro, mas um tecnoambiente, praticamos, desde os tempos da caverna uma Tecnopolítica!

Os ambientes midiáticos mudam no tempo e tais alterações abrem espaço para que novos modelos Tecnopolíticos sejam propostos e experimentados.

Podemos dizer que as mídias definem a hierarquia das relações sociais e estas acabam influenciando fortemente o fazer político.

O século passado foi extremamente vertical, pois tivemos mídias com esta hierarquia (rádio e televisão).

Assim, como depois da Idade Média tivemos um movimento renascentista, com a chegada da prensa – uma mídia mais descentralizada.

Há três fatores com a chegada das novas mídias que influenciam diretamente as mudanças políticas: mudanças na mente, na forma de se informar e de interagir com as outras pessoas.

A mudança na mente, a partir das novas mídias, pode, dependendo da hierarquia da mesma, aumentar ou reduzir a taxa de aceitação à verticalização política.

Note que em todos os regimes centralizadores há claramente o forte controle das mídias, com um radical aumento da taxa de verticalização.

Outro fator relevante relação mídia com política é o aumento ou redução das fontes da informação disponível. Quanto mais fontes houver, melhor será, no tempo, a capacidade de decidir de cada pessoa.

Por fim, outro fator relevante na relação mídia com política é o aumento ou redução das interações disponíveis. Quanto mais houver capacidade de interagir, mais haverá coesão social entre grupo de interesse.

Acho muita graça das profecias catastróficas sobre um futuro totalitário, pois a história nos mostra que depois de mídias descentralizadoras vêm renascimento e não fechamento.

Quem define o tipo de regime político que será implantado é o grau de maturidade política do conjunto de pessoas, que aceita, ou não, determinados caminhos.

Apesar do aparente caos deste início do século, o renascimento político está apenas começando e mostrará sua força ao longo das próximas gerações.

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Não há faz muito tempo que o Sapiens passou de Civilizações isoladas para uma Civilização Global. Aumentamos radicalmente a taxa de interdependência da espécie.

No passado, diversas Civilização entraram em colapso, pois não conseguiram se reinventar, através de um fenômeno denominado Descentralização Progressiva.

Tecnoespécies, a nossa e outra qualquer que exista no universo, podem, por causa das tecnologias, aumentar o tamanho populacional, mas precisam descentralizar decisões.

O aumento continuado do número de habitantes gera um fenômeno denominado Complexidade Demográfica Progressiva.

Se analisarmos a macro história, iremos observar que a única forma sustentável de lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva é a Descentralização Progressiva.

E há algo importante para aprender sobre a nossa Tecnoespécie. Nós não somos um exército que caminha todo mundo para uma mesma direção, ao mesmo tempo.

A Descentralização Progressiva ocorre por fases e por etapas, a partir da chegada de mídias mais sofisticadas, que nos permitem reintermediar processos decisórios.

A Civilização Global cria organizações, que são limitadas pelas mídias disponíveis. E, com o aumento populacional, vão lentamente se tornando obsoletas.

As organizações operam no modelo de intermediação que as mídias permitem. Com o aumento populacional, o modelo de intermediação perde qualidade.

Revoluções Midiáticas Civilizacionais, nada mais são do que a possibilidade que se abre para nossa Tecnoespécie experimentar modelos de intermediação mais sofisticados.

A Reintermediação Progressiva é um processo de, gradualmente, a partir de Tecnopossibilidades, ir transferindo decisões do antigo centro para as pontas.

Desde a chegada da Internet, em três etapas (digitalização, uberização e blockchenização) já iniciamos o processo de Reintermediação Progressiva.

Toda a briga política do novo século se dará entre os representantes do antigo modelo de intermediação para os novos, como foi na clássica contenda Uber x Táxis.

Vivemos hoje algo parecido ao final da Idade Média, quando chegou a Prensa, na briga entre a intermediação mais centralizada da Monarquia Absolutista x República.

Independente, quando, onde, quanto tempo, de que forma, a Reintermediação Progressiva será o movimento mais inovador do novo século.

O cidadão/consumidor está ganhando cada vez mais poder e os ambientes políticos futuros terão que atender a esse novo perfil.

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Existe uma proposta feita em uma reunião do Fórum Econômico Mundial (FEM), na qual líderes globais das Nações Unidas, Reino Unido, Estados Unidos, Fundo Monetário Internacional (FMI) e corporações multinacionais discutirão e anunciarão um plano para reiniciar toda humanidade incluindo a economia mundial. Esse plano é conhecido como “O Grande Reinício” ou, em inglês, The Great Reset.

Isso não vai funcionar.

Uma tecnoespécie como a nossa tem uma “coisa” que se chama Complexidade Demográfica Progressiva. Podemos aumentar a população, de forma integrada, como nenhuma outra.

Os estudos que começaram com Adam Smith demonstram que a única forma de lidar com o aumento da Complexidade Demográfica é aumentar as decisões das pontas.

Um dos motivos de termos conseguido chegar a inusitada marca de oito bilhões de sapiens foi o processo radical da descentralização progressiva, ocorrido desde 1450.

A república é um modelo mais “bottom up´” (de baixo para cima) do que a monarquia absolutista. Assim com o sistema de livre mercado se comparado ao feudalismo.

O modelo trabalhista da carteira assinada, ou similares, é muito mais de baixo para cima do que a escravidão.

A única forma sustentável para lidar com o aumento da Complexidade Demográfica Progressiva é justamente criar ambientes para que se pratique a Descentralização Progressiva.

Temos que resgatar o ensinamento de Friedrich Hayek (1899 – 1922), que nos diz: “Quanto mais complexo o todo, mais dependemos da divisão de conhecimentos entre indivíduos”.

Decisões centralizadas têm efeitos em cascatas inesperados, pois vêm de cima para baixo nas relações entre as pessoas, o que acabam gerando muito mais desordem do que ordem.

Vivemos hoje, no início da Civilização 2.0, com a demanda de permitir que novas ondas de Ordem Espontâneas ocorram para que se permita resolver problemas antes insolúveis.

A tendência de resolver os problemas da espécie humana, via centralização, é recorrente sempre com resultados trágicos.

Por trás do grande reset, é claro, têm muitos ingênuos bem intencionados, mas há também o forte interesse daqueles que não querem as mudanças de baixo para cima que estão brotando pelo mundo.

Se existe algo que sempre ocorrerá em todos os tempos é a eterna luta entre duas formas de pensar e agir dos centralizadores (top down) e os descentralizadores (bottom up).

O grande reset é um movimento dos centralizadores para tentar resolver de cima para baixo, algo que pede DESESPERAMENTAMENTE novas soluções de baixo para cima.

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O aumento populacional de um para oito bilhões nos últimos 220 anos é o fenômeno social mais inusitado de todos os tempos da história do sapiens.

Ter conseguido chegar a histórica marca de oito bilhões de sapiens deve ser considerado um sucesso e não um fracasso da espécie humana.

A marca dos oito bilhões de sapiens é resultado direto de vários acertos que foram feitos nos campos social, político, tecnológico e econômico.

Os oito bilhões demandam uma produção de, no mínimo, 24 bilhões de pratos de comida todos os dias – sem falar em todo o resto: transporte, comunicação, habitação, etc.

Os pensadores sociais (incluindo os filósofos) não viveram esse tipo de fenômeno para poder refletir sobre ele: por que podemos crescer demograficamente e o que isso significa para nossa espécie?

Conseguimos crescer demograficamente, pois somos a única Tecnoespécie do planeta, que pode, conforme vão surgindo novos desafios, ir inventando novas tecnologias.

Um dos principais equívocos que temos hoje em dia é atribuir os problemas que vemos pelo mundo ao atual ambiente social, político e econômico majoritário.

O atual sistema nos trouxe até os oito bilhões e precisa ser aprimorado, aperfeiçoado e não substituído por outro, pois, se isso for feito, a crise civilizacional será cada vez mais aguda.

O DNA do atual sistema foi criado, a partir de 1450 com a chegada da prensa. Estamos fechando um ciclo civilizacional e iniciando outro com a massificação da Internet.

A principal mudança que precisa ser feita nas ciências sociais é a compreensão do papel das mídias para entender Ciclos Civilizacionais.

Estamos iniciando nova Civilização, que pode, a partir das novas tecnopossibilidades, resolver os problemas que eram impossíveis antes da Internet.

Temos que aprender que uma Tecnoespécie funciona da seguinte maneira: novas mídias, novo modelo social, aumento populacional, crise, novas mídias…

Precisamos nos desapegar do passado. Entender que estamos diante de um novo ciclo civilizacional e que as soluções para a atual crise têm que ser “tecnoinventadas”.

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É natural que com tanta mudança as pessoas queiram entender a nova Era, batizando de vários nomes: da Informação, do Conhecimento, da Tecnologia.

Porém, quando vamos definir um determinado momento da história humana é fundamental separar duas coisas: o que é permanente e o que é transitório.

Não podemos chamar o renascimento, pós-idade média, de Era das Artes por mais que tivéssemos Leonardos da Vinci. Arte não é algo transitório, mas permanente para o Sapiens.

O que ocorre em vários momentos da história é que temos mais ou menos o desenvolvimento de algo que é permanente: podemos ter uma explosão das artes, mas isso não caracteriza a Era das Artes.

O Sapiens é  uma tecnoespécie. Desenvolve progressivamente tecnologias para sobreviver. Isso faz parte da nossa essência.

Como dizia McLuhan: “O ser humano cria a tecnologia e esta recria o ser humano”. Num processo contínuo e PERMANENTE.

O que existe de novidade no estudo dos padrões da história humana é a relação existente entre aumento da necessidade de novas tecnologias e o aumento populacional.

Quanto mais gente houver no mundo, mais haverá demanda por novas tecnologias para que se possa atender o novo patamar de complexidade demográfica!

Não vivemos, assim, a Era da Tecnologia, podemos dizer que a grande novidade da sociedade humana é ter conseguido chegar, pela primeira vez, a espantosa marca de 8 bilhões de Sapiens.

Tudo que estamos vivendo, a explosão do conhecimento, da informação, das tecnologias são sintomas do fenômeno maior e único: a explosão demográfica dos últimos 22o anos.

O sapiens, por ser tecnológico, é a única espécie que pode dar saltos demográficos. E quanto faz isso aumenta a taxa de várias atividades que são permanentes da espécie.

Assim, denominar a nova civilização de Era Tecnológica é chamar a febre de doença e a pneumonia de sintoma.

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Em primeiro lugar há uma falsa dicotomia entre teoria e prática. Teoria é análise do fenômeno. E esta análise traça uma rota para que se possa ir para o operacional.

Assim, a verdadeira polarização não é teoria/prática, mas estratégia/operacional. Tanto a estratégia quando o operacional são atividades extremamente práticas!

Nós somos, até aqui, a única Tecnoespécie conhecida do Universo, que tem como característica possuir uma taxa bem maior de liberdade sobre a carga genética.

A vida de um urso, por exemplo, será muito mais previsível do que de um ser humano, que tem que decidir sobre um conjunto enorme de opções ao longo da existência.

Temos que primeiro entender que somos uma espécie geneticamente muito mais aberta, que precisa definir valores para que possam nos ajudar a levar nossas vidas.

Tecnoespécies como a nossa (e outras que possam existir no universo) precisam de um conjunto de ferramentas conceituais para criar um mapa para nos guiar.

As ferramentas conceituais para ajudar a guiar a vida e não nos deixar tão perdidos é o que podemos chamar de “filosofia”.

A filosofia mais eficaz é aquela que define um sistema completo de perguntas essenciais encadeadas para nos ajudar a ter uma bússola para nos guiar no “nevoeiro”.

Um sistema filosófico precisa responder: como as perguntas essenciais são encadeadas? Quem somos? Como devemos viver? Como saber o que é mais verdadeiro? Como a sociedade deve se organizar?

Todos,  de alguma, foram obrigados a responder as cinco filosóficas essenciais de alguma maneira. A diferença entre as pessoas é o quanto estas respostas foram conscientes.

A Civilização 2.0 tem como missão aumentar a autonomia das pessoas. E, cada vez mais, sistemas filosóficos precisarão ser conhecidos e adotados.

Quanto mais consciente você for do teu sistema filosófico, mais terá capacidade de fazer ajustes e mais poderá escolher respostas mais adequadas.

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Futurismo é uma metodologia de análise de cenário para projetar o futuro no médio e longo prazo.

Modismo é uma metodologia de análise de cenário para projetar o futuro no curtíssimo e/ou no curto prazo.

O modismo trabalha basicamente com a projeção de fatos. E o Futurismo com a projeção de padrões.

Um Modista é informado que uma determinada empresa vai lançar um novo tipo de celular (fato) e faz a projeção do que isso pode significar para um cliente particular.

O Futurista para projetar o futuro no médio e longo prazo precisa de padrões para que possa ver além dos fatos.

Um dos motivos do “tiroteio de cego” no mercado diante do digital vem justamente do fato de que está se usando do modismo e não do futurismo para entender o futuro.

Estamos diante de uma revolução civilizacional, provocada pela chegada de uma nova mídia, que tem padrões, até então, pouco estudados e, portanto, pouco conhecidos.

Futuristas (com caixa alta) para projetar o futuro no médio e longo prazo precisam de uma nova ciência que estude os padrões das revoluções midiáticas civilizacionais.

Ciências são criadas para procurar padrões em determinados fenômenos para que se possa diagnosticar, sugerir tratamentos e prognósticos para os afetados por eles.

A Bimodais precisou desenvolver a Antropologia da Sobrevivência para encontrar padrões de Revoluções Midiáticas Civilizacionais.

Sem uma ciência que lhe dê suporte para encontrar padrões, Futuristas fingirão que são Futuristas, mas serão sempre modistas. Não tem jeito.

O Digital criou uma instabilidade no mercado por se tratar de fenômeno pouco estudado. Enquanto não for destrinchado adequadamente por uma ciência, continuará causando estragos.

O mercado precisa urgentemente de um Futurismo Profissional. E este de uma ciência eficaz para que possamos sair do nevoeiro para um céu de brigadeiro.

A Antropologia da Sobrevivência já foi criada. Agora é apenas uma questão de tempo para que ela, aos poucos, vá ganhando corações e mentes.

É isso, que dizes?

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Criamos o mito de que os jovens estão prontos para o mundo Digital. Podemos dizer que para usar os equipamentos sim, mas para lidar com outros aspectos, não.

Revoluções de Mídia marcam a chegada de novas Civilizações, que demandam alterações educacionais, em diferentes etapas.

O Digital nos tirou da escassez para o excesso de informação. Não basta, assim, saber operar um celular, mas é preciso saber lidar com um volume enorme de dados para tomar decisões.

O Digital tem reduzido gradualmente a carteira assinada para uma relação de trabalho mais flexível. Não basta assim se preparar para um emprego, mas para empreender.

O Digital tem tornado o conhecimento cada vez mais líquido. É preciso preparar a cabeça para um aprender e reaprender continuado.

O Digital exige que cada pessoa tenha mais liberdade de procurar o seu potencial para que possa sobreviver atendendo, com ele, clientes.

Podemos dizer que o papel das organizações educacionais é sempre fazer o contra ponto daquilo que o meio ambiente social não oferece.

Até a chegada do Digital, os jovens iam para as organizações educacionais para receber conteúdo. Hoje, precisam ser preparados para viver num mundo de informação abundante.

Os jovens precisam de uma preparação bem diferente das que estão recebendo. Por isso, estão tão em conflito.

Os jovens estão sendo preparados pelas organizações educacionais para viver num mundo que estão se acabando!

É isso, que dizes?

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Volta e meia alguém vem com o papo do virtual: aula, sexo, relação, mundo. É uma forma bem errada de encarar a nova civilização.

Vejamos a etimologia:

Virtual – existente apenas em potência ou como faculdade, sem efeito real. “sua propalada bondade era apenas v.”

Podemos dizer que uma pessoa quis muito se tornar um jogador de futebol, mas ficou só no desejo, no virtual.

O que ocorre no mundo digital não é uma virtualidade, mas um distanciamento, que estabelece relações COM EFEITO REAL.

Quando alguém tem aula, como agora na Pandemia, não é uma aula virtual, mas uma aula a distância, via ferramentais digitais com efeito real.

Já tivemos aulas pela televisão (os famosos telecursos) e ninguém chamou de aula virtual, pois já tinham se acostumado com a televisão.

O mesmo podemos dizer das relações afetivas. Quantas pessoas namoraram por cartas no passado e ninguém chamou tais romances de virtuais.

O mesmo podemos dizer das conversas telefônicas. Pessoas passavam anos se comunicando por fone e não era uma relação virtual, mas apenas a distância.

O uso do conceito Virtual reflete um estranhamento para a nova forma de interação a distância, tirando dela algo objetivo, concreto e real e tornando algo “estranho”, “anormal”.

Revoluções de Mídia têm esse tipo de consequência: permitem, além de outras coisas, novas formas de interações a distância, que causam estranhamento.

As novas interações criam um “novo normal”. É o estranhamento e uma certa resistência, que nos faz chamar o que é real de virtual.

Mesmo os jogos de computadores por mais sofisticados que possam ser são jogos, como no passado havia os de tabuleiro agora não presenciais, mas a distância.

O termo mais adequado para tudo que estamos assistindo é não virtual, mas a distância ou “no ambiente digital”. Isso reduz bastante a resistência do novo.

Quem quer ajudar a sociedade a lidar melhor com a nova Civilização, tem que se esforçar para utilizar os conceitos adequados.

Não sei se você sabe, mas o primeiro passo para que se possa lidar melhor com novidades é procurar questionar conceitos mal formulados pelo medo do novo.

Ao se questionar conceitos mal formulados, vai se reduzindo a carga emocional da resistência às novidades e trazendo as pessoas à reflexão.

Minha sugestão: não use o termo virtual e questione quem usa. Tal atividade lhe dará boa oportunidade de ajudar a alguém a reduzir a resistência à nova Civilização.

É isso, que dizes?

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“As crenças comuns são convencidas, incertas e, em si mesmas, contraditórias. ” – Bertrand Russel.

Somos uma Tecnoespécie. A única do planeta, mas não sabemos se a única do universo. Veja o artigo em que detalhei essa possibilidade.

Uma Tecnoespécie tem particularidades únicas. Ela é uma espécie geneticamente independente. Podemos mudar a forma como nos comunicamos e nos organizamos.

Por causa da nossa alta taxa de adaptação, podemos crescer o tamanho da população, mas isso nos leva à crise do antigo modelo de intermediação.

A mídia disponível em cada era civilizacional define um macro modelo de intermediação, que passa a ser utilizado por todas as organizações.

A principal crise que vivemos hoje é do atual modelo de intermediação baseado na oralidade e escrita. Tal modelo foi adequado para um patamar de complexidade demográfica.

É simples assim: o atual macro modelo de intermediação ficou obsoleto. E a Civilização 2.0 está vindo para “matar” os antigos intermediadores.

Não estamos promovendo na Civilização 2.0 um processo de DEsintermdiação, mas de REintermediação.

Temos hoje um novo macro modelo de intermediação baseado no Digital, no qual conseguimos superar a barreira da qualidade em grande quantidade.

A melhor metáfora da Civilização 2.0 é a do bom e conhecido restaurante a quilo, que para atender com mais qualidade na grande quantidade tirou o garçom para que todo mundo fosse se servir diretamente.

O que estamos assistindo na Civilização 2.0 é a reintermediação em duas etapas: primeiro no operacional (na digitalização dos serviços e produtos) e depois no gerencial (os Ubers que não têm gerente).

Desse ponto de vista, não estamos promovendo nenhuma Transformação Digital, mas uma Transformação Civilizacional para um novo modelo mais sofisticado de intermediação.

Gerentes, políticos, professores, carteira assinada, emprego, banco central, cartórios, juízes, entre outros, serão as vítimas da Civilização 2.0.

Aos poucos, no avançar da Civilização 2.0, pouco a pouco, os inovadores irão conseguindo apresentar soluções criativas para que possamos viver melhor com tanta gente.

O maior interessado nestas mudanças, mesmo que não tenha ainda consciência disso, é o cidadão e o consumidor. E os maiores inimigos os intermediadores, que serão reintermediados.

É isso, que dizes?

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Já tivemos o VUCA VUCA e agora temos o BANI BANI (Em inglês): Brittle (Frágil), Anxious (Ansioso), Nonlinear (Não linear) e Incomprehensible (Incompreensível).

Repara bem uma coisa.

Uma coisa é a sensação que estamos tendo em relação às novidades do novo mundo. Outra bem diferente é o que será o novo mundo, certo?

Se estivéssemos falando do MOMENTO Vuca, MOMENTO Bani, aquilo que estamos sentindo, não entendendo nada, estaria tudo certo, mas a proposta não é essa.

Apliquemos Bani as sensações: as pessoas realmente estão se sentindo frágeis, ansiosas, não compreendendo as coisas e com fatos não lineares ocorrendo. Mas isso é o novo mundo?

Vejamos o conceito Vuca: as pessoas realmente estão sentindo uma certa volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Mas isso é o novo mundo?

Note que precisamos hoje de análises mais científicas sobre a nova civilização. É preciso criar um mapa do que realmente está mudando e como podemos competir nesse novo cenário e não apontar as sensações diante dele.

Hoje há uma grande indústria de serviços de “transformação digital”, que está muito mais preocupada em criar conceitos, que vendam do que expliquem algo.

Uma estratégia conhecida da propaganda é conceitos vazios que aparentemente dizem muita coisa mas aos analisar um pouco mais com detalhes não querem dizer nada.

Podemos dizer que a Civilização 2.0 será aquela que vai lidar com uma taxa de complexidade maior, pois hoje temos muito mais informações disponíveis.

Podemos dizer que a Civilização 2.0 será aquela que vai, pela primeira vez, lidar com uma linguagem similar a das formigas, que nos obrigará a lidar com uma filosofia administrativa muito mais distribuída do que antes.

Podemos dizer que o Sapiens vive e viverá diante das mudanças da Civilização 2.0 uma crise de adaptação psicológica bastante intensa.

Conceitos como Vuca e Bani muito mais do que ajudar, atrapalham, pois as pessoas se identificam com as sensações, mas não recebem nenhuma explicação que as acalme.

Vamos ao diagnóstico sobre o momento atual: os atuais consultores de Transformação Digital não têm a mínima noção do que realmente está ocorrendo.

Vamos ao diagnóstico sobre o momento atual: boa parte dos atuais consultores de Transformação Digital estão se aproveitando do caos para ganhar dinheiro fácil.

Vamos ao diagnóstico sobre o momento atual: boa parte dos atuais consultores de Transformação Digital jogam conceitos que vendem fácil, mas não explicam nada, para continuar vendendo serviços.

Se você quer reduzir a sua ansiedade, receio, medo, ambiguidade sobre o mundo atual procure uma narrativa consistente sobre ele e não os conceitos MIMIMI, que vendem muito, mas duram apenas poucos meses.

Não use os conceitos Vuca e Bani, pois você vai pagar mico.

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Imaginemos que em Marte exista uma espécie de habitantes usando disco voadores, portanto, produtora de tecnologia como nós.

Diferente de todos os animais que nós conhecemos até aquela data, pela primeira vez, temos contato em Marte com uma outra tecnoespécie parecida conosco.

Até conhecer os marcianos, tínhamos uma dificuldade enorme de entender a diferença entre uma espécie tecno e outra genética.

Pela capacidade de criar novas tecnologias, tecnoespécies conseguem ser animais com uma adaptação ao meio ambiente mais abertas, com muito mais opções.

Tecnoespécies são as únicas de todas as galáxias que podem alterar a forma de se comunicar e administrar e, por causa disso, aumentar o tamanho populacional.

Tecnoespécies quando têm algum tipo de problema de sobrevivência desenvolvem novas tecnologias.

Nossa grande dificuldade de nos entender é que sempre estamos nos comparando com outros animais apenas genéticos e não tecnos como nós e os “marcianos”.

Hoje, com a chegada do Digital, estamos realizando mudanças que só serão compreendidas quando entendermos a fundo o que realmente significa ser uma tecnoespécie.

Para entender o novo século é preciso fazer uma profunda revisão de como tecnoespécies se adaptam ao meio ambiente ao longo do tempo.

No fundo, por que somos Sapiens, somos Tecnos. E por que somos Tecnos, conseguimos continuar a ser Sapiens.

Precisamos “sair do armário” e assumir nossa “tecnocidade” senão continuaremos, como muitos têm afirmado, que o futuro é imprevisível.

O futuro só passará a ser, de novo previsível, quando entendermos o que uma típica tecnoespécie faz para se adaptar no tempo.

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Temos um grande problema de entender o papel da tecnologia para o sapiens. Tecnologias são uma espécie de fronteira daquilo que podemos e não podemos fazer AINDA.

A sociedade humana vive dentro de um Tecnoaquário, cuja as paredes são as ideias e as tecnologias e disponíveis.

Vivemos, assim, um espiral da seguinte maneira: novas ideias e tecnologias permitem ao sapiens aumentar a população, que nos obriga criar mais ideias e mais tecnologias.

Tecnologias permitem criar novas formas de sobrevivência sempre na direção de menos para mais complexidade.

Ao se adotar novas tecnologias, na verdade, estamos mudando em algum grau a forma de sobreviver.

Vivemos hoje a chegada das tecnologias centrais da espécie. Mídias alteram de forma radical ou disruptiva a forma como o sapiens sobrevive.

As tecnologias midiáticas digitais, em particular, são as mais disruptivas de todas as revoluções civilizacionais vividas até aqui.

O Digital permite quebrar a barreira do tempo e lugar, de forma horizontal. Nunca tantos, puderam acessar tanta informação e conversar com tanta gente!

O Digital permite quebrar a barreira das trocas, de forma horizontal. Nunca tantos, puderam confiar e fazer negócios com tanta gente!

Pierre Lévy sintetiza que a nova civilização permite, pela primeira vez na nossa jornada adaptativa, a interação humana de muito para muitos.

Clay Shirky sintetiza que a nova civilização permite, pela primeira vez na nossa jornada adaptativa, publicar informações serviços e produtos e filtrar depois.

Temos hoje o início de um novo modelo administrativo, que nos permite quebrar a barreira da qualidade personalizada em larga escala.

Quem quer se transformar para enfrentar a nova civilização, tem que entender as novas tecnopossibilidades abertas e usar a criatividade para fazer novos negócios.

Não é, assim, Transformação Digital, mas Civilizacional!

É isso, que dizes?

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O ser humano é a única espécie com destino geneticamente aberto. Não é a carga genética que define nossas escolhas.

Podemos optar por ter filhos, ou não, casar, ou não, morar perto do mar ou nas montanhas. E definir que tipo de atividade profissional é mais adequada.

O sapiens precisa fazer escolhas para sobreviver e viver, pois o “pacote das nossas vidas” não vem fechado.

O sapiens, assim, é dependente de uma carga de conhecimento para que possa aprender a fazer escolhas.

O conhecimento, assim, não é um fim em si mesmo, não é o cachorro, mas o rabo do cachorro sobrevivência e existência.

Cada pessoa, a partir de determinados critérios existenciais , vai definindo a vida que quer para si e procurando conhecimentos que o ajudem nessa jornada.

Podemos definir, assim que o conhecimento é uma ferramenta da felicidade existencial de cada pessoa.

E aí podemos definir o conhecimento em dois:

  • O conhecimento filosófico nos ajuda a refletir sobre nossa existência, fundamental para ir melhorando nossos critérios de felicidade;
  • O conhecimento operacional nos ajuda, a partir dos critérios existenciais de felicidade, chegar a uma taxa cada vez maior.

O conhecimento filosófico é a base para que possamos optar por separar o joio do trigo. O conhecimento relevante do irrelevante.

O conhecimento filosófico é o que chamamos de valores, a partir do critério de cada um e a sua capacidade e vontade de ter uma vida mais ou menos personalizada.

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Temos dito que Transformação Digital não é um conceito, mas apenas uma hashtag para chamar a atenção para um grande problema competitivo deste novo século.

Transformação Digital é uma espécie de lembrete: “olha, você já reparou que teus clientes estão indo consumir em novos concorrentes?” 

O principal problema é conceitual. O conceito “Digital” é algo totalmente abstrato. Você não sabe direito para onde tem que se transformar. E as pessoas ficam sem mapa.

Assim, na Transformação Digital tem muita gente, não é pouca não, que está vendendo bússola quebrada e mapa que leva do nada para lugar nenhum.

Temos na Transformação Digital a velha briga do que vem primeiro o “como?” ou o  “para onde?”. No atual momento, o “como?” está na frente e ninguém sabe “para onde?”.

Quando se fala em trans (mudar) para uma nova formação é preciso entender que tipo de novo modelo de negócios está gerando valor para o cliente.

Quando se fala em trans (mudar) para uma nova formação é preciso entender que tipo de mudança é preciso ser feita no modelo atual para o novo.

Quando se fala em trans (mudar) para uma nova formação é preciso colocar o “para onde?” na frente do “como?”. E isso definitivamente não está sendo feito.

As novas organizações digitais mais competitivas não têm gerente de qualidade, criam plataformas unindo comunidades de consumo, que auto gerenciam o desempenho de pessoas, produtos e serviços.

As novas organizações mais competitivas não têm produtos e serviços próprios, mas uma rede de fornecedores externos, que não têm nenhum vínculo empregatício com elas.

As novas organizações mais competitivas têm uma nova filosofia administrativa disruptivamente diferente do modelo atual. É preciso um forte trabalho psicológico de desapego.

Um mapa adequado para a Transformação Digital implica num enorme esforço de desapegar da atual filosofia administrativa, que deram certo até aqui, mas entraram em obsolescência.

É isso, que dizes?

A Bimodais – melhor escola de futurismo do Brasil –  tem se esforçado para desenvolver uma narrativa, que consiga explicar o que está ocorrendo e sugerir caminhos para pessoas, profissionais e organizações.

Quem tem feito nossos cursos tem aprovado, como vemos no depoimento abaixo:

Quer sair do “tiroteio de cego” que o mercado se transformou?

Venha ser Bimodal:

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Conheça a última versão da nossa narrativa, no livro do Nepomuceno:

Se quiser o PDF é por aqui:

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Se quiser impresso, na sua casa, por aqui:

https://clubedeautores.com.br/livro/civilizacao-20

O conhecimento sobre a sociedade humana é estruturado sobre um determinado pilar filosófico que responde a seguinte pergunta: “Quem somos?”.

A resposta da pergunta “Quem somos?” define a essência da espécie e, a partir dela, se desenvolve todas as outras teorias sobre o Sapiens.

A chegada das novas tecnologias midiáticas tem provocado profundas mudanças na sociedade, o que nos obriga a refletir se a resposta ao “Quem Somos?” que tínhamos era tão adequada.

Não somos só uma espécie cultural e racional, diferente das demais. Mas uma tecnoespécie que consegue modificar no tempo os modelos de comunicação e, por causa disso, os de administração.

A revisão da resposta do “Quem Somos?” tem um efeito dominó sobre todas as outras ciências sociais. Muito do que achávamos sobre a sociedade precisa ser revisto.

Podemos dizer que o DNA da compreensão filosófica sobre o Sapiens está em mutação. E enquanto este ajuste não for feito as teorias sociais de plantão não vão “rimar” com os fatos.

Os grandes pensadores sobre a sociedade humana não refletiram sobre as causas e efeitos de um salto demográfico como o atual de um para 8 bilhões em 220 anos.

Os grandes pensadores sobre a sociedade humana não refletiram sobre as causas e efeitos que uma mudança midiática causa na sociedade.

Os grandes pensadores sobre a sociedade humana não refletiram sobre as causas e efeitos que uma mudança midiática causa nos modelos administrativos.

Quando tentamos enxergar o futuro da espécie no geral e nas diversas áreas específicas, temos OBRIGATORIAMENTE proceder estes ajustes na resposta do “Quem Somos?”.

E aí está o impasse da compreensão do novo século. As pessoas estão tentando “achar o Wally” no lugar errado.

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A pedidos, vamos voltar ao assunto de ontem.

Falácia é um argumento que contém uma verdade aparentemente verdadeira, mas contém também uma mentira nem sempre fácil de identificar.

Digamos que você diga que encontrou uma borboleta e a passou a chamar de borboleta “lagartosa”.  Como toda borboleta foi uma lagarta você criou uma falácia.

É verdade que aquela borboleta foi uma lagarta? Sim, foi, mas como ser lagarta é algo da estrutura essencial das borboletas, não pode ser um critério classificatório.

Para classificar qualquer coisa é preciso analisar o que é estrutural ou conjuntural e/ou geral ou particular no que se quer detalhar.

Há borboletas multicoloridas e as de uma cor única, o que poderia ser um critério. Maiores ou menores seria outro. Migratórias e não migratórias, mais um.

Quando classificamos algo pelo que é estrutural, criamos uma falácia, pois há uma verdade no que está se dizendo, mas não nos permite separar o joio do trigo.

O Sapiens têm algumas características particulares, essenciais da espécie: conhecer, se informar, trocar, compartilhar, aprender, ensinar, que não podem caracterizar uma sociedade específica.

Sociedades humanas, ao longo do tempo, desenvolvem mais quantidade de conhecimento, aprendizado, informação, tecnologia, são mais modernas do que as anteriores, mas não podem ser caracterizadas por isso.

Um bom conceito é aquele que consegue separar o que é estrutural do conjuntural. O que é geral do particular.

Um bom conceito foge das das falácias, que são fáceis de classificar, contém uma verdade parcial, mas geram muita confusão.

O conceito “sociedade do conhecimento” é tipicamente uma falácia, pois o conhecimento pode variar de quantidade e sofisticação, mas não caracterizar uma época.

Podemos, com segurança, classificar a sociedade do conhecimento gestual, oral, escrito, eletrônico e digital. Não há aqui nenhuma falácia. São mudanças conjunturais e não essencial da sociedade.

Falácias são conceitos que deixam margem a muitas interpretações, e dificultam as decisões. São bússolas com defeito, que devem ser evitadas pelos mais competitivos.

A falácia da sociedade do conhecimento, vale também para várias outras como da informação, vem da incapacidade de enxergar as mídias como detonadoras de novas civilizações.

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Os gregos chamavam de sofismo. Ou podemos chamar de falácias. São argumentos interessantes, mas que não resistem à lógica.

Pode reparar que a maior parte dos palestrantes ao falar do digital apela bastante para os efeitos “pirotécnicos”. São palestras muito mais motivacionais do que “explicacionais“.

Note, entretanto, que diante de qualquer fenômeno desconhecido é preciso primeiro entendê-lo para que se tenha motivação para lidar com ele.

Um discurso lógico apela para a reflexão e não para a emoção. Procura encadear causa e efeito para que as pessoas possam julgar e poder contra argumentar.

Gosto de chamar determinadas palestras de “cracolândia“, repleta de diversão, mas com baixa taxa de explicação para que se tome decisões melhores.

Em geral, uma narrativa falaciosa não apresenta causas. Por exemplo: por que estamos vivendo o digital hoje, agora, desse jeito? Existe alguma? Pergunte ao palestrante.

Se um palestrante não apresenta a causa consistente de um fenômeno, não poderá enxergar as consequências. E não terá sugestões eficazes para lidar com ele.

Outro truque é selecionar algo que é essencial e determinar que é conjuntural. Por exemplo, chamar a atual sociedade do conhecimento, quando o conhecimento é da essência do sapiens.

Outro truque de trocar o que é essencial pelo conjuntural? Economia compartilhada (todas são). Sociedade da Informação (todas foram).

Fique atento: vivemos em uma época de muita fumaça e pouco fogo. Muita motivação e pouca explicação. E ninguém vai longe motivado, mas sem saber o melhor caminho.

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https://youtu.be/sxEpTskUe-Q

Quem viu milhares de árvores, não necessariamente viu a floresta.” – Einstein.

Um pesquisador da medicina nunca estuda febre, mas sempre a doença que provoca a febre. A febre é um sintoma de um fenômeno.

A ciência é dedicada a fenômenos, que gera diagnósticos, tratamento e prognósticos para que possamos lidar melhor com eles.

O grande problema que temos tido diante do Digital é: estamos empenhados em estudar os sintomas, mas nunca o fenômeno mais amplo.

O que chamamos “Digital” deve ser classificado como uma Revolução de Mídia, fenômeno social recorrente, inserido dentro de macro movimentos da espécie, visando a sobrevivência.

Revoluções de Mídia são respostas a aumentos populacionais continuados, que nos permitem, a partir delas, criar ambientes organizacionais mais sofisticados.

Vivemos hoje a maior mudança civilizacional da macro história do Sapiens, mas não temos noção disso, pois faltava uma ciência que a explicasse na sua verdadeira extensão.

A Antropologia da Sobrevivência resgata os movimentos da espécie na macro história, revelando a relação de três fatores: população, mídias e macro mudanças administrativas.

A Antropologia da Sobrevivência é a base para recomeçar o estudo das demais Ciências Sociais, que terão que ser reajustadas diante dessa nova perspectiva.

Sem uma ciência que entenda o digital de forma mais consistente, todas as estratégias que estão sendo adotadas, principalmente pelas organizações tradicionais, tendem ao fracasso.

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Problemas dos mais variados são sintomas de que há uma relação inadequada com determinado fenômeno. E, por causa disso, se cria uma ciência para estudar o fenômeno para minimizar o problema.

Um médico não estuda a febre, mas a doença (fenômeno) que provoca a febre, mas os fatores causantes, detonantes, consequentes e atuantes (diagnóstico, tratamento e prognóstico).

Os fatores causantes dos fenômenos, que geram problemas, definiram e definem as ciências que foram e precisam ser criadas: econômicos? de saúde? cósmicos? informacionais? de aprendizado?

Ciências nascem, assim, para estudar fenômenos, que têm uma causa similar e formam um corpo de conhecimento para ajudar a sociedade a lidar melhor com eles.

A atual revolução digital, sem dúvida, é um fenômeno que tem causado diversos problemas, pois as pessoas estão tendo dificuldade de se adaptar a eles. E é o caso de se perguntar: qual a ciência atual disponível mais adequada para entendê-lo?

Os pesquisadores canadenses da Escola de Toronto foram os primeiros – e praticamente únicos – que se dedicaram ao estudo da história das mudanças de mídia, partindo da Ciência da Comunicação.

Porém, uma Revolução Midiática se enquadra em algo mais amplo do que um fenômeno comunicacional, pois, segundo a sugestão de Pierre Lévy (da escola canadense) novas mídias são um marco do início e fim das macro civilizações humanas.

Desse ponto de vista, temos um fator Antropológico – ciência do homem no sentido mais lato, Macro-Históricos, que engloba origens, evolução, mudanças civilizacionais, desenvolvimentos físico, material e cultural, fisiologia, psicologia, costumes sociais, crenças, ambientes administrativos.

As Revoluções Midiáticas só podem ser compreendidas com uma visão Antropológica ligada diretamente à jornada humana com uma visão Macro-Histórica (milenar).

Uma Revolução Digital, no nosso entender, é um movimento humano de sobrevivência, relacionado à sobrevivência, na relação entre aumento da população, surgimento de novas mídias e de nova civilização.

Uma Revolução Midiática precisa de um tipo específico de abordagem Antropológica dedicado aos macro movimentos humanos diretamente voltados para a SOBREVIVÊNCIA.

A Revolução Digital só será compreendida de forma mais ampla, quando entendermos que: é um movimento Macro-Histórico, de mudança civilizacional, diretamente ligado a um movimento espontâneo da espécie para viver com mais qualidade.

É um fenômeno que, até aqui, estava sem uma ciência adequada. Por isso, a Bimodais criou a Antropologia da Sobrevivência, um ferramental científico, mais adequado para entender o fenômeno mais relevante do sapiens sobre o qual ainda conhecemos muito pouco.

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Há claramente hoje em dia um desprezo e abandono pela tradição do pensar. Parece que o sapiens começou a refletir sobre a realidade, a partir do século XXI e todo os pensadores do passado podem ir para o lixo.

Aristóteles (384 a.c. – 322 a.c), por exemplo, pode nos ajudar bastante a entender por que há tanta confusão diante do Digital, com dois conceitos que já têm mais de dois mil anos: análise indutiva e dedutiva.

A indução é um tipo de análise da realidade que parte do específico para o geral. E a dedução é justamente o contrário, do geral para o específico.

As análises dedutiva e indutiva são ferramentas diferentes mais adequadas para problemas distintos. Problemas mais conhecidos e repetitivos, pedem indução. Os desconhecidos e inusitados pedem dedução.

O Digital é um problema desconhecido e inusitado e pede que se faça uma revisão do pensamento geral para que se possa entender uma parte que não está se encaixando. Pede dedução!

O Digital se encaixa claramente no que outro pensador, este mais recente, Thomas Kuhn (1922 – 96) denominou de anomalia, quando a realidade começa a não rimar mais com as teorias de plantão.

Vivemos hoje o que podemos chamar de “Crise do Indutivismo”. Tentamos entender um fenômeno novo com os paradigmas que ficaram obsoletos!

As pessoas, profissionais e organizações estão indo para um oceano novo e desconhecido, com caravelas frágeis, baseados em mapas e bússolas criados para um oceano antigo.

Precisamos hoje de um ferramental de análise muito sofisticado para entender tudo que estamos passando. Para isso, é preciso colher o que há de bom e ainda atual nos pensadores antigos.

A fatal arrogância, o indutivismo radical, é a principal causa da incompreensão do atual cenário. E quando não entende o que ocorre, fica impossível agir de forma eficaz.

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É comum se defender que os Ubers (Airbnb, Youtube, Mercado Livre e o próprio Uber) são apenas um novo modelo de negócio. Isso é falso!

As teorias administrativas não admitem que existem modelos administrativos que mudam na Macro-História, a partir de mudanças de mídia. Por causa disso, a confusão.

Os Ubers têm os mesmos fundamentos da administração: um tipo de controle de qualidade sobre serviços e produtos, clientes, relação de custo-benefício, etc.  Porém, a diferença não está no que fazem, mas como fazem!

Os Ubers se utilizam da nova mídia (em especial a linguagem dos rastros) para permitir que o usuário possa decidir sobre um conjunto enorme de fatores dentro da organização.

É essa participação ativa do cliente, via linguagem dos rastros, que permite que os Ubers possam ter o acervo de produtos e serviços aberto e mais exponencial.

Há critérios para que se possa colocar filmes no Youtube, abrir sua casa para aluguel, mas a decisão se aqueles produtos e serviços devem continuar é cada vez mais tomada pelo cliente, conforme o modelo vai ganhando maturidade para ter cada vez mais escala.

Os Ubers têm nova forma disruptiva de praticar o controle de qualidade de produtos e serviços. E é essa nova forma que permite ser muito mais exponencial do que os modelos administrativos tradicionais.

Nos Ubers, cada cliente, de alguma forma, assume o antigo papel do gestor de qualidade, avaliando cada produto e serviço, permitindo aumento da taxa de qualidade na quantidade e vice-versa.

Clay Shirky, tecno-pensador americano, define bem a passagem administrativa: antes se filtrava para publicar e hoje se publica para filtrar. Os Ubers são assim.

O Netflix, por exemplo, filtra para publicar. O Youtube publica para filtrar. São dois DNAs administrativos diferentes. O Netflix tem um “carimbador” central de qualidade e o Youtube não tem.

O Netflix tem um modelo de negócios baseado na Administração 1.0 – é acervo fechado e controlado pelo centro. O Uber tem um modelo de negócios baseado na Administração 2.0 – é acervo aberto e controlado pelas pontas.

Hoje, se olhamos para os dois podemos ter a ilusão que eles visam públicos diferentes e tem monetizações distintas. Porém, se olhamos com uma perspectiva comparativa de outras revoluções midiáticas, se consegue perceber a mudança.

A tendência futura é que modelos administrativos como do Youtube ganhem cada vez mais espaço, ocupando lentamente aquele que é hoje ocupado pelo Netflix e similares.

Ubers conseguem praticar uma qualidade na quantidade muito mais exponencial do que os modelos tradicionais. É essa a grande macrotendência para o futuro.

Estamos diante de uma disrupção administrativa, na qual novas organizações podem ter milhões de usuários e fornecedores sem a necessidade de um gerente de qualidade central. É essa a grande novidade do cenário, o resto é incremental ou radical.

É isso, que dizes?

A Bimodais – melhor escola de futurismo do Brasil –  tem se esforçado para desenvolver uma narrativa, que consiga explicar o que está ocorrendo e sugerir caminhos para pessoas, profissionais e organizações.

Quem tem feito nossos cursos tem aprovado, como vemos no depoimento abaixo:

Quer sair do “tiroteio de cego” que o mercado se transformou?

Venha ser Bimodal:

https://www.bimodais.com.br/assinatura

Conheça a última versão da nossa narrativa, no livro do Nepomuceno:

Se quiser o PDF é por aqui:

https://sun.eduzz.com/347192

Se quiser impresso, na sua casa, por aqui:

https://clubedeautores.com.br/livro/civilizacao-20

Se quiser na Amazon:
http://bit.ly/civ20amazon

As lideranças estratégicas já viveram diversas crises diante de alterações do mercado, mas a do Digital é muito especial. A Revolução Digital é um fenômeno Macro-Histórico de altíssimo impacto e sobre o qual temos baixíssimo conhecimento.

Existem diversos sintomas que nos dão a dimensão da crise: a perda radical de valor de diversas organizações tradicionais na última década e a liderança do mercado apenas de empresas que começaram do zero.

Se o novo mercado é ocupado apenas por novas empresas, é sintoma claro que a forma de pensar das organizações tradicionais precisa de ajuste radical.

O mercado se habitou com mudanças dentro da Micro-História, mas uma revolução digital é um fenômeno de alto impacto da Macro-História.

Fenômenos Macro-Históricos só podem ser compreendidos, quando analisamos forças que ocorrem em milênios ou séculos, tais como aumentos demográficos e mudanças tecnoculturais profundas.

Fenômenos Sociais Macro-Históricos são raros, mas quando surgem, exigem que as lideranças consigam superar uma visão de curto e passem a operar numa visão estratégica de longo prazo.

As mudanças que estamos assistindo em toda a sociedade, incluindo nos negócios, demonstram que as teorias administrativas precisam de revisão, pois ignoraram solenemente a influência das mídias nos negócios.

Vivemos hoje a maior crise administrativa da história do Sapiens e assistiremos ao longo das próximas décadas o desaparecimento de organizações, que nunca imaginaríamos que teriam fim.

É isso, que dizes?

A Bimodais – melhor escola de futurismo do Brasil –  tem se esforçado para desenvolver uma narrativa, que consiga explicar o que está ocorrendo e sugerir caminhos para pessoas, profissionais e organizações.

Quem tem feito nossos cursos tem aprovado, como vemos no depoimento abaixo:

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Estou aguardando a aprovação de um curso que criei na Eduzz. Isso é gestão. Quem controla o conteúdo que vai entrar na plataforma é o gestor, que precisa “carimbar” meu curso.

Note que a Eduzz aceita que eu proponha o curso, coloque todo o conteúdo, mas o gerente de qualidade deles aprove para ir ao ar.

Com a possibilidade de cada vez mais gente propor cursos, o gerente de qualidade tem um volume cada vez maior de cursos a serem avaliados.

Diferente de uma escola tradicional, como a Fundação Getúlio Vargas, que tem muito menos cursos novos a serem avaliados.

A Eduzz está numa sinuca de bico, sem saída, pois terá cada vez mais cursos a serem aprovados, num tempo cada vez mais curto, sem que consiga carimbar todos eles.

A Eduzz, como diversas outras plataformas digitais, estão vivendo uma crise entre duas civilizações. Aceitam a inclusão direta pelos fornecedores, mas acreditam que, filosoficamente, é mais correto o gerente de qualidade interno aprovar.

O problema que temos das plataformas digitais tipo Eduzz é de escala. O custo da equipe interna de qualidade será cada vez maior, sem que o resultado seja satisfatório. O modelo é insustentável.

O grande pulo do gato disruptivo da Uberização é ter matado o gerente da qualidade e transferido a responsabilidade para os clientes.

Como diz Clay Shirky na frase que define a encruzilhada civilizacional do Sapiens: “antes se filtrava para publicar, hoje se publica para filtrar“.

A Uberização tem um novo DNA administrativo, no qual todo o controle de qualidade de produtos e serviços é feito pelo cliente.

O cliente 2.0 é aquele que faz o que fazia o antigo gerente de qualidade de produtos e serviços das organizações tradicionais, via estrelas, curtições, cliques.

O que é exponencial na uberização não é, portanto, a tecnologia, mas a nova filosofia administrativa, na qual o filtro da qualidade dos produtos e serviços é transferido para os clientes.

A Uberização se caracteriza por uma filosofia de controle dos produtos e serviços radicalmente diferente e é, por causa disso, que as lideranças tradicionais estão com tanta dificuldade de adotá-la.

É isso, que dizes?

O tema Uberização faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


Quer sair de Matrix, tome a pílula vermelha:
https://www.bimodais.com.br/assinatura

 

Mídias surgem na sociedade e, no primeiro momento, geram alguma resistência, mas vão sendo naturalmente aceitas e adotadas pela maioria dos sapiens do planeta.

Mídias, entretanto, sofisticam a comunicação e permitem a criação de novos modelos administrativo, que têm uma resistência muito maior de adoção.

O Sapiens é a única espécie do planeta que cresce demograficamente e, por causa disso, precisa sofisticar tanto a forma de se comunicar como de se administrar (basicamente tomar decisões).

A adesão às novas mídias e a modelos mais sofisticados de administração, sem dúvida nenhuma, são opcionais. Até hoje, temos tribos isolados que não têm escrita.

Porém, quando determinadas regiões, países, cidades não adotam o “estado da arte” midiático-administrativo passam a ter limitações para lidar com a complexidade demográfica.

Quando determinadas regiões, países, cidades não adotam o “estado da arte” midiático-administrativo passam a ter limites demográficos ou, se crescem, reduzem gradualmente a qualidade de vida das pessoas (tanto da sobrevivência, quanto da existência).

A macro história do sapiens nos mostra que a adesão ao estado da arte midiático-administrativo é opcional, tanto em termos do uso da nova mídia, quanto de tudo que ela pode oferecer na solução de velhos problemas.

O novo “estado da arte” midiático-administrativo, que começa a ser testado e resolve antigos problemas de nova maneira, vai definindo gradualmente as novas zonas de atração, neutras ou de abandono do planeta.

Temos uma regra de ouro na história humana.

Quanto mais as decisões são compartilhadas pelas pessoas, se utilizando do novo o “estado da arte” midiático-administrativo, mais  conseguem ser eficazes diante da complexidade de plantão e vice-versa.

Isso não é uma determinação, mas uma recomendação, uma opção, que pode ser adotada, ou não. Quem não adota, paga o preço de gradual perda de qualidade de vida.

Fato: a população humana tende sempre a aumentar, os problemas vão ficando cada vez mais complexos e os antigos modelos midiáticos-administrativos cada vez mais obsoletos.

A encruzilhada de cada região é a seguinte: vamos nos utilizar do que há de mais sofisticado em termos midiáticos-administrativos para resolver antigos problemas, ou não? Eis a questão!

É isso, que dizes?

O tema do estado da arte midiático-administrativo faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo.

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Vivemos hoje uma crise das teorias sobre administração e negócios. O Digital demonstrou que as bases filosóficas estão equivocadas.

O ambiente administrativo opera sobre o ambiente midiático. E quando mudamos a mídia, alteramos o ambiente administrativo e não o contrário.

Os modelos administrativos mudam ao longo da macro história, a partir das alterações que são feitas nas mídias. Mudou a mídia, mudou o modelo de administração!

Administrar é decidir. E ninguém decide nada sem utilizar as mídias disponíveis.

O atual modelo de administração é baseado na oralidade e na escrita, que permite que os atuais gestores decidam e comuniquem o que decidiram.

A Administração 1.0 é, assim, o modelo administrativo, no qual gestores decidem ANTES dos produtos e serviços irem ao mercado sobre os quais têm o controle absoluto.

Há diversos MODELOS DE NEGÓCIO possíveis na Administração 1.0, mas todos têm o mesmo DNA administrativo: gerente, decisões orais e escritas e controle total dos produtos e serviços.

Os Ubers são MODELOS ADMINISTRATIVOS diferentes. Não são novos MODELOS DE NEGÓCIO, pois se utilizam de novos recursos midiáticos, que não existiam anteriormente.

Há diversos tipos de MODELOS DE NEGÓCIO na Administração 2.0 com o mesmo DNA administrativo: não há gerentes, as decisões são por rastros e não há nenhum controle sobre produtos e serviços.

A migração da Administração 1.0 para a 2.0, portanto, é uma mudança filosófica de controle, pois quem passa a tomar a decisão não é mais o gestor e sim o usuário.

Enquanto não houver uma profunda revisão das bases filosóficas e teóricas da administração e dos negócios, os líderes continuarão sem chão para entender o tamanho do desafio.

É isso, que dizes?

O tema da crise da administração faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


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Thomas Kuhn (1922 – 96) precisa ser lembrado neste momento de crise. Ele nos legou a ideia de as concepções do sapiens da realidade entram em crise.

A realidade é formada por fenômenos que vão, ao longo do tempo, aparecendo de forma diferente e revisões são necessárias para que possamos lidar melhor com eles.

Problemas são sintomas de que não estamos lidando bem com determinados fenômenos. É preciso entendê-los para que possamos melhorar a relação.

A sociedade neste novo século está presenciando a chegada de uma Revolução Midiática – o fenômeno social recorrente mais impactante para a sociedade, sobre o qual não conhecemos praticamente nada!

Todas as áreas de atuação da sociedade, onde se inclui a administração, estão em crise, pois os fatos não estão mais rimando com as teorias de plantão!

Administrar, para quem ainda não sabe, é decidir. E quem é mais competitivo é justamente aquele que toma decisões melhores.

É preciso entender que as mídias criam um novo DNA administrativo mais sofisticado. Quando mudamos a mídia, começam a surgir empresas mais competitivas, pois passam a usar a nova Tecnopossibilidade.

Os Ubers não são um novo modelo de negócio, mas organizações que tomam decisões de uma nova forma, utilizando o potencial do novo DNA Administrativo.

Quando se defende o conceito “Transformação Digital” estamos saindo do nada para lugar nenhum, pois não é colocar tecnologia no antigo DNA Administrativo. É começar a utilizar o novo!

O problema é que quando se pensa em Transformação Digital está se utilizando as velhas teorias da Administração, nas quais não se inclui o impacto das novas mídias nos modelos administrativos.

Enquanto não se incorporar – como a Bimodais vem fazendo – as novas teorias para se entender a revolução midiática, não se chegará muito longe.

Como diz Thomas Kuhn: “crises são ótimas oportunidades para se renovar os instrumentos.”

É isso, que dizes?

O tema da Crise da Administração faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


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A Civilização 1.0 teve várias fases. Uma delas, uma das mais importantes, se iniciou com a chegada da prensa, em 1450, na Alemanha, iniciando o que chamamos de “modernidade”.

Tivemos a partir de 1450, na Alemanha, uma Revolução Midiática – o mesmo fenômeno social recorrente que estamos vivenciando agora.

Uma Revolução Midiática tem dois aspectos relevantes: se inicia um processo de “sexo de ideias” e da criação de novas “maternidades”, dando início a uma nova civilização humana.

Uma nova mídia quebra a barreira de circulação de ideias no tempo e principalmente do lugar. As pessoas começam a ter acesso às ideias distantes, que nunca haviam tido contato.

Ideias começam a “fazer sexo” com outras ideias e há uma aceleração muito rápida do aprendizado, da inovação, das mudanças. Sai a escassez e entra a abundância da informação.

Novas mídias também permitem uma sofisticação da comunicação, permitindo modelos administrativos com relação de custo/benefício melhor.

Os modelos administrativos mais sofisticados passam a ser experimentados, com o surgimento de organizações mais exponenciais: que permitem atender mais gente, com mais qualidade.

A principal crise que vivemos hoje é a seguinte: estamos vivenciando uma revolução midiática (fenômeno social recorrente), que foi pouquíssimo estudado pelas ciências sociais, onde se inclui a a da administração e dos negócios.

Muito do que ocorreu no passado está se repetindo agora – com tonalidades diferentes. A comparação entre os dois fenômenos é peça-chave para que se enxergue mais longe e se decida melhor.

Temos diante de nós uma profunda filosófica/teórica: estamos vivendo o fenômeno mais importante da história do sapiens, que se repete de tempos em tempos, e não sabemos quase nada sobre ele.

É isso, que dizes?

O tema da crise filosófica/teórica das ciências sociais faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


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As três perguntas básicas sobre o futuro da educação:

1 – é preciso realizar uma guinada na educação ou seguir adiante com alguns ajustes? Acredito que é preciso dar uma guinada.

2 – Se é uma guinada na educação,  uma mudança radical de rumo,  por que devemos fazer isso agora e não antes? Por que toda nova civilização se inicia com uma mudança de mídia.

Por que aumentamos a população, e, por causa disso, criamos um novo ambiente de sobrevivência, com nova forma de comunicação e organização.

3 –  Quais são os desafios para a Educação do Futuro?  O desafio principal é a criação de modelos, que permitam uma educação infantil, dos jovens e adultos, de massa, com cada vez mais personalização.

O que temos que ter como foco na Educação do Futuro se resume a qualidade personalizada exponencial para cada vez mais quantidade de pessoas.

A Educação para a Civilização 2.0 terá o uso intenso de novas tecnologias para obter um reaprendizado permanente, com criatividade, autonomia de pensamento e capacidade de lidar com informações cada vez mais distribuídas.

Que dizes?

A revisão Ciência Geral sobre a História Humana faz parte do curso Futuro da Educação, que estou promovendo em parceria com a Agência Azul e o ResumoCast.

As inscrições estão abertas.

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Abordei esse tema aqui e volto a ele.

Um fato curioso nas minhas aulas e palestras é de que pouca gente tem os números do crescimento demográfico exponencial dos últimos 220 anos na cabeça.

O principal evento social em qualquer civilização humana sempre foi o aumento populacional, causa, inclusive, do colapso de muitas delas no passado.

O Sapiens, apesar da negação desse fato, é uma espécie animal como todas as outras. E precisa de itens básicos todos os dias para não morrer.

Diante do boom civilizacional que tivemos – o salto de um para oito bilhões de sapiens, em 220 anos, é preciso compreender uma coisa fundamental: como conseguimos essa proeza?

O que a civilização humana fez certo para chegar e manter oito bilhões de pessoas vivas. Como tudo isso começou? E como vamos repetir a receita para chegar a taxas ainda maiores?

A Antropologia da Sobrevivência – nova ciência sobre a história humana – nos aponta que o boom demográfico começa com a chegada da prensa em 1450, na Alemanha.

A Antropologia da Sobrevivência nos ensina que quanto mais gente tivermos no planeta, mais o ambiente de comunicação e, por consequência, o produtivo precisam se sofisticar para poder dar conta das novas demandas.

E no epicentro dessa jornada humana, temos a demanda das mudanças no ambiente educacional. Uma coisa é pensarmos uma educação de qualidade para um país de 30 milhões de brasileiros, em 1900, e outra para um de 210 milhões, como agora.

E temos mais um problema para a educação.

Hoje, o ambiente produtivo está mudando de forma disruptiva por causa da nova mídia. Uma educação de qualidade de massa pré-digital não serve mais para os novos parâmetros atuais.

A educação para a nova Civilização 2.0 não pode ser mais massificada, mas personalizada: educação de qualidade personalizada para grande quantidade de pessoas.

Uma educação de qualidade personalizada em larga escala é o grande desafio, que só será atingido com uma mudança disruptiva em todos os conceitos pedagógicos, que temos até aqui.

Não adianta começar a conversa sobre o Futuro da Educação sem que o principal desafio civilizacional esteja na mesa: qualidade personalizada exponencial em larga escala.

A educação para a Civilização 2.0 precisa de pessoas abertas para o novo, desapegadas, que estejam realmente empenhadas em resolver o problema de muita gente de forma criativa, com muita filosofia embolada com tecnologia.

É isso, que dizes?

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A grande novidade civilizacional é a chegada e massificação de uma nova linguagem humana: a dos rastros (similar à das formigas) na administração.

As novas organizações que estão conseguindo gerar valor e ser mais competitivas neste novo século estão se utilizando dela para fazer a diferença, mesmo que não tenham consciência disso.

Desculpe informar, mas, a partir dos fatos que ocorreram depois da chegada do Digital, todas as teorias da administração precisarão de uma revisão profunda.

Teorias da Administração precisam refletir sobre a influência das mudanças de mídia nos macro modelos de administração, que geram organizações cada vez mais sofisticadas e exponenciais.

É fato.

Não existe administração sem a troca de informação. E não se transmite informação sem mídias. E as mídias mudam ao longo do tempo, podem demorar a mudar, mas mudam.

Podemos dizer, assim, que novas mídias permitem a criação de um novo DNA administrativo. E, é com ele, que surgem organizações mais sofisticadas e exponenciais no mercado.

Os Ubers não são um novo modelo de negócios, como muita gente sugere. O Ubers são filhos da nova linguagem dos rastros – que permite este tipo de modelo administrativo mais sofisticado – praticamente sem gerentes.

O DNA Administrativo de uma organização tradicional é oral/escrito, pois um gestor tradicional não consegue decidir se não utilizar a oralidade (reuniões, telefone) ou da escrita (memorandos, e-mails) para executar seu trabalho.

Uma cooperativa de táxi, por exemplo, se utiliza deste modelo oral e escrito e por isso tem limites exponenciais. O Uber, não mais, pois a linguagem dos rastros permite quebrar a barreira da exponencialidade.

O Uber já pratica o novo DNA Administrativo por rastros, pois a base de boa parte das decisões já pode ser feita não mais pelo gestor, mas pelos usuários, via linguagem dos rastros.

As estrelas – que classificam motoristas e passageiros – são rastros, que geram reputações e permitem que decisões sejam tomadas sem a necessidade do gestor central.

O que é exponencial no Uber? É a reintermediação dos antigos gestores, que são substituídos por um mix de inteligência coletiva e artificial, procurando se aproveitar o máximo da nova linguagem dos rastros para se ter uma relação de custo/benefício melhor.

É a primeira vez na história do Sapiens que organizações conseguem operar com este  volume muito superior ao até então considerado normal de decisões sem gestores centrais, pois não se precisa mais da oralidade e da escrita.

É a Administração por rastros e não mais pela oralidade e escrita que faz com que o Uber seja exponencial e muito mais competitivo do que as organizações tradicionais que operavam naquele setor.

O novo modelo administrativo por rastros é filosoficamente disruptivo, se comparado ao anterior.  Tudo continuará ainda muito nublado enquanto não se proceder as devidas revisões nas teorias administrativas.

É isso, que dizes?

O tema da Linguagem dos Rastros faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


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Note que a educação é marcada pela chegada de novas mídias, que têm sempre como componentes (linguagem e canal), que alteram a forma de transmissão de conhecimento.

Uma coisa importante e fundamental: não existe educação sem  transmissão de conhecimento. E não existe transmissão de conhecimento sem mídias!

As mídias – que são tecnologias, que se modificam no tempo – são o DNA dos modelos educacionais, simples assim, complexo assim.

Quando chegam novas mídias, inovadores de todas as partes do mundo começarão o processo de procurar resolver problemas que eram insolúveis com as mídias anteriores.

Há, entretanto, dois aspectos relevantes para a educação com a chegada de novas mídias: as novas possibilidades abertas pelos novos canais de transmissão de conhecimento e a linguagem utilizada, que circula dentro deles.

Novos canais barateiam o custo da transmissão do conhecimento e rompem os limites de tempo e lugar, como foi o caso do telecurso pelo rádio e televisão.

Novas linguagens, por outro lado, sofisticam a capacidade de transmissão do conhecimento, como foi a chegada da escrita, que deu um “upgrade” na linguagem oral.

Estamos assistindo a chegada de novos canais, que apareceram forte nessa pandemia, permitindo a educação digital a distância.

Mas não percebemos o potencial da Linguagem dos Rastros, uma linguagem de Transmissão de Conhecimento de Baixa Complexidade, que será peça-chave no Futuro da Educação.

Mais isso é tema para outro artigo.

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Tecnologias são próteses humanas, que, quando criadas por nós, permitem ao sapiens sair do antes impossível para o agora possível.

O ser humano é a única Tecnoespécie do planeta e, por causa disso, a sua sobrevivência é Tecnomutante, depende das tecnologias que foram inventadas e estão disponíveis.

O Sapiens vive em uma espécie de Tecno-aquário expansível, no qual as paredes de vidro vão se expandindo no tempo, sem que a maior parte dos “peixes” perceba.

A sociedade é o que é (na educação, política, economia, em tudo o mais) dentro dos limites do que é possível fazer dentro do Tecno-aquário disponível em cada fase da história.

Nosso principal problema é que não temos a noção que nossas vidas, hábitos, organizações são o que são por causa do Tecno-aquário disponível.

O Sapiens se habitua com as “paredes de vidro” do Tecno-aquário e não consegue perceber as novas tecnopossibilidades.

Podemos dizer que muito do que chamamos inovar é conseguir desapegar das velhas paredes (limites) do aquário e conseguir nadar nas “novas fronteiras”.

Há uma crise filosófica na compreensão do papel das tecnologia para a nossa espécie. Tecnologias são forças ativas, modificam a espécie e não neutras como achávamos antes.

Mídias, por exemplo, são as tecnologias que mais expandem as paredes do Tecno-aquário, praticamente criando um novo. O Tecnofenômeno mais relevante para a espécie é, talvez, um dos menos estudado.

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O tema da Filosofia da Tecnologia faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


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Fenômeno – fato ou evento que pode ser descrito e explicado cientificamente.

Há uma certa ilusão de que a ciência cuida de problemas. Problemas são sintomas de uma a relação equivocada que estabelecemos com determinados fenômenos.

Problemas são o início de uma pesquisa, que, quando vai mais fundo, acaba por ter que detalhar os fenômenos.

A ciência analisa fenômenos, que podem causar problemas variados, tanto para o sapiens, como para outros animais ou para a natureza.

A ciência, no fundo, é convocada para lidar com problemas “cabeludos” e complexos, que as pessoas têm dificuldade de lidar por conta própria.

Os problemas são uma espécie de índice coletivo, que vão guiar que tipo de fenômenos deveriam merecer mais ou menos atenção dos cientistas.

Quanto mais a ciência for uberizada, mais a tendência é a pesquisa ser direcionada para os problemas mais prioritários.

O estudo dos fenômenos, entretanto, tem como missão minimizar os problemas que ele causa. Por isso, a Ciência (com caixa alta) entrega sugestões de metodologias para lidar com o referido fenômeno para reduzir problemas.

A Pandemia atual é um fenômeno que causou um conjunto enorme de problemas. Quanto mais se conhece os detalhes do fenômeno “pandemia”, melhor se pode lidar com as respectivas consequências.

O estudo de mais qualidade dos fenômenos, entretanto, é feito em camadas.

A primeira camada do estudo de um fenômeno é filosófica, quando se define a sua essência/estrutura: É recorrente? Qual a periodicidade? O que é estrutural (ocorre sempre) e o que é conjuntural (ocorre de forma diferente a cada aparição).

A segunda camada do estudo de um fenômeno é teórica, quando se define as variantes/conjunturas: Quais são as forças envolvidas? Quais são os fatores causantes, detonantes e o consequentes?

A terceira camada do estudo de um fenômeno é metodológica, quando se define os prognósticos e a sugestão de ação: O que provavelmente vai ocorrer sem nenhum ação? Que ações são recomendadas? Quais não são?

A quarta camada do estudo de um fenômeno é operacional, quando se validam os prognósticos e as sugestões de ação: As ações seguiram a metodologia sugerida? Os prognósticos se concretizaram? Os resultados esperados foram obtidos?

A quinta camada do estudo de um fenômeno é da revisão das camadas anteriores, quando se valida toda a análise feita anteriormente. Se os resultados não foram os esperados, o que precisa ser revisto? A filosofia, a teoria, a metodologia, o operacional? E se reinicia todo o processo.

O nome mais adequado para esse método de abordagem sobre os problemas é a Fenomenologia aplicada aos problemas.

Utilizamos, por exemplo, esse método para  analisar o digital. E chegamos a conclusão de que vivemos um Fenômeno Macro Histórico Recorrente, que ocorre em séculos ou milênios.

O atual fenômeno é causado pelo aumento populacional, detonado pela chegada de nova mídia e tem como consequência a chegada de nova forma de organizar a civilização humana para aqueles que perceberem as novas tecnopossibilidades.

As metodologias sugeridas são:

  • o Futurismo Competitivo, ferramenta de análise que pode ser utilizada para prognósticos variados, no geral ou em setores específicos;
  • e a Inovação Bimodal Administrativa, método de migração com a criação de área separada para experimentar uma cultura organizacional filosoficamente disruptiva, se comparada com a atual.

O processo de análise do atual fenômeno pela escola é sempre revisto com ajustes nas camadas, a partir de falhas.

Ainda não tivemos larga escala de projetos operacionais, apenas algumas e por isso, estamos na fase de validação filosófica, teórica e metodológica.

Porém, nenhum outra metodologia, tanto de análise quanto de migração tiveram sucesso, o que reforça a ideia de que é preciso algo diferente do que o mercado vem tentando.

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Salvo engano, são raros os educadores que se preocuparam com o problema da escala demográfica em seus estudos.  Uma coisa é pensar em uma educação de qualidade para um Brasil de 30 milhões e outra para um de 210 milhões.

A explosão demográfica levou Ronaldo Mota, ex-reitor da Estácio, a colocar a frase campeã sobre o futuro: “o grande desafio da inovação educacional no Brasil é garantir a qualidade na quantidade.”

Falta um elemento central para compreender como o ambiente macro educacional se altera: quanto mais sapiens houver para aprender, mais teremos necessidade de mídias mais sofisticadas.

Hoje, o Macro Ambiente de Educação é feito com base na oralidade e da escrita, o que tem limites de escala para o aprendizado.

O grande desafio da educação futura é saber utilizar em larga escala a nova linguagem dos rastros que agora está disponível num processo de “wazerização!” do aprendizado, principalmente dos jovens e adultos.

As crianças, por sua vez, terão que ser preparadas para este aprendizado cada vez mais autônomo, com larga escala de informação, num processo de reaprendizado constante.

Todo o macro modelo educacional tem um custo/benefício, que e proporcional à escala demográfica. Quando você aumenta a população a relação de custo/benefício perde qualidade no mesmo macro modelo. É preciso criar outro.

Um macro modelo de educação de qualidade para um país de 30 milhões de brasileiros (censo de 1900) não pode ser igual de um Brasil com 210 milhões.

A escala demográfica não faz parte do diálogo sobre o futuro da educação, pois as bases filosóficas da pedagogia nunca incorporaram o fenômeno de uma Revolução Midiática. Tudo precisa ser revisto!

Quem quer entender o Futuro da Educação precisa incorporar os conceitos da Antropologia da Sobrevivência, nova ciência sobre a história. que consegue uma explicação mais plausível sobre os fenômenos demográfico, midiático e macro educacional.

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Os pensadores educacionais, de maneira geral, refletiram sobre o desafio do aprendizado sem levar em conta algumas forças vitais para o estudo do problema.

Quanto mais gente houver no planeta (ou numa região em particular), mais complexo se torna o desafio de se criar uma educação de qualidade na quantidade. Certo?

Os pensadores educacionais, de maneira geral, refletiram sobre o desafio do aprendizado sem levar em conta o aumento demográfico que tem sido cada vez maior.

Os pensadores educacionais, de maneira geral, refletiram sobre o desafio do aprendizado sem levar em conta o efeito de mudanças de mídia na sociedade.

Os pensadores educacionais, de maneira geral, refletiram sobre o desafio do aprendizado sem levar em conta o efeito das mudanças no ambiente profissional na sociedade, a partir das novas mídias.

As bases filosóficas da pedagogia atual, de maneira geral, não enxerga a educação como mais uma das ferramentas humanas para ajudar o sapiens na sobrevivência, como é a economia ou o direito.

As bases filosóficas da pedagogia atual, de maneira geral, não enxerga que  tão importante quanto o conteúdo é a forma como a escola é concebida.

A escola hoje simula uma organização de trabalho com um gerente/professor, turma/equipe, prova/metodologia, horário de entrar e sair/jornada de trabalho e local para todos se encontrarem.

A educação do futuro terá que simular, na forma e no conteúdo, a formação para uma sociedade sem emprego, sem gerente, com muito mais autonomia e capacidade de reaprendizado constante.

Na verdade, o que não se enxerga é que o atual modelo educacional é conjuntural, que estava imerso num macro ambiente de sobrevivência, que está se alterando. Não se consegue entender a parte se não se tem noção do todo.

O macro ambiente de sobrevivência do sapiens está se alterando, pois aumentamos a população, que gerou a demanda de nova mídia e esta nos permite criar novos ambientes produtivos. A educação terá que se esforçar para atender a esse novo contexto.

Vivemos hoje profunda crise filosófica na pedagogia, pois três forças fundamentais para as mudanças no macro modelo educacional foram ignoradas: aumento demográfico, novas mídias e novos modelos organizacionais.

É preciso fazer um profundo ajuste filosófico para poder começar a dialogar sobre o Futuro da Educação.

As mudanças que estamos passando são profundas, pois será necessário criar uma educação que atenda com qualidade a um mundo de oito bilhões de sapiens. O que exige cada vez mais criatividade e desapego.

É isso, que dizes?

A crise filosófica da pedagogia faz parte do curso Futuro da Educação, que estou promovendo em parceria com a Agência Azul e o ResumoCast.

As inscrições estão abertas.

Comprando hoje você ainda vai ter um desconto super especial de pre-lançamento. Ao invés de R$ 439,00 você vai pagar apenas 10x de R$ 17,90!

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Um dos grandes problemas da nossa espécie é muitas vezes esquecer que somos animais também. Temos a fantasia de que não somos seres vivos, com limitações.

E tudo que fazemos na sociedade (economia, política, educação, etc.) tem como meta inicial nos manter vivos. São ferramentas de sobrevivência da espécie!

Todas as atividades humanas, de alguma forma, estão conectadas com a sobrevivência, que é nosso guia.

A Sobrevivência é o nosso “cachorro”. Nossa prioridade absoluta. A economia, a comunicação, a política, a educação são o “rabo”, as ferramentas que tivemos necessidade de criar para sobreviver.

O principal erro no diálogo sobre o futuro da educação é justamente este. Imagina-se que a educação molda a sobrevivência humana, mas é justamente o contrário.

A educação é, portanto, mais uma das atividades sociais do Sapiens na luta pela sobrevivência. Sem educação, não se vive, pois precisamos a aprender a sobreviver.

Desde andar, falar, pensar até conseguir viver com seu próprio esforço.

Sem educação, ou com uma educação precária, o sapiens vive com menos qualidade ou mesmo não vive.

O macro ambiente de sobrevivência humana é alterado com o tempo (aumento populacional, novas mídias e novas possibilidades administrativas) que exigem que novo modelo de educação seja criado para lidar com ele.

A grande mudança educacional que temos pela frente NÃO é o surgimento de novas tecnologias e nem a educação a distância. É uma mudança disruptiva do macro modelo de sobrevivência, que exige algo similar no modelo educacional.

A sobrevivência do Sapiens, entretanto, não é fixa. Varia no tempo. Aumentamos a população, criamos novas tecnologias, novas formas de nos comunicar e nos organizar.

Portanto, quando mudamos o macro ambiente de sobrevivência, SOMOS OBRIGADOS a alterar o modelo educacional.

É preciso formar crianças, jovens e adultos para o novo ambiente de sobrevivência.

O diálogo sobre o futuro da educação está torto por causa disso. Não se enxerga que:

– é o macro ambiente de sobrevivência que define o macro modelo educacional e não o contrário;

– que o macro ambiente de sobrevivência do sapiens é mutante;

– que o novo macro ambiente de sobrevivência se inicia com uma nova mídia;

– e, a partir daí, há uma demanda de adequação entre o velho modelo educacional (para o antigo modelo de sobrevivência) e o novo (para o novo modelo).

A conversa começa daí.

É isso, que dizes?

A revisão das bases das mudanças educacionais faz parte do curso Futuro da Educação, que estou promovendo em parceria com a Agência Azul e o ResumoCast.

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De maneira geral, o que percebo no contato com meus alunos, é de que se lê muito livros profissionais e se absorve muito pouco.

Se você não tem um mapa para realizar a leitura profissional, acaba por se encaixar naquela velha parábola: não tem vento que ajude para aquele que não sabe para onde vai.

O principal desafio para melhorar a qualidade da leitura profissional é uma só: deixar de ser ver como um profissional de de um setor e passar a ser de um problema.

Você lê mal, pois tem visão equivocada da sua profissão. Você se formou para resolver problemas de alguém. E tem que se especializar em fazer isso cada vez melhor – o que inclui uma leitura nessa direção!

Toda a leitura profissional mais eficaz precisa ser feita para criar a melhor resposta possível para o problema escolhido. As leituras têm que agregar algo novo para a sua narrativa profissional.

Se você não tem uma estrutura, uma resposta sobre o problema, que você vai desenvolvendo, fica impossível saber o que vai trazer de bom de cada autor que você lê.

Numa leitura profissional mais eficaz, você lê para melhorar a resposta ao problema do seu cliente e testa para ver se você consegue resultado melhores.

Numa leitura profissional mais eficaz, você não lê para você, como se fosse uma série do Netflix, você lê para melhorar o atendimento que presta ao seu cliente.

Quem lê melhor, atende melhor. E quem atende melhor, compete melhor. Simples assim.

É isso, que dizes? Algum comentário?

O tema da melhoria da qualidade da leitura profissional faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


Quer sair de Matrix, tome a pílula vermelha:
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Nossa espécie é diferente das demais. Nossa forma de sobrevivência é mutante. Por isso, de tempos em tempos, criamos uma nova possibilidade de nos comunicar e nos organizar.

Nossa forma de sobrevivência é mutante, pois é baseada em tecnologias e não na genética como é o caso dos lobos e das formigas.

Novas mídias permitem que possamos inventar modelos mais sofisticados de sobrevivência, tal como a república e o sistema de livre mercado. Ou como agora, a uberização e a blockchenização.

Podemos afirmar, portanto, que, de tempos em tempos, depois da chegada de novas mídias, temos a possibilidade de começar a experimentar um novo macro modelo de sobrevivência da espécie mais sofisticado.

Todas as organizações sociais que serão criadas daqui para frente – e vão gerar mais valor – se utilizarão deste novo macro modelo de sobrevivência mais compatível com o consumidor mais jovem.

O principal problema que se enfrenta hoje com a Civilização 2.0 é: o novo macro modelo de sobrevivência é INCOMPATÍVEL com o atual.

O novo modelo de sobrevivência utiliza, pela primeira vez na história humana, da linguagem das formigas, que nos permite gerenciar grande volume de informação sem a necessidade de um gerente central.

Não podemos, assim, falar, DE FORMA ALGUMA, em Transformação Digital, mas Transformação de Modelo Administrativo. Uma profunda mudança de como pensamos a produção de produtos e serviços.

Estamos diante de um novo modelo administrativo filosoficamente disruptivo e, por causa disso, tão difícil de ser adotado pelos líderes tradicionais.

É isso, que dizes?

O tema da Transformação de Modelo faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


Quer sair de Matrix, tome a pílula vermelha:
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É comum considerar que novas tecnologias causam desemprego. Não é correto. Elas causam readequação de trabalho. Demanda por desapego.

O ser humano é uma espécie que tem demandas em espiral. Se você conquista algo hoje, já começa a projetar uma nova demanda para amanhã.

Nossos avós não viam Netflix. E hoje muita gente não passa o fim de semana sem ele.

Novas tecnologias permitem que possamos ser mais criativos, como diz um dos Bimodais:

Vemos na jornada humana a transferência das atividades mais repetitivas para as máquinas e de permitir, com isso, atividades mais humanas e criativas para o Sapiens.” – Augusto Borella.

O ser humano, assim, tem o que podemos chamar de Demanda Progressiva do mais básico para o cada vez mais sofisticado.

Quando uma máquina substitui um ser humano, o custo cai, sobra dinheiro para o consumidor comprar algo novo, que gera trabalho em outro lugar.

Quem iria imaginar há vinte anos que haveria a profissão de personal trainer, passeador de cachorro ou coaching de felicidade? Tecnologias permitiram isso, reduzindo custos em outros setores.

Todas as profissões novas que surgem são fruto da redução de custo de uma anterior que foi substituída por uma máquina ou por um processo operacional mais sofisticado.

Estamos na Civilização 2.0 caminhando para um mundo de pouco emprego e muito trabalho dinâmico em que as pessoas precisam reaprender novas atividades o tempo todo.

Estamos passando da mentalidade profissional mais fixa (do emprego em organizações tradicionais verticais) para a mais flexível (do trabalho em grandes plataformas horizontais e mais distribuídas).

O problema com a chegada de novas tecnologias, portanto, não é a crise do desemprego, mas a do desapego! A capacidade de se reinventar rápido e migrar para o novo posto que vai se abrir.

Precisamos ter uma mentalidade inovadora e flexível. Missão cada vez mais desafiante para todos os educadores (das crianças, dos jovens e dos adultos) que querem ser mais adequados neste novo século.

É isso, que dizes?

O tema da mentalidade flexível faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse um dos nossos alunos sobre a formação Bimodal:


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Para lidar melhor com a realidade e atingir seus objetivos, é preciso “muscular” o raciocínio lógico.

O raciocínio é o exercício da reflexão sobre as emoções pelo qual se procura alcançar o entendimento de atos e fatos para se viver melhor.

A lógica é a atividade intelectual, que visa definir o que é mais do que é menos verdadeiro.

O raciocínio lógico é, assim, o exercício de reflexão sobre as emoções para definir o que é verdadeiro, ou não.

Vejamos perguntas e respostas sobre nossa relação com a realidade usando as conclusões que cheguei usando o meu raciocínio lógico, ajudado por diversos filósofos.

Perguntas e respostas filosóficas sobre a realidade: a realidade existe? Sim, existe, pois se você ficar na frente de um trem em movimento , você morre.

Qual o objetivo de conhecer a realidade portanto? Para que você possa viver, se possível, cada vez melhor.

Como saber se a realidade que estou vendo é real? Testando e avaliando se as decisões tomadas a partir da sua lógica estão te ajudando a viver melhor ou pior.

Como melhorar a minha visão da realidade? Desenvolvendo um método, que vai reduzindo erros na maneira de pensar, sempre comparando decisões com resultados, tendo como critério: estou vivendo melhor?.

Como evitar que o que descobri hoje sobre a realidade não se perca amanhã? É preciso criar um “diário de bordo”, uma narrativa que vai te ajudar a criar seu “mapa do tesouro”.

Quais são as camadas que facilitam enxergar a realidade? Conforme o desconforto, temos: problema, metodologia, teoria e filosofia. Dependendo do ajustes é preciso identificar aonde está o erro.

Como não se perder ao longo da jornada em busca do conhecimento da realidade? Sempre se perguntar: estou vivendo melhor hoje do que ontem? Minha lógica continua válida? Precisa de ajuste? Em que camada?

Fato: quem tem um método de conhecer a realidade, através de um raciocínio lógico tende a viver melhor e vice-versa.

É isso, que dizes?

O tema do raciocínio lógico faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse André sobre a nossa formação:


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A educação já se alterou no tempo. Não começou do jeito que é. E cabe perguntar: quais fatores gerais de mudanças da sociedade que colaboraram para as alterações educacionais?

Quais foram os fatores específicos de mudança na própria educação que colaboraram para as mudanças?

Podemos dizer, assim, que temos dois fatores distintos para analisar as prováveis mudanças na educação exógenos (da sociedade para a educação) e endógenos (da educação para a própria educação).

Os Fatores Exógenos são aqueles que ao se alterarem na sociedade influenciam as mudanças na educação, tais como mudanças demográficas, tecnológicas gerais e políticas.

Os Fatores Endógenos são aqueles internos da própria educação, tais como novos métodos educacionais, ou tecnologias específicas, como o quadro negro e o giz.

De maneira geral, a discussão sobre o futuro da educação no Brasil e no mundo tem sido feita APENAS  como se a mudança não estivesse sendo feita de fora para dentro, mas apenas de dentro para dentro.

Portanto, o principal erro no atual diálogo sobre o futuro da educação é a Endogenia não rever determinados fatores externos que alteram o rumo da educação em todo o mundo.

Aumento demográfico, novas mídias (novos canais e linguagens) são fatores exógenos que têm forte impacto sobre a educação, mas que, infelizmente, não estão sendo avaliados pelos futuristas de plantão.

Assim, enquanto o diálogo sobre o futuro da educação continuar apenas endógeno (considerando apenas fatores internos) e não passar a exógeno (considerar fatores externos) não vai conseguir sair do atual atoleiro.

É isso, que dizes?

A revisão Ciência Geral sobre a História Humana faz parte do curso Futuro da Educação, que estou promovendo em parceria com a Agência Azul e o ResumoCast.

As inscrições estão abertas.

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Vivemos hoje uma Revolução Civilizacional, a partir da chegada de uma nova mídia. Sim, mídias, como nos ensinou Pierre Lévy, abrem espaço para o sapiens criar novas civilizações!

Temos uma nova mídia descentralizadora, que nos permite viver dois movimentos distintos.

  • Temos hoje um renascimento informacional – com muito mais dados nas mãos de muito mais pessoas;
  • Temos hoje  um renascimento administrativo – possibilidade de operar e gerenciar cada vez mais decisões por parte de muito mais pessoas.

O cliente, a partir da nova mídia, consegue ter muito mais poder do que antes e isso não volta para trás, será cada vez mais assim.

As organizações tradicionais foram criadas dentro de um modelo midiático no qual “conversar” com o cliente era através da oralidade (telefone) ou escrita (carta e depois e-mail, formulário).

O cliente 1.0 era muito mais passivo do que o 2.0, pois era desprovido de informação, capacidade de troca, de pesquisa.

O cliente 2.0 não conversa com as empresas. Ele clica, dá estrela, comenta. É ou outro tipo de diálogo muito mais dinâmico e exponencial.

As organizações que hoje fazem sucesso são aquelas que estão uberizando os serviços, deixando cada vez mais o controle de qualidade na mão dos clientes.

O Cliente 2.0 estará muito mais no epicentro dos negócios do que jamais esteve. As empresas que querem competir por ele, terão que adotar uma nova filosofia administrativa.

Uma Organização 1.0 NUNCA irá conseguir se relacionar bem com um Cliente 2.0. O fosso entre os dois só tende a aumentar!

É isso, que dizes?

Todos os detalhes da visão dos Bimodais sobre o tema foi detalhado no e-book, que está saindo do forno esta semana. Resultado da versão 4.3 da nossa imersão do segundo semestre.

Eu te convido para baixar de graça. O link é este: http://bit.ly/clienteepicentro

 

Podemos dizer existe uma espécie de ciência geral da história humana com algumas teorias de como o sapiens se adapta para sobreviver no tempo.

Alguns historiadores dividem o passado pelos ciclos econômicos, outros pela política e alguns outros apenas pelos fatos de forma descritiva.

A Ciência Geral sobre a História Humana é a base para a sustentação das várias ciências específicas, tais como economia, sociologia e educação.

Quando se pensa o futuro da educação, se estará de alguma forma, querendo ou não, adotando uma Ciência Geral sobre a História Humana e aplicando no campo específico.

Temos aí um grande problema.

Vivemos hoje uma crise de paradigmas, pois a forma como pensávamos que o Sapiens se adaptava no tempo está equivocada. Repito, completamente equivocada!

A crise de paradigma da Ciência Geral sobre a História Humana tem um um efeito dominó devastador em todas as ciências sociais correlatas, incluindo o futuro da educação.

As atuais teorias, todas elas,  da Ciência Geral sobre a História Humana não previa que o aumento populacional ocasiona Revoluções Midiáticas.

As atuais teorias, todas elas,  da Ciência Geral sobre a História Humana não previa que Revoluções Midiáticas provocam Revoluções Administrativas.

As atuais teorias, todas elas,  da Ciência Geral sobre a História Humana não previam que Revoluções Administrativas nos permitem descentralizar as atividades da sociedade, onde se inclui a educação.

O problema que temos hoje, portanto, não é discutir o futuro da educação, mas estabelecer como devemos discutir o futuro da educação. De onde temos que começar o debate sobre esse tema!

A Antropologia da Sobrevivência, nova Ciência Geral sobre a História Humana, recoloca a jornada do Sapiens no seu devido lugar e todo debate sobre o futuro da educação tem que se iniciar por essa revisão de paradigma.

Estamos diante de mais uma Revolução Civilizacional que nos fará ter um modelo educacional completamente distinto do que é hoje nas próximas décadas, algo similar à passagem da Educação Oral para a Escrita.

Temos uma possibilidade enorme pela frente de superar a atual limite educacional da qualidade na quantidade e da quantidade com qualidade.

Porém, para que possamos iniciar o uso do novo potencial filosófico-tecno-midiático na educação que temos pela frente é preciso desapegar do passado. Entender claramente onde estamos e para onde podemos ir.

É isso, que dizes?

A revisão Ciência Geral sobre a História Humana faz parte do curso Futuro da Educação, que estou promovendo em parceria com a Agência Azul e o ResumoCast.

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É inegável que vivemos hoje mudanças na sociedade que as ciências sociais não previram e não conseguem explicar.

O avanço da ciência e justamente feito disso: novos fenômenos demandam novas filosofias, teorias ou mesmo novas ciências.

A mudança de mídia tem alterado TODOS os setores da sociedade, uma força de alteração social até então COMPLEMENTAMENTE ignorada pelas teorias sociais de plantão.

As tecnologias no geral e as mídias em particular foram forças ignoradas pelos teóricos das ciências sociais ao longo dos últimos séculos e agora a conta chegou.

Hoje, se estuda política, economia, educação, sociologia, comunicação, história, informação de maneira isolada. Porém, o novo fenômeno digital torna inútil diversos esforços.

É preciso uma nova ciência para recolocar uma visão geral da sociedade com novos paradigmas. E, só então, se voltar para detalhes específicos das demais ciências sociais. É um recomeço.

Não vai se entender o novo século sem uma revisão filosófica geral sobre a relação do Sapiens com a demografia, as tecnologias, as as mídias e os macro modelos administrativos.

Temos hoje claramente nas Ciências Sociais o que Thomas Kuhn denominou de anomalia: os fatos estão indo para um lado e as teorias para outro.

Boa parte do que foi pesquisado até aqui nas Ciências Sociais terá que ser revisto sob este novo ângulo das Revoluções Midiáticas – o que não for, perderá a validade.

É isso, que dizes?

O tema da crise das Ciências Sociais faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse Vinicius sobre a nossa formação:


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Existem fenômenos que por gerarem sofrimento, mal estar ou até curiosidade, demandam estudos científicos.

Os fenômenos têm um tempo específico entre causa e consequência. O que os define como micro, meso, macro ou cosmo históricos.

Um eclipse é um fenômeno Macro-Histórico, pois ocorre com a distância de séculos, como algumas erupções de vulcão, terremotos, tsunamis ou revoluções de mídia.

A maior parte das ciências estuda fenômenos micro ou meso históricos, pois as causas e efeitos estão próximos.

Há fenômenos que ocorrem mais raramente e, por causa disso, é necessária uma ciência compatível para que possa analisar as causas bem antigas com as consequências atuais.

Um cientista interessado naquele fenômeno/problema mais raro vai ser OBRIGADO a trabalhar com um tempo análise de causa e consequência maior.

As causas dos fenômenos macro históricos estarão distantes das consequências.

E, por isso, o estudo exige uma análise de tempo mais ampla. Não é uma opção, mas algo que precisa ser feito para haver compatibilidade com o fenômeno.

Fenômenos micro, meso, macro e cosmo históricos precisam de tempos distintos de análise.

A principal dificuldade diante das mudanças visíveis neste novo século é justamente esta: revoluções de mídias são fenômenos recorrentes, Macro-Históricos, com causas distantes das atuais consequências.

No caso das Revoluções Midiáticas, as causas (aumento populacional) estão distantes das consequências (mudança do macro modelo administrativo), que se iniciam com a chegada de nova mídia.

Não é possível compreender algo que tem ciclos milenares ou seculares com análises de anos ou décadas. Simples como dois mais dois é quatro.

O principal problema diante do digital é: o fenômeno é analisado como único e não recorrente. Assim, se olha para os fatos e não se procura os padrões das recorrências.

E temos, assim, uma situação bizarra: em pleno século XXI, a sociedade dita do conhecimento vive um fenômeno de alto impacto social, sem uma ciência que o explique.

A Antropologia da Sobrevivência nasce para entender os padrões das Revoluções Midiáticas, com o objetivo de ajudar a sociedade a lidar melhor com elas.

A Antropologia da Sobrevivência parte das seguintes premissas:  somos uma Tecnoespécie aberta, que pode crescer demograficamente,  mas, por causa disso, faz Revoluções Midiáticas recorrentes para sobreviver e viver melhor.

A Antropologia da Sobrevivência procura padrões Macro-Históricos e não se prende a fatos cotidianos para entender onde estamos e para onde vamos. Por causa disso, consegue projetar o longo prazo.

A Antropologia da Sobrevivência é uma ciência nova, engatinhando, mas é a única, note bem a afirmação, a única, capaz de entender e projetar o que vai ocorrer com o Sapiens daqui por diante.

É isso, que dizes?

O tema Antropologia da Sobrevivência faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse Adauto sobre a nossa formação:


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O primeiro grande passo para quem ler profissionalmente melhor é o seguinte: você não lê para você, mas você lê para o seu cliente.

Um profissional (aquele que sabe resolver um problema) estuda para minimizar cada vez mais a “dor” do seu cliente.

O segundo grande passo para quem ler profissionalmente melhor é o seguinte: você não lê como se fosse uma série do Netflix.

Você não lê um livro atrás do outro, de forma compulsiva, mas desenvolve uma espécie de narrativa particular sobre o problema do seu cliente.

Uma narrativa profissional particular é dividida em duas partes: a visão e a sugestão de ação escolhidas para minimizar o problema do seu cliente.

As leituras profissionais precisam trazer subsídios para você melhorar continuamente a sua narrativa particular sobre o problema do seu cliente.

Os autores que você lê precisam ser vistos como “supermercados de conceitos”. Você vai lê-los para melhorar a sua narrativa profissional.

Você não vai a um mercado comprar tudo que existe lá, mas escolhe em cada prateleira os conceitos que vão te ajudar na sua narrativa.

Um autor (“supermercado de conceitos”) tem que ser avaliado pela quantidade e qualidade dos conceitos que você consegue encaixar na sua narrativa.

Um autor pode ter um conceito ótimo numa prateleira e o resto todo do “supermercado” não ter nada de bom. Mas aquele conceito valeu a visita.

As pessoas costumam ler profissionalmente sem nenhum método, como se fosse um romance, lê-se muito e se aproveita muito pouco.

É isso, que dizes?

O tema da melhoria das leituras profissionais faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse David sobre a nossa formação:


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Existe uma nova regra geral para entender o Sapiens: o aumento demográfico progressivo nos obriga a ter que oferecer mais liberdade e responsabilidade para cada cidadão.

É uma questão matemática: cada pessoa tem que tomar uma quantidade enorme de decisões. Se isso vai se centralizando, as decisões vão piorando.

Quanto mais gente vamos tendo no planeta, mais as decisões precisam ser distribuidas para que ganhem qualidade. Isso é uma lei da espécie e não uma ideologia!

Novas mídias descentralizadoras, como é o caso do Digital, trazem um aumento da liberdade por vias tecnológicas. As pessoas, rapidamente, saem de uma baixa para uma alta taxa de abundância de informação .

Mais liberdade implica aprendizado e, principalmente, se responsabilizar pelas consequências dos seus atos.

Estamos vivendo um novo macro ciclo descentralizador, de aumento radical de mais liberdade e de responsabilidade. E as pessoas estão despreparadas para estas mudanças.

Nosso problema hoje é similar ao do fim da idade média com a chegada de Prensa: nossa mentalidade está despreparada para viver com a atual taxa de liberdade e responsabilidade.

Pior.

O tempo que estamos tendo de preparação da atual mentalidade (com menos liberdade) para a nova é muito curto.

Por incrível que pareça o aumento da liberdade tem nos levado a angustia, sofrimento e conflitos desnecessários.

Como se preparar para mais liberdade? Entender o que realmente está mudando e o que é preciso alterar dentro de nós para podermos nos situar nesse novo cenário.

É isso, que dizes?

O tema do aumento da responsabilidade faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse André sobre a nossa formação:


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As mídias são a placa-mãe da espécie. E toda a sociedade cria ideias, a partir deste potencial e limite.

Como nos ensinou Marshall McLuhan (1911 – 1980) o meio é a mensagem. O meio influencia fortemente nossas objetividades e subjetividades.

Muito do que é possível fazer, ou não fazer, na sociedade está de alguma forma relacionado as mídias disponíveis.

Tínhamos antes do digital o que podemos chamar de macro filosofia – um conjunto de preceitos sociais compatível com as mídias de plantão.

Temos ainda fortemente, por exemplo, uma filosofia de controle sobre produtos e serviços, no qual é inimaginável NÃO termos um “carimbador central”.

Boa parte das pessoas, principalmente empresários ainda desconfia da qualidade gerada pela reputação digital (curtições, cliques e estrelinhas).

A principal dificuldade que se percebe hoje não é a implantação de novas tecnologias, mas a aceitação das novas filosofia que foram criadas a partir delas.

A crise filosófica é, sem dúvida, um fenômeno típico da fase inicial de uma revolução midiática, quando novas filosofias vão sendo criadas.

Quando se fala em Transformação Digital eu diria que o principal desafio, antes de tudo, é de Transformação Filosófica.

Temos que superar a crise filosófica da dificuldade da passagem de uma civilização de controle de qualidade mais centralizado para uma de controle de qualidade mais distribuído.

É isso, que dizes?

O tema da crise filosófica faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse Gilson sobre a nossa formação:


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Admiro o empreendedorismo que vem dos americanos, pois eles são exemplo para todo o mundo – isso é inegável.

Os americanos têm no sangue o que os filósofos chamam de hiper-pragmatismo, que é uma facilidade muito grande de tirar as ideias do papel e colocar para rodar.

O pensamento americano, de maneira geral, trabalha muito bem no âmbito metodológico e operacional, mas têm certa dificuldade quando subimos para o nível filosófico/teórico.

Para criar uma empresa do zero, basta aplicar o hiper-pragmatismo que a tendência de sucesso é grande, mas não podemos dizer o mesmo quando se trata de transformar uma organização tradicional.

A chamada Transformação Digital implica necessariamente num processo muito delicado, quase como se fosse um “transplante de medula“.

Para se fazer um “transplante de medula”, o transformador digital tem que ter um mapa muito claro do que vai tirar e o que vai colocar no lugar, sob o risco de matar o paciente.

E aí está o problema dos americanos na Transformação Digital, vivemos hoje uma crise filosófica-teórica, que precisa ser resolvida, antes de proceder o “transplante de medula“.

A Revolução Digital é um fenômeno Macro-Histórico, recorrente, raro que precisa ser estudado no tempo para que possa ser compreendido na sua totalidade.

O hiper-pragmatismo americano tenta sem sucesso entender o Digital usando método Indutivo (análise dos fatos/sem revisão de paradigmas) e não Dedutivo (revisão de paradigmas para posterior revisão dos fatos).

Até hoje NENHUMA empresa tradicional conseguiu com a Transformação Digital Americana liderar novos mercados. Motivo: o hiper-pragmatismo e sua influência no mundo.

Estamos viciados no método americano de resolver problemas com “martelos”, mas temos hoje um desafio que exige “chaves de fendas”. Ou se consegue entender isso, ou se continua no mesmo lugar, vendo o trem do futuro passar.

É isso, que dizes?

O tema da Transformação Digital baseado no método Dedutivo faz parte da Quarta Imersão da Bimodais Futurismo Competitivo. Veja o que disse Elisângela sobre a nossa formação:


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Temos o que Carl Menger (1840-1921) nos legou: “Todas as coisas são regidas pela lei da causa e do efeito.”

Não há possibilidade do Sapiens saltar, em 220 anos, de um para oito bilhões de Sapiens sem efeitos colaterais.

Não há possibilidade do Brasil saltar, em 120 anos, de 30 para 210 milhões de brasileiros sem efeitos colaterais.

Ignorar os efeitos colaterais do aumento populacional no mundo e no Brasil é o grande equívoco dos estudiosos do Digital.

A chegada e a massificação da Internet é uma ação involuntária e espontânea, um efeito, que tem como causa o salto demográfico dos últimos 220 anos.

Temos uma nova regra que rege a jornada do Sapiens: cresceu a população, teremos como efeito, no médio prazo, uma Revolução Midiática.

O aumento de número de Sapiens no planeta provoca, ao longo do tempo, a obsolescência da nossa forma de nos comunicar e de nos organizar.

Quem quer entender onde estamos e para onde vamos, precisa promover esta revisão da jornada do sapiens para conseguir projetar o futuro.

A Civilização 2.0 tem com grande novidade a possibilidade de começarmos a criar uma nova forma de gerenciar nossa sobrevivência, utilizando a forma de comunicação similar a das formigas.

A Civilização 2.0 tem um modelo de organização disruptivo em relação ao passado, pois saímos da Gestão (controle de qualidade centralizado) para a Curadoria (controle de qualidade distribuído).

Saímos na Civilização 2.0 do atual modo-organizacional mamífero (sonoro) para o das formigas (rastros), que tem uma lógica administrativa completamente distinta.

Quem não entender a guinada civilizacional, vai se afastar cada vez mais da “locomotiva futura” e irá se transformando em cada vez mais “vagão”.

É isso, que dizes?

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Uma das principais descobertas da Antropologia da Sobrevivência é o estranho, inusitado e desconhecido fenômeno da Descentralização Progressiva.

A Descentralização Progressiva é uma tendência espontânea do Sapiens só percebida ao longo da Macro História.

O Sapiens é a única espécie do planeta que cresce demograficamente por causa da sua capacidade de se reinventar.

O Sapiens tem a capacidade de recriar a forma com se organiza e, por causa disso, pode manter vivo um número cada vez maior de membros.

O Crescimento Demográfico Progressivo, entretanto, é um fator gerador de cada vez mais complexidade produtiva.

Temos dois tipos de complexidade produtiva: a objetiva (para a sobrevivência) e a subjetiva (para a existência).

O aumento gradativo da Complexidade Produtiva gera a demanda da descentralização em duas direções: primeiro, a operacional e depois a gerencial.

O aumento demográfico nos OBRIGA a ter que descentralizar a operação e as decisões para que possamos sobreviver e viver melhor.

A macrotendência em direção à Descentralização Progressiva, entretanto, não é contínuo, regular e nem uniforme.

O Século Passado, por exemplo, foi um período centralizador, pois tivemos aumento demográfico, porém sem novas mídias descentralizadoras.

O atual século, ao contrário, já está sendo um século descentralizador, com a chegada do Digital.

A Descentralização Progressiva, entretanto, é uma tendência obrigatória para melhorar a qualidade de vida, mas é uma escolha de cada pessoa, organização, país e região.

Todas as Zonas de Atração do novo século serão mais descentralizadas, se beneficiando das novas possibilidades do digital e vice-versa.

A Descentralização Progressiva é uma das grandes novidades das novas pesquisas sobre o sapiens, só possível de ser percebida, quando estudamos movimentos macro históricos, como são as revoluções de mídia.

É isso, que dizes?

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