Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
Neste artigo, Nepô apresenta a Bimodais como um laboratório criado a partir da impossibilidade de encaixar determinadas reflexões no modelo tradicional das Ciências Sociais, defendendo que vivemos uma crise paradigmática provocada pela subestimação do papel das Tecnologias Cognitivas na organização civilizacional. A partir de Thomas Kuhn, McLuhan e da noção das feridas narcísicas da espécie, ele argumenta que somos uma Tecnoespécie e que mudanças nas tecnologias de comunicação e cooperação geram guinadas civilizacionais, propondo a Ciência da Inovação como novo enquadramento explicativo, sustentado por regras estruturais da Inovação Civilizacional e Pessoal, produção descentralizada de conhecimento e validação prática ao longo do tempo.
As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):
Temos que assumir em alto e bom som: somos uma tecnoespécie!
Tecnologias nos moldam, assim como nós moldamos as tecnologias.
A nossa forma de comunicação e cooperação é tecnológica.
Quando as tecnologias cognitivas de comunicação e cooperação mudam, temos uma guinada civilizacional!
Porém, como as mudanças nas Tecnologias Cognitivas eram muito espaçadas, na Macro História, passavam despercebidas.
A incapacidade de prever o tamanho das mudanças atuais está justamente nisso: nossa visão sobre a caminhada do Sapiens está errada!
A dificuldade é clara em explicar fenômenos como uberização, curadoria algorítmica, a mente artificial, a reintermediação progressiva e descentralização em larga escala.
Como até diz Kuhn, interpretação nossa: os novos paradigmas necessários não vêm de dentro, pois o dentro está viciado e intoxicado, precisando vir pessoas de fora não intoxicadas.
A Bimodais de forma muito mais intuitiva do que consciente precisou ser criada para poder ter a liberdade de pensar fora do mainstream.
Eliminamos a necessidade de pares, de regras, de normas para que pudéssemos pensar com liberdade.
É isso que é a ciência. Um grande mercado de ideias, procurando ajudar as pessoas a lidar melhor com os fenômenos.
Quando as teorias (que viram metodologia e operações) ajudam as pessoas a terem vida melhor elas se tornam fortes e vice-versa.
Toda mudança profunda na comunicação é, antes de tudo, uma mudança na arquitetura do poder.
O digital não é apenas uma ferramenta nova, é uma nova ecologia cognitiva.
Quanto maior a complexidade demográfica, maior a pressão por descentralização estrutural.
A descentralização não é uma escolha ideológica, é uma resposta de sobrevivência adaptativa.
Pensar fora do mainstream não é rebeldia, é condição para enxergar o que o mainstream naturalizou.
No fim, a ciência não vence por autoridade, mas por capacidade contínua de explicar melhor a realidade.
As melhores frases dos outros:
“Uma nova verdade científica não triunfa convencendo seus oponentes e fazendo-os ver a luz, mas porque seus oponentes finalmente morrem e cresce uma nova geração familiarizada com ela.” – Max Planck.
“A estrutura das revoluções científicas não é cumulativa; ela ocorre por rupturas.” – Thomas Kuhn
“O significado das crises consiste exatamente no fato de que indicam que é chegada a ocasião para renovar os instrumentos.” – Thomas Kuhn.
“Uma nova verdade científica não triunfa porque os que se opunham a ela veem a luz e saem convencidos, mas porque eles acabam morrendo e surge uma nova geração mais familiarizada com ela.” – Thomas Kuhn.
Vamos ao Artigo:
“Nós moldamos nossas ferramentas e, depois, nossas ferramentas nos moldam.” – Marshall McLuhan.
Há oito anos nascia a Bimodais.
Ela não nasceu de um plano tradicional de carreira acadêmica.
Nasceu de uma impossibilidade.
Da dificuldade concreta de encaixar determinadas reflexões dentro do modelo convencional das Ciências Sociais.
Mas é preciso fazer aqui uma distinção honesta: nem toda rejeição institucional é sinal de ruptura paradigmática.
Muitas vezes é apenas imaturidade teórica.
Como diferenciar uma coisa da outra?
A resposta não pode ser autobiográfica. Precisa ser conceitual. Se uma proposta é rejeitada, mas não amplia o poder explicativo, não integra fenômenos dispersos e não oferece novas previsões estruturais, estamos diante de imaturidade.
Agora, se ela consegue explicar fenômenos que o paradigma dominante trata como ruído, exceção ou mera curiosidade, então podemos estar diante de algo que aponta para além da ciência normal.
Thomas Kuhn nos ajuda a organizar essa reflexão.
Ele distingue momentos de ciência normal e ciência extraordinária.
Na ciência normal, há um paradigma dominante relativamente estável.
Os pesquisadores trabalham para resolver problemas dentro da moldura existente.
É como montar um quebra-cabeça cuja tampa já está pronta.
As peças são encaixadas. Os pares validam. As regras são claras.
Na ciência extraordinária, entretanto, os fatos começam a não caber mais na moldura. As anomalias se acumulam. O quebra-cabeça não é mais o problema. O problema passa a ser a própria tampa da caixa.
Se trouxermos essa lente para as Ciências Sociais contemporâneas, precisamos nomear as anomalias com precisão. Não basta invocar genericamente a Revolução Digital.
A anomalia central é esta: a Ciência Social 1.0 tratou as tecnologias no geral e as mídias em particular como variáveis secundárias, reflexos de fatores econômicos, políticos ou culturais.
Porém, a história nos mostra que as tecnologias alteram nossa forma de estar no mundo.
Frase em destaque:
Temos que assumir em alto e bom som: somos uma tecnoespécie!
Tecnologias nos moldam, assim como nós moldamos as tecnologias.
Porém, há algo ainda mais importante.
Frase em destaque:
A nossa forma de comunicação e cooperação é tecnológica. Quando as tecnologias cognitivas de comunicação e cooperação mudam, temos uma guinada civilizacional!
A história já mostrava isso com a chegada dos gestos, oralidade, da escrita manuscrita e impressa e agora com o digital.
Frase em destaque:
Porém, como as mudanças nas Tecnologias Cognitivas eram muito espaçadas, na Macro História, passavam despercebidas.
Frase em destaque:
A incapacidade de prever o tamanho das mudanças atuais está justamente nisso: nossa visão sobre a caminhada do Sapiens está errada!
Frase em destaque:
A dificuldade é clara em explicar fenômenos como uberização, curadoria algorítmica, a mente artificial, a reintermediação progressiva e descentralização em larga escala.
É nesse ponto que a proposta da Ciência da Inovação emerge.
Não como narrativa alternativa, mas como tentativa de reorganizar o quadro explicativo.
Nepomuceno e a Bimodais, depois de várias décadas de estudo, chegaram a duas fórmulas estruturais.
Regra lógica da Inovação Civilizacional:
S = D/C – quanto mais gente no planeta, mais descentralizado terá que ser o ambiente de sobrevivência.
Regra lógica da Inovação Pessoal:
S = P/D – quanto mais descentralizada for a sociedade, mais cada Sapiens será obrigado a se potencializar, participando mais dos processos e decisões em um processo exponencial de singularização.
A Ciência da Inovação procura integrar fenômenos que antes eram analisados de forma fragmentada e oferecer capacidade de antecipação.
A previsão de que plataformas centralizadas tenderiam, no médio prazo, a enfrentar pressões por modelos mais descentralizados é um exemplo de hipótese estrutural derivada desse enquadramento.
As duas hipóteses de McLuhan podem, assim, ser reinterpretadas pela Bimodais da seguinte maneira
- Somos uma Tecnoespécie;
- E que o surgimento de novas Tecnologias Cognitivas de Comunicação (mídia no popular) são o divisor de água civilizacional.
A partir de Freud, consideramos que estamos diante da Quarta Ferida Narcísica da espécie.
- Copérnico nos mostra que a Terra não é o centro do universo;
- Darwin mostra que o ser humano é uma entre tantas espécies animais com suas diferenças e semelhanças;
- Freud nos mostra que não somos os generais das nossas emoções;
- E, por fim, McLuhan, nos mostra que as tecnologias e as mídias não são neutras.
As mídias moldam nossas formas de perceber, sentir e organizar o poder, desloca o Sapiens do centro do controle consciente sobre sua própria organização social.
Não somos apenas sujeitos que utilizam ferramentas. Somos profundamente moldados por elas de forma voluntária e involuntária.
Essa tese retira do humano a ilusão de autonomia estrutural plena.
Nesse sentido, trata-se de uma ferida narcísica civilizacional.
Diante da crise da ciência social é preciso ficar de fora para enxergar melhor.
Frase em destaque:
Como até diz Kuhn, interpretação nossa: os novos paradigmas necessários não vêm de dentro, pois o dentro está viciado e intoxicado, precisando vir pessoas de fora não intoxicadas.
Frase em destaque:
A Bimodais de forma muito mais intuitiva do que consciente precisou ser criada para poder ter a liberdade de pensar fora do mainstream.
Abrimos uma série de novidades que não fazem parte do que podemos chamar da Ciência 1.0:
Produção diária de artigos, diálogo constante com alunos, que financiam a pesquisa diretamente.
Frase em destaque:
Eliminamos a necessidade de pares, de regras, de normas para que pudéssemos pensar com liberdade.
Kuhn, porém, não afirma que ciência extraordinária dispensa rigor.
Ele afirma que ela redefine critérios.
O rigor da Bimodais se apoia em premissas explicitadas, conceitos progressivamente definidos e registrados, hipóteses confrontadas com eventos concretos, revisões documentadas e coerência entre teoria civilizacional e forma de produção do conhecimento.
Financiamento descentralizado valida relevância percebida, não validade teórica.
A proteção contra a armadilha de produzir apenas o que o público quer ouvir está na manutenção de critérios internos de coerência e na exposição constante a críticas estruturais.
Mais ainda:
Criamos pares artificiais.
Todo o artigo é submetido a uma validação de seis GPTs, que avaliam a originalidade e a funcionalidade do mesmo.
Com tudo isso, podemos afirmar que estamos vivendo uma Renascença Civilizacional.
O que vai consolidar tudo isso é a realidade – nada além da realidade.
Se as explicações, as hipóteses do cenário futuro e as regras conhecidas se mostrarem válidas não hoje, mas amanhã e depois de amanhã.
Frase em destaque:
É isso que é a ciência. Um grande mercado de ideias, procurando ajudar as pessoas a lidar melhor com os fenômenos.
Frase em destaque:
Quando as teorias (que viram metodologia e operações) ajudam as pessoas a terem vida melhor elas se tornam fortes e vice-versa.
É isso, que dizes?










