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Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
Neste artigo, Nepô apresenta a ideia de que uma das principais dificuldades de mudança pessoal está na confusão entre identidade e paradigmas. Ao explicar o conceito de Formatação Básica Obrigatória (FBO), ele argumenta que todos recebemos uma base de crenças e referências da sociedade para conseguir viver em grupo, mas que esses paradigmas não devem ser confundidos com nossa identidade profunda. Quando isso acontece, qualquer revisão de ideias passa a ser sentida como uma ameaça pessoal. Nepô defende que uma vida mais saudável exige a capacidade de revisar continuamente esses paradigmas, ampliando a chamada bancada reflexiva, especialmente no contexto da Revolução Digital, que exige maior capacidade de reconfiguração pessoal no Sapiens 2.0.

As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):

Muitos dos paradigmas da FBO – Formatação Básica Obrigatória ajudam a viver melhor e outros começam a atrapalhar.

O que é uma vida mais saudável? A capacidade que temos de revisar, de nos reformatar, revendo os paradigmas atrapalhantes e aperfeiçoando os ajudantes.

Me reformato, logo existo.

Ou me reformato, assim, consigo ser o mais Sapiens possível.

Sim, as ideias estão coladas em nós, mas temos que criar uma espécie de faxina diária para ir tirando aquilo que está nos atrapalhando.

Há uma confusão entre identidade e paradigmas, que precisa ser quebrada.

É preciso aprender a desconfiar da própria identidade.

Confundimos a formatação básica obrigatória que recebemos da sociedade com aquilo que realmente somos.

Desconfiar da própria identidade é o primeiro passo para libertar o pensamento.

Quando a identidade se confunde com os paradigmas, qualquer revisão passa a parecer uma ameaça existencial.

A identidade mais saudável não é a que permanece fixa, mas a que consegue se revisar continuamente.

Ser Sapiens não é manter a mesma formatação para sempre, mas desenvolver a capacidade permanente de reformatar-se.

O verdadeiro amadurecimento humano começa quando percebemos que muitos dos nossos “eus” são apenas paradigmas herdados.

As melhores frases dos outros:

“Aquele que não pode mudar a própria mente, não pode mudar nada.” – George Bernard Shaw.

“Tornar-se si mesmo é uma tarefa de toda uma vida.” – Søren Kierkegaard.

“O curioso paradoxo é que, quando me aceito como sou, então posso mudar.” – Carl Rogers.

“Não há afirmação que não seja autoafirmação, nem identidade que não seja construída.” – Zygmunt Bauman .

Vamos ao Artigo:

“O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar a consciência de si mesma.”Abraham Maslow.

Existe um problema pouco discutido quando falamos de mudança pessoal.

A dificuldade de mudar não está apenas na falta de informação.

Está na identidade.

Quando conversamos com alguém que resiste a revisar suas ideias, aparecem frases muito conhecidas:

“Eu sou assim.”
“Sempre pensei assim.”
“Isso não é para mim.”

Essas frases revelam algo importante.

Os paradigmas deixaram de ser apenas formas de interpretar o mundo e passaram a ser vistos como parte da própria identidade.

O problema é de base.

O Sapiens para ser Sapiens precisa ser formatado – é uma base inicial para poder se virar.

Isso não é a sua identidade fixa, mas a sua identidade em processo.

Frase em destaque:

Muitos dos paradigmas da FBO – Formatação Básica Obrigatória ajudam a viver melhor e outros começam a atrapalhar.

Frase em destaque:

O que é uma vida mais saudável? A capacidade que temos de revisar, de nos reformatar, revendo os paradigmas atrapalhantes e aperfeiçoando os ajudantes.

Descartiando, podemos dizer que:

Frase em destaque:

Me reformato, logo existo.

Frase em destaque:

Ou me reformato, assim, consigo ser o mais Sapiens possível.

Frase em destaque:

Sim, as ideias estão coladas em nós, mas temos que criar uma espécie de faxina diária para ir tirando aquilo que está nos atrapalhando.

Na Escola Bimodal usamos uma metáfora para isso: a banheira de piche.

Os paradigmas grudam na identidade e passam a parecer parte dela, mas não são.

É importante deixar claro que os paradigmas herdados não são negativos em si.

Eles são necessários para a sobrevivência inicial do Sapiens, pois fazem parte daquilo que chamamos de Formatação Básica Obrigatória.

Todos nós recebemos essa formatação da família, da escola, da cultura e das mídias.

Sem ela, seria impossível a socialização.

O problema não está em receber paradigmas – isso não é uma escolha, é uma obrigação.

O problema aparece quando esses paradigmas deixam de ser ferramentas, passíveis de mudança, e passam a ser percebidos como identidade fixa da pessoa.

Quando isso acontece, qualquer questionamento passa a ser percebido como ameaça pessoal.

A pessoa não sente que uma ideia está sendo revisada, pois a ideia faz parte dela mesma.

Frase em destaque:

Há uma confusão entre identidade e paradigmas, que precisa ser quebrada.

Por isso, ampliar a capacidade reflexiva do Sapiens exige um passo anterior.

Frase em destaque:

É preciso aprender a desconfiar da própria identidade.

Ou, pelo menos, de parte dela.

Existe uma diferença importante entre duas frases:

“Eu sou assim.”

“Eu estou assim.”

Quando alguém diz “eu sou assim”, está consolidando a ideia de uma identidade fixa.

Quando alguém diz “eu estou assim”, está reconhecendo uma configuração temporária.

A segunda frase abre espaço para mudança.

A primeira, a principio, fecha.

Boa parte do sofrimento humano vem exatamente dessa confusão.

Frase em destaque:

Confundimos a formatação básica obrigatória que recebemos da sociedade com aquilo que realmente somos.

Mas a formatação básica obrigatória é apenas o ponto de partida.

Não é o destino.

O trabalho existencial de mais qualidade passa exatamente por essa separação.

Se isso era uma demanda ainda tímida para o Sapiens 1.0, se tornou algo fundamental para o 2.0.

De um lado, a identidade mais profunda.

De outro, os paradigmas herdados.

O que, então, podemos dizer que é, assim, nossa identidade?

Na abordagem existenciológica da Escola Bimodal, a identidade mais profunda se aproxima da missão.

A identidade é marcada pelo meu potencial, aquilo que eu, quando faço :

  • gosto e sobe meu BOMTRC (Bom Humor, Otimismo, Motivação, Tranquilidade, Resiliência e Criatividade);
  • ajudo e/ou motivo os outros.

Dessa forma, deixamos de ter uma Identidade de Mente Primária e passamos para uma identidade de Mente Terciária.

A pergunta central da vida passa a ser:

Qual é a minha missão personalizada no mundo?

Essa é uma pergunta da mente terciária.

É a pergunta existencial que organiza o restante da vida.

Alguém poderia perguntar o que acontece com quem ainda não descobriu sua missão.

A resposta é simples.

A descoberta da missão não é um evento imediato.

É um processo progressivo de descoberta, a partir dos contextos (conjunturais e estruturais) externos e internos (referências emocionais).

A própria pergunta já inicia o movimento.

Tem gente que não procura a missão, sendo conduzida pela Mente Primária ou Secundária.

Tem gente que procura e ainda não encontrou sua missão, mas está em processo de investigação existencial.

Essa investigação é natural dentro da jornada de singularização do Sapiens 2.0.

Outra pergunta possível é quem define essa missão.

A missão surge da interação entre características internas do indivíduo e as tecnopossibilidades disponíveis na civilização em que ele vive.

Por isso, ela tende a ser descoberta progressivamente, através de experimentação, reflexão e observação de onde a energia pessoal flui melhor.

Quando essa missão começa a ganhar forma, surge um segundo trabalho.

Revisar os paradigmas que impedem a realização dessa missão.

Esse é o trabalho da mente secundária.

E é aqui que entra a bancada reflexiva.

A bancada reflexiva é a capacidade que a pessoa tem de colocar seus próprios paradigmas sobre a mesa para análise.

Quanto maior essa bancada, maior a capacidade de revisão.

Alguém poderia perguntar como essa bancada pode ser ampliada? 

Ela cresce através de exercícios reflexivos.

Entre eles estão o questionamento de paradigmas herdados, a análise das origens das nossas crenças, a comparação entre diferentes narrativas sobre o mesmo fenômeno e o esforço deliberado de olhar para a realidade por ângulos distintos.

Revisar paradigmas não significa destruir todas as referências.

Significa substituir paradigmas menos funcionais por outros mais adequados ao novo contexto civilizacional.

E estamos vivendo exatamente um momento em que essa revisão se torna cada vez mais necessária.

A Revolução Digital criou uma nova civilização.

Mudaram as mídias, mudaram os modelos de cooperação e mudaram as possibilidades de vida.

Nesse novo cenário, paradigmas que funcionavam no passado podem deixar de funcionar.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

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