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Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:


Neste artigo, Nepô apresenta uma reflexão sobre a diferença entre “ser” e “estar” a partir da forma como as pessoas incorporam rótulos como identidade fixa. Ele argumenta que o Sapiens possui alta capacidade de reinvenção e que afirmar “eu sou assim” pode representar um fechamento ao processo de mudança. A identidade é definida como um conjunto de narrativas que organizam sentir, pensar e agir, funcionando como um GPS existencial. Na transição da Civilização 1.0 para a 2.0, marcada por mudanças aceleradas, torna-se necessária uma Identidade 2.0 mais líquida, menos herdada e mais cultivada, evitando que a identidade deixe de ser ferramenta de evolução e se transforme em prisão.

As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):

O que nos cabe perguntar é o seguinte: nós somos ou estamos?

O Sapiens tem como característica principal, diferente de outras espécies, uma capacidade muito maior de se reinventar.

Por isso, temos que ter muito cuidado quando afirmamos que “eu sou assim”.

Por isso, seria mais adequado procurar dizer eu tenho a tendência a isso e aquilo do que optar por “eu sou assim”.

Identidade é o conjunto de narrativas que criamos para organizar nossa forma de sentir, pensar e agir no mundo.

Na Civilização 1.0, a nossa demanda por adaptação ao contexto era muito menor, pois o contexto mudava pouco.

Na Civilização 2.0, com a demanda de mudanças em larga escala temos que nos ver muito mais em fluxo do que no passado.

A Identidade 2.0 precisa ser muito mais líquida do que sólida. É muito menos herdada e muito mais cultivada por cada pessoa.

Há características que achamos estruturais que podem ser contextuais e talvez haja características contextuais que achamos estruturais.

Quando a identidade vira prisão, ela deixa de ser ferramenta de melhoria na saúde física e emocional e passa a ser armadura.

Toda vez que dizemos “eu sou assim”, estamos congelando uma versão que talvez já tenha vencido.

Identidade não é sentença, é narrativa provisória.

O que chamamos de essência muitas vezes é apenas hábito repetido.

Assumir uma identidade fixa pode ser confortável, mas cobra o preço da estagnação.

A identidade saudável não elimina coerência, amplia possibilidades.

Quanto mais o mundo muda, mais precisamos trocar o “eu sou” pelo “eu estou me tornando”.

A verdadeira maturidade é transformar rótulos em escolhas conscientes.

As melhores frases dos outros:

“O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma.” – Abraham Maslow.

“Ninguém pode ser escravo de sua identidade: quando surge uma possibilidade de mudança, é preciso mudar.” – Elliot Gould.

“A identidade não é dada de uma vez por todas, ela se constrói e se transforma ao longo da vida.” – Erik Erikson

“A identidade não é algo que se encontre, mas algo que se constrói.” – Simone de Beauvoir.

“O mais importante não é o que fizeram de mim, mas o que eu faço com o que fizeram de mim.” – Jean-Paul Sartre.

Vamos ao Artigo:

“A identidade não é uma coisa fixa, é um processo de construção e reconstrução contínua.” – Stuart Hall.

Dentro da minha procura da namorada 3.0, encontrei uma moça que se auto-definiu como ecochata.

Ela não disse estou numa fase ecochata. Eu sou ecochata.

O que fiquei pensando.

Não é a primeira vez que alguém na minha procura pela Namorada 3.0 me diz algo do tipo: “Eu sou chata”.

A pessoa incorpora a chatice como identidade.

Vamos refletir o que é identidade.

Tio Google nos diz:

Identidade: conjunto de características que distinguem uma pessoa ou uma coisa e por meio das quais é possível individualizá-la.”

Vamos à origem:

“A palavra identidade tem sua etimologia no latim identitas, derivada de idem, que significa “o mesmo”. O termo evoluiu do latim tardio, com raízes em identidem (“repetidamente”, “igual e igual”), indicando a qualidade do que é idêntico, igual a si mesmo ou a outra coisa, consolidando-se no sentido de características únicas de alguém.”

Frase em destaque:

O que nos cabe perguntar é o seguinte: nós somos ou estamos?

Frase em destaque:

O Sapiens tem como característica principal, diferente de outras espécies, uma capacidade muito maior de se reinventar.

Frase em destaque:

Por isso, temos que ter muito cuidado quando afirmamos que “eu sou assim”.

O “eu sou assim” pode ser traduzido da seguinte forma:

Eu consolidei em mim formas de pensar e agir das quais não quero ou não tenho capacidade de modificar.

Podemos, entretanto, separar algumas características das pessoas.

Fulano tem uma tendência maior à extroversão e sicrano à introversão. Isso é uma tendência mais estrutural do que conjuntural.

É importante, entretanto, definir que existem taxas e contextos que podem estimular uma maior ou uma menor extroversão ou introversão.

Frase em destaque:

Por isso, seria mais adequado procurar dizer eu tenho a tendência a isso e aquilo do que optar por “eu sou assim”.

Podemos chamar esse fechamento ao processo de identidade tóxica e a abertura da possibilidade de mudar de identidade saudável.

Frase em destaque:

Identidade é o conjunto de narrativas que criamos para organizar nossa forma de sentir, pensar e agir no mundo.

Ela nos dá coerência interna, estabilidade emocional, pertencimento grupal e direção existencial.

A identidade funciona como um GPS existencial.

Frase em destaque:

Na Civilização 1.0, a nossa demanda por adaptação ao contexto era muito menor, pois o contexto mudava pouco.

Frase em destaque:

Na Civilização 2.0, com a demanda de mudanças em larga escala temos que nos ver muito mais em fluxo do que no passado. 

Agora você pode escolher sua causa, sua tribo, seu posicionamento público, seu estilo de vida e seu conjunto de rótulos.

Frase em destaque:

A Identidade 2.0 precisa ser muito mais líquida do que sólida. É muito menos herdada e muito mais cultivada por cada pessoa. 

Podemos chamar isso de Identidade Líquida ou 2.0 (nada a ver com Bauman).

Frase em destaque:

Há características que achamos estruturais que podem ser contextuais e talvez haja características contextuais que achamos estruturais.

Frase em destaque:

Quando a identidade vira prisão, ela deixa de ser ferramenta de melhoria sa saúde física e emocional e passa a ser armadura.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

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