Feed on
Posts
Comments

Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:

Neste artigo, Nepô apresenta o conceito de FBO (Formatação Básica Obrigatória), defendendo que o Sapiens só se torna Sapiens após ser formatado por paradigmas, valores, crenças e modelos de cooperação compatíveis com seu estágio civilizacional. Mostra que essa formatação varia conforme as mídias e os Macro Modelos de Cooperação de cada época, diferencia as três mentes (Primária, Secundária e Terciária) e argumenta que viver melhor exige um processo consciente de reformatação, no qual a mente mais sofisticada revisa a mais automática. Ao conectar Inovação Pessoal com a crescente descentralização da sociedade, sustenta que o desafio do Sapiens 2.0 é desenvolver Paradigmas Existenciais Mais Fortes para lidar com a necessidade contínua de revisão, sem cair no relativismo ou na volatilidade.

As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):

As outras espécies são mais instintivas e nós precisamos ser formatados para virar Sapiens.

As outras espécies só têm a Mente Primária o Sapiens foi dotado da Mente Secundária (Operacional) e a Terciária (Existencial).

Um coelho não se pergunta: por que existo, o que quero da minha vida? O Sapiens tem essa capacidade.

Todo o processo que temos de assumir nossa singularidade, não se engane, é um processo de reformatação.

Quando alguém diz que está procurando a sua identidade perdida, pode estar certo de que esta pessoa está perdida.

Apesar de muita confusão, é preciso entender que o Sapiens vira Sapiens depois que passa por uma FBO – Formatação Básica Obrigatória.

A FBO é o software invisível que roda em segundo plano e condiciona nossas escolhas antes mesmo de percebermos que estamos escolhendo.

Não nascemos prontos: nascemos programáveis.

A Civilização não apenas nos abriga, ela nos instala um modo de pensar.

Sobreviver é instintivo; tornar-se Sapiens é um projeto civilizacional.

A verdadeira liberdade começa quando percebemos que fomos formatados.

Revisar a própria FBO é sair do piloto automático da História.

Descentralização não é desordem, é complexidade pedindo mais maturidade.

Quem não reforma a própria mente acaba sendo reformado pelo ambiente.

Identidade não é descoberta arqueológica, é engenharia existencial contínua.

Repensar não é negar quem fomos, é atualizar quem podemos ser.

As melhores frases dos outros:

“Aquele que não pode transformar as suas próprias premissas não pode transformar nada.” – George Bernard Shaw.

“Não nascemos humanos, tornamo-nos.” – Erasmo de Roterdã.

“O homem é um animal amarrado a cordas,  mas capaz de cortá-las e de se recriar.” — Erich Fromm.

Vamos ao Artigo:

“A maioria das pessoas não pensa, apenas rearranja seus preconceitos” William James

Comecemos do início.

Frase em destaque:

Apesar de muita confusão, é preciso entender que o Sapiens vira Sapiens depois que passa por uma FBO – Formatação Básica Obrigatória.

Mas o que exatamente compõe essa tal FBO?

A FBO é o conjunto de paradigmas, valores, crenças, hábitos, narrativas e modelos de cooperação que internalizamos para conseguir sobreviver em determinado ambiente civilizacional. 

Ela inclui linguagem, noções de certo e errado, visão de sucesso, modelo de felicidade, relação com autoridade, trabalho, família e poder. 

Parte vem da educação formal. Parte vem das mídias. Parte vem do senso comum. 

Tudo isso nos molda antes mesmo de termos maior ou menor consciência disso.

A FBO é universal? A necessidade dela é. O conteúdo, não.

Um indígena da Amazônia, um camponês medieval europeu e um jovem hiperconectado da Civilização 2.0 receberam formatações distintas. Por quê? 

Porque cada um viveu sob diferentes mídias e diferentes Macro Modelos de Cooperação. 

Quem define a FBO?

Ninguém sentado numa mesa dizendo “agora será assim”. 

Ela é resultado do Motor da História: aumento populacional, surgimento de novas mídias e, depois, novos modelos de cooperação. 

Família, escola, religiões, mercado e Estado apenas operacionalizam a FBO compatível com aquele estágio civilizacional.

São diversas FBOs, dependendo dos diferentes contextos.

 

Frase em super destaque:

As outras espécies são mais instintivas e nós precisamos ser formatados para virar Sapiens. 

Frase em super destaque:

As outras espécies só têm a Mente Primária o Sapiens foi dotado da Mente Secundária (Operacional) e a Terciária (Existencial).

Frase em super destaque:

Um coelho não se pergunta: por que existo, o que quero da minha vida? O Sapiens  tem essa capacidade.

Frase em super destaque:

Todo o processo que temos de assumir nossa singularidade, não se engane, é um processo de reformatação.

Vamos questionar Descartes aqui, que dizia: penso logo existo.

Podemos dizer que é: repenso logo existo.

O que eu faço para viver melhor?

Eu uso as mentes mais sofisticadas para questionar a mente mais primária para que eu possa ver o que na minha forma de pensar e agir está mais ajudando do que atrapalhando.

Viver melhor passa obrigatoriamente pela revisão da Mente Primária, na qual estão depositadas as bases da nossa  FBO – Formatação Básica Obrigatória.

Mas a Mente Primária é sempre um problema?

Não. Ela é fundamental para a sobrevivência rápida. Quando você vê uma cobra e pula para trás, é ela que age. 

Ela também carrega intuições valiosas e armazena nossos automatismos e piloto automático para viabilizar a sobrevivência. 

O problema é quando ela age o tempo todo sem revisão. A Inovação Pessoal não é eliminar a Primária, mas integrá-la com a Secundária e com a Terciária, num profícuo processo de melhoria continuada.

A Mente Secundária é a que organiza, planeja, compara, testa hipóteses. A Terciária pergunta sentido: quem sou, o que quero da vida, que valores quero sustentar.

Como distinguir as três no cotidiano?

Reação automática é Primária. Planejamento operacional é Secundária. Questionamento existencial é Terciária.

Todos acessam a Terciária da mesma forma?

Em potencial, sim. Na prática, não. 

Depende da maturidade de cada pessoa, no individual.

No coletivo,ambientes mais centralizados desestimulam questionamentos. Ambientes mais descentralizados exigem mais reflexão individual. 

Quanto mais responsabilidade a sociedade transfere para o indivíduo, mais ele precisa ativar a Terciária.

Frase em super destaque:

Quando alguém diz que está procurando a sua identidade perdida, pode estar certo de que esta pessoa está perdida.

Porque não existe identidade pura esperando ser descoberta intacta. 

O que existe é singularidade em construção. Somos tendências e potenciais que dialogam com a FBO recebida. Não há um “eu essencial imutável” escondido dentro de nós. Há um processo.

Anote:

Eu não sou, eu sempre estou!

Se somos formatados e reformatados constantemente, como manter coerência?

A resposta não é parar de revisar. É revisar com eixo, baseado nos seus potenciais.

Reformatação é consciente ou inconsciente? 

As duas coisas. Fomos formatados majoritariamente de forma inconsciente. A reformatação, porém, exige esforço consciente. É aqui que entra o repenso, logo existo.

Existe o risco de virar um camaleão social?

Sim, se a reformatação for apenas adaptativa e oportunista. Não, se for orientada por Paradigmas Existenciais Mais Fortes. Sem fundamentos estruturantes, a revisão vira volatilidade. Com fundamentos, vira maturidade.

Se tudo pode ser revisto, não caímos no relativismo absoluto?

Não, se houver arquitetura. É exatamente por isso que precisamos organizar o Sensitivo, o Operacional e o Existencial de forma integrada. Sem mapa, a reformatação gera crise. Com mapa, gera crescimento.

Tudo que é identificado como fator atrapalhante, merece revisão. O que é fator ajudante, merece ser aprimorado e icentivado.

Quando falamos em Inovação Pessoal, um dos braços da Ciência da Inovação, precisamos questionar algumas premissas equivocadas do mainstream:

  • Não existe identidade pura, pois o Sapiens para ser Sapiens é formatado; 
  • O que temos são tendências e potenciais que vão usar a FBO específica para tentar viver melhor; 
  • O grande diferencial para que possamos ter vida melhor é a capacidade que temos de desenvolver nossas Mentes Mais Sofisticadas.

Quando pensamos nos desafios do Sapiens 2.0, temos o seguinte:

  • Precisamos de uma nova FBO, que nos permita lidar com um mundo mais dinâmico, descentralizado e inovador; 
  • Precisamos de Paradigmas Mas Fortes para entender nossa capacidade de reformatação.

Anota as regras:

  • Quanto mais gente no planeta, mais vamos caminhar para a descentralização no longo prazo; 
  • Quanto mais descentralizada a sociedade, mais vamos precisar desenvolver a nossa capacidade de reformatação.

Mas a descentralização é inevitável? Não houve impérios e ditaduras mesmo com aumento populacional?

Sim, houve centralizações conjunturais. 

Porém, no longo prazo, na Macro História, quanto mais gente no planeta, maior a Complexidade Demográfica. Modelos excessivamente centralizados passam a não dar conta da diversidade crescente. 

A tendência estrutural é ampliar a responsabilização individual, ainda que haja idas e vindas.

Descentralização leva ao caos?

Leva ao caos se mantivermos paradigmas antigos. Não leva ao caos se criarmos novos mecanismos de cooperação e confiança. O desafio do Sapiens 2.0 não é fugir da descentralização, mas amadurecer para operá-la.

A descentralização fortalece a ordem espontânea, mais adequada para complexidades maiores. A centralização fortalece a ordem dirigida, menos adequada para maiores complexidades.

A reformatação constante gera crise existencial?

Sim, se não houver fundamentos.

Não, se houver Paradigmas Mais Fortes orientando escolhas.

Repenso, logo existo, não é um convite ao desespero. É um convite à maturidade.

O problema não é revisar tudo.

O problema é viver sem revisar nada.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

Leave a Reply