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#empreendedorismo_e_felicidade – o desafio empreendedor.

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Mapa(s) Mental (is) do Artigo:

Vamos ao artigo:

“O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante.” – Manson.

Quando lemos livros sobre empreendedorismo, escrito por quem está vivendo o processo, temos sempre um Jogo de Pivotação:

  • fazer algo que o empreendedor se sinta feliz, que resolva ou minimize um desconforto;
  • e, ao mesmo tempo, entregar algo para um cliente para que este se sinta feliz.

Muitos dirão que basta ganhar dinheiro para que o empreendedor se senta feliz, mas isso é falso.

O dinheiro é fundamental para o negócio ser saudável, mas não é tudo, pois tem muita gente que sai de empresas ou empregos que rendem dinheiro por não achar que estão “na sua praia”

Aprendi com o tempo que a mente é um ser independente que gosta de determinadas atividades.

Quando você oferece para sua mente as atividades que ela gosta, ela se sente feliz e te encharca de energia positiva e vice-versa.

Quando alguém diz que não está satisfeito com o que está fazendo é uma mensagem da mente, que está sinalizando que não está satisfeita.

O conceito de felicidade está em voga, pois estamos num processo de Renascença Civilizacional, pois o que antes não era possível ser resolvido agora está sendo.

Mais e mais as pessoas estão podendo personalizar mais a sua sobrevivência e isso significa uma Musculação da Felicidade.

Hoje, muito mais do que antes, empreendedores precisam em função de um mercado mais aberto, inovador, mutante e competitivo:

  • agradar cada vez mais os clientes, no antes, no durante e no depois das vendas;
  • estar o tempo todo se aperfeiçoando;
  • definir com exatidão quem são e quem não são os clientes-alvos;
  • e atender os clientes sempre, através da procura incessante da excelência.

Assim, startups iniciantes ou maduras precisam, cada vez mais, ter uma Missão Consistente para que não percam espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

O que se percebe neste mercado mais aberto e competitivo é uma forte preocupação com valores.

Valores organizacionais não aparecem à toa, mas são resultado de um aumento radical da taxa de empoderamento dos clientes no Pós-Digital

Clientes mais exigentes pedem organizações mais dedicadas e com valores que vêm de dentro para fora e não de fora para dentro.

Dedicação implica necessariamente um afinamento entre a missão da startup e a felicidade individual dos que dela participam.

Ninguém procura a excelência se não tiver um forte envolvimento subjetivo com determinada missão.

A ideia de empreender para apenas ganhar dinheiro fica fora de moda num mercado mais competitivo.

Num mercado mais aberto, competitivo e inovador tem que haver paixão por parte dos empreendedores.

A Paixão Empreendedora não é algo, entretanto, que vem de fora para dentro, mas de dentro para fora.

O cliente precisa sentir que há uma missão, um propósito da organização que lhe vende algo, caso contrário, cria a latência por uma outra que tenha a excelência como meta.

Quando se fala em felicidade, é preciso que cada empreendedor se autoconheça, pois se fulano gosta de martelo, sicrano já é mais chegado a chave de fenda. Se fulano gosta de apertar parafuso, sicrano gosta de fazer parafusos.

É comum startups começarem e os sócios descobrirem mais adiante que não deveriam continuar no projeto, pois aquilo não os deixa mais felizes.

Quanto mais o empreendedor afinar a felicidade do cliente com a sua felicidade, mais chance terá de ter sucesso e vice-versa. 

É isso, que dizes?

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo 

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#Napoleon Hill – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Mapa mental do artigo:

Tabela resumo:

Vamos ao artigo:

“Esse é um dos truques da oportunidade. Ela tem o hábito tímido de entrar pela porta dos fundos.” – Hill.

Conversando com o Bimodal Tulio Severo Jr. da 9weeklabs, ele me recomendou o livro “Quem pensa, enriquece” de Napoleon Hill (1883 – 1970).

Vejamos:

“O propósito deste livro é ajudar você a aprender a arte de mudar sua mentalidade de consciente do fracasso para consciente do sucesso.”

O livro faz dupla com o livro “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se”, de Mark Manson,  que analisei aqui.

É um livro que pretende tirar a mentalidade que temos de pensar pequeno para projetos maiores.

O livro é um grande best-seller e afirma que “qualquer pessoa pode alcançar a grandeza se passar a entender a filosofia do sucesso e os passos necessários para alcançá-lo.”

O livro se vende como “a primeira filosofia de realização individual do mundo”.

Os editores prometem que “não vai apenas mudar o que você pensa, mas vai mudar literalmente o seu jeito de pensar.”

Estou no processo de leitura do livro e este é o primeiro artigo sobre ele.

O livro é uma pesquisa feita pelo autor com homens excepcionalmente ricos e procura criar um método motivacional para transformar sonhos em realidade.

Como diz o autor: “Como os homens ricos ficam ricos?”.

O livro é voltado para a formação individual, mudança de mindset, para que as pessoas possam pensar grande.

É um livro que fez e continua fazendo muito sucesso, mas, ao lê-lo, vejo que ele ficou datado e inspira muito cuidado por parte dos empreendedores que vão lê-lo.
Hill é um representante típico de um empreendedorismo massificado e pré-digital.
 Tivemos antes da Internet um forte movimento massificador da sociedade por dois motivos:
  • aumento populacional;
  • mídia concentrada.

Estes dois fatores provocam uma massificação na sociedade, criando um Movimento Objetivo e Subjetivo de Exogenia, no qual há uma tendência de se pensar a sociedade mais de fora para dentro do que de dentro para fora.

No livro de Hill, se vê claramente o sucesso e a riqueza sendo avaliadas de forma massificada. Faz sucesso quem consegue ter dinheiro e vice-versa.

A nova geração de autores renascentistas do empreendedorismo/motivacional, tal como Mark Manson (veja minha análise aqui) defende um sucesso personalizado, que vem mais de dentro para fora do que de fora para dentro.

Na época de Hill, o empreendedorismo era algo de criação de grandes empresas, num mercado menos competitivo do que agora.

Hoje, existem vários tipos de empreendedorismos e a procura muito mais personalizada da felicidade do que antes.

Mais ainda.

Hill defende um conceito de “inteligência infinita” sobre a qual um empreendedor precisa ter fé, repetir para si mesmo que vai conseguir colocar o seu sonho em prática.

Hill cria, assim, um tipo de empreendedorismo que tende muito mais ao místico do que ao científico.

No livro, “Startup Enxuta”, de Eric Ries (que analisei aqui), temos como base dos projetos empreendedores, praticamente o contrário: uma ideia inicial é apenas o início da jornada, que precisa ser pivotada o tempo todo.

Podemos dizer que Hill é muito mais místico do que Ries, que é muito mais científico.

No livro de Hill, se aponta diversas pessoas que fizeram o Sucesso Massificado (Exógeno), porém muita gente, se seguir as orientações sem muita crítica, tende a um empreendedorismo místico, que pode gerar muitos problemas.

Identifico dois conceitos importantes sobre riqueza, sucesso e grandeza.

  • Riqueza, Sucesso e Grandeza Massificados – com referências de medição quase sempre feitas de fora para dentro, medidas por números, valores, coisas;
  • Riqueza, Sucesso e Grandeza Personalizados – com referências de medição quase sempre feitas de dentro para fora, medidas por  referências individuais.

No livro de Mark Manson fica bem marcado o conceito de que a felicidade saudável é personalizada e sempre medida de dentro para fora e não de fora para dentro.

Em várias passagens do livro de Hill, usa-se o termo “fracassado”, por exemplo, ou “qualquer pessoa pode alcançar a grandeza se entende a filosofia do sucesso e os passos necessários para alcançá-lo.”

É preciso definir de que grandeza ou sucessos estamos falando de dentro para fora ou de fora para dentro?

A frase “você ainda pode ser o que quiser ser.”

Pode ter duas interpretações:

  • tudo que você puder ser, através de um processo de autoconhecimento dos seus potenciais, me parece adequado;
  • já NÃO me parece adequado, tudo que você quiser ser,  SEM um processo de autoconhecimento de seu potencial.

Um violinista nato não deveria abandonar o violino para tentar a bateria para a qual não tem nenhum talento, apenas porque quer ser aquilo que não nasceu com vocação para aquilo.

Aqui se usa um outro aspecto que deve ser questionado:

“Pode-se ter dinheiro, fama, reconhecimento e felicidade se estiver preparado e determinado a ter essas bênçãos.”

Fama é um medidor de de Sucesso Exógeno (de fora para dentro).

Muitas pessoas que tiveram seu trabalho reconhecido posteriormente, abriram mão da fama e do reconhecimento imediato para apostar no longo prazo.

A procura incessante de fama e reconhecimento no curto prazo se enquadra naquilo que Mark Manson denominou de “valores escrotos“.

Ainda não terminei o livro de Hill. Estas são apenas as considerações iniciais.

É isso, que dizes?

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O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo 

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#Thomas_Kuhn – mergulhando neste autor.

 

Melhores frases (em formato vídeo): https://youtu.be/Mtu2-5kti5A

Melhores frases (em formato ppt): https://bit.ly/3rvHp1F

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Mapa mental do artigo:

Vamos ao artigo:

“Processos revolucionários raramente são completados por um único homem e nunca de um dia para o outro.” – Kuhn.

O livro “A Estrutura das Revoluções Científicas” de Thomas Kuhn (1922 – 1996) precisa ser relido, através de um método, que podemos denominar de transposição de áreas.

O livro “A Estrutura das Revoluções Científicas” de Thomas Kuhn Kuhn, na verdade, é um livro facilmente trabalhado sobre o viés da inovação e do empreendedorismo.

Kuhn nos deixa como grande legado a ideia dos paradigmas.

Todos nós vivemos dentro de paradigmas criados no passado, que funcionaram, mas que, de quando em quando, precisam ser alterados.

Kuhn faz um mergulho de como inovamos na ciência na história e nos ensina que o processo de aprendizado humano não é linear e nem cumulativo. É feito de rupturas.

Gênios, novos fenômenos, novas tecnologias, entre outros fatores, criam paradigmas filosóficos, que estruturam, a nossa forma de agir e pensar, sem que tenhamos consciência disso.

Talvez, seja esta a grande contribuição de Kuhn:

  • Paradigmas existem, são invisíveis e mudam, tornando obsoleto o que sabemos.

O que Kuhn nos deixa de legado para a inovação?

  • que as mudanças fazem parte de todos os processos humanos;
  • que somos praticantes da normalidade e nos habituamos com ela;
  • a normalidade acostuma as pessoas a viver dentro de paradigmas filosóficos, que se tornam invisíveis, porém são mutantes;
  • e de que quando surge a extraordinariedade, temos muita dificuldade, por diferentes motivos, de encarar novas formas de pensar e agir.

Kuhn nos fornece uma boa explicação de por que:

  • determinadas empresas e pessoas perdem “o bonde da história”, quando temos novos paradigmas no horizonte;
  • nenhuma organização tradicional é hoje líder no mercado digital..

Kuhn nos ensina que os paradigmas criam barreiras quase intransponíveis para quem vive dentro deles e, principalmente, se beneficiam dele.

Paradigmas são a base estrutural invisível de carreiras, status, remuneração e não é à toa que não se queira abandoná-los, mesmo que estejam obsoletos.

Kuhn chega a comentar que novos paradigmas criam novos mundos e que as pessoas não gostam de novos mundos.

Kuhn cita Max Planck, numa sentença, que explica muito o momento atual diante do Digital:

“Uma nova verdade científica não triunfa convencendo seus opositores e fazendo-os ver a “luz, mas por que seus oponentes finalmente morrem e uma nova geração cresce familiarizada com ela.”

Kuhn é um autor fundamental para melhorar a qualidade do empreendedorismo no Brasil!

Segue abaixo, o que destaquei ao longo da leitura do livro, feita em papel, pois não achei uma versão em português no Kindle:

Ciência Normal x Extraordinária

“Problemas extraordinários não surgem gratuitamente. Emergem apenas em ocasiões especiais, geradas pelo avanço da ciência normal.”

“A característica mais impressionante dos problemas normais da pesquisa que acabamos de examinar é seu reduzido interesse em produzir grandes novidades, seja no domínio dos conceitos seja e no dos fenômenos.”

“A ciência normal frequentemente suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem necessariamente seus compromissos básicos.”

“A maioria dos cientistas durante toda a sua carreira ocultam-se com operações de acabamento.”

“Alguns cientistas adquiriram grandes reputações, não por causa da novidade suas descobertas, mas pela precisão, segurança e alcance dos métodos que desenvolveram visando a rede de terminação de categorias de fatos anteriormente conhecida.”

COMENTÁRIO:

O interessante nas frases acima é de que que Kuhn não critica a ciência normal, ou acha menor, ela é fundamental.

Todos nós na maior parte do tempo operamos dentro do trabalho de “formiguinha” dentro do mesmo paradigma.

Porém, como ocorre na sociedade, vamos conquistando avanços incrementais que nos jogam para novos problemas, que passam a não ter mais solução dentro do paradigma atual.

Um exemplo?

A educação no Brasil.

O problema vem se agravando, pois temos cada vez mais gente no mundo e no Brasil, mérito da normalidade criada até aqui, mas o Paradigma Educacional atual não consegue mais resolver o problema da qualidade em grande quantidade.

E é isso que o novo Paradigma Educacional nos aponta: uma solução Tecnocultural para termos uma educação de massa de qualidade.

O novo paradigma – novo modelo de comando e controle – consegue apontar uma saída para este problema, porém as pessoas – mesmo aquelas que QUEREM REALMENTE melhorar a educação.

Os atuais educadores NÃO conseguem abandonar o Paradigma Administrativo Pré-Digital, no qual é IMPOSSÍVEL oferecer uma educação de qualidade de massa.

Boa parte do Empreendedorismo Digital na Educação tem que estar voltado para criar startups dentro do novo Paradigma Administrativo Pós-Digital, tendo como eixo central: qualidade em grande quantidade.

Quando as anomalias ocorrem quando os membros da profissão não podem mais esquivar-se das anomalias que subvertem a tradição existentes da prática científica, então começa as investigações extraordinárias que finalmente conduzem a profissão ao novo conjunto de compromissos a uma nova base para a prática da ciência.

Dificuldade de abandonar Paradigmas:

“Os cientistas também não estão constantemente procurando inventar novas teorias frequentemente mostram intolerantes com aquelas inventadas por outros.”

Glossário

Paradigmas são realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência. Paradigma é um modelo ou padrão aceito.  Os paradigmas adquirem seu status porque são mais bem-sucedidos que seus competidores na resolução de alguns problemas. Os paradigmas preparam basicamente os estudantes para serem membros da comunidade científica determinada na qual atuaram mais tarde. Um paradigma é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade científica consiste em homens que partilham um paradigma.

Quebra-cabeças – o indivíduo que é bem-sucedido nessa tarefa prova que é perito na resolução de quebra-cabeças. O desafio apresentado pelo quebra-cabeça constitui uma parte importante da motivação do cientista para o trabalho. Quebra-cabeça indica, no sentido corriqueiro em que empregamos o termo, aquela categoria particular de problemas que servem para testar nossa engenhosidade e habilidade na resolução de problemas.

Cientista criador – é aquele que inicia um novo paradigma.

Revoluções Científicas – episódios extraordinários nos quais ocorrem a alteração de compromissos profissionais. São complementos desintegradores da tradição atividade da ciência normal, ligada à tradição. Cada uma das revoluções científicas forçou a comunidade a rejeitar a teoria científica anteriormente aceita em favor de uma outra incompatível com aquela. Uma revolução é uma espécie de mudança envolvendo um certo tipo de reconstrução dos compromissos de grupo. Mudanças revolucionárias precisam ser entendidas como opostas a mudanças cumulativas.

Ciência normal – significa a pesquisa baseada em uma ou mais realizações científicas passadas essas realizações são reconhecidas durante algum tempo por alguma comunidade científica específica como proporcionando os fundamentos para sua prática posterior. A ciência normal não tem como objetivo trazer à tona novas espécies de fenômenos na verdade, aqueles que não se ajustam aos limites do paradigma frequentemente nem são vistos. A pesquisa científica normal está dirigida para a articulação daqueles fenômenos e teorias já fornecidos pelo paradigma.

Novos paradigmas – é como se a comunidade profissional tivesse sido subitamente transportada para um novo planeta onde objetos familiares são vistos sobre uma luz diferente e aí eles se apegam a objetos desconhecidos.

Links

“Os efeitos da linguagem sobre as concepções de mundo.” –  B.L.Whorf.

Objetivo do livro

Concepção do que pode ser a história das ideias científicas. Visa promover uma mudança na percepção e avaliação de dados familiares sobre a ciência. Aborda a psicologia social dos cientistas dentro do campo da lógica ou da epistemologia.

O livro aborda detalhadamente o que causa anomalias ou violações de expectativa atrai a crescente atenção de uma comunidade científica, bem como a maneira pela qual o fracasso repetido na tentativa de ajustar uma anomalia pode induzir a emergência de uma crise. Seu objetivo é esboçar um conceito de ciência bastante diverso do que vem sendo praticado.

Frases escolhidas:

  1. “Quando muda os paradigmas, muda com eles o próprio mundo.”
  2. “O que eram patos no mundo do cientista antes da revolução posteriormente são coelhos.”
  3. “Paradigmas não podem de forma alguma ser corrigidos pela ciência normal.”
  4. “A tentação de escrever a história passada a partir do presente é generalizada e perene.”
  5. “A transferência de um paradigma para outro é uma experiência de conversão e não pode ser forçada.”
  6. “A forma mais fácil de convencer pessoas sobre o novo paradigma e a seguinte eles são capazes de resolver problemas que conduziram antigo para o paradigma uma crise.”
  7. “Mudanças revolucionárias precisam ser entendidas como opostas a mudanças cumulativas.”

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Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

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Mapa(s) Mental (is) do Artigo:

 

Vamos ao artigo:

“Os negócios mais valiosos das próximas décadas serão desenvolvidos por empresários que buscam fortalecer as pessoas, não torná-las obsoletas.” – Peter Thiel.

A Comunidade Empreendedora no Brasil hoje opera mais com um Paradigma Operacional do que com um Paradigma Teórico-Operacional.

Expliquemos.

As Ciências Sociais são feitas a partir de análises de experiências feitas na própria sociedade.

Alguém lança uma ideia de como devemos organizar a sociedade e isso é testado em várias regiões e se é algo que tem resultados positivos se espalha e se perpetua.

O mesmo ocorre com modelos administrativos, produtos, serviços.

Se alguém lança um produto que gera atração da clientela, logo em seguida uma série de empreendedores vai aperfeiçoar aquela ideia.

Diferente das Ciências Não Sociais, nas Ciências Sociais o laboratório é a própria sociedade.

As Ciências Sociais são feitas de teorias para gerar formas de pensar e agir para que o Sapiens viva melhor.

De maneira geral, podemos dizer que em todos os setores da sociedade humana, as pessoas imitam aquilo que dá mais certo.

E nesse processo vamos criando Paradigmas daquilo que é mais ou menos eficaz dentro da sociedade humana.

Há nisso tudo duas instâncias de paradigmas:

  • o Paradigma Operacional – uma forma de pensar e agir MENOS reflexiva, mais operacional, na qual as pessoas imitam o que funciona, mas não entendem muito o cenário geral;
  • o Paradigma Teórico-Operacional – uma forma de pensar e agir MAIS reflexiva, mais teórica, na qual as pessoas imitam o que funciona, mas TAMBÉM procuram entender o cenário geral.

Hoje, vivemos no Brasil e no mundo uma alta taxa de Paradigma Operacional e uma baixa taxa de Paradigma Teórico-Operacional.

Os empreendedores conseguem lançar startups disruptivas, geram negócios saudáveis, mas têm dificuldade de explicar ou entender o cenário geral.

Vivemos hoje uma Crise Paradigmática das Ciências Sociais.

Toda a concepção de como o ser humano avança no tempo precisa ser alterada, a partir dos fatos que estamos presenciando, a partir do Mundo Digital.

Quando olhávamos a história humana, não tínhamos observado que as grandes mudanças civilizacionais tiveram como Fator Detonante a chegada de novas mídias.

Temos repetido por aqui a seguinte regra:

Quanto mais um empreendedor tem uma visão de futuro consistente, mais ele pode criar projetos disruptivos.

Claro que é possível lançar Startups Saudáveis apenas com o Paradigma Operacional, mas se tivermos também um Paradigma Teórico-Operacional Consistente, a chance é maior.

A BIMODAIS, a partir do seu quarto ano e já dentro da sétima imersão modificou a sua missão, vejamos:

Dotar os empreendedores brasileiros de uma visão de futuro consistente para que possam criar startups cada vez mais saudáveis.

Como executar essa missão?

“Através de uma formação teórica consistente da comunidade empreendedora do país.”

Nosso foco hoje é fornecer uma Visão de Futuro Mais Consistente para que a comunidade empreendedora brasileira possa passar dos Paradigmas Operacionais para os Teóricos-Operacionais.

De forma mais leiga ou popular, podemos dizer que a comunidade empreendedora brasileira precisa não só procurar entender o como, mas também compreender os porquês.

Há algumas regras fundamentais para entendermos o novo Motor da História Humana, que vem sendo desenvolvido pela BIMODAIS.

Aqui está a base do que estamos chamando de Paradigma Operacional-Teórico BIMODAL:

  • o sapiens cresce demograficamente por que é uma Tecnoespécie;
  • uma Tecnoespécie se reinventa, de forma incremental, para que possa comportar melhor o aumento da Complexidade Demográfica;
  • porém, de tempos em tempos, quando temos novas mídias, saímos de um processo normal (incremental e cumulativo) para um extraordinário (disruptivo e descontínuo);
  • nestes momentos de disrupção, criamos modelos de sobrevivência mais descentralizados para que se possa aumentar a participação das pessoas nas operações e decisões;
  • a descentralização progressiva é um instrumento básico da espécie para poder lidar, de forma mais saudável e sustentável, no longo prazo, com a complexidade crescente.

Sem a compreensão desta nova forma de perceber o Sapiens, é difícil projetar Startups Saudáveis que possam atender a estas latências mais estruturais.

Podemos chamar a nova visão sobre o Motor da História Humana de Teoria da Mudança para Empreendedores.

Ou Visão de Futuro Mais Consistente, que formam um novo Paradigma Operacional-Teórico.

No caso, nossa visão é a da Teoria da Mudança BIMODAL para Empreendedores.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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#dois_tipos_de_empreendedores – quem são?

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Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Como o futuro pode melhorar se ninguém o planeja?” – Peter Thiel.

Desde que lancei meu primeiro livro “Gestão 3.0”, em 2013, como autor solo,  estou procurando saber quem é meu cliente.

Organizei, de forma bem consistente, a partir de Padrões Históricos, mudanças provocadas pelas mídias, mas a lógica e a coerência do livro, não fez dele e dos outros um grande sucesso.

Ao longo da jornada, sempre me perguntei o motivo.

O autor que melhor me respondeu este meu enigma foi Thomas Kuhn (1922 – 1996).

Kuhn faz um mergulho na inovação científica, nas mudanças que ocorreram ao longo do tempo nas ciências que ele chama de naturais (eu prefiro denominar não sociais).

A conclusão de Kuhn é crucial para a área do empreendedorismo, da inovação, das mudanças:

Todos vivemos imersos na normalidade, na continuidade, da qual tiramos nossos sustento, nossos status, nossa autoridade e, quando há fortes mudanças, que podem tirar tudo isso de nós, lutamos bravamente para que elas não ocorram.

É uma característica humana.

Digo mais.

Na leitura de Kuhn, constatamos que há várias formas de se comprovar determinadas hipóteses, através de testes de laboratório.

Nas Ciências Sociais, entretanto, o laboratório é a própria sociedade.

  • Nos negócios, por exemplo, se lançam novos Itens de Consumo para saber se as pessoas querem comprar;
  • Na política, novas formas de governo para saber se geram, ou não, zonas de atração.

Tudo que vai sendo aceito e procurado pelo Sapiens na sociedade, no longo prazo, são hipóteses que foram validadas. O que não gera atração, são rejeitadas.

(Obviamente, que há Itens de Consumo e formas de governo que são impostos ao Sapiens e se perpetuam não pela sua capacidade de atrair, mas pela capacidade de um determinado grupo de impor isso aos outros.)

Assim, venho, ao longo deste tempo, desenvolvendo o que hoje estou chamando de Teoria da Mudança, que procura explicar as causas e consequências das guinadas observadas, a partir da chegada e massificação do Mundo Digital.

E constatei que as hipóteses de Kuhn estavam  mais próximas dos fatos: as pessoas que operam nos ambientes pré-digitais não têm muito interesse em escutar novas visões sobre a administração, os negócios e a sociedade.

Digamos que até tem, mas desde que as visões sobre o futuro garantam a eles de que as bases filosóficas e metodológicas não serão fortemente alteradas.

Todos os autores que suavizam as grandes mudanças que estamos passando, têm mais chance de fazer sucesso, mesmo que as suas hipóteses tenham muito pouca lógica.

Com o tempo, fui descobrindo que temos na sociedade dois tipos de profissionais:

  • os Empreendedores Sistêmicos – que operam dentro dos Paradigmas Administrativos Pré-Digitais;
  • os Empreendedores Anti-Sistêmicos – que já operam dentro dos Paradigmas Administrativos Pós-Digitais.

O que estamos vivendo hoje é uma mudança na “tampa do quebra-cabeças” e não adianta muito tentar montar as peças de um jogo que ficou obsoleto.

Hoje, os Empreendedores Sistêmicos estão imersos no Paradigma Administrativo Pré-Digital – o que não os permite perceber os riscos e as oportunidades que a Revolução Midiática oferece.

Temos um fenômeno psicológico, que podemos chamar de Paraego, quando o paradigma hegemônico está tão entranhado na mente da pessoa, que se confunde com o ego.

No Paraego, a pessoa, simplesmente, não consegue admitir uma outra forma de pensar que não seja aquela que está acostumada.

O Paradigma se aloja dentro de uma “espinha dorsal subjetiva” da pessoa – o que torna impossível qualquer “transplante” na forma de pensar.

Os Profissionais Sistêmicos não são apenas aqueles que trabalham dentro de organizações tradicionais, mas envolve também tanto os empreendedores individuais como de startups maiores.

Empreendedores com o Paraego “ligado” passam não a criar startups disruptivas, que permitem a solução de problemas antes impossíveis, mas se esforçam para melhorar, de forma incremental, o que existe.

A taxa de solução de antigos problemas de forma completamente diferente passa a ser muito baixa.

Os Paradigmas Administrativos utilizados pelo Empreendedor Sistêmico não consegue compreender a nova dinâmica da sociedade.

Por outro lado, os Empreendedores Anti-Sistêmicos, que têm muito menos a perder, têm uma intuição melhor do novo cenário.

Os Empreendedores Anti-Sistêmicos podem até não ter uma Teoria de Mudança consistente, mas não têm as amarras objetivas e subjetivas que vemos nos Sistêmicos.

Um Empreendedor Anti-Sistêmico quer mudar, quer resolver problemas de outra maneira, está mais aberto e disposto à mudança.

Temos, assim, dois Paradigmas Administrativos hoje na sociedade:

  • O da Gestão – praticado por uma organização ou uma Startup Tradicional, que promove a Intermediação Administrativa Pré-Digital, na qual há um determinado tipo de controle mais centralizado sobre as decisões e processos;
  • O da Curadoria –  praticado pelas Organizações Digitais, que já operam em uma Intermediação Administrativa Pós-Digital, na qual há um novo tipo de controle mais descentralizado do centro sobre as decisões e processos.

O principal problema dos Empreendedores Anti-Sistêmicos estão enfrentando, já que querem a mudança de peito mais aberto, é a passagem de:

  • Uma Teoria da Mudança mais intuitiva e sem grande embasamento conceitual;
  • Para uma Teoria da Mudança mais reflexiva com maior embasamento conceitual.

O que a BIMODAIS tem como grande diferencial competitivo no mercado é justamente oferecer uma Teoria da Mudança mais consistente para os Empreendedores Anti-Sistêmicos.

Nosso foco, a partir da sétima imersão, é ajudar aos Empreendedores Anti-Sistêmicos, que podemos chamar também de Empreendedores Digitais a entender melhor o cenário para que possamos tomar decisões melhores.

Que possam criar muito mais Startups Disruptivas do que temos feito hoje em dia.

É isso, que dizes?

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#teoria_bimodal_para_empreendedores – vamos virar o jogo do empreendedorismo no Brasil dotando cada um de uma visão de futuro consistente!

Resumo do artigo em tabela:

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Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Não existe a possibilidade de promover qualquer mudança sem uma teoria.” – Silvio Meira.

Mudar é – “fazer ou sofrer modificação; modificar(-se), alterar(-se).”

Mudar, portanto, é sair de um determinado lugar para outro pode ser físico, mental ou em diferentes setores da sociedade.

Fato é que:

Ninguém muda sem necessidade, pois mudar pode ter um benefício mais adiante, mas sempre tem um determinado custo.

Toda mudança tem embutida algum tipo de motivo, um desconforto que nos faz querer sair de um ponto “a” para um ponto “b” e a isso chamamos de Teoria da Mudança.

A justificativa de uma determinada mudança é uma teoria. E como temos que fazer a mudança é a metodologia.

Teoria não é algo feito por teóricos, pois todo mundo teoriza, pois tenta explicar algo para si mesmo e para os outros para justificar uma mudança.

Você sempre está teorizando, mas não de forma tão consciente e com um método mais adequado.

Portanto, o que diferencia uma teoria de outra é a sua capacidade de se aproximar dos fatos e nos ajudar a ter uma metodologia mais eficaz para lidarmos melhor com a realidade.

Boas teorias, assim, são mães de decisões melhores.

Se analisarmos o universo do empreendedorismo – o novo foco BIMODAL – temos a Mudança Empreendedora, que significa criar algo diferente para alguém poder mudar.

Um empreendedor é, querendo ou não, um agente de mudanças de seus clientes.

Um empreendedor é um resolvedor de desconfortos alheios.

No livro “Zero a Um” de Peter Thiel, que analisamos aqui, ele sugere que existem dois tipos de Mudanças Empreendedoras:

  • de um a um – algo que já existe e é melhorado, de forma incremental;
  • de zero a um – algo que NÃO existe e é criado do zero, de forma disruptiva.

No Empreendedorismo Digital, o foco principal é o desenvolvimento de novos Itens de Consumo, explorando o potencial de novas tecnologias.

Novas tecnologias permitem que o Sapiens passe a fazer algo que não era possível antes e é daí que vem as grandes oportunidades empreendedoras.

Há, portanto, a necessidade dos Empreendedores Digitais conhecerem o potencial, nem sempre evidente, das novas tecnologias e a essência do ser humano.

Ou mesmo criar algumas ou mesmo mixar algumas para que possa minimizar com eficácia o desconforto dos clientes escolhidos.

Quanto mais criativo é o Pulo do Gato do Empreendedor Digital, da sua capacidade de juntar o lado oculto das tecnologias com as demandas não explícitas dos usuários, mais tem chance de promover algo grande.

Obviamente, que o Pulo do Gato Empreendedor é apenas um primeiro passo, que vai sendo aprimorado, ajustado e cercado da capacidade de criar uma Startup Saudável.

Para isso, entretanto, é preciso que se conheça a fundo:

  • o potencial das tecnologias;
  • quais são os aspectos estruturais e conjunturais nas mudanças civilizacionais;
  • ou seja, é preciso ter claro a essência do ser humano para que se possa perceber demandas não tão visíveis.

Por incrível que pareça, o primeiro passo de uma Formação Empreendedora Eficaz é justamente uma Teoria da Mudança Forte.

Uma Teoria da Mudança Eficaz tem que preparar um empreendedor para:

  • entender as causas das grandes mudanças que estamos passando;
  • qual é o potencial das novas tecnologias?
  • as consequências, a partir de Demandas Estruturais do Sapiens que passam a ser atendidas;
  • e como ele, através da junção de oferta e demanda pode colaborar para que estas Demandas Estruturais do Sapiens possam ser atendidas

Porém, de maneira geral, a Formação Empreendedora que estamos praticando é muito fraca.

Na maior parte das vezes, os Empreendedores Digitais Brasileiros têm Teorias de Mudanças não conscientes.

Não entendem o cenário geral, as principais macrotendências e, por causa disso, não conseguem se antecipar muito adiante ao mercado tradicional.

Quanto mais um Empreendedor Digital estiver baseado em uma Teoria da Mudança Forte mais poderá oferecer algo diferente do mercado tradicional.

Quanto mais consciente é a Teoria da Mudança, mais você tem capacidade de promover ajustes e vice-versa.

Temos alguns problemas hoje na Formação Empreendedora Brasileira:

  • há uma forte Teoriafobia, um preconceito disseminado de que teorizar é perda de tempo, o negócio é ir fazendo;
  • temos um exército de autores que se preocupam nos “comos” e não nos “porquês” – o passo inicial para se realizar qualquer mudança mais consistente;
  • temos, por causa disso tudo, de maneira geral, uma visão rasa do que está ocorrendo e para onde provavelmente estamos indo;
  • o que resulta em startups muito menos disruptivas do que poderiam ser.

É isso, que dizes?

Colaborou o Bimodal: Rodrigo Palhano.

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#pensar_melhor – o desafio de pensar de forma mais reflexiva.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“A certeza é a inimiga do crescimento. Quando aprendemos algo novo, não passamos de “errados” a “certos” — passamos de “errados” a “um pouco menos errados.” – Manson.

Quando se fala em pensar, logo se faz uma falsa contraposição entre a emoção e a razão.

Logo se imagina que a razão é o oposto da emoção.

  • Uma pessoa racional é aquela que pouco se emociona, ou não se emociona.
  • E uma pessoa emocional é aquela que muito se emociona e pouco pensa.

Na verdade, ser humano é um ser sensitivo.

Não é possível não nos emocionar.

Pensar é apenas a tentativa que temos de reduzir a taxa das emoções.

Nós nos relacionamos com a realidade, através das emoções, que é apenas o primeiro passo no processo que vai da emoção para a decisão.

Nós sempre partimos da emoção para depois proceder o processo de perceber, conceituar, narrar e, só então, decidir.

Entre nós e a realidade estão nossas emoções, que filtram os fatos de forma sempre deturpada.

Assim, quando se fala que é preciso “usar a razão”, está se sugerindo não pensar sobre a realidade, mas sobre as emoções que temos sobre a realidade.

Pensar é reduzir a taxa de emoção.

Porém, a redução da taxa de emoção nunca chega a zero.

O ato de refletir é a análise que fazemos sobre as nossas emoções para que possamos reduzir o ruído entre nós e o mundo lá fora.

Quanto mais temos condição de refletir sobre as emoções, baseados em critérios mais lógicos, mais podemos aprimorar nossa qualidade de vida e vice-versa.

Pensar é, assim, um processo de desemoção.

Mas não de desemoção total – que é impossível – mas de redução da taxa emocional para que possamos tomar decisões mais ponderadas.

Quanto menos nos desemocionamos, mais temos a tendência de tomar decisões piores.

É isso, que dizes?

Colaborou a Bimodal: Fernanda Pompeu.

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#Thomas_Kuhn – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Mapa mental do artigo:

Tabela resumo:

Vamos ao artigo:

“Os cientistas também não estão constantemente procurando inventar novas teorias e frequentemente mostram intolerantes com aquelas inventadas por outros.” – Kuhn.

Algumas inspirações, a partir da leitura de Thomas Kuhn (1922 – 1996) :

Qual a diferença entre as Ciências Sociais e Não Sociais?

Todas as ciências são humanas, pois os jacarés, até onde se sabe, ainda não fazem ciência.

A diferença entre as ciências é feita, a partir da essência dos fenômenos: humanos ou não humanos?

As Não Sociais estudam fenômenos não humanos e as sociais os humanos.

Porém, como é o ser humano que estuda os fenômenos não humanos, o estudo estará sempre à mercê das nossas limitações de compreensão.

Por que é mais fácil teorizar nas Ciências Não Sociais do que nas Sociais?

Por que o fator Taxa de Interesse é muito menor nas Ciências Não Sociais.

As descobertas e os paradigmas:

    • das Ciências Não Sociais influenciam INDIRETAMENTE a nossa sobrevivência;
    • das Ciências Sociais influenciam DIRETAMENTE a nossa sobrevivência, pois estamos lidando com economia, política, administração, sociedade, educação, etc.

Nas Ciências Sociais, por envolver diretamente a sobrevivência das pessoas, a carga emocional é muito maior e, por causa disso, há menos consensos e estão muito mais sujeitas a influência da propaganda.

O que são paradigmas?

Paradigmas são bases filosóficas, pontos de partida criados por alguns cérebros diferenciados, que dão a base para que possamos pensar todos os fenômenos.

Todas as ciências trabalham sobre determinados paradigmas (sempre filosóficos) que, com o tempo, por diferentes motivos ficam obsoletos e demandam novos.

Os paradigmas são criados em revoluções científicas – que podemos chamar de Fase Extraordinária de determinada ciência.

O uso dos paradigmas, entretanto, é feito dentro da Fase Normal de determinada ciência.

Quando determinada ciência deixa de prever ou explicar determinada característica de um fenômeno específico, se inicia a demanda por uma revolução científica e a criação de um novo paradigma.

Podemos utilizar o conceito de Paradigmas de Kuhn nas Ciências Sociais?

Porém, o fazer científico nas ciências sociais é muito mais difícil devido à Taxa de Interesses, o que torna o processo de análise muito mais difícil e delicado.

Os paradigmas das Ciências Sociais têm um epicentro que podemos chamar de Teoria Geral da Mudança do Sapiens – ou de Motor da História – que procura explicar quais são as forças que provocam as grandes mudanças civilizacionais da sociedade humana.

Todos os desdobramentos dos estudos das Ciências Sociais são feitos, a partir de uma Teoria Geral das Mudanças Históricas, que responde a seguinte pergunta:

Quais são os fatores que CONCRETAMENTE inauguram novas etapas da história humana?

Como estamos vivendo um período de mudanças e de forma atípica, temos uma Crise Paradigmática das Ciências Sociais, pois as mudanças não só não foram previstas, mas também não são bem compreendidas.

Hoje, vivemos uma mudança civilizacional, que NÃO estava prevista nos paradigmas hegemônicos atuais das Ciências Sociais.

Por isso, estamos vivendo tanta confusão.

As Teorias Hegemônicas Gerais da Mudança do Sapiens, não incluíam como força relevante o efeito das tecnologias no geral e da mídia em particular nas mudanças de Eras Civilizacionais.

Por que este novo Paradigma das Ciências Sociais mais consistente é relevante para empreendedores?

Um empreendedor precisa de um paradigma que possa explicar, de forma mais adequada, por que a civilização está se alterando e para onde está indo.

Dessa forma, fica mais fácil entender quais são as novas demandas do sapiens e, por consequência, preparar as novas ofertas, através de startups.

Antes de empreender, seria muito mais adequado que todo empreendedor pudesse contar com um paradigma Forte das Ciências Sociais.

O que temos de problema hoje no empreendedorismo brasileiro?

Os empreendedores não conseguem entender direito o que está ocorrendo na sociedade e, como isso, fica mais difícil criar startups mais inovadoras.

A inovação disruptiva pede NECESSARIAMENTE uma antecipação de determinada oferta para uma demanda não tão evidente.

Um empreendedor precisa, portanto, OBRIGATORIAMENTE de uma visão de futuro MAIS consistente para que possa fazer a diferença com a sua startup.

Podemos dizer que hoje se pratica no Brasil e em vários outros países um tipo de empreendedorismo desteorizado.

Por fim, fica a frase: é de uma boa teoria que sairá uma boa startup.

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#Thomas_Kuhn – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

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Vamos ao artigo:

“A ciência normal frequentemente suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem seus compromissos básicos.” – Thomas Kuhn.

Thomas Kuhn (1922 – 1996) foi um físico que se dedicou boa parte de sua vida a pensar sobre o fazer acadêmico.

A grande contribuição de Kuhn para a sociedade é a seguinte: o pensamento humano é disruptivo e não incremental.

De quando em vez, uma ou mais mentes inovadoras disruptivas criam uma nova etapa do pensamento e deixa o que existia para trás, obrigando às gerações futuras a se reinventarem.

Mais ainda.

Kuhn faz uma análise psicológica de quanto é difícil as pessoas mudarem a forma de pensar diante de mudanças de paradigmas.

Mais.

O Sapiens se acostuma a viver dentro de uma normalidade da qual temos muita dificuldade de sair.

Kuhn deveria ser MUITO utilizado por empreendedores, mas, infelizmente, não é.

O livro de Kuhn permite que façamos uma transposição de áreas: da ciência para o empreendedorismo, pois a lógica é a mesma: mudanças, passagem do que é incremental para o disruptivo e dificuldade de mudança.

Boa parte do que ele abordou sobre o problema da ciência é totalmente, portanto, para o mundo dos empreendedores.

Boa parte do que ele detalhou sobre Revoluções Científicas podemos aplicar ao movimento disruptivo dos Empreendedores Digitais.

O que diz Kuhn, basicamente, já adaptando para o mundo empreendedor?

  1. a vida é feita de rupturas e não de eternas continuidades, assim é preciso nos preparar não só para mudanças incrementais, mas também, em momentos excepcionais para a disruptivas;
  2. há momentos na vida que as mudanças são “normais“ (de continuidade) e outros que são “extraordinários” (de rompimento) como o que estamos vivendo agora;
  3. as pessoas vivem e se acostumam com a normalidade, onde passamos boa parte da história e isso gera diversos problemas, pois a normalidade é abalada por algum tipo de anomalia, que demanda ajustes na nossa forma de agir e pensar;
  4. na normalidade, trabalhamos com determinados (paradigmas) que dominam nossa forma de pensar e agir, que precisam ser questionados;
  5. de vez em quando, diante de mudanças de cenários, paradigmas consolidados precisam ser revistos, se quisermos nos adaptar a uma nova normalidade;
  6. por fim, de que há uma dificuldade enorme de se abandonar antigos paradigmas, o que leva muitas pessoas a perderem a capacidade de se adaptar a novos tempos.

Quando vamos empreender no Digital, seja em que campo for, temos que ter consciência que estamos saindo de um Ambiente Normal, que tem uma determinada forma de pensar e agir (paradigma) para outra.

Porém, todos vivem os paradigmas do passado, incluindo os empreendedores, que precisam promover uma revisão, um novo paradigma, que estamos chamando de Teoria Geral da Mudança e depois uma Específica.

As Teorias da Mudança são novos paradigmas que devem ser a base para que se tome decisões de novos negócios baseadas em macrotendências mais factíveis.

O primeiro passo para uma formação mais consistente dos Empreendedores Digitais é justamente a capacidade que cada inovador terá de entender, da melhor forma possível o que está mudando no mercado hoje em dia.

Empreendedores raramente se preocupam em procurar a melhor Teoria Geral da Mudança possível.

A Teoria Geral da Mudança é um conjunto de conceitos articulados que procura explicar as causas e as possíveis consequências das atuais mudanças no Pós-Digital tem como objetivo uma tomada de decisão mais eficaz, a partir de um cenário mais plausível.

A Teoria Geral da Mudança BIMODAL, adaptando o rico legado de Kuhn, nos apresenta o seguinte cenário:

  • o que era considerado normal antes?
  • o que provocou a anomalia?
  • quais são as novas respostas extraordinárias mais plausíveis que estão sendo oferecidas para que se possa projetar o futuro de forma mais plausível?
  • qual é a melhor Teoria da Mudança Específica, como subproduto da Geral, para que possa guiar o Empreendedor Digital nas suas decisões;
  • qual é a dinâmica do Novo Normal?

É isso, que dizes?

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo

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#metaverso – o que é uma aposta ponderada e uma exagerada sobre o tema?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Quanto mais alguma coisa ameaça sua identidade, mais você a evitará.” – Mark Manson.

O artigo é uma continuidade de uma sequência da nossa análise do que passou a se chamar “Metaverso“, que pode ser vista aqui.

No livro “A Estrutura das Revoluções Científicas” (que recomendo que você leia), Thomas Kuhn (1922 – 96) analisa as disrupções na ciência ao longo da história.

Ele defende que a ciência não é feita apenas de continuidades, mas também e principalmente de profundas rupturas.

Temos determinados momentos de normalidade e outros de excepci0nalidade.

E percebe um aspecto psicológico, no qual:

Determinados paradigmas (formas de pensar e agir) ficam tão entranhados nas mentes das pessoas, que elas, simplesmente, não conseguem abandoná-los.

Kuhn afirma que nas crises da ciência, uma geração inteira precisa morrer para que outra, menos intoxicada pelos antigos paradigmas, surja para que os novos – mais consistentes – sejam aceitos de forma mais tranquila.

O que Kuhn percebeu é que em diversos momentos diante de mudanças mais disruptivas há uma incapacidade humana de promover determinadas mudanças.

Pessoas que se beneficiam de alguma forma de determinadas formas de pensar e agir no mundo, que ficam obsoletas, não conseguem abandoná-las.

Muitas vezes, se constata uma simbiose entre o paradigma e o ego, num fenômeno que podemos chamar de Paraego.

 O fenômeno do Paraego explica, por exemplo, por que tantas empresas grandes, que dominavam amplamente um determinado mercado, não conseguiram se reinventar e deixaram espaço para concorrentes.

O Paraego é um fenômeno psicológico que afeta diretamente a capacidade das pessoas de mudar quando necessário.

No Paraego as pessoas criam uma simbiose entre o ego e seu status.

E quanto mais alta for a simbiose do ego com o paradigma, mais difícil será a aceitação de determinadas mudanças.

Hoje, vivemos uma Revolução Midiática, um fenômeno social recorrente, TOTALMENTE desconhecido pelos autores clássicos da administração.

Basicamente, uma Revolução Midiática promove alterações nos Macro Modelos de Comando e Controle da Sobrevivência.

Hoje, as Organizações Tradicionais operam sob um Macro Modelo de Comando e Controle de Sobrevivência Analógico, no qual se utilizava as Mídias Oral e Escrita para a tomada de decisão.

 Os Administradores 1.0 não conseguem entender as mudanças de cenário no Pós-Digital, pois vivem uma Alta Taxa de Paraego.

A Uberização, por exemplo, só é possível por causa do novo Macro Modelo de Comando e Controle de Sobrevivência Digital.

A principal mudança administrativa é a passagem da Gestão para a Curadoria. Ou se quiserem da Gestão para a Uberização.

A Uberização se caracteriza pelo surgimento de Plataformas Digitais Centralizadas, nas quais os usuários ganham muito mais poder se comparadas aos modelos administrativos do passado.

Todos os novos líderes do mercado digital se beneficiaram da Alta Taxa do Paraego.

É da incapacidade de entender a mudança atual, que novas empresas surgiram e ocuparam um espaço existente.

Como diz Kuhn, nas grandes crises dos paradigmas, uma nova geração ocupa lugar da antiga pela incapacidade desta última entender o que está ocorrendo.

Porém, a velocidade atual já nos traz uma nova Crise dos Paraegos.

Os novos líderes do digital ocuparam e dominaram rapidamente o mercado e criaram um novo Paraego. 

É a geração que ocupou o espaço da Uberização.

A Uberização é a primeira etapa da Revolução Digital, porém não é a definitiva.

A Uberização, podemos dizer, é o estágio intermediário, de passagem, da atual Revolução Digital, que ruma para cada vez mais para a descentralização.

A chegada do Blockchain, em especial o Bitcoin, é o prenúncio da próxima etapa administrativa, que criará um novo tipo de liderança.

Teremos os Youtubechains, os Uberschains, os Airbnbchains.

A próxima grande onda civilizacional será a descentralização das Organizações Uberizadas na direção de mais e mais Blockchenização.

O problema, entretanto, é que as Organizações Uberizadas, para continuar liderando o mercado terão que aceitar uma radical perda de controle e superar o problema do Paraego.

Porém, isso não me parece ser possível.

É da Crise do Paraego das Organizações Uberizadas que nasce o fenômeno da “Onda Metaverso”.

O Metaverso é o sinônimo de Ambientes Digitais 3D, que passou de mais uma das inúmeras tendências de expansão da Internet, principalmente para o lazer, para o “futuro da civilização” na Aposta Exagerada do Metaverso (singular).

Assim, é preciso separar:

  • a Aposta Ponderada dos Metaversos (plural) – a expansão dos Ambientes Digitais 3D (que podem ser chamados de Metaversos) que é líquido e certo;
  • a Aposta Exagerada do Metaverso (singular) – algo que vai mudar o ser humano de forma disruptiva, que é uma bolha, uma pirâmide enganosa.

A Aposta Exagerada do Metaverso (singular) é uma campanha de marketing que procura apresentar um futuro não mais descentralizado da sociedade mas mais 3derizado.

Na Aposta Exagerada do Metaverso (singular) quer se passar a falsa ideia de que os atuais líderes de Mercado Uberizado dominam o presente e continuarão dominando o futuro.

Hoje, passamos a ter, assim, no mercado três modelos de organizações:

  • As Tradicionais – que operam no modelo Pré-Uberização;
  • As Neotradicionais –  que já operam no modelo da Uberização;
  • As Neos – que vão passar a operar no modelo da Blockchenização.

O futuro da sociedade, através do uso intenso da Internet, será na direção do aumento gradual da participação do Sapiens nas operações e decisões.

A Descentralização Progressiva é o que aprendemos ao analisar os Padrões Históricos diante de Revoluções Midiáticas.

É natural que Organizações Neotradicionais queiram continuar na liderança.

Porém, a macrotendência do Sapiens é pela Descentralização Progressiva, no atual momento, na direção da descentralização das Plataformas rumo a Ecossistemas Blockchenizados.

A Aposta Exagerada do Metaverso (singular) , assim, passa a ser vendida como o futuro da internet, pois manteria o atual mercado do jeito que está.

A Aposta Exagerada do Metaverso (singular) é um sintoma da  Crise de Paraego das Organizações Uberizadas – nada além disso.

A Aposta Exagerada do Metaverso (singular) é uma tentativa de manter o status quo das Organizações Uberizadas.

Porém, o Futuro de Longo Prazo NUNCA foi feito do centro para as pontas, mas SEMPRE das pontas para o centro.

É isso, que dizes?

 

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O áudio do artigo – versão 1

O áudio do artigo – versão 2

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#Salmen_e_Marques – mergulhando nestes autores.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Veja aqui o PPT com as sete melhores frases: https://bit.ly/344qCe0

Ou o vídeo com as sete melhores frases: https://youtu.be/ZPRDSt_g9lM

Mapas mentais do artigo:

Vamos ao artigo:

“O objetivo não é achar culpados, mas o problema.” – Salmen & Marques.

Análise:

O livro “Empreender: a arte de se foder todos os dias e não desistir!” de Salmen & Marques é voltado para Startups, que visam grandes mercados.

Não é um livro voltado para Startups Individuais ou pequenas, o que não quer dizer que não se aprenda com ele.

Podemos, assim, dividir o Mercado de Startups Digitais, da seguinte maneira do ponto de vista do tamanho pretendido:

  • Personal Startups – de uma pessoa sozinha;
  • Startups Pequenas – que não quer passar de determinado número de integrantes, em torno de 10;
  • Startups Médias e Grandes – que são maiores que 10.

Podemos, assim, dividir o Mercado de Startups Digitais, da seguinte maneira do ponto de vista do mercado pretendido:

  • Startups Regionais – de uma região de um país;
  • Startups Nacionais – de apenas um país;
  • Startups Internacionais – de mais de um país.

Todo o livro sobre empreendedorismo tem aspectos específicos do tipo de cliente e mercado que quer atingir e mais gerais, que servem para todos que estão no nicho da inovação empreendedora.

Todo empreendedor tem os seguintes desafios:

  • a escolha de uma Teoria Geral da Mudança – o que está ocorrendo na civilização e quais são as macrotendências;
  • a escolha de uma Teoria Específica da Mudança – como aplicar a Teoria Geral da Mudança em um determinado setor;
  • a preparação individual para sair da Mente de Empregado para a Mente Empreendedora;
  • a escolha do Pulo do Gato Empreendedor, que vai ser o início do processo de pivotação para gerar um novo tipo de valor no mercado;
  • a criação de um primeiro nicho, que vai consolidar o potencial do Pulo do Gato Empreendedor;
  • e, por fim, adotar uma série de novas formas de pensar e agir para que a Startup se mantenha saudável ao longo do tempo.

O livro Empreender: a arte de se foder todos os dias e não desistir!, a meu ver, seria uma quarta etapa de especialização de um curso para empreendedores, que eu dividiria da seguinte maneira:

  • a visão BIMODAL MIDIÁTICA, na qual passa o empreendedor passa a ter uma visão geral e consistente da atual Revolução Digital;
  • na sequência apresentaria “A sutil arte de ligar o F*da-se”, de Mark Manson, preparando as pessoas para serem, antes de tudo pessoas melhores, com valores mais FORTES e menos “escrotos” como define o autor;
  • na sequência, passaria para “Startup Enxuta”, Eric Ries que fala, basicamente, do início de questões mais gerais do empreendedorismo, que serve para toda a comunidade dos inovadores;
  • E concluiria com “Empreender: a arte de se foder todos os dias e não desistir!” de com Salmen e Marques,  que já aborda mais detalhes de quando uma startup vai ficando grande.

O que se nota na Literatura para o Empreendedorismo no Digital é a seguinte constatação em todos os influenciadores:

  • um ambiente de mudança acelerada – o que aumenta a incerteza e a ansiedade dos empreendedores;
  • a necessidade de desenvolver Itens de Consumo dentro do Digital – uma área nova, não tão conhecida e em constante processo de atualização;
  • um consumidor muito mais maduro – que pode interagir, pesquisar, comparar e cada vez mais exigente e personalizado;
  • um aumento radical da concorrência – com o surgimento de pólos empreendedores em todos os cantos.

Tudo isso gera um desafio enorme para a comunidade empreendedora mundial e ainda mais no Brasil, um país no qual o empreendedorismo, até aqui, não era tão estimulado como em vários outros.

O livro de Salmen e Marques é um depoimento sincero e bastante rico de quem tem como foco criar e manter saudável uma Startup Grande e Internacional.

Ele aborda os seguintes problemas – sempre baseados nos erros que cometeram e os ajustes que tiveram que fazer para continuar saudáveis – que geraram os seguintes tópicos, recheados de dicas:

  • antes de tudo, da escolha dos valores;
  • da escolha e da convivência entre os sócios;
  • da escolha, manutenção e convivência com os colaboradores/empregados;
  • da escolha e da convivência com investidores;
  • e a administração dos diversos problemas do crescimento, que uma Startup Grande e Global se depara.

São diversas dicas para quem vai rumar por esta estrada de uma Startup Grande e Global.

O livro vai bem no espírito dos empreendedores: de compartilhamento dos problemas sem nenhum tipo de pudor.

Insights a partir da leitura do livro:

Insight 1 – o desafio da passagem da Mente Empregada para a Empreendedora

O grande problema, antes de tudo, para empreender é psicológico na passagem da Mente Empregada para a Empreendedora.

Qual a diferença?

  • A Mente Empregada é formatada para uma a relação terceirizada entre ele e o cliente pelo chefe, o diretor,  dono do negócio;
  • A Mente Empreendedora, ao contrário,  prepara a pessoa para que tenha uma relação direta  com o cliente, sem intermediação.

Na verdade, empreender é reintermediar a relação com os clientes – da indireta para a direta.

Basicamente, tem que haver uma preparação psicológica para que o empreendedor consiga fazer esta passagem da Mente Empregada para a Empreendedora.

Insight 2 – refletindo sobre a Teoria da Mudança Geral

“No empreendedorismo, se a arrogância falar mais alto, o tombo é certo.” – Salmen e Marques.

Qual a diferente de como lidar com algo e o por que lidar com algo?

São duas fases do pensamento mais reflexivo.

O porquê das coisas deve ser sempre a fase inicial, quando entendemos a lógica de determinado fenômeno, a saber:

  • sua essência – o que ele é o que não é?
  • sua dinâmica – quais as forças presentes e como elas se relacionam e para onde tende a rumar?

O como lidar com as coisas deve ser a fase secundária, quando, a partir da lógica, vamos aprendendo a lidar melhor com o fenômeno:

  • o que se pode fazer e o que não se pode fazer – a partir da sua essência e dinâmica?
  • e como, a partir dos meus valores posso lidar melhor com ele – a partir da sua essência e dinâmica?

A BIMODAIS, chegando no seu quarto ano de existência, se caracteriza por ser uma startup disruptiva na área de pesquisa e aprendizado, voltada para ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar melhor com o Digital, tem se esforçado nesta primeira etapa mais com o por quê das coisas.

Há hoje uma demanda no mercado de definir, de forma mais consistente, o Digital, tanto na sua essência quanto na sua dinâmica.

A maior parte dos livros que é produzida sobre o Digital está voltado para o lidar com a coisa e não para entender a coisa.

Quando temos uma visão consistente da essência e dinâmica de um fenômeno fica extremamente mais FÁCIL promover ajustes na forma como lidamos com ele.

E vice-versa.

Quando NÃO temos uma visão consistente da essência e dinâmica de um fenômeno fica extremamente mais DIFÍCIL promover ajustes na forma como lidamos com ele.

Uma Revolução Digital é, basicamente, um fenômeno de reajuste civilizacional, que permite promover um upgrade na forma como midiamos.

Midiaré muito mais do que apenas, de forma isolada, nos comunicar, é também: interagir, intermediar, a forma de pensar,  aprender, trocar – é tudo isso junto e combinado.

Note que entre as ações da Midiação temos a intermediação que define o Macro Modelo de Sobrevivência do Sapiens, que podemos chamar também de Macro Administração.

Por tendência, as novas organizações que surgem após Revoluções Midiáticas tendem a se aproveitar das novas Tecnopossibilidades para resolver problemas de uma forma inovadora, o que antes não era possível.

Uma Revolução Midiática permite que o Sapiens recomece a civilização com o intuito de ajustar o Macro Modelo de Sobrevivência com o novo Patamar Demográfico – sempre progressivo.

A primeira fase de uma Revolução Midiática é de um Renascimento Civilizacional.

A Revolução Digital é marcada pelos aumentos:

  • da velocidade das mudanças;
  • da inovação;
  • da circulação de novas ideias, como o exponencial aumento de novas fontes;
  • da competição das formas de pensar e agir;
  • e da coerência entre o que se faz e o que se diz.

Com uma sociedade claramente mais aberta, dinâmica e descentralizada temos como consequência um Renascimento Civilizacional com:

  • o empoderamento do cidadão/consumidor;
  • o surgimento de organizações mais inovadoras.

Não é à toa que nos livros sobre Empreendedorismo no Digital (seja pessoal, profissional ou organizacional) temos como demanda os resgates:

  • da visão de longo prazo;
  • do servir ao cliente muito mais do que se servir dele;
  • e o resgate de Valores Fortes do passado (no agir e pensar).

É isso, que dizes?

RESUMO DA LEITURA:

Objetivo do livro e o perfil dos autores:

Segundo eles mesmos, fazendo uma síntese do que li:

“Mandar a real para quem sonha em construir um negócio, bem como os inevitáveis erros dessa jornada, através do compartilhamento das dores para que empreendedores que estejam começando possam aprender com eles. A ideia é que o os outros empreendedores se sintam menos solitários.

Israel Salmen e Lucas Marques são fundadores do Méliuz. O Méliuz (Méliuz – uma adaptação da palavra melius que, em latim, significa melhor.)

O Méliuz é um portal que disponibiliza, gratuitamente, cupons de desconto das melhores lojas online do Brasil e ainda te devolve parte do valor gasto em suas compras, direto em sua conta bancária. Iniciou sua história desenvolvendo um marketplace que dá aos usuários cashback, cupons de descontos e ofertas quando eles adquirem algo em mais de oitocentas lojas on-line parceiras. Foi a primeira startup a fazer IPO no Brasil.”

As 7 Melhores Frases:

  1. “Quando você trata seus funcionários como adultos, eles respondem como adultos.”
  2. “Não existe certo ou errado, mas apenas definir o que é prioritário e mais alinhado à estratégia de longo prazo da empresa.”
  3. “Quando você chega para um adolescente que jamais recebeu nenhum tipo de limite e impõe regras,  é esperado algum tipo de reclamação.”
  4. “Empreender é uma montanha-russa com espinhos no assento sem nenhum tipo de trava ou proteção.”
  5. “Você tem ou já teve um mentor que lhe dá porrada? Seja grato.”
  6. “No empreendedorismo, se a arrogância falar mais alto, o tombo é certo.”
  7. “Pensar pequeno não é deixar de ser ambicioso, mas ser esperto.”

Dicas por temas:

As Dicas sobre o desafio de Empreender:

    1. “Se você não tiver estômago para tomar decisões difíceis pelo bem da sua empresa e do restante do seu time, não deveria nem pensar em empreender, que é uma jornada sem fim.”
    2. “Não existe uma receita de bolo perfeita para empreender ou um caminho seguro para o sucesso.”
    3. “Empreender passa por noites mal dormidas, refeições nada balanceadas e muitas, muitas frustrações e por mais que existam momentos de orgulho e satisfação, sentimentos como angústia, medo, desespero e tristeza vão se sobressair várias vezes.”
    4. “Resiliência:  a principal competência para quem quer empreender.”
    5. “É preciso se preparar para um longo período de vacas magras inclui também ter uma reserva de dinheiro para conseguir manter-se sem salário por esse tempo todo.”
    6. “Gastar pouco é peça-chave para uma startup que pensa em passar da barreira dos cinco anos.”
    7. “Estar alerta para problemas reais, que colocam a vida da sua empresa em risco.”

As dicas sobre como lidar com o Aprendizado do Empreendedor:

    1. “Antes de comprar um curso, pesquise a fundo quem está por trás daquele conteúdo.”
    2. “Saiba procurar o conteúdo certo para a sua empresa: uma boa maneira de descobrir se aquilo pode ser útil para você e sua equipe é ver o que a pessoa que ministra o curso já realizou.”
    3. “A quantidade de conteúdo gratuito e de qualidade na internet é absurda, e ninguém mais é obrigado a pagar um MBA se tiver disposição para estudar por conta própria.”

As dicas sobre crescimento:

    1. “Crescer dói.”
    2. “No começo, o mais importante é apresentar um produto qualificado e reter os poucos clientes que já se tem.”
    3. “Um dos maiores desafios quando uma empresa está crescendo é a comunicação. Se você não ficar sempre atento e preocupado em resolver esses ruídos de comunicação, eles ficarão ainda maiores e sua empresa vai virar uma torre de Babel.”
    4. “O empreendedor olha para o crescimento, mas não pode deixar de dar atenção para a estrutura.”
    5. “Quando o investimento é alto e o conhecimento é pouco, a chance de usar o valor recebido de maneira errada é gigante.”
    6. “Uma das dificuldades em crescer é justamente mexer com o dia a dia de um funcionário que está na zona de conforto.”
    7. “Simples é sempre melhor.”
    8. “Não terceirize o core.”
    9. “Melhor forma de ligar com crise na empresa: identificar qual havia sido o gatilho, a base da complicação, e, assim, procurar soluções.”
    10. “Ter consciência de que não tínhamos todas as respostas e nem sempre estávamos prontos foi essencial para que pudéssemos escalar e fazer o nosso negócio crescer.”
    11. “A solução a que chegamos foi utilizar tecnologia e automação para ajudar os atendentes a serem mais produtivos. Muitas vezes, empresas jovens acabam.”
    12. “Em startups, o ideal é que a receita cresça de maneira exponencial, mas os custos não – ou todo o negócio deixa de fazer sentido.”

As dicas na formação dos sócios: 

    1. “Casar com a pessoa errada pode ser o fim do seu negócio. Os casamentos que perduram são aqueles nos quais os desentendimentos são resolvidos com muita conversa, transparência e empatia.”
    2. “Insistir com pessoas que não compartilham dos mesmos valores é adiar um fim quase certo de uma empresa.”
    3. “Sem ter um caminho comum para que todos possam olhar e entender a melhor maneira de seguir, tudo vira um cabo de guerra – vencido pelo cansaço, e não pela razão.”
    4. “Muita gente subestima a importância de encontrar os sócios certos.”
    5. Além de os sócios não terem a mesma cultura, cada um tinha um sonho diferente.
    6. Dar um peso muito grande a amizades ou a pessoas que você conhece bem na esfera pessoal. E não nos entenda mal, a empatia é importante para a convivência, mas está longe de ser o suficiente para sustentar uma sociedade com alguém.
    7. Os escolhidos tem que ser pessoas de quem se gosta e tem que ser complementador.
    8. A escolha da pessoa com quem você firmará sociedade é vital para o sucesso do negócio em si, já que cerca de 65% das startups de alto potencial acabam falindo por conflito entre os fundadores.
    9. As ideias e os valores como um todo têm que ser convergentes.
    10. Um dos exercícios mais importantes para uma sociedade dar certo – além de tudo o que falamos acima – é a conversa.

Formação da equipe:

    1. “Uma regra básica é: todo mundo deve ter apenas um gestor e saber quem é ele.”
    2. “Como empreendedores, queremos sempre pagar o melhor salário possível para o nosso time, mas sem colocar em risco a saúde financeira da empresa.”
    3. “A maior parte da sua energia sempre deve estar focada no seu time, clientes e parceiros, jamais nos concorrentes.”
    4. “Uma outra iniciativa foi o Bizarro Times, um jornal semanal em forma de e-mail que conta para a empresa tudo o que está acontecendo.”
    5. “Cada nova pessoa contratada deve ser capaz de gerar um valor para empresa que, além de cobrir todos os custos associados a sua contratação, incremente o resultado que vinha sendo entregue pelo time anteriormente.”
    6. “Importância de contratar pessoas excepcionais, com expertises distintas do seu atual time, que irão agregar na maneira como você conduz seu negócio.”
    7. “A lição de não ficar obstinado ou empolgado com um candidato, por melhor que ele seja, nos ajudou nas contratações seguintes.
    8. “Tente criar uma startup e pagar salários compatíveis com grandes empresas logo de início, e você verá sua empresa acabar antes mesmo de começar a dar certo.“
    9. “Em startups, o erro mais comum acontece quando os fundadores não decidem quem é o CEO.”
    10. “As metas do Méliuz ajudariam a equipe a entender para onde queríamos ir, enquanto as metas individuais ajudariam cada pessoa a entender qual seria o seu papel na jornada.”
    11. “Muitas vezes, empresas jovens acabam achando que, com uma demanda crescente, o certo a se fazer é contratar mais gente, mas nem sempre esse é o melhor caminho.”
    12. “Às vezes, o empreendedor pensa que, por ter recebido um investimento significativo, precisa contratar muita gente, e que só assim vai conseguir escalar o negócio.“
    13. “Se só a sua visão prevalecer sempre, contratar alguém excelente será jogar dinheiro fora.”

Dicas sobre Investimento:

    1. “Atenção a captação nos primeiros investimentos. Captar muito dinheiro pode não ser bom.”
    2. “O anjo precisa não só auxiliar a agregar capital como também fazer você cortar caminhos, dar dicas e saber truques para dar tração ao seu negócio.”
    3. “Busque investimentos apenas se realmente acreditar que o capital será importante para dar um passo que você não conseguiria dar com as próprias pernas.”
    4. “Se a sua empresa está crescendo de maneira orgânica, fazendo caixa e aumentando de tamanho a cada ano, pense e repense se faz sentido captar algum tipo de investimento. Talvez seja melhor continuar crescendo aos poucos com as próprias pernas e, no futuro, pensar em ter uma oferta pública inicial (IPO).”
    5. “Antes de fechar os investimentos, é preciso olhar os termos com muito cuidado, checando cada parágrafo da proposta.”
    6. “São práticas aceitáveis, contanto que tudo isso esteja na mesa antes de fechar a negociação.”
    7. “Investimentos são para crescer e não para lucrar.”
    8. “Conheça bem quem é o investidor que está ajudando e tome muito cuidado com quem você escolhe.“

As dicas para os produtos da startup:

    1. “Se a clientela é conquistada, porém, e costuma retornar para o restaurante, a receita está garantida no longo prazo.”
    2. “Procure saber o que os primeiros usuários acharam do seu negócio.”
    3. “O novo produto precisa ser pensado como a startup que lança o seu negócio pela primeira vez: começar pequeno, testar, trazer melhorias e, só depois de um tempo, escalar.”
    4. “Testar o conceito e o preço da máquina antes de construírem a “fábrica”.”
    5. “Participar de uma rede é essencial para aprender e melhorar a qualidade da sua solução ou do seu produto.”
    6. “Atualmente sabemos que o mais importante seria priorizar os gastos na melhoria do produto, com foco na retenção de clientes. E só depois de um produto redondo deveríamos começar a investir em marketing.”
    7. “Comentários no Reclame Aqui não pararam – e nunca vão parar. O que deve mudar é encara o que se recebe de maneira inteligente, extraindo informações importantes para que seja possível resolver os problemas pela raiz. As reclamações devem servir de insumo para melhorias nos produtos.”
    8. “Como já havíamos aprendido com os erros ao lançar novas linhas de negócio, além do planejamento e estudo inicial, dessa vez começamos investindo poucos recursos, testando muito, ouvindo os usuários e melhorando o produto todo mês.”

As dicas para criar uma Cultural organizacional:

    1. “Cultura tem muito a ver com comportamento, não é algo conceitual.”
    2. “Uma cultura se constrói com o tempo, é claro, mas se baseia em vários aspectos importantes. É necessário não só criá-la, mas também cultivá-la e defendê-la.”
    3. “Manter uma cultura forte não é fácil, mas é a missão mais importante de um empreendedor durante a jornada da empresa.”
    4. “Só colocar a cultura no papel não basta, é preciso cultivá-la.”
    5. “Divergências na cultura podem ser ignoradas a curto prazo, mas com o tempo trarão discussões que vão muito além de simples definições – o que pode ocasionar o fim da empresa ou da sociedade.”

Os 7 conceitos para um Glossário dos autores:

    1. “O nervosinho é aquele que fica irritado com coisas que acontecem dentro da empresa e, em vez de falar com o responsável pelo erro ou com alguém que pode solucionar o problema, faz fofoca com as pessoas que não têm nada a ver com a situação. É uma chama de insatisfação que, no lugar de buscar um extintor, prefere colocar gasolina no problema – resmunga para a pessoa ao lado.”
    2. “Já do nervoso nós gostamos muito. É a pessoa que, quando vê alguma coisa errada, fica brava, indignada. E para resolver o problema, escancara o que está acontecendo com a pessoa certa. O Méliuz não é uma empresa perfeita – assim como nenhuma é –, e para resolvemos os desafios e impasses, precisamos mostrá-los para os responsáveis capazes de solucioná-los – conversa com o gestor para estabelecer um plano sobre como refazer os anúncios da melhor maneira.”
    3. “O número de erros que cometemos com contratações passivas – em que pessoas se aplicam para as vagas – foram relativamente baixos. Porém, já erramos muito em contratações ativas – em que a empresa vai atrás de talentos diretamente.”
    4. “Contratação ativa de alguns alvos que possuem fama no mercado – Na hora em que uma pessoa desse nível entra na empresa, ela pode rapidamente virar referência para o time e acabar sendo responsável por várias contratações. Logo, um desalinhamento cultural nesse tipo de situação pode ter um impacto muito grande.”
    5. “Responsabilidade gradual – não damos um grande time – que entra quase que em uma “carreira solo”, respondendo diretamente para o Israel. À medida que vai entregando resultados e se mostrando alinhado, damos a mais desafios e responsabilidade.”
    6. “Somos empreendedores inquietos – na nossa cabeça, precisávamos criar novas linhas de negócio para deixar a empresa menos exposta ao risco de um único setor.”
    7. “Startup Camelo – O camelo é feito para sobreviver no deserto, um ambiente inóspito. É capaz de beber até cem litros de água de uma vez e depois consegue ficar sem líquido por três semanas. No entanto, ele consegue ser rápido caso seja necessário: chega a 65 km/h em um sprint. Esse conceito nos encantou!”

As 7 indicações de livros:

    1. “O lado difícil das situações difíceis” – Ben Horowitz.
    2. “Satisfação garantida” – Tony Hsieh.
    3. “Avalie o que importa” – John Doer.
    4. “Produtividade para quem quer tempo” – Geronimo Theml.
    5. “O poder da ação” – Paulo Vieira.
    6. “A nova lógica do sucesso” – Roberto Shinyashiki.
    7. “Pense simples” – Es

Os 3 Padrões de causa e efeito

    1. “Quanto maior a sua empresa estiver, mais problemas vai ter para lidar – e mais complexos eles serão.“
    2. “Quanto menos você precisar dos recursos, maior a chance de consegui-los.“
    3. “Quando tudo é feito de maneira acelerada demais e com apostas sem planejamento, o preço do erro é muito mais elevado.“

Os  Problemas Exógenos dos Empreendedores no Brasil e no mundo:

    1. “A educação no Brasil não é focada em resolução de problemas e perseverança, mas sim decorar fórmulas já prontas.”
    2. “74٪ das startups brasileiras fecham em até cinco anos, segundo estudo da aceleradora Startup Farm.”
    3. “Infelizmente, vivemos em um país onde a população é educada para achar que lucro é algo do mal, exploração etc.”
    4. “Se quase tudo o que se vende na mídia (e em alguns livros) é o sucesso e o glamour de empreender, fundadores de primeira viagem duvidam de si mesmos e podem acabar desistindo. Mas todo mundo passa aperto.”

Problemas Endógenos dos Empreendedores:

    1. “Criar uma empresa com a qual não se gosta de trabalhar e na qual não se é feliz.“
    2. “Escolhemos alguém que havia gostado da ideia e estava disposto a colocar dinheiro no negócio – mas “só” isso.“
    3. “Sem valores compartilhados, toda discussão se torna desgastante e corre o risco de cair em um buraco sem fundo, no qual tudo o que importa são as opiniões pessoais.“
    4. “Os empreendedores de primeira jornada, é comum achar que o negócio vai decolar rápido.“
    5. “Se não existe receita, clientes e retenção, esse reconhecimento externo beira o inútil e, mais do que isso, pode iludir o empreendedor.“
    6. “Investimos em assessoria de imprensa para aparecer em matérias falando sobre o Méliuz, achando que sair na imprensa traria mais clientes, conseguindo um boom de vendas. Bobagem.“

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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#os_dois_clientes – o interno – que é a sua mente e o externo, que é o cliente adequado para o seu Potencial de Fábrica.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Não fique aí parado. Faça alguma coisa. As respostas virão no caminho.” – Manson.

Primeiro, deixar claro que este é um ensaio, pois não sou um estudioso da mente, mas uma pessoa que tenta se relacionar com a minha da melhor forma possível.

Tenho lido bastante sobre empreendedorismo e acredito que esse tema vai ajudar a quem quer empreender e inovar.

Lendo o livro “Empreender: a arte de se foder todos os dias e não desistir” de Israel Salmen e Lucas Marques em vários momentos eles dizem que estavam bem profissionalmente, de fora para dentro,  num emprego ou num empreendimento, mas sacaram que não estavam mais felizes.

A mente, tenho dito isso aqui, é um cachorrinho, que tem as suas idiossincrasias.

De maneira geral, acreditamos que nós e a nossa mente é a mesma coisa. Isso é falso!

Há atividades que nossa mente adora fazer e isso precisa ser descoberto.

Na verdade, o Profissional de Excelência precisa promover o encontro entre dois clientes: a sua mente e um cliente externo.

Nossa mente é responsável por colocar químicas no nosso corpo, que nos dão a sensação de mal ou bem estar.

Quando acionamos o Potencial de Fábrica da nossa mente, ela se sente contente e nos envia químicas saudáveis.

O Potencial de Fábrica são aqueles dons que nascemos com eles e que precisam ser desenvolvidos para que nossa mente se sinta satisfeita.

Quando escolhemos uma atividade, seja de lazer ou profissional, no fundo estamos atendendo a uma demanda da nossa mente, que nos diz se aquilo é capaz de gerar químicas boas ou ruins.

Nossa mente tem vocação para determinadas atividades e quanto MAIS isso é feito, MAIS ela vai gerar químicas positivas.

E isso vale também ao contrário.

Nossa mente tem vocação para determinadas atividades e quanto MENOS isso é feito, MENOS ela vai gerar químicas positivas.

Na verdade, a sensação de Felicidade Profissional está muito relacionada a você estar realizando cotidianamente o seu Potencial de Fábrica.

Quanto mais ativamos o Potencial de Fábrica de nossa mente, mais as químicas boas estão circulando no corpo e mais você tem a sensação de “estar feliz”.

O estar feliz vem de dentro para fora, a partir das químicas que a sua mente envia para o seu corpo.

O que você pode fazer é ir conhecendo a sua mente e avaliar quais são as atividades que a deixa mais ou menos satisfeita.

Quando alguém diz “eu me sinto feliz nessa atividade profissional”, ele, na verdade, deveria dizer “nós (eu e minha mente) estamos felizes nessa atividade profissional”.

Quando sua mente se sente mais satisfeita, ela “paga” para você em químicas boas.

Porém, há atividades que sua mente gosta de fazer, mas que você não quer ou não consegue gerar dinheiro, e a isso vamos chamar de hobbies. No hobbie o cliente é você mesmo.

No hobbie, você não presta serviço a ninguém, apenas a sua mente, que fica contente.

Numa atividade profissional, entretanto, na qual você será remunerado, você presta serviço a outra pessoa.

Um profissional é alguém que, basicamente, procura deixar outro alguém feliz.

A Felicidade Profissional é, assim, a junção que a pessoa consegue fazer entre as demandas estruturais da nossa mente com determinada atividade que o cliente externo vê valor.

Assim, o que precisamos aprender é:

  • quais são os teus Potenciais de Fábrica?
  • quais são as atividades profissionais que teu Profissional de Fábrica é ativado?
  • e quais clientes veem valor nessas atividades?

O que, na verdade, você faz é procurar juntar estas pontas (tua mente com um cliente) para que você possa ser cada vez mais feliz profissionalmente.

Essa junção entre a sua mente e um cliente é algo estrutural da espécie e define carreiras mais ou menos felizes.

Porém, com a aceleração da inovação na atual Revolução Digital temos um empoderamento do cliente, que está cada vez mais exigente.

Na nova etapa do mercado Pós-Digital, os clientes exigem ser atendidos por organizações e pessoas que sejam mais felizes.

Hoje, há uma exponencial demanda pelo aumento da Taxa de Felicidade Profissional.

Por quê?

  • os clientes estão mais exigentes;
  • aumentamos muito a atividade profissional autônoma em detrimento da empregatícia;
  • há uma taxa maior de competição entre todos que estão no mercado;
  • profissionais ou organizações empreendedoras precisam estar apaixonados por sua atividade para que possam estar motivados a se aperfeiçoar o tempo todo.

Cada vez mais, vamos precisar fazer a aproximação da nossa Mente – Cliente – Interno com o nosso Cliente – Externo.

É isso, que dizes?

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O áudio do artigo

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#processo_científico – artigos sobre a forma como organizamos o pensamento de forma mais sistematizada.

Resumo do artigo em tabela:

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Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao artigo:

“A certeza é a inimiga do crescimento. Quando aprendemos algo novo, não passamos de “errados” a “certos” — passamos de “errados” a “um pouco menos errados.” – Manson.

Há vários motivos para que tenhamos Decadências Civilizacionais, a saber:

  • aumentos populacionais;
  • moedas fracas;
  • ditaduras;
  • mídias concentradas;
  • todos os itens acimas de forma parcial ou total;
  • outros não descobertos ainda.

Vivemos hoje o fim de uma Decadência Civilizacional em função de vários dos itens acima.

Decadências Civilizacionais têm alguns sintomas:

  • Teorias Fracas – são aquelas que NÃO estabelecem de forma adequada a relação de causa e efeito dos fenômenos, servindo de base para Metodologias Fracas, que NÃO se mostraram mais consistentes no tempo;
  • Conceitos Fracos – são aqueles que são criados sem a devida preocupação de estarem mais alinhados com os fenômenos;
  • Valores Fracos – são aquelas filosofias de conduta humana que NÃO se mostraram consistentes e geraram MENOS felicidade e prosperidade do que outros.

Nas Decadências Civilizacionais temos um aumento das Teorias e Valores Fracos.

Na análise do livro “A Sutil Arte de Ligar o F*da-se” de Mark Manson, que fizemos aqui, ele denominou de “Valores Escrotos”, que são construídos mais de fora para dentro do que de dentro para fora.

Nestes momentos de Decadência Civilizacional há uma dificuldade generalizada de pensar de forma mais adequada, mais próxima dos fenômenos.

Na Decadência Civilizacional há uma certa despreocupação na construção de Conceitos e Teorias.

Conceitos e Teorias precisam ser construídos, através de um continuado e progressivo processo de reflexão, criação de metodologias, aplicação, medição, reavaliação e revisão.

Um exemplo típico de um Conceito Fraco é o falso antagonismo que foi criado entre Ciência Pura ao de Ciência Aplicada.

De maneira geral, Conceitos Fracos acabam sendo disseminados e aceitos, pois acabam atendendo o interesse de alguém.

Na necessidade que tivemos de estudar o fazer científico para entender o Mundo Digital chegamos ao conceito epistemológico do Edifício do Pensamento.

A base filosófica do Edifício do Pensamento é de que o Processo Científico é integrado e não estanque.

Conceitos abstratos são criados para servir de base para conceitos mais concretos e vice-versa.

Temos, portanto, na tentativa de compreensão mais científica da realidade diferentes etapas de compreensão – cada uma com um objetivo específico, que se complementam.

Sim, temos etapas mais abstratas, conceituais, filosóficas, que “descem” no Edifício do Pensamento.

Temos, ao tentar nos aproximar da realidade, sempre uma visão filosófica, que se desdobra numa teórica, que influencia a metodológica e que desagua no operacional, quando há a medição e a reavaliação de todos os conceitos novamente.

Num primeiro momento, dentro da conceituação da BIMODAIS, o Edifício do Pensamento tinha cinco níveis, mas acredito que temos seis etapas num Processo Científico, umas são mais abstratas e outras mais palpáveis.

Vejamos as Etapas do Processo Científico:

  1. Filosófica – que procura definir as causas e as essências dos fenômenos;
  2. Teórica – que procura, tendo como pré-condição a Etapa Filosófica, definir como as forças que atuam no fenômeno se relacionam e as possíveis consequências destas relações;
  3. Metodológica – que procura, tendo como pré-condição a Etapa Teórica, métodos de atuação, que harmonize, a visão filosófica e teórica com os objetivos pretendidos;
  4. Operacional – que procura, tendo como pré-condição a Etapa Metodológica, a aplicação da metodologia para testes de campo;
  5. Medicional – que procura, tendo como pré-condição a Etapa Operacional, medir se os objetivos foram atingidos, ou não, partir dos testes de campo;
  6. Revisora – que procura, tendo como pré-condição a Etapa Medicional, rever possíveis equívocos das etapas anteriores e se procura os ajustes necessários para que se aproxime mais dos objetivos pretendidos.

Portanto, a Ciência é uma Ferramenta Humana para a Sobrevivência, que procura ajudar clientes a viver melhor.

Da Etapa Filosófica à Revisora existe uma integração necessária para que se possa saber se há ou não uma melhora da sobrevivência das pessoas.

Hoje, dentro da Decadência Civilizacional que vivemos, as organizações de todos os tipos estão muito autocentradas.

A aceitação e disseminação do Conceito Fraco “Ciência Pura” é um sintoma da Decadência Científica.

Qualquer organização que não esteja focada no cliente pode sobreviver, desde que seja baixa a Taxa de Competitividade.

Uma das características de uma Revolução Midiática é justamente o aumento da Taxa de Competitividade na sociedade.

Não é à toa que o bordão “é preciso ter foco no cliente” voltou com toda a força no Pós-Digital.

Uma Revolução de Mídia empodera o cidadão e o consumidor, gerando uma profunda crise nas organizações que estavam acostumadas a uma taxa de baixa competitividade.

Portanto, uma Ciência sem clientes não é Ciência é outra coisa.

A ideia de uma Ciência Pura Desclientelizada é um sintoma claro de uma visão da ciência voltada para ela mesma e não para a sociedade.

Qualquer Ciência visa, em última instância, ao final de suas seis etapas do Processo Científico, minimizar ou extinguir determinado desconforto sentido por alguém.

Os clientes de um cientista que opera em etapas mais abstratas são outros cientistas, que estão nas “etapas” posteriores do Processo Científico.

É isso, que dizes?

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#metaverso – o que é provável e o que é fantasia sobre o tema?

Resumo do artigo em tabela:

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Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Vivemos uma Epidemia de Cegueira Psicológica – que impede as pessoas de conseguirem terem vidas mais significativas.” – Mark Manson.

O artigo dá continuidade ao tema “Metaverso” já tratados em outros textos, veja aqui.

Por sugestão do Gustavo Carriconde ouvi esta palestra sobre o Metaverso, que serviu de base para a atual análise, na qual o palestrante defende que teremos uma disrupção na Internet e na sociedade por causa das tecnologias 3D.

Estamos detalhando, aprofundando e melhorando nossa versão sobre o tema. Este é o quarto artigo sobre o assunto.

Porém, mais do que refletir sobre o Metaverso, este diálogo tem nos ajudado a:

  • observar como as pessoas acreditam e disseminam ideias sem que se faça um esforço de compreensão mais lógico;
  • permitir aprofundar o tema do Futurismo, suas bases e como se pode apontar Macrotendências, distinguindo-a das Micro e Mesotendências;
  • E aplicar a Metodologia de Análise dos BIMODAIS, desenvolvida nos últimos três anos, em mais uma previsão.

Podemos dizer sobre o diálogo sobre o Metaverso:

  • não resta a menor dúvida que sobre a atual defesa dos Metaversistas Exagerados: temos excesso de fumaça e pouco fogo;
  • há duas apostas no mercado, uma mais ponderada e outra exagerada;
  • que, pelo andar da carruagem da divulgação do Metaverso, muita perder dinheiro, se basear seu investimento na Aposta Exagerada;
  • e que há chance de se gerar recursos se tivermos como base a Aposta Ponderada.

Metaversistas Exagerados são aqueles que acreditam que os Ambientes Digitais 3D terão um impacto disruptivo na forma como o ser humano vive.

O primeiro passo para que possamos estabelecer um Diálogo Mais Saudável sobre qualquer tema é:

  • definir do que exatamente de que fenômeno estamos tratando;
  • analisar as diferentes abordagens disponíveis no mercado sobre o fenômeno;
  • e, por fim, nos posicionar sobre o que achamos do mesmo, criando uma abordagem, comparando-a com as outras e defendendo determinados padrões do fenômeno, que nos permitam desenvolver metodologias para que possamos nos relacionar melhor com eles.

Metaverso é o termo genérico para definir algo como “além do universo”, “um universo paralelo”, “uma simulação da realidade”.

O Metaverso, do ponto de vista BIMODAL,  é sinônimo de um Ambiente Digital criado por Tecnologias Digitais 3D, que permite que os respectivos usuários possam simular a realidade como nunca antes foi possível.

Assim, o adequado seria chamar não de Metaverso, mas de Metaversos, pois são vários os ambientes que já se utilizam das Tecnologias Digitais de 3D e dificilmente chegaremos a um só.

Matrix, o filme, é um bom exemplo de um Ambiente Digital 3D, um Metaverso, no qual as máquinas evoluídas viraram uma nova espécie e se depararam com a falta de energia. Resolveram tirar a energia das pessoas e, para isso, colocaram as pessoas em óvulos e criaram um mundo paralelo, que todos acreditavam ser a realidade.

A Aposta Exagerada sobre o Metaverso, de alguma forma, acredita que as pessoas querem viver em Matrix.

Metaverso: serão Redes Sociais no Digital que se utilizarão dos recursos 3D para uma série de atividades, a nosso ver, ligadas ao lazer e NÃO para a sobrevivência.

Podemos dizer que temos aqui duas apostas quando abordamos a influência do Metaverso na sociedade: uma mais ponderada e outra mais exagerada.

Vejamos:

  • a Aposta Mais Ponderada sobre os Metaversos considera que – os Ambientes Digitais com Tecnologias 3D (Metaversos) ocuparão um nicho de mercado, principalmente na área do entretenimento, que NÃO promoverá uma disrupção na Internet, apenas mais uma evolução incremental de tantas outras. Portanto, NÃO não será o espaço onde se vai trabalhar e passar boa parte do nosso tempo no futuro. NÃO modificará significativamente a sociedade;
  • a Aposta Mais Exagerada sobre os Metaversos defende que – os Ambientes Digitais com Tecnologias 3D (Metaversos) praticamente substituirão a atual Internet e serão utilizadas não só para o entretenimento, mas todos trabalharão dentro deles. Portanto, SERÁ o espaço onde se vai trabalhar e passar boa parte do nosso tempo. Modificará significativamente a sociedade.

A aposta dos Metaversistas Exagerados é de que as pessoas deixariam de utilizar as Tecnologias Midiáticas Sem Avatares e passariam a interagir somente, ou quase que exclusivamente, Com Avatares.

Na palestra que analisamos sobre o tema, temos algumas questões interessantes para aprofundar o Futurismo Competitivo.

  • Qual a diferença  entre micro e macro tendências?

Macrotendências são tendências de longo prazo e as micros de curto e médio.

  • Como se definem as macrotendências?

Macrotendências humanas são escolhas feitas, testadas e aprovadas e, por isso, disseminadas, pois aumentam a qualidade de vida das pessoas.

  • Há uma macrotendência humana de fugir ou de simular a realidade de forma global e permanente?

Há em vários momentos civilizacionais um aumento da taxa de fuga da realidade, mas isso é algo passageiro, que gera insatisfação e, por isso, são movimentos localizados e passageiros. O que se mantém no tempo é aquilo que aumenta a qualidade de vida da sobrevivência. Fugas da realidade sempre vão existir, mas são desvios e se limitam a determinado perfil de pessoa e nichos.

Na palestra, se defende que o Metaverso é uma Macrotendência, “pois as pessoas estão investindo nele“.

Mas isso é sinal de que é um ramo promissor ou pode ser uma bolha? Como saber?

O fato de ter muita gente investindo em algo, não deve ser critério para um Investidor Ponderado apostar nisso.

Um Investidor Ponderado deve sempre analisar quais são as Demandas Estruturais da espécie e quais são os projetos empreendedores que conseguem trazer novas ofertas para elas.

Um dos aprendizados que tivemos estudando o Futurismo Competitivo é de que as Macrotendências (movimentos de longo prazo que se consolidam), são aquelas que se consolidarão no futuro terão que:

  • atender a uma Demanda Estrutural do Sapiens;
  • terão que apresentar algo que crie novas ofertas para determinada Demanda Estrutural de pior para melhor;
  • e, no longo prazo, gerar uma sensação de uma melhoria na qualidade de sobrevivência, tanto objetiva, quanto subjetiva.

A diferença entre uma bolha propagandística e uma Macrotendência é justamente a capacidade que temos de analisar se no passado as pessoas aderiram a algo parecido.

Tal como a passagem da escrita manuscrita para a impressa.

Ou da luz de vela para a luz elétrica.

Em ambos os casos, havia uma Demanda Estrutural: se comunicar melhor e enxergar melhor as coisas na escuridão.

Em ambos os casos, a adesão foi permanente e imediata.

Na palestra analisada, o que tivemos é a seguinte hipótese de que com a Internet “nós aprendemos a demonstrar que ficamos mais ricos, mais bonitos e mais felizes, independente da realidade cotidiana”. 

Ou seja, criamos uma ilusão na internet de que somos algo acima do que somos e isso é uma tendência humana que irá se ampliar. Será?

(Note que a defesa do Metaverso de outros pensadores pode não ser esta, estamos analisando esta palestra.)

De qualquer maneira, se alguém vai investir neste projeto, as perguntas chave são as seguintes:

  • Qual a Demanda Estrutural os Metaversos vêm resolver na sociedade?
  • Qual é o tamanho do público que vai aderir a estes ambientes?
  • E qual é a quantidade de tempo que estes usuários Metaversistas vão utilizar ao longo do dia nestes ambientes?

Nossa aposta é de que será um público restrito, voltado para o lazer principalmente e no geral vai se usar pouco muito menos no trabalho.

Os usuários de nicho, com certeza, usarão bastante como já fazem os jogadores que gostam de jogos em 3D.

A ideia dos Metaversistas Exagerados de que há uma demanda geral da sociedade de fugir da realidade é TOTALMENTE furada.

A ideia de que o ser humano está doido para viver na Matrix do Metaverso não bate com nosso histórico.

Por fim, na palestra analisada, se comenta os fatos são “filhos” das tendências e não o contrário.

Sim, concordo, mas cabe a pergunta: de quem as tendências são “filhas“?

Tendências são “filhas” de Padrões Históricos, que atendem sempre a Demandas Estruturais do Sapiens.

Padrões históricos são “filhos” das demandas humanas por uma sobrevivência cada vez melhor.

Tudo que melhorar a qualidade da sobrevivência do Sapiens tende a a se expandir e se consolidar e vice-versa.

Assim, para que possamos definir o futuro não podemos nos basear nas apostas que estão sendo feitas por grandes empresas, que têm interesses óbvios, mas nas Demandas Estruturais da espécie.

Todas as bolhas especulativas no passado tiveram o mesmo erro clássico repetido agora pelos Metaversistas: se basear em falsas demandas humanas.

O que vai definir o futuro no longo prazo não é a qualidade de uma determinada tecnologia, mas a sua capacidade de atender determinadas Demandas Estruturais da espécie.

A atual Demanda Estrutural da espécie, segundo nos mostra os Padrões Históricos, vai na direção da individualização para que se tenha uma sobrevivência com mais qualidade diante do novo Patamar Demográfico.

O Sapiens não quer viver num mundo de avatares, mas viver melhor num mundo de 8 bilhões de habitantes.

Ambientes Digitais em 3D (vulgo Metaversos) serão uma das tendências de nicho futuras e se expandirão NÃO como uma “evolução disruptiva da Internet”, mas mais uma “evolução incremental de uma área de nicho da internet”.

O que fará a grande diferença na civilização não é em ABSOLUTO o Metaverso, mas o aumento ainda maior da descentralização, através do uso cada vez mais massivo do Blockchain.

É isso, que dizes?

 

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

O áudio do artigo

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal212121

Live apresentando a Sétima Imersão para os Bimodais:

(Vou colocar o link amanhã.)

Hashtags:

#papo_sobre_a_BIMODAIS – reflexões sobre a administração da BIMODAIS – Futurismo Competitivo 

Resumo do artigo em tabela:

Não tem ainda.

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

O artigo servirá de base de divulgação para os novos BIMODAIS ou qualquer um que tenha interesse em entrar ou conhecer a disruptiva forma da dinâmica da escola.

Vamos ao artigo:

“Não estamos em uma Era de Mudanças, mas numa Mudança de Era.” – Chris Anderson.

Histórico

A BIMODAIS foi criada há três anos.

O foco da BIMODAIS é o de procurar responder e ajudar os nossos clientes com a seguinte questão: “Como lidar e competir dentro do novo Ambiente Digital”.

Nossos clientes são pessoas, profissionais e organizações, onde  estão incluídos Empreendedores Incrementais ou Disruptivos.

Nossos diagnóstico sobre as atuais mudanças é o seguinte:

  • acreditamos que estamos vivendo uma profunda crise de compreensão do novo cenário, pois estamos saindo de um ambiente de continuidade para o de descontinuidade e ainda de uma Unimodalidade para um de Bimodalidade Civilizacional;
  • os Empreendedores Conceituais (palestrantes, autores de livros, consultores), que procuram explicar o cenário trabalham com Conceitos, Teorias e Metodologias Fracas, pois optaram por métodos tradicionais de análise de cenário;
  • as mudanças atuais de Cenário Descontínuo e Bimodal demandam a procura de Padrões Históricos das Revoluções Midiáticas para que possamos chegar nas tendências mais consistentes. Tendência são filhas dos Padrões de Sobrevivência do Sapiens;
  • hoje predomina no mercado uma Unimodalidade Conceitual, que acredita que estamos apenas numa era com MAIS mudanças e não em uma Mudança de Era;
  • os Empreendedores Conceituais Bimodais, que diagnosticam que estamos entrando em uma Nova Era, têm dificuldade de compreensão de quais são os Fatores Causantes, Detonantes e Consequentes desta nova Era;
  • os Empreendedores Conceituais Bimodais, assim, se dividem em três grupos: os Industriais (Quarta Revolução Industrial), os do Conhecimento (Sociedade do Conhecimento) e os Midiáticos (Revolução de Mídia Digital), onde está a BIMODAIS;
  • as três correntes Bimodais apresentam não só o diagnóstico, mas, como consequência, propostas de mudanças para que as pessoas possam continuar competindo neste novo cenário;
  • pessoas, profissionais e organizações, que querem realmente competir no novo cenário,  têm demandado cada vez mais Conceitos, Teorias e Metodologias Fortes para que se possam tomar decisões estratégicas de curto, médio e longo prazo.

A BIMODAIS tem se empenhado por desenvolver uma Narrativa Conceitual, baseada em Padrões Históricos, a partir de autores relevantes do passado para organizar o Diálogo sobre o Mundo Digital e ajudar nossos clientes a fazer a diferença.

O Núcleo Duro da nossa Análise de Cenário é a Escola de Comunicação de Toronto, os maiores especialistas conceituais no estudo Macro-Histórico das Revoluções de Mídia.

Além disso, o Curador da escola, Carlos Nepomuceno, é um dos pioneiros da Internet do Brasil, criador se não da primeira, mas uma das primeiras empresas de consultoria de estratégia na Internet, criada em dezembro de 1995.

É, além disso, autor de vários livros sobre o tema, palestrante e professor em várias pós-graduações no país.

A disruptiva forma BIMODAL de pesquisar e ensinar

A BIMODAIS é uma Startup Disruptiva, voltada principalmente para a formação de Futuristas Competitivos, que escolheram, por razões lógicas, a Teoria Bimodal Midiática.

A Teoria Bimodal Midiática tem as seguintes premissas para atual Mudança de Era:

  • o Fator Detonante é o aumento populacional, que nos obriga a promover alterações na forma como nos comunicamos e nos administramos,
  • o Fator Causante é o surgimento de uma nova Mídia;
  • e, por fim, o Fator Consequente é um novo Macro Modelo de Administração da espécie tal como a Uberização e a Blockchenização, que permitem um exponencial aumento da personalização.

Note que a escolha de uma Teoria Forte é de fundamental importância para que possa servir de base para a estratégia de mudança diante do Mundo Digital.

É da escolha da Teoria Bimodal adequada que pessoas, profissionais e organizações, sejam elas tradicionais ou startups de todos os tipos, farão a diferença.

A BIMODAIS inova em dois campos:

  • na forma – um novo modelo bem mais participativo de ensinar, pesquisar e atualizar a Narrativa Conceitual da escola, se utilizando de diversos recursos Digitais, através de um modelo comercial, via crowdfunding;
  • no conteúdo – promovendo um mix de diversos autores do passado e do presente, não só estudando o fenômeno, mas toda a base epistemológica, pois é preciso rever como pensamos no geral e como, a partir destas novas formas de pensar, pensamos o digital.

Os artigos recebem destaques para que os BIMODAIS possam diferenciar:

  • os Novos Conceitos;
  • novas definições de Conceitos Clássicos;
  • os Padrões de Causa e Efeito;
  • novos Neologismos;
  • novas Hashtags (com links);
  • as novas Previsões;
  • as Frases de Outros Autores;
  • e as melhores Frases dos Artigos do Nepô.

A BIMODAIS diante da disrupção conceitual que precisamos viver optou pelo processo de imersões.

Quando temos mudanças muito disruptivas a serem feitas na nossa forma de agir e pensar não basta receber os conceitos e ir para casa.

As mudanças disruptivas na forma de agir e pensar demandam um processo de Imersão Conceitual.

A Imersão Conceitual é um espaço continuado de revisão de conceitos, nos quais os optantes da Teoria Bimodal Midiática convivem e recebem atualizações diárias.

Os BIMODAIS entram para a escola e ficam imersos na nossa Narrativa Conceitual, que é atualizada todos os dias, através de artigos e áudios produzidos pelo Curador da Escola.

Além disso, são promovidos encontros mensais dos BIMODAIS.

Os BIMODAIS contam ainda com um resumo semanal de tudo de relevante que foi produzido pela escola e um Roteiro Guia, feito em Power Point, no qual se tem toda a Narrativa Conceitual dividida por temas, com os textos principais e secundários para acesso a qualquer momento.

Por fim, os BIMODAIS têm acesso ao último livro de Carlos Nepomuceno “Civilização 2.0: por que estamos sendo obrigados a imitar as formigas?”, feito durante a pandemia com intensa participação dos BIMODAIS.

Há uma liberdade dos alunos para que possam, a seu critério e autodisciplina, consumir o conteúdo.

De maneira geral, os BIMODAIS se utilizam da escola como uma referência para a forma de pensar sobre o Digital e tomam decisões na sua vida pessoal, profissional e organizacional, a partir dela.

A BIMODAIS opera, assim, no estilo do Desenvolvimento Conceitual Ágil, com intensa participação dos clientes, sempre procurando o aperfeiçoamento na forma de pensar e agir sobre o fenômeno digital.

As melhorias para a sétima imersão

A sétima imersão será feita de janeiro a junho de 2022.

Nela, pretendemos introduzir as seguintes atividades, além das já existentes:

  • a volta da certificação, a partir de alguns critérios que vamos amadurecer, tais como participação nas lives e na avaliação mensal, bem como nas enquetes feitas ao longo da imersão;
  • realização de lives divulgando projetos de empreendedorismos dos alunos (que já iniciamos na sexta imersão);
  • lives com grupos de alunos para que todos possam se conhecer melhor e apresentar questões, sugestões e as suas atividades;
  • o aumento da atividade das Leituras Bimodais a com o resumo e análise de mais livros, aumentando a participação dos alunos na indicação dos mesmos;
  • mais esforço para que os alunos passem a multiplicar os conceitos da escola no geral e nos setores, através de palestras e cursos, de forma gratuita ou remunerada.

Abordagem 7.0

Em todas as imersões, se faz uma escolha de uma abordagem. Até aqui era um processo não consciente e planejado. A partir de agora, a sugestão para que se apresente a Narrativa Bimodal é a seguinte, que vou passar a adotar nas minhas atividades de palestrante e professor:

  1. apresentação da frase do Chris Andersen “Não estamos em uma Era de Mudanças, mas numa Mudança de Era.”;
  2. apresentando que há duas opções de visões, a partir desta frase: a Unimodal e a Bimodal;
  3. apresentando as alternativas dos Fatores Detonantes: Indústria, Conhecimento ou Mídias;
  4. defendendo os argumentos da Teoria Bimodal Midiática como a melhor e comparando-a com as demais;
  5. e detalhando, por fim, a Visão Bimodal Midiática dos Bimodais  dentro do que já é apresentado desde sempre.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

O áudio do artigo

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#papo_de_realidade – existe ou não existe – como lidar com ela?

O artigo dá sequência a este aqui.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

 

Vamos ao artigo:

“Não existem teorias finais, apenas melhores.”   – Gleiser.

Existe muita confusão quando falamos da realidade.

Do ponto de vista epistemológico, nossa consideração é de que se ela existe, ou não, isso pouco importa, mas é impossível que o Sapiens dominá-la.

A apreensão da realidade é SEMPRE um processo de aproximação e nunca de encontro.

Para sobreviver, temos que procurar as melhores aproximações possíveis, que nos permitam tomar decisões.

Foi a demanda de uma aproximação da realidade para tomada de decisões para a sobrevivência que originou a Ciência.

A Ciência precisa de certezas, mesmo que provisórias, para que possa ajudar ao Sapiens a sobreviver melhor.

Porém, nem tudo na vida do Sapiens é sobrevivência direta, há também uma demanda pelo desenvolvimento de subjetividades, para isso foi criado o mundo artístico.

As artes cumprem a função de desenvolver subjetividades, que, de alguma forma, não direta, mas indireta, afetam a nossa sobrevivência.

As artes não foram feitas para a tomada de decisão, são, basicamente, ferramentas de inspiração.

Porém, nestes momentos de final de Decadência Civilizacional, que estamos passando, é comum e recorrente, que haja uma mistura entre as fronteiras da ciência e da arte.

Muitos consideram que é viável e possível operar com ferramentas artísticas para a tomada de decisão.

É da visão artística, invadindo o terreno da ciência, a ideia do “sei que nada sei“.

Na ciência, é preciso saber algo para decidir. Sei hoje e decido. Amanhã, depois de uma revisão dos resultados, saberei outra coisa.

Assim, é preciso definir, de forma clara e transparente, os limites das duas Interpretações da Realidade (a Artística e a Científica) para evitar que uma ocupe o campo da outra.

O problema principal da não limitação entre as duas Interpretações da Realidade é a tomada de decisões pessoal, profissional ou organizacional baseada em ferramentas mais artísticas do que científicas.

Sim, tudo que vemos da realidade é parcialmente verdade, parcialmente mentira, mas, quando falamos em sobrevivência, uma decisão será tomada. E vamos precisar da Interpretação da Realidade mais Científica possível.

Não podemos NUNCA esquecer dos ensinamentos que nos legou Ayn Rand (1905 – 1982) de que o Sapiens é um ser vivo, que precisa sobreviver como todos os demais.

E que:

A nossa sobrevivência vai depender da qualidade da Interpretação da Realidade que estamos utilizando.

Uma boa estratégia é dividir a Interpretação da Realidade em duas:

  1. a Interpretação da Realidade Artística – que é utilizada pelas religiões, pelas artes, pelo entretenimento, que NÃO tem o foco da tomada de decisões para a sobrevivência. São mais inspiradoras do que decisoras;
  2. a Interpretação da Realidade Científica – que é utilizada pelas ciências, que não TEM o foco da tomada de decisões para a sobrevivência. São mais decisoras do que inspiradoras.

Um problema recorrente quando se fala em Interpretação da Realidade é confundir as duas.

Vejamos:

  • A Interpretação da Realidade Artística apela para o emocional, se utiliza da linguagem estética e NÃO tem consequência direta na tomada de decisões para a sobrevivência;
  • A Interpretação da Realidade Científica apela para a reflexão, se utiliza da linguagem lógica e TEM consequência direta na tomada de decisões para a sobrevivência.

Obviamente, que existe uma “área cinza” com exceções e regras.

Podemos usar aqui o princípio de Vilfredo Pareto (1848 – 1923) de que há uma área cinza de 20% de confluência entre arte e ciência e 80% de separação.

Quando se aumenta os 20% e se começa a usar Interpretações da Realidade Artísticas para a tomada de decisões, passamos a ter problemas. Sérios problemas.

Quando falamos de tomada de decisões, estamos procurando uma Interpretação da Realidade Científica, pois o objetivo é, em alguma medida, a tomada de decisões para resolver problemas de sobrevivência.

A Ciência é uma ferramenta humana para a tomada de decisões relacionadas diretamente à sobrevivência.

Toda a decisão tomada relacionada à sobrevivência implica NECESSARIAMENTE em consequências dentro dos objetivos pretendidos.

Assim, as decisões têm consequências dentro dos objetivos desejados e servem de parâmetro para saber se as Interpretações da Realidade escolhidas ajudaram, ou não, na tomada de decisões.

É isso, que dizes?

Colaboraram os Bimodais: Fernanda Pompeu e Rodrigo Palhano.

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O áudio do artigo.

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#Teoria_Civilizacional_Bimodal – como projetar o futuro Pós-Digital?

O artigo dá sequência a este aqui.

Resumo do artigo em tabela:

 

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao artigo

“Sentimentos são apenas sinalizadores, não ordens, que precisam ser questionados.” – Manson.

Apresentamos neste artigo o problema que temos tido de lidar com o Mundo Digital.

Vivemos hoje um Momento Bimodal, entre duas Eras Civilizacionais.

Temos:

  • o final de uma Decadência Civilizacional, provocada pelo aumento populacional, seguido de um longo período de Mídias Concentradas, que geraram um exponencial processo de Massificação da Espécie;
  • o início de uma Renascença Civilizacional, provocada pela chegada de Mídias Descentralizada, que geraram um exponencial processo de Personalização da Espécie.

No atual Momento Civilizacional Bimodal, temos o futuro que avança lentamente e de outro o presente ainda agarrado no passado, que não quer se desapegar.

Basicamente, temos hoje, de maneira geral:

  • mentes que foram formatadas para lidar com a continuidade;
  • temos no atual momento um cenário claramente de descontinuidade, depois de um longo tempo de continuidade;
  • além da descontinuidade, temos um Cenário Bimodal, com Macro Modelos Administrativos distintos, iniciando uma nova Era Civilizacional;
  • e, por causa disso, precisamos não de percepções ou visões apenas, mas de explicações razoáveis para a tomada de decisão de curto, médio e longo prazo.

É preciso, assim, separar duas formas de se enxergar a realidade:

  • a visão – formada por percepções, sem uma maior preocupação com causas e consequências, com articulação de Conceitos Fracos;
  • a teoria – que o aprofundamento da visão, já com a preocupação da separação de causas e consequências, através da articulação de Conceitos Fortes.

Conceitos Fracos são aqueles que são criados de forma pouco refletida, que se disseminam rapidamente, muitas vezes causando mais confusão do que explicação.

Defendemos também a ideia de que hoje em dia não basta operar com Teorias Unimodais.

Teorias Unimodais são aquelas que só conseguem enxergar as atuais mudanças dentro da MESMA Era Civilizacional.

Vivemos hoje uma Revolução Midiática, um fenômeno raro, mas o mais impactante dentro da história do Sapiens.

Temos, de forma disseminada e exponencial, o surgimento de novas formas de intermediação dos processos administrativos.

As Organizações 2.0 operam com uma nova Filosofia de Comande e Controle.

O Uber não é continuidade de uma cooperativa de táxi, assim como o Airbnb de uma corretora de imóveis.

Por necessidade, o Sapiens está iniciando a jornada de experimentação de Macro Modelos Administrativos mais sofisticados do que os anteriores.

A grande promessa da Civilização 2.0 é permitir que se resolva problemas humanos com menor custo e mais personalização.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

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O áudio do artigo – versão 1.0
O áudio do artigo – versão 2.0

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal151221

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#Mark_Manson – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Veja aqui o PPT com as sete melhores frases: https://bit.ly/3oVUbWW

Ou o vídeo com as sete melhores frases: https://youtu.be/MW3b4l9KnZA

Veja aqui as anotações gerais que fiz do livro com menos sintetização: https://bit.ly/3yvvmVe

Mapas mentais do artigo:

 

Vamos ao artigo:

“O oposto de felicidade é desesperança.” – Manson.

O Renascimento Civilizacional

Vivemos hoje um Renascimento Civilizacional.

Tivemos, por méritos dos modelos civilizacionais criados no passado, intenso crescimento populacional.

Não sabíamos disso, até então, mas quando temos mais gente no planeta, no primeiro momento somos OBRIGADOS a massificar a produção e isso tem impactos objetivos e subjetivos nas pessoas.

Massificar demanda NECESSARIAMENTE a padronização de produtos e serviços e não há como fazer isso sem padronizar também os consumidores.

A padronização das pessoas gera um movimento de fora para dentro, no qual vamos perdendo individualidades.

Há uma onda exponencial de verticalização na Civilização atingindo de forma distinta cada região.

O movimento de Massificação Civilizacional vai gerando uma Verticalização Civilizacional (social, política, econômica e administrativa).

Bem como mídias e organizações mais verticais.

Mais gente no mundo gera, no primeiro momento, uma verticalização da estrutura produtiva.

A verticalização gera uma Decadência Civilizacional, pois vamos gradualmente nos Despersonalizando, adotando Valores Fracos.

A única forma que o Sapiens encontrou para reverter esse processo é através da chegada e massificação de uma nova mídia descentralizadora.

Uma nova mídia inicia um processo de Horizontalização Civilizacional (social, política, econômica e administrativa).

Porém, as tecnologias não promovem a Horizontalização Civilizacional, elas abrem a possibilidade de que novas formas de pensar e agir sejam possíveis.

Neste momento, temos dois tipos de empreendedores:

  • Os Empreendedores Conceituais – aqueles que vão, através de novos conceitos, sugerir novas formas de pensar;
  • Os Empreendedores Operacionais – aqueles que vão criar novos Itens de Consumo, permitindo novas formas de agir.

O livro “A sutil arte de ligar o f*da-se” de Mark Manson faz parte dessa Onda Horizontalizadora. Ele é um Empreendedor Conceitual.

Ele diagnostica o que chamou de Epidemia de Cegueira Psicológica.

Ele se junta a outros Empreendedores Conceituais, que cumprem o papel de disseminar novos conceitos, ajudando as pessoas no processo da passagem de uma Mente Mais Verticalizada para uma mais Horizontalizada.

Tais como:

  • Nassim Taleb, alertando para a necessidade de sermos “antifrágeis” mais preparados para mudanças;
  • Eric Ries sugerindo formas para que possamos empreender num ambiente mais aberto, horizontal e competitivo de forma mais científica;
  • Peter Thiel apontando também caminhos para o empreendedorismo.

São Renascentistas 2.0, que cumprem o papel de ajudar o Sapiens na difícil tarefa de se preparar para uma nova etapa civilizacional de mais responsabilidade individual, pois individualizar significa se conhecer mais e se responsabilizar mais.

A Horizontalização Civilizacional cumpre um papel sistêmico de permitir que as pessoas assumam mais responsabilidades tanto nas operações quanto nas decisões da sociedade.

É a Horizontalização Civilizacional, que permitirá que possamos lidar de forma mais saudável com a nova Complexidade Demográfica.

O livro de Mark Manson cumpre esse papel de diagnosticar o problema da disseminação do que ele chama de Valores Escrotos (fruto a nosso ver por causa da Verticalização Civilizacional), gerando o que denominou de Epidemia de Cegueira Psicológica.

E sugere como “remédio” a filosofia da “sutil arte de ligar o f*da-se“, que é adoção de Valores Fortes, de longo prazo, personalizados, revertendo o movimento de verticalização das mentes.

Resumo do livro “A sutil arte de ligar o f*da-se” de Mark Manson (em negrito os conceitos do autor e em azul e negrito os novos conceitos que criei, a partir da leitura):

1-  o livro tem como motivação a insatisfação do autor diante de um cenário no qual ele diagnosticou como uma Epidemia de Cegueira Psicológica;

2 – Manson não se preocupa tanto em apresentar as causas, mas aponta, de maneira bem gera, como Fator Causante o trabalho de propaganda das mídias de massa e da Internet como fatores que colaboram para o crescimento da Epidemia de Cegueira Psicológica;

2 – na Epidemia de Cegueira Psicológica, as pessoas levam sua vida baseada em Valores Escrotos, eu traduzi isso para Valores Fracos, Valores Exógenos (formados de fora para dentro, no Zecapagodismo), Valores Não Testados no Tempo;

3 – ele denomina de Valores Escrotos, aqueles que são formados de fora para dentro Desindividualizados e não Valores Fortes, Valores Endógenos, Valores Testados no Tempo e Individualizados. Valores Escrotos têm como característica, com bastante ênfase, a procura da Euforia (satisfações de curto prazo) e não da Felicidade Saudável (procura de satisfações de longo prazo). Na BIMODAIS denominamos essa dicotomia entre Felicidade Estrutural (que abarca um projeto de vida) e Conjuntural (que são as euforias ao longo dos dias). Defendemos uma relação entre as duas. Mason defende que quando só procuramos a Conjuntural, optamos por Valores Escrotos, que nos levam para vidas menos significativas, com mais sofrimento;

4 – diante deste cenário, o autor, de forma bem acessível, sem perder a profundidade, sugere uma série de mudanças para que através da “tomada de vacinas” e “colocação de máscaras” possamos aumentar a Taxa da Felicidade Saudável e conseguir lidar melhor com a Epidemia de Cegueira Psicológica,;

5 – a “vacina” de Manson é aprender a praticar a Sutil Arte de Ligar o Foda-se, que implica na criação de critérios individuais para separar o que importa (de dentro para fora) do que não importa (as coisas que vêm de fora para dentro).  Entre as várias sugestões para se aumentar a Taxa da Felicidade Saudável, ele sugere que é preciso lidar de forma mais inteligente com as emoções e o sofrimento. O autor sugere que sentimentos são bússolas para que possamos aprender quando devemos perseverar ou pivotar a trajetória de nossas vidas, a partir de nossas características individuais;

6 – a Epidemia de Cegueira Psicológica,  apesar de Manson não apresentar isso dessa forma no livro, é um dos sintomas do atual fim da Decadência Civilizacional, diagnosticada pela BIMODAIS, fruto de décadas de uma mídia concentrada;

7 – o livro de Manson já faz parte da Bibliografia Básica da Escola Bimodal, na formação intelectual e profissional de Futuristas. Estaremos relendo o mesmo todos os anos para atualização. O livro ajuda nossos formandos a perceber não só as mudanças que terão que fazer como pessoas, mas a dificuldade que todos temos de promover inovação e mudanças num cenário no qual os clientes estão imersos na Epidemia de Cegueira Psicológica. O livro é Renascentista se junta ao de Eric Ries “Startup Enxuta“, diagnosticando a crise e sugerindo ações para superar a atual Decadência Civilizacional, através do resgate e reaproveitamento de diversos autores do passado.

Os sete diagnósticos de Manson sobre os problemas da sociedade que dificultam a batalha por uma uma vida mais significativa:

1 – A cultura em que vivemos hoje nutre obsessivamente expectativas pouco realistas;

COMENTÁRIO:

Quando se fala em “pouco realistas” temos aqui a difusão de Valores Exógenos, que são construídos de fora para dentro, sem base Conceitos Fracos. Há uma massificação do consumo provocado pela Dobradinha: Mais Gente no Mundo / Mídias Concentradas. As pessoas passam a viver uma vida menos individualizada, praticando o que Manson denomina de Valores Escrotos, voltados sempre para pensamentos de curto prazo e não de longo, optando mais pela euforia e menos por uma Felicidade Mais Saudável.

2 – “As mensagens positivas e felizes de autoajuda que ouvimos o tempo todo — na verdade se concentram no que não temos. É um um mundo que só divulga o extraordinário.”

 3 – “Todo mundo e todos os programas de TV querem nos convencer de que a felicidade depende de um emprego melhor , um carro mais potente , uma namorada mais bonita , uma jacuzzi , uma piscina para os filhos.”

4 – “A venda da felicidade do sempre mais vem de criar necessidades, pois é bom para os negócios. Temos tanta tralha e tantas oportunidades que nem sabemos mais o que realmente importa .”

COMENTÁRIO:

Temos aqui um sintoma claro dos efeitos de uma mídia concentrada, que estimula um consumo massificado, com a redução da personalização. Quanto mais você compra, independente da necessidade, melhor é para as organizações massificadoras. Há, entretanto, com a chegada da Civilização 2.0 a demanda pela personalização, de um movimento de criação de Valores Fortes, que SEMPRE tem que vir de dentro para fora, pois são personalizados.

O que Manson aborda quando chama de Valores Escrotos é uma crítica aos Valores Massificados, que acabam tendo a sua taxa aumentada por causa da Dobradinha: Mais Gente no Mundo / Mídias Concentradas.

COMENTÁRIO:

Na versão 2.

5 – “O problema é o seguinte : a sociedade atual , através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais, produziu uma geração inteira que enxerga esses sentimentos negativos (ansiedade , medo, culpa, etc .) como problemas. Temos uma mente moderna, mimada, que resultou em indivíduos que se sentem merecedores de algo sem se esforçar, que sentem ter direito a algo sem se sacrificar. Fato e que as pessoas renunciam a todas as responsabilidades, exigindo que a sociedade cuide dos seus sentimentos e sensibilidades. As pessoas se apegam a certezas arbitrárias e tentam impô-las aos outros, muitas vezes com violência, em nome de alguma causa justa imaginária.”

COMENTÁRIO:

Aqui, temos o ponto central da “Vacina do Foda-se” de Manson. Que os sentimentos negativos e positivos devem ser aceitos como parte integrante da vida, analisados e não evitados, sendo referência FUNDAMENTAL para uma vida mais significativa.

6 – “Porque agora , ao mesmo tempo que temos infinitos meios de ver e aprender coisas novas, temos também infinitos meios de descobrir que não estamos à altura das expectativas, que não somos bons o suficiente, que nossa situação não é tão satisfatória quanto poderia ser . E isso nos corrói por dentro.”

7 – “Acredito que estamos enfrentando uma epidemia de cegueira psicológica que faz as pessoas não enxergarem que é normal as coisas darem errado de vez em quando.”

COMENTÁRIO:

Uma das características do que ele chama de Epidemia de Cegueira Psicológica, que nós diagnosticamos como um dos sintomas da atual Decadência/Renascimento Civilizacional, tendo como causa a Dobradinha: Mais Gente no Mundo / Mídias Concentradas, é justamente a explosão da massificação da pessoas, tirando delas a personalização.

O livro de Manson é uma espécie de guia para a personalização e individualização das pessoas, totalmente aderente ao Renascimento Civilizacional, que estamos iniciando.

As sete melhores dicas para uma vida mais significativa:

1 – “Seu sucesso vem da completa e inabalável honestidade consigo mesmo (sobretudo em relação às piores partes ) e da capacidade de falar abertamente sobre seus fracassos , sem hesitação ou dúvida. // Aquele que nutre uma boa autoestima verdadeira enxerga com honestidade as partes negativas de si mesmo. // 

COMENTÁRIO:

Na verdade, Manson denuncia uma infantilização das pessoas. Isso é resultado de um Ambiente de Sobrevivência Mais Centralizado, do qual estamos saindo.

A imaturidade emocional acredita que a a vida é feita só de coisas boas.

No fim da atual Decadência Civilizacional há uma sensação disseminada de que temos que viver para nos “encaixar” naquilo que os outro definiram como legal para todos.

2 – “O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos , e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante. A morte é nossa única certeza. Portanto, deve ser a bússola pela qual orientamos todos os nossos valores e decisões, pois elimina todos os valores ruins, frágeis e superficiais da vida.”

COMENTÁRIO:

Temos aqui a base para o processo de Individualização Digital, que marca um movimento recorrente da saída de um ambiente mais massificado para um mais personalizado.

3 – “Nos tempos dos nossos avós, quando ficavam na merda, as pessoas pensavam: “Puxa , estou me sentindo o cocô do cavalo do bandido. Bom, é a vida ! Vou voltar para a minha lavoura.”

4 – “Paradoxalmente , lidar abertamente com suas inseguranças torna você mais confiante e carismático, pois sabemos que adversidade e fracasso são muito úteis e até mesmo necessários para o desenvolvimento de adultos determinados e bem-sucedidos.”

COMENTÁRIO:

Aqui, há o resgate de valores antigos, que ocorre sempre nos Renascimentos Civilizacionais, quando as pessoas tinham uma maturidade maior.

5 – “É isso que vai nos salvar , nos fazendo aceitar que o mundo é uma doideira e que tudo bem , porque sempre foi assim e sempre será . Quando você está pouco se fodendo para seu mal – estar , você faz o Círculo Vicioso Infernal entrar em curto – circuito . “ Eu estou na pior , mas e daí ? ” Então , como se fosse salpicado por um pó mágico de desprendimento , você para de se odiar por se sentir tão mal .”

6 – “Enfrentar seus medos e suas ansiedades é o que vai fazer você criar coragem e perseverança . Toda tentativa de escapar do negativo , de evitá-lo , suprimi-lo ou silenciá-lo sai pela culatra. Sim, culpa e negação dão barato.“

COMENTÁRIO:

O Círculo Vicioso Infernal significa a incapacidade da diagnosticar adequadamente os sentimentos ruins, analisar as melhores opções para que se possa superá-los.

7 – “Ligar o foda – se é encarar os desafios mais assustadores e mais difíceis da vida e agir .”

COMENTÁRIO:

Aqui, temos a mesma proposta de Eric Ries, no livro “Startup Enxuta”, que é o de crie uma hipótese e teste para saber o que pode ser mantido ou alterado.

Na BIMODAIS, chamamos de Certeza Provisória Razoável uma filosofia epistemológica (importada de vários pensadores do passado) que é mais adequada para um mundo mais mutante e competitivo.

As sete melhores frases:

  1. “Quanto mais alguma coisa ameaça sua identidade, mais você a evitará.”
  2. “Se não rejeitamos nada (talvez por medo de nos rejeitarem), não temos identidade, pois somos definidos pelo que escolhemos rejeitar. Ou seja, é impossível alcançar nossas metas sem rejeitar as alternativas. Porém, ao escolher um novo valor, você também está optando por introduzir um novo tipo de dor em sua vida.”
  3. “Maturidade é o que acontece quando aprendemos a só ligar para o que realmente vale a pena.”
  4. “A certeza é a inimiga do crescimento. Quando aprendemos algo novo, não passamos de “errados” a “certos” — passamos de “errados” a “um pouco menos errados”.
  5. “Não existe valor no sofrimento quando não há um propósito. O prazer não é causa para a felicidade: é efeito dela.”
  6. “Sentimentos são apenas sinalizadores, não ordens, que precisam ser questionados. O sofrimento é o agente preferido da natureza para inspirar mudanças. E mais: a ação não é apenas consequência da motivação. É também a causa.”
  7. “Eu achava que a felicidade era determinada pelo destino, e não pelas minhas escolhas. Culpar os outros é apenas escolher sofrer.”

As sete definições de Ries sobre o objetivo do livro:

  1. “Este livro não vai ensiná-lo a subir na vida ou alcançar seus objetivos, mas errar e perder sem se destruir por isso;
  2. “Vai ensiná-lo a fazer um inventário de sua vida , identificar os itens mais importantes e então eliminar todo o resto.”
  3. “É um guia um guia para o sofrimento, que ensina a sofrer da melhor forma , com mais significado , mais compaixão e mais humildade.”
  4. “A ideia do livro é ajudá-lo a ter uma vida mais leve apesar dos fardos que carrega , que conviva melhor com seus maiores medos e ria das lágrimas enquanto chora .”
  5. “Voltado para pessoas que queiram transformar sua dor numa ferramenta, seu trauma , em poder e seus problemas , em problemas ligeiramente menores.“
  6. “Não é um guia para a grandeza — não poderia ser, porque a grandeza é apenas uma ilusão criada pela nossa mente,  um destino fictício que nos obrigamos a buscar , nossa Atlântida psicológica .”
  7. “Acredito que este livro ajuda a enfrentar estamos enfrentar uma epidemia de cegueira psicológica que faz as pessoas não enxergarem que é normal as coisas darem errado de vez em quando.”

O Glossário de Manson:

  1. Euforia – o contrário de felicidade, algo passageiro, que não fortalece a pessoa do ponto de vista mais amplo. Na Bimodais, denominamos Felicidade Estrutural da Conjuntural. A Estrutural (felicidade consistente) preenche o espaço mais significativo e a conjuntural é a do cotidiano, com alguma dose de euforia;
  2. Sonhos falsos – aqueles que não partem de dentro para fora “é o crescimento que gera felicidade, não uma longa lista de conquistas arbitrárias .”;
  3. Valores escrotos – são aqueles que envolvem objetivos externos, Premissas Fracas, como se fossem da pessoa, a base para que se crie Sanguessugas Profissionais com um Estilo de Vida Parasitário;
  4. Epidemia de Cegueira Psicológica – que impede as pessoas de conseguirem terem vidas mais significativas;
  5. Círculo Vicioso Infernal – quanto mais você quer ser feliz com bases em Premissas Fracas, mais fraco você fica;
  6. Lei do Esforço Invertido – “paradoxalmente, lidar abertamente com suas inseguranças torna você mais confiante e carismático.”
  7. Cultura da Arrogância – você acredita que é algo que não é. “Eu sou incrível e vocês são uns merdas, então mereço tratamento especial. Eu sou um merda e vocês são incríveis, então mereço tratamento especial.” //  “Se algo de bom acontece a elas, é fruto de algo incrível que fizeram. Se algo de ruim acontece, é porque alguém está com inveja, tentando derrubá-las.” // “Gente arrogante exala autoconfiança em níveis irreais.”

Frases de outros autores:

  1. “Enxergar o que está diante do nariz exige um esforço constante .” – George Orwell.
  2. “A  lei do esforço invertido compreende a a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo , mais insatisfeitos ficamos, pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos.” – Alan Watts.
  3. “ Você nunca será feliz se insistir em tentar descobrir o que é a felicidade . Você nunca viverá verdadeiramente se estiver procurando o sentido da vida . ” – Albert Camus.
  4. “O medo da morte vem do medo da vida. Um homem que vive plenamente está preparado para morrer a qualquer momento.” – Mark Twain.
  5. “Eu achava que o cérebro era o órgão mais maravilhoso do meu corpo. Depois, percebi quem estava me dizendo isso.” – Emo Philips.
  6. “A marca de uma mente instruída é ser capaz de entender uma ideia sem aceitá-la.” – Aristóteles.

Algumas frases que o livro me inspirou:

  1. A dor é uma espécie de radar, um “rador“, que nos orienta quando devemos persistir e quando é hora de pivotar;
  2. Quando fugimos do sofrimento e da dor acabamos sem saber quando devemos seguir ou mudar;
  3. Quando abraçamos algo que nos alimenta, que nos amplia, há uma química no corpo que nos ajuda a lidar com o sofrimento correlato.

Algumas ressalvas que faço ao livro:

  1. O uso do termo “arrogante” é utilizado como sinônimo de uma pessoa com problemas.

Arrogar é reivindicar um direito.

Assim, arrogar não é necessariamente bom ou ruim.

Note que aqui temos um problema clássico de Adjetivação de Substantivos Essenciais.

Substantivos Essenciais são aqueles que são inerentes às pessoas.

Do tipo: egoísmo, narcisismo.

Todos somos egoístas e narcisistas em alguma medida, resta saber a dose, o equilíbrio.

Uma pessoa que não tem o dom para algo e insiste naquela trajetória pode estar vivendo uma Arrogância Irreal.

O que Manson se refere quando usa o conceito “Arrogância” é da Arrogância Irreal, que distancia a pessoa da realidade e dos Valores Fortes.

Aqui também temos o uso do egoísmo com algo natural do ser humano e uma diferenciação entre o tóxico e o saudável.

Mais ainda.

O Egoísmo, o Narcisismo e a Arrogância são da essência humana, o que temos é uma toxicidade, que pode estar sendo praticada por abundância ou escassez.

O Egoísmo, o Narcisismo e a Arrogância Saudáveis conseguem um equilíbrio entre a abundância e a escassez.

Comentários da Versão 3:

No aprimoramento da Leitura Bimodal, passei a classificar os trechos marcados do livro da seguinte forma:

 

Sete dicas Extras (comento na versão 3):

  1. Se relacione com pessoas saudáveis, que tragam significado e não euforia: “O amor não saudável é o que une duas pessoas que estão usando aquele sentimento como meio de escapar de seus problemas , ou seja , um usa o outro como fuga, já que  o amor romântico é equivalente à cocaína” //“Num relacionamento saudável é aquele em que cada um resolve seus problemas para se sentir bem com o outro.”
  2. Não transferira para os outros seus problemas, apenas apoie e seja apoiado para que você mesmo os resolva: “Um relacionamento saudável é aquele em que cada um resolve seus problemas para se sentir bem com o outro, já que ninguém pode (ou deve) resolver os seus problemas para você .”
  3. Eduque os filhos dentro deste espírito, pois “que podem crescer acreditando que outras pessoas devem se responsabilizar pelos problemas deles .”
  4. A honestidade é um desejo natural da humanidade , mas um de seus efeitos colaterais é nos obrigar a ouvir e dizer “ não. Desse modo , a rejeição aprimora nossos relacionamentos e torna a vida emocional mais saudável.
  5. Quando há a recusa de rejeitar qualquer coisa, se leva uma vida sem valores, egoísta e voltada para o prazer;
  6. Só podemos atingir a excelência em algo se estivermos dispostos a falhar;
  7. Infelizmente, negar os sentimentos negativos é negar vários dos mecanismos de resposta que ajudam a resolver problemas.

Anotações finais da última leitura do livro:

Problemas Endógenos

  • A confiança perdeu o valor. As aparências e o carisma se tornaram formas de expressão mais vantajosas. Conhecer muita gente de forma superficial valia mais a pena do que conhecer pouca gente com intimidade.
  • Culpar os outros pelos sentimentos ruins e pelo que fazem de errado.
  • O problema reside em deixar minhas emoções definirem a realidade.
  • Grande parte do medo do fracasso surge por conta de valores pessoais muito ruins.
  • Somos injustamente tendenciosos em relação ao que já sabemos, às nossas certezas.

Problemas Exógenos

  • Durante a maior parte da história da humanidade, o amor romântico não foi celebrado como é hoje em dia.
  • A aversão a fracassos e erros é adquirida posteriormente na vida. Tenho certeza de que grande parte disso vem do nosso sistema educacional, cujas avaliações são baseadas rigorosamente no desempenho e castigam os que não se saem bem.
  • Outra grande parte desse problema são pais dominadores ou excessivamente críticos. Esse tipo de criação impede que os filhos errem por conta própria o suficiente e os pune por tentar algo diferente ou espontâneo, não predeterminado. Somemos a isso os meios de comunicação.

Mais Padrões

 

  • “Existe uma liberdade e uma libertação no compromisso.”
  • Quer saber? Não se encontre. Nunca conheça (inteiramente) quem você é. Porque é isso que faz você se empenhar e viver em estado de constante descoberta. Essa postura vai forçá-lo a ser humilde nos julgamentos e na aceitação das diferenças.
  • Encontrei mais oportunidades e aspectos positivos ao rejeitar alternativas e distrações e favorecer o que me importa de verdade.
  • Encontrei mais oportunidades e aspectos positivos ao rejeitar alternativas e distrações e favorecer o que me importa de verdade.
  • A pressão para ser agradável é tão forte que muitas vezes reconfiguramos nossa personalidade inteira para se adequar melhor ao interlocutor.
  • As pessoas aprendem a fingir que são amigas de gente de quem não gostam, a comprar produtos que não desejam. O sistema econômico promove essa farsa.
  • A dor faz parte do processo. É importante senti-la;
  • Conseguir avaliar valores diferentes sem necessariamente adotá-los talvez seja a principal habilidade para mudar a própria vida de forma significativa.
  • Quem se recusa a rejeitar qualquer coisa, levam uma vida sem valores, egoísta e voltada para o prazer.
  • A honestidade é um desejo natural da humanidade, mas um de seus efeitos colaterais é nos obrigar a ouvir e dizer “não”. Desse modo, a rejeição aprimora nossos relacionamentos e torna a vida emocional mais saudável.
  • Se você faz um sacrifício por alguém de quem gosta, isso deve ser feito por vontade própria, não por obrigação ou por temer as consequências de não fazê-lo. Se seu parceiro faz um sacrifício em seu nome, que seja um gesto altruísta, e não porque você manipulou o sacrifício por meio de raiva ou culpa.
  • Quando você tenta ter uma amplitude muito grande de experiências, o retorno é cada vez menor.
  • Uma amplitude de experiências nos nega a oportunidade de vivenciar as recompensas das experiências mais profundas.
  • Sem confiança, o relacionamento não tem mais como funcionar.
  • Recuperar a confiança: é bem prático: é preciso enxergar se há um histórico consistente de melhoria no comportamento.
  • Você não se sente verdadeiramente amado até confiar que esse amor não virá com alguma condição especial nem bagagem agregada.
  • A confiança é o ingrediente mais importante em um relacionamento.
  • Sem conflito, não pode haver confiança.
  • O conflito não só é normal como absolutamente necessário para a manutenção de uma relação saudável.
  • Ninguém confia em alguém que só diz sim.
  • Para que um relacionamento seja saudável, ambas as partes devem estar dispostas e ser capazes de dizer e ouvir não.
  • Pessoas com limites fortes entendem que um relacionamento saudável não se baseia em um controlar as emoções do outro, mas em um apoiar o outro em seu crescimento individual e na resolução de seus próprios problemas.
  • Para os salvadores, a coisa mais difícil de se fazer neste mundo é parar de tomar problemas alheios para si.
  • Para as vítimas, a coisa mais difícil de se fazer neste mundo é se responsabilizar.
  • Relacionamento saudável é aquele em que cada um resolve seus problemas para se sentir bem com o outro.
  • Problemas de relacionamento de um casal são assustadoramente semelhantes aos problemas de relacionamento dos pais de cada parceiro.
  • Duas coisas diferenciam uma relação saudável de uma não saudável: 1) se ambos sabem aceitar responsabilidades e 2) se estão dispostos a rejeitar um ao outro e ser rejeitados um pelo outro.
  • A questão é a seguinte: todo mundo precisa se importar com alguma coisa para valorizar alguma coisa. E, para valorizar alguma coisa, precisamos rejeitar seu oposto. Para valorizar X, precisamos rejeitar o não X.
  • As mudanças pessoais mais radicais acontecem depois das piores experiências;
  • A dor emocional é imprescindível se quisermos desenvolver resistência emocional, um senso mais agudo de identidade, mais compaixão e, em última instância, ter uma vida melhor.

Mais itens para o Glossário

  • Paradoxo da escolha – Basicamente, quanto mais variáveis, menos satisfeitos ficamos com o que escolhemos, porque temos consciência de que perdemos várias opções.
  • Ação → Inspiração → Motivação – motivação não se estrutura numa cadeia de três partes, e sim num moto-contínuo:
  • Faça Alguma Coisa – não apenas ajuda a superar a procrastinação como contribui para a incorporação de novos valores;
  • Valores escrotos – são aqueles que envolvem objetivos externos, fora do nosso controle.
  • Valores melhores – são focados no processo.

Mais algumas Frases Tops

  • “Somos definidos pelo que escolhemos rejeitar. E se não rejeitamos nada (talvez por medo de nos rejeitarem), não temos identidade.”
  • “Para realmente apreciar algo, é preciso se limitar.”
  • “Não fique aí parado. Faça alguma coisa. As respostas virão no caminho.”
  • “A ação não é apenas consequência da motivação; é também a causa.”
  • “Aprenda a suportar a dor que você escolheu.”
  • “É o crescimento que gera felicidade, não uma longa lista de conquistas arbitrárias.”
  • “Só podemos atingir a excelência em algo se estivermos dispostos a falhar.”
  • “Aprimorar-se em uma tarefa é um processo que passa por milhares de pequenos fracassos.”
  • “Se alguém é melhor do que você em algo, é provável que tenha cometido mais erros.”

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PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

Marcações:

Notas e destaques do
A sutil arte de ligar o f*da-se
Manson, Mark

CAPÍTULO 1: Nem tente

Destaque (amarelo) – Página 8 · Posição 110

seu sucesso vem da completa e inabalável honestidade consigo mesmo ( sobretudo em relação às piores partes ) e da capacidade de falar abertamente sobre seus fracassos , sem hesitação ou dúvida .

Destaque (amarelo) – Página 8 · Posição 111

Esta é a verdadeira origem do sucesso de Bukowski : sentir – se confortável com o fracasso .

Destaque (rosa) – Página 9 · Posição 116

A cultura em que vivemos hoje nutre obsessivamente expectativas pouco realistas .

Destaque (rosa) – Página 9 · Posição 118

Ser perfeito , incrível e cagar pepitas de ouro de doze quilates antes de beijar uma esposa impecável e dois filhos perfeitos no café da manhã .

Destaque (rosa) – Página 9 · Posição 121

aquelas mensagens positivas e felizes de autoajuda que ouvimos o tempo todo — na verdade se concentram no que não temos .

Destaque (rosa) – Página 9 · Posição 123

Só aprendemos as melhores maneiras de ganhar dinheiro porque achamos que não temos o suficiente .

Destaque (azul) – Página 9 · Posição 127

nenhuma pessoa realmente feliz sente necessidade de ficar falando que é feliz para si mesma no espelho . Ela simplesmente é .

Destaque (amarelo) – Página 9 · Posição 129

Um homem confiante não precisa provar que é confiante .

Destaque (amarelo) – Página 9 · Posição 130

E se você passa o tempo todo sonhando em ser alguma coisa , está inconscientemente reforçando a mesma realidade : você não é aquilo .

Destaque (rosa) – Página 9 · Posição 131

Todo mundo e todos os programas de TV querem nos convencer de que a felicidade depende de um emprego melhor , um carro mais potente , uma namorada mais bonita , uma jacuzzi , uma piscina para os filhos .

Destaque (rosa) – Página 10 · Posição 136

Meu palpite : porque criar necessidades é bom para os negócios .

Destaque (amarelo) – Página 10 · Posição 137

ter necessidades demais faz mal para sua saúde mental .

Destaque (amarelo) – Página 10 · Posição 138

agarrando demais ao que é superficial e falso , dedicando a vida à meta de alcançar uma miragem de felicidade e satisfação

Destaque (amarelo) – Página 10 · Posição 139

O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas ; é se importar com menos , e apenas com o que é verdadeiro , imediato e importante .

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 10 · Posição 141

O cérebro humano tem uma peculiaridade traiçoeira que , se não tomarmos cuidado , pode nos enlouquecer .

Destaque (laranja) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 11 · Posição 152

Círculo Vicioso Infernal

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 11 · Posição 155

São poucos os animais capazes de formar pensamentos lógicos , e nós , humanos , temos o luxo adicional de conseguir pensar sobre nossos pensamentos

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 11 · Posição 158

O problema é o seguinte : a sociedade atual , através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais , produziu uma geração inteira que enxerga esses sentimentos negativos ( ansiedade , medo , culpa etc . ) como problemas .

Destaque (laranja) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 11 · Posição 160

chafurdando em felicidade

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 11 · Posição 165

Nos tempos dos nossos avós , quando ficavam na merda , as pessoas pensavam : “ Puxa , estou me sentindo o cocô do cavalo do bandido . Bom , é a vida ! Vou voltar para a minha lavoura . ”

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 169

Ficamos mal por estarmos mal ; nos culpamos por nos culparmos . Ficamos irritados com nossa irritação ; ansiosos com nossa ansiedade . Qual é o meu problema ?

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 171

ligar o foda – se

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 171

É isso que vai nos salvar , nos fazendo aceitar que o mundo é uma doideira e que tudo bem , porque sempre foi assim e sempre será . Quando você está pouco se fodendo para seu mal – estar , você faz o Círculo Vicioso Infernal entrar em curto – circuito . “ Eu estou na pior , mas e daí ? ” Então , como se fosse salpicado por um pó mágico de desprendimento , você para de se odiar por se sentir tão mal .

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 175

George Orwell disse que enxergar o que está diante do nariz exige um esforço constante .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 175

a solução para o estresse e a ansiedade é óbvia , e não percebemos porque estamos ocupados vendo pornô e propagandas de aparelhos para abdominais que

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 180

Nossa crise não é mais material ; é existencial , espiritual .

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 180

Temos tanta tralha e tantas oportunidades que nem sabemos mais o que realmente importa .

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 181

Porque agora , ao mesmo tempo que temos infinitos meios de ver e aprender coisas novas , temos também infinitos meios de descobrir que não estamos à altura das expectativas , que não somos bons o suficiente , que nossa situação não é tão satisfatória quanto poderia ser . E isso nos corrói por dentro .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 12 · Posição 186

O desejo de ter mais experiências positivas é , em si , uma experiência negativa . E , paradoxalmente , a aceitação da experiência negativa é , em si , uma experiência positiva .

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 13 · Posição 189

filósofo Alan Watts se refere como “ lei do esforço invertido ” : a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo , mais insatisfeitos ficamos , pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 13 · Posição 191

Quanto mais você se desespera para ser rico , mais pobre e indigno se sente , seja qual for sua renda .

Destaque (rosa) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 13 · Posição 193

Quanto mais espiritualizado quer ser , mais egocêntrico e superficial se torna no processo .

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 13 · Posição 196

existencialista Albert Camus ( e tenho quase certeza de que ele não usava LSD ) : “ Você nunca será feliz se insistir em tentar descobrir o que é a felicidade . Você nunca viverá verdadeiramente se estiver procurando o sentido da vida . ”

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 13 · Posição 203

quando você se importa menos com alguma coisa , acaba se saindo melhor ? Já notou que geralmente é a pessoa menos empenhada que acaba se dando bem ? Já

Destaque (laranja) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 206

lei do esforço invertido é

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 206

Se buscar o positivo é negativo , então buscar o negativo gera o positivo .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 208

Paradoxalmente , lidar abertamente com suas inseguranças torna você mais confiante e carismático .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 209

um confronto honesto é o que gera maior confiança e respeito

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 209

Enfrentar seus medos e suas ansiedades é o que vai fazer você criar coragem e perseverança .

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 211

Tudo que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 211

Toda tentativa de escapar do negativo , de evitá – lo , suprimi – lo ou silenciá – lo sai pela culatra

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 212

Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento .

Destaque (azul) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 213

Evitar dificuldades é uma dificuldade . Negar o fracasso é fracassar . Esconder o que é vergonhoso é , em si , causa de vergonha .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 14 · Posição 214

O sofrimento é um fio inextricável que compõe o tecido da vida , e arrancá – lo não só é impossível como também é destrutivo : tentar desmantela todo o resto . O esforço para evitar o sofrimento é dar atenção demais a ele . Em contrapartida , se você conseguir ligar o foda – se , torna – se imbatível .

Destaque (laranja) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 224

Ligar o foda – se é encarar os desafios mais assustadores e mais difíceis da vida e agir .

Destaque (laranja) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 226

nos importarmos demais em situações que merecem o botão do foda – se . Perdemos

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 233

só pode se importar com uma quantidade limitada de coisas .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 233

Se sair por aí se importando com tudo e todos sem critério algum , vai acabar se ferrando .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 235

aprender a direcionar e priorizar seus pensamentos de maneira efetiva :

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 235

escolher o que é importante e o que não é , com base em seus valores pessoais .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 236

Você vai precisar de um bom tempo de prática e disciplina , e muitas vezes não vai conseguir . Mas talvez seja a habilidade pessoal que mais vale o esforço . Talvez a única .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 15 · Posição 238

Isso porque , quando o foda – se não está acionado — quando se importa com tudo e todos — , você passa a viver como se tivesse o direito inalienável de se sentir confortável e feliz o tempo todo , como se tudo tivesse a obrigação de ser exatamente do jeito que você quer .

Destaque (amarelo) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 16 · Posição 240

Isso é uma doença e vai te comer vivo .

Destaque (laranja) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 16 · Posição 241

inferno de mesquinhez

Destaque (laranja) – O Círculo Vicioso Infernal > Página 16 · Posição 242

Círculo Vicioso Infernal , em constante movimento mas sem chegar a lugar algum .

Destaque (azul) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 16 · Posição 246

Existe um nome para pessoas que não sentem nem veem significado em nada : psicopatas .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 16 · Posição 250

Ligar o foda – se não significa ser invulnerável , mas se sentir confortável com a vulnerabilidade .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 16 · Posição 253

se importam tanto com o que os outros acham

Destaque (rosa) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 16 · Posição 256

Pessoas indiferentes têm medo do mundo e da repercussão de suas escolhas . É por isso que não tomam decisões importantes . Escondem – se no apático poço cinzento de egocentrismo e autopiedade que criaram , distraindo – se eternamente dessa coisa insuportável chamada vida , que exige tanto tempo e energia .

Destaque (azul) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 17 · Posição 259

Com alguma coisa a gente tem que se importar .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 17 · Posição 261

Sendo assim , a pergunta é : com o que se importar ? Como escolher o que importa ? E como ligar o foda – se para todo o resto ?

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 17 · Posição 267

Mark Manson não está nem aí para os obstáculos que o separam de seus objetivos ,

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 17 · Posição 274

Essas pessoas não dizem “ foda – se ” para tudo na vida , e sim para tudo que é dispensável na vida .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 18 · Posição 277

não tem como ser importante e transformador para algumas pessoas sem ser uma piada e um constrangimento para outras .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 18 · Posição 279

A ideia não é fugir das merdas . É descobrir com qual tipo de merda você prefere lidar .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 18 · Posição 281

Se quiser ligar o foda – se para as adversidades , primeiro você precisa se importar com algo mais importante que elas .

Destaque (azul) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 19 · Posição 297

quando uma pessoa não tem problemas a mente automaticamente encontra um jeito de inventar alguns

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 19 · Posição 299

Daí se conclui que encontrar algo importante e significativo para a sua vida talvez seja o uso mais produtivo de seu tempo e sua energia

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 19 · Posição 300

, se você não encontrar algo relevante de verdade , vai se importar com causas frívolas que mereciam um grande foda – se .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 19 · Posição 302

Perceba você ou não , estamos sempre escolhendo o que realmente importa .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 19 · Posição 303

Não nascemos com o botão do foda – se ligado . Na verdade , nascemos com o botão funcionando ao contrário : nos importando com tudo .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 20 · Posição 311

nossa disposição emocional se torna mais seletiva . Isso se chama maturidade

Destaque (azul) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 20 · Posição 312

Maturidade é o que acontece quando aprendemos a só ligar para o que vale a pena . Como

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 20 · Posição 315

A identidade se consolida

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 20 · Posição 317

Não precisamos mais nos importar com tudo .

Destaque (laranja) – A sutil arte de ligar o foda-se > Página 20 · Posição 318

Passamos a reservar nossa preocupação cada vez mais escassa ao que realmente merece atenção : família , melhores amigos , pontuação no golfe .

Destaque (azul) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 20 · Posição 323

Este livro vai ajudar você a pensar um pouco mais claramente sobre o que elege como importante na sua vida e o que considera insignificante .

Destaque (rosa) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 20 · Posição 324

Acredito que estamos enfrentando uma epidemia de cegueira psicológica que faz as pessoas não enxergarem que é normal as coisas darem errado de vez em quando .

Destaque (azul) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 331

A ideia de ligar o foda – se é um jeito simples de reorientar nossas expectativas e descobrir o que é ou não importante na vida . Quando

Destaque (laranja) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 334

ideia de que um pouco de sofrimento é sempre inevitável —

Destaque (amarelo) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 335

Quando você passa a se sentir confortável com toda a merda que a vida joga na sua cara ( e ainda vai rolar muita merda , pode acreditar ) , você se torna invencível , num sentido levemente ( bem levemente ) espiritual .

Destaque (azul) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 337

Afinal de contas , o único jeito de superar a dor é aprender a suportá – la .

Destaque (azul) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 338

Este livro está pouco se fodendo para o alívio dos seus problemas ou da sua dor , e é exatamente por isso que você vai perceber que o que está escrito aqui é verdade . Este livro não é um guia para a grandeza — não poderia ser , porque a grandeza é apenas uma ilusão criada pela nossa mente , um destino fictício que nos obrigamos a buscar , nossa Atlântida psicológica .

Destaque (azul) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 341

Esse método vai transformar sua dor numa ferramenta ; seu trauma , em poder ; seus problemas , em problemas ligeiramente menores .

Destaque (azul) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 342

Pense neste livro como um guia para o sofrimento , que ensina a sofrer da melhor forma , com mais significado , mais compaixão e mais humildade . A ideia é que você tenha uma vida mais leve apesar dos fardos que carrega , que conviva melhor com seus maiores medos e ria das lágrimas enquanto chora .

Destaque (azul) – Mas então, Mark, para que serve essa droga de livro, afinal? > Página 21 · Posição 344

Este livro não vai ensiná – lo a subir na vida ou alcançar seus objetivos , e sim a errar e perder sem se destruir por isso . Vai ensiná – lo a fazer um inventário de sua vida , identificar os itens mais importantes e então eliminar todo o resto .

CAPÍTULO 2: A felicidade é um problema

Destaque (azul) – Página 24 · Posição 373

Seja na riqueza ou na pobreza , não existe valor no sofrimento quando não há um propósito .

Destaque (laranja) – Página 25 · Posição 389

A felicidade não é uma equação que possa ser solucionada . A insatisfação e a inquietude são inerentes à natureza humana e , como veremos , componentes necessários para se criar uma felicidade consistente .

Destaque (laranja) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 25 · Posição 393

Panda da Desilusão

Destaque (azul) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 26 · Posição 400

as maiores verdades da vida são as mais desagradáveis de se ouvir .

Destaque (azul) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 26 · Posição 406

. O sofrimento é o agente preferido da natureza para inspirar mudanças .

Destaque (amarelo) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 26 · Posição 409

Essa insatisfação permanente faz nossa espécie seguir lutando e progredindo , construindo e conquistando . Então , não : nossa dor e tristeza não são uma falha da evolução humana . Pelo contrário : são um recurso essencial dela .

Destaque (amarelo) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 27 · Posição 418

Essa dor , por mais que a odiemos , é útil .

Destaque (amarelo) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 27 · Posição 419

Ela nos ajuda a descobrir o que faz bem e o que faz mal .

Destaque (amarelo) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 27 · Posição 420

Ajuda a entender e aceitar nossas limitações

Destaque (amarelo) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 27 · Posição 421

às vezes a dor tem importância vital para nosso bem – estar .

Destaque (laranja) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 27 · Posição 427

indica que há um desequilíbrio , que algum limite foi excedido .

Destaque (rosa) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 28 · Posição 431

perdemos o benefício da passagem por doses saudáveis de dor , e essa perda nos desconecta da realidade .

Destaque (azul) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 28 · Posição 434

Os problemas nunca somem , eles só melhoram .

Destaque (azul) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 28 · Posição 438

— A solução de um problema é apenas o início do próximo .

Destaque (azul) – As desventuras do Panda da Desilusão > Página 28 · Posição 440

Não espere por uma vida sem problemas — continuou o Panda . — Isso não existe . Em vez disso , torça por uma vida cheia de problemas bons .

Destaque (azul) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 450

Os problemas nunca acabam ; eles apenas são substituídos e / ou atualizados .

Destaque (azul) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 451

A felicidade está em resolver problemas .

Destaque (amarelo) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 451

Se você evita os problemas ou acha que não tem nenhum , está no caminho da infelicidade . Se acha que não consegue resolver seus problemas , estará no mesmo caminho . O segredo está em resolver os problemas , e não em não ter problemas .

Destaque (azul) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 453

Para ser feliz , é preciso ter algo para resolver . Assim , a felicidade é uma forma de ação ;

Destaque (azul) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 457

Felicidade é um exercício constante

Destaque (amarelo) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 457

as soluções para os problemas de hoje serão a base dos problemas de amanhã , e assim por diante .

Destaque (azul) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 458

A verdadeira felicidade só se dá quando você descobre quais problemas gosta de ter e de resolver .

Destaque (amarelo) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 461

Sejam quais forem seus problemas , o conceito é o mesmo : resolva – os e seja feliz .

Destaque (rosa) – Felicidade é resolver problemas > Página 29 · Posição 463

Negação . Algumas pessoas negam que os problemas sequer existam

Destaque (rosa) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 465

Vitimização . Há quem prefira acreditar que nada pode fazer para resolver seus problemas .

Destaque (laranja) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 469

Culpa e negação dão barato

Destaque (laranja) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 469

São uma fuga temporária dos problemas , o que proporciona uma sensação passageira de melhora .

Destaque (rosa) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 472

Grande parte do mercado da autoajuda se sustenta em vender euforia em vez de ensinar as pessoas a resolver problemas legítimos .

Destaque (rosa) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 473

Muitos gurus ensinam novas formas de negação e enchem o público de exercícios que causam bem – estar a curto prazo , mas que ignoram a raiz do problema .

Destaque (azul) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 474

Lembre – se : nenhuma pessoa feliz de verdade tem necessidade de ficar diante de um espelho repetindo para si mesma que é feliz .

Destaque (azul) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 476

, quase tudo pode se tornar um vício , dependendo do motivo pelo qual é usado

Destaque (amarelo) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 476

Todos temos nossos métodos preferidos para entorpecer a dor causada pelos problemas , e não há nada de errado nisso , desde que sejam usados em doses moderadas .

Destaque (amarelo) – Felicidade é resolver problemas > Página 30 · Posição 478

Quanto mais evitamos e mais nos entorpecemos , mais doloroso será quando finalmente confrontarmos nossos problemas .

Destaque (laranja) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 30 · Posição 480

Os sentimentos foram desenvolvidos em nosso organismo com um propósito específico : nos ajudar a viver e a nos reproduzir melhor . Só isso . São um mecanismo de resposta cuja função é nos alertar de que algo é provavelmente bom ou provavelmente prejudicial . Nada mais , nada menos .

Destaque (azul) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 483

Sentimentos são apenas sinais biológicos criados para empurrar as pessoas na direção de mudanças positivas .

Destaque (laranja) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 486

se você se sente mal , é porque seu cérebro está indicando a presença de algum problema não abordado ou não resolvido . Em

Destaque (amarelo) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 487

sentimentos negativos são um chamado à ação . Se você sente algo ruim , é porque precisa agir .

Destaque (amarelo) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 488

sentimentos bons são a recompensa por agir certo . Quando

Destaque (laranja) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 491

Sentimentos são apenas sinalizadores , conselhos dados pela neurobiologia , não ordens . Portanto , nem sempre devemos confiar neles . Pelo contrário : acho que precisamos criar o hábito de questioná – los .

Destaque (laranja) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 494

negar os sentimentos negativos é negar vários dos mecanismos de resposta que ajudam a resolver problemas .

Destaque (laranja) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 495

se não conseguem resolver seus problemas , não têm como ser felizes .

Destaque (azul) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 31 · Posição 496

a dor tem um propósito .

Destaque (azul) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 32 · Posição 499

Tomar decisões com base apenas no que seu coração manda , sem o auxílio da razão para se manter na linha , é pedir para dar merda .

Destaque (azul) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 32 · Posição 500

Sabe quem baseia a vida nas emoções ? Crianças de três anos . Cachorros . Sabe o que mais crianças de três anos e cachorros fazem ? Cagam no tapete .

Destaque (laranja) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 32 · Posição 502

O que nos faz feliz hoje não nos fará feliz amanhã , porque nossa biologia sempre vai demandar algo mais .

Destaque (laranja) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 32 · Posição 507

É por isso que nossos problemas são recorrentes e inevitáveis . A

Destaque (azul) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 32 · Posição 508

Tudo vem com um sacrifício embutido

Destaque (azul) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 32 · Posição 509

ou seja , o que nos faz bem vai inevitavelmente nos fazer mal também . O

Destaque (rosa) – Sentimentos não são tudo isso que você pensa > Página 32 · Posição 510

Esse conceito é difícil de engolir . Nós gostamos de pensar que existe uma felicidade derradeira a alcançar . Gostamos de pensar que é possível alcançar um alívio permanente do sofrimento . Gostamos de pensar que é possível se sentir para sempre pleno e satisfeito com a vida .

Destaque (laranja) – Escolha suas batalhas > Página 33 · Posição 520

“ Qual dor você quer na vida ? Pelo que você está disposto a lutar ? ”

Destaque (laranja) – Escolha suas batalhas > Página 33 · Posição 529

a felicidade exige esforço .

Destaque (azul) – Escolha suas batalhas > Página 33 · Posição 529

A alegria não brota do chão como margaridas ou surge no céu como um arco – íris .

Destaque (amarelo) – Escolha suas batalhas > Página 33 · Posição 530

Satisfação e propósito genuínos , sérios e duradouros devem ser conquistados pela escolha e pela maneira como conduzimos nossas batalhas .

Destaque (laranja) – Escolha suas batalhas > Página 34 · Posição 540

O que determina o sucesso não é “ De que prazer você quer desfrutar ? ” . A questão relevante é : “ Qual dor você está disposto a suportar ? ” O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações .

Destaque (rosa) – Escolha suas batalhas > Página 35 · Posição 554

Minha paixão era pelo resultado — eu lá , no palco , colocando minha alma na música , as pessoas aplaudindo , eu arrasando — , mas não pelo processo .

Destaque (azul) – Escolha suas batalhas > Página 35 · Posição 558

O que levei muito tempo para descobrir é que eu não gostava muito de escalar . Só gostava de me imaginar no cume .

Destaque (laranja) – Escolha suas batalhas > Página 35 · Posição 562

Eu queria a recompensa e não as dificuldades . Queria o resultado e não o processo . Eu não era apaixonado pela luta , e sim pela vitória .

Destaque (azul) – Escolha suas batalhas > Página 35 · Posição 564

Você é definido pelas batalhas que está disposto a lutar .

Destaque (azul) – Escolha suas batalhas > Página 36 · Posição 572

a alegria está na subida .

CAPÍTULO 3: Você não é especial

Destaque (laranja) – Página 37 · Posição 579

despejando em cima de você tantos feitos pessoais que mais parecia estar sendo entrevistado na TV .

Destaque (laranja) – Página 37 · Posição 582

completo parasita — muito papo e nenhuma ação

Destaque (laranja) – Página 37 · Posição 583

sanguessuga profissional .

Destaque (laranja) – Página 38 · Posição 590

estilo de vida parasitário

Destaque (laranja) – Página 39 · Posição 605

cada um de nós pode ser excepcional e extremamente bem – sucedido .

Destaque (rosa) – Página 39 · Posição 606

não somos todos excepcionais . No

Destaque (laranja) – Página 39 · Posição 608

Hoje , sabemos que adversidade e fracasso são muito úteis e até mesmo necessários para o desenvolvimento de adultos determinados e bem – sucedidos .

Destaque (rosa) – Página 39 · Posição 615

O problema com o movimento pró – autoestima é a crença de que podemos medir a autoestima pelos sentimentos positivos das pessoas em relação a si mesmas .

Destaque (laranja) – Página 39 · Posição 616

No entanto , para se ter uma noção verdadeira e precisa do valor de um indivíduo é preciso avaliar como ele se sente em relação a seus aspectos negativos .

Destaque (laranja) – Página 40 · Posição 625

Gente arrogante exala autoconfiança em níveis irreais .

Destaque (laranja) – Página 40 · Posição 635

Pessoas arrogantes têm apenas duas formas de ver os acontecimentos da vida , ambas relacionadas a sua grandeza : reafirmação ou ameaça . Se algo de bom acontece a elas , é fruto de algo incrível que fizeram . Se algo de ruim acontece , é porque alguém está com inveja , tentando derrubá – las

Destaque (laranja) – Página 41 · Posição 640

É apenas mais uma forma de euforia . Não é felicidade .

Destaque (laranja) – Página 41 · Posição 642

E , por não conseguir enfrentar seus problemas , por melhor que se sinta consigo mesma , essa pessoa é fraca .

Destaque (laranja) – Página 41 · Posição 643

Aquele que nutre uma boa autoestima verdadeira enxerga com honestidade as partes negativas de si mesmo —

Destaque (laranja) – Um dia a casa cai > Página 46 · Posição 741

nos tornamos arrogantes .

Destaque (laranja) – Um dia a casa cai > Página 47 · Posição 756

Eu sou incrível e vocês são uns merdas , então mereço tratamento especial . Eu sou um merda e vocês são incríveis , então mereço tratamento especial .

Destaque (amarelo) – Um dia a casa cai > Página 48 · Posição 769

Geralmente , essa constatação — de que você e seus problemas não são mais graves ou mais dolorosos que os dos outros — é o primeiro passo , assim como o mais importante , para resolvê – los .

Destaque (rosa) – Um dia a casa cai > Página 48 · Posição 777

Algo na tecnologia recente parece permitir que nossa insegurança jorre aos borbotões , de maneira inédita

Destaque (rosa) – Um dia a casa cai > Página 48 · Posição 778

Quanto maior a liberdade de expressão , maior nosso desejo de nos vermos livres de qualquer um que possa discordar de nós ou nos chatear .

Destaque (azul) – Um dia a casa cai > Página 48 · Posição 781

Este é o melhor momento da história para se viver

Destaque (rosa) – Um dia a casa cai > Página 49 · Posição 782

Talvez as mesmas tecnologias que libertaram e instruíram tanta gente estejam inflando a importância que damos a nós mesmos .

Destaque (amarelo) – A tirania do excepcionalismo > Página 50 · Posição 799

A grande maioria da vida não é extraordinária , e sim bastante medíocre .

Destaque (amarelo) – A tirania do excepcionalismo > Página 50 · Posição 800

Essa inundação de extremos noticiados nos condicionou a acreditar que , agora , ser excepcional é a norma . E

Destaque (amarelo) – A tirania do excepcionalismo > Página 51 · Posição 819

A internet não disponibilizou apenas informação para todos — ela fez o mesmo com a insegurança , a incerteza e a vergonha .

Destaque (amarelo) – M-m-mas, se eu não vou ser especial nem extraordinário, qual é a graça? > Página 51 · Posição 834

As poucas pessoas que se tornam verdadeiramente excepcionais em algo não alcançaram isso porque se consideram excepcionais . Pelo contrário : elas são incríveis porque são obcecadas por se aperfeiçoar .

Destaque (amarelo) – M-m-mas, se eu não vou ser especial nem extraordinário, qual é a graça? > Página 52 · Posição 836

Quem se torna excelente em alguma coisa consegue isso por entender que não nasceu excelente — é medíocre , comum — , mas que pode se tornar muito melhor .

Destaque (amarelo) – M-m-mas, se eu não vou ser especial nem extraordinário, qual é a graça? > Página 52 · Posição 837

Essa ladainha de que “ todo mundo pode ser extraordinário e alcançar a grandeza ” é só uma punhetagem do ego . Uma

Destaque (amarelo) – M-m-mas, se eu não vou ser especial nem extraordinário, qual é a graça? > Página 52 · Posição 844

E a percepção e a aceitação da sua existência banal o libertarão para realizar o que realmente deseja , sem

Destaque (amarelo) – M-m-mas, se eu não vou ser especial nem extraordinário, qual é a graça? > Página 52 · Posição 845

julgamento ou expectativas altas demais .

CAPÍTULO 4: O valor do sofrimento

Destaque (amarelo) – Página 57 · Posição 918

escolheram como queriam sofrer .

Destaque (amarelo) – A cebola da autoconsciência > Página 59 · Posição 964

nossos valores determinam a natureza dos nossos problemas , e a natureza dos nossos problemas , por sua vez , determina a qualidade da nossa vida .

Destaque (amarelo) – A cebola da autoconsciência > Página 60 · Posição 975

na busca pela euforia , e não por uma felicidade verdadeira .

Destaque (amarelo) – A cebola da autoconsciência > Página 60 · Posição 983

O autoquestionamento honesto é difícil . Requer

Destaque (amarelo) – Valores escrotos > Página 66 · Posição 1096

O prazer é um falso deus . Pesquisas mostram que concentrar energia em prazeres superficiais leva a ansiedade , instabilidade emocional e tristeza extrema . O

Destaque (amarelo) – Valores escrotos > Página 68 · Posição 1132

Então , quando fico com raiva de alguém , posso expressar esse sentimento , mas sempre tomando o cuidado de não dar um soco na cara de quem me irritou . É uma ideia radical , eu sei . Mas a raiva não é o problema . A raiva é natural . Faz parte da vida . A raiva é , sem dúvida , saudável em muitas situações . ( Não esqueça que as emoções são apenas um mecanismo de resposta . )

Destaque (amarelo) – Definindo valores bons e ruins > Página 70 · Posição 1151

Bons valores são 1 ) realistas , 2 ) socialmente construtivos e 3 ) imediatos e controláveis . Valores ruins são 1 ) supersticiosos , 2 ) socialmente nocivos e 3 ) não imediatos nem controláveis .

Destaque (amarelo) – Definindo valores bons e ruins > Página 70 · Posição 1159

Alguns exemplos de valores bons e saudáveis : honestidade , autoaprimoramento , humildade , autoconsciência , autodefesa , defesa dos outros , autorrespeito , interesse pelo novo , altruísmo , criatividade .

Destaque (amarelo) – Definindo valores bons e ruins > Página 71 · Posição 1184

Quando escolhemos valores melhores , direcionamos nosso foco para o positivo : para aquilo que realmente importa , que nos proporciona bem – estar , felicidade , prazer e sucesso .

CAPÍTULO 5: Você está sempre fazendo escolhas

Destaque (amarelo) – Página 73 · Posição 1210

Quando acreditamos ter escolhido nossos problemas , nos sentimos empoderados . O oposto acontece quando achamos que eles nos foram impostos : nos sentimos vitimados e infelizes .

Destaque (amarelo) – A escolha > Página 76 · Posição 1252

Nem sempre dá para controlar o que acontece conosco , mas sempre podemos definir nossa interpretação dos acontecimentos e nossa reação a eles .

Destaque (amarelo) – A escolha > Página 76 · Posição 1260

A questão é : estamos escolhendo sempre , de modo consciente ou não . Sempre .

Destaque (amarelo) – A escolha > Página 77 · Posição 1264

E será que escolhi parâmetros bons ? Bons parâmetros e bons valores ?

Destaque (amarelo) – A falácia da responsabilidade/culpa > Página 77 · Posição 1278

À medida que assumimos a responsabilidade por nossa vida , mais poder adquirimos para mudá – la . Assim

Destaque (amarelo) – A falácia da responsabilidade/culpa > Página 79 · Posição 1307

culpa é passado , responsabilidade é presente .

Destaque (amarelo) – A falácia da responsabilidade/culpa > Página 79 · Posição 1307

A culpa aponta para escolhas já feitas , enquanto a responsabilidade aponta para escolhas sendo feitas agora , a cada segundo de cada dia . Você

Destaque (amarelo) – A falácia da responsabilidade/culpa > Página 79 · Posição 1313

É você quem escolhe como ver o que vive , como reagir aos acontecimentos e avaliá – los .

Destaque (amarelo) – A falácia da responsabilidade/culpa > Página 80 · Posição 1336

acreditava ser ; desempenhei um papel ao permitir que um relacionamento problemático durasse tanto tempo . Afinal , casais geralmente têm valores parecidos . E , se namorei alguém com valores deturpados por tanto tempo , o que isso dizia sobre mim e meus valores ?

Destaque (amarelo) – A falácia da responsabilidade/culpa > Página 81 · Posição 1343

de nunca mais negligenciar os mesmos sinais . Tudo

Destaque (amarelo) – Reagindo à tragédia > Página 83 · Posição 1381

As dores , de todos os tipos , são inevitáveis , mas podemos escolher o que elas significam para nós .

Destaque (amarelo) – A genética aleatória > Página 86 · Posição 1423

verdade : a culpa não é delas . Mas a responsabilidade , sim .

Destaque (amarelo) – A genética aleatória > Página 86 · Posição 1432

o vencedor é determinado pelas — sim , você adivinhou — escolhas que faz ao longo do jogo .

Destaque (amarelo) – A genética aleatória > Página 86 · Posição 1433

melhores . E , embora seja fácil nos fixar no que está na mão e sentir que nos ferramos , na verdade o jogo está nas escolhas que fazemos com essas cartas , nos riscos que decidimos correr e nas consequências com as quais escolhemos viver .

Destaque (amarelo) – A genética aleatória > Página 86 · Posição 1435

Quem , de maneira consistente , faz as melhores escolhas diante das situações que se apresentam acaba ganhando no pôquer , e na vida . Não necessariamente quem tem as melhores cartas .

Destaque (amarelo) – A genética aleatória > Página 87 · Posição 1441

mesmo assim são responsáveis — sempre responsáveis — por seguir em frente apesar das dificuldades e fazer as melhores escolhas que puderem

Destaque (amarelo) – A genética aleatória > Página 87 · Posição 1447

Algumas pessoas têm problemas piores que a maioria , é claro . Algumas se tornam vítimas dos incidentes mais terríveis . Por mais que isso nos entristeça e perturbe , é preciso lembrar que , no final das contas , não muda nada em relação à equação de responsabilidade sobre nossa situação individual .

Destaque (amarelo) – Injustiça chique > Página 87 · Posição 1453

Infelizmente , um dos efeitos colaterais da internet e das redes sociais foi ter tornado mais fácil do que nunca empurrar a responsabilidade — até mesmo das infrações mais ínfimas — para outro grupo ou pessoa . Na

Destaque (amarelo) – Injustiça chique > Página 88 · Posição 1471

ser hipócrita e moralmente superior provoca bem – estar .

Destaque (amarelo) – Injustiça chique > Página 88 · Posição 1474

Parte do ônus de viver em uma sociedade livre e democrática é termos que lidar com opiniões e pessoas de que não necessariamente gostamos .

Destaque (amarelo) – Não existe caminho > Página 90 · Posição 1497

Muitos dos relacionamentos da sua vida foram construídos em torno dos valores escrotos que você tinha ,

Destaque (amarelo) – Não existe caminho > Página 90 · Posição 1499

que ter um trabalho no qual você acredita é mais importante do que simplesmente ganhar dinheiro — , essa reviravolta reverbera

CAPÍTULO 6: Você está errado em tudo (eu também)

Destaque (amarelo) – Página 91 · Posição 1515

Eu achava que a felicidade era determinada pelo destino , e não pelas minhas escolhas

Destaque (amarelo) – Página 92 · Posição 1523

Mark de Hoje pode olhar para trás e ver cada defeito e erro do Mark do Passado , um dia o Mark do Futuro vai olhar para as ideias do Mark de Hoje ( incluindo este livro ) e perceber falhas semelhantes . E vai ser bom . Porque vai indicar que cresci .

Destaque (amarelo) – Página 92 · Posição 1526

Bem , eu sempre estou errado em relação a tudo , e é por isso que minha vida está em constante melhora .

Destaque (amarelo) – Página 92 · Posição 1527

Crescimento pessoal é um processo infinitamente repetitivo . Quando aprendemos algo novo , não passamos de “ errados ” a “ certos ” — passamos de “ errados ” a “ um pouco menos errados

Destaque (amarelo) – Página 92 · Posição 1530

Não devemos procurar a resposta “ certa ” , e sim tentar eliminar nossos erros de hoje para estarmos um pouco menos errados amanhã .

Destaque (amarelo) – Página 92 · Posição 1532

o amadurecimento é um processo bastante científico .

Destaque (amarelo) – Página 93 · Posição 1536

chegamos a respostas “ corretas ” diferentes sobre o significado da vida e sobre como devemos viver . Minha

Destaque (amarelo) – Página 93 · Posição 1540

Tanta gente fica obcecada por estar “ certa ” a respeito da vida que acaba não vivendo .

Destaque (amarelo) – Página 93 · Posição 1553

A certeza é a inimiga do crescimento .

Destaque (amarelo) – Página 94 · Posição 1561

Alguns dos momentos mais difíceis e estressantes da nossa vida acabam sendo também os que mais nos motivam e auxiliam em nossa formação . Algumas das melhores e mais gratificantes experiências são também as que mais nos distraem e desmotivam .

Destaque (amarelo) – Arquitetos de nossas próprias crenças > Página 96 · Posição 1590

Nosso cérebro é uma máquina de gerar significado .

Destaque (amarelo) – Arquitetos de nossas próprias crenças > Página 96 · Posição 1600

o cérebro tende a se apegar aos significados que criamos . Somos tendenciosos em relação ao que assimilamos e relutamos em nos desapegar do que nossa mente criou

Destaque (amarelo) – Arquitetos de nossas próprias crenças > Página 96 · Posição 1603

A triste verdade é que a maior parte do que “ sabemos ” e acreditamos é produto das inexatidões e tendências inatas desse órgão . Muitos dos nossos valores , a maioria deles , são produto de eventos que não representam o mundo como um todo ou de um passado totalmente deturpado pela memória .

Destaque (amarelo) – Arquitetos de nossas próprias crenças > Página 97 · Posição 1607

A mente humana é um amontoado de inexatidões .

Destaque (amarelo) – Cuidado com suas crenças > Página 98 · Posição 1633

nosso cérebro é programado para ser eficiente , não fiel .

Destaque (amarelo) – Cuidado com suas crenças > Página 101 · Posição 1679

Talvez o melhor seja confiar menos em si mesmo .

Destaque (amarelo) – Os perigos da certeza absoluta > Página 104 · Posição 1748

Volta o conceito da lei invertida : quanto mais tentarmos estar certos em relação a alguma coisa , mais incertos e inseguros nos sentimos .

Destaque (amarelo) – Os perigos da certeza absoluta > Página 105 · Posição 1754

A incerteza é a raiz de todo progresso e de todo crescimento . Como

Destaque (amarelo) – Os perigos da certeza absoluta > Página 105 · Posição 1755

homem que acha que sabe tudo não aprende nada novo . É

Destaque (amarelo) – Os perigos da certeza absoluta > Página 105 · Posição 1760

Antes de analisarmos nossos valores e prioridades a fim de torná – los melhores e mais saudáveis , precisamos duvidar dos nossos valores atuais . Devemos

Destaque (amarelo) – A Lei da Evasão de Manson > Página 106 · Posição 1768

Quanto mais alguma coisa ameaça sua identidade , mais você a evitará .

Destaque (amarelo) – A Lei da Evasão de Manson > Página 106 · Posição 1770

Ou seja : quanto mais alguma coisa ameaça mudar a visão que você tem de si mesmo — sua autoavaliação de sucesso ou fracasso , sua autoavaliação em relação aos próprios valores — , mais você evitará fazê – la .

Destaque (amarelo) – A Lei da Evasão de Manson > Página 107 · Posição 1786

Artista De Que Ninguém Gosta era muito mais assustadora que continuar sendo um Artista Que Ninguém Conhece . Pelo

Destaque (amarelo) – A Lei da Evasão de Manson > Página 107 · Posição 1801

Quer saber ? Não se encontre . Nunca conheça quem você é . Porque é isso que faz você se empenhar e viver em estado de constante descoberta . Essa postura vai forçá – lo a ser humilde nos julgamentos e na aceitação das diferenças .

Destaque (amarelo) – Como ser um pouco menos seguro de si > Página 110 · Posição 1843

A verdade é que somos nossos piores observadores . Os últimos a perceber quando estamos irritados , enciumados ou tristes .

Destaque (amarelo) – Como ser um pouco menos seguro de si > Página 110 · Posição 1851

Vale lembrar que , para qualquer mudança acontecer na sua vida , você precisa estar errado em alguma opinião .

Destaque (amarelo) – Como ser um pouco menos seguro de si > Página 111 · Posição 1856

Isso porque o potencial significado por trás dos nossos erros em geral é doloroso . Não só nossos valores são questionados como nos vemos obrigados a considerar viver com um valor diferente , até oposto .

Destaque (amarelo) – Como ser um pouco menos seguro de si > Página 111 · Posição 1859

Conseguir avaliar valores diferentes sem necessariamente adotá – los talvez seja a principal habilidade para mudar a própria vida de forma significativa .

CAPÍTULO 7: Fracassar é seguir em frente

Destaque (amarelo) – Página 115 · Posição 1914

Descobri que meu valor era outro . Era liberdade , autonomia . A ideia de ser um empreendedor sempre me atraiu , porque eu odiava que me dessem ordens e preferia fazer as coisas do meu jeito .

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 116 · Posição 1936

Se alguém é melhor do que você em algo , é provável que tenha cometido mais erros . Se

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 116 · Posição 1942

Esse tipo de criação impede que os filhos errem por conta própria o suficiente e os pune por tentar algo diferente ou espontâneo , não predeterminado .

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 117 · Posição 1946

Isso é limitador e sufocante . Só podemos atingir a excelência em algo se estivermos dispostos a falhar .

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 117 · Posição 1948

Grande parte do medo do fracasso surge por conta de valores pessoais muito ruins . Por

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 117 · Posição 1952

Meu valor próprio vai depender do meu comportamento e da minha felicidade .

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 117 · Posição 1953

Valores escrotos , como expliquei no capítulo 4 , são aqueles que envolvem objetivos externos ,

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 117 · Posição 1955

Valores melhores , como vimos , são focados no processo .

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 117 · Posição 1957

Toda nova interação social e todo novo relacionamento trazem novos desafios e novas oportunidades para se expressar com sinceridade . Esse tipo de valor é um processo contínuo e vitalício .

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 117 · Posição 1961

só que é o crescimento que gera felicidade , não uma longa lista de conquistas arbitrárias .

Destaque (amarelo) – O paradoxo do fracasso/sucesso > Página 118 · Posição 1969

“ me expressar de forma honesta ” . Por isso aquele guardanapo era tão valioso .

Destaque (amarelo) – Dor faz parte do processo > Página 119 · Posição 1989

as mudanças pessoais mais radicais acontecem depois das piores experiências

Destaque (amarelo) – Dor faz parte do processo > Página 122 · Posição 2037

escolheu . Ao escolher um novo valor , você também está optando por introduzir um novo tipo de dor em sua vida . Portanto , aproveite – a . Experimente

Destaque (amarelo) – Dor faz parte do processo > Página 122 · Posição 2042

A vida se resume a não saber nada e agir mesmo assim . Tudo

Destaque (amarelo) – O princípio do “Faça alguma coisa” > Página 123 · Posição 2050

pela primeira vez me dei conta de que eu era totalmente responsável por todas as minhas decisões , assim como pelas consequências .

Destaque (amarelo) – O princípio do “Faça alguma coisa” > Página 124 · Posição 2067

A ação não é apenas consequência da motivação ; é também a causa .

Destaque (amarelo) – O princípio do “Faça alguma coisa” > Página 125 · Posição 2090

“ Duzentas palavras ruins por dia , só isso . ” A

Destaque (amarelo) – O princípio do “Faça alguma coisa” > Página 125 · Posição 2094

Nos sentimos livres para fracassar , e até mesmo o fracasso nos movimenta .

Destaque (amarelo) – O princípio do “Faça alguma coisa” > Página 125 · Posição 2097

perseguindo sonhos falsos

CAPÍTULO 8: A importância de dizer não

Destaque (amarelo) – Rejeição faz bem > Página 131 · Posição 2186

Para realmente apreciar algo , é preciso se limitar . Há um nível de alegria e significado que só pode ser alcançado depois de décadas investindo em um único relacionamento , uma única habilidade , uma única carreira . É impossível alcançar tais coisas sem rejeitar as alternativas .

Destaque (amarelo) – Rejeição faz bem > Página 132 · Posição 2195

Somos definidos pelo que escolhemos rejeitar .

Destaque (amarelo) – Rejeição faz bem > Página 132 · Posição 2195

E se não rejeitamos nada ( talvez por medo de nos rejeitarem ) , não temos identidade .

Destaque (amarelo) – Rejeição faz bem > Página 132 · Posição 2199

E como elas se recusam a rejeitar qualquer coisa , levam uma vida sem valores , egoísta e voltada para o prazer . Tudo

Destaque (amarelo) – Rejeição faz bem > Página 132 · Posição 2204

A honestidade é um desejo natural da humanidade , mas um de seus efeitos colaterais é nos obrigar a ouvir e dizer “ não ” . Desse modo , a rejeição aprimora nossos relacionamentos e torna a vida emocional mais saudável .

Destaque (amarelo) – Limites > Página 134 · Posição 2225

Hoje , no entanto , todo mundo se derrete por esse amor ensandecido . Ele

Destaque (amarelo) – Limites > Página 134 · Posição 2232

Estamos descobrindo que o amor romântico é mesmo equivalente a cocaína

Destaque (amarelo) – Limites > Página 134 · Posição 2239

O amor não saudável é o que une duas pessoas que estão usando aquele sentimento como meio de escapar de seus problemas , ou seja , um usa o outro como fuga .

Destaque (amarelo) – Limites > Página 134 · Posição 2240

O amor saudável é o que une duas pessoas capazes de reconhecer e enfrentar seus problemas com o apoio um do outro .

Destaque (amarelo) – Limites > Página 136 · Posição 2267

A arrogância dela incentiva a arrogância nos filhos , que crescem acreditando que outras pessoas devem se responsabilizar pelos problemas deles .

Destaque (amarelo) – Limites > Página 136 · Posição 2275

Ninguém pode resolver os seus problemas para você .

Destaque (amarelo) – Limites > Página 136 · Posição 2277

mesmas . Um relacionamento saudável é aquele em que cada um resolve seus problemas para se sentir bem com o outro .

Destaque (amarelo) – Limites > Página 137 · Posição 2295

Se a vítima amasse mesmo o salvador , diria : “ Olha , este problema é meu e você não precisa resolvê – lo para mim . Só preciso que você me apoie enquanto vou resolvendo . ” Essa seria uma verdadeira demonstração de amor : assumir a responsabilidade pelos próprios problemas e não jogar a responsabilidade para o parceiro .

Destaque (amarelo) – Limites > Página 138 · Posição 2301

O irônico é que , quando se deparam com parceiros emocionalmente saudáveis , em geral esses indivíduos se sentem entediados ou alegam não ter “ química ” . O descarte de indivíduos emocionalmente saudáveis e seguros se dá porque os limites sólidos desses parceiros não são “ empolgantes ” o suficiente para estimular constantes euforias na pessoa arrogante

Destaque (amarelo) – A liberdade através do compromisso > Página 143 · Posição 2383

que os psicólogos chamam de paradoxo da escolha

Destaque (amarelo) – A liberdade através do compromisso > Página 144 · Posição 2409

Com isso descobri algo improvável : existe uma liberdade e uma libertação no compromisso . Encontrei

O áudio do artigo – versão 1.

O áudio do artigo – versão 2.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal141221

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#Teoria_Civilizacional_Bimodal_Midiática – como projetar o futuro Pós-Digital?

O artigo dá sequência a este aqui.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapas Mentais do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Sentimentos são apenas sinalizadores, não ordens, por causa disso, precisam ser questionados.”   – Mark Manson.

“Não estamos em uma era de mudança, mas em uma mudança de era.” – Chris Andersen.

A toxicidade da Visão Unimodal

O objetivo da BIMODAIS é ajudar pessoas, profissionais e organizações a lidar com o Mundo Digital.

E cabe a pergunta: como está, de maneira geral, a cabeça das pessoas, profissionais e organizações diante do Mundo Digital?

As pessoas, profissionais e organizações está estranhando muito.

Vejamos, antes de tudo, os motivos.

  1. de maneira geral, todos estavam acostumados mais a continuidade do que a descontinuidade;
  2. quando se falava em descontinuidade, numa necessidade de mudança, era sempre opcional.

Um exemplo?

Precisamos implantar na empresa um projeto de qualidade total.

Qualidade Total era uma melhoria incremental ou mesmo radical dentro da administração, opcional, uma decisão de dentro para fora.

Ninguém implantou um programa de Qualidade Total por que havia uma nova Era disso ou daquilo.

Era uma Decisão Endógena (opcional de dentro para fora), na qual o cenário geral era o mesmo.

Muitos poderiam dizer que os concorrentes estavam se aperfeiçoando administrativamente e seria bom não ficar para trás.

Mas mesmos assim a Qualidade Total fazia parte de algo que todo mundo conhece: melhorias contínuas na administração, que sempre ocorrem e é bom que sempre se faça melhorias para não “perder o bonde”.

Mais ainda.

Adaptações a mudanças de cenário, tais como mais ou menos mão de obra, alterações de governos, escassez ou abundância de matéria prima, são todas mudanças de cenário com as quais as pessoas se acostumaram.

A frase acima do Chris Andersen, note bem, é algo MUITO ESTRANHO para as empresas, pessoas e profissionais.

As pessoas não estão acostumadas a se adaptar a mudanças de cenários incrementais ou mesmo radicais, em grandes crises econômicas.

Tudo isso fazia parte do “cardápio” das pessoas, profissionais e organizações.

A frase do Chris Andersen, muito usada em palestras, entretanto denota por si só um tipo de mudança com a qual as pessoas estão acostumadas.

Mesmo uma “Era de Mudanças” já seria estranho.

Era de Mudanças significa uma aceleração das mudanças no cenário dentro do qual todos são obrigados a lidar e a competir.

Por que temos uma aceleração das mudanças?

Seria, mesmo que não fosse uma nova era, uma era em que as mudanças estão mais aceleradas, o que por si só já define que há uma mudança de era de uma menos para outra mais acelerada.

E aí se inicia um movimento global para explicar o que está acontecendo.

Podemos dividir as tentativas de explicações da seguinte forma:

  • Mesma Era, mas mais acelerada – na qual não temos nada de tão diferente, mas apenas uma aceleração dos negócios, assim teríamos o mesmo modus operandi, o mesmo modo de resolver as coisas, uma Visão Unimodal;
  • Nova Era, com novas características – na qual temos algo diferente, NÃO apenas uma aceleração dos negócios, assim teríamos a chegada de outro modus operandi, um novo modo de resolver as coisas, uma Visão BIMODAL.

Podemos dizer que a sociedade se divide, assim, entre estes dois pólos:

  • Os Unimodais – aqueles que NÃO acreditam na chegada de uma Nova Era Civilizacional;
  • Os Bimodais – aqueles que acreditam na chegada de uma Nova Era Civilizacional.

Se fizermos uma pesquisa, a maior parte da sociedade é Unimodal.

E é por causa da Unimodalidade Inadequada que as decisões sobre o futuro vão na direção da continuidade, com pequenos ajustes.

É como se as pessoas estivessem acreditando que o Mundo Digital é uma espécie de programa da Qualidade Total, opcional, de melhorias  incrementais e continuadas na administração.

Bora continuar inovando, de forma gradual, como sempre fizemos.

A única diferença é a aceleração.

Temos aqui uma Teoria da Mudança, que parte de uma Visão Unimodal do cenário.

“Esse papo de Nova Era é papo para boi dormir!”  

Os Unimodais dominam o mercado, pois se formos analisar o passado, o que fez com que muita gente perdesse o “bonde da história” foi justamente a incapacidade de conseguir se libertar das antigas formas de agir e pensar.

Não é à toa que hoje no mercado os líderes digitais NÃO são antigas organizações que se reinventaram.

Até aqui, claramente, podemos dizer que a Visão Unimodal das mudanças que estamos vivendo NÃO está gerando novos líderes.

Ao contrário, a Visão Unimodal dentro de um Cenário claramente Bimodal, é extremamente tóxica para quem que competir.

Este é o principal problema que temos hoje na sociedade.

Vivemos uma Mudança de Era, que vem de fora para dentro, e as pessoas, de forma onipotente e pouco inteligente, continuam a achar que isso não é possível.

Os diferentes Bimodais

Deixemos os Unimodais, que são a maioria hoje na sociedade, e passemos a falar dos Bimodais, que ainda são uma minoria, mas temos a divisão entre eles.

Bimodais são todos aqueles que acreditam que estamos diante de uma nova era.

Não existe apenas uma Visão Bimodal, mas várias.

Temos, entre outras:

  • Os Bimodais Industriais – que acreditam que vivemos uma nova Revolução Industrial, o motivo principal da nova Era;
  • Os Bimodais do Conhecimento – que acreditam que vivemos uma inédita Revolução do Conhecimento, o motivo principal da nova Era;
  • Os Bimodais Midiáticos – que acreditam que vivemos uma nova Revolução Midiática, o motivo principal da nova Era.

Da análise adequada deste cenário, teremos mais ou menos qualidade das decisões que serão tomadas, pois cada uma destas revoluções sinalizam determinadas Metodologias de Mudança.

É isso, que dizes?

(Abaixo vou revisar mais adiante para ir complementando o E-book.)

Vivemos hoje um Momento Bimodal, entre duas Eras Civilizacionais.

Temos:

  • o final de uma Decadência Civilizacional, provocada pelo aumento populacional, seguido de um longo período de Mídias Concentradas, que geraram um exponencial processo de Massificação da Espécie;
  • o início de uma Renascença Civilizacional, provocada pela chegada de Mídias Descentralizada, que geraram um exponencial processo de Personalização da Espécie.

No atual Momento Civilizacional Bimodal, temos de um lado o futuro que avança lentamente e de outro o presente ainda agarrado no passado, que não quer se desapegar.

Basicamente, temos hoje, de maneira geral:

  • mentes que foram formatadas para lidar com a continuidade num cenário hoje claramente de descontinuidade;
  • além da descontinuidade, temos um Cenário Bimodal, com Macro Modelos Administrativos distintos, iniciando uma nova Era Civilizacional;
  • e, por causa disso, precisamos não de percepções ou visões apenas, mas de explicações razoáveis para a tomada de decisão de curto, médio e longo prazo.

É preciso, assim, separar duas formas de se enxergar a realidade:

  • Visões – formada por percepções, sem uma maior preocupação com causas e consequências, com articulação de Conceitos Fracos;
  • Teorias– o aprofundamento da visão, já com a preocupação da separação de causas e consequências, através da articulação de Conceitos Fortes.

Conceitos Fracos são aqueles que são criados de forma pouco refletida, que se disseminam rapidamente, muitas vezes causando mais confusão do que explicação.

Quanto mais as decisões se basearem em Conceitos Fortes, mais chance terão de não se afastar da realidade.

Defendemos também a ideia de que hoje em dia não basta operar com Teorias, mas é preciso procurar Teorias Bimodais.

Teorias Bimodais são aquelas que conseguem enxergar as atuais mudanças dentro da duas Eras Civilizacionais.

Vivemos hoje o início de uma Revolução Midiática, um fenômeno raro, mas recorrente – o mais impactante dentro da Macro-História do Sapiens.

Temos, de forma disseminada e exponencial, o surgimento de novas formas de intermediação dos processos administrativos.

Assistimos por todos os lados o surgimento de Organizações 2.0, que operam com uma nova Filosofia de Comande e Controle.

O Uber não é continuidade de uma cooperativa de táxi, assim como o Airbnb de uma corretora de imóveis. São Modelos de Sobrevivência distintos.

Por necessidade, o Sapiens está iniciando a jornada de experimentação de Macro Modelos Administrativos mais sofisticados do que os anteriores.

A grande promessa da Civilização 2.0 é permitir que se resolva problemas humanos com menor custo e mais personalização.

A Mente formatada para a continuidade

Vivemos o final de uma Era Civilizacional, que acabou por viciar as pessoas numa Mente Formatada para a Continuidade, que tem as seguintes características:

  • visão de curto prazo;
  • dificuldade de lidar com conceitos mais abstratos (filosóficos e teóricos);
  • hábito de tomar decisões se utilizando de conceitos mais propagandísticos do que mais científicos;
  • crença maior em autoridades e não em visões alternativas consistentes, que podem apontar para outras decisões menos tradicionais.

Quem for procurar inovar neste novo cenário, querendo ou não, vai esbarrar num ambiente extremamente avesso por fazer as inovações necessárias dentro do novo Ambiente Digital.

Neste contexto, com alta taxa de Mentes para a Continuidade, estamos assistindo e vivendo a MAIOR a mudança civilizacional da história do Sapiens.

A Disrupção Digital

Não, não é todo o dia que o Sapiens muda de Era.

Mudanças de Eras Civilizacionais se iniciam com o aumento da Taxa da Descentralização da Informação, a partir de novas mídias.

As mídias, não sabíamos disso, até então, são Gatilhos Civilizacionais.

Mudou a mídia, mudou a civilização! (quer saber mais sobre isso, leia Pierre Lévy.)

De maneira geral, quando falamos hoje de planejamento estratégico estamos acostumados a pensar num cenário dentro da MESMA era e não em duas Eras Civilizacionais diferentes.

Uma mudança de Era Civilizacional é algo raro e, por causa disso, causa tanta estranheza e ansiedade.

Pior: vivemos uma profunda crise das Ciências Sociais.

As Ciências Sociais, não sei se você sabe, estruturam as bases filosóficas e teóricas dos negócios e da administração.

A Bimodalidade Civilizacional

Assim, no momento atual, ao se iniciar uma mudança de qualquer tipo ou em qualquer setor, é preciso ter claro o atual Contexto Bimodal.

O Contexto Bimodal é um diagnóstico, através do estudo dos padrões históricos, que constata a passagem de uma era para outra, a partir da chegada de uma nova mídia.

Como temos uma mente que foi Formatada MAIS para a Continuidade do que para a Descontinuidade, estamos tendo MUITA dificuldade de nos posicionar neste Contexto Bimodal entre duas eras.

Nossa Mente para a Continuidade tem uma forte tendência de pensamento de curto prazo e enorme dificuldade de entender forças que agem e impactam no longo prazo.

As três ferramentas da mudança

Dentro deste contexto, é bom salientar que temos três demandas, quando vamos promover qualquer mudança, que procuram responder as seguintes questões:

  • FILOSÓFICA – por que o cenário está mudando?
  • TEÓRICA  – para onde estamos indo?
  • METODOLÓGICA – o que deve ser feito?

O problema hoje diante do digital é que  há muita preocupação com a Metodologia da Mudança e está se deixando de lado a Filosofia e a Teoria da mesma.

Se você não sabe a causa de uma mudança de cenário, como pode entender o que vai acontecer e o que deve fazer, a partir dela?

A BIMODAIS tem se dedicado fortemente no desenvolvimento da Filosofia e da Teoria da Mudança Bimodal, pincelando diversas sugestões na Metodologia que sejam compatíveis com a atual mudança de Era.

Todo processo de inovação, querendo você ou não, tem uma Visão da Mudança embutida, que precisa migrar da visão para a Teoria da Mudança.

As diferentes visões sobre o atual cenário

Temos assim, quando estamos iniciando um processo de mudança:

  • Visão Consciente da Mudança – aquela que é percebida e explicitada;
  • Visão Inconsciente da Mudança  – aquela que NÃO é percebida e explicitada.

Quando temos Visão Consciente da Mudança, que são percebidas e explicitadas, há duas possibilidades, diante do atual cenário, a serem adotadas por pessoas, profissionais e organizações:

  • Visão do Cenário Unimodal – que NÃO acredita que estamos entrando em uma nova Era Civilizacional, que se resume em “Estamos apenas numa era de mudança e não em uma mudança de era.”;
  • Visão do Cenário Bimodal – que acredita que estamos  entrando em uma nova Era Civilizacional, que se resume em “Não estamos apenas numa era de mudança, mas também numa mudança de era.”.

Temos ainda outra divisão neste contexto entre as duas Visões de Cenário Bimodal:

  • Uma Visão Percepcionista do Cenário Bimodal, que percebe e sente a dimensão da mudança, mas não consegue explicar os motivos, as causas e as possíveis consequências, que é simbolizada na própria frase de Chris Andersen, que percebe a mudança, mas não a explica;
  • Uma Visão Teórica do Cenário Bimodal, que percebe e sente a dimensão das mudanças e procura entender os padrões histórico para ir além da percepção.

Uma coisa é sentir e perceber a mudança, outra coisa bem diferente é conseguir criar uma teoria que nos permita entender as causas e consequências da mesma.

E como estamos vivendo uma Mudança de Era é OBRIGATÓRIO termos uma Teoria Civilizacional para nos guiar, que não só aceite a chegada da nova Era.

  • por que estamos mudando?
  • por que agora?
  • para onde estamos indo?
  • e qual é a ação mais adequada para nos manter gerando valor neste novo contexto

Neste contexto, desenvolvemos a nossa Visão Teórica do Cenário Bimodal:

  • a sociedade se modifica profundamente com a chegada de novas mídias;
  • novas mídias provocam profundas mudanças na forma como nós sobrevivemos;
  • as novas formas como nós sobrevivemos vão na direção de mais descentralização, personalização e individualização.

A Teoria Civilizacional dos Bimodais

Uma Teoria Civilizacional é, portanto, algo fundamental para qualquer projeto de mudança, seja ele no curto, médio ou longo prazo.

Se não temos uma visão geral do contexto da Mudança Civilizacional, que estamos passando ficamos à mercê dos Conceitos e das Visões Fracas sobre este novo cenário.

Pessoas, profissionais e organizações não conseguem entender a Guinada Civilizacional que estamos passando e continuam operando como se estivéssemos em um cenário de continuidade e não disruptivo no curto, médio e longo prazo, a depender da região e do setor.

De maneira geral, a sociedade não está operando com uma Visão Teórica do Cenário Bimodal, pois só consegue enxergar uma certa continuidade do que deve ocorrer daqui para frente.

Não basta sentir que a mudança é grande, é preciso desenvolver uma teoria que a explique!

Como diagnosticar os diferentes problemas diante do Digital?

Quando vai se fazer um diagnóstico de como determinada pessoas, profissional ou organização está lidando com o Digital cabem as seguintes perguntas:

  • Houve a explicitação de uma Teoria da Mudança?
  • A Teoria da Mudança é Unimodal ou Bimodal?
  • No caso de ser Bimodal, é Percepcionista ou Teórica?
  • Sendo Teórica, quais são as causas e consequências das mudanças em curso?
  • É a demografia o Fator Causante? A Mídia o Fator Detonante? E um novo modelo administrativo, o Fator Consequente?
  • Só então, podemos avaliar se a metodologia adotada estará se aproximando ou se afastando de um determinado cenário mais consistente, pois não adianta inovar para o lado errado;
  • É bom se preocupar: quanto mais o cenário previsto está distante dos fatos passados, presentes e futuros, maior será a chance da decisão ser um “tiro na água“.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal101221

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#Fogo_fumaça – como separar a fumaça do fogo informacional?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o Tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

(Vou fazer na versão 2.0 do artigo)

Vamos ao artigo:

“Não vivemos uma era de mudanças, mas uma mudança de era”.   – Chris Andersen.

No livro “O que é Estratégia?” (comentei aqui) o influenciador digital brasileiro, Silvio Meira, defende que todo o processo de mudança precisa ter uma teoria.

Resolvemos incorporar o conceito e passar a chamar de Teoria para a Mudança.

Uma teoria é um conjunto de conceitos articulados, que apresenta causas e consequências de um determinado fenômeno.

Uma teoria é o início de todas as ações que fazemos na vida, pois é dela que sairá a metodologia, que guiará as nossas ações operacionais ao lidar com determinado fenômeno.

O que Meira alerta é de que temos que ter uma visão para mudar, antes de mudar!

Se você não tem um bom cenário do que está ocorrendo, fica muito difícil saber para onde e como deve ir.

Podemos, assim, afirmar que hoje no mercado há muita gente querendo fazer Mudanças Desteorizadas. 

(O conceito é meu.)

As pessoas hoje em dia partem para todo tipo de mudanças com ideias vagas sobre para onde devem ir sem uma leitura mais consistente do cenário.

No livro, “Startup Enxuta“, Eric Ries reforça a ideia que toda startup tem que partir de uma hipótese de valor para o mercado, testar da forma mais barata possível e sair pivotando.

Pivotar, na verdade, é um teste da hipótese inicial: a leitura que fiz do cenário e de como vou atuar nele estava mais ou menos adequada? Está me gerando mais ou menos valor?

Ries chama de Salto de Fé, que é, nada mais, nada menos a combinação de uma Teoria com um Metodologia para a Mudança.

Teorias e Metodologias para a Mudanças nos levam ao desenvolvimento de uma solução de um determinado desconforto, que gera mais ou menos prosperidade para nós e para aqueles que vamos servir.

Profissionais, empresas de qualquer tipo, são processos, que tem como objetivo final a geração de valor para ambas as partes.

Quanto mais nossas Teorias são Fortes, mais chance teremos de ter Metodologias Fortes.

Antes de tudo, se você quer se posicionar melhor como pessoa, profissional ou empreendedor, deve se perguntar:

As minhas Teorias e Metodologias para a Mudança são as mais adequadas para que eu possa guiar minhas decisões futuras em diversas áreas da minha vida?

Se analisarmos com calma todas as decisões equivocadas que tomamos na vida, veremos que o motivo principal do insucesso foi a criação de uma Teoria e uma Metodologia para a Mudança Fracas.

A BIMODAIS desenvolve há três anos uma Teoria e uma Metodologia para a Mudança para que as pessoas possam lidar com o cenário Pós-Digital.

Para isso, é preciso desenvolver o que passaremos a chamar de Teoria Civilizacional, que é uma visão de onde o mundo estava, o que ocorreu para se iniciar o processo de mudança e para onde estamos indo.

Uma Teoria Civilizacional precede TODAS as Teorias e Metodologias para a Mudança, pois se você não tem uma visão adequada do cenário geral, não terá uma adequada para atuar num cenário específico.

Detalho mais a Teoria Civilizacional Bimodal aqui.

Sim, concordamos inteiramente com Chris Andersen de que “não vivemos uma era de mudanças, mas uma mudança de era”. 

Tanto que a BIMODAIS, pelo próprio nome, acredita que vivemos hoje um Momento Civilizacional Bimodal, no qual temos a passagem disruptiva de uma sociedade Pré para uma Pós-Digital.

A Sociedade Pré-Digital criou formas de sobreviver, que, ao longo do tempo, com o aumento da Complexidade Demográfica, foi ficando obsoleta.

A mudança do Pré para o Pós-Digital implica numa mudança filosófica da forma que exercemos as intermediações da sobrevivência a forma como praticamos o comando e controle dos processos.

Novas mídias, modificam a Placa-Mãe do Sapiens e iniciam novas Eras Civilizacionais.

Basicamente, hoje, além da mudança filosófica do Modelo de Comando e Controle, cada Sapiens tem que aprender a lidar com o aumento exponencial da quantidade de informação circulante na sociedade.

O aumento da Taxa de Informação Circulante dificulta muito as pessoas a construírem suas Teorias e Metodologias das Mudanças.

O aumento da Taxa de Informação Circulante deixa de ser uma exceção e passa a ser uma norma com a qual nós temos que nos habituar.

Não é que tem mais informação e depois teremos menos. Nós teremos cada vez mais informações circulantes e precisamos aprender a lidar com esse novo Patamar de Informação Circulante.

Teorias e Metodologias para a Mudança precisam conseguir separar, o tempo todo, o que é Fogo do que é Fumaça Informacional.

Quais são as Teorias Fortes, que nos ajudam a decidir melhor as Metodologias Fortes e quais são as Teorias Fracas, que nos levam para Metodologias Fracas e decisões piores?

Precisamos, entretanto, entender que Teorias para a Mudança são formadas por Conceitos.

Conceitos são os “tijolos” dos “muros das teorias”.

Se os Conceitos são ruins, não tem jeito, a teoria será ruim. E se a teoria é ruim as decisões que partem dela vão para o mesmo caminho.

Podemos dizer que há Teorias Fracas e Fortes. Quanto mais uma teoria se aproxima das causas e efeitos, mais forte ela é e vice-versa.

Para que uma Teoria seja Forte, os conceitos que a estruturam tem que ser Fortes também.

Vejamos.

Conceitos Fracos são aqueles que:

  • precisam de explicações complementares;
  • cada um interpreta de uma forma diferente dos outros, pois o conceito não é preciso;
  • conceitos fracos se aproximam do senso comum e, em função disso, foram MENOS refletidos;
  • e, em geral, apelam para o emocional, pois são criados SEM um trabalho maior que envolve a construção de um conceito.

Conceitos Fortes são aqueles que:

  • NÃO precisam de explicações complementares;
  • a margem de interpretação diferente é pequena, pois o conceito é preciso;
  • conceitos fortes se distanciam do senso comum e, em função disso, foram MAIS refletidos;
  • e, em geral, NÃO apelam para o emocional, pois são criados COM um trabalho maior que envolve a construção de um conceito.

De maneira geral, a primeira lição é a seguinte:

Os conceitos mais populares que circulam e são aceitos pela sociedade são em geral Conceitos Fracos.

(Podemos chamar também de Conceitos do Senso Comum.)

Nem sempre os conceitos que se popularizam são bons para que se tome decisões a partir deles.

Imagine que você esteja preocupado com a possibilidade de uma árvore do seu quintal cair sobre a sua casa. E queira consultar um especialista.

Inevitavelmente o conceito “árvore” não será útil para o especialista entender o problema a distância.

Ele vai precisar, antes de qualquer coisa, definir de que tipo de árvore está se tratando.

Quando precisamos tomar decisões, a qualidade dos conceitos são importantes, pois eles nos aproximam melhor da realidade.

Os conceitos servem para que haja uma relação mais íntima entre o que se está se falando e os fatos.

Quando vamos criar, então, criar nossas Teorias e Metodologias para as Mudanças precisamos de Conceitos Fortes.

Quem quer construir Teorias de Mudanças Fortes precisa ter um “pé atrás” com os conceitos usuais e corriqueiros do senso comum.

O primeiro passo, assim, para separar a fumaça informacional do fogo é não aceitar, de forma passiva, os conceitos que estão em voga, mas sempre se perguntar se são os mais adequados e se podem ser aprimorados.

Em geral, os Conceitos do Senso Comum são mal formulados, pois visam se disseminar o mais rápido possível e não explicar melhor a realidade.

Questionamos vários conceitos, por exemplo, na análise das perspectivas dos projetos de Ambientes Digitais em 3D (também chamado de Metaversos – ver aqui).

Vejamos o conceito “Realidade Aumentada“.

É um conceito forte ou fraco?

Se fôssemos em uma sala de aula, de alunos jovens e perguntássemos, o que vocês acham que é uma “Realidade Aumentada“?

Teríamos diversas versões sobre o que estamos realmente nos referindo.

Agora troque que esse conceito para:

Realidade Complementada por Informações Digitais.

O que daria menos margem à dúvida?

Podemos ir mais além:

Realidade Complementada por Informações Digitais, via:

  • óculos digitais;
  • vidros ou espelhos digitais;
  • fones digitais.

Se uma startup quisesse investir neste campo o que geraria mais dúvida para explicar o seu projeto:

Realidade Aumentada;

ou

Realidade Complementada por Informações Digitais?

O primeiro passo, assim, para que possamos desenvolver Teorias e Metodologias para as Mudanças Fortes é o questionamento de Conceitos Fracos.

É isso, que dizes?

Colaborou a Bimodal: Fernanda Pompeu.

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PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

ANOTAÇÕES GERAIS DO LIVRO DO RIES SEM NENHUMA EDIÇÃO: (que foram resumidas no artigo síntese):
Notas e destaques do
A startup enxuta
Ries, Eric

Caderno de anotações para
A startup enxuta (Portuguese Edition)
Ries, Eric
Citation (APA): Ries, E. (2019). A startup enxuta (Portuguese Edition) [Kindle Android version]. Retrieved from Amazon.com

Créditos
Destaque (amarelo) – Página 7
motores CAPÍTULO
Introdução
Destaque (azul) – Página 13
O sucesso de uma startup pode ser alcançado seguindo-se o processo correto, que pode ser aprendido e, portanto, ensinado.
Destaque (laranja) – Página 13
O empreendedorismo é um tipo de administração.
Destaque (rosa) – Página 18
Minha missão: aumentar a taxa de sucesso de produtos inovadores em todo o mundo. O resultado é este livro que você tem nas mãos.2
Destaque (laranja) – Página 18
livro para empreendedores e para as pessoas a quem eles prestam contas. Os cinco princípios da startup enxuta, que perpassam todas as três partes deste livro, são os seguintes: Os empreendedores estão por toda parte. Não é preciso trabalhar numa garagem para fazer parte de uma startup. O conceito de empreendedorismo inclui qualquer um que trabalhe no âmbito da minha definição de startup: uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza. Isso significa que os empreendedores estão em todo lugar e que o modelo startup enxuta é aplicável a empresas de qualquer tamanho, até nas muito grandes, e em qualquer ramo. Empreender é gerenciar. Uma startup é uma instituição, não apenas um produto, por isso exige um novo tipo de gestão, equipado especificamente para o contexto de incerteza extrema. Na verdade, como vou argumentar mais adiante, acredito que “empreendedor” deveria ser considerado um cargo em todas as empresas modernas que dependem de inovação para crescer. Aprendizagem validada. As startups existem não somente para produzir bens, gerar dinheiro ou mesmo atender aos clientes, mas também para aprender a construir um negócio sustentável. Essa aprendizagem pode ser validada cientificamente por meio de experimentos frequentes que permitam aos empreendedores testar cada elemento de sua visão. Construir- medir- aprender. A atividade fundamental de uma startup é transformar ideias em produtos, avaliar a reação dos clientes e, a partir daí, concluir se deve pivotar ou perseverar. Todos os processos bem- sucedidos devem ser empregados para acelerar esse ciclo de feedback. Contabilidade para inovação. Para melhorar os resultados do empreendedorismo e manter os inovadores prestando contas, precisamos nos concentrar nas tarefas tediosas: medir o progresso, estabelecer marcos e priorizar o trabalho. Isso exige um novo tipo de contabilidade, específico para startups – e para as pessoas a quem elas devem prestar contas.
Destaque (azul) – Página 20
Quanto maior a incerteza no mundo, mais difícil é prever o futuro
Destaque (azul) – Página 20
Planejamento e previsão são precisos apenas quando se baseiam num histórico operacional longo e estável e num ambiente relativamente estático
Destaque (rosa) – Página 22
Este livro pretende fornecer uma base sólida para o empreendedorismo e a inovação. Estamos no alvorecer do século II da administração.
PARTE 1 | VISÃO
Destaque (azul) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 25
o empreendedorismo exige disciplina administrativa para aproveitar a oportunidade que recebemos.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 29
O nome “startup enxuta” vem da revolução promovida pela manufatura enxuta, sistema desenvolvido na Toyota por Taiichi Ohno e Shigeo Shingo. O
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 29
Uma teoria abrangente do empreendedorismo deve abordar todas as funções de um empreendimento em fase inicial: visão e conceito, desenvolvimento de produto, marketing e vendas, crescimento, parcerias e distribuição, e estrutura e design organizacionais. P
Destaque (azul) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 31
O objetivo de uma startup é descobrir, o mais rápido possível, o produto certo a ser desenvolvido – aquilo que os clientes vão desejar e pelo qual vão pagar.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 31
Em outras palavras, a startup enxuta é um novo modo de olhar o desenvolvimento de produtos inovadores, enfatizando a iteração rápida e a percepção dos clientes, uma visão gigantesca e uma grande ambição, tudo ao mesmo tempo.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 33
construir- medir- aprender.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 33
que tiver um motor funcionando, o modelo startup enxuta oferece métodos para ampliar o negócio e fazê- lo crescer com aceleração máxima.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 33
As startups também têm um norte verdadeiro, um destino em mente: criar um negócio próspero e capaz de mudar o mundo. Eu
Destaque (azul) – CAPÍTULO 1 | Começar > Página 35
trabalho. Empreender é administrar.
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 38
O dilema da inovação. 1 Já
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 39
Assim, quando uso o termo empreendedor estou me referindo a todo o ecossistema de startups, não importando tamanho, setor ou estágio de desenvolvimento da empresa.
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 39
Este livro é para empreendedores de todos os tipos: desde jovens visionários com pouco financiamento mas grandes ideias até visionários experientes dentro de grandes empresas, como Mark– passando pelas pessoas a quem eles prestam contas.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 39
Uma startup é uma instituição humana projetada para criar um novo produto ou serviço sob condições de incerteza extrema.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 40
Qualquer um que esteja criando um produto ou um negócio sob condições de incerteza extrema é um empreendedor, quer saiba disso ou não, quer esteja trabalhando numa agência governamental, numa empresa financiada por capital de risco, numa organização sem fins lucrativos ou numa empresa decididamente com fins lucrativos e investidores financeiros.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 40
Eu prefiro usar a definição mais ampla possível de produto, uma definição que abrange qualquer fonte de valor para as pessoas que se tornam clientes. Qualquer
Destaque (azul) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 40
Em todos os casos, a organização se dedica a descobrir uma nova fonte de valor para os clientes e se importa com o impacto de seu produto sobre esses clientes.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 41
As startups usam muitos tipos de inovação: descobertas científicas, remodelagem de tecnologia para um uso novo, criação de novos modelos de negócios que revelem um valor antes oculto ou simplesmente construção de acesso a um produto ou serviço em um novo local ou para um grupo anteriormente mal atendido. Em todos esses casos, a inovação está no cerne do sucesso.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 41
As startups são projetadas para enfrentar situações de incerteza extrema.
Destaque (amarelo) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 41
(é por isso que tantos pequenos negócios podem ser financiados com empréstimos bancários simples; o nível de risco e incerteza é bem compreendido e um gerente pode avaliar suas perspectivas).
Destaque (amarelo) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 41
maioria das ferramentas da administração geral não é projetada para criar germinação no solo duro da incerteza extrema em que nascem as startups.
Destaque (amarelo) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 41
O futuro é imprevisível, os clientes estão diante de uma variedade de alternativas e as mudanças acontecem a um ritmo cada vez mais acelerado.
Destaque (amarelo) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 41
No entanto, a maioria das startups– tanto as de garagem quanto aquelas dentro de grandes empresas– ainda é administrada usando- se prognósticos padronizados, marcos de produtos e planos de negócios detalhados.
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 43
O dilema da inovação, de Clayton Christensen: s
Destaque (azul) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 44
A inovação é algo que acontece de baixo para cima, descentralizada e imprevisível, mas isso não significa que não possa ser administrada.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 47
O tempo que as empresas têm para manter a liderança do mercado explorando suas primeiras inovações está encolhendo,
Destaque (azul) – CAPÍTULO 2 | Definir > Página 47
o único caminho sustentável para o crescimento econômico de longo prazo é criar uma “fábrica de inovação”
Destaque (azul) – CAPÍTULO 3 | Aprender > Página 51
Precisamos descobrir quais elementos da nossa estratégia estão funcionando para concretizar nossa visão e quais são simplesmente loucura.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 3 | Aprender > Página 51
Precisamos descobrir o que os clientes realmente desejam, não o que eles dizem que desejam ou o que achamos que deveriam desejar. Precisamos
Destaque (azul) – CAPÍTULO 3 | Aprender > Página 62
quais dos nossos esforços criam valor e quais são desperdícios?
Destaque (azul) – CAPÍTULO 3 | Aprender > Página 62
O pensamento enxuto define valor como algo que proporciona benefício para o cliente; qualquer outra coisa é desperdício.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 3 | Aprender > Página 64
Qualquer esforço que não seja absolutamente necessário para descobrir o que os clientes desejam pode ser eliminado
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 3 | Aprender > Página 64
Chamo isso de aprendizagem validada, porque é sempre demonstrada por melhorias positivas nas métricas essenciais da startup.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 3 | Aprender > Página 70
“Esse produto deve ser desenvolvido?” e “Podemos construir um negócio sustentável com esses produtos e serviços?”.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 72
Quais opiniões do cliente devemos escutar, se é que devemos escutar alguma? Q
Destaque (azul) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 72
Quais são as características essenciais para o sucesso do produto e quais são apenas complementares?
Destaque (azul) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 72
se você não fracassa, não aprende.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 75
Para uma mudança de longo prazo, experimente imediatamente
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 77
A hipótese de valor testa se a utilização de um produto ou serviço realmente entrega valor aos clientes. Q
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 78
O objetivo aqui não é encontrar o consumidor convencional, e sim os adotantes iniciais: aqueles que mais precisam do produto. Esses clientes costumam ser mais compreensivos com erros e mais dispostos a oferecer feedback.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 80
um experimento é mais do que uma investigação teórica, é também um primeiro produto. S
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 81
1) Os clientes reconhecem que têm o problema que você está tentando resolver? 2) Se houvesse uma solução, eles a comprariam? 3) Eles a comprariam conosco? 4) Podemos desenvolver uma solução para esse problema?” A tendência comum do desenvolvimento de produtos é saltar direto para a quarta pergunta ante
Destaque (azul) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 83
Cook: “Sucesso não é desenvolver um recurso, é descobrir como resolver o problema do cliente.”4
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 4 | Experimentar > Página 89
Espero que este livro ajude gestores e empreendedores a realizar essa mudança.
PARTE 2 | DIREÇÃO
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 91
uma startup é um catalisador que transforma ideias em produtos.
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 91
À medida que os consumidores interagem com esses produtos, geram feedback e dados. O feedback é qualitativo (do que gostam e do que não gostam, por exemplo) e quantitativo (quantas pessoas usam o produto ou serviço e o consideram valioso, etc.). Como já vimos, os produtos que uma startup desenvolve são na verdade experimentos; a aprendizagem de como construir um negócio sustentável é o resultado de tais experimento
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 92
Precisamos concentrar nossas energias em reduzir o tempo total desse ciclo de feedback.
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 93
a hipótese de valor e a hipótese de crescimento. Elas
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 93
O MVP é uma versão do produto que permite um giro inteiro no ciclo construir- medir- aprender com um mínimo de esforço e o menor tempo de desenvolvimento. Ele
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 93
não é adequado construir um protótipo que seja avaliado somente pela qualidade interna e somente por engenheiros e designers.
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 94
precisamos colocá- lo diante de clientes potenciais, para avaliar como reagem.
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 94
se estivermos desenvolvendo algo que ninguém deseja, não importa muito se fazemos isso no prazo e dentro do orçamento. O
Destaque (laranja) – Como a visão leva à direção > Página 94
pivotar a estratégia original ou perseverar? Se descobrirmos que uma das nossas hipóteses é falsa, é hora de fazer uma grande mudança para uma nova hipótese estratégica.
Destaque (amarelo) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 96
Segundo se conta, dois fatos impressionaram os investidores naquela fase de crescimento inicial do Facebook. O primeiro foi a quantidade de tempo que os usuários ativos passavam no site; mais da metade deles o acessava todo santo dia. 2 Esse é um exemplo de como uma empresa pode validar sua hipótese de valor: os clientes acharem o produto valioso. O segundo fato impressionante na capacidade de tração inicial do Facebook foi a taxa espantosa com que havia dominado seus primeiros campi universitários: o lançamento foi em 4 de fevereiro de 2004, e no fim desse mesmo mês quase três quartos dos alunos de graduação de Harvard o estavam usando, sem um único dólar gasto em marketing ou publicidade. Em
Destaque (amarelo) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 97
O Facebook era diferente porque usava um motor de crescimento diferente. Não pagava nada pela aquisição de consumidores e seu alto nível de engajamento resultava no acúmulo de uma enorme atenção dos consumidores a cada dia.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 99
Elas são chamadas de saltos de fé exatamente porque o sucesso de todo o empreendimento depende delas. Se forem verdadeiras, há uma oportunidade tremenda. Se forem falsas, há o risco de fracasso total.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 102
adiantou. O que diferencia os sucessos dos fracassos é que os empreendedores de sucesso tiveram a percepção, a capacidade e as ferramentas para descobrir quais partes do plano estavam funcionando de modo brilhante e quais eram equivocadas, e para adaptar sua estratégia de acordo com essas descobertas.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 103
A importância de basear as decisões estratégicas no entendimento direto dos clientes é um dos princípios essenciais do Sistema Toyota de Produção.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 106
As startups precisam de um amplo contato com clientes potenciais para entendê-los, portanto levante-se da cadeira e vá conhecê-los.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 106
O primeiro passo desse processo é confirmar que suas perguntas do tipo salto de fé se baseiam na realidade, que o cliente tem um problema significativo que vale a pena resolver. 8
Destaque (azul) – CAPÍTULO 5 | Saltar > Página 109
Se análise demais é perigoso e análise nenhuma também é,
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 112
MVP é dar início ao processo de aprendizagem, e não terminá- lo.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 113
Os adotantes iniciais preenchem as lacunas de um produto com a imaginação.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 116
É comum os clientes não saberem o que querem,
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 126
devemos concentrar as energias exclusivamente em produzir resultados que o cliente perceba como valiosos.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 126
A maioria das empresas e filosofias de engenharia modernas tem como princípio fundamental se concentrar em proporcionar experiências de alta qualidade para os clientes;
Destaque (azul) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 127
Se não sabemos quem é o cliente, não sabemos o que é qualidade.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 128
Os consumidores não se importam com o tempo de produção, só se importam em saber se suas necessidades estão sendo atendidas.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 129
método startup enxuta não se opõe a desenvolver produtos de alta qualidade, desde que atendam ao objetivo de obter clientes.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 131
O único modo de vencer a corrida é aprender mais depressa que todo mundo.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 6 | Testar > Página 133
Os empreendedores bem- sucedidos não desistem ao primeiro sinal de problema
Destaque (azul) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 134
Todos conhecemos histórias de empreendedores épicos que alcançaram o sucesso quando as coisas pareciam sombrias, mas, infelizmente, não ouvimos as histórias dos incontáveis anônimos que perseveraram demais e foram à falência.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 136
é altamente necessário um novo tipo de contabilidade, equipada especificamente para inovações revolucionárias. Essa
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 137
A taxa de crescimento depende primariamente de três coisas: a lucratividade de cada consumidor, o custo de atrair novos consumidores e a taxa de repetição de compra por parte dos consumidores já existentes. Quanto
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 147
Se você estiver no caminho errado, otimizar o produto ou o marketing não terá resultados significativos.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 149
Gosto de chamar os números tradicionais usados na avaliação de startups de “métricas de vaidade”, e a contabilidade para inovação manda que evitemos usá- las.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 151
A contabilidade para inovação não funcionará se a startup estiver mal direcionada por esse tipo de métrica de vaidade (número bruto de clientes, etc.). A
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 159
muitos atributos que tornam o produto melhor aos olhos dos engenheiros e designers não têm nenhum impacto sobre o comportamento do cliente.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 159
Ainda que os testes A/B pareçam mais custosos, porque exigem mais contabilidade e mais métricas, a longo prazo eles quase sempre geram uma enorme economia de tempo, pois permitem eliminar trabalho em coisas que não são relevantes para os clientes.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 165
Para que seja considerado acionável, um relatório deve demonstrar causa e efeito claros. Caso contrário, é uma métrica de vaidade.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 165
As métricas de vaidade causam estrago porque se aproveitam de uma fraqueza da mente humana. O que aprendi por experiência foi que as pessoas tendem a pensar que qualquer crescimento nos números é fruto de suas ações, daquilo em que estão trabalhando no momento.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 166
a maioria dos profissionais vive num mundo em que seu departamento está sempre melhorando as coisas mas os outros departamentos insistem em sabotá-los
Destaque (azul) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 166
Quando causa e efeito são entendidos com clareza, as pessoas têm mais capacidade de aprender com suas ações.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 166
Os seres humanos têm um talento inato para aprender quando recebem uma avaliação clara e objetiva.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 166
Os departamentos gastam energia demais aprendendo a usar os dados para obter o que desejam, em vez de obter um feedback genuíno que oriente suas ações futuras.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 168
Quando somos informados de que nosso projeto de estimação não funcionou, a tentação é culpar o mensageiro, os dados, o gerente, os deuses ou qualquer outra coisa que se possa imaginar.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 170
Apenas 5% do processo de empreendedorismo é a grande ideia, o modelo de negócio, as estratégias e por fim colher os frutos. Os outros 95% são o trabalho duro medido pela contabilidade para inovação: as decisões de priorização de produto, decidir quais clientes visar e quais ouvir e ter a coragem de submeter uma visão grandiosa a testes e feedback constantes.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 7 | Medir > Página 170
Todos precisamos passar por este teste fundamental: quando pivotar e quando perseverar.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 171
pivô: uma correção de rota estruturada concebida para testar uma nova hipótese fundamental sobre o produto, a estratégia e o motor de crescimento.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 171
Não há como remover o elemento humano– a visão, a intuição, a avaliação– da prática do empreendedorismo, e de qualquer modo isso não seria desejável.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 171
não existe nada mais ameaçador para o potencial criativo do que a decisão equivocada de perseverar.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 172
As empresas que não conseguem seguir uma nova direção baseada no feedback do mercado podem empacar na terra dos mortos- vivos, sem crescer o suficiente nem morrer, consumindo recursos e comprometimento dos funcionários e de outros stakeholders, mas sem avançar.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 172
A base do método científico é a percepção de que, ainda que o julgamento humano seja falho, podemos melhorá- lo sujeitando nossas teorias a testes repetidos.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 176
Quanto mais dinheiro, tempo e energia criativa são investidos numa ideia, mais difícil é pivotar. Ele
Destaque (azul) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 176
O fracasso é um pré- requisito para a aprendizagem.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 184
iludidos pelas métricas de vaidade, os empreendedores podem acabar vivendo num mundo paralelo.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 184
com uma hipótese pouco clara, é quase impossível experimentar o fracasso completo, e sem o fracasso geralmente não existe o ímpeto de embarcar na mudança radical exigida por um pivô.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 184
os testes só acontecem quando a visão está totalmente representada.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 184
os empreendedores precisam enfrentar seus medos e estar dispostos a fracassar, muitas vezes publicamente. Os empreendedores muito conhecidos, seja por causa de fama pessoal ou por atuarem para uma marca famosa, enfrentam uma versão extremada desse problema.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 193
E os clientes convencionais têm necessidades diferentes e são muito mais exigentes.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 196
pivô é um tipo especial de mudança, projetado para testar uma nova hipótese fundamental sobre o produto, o modelo de negócio e o motor de crescimento.
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 8 | Pivotar (ou perseverar) > Página 201
Clayton Christensen,
PARTE 3 | ACELERAÇÃO
Destaque (laranja) – Liguem os motores > Página 205
As startups precisam de estruturas organizacionais que combatam a incerteza extrema, que é o principal inimigo da startup.
Destaque (laranja) – Liguem os motores > Página 205
A primeira pergunta fundamental para qualquer transformação enxuta é: quais atividades criam valor e quais são uma forma de desperdício?
Destaque (laranja) – Liguem os motores > Página 205
valor numa startup não é a criação de objetos, e sim a aprendizagem validada sobre como desenvolver um negócio sustentável.
Destaque (laranja) – Liguem os motores > Página 205
Quais produtos os consumidores realmente desejam? Quais clientes devemos ouvir e quais devemos ignorar?
Destaque (azul) – Liguem os motores > Página 205
Contrariamente à crença comum, a letargia e a burocracia não são o destino inevitável das empresas que chegam à maturidade.
Destaque (azul) – Liguem os motores > Página 206
As empresas atuais devem aprender a dominar um portfólio administrativo de inovação sustentável e revolucionária.
Destaque (azul) – Liguem os motores > Página 207
as empresas modernas devem ser exímias em fazer vários tipos de trabalho paralelamente.
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 208
A mentalidade enxuta nas empresas, James Womack e Daniel Jones narram
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 208
Na manufatura enxuta, a abordagem de um envelope de cada vez é chamada de fluxo de peça única.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 210
Os adeptos da manufatura enxuta descobriram as vantagens dos lotes pequenos há décadas.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 211
Graças aos lotes menores, a Toyota conseguia produzir uma diversidade muito maior de produtos.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 211
A maior vantagem dos lotes pequenos é que os problemas de qualidade podem ser identificados muito mais cedo.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 212
Esse processo de eliminar continuamente os defeitos tem representado um ganho tanto para a Toyota quanto para seus clientes. É
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 220
School of One.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 9 | Desagrupar > Página 227
Assim, não é o cliente que puxa o trabalho do desenvolvimento do produto e de outras funções, e sim nossa hipótese sobre o cliente. Qualquer trabalho a mais é desperdício.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 10 | Crescer > Página 235
Shawn Carolan: “As startups não morrem de fome; elas se afogam.”
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 11 | Adaptar-se > Página 254
O ponto central do andon é interromper o trabalho assim que surge um problema de qualidade incorrigível
Destaque (azul) – CAPÍTULO 11 | Adaptar-se > Página 257
Na raiz de cada problema aparentemente técnico há um problema humano.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 11 | Adaptar-se > Página 262
quem fica fora da discussão acaba sendo o alvo da culpa.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 11 | Adaptar-se > Página 264
Ser tolerante com todos os erros na primeira vez que acontecem. Jamais permitir que o mesmo erro aconteça duas vezes.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 289
A sabotagem é uma reação racional por parte de administradores cujo território esteja sendo ameaçado. Es
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 290
O dilema da inovação: l
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 290
nenhuma inovação pode prosperar se a postura defensiva tiver rédeas soltas.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 291
A solução que eu sugiro é criar uma sandbox (caixa de areia), um ambiente experimental protegido, que contenha o impacto da inovação mas não restrinja os métodos da equipe startup.
EPÍLOGO | Não desperdice
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 303
Princípios de administração científica, de Frederick Winslow Taylor,
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 304
o trabalho pode ser estudado cientificamente e melhorado com uma rigorosa abordagem experimental.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 304
Temos a capacidade de construir praticamente qualquer coisa que imaginarmos.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 304
grande questão do nosso tempo não é “Isso pode ser construído?”, e sim “Isso deve ser construído?”
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 305
e Peter Drucker: “Certamente não existe nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência o que não deveria ser feito.”2
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 307
Temos culpa suficiente para distribuir, mas pouquíssima teoria para guiar as ações de líderes e investidores.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 307
a maioria das formas de desperdício na inovação é evitável desde que suas causas sejam compreendidas
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 307
O movimento startup enxuta defende o princípio de que o método científico pode ser usado para responder à pergunta mais premente sobre inovação: como desenvolver uma organização sustentável em torno de um novo conjunto de produtos ou serviços?
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 310
a primazia da visão, a disposição a correr grandes riscos e a coragem diante de dificuldades avassaladoras.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 310
Nossa sociedade precisa mais do que nunca da criatividade e da visão dos empreendedores
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 310
Rotineiramente aprovamos projetos novos baseados mais na intuição do que nos fatos.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 310
. Toda inovação começa com uma visão. O
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 311
A ciência passou a significar a vitória do trabalho rotineiro sobre o criativo, da mecanização sobre a humanidade e dos planos sobre a agilidade.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 312
É necessário um projeto gigantesco para descobrir como acessar as enormes reservas de potencial que estão escondidas, diante dos nossos olhos, na força de trabalho moderna.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 312
Eles eram obcecados por encontrar a verdade e não se satisfaziam com a sabedoria popular dos artesãos nem com as parábolas dos especialistas.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 312
Quanto do nosso trabalho de inovação atual é guiado por preceitos desprovidos de embasamento científico?
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 313
temos um entendimento pífio do que estimula a produtividade sob condições de incerteza extrema.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 314
Boa parte do nosso setor de startups se transformou num sistema de alimentação para gigantescas empresas de mídia e bancos de investimento.
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 315
é um novo tipo de bolsa de valores, projetada para negociar as ações de empresas organizadas de modo a sustentar o pensamento de longo prazo. Proponho criarmos uma Bolsa de Valores de Longo Prazo (BVLP).
Destaque (azul) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 315
Uma instituição como a BVLP aceleraria a criação da próxima geração de grandes empresas, construídas a partir do zero com o objetivo de produzir inovação contínua.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 316
Não perderíamos tempo em discussões intermináveis entre os defensores da qualidade e os paladinos do avanço implacável; em vez disso, reconheceríamos que a velocidade e a qualidade são aliadas na busca pelo benefício de longo prazo para o cliente.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 316
Reagiríamos aos fracassos e aos reveses com honestidade e aprendizagem, e não com recriminações e atribuições de culpa.
Destaque (laranja) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 316
Nos dedicaríamos à criação de novas instituições com a missão de longo prazo de desenvolver valor sustentável e tornar o mundo melhor. Acima de tudo, pararíamos de desperdiçar o tempo das pessoas.
ANEXO | Junte-se ao movimento
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 321
O dilema da inovação e The Innovator’s Solution (A solução para a inovação)
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 321
Os primeiros trabalhos de Geoffrey A. Moore são famosos entre os empreendedores, especialmente Crossing the Chasm (Cruzando o abismo) e Dentro do furacão. Mas
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 321
Dealing with Darwin: How Great Companies Innovate at Every Phase of Their Evolution (Lidando com Darwin: Como grandes empresas inovam em cada estágio de sua evolução
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 323
Out of the Crisis (Fora da crise), de W. Edwards Deming.
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 323
Meus anos com a General Motors, de Alfred Sloan.
Destaque (rosa) – CAPÍTULO 12 | Inovar > Página 323
Prática da administração de empresas, de Peter F. Drucker.

O áudio do artigo – versão 1.0
O áudio do artigo – versão 2.0

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal091221

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#Eric_Ries – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Veja aqui o PPT com as sete melhores frases: https://bit.ly/3EEabCH

Ou o vídeo com as sete melhores frases: https://www.youtube.com/watch?v=isPjU1oh02o

Veja aqui as anotações gerais que fiz do livro com menos sintetização: https://bit.ly/3oupp7j

Resumo do Artigo em Tabela:

Mapas mentais do artigo:

Vamos ao artigo:

“Uma startup é uma instituição, não apenas um produto, por isso exige um novo tipo de gestão, equipado especificamente para o contexto de incerteza extrema.” – Ries.

As sete melhores frases:

  1. “Quem fica fora da discussão acaba sendo o alvo da culpa.”
  2. “Na raiz de cada problema aparentemente técnico há um problema humano.”
  3. “Pode-se ser tolerante com todos os erros na primeira vez que acontecem, mas jamais permitir que o mesmo erro aconteça duas vezes.”
  4. “A sabotagem é uma reação racional por parte de administradores cujo território esteja sendo ameaçado.”
  5. “Se você não fracassa, não aprende.”
  6. “A base do método científico é a percepção de que, ainda que o julgamento humano seja falho, podemos melhorá-lo. sujeitando nossas teorias a testes repetidos.”
  7. “Quanto maior a incerteza no mundo, mais difícil é prever o futuro.”

As sete definições de Ries sobre o objetivo do livro:

  1. “Trazer um pouco de ciência ao que antes era pura arte ao criar projetos empreendedores.”
  2. “Ajudar desde jovens visionários com pouco financiamento mas grandes ideias até visionários experientes dentro de grandes empresas, passando pelas pessoas a quem eles prestam contas.”
  3. “Voltado para pessoas que estejam abrindo uma pequena empresa ou concebendo novos produtos e negócios dentro de uma multinacional orientados para a ruptura e a incerteza.”
  4. “Aumentar a taxa de sucesso de produtos inovadores em todo o mundo.”
  5. “Fornecer uma base sólida para o empreendedorismo e a inovação, pois nossa sociedade precisa mais do que nunca da criatividade e da visão dos empreendedores.” 
  6. “Apresentar um novo modo de olhar sobre o desenvolvimento de produtos inovadores, enfatizando a iteração rápida e a percepção dos clientes, uma visão gigantesca e uma grande ambição, tudo ao mesmo tempo.”
  7. “Apresentar o movimento startup enxuta, que defende o princípio de que o método científico pode ser usado para responder à pergunta mais premente sobre inovação: como desenvolver uma organização sustentável em torno de um novo conjunto de produtos ou serviços?”

Os sete melhores conceitos sobre o Mundo das Startups (Comentados):

1 – “Empreendedor é qualquer um que esteja criando um produto ou um negócio sob condições de incerteza extrema, quer saiba disso ou não. Pode estar trabalhando numa agência governamental, numa empresa financiada por capital de risco, numa organização sem fins lucrativos ou numa empresa decididamente com fins lucrativos. O empreendedorismo é um tipo de administração, forma um ecossistema de startups, não importando tamanho, setor ou estágio de desenvolvimento da empresa.”

COMENTÁRIO:

Na verdade, empreender é também abrir uma carrocinha de cachorro quente. O conceito mais adequado seria dividir o Empreendedorismo em dois, adicionando os adjetivos o Empreendedor Incremental (1 para n) e o Disruptivo (0 para 1).

2 – “Uma startup é um agente catalisador que transforma ideias em produtos, sendo que Produto é algo que gera valor para que as pessoas que se tornam clientes. Assim, é preciso definir quais são as características essenciais para o sucesso do produto e quais são apenas aquelas complementares? Algumas perguntas relevantes: “Esse produto deve ser desenvolvido?” // “Podemos construir um negócio sustentável com esses produtos e serviços?” // Mais ainda: As startups precisam de um amplo contato com clientes potenciais para entendê-los, portanto siga este conselho: levante-se da cadeira e vá conhecê-los.”

COMENTÁRIO:

Uma Startup Disruptiva – é disso que Ries trata no livro dele –  procura casar um potencial oculto de uma tecnologia com um desejo desconhecido de um cliente.

 3 – “Taxa de Crescimento depende primariamente de três coisas: a lucratividade de cada consumidor, o custo de atrair novos consumidores e a taxa de repetição de compra por parte dos consumidores já existentes.”

COMENTÁRIO:

Boas dicas.

4 – “Métricas de Vaidade é o uso de números tradicionais (que não ajudam) usados na avaliação de startups. A Contabilidade para Inovação manda que evitemos usá-las.”

COMENTÁRIO:

Ries aborda bastante os problemas psicológicos não bem administrados para o insucesso de projetos de Startups Disruptivas. Neste trecho aborda o problema da vaidade, que, ao fazer o resumo do livro, passei a chamar de Narcisismo Tóxico. O Narcisista Tóxico pensa com bastante ênfase no ganho imediato em todos os sentidos e projetos disruptivos são apostas de longo prazo.

Note que um projetos disruptivo tem um tempo para o aprendizado da relação empreendedor – cliente, a melhoria da tecnologia e uma série de implementações para se tornar um negócio sustentável.

Um Empreendedor Disruptivo precisa, assim, praticar um Narcisismo Saudável, sempre com um pensamento de longo prazo.

Como temos aprendido, temos na sociedade variações e tendências sobre o Narcisismo, aumentando ou reduzindo os Narcisismos Tóxicos e Saudáveis.

Analisemos o aumento do Narcisismo Tóxico:

  • quando temos uma moeda fraca ao invés de uma forte, isso pode ser visto no livro de Ammous, “Padrão Bitcoin“;
  • quando temos mídias concentradas, o que é parte integrante da Teoria da Mudança Civilizacional Bimodal;
  • quando temos uma alta taxa de violência em uma determinada região, seja por guerra, conflitos ou crimes.

5 – “Uma Teoria Abrangente do Empreendedorismo deve abordar todas as funções de um empreendimento em fase inicial: visão e conceito, desenvolvimento de produto, marketing e vendas, crescimento, parcerias e distribuição, e estrutura e design organizacionais.”

COMENTÁRIO:

Um dos pontos que Ries aborda, ainda dentro da ideia do Narcisismo Tóxico é a constatação de que as pessoas entram em uma startup com a falsa ideia de que tudo será diversão e não dão importância para as “coisas chatas“, que são os dados e as planilhas para que o negócios seja sustentável.

Isso pode ser visto neste trecho:

“Apenas 5% do processo de empreendedorismo é a grande ideia, o modelo de negócio, as estratégias e por fim colher os frutos. Os outros 95% são o trabalho duro medido pela contabilidade para inovação: as decisões de priorização de produto, decidir quais clientes visar e quais ouvir e ter a coragem de submeter uma visão grandiosa a testes e feedback constantes.”

6 – “O Pensamento Enxuto define valor como algo que proporciona benefício para o cliente e todas as outras coisas que geram desperdício.”

No fim de Eras Civilizacionais se desenvolve um modus operandi, no qual os Intermediadores de Plantão passam a controlar o ambiente social, reduzindo a competição e se afastando dos clientes.

Quando há uma redução da competitividade, o cliente vai passando gradualmente do centro para a periferia na sua capacidade de influenciar a sociedade.

No processo de Renascimento Civilizacional, do qual livro de Ries faz parte, há um reposicionamento do papel do cliente da periferia para o centro.

Fato é que em um ambiente mais competitivo, o cliente aumenta a sua taxa de influência na sociedade.

Novas mídias permitem mais circulação de ideias, mais inovação e isso impacta no aumento da Taxa de Competitividade.

ocorre sempre que temos novas mídias mais descentralizadas.

7 – “Aprendizagem validada é a demonstração de melhorias positivas nas métricas essenciais da startup, que é baseada no Pivô – uma correção de rota estruturada concebida para testar uma nova hipótese fundamental sobre o produto, a estratégia e o motor de crescimento, que define quando pivotar e quando perseverar. O Pivô reavalia o Salto de Fé, que se baseia na realidade, que o cliente tem um problema significativo que vale a pena resolver. A lógica é construir- medir- aprender. Por fim, é preciso promover os testes A/B que quase sempre geram uma enorme economia de tempo, pois permitem eliminar trabalho em coisas que não são relevantes para os clientes.”

Ele complementa:

” O que diferencia os sucessos dos fracassos é que os empreendedores de sucesso tiveram a percepção, a capacidade e as ferramentas para descobrir quais partes do plano estavam funcionando de modo brilhante e quais eram equivocadas, e para adaptar sua estratégia de acordo com essas descobertas.”

COMENTÁRIO:

Movimentos renascentistas sempre vão trazer algo parecido com isso: o resgate da antiga tradição de criar uma hipótese, testar, analisar, medir e decidir: mudar ou persistir na ideia original.

Recoloco a frase:

“A base do método científico é a percepção de que, ainda que o julgamento humano seja falho, podemos melhorá-lo. sujeitando nossas teorias a testes repetidos.”

Os testes A/B operam com a bimodalidade.

Você envia ao mesmo tempo testes diferentes para dois grupos de clientes para saber quais funcionam melhor ou se não tem nenhuma mudança significativa.

As sete melhores dicas para Startups Disruptivas:

  1. “Todos conhecemos histórias de empreendedores épicos que alcançaram o sucesso quando as coisas pareciam sombrias, mas, infelizmente, não ouvimos as histórias dos incontáveis anônimos que perseveraram demais e foram à falência.”

COMENTÁRIO:

Não usaram de forma adequada um método mais científico.

A ideia da administração mais científica é uma releitura de Frederick Taylor (1856 – 1915) e de Taiichi Ohno (1912 – 1990) e Shigeo Shingo (1909 – 1990).

Ele diz:

“A importância de basear as decisões estratégicas no entendimento direto dos clientes é um dos princípios essenciais do Sistema Toyota de Produção.”

2 – “É altamente necessário um novo tipo de contabilidade, equipada especificamente para inovações revolucionárias.”

COMENTÁRIO:

O conceito “contabilidade” não me parece o mais adequado. Pode ter sido um erro de tradução. O que ele está falando é de um acompanhamento factual diferente, no qual há um resgate do cliente em um ambiente mais inovador.

O detalhe é que este ambiente mutante tende a ser cada vez mais o dominante, com uma Taxa de Mutação cada vez maior.

3 – “Precisamos descobrir rápido quais elementos da nossa estratégia estão funcionando para concretizar nossa visão e quais são simplesmente loucura. É preciso que a visão esteja totalmente representada. com uma hipótese clara, pois é quase impossível experimentar o fracasso completo, e sem o fracasso geralmente não existe o ímpeto de embarcar na mudança radical exigida por um pivô. O problema aqui é que iludidos pelas métricas de vaidade, os empreendedores podem acabar vivendo num mundo paralelo.”

COMENTÁRIO:

A ideia de que é preciso representar e colocar, de forma clara, o Salto de Fé, a hipótese inicial, para que se possa aprender algo é um dos pontos dominantes de Ries.

Basicamente, quando se fala em sucesso se procura trabalhar com fatos.

Os conceitos “loucura” e “mundo paralelo” expressam bem os labirintos que empreendedores podem se meter.

4 – É importante lembrar que o valor numa startup não é a criação de objetos, e sim a aprendizagem validada sobre como desenvolver um negócio sustentável, tendo como preocupação o seguinte lema: se análise demais é perigoso e análise nenhuma também é.”

COMENTÁRIO:

A ideia de que uma Startup não aprende a desenvolver produtos, mas a se relacionar com os clientes é algo muito interessante na abordagem de Ries.

O que o empreendedor é uma espécie de cupido “casando” ofertas e demandas, num casamento  inédito e inesperado entre duas partes.

5 – “Precisamos descobrir o que os clientes realmente desejam, não o que eles dizem que desejam ou o que achamos que deveriam desejar, pois é comum os clientes não saberem o que querem. Porém, não é o cliente que puxa o trabalho do desenvolvimento do produto e de outras funções, e sim nossa hipótese sobre o cliente. Devemos concentrar as energias exclusivamente em produzir resultados que o cliente perceba como valiosos, pois se não sabemos quem é o cliente, não sabemos o que é qualidade. Por fim, é preciso ter em mente que os consumidores não se importam com o tempo de produção, só se importam em saber se suas necessidades estão sendo atendidas.”

COMENTÁRIO:

Outro ponto interessante.

Não é o cliente que manda totalmente e nem o empreendedor. É um encontro, um processo ganha – ganha que vai se estabelecendo, a partir de infinitos ajustes feitos de escolhas conscientes.

6 – “A maior vantagem dos lotes pequenos é que os problemas de qualidade podem ser identificados muito mais cedo.”

COMENTÁRIO:

Essa é uma parte bem interessante.

De maneira geral, tendemos a pensar que criar uma produção em massa é a melhor coisa, mas isso só funciona se o consumidor e a concorrência estão controladas.

Numa economia mais aberta e competitiva, operar em pequenos lotes, experimentar com o cliente, revisar, mudar, se torna muito mais produtivo.

Ele conta a história dos envelopes.

De maneira geral, se imagina padronizar tudo e sair fazendo e não um a um. Mas o um a um, permite que vá se aprendendo. Na padronização se faz tudo e só se avalia no final, se tem algo sendo feito de forma equivocada, tem que se refazer tudo.

A ideia dos lotes pequenos vem da Toyota.

7 – “Quanto mais dinheiro, tempo e energia criativa são investidos numa ideia, mais difícil é pivotar e, por causa disso, nada mais ameaçador para o potencial criativo do que a decisão equivocada de perseverar, portanto, deve se interromper o trabalho assim que surge um problema de qualidade incorrigível.”

Ries aborda de forma adequada os problemas psicológicos envolvidos no processo de inovação.

Aqui, volta a defender a ideia dos lotes pequenos, que é a base do MVP (“que significa dar início ao processo de aprendizagem e não terminá-lo.”)

As sete melhores frases sobre Inovação:

  1. “Os seres humanos têm um talento inato para aprender quando recebem uma avaliação clara e objetiva. Por causa disso, quando causa e efeito são entendidos com clareza, as pessoas têm mais capacidade de aprender com suas ações.”
  2. “A maioria das formas de desperdício na inovação é evitável desde que suas causas sejam compreendidas.”
  3. “Rotineiramente, aprovamos projetos novos baseados mais na intuição do que nos fatos.”
  4. “Toda inovação começa com uma visão.”

COMENTÁRIO:

Aqui todas as frases acima reforçam a ideia de que é preciso uma Teoria da Mudança, sem a qual não se consegue saber o que está se consolidando e o que não está.

5 – “A inovação é algo que acontece de baixo para cima, descentralizada e imprevisível, mas isso não significa que não possa ser administrada.”

COMENTÁRIO:

Estamos falando aqui de um tipo de criação de produtos com muito mais participação do cliente.

Pode parecer mais caótico, mas esta é a tendência daqui por diante.

Por isso, teremos mais e mais essa visão de Ries dominando o ambiente da Administração 2.0.

O que é reforçado pela frase abaixo:

6 – “O tempo que as empresas têm para manter a liderança do mercado explorando suas primeiras inovações está encolhendo.”

7 – “Nenhuma inovação pode prosperar se a postura defensiva tiver rédeas soltas.”

Volta o aspecto psicológico.

Se não houver uma mudança mais profunda de cada pessoa e profissional é muito difícil entrar no novo ritmo Pós-Digital.

Outras frases que acho que valem destaque:

“O único modo de vencer a corrida é aprender mais depressa que todo mundo.”

“Se estivermos desenvolvendo algo que ninguém deseja, não importa muito se fazemos isso no prazo e dentro do orçamento.”

“Se descobrirmos que uma das nossas hipóteses é falsa, é hora de fazer uma grande mudança para uma nova hipótese estratégica.”

“Pessoas tendem a pensar que qualquer crescimento nos números é fruto de suas ações, daquilo em que estão trabalhando no momento.”

Dicas de livros de outros autores ou projetos interessantes:

Frases de outros autores:

“Certamente não existe nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência o que não deveria ser feito.” – Peter Drucker.

Conclusão:

Resumo do livro “Startup Enxuta” de Eric Ries em Sete Tópicos:

  1. O livro de Ries “Startup Enxuta” é o típico Livro Renascentista 2.0, que resgata antigos valores e os readapta para o novo cenário Pós-Digital. Procura, como renascentista que é, fazer a adaptação de teorias e metodologias administrativas (Taylor e Toyota) e adaptá-las para o desenvolvimento de Startups Disruptivas (de zero a um). Ele diz: “O nome “startup enxuta” vem da revolução promovida pela manufatura enxuta, sistema desenvolvido na Toyota por Taiichi Ohno e Shigeo Shingo.“;
  2. defende algo similar a Silvio Meira no livro “O que é estratégia?“, quando sugere uma Teoria da Mudança (Ries chama de “Salto de Fé”), uma hipótese que inicia todo o projeto de uma Startup Disruptiva;
  3. o Salto de Fé é uma hipótese que deve ser testada/validada (Aprendizagem Validada), através de protótipos (MVPs) e, assim, se avalia se deve ser mantida (perseverar) ou ser alterada (pivotar), criando novas hipóteses (a metodologia de perseverar/pivotar é muito usada na Ciência Forte). Ele detalha o que é o Pivotar: “é um tipo especial de mudança, projetado para testar uma nova hipótese fundamental sobre o produto, o modelo de negócio e o motor de crescimento.” Pivotar é uma mudança filosófica de uma determinada Startup.
  4. Ries aponta diversas várias sugestões, com exemplos relevantes, para que Startups Disruptivas possam se consolidar e crescer;
  5. reforça o pensamento de Saifedean Ammous, do livro “Padrão Bitcoin” ao destacar a importância do pensamento de longo prazo ao do curto;
  6. nesta direção, sugere um novo tipo de bolsa de valores, projetada para negociar as ações de empresas organizadas disruptivas de modo a sustentar o pensamento de longo prazo. Ele diz: “Proponho criarmos uma Bolsa de Valores de Longo Prazo (BVLP), pois boa parte do nosso setor de startups se transformou num sistema de alimentação para gigantescas empresas de mídia e bancos de investimento.” 
  7. destaco, por fim, a metodologia dos cinco por quês para se chegar a um erro.

Exemplo dos cinco porquês?

“1. Por que a máquina parou? (Houve uma sobrecarga e o fusível queimou.) 2. Por que houve uma sobrecarga? (O mancal não estava lubrificado de modo adequado.) 3. Por que o mancal não estava lubrificado de modo adequado? (A bomba de óleo lubrificante não estava bombeando de maneira correta.) 4. Por que a bomba não estava bombeando de maneira correta? (O eixo de acionamento da bomba estava desgastado e trepidando.) 5. Por que o eixo estava desgastado? (Não havia filtro e entraram fragmentos metálicos.)”

Algumas frases que o livro me inspirou:

  1. O Narcisismo Tóxico é aquele que a pessoa mais quer ser servida do que servir a alguém.
  2. O Pensamento de Longo Prazo é aquele que permite gerar alta taxa de prosperidade e vice-versa.
  3. Todos somos obrigados a sermos Narcisistas, mas existe o Tóxico e o Narcisismo Saudável.
  4. No Narcisismo Tóxico, a pessoa não quer servir, mas ser servia o tempo todo.
  5. Startups que dão certos são aquelas focadas em servir ao outro com inteligência e método.
  6. O Narcisismo Tóxico é um dos grandes problemas psicológicos que estão por trás dos grandes fracassos das startups.
  7. O Narcisismo Tóxico é o problema psicológico que está por trás dos grandes fracassos da humanidade.

É isso, que dizes?

Colaborou a Bimodal: Fernanda Pompeu.

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo.

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#Metaverso – qual a chance de funcionar na dimensão d jeito que está se falando por aí?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o Tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Como o artigo trata de vários assuntos, optei por dividir:

Mapa Mental do Artigo:


Vamos ao artigo:

“Não foram os donos de carruagem que inventaram os carros.” – Anônimo.

Eric Ries no livro “Startup Enxuta” tem um bom conceito para definir as premissas de um novo negócio que ele denominou “salto de fé“.

Vejamos a definição de Metaverso do Wikipédia (em português):

“Metaverso é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e “Internet”.

Este termo foi cunhado pela primeira vez na obra “Nevasca”, de Neal Stephenson, lançada em 1992.

Exemplos mais recentes são os jogos Second Life, Roblox e Fortnite. O Facebook, atual Meta, anunciou a intenção de adotar o metaverso em sua plataforma.”

Vejamos a definição de Metaverso do Wikipédia (em inglês):

“O metaverso (uma junção de ” meta- ” e ” universo “) é uma iteração hipotética da Internet , suportando ambientes virtuais 3-D online persistentes por meio de computação pessoal convencional, bem como virtual e fones de ouvido de realidade aumentada .

Metaversos, de alguma forma limitada, já foram implementados em videogames como o Second Life . [5] Algumas iterações do metaverso envolvem integração entre espaços virtuais e físicos e economias virtuais .

O desenvolvimento atual do metaverso está centrado em abordar as limitações tecnológicas com dispositivos de realidade virtual e aumentada. [6] [7] [8]

O termo “metaverso” tem sido usado como uma palavra da moda para promoção e como uma forma de gerar entusiasmo para fins de relações públicas , fazendo afirmações vagas para projetos futuros.”

Note que Metaverso passou a ser sinônimo de um tipo de Ambiente Digital.

É um universo dentro do universo.

Ou um universo criado pelo próprio ser humano, inventado, como um filme, um romance e um poema, que representa a realidade.

O principal erro que temos visto é confundir uma criação humana sobre a realidade, como já temos feito há milênios, com a criação de uma nova realidade por mais que possamos hoje ter essa fantasia.

Vimos que o conceito Metaverso (um universo dentro de outro é falso). O que temos, de fato, é mais uma simulação da realidade, agora, utilizando os recursos de uma nova mídia, no caso específico, recursos 3D e variantes.

Metaverso não é um bom conceito, pois dá margem a muita confusão. Se for utilizado como um apelido, tudo bem, como um conceito científico não é adequado.

Depois de questionar os Conceitos Fracos nos artigos anteriores, tais como:

“Mundo Virtual”, “Virtual”, “Realidade Virtual”, “Realidade Aumentada”.

E agora questionar o próprio conceito “Metaverso“.

Estamos abordando uma tese, lançada principalmente pelos donos do Facebook, com outros parceiros, da criação de um projeto a partir das tecnologias 3D, com algumas variantes, que visa oferecer aos usuários a opção de um novo Ambiente Digital para o lazer e os negócios.

O salto de fé é a ideia inicial de um determinado Empreendimento Disruptivo.

Assim, temos dois conceitos:

  • O Metaverso enquanto Ambiente Digital que se utiliza de tecnologias 3D e variantes;
  • O Metaverso do Facebook e parceiros, que querem inovar no uso de tecnologias 3D e variantes e lançar algo disruptivo nesse campo.

Notem que no Wikipédia em português se diz:

“O Facebook, atual Meta, anunciou a intenção de adotar o metaverso em sua plataforma.”

E mais ainda, no Wikipédia em inglês:

“O termo “metaverso” tem sido usado como uma palavra da moda para promoção e como uma forma de gerar entusiasmo para fins de relações públicas , fazendo afirmações vagas para projetos futuros.”

O Projeto do Facebook de se utilizar de Tecnologias 3D (Metaverso Facebookiano) se propõe, segundo se diz por aí,  “reinventar a Internet“, “evoluir a Internet” ou “criar um novo mundo virtual”, entre outras promessas.

Temos aí alguns problemas:

  • não se tem ainda um protótipo do Metaverso Facebookiano;
  • o conceito original “Metaverso” é cercado de confusões entre simulação da realidade com a criação de uma nova realidade;
  • quando se tem uma “nova onda” todo mundo quer mostrar que “está por dentro” e, além disso, quer aumentar a quantidade de visualizações de seus respectivos perfis.

Se cria, assim, uma verdadeira tsunami de informações desencontradas.

Metaverso é o sinônimo de Ambientes Digitais que se utilizam de tecnologias 3D.

Hoje, tais ambientes são utilizados basicamente para o lazer, principalmente jogos.

O que temos de novidade?

Está se apostando, um salto de fé, como gosta de sugerir Eric Ries, de que os Ambientes Digitais que se utilizam de tecnologias 3D podem não só ser utilizados para o lazer, como já são, mas TAMBÉM podem servir para o trabalho.

Não se está discutindo aqui se os Ambientes Digitais que se utilizam de tecnologias 3D geram dinheiro na área de lazer, geram.

O salto de fé do Metaverso Facebookiano é que as pessoas vão migrar dos atuais Ambientes Digitais sem 3D para os de 3D não só para atividades de lazer, incluindo a interação com outras pessoas, mas TAMBÉM para o trabalho.

O que se está sugerindo é que vai se criar o Faceverso, o Instagramverso, o Youtuverso, a Amazonverso e que daqui por diante a grande onda da humanidade será não mais aparecer com sua foto, mas também, ou somente, com avatares.

Coloquemos um pouco de lógica nessa conversa ilógica.

Sim, temos como boa perspectiva no futuro – seja o Projeto do Metaverso Facebookiano ou outros – da expansão cada vez maior de Ambientes Digitais  de Lazer em 3D. Isso é uma tendência que será aplicada em diversas áreas, principalmente para o entretenimento.

Podemos imaginar projetos que possam envolver, mais do que hoje, muito mais adultos, que não se dedicam aos jogos.

Podemos pensar, por exemplo, em Turismo 3D, criação de mundos pelos usuários em 3D ou diversas outras aplicações no campo do entretenimento.

As pessoas passam hoje muito tempo curtindo a ficção de séries e filmes do Netflix e pode dedicar algumas horas brincando em mundos paralelos ficcionais.

Por que não?

O que se pode perguntar é o seguinte, além do avanço dos jogos e outras áreas de lazer:

  • as pessoas vão deixar de usar o Instagram, o Facebook ou o Youtube (ou variantes em Blockchain), que não se utilizam do 3D para algo similar em 3D? Por qual motivo?
  • as pessoas vão passar a comprar coisas físicas – não roupas para seus avatares – em 3D? Por qual motivo?
  • as pessoas vão fazer reuniões de trabalho com avatares e não em videoconferência em 3D? Por qual motivo?

Se fala muito do que o Projeto Metaverso Facebookiano vai ser ou não vai ser, mas muito pouco ou quase nada do valor que vai agregar aos usuários.

O que um Ambiente Digital em 3D vai agregar aos usuários?

Antes de especularmos o que vai ser o que não vai ser, que tecnologias vão ser utilizadas, etc, é preciso responder, como sugerem os especialistas da inovação disruptiva: o que vai agregar valor para os usuários?

Por que um usuário que não usa um Ambiente Digital em 3D vai passar a usar durante várias horas do seu dia?

Note que o Projeto Metaverso Facebookiano, tirando o peso das autoridades que os defende, começou muito mal do ponto de vista das regras que deram certo nos projetos inovadores disruptivos.

Todos os livros de empreendedorismo disruptivo recomendam começar pequeno e ir crescendo – o Projeto Metaverso Facebookiano está ignorando estes conselhos.

O Projeto Metaverso Facebookiano começou com uma promessa GIGANTE, não apresentou nada para ninguém e já se aposta que o mundo vai mudar sem nenhum tipo de protótipo para se saber o quanto os usuários vão gostar da ideia.

No Projeto Metaverso Facebookiano, sem nenhum teste de conceito, há um NÍTIDO exagero, que lembra muito a história do Second Life, quando muita gente perdeu dinheiro.

Por fim, por trás disso tudo, há um sintoma claro do início da crise das Big Techs.

As Big Techs NÃO estão conseguindo se reinventar, pois a reinvenção necessária implica NECESSARIAMENTE na perda do poder que têm hoje.

Há no Projeto do Metaverso Facebookiano uma clara onipotência de quem fez muito sucesso e acha que pode, a partir do sucesso do passado, garantir o do futuro.

Lembro do caso clássico da Microsoft, que não apostou na Internet no início, o que deu margem para o surgimento do Google.

Fecho a análise da especulação sobre o Projeto Metaverso com algumas perguntas:

Pergunta 1: o próximo passo da Internet será a passagem do atual modelo não 3D para o 3D? Será essa a grande nova onda evolutiva da Internet?

Acredito que não.

A próxima onda, a partir das análises BIMODAIS, será uma Internet ainda mais distribuída e não uma em 3D.

A próxima onda da Internet virá para resolver os problemas criados pela centralização promovida pelas BigTechs.

As BigTechs, que já foram sinônimo de solução, hoje, cada vez mais, estão criando problema com a sua centralização, onipotência e gigantismo.

Estão abrindo espaço para uma concorrência disruptiva na direção do aumento exponencial da distribuição, ao estilo Bitcoin.

Pergunta 2: o Sapiens tem a demanda para passar muito tempo num Ambiente Digital 3D?

Acredito que não.

Lembremos da experiência do Second Life, que teve o mesmo burburinho, mas não atraiu as pessoas para aquele projeto.

Por que o Second Life não durou?

As pessoas sempre têm demanda por interagir cada vez mais, mas a criação de avatares não agradou, já que se pode conversar de outras formas. Por que conhecidos vão se comunicar por avatares, quando podem se comunicar sem avatares? E por que pessoas que podem conhecer outras pessoas em outros lugares, vide aplicativos de namoro, vão criar um avatar para conhecer outras pessoas?

É a principal pergunta que os Metaversistas Facebookianos devem responder.

O futuro da Internet NÃO é a passagem do não 3D para o 3D!

O Metaverso Facebookiano é o Second Life 2.0, com nova roupagem, e deve repetir a mesma tragédia anunciada: muita fumaça para pouco fogo.

A experiência do Second Life demonstrou um tipo de aplicação com avatares atrai determinados nichos, mas não se massifica como uma demanda mais geral.

Pergunta 3: por que, conceitualmente falando, o Metaverso, no geral, e o Metaverso Facebookiano será um projeto de nicho e não geral?

Aqui vamos desenvolver dois novos Conceitos BIMODAIS:

  • Demandas Primárias – que ajudam as pessoas a viver melhor com a minimização de problemas mais objetivos;
  • Demandas Secundárias – que ajudam as pessoas a viver melhor com a minimização de problemas mais subjetivos.

Todas as Tecnologias Midiáticas Primárias ajudaram as pessoas principalmente a resolver Demandas Primárias e problemas objetivos. Por isso, se popularizaram.

Em paralelo, surgiram Tecnologias Midiáticas Secundárias, que permitiram resolver demandas mais subjetivas, tais como os projetores de cinema, as câmeras fotográficas para uso de lazer e os romances em livros.

O Facebook, Instagram, Whatsapp têm muitas funções ligadas ao lazer, mas o seu grande impulso foi na possibilidade de conexão das pessoas para resolver problemas principalmente problemas objetivos e depois subjetivos.

A grande nova demanda humana é pelo aumento da individualização com mais liberdade das suas conexões, bem como de uma moeda mais distribuída.

É o que vemos, a partir da nossa visão da Essência Humana.

Não estamos caminhando para um mundo de avatares, mas para um mundo mais individualizado e mais distribuído.

Conclusão

Note bem a previsão para que não haja confusão depois.

O projeto de um Ambiente Digital em 3D chamado Metaverso Facebookiano, que será um ponto de virada da Internet, não vai acontecer.

O próximo passo da Internet não é o 3D, mas os Facebookchains.

Porém, diversas aplicações usando realidade virtual e realidade aumentada terão bastante uso no futuro, mas não serão os Ambientes Digitais mais utilizados.

Os Ambientes Digitais mais utilizados serão baseados em Ecossistemas Blockchains que permitam o aumento da conexão entre as pessoas e os negócios, mas sem o atual controle feito pelas Big Techs.

Poderá haver o uso de 3D e Realidade Complementada, sim, mas como um complemento e não o próprio ambiente.

E sim teremos cada vez mais Ambientes Interativos em 3D para o lazer , como é o caso hoje dos jogos em 3D, que vão atrair um nicho de mercado, mas não com a mesma adesão dos Ecossistemas Blockchains sem 3D.

A previsão é essa.

Deixemos o Futuro agora ser um detergente nas diferentes apostas.

É isso, que dizes?

Colaborou o Parceiro da BIMODAIS: Gustavo Carriconde.

Colaboraram os BIMODAIS: Rodrigo Palhano e Rodrigo Marques.

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GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal071221

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#Metaverso – qual a chance de funcionar?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o Tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“O objetivo de uma startup é descobrir a coisa certa a criar – a coisa que os clientes querem e pela qual pagarão – o mais rápido possível.”  – Eric Ries.

Desenvolvemos na Parte I o início da tentativa de desenvolver uma Narrativa Mais Científica para poder analisar o tão badalado Projeto Metaverso.

Veremos na Parte III que tem tudo para ser um fracasso.

Estamos ainda analisando a narrativa que procura explicar e, de certa forma, “vender” o projeto como algo grande e modificador.

Para que possamos conversar com mais maturidade sobre ele é preciso:

  • primeiro é preciso definir do que se trata pelas informações que temos disponíveis;
  • depois tentar entender quais são as chances de se tornar algo realmente disruptivo e mudar, como se procura convencer, a Internet e, em consequência, a própria história humana.

Vimos no Artigo I que temos hoje na análise do futuro Pós-Digital a construção de Narrativas com Baixa Taxa de Cientificidade.

Na análise do Mundo Digital, os conceitos são criados e usados muito mais para agradar e NÃO para explicar o que está realmente acontecendo para as pessoas.

Narrativas Conceituais são feitas para gerar decisões e precisam estar desprovidas de elementos de propaganda.

Narrativas Conceituais  podem facilitar o entendimento. Porém, sem perder a lógica jamais.

Antes de analisar o  Projeto Metaverso é preciso antes Cientificar o Diálogo para entender do que estamos falando EXATAMENTE.

Continuemos a análise do que:

Afinal o que é o Metaverso?

Para depois, conversar sobre:

O Metaverso, pelo que se tem falado dele. tem chance de fazer sucesso onde e como?

Permitam, entretanto, comentar um problema de raiz, a confusão bem comum sobre o futuro entre as atividades operacionais e artísticas do ser humano.

Utopias, em geral, partem da arte e acreditam que podem criar um mundo sem determinadas premissas.

A arte é feita para satisfazer nossas imaginações, ajudar, inclusive a criar e resolver problemas objetivos.

Porém, quando falamos de sobrevivência existem determinadas regras que não podem ser esquecidas.

Quando pensamos em mídias, como é o caso aqui, temos sempre duas atividades midiáticas:

  • Para a Operação – como contratos, trocas e aprendizados operacionais;
  • Para a Ficção – com filmes, romances e poesias.

Quando chamam a Internet de “mundo virtual” estamos confundindo as coisas e isso está na raiz do problema da concepção Metaverso.

A Internet, como todas as mídias, cumprem dois papéis na sociedade: oferecer ferramentas para que possamos viver melhor, tanto do ponto de vista objetivo (operacional), quanto do subjetivo (ficcional).

Podemos dizer, em termos de tempo, que o operacional representa 80% do tempo de uso e o ficcional 20%.

O Metaverso, que vai criar Ambientes Digitais com Recursos 3D, tenderá, se cair no gosto de um determinado segmento, a atender as demandas ficcionais e não operacionais.

Dito isso, continuemos a análise dos textos que procuram explicar o que será o projeto.

Vejamos a primeira definição que uma pesquisa no Google nos trouxe sobre o Projeto Metaverso:

“O Metaverso é um universo virtual onde as pessoas vão interagir entre si por meio de avatares digitais. Esse mundo será criado.” (Comentei sobre isso aqui no primeiro artigo). 

Vou comentar agora:

(…) “a partir de diversas tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais, criptomoedas etc.”

Vejamos a que o Gustavo me sugeriu sobre o Projeto Metaverso (comento mais abaixo):

“É a evolução da Internet atual. Ambiente persistente, 3D, com padrões interoperáveis, síncrono, aberto a participantes ilimitados com uma economia autônoma e funcional. Proporciona uma experiência de realidade mista (offline e virtual) – Possivelmente em plataforma blockchain, sem comando e controle do algoritmo.” (Fonte: li aqui.)

“O Metaverso (será criado)…a partir do uso, entre outras tecnologias, da realidade virtual.”

Note a confusão.

Realidade virtual:

“Realidade virtual é uma tecnologia de interface entre um usuário e um sistema operacional através de recursos gráficos 3D ou imagens 360º cujo objetivo é criar a sensação de presença em um ambiente virtual diferente do real.”

A definição é pouco precisa.

Podemos chamar de forma mais adequada “Realidade Virtual” de Ambiente Digital com recursos 3D para se diferenciar de Ambientes Digitais sem recursos de 3D.

Não é uma nova realidade, mas uma ficção em cima da realidade existente, algo que sempre foi feito em todas as mídias.

Note que a poesia começou oral e só depois passou a ser escrita.

A poesia não cria um novo mundo, mas procura criar em cima deste mundo.

A poesia não cria uma realidade virtual, mas interpreta o mundo, a partir da imaginação do poeta, que, usando determinada linguagem midiática, reinterpreta o mundo.

  • O Facebook é um Ambiente Digital sem recursos de 3D;
  • E o Second Life e vários jogos online são Ambientes Digitais com Recursos 3D.

Não são virtuais.

A diferença é que existem Ambientes Digitais (3D, ou não), que atendem Demandas Operacionais do Sapiens e outros que atendem Demandas Ficcionais do Sapiens.

(Veja mais sobre virtual no Artigo 1.)

O conceito tecnologias de “Realidade Virtual” não deve ser utilizado, pois mais confunde do que esclarece.

Não existe realidade virtual.

Existem Ambientes Digitais voltados para o trabalho ou para o lazer. Ponto final.

Não existe realidade virtual.

Existem criações variadas simulando a realidade, através da nossa imaginação, algo que ocorre desde os primórdios da origem da nossa espécie.

O que temos de novidade, só possível com o Ambiente Digital, são tecnologias que simulam a realidade usando tecnologias de 3D.

Isso é uma novidade, que tem sido usada aqui e ali para resolver problemas operacionais (como na arquitetura), porém, de maneira geral, são mais difundidas para o lazer, principalmente em jogos.

Um Ambiente Digital com recursos 3D não é um outro mundo é apenas uma simulação ficcional do nosso mundo.

“O Metaverso (será criado) …a partir do uso, entre outras tecnologias, da realidade aumentada…”

Vejamos:

A Realidade Aumentada (RA):

“É uma tecnologia que permite sobrepor elementos virtuais à nossa visão da realidade.”

A definição é pouco precisa, voltamos ao equívoco do virtual, pois quando se cria um conceito que faz uma analogia é preciso sempre ver como se aplica o outro lado da mesma. Se temos a “Realidade Aumentada” teríamos, no contraponto,  a “Realidade Reduzida” ou “Minimizada“.

(O problema dos conceitos no momento atual é que eles são criados sem muito critério, se popularizam e começam a gerar mais confusão do que explicação.) 

Um microscópio, por exemplo, permite visualizar elementos da realidade de forma aumentada.

Um microscópio não inventa uma nova realidade, ele complementa, através de um aparelho, a realidade, que nos permite ver algo que não era possível antes.

O que temos no Digital como novidade, não é a “Realidade Aumentada” é uma Realidade Complementada.

A Realidade Complementada gera Informações, que complementam aquilo que podemos observar a olho nu, tais como as estrelas de uma restaurante ou o nome de uma planta ou de um passarinho. Ou podem criar ficções, como o jogo do Pokémon, colocando o bicho em diferentes lugares de uma cidade.

Neste aspecto podemos ter dois tipos de aplicação da Realidade Complementada:

  • Realidade Complementada Voltada para a Sobrevivência;
  • Realidade Complementada voltada para o lazer.

Na Realidade Complementada Voltada para a Sobrevivência podemos chamar de inclusão de Informações Digitais projetadas na realidade, através de algum tipo de aparelho (que transmita sons ou imagens), não só o próprio celular, como óculos ou vidros de veículos, por exemplo.

“O Metaverso (será criado) …a partir do uso, entre outras tecnologias, de redes sociais…

Aqui temos um antigo problema sempre lembrado pelos BIMODAIS, como o uso do conceito indevido de “Redes Sociais“.

Redes Sociais não foram inventadas com a Internet elas existem desde que o Sapiens é Sapiens.

O que temos na Internet NÃO são Redes Sociais (no conceito puro), mas Redes Sociais que se utilizam de Ambiente Digitais.

Amigos que jogam bola formam uma Rede Social, que se utilizam do Ambiente Digital para interagir antes, durante e depois dos jogos, via Whatsapp, por exemplo.

Quem joga xadrez online se utiliza do Ambiente Digital para jogar e interagir, criando outro tipo de Rede Social, usando a Internet como meio.

O que se chama indevidamente de “Redes Sociais” deveria ser chamado de Ambientes Digitais voltados para diversos tipos de interação do Sapiens, criando redes sociais.

“O Metaverso (será criado) …a partir do uso, entre outras tecnologias, de criptomoedas…

Criptomoedas podem ser uma opção para Ambientes Digitais com Recursos em 3D, se houver a venda de produtos e serviços, mas isso não é inerente ao Projeto Metaverso, pode ser uma das opções, como é hoje nos jogos online.

Pode-se trocar valores usando todo tipo de moedas, ou não.

“A ideia é que o Metaverso seja uma espécie de Internet 3D….

A Internet foi criada e tem um protocolo, que permite que todas as máquinas se conectem entre si.

Tudo que é criado depois da Internet e seu protocolo “roda” dentro da Internet.

Assim, não teremos com o Projeto Metaverso um novo ambiente de conexão, mas um Ambiente Digital a mais que rodará DENTRO da Internet.

O Metaverso não será uma “Internet 3D“, mas um Ambiente Digital dentro da Internet, com recursos de 3D.

O que sempre tivemos por cima da Internet e não fora dela, são Ambientes Digitais de diferentes tipos.

  • o Facebook é um Ambiente Digital;
  • o Youtube é outro;
  • os jogos online são outros, muitos com recursos 3D;
  • e o Metaverso será outro com recursos 3D.

“O Metaverso é a evolução da Internet atual…”

Isso é falso.

Qualquer um pode dizer que vai criar a nova Internet, mas, se olharmos para trás, veremos que a Internet foi o resultado de uma contínua relação íntima e intensa entre empreendedores e usuários.

A Internet não tem um dono ou um presidente que pode definir qual é o seu futuro ou a sua evolução.

A evolução da Internet não será decidida em um gabinete por quem teve sucesso em suas fases anteriores.

Quem vai definir a evolução da Internet – como foi no passado – serão os diferentes empreendedores (em geral fora do sistema atual) que vão descobrir segredos tecnológicos, que podem virar ofertas para demandas que nem os clientes sabiam que tinham.

O futuro da Internet não será criado por um grupo fechado numa sala, mas numa criativa relação entre oferta e demanda.

Quem definirá o futuro da Internet, em última instância, são os usuários, que vão aceitar ou rejeitar todas as inovações que chegarem até eles.

Na divulgação do Metaverso, seja pelos criadores ou seus bajuladores, se criou a ideia de que “as gigantes de tecnologia estão investindo pesado para que isso mude em pouco tempo”. 

Como se o início de todas as Big Techs não tivesse sido uma relação direta entre usuários e empreendedores.

O Facebook não foi criado e todo mundo foi obrigado a entrar, muito pelo contrário.

Vejam como Eric Ries no “Startup Enxuta” conta a história da relação usuário-Facebook:

“Segundo se conta, dois fatos impressionaram os investidores naquela fase de crescimento inicial do Facebook.

O primeiro foi a quantidade de tempo que os usuários ativos passavam no site; mais da metade deles o acessava todo santo dia (…) os clientes acharam o produto valioso. O segundo fato impressionante na capacidade de tração inicial do Facebook foi a taxa espantosa com que havia dominado seus primeiros campi universitários: o lançamento foi em 4 de fevereiro de 2004, e no fim desse mesmo mês quase três quartos dos alunos de graduação de Harvard o estavam usando, sem um único dólar gasto em marketing ou publicidade.”

Isso vai acontecer no Metaverso? Quem pode garantir isso desde já?

“O Metaverso é um Ambiente persistente…(…)  

Vejamos o que é um ambiente persistente (só achei definição em inglês):

Um ambiente persistente pode incluir vários recursos e funcionalidades do usuário, mas tem um ou dois objetivos principais: maior envolvimento na rede social e, portanto, aumento nas vendas por meio do aumento da conscientização do usuário . [3] Ambientes persistentes podem ser conectados a uma organização, e-commerce , televendas , cadastro, transações ou outros sistemas.

Sinceramente, quem conseguir me explicar o conceito ganha um doce.

No máximo, posso deduzir que se trata de projetos de longo prazo.

“O Metaverso será possivelmente em plataforma blockchain, sem comando e controle do algoritmo.”

Ok, mas sendo assim ninguém controla ou consegue monetizar o ecossistema, a não ser quem realmente opera dentro dele. É isso mesmo que as Big Techs pensam? Criar um projeto para os outros ganharem dinheiro e perderem o controle sobre o mesmo, que elas têm nas suas plataformas centralizadas?

“O Metaverso usa padrões interoperáveis, síncrono, aberto a participantes ilimitados com uma economia autônoma e funcional.”

Tudo isso é especulação e palavras vazias.

Digamos que o Multiverso será um Ecossistema Blockchain para Ambientes Digitais com Recursos em 3D.

Poderão ser criados diversos Ambientes Digitais em paralelos, alguns fechados, com números limitados outros ilimitados.

Podemos até ter alguns pagos pelo estado, com função educativa.

Se for uma Plataforma Fechada poderá se definir como ele vai funcionar nestes detalhes, mas se for um Ecossistema Aberto podemos ter várias e diversas opções, conforme cada um deles.

Nada disso está definido.

Economia autônoma não diz nada, pois vai depender de cada Ambiente Digital.

Funcional idem, pois tudo que funciona é funcional.

Todos os padrões são interoperáveis com os padrões similares. E não interoperáveis com padrões distintos.

Todo mundo quer falar qualquer coisa sobre o Metaverso para ganhar like e não tentar entender o projeto.

“O Metaverso proporcionará uma experiência de realidade mista (offline e virtual).”

Aqui, caímos de novo no problema.

Aqui seria offline e online.

Estou conectado ou não estou conectado.

Se não estou conectado, não tenho como acessar nada.

Da mesma forma que se não estou lendo um livro, não estou conectado com a escrita manuscrita. E se a televisão está desligada, não estou conectado com a mídia eletrônica. Estou off-line de tudo isso.

Conclusão sobre o que é o Metaverso?

(Falo das perspectivas no Artigo 3)

O Metaverso, é certo, será uma TENTATIVA de criar um ou mais Ambientes Digitais com recursos em 3D.

Pode ser em Plataformas Fechadas ou em Ecossistemas Blockchain.

A grande aposta é de que as pessoas, por algum senso de valor por algum motivo, vão aderir a Ambientes Digitais com recursos em 3D.

Pelo que se lê, se aposta que vão usar estes Ambientes Digitais não só para o lazer (que pode ter alguma chance), mas também para resolver problemas operacionais (em alguns nichos talvez possa ocorrera algo).

O resto é tudo especulação.

Não será ABSOLUTAMENTE o futuro da Internet, mas mais uma opção dentro da Internet.

O Metaverso não vai ser a Internet 2.0 em HIPÓTESE NENHUMA por mais que determinadas pessoas que fizeram sucesso no passado digam isso.

Podemos ter avanço na aliança dos recursos 3D com a Realidade Complementada.

Temos um grande dilema entre ser em Blockchain (sem controle central) ou em Plataforma Centralizada (com controle central).

Dificilmente, as atuais Big Techs vão abrir mão do controle, a não ser que se crie algo no estilo altruísta, no modelo ONG.

No próximo artigo, PARTINDO DESSA PREMISSA:

Metaverso será a criação de “um ou mais Ambientes Digitais com recursos em 3D.”

Vou analisar como perspectiva quatro pontos:

  • o Metaverso tem chances (tão remotas quanto tantas outras) de ser mais um espaço de entretenimento do Sapiens;
  • começou muito mal do ponto de vista das regras que deram certo nos projetos inovadores disruptivos, de começar pequeno e ir crescendo, aqui se começou GIGANTE, não se apresentou nada e se aposta que já cresceu por causa do peso das autoridades;
  • há um NÍTIDO exagero, sem nenhuma base factual, para defesa do seu potencial, o que vai acabar gerando uma enorme bolha especulativa, que lembra muito a do Second Life, quando muita gente perdeu muito dinheiro e o projeto afundou como um Titanic;
  • por fim, por trás disso tudo, há um sintoma claro do início da crise das Big Techs, que NÃO estão conseguindo se reinventar, pois a reinvenção necessária implica NECESSARIAMENTE na perda do poder e controle que têm hoje dentro da atual Internet.

Na concepção do Projeto Metaverso, há uma clara onipotência de quem fez muito sucesso no passado, que acredita que, por causa disso, pode definir o futuro.

É isso, que dizes?

Colaborou a BIMODAL: Fernanda Pompeu.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

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GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

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GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo.

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#Tecnologia_desemprego – questionando o falso mito de que tecnologias desempregam?

Resumo do artigo em tabela:

 

Qual é o Tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

 

Vamos ao artigo:

“Ao criarmos novas tecnologias, reescrevemos o plano do mundo.”  – Thiel.

Há um mito de que tecnologias desempregam as pessoas.

Se fosse assim, com tantas tecnologias inventadas nos últimos tempos, já teríamos um desemprego amplo, geral e irrestrito.

Porém, vamos entender como surge esse mito e como podemos compreender o papel das tecnologias e o Sapiens.

Em primeiro lugar, é preciso entender que o Sapiens é uma espécie mutante.

O Sapiens vai sempre na direção de resolver problemas primários para secundários.

De maneira geral, as tecnologias nos ajudam a resolver problemas primários e temos mais tempo para nos dedicar a problemas secundários, criando novas demandas por novo tipo de profissionais.

Peguemos o exemplo da máquina de lavar roupa.

Antes dela, se perdia muito tempo se lavando roupa a mão.

Havia pessoas que trabalhavam lavando roupa para outras pessoas.

A lavagem de roupa é um problema primário.

Com o tempo que sobrou, muita gente pode se dedicar a outras atividades, gerando novos empregos.

O Sapiens, assim, precisa ser visto como uma espécie que quer sempre perder o menos tempo possível com tarefas chatas e repetitivas e se dedicar, cada vez mais, a tarefas mais atrativas.

Assim, as tecnologias vêm nos ajudar a tornar a vida menos chata.

Se compararmos o tempo que hoje nos dedicamos ao lazer, é muito maior do que nossos antepassados.

Aumentamos muito o número de atividades mais subjetivas e com elas se abriu um número enorme de novas profissões.

Quanto mais tivermos tecnologias, mais passaremos de atividades primárias para secundárias, num looping infinito.

O que é se considera atividade secundária hoje vira primária amanhã.

No longo prazo, sem dúvida, tecnologias ajudam a espécie a ter uma vida cada vez mais subjetiva.

Porém, no curto prazo diversas profissões são extintas, o que demanda a necessidade de reciclagem de diversos profissionais.

Por causa disso e com a aceleração disso é preciso que as pessoas sejam preparadas para a reciclagem constante.

É isso, que dizes?

Colaborou o Parceiro da BIMODAIS: Gustavo Carriconde.

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GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

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GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal061221

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#Metaverso – qual a chance desse badalado projeto funcionar?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o Tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Como o artigo trata de vários assuntos, optei por dividir:

Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“É difícil culpar as pessoas por dançarem conforme a música.”  – Thiel.

Vivemos hoje um problema grave no mercado digital, pois temos um radical aumento das Narrativas Menos Científicas em detrimento de outras Mais Científicas.

Vejamos a diferença:

  • Na Narrativa Menos Científica – temos mais apelo emocional, menos reflexão e menos precisão no uso das palavras, deixando cada termo a ser interpretado por cada pessoa. Não se perde muito tempo em refinar o discursos;
  • Na Narrativa Mais Científica – temos mais apelo à reflexão e menos apelo emocional, mais precisão no uso das palavras, deixando cada termo com menos possibilidade de ser interpretado por cada pessoa. Se perde mais tempo refinando o discurso.

Na Narrativa da Propaganda pessoas usam termos, nomenclaturas e conceitos, sem se preocupar com a qualidade dos mesmos.

Bons conceitos e boas narrativas são aquelas que causam a menor taxa de confusão possível.

O primeiro passo para iniciar o diálogo sobre a viabilidade do Projeto Metaverso é analisar algumas definições para separar a propaganda de uma análise mais científica.

Do jeito que está sendo “vendido” hoje o Projeto Metaverso não nos permite analisar com mais precisão.

Assim, é preciso:

  • questionar conceitos soltos e dúbios, trocando-os por outros mais precisos;
  • e, só então, iniciar a análise, pois vamos saber do que estamos falando e das reais possibilidades de sucesso ou fracasso do projeto.

Selecionei duas definições sobre o Projeto Metaverso:

  • uma é a primeira que o Google me apresentou;
  • outra que o Gustavo Carriconde, que está me ajudando na análise, sugeriu.

Vejamos a do Google sobre o Projeto Metaverso:

“O Metaverso é um universo virtual onde as pessoas vão interagir entre si por meio de avatares digitais. Esse mundo será criado a partir de diversas tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais, criptomoedas etc.

A ideia é que o Metaverso seja uma espécie de Internet 3D, onde comunicação, diversão e negócios existirão de forma imersiva e interoperável. A principal dificuldade para descrever esse universo está no fato de que ele ainda não existe — mas as gigantes de tecnologia estão investindo pesado para que isso mude em pouco tempo.” (Fonte: li aqui.)

Vejamos a que o Gustavo me sugeriu sobre o Projeto Metaverso:

“É a evolução da Internet atual. Ambiente persistente, 3D, com padrões interoperáveis, síncrono, aberto a participantes ilimitados com uma economia autônoma e funcional. Proporciona uma experiência de realidade mista (offline e virtual) – Possivelmente em plataforma blockchain, sem comando e controle do algoritmo.” (Fonte: li aqui.)

Vamos organizar a Narrativa para podermos entender exatamente do que estamos falando para depois, só então, analisar o projeto. (Farei isso na sequência dos artigos sobre o tema).

“…O Metaverso (…) é um universo …”

Nada na Internet é um universo.

A Internet é uma rede de computadores, que é usada para que as pessoas interajam de diferentes maneiras, criando Ambientes Digitais, que geram distintas maneiras para quem os usa de forma voluntária.

Há uma fantasia, muito usada nas Narrativas de Propaganda, em criar a ideia de que a Internet cria um mundo separado da realidade.

Porém, isso não é fato.

Já tivemos no passado o Ambiente Midiático Oral e Escrito e agora temos o Digital.

As mídias criam a possibilidade de interação e da criação artística de interpretações variadas da realidade.

  • Na Era Oral, por exemplo, tivemos os poemas orais.
  • Na Era Escrita, os livros de ficção;
  • Na Era Eletrônica, o cinema, as novelas de rádio e da televisão;
  • Na Era Digital, temos os jogos 3D.

As criações artísticas por mais que nos levem a ter a sensação de um universo paralelo não são um universo paralelo.

Fazem parte da vida dos humanos, desde sempre, nos permitindo, através da comparação com o passado, compreender como são utilizados.

“…O Metaverso é (…) mundo (que) será criado…“

As pessoas quando vão ao cinema não entram em um outro mundo, apenas assistem a um filme, que cria uma simulação da realidade.

As pessoas quando jogam um jogo não entram em um outro mundo, apenas jogam um jogo, que simula a realidade.

Depois que passam algum tempo dentro de um Ambiente com determinada simulação, seja um filme, um jogo ou um romance num livro, a pessoa para o que está fazendo e vai cuidar das coisas da vida dentro do planeta terra.

Não existe um mundo paralelo, por mais interessante e simulado que ele seja, pois as pessoas vivem num planeta e precisam comer, dormir, beber água.

Qualquer simulação da realidade é feita para que se passe um período de tempo imersos em determinada obra de ficção.

Com o Metaverso, da mesma maneira que NÃO vai se criar “um mundo” também não se vai criar “um universo”.

No Ambiente Digital do Metaverso ou melhor nos Ambientes Digitais criados dentro do Ecossistema Metaverso pessoas optarão, ou não, por frequentar, o tempo que acharem necessário, desde que considerem que agregam algum valor para as suas vidas.

O critério de valor pode ser dividido em dois:

  • Valor objetivo – melhoria nos problemas primários de sobrevivência (nos manter vivos);
  • Valor subjetivo – melhoria nos problemas secundários, ligado diretamente à sobrevivência (demandas de lazer).

Note que SEMPRE o tempo dedicado para nos manter vivos será maior do que aquele dedicado para o lazer.

Falaremos disso na sequência dos artigos.

“…O Metaverso (…) é virtual…”

Já o termo virtual é muito pouco preciso e gera uma confusão, desde que surgiu a Internet.

Vejamos a definição:

Virtual – existente apenas em potência ou como faculdade, sem efeito real.
“sua propalada bondade era apenas v.” POR EXTENSÃO
que poderá vir a ser, existir, acontecer ou praticar-se; possível, factível.
“o candidato é um presidente v.”

Muita gente afirma que a Internet é um mundo virtual. Não é.

A televisão, que já está incorporada na nossa cultura, não é considerada virtual.

A televisão transmite informações de uma determinada maneira, é real, concreta, o que ela cria é um tipo específico de informação, que tem um canal e uma linguagem própria e em vários momentos cria obras artísticas de ficção.

A ficção não é algo virtual, apenas uma criação artística.

A Internet não é virtual, pois é real. É uma ferramenta humana para sobreviver, que tem aspectos mais objetivos e outros mais subjetivos.

Se será criado uma outro Ambiente Digital com a intenção da criação artística, isso não é um “mundo virtual“, mas mais um Ambiente Digital voltado para o entretenimento.

Temos o equívoco conceitual de denominar que novas mídias são “virtuais“.

A Internet não pode ser considerada virtual, dentro dessa definição e nenhum jogo online, idem.
Assim, desse ponto de vista a proposta do Projeto Metaverso não é nem a criação de um “universo” e muito menos de um “universo virtual”.
“No Metaverso (…) onde as pessoas vão interagir entre si por meio de avatares digitais….”

Precisamos entender o que é Avatar:

“Representação projetada do usuário dentro de um ambiente imersivo.”

(Traduza “imersivo” como sinônimo de Ambientes Digitais com Recursos 3D.)

Um avatar é um personagem de uma obra de ficção, que agora dentro de Ambientes Digitais com Recursos 3D é possível que as pessoas possam utilizá-los, no que vamos chamar de Avatares Interativos.

Avatares Interativos são uma novidade que os Ambientes Digitais com Recursos 3D permitem.

No cinema, em obras de desenho animado, tínhamos personagens, que podem ser chamados de Avatares, mas não eram interativos.

Podemos criar duas definições para os Avatares:

  • Avatares Interativos Anônimos – que não estabelecem relação entre o personagem e seu operador ou operadores;
  • Avatares Interativos Identificados – que estabelecem relação entre o personagem e seu operador ou operadores.

Podemos ter nos Ambientes Digitais com Recursos 3D duas regras possíveis:

  • na qual o usuário é obrigado a se identificar e todos saberem quem ele é, através de um e-mail, por exemplo;
  • na qual o usuário NÃO é obrigado a se identificar e todos NÃO sabem quem ele é.

Um avatar, por si só, não explica se temos anonimato, ou não.

Continuo…

É isso, que dizes?

Colaborou o Parceiro da BIMODAIS: Gustavo Carriconde e a BIMODAL Fernanda Pompeu.

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo.

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#Aprendizado_2.0 – dicas para se se atualizar num mundo cada vez mais mutante?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

 

Para abordar o tema com mais detalhamento, resolvi dividir em dois Artigos:

Aprendizado 2.0: dicas para se se atualizar num mundo mais mutante – Parte I
Aprendizado 2.0: dicas para se se atualizar num mundo mais mutante – Parte II

Vamos ao artigo:

“A coisa mais contestadora de todas não é se opor à multidão, mas pensar por si mesmo.”  – Thiel.

Um profissional se caracteriza por alguém que tem uma forma de pensar e agir, que, de alguma forma, direta ou indiretamente, resolve um problema/desconforto de um determinado cliente.

Vivemos no Pós-Digital hoje um exponencial empoderamento dos clientes e isso tem um forte impacto na vida dos profissionais.

O Cliente 2.0 vive hoje num mundo com muito mais:

  • mudanças;
  • opções;
  • informações;
  • interações;
  • e comparações.

Podemos dizer que com o Cliente 2.0 temos:

  • mais competição e você precisa fazer a diferença;
  • mais demanda por dedicação na sua atividade;
  • mais demanda por conhecer a sua vocação para poder se diferenciar;
  • e, por fim, colocar a sua vocação a serviço de um cliente.

O Profissional 2.0 é aquele que tem que atender ao Cliente 2.0 muito mais empoderado.

É preciso, por causa dessa mudança no cliente, um alinhamento dos profissionais, tanto na sua formação inicial, quanto na sua atualização ao longo da carreira.

No novo Ecossistema Digital temos como demandas:

  • o aumento da taxa de dedicação e comprometimento de cada profissional;
  • uma mudança radical do “trabalhar para ganhar dinheiro” (de forma burocrática) para a “ganhar dinheiro para trabalhar” (com envolvimento muito maior).

O Profissional 2.0 será muito menos burocrático do que os profissionais do passado.

Se o mundo está cada vez mais mutante, o Profissional 2.0 tem que se compatibilizar com esse novo ritmo.

O problema é que todo mundo acha que é preciso ler mais, estudar mais e não de ler e estudar de forma diferente.

O Mundo 2.0 pede uma mudança filosófica na atualização profissional.

Hoje, mais do que no passado, cada profissional precisa conhecer a sua Vocação Matriz – uma série de talentos potenciais, que, de forma única e particular, o torna mais capaz de minimizar determinados tipos de problemas.

Nossa mente é uma espécie de “cachorrinho”, que pede o tempo todo para que a musculemos com algo que ela gosta muito de fazer.

O Profissional 2.0 precisa procurar, de forma ininterrupta,  a Vocações Matriz  – aquilo que faz com que a sua mente “balance o rabinho”.

O Profissional 2.0 tem, portanto, que afinar o tempo todo a sua Vocação Matriz com determinado Desconforto/Problema de um determinado cliente.

O Aprendizado 2.0 NÃO se restringe a apenas conhecer algo sobre a sua atividade profissional, mas se autoconhecer para ir “pivotando” a sua Vocação Matriz com determinado FDP – Fenômeno, Desconforto e Problema.

O Profissional 2.0 está, cada vez mais, sendo obrigado a fazer do seu trabalho uma missão de vida.

Há uma demanda hoje de profissionais menos burocráticos e mais missionários, que precisam de propósitos.

Propósito Profissional é a junção inteligente das suas Vocações Matriz com o desconforto dos clientes, através de uma melhoria contínua de uma Personal Narrativa Profissional.

O Profissional 2.0 não pode se ver apenas trabalhando em uma área ou em um setor, mas escolher, a partir dos seus talentos, minimizar um determinado FDP (Fenômeno-Desconforto-Problema).

Assim, o Aprendizado 2.0 tem como base algo fundamental: um profissional que NÃO se atualizar apenas para atender a seus pretensos desejos não refletidos, mas:

  • antes de tudo, ele precisa conhecer, cada vez mais, qual é a sua Vocações Matriz;
  • como a sua Vocação Matriz pode minimizar um FDP (Fenômeno-Desconforto-Problema);
  • quem são os clientes?
  • e criar métodos para desenvolver um Aprendizado Ágil, fazendo do cliente um guia para saber se você está melhorando, estacionado ou piorando nos seus estudos.

Por fim, há uma junção do profissional com um pesquisador.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

ANOTAÇÕES GERAIS DO LIVRO DO THIEL (que foram resumidas no artigo síntese):

#Peter_Thiel – mergulhando neste autor.

O que é o “de 0 para o 1” de Thiel?

  • Sempre que criamos algo novo, vamos de 0 a 1. O Google é um bom exemplo de uma empresa que foi de 0 a 1;

Quando se cria algo que já existe, o autor define com 1 ao n. Quando se fala em criar empresas novas, que entram em mercados inexistentes, está se falando de caminhar do 0 ao 1.

Ele cria conceitos como o “progresso horizontal ou extensivo” significa copiar coisas que funcionam— ir de 1 a n. Porém, por outro lado o “progresso vertical ou intensivo” significa criar coisas novas — ir de 0 a 1.

O Progresso vertical é mais difícil de imaginar porque requer fazer algo que ninguém fez antes.

Ele exemplifica:

“Se você pega uma máquina de escrever e fabrica cem, fez um progresso horizontal. Se você tem uma máquina de escrever e desenvolve um processador de texto, fez um progresso vertical.”

Ele cita o exemplo da China, que tem o plano de vinte anos se tornar os Estados Unidos de hoje praticando o Progresso Horizontal, sem criar 0 a 1.

Em sociedades estáticas, de soma zero, o sucesso significava confiscar coisas dos outros e não inventar nada.

As diferentes fases do Progresso Vertical permitiram que tivéssemos hoje “uma sociedade mais rica do que qualquer geração anterior sequer conseguiria imaginar.”

Ele define o futuro:

“Hoje nosso desafio é imaginar e criar novas tecnologias que possam tornar o século XXI mais pacífico e próspero do que o século XX.”

Ele comenta que “é mais fácil copiar um modelo que criar algo novo”, mas que quando se copia modelos, a tendência a concorrência é muito maior.

O autor fala de algo como o “Oceano Azul“, mercados novos e sem concorrentes, usando o termo “Monopólio“.

Frase que ilustra:

“As companhias aéreas ganharam apenas 37 centavos de dólar por passageiro/ viagem. Compare isso com o Google, que cria menos valor, mas capta bem mais. As empresas de aviação competem umas com as outras, mas o Google está sozinho.”

(Não gosto de algumas opções de escolha de palavras feitas pelo autor.)

O momento da criação é algo original e estranho. O ser humano tem essa capacidade de criar algo do zero, sem que houvesse nada parecido antes.

Ele diz:

“Os humanos não decidem o que construir escolhendo em algum catálogo cósmico de opções previamente apresentadas.”

Começam do zero, por isso diz que é difícil ensinar empreendedorismo, um paradoxo, pois não existe uma fórmula.

“A importância esmagadora dos lucros futuros é contraintuitiva mesmo no Vale do Silício.”

Destaca que pessoas bem- sucedidas acham valor em lugares inesperados, bem como que tecnologias nunca foram um aspecto automático da história.

Fazer pequenas mudanças em coisas já existentes pode levar a um máximo local, mas não ajudará a achar o máximo global.

O novo Ecossistema Digital e os impactos nos negócios, segundo o autor:

  • A não ser que invistam na difícil tarefa de criar coisas novas, as empresas norte- americanas fracassarão no futuro por maiores que sejam seus lucros hoje.

O autor questiona muito uma espécie de capitalismo de compadrio, sem concorrência.

Fala das enormes burocracias administrativas, tanto públicas como privadas, buscar um novo caminho. Ficam esperando por um milagre.

Desculpa o senso comum: “é difícil culpar as pessoas por dançarem conforme a música.”

Afirma que “as crenças convencionais só passam a parecer arbitrárias e erradas em retrospecto. Sempre que uma delas desaba, chamamos a crença antiga de bolha.”

Ou seja, não temos uma ferramenta para dizer que estamos errados fazendo o que todo mundo faz.

Chega a citar que nas organizações mais disfuncionais, sinalizar que o trabalho vem sendo realizado (fingir que está sendo feito) torna- se uma estratégia melhor para o progresso na carreira do que fazer realmente o trabalho.

Note que ele usa o conceito de organizações mais funcionais e outras mais disfuncionais.

Lembra que vivemos hoje num mundo onde quase tudo o que fazemos é repetir o que já foi feito.

Podemos dizer que estamos viciados no “n para 1“.

Lembra que é difícil desenvolver coisas novas em organizações grandes, pois existem hierarquias burocráticas, que avançam lentamente e interesses entrincheirados são avessos ao risco.

Reforça aqui a ideia de Thomas Kuhn (1922 – 1996) que a saída para as crises de anomalia vêm de fora do sistema e não de dentro dele.

Podemos dizer que vivemos hoje uma Anomalia Civilizacional, pois crescemos a população e ainda não havíamos criado novas mídias, que permitissem um novo ciclo inovador.

Lembra que mesmo empresas enormes podem ser maus negócios. Tamanho não é sinônimo de sucesso.

E que basicamente uma empresa é definida por sua capacidade de gerar fluxos de caixa no futuro, independente o tamanho. Para ser valiosa, uma empresa precisa crescer e perdurar, mas muitos empresários enfocam apenas o crescimento de curto prazo.

Frases soltas sobre Cases Digitais:

  • PayPal: queríamos criar uma moeda nova na internet para substituir o dólar americano;
  • Barnes & Noble, muito insatisfeita, moveu um processo três dias antes do IPO da Amazon alegando que esta estava deslealmente se denominando “livraria” quando na verdade era uma “intermediária”.
  • Milhares de desenvolvedores projetam software para dispositivos da Apple porque é aí que estão centenas de milhões de usuários, e estes permanecem na plataforma porque é aí que estão os aplicativos.
  • A biodiversidade da úmida floresta amazônica refletia o primeiro objetivo da Amazon, que era catalogar todos os livros do mundo, e agora representa todo tipo de coisa no mundo, e ponto;
  • A melhor coisa que Jobs projetou foi sua empresa. Jobs viu que você pode mudar o mundo através do planejamento cuidadoso, não ouvindo o feedback de grupos focais ou copiando os sucessos dos outros. O planejamento de longo prazo costuma ser subestimado por nosso mundo do curto prazo indefinido.

Futurismo segundo Thiel:

Thiel é adepto do “Otimismo Definido”, que você constrói o futuro que prevê.

Para um otimista definido, o futuro será melhor do que o presente se ele planejar e trabalhar para torná-lo melhor.

O Otimista Definido promove planos ousados que o o levará de 0 a 1.

Somente num futuro definido o dinheiro é um meio para um fim, não um fim em si mesmo.

É uma prática de homens fortes, que acreditam em causa e efeito acreditavam em criar sua própria sorte trabalhando duro.

Ele acredita que o pessimismo domina grande parte do mundo.

Analisa que existe também otimista indefinido, que acredita que o futuro será melhor, mas ele não sabe como exatamente, por isso não fará planos específicos.

Em vez de trabalhar durante anos para criar um produto novo, os otimistas indefinidos reformulam produtos já inventados.

Otimista Indefinidos são habituados ao progresso sem esforço.

Como o futuro pode melhorar se ninguém o planeja?

O poder do acaso e subestimar a importância do planejamento

Uma empresa com um bom plano definido sempre será subestimada em um mundo onde as pessoas veem o futuro como aleatório.

Sobre a relação homem/máquina de Peter Thiel:

Os computadores são complementos para os humanos, não substitutos.

Os ludistas estão tão preocupados com o fato de que serão substituídos que prefeririam que parássemos totalmente de desenvolver novas tecnologias.

Os negócios mais valiosos das próximas décadas serão desenvolvidos por empresários que buscam fortalecer as pessoas, não torná-las obsoletas.

Tecnologia significa complementaridade.

Homens e máquinas são bons em coisas fundamentalmente diferentes.

As pessoas têm intencionalidade — forjamos planos e tomamos decisões em situações complicadas.

Somos menos bons em compreender quantidades enormes de dados.

Os computadores são exatamente o contrário: destacam-se no processamento eficiente de dados, mas lutam para fazer julgamentos básicos que seriam simples para qualquer ser humano.

O computador indicaria as transações mais suspeitas em uma interface de usuário bem projetada, e operadores humanos fariam o julgamento final de sua legitimidade. se seres humanos e computadores juntos podiam alcançar resultados substancialmente melhores do que qualquer um deles sozinho, quais outros negócios valiosos poderiam se desenvolver com base nesse princípio básico?

Os computadores conseguem achar padrões que escapam aos humanos, mas não sabem como comparar padrões de fontes diferentes ou como interpretar comportamentos complexos.”

Uma conclusão menos sintetizada:

Ele tem uma nova interpretação para o conceito de inovação incremental e disruptiva.

A disruptiva parte do zero e vai para o 1. E a incremental vai do 1 para o n.

Talvez, o conceito 0 para 1 seja mais preciso, de algo completamente novo, seria uma definição mais específica do que estamos chamando de disrupção.

Ele diz que a invenção não tem uma fórmula, faz parte do que ele chamou de “milagre” do ser humano que consegue inventar aquilo que não existe.

Afirma que o futuro da humanidade depende agora de um ciclo de inovações de zero para um, pois não há forma de colocar todos os humanos no mesmo patamar, pois o planeta não vai aguentar.

São dicas para os empreendedores que desejam criar projetos da envergadura de um PayPal.

Fala da importância do Otimismo Definido, que é não deixar o futuro ao acaso, mas estimular que invenções disruptivas possam ser feitas.

O livro vale por:

  • Dicas para empreendedores que querem criar organizações disruptivas (zero para um);

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal021221

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#Peter_Thiel – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Veja aqui o PPT com as sete melhores frases: https://bit.ly/3E7nyuz

Ou o vídeo com as sete melhores dicas: https://youtu.be/LOUHkQoFv5U

Veja aqui as anotações gerais que fiz do livro com menos sintetização: https://bit.ly/3lhK8cE

Mapas mentais do artigo:

Vamos ao artigo:

O livro de Peter Thiel “De zero a um: o que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício” é voltado para um público restrito de empreendedores, que querem fazer projetos globais.

Como o subtítulo já diz, trata sobre a cultura do “o empreendedorismo do Vale do Silício”.

Pessoas do Vale do Silício não pensam pequeno.

É um livro, portanto, para Empreendedores Globais.

Tenho dito que pensar é uma atividade variada, que envolve, entre outras coisas, comparar e classificar.

Primeiro, quando se fala em empreendedorismo e empreendedores é preciso classificar as diferentes iniciativas para poder analisar o livro de Thiel.

Temos as seguintes divisões pelo tipo de inovação:

  • Empreendedores Incrementais (um a n) – aqueles que desenvolvem produtos e serviços já existentes;
  • Empreendedores Disruptivos (zero a um) – aqueles que desenvolvem produtos e serviços novos e revolucionários, que partem do zero.

Temos as seguintes divisões pela perspectiva de mercado:

  • Empreendedores Globais  (de uma região para todo o mundo);
  • Empreendedores Regionais (de uma região para a mesma região, porém não para o mundo).

Temos as seguintes divisões pelo número de envolvidos:

  • Empreendedores Individuais (somente um) – em que uma pessoa sozinha desenvolve as suas atividades;
  • Empreendedores Grupais (mais do que um) – em que um grupo de pessoas desenvolve as suas atividades.

O livro de Thiel é para Empreendedores Grupais, Globais e Disruptivos.

Porém, como esse não é o meu caso, nem da maioria dos meus clientes, acredito que se possa aproveitar, apesar de tudo, várias aspectos do livro para a Narrativa Bimodal.

Listo abaixo:

O 7 pontos que destaco para os BIMODAIS do livro “Zero a Um” por ordem de importância:

  1. homens e máquinas devem se complementares e não competirem. Isso vou levar como algo que ajuda bastante a questionar as visões distópicas sobre IA e variantes, bem como a ideia de que tecnologias substituem os humanos e causam desemprego;
  2. os conceitos “zero a um” e “1 a n” são bons complementos ao da inovação incremental versus a disruptiva, são mais precisos e evitam determinadas confusões de pessoas que estão promovendo mudanças incrementais, mas se consideram disruptivas;
  3. a experiência dele na condução de startups, de alguém que viveu isso é bastante rica. Porém, nem todos os países com sua cultura anti-inovação são capazes de produzir projetos disruptivos como os americanos;
  4. há um reforço a vários pontos da BIMODAIS, tais como: somos uma Tecnoespécie // Necessidade de reinventar a civilização diante da atual complexidade demográfica (ele não usa o termo demografia, mas dá a entender) // e o uso da Animalogia (comparação do sapiens com outras espécies) a visão dele sobre tecnologia como “milagreira” é bem interessante.
  5. a ideia de que existem dois futuros, um que é criado e outro que vai sendo levado (Otimista Definido e Indefinido);
  6. o reforço de que é preciso ir ao passado para se consolidar conceitos, o que consolida nossa ideia de Argumentos e  Conhecimentos Fortes, que procuram trazer fatos e padrões dos nossos antepassados;
  7. a questão da coragem para se conseguir fazer diferença na vida.

As sete melhores frases do livro “De zero a um: o que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício” de Peter Thiel:

  1. “Os seres humanos se distinguem das demais espécies pela capacidade de operar milagres. Chamamos esses milagres de tecnologia.”
  2. “A tecnologia é milagrosa porque nos permite fazer mais com menos, levando nossas capacidades fundamentais para um nível mais alto, nos permitindo, assim, reescrever o plano do mundo.”
  3. “Nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como ser inovador, pois cada inovação é original e única.”
  4. “O pensamento brilhante é raro, mas a coragem é ainda mais escassa do que a genialidade.”
  5. “Disseminar formas velhas de criar riqueza ao redor do mundo resultará em devastação, não em riqueza.”
  6. “O primeiro passo para pensarmos claramente é questionar o que achamos que sabemos sobre o passado.”
  7. “A coisa mais contestadora de todas não é se opor à multidão, mas pensar por si mesmo.”

Meus comentários sobre as melhores frases:

  • “Os seres humanos se distinguem das demais espécies pela capacidade de operar milagres. Chamamos esses milagres de tecnologia.” // “A tecnologia é milagrosa porque nos permite fazer mais com menos, levando nossas capacidades fundamentais para um nível mais alto, nos permitindo, assim, reescrever o plano do mundo.”

COMENTÁRIO:

Aqui temos duas coisas:

– o que chamamos na BIMODAIS de Animalogia;

  • e uma reflexão sobre o papel da tecnologia na sociedade.

Animalogia é a análise sobre a sociedade humana, a partir da comparação da nossa espécie com as demais.

Thiel  reforça a ideia BIMODAL de que somos uma Tecnoespécie e a tecnologia faz grande diferença para o ser humano.

Destaco outra frase boa do livro nessa direção:

“Outros animais são instintivamente induzidos a construir coisas como barragens ou favos de mel, mas somos os únicos capazes de inventar tecnologias novas e formas melhores de fazê-las.”

O que nos leva a seguinte regra (criando em cima do livro dele):

Ninguém conseguirá entender o novo século se NÃO reavaliar o papel  das tecnologias no geral e das mídias no particular na história do Sapiens.

  • “Nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como ser inovador, pois cada inovação é original e única.”

COMENTÁRIO:

Aqui temos a ideia do pouco crédito em receitas prontas para a inovação para o desenvolvimento de empresas que partem do zero.

Porém, uma coisa são pontos conjunturais e outros que são estruturais. Há determinadas regras, inclusive sugeridas pelo autor, do que fazer e o que não fazer, sendo ele, querendo ou não,  uma autoridade sobre o tema.

Podemos dizer que existem autoridades que querem ser autoridades sem lastro e outras autoridades com lastro, que viveram e passaram por experiências relevantes.

Talvez, seja melhor chamar de Influenciador com Lastro.

A frase, de alguma forma, acaba por contradizer o próprio livro, pois Thiel é um Influenciador com Lastro.

Criando em cima do livro dele, eu alteraria a frase dele para:

“Nenhuma autoridade consegue prescrever (como uma receita de bolo fechada) como ser inovador, pois cada inovação é original e única. Pode, porém, haver sugestões de caminhos a serem experimentados feitas por Influenciadores com Lastros.”

  • “O pensamento brilhante é raro, mas a coragem é ainda mais escassa do que a genialidade.”

COMENTÁRIO:

É bem comum em todos os livros sobre inovação ou mudança que se aborde a questão da coragem. Coragem: firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil. Coragem significa enfrentar o senso comum, aquilo que é estabelecido.

Coragem implica, num movimento de dentro para fora, de questionamento das crenças e hábitos, que envolve muitas vezes discordar de amigos, parentes, autoridades diversas.

É uma boa frase para inspirar a inovação.

Porém, criando em cima do livro de Thiel, acredito que é da junção da coragem com a genialidade que temos a liga da inovação, eu mudaria a frase para:

“O pensamento brilhante é raro, mas a coragem também é escassa. Juntar coragem com genialidade é o primeiro grande passo do processo da inovação, que depois precisa contar com vários outros fatores para se fazer a diferença.”

  • “Disseminar formas velhas de criar riqueza ao redor do mundo resultará em devastação, não em riqueza.”

COMENTÁRIO:

Aqui, há um reforço da ideia BIMODAL de que é preciso mudanças disruptivas para enfrentar o novo cenário com muito mas gente no planeta.

É o que falamos da Civilização 2.0, viável agora com as novas tecnologias, principalmente as novas mídias.

Se todos os pobres do mundo passarem a ter a mesma riqueza que os mais ricos, o planeta entra em colapso.

Muitos acreditam que é preciso empobrecer todo mundo ou evitar que os pobres enriqueçam.

A única possibilidade sustentável e que gere prosperidade é uma disruptiva mudança na forma como se produz riqueza.

Podemos encaixar aqui o conceito BIMODAL da Descentralização Progressiva, que é a procura de novas formas de inovar para resolver problemas dos países que cresceram demais.

Temos dito que os países desenvolvidos têm espírito empreendedor, mas não os problemas civilizacionais de larga escala que os menos desenvolvidos. E os países em desenvolvimento enfrentam problemas civilizacionais em larga escala, mas não o espírito empreendedor.

O salto civilizacional quântico inovador neste novo século será o encontro da inovação disruptiva com os problemas civilizacionais em larga escala vindos do terceiro mundo.

Ele usa uma frase boa nessa direção: “Num mundo de recursos escassos, a globalização sem tecnologia nova é insustentável.”

  • “O primeiro passo para pensarmos claramente é questionar o que achamos que sabemos sobre o passado.”

COMENTÁRIO:

Aqui temos um reforço do Conhecimento Forte, que precisa da história para reforçar argumentos.

Mais ainda, criando em cima do livro do Thiel:

Inovar é a capacidade de revisar, de forma adequada, conceitos aparentemente eternos.

  • “A coisa mais contestadora de todas não é se opor à multidão, mas pensar por si mesmo.”

COMENTÁRIO:

Aqui, há um reforço da necessidade de desenvolver a sua Personal Narrativa Profissional uma demanda cada vez maior dentro do atual Ecossistema Digital que demanda cada vez mais um pensamento mais individualizado e independente.

Pensar mais por si mesmo e menos a partir dos outros é o principal personal desafio filosófico de cada Sapiens neste novo século.

As sete Dicas para uma Startup, que podem servir para qualquer tipo de empreendedores e não só os Globais:

  1. “O mercado-alvo perfeito para uma startup são algumas pessoas específicas concentradas juntas e servidas por poucos ou nenhum concorrente, pois toda startup deve começar com um mercado bem pequeno.”
  2. “Os efeitos de rede podem ser poderosos, mas você nunca se beneficiará deles se seu produto não for valioso para os primeiros usuários quando a rede é necessariamente pequena.”
  3. “Uma vez que você crie e domine um mercado de nicho, deve gradualmente se expandir para mercados afins e ligeiramente maiores, pois uma boa startup deveria ter o potencial para a grande escala embutido em seu projeto inicial. As empresas de maior sucesso fazem da progressão central — primeiro dominar um nicho específico e depois aumentar a escala para mercados adjacentes — parte de sua narrativa fundadora.”
  4. “Ao forjar um plano para se expandir nos mercados adjacentes, não seja disruptor: evite a competição o máximo possível. A fabricação enxuta é uma metodologia, não uma meta.”
  5. “A força mais importante de uma empresa nova é o pensamento novo, pois mais importante que a agilidade, o tamanho reduzido proporciona espaço para pensar. É preciso questionar ideias já reconhecidas e repensar os negócios do zero.”
  6. “O crescimento é fácil de medir, mas a durabilidade, não. Se você enfoca o crescimento de curto prazo acima de tudo, ignora a pergunta mais importante que deveria estar fazendo: este negócio ainda existirá daqui a uma década?”
  7. “É preciso certa combinação das seguintes características: tecnologia proprietária, efeitos de rede, economia de escala e branding – a tecnologia proprietária deve ser ao menos dez vezes melhor do que seu substituto mais próximo em alguma dimensão importante para resultar em vantagem monopolista real.”

Meus comentários sobre as melhores dicas:

  • “O mercado-alvo perfeito para uma startup são algumas pessoas específicas concentradas juntas e servidas por poucos ou nenhum concorrente, pois toda startup deve começar com um mercado bem pequeno.”

COMENTÁRIO:

A ideia de começar pequeno aparece em vários livros sobre startups. Aqui temos um reforço.

Começar pequeno e ir testando sem gastar muito vale tanto para uma Startup Global como para o botequim da esquina.

  • “Os efeitos de rede podem ser poderosos, mas você nunca se beneficiará deles se seu produto não for valioso para os primeiros usuários quando a rede é necessariamente pequena.”

COMENTÁRIO:

A base de todos os negócios tem que partir da proposta de que, antes de tudo, é preciso ir de encontro a uma determinada demanda do cliente com algo que o consumidor quer e não tem .

O conceito de Thiel das “tecnologias milagrosas” vai nessa direção.

Podemos dizer, inspirados no livro de Thiel que:

Um empreendedor genial é aquele que consegue juntar o potencial de uma tecnologia incipiente com uma latência desconhecida de um cliente.

É o que se chama no futebol de “ponto futuro”, quando um craque coloca a bola onde o jogador do seu time vai estar e não onde está agora.

  • “Uma vez que você crie e domine um mercado de nicho, deve gradualmente se expandir para mercados afins e ligeiramente maiores, pois uma boa startup deveria ter o potencial para a grande escala embutido na sua narrativa fundadora.”

COMENTÁRIO:

A pergunta que um empreendedor deve se fazer é sempre:

Qual a demanda oculta posso atender com algo novo (um conceito ou uma tecnologia) que ninguém ainda pensou?

  • “Ao forjar um plano para se expandir nos mercados adjacentes, não seja disruptor: evite a competição o máximo possível. A fabricação enxuta é uma metodologia, não uma meta.”

COMENTÁRIO:

Aqui a ideia é evitar competir e sempre procurar ocupar os vácuos do mercado.

  • “A força mais importante de uma empresa nova é o pensamento novo, pois mais importante que a agilidade, o tamanho reduzido proporciona espaço para pensar. É preciso questionar ideias já reconhecidas e repensar os negócios do zero.”

COMENTÁRIO:

A ideia de que é preciso pensar diferente é outro tema recorrente no tema das startups.

  • “O crescimento é fácil de medir, mas a durabilidade, não. Se você enfoca o crescimento de curto prazo acima de tudo, ignora a pergunta mais importante que deveria estar fazendo: este negócio ainda existirá daqui a uma década?”

COMENTÁRIO:

Como criar algo duradouro. Arrisco: quanto mais se atende bem e de forma diferenciada uma Demanda Forte e Latente dos clientes, mais se tem chance de prosperar.

  • “É preciso certa combinação das seguintes características: tecnologia proprietária, efeitos de rede, economia de escala e branding – a tecnologia proprietária deve ser ao menos dez vezes melhor do que seu substituto mais próximo em alguma dimensão importante para resultar em vantagem monopolista real.”

COMENTÁRIO:

São boas dicas para os que vão se arriscar nas startups.

As melhores frases de outros autores citadas no livro de Peter Thiel:

  • “A vitória aguarda aquele que tem tudo em ordem — sorte é como as pessoas chamam isso.” – Roald Amundsen; / 
  • “Homens superficiais acreditam na sorte, acreditam nas circunstâncias.” – Ralph Waldo Emerson;

COMENTÁRIO:

Boas para mostrar o esforço que é preciso para se conquistar coisas.

  • “A loucura é rara nos indivíduos— mas nos grupos, partidos, nações e eras é a regra” – Nietzsche.

COMENTÁRIO:

O problema aqui são as crenças tóxicas.

Vamos ao questionário padrão sobre o livro para fechar a análise.

Quem indicou?

O livro veio na sequência da leitura do livro Padrão Bitcoin, que comentei aqui.

Qual é o objetivo do livro?

Deixo com o autor definir:

“De zero a um é um livro sobre como construir empresas que criem coisas novas. Embora eu tenha observado muitos padrões e os relate aqui, este livro não oferece nenhuma fórmula para o sucesso.

Neste livro, não estamos interessados em empresas desonestas ou favorecidas por governos.

Por “monopólio” designamos o tipo de empresa que é tão boa no que faz que nenhuma outra consegue oferecer um substituto próximo.

Este livro é sobre as perguntas que você precisa fazer e responder para ter sucesso no ramo de criar coisas novas: o que se segue não é um manual ou um registro de conhecimentos, mas um exercício de pensamento.”

O que posso comentar da forma?

O livro tem leitura fácil, pois o autor conta a sua experiência, que está bem refletida e amadurecida.

O que não gostei?

Diversos conceitos como “Monopólio” e “Monopolistas“, por exemplo, bem como “concorrência perfeita” não expressam bem o que ele quer dizer. Mercado sem concorrentes relevantes e mercado com muitos concorrentes expressam melhor o que ele está dizendo.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

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O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal011221

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#Futurismo_Bimodal – o que nos diferencia de outros futuristas e de outras escolas de futurismo?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Vivemos um daqueles momentos em que o risco maior talvez seja não apostar em nada.”  –  John Elkington.

Devido a extensão do artigo, dividi em duas partes:

Futurismo é o ramo da história que analisa padrões para construir cenários.

No DNA do Futurismo se analisa a essência humana. O que não muda NUNCA no ser humano para que possamos começar a analisar aquilo que se altera?

Estudar cenários futuros é um jogo de separação entre o que é estrutural e o que é conjuntural na espécie humana.

Vimos na primeira parte o DNA do Futurismo, o detalhamento do que é a essência humana.

Neste artigo, vamos detalhar o restante.

Tratemos, porém, de um complemento necessário ao primeiro artigo.

Podemos dizer que temos dois tipos de Futurismos no antes e no Pós-Digital:

O Futurismo 1.0 – era praticado em um cenário ESTÁVEL, no qual as projeções futuras de curto, médio e longo prazo eram razoavelmente previsíveis.

Por quê?

As teorias das Ciências Sociais ainda eram válidas.

Um Futurista opera com padrões históricos e precisa das bases teóricas das Ciências Sociais para guiá-lo.

Nas organizações tradicionais, o Futurismo 1.0 era responsabilidade do setor de Inteligência Competitiva.

O Futurismo 2.0 – passa a ser demandado, pois, depois da chegada da nova mídia, passamos a viver em um cenário INSTÁVEL, no qual as projeções de curto, médio e longo prazo passaram a ser imprevisíveis.

Por quê?

As teorias das Ciências Sociais deixaram de ser válidas e precisam de um reajuste. Não é de surpreender que os Futuristas acabem por rever as bases das Ciências Sociais, pois elas são a sua ferramenta de trabalho.

Neste desafio para entender o cenário futuro se tornou URGENTE compreender o papel das mídias na Macro História humana, que foi relegado ou ignorado pelas teorias sociais de plantão. 

Vivemos no Pós-Digital, o que o epistemólogo americano Thomas Kuhn (1922 – 96) definiu como Anomalia Conceitual: momento de crise no conhecimento, quando se torna OBRIGATÓRIA a revisão das bases de determinada ciência, no caso agora, das Ciências Sociais.

Na Parte I, abordamos basicamente quais são as Essências Humanas, o ponto inicial do Futurismo 2.0 (ver aqui), 

Passemos aos outros pontos que são as escolhas da BIMODAIS nas diferentes questões do Futurismo 2.0:

2 – FOCO

Podemos ter o Futurismo Generalista, que procura prever macrotendências em toda a sociedade, bem como o Futurismo Competitivo que foca ESPECIFICAMENTE no que vai gerar valor para profissionais e organizações, que pode se desdobrar para setores específicos Futurismo Competitivo na Educação, no Direito, etc.

Detalhe: Futurar em um determinado setor implica OBRIGATORIAMENTE operar com o Futurismo Competitivo aplicado em um determinado setor;

Existem várias possibilidades de Futurismo, conforme o cliente que se está atendendo no processo de Futuração.

A BIMODAIS optou pelo Futurismo Competitivo Generalista, que se arrisca a criar uma base, que nos permite analisar as tendências de vários setores da sociedade.

Quando falamos, portanto, de Futurismo Competitivo,  a intenção é definir o tipo de cliente da BIMODAIS.

3 – ARGUMENTAÇÃO

É preciso buscar padrões estruturais do Sapiens, a partir de estudos históricos, procurando construir, através de Argumentos Fortes um Conhecimento Futurista Forte, evitando achismos e percepcionismos.

Diante da magnitude das mudanças atuais, é muito pouco eficaz o estudo dos fatos atuais, pois não se consegue separar o que é conjuntural do que é estrutural. Só uma revisitação na história permite a um Futurista enxergar mais longe.

Vivemos hoje o fim de uma Era Civilizacional e é preciso entender como se iniciam e terminam tais Eras para projetarmos o futuro de curto, médio e longo prazo.

Tal metodologia visa questionar as análises de futuro baseado em percepções, achismos e pesquisas factuais, sem entender o contexto geral da mudança.

Vivemos hoje um cenário disruptivo, no qual as bases teóricas das Ciências Sociais precisam ser revistas, a partir da análise de padrões históricos.

Quando falamos, portanto, de Argumentos Fortes,  a intenção é definir o tipo de análise feita para se chegar às macrotendências futuras.

4 – ATUALIZAÇÕES

Porém, não basta o estudo histórico, se o Futurista 2.0 não estiver empenhado em reinventar a metodologia da pesquisa, através da revisão constante e permanente da Narrativa Futurista.

É recomendável o uso dos próprios recurso do Digital, através da produção de conteúdo online, diária e interativa com os clientes interessados em todo o arcabouço conceitual que envolve a Futuração;

A formação BIMODAL prevê a intensa participação dos clientes interessados em entender o futuro com menos incertezas.

5 – FORMAÇÃO

Outro ponto importante é a inovação na própria formação, através de imersões semestrais e não cursos isolados, garantindo uma continuidade da visão e um envolvimento maior dos Futuristas BIMODAIS.

É preciso não só criar uma formação passageira, mas reter as pessoas em ambientes que permitam um envolvimento permanente com os novos conceitos.

Quando temos mudanças disruptivas na forma de pensar e agir é necessário a criação de espaços permanentes de interação não só para fixar a visão, mas não deixar que se volte para a antiga.

6 – INFLUÊNCIAS

Assumir as influências é algo fundamental, pois nos permite entender que não estamos partindo do zero, mas aprimorando o trabalho de outros que nos precederam.

A BIMODAIS tem três grandes influências, uma principal e duas secundárias:

A principal:

  • Escola de Comunicação de Toronto (McLuhan/Lévy) – que estuda os padrões históricos das Revoluções de Mídia. Aqui, fortalecemos a nossa visão do Fenômeno das Revoluções de Mídia.

As secundárias:

  • Objetivismo (Ayn Rand) e a visão de Revoluções Científicas (Thomas Kuhn) – a primeira nos permite enxergar o ser humano como uma espécie que usa o conhecimento para sobreviver e Kuhn nos lega a visão de que o conhecimento é algo sempre em processo, com momentos de Anomalias Conceituais.  Aqui, fortalecemos a nossa visão Epistemológica, que nos permite criar o novo campo do Futurismo e rever as bases teóricas das Ciências Sociais.
  • Escola Austríaca de Economia (Mises e Hayek) – que nos ajuda a perceber as duas essências humanas relevantes, principalmente as da Sensatez Progressiva e da Descentralização Progressiva.

É isso, que dizes?

Colaboraram os Bimodais: (que participaram da Live Bimodal de Novembro) Rodrigo Palhano, Fernanda Pompeu, Renato Azevedo e Jorge Galhardo.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal301121

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#Aprendizado_2.0 – dicas para se se atualizar num mundo mutante?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

 

Para abordar o tema com mais cuidado, resolvi dividir em dois Artigos:

Aprendizado 2.0: dicas para se se atualizar num mundo mais mutante – Parte I
Aprendizado 2.0: dicas para se se atualizar num mundo mais mutante – Parte II

Vamos ao artigo:

“A educação é a iluminação de uma chama, não o enchimento de um recipiente.”  – Sócrates.

Vivemos hoje uma mudança no Ecossistema Humano.

Estamos evidentemente passando de um mundo menos para um mais mutante, pois as mudanças foram aceleradas por causa da nova mídia.

Temos exponencialmente mais gente interagindo, informando, inovando e isso acelerou o processo das mudanças.

A Revolução Midiática traz uma série de mudanças na forma como sobrevivemos.

Passamos de uma mídia mais vertical e controlada para uma mais horizontal e distribuída e isso tem implicações diversas, incluindo na forma como uma profissional deve aprender e reaprender.

NO NOVO CENÁRIO PÓS-DIGITAL, temos os aumentos exponenciais:

  • da informação – pois cada usuário passou a ser uma fonte informacional;
  • da cooperação –  com cada vez mais gente interagindo com mais gente;
  • da inovação –  a partir da cooperação mais horizontal, gerando cada vez mais novidades, de forma cada vez mais rápida;
  • da competição –  o que nos leva a um cenário mais competitivo.

O Mundo Pós-Digital exige que o Profissional 2.0 seja muito mais maduro do que o 1.0.

Obviamente, que temos nesse processo a demanda pelo Aprendizado Profissional 2.0.

Estamos saindo de um Aprendizado Profissional 1.0 para o 2.0, com as seguintes diferenças:

  • Mais Estático – para – Mais Dinâmico;
  • Mais Vertical – para – Mais Horizontal;
  • Mais Organizacional – para – Mais Startupizador;
  • Menos Autônomo – para – Mais Autônomo;
  • Menos Permanente – para – Mais Permanente;
  • Mais Focado para Menos Focado.

A BÚSSOLA DO APRENDIZADO:

Dentro deste novo Ecossistema Digital, o Profissional 2.0, aos poucos, vai deixando de ser uma “peça” dentro de uma “engrenagem” organizacional e vai se Startupizando.

Temos um aumento exponencial do trabalho autônomo.

Além disso, quem está empregado dentro de uma Organização Tradicional precisa estar atualizado para que possa competir neste novo cenário.

Ou seja, todos têm que aprender a aprender.

Só que o tradicional modelo de aprendizagem do passado, num mundo mais lento, não é o mesmo que é exigido neste mundo mais mutante.

A mudança no aprendizado não é apenas quantitativa, na qual se obtém técnicas de aprendizado.

Você não resolve o problema lendo mais e mais.

É preciso uma mudança filosófica na forma como você aprende!

Você precisa aprender de outra forma, pois é preciso aprender bem, ter um roteiro para separar o cada vez maior joio do cada vez menor trigo.

E para isso você precisa ter uma Bússola do Aprendizado.

Na Bússola do Aprendizado você precisa definir:

  • qual é a meta?
  • o que é o joio e o que é o trigo?
  • como ler menos e apreender mais?
  • como não se perder e saber que está indo na direção adequada?

Voltaremos a falar disso na Parte II.

É isso, que dizes?

Colaborou a Bimodal: Fernanda Pompeu.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

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GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

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GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal291121

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#Futurismo_Bimodal – o que nos diferencia de outros futuristas e de outras escolas de futurismo?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Mapa Mental do Artigo:

Vamos ao artigo:

“Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.”  – Sócrates.

Devido a extensão de temas abordados no artigo, dividi em duas partes:

Futurismo é a progressiva tentativa de perceber as macrotendências futuras no médio e longo prazo.

Futurismo não foi inventado agora, mas está, por necessidade, precisando ser melhor estruturado.

Futurismo está deixando de ter aquele aspecto de vidência e começando a ganhar status de ciência.

Num mundo com uma Taxa de Mutação muito maior que a anterior, a construção de cenários futuros mais consistentes é um diferencial importante.

Podemos dizer que no Futurismo temos os seguintes desafios:

  • Essência – quais são as características essenciais do Sapiens, que não mudam nunca?
  • Foco – quem é o cliente dentro das várias possibilidades de Futuração?
  • Argumentação – qual é o embasamento conceitual para fazer as projeções mais consistentes (fortes)?
  • Atualizações – como é feita a revisão das projeções, a partir de possíveis equívocos ou necessidade de melhorias?
  • Formação – qual é o melhor método de formação de novos Futuristas?
  • Influências – quais são as influências conceituais que o Futurista sofreu: elas mais ajudam ou mais atrapalham?

Das respostas a serem dadas a estas perguntas, podemos diferenciar os diferentes Futuristas e as distintas Escolas de Futurismo.

Vejamos as escolhas feitas pela BIMODAIS, que está completando agora em dezembro três anos de existência,  com mais de 300 alunos, que passaram pelas nossas imersões:

  • Essência – o ser humano tem Cinco Essências Fundamentais (que vou detalhar mais abaixo);
  • Foco – Futurismo Competitivo voltado para empresas e profissionais;
  • Argumentação – busca de padrões, a partir de estudos históricos, procurando construir um Conhecimento Forte;
  • Atualizações – atualização online, diária e interativa da Narrativa Futurista;
  • Formação – através de imersões semestrais para que os alunos possam “respirar continuamente e coletivamente ares novos”;
  • Influências – Escola de Comunicação de Toronto (McLuhan/Lévy), Objetivismo (Ayn Rand), Revoluções Científicas de Thomas Kuhn e Escola Austríaca de Economia (Mises e Hayek).

Neste artigo vamos abordar as Cinco Essências Humanas Imutáveis:

  1. o Essencialismo– sim existem essências humanas, que não se modificam no tempo;
  2. a Sensatez Progressiva – se analisamos todo o planeta e o longo prazo, as decisões que tomamos sempre do pior para o melhor, com alta Taxa de Sensatez;
  3. a Sobrevivência Progressiva – a capacidade que temos de recriar a forma como nós sobrevivemos, através de melhorias contínuas na forma como nos comunicamos e nos administramos;
  4. a Complexidade Demográfica Progressiva – nossa tendência de sempre estarmos aumentando o número de Sapiens no planeta;
  5. a Descentralização Progressiva – a necessidade que temos de sempre criar Modelos de Sobrevivência, que permitam o aumento das taxas de Cooperação Horizontalizada.

ESSÊNCIA I – O ESSENCIALISMO – O QUE NÃO MUDA NUNCA

Todo Futurista de Excelência terá como inicial e principal desafio o de definir quais são as as Essências Humanas Imutáveis.

Essência é aquilo que é o mais básico, o mais central, a mais importante característica de um ser ou de algo. Essência é algo que não se modifica no tempo.

Essências Humanas Imutáveis são aquelas que, como o nome sugere, não se modificam no tempo. São elas as bases iniciais de escolha de qualquer futurista.

Toda pessoa que se arrisca a projetar o futuro, mais dia ou menos dia, precisará escolher quais são as Essências Humanas Imutáveis.

Assim, antes de tudo, é preciso aceitar e procurar definir quais são estas essências.

ESSÊNCIA II – A SENSATEZ PROGRESSIVA – DO PIOR PARA O MENOS PIOR

Quando os BIMODAIS analisam o passado em busca de padrões, percebemos que o Sapiens optou sempre pela Sensatez Progressiva.

Quando falamos em Sensatez Progressiva estamos definindo o seguinte:

  • a adoção de repetir e manter decisões tomadas que tiveram repercussão de longo prazo e na maior parte dos lugares, procurando sempre os Conhecimentos Fortes, gerando Zonas de Atração e se espalhando para as demais;
  • a Sensatez Progressiva pode ser constatada, através da comparação da qualidade de sobrevivência do passado com o presente, levando em conta sempre os novos problemas gerados pelo aumento populacional.

Mas não tivemos decisões insensatas no passado, tais como guerras e holocaustos? Sim, tivemos.

Porém, a espécie insistiu nestas decisões insensatas ou procurou contornar?

Mas o aumento populacional é sensata?

Pode até não ser, mas acabamos por criar alternativas para que este aumento deixe de ser um problema e passe a uma solução, como estamos fazendo agora com a Revolução Digital.

Quando um Futurista procura as Essências Humanas Imutáveis e percebe a opção pela Sensatez Progressiva, passa a ter uma visão otimista e positiva do futuro, pois há algo em nós que pode até cometer erros, mas há também uma não insistência quando eles acontecem.

De maneira geral, visões pessimistas diante do futuro, são feitas por Futuristas que não acreditam na Sensatez Progressiva.

Quando falamos em Decisões Metodológicas Sensatas estamos definindo o seguinte:

  • decisões tomadas que tiveram repercussão de longo prazo;
  • na maior parte do planeta;
  • e que podem ser aferidas, através da comparação de Modelos de Sobrevivência mais Verticais para cada vez mais Horizontais.

ESSÊNCIA III – A SOBREVIVÊNCIA PROGRESSIVA 

Nossa tendência de sempre estarmos recriando nossa forma de sobreviver, a partir de novas tecnologias e conceitos.

ESSÊNCIA IV- A COMPLEXIDADE DEMOGRÁFICA PROGRESSIVA

Quando é possível, o Sapiens opta por aumentar a população.

Aumentos populacionais geram a necessidade de centralização e massificação para resolver o problema de sobrevivência e, por causa disso, se gera a demanda por novas tecnologia e conceitos, que permitam voltar ao processo de descentralização.

ESSÊNCIA V – A DESCENTRALIZAÇÃO PROGRESSIVA – DO MAIS VERTICAL PARA O MAIS HORIZONTAL

Quando os BIMODAIS olham para o passado, por exemplo, percebem que o ser humano optou pela Descentralização Progressiva.

Quando um Futurista procura a essência humana e percebe a opção pela Descentralização Progressiva, passa a ter uma visão descentralizadora do futuro, pois há algo em nós que pode até centralizar, mas quando tem novas tecnologias que permitem, caminhamos para a descentralização.

O objetivo é o de permitir que mais pessoas participem das suas respectivas operações e decisões na vida para que possamos lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Como temos a Sobrevivência Progressiva e, por causa disso, praticamos a Complexidade Demográfica Progressiva, temos que praticar, de forma sensata, a Descentralização Progressiva.

Mas não tivemos centralizações no meio do caminho? Sim, tivemos.

Porém, a espécie insistiu nestas centralizações ou procurou contornar?

É isso, que dizes?

Colaborou o Bimodal: Rodrigo Marques (sugerindo realizar os Mapas Mentais).

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal261121

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#Daniel Dal’laqua – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Que tipo é de autor?

Veja aqui o PPT com as sete melhores dicas: https://bit.ly/3cW8rIN

Ou o vídeo com as sete melhores dicas: https://youtu.be/3FysyEFoUXw

 

Mapa mental do artigo (não é do livro, pois fiz ajustes):

Vamos ao artigo:

As sete melhores dicas do livro “Aprender a Aprender” de Daniel Dal’laqua:

  1. “Mudanças no mercado serão cada vez mais velozes e exponenciais e, como consequência natural, uma profissão que existe hoje pode não existir mais amanhã. Por isso, aprender a aprender será essencial para nos manter competitivos e úteis na sociedade.”
  2. “A internet veio para revolucionar e democratizar o conhecimento no final do século XX, por causa disso nunca houve tanta informação disponível e com tamanha abundância na história da humanidade.“
  3.  “Falar em aprendizado sem falar em hábitos me parece não fazer muito sentido.”
  4. “Pessoas competentes ajustam sua auto avaliação quando recebem um feedback apropriado.”
  5. “20% de conhecimento são responsáveis por 80% de seus resultados, assim, iniciar estudos pelos fundamentos de qualquer economiza tempo e permite se ter um entendimento mais profundo desde o início.”
  6. “Uma pessoa sem foco estará muito mais desatenta e terá muito mais dificuldade em reter a nova informação recebida.”
  7. “Ser autodidata significa ser uma pessoa que, com esforço, estudo e prática, busca conhecimento e instrução por conta própria, sem ajuda de mestres.”

Meus comentários sobre as Dicas de Dal’laqua:

  • “Mudanças no mercado serão cada vez mais velozes e exponenciais e, como consequência natural, uma profissão que existe hoje pode não existir mais amanhã. Por isso, aprender a aprender será essencial para nos manter competitivos e úteis na sociedade.”

COMENTÁRIO:

Na BIMODAIS, cunhamos o conceito Certeza Provisória Razoável, que vai na direção deste aprendizado contínuo, mas sempre com a preocupação de que algo precisa ser consolidado para que se possa tomar decisões. Porém, quando se chega a determinado conhecimento, que permite decisão, se sabe que  é provisório e pode ser modificado, quando se percebe falhas, contradições ou se chega um argumento ainda melhor.

  • “A internet veio para revolucionar e democratizar o conhecimento no final do século XX, por causa disso nunca houve tanta informação disponível e com tamanha abundância na história da humanidade.”

COMENTÁRIO:

Aqui, vale lembrar a frase de Clay Shirky: “Não temos um problema de excesso de informação, mas de filtros”. E temos que dividir nossa busca por dois tipos de filtros: os Filtros Exógenos, aqueles que são feitos por tecnologias e metodologias e são usados por todos nós. E os Filtros Endógenos, aqueles que cada pessoa precisa criar, através de mudanças objetivas e subjetivas para que possa analisar melhor a informação e separar as que são mais válidas e úteis das demais.

  •  “Falar em aprendizado sem falar em hábitos me parece não fazer muito sentido.”

COMENTÁRIO:

Na BIMODAIS, criamos o conceito de Rotina Criativa, que é o de se estabelecer práticas, que vão incrementalmente melhorando, a cada problema que surge, com uma atividade constante para que possamos sempre aperfeiçoar nossa forma de pensar e agir. Quem não tem uma rotina tem problemas, porém ela não pode ser estática, precisa ser criativa.

  • “Pessoas competentes ajustam sua auto avaliação quando recebem um feedback apropriado.”

COMENTÁRIO:

Aqui vale, de novo, o conceito da Certeza Provisória Razoável, que é feito através da metodologia do Diálogo Criativo, no qual vai se criando metodologias para que as conversas sejam cada vez mais produtivas e se possa sempre produzir argumentos melhores de ambos os lados. Porém, para que um Diálogo Criativo ocorra os dois lados precisam estar abertos a mudar, considerando que o parceiro de diálogo é uma fonte de informação válida.  

  • “20% de conhecimento são responsáveis por 80% de seus resultados, assim, iniciar estudos pelos fundamentos de qualquer economiza tempo e permite se ter um entendimento mais profundo desde o início.”

COMENTÁRIO:

Aqui é importante ressaltar que os 20% do conhecimento fundamental está na concepção que deve se procurar a raiz dos FDPs – Fenômenos, Desconfortos e Problemas, que determinados clientes enfrentam e sentem, sendo papel dos Profissionais de Excelência lidar, de forma cada vez melhor, com eles.

  • “Uma pessoa sem foco estará muito mais desatenta e terá muito mais dificuldade em reter a nova informação recebida.”

COMENTÁRIO:

O foco no estudo profissional deve ser sempre na melhoria do atendimento ao cliente. Fugindo da ideia de um estudo para o próprio profissional. É o que podemos chamar de Aprendizado Ágil (participativo e mutante) e Focado (sempre pensando num cliente específico).

  • “Ser autodidata significa ser uma pessoa que, com esforço, estudo e prática, busca conhecimento e instrução por conta própria, sem ajuda de mestres.”

COMENTÁRIO:

O autodidatismo é uma macrotendência do novo século e demanda mudanças dos profissionais, que precisa aliar o seu FDP (Fenômeno, Desconforto e Problema) do cliente com o seu Potencial Raiz (aquele que temos mais facilidade de resolver determinados problemas do que outros) e procurar melhorar a forma de pensar e agir sobre ele, sempre num processo do Aprendizado Ágil feito para, com e, se possível, financiado pelo cliente.

As 7 melhores frases de outros autores citadas no livro de Daniel Dal’laqua:

  1. “Os analfabetos do próximo século (XXI) não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender.” – Alvin Toffler;
  2. “A simplicidade é o último grau da sofisticação.” – Leonardo Da Vinci;
  3. “O que não é medido, não é gerenciado.” – Peter Drucker;
  4. “Nós todos sofreremos uma de duas dores: A dor da disciplina ou a dor do arrependimento.”  – Jim Rohn;
  5. “Excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.” – Will Durant;
  6. “É mais fácil enganar pessoas do que convencê-las de que foram enganadas.” – Autor desconhecido;
  7. “A educação é a iluminação de uma chama, não o enchimento de um recipiente.” – Sócrates.

Os meus comentários sobre as 7 melhores frases de outros autores citadas no livro de Daniel Dal’laqua:

  • “Os analfabetos do próximo século (XXI) não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender.” – Alvin Toffler;

COMENTÁRIO:

Aqui é preciso a atitude epistemológica da Certeza Provisória Razoável dentro da metodologia do Estudo Ágil.

  • “A simplicidade é o último grau da sofisticação.” – Leonardo Da Vinci;

COMENTÁRIO:

Uma boa frase para falar da fundamental e necessária capacidade de sintetizar o conhecimento nos dias de hoje de forma criativa e interessante. O uso de mapas mentais vai nessa direção.

  • “O que não é medido, não é gerenciado.” – Peter Drucker.

COMENTÁRIO:

Já usei a frase para falar do conhecimento. Conhecimento que não pode ser medido, não pode ser gerenciado, como falamos no artigo sobre o Conhecimentocentrismo.

  • “Nós todos sofreremos uma de duas dores: a dor da disciplina ou a dor do arrependimento.”  – Jim Rohn.
  • “Excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.” – Will Durant.

COMENTÁRIO:

Duas boas frases para reforçar a necessidade de se praticar a Rotina Criativa.

  • “É mais fácil enganar pessoas do que convencê-las de que foram enganadas.” – Autor desconhecido.

COMENTÁRIO:

Uma boa frase para ilustrar as dificuldades que as pessoas têm de mudar.

  • “A educação é a iluminação de uma chama, não o enchimento de um recipiente.” – Sócrates.

COMENTÁRIO:

A ideia de que aprender é um ato criativo e não repetitivo. Na verdade, o aprendizado dentro de um ambiente cada vez mais inovador precisa ser cada vez mais criativo. As pessoas nesse mundo mais mutante têm que se sentir muito mais um verbo do que um substantivo.

Quem indicou?

O livro veio na sequência de outras leituras, indicado por “Dona Amazon“. 😉

Qual é o objetivo do livro?

Facilitar o aprendizado, através de uma coletânea de dicas de autores que se dedicaram sobre o tema.

O que posso comentar da forma?

O livro flui muito bem. O autor tem um jeito fácil de narrar. Cita muitos autores. É de fácil leitura.

O que não gostei?

O autor fala basicamente do aprendizado profissional, fala muito em foco, mas não define o que considero básico: todo o Profissional de Excelência deve estudar, de forma permanente, para atender melhor a um determinado cliente e não para o próprio interesse do profissional.

Sem o norte do estudo para e com o cliente, num mundo que exige cada vez mais autodidatismo a chance de se perder é gigantesca!

Por isso, estamos desenvolvendo aqui na BIMODAIS o conceito do Aprendizado Ágil, que é feito na interação constante do profissional-cliente.

O Aprendizado Ágil tem as seguintes características: produção contínua de conhecimento online, interação constante com os clientes interessados. É um modelo de estudos, que se aproxima muito do desenvolvimento de softwares, sempre em modificação, versionado.

Síntese em cinco tópicos:

O livro NÃO traz grandes novidades, mas reforça e relembra vários pontos relevantes.

Destaco o seguinte, acrescentando o que acho que o livro me despertou e agregando ao que o autor disse:

  1. vivemos hoje a passagem do Aprendizado Desfocado, ou do Aprendizado para o seu gerente  para um Aprendizado para o seu cliente;
  2.  isso reforça muito a demanda pela autodidatismo focado, num modelo de Aprendizado Ágil, sempre em contato permanente, contínuo e interativo com o cliente; 
  3. é preciso desenvolver a auto avaliação constante, através da Certeza Provisória Razoável; 
  4. muito importante o que o autor chama a atenção de que “20% do conhecimento é a base de tudo”, a partir das ideias de Vilfredo Pareto (1848 – 1923). Os outros 80% partem destes 20%. Mas o que seria os 20%? A meu ver, está diretamente ligado à procura das causas e consequências, do FDP (Fenômeno-Desconforto-Problema) escolhido por cada profissional; 
  5. o Aprendizado Ágil focado, bancado e com o cliente evita que o profissional se perca em digressões.

Vou escrever um artigo sobre o Aprendizado Ágil inspirado nas provocações do livro.

É isso, que dizes?

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O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo.

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#conhecimentocentrismo – quando o conhecimento deixa de ser uma ferramenta para se viver melhor e passa a ir do nada para lugar nenhum.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“Para os outros animais, a questão da sobrevivência é primordialmente física. Para o homem, primordialmente epistemológica.”  – Rand.

Muitos epistemólogos (que estudam os critérios de como chegar a uma verdade melhor) consideram o conhecimento como um fim em si mesmo.

Falta a eles a visão Randiana, de Ayn Rand (1905 – 82), de que para o Sapiens o conhecimento é o principal diferencial competitivo para a sobrevivência.

Sem conhecimento, ainda estaríamos no alto das árvores como os macacos.

O conhecimento humano tem duas funções para o Sapiens:

  • tem que ser válido;
  • e ao mesmo tempo útil.

Um conhecimento útil mais inválido gera problemas. Bem como, um que é válido, mas não é útil.

O foco da utilidade e validade do conhecimento é sempre focado no que agrega a melhoria da nossa sobrevivência.

Peter Drucker dizia que “não é possível gerenciar algo que não se possa medir”.

E o conhecimento só pode ser medido, quando analisado do ponto de vista da sobrevivência.

Um Conhecimento Eunuco é aquele que pode ser interessante, mas não pode ser validado, pois não é usado para a sobrevivência.

Todo conhecimento que nos ajuda a sobreviver melhor e gera mais prosperidade, como vimos aqui, é um Conhecimento Forte.

E vice-versa.

Todo conhecimento que NÃO nos ajuda a sobreviver melhor e gera menos prosperidade, como vimos aqui, é um Conhecimento Fraco.

Porém, temos uma péssima tendência a achar que o conhecimento é um fim em si mesmo, o que nos leva a um looping infinito.

Podemos chamar essa visão do conhecimento pelo conhecimento de Conhecimentocentrismo.

No Conhecimentocentrismo temos a metáfora do cachorro tentando pegar o próprio rabo ou se preferirem, um saco sem fundo, que vai do nada a lugar nenhum.

O conhecimento válido e útil só pode ser verificado se ajuda em algo na sobrevivência.

Muitas pesquisas que são feitas na academia, muitas vezes são até válidas, mas totalmente inúteis. Ou são extremamente úteis, mas não são válidas.

O Conhecimentocentrismo é uma abordagem epistemológica que ignora o nosso lado animal de uma espécie, como todas as outras, que tem como foco principal a sobrevivência.

O Conhecimentocentrismo não percebe que:

Todo o conhecimento – só pode ser chamado de conhecimento – se em algum momento ele se transforma em algo que é passível de medição na sua capacidade de nos ajudar a sobreviver melhor.

Podemos ter curiosidades infinitas, mas NÃO são Conhecimentos Úteis e Válidos.

E aí temos uma diferença entre curiosidades e conhecimento. Uma curiosidade não precisa ser validada, o conhecimento precisa.

Sim, a realidade pode ser expressa de diversas maneiras, para isso temos o campo artístico, mas quando falamos de sobrevivência humana, estamos falando do campo científico, que demanda conhecimentos úteis e válidos.

Quando falamos da sociedade e da sua sobrevivência, é fundamental que as decisões sejam baseadas em Conhecimentos Fortes.

Quando falamos de Conhecimento Profissional, então,  o foco é este: deixar de lado o Conhecimentocentrismo e passar a usar o Conhecimento para a Sobrevivência.

Um Profissional de Excelência é aquele que viabiliza uma melhor sobrevivência para a espécie, através da melhoria contínua de algum tipo de Item de Consumo que produz para um determinado cliente.

Um profissional e nem um cientista, assim, NÃO procura:

  • conhecimentos no geral, mas Conhecimentos Fortes (válidos e úteis) para seus clientes;
  • um conhecimento NÃO para seu próprio deleite, mas para melhorar a vida de alguém.

Um profissional, quando estuda para o melhorar o seu desempenho no trabalho, tem o foco de melhorar a vida do cliente.

Um profissional precisa evitar o Conhecimentocentrismo e isso só é possível quando ele foca os seus estudos na melhoria de vida do cliente.

Quando assistimos a debates intermináveis sobre se um conhecimento é válido ou não é válido e se apela para um campo lógico que não tem fim, pode ter certeza que está se caindo na “casca de banana” do Conhecimentocentrismo.

É isso, que dizes?

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O áudio do artigo.

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#conhecimento_forte – o que é – causas e consequências?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“A mente humana é uma ferramenta básica para sobrevivência.” – Rand.

Todas as espécies vivas usam algum tipo de conhecimento para sobreviver.

O conhecimento, assim, é uma Ferramenta de Sobrevivência para qualquer espécie.

No caso do Sapiens, diferente das outras espécies, nós:

  • criamos um Conhecimento Não Genético (utilizado apenas pelo Sapiens, diferente das outras espécies, que se utilizam do Genético);
  • passamos o Conhecimento Não Genético de uma geração para outra, podemos chamar o nosso conhecimento de Conhecimento Tecnocultural;
  • e testamos os Conhecimentos Não Genéticos ou Tecnocultural, descartando e adotando aqueles que ajudam mais ou menos na nossa sobrevivência.

Desse ponto de vista, podemos dizer que, com o tempo, os Conhecimentos Humanos vão sendo validados, a partir da sua utilidade para a nossa sobrevivência.

  • Conhecimentos Fortes são aqueles que nos ajudam a sobreviver melhor;
  • E Conhecimentos Fracos são aqueles que NÃO nos ajudam a sobreviver melhor.

Muitos podem perguntar quem julga o que é um Conhecimento Forte ou Fraco?

É você Nepô?

Reposta: não, o tempo.

O tempo é o principal definidor do que é um Conhecimentos Forte e o que é um Fraco.

O tempo é o melhor “desinfetante” para todos os conhecimentos que não funcionam.

E quando falamos de tempo, há conhecimento que são testados no curto, no médio e no longo prazo.

Os Conhecimentos Fortes SEMPRE resistem no longo prazo.

Os Fracos podem até sobreviver por um período curto ou médio, mas logo acabam por ser abandonados.

Feita esta separação, podemos agora fazer uma relação da variação das Taxas de Conhecimento Fraco ou Forte com as Mídias.

As Mídias são responsáveis pela circulação dos conhecimentos na sociedade e:

  • conforme a Topologia Midiática, permitem mais ou menos controle por parte de um Centro de Poder;
  • conforme o seu tempo de uso, permitem mais ou menos controle por parte de um determinado Centro de Poder.

Topologia Midiática é a característica técnica de cada Mídia, que define o Modelo de Intermediação mais ou menos Vertical, mais ou menos Horizontal.

Quando temos Mídias  com uma Topologia mais Vertical utilizadas por longo tempo por um determinado Centro de Poder, temos uma tendência na difusão de Conhecimentos Favoráveis.

Conhecimentos Favoráveis são aqueles que nem sempre valem pela sua consistência, mas pelo reforço de uma determinada Narrativa Dominante de um determinado Centro de Poder.

Um Centro de Poder é formado por grupos de pessoas e organizações, que têm mais influência sobre as regras da sociedade, incluindo uma influência maior sobre as Mídias de Plantão.

Conhecimento Favoráveis tendem a ser mais conjunturais, de uso para o curto prazo, e, portanto,  têm uma taxa maior de Conhecimento Fraco, pois não seguem a principal premissa de um Conhecimento Forte: comparação histórica para avaliar a relação uso/praticidade daquele conhecimento específico.

Assim, ao longo do tempo temos a chegada de novas mídias e um aprendizado por determinado Centro de Poder do seu uso, que passa a ter mais interesse em disseminar Conhecimentos Favoráveis na sociedade.

Quando temos o final de Ciclos Midiáticos, portanto, é normal que tenhamos o aumento da Taxa de Conhecimentos Favoráveis e Fracos e uma redução da Taxa de Conhecimentos Fortes, muitas vezes Não Favoráveis.

Isso pode se agravar quando a Topologia Midiática é mais Vertical e permite um maior controle sobre os conhecimento circulantes.

Com a chegada de novas mídias, que ainda não passaram pelo aprendizado de um novo Centro de Poder e com a concorrência de diversas fontes de informação, disseminando conhecimentos de todos os tipos, a tendência é o aumento do Conhecimento Forte.

Renascimentos Civilizacionais provocados por novas mídias têm essa característica:  o resgate, revisão e reutilização de Conhecimentos Fortes.

É isso, que dizes?

Colaborou o Bimodal: Leonardo Almeida.

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(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal191121

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#uberização #blockchenização – as novas formas de resolver problemas complexos do Sapiens.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“O mundo está sempre mudando. Por isso, é preciso olhar o passado para ver o que não muda.” – Provérbio Chinês.

Todo Futurista precisa escolher determinadas essências humanas.

Essências humanas são aquelas que são “naturais” no Sapiens e permanecem no tempo.

Diferentes análises sobre o futuro, terão, querendo ou não, como ponto central divergências sobre as essências humanas.

Note que o Futurismo é sempre algo no longo prazo, diferente de Inteligência Competitiva que é do curto.

A BIMODAIS, a partir dos estudos históricos que promoveu, percebeu que, apesar de idas e vindas, o Sapiens vive sob a égide da Sensatez Progressiva.

A Sensatez Progressiva é, ao nosso ver,  um instinto humano de sobrevivência que sempre opta pelas melhores soluções Tecnoconceituais já testadas anteriormente, no longo prazo em diversas regiões.

Não podemos dizer que não se comete muitas vezes decisões individuais e coletivas equivocadas, que fogem da Sensatez Progressiva. Porém, na Macro-História, no longo prazo, ela tende a prevalecer.

Se formos escolher um nome de um tipo Futurismo, a partir dos critérios sobre a essência humana, podemos dizer que praticamos o Futurismo Sensato.

O Futurismo Sensato é aquele que acredita que o Sapiens, no longo prazo, sempre acaba optando pela sensatez.

Assim, não acreditamos que nas Zonas de Atração, que sempre se utilizam do que há de mais avançado em termos conceitos e tecnologias de sobrevivência, sempre haverá de prevalecer a Sensatez Progressiva.

Pessoas que acreditam num Futuro Distópico (cercado de coisas ruins) ignoram e menosprezam o instinto natural do Sapiens pela Sensatez Progressiva.

O que funciona melhor em um determinado lugar acaba por virar uma Zona de Atração e passa a ser imitado, com alguma adaptação, em outros.

Além da Sensatez Progressiva, a história nos mostra que o Sapiens tende também na sua essência a optar pela Individualização Progressiva.

A Individualização Progressiva é também um instinto natural humano de sobrevivência, no qual se prioriza resolver primeiro os problemas mais emergenciais e massificados e, logo em seguida os menos emergenciais e mais personalizados. 

Você pode escolher um sapato que não gosta tanto por falta de opção, mas quando se aumentam as alternativas, tenderá a escolher o mais próximo de sua subjetividade.

A Sensatez e a Individualização Progressivas são duas macrotendências humanas que guiam a análise da BIMODAIS sobre o futuro, antes de qualquer coisa.

Podemos dizer que se formos completar um nome para a escolha central da BIMODAL sobre a essência humana, podemos dizer que praticamos o Futurismo Sensato com um viés para a Personalização Progressiva.

O Futurista de Excelência, assim, deve partir de algumas essências humanas, aquelas que considera não mudam e que sempre estarão presentes ao longo do tempo.

As diferentes correntes do Futurismo serão diferenciadas, antes de tudo, pelas escolhas que faz das essências.

Vejamos:

  • a Sensatez Progressiva é uma escolha individual e coletiva que opta por Conhecimentos Fortes, aqueles mais testados e que sobrevivem ao tempo;
  • a Individualização Progressiva acaba por ser uma obrigação coletiva mais sensata diante do aumento contínuo da Complexidade Demográfica, que permite que as pessoas possam interferir cada vez mais em processos e decisões e, com isso, resolver, de forma mais saudável (sustentável) os diferentes problemas.

Uma Tecnoespécie, assim, tem como característica o Aumento Populacional Progressivo, gerando mais e mais complexidade, tendo como as ÚNICAS alternativas para viver melhor:

  • usar o bom senso no longo prazo;
  • e dividir continuamente as responsabilidades diante da Complexidade Progressiva, através de processos cada vez mais individualizados, tanto na operação quanto nas decisões.

Tecnologias no geral e novas Mídias, no particular, permitem que possamos fazer constantes upgrades civilizacionais sempre aumentando, no longo prazo, a Taxa de Individualização.

Novas Mídias permitem novas Filosofias de Sobrevivência sempre na direção de Modelos Mais Centralizados para os Mais Descentralizados.

Tivemos um processo de Descentralização Progressiva, de empoderamento de informação e conhecimento dos Sapiens, tanto com a chegada da oralidade como da escrita e agora estamos vivemos o mesmo com o surgimento e massificação do Mundo Digital.

O Mundo Digital tende a permitir um novo macro upgrade na Descentralização Progressiva. Boa parte das inovações que estamos e iremos assistir sempre será na direção de aumentar mais e mais a responsabilização de cada Sapiens.

Não existe maior sensatez diante do aumento da complexidade do que o de dividir as responsabilidades.

Estamos migrando, assim, lentamente de um Modelo de Sobrevivência Mais Vertical para um Mais Horizontal, seguindo nosso natural instinto pela Individualização Progressiva.

Portanto, com o avanço do Mundo Digital, estamos migrando,  da Civilização Gestora (1.0) para a Civilização Curadora (2.0).

A Civilização Curadora 2.0 terá como principal foco a migração de um Modelo de Sobrevivência Mais Centralizado para um Mais Descentralizado.

Dentro dessa linha prospectiva, assistimos hoje a três movimentos BEM distintos na sociedade, a partir da chegada e massificação do Mundo Digital:

  1. na Digitalização da Gestão – na qual as Organizações Produtivas Pré-Digitais se utilizam da Filosofia de Sobrevivência Analógica, mas com melhorias metodológicas e tecnológicas, a partir dos novos recursos digitais com a tentativa de melhora incremental do desempenho;
  2. na Curadoria 1.0 (Uberização) – na qual identificamos a nova Filosofia de Sobrevivência Digital, mas ainda com forte influência da antiga, caracterizada por uma Mudança Radical no Modelo de Sobrevivência, a partir do uso intenso da nova Reputação Digital;
  3. a Curadoria 2.0 (Blockchenização) – na qual se percebe a nova Filosofia de Sobrevivência Digital, já com quase nenhuma influência da antiga, caracterizada por uma Mudança Disruptiva no Modelo de Sobrevivência.

A grande novidade da Uberização (Curadoria 1.0) é o uso, pela primeira vez na história do Sapiens, dos novos Índices Reputacionais Digitais, que viabilizam que um número exponencialmente maior de desconhecidos passem a fazer negócios com outros desconhecidos, através das Reputações Digitais geradas por estrelas, cliques, compartilhamentos, curtidas.

Porém, a Uberização esbarra nos limites operacionais das Plataformas Curadoras Centralizadas (Uberizadas).

As Plataformas Curadoras Uberizadas (1.0) permitiram uma explosão das trocas entre desconhecidos, mas aumentou exponencialmente o poder de quem as controla, criando uma alta Taxa de Incerteza para seus usuários.

Na Uberização, os “donos” das Plataformas Centralizadas podem alterar as regras do jogo a seu critério sem consultar a comunidade usuária.

Já temos, ainda bem, no processo de Personalização Progressiva a experiência de vários Ecossistemas Curadores (2.0) com a Filosofia de Sobrevivência Digital do Blockchain.

No Blockchain, temos uma rede de máquinas distribuída, na qual não há uma plataforma central.

A infraestrutura do Blockchain é herdeira do conceito de rede P2P (Peer-to-peer), no qual se abriu mão da centralização da infraestrutura, através do uso inédito de redes distribuídas. O P2P, na verdade, foi uma imitação da Internet, mas com um foco aplicado para solução de problemas específicos.

“Peer-to-peer ou P2P é uma arquitetura de redes de computadores, no qual cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor.”

O P2P, que se popularizou com o compartilhamento de músicas e depois de arquivos de todos os tipos, teve mais recentemente o Bitcoin como o grande case de sucesso.

O Bitcoin, entretanto, agregou algo diferente ao P2P: uma Filosofia da Descentralização com cada vez menos controle dos códigos dos Ecossistemas Curadores pelos respectivos criadores.

Cada vez mais, os criadores de Redes Distribuídas, interferem cada vez menos nas regras estabelecidas.

“O Blockchain é um sistema de registro de informações de uma forma que torna difícil ou impossível alterar, hackear ou trapacear o sistema.”

O Bitcoin, assim, ou a criação de outras criptomoedas, é, entretanto, apenas UMA DAS MUITAS aplicações possíveis dentro da Filosofia Descentralizadora do Blockchain.

O grande diferencial da Blockchenização para a Uberização está na nova e disruptiva Filosofia de Comando e Controle muito mais descentralizada.

As Plataformas Uberizadas permitem que um centro controlador possa fazer alterações nas regras de funcionamento, incluindo atualização nos códigos, sem que a comunidade usuária possa interferir.

Os “donos” das Plataformas Uberizadas têm a possibilidade de alterar as regras a seu critério, criando, assim,  uma alta Taxa de Desconfiança e Insegurança nos seus usuários.

Os usuários, querendo ou não, passam a ficar à mercê da boa vontade dos coordenadores das Plataformas Uberizadas.

O poder sem muitos limites dos “donos” das Plataformas Uberizadas criam uma demanda generalizada – e cada vez mais latente – por um Ambiente Produtivo, no qual as regras sejam mais permanentes e menos sujeitas à mudanças de cima para baixo.

Vejamos:

  • Na Uberização, temos ainda a Filosofia de Sobrevivência da Gestão no controle da Plataforma Curadora, mas o uso dos novos Índices Reputacionais Digitais;
  • No Bitcoin, que é a primeira experiência da Filosofia de Sobrevivência da Curadoria 2.0, temos Ecossistemas Curadores, mas SEM o uso dos novos Índices Reputacionais Digitais, pois tal recursos não foi uma demanda para o uso da moeda;
  • Nas novas aplicações que estão sendo testadas no Blockchain, teremos os Ecossistemas Curadores, mas COM o uso dos novos Índices Reputacionais Digitais. 

Passaremos a ver, cada vez mais, o surgimento de Ecossistemas Curadores que passarão a competir com as Plataformas Uberizadas, com as seguintes vantagens:

  • mais estabilidade, previsibilidade e confiança, já que um centro NÃO pode mais alterar as regras do jogo;
  • a possibilidade do crescimento exponencial por muito mais fornecedores e usuários;
  • a redução de custo das transações, não tendo mais um percentual para os “donos” da plataforma;
  • a criação tanto de projetos locais quanto globais.

 A demanda por Ambientes Produtivos cada vez menos verticalizados começa a ser ofertada pelos Ecossistemas Blockchenizados.

 Nos Ecossistemas Blockchenizados, alguém ou um grupo, cria as regras e os protocolos, desenvolve os códigos e as pessoas aderem voluntariamente, criando experimentos cada vez mais distribuídos.

Nos Ecossistemas Blockchenizados as alterações das regras são muito mais participativas, evitando que alterações sejam feitas de cima para baixo, sendo que algumas são até impossíveis de serem executadas.

Teremos nestes projetos dos Ecossistemas Blockchenizados, a massificação da Filosofia de Comando e Controle Blockchain, que vai sair do âmbito das moedas e ir se alastrando por toda a sociedade.

Podemos projetar Youtubechains, Uberchains, Airbnbchains, etc.

Na escalada da Blockchenização da Sociedade teremos, assim, o encontro de duas grandes Inovações Civilizacionais Disruptivas no Modelo de Sobrevivência do Sapiens:

  • o uso cada vez mais exponencial dos Índices Reputacionais Digitais;
  • dentro dos Ecossistemas Blockchenizados.

A junção destas duas novas Filosofias de Comando e Controle muito mais horizontalizadas iniciam a verdadeira e mais marcante etapa da Revolução Digital com efeitos disruptivos inimagináveis, em termos de Descentralização para as gerações futuras.

Podemos dizer que a chegada e massificação dos Ecossistemas Blockchenizados com o uso de Índices Reputacionais Digitais inauguram o que podemos chamar de Revolução Digital 2.0.

Nada do que conhecemos sobre a sociedade hoje será comparado ao que as gerações futuras vão conhecer. O foco: soluções de sobrevivência cada vez mais com a Massificação Personalizada.

É isso, que dizes?

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O áudio do artigo.

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#Saifedean_Ammous – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

As sete melhores frases gerais do livro de Saifedean Ammous  “O Padrão Bitcoin”:

“A revolução digital dará aos indivíduos poder e soberania sem precedentes sobre suas próprias vidas.”

“A única maneira de parar uma tecnologia não é proibindo-a, mas inventando uma substituta melhor ou evitando a necessidade de seu uso.”

“A máquina de escrever nunca pôde ser banida ou proibida legalmente, mas a ascensão do computador pessoal matou-a efetivamente.”

“Enquanto a tecnologia for útil para as pessoas, as tentativas de bani-la falharão, pois as pessoas continuarão a encontrar maneiras de utilizá-la, legalmente ou não.”

“Uma nova tecnologia não é fácil de ser compreendida.”

“É possível fazer macrobesteiras por mais tempo do que microbesteiras e é por isso que precisamos ter cuidado a quem conferimos o poder de tomar macro decisões centralizadas.”

“Mercados racionais não exigem que nenhum operador seja racional.”

Veja aqui o PDF com as sete melhores frases gerais: https://bit.ly/3Fl6zFs

Ou o vídeo com as sete melhores frases gerais: https://youtu.be/6AmGb3AHoY8

Vamos aos comentários sobre o livro:

Quem indicou?

O livro “O padrão Bitcoin” de Saifedean Ammous foi indicado pelo BIMODAL Kaio Cordeiro.

Qual é o objetivo do livro?

Apresentar uma Antropologia do Dinheiro, através da procura de padrões (causas e consequências) ao longo da história da moeda, procurando demonstrar o quanto o Bitcoin é uma novidade muito promissora para resolver uma série de problemas monetários pendentes do Sapiens.

Vamos ao que diz o autor sobre seu objetivo:

“Este livro foi escrito para ajudar o leitor a entender a economia do Bitcoin, através da análise comparativa com muitas tecnologias usadas ao longo da história para cumprir as funções do dinheiro. Este livro não é uma propaganda ou convite para comprar a moeda bitcoin (…) o foco é estudar a função e a história do dinheiro e demonstrar as vantagens do Bitcoin.”

O que posso comentar da forma?

O livro flui muito bem. O autor tem um jeito fácil de narrar, sem perder a profundidade, sempre Factuando tudo que defende.

O que acredito que vou levar do livro?

O livro traz muitas coisas novas, pois aborda a economia, o dinheiro, um campo que é novo para mim.

Posso afirmar que o “Padrão Bitcoin” foi o livro que mais me agregou de todos que li até agora no ano. E, por causa disso, dividi a análise do mesmo em três partes, devido a extensão do que considero relevante:

O autor se enquadra na categoria BIMODAL de Conceituador de Excelência por três motivos:

  • analisa a história, o que nos permite aprender com o que funcionou mais ou menos no passado;
  • procura criar padrões a partir da história, o que nos permite projetar melhor o futuro (o que interessa muito a uma escola de Futurismo);
  • e defende com argumentos consistentes o seu ponto de vista nos, permitindo enxergar o que não está na superfície das primeiras análises, optando por ser um membro da Escola Austríaca de Economia, que tem muita similaridade à abordagem BIMODAL.

É como se tivéssemos uma escola coirmã e um conceituador analisando algo do Digital, trazendo novas abordagens que trazem muitos insights.

O livro entra para a Bibliografia Principal da BIMODAIS?

Sim, pois há cinco afinidades constatadas:

  1. a visão sobre a influência das tecnologias, no caso das moedas, na vida do Sapiens, o que reforça a ideia de que somos uma Tecnoespécie e as ferramentas que usamos influenciam fortemente nossas vidas;
  2. a mesma visão na direção de que o futuro será mais descentralizado, algo que nós também acreditamos, pois somos adeptos à ideia que o Sapiens é obrigado a sempre caminhar na direção da Descentralização Progressiva;
  3. o uso da história e a procura de padrões;
  4. a Factuação dos argumentos sem recorrer à fantasias;
  5. e a despreocupação de ser vendável, o que faz com que muitos livros hoje em dia sejam mais peças de propaganda do que material científico.

Mais.

Ammous se aproxima ainda mais da BIMODAIS, pois percebe a relevância das mídias para as mudanças da sociedade moderna, que se afina bem com a Narrativa Bimodal.

Eis alguns exemplos:

“Com seu pesado fardo de tributação, controle pessoal e rituais, os custos de se manter a Igreja tornaram-se insuportáveis para os europeus, e surgiram novas formas de organização política e econômica mais produtivas para substituí-la e consigná-la à insignificância. O surgimento de máquinas, a imprensa, o capitalismo e o moderno Estado-nação deram origem à era da sociedade industrial e às concepções modernas de cidadania.”

“Enquanto a impressora permitiu aos pobres do mundo acessar o conhecimento que lhes era proibido e monopolizado pelas igrejas, ainda havia a limitação de produzir livros físicos, que sempre podiam ser confiscados, banidos ou queimados. Este tipo de ameaça não existe no mundo cibernético, onde praticamente todo o conhecimento humano existe, prontamente disponível para os indivíduos acessarem, sem possibilidade de controle ou censura efetiva do governo.”

O que não gostei?

  1. acredito que o melhor antônimo para Moeda Fraca é Moeda Forte e não “Moeda Sonante” como o autor resolveu utilizar na maior parte do livro. Os conceitos mais precisos “Moeda Forte” e “Moeda Fraca” facilitam o entendimento para não economistas. Conforme o BIMODAL Leonardo Almeida é um problema de tradução;
  2. acredito que o conceito “Preferência Temporal” é confuso, optei mais abaixo por trabalhar com “visão de curto prazo”. O conceito tenta definir a opção de abrir mão de algo agora para colher frutos mais tarde.

Qual é a síntese que fiz da visão geral do autor, encaixando aqui a relação com os conceitos BIMODAIS Felicidade Estrutural e Conjuntural?

O autor, ao analisar o passado, divide claramente dois tipos de dinheiro:

  • o Dinheiro Forte – é aquele que, por várias características, NÃO permite que seja manipulado por um centro e opera com uma ALTA Taxa de Escassez, oferecendo aos seus usuários uma base MAIS previsível para a tomada de decisões;
  • o Dinheiro Fraco – é aquele que, por várias características, permite que seja manipulado por um centro e opera com uma BAIXA Taxa de Escassez, oferecendo aos seus usuários uma base MENOS previsível para a tomada de decisões.

O autor relaciona os períodos de decadência ou prosperidade de diversas sociedades com o uso do Dinheiro Forte para o Fraco ou vice-versa.

Nesta visão geral sobre o dinheiro, Ammous agrega bastante para a Narrativa BIMODAL em dois conceitos: o de Felicidade Conjuntural e Estrutural.

A Felicidade Estrutural é a de longo prazo, na qual se cumpre uma missão e a Conjuntural é a do cotidiano.

O autor aponta que quando temos a ascensão de determinado Dinheiro Fraco temos, com nossas palavras, um aumento da Taxa da Felicidade Conjuntural, bem como, o inverso: quando temos a ascensão do Dinheiro Forte temos um aumento da Taxa da Felicidade Estrutural.

A Felicidade Estrutural demanda uma visão de longo prazo e a a Conjuntural é sempre de curto.

A explicação é simples.

Quando temos um Dinheiro Fraco, com perda constante de valor, todas as pessoas não tem uma previsibilidade e acabam, por tendência, projetando menos planos para o futuro e cuidam mais do presente, estimulando o aumento da Taxa da Felicidade Conjuntural.

Sociedades mais prósperas, que investem mais na Felicidade Estrutural são aquelas que vivem dentro de um Ambiente de Dinheiro Forte.

O interessante aqui é a relação das duas Felicidades (Conjuntural e Estrutural) com as tecnologias, assim como fazemos da mesma forma quando surgem mídias, que permitem mais ou menos controle do centro sobre a informação.

Quando temos uma nova mídia, que permite o aumento da Taxa de Competição Informativa na sociedade, com MENOS controle do centro sobre o Ambiente Informacional, passamos a ter o que podemos chamar de Conhecimento Forte, baseada naquilo que funcionou no passado.

Quando temos uma mídia (ou por característica técnica ou o tempo de uso), que permite o aumento da Taxa de Controle Informativo na sociedade, com MAIS controle do centro sobre o Ambiente Informacional, passamos a ter o que podemos chamar de Conhecimento Fraco, não mais baseada naquilo que funcionou no passado, mas nos interesses de manutenção do status quo vigente.

As sete visões principais de Ammous sobre a relação felicidade versus dinheiro forte ou fraco:

  1. as escolhas das pessoas são subjetivas e, por isso, não há escolha “certa” e “errada” – há, porém, consequências para suas escolhas; (Esta visão lembra muito a famosa frase de Ayn Rand – “você pode ignorar a realidade, mas não as consequências de ter ignorado”);
  2. animais têm uma visão de curto prazo (no livro ele utiliza o conceito “Preferência Temporal”), já que agem para satisfazer seus impulsos instintivos imediatos e têm pouca percepção de futuro;(Aqui ele opera com a Animalogia – comparação dos seres humanos com os outros animais);
     a baixa preferência pela visão de curto prazo dos seres humanos nos permite suprimir nossos impulsos instintivos e animalescos, pensar no que é melhor para o nosso futuro e agir racionalmente ao invés de impulsivamente, deixando de dedicar todo o nosso tempo produzindo bens para consumo imediato;
  3. quando os humanos reduzem a sua visão de curto prazo, desenvolvem o escopo para executar tarefas com  maiores horizontes de tempo, não para o consumo imediato mas para a produção de bens futuros, em outras palavras, para criar bens de capital;
  4. à medida em que humanos atrasam a gratificação imediata, eles investem seu tempo e recursos na produção de bens de capital que farão de sua produção mais sofisticada ou tecnologicamente mais avançada e irão estendê-la a um maior horizonte de tempo;
  5. somente aumentando a visão de longo prazo, as pessoas considerarão adiar a gratificação;
  6. quanto melhor e mais forte for o dinheiro e permitir o aumento da taxa de reservar valor, mais ele incentivará as pessoas a adiar o consumo e dedicar recursos para a produção no futuro, levando a um maior acúmulo de capital e a melhoria dos padrões de vida e à prosperidade.

Síntese final do que levo desta parte do livro de Ammous:

  1. só o Conhecimento Forte aumenta a Taxa de Felicidade Estrutural;
  2. Conhecimento Fraco só permite uma visão de curto prazo;
  3. só o Conhecimento Forte permite uma visão de longo prazo;
  4. Mídias Menos Controladas estimulam a produção de Conhecimento Forte;
  5. Mídias Mais Controladas estimulam a produção de Conhecimento Fraco;
  6. Conhecimento Fraco é aquele que agrada ao status quo sem base histórica;
  7. Conhecimento Forte é aquele baseado naquilo que funcionou no passado.

É isso, que dizes?

Colaborou (ram) o (s) Bimodal (is):  Kaio Cordeiro e Leonardo Almeida.

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O áudio do artigo.

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Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Do ponto de vista dos conceitos, que tipo é de autor?

Em sendo um criador de conceitos, como os defende:

Mapa Mental do que captei e adaptei da visão de Ammous: 

Dividi a análise do livro em três partes, daquilo que considero relevante:

Veja aqui o PPT com as sete melhores frases sobre o Bitcoin: https://bit.ly/3cW8rIN

Ou o vídeo com as sete melhores frases sobre o Bitcoin: https://youtu.be/beX61drMU-Y

As sete melhores frases sobre Bitcoin do livro “O Padrão Bitcoin” de Saifedean Ammous:

  1.  “O Bitcoin pode falhar, mas será facilmente reinventado, pois já que sabemos agora como funciona.”
  2. “A mera existência do Bitcoin é uma apólice de seguro, que lembrará os governos que a moeda não é mais seu monopólio.”
  3. “O Bitcoin é a primeira moeda orgânica.”
  4. “O Bitcoin automatiza as funções de um banco central moderno e as torna previsíveis e virtualmente imutáveis.”
  5. “O Bitcoin atende às necessidades do sistema complexo porque não tem dono e nenhuma autoridade pode decidir sobre seu destino.”
  6. “O Bitcoin é uma moeda sem governo.”
  7. “O Bitcoin é fácil de usar, mas praticamente impossível de alterar.”

Meus comentários sobre as melhores frases de Ammous:

  • “O Bitcoin pode falhar, mas será facilmente reinventado, pois já que sabemos agora como funciona.”

COMENTÁRIO:

Aqui se reforça a ideia de que quando uma tecnologia é inventada há por trás dela uma concepção, se quiserem uma filosofia, que passa a ser incorporada pelas pessoas. Se abre uma porta, que não se fecha mais. Lembra a frase de Einstein: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”

  • “A mera existência do Bitcoin é uma apólice de seguro, que lembrará os governos que a moeda não é mais seu monopólio.”

COMENTÁRIO:

Aqui temos a relação de controle do Centro de Poder com as diferentes tecnologias. Podemos dizer o mesmo das mídias, que eram muito mais controladas do que é hoje. Na visão de Ammous, como a qual concordo, um dinheiro menos controlado é menos manipulável.

  • “O Bitcoin é a primeira moeda orgânica.”

COMENTÁRIO:

Aqui o conceito de orgânica via na direção de “vai na onda das ordens espontâneas”. O Bitcoin é a moeda humana menos passível de controle por um Centro de Poder.

  • “O Bitcoin automatiza as funções de um banco central moderno e as torna previsíveis e virtualmente imutáveis.”

COMENTÁRIO:

Aqui se toca na classificação de Moeda Forte, que tem como característica a previsibilidade e a redução da Taxa de Mutação.

  • “O Bitcoin atende às necessidades do sistema complexo porque não tem dono e nenhuma autoridade pode decidir sobre seu destino.”

COMENTÁRIO:

Aqui se faz uma relação da necessidade de descentralização diante da complexidade. Esta é uma regra Bimodal: a única forma de lidar com a Complexidade Progressiva, é reduzindo o controle dos processos e decisões de um determinado Centro de Poder.

  • “O Bitcoin é uma moeda sem governo.”

COMENTÁRIO:

Aqui se faz uma relação entre as tecnologias (moeda, mas podemos incluir as mídias também) nas estruturas de governo, incluindo a divisão geográfica, apontando para mudanças das fronteiras no futuro, com muito mais mobilidade.

  • “O Bitcoin é fácil de usar, mas praticamente impossível de alterar.”

COMENTÁRIO:

Aqui podemos expandir o comentário para o próprio Blockchain, que são Ecossistemas projetados por um determinado grupo inicial, que passa a ter um Modelo de Comando e Controle muito mais distribuído, criando a possibilidade de novas formas de solução de problema. E cabe a pergunta: no ambiente Blockchain, ainda faz sentido falar em organizações? 

Alguns comentários de Saifedean Ammous sobre o futuro:

“O surgimento do Bitcoin decorre da necessidade de indivíduos de todo o mundo realizarem transações que não passem pelos controles políticos e ter uma reserva de valor resistente à inflação.”

“A revolução digital destruirá o poder do Estado moderno sobre seus cidadãos, reduzirá o significado do Estado-nação como uma unidade organizadora e dará aos indivíduos poder e soberania sem precedentes sobre suas próprias vidas.”

“Com o Bitcoin, os indivíduos modernos podem negociar com outras pessoas que encontram on-line por meio de sistemas de identidade e proteção baseados no consentimento e no respeito mútuo, sem a necessidade de recorrer a regulamentos governamentais coercitivos.”

“O Bitcoin, sendo completamente voluntário e pacífico, oferece-nos a infraestrutura monetária para um mundo construído exclusivamente com a cooperação voluntária.”

Meus comentários sobre os comentários de Saifedean Ammous sobre o futuro:

“O surgimento do Bitcoin decorre da necessidade de indivíduos de todo o mundo realizarem transações que não passem pelos controles políticos e ter uma reserva de valor resistente à inflação.

COMENTÁRIO:

Aqui temos um questionamento do Modelo de Comando e Controle exercido na sociedade, que passou a ficar obsoleto diante da nova Complexidade Demográfica. Em todos os setores, aparece a demanda justamente por transações (de todos os tipos) com mais autonomia.

“A revolução digital destruirá o poder do Estado moderno sobre seus cidadãos, reduzirá o significado do Estado-nação como uma unidade organizadora e dará aos indivíduos poder e soberania sem precedentes sobre suas próprias vidas.”

“Com o Bitcoin, os indivíduos modernos podem negociar com outras pessoas que encontram on-line por meio de sistemas de identidade e proteção baseados no consentimento e no respeito mútuo, sem a necessidade de recorrer a regulamentos governamentais coercitivos.”

“O Bitcoin, sendo completamente voluntário e pacífico, oferece-nos a infraestrutura monetária para um mundo construído exclusivamente com a cooperação voluntária.”

COMENTÁRIO:

Aqui nestes três comentários temos o reforço da ideia de um novo Macro Ciclo de Descentralização, a partir da chegada de uma nova mídia, que, na sequência, permitiu um dinheiro menos controlado. Já devíamos há tempo de chamar o capitalismo de Cooperativismo.

Síntese final depois de três artigos:

O Bitcoin é filho do Blockchain.

O Blockchain é a forma mais sofisticada já encontrada pelo Sapiens para resolver problemas.

Hoje, o Blockchain está ainda restrito ao uso como uma Tecnologia Monetária, mas tende a se espalhar na sociedade para resolver diversos problemas.

O Blockchain se assemelha a um formigueiro, pois depois que é criado não há mais como um líder alfa determinar mudanças de cima para baixo.

Podemos dizer que a Civilização Humana pode ser dividida entre o antes e o depois do Blockchain.

O Blockchain permite o aumento da Taxa de Cooperação no Cooperativismo (também chamado de Capitalismo).

As regras de mudança no Cooperativismo (Capitalismo) são as seguintes:

  • o aumento da taxa de cooperação, que o sistema gera, permite que tenhamos mais gente no planeta;
  • mais gente no planeta, gera novas desafios de sobrevivência;
  • novos desafios de sobrevivência resultam em novas Tecnologias Menos Controláveis por um Centro de Poder (midiáticas, monetárias, entre outras);
  • e novas Tecnologias Menos Controláveis por um Centro de Poder permitem que se aumente a Taxa de Cooperação no Cooperativismo.

Os BIMODAIS são adeptos do Futurismo Sensato e cada vez Mais Descentralizado.

Isso não é uma ideologia, mas uma constatação de duas essências humanas, que se evidenciam no longo prazo:

  • a sensatez sempre prevalece na direção de uma vida pior para uma menos pior;
  • a tendência humana é aumentar a cooperação, através da participação e as decisões das pessoas sobre suas vidas, única forma sustentável para lidar melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Tudo que for na direção da Descentralização Progressiva tende a gerar mais valor e atração.

O que existe hoje no horizonte de mais sofisticado na direção da Descentralização Progressiva nos parece o Blockchain.

É isso, que dizes?

Colaborou o Bimodal: Kaio Cordeiro.

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GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal221121

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#Saifedean_Ammous – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

As sete melhores frases sobre dinheiro do livro “O Padrão Bitcoin” de Saifedean Ammous :

“O dinheiro é o sistema de informação e medição de uma economia.”

“A moeda sonante (forte) é a que permite que o comércio, o investimento e o empreendedorismo prossigam de maneira sólida, enquanto a moeda fraca coloca esses processos em desarranjo.”

“A moeda sonante (forte) também é um elemento essencial de uma sociedade livre, pois fornece um baluarte eficaz contra governos despóticos.”

“Um bem que assume o papel de um meio de troca amplamente aceito é chamado de dinheiro.”

“As escolhas das pessoas são subjetivas e, por isso, não há escolha “certa” e “errada” do dinheiro – há, porém, consequências para suas escolhas.”

“Dinheiro cuja oferta é difícil de aumentar é conhecido como moeda forte, enquanto moeda fraca é aquela cuja oferta é passível de grande aumento, portanto, a escolha do dinheiro “correto” mantém a riqueza através do tempo.”

“A escolha sobre o que faz o melhor dinheiro foi sempre determinada pelas realidades tecnológicas.”

Veja aqui o PDF com as sete melhores frases sobre dinheiro: https://bit.ly/3nnWKAo

Ou o vídeo com as sete melhores frases: https://youtu.be/ii4bTRe3KKc

Vamos aos comentários sobre o livro:

Posso afirmar que o “Padrão Bitcoin” foi o livro que mais me agregou de todos que li até agora no ano. E, por causa disso, dividi a análise do mesmo em três partes, daquilo que considero relevante:

Qual é a síntese que faço da visão de Ammous sobre o dinheiro ?

O autor faz um mergulho antropológico na história sobre o dinheiro.

O dinheiro é escolhido pelo Sapiens para duas atividades:

  • Dinheiro de Longo Prazo – guardado para investimentos futuros;
  • Dinheiro de Curto Prazo – que serve como ferramenta de troca para compras variadas.

O dinheiro bom, forte, precisa ter muita escassez controlada e pouca abundância para que as pessoas possam armazenar no longo prazo.

Tivemos duas fases do dinheiro (neste ponto estamos criando, a partir das ideias de Ammous):

  • a fase do Dinheiro Não Tecnológico – quando era extraído da terra, natural, tal como conchas e ouro;
  • a fase do Dinheiro Tecnológico – quando passou a ser produzido pelo Sapiens, artificial, moedas, cédulas, cartões de débito, crédito, ações, etc.

Nas duas fases, temos:

  • Momentos de Crise – quando se passa de uma Escassez Controlada para uma Escassez Descontrolada temos crises, pois o dinheiro perde valor e o Sapiens passa a não guardar valor e não conseguir promover projetos de longo prazo;
  • Momentos de Prosperidade – quando se mantém uma Escassez Controlada temos prosperidade, pois o dinheiro mantém o valor e o Sapiens passa a ter o valor preservado e conseguir promover projetos de longo prazo.

Assim, o dinheiro passou a ser uma Tecnologia Intermediária, responsável por definir cenários de curto e médio prazo, a partir das mudanças nas Taxas de Escassez do dinheiro utilizado nas regiões e países.

Determinadas Tecnologias Monetárias, como as conchas, quando eram difíceis de serem encontradas serviram como uma Moeda Forte e quando novas tecnologias e metodologias de extração passaram a ser utilizadas,  inundando o mercado de novas conchas, perderam o valor e acabaram por ser abandonadas, virando uma Moeda Fraca, gerando crises para quem as utilizava.

Dinheiro Bom, assim, é aquele que mantém uma Taxa de Escassez Previsível.

Aliás, a previsibilidade é o grande pulo do gato quando falamos de Tecnologias Monetárias.

O autor fala de diversos minérios, tal como o ouro, prata e cobre que passaram a ser utilizados como Tecnologias Monetárias e mantiveram uma baixa Taxa de Escassez, pois havia a dificuldade de serem extraídos, que não deteriorando o valor do dinheiro.

Ao longo do tempo, quando passamos a ter o Dinheiro Tecnológico, produzido pelos governos (a passagem do padrão ouro para o dinheiro fiduciário – do próprio governo) houve uma radical aumento da manipulação do dinheiro.

Ammous constatou que quando os governos passaram a produzir o dinheiro da sociedade, houve um exponencial aumento do controle central da sociedade.

Por isso, Ammous passou a dividir o dinheiro em dois tipos do ponto de vista de sua estabilidade:

  • o Dinheiro Forte é aquele em que há uma baixa Taxa de Controle Central sobre a moeda, que gera MAIS prosperidade, pois com a ESTABILIDADE da moeda a sociedade investe MAIS no futuro;
  • o Dinheiro Fraco é aquele em que há uma alta Taxa de Controle Central sobre a moeda, que gera MENOS prosperidade, pois com a INSTABILIDADE da moeda a sociedade investe MENOS no futuro.

Ele nos ensina:

“A relativa dificuldade de produzir novas unidades monetárias determina a força da moeda, sendo assim, o dinheiro cuja oferta é difícil de aumentar é conhecido como moeda forte, enquanto moeda fraca é a moeda cuja oferta é passível de grande aumento (…) Os meios monetários que sobreviveram por mais tempo são aqueles que detiveram mecanismos confiáveis para restringir a oferta – em outras palavras, moeda forte.”

Ammous argumenta que:

“Quando as pessoas passam a confiar na estabilidade da moeda conseguem pensar menos no presente e mais no futuro.”

A moeda, seja ela fraca ou forte, tem reflexos em todas as áreas da sociedade, desde a política, arte, ciências, invenções.

Ammous observou que o Século XIX foi um período vibrante da civilização humana, pois a maior parte dos países adotou o padrão-ouro.

O ouro, como é sempre escasso, difícil de ser encontrado e extraído da terra, limitava a riqueza dos governos, que o adotava como padrão de medição de riqueza.

O Dinheiro Não Tecnológico era menos manipulável do que o Tecnológico.

Só havia manipulação de um Dinheiro Não Tecnológico quando se descobria formas de achar ou extrair mais o produto que servia de moeda.

Havia no padrão-ouro uma relação factual entre a riqueza gerada e a quantidade de ouro que era armazenada.

No passado, um governo não podia emitir ouro por conta própria, o que criava uma maior taxa de estabilidade monetária.

A partir do final do século, o padrão ouro passou a ser abandonado pelo dinheiro produzido pelo próprio governo (dinheiro fiduciário).

Quando os governos passaram a ter liberdade para gerar moedas, a economia assistiu uma dissintonia entre as moedas e os fatos.

Basta imprimir dinheiro pelos respectivos Bancos Centrais para se ter a falsa fantasia de que o país está mais rico, quando, na verdade, a riqueza não vem do aumento de produção, mas apenas da emissão de mais dinheiro.

A emissão de mais dinheiro sem lastro gera uma Riqueza Falsa, ou Riqueza Tóxica, pois se tem a ilusão de que se está mais rico, quando, na verdade, não se está.

Se inicia, segundo Ammous, a partir do século passado, um aumento do controle dos governos sobre a população, através da moeda, reduzindo a possibilidade de competição entre elas.

No campo monetário, com o surgimento do Dinheiro dos Governos, os fatos passaram a brigar com a realidade.

O autor não acredita no retorno do padrão-ouro e considera o Bitcoin uma invenção genial, que permite que se tenha a volta de uma Moeda Forte, como foi o Padrão-Ouro durante determinados períodos, que marcaram a prosperidade de vários países e regiões.

Abaixo destaco as críticas de Ammous às Moedas Analógicas, sendo que o Bitcoin é chamado por ele de Moeda Digital (comento as perspectivas do Bitcoin na Parte III da análise):

A crise das moedas analógicas

  1. foi o dinheiro do governo no século XX que permitiu o nascimento do Estado gerencial fortemente intervencionista, com tendências totalitárias e autoritárias;
  2. os bancos controlam o jogo da custódia e os governos controlam os bancos;
  3. moeda forte permite que o comércio, o investimento e o empreendedorismo prossigam de maneira sólida, imune ao apodrecimento, à corrosão, e a outros tipos de deterioração – enquanto a moeda fraca coloca esses processos em desarranjo;
  4. a moeda forte é um elemento essencial para uma sociedade livre, pois fornece um baluarte eficaz contra governos despóticos;
  5. a competição sempre deve estar viva entre os meios monetários;
  6. os que são capazes de poupar sua riqueza em uma boa reserva de valor são mais propensos a planejar para o futuro do que aqueles que têm reservas de valor ruins;
  7.  a escolha sobre o que faz o melhor dinheiro foi sempre determinada pelas realidades tecnológicas.

Síntese final sobre o aspecto do dinheiro que pode ser incorporada pela Narrativa Bimodal:

O que reforça a Narrativa?

  • tecnologias não são neutras na vida do Sapiens;
  • quanto mais as tecnologias são passíveis de controle, mais a sociedade será controlada, seja no campo monetário, seja no do conhecimento, da informação e das trocas;

O que inova a Narrativa?

  • criamos a ideia do Conhecimento Fraco e Forte, como vimos na Parte I.

O Conhecimento Fraco é aquele que se espalha na sociedade sem que tenha sido testado e avaliado no passado, muito em função do Controle Midiático.

Há por parte de um Centro Dominante o interesse em disseminar determinados Conhecimentos Favoráveis, o que acaba criando crises na sociedade, pois são conhecimentos que não geram prosperidade.

Centro Dominante é um conjunto de organizações, que acabam por definir, com mais intensidade, o Modelo Social, Político e Econômico da sociedade.

Conhecimento Favorável é criado não pela sua validade em gerar prosperidade, mas pela sua capacidade de favorecer os interesses de um Centro Dominante.

Por fim, para entender o futuro, podemos analisar que temos como perspectiva dois movimentos, a partir da chegada de uma Mídia Descentralizada:

  • o surgimento não só de um novo tipo de dinheiro o Bitcoin, que é um Dinheiro Tecnológico, mas com uma baixíssima capacidade de manipulação por parte de um Centro Dominante, retornando a possibilidade do Sapiens de aumentar a taxa de Dinheiro Forte na sociedade;
  • o surgimento também de Plataformas Blockchenizadas de todos os tipos, com uma baixíssima capacidade de manipulação por parte de um Centro Dominante, retornando a possibilidade do Sapiens de aumentar a taxa de Conhecimento Forte na sociedade.

Ambas as situações (aumento das taxas de Dinheiro Forte Conhecimento Forte) nos levam a um Cenário Otimista para as próximas décadas com um movimento muito maior vindo das pontas para o centro, revertendo o movimento do centro para as pontas do último século.

A compreensão, a relevância e os impactos do Bitcoin na sociedade passam por essa análise histórica de Ammous sobre a moeda. Veremos isso na Parte III.

É isso, que dizes?

Colaborou (ram) o (s) Bimodal (is):  Kaio Cordeiro.

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo.

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#confiança_e_mídias – como as mídias alteram a relação da confiança entre as pessoas e qual impacto isso tem na sobrevivência humana?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“O mundo de baixo para cima será o grande tema deste século.”  – Ridley.

As Mídias influenciam fortemente a forma como estruturamos a sociedade.

A nova percepção do papel das mídias se inicia fortemente com Marshall McLuhan (1911 – 80) e sua Escola e vem se desdobrando com novas análises, passando por Pierre Lévy e chegando na BIMODAIS.

Podemos dizer que McLuhan, inaugura a Quarta Ferida Narcísica ao mostrar que as tecnologias no geral e as mídias no particular são forças ativas na sociedade, alterando a forma como sobrevivemos.

(Feridas Narcísicas são reações diante de novas descobertas de grandes pensadores, que provocaram um processo de Desonipotencialização no Sapiens).

Na política, por exemplo, a chegada de novas mídias têm forte impacto na sociedade, a partir da criação de novas fontes de informação, que passam a circular ideias fora do antigo controle do mainstream.

Estamos analisando por exemplo, o livro “Padrão Bitcoin” de Saifedean Ammous, que mostra o quanto a tecnologia monetária (o dinheiro usado para as trocas e geração de valor) influenciam diferentes aspectos da sociedade.

O papel do Futurismo Competitivo, entretanto, tem uma missão específica: ajudar profissionais e organizações a continuar a gerar valor na sociedade, através de novas formas de criação de Itens de Consumo, a partir das novas Tecnopossibilidades Digitais.

Na administração e nos negócios, a chegada de uma nova mídia tem várias implicações:

  • mudanças na objetividade e subjetividade dos consumidores;
  • e o surgimento de novos modelos administrativos.

As Mídias são a “espinha dorsal” dos Modelos de Sobrevivência Humano sobre os quais as organizações criam respectivos Modelos de Negócio.

Novas Mídias criam a possibilidade de Modelos de Sobrevivência mais sofisticados, que permitem que se consiga superar o eterno desafio da espécie: Itens de Consumo em quantidade suficiente, mas com Taxas de Personalização cada vez mais altas.

Do ponto de vista da Administração e dos Negócios as mídias permitem superar as barreiras da Taxa de Personalização, mas, com o aumento populacional, se cria novas demandas e novas barreiras, que só conseguem ser superadas com novas mídias.

Vamos abordar aqui o Epicentro das Mídias: as Ferramentas de Confiança.

Definição de confiança:

“Crença de que algo não falhará, de que é bem-feito ou forte o suficiente para cumprir sua função.”

A sobrevivência humana é TOTALMENTE dependente da confiança entre as pessoas.

Sem confiança não há não há trocas e sem trocas não há sobrevivência.

Conforme fomos aumentando a população ao longo do tempo, o Sapiens passou a ser cada vez mais codependente de outros Sapiens.

Quanto mais gente tivermos no mundo, mais e mais teremos que aprender a fazer negócios com desconhecidos.

Porém, as trocas entre desconhecidos serão feitas, a partir das Tecnopossibilidades das Ferramentas de Confiança disponíveis.

Quando temos o aumento populacional e não há novas Ferramentas de Confiança, passamos a ter uma Verticalização das Trocas.

As trocas entre pessoas tiveram que aumentar, em função do aumento da Complexidade Demográfica e passamos a ter cada vez mais desconhecidos à nossa volta com os quais gostaríamos de trocar e fazer negócios, mas não havia Ferramentas de Confiança, que permitissem.

Passamos a ter, com o aumento da Complexidade Demográfica, a demanda cada vez maior por novos Modelos de Confiança entre as pessoas, através de novas Ferramentas de Confiança,  que pudesse estabelecer o aumento exponencial das trocas entre desconhecidos.

As Ferramentas de Confiança são, assim, o epicentro das mídias e, por sua vez, das novas possibilidades (conceitual e tecnológica) de superar as barreiras de produção de Itens de Consumo de qualidade na quantidade.

A falta de novas Ferramentas de Confiança, ao longo do século passado,  acabou por gerar uma Verticalização das Trocas, pois passamos a consumir cada vez mais de grandes empresas, que tinham recursos para anunciar nos grandes veículos de mídia mais centralizados.

As Ferramentas de Confiança Eletrônicas, via grandes jornais, rádio e televisão, fez com que surgissem grandes marcas, através de propaganda e anúncio.

Houve gradualmente uma queda da Confiança Horizontal e, na sequência, um aumento vertiginoso da Confiança Vertical entre desconhecidos.

Por falta de novas ferramentas, o Ambiente de Confiança da sociedade foi, cada vez mais, se verticalizando e, com isso, se despersonalizando.

Sim, foi possível no século passado atender a nova quantidade de Itens de Consumo, mas com cada vez mais massificação e cada vez menos personalização!

O novo Patamar Demográfico passou a demandar, cada vez mais, novas formas de gerar confiança entre desconhecidos.

A forma mais saudável para que todas as infinitas trocas humanas sejam feitas nesse cada vez mais complexo Ambiente de Trocas é o aumento da Confiança Horizontal entre desconhecidos.

(Entenda saudável como sinônimo de sustentável.)

Uma produção centralizada consegue, muitas vezes, atender a demanda da quantidade, mas dificilmente permite superar as barreiras de qualidade.

(Entenda qualidade como sinônimo de personalização.)

Quando NÃO temos Ferramentas de Confiança entre desconhecidos que permitam a geração de Índices Reputacionais Mais Horizontais, a tendência é a verticalização do consumo.

A horizontalização e/ou verticalização do Ambiente de Confiança entre os Sapiens é, sempre foram e sempre serão regulados pelas Mídias, que permitem a geração de Índices Reputacionais de Itens de Consumo, bem como de consumidores e fornecedores.

Índices Reputacionais são produzidos através das trocas informacionais, a partir das Tecnopossibilidades das Mídias de Plantão.

Antropologia da Confiança

No passado, com muito menos Sapiens no planeta, iniciamos a nossa Jornada da Confiança, através do intenso uso dos Índices Reputacionais Orais.

As pessoas se conheciam pessoalmente e quando isso NÃO ocorria, alguém conhecido atribuía oralmente um Índice Reputacional para determinada pessoa, organização ou Item de Consumo ainda não conhecido.

Conforme a população foi crescendo, a Reputação Midiática Oral foi se tornando obsoleta e surgiu a demanda pela Reputação Midiática Escrita.

Na Reputação Midiática Escrita, uma pessoa, organização ou Item de Consumo passaram a ter uma Índice Reputacional, a partir de algum tipo de papel (primeiro manuscrito e depois impresso).

Com a continuidade do aumento da população, tivemos a Reputação Midiática Eletrônica, via rádio, jornais e tevês.

Organizações passaram a veicular anúncios para que a sua marca passasse a ser conhecida e tivesse um aumento do seu Índice Reputacional.

A Reputação Midiática Eletrônica verticalizou as relações de trocas humanas, criando mais e mais grandes organizações, que tinham condições financeiras de vincular anúncios nos grandes meios eletrônicos analógicos.

 Todo o Ambiente Produtivo passou a depender, em alguma medida, da geração da Reputação Midiática Eletrônica.

A partir da chegada da atual Revolução Midiática, introduzimos na sociedade a Reputação Midiática Digital, na qual as pessoas, tanto consumidores quanto fornecedores, foram ganhando um novo tipo de Índice Reputacional.

Um motorista do Uber, por exemplo, ganha a confiança de um passageiro, pois aparece no aplicativo o seu Índice Reputacional Digital, que apresenta quantidade de corridas e a nota fornecida pelos outros passageiros.

O que se resolveu chamar de “Economia Compartilhada” ou, como preferem os BIMODAIS, o surgimento de Plataformas Curadoras, tem como base o uso intensivo da Reputação Midiática Digital, que gera Índices Reputacionais.

O novo Índice Reputacional Digital é o pulo do gato da Uberização!

A Reputação Midiática Digital permitiu que se promovesse uma Reintermediação da Confiança,  que passou a ser feita não mais por determinado centro, mas, houve um exponencial processo de horizontalização para as pontas.

Diversas Organizações Produtivas perderam espaço no mercado, pois a base do seu negócio era realizar um tipo de Intermediação da Confiança, que ficou obsoleta com as novas Tecnopossibilidades.

Nenhum proprietário, por exemplo, alugava um imóvel, pois não havia confiança no hóspede e vice-versa.

Anfitrião e o hóspede eram desconhecidos e, por causa disso, precisavam das corretoras, um Intermediador da Confiança, que tinha como missão garantir a confiança das trocas. Note que toda a documentação gerada por uma corretora de imóveis era através de Ferramentas de Confiança Escritas.

Toda organização, no fundo, o que ela vende é um determinado Índice de Confiança, que vai embutido dentro de cada Item de Consumo.

Corretoras de Imóveis Pré-Digitais operavam com as antigas Ferramentas de Confiança, que foram ficando obsoletas com o tempo.

O que o Airbnb passou a oferecer, basicamente, é a geração de Índices Reputacionais Digitais, que permitiram que desconhecidos passem a ter uma maior Taxa de Confiança um nos outros.

Corretoras de Imóveis Tradicionais podem até digitalizar todo o seu acervo, mas os negócios entre anfitrião e hóspede continuam a ser baseados na Filosofia de Confiança antiga, através da validação das trocas pelo corretor.

A Reputação Midiática Digital permitiu, assim, a quebra do Monopólio Reputacional Analógico, tornando obsoleto uma série de antigos modelos de negócios.

Hoje, uma pessoa ou uma pequena empresa, com alto Índice Reputacional Digital, dentro de Plataformas Curadoras, pode fazer negócios com vários desconhecidos, inclusive à distância.

A colaboração mais relevante do Mundo Digital será essa: a possibilidade de trocas entre desconhecidos, num processo gradativo de horizontalização, permitindo com isso, a superação dos limites da personalização em grande quantidade.

Hoje, para se oferecer Itens de Consumo para uma enorme quantidade de pessoas, não é mais necessário a criação de um grande pólo produtivo, mas a criação de Ecossistemas Produtivos, nos quais milhares ou milhões de fornecedores podem atuar, através do novo Ambiente de Confiança Digital.

O Índice Reputacional Digital aumentou tremendamente a horizontalização e a concorrência entre os diferentes fornecedores, pois o tamanho fará cada vez menos diferença.

Quem tem uma boa Reputação Digital, aferida por Plataformas Curadoras, consegue superar a antiga barreira dos negócios entre desconhecidos.

A grande revolução no Ambiente de Negócios que estamos assistindo é a quebra de diversos monopólios produtivos, que tinham o epicentro do seu Diferencial Competitivo na Intermediação da Confiança Analógica.

É isso, que dizes?

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

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O áudio do artigo.

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#Goldratt – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

As sete melhores frases de Goldratt que achei no livro:

“Quanto mais graus de liberdade o sistema tiver, mais complexo será.”

“Se você quer uma vida fácil, é só pegar um martelo e bater bem forte na cabeça. Vai receber até comida na cama.”

“Deus é a palavra que as mães usam quando não sabem a resposta para as perguntas dos filhos.”

“Não vejo muita razão para perder tempo com problemas pequenos quando posso resolver os grandes.”

“Se queremos eliminar o efeito, devemos e eliminar a causa.”

“Não construa castelos em areia movediça.”

“Temos zero de intuição sobre as coisas que não nos interessam.”

Veja aqui o PDF com as sete melhores frases: https://bit.ly/3n1354B

Ou o vídeo com as sete melhores frases: https://youtu.be/Bcrqle9Dje8

Vamos aos comentários sobre o livro:

Quem indicou?

A indicação da leitura do livro de Eliyahu Goldratt (1947 – 2011) foi do Bimodal Túlio Severo. Não conhecia o autor e é a primeira vez que conheço suas ideias.

Qual é o objetivo do livro?

Apresentar as principais ideias do autor sobre o que ele considera uma “vida plena” e os conceitos relacionados a esse principal.

Um bom resumo, entretanto, das ideias do autor, feito pela filha dele no próprio livro é o seguinte:

  1. as pessoas são boas;
  2. todo conflito pode ser eliminado;
  3. toda situação, não interessa quão complexa possa parecer no início, é excessivamente simples;
  4. toda situação pode ser substancialmente melhorada;
  5. toda pessoa pode alcançar a vida plena;
  6. sempre existe uma solução ganha-ganha numa situação de conflito.

O que comentar da forma?

É feito como uma espécie de romance, no qual pai e filha conversam sobre os conceitos dele.

O que acredito que vou levar do livro?

O livro é Reforçador de Conceitos Já Existentes.

O autor diz do jeito dele o que outros autores tinham dito de outra forma, tal como:

    1. devemos pensar como um cientista e que a vida é feita de escolhas. Algo que li e gostei em Ayn Rand (1905 – 82);
    2. destaco como algo interessante o conceito de Simplicidade Inerente;
    3. o autor diagnostica que as pessoas têm dificuldades de lidar com a simplicidade e acabam se conformando com explicações ruins, que ele chamou de lógica circular.

Simplicidade Inerente é a premissa de que todo Fenômeno – Desconforto – Problema, por mais complexo que seja, tem uma causa e um efeito específico, que deve ser procurado.

Este é o grande ganho que tive com a leitura.

Destaco ainda estas frases:

“Quanto mais graus de liberdade o sistema tiver, mais complexo será.”

O que pode ser usado, quando falamos de centralização e descentralização em sistemas humanos. A centralização visa basicamente a redução da complexidade para que possa se proceder o controle.

E sistemas mais complexos acabam por exigir sistemas de comando e controle que permitam lidar com tal complexidade.

Aqui, podemos trabalhar também.

“Se você quer uma vida fácil, é só pegar um martelo e bater bem forte na cabeça. Vai receber até comida na cama.”

Uma ótima frase, sarcástica, para reforçar a ideia de que tudo na vida exige esforço.

“Não vejo muita razão para perder tempo com problemas pequenos quando posso resolver os grandes.”

Uma boa frase como indicativo de que se deve se perder menos tempo com o supérfluo.

“Não construa castelos em areia movediça.”

Aqui, reforça algo que Silvio Meira, comento o livro dele neste post, que defende que toda a mudança e projeto estratégico precisam de uma teoria para chamar de sua.

E, por fim, “Se queremos eliminar o efeito, devemos e eliminar a causa.”

O que reforça a necessidade de procurar os motivos e as consequências dos Fenômenos – Desconfortos – Problemas.

O que não gostei?

  1. achei, para o meu gosto, os cases de negócios muito longos e não tão bem explicados;
  2. alguns conceitos não são detalhados como deveriam, tais como a dicotomia entre conflito e contradição;
  3. há um excesso de otimismo na capacidade de todos mudarem, pois há fatores subjetivos e traumas, que impedem que as pessoas procurem a melhoria contínua. Aqui, acredito que Thomas Kuhn (1922 – 1996) está mais próximo dos fatos, quando diz que as pessoas tendem a morrer com seus paradigmas, quando se defrontam com algo muito novo que os obriga a mudar.

Acredito que as explicações podem chegar a uma simplicidade, mas o mesmo não ocorre com todas as pessoas.

Qual é a síntese que fiz da visão de vida plena do autor?

As sete dicas de Goldratt para se viver uma vida mais plena

  1. é preciso assumir total responsabilidade pela sua vida, através de escolhas produtivas, investindo na superação dos obstáculos que dificultam a nos levar a viver uma vida plena;
  2. pense como um cientista, criando mapas lógicos, evitando a lógica circular, conhecendo as causas e os efeitos que governam os fenômenos, procurando soluções simples para situações complexas, perguntando sempre os “por quês” das coisas, as causas-raiz;
  3. tenha uma arrogância humilde, assumindo que não sabe, estando sempre disposto a aprender;
  4. faça protótipos e não espere que funcionem na primeira vez (só um tolo acredita nisso), deixe que a satisfação do conhecimento acaba por compensar possíveis decepções;
  5. não reclame da realidade, colha o aprendizado que ela está lhe dando, evite culpar os outros, pois você estará apontando para uma direção, na qual não encontrará uma boa solução e as emoções vão acabar por te cegar;
  6. procure Simplicidade Inerente, pois as soluções sempre são surpreendentemente simples e surgem, em geral, com a interação com outros seres humanos, através da crítica construtiva;
  7. não camufle os dolorosos problemas para poder tolerá-los, você acabará colocando a sua energia em coisas menos importantes.

É isso, que dizes?

Colaborou (ram) o (s) Bimodal (is): Tulio Severo e Lizandra Barbuto.

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O áudio do artigo.

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#descentralização_progressiva – por que precisamos gradativamente aumentar o poder do Sapiens?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“O principal problema da humanidade hoje é o seguinte: vivemos em um mundo exponencial com uma intuição linear.”  – Kurzweil.

Qualquer um tem a noção de que se você aumentar o número de moradores de determinado lugar, algo precisará ser feito para que todos possam se sentir mais confortáveis.

Dependendo do número de novos moradores, a reforma necessária terá que ser maior ou menor. Certo?

A regra é a seguinte:

Quando você aumenta o número de Sapiens em um dado ambiente, mais dia ou menos dia, uma reforma de algum tipo precisará ser feita para que se possa lidar melhor com a nova quantidade.

A relação aumento da quantidade versus necessidade de reforma vale tanto na micro escala como também na macro escala.

O Sapiens, apesar da falta de consciência do que isso significa para a espécie, saltou nos últimos 220 anos de um para oito bilhões de habitantes e é lógico imaginar que algum tipo de “reforma” precisará ser feita na civilização.

Nosso Modelo de Sobrevivência, diferente das outras espécies, que é naturalmente genético, o nosso é inventado. Ou se quiserem, o nosso Modelo de Sobrevivência é artificialmente natural.

O que temos quando aumentamos a população é uma gradual e progressiva inadequação do Modelo de Sobrevivência com o novo Patamar Demográfico.

A Inadequação Civilizacional provocada por aumentos populacionais faz com que uma série de problemas passem a ser insolúveis.

A Inadequação Civilizacional é mais visível em países que tiveram um maior aumento demográfico, como é o caso do Brasil.

Em todos os setores acaba por se atender os clientes de alguma maneira, mas com cada vez menos capacidade de agilidade e personalização.

Há um progressivo processo de Verticalização Produtiva, com organizações centrais massificando produtos e serviços para que sejam garantidos os Itens de Consumo.

A Inadequação Civilizacional tende a levar a uma massificação dos produtos e serviços, o que acaba por gerar uma massificação dos próprios clientes.

Há melhoria incrementais em larga escala, mas não melhorias radicais ou disruptivas em larga escala.

Temos, assim, como um padrão nas Civilizações Humanas, que pode ser a nível global ou regional, conforme cada época:

  • novas mídias, que nos permite criar novo Modelos de Comunicação, seguido de uma fase de Renascimento Civilizacional;
  • com o novo Modelo Modelo de Comunicação, passamos a ter um a possibilidades nas Zonas de Atração da criação de um novo Modelo de Administração, que consolida um novo Modelo de Sobrevivência mais sofisticado;
  • o Novo Modelo de Sobrevivência estimula o aumento demográfico, o que torna o novo Modelo de Sobrevivência, gradualmente, inadequado, com a demanda por novas mídias e o recomeço do ciclo.

Aprendemos com o passado que, de quando em quando ao longo da Macro-História, o Ambiente de Sobrevivência do Sapiens se torna insuficiente para lidar com o exponencial aumento da Complexidade Demográfica.

Construímos um Ambiente de Sobrevivência, que vai ficando insuficiente para atender uma quantidade de gente muito maior.

O Ambiente de Sobrevivência 1.0 (Analógico) tem várias limitações, a saber:

  • da quantidade de fontes de informação;
  • de comunicação mais horizontal entre as pessoas;
  • maior dependência de tempo e lugar;
  • alto custo das interações;
  • falta de índices coletivos, que permitam o aumento da confiança das trocas entre desconhecidos;
  • um modelo de comando e controle inadequado, que não permite a Personalização em Larga Escala.

Até a chegada da nova mídia, o Modelo de Sobrevivência Analógico foi aceito por falta de um novo.

Porém, como nos ensinou nosso Padrinho Intelectual Marshall McLuhan (1911 -80) o uso da nova mídia vai alterando gradualmente a mente de seus usuários em um Processo de Harmonização entre a Topologia da Mídia com a Topologia da Mente.

O que melhoramos nesse padrão é o seguinte:

As novas Topologias da Mídia e da Mente vão criando organizações produtivas que TAMBÉM vão gerar uma nova Topologia Administrativa.

A nova Topologia da Mente do Sapiens vai demandando cada vez mais organizações com a mesma Topologia.

A Topologia da Sobrevivência será sempre similar a Topologia das Mídias.

Quando as pessoas optam por novas mídias, sem saber, estão optando por uma nova Civilização!

Há, assim, uma demanda por uma Harmonização Topológica, que é a seguinte:

  • Topologia da Mídia, influencia a Topologia da Mente;
  • A Topologia da Mente influencia a Topologia Administrativa;
  • E a Topologia Administrativa influencia a Topologia da Sobrevivência.

Depois da chegada de uma nova mídia, a sociedade vai gradualmente, topologicamente falando, se Midificando.

Revoluções de Mídia são movimentos de ordem espontânea do Sapiens, que cumprem um papel sistêmico para viabilizar uma sobrevivência melhor.

Revoluções de Mídia criam Ambientes de Comunicação mais sofisticados, que permitem que novas formas de resolver problemas passem a ser possíveis.

Depois da chegada de novas mídias, novos Ambientes Administrativos  vão sendo criados para permitir que possamos viver com mais qualidade dentro do novo patamar de quantidade.

Porém, tudo isso tem uma tendência, uma direção, um norte.

Todas as mídias tendem a nos levar, no longo prazo, para um processo de mais poder dos usuários, pois é a forma mais eficaz de lidar com o progressivo aumento da Complexidade Demográfica.

O que ocorre é uma Descentralizadora Progressiva, retirando intermediadores que ficaram inadequados, colocando no lugar outros que permitam o aumento da flexibilidade, agilidade e menor custo.

Há uma substituição de antigos intermediadores menos compatíveis com o novo Patamar Demográfico para outros mais compatíveis, tanto em termos de custo quanto de flexibilidade.

Portanto, a única forma sustentável para administrar mais gente no planeta, é aumentando o empoderamento de cada Sapiens, tanto nas operações e nas decisões das suas vidas.

É isso, que dizes?

Colaborou (ram) o (s) Bimodal (is): Átila Pessoa

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

O áudio do artigo.

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#silvio_meira – mergulhando neste autor.

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

As sete melhores frases do livro de Silvio Meira “O que é Estratégia?”:

“O desafio estratégico dos negócios é saber o que fazer,  para que e porquê e não como fazer.” 

“Sistemas centrados no presente quase nunca influenciam o futuro.”

“Transformação [digital] de um negócio é a transformação da atual teoria do negócio para outra.”

“Desafiar e mudar tradições depende basicamente da descoberta de suas origens e o que se perde e ganha com tais mudanças.”

“Viver é participar de diálogos.”

“Liderar é o processo de motivar pessoas a colaborar para superar grandes desafios.”

“Aprendizado é transformação.”

Veja aqui o PDF com as sete melhores frases: https://bit.ly/3qoPxlD

Ou o vídeo com as sete melhores frases: https://youtu.be/QEYwOw7S5Wo

Vamos aos comentários sobre o livro:

Quem indicou?

O livro “O que é Estratégia?” de Silvio Meira foi indicado pela Bimodal Fernanda Pompeu.

Qual é o objetivo do livro?

Apresentar uma visão de como se fazer estratégias de maneira geral com alguma ênfase no fazer estratégico dentro do Mundo Digital.

O que posso comentar da forma?

O autor opta pelo desenvolvimento do texto incomum.

Se baseia na forma de escrita do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889 – 1951) com frases soltas, sem grandes explicações para criar um certo enigma e provocar diálogos.

Denomina-se o modelo como um “tratado“.

Conforme o autor detalha no livro:

“Tive uma deliberada intenção minimalista” (…) os 21 itens das nossas definições e descrições deveriam ser tratados, cada um, como a estrutura de um capítulo de um livro que não foi e talvez nunca seja escrito, com o leitor preenchendo entrelinhas, entendendo muitas descrições como provocações – a serem respondidas, talvez refutadas.”

O formato me pareceu também uma estratégia de marketing para atrair clientes para os serviços do autor, pois apresenta de forma genérica uma série de ideias e QR codes para integrar comunidades promovidas pelo autor.

O que acredito que vou levar do livro?

O livro é Reforçador de Conceitos Já Existentes.

O autor diz do jeito dele o que outros autores já tinham dito de outra forma, tal como:

É fundamental ter uma Teoria da Mudança para promover a estratégia.

De maneira geral, as pessoas pensam muito no como e pouco no “por quê e para onde se deve ir?“, como chama a atenção Meira nesta frase (que ficou entre as sete melhores):

“O desafio estratégico dos negócios é o que fazer,  para que e porquê e não como fazer.” 

De maneira geral, os projetos de inovação, mudança, estratégia focam muito no operacional e na metodologia e esquecem da Visão Futurista: de onde se está, para onde se vai, a partir de que cenário? E isso implica NECESSARIAMENTE numa visão de futuro, que Meira chama de “Teoria da Mudança“. Passo a usar este conceito, que me parece bem adequado.

É fundamental não perder o foco na competitividade quando se pensa em criar estratégias.

De maneira geral, as pessoas começam a se perder no que o pensador israelense Eliyahu Goldratt (1947 – 2011) chamou de Lógica Circular (veja minha análise sobre um dos livros dele aqui.)

Na Lógica Circular, se confunde o que deveria ser a causa da consequência, ou, no popular, “o que é o rabo do que é o cachorro”.

Não se consegue mais enxergar o objetivo final do que se está fazendo como chama a atenção Meira nesta síntese que fiz mais abaixo nas “Sete dicas de Meira sobre Estratégia“:

“O objetivo da estratégia não é desenhar grandes planos, mas produzir grandes resultados, através de melhoria da competitividade e sustentabilidade num ecossistema.” 

De maneira geral, os projetos de inovação, mudança, estratégia acabam se perdendo, pois deixam de focar na demanda presente e futura dos atuais e possíveis novos clientes e passam a olhar para o próprio “umbigo“.

Competir é conseguir entender a demanda do cliente presente e futura e criar formas de atendê-la.

O que não gostei?

  1. é preciso neste novo cenário, deixar claro que estamos precisando de estratégicas atípicas, não mapeadas, pois estamos vivendo a chegada de uma nova Era Civilizacional. Podemos dizer que precisamos de um tipo de Estratégia Trans-Eras (da migração de um Ambiente Produtivo para outro).
  2. acredito que logo de início deveria ter sido feita a defesa das mudanças estratégicas voltadas para a competitividade, o que ficou mais para o meio. É sempre bom começar qualquer projeto sempre no para onde e depois focar no como, principalmente num livro que fala de estratégia e destaca a importância da teoria.

Qual é a síntese que fiz da visão sobre estratégia do autor?

Segue abaixo:

As sete dicas de Meira sobre Estratégia

(Aqui fiz uma síntese, mixando frases e tópicos distintos, com alguns destaques em negrito.)

  1. o objetivo da estratégia não é desenhar grandes planos, mas produzir grandes resultados, através de melhoria da competitividade e sustentabilidade num ecossistema;
  2. tudo, nos sistemas e na vida, são escolhas, assim, lideranças estratégicas devem priorizar a antecipação de futuros, ainda mais em grandes transições como a atual, com desafios estruturais, já que sistemas que dependem apenas de mudanças espontâneas tendem a não sobreviver;
  3. sistemas centrados no presente quase nunca influenciam o futuro, portanto, é preciso criar mais tempo para o futuro no presente, aumentando, assim, o potencial estratégico;
  4. numa estratégia é preciso ter propósito, que é um compromisso de realizar ações que levarão algo a existir no futuro, sendo que o estado de partida é um conjunto de aspirações;
  5. o desafio estratégico é definir claramente o que fazer e para quem e porquê e não como fazer;
  6.  é preciso criar uma teoria da mudança, que parte da atual teoria do sistema e migra para outra;
  7. para ser útil, a teoria da mudança deve ser válida e deve passar por um crivo de realidade bem como motivar, engajar e empoderar pessoas em rede.

Síntese final:

A teoria da mudança tem que ser lógica e a proposta competitiva criativa e não o contrário.

É isso, que dizes?

Colaborou (ram) o (s) Bimodal (is):  Fernanda Pompeu.

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O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

 

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  • #Teorizar – a fundamental diferença entre perceber e teorizar.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tipo de artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“A crítica e o debate são os únicos meios de chegar mais perto da verdade.” – Popper.

Conhecer algo é NECESSARIAMENTE passar por algumas etapas: sentir, perceber, conceituar e depois narrar.

Narrar é a etapa final da teorização.

Para narrar, é preciso passar OBRIGATORIAMENTE por algumas etapas, tendo sempre como foco a análise de um Fenômeno – Desconforto – Problema:

  • Diagnosticar as causas – procurar as motivações dos fenômenos, a partir da comparação de suas diversas recorrências, que inclui também do conhecimento e análise do trabalho de outros Diagnosticadores das Causas;
  • Diagnosticar as relações das forças – entender quais são as forças envolvidas e como elas se relacionam e por que causam desconfortos, a partir do estudo histórico de suas recorrências, que inclui também do conhecimento e análise do trabalho de outros Diagnosticadores das Forças;
  • Sugerir tratamento – a partir do diagnóstico, traçar metodologias para minimizar os desconfortos, a partir também do estudo histórico de outras metodologias, que inclui também do conhecimento e análise do trabalho de outros Metodólogos;
  • Pré-Prognosticar resultados – se o tratamento sugerido for feito, em que tempo, de que forma e em quanto o problema será minimizado? – o que inclui também do conhecimento e análise do trabalho de outros Operadores das Metodologias;
  • Avaliar os resultados e Promover a Revisão -por fim, a partir deles, o que deve ser mantido ou modificado nos passos anteriores para obter resultados ainda melhores?

Desconforto-Problema-Fenômeno é um mix de um Fenômeno, que causa determinado tipo de problema, gerando um desconforto em alguém, que passa a ser o cliente do Conceituador.

De maneira geral, as pessoas não promovem os passos acima e lidam com os Fenômenos – Desconfortos – Problemas de forma inadequada.

A percepção é, assim, apenas o primeiro passo no ato de teorizar.

Teorizar é criar uma equação, na qual há uma relação das causas principais, forças envolvidas e, a partir delas, metodologias para que se possa minimizar desconfortos.

Podemos ter pessoas separadas em cada uma destas etapas, mas uma Teoria (Caixa Alta) só pode ser considerada uma quando sugere metodologias de ação.

Teorias que NÃO têm metodologias e não podem ser comprovadas são outra coisa, menos teorias.

São, portanto, os resultados operacionais que validam teorias.

Vivemos hoje uma crise do fazer científico, principalmente das Ciências Sociais.

O Ambiente Acadêmico 1.0 foi formatado, a partir das Mídias Pré-Digitais e acabou ficando obsoleto.

A obsolescência da Ciência 1.0 gerou diversos sintomas objetivos e subjetivos, tais como:

  • a não compreensão da Ciência como ferramenta de sobrevivência;
  • o distanciamento dos Fenômenos – Desconfortos – Problemas de grande parte das pesquisas que são realizadas;
  • o uso do Ambiente Acadêmico para resolver os problemas de sobrevivência dos pesquisadores e não mais da sociedade.

O grande desafio da Ciência 2.0 é a superação das resistências corporativas com o uso cada vez mais criativo e inovador das novas Tecnopossibilidades Digitais.

É isso, que dizes?

Colaborou (ram) o (s) Bimodal (is):  Rodrigo Palhano

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL SUBLINHADO:LINKS PARA AS HASHTAGS BIMODAIS.

GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

O áudio do artigo.

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#mente_e_mídia – a relação das mídias com a mente.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“Não importa o canal de tevê que você assiste, a televisão está mudando a sua cabeça.”  – McLuhan.

Sigmund Freud (1856 – 1939) defendeu que determinadas mudanças de paradigmas humanos provocavam Feridas Narcísicas (podemos dizer estruturais) na forma como o Sapiens percebe a si mesmo.

São elas:

  • Primeira Ferida Narcísica – “A terra não é o centro do universo.” – Nicolau Copérnico  (1473 – 1543);
  • Segunda Ferida Narcísica – “Não somos especiais, mas iguais aos outros animais.” – Charles Darwin (1809 – 1882);
  • Terceira Ferida Narcísica – “Não controlamos totalmente nossa mente e emoções.” – Freud.

Tais mudanças de percepção geraram uma “Desonipotência” do Sapiens.

A partir destas três Teorias Desonipotêncializadoras, o Sapiens teve que cair em si e perceber que era muito menos potente, independente, poderoso do que realmente era.

Defendemos aqui neste artigo que Marshall McLuhan (1911 – 1980) provocou a Quarta Ferida Narcísica, ao proferir duas frases, que resumem a sua disruptiva visão sobre o ser humano:

“Mudou a mídia, mudou a sociedade.”;

“O ser humano cria tecnologias e as tecnologias recriam o ser humano.”

As duas frases são Desonipotêncializadoras, pois, até então, se considerava que o ser humano tinha total controle sobre as tecnologias e as tecnologias EM NENHUMA HIPÓTESE influenciavam algo não percebido pelo Sapiens.

Até McLuhan, não se percebia que as tecnologias no geral e as mídias em particular, modificavam algo, de forma inconsciente e imperceptível, dentro das nossas mentes.

Na verdade, se formos analisar as teorias de McLuhan elas são Pós-Freudianas, pois Freud defendeu a ideia, em última instância, que há uma separação entre a pessoa e a sua mente.

No fundo, podemos dizer que somos dois: nossa consciência e nossa inconsciência, regulada por atividades involuntárias do nosso cérebro.

Outras espécies não têm essa divisão entre a mente e a sua existência.

Tais atividades inconscientes estão sendo cada vez mais estudadas pelos especialistas, num processo de conhecimento de tudo que a nossa mente faz sem que tenhamos consciência.

Podemos até dizer que se autoconhecer é um também – ou principalmente – se relacionar melhor com as ações involuntárias e inconscientes de nossa mente.

O que queremos aqui neste artigo é apenas, sem dar nomes aos “bois“, ou entrar em mais detalhes sobre o tema,  chamar a atenção que nosso cérebro tem uma independência muito maior do que imaginávamos.

E que:

As tecnologias e as mídias, ao serem utilizadas, modificam algo em teu cérebro sem te consultar.

Se Freud defendeu que nós NÃO dominamos completamente nossas mentes, McLuhan, assim, agrega ao pensamento Freudiano algo a mais.

O que McLuhan percebeu, no Pós-Freud, é que essa Formatação Inconsciente da Mente tinha outras influências, tais como as tecnologias e as mídias.

Segundo McLuhan, o uso continuado de determinada tecnologia modifica aspectos inconscientes da mente, formatando as pessoas, que passam a atuar na sociedade de forma diferente sem que tenham a exata consciência das mudanças.

A tese de McLuhan sobre o papel formatador das mídias na mente é uma guinada Desonipotêncializadora na forma de pensar a própria espécie.

E passa, finalmente, a poder explicar diversas mudanças que tivemos e estamos tendo na sociedade agora com a chegada do Digital.

Os estudos da BIMODAIS partem das constatações de McLuhan e procuram ir além.

Primeiro, novas tecnologias são testadas e se massificam APENAS se resolvem determinados problemas latentes das pessoas.

Assim, as pessoas escolhem o que usar e, de certa forma, o que passará a influenciar as suas vidas. Assim, de certa forma toda tecnologia que se massifica recebe uma aprovação do Sapiens. A modificação que passa a fazer na mente, apesar de desconhecida, tem algo de voluntário.

As mídias são uma prótese cerebral, que ajudam o cérebro a exercer boa parte de suas funções. De todas as tecnologias, as Mídias são as que mais profundamente modificam o Sapiens tanto objetiva quanto subjetivamente.

As mídias têm uma determinada Topologia de Comando e Controle, que, aos poucos, vai influenciando a Topologia de Comando e Controle da Sobrevivência Humana.

Uma mídia mais vertical tende a levar a sociedade a um modelo de comando e controle mais vertical e vice-versa.

Se temos uma mídia com uma Topologia de Comando e Controle mais centralizada teremos, por tendência, mais adiante uma Topologia de Comando e Controle da Sobrevivência Humana mais centralizada e vice-versa.

Muito do que vivemos de centralização na Topologia de Comando e Controle da Sobrevivência Humana no século passado foi espelho inconsciente da Topologia de Comando e Controle dos meios eletrônicos de massa (rádio e televisão).

Portanto, temos a seguinte ordem após uma Revolução Midiática:

  • a chegada de uma nova mídia com a sua respectiva Topologia de Comando e Controle Midiática;
  • a Influência da Topologia de Comando e Controle Midiática nas Mentes de seus usuários;
  • que, por sua vez, influencia a Topologia de Comando e Controle da Sobrevivência Humana.

Novas mídias ao serem cada vez mais utilizadas irão, gradualmente, estimulando de dentro para fora, uma mudança de longo prazo na Topologia de Comando e Controle da Sobrevivência Humana.

As mídias mais horizontalizadas produzem mentes mais horizontalizadas. E mentes mais horizontalizadas criam uma Sociedade Mais Horizontalizada.

Uma Sociedade Mais Horizontalizada significa um aumento de participação do Sapiens nas operações e decisões sobre suas vidas.

As mídias mais horizontalizadas provocam uma uma horizontalização que vem de dentro para fora, de forma inconsciente. Com as mídias mais horizontalizadas, as pessoas que a utilizam vão se horizontalizando sem sentir.

(O mesmo ocorre com Mídias mais Verticalizadas, no sentido contrário.)

Podemos, assim, inferir que as grandes Revoluções Civilizacionais, na direção da Descentralização Progressiva começaram a ocorrer, de forma inconsciente, bem antes das mudanças conscientes.

Bem antes de várias grandes mudanças da espécie, novas mídias foram horizontalizando o Sapiens, que, horizontalizado, passou a demandar uma sociedade compatível com a sua nova subjetividade.

O processo começa de forma invisível e vai ganhando corpo, conforme uma nova sociedade mais horizontalizada vai se estruturando e permitindo à espécie viver melhor.

A novidade da BIMODAIS para o pensamento de McLuhan é o seguinte:

A nossa espécie aumenta a população e pede uma Sociedade Mais Horizontalizada e o processo de mudança se inicia com a chegada de uma nova mídia.

McLuhan e todos seus seguidores perceberam o padrão “mudou a mídia, mudou a sociedade”, porém não se perguntaram o por quê desse padrão.

Nossa hipótese da Descentralização Progressiva é de que o Sapiens caminha sempre de menos para mais descentralização como uma forma sustentável de lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva. 

A Descentralização Progressiva ocorre, assim, da seguinte forma:

  • as pessoas escolhem novas mídias mais horizontais, pois querem, de forma ainda não consciente, mais horizontalização;
  • e ao utilizar as novas mídias, sem saber, vão se preparando para viver numa sociedade mais horizontalizada;
  • e, com o tempo, vamos transformando essa horizontalização mental não consciente em projetos conceituais e tecnológicos inovadores;
  • que passam a ser aceitos por cada vez mais gente, que também se horizontalizou.

Por fim, podemos dizer que a Topologia da Mídia acaba por definir a Topologia da Sociedade.

É isso, que dizes?

Colaborou (ram) o (s) Bimodal (is): Rodrigo Palhano e Lizandra Barbuto.

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O áudio do artigo.

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#conhecimento – como se relacionar melhor com o conhecimento?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tipo de artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Pós-Escrito:

Não adiante ter um conhecimento válido que é inútil e nem um conhecimento útil que é inválido.

Vamos ao artigo:

“Buscamos o conhecimento “que é melhor”.” – Popper.

Conhecimento é uma ferramenta humana para sobreviver melhor.

Todo conhecimento mais válido é aquele que ajuda a gerar mais prosperidade e vice-versa.

Note que o critério de verdade se modifica aqui.

Temos dois níveis na procura do Conhecimento Mais Verdadeiro e Útil:

  • capacidade de se aproximar dos fatos torna o conhecimento mais verdadeiro;
  • capacidade de ser mais utilizável torna o conhecimento mais útil.

Podemos ter um conhecimento mais verdadeiro e pouco útil, como um conhecimento extremamente utilizável e não verdadeiro.

Uma análise criteriosa do conhecimento deve procurar analisar estes dois aspectos.

O conhecimento está ainda dentro de uma “escalada” do pensamento humano, a saber:

  • dados – o básico – mais próximo das sensações;
  • informação – o básico organizado, mais próxima das percepções;
  • conhecimento – a informação organizada, mais próximo da conceituação;
  • sabedoria – o conhecimento eficaz dentro de um projeto de prosperidade, mais próximo das narrações.

O conhecimento tem algumas regras, a saber:

  • é sempre provisório;
  • tem como objetivo principal melhorar a qualidade de vida do Sapiens;
  • apesar de transitório, o conhecimento precisa estar provisoriamente certo para que decisões sejam tomadas, a cada momento;
  • a forma de saber qual o conhecimento mais certo é através da análise comparativa entre outros conhecimentos, outros argumentos e outros fatos, que pareçam ser mais razoáveis e, por fim, como prova final a resposta à pergunta: “quando o conhecimento foi transformado em ação, ajudou ou atrapalhou?”.

Todo conhecimento mais válido acaba sendo adotado nas Zonas de Atração.

Todo conhecimento mais inválido acaba sendo banido das Zonas de Atração.

O tempo é o principal “desinfetante” dos conhecimentos menos eficazes.

Bem como o tempo é o principal “adubo” dos conhecimentos mais eficazes.

A BIMODAIS adotou a Certeza Provisória Razoável, que é uma opção filosófica diante do desafio da procura do Conhecimento Mais Verdadeiro e Útil.

A Certeza Provisória Razoável acredita que o conhecimento é uma ferramenta de sobrevivência, mutante, mas que precisa ser colocado em versões para que decisões sejam tomadas, mas sempre com a preocupação de poder promover revisões, a partir de fatos novos ou argumentos, conhecimentos considerados mais eficazes e, por fim, daquilo que resultou nas ações, gerando mais ou menos qualidade de vida.

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O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal041121b

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#religião_2.0 – a relação das mídias com as religiões.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“Melhorar o mundo requer compreensão de causa e efeito.”  – Pinker.

Tudo que permanece ao longo do tempo é uma Oferta Estrutural que se mostrou válida para determinada Demanda Estrutural do Sapiens.

O Sapiens é uma espécie que, no longo prazo, abraça o que melhora a vida e descarta o que piora.

A Religião, a meu ver, resolve a demanda do Sapiens de refletir sobre propósito de vida e sobre a postura ética, um certo conforto para lidar melhor com a finitude humana e, por fim, um sentimento de pertencimento em uma comunidade.

O Sapiens, aliás, é a única espécie viva que tem consciência da morte.

As religiões, entretanto, além de seu papel específico, que tem se perpetuado no tempo, exerce outras influências na sociedade, principalmente na área política.

Mais e mais, ao longo dos tempos, se sentiu a necessidade de separar as decisões baseadas na fé (se base factual) daquelas ligadas à sobrevivência (com base conceitual).

Porém, no passado (com mais intensidade) e hoje (com menos) a religião influencia as pessoas e, por sua vez, as pessoas influenciam a política.

Portanto, várias das mudanças civilizacionais, principalmente no passado, começaram na religião e depois se expandiram para os outros setores da sociedade.

Temos defendido aqui dentro da Teoria do Reequilíbrio Civilizacional (a síntese da base conceitual da BIMODAIS)  de que o Sapiens por ser uma Tecnoespécie pode e gosta de aumentar a população, mas é obrigado, por causa disso, a inovar progressivamente.

A Inovação Progressiva é algo da essência de uma Tecnoespécie.

Todas as organizações da sociedade – as religiosas também – seguem as Macrotendências propostas pela Teoria do Reequilíbrio Civilizacional: mais e mais precisamos descentralizar as operações e decisões para mais e mais lidar melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Assim, é de se esperar ao longo do tempo que Movimentos Descentralizadores locais ou mais gerais ocorram criando Zonas de Atração e, por adesão, influenciando outras Zonas Humanas a fazer o mesmo.

Zonas Humanas são divididas em três: Atração, Neutras e de Abandono, que são definidas pela capacidade de utilizar as melhores soluções para antigos e novos problemas.

Existem várias ações das Inovações Civilizacionais, que abrangem novidades conceituais e tecnológicas, mas as mais marcantes de todas são as Inovações Midiáticas.

Inovações Midiáticas são melhorias nas mídias, que podem ocorrer nos canais, nas linguagens ou nos armazenamentos dos registros, que são o epicentro de uma Tecnoespécie como a nossa.

Temos, se analisarmos a história, três tipos de Inovações Midiáticas:

  • Incrementais – melhorias operacionais de baixo impacto;
  • Radicais – melhorias operacionais de médio impacto;
  • Disruptivas – melhorias operacionais e filosóficas de alto impacto.

As Mídias viabilizam determinadas mudanças que o ser humano desejava fazer, mas que NÃO tinham ferramentas para realizá-las.

Tais demandas por mudanças são provocadas pelo aumento populacional, pelo acúmulo de conhecimento, por novas mentes inovadoras, entre outros motivos.

Mídias não criam demandas de sobrevivência, mas apenas potencializam aquelas que já existiam.

Assim, quando aplicamos a Teoria do Reequilíbrio Civilizacional no processo de mudanças de longo prazo nos Ambientes Religiosos podemos dizer que antes das Revoluções Religiosas já havia a demanda por determinadas mudanças, mas faltavam ferramentas para que elas pudessem se viabilizar.

Podemos dizer ainda que por trás das grandes Revoluções Religiosas, que estavam inseridas em Revoluções Civilizacionais, sempre tivemos novas mídias para viabilizá-las. 

O que temos de novidade nos nossos estudos é de que sempre houve e haverá uma relação entre mídia e religião.

Até a chegada da escrita, a relação do Sapiens com o que podemos chamar de divino (“relativo a ou proveniente de Deus ou de um ou mais deuses”) era oral.

Podemos, dizer, assim, que tivemos nas Religiões duas fases no passado e entrando agora numa terceira:

  • as Religiões Orais – nas quais a relação com o divino era através da oralidade
  • era feita exclusivamente no Ambiente Midiático Escrito;
  • as Religiões Orais/Escritas – nas quais a relação com o divino era feita no Ambiente Midiático Oral/Escrito;
  • as Religiões Orais/Escritas/Digitais – nas quais a relação com o divino está passando a ser feita com a influência do Digital.

Para analisar essa relação entre mídia e religião sugiro que você assista o filme Lutero no Youtube.

No filme, se vê claramente a influência da escrita impressa na Reforma Protestante.

Martinho Lutero (1483 – 1546) tem acesso, a partir do ingresso em uma escola teológica, ao antigo testamento e passa, a partir de determinado momento, a questionar alguns pontos e a transmitir suas ideias questionadoras da interpretação oficial da igreja, via Escrita Impressa, que dava os primeiros passos na época.

(Johannes Gutenberg (1400 – 1468) havia desenvolvido a prensa na mesma Alemanha de Lutero, algumas décadas antes.)

No filme e nos livros sobre aquele momento histórico, aparecem claramente a influência do papel impresso nas ideias luteranas, que passaram a influenciar os cristãos primeiro na Alemanha e depois em toda a Europa.

Podemos dizer que a Reforma Protestante é filha do papel impresso, pois sem a nova mídia seria impossível que as ideias de Lutero tivessem repercussão como tiveram.

As religiões, a despeito das crenças, exercem um papel social na sociedade, que caminha junto dos Ambientes Sociais Políticos e Econômicos.

A Reforma Protestante, por exemplo, foi um alicerce, em vários sentidos, para as Revoluções Sociais (Livre Mercado e República Liberal) que vieram depois.

Mas note bem que muitas demandas daquele movimento religioso estavam latentes.

A nova mídia, no caso a Escrita Impressa, foi apenas o Fator Detonante para que o que estava latente pudesse se explicitar e passar a modificar a sociedade.

A Mídia não criou a demanda (social, política, econômica e religiosa) da Reforma Protestante, mas permitiu que ela ocorresse naquele lugar, naquela hora liderada por aquelas pessoas.

Como podemos afirmar também, dentro da mesma lógica, que o Cristianismo é filho da escrita manuscrita.

Como exemplo, podemos citar o surgimento da escrita há cerca de oito mil anos, já que bíblia: “é um termo derivado da palavra grega βιβλίον (biblíon), que significa pergaminho, papiro ou livro.”

Que prognósticos podemos fazer em relação aos Ambientes Religiosos no Pós-Digital?

O que aprendemos analisando o passado é o seguinte:

  • há uma forte influência do surgimento de novas variantes religiosas e mesmo de grandes revoluções nestes ambientes, a partir de novas mídias, isso é uma possibilidade muito consistente;
  • que as novas formas religiosas, que surgem a partir de novas mídias, tendem a ser cada vez mais flexíveis, menos dogmáticas e menos centralizadas do que eram no passado;
  • de que as novas formas religiosas serão alinhadas com os novos movimentos sociais, políticos e econômicos que virão, todos na direção da Descentralização Progressiva.

Provavelmente, teremos um aumento ainda maior da descentralização religiosa no Pós-Digital, com uma personalização da relação das pessoas com o que podemos definir como o divino, que servirá também de base para um Ambiente Social cada vez mais descentralizado.

É isso, que dizes?

Colaborou a Bimodal: Talvacy Chaves.

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O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigonepo101121

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#karl_popper – mergulhando neste autor.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

As sete melhores Frases de Popper

“Não é possível fazer uma revolução sem provocar reação.”  

“Em geral, somos cegos para as nossas falhas e muito atentos para as dos outros.“

“É  muito difícil aprender com erros gravíssimos.“

“Criticar é, antes de tudo, apontar contradições.“

“A prática não é inimiga do conhecimento teórico, mas sim o mais valioso incentivo a ele.“

“A aparência é aquilo que muda, já a realidade aquilo que permanece.“

“Uma fraqueza tipicamente humana: o sentimento de que devemos nos envergonhar de nossos erros.“

Considerações iniciais

Não lembro bem como cheguei ao este livro específico de Karl Popper (1902 – 1904).

Tenho um livro dele em papel, a “Lógica da Pesquisa Científica” e, confesso, achei meio duro de ler.

Li o livro “Popper – Textos Escolhidos” de David Miller – uma seleção que permite uma boa visão geral sobre a obra do autor – no Kindle e desenvolvo aqui a melhoria da Metodologia de Leitura Bimodal.

Marquei no Kindle assim:

  • em amarelo apenas um registro para uma segunda leitura, mas não para um aproveitamento agora;
  • em azul, as melhores frases;
  • em vermelho, as dicas de leituras;
  • e em laranja, os conceitos relevantes.

Resolvi, a partir deste livro, promover sempre na minha metodologia de leitura uma síntese bem enxuta do que mais gostei, através das “sete melhores frases” e “sete alguma coisa” seguida, por fim, de uma análise prévia.

Fiz uma seleção das 20 melhores frases do autor, que coloquei aqui.

(A partir de agora vou reduzir sempre para As sete melhores frases, como coloquei acima.)

Link encurtado para rascunho principal da leitura: https://bit.ly/2Y2plRU

O que aprendi com Popper?

Popper, como vários outros autores, se dedica ao tema de pensar sobre pensar melhor.

Algo fundamental para uma espécie que faz escolhas o tempo todo para sobreviver com mais qualidade.

E é destas escolhas que podemos melhorar, ou não, nossa qualidade de vida.

Se as outras espécies desenvolveram outras habilidades para viver melhor, o Sapiens investiu tudo na sua capacidade de pensar e repensar.

Tem autores que não se preocuparam tanto com a forma.

Teorizar é a difícil atividade de alinhar a empatia com o leitor sem perder a conexão com os fatos.

Popper não é um Conceituador que me parece que conversou muito com seus Afilhados Intelectuais.

Afilhados Intelectuais são aquelas pessoas que seguem a linha de um determinado Padrinho Intelectual.

O texto dele não dialoga com alguém menos especializado, tornando-o mais acessível para os menos entendidos. O livro ganharia muito se tivesse alguém “arredondando” as ideias do autor, que são bem interessantes.

Muitos autores são menos lidos do que merecem, devido a um texto um pouco menos acessível. É o caso, por exemplo, de Marshall McLuhan.

Muitos autores não foram mais lidos por causa disso: se preocuparam muito com a conexão com os fatos e perderam a empatia com o leitor.

O que acaba ocorrendo é que os tradutores da sua obra acabam ganhando mais destaque do que ele.

O livro sobre Popper não é, portanto, de fácil leitura para quem não está enfronhado e acostumado ao tema da epistemologia.

Epistemologia é o campo da filosofia que procura dialogar sobre o que é mais verdade e para que serve, afinal, à procura da verdade para o Sapiens.

Meu primeiro Padrinho Epistemológico preferido foi Marcelo Gleiser. Eu era, assim, epistemologicamente falando, Gleiseriano.

Porém, percebi agora – depois da leitura deste livro de Popper – que Gleiser é Popperiano.

São várias e várias frases de Gleiser que se assemelham as de Popper, o que demonstra que Gleiser leu Popper.

Popper e Gleiser defendem, basicamente, que o conhecimento é um processo constante de melhoria na direção de explicações melhores.

A defesa do conhecimento progressivo se assemelha ao “sei que nada sei” de Sócrates, mas diferente, pois eu sei algo, duvido do que sei, a partir de algo melhor.

Lembro bem da frase Popperiana de Gleiser, que durante anos foi a escolhida para ser o principal destaque no meu blog:

“Não existem teorias finais, apenas melhores.” 

Acredito que o Gleiser é um epistemólogo mais acessível, em particular com a leitura do seu melhor e mais famoso livro “Criação Imperfeita“.

A recente leitura dos textos escolhidos de Popper, entretanto, me fez enxergar melhor o principal problema que tenho com Ayn Rand (1905 – 1982) – minha outra Madrinha Intelectual Epistemológica.

Rand, a meu ver, é muito dogmática no conceito daquilo que é a verdade ou realidade. Ela luta, com razão, para que NÃO tenhamos uma visão relativista da verdade, da realidade.

Porém, radicaliza um pouco, o que acaba caindo em um certo dogmatismo. Assim, eu posso dizer que Popper, ao afirmar que a verdade é sempre um processo, em constante mutação, suaviza Rand.

Porém, Rand, por sua vez tem algo que Popper não desenvolveu (pelo menos de tudo que li dele) e, a meu ver, deveria.

Popper defende que o objetivo da ciência é nos aproximar constantemente de explicações melhores, o que eu discordo.

Rand me parece mais adequada ao não defender que a ciência é um fim em si mesmo, como Popper.

Rand, no seu “Objetivismo“, defende que o conhecimento é uma ferramenta de sobrevivência.

Assim, uma síntese que consegui fazer dos dois é a seguinte:

  • Me considero Popperiano quando penso na ciência como um processo validador em constante revisão;
  • Me considero Randiano quando penso na ciência como uma ferramenta de sobrevivência, que precisa ser útil para a espécie.

Uma síntese dos dois epistemólogos seria a seguinte:

Não adianta ter um conhecimento válido que é inútil e nem um conhecimento útil que é inválido.

Falo mais sobre isso aqui neste artigo. 

E esta seria a minha principal crítica a Popper: ver a ciência como um fim em si mesmo, que podemos chamar de Ciênciocentrismo.

Ciênciocentrismo – que pode ter outros centrismos tal como Educacicentrismo – é não perceber que toda a atividade humana, de qualquer setor, tem sempre como objetivo melhorar a vida do Sapiens.

Não, não colocaria o livro “Popper – Textos Escolhidos” na bibliografia básica da BIMODAIS, mas foi um texto que me permitiu pensar e promoveu o que passei a chamar de Oxigenação Indireta.

Oxigenação Indireta é quando você lê um texto e tem muitas ideias que não são necessariamente diretamente ligadas ao que o autor está falando, mas apenas te inspirou a elas.

Destaco aqui o que selecionei nos campos do Conhecimento e da Inovação, mixando diversas frases de Popper para que possamos aproveitar ao máximo o autor.

As sete dicas de Popper sobre o Conhecimento 

  1. deixe de se achar sempre certo;
  2. de ficar atento à falha dos outros e foque nas suas;
  3. o que conseguimos ter de noção sobre a realidade são apenas estas conjecturas, que precisam estar abertas às críticas;
  4. temos apenas suposições e não verdades definitivas, portanto, estamos sempre aprendendo e reaprendendo;
  5. só obtemos conhecimento melhores quando nos dispomos a aprender com nossos erros e deixamos de ser dogmáticos;
  6. é preciso levar a sério as outras pessoas e seus argumentos;
  7. por fim, critique e estimule a crítica, através de argumentações, que apontem contradições nas suas explicações.

As sete dicas de Popper sobre Inovação

  1. evitar fazer muitas coisas ao mesmo tempo, pois se torna impossível saber qual das tuas ações gerou determinado efeito;
  2. quando os erros aparecem, é preciso decidir qual das diversas partes deve ser responsabilizada pelo fracasso;
  3. não são os erros em geral que devem nos perturbar, mas apenas aqueles que somos incapazes de corrigir;
  4. é melhor errar de forma controlada, pois é muito difícil aprender com erros gravíssimos,  incorrigíveis, irreversíveis ou incontroláveis;
  5. descarte o peso das autoridades, pois a verdade está acima delas;
  6. devemos estar sempre preparados para corrigir erros e, se vamos corrigi-los, devemos estar preparados para cometê-los;
  7. por fim, é preciso parar de se envergonhar dos próprios erros.

É isso, que dizes?

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#profissionais_2.0 – o trabalho no Pós-Digital?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“Pela primeira vez na história da humanidade, a maioria das competências adquiridas por uma pessoa no início de seu percurso profissional estarão obsoletas no fim de sua carreira.”  – Pierre Lévy.

Precisamos entender algumas novas regras estruturantes para a sociedade humana:

Quanto mais aumentamos a Complexidade Demográfica, mais precisamos flexibilizar nosso Modelo de Sobrevivência.

Mais uma.

A única forma sustentável do Sapiens viver melhor no planeta, é permitir que mais e mais se participe das operações e das decisões.

Aprendemos com o passado que a Descentralização Progressiva é a única alternativa encontrada pelo Sapiens para lidar com sociedades mais complexas.

Podemos afirmar, assim, que a principal Macrotendência das Zonas de Atração na Civilização 2.0 será a de criar formas criativas de empoderamento do Sapiens.

A tendência à Descentralização Progressiva atinge todas as áreas da sociedade, onde se inclui a do trabalho.

Se o fim da escravidão foi principal marca nas relações trabalhistas da Revolução Midiática da Escrita Impressa, agora será a dos atuais empregos mais formais para o trabalho autônomo.

 Os Ambientes Produtivos 2.0 serão cada vez mais próximos dos Ubers e cada vez mais distantes das Cooperativas de táxis.

Os Profissionais 2.0 vão, assim, enfrentar um mundo com cada vez menos emprego e cada vez mais trabalho.

E isso implica uma nova preparação do Sapiens 2.0 para enfrentar um Ambiente Produtivo, no qual NÃO terá um intermediador direto entre ele e os clientes.

Profissionais 2.0 vão ter que aprender a se relacionar mais diretamente com os clientes e isso implica uma mudança significativa em vários níveis, tanto na preparação dos jovens quanto dos adultos para enfrentar:

  • um Ambiente Organizacional sem ter um chefe para dizer o que fazer o tempo todo;
  • um mercado muito mais dinâmico, no qual é preciso aprender e reaprender constantemente num volume de informações exponencialmente maior do que o das gerações passadas;
  • um mercado muito mais competitivo, no qual é preciso conhecer os seus talentos para poder ter um diferencial em relação aos clientes;
  • um mercado, no qual noções de marketing e vendas passam a ter que ser, cada vez mais, de domínio de todos.

Estas mudanças demanda um giro de 180 graus na educação, pois aqui temos uma nova regra que precisa ser aprendida pelos educadores:

Quem define o conteúdo e a forma do Ambiente Educacional é o a demanda de conteúdo e da forma do Ambiente de Sobrevivência e não o contrário.

O Ambiente Educacional, principalmente tanto na Topologia Educacional (forma) quanto no Conteúdo Educacional, precisará preparar o Sapiens 2.0 para viver nesse mundo mais dinâmico, mutante, flexível, autônomo, que exigirá um senso de propósito muito maior.

Topologia Educacional está ligada ao formato invisível do Ambiente Educacional.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

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#pessimistas_e_otimistas – diante do futuro.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“É um erro confundir problemas difíceis com problemas sem probabilidade de solução.”  – Pinker.

Se fizermos uma pesquisa sobre o futuro, é bem provável que as pessoas tendam a apontar um amanhã bem pior do que o hoje.

De maneira geral, somos pessimistas diante do futuro, ainda mais agora com tantas mudanças ocorrendo, que geram insegurança. Insegurança tende a provocar pessimismo.

Vivemos hoje um marcante momento da passagem de um cenário estável e mais ou menos conhecido para um instável e MUITO desconhecido.

Há toda uma literatura, que se estende a séries e filmes, que apontam para um Futuro Distópico.

Futuro Distópico é o contrário de Utópico, que prevê um mundo muito pior do que vivemos hoje. Blade Runner e Matrix são dois bons exemplos desta Distopia Futurista.

O Futuro Distópico poderia até ocorrer, mas precisaria ser baseado por um mínimo de coerência factual para ser justificado. E hoje é fruto de alta carga emocional do Pensamento Imediatista.

O Pensamento Imediatista tem por tendência raciocinar boa parte das vezes no curto prazo, se basear muito mais em emoções e percepções do que em conceitos e narrativas, pouco refletir sobre como refletimos e NÃO basear seus argumentos em estudos históricos, padrões da espécie e em planilhas de índices e taxas.

Como aponta Steve Pinker no seu recomendado livro “O Novo Iluminismo“:

“As pessoas têm dificuldade de pensar em escala.”

Assim, ao Futurar, de maneira geral, NÃO baseamos nossos prognósticos em padrões, na tendência humana, mas em nossas sensações, a partir de determinados fatos, que são colocados fora do devido contexto.

O Futurismo Profissional precisa de um pensamento de longo prazo, de comparações históricas, de planilhas, da reflexão sobre a reflexão.

Pode-se ter um prognóstico pessimista diante do futuro de uma determinada empresa, país ou mesmo do planeta, mais este terá que ser baseado em um Metodologia Futurista Eficaz e não em sensações.

A Metodologia Futurista Bimodal prevê uma série de passos para que se possa Futurar de forma mais eficaz e gerar prognósticos mais factíveis.

O Prognóstico Futurista BIMODAL, por exemplo, é de que estamos entrando em um Renascimento Civilizacional, quando temos a oportunidade, através das novas Tecnopossibilidades Midiáticas resolver problemas antes insolúveis.

Na nossa perspectiva, criaremos diversas Zonas de Atração daqui por diante, que conseguirão resolver, de forma inédita e criativa, vários problemas do Sapiens que antes eram impossíveis de serem resolvidos no Ambiente de Sobrevivência passado.

O Prognóstico Futurista BIMODAL não é baseado em palpite, mas em uma Narrativa Futurista, que apresenta argumentos para serem avaliados, questionados para que se possa tomar decisões mais adequadas hoje para o amanhã.

Narrativa Futurista é o resultado do trabalho da Metodologia Futurista.

Porém, boa parte dos prognósticos que temos por aí sobre o futuro NÃO se baseiam em uma Narrativa Futurista Profissional.

É comum, por exemplo, ao se analisar o Mundo Digital, procurar observar o que há de ruim no Youtube, por exemplo (uma centralização excessiva) e deixar de lado o que ele tem de bom (a descentralização de conteúdo que ele proporcionou).

Temos aí um problema de uma Comparação Histórica Inadequada. Não se compara o Youtube com o que havia antes, uma mídia muito mais concentrada, mas com aquilo que cada um acha o ideal e o perfeito que deve ocorrer agora.

Temos, por causa da centralização TEMPORÁRIA do Youtube e similares, a fantasia de um Futuro Distópico, no qual teremos um grande Big Brother com meia dúzia de empresas multinacionais controlando o mundo.

Porém, um Prognóstico Futurista Profissional pede que se enxergue os fatos em processo e não de forma estática.

Para saber se o Futuro vai ser pior ou melhor, é preciso “planilhar“. 

Na verdade, se analisarmos, como bem demonstra Steven Pinker no seu livro, temos um descrédito, uma desconfiança, na capacidade do ser humano sempre se reinventar de uma solução pior para uma outra melhor.

O Sapiens é uma espécie que tem na sua essência um senso de Inovação Saudável, pois acaba por frear o que não funciona e acelerar o que funciona.

.Não conseguimos entender que há um Senso de Sobrevivência Coletivo, que testa muita coisa, mas sempre opta por aquilo que deu MAIS certo ou se preferirem MENOS errado.

Se analisarmos o passado, vamos perceber que já tivemos diversos momentos da história em que tudo parecia que ia dar errado e acabamos optando pelo que deu mais certo.

Mais ainda.

No livro “O Novo Iluminismo“, de Pinker, o autor demonstra o quanto a humanidade melhorou nos últimos séculos em TODOS os aspectos. (Sugiro leitura).

Pinker demonstra através de diversos gráficos, planilhas, tabelas de que o Sapiens vem melhorando radicalmente há várias décadas.

Diz ele:

“E eis a grande surpresa: o mundo fez um progresso espetacular em todas as medidas de bem-estar humano. E a segunda surpresa: quase ninguém sabe disso.”

Esta visão pessimista sobre o futuro é consequência do Pensamento Imediatista.

De maneira geral, no Pensamento Imediatista as pessoas têm um mundo ideal na sua cabeça, perfeito, em que tudo tem que se encaixar sempre em positividade total, absoluta, o que, na verdade, é inumano.

O mundo caminha no que é considerado melhor para a maioria e não para o que cada um acredita que é o melhor, a partir das suas fantasias.

A melhoria da humanidade, assim, pode ser observada naquilo que todos passaram a seguir e não naquilo que um grupo pequeno gostaria que os outros seguissem.

Se analisarmos o problema do Pensamento Imediatista diante do Digital, temos que entender que vivíamos, até aqui dentro de Tecnolimites Civilizacionais, que dependiam de uma nova Mídia para que pudéssemos dar um salto quântico em termos de qualidade de vida.

Tecnolimites Civilizacionais são marcados pela incapacidade das tecnologias nos ajudarem a resolver determinados problemas, em especial os provocados pelo aumento exponencial do Patamar Demográfico.

Todas as melhorias apontadas nas últimas décadas foram resultados de inovações incrementais dentro do mesmo Modelo de Sobrevivência 1.0 (Analógico/Gestão).

O Modelo de Sobrevivência 2.0 (Digital/Curadora) nos permite superar as diversas barreiras de produção de Itens de Consumo não só em quantidade mais na Qualidade Personalizadora.

Qualidade Personalizadora é a capacidade que passamos a experimentar de produzir Itens de Consumo não só em mais quantidade, mas também de forma mais personalizada para cada cliente.

Dentro do Cenário de Futuro BIMODAL, o grande impasse que tivemos foi no século passado, quando, mesmo com as melhorias conquistadas, convivemos o tempo todo com o Limite Civilizacional 1.0.

Hoje, temos uma possibilidade muito maior de superação de problemas, pois temos um novo Modelo de Sobrevivência, que permite a inovação de forma totalmente disruptiva.

Porém, um dos entraves a ser superado é justamente entender e conseguir lidar melhor com o  Pensamento Imediatista, que, ao invés, de perceber o quanto podemos melhorar o mundo, ficamos numa posição passiva e até reativa, praticando o Pessimismo Tóxico.

Pessimismo Tóxico é aquele que enxerga o cenário de forma emocional sem bases factuais do que ocorreu no passado.

Assim, recomenda-se ao se projetar o futuro seguir alguns passos:

  1. entender mais sobre a essência humana, que sempre procura superar uma situação pior para uma melhor, copiando o que deu mais certo e descartando o que deu mais errado;
  2. consultar o passado para entender os padrões humanos;
  3. e conseguir, assim, sair do Pensamento Imediatista.

É isso, que dizes?

Colaborou a Bimodal: Lizandra Barbuto.

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O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo (V 1.0).

Áudio do artigo (V 2.0)

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#Ler_melhor – dicas para melhorar o desempenho de Leitura Profissional.

Resumo do artigo em tabela da versão 1.0:

Resumo do artigo em tabela da versão 2.0:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Mapa Mental do Artigo:

Texto da versão 1.0 segue abaixo:

Vamos ao artigo:

“Para realmente apreciar algo, é preciso se limitar.” – Manson.

Neste artigo estamos abordando o tema da leitura profissional:

  • e não de absorção de outras formas de obtenção de conteúdos como ouvir áudios ou ver vídeos;
  • ou da leitura de romances, poemas e outros livros artísticos.

A Leitura Profissional é SEMPRE voltada para melhorar a forma de agir e pensar para minimizar o problema de um cliente.

É comum as pessoas transformarem a Leitura Profissional em um hobbie, o que acaba por desvirtuar o processo.

Ler para o cliente significa desenvolver uma Personal Narrativa Profissional.

A Personal Narrativa Profissional é uma ferramental obrigatória na Jornada de Excelência para que você vá registrando, a partir das leituras, diálogos, outros tipos de conteúdo, experiências daquilo que dá mais e o que dá menos certo.

Dentro deste contexto, é preciso desenvolver uma Metodologia de Leitura Profissional.

Metodologia de Leitura Profissional é um conjunto de ações, que faz como que você aumente a eficácia do conteúdo que está tendo contato.

É preciso ao mesmo tempo que se lê, criar uma Metodologia de Leitura para que você leia com cada vez mais eficácia.

A Metodologia de Leitura se divide em:

Detalhemos:

  • Rotina – o hábito de como você estabelece o seu hábito de leitura;
  • Marcações – o que você marca nos livros e como exporta para o seu resumo;
  • Resumo – um texto, no qual você vai organizar o que é o livro e o que você aprendeu com ele;
  • Divulgação – feito o resumo, o uso dele para ajudar clientes e servir como divulgação de sua forma de pensar e agir;
  • Releitura – o retorno a determinados livros, que passam a ser estruturais na sua jornada.

Dicas:

  • Rotina:
    • Leia apenas em jornadas de 25 minutos, sempre, se possível, no mesmo lugar, pare dê uma descansada e volte;
  • Marcações:
    • Quem é o autor?
    • De qual fenômeno ele resolveu tratar?
    • Qual é o problema com este fenômeno (do ambiente e das pessoas)?
    • O que ele sugere para melhorar a relação com o fenômeno?
    • Quais são as frases tops, que sintetizam bem o que o autor disse?
    • Quais as frases tops de outros autores? E quais as sugestões de continuidade de aprendizado que ele aponta?
  • Resumo:
    • um texto, no qual você vai organizar os itens acima;
    • o que agregou na sua Personal Narrativa Profissional;
    • o que você não concorda?
    • e uma conclusão final.
  • Divulgação:
    • feito o resumo, o uso dele para ajudar clientes e servir como divulgação de sua forma de pensar e agir, através das suas contas nas Mídias Digitais;
  • Releitura:

    • retorno a determinados livros, que passam a ser estruturais na sua jornada.

É da qualidade da Metodologia de Leitura que conseguiremos “dialogar” melhor com os autores lidos.

É isso, que dizes?

Texto da versão 1.0 segue abaixo:

“Nós não somos estudantes de assuntos, mas de problemas.”  – Popper.

Complemento posterior:

Ao se ler, temos duas oxigenações possíveis:

  • A Oxigenação Direta – aquela em que o livro te alimenta com os conceitos expostos;
  • A Oxigenação Indireta – aquela em que o livro te alimenta pela provocação do autor, que te faz rever pensamentos que não estão no livro, inspirações e insights indiretos.

Estamos sugerindo aqui formas de pensar e agir para que se aprimore a Leitura Profissional e não de leitura de livros por lazer ou hobbie.

A Leitura profissional é muito diferente da leitura para o lazer, pois requer determinadas metodologias específicas.

A Leitura Profissional é uma ferramenta de oxigenação da Narrativa Profissional para que ela possa, de forma progressiva, ser cada vez mais eficaz.

Uma Narrativa Profissional é uma espécie de “Diário de Bordo” de um profissional, no qual se vai registrando o que se aprende para responder, de forma cada vez mais eficaz a Pergunta-Foco.

Um exemplo de Pergunta-Foco é: “Como ajudar (o cliente tal) a minimizar o (desconforto tal) diante do (fenômeno tal)?”

Vamos propor algumas etapas para que você possa ler melhorar a Leitura Profissional:

  • Filosofia da Leitura Profissional;
  • Metodologia da Pré-Leitura Profissional;
  • Metodologia da Leitura Profissional;
  • Metodologia da Pós-Leitura Profissional.

Filosofia da Leitura Profissional

A Leitura Profissional deve ser praticada, tendo como foco principal a minimização dos problemas dos clientes.

NÃO adianta ler profissionalmente se você não tem um foco num cliente e NÃO desenvolve, em paralelo, uma Narrativa Profissional.

Fato é que o desempenho da Leitura Profissional aumenta exponencialmente se há uma Pergunta-Foco.

Assim, o profissional, ao ler qualquer material escrito, tem como base a procura de elementos para ajudá-lo a responder melhor a sua Pergunta-Foco.

Se você NÃO tem uma Pergunta-Foco o seu desempenho de leitura será muito pior daquele que tem.

Praticar, de forma eficaz, a Leitura Profissional se assemelha a fazer compras em um “supermercado”: você vai escolher alguns produtos (conceitos, ideias, insights, experiências) na “prateleira”, dependendo do “jantar” (Pergunta-Foco) que você tem que responder.

Metodologia da Pré-Leitura Profissional

Antes, entretanto, de começar a ler qualquer livro, é preciso saber escolher qual deles ler.

Diante da escolha de qual livro ler agora, deve ser:

Qual livro vai suprir MAIS as falhas e problemas, que percebo, na minha Narrativa Profissional?

Assim, é preciso fazer um diagnóstico permanente daquilo que pode estar faltando e pode ser melhorado na sua Narrativa Profissional.

Por isso, é importante ter uma divisão da sua Narrativa Profissional para que possa classificar os livros em cada um dos tópicos da mesma.

Vejamos:

  • Epistemológico – como melhoramos as bases conceituais estruturantes da Narrativa Profissional?
  • Fenomenológico – como entendemos melhor o fenômeno que causa desconforto em meus clientes?
  • Metodológico – como devemos atuar melhor sobre o fenômeno que causa desconforto em meus clientes?
  • Psicológico – como posso ser uma pessoa melhor, um profissional melhor para que possa atender melhor o meu cliente?
  • Comerciológico – como posso divulgar e vender mais os meus serviços para que minha atividade profissional seja cada vez mais sustentável?

Muitas vezes a demanda que você tem a cada momento da sua jornada varia e demanda um tipo de livro e autor específico, que confirma, aprimora ou questiona e muda determinado tópico específico.

Metodologia da Leitura Profissional

Ler, diferente de ouvir um áudio ou ver um vídeo, exige uma atenção específica. Você pode ouvir um áudio andando de bicicleta, mas não ler um livro.

É preciso, com o tempo de maturidade de Leitura Profissional, aprender a escolher a melhor a hora, na qual você está mais desperto, sossegado e que o em torno te permite se concentrar.

É bom escolher um canto da casa adequado, ter um caderno do lado para anotações rápidas e um aplicativo que marque um tempo específico para você se dedicar aos turnos de leitura.

Minha sugestão é o “Clockwork Tomato“, que marca 25 minutos para cada turno de leitura.

(Li estas dicas preciosas no livro “Ler Mais e Melhor” do Ismar Souza.)

Feita a jornada de 25 minutos ou várias jornadas, é preciso ter um tempo para registrar o que de mais relevante vai ser agregado a sua Narrativa Profissional.

Neste momento faremos as Anotações Aleatórias e não organizadas do tipo:

  • que conceitos o autor utilizou que você considera adequados?
  • quais são as frases mais marcantes do autor e de outros citados?
  • quais são as dicas de leituras propostas para futuras leituras?

Metodologia da Pós-Leitura Profissional

Por fim, depois de realizada as Anotações Aleatórias, deve-se escrever o Texto Conclusivo, no qual se registrará claramente:

  • como eu classifico o autor comparado aos outros que já li (aos poucos você irá definindo tipos diferentes da abordagem de autores, aqui estamos falando da forma e não do conteúdo)?

  • o que foi uma novidade razoável e bem vinda, a partir da leitura?
  • o que reforçou e melhorou aquilo que eu já pensava?
  • o que não é um argumento válido e você discorda?
  • o que eu vou incorporar deste livro à minha Narrativa Profissional?

Dicas finais para a Leitura Profissional de qualidade:

Não adianta ler muito, é melhor ler bem;

Não adianta ler se você não se lê para um determinado cliente;

Não adianta reconhecer que determinados conceitos são mais adequados e não passar a utilizá-los na atividade profissional.

Uma Leitura Profissional de qualidade exige uma metodologia de absorção de conteúdo, que está muito longe da leitura de romances ou de assistir uma série do Netflix.

É isso, que dizes?

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

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O áudio do artigo.

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#privacidade_2.0 – por que precisamos abrir os dados?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“As teorias válidas são as que ainda não foram refutadas.”  – Popper.

O Sapiens é uma espécie, diferente das demais, que inventa novas formas de sobreviver.

O grande dilema que temos para a sobrevivência é a eterna batalha entre a escassez e a abundância.

A sobrevivência humana depende de um inovador Ambiente Produtivo, que precisa DESESPERADAMENTE de informações cada vez melhores para NÃO produzir demais e jogar fora e nem de menos e faltar.

O acesso à informação de qualidade é o principal diferencial que um Ambiente Produtivo eficaz necessita para evitar tanto a escassez quanto à abundância.

Por isso, sempre houve um enorme esforço para se gerar informações, a partir da demanda dos consumidores para evitar a Descalibragem Escassez/Abundância.

Friedrich Hayek (1899 – 1992) no livro “Caminhos da Servidão” prognosticou, por exemplo, o fim da União Soviética bem antes do ocorrido, pois percebeu uma gritante Descalibragem Escassez/Abundância.

Hayek percebeu que o modelo da URSS iria falir, basicamente, por falta de informações confiáveis sobre as demandas do consumidor.

O Ambiente Produtivo da URSS não tinha como saber o que e o quanto produzir, pois faltavam informações de qualidade.

Na lógica de Hayek, a falta do comércio livre e aberto na URSS com as respectiva variação dos preços, impediam aos governantes tomar decisões adequadas.

A taxa de Descalibragem Escassez/Abundância passou a ser cada vez mais alta.

Hayek percebeu, ao longo de seus estudos, que os preços eram Índices Coletivos, gerados, através de uma Ordem Espontânea, de baixo para cima.

Índices Coletivos permitem que se consiga informações de mais qualidade e, por sua vez, a melhor tomada de decisão por parte do Ambiente Produtivo.

Preços dinâmicos existem em países, nos quais o mercado é livre e aberto e não em mercados fechados e verticais.

As decisões tomadas por um Ambiente Produtivo com poucos ou nenhum Índice Coletivo são mais descalibradas.

Sem informações de qualidade, um Ambiente Produtivo tende a produzir demais ou de menos, o que acabou contribuindo para o colapso da URSS.

O que aprendemos e podemos aprimorar com o estudo dos conceitos de Hayek e amigos é o seguinte:

  • quanto MAIS se tem Índices Coletivos, mais se pode produzir e personalizar os Itens de Consumo e vice-versa;
  • quanto MENOS se tem Índices Coletivos, menos se pode produzir e personalizar os Itens de Consumo.

Porém, temos um fator que Hayek e amigos não perceberam, neste cenário que é o efeito do aumento populacional na taxa de Descalibragem Escassez/Abundância.

Mais gente no mundo, obriga a sociedade a:

  • massificar, com o tempo, os Itens de Consumo pela obsolescência dos Índices Coletivos de plantão, que precisam ser renovados, se aproveitando das novas Tecnopossibilidades das novas Mídias;
  • os novos Índices Coletivos, a partir de novas Mídias, passam a permitir não só produzir mais, mas também com mais personalização.

Novas Mídias, assim, permitem também o surgimento de novos Índices Coletivos, tornando o Ambiente Produtivo mais sofisticado e adequado a um maior Patamar de Complexidade Demográfica.

O que estamos aprendendo, com o estudo histórico das Revoluções de Mídia, é de que o Ambiente Produtivo precisa estar cada vez mais bem informado, através de produção de Índices Coletivos para que se possa decidir melhor o quanto e o que produzir.

Isso se torna mais urgente quando temos um exponencial aumento populacional, como foi o caso dos últimos 220 anos, pois mais e mais há necessidade de se saber o quanto e o que vai se produzir.

O aumento populacional, no longo prazo, gera um Impasse Civilizacional.

O Impasse Civilizacional é um momento em que o Modelo de Sobrevivência praticado, com as Tecnopossibilidades Midiáticas existentes, se torna obsoleto e demanda um novo modelo.

Uma nova Mídia tem, do ponto de vista da sobrevivência, a possibilidade de gerar mais Índices Coletivos (voluntários e involuntários) para que o Ambiente Produtivo possa decidir melhor.

O grande problema que o Sapiens passou a viver depois do exponencial aumento populacional era e continua sendo a falta de informação para produzir melhor.

A Digitalização tem permitido que mais Índices Coletivos sejam gerados, tais como os Rastros Digitais das navegações dos usuários na Internet.

Ao realizar cada vez mais atividades em equipamentos digitais, mais e mais Rastros de Consumo são gerados e mais e mais o Ambiente Produtivo pode contar com Índices Coletivos.

Rastros de Consumo são os registros que vão sendo armazenados para que se possa tomar Decisões Produtivas sobre eles.

Hoje, tudo que se faz online, a partir de equipamentos digitais, é registrado, processado e transformado em Decisões Produtivas para que se possa oferecer Itens de Consumo cada vez mais adequados e personalizados.

Decisões Produtivas são aquelas que envolvem a produção de Itens de Consumo.

O Impasse Civilizacional que tínhamos no Pré-Digital era a falta de informações sobre as demandas gerais e particulares de cada Sapiens, que aumentou exponencialmente com o novo Patamar Demográfico.

Impasses Civilizacionais, por falta de dados, geram um processo de massificação de Itens de Consumo, pois se consegue atender, com dificuldade, uma demanda geral, mas não específica.

Assim, quando vamos abordar o tema da privacidade, temos o seguinte:

“Privacidade é o direito à reserva de informações pessoais e da própria vida pessoal.”

O que entendíamos por privacidade no Pré-Digital não é mais o que entendemos agora.

No Mundo Digital passamos a “doar”, de forma voluntária e mesmo involuntária, todas as nossas atividades online para que os Ambientes Produtivos possam produzir mais e melhor.

Mais e mais as pessoas estão aceitando abrir seus dados para que possam, em troca, personalizar o seu consumo.

Portanto, quanto mais soubermos as atividades de cada Sapiens, mais será possível melhorar a relação entre a escassez e a abundância.

Obviamente, que há uma série de regras e normas de como serão utilizados estes dados, que vêm sendo debatidas cada vez mais para evitar abusos.

Podemos, assim, dividir dois tipos de quebra de privacidade neste novo cenário:

  • Concessão Saudável e Voluntária dos Dados – aquela que todos aceitam dividir e se beneficiam da mesma;
  • Concessão Tóxica e Involuntária dos Dados – aquela que as pessoas NÃO aceitam dividir e NÃO se beneficiam da mesma.

Fato é que:

Tecnologias, ao mesmo tempo, que resolvem problemas antigos, criam novos para serem administrados, num eterno jogo de ganha e perde, perde e ganha.

Porém, não existe Sapiens sem tecnologia e nem tecnologia sem Sapiens.

É isso, que dizes?

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O áudio do artigo.

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#Etapas_Civilizacionais – como podemos dividir a história humana, a partir dos novos paradigmas BIMODAIS?

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“O olho vê somente o que a mente está preparada para compreender.”  – Bergson.

A forma mais adequada de dividir a Macro-História é optar pelas diferentes e recorrentes mudanças de mídia.

Mídias são as “próteses” que nos permitem pensar, se informar, trocar, interagir. São o epicentro de uma Tecnoespécie. Quando mudam, mudam o Sapiens e, a partir daí, se inicia um processo de mudança da civilização.

Não é por que eu gosto ou por que o Pierre Lévy (nosso Padrinho Conceitual) sugeriu, mas não há nada mais relevante para marcar as diferentes fases do que a chegada e massificação de uma nova mídia.

Se você discorda disso, me apresenta algo tão consistente e relevante no passado e que explique as disruptivas mudanças que estamos passando no presente.

Padrinho Conceitual é um Conceituador, que abre uma nova perspectiva para determinado Problema-Foco.

Problema-Foco é um desconforto que determinado cliente sofre e um profissional faz dele um projeto, de curto, médio e longo prazo para procurar minimizar o problema.

No caso da BIMODAIS, o nosso Problema-Foco é a dificuldade que os profissionais e organizações estão vivendo diante do Mundo Digital.

Para que possamos minimizar este problema, que é um dos grandes desafios intelectuais deste novo século, temos estudado bastante a Macro-História.

Neste artigo, vamos apresentar a base conceitual de todas as divisões históricas, que estamos trabalhando, ao longo dos anos, para entender as Revoluções de Mídia, no geral, e a Revolução Digital, no particular.

Assim, temos a divisão das Eras Civilizacionais na Macro-História:

  • Civilização 00 – Gestual;
  • Civilização 1.0 – Oral;
  • Civilização 1.1 – Escrita Manuscrita;
  • Civilização 1.2 – Escrita;
  • Civilização 1.3 – Digital com a mesma Filosofia de Sobrevivência;
  • Civilização 2.0 – Digital com a nova Filosofia da Sobrevivência.

A chegada dos Ubers (Curadoria) marca a experimentação e massificação de uma nova Filosofia da Sobrevivência.

Na Uberização, novas organizações passam a poder, pela primeira vez, a ter uma nova forma inédita de Comando e Controle dos processos produtivos em larga escala.

Do ponto de vista metafórico, podemos dizer que a chegada do Digital marca a passagem do Modo Lobo de sobrevivência para o Modo Formiga.

Os Ubers, onde se incluem todos os diferentes tipos de projeto, por exemplo, o Waze simulam, de alguma forma, uma colônia de formigas.

Nestas Colônias Digitais cria-se uma comunidade de consumo, com determinadas regras, e se promove uma auto-organização dos membros.

Dentro de cada uma destas Civilizações, temos três momentos, que podemos chamar de Fases Internas dentro de uma mesma Era Civilizacional:

  • Renascimento Civilizacional – criação de novas e incipientes filosofias, teorias, metodologias, operações e tecnologias, que se seguem às Tecnopossibilidades das novas Mídias;
  • Consolidação Civilizacional – quando novas e incipientes filosofias, teorias, metodologias, operações e tecnologias, que se seguem às Tecnopossibilidades das novas Mídias, viram Zonas de Atração e são disseminadas em cada vez mais lugares;
  • Impasse Civilizacional – quando as novas formas de resolver problemas, na Consolidação Civilizacional, permitem o aumento populacional e isso passa a gerar crises para lidar com a nova complexidade. A forma de se resolver problemas, baseada nas Tecnopossibilidades da Mídia anterior, vai ficando obsoleta e se forma, a partir daí, uma Velha Ordem – formada por Intermediadores Obsoletos – que não conseguem mais atender às novas demandas, passam a se beneficiar da mesma e resistir a qualquer mudança mais estrutural.

A Velha Ordem se torna incapaz de rever a Filosofia de Sobrevivência e passa a compor um movimento anti-inovação disruptiva.

Optei por chamar Decadência Civilizacional e passei a chamar de Impasse Civilizacional, no qual se incluem elementos decadentes.

Neste contexto, temos duas etapas distintas dentro da fase do Renascimento Civilizacional:

  • Primeira Etapa do Renascimento  – quando se usa a nova mídia, mas dentro da antiga Filosofia de Sobrevivência;
  • Segunda Etapa do Renascimento – quando se usa a nova mídia, mas dentro já da nova Filosofia de Sobrevivência.

Assim, diante do Digital tivemos na Primeira Etapa do Renascimento:

  • Era Digital 1.0 – chegada dos computadores de grande porte;
  • Era Digital 1.1 – chegada dos microcomputadores;
  • Era Digital 1.2 – chegada da internet;
  • Era Digital 1.3 – chegada dos celulares com internet.

Ainda no Digital tivemos na Segunda Etapa do Renascimento:

  • Era Digital 2.0 – chegada dos Ubers;
  • Era Digital 2.1 – chegada dos Blockchains.

Quando vamos promover as análises sobre as Revoluções de Mídia na Macro-História, que visam analisar o Mundo Digital, temos que classificar cada uma destas etapas para poder diagnosticar, prognosticar e agir.

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GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

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Melhores Frases Steven Pinker do livro “O Novo Iluminismo”:
https://youtu.be/PbYCIj0jr1Y

As leituras BIMODAIS são feitas baseada na Metodologia Bimodal de Absorção de Novos Conteúdos Profissionais.

Veja o documento aqui:

https://docs.google.com/document/d/1PJYNtGRb9kx-wBbLOOd0BEWiggv8hapTLf1-Wzxs8EU/edit?usp=sharing

As leituras BIMODAIS são feitas baseada na Metodologia Bimodal de Absorção de Novos Conteúdos Profissionais.

se você está comprometido com o progresso, não poderá dizer que já pensou em tudo.

Pinker, Steven. O novo Iluminismo (p. 31). Companhia das Letras. Edição do Kindle.

O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal261021

Novas Hashtags:

#as_sete_fantasias – que precisam ser revistas para entender o Mundo Digital.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“O principal problema hoje da humanidade é vivermos um mundo exponencial com uma intuição linear.”  – Kurzweil.

O desafio conceitual diante do Mundo Digital não é tecnológico, mas filosófico.

O ser humano entende a realidade, sempre a partir de conceitos filosóficos, que, vão “descendo” até chegarem nas metodologias e operações.

Por serem conceitos criados, testados e aceitos ou descartados, conceitos filosóficos, ficam obsoletos e precisam de uma revisão, em alguns casos excepcionais, de uma revisão disruptiva.

Diante das mudanças que o Mundo Digital tem provocado em toda a sociedade, precisamos rever a questão básica e central da filosofia, ao responder a questão: “Quem Somos?”

Todas as mudanças que estamos promovendo e assistindo no Pós-Digital não fazem parte do que considerávamos “normal” para a nossa espécie.

O surgimento e desenvolvimento do Mundo Digital criou um nó no epicentro do Diálogo Filosófico, que pretende responder a questão: “Quem Somos?”

A resposta para a pergunta central da espécie “Quem Somos?” precisa de um disruptivo ajuste, se quisermos entender o novo Mundo Digital.

O que está ocorrendo na sociedade no Pós-Digital não estava no “cardápio” dos filósofos de plantão.

Responder de forma mais adequada a pergunta “Quem Somos?” é o primeiro passo da Revisão Disruptiva Conceitual necessária para entender o futuro.

Revisões Filosóficas passam a ser algo fundamental para quem quer adentrar no mundo do Futurismo.

Quem Somos afinal? Que ajustes precisam ser feitos para nos reposicionarmos diante do Digital?

Aqui vai uma proposta das 7 revisões disruptivas básicas sobre a essência humana, que quebram diferentes fantasias que tínhamos sobre a nossa espécie e promove a revisão da relação Sapiens x Tecnologias.

Vejamos a Fantasia e a proposta de revisão:

  1. Fantasia da Tecnologia só agora – somos uma Tecnoespécie que usa as tecnologias desde que resolvemos ser Sapiens. Ou seja, NÃO usamos tecnologias agora, mas desde quando resolvemos ser Sapiens;
  2. Fantasia de que Tecnologia velha não é tecnologia – tecnologias mesmo sendo velhas e naturalizadas SÃO tecnologias, desde uma agulha de tricô da vovó até uma nave espacial que vai para marte;
  3. Fantasia de que o aumento populacional NÃO demanda mais tecnologia – uma Tecnoespécie como a nossa pode e gosta MUITO de aumentar a população, mas para isso, é OBRIGADA a desenvolver cada vez mais tecnologias, filosofias, teorias, metodologias e novas formas de resolver problemas operacionais;
  4. Fantasia de que somos uma espécie NÃO Mutante – Por ser uma Tecnoespécie, o Sapiens é artificialmente natural e naturalmente artificial, sendo, por causa disso, a única Espécie Elástica e Mutante, que habita este planeta, que podem modificar de forma radical ou disruptiva seu Modelo de Sobrevivência, já que as outras por serem instintivas e têm o modelo de sobrevivência mais fixo e menos mutante;
  5. Fantasia de que que NÃO temos demandas infinitas – Temos – como as demais espécies – as demandas básicas de sobrevivência, mas, além delas, criamos novas e flexíveis Demandas Progressivas, que vão sendo alteradas ao longo do tempo. A cada nova tecnologia que surge, novas Demandas Progressivas são criadas em um ciclo contínuo. Quanto mais vamos resolvendo problemas obrigatórios, mais queremos nos dedicar a problemas mais opcionais, particulares, subjetivos e sofisticados;
  6. Fantasia de que que NÃO temos a demanda pela Descentralização Progressiva -como se aumenta a Complexidade Demográfica, é preciso, a partir das novas Tecnopossibilidades, criar novos Modelos de Sobrevivência, que tem como características de serem cada vez mais descentralizados e participativos, para que se possa lidar melhor com os novos problemas, cada vez mais complexos, que passam a ser experimentados em Zonas de Atração;
  7. Fantasia de que que NÃO vivemos ciclos civilizacionais recorrentes – novos Modelos de Sobrevivência permitem a solução de antigos problemas, estimulam o Sapiens a aumentar a população e nos levam, novamente, a uma nova Decadência Civilizacional, o que nos obriga a ter que criar novas Mídias e novos Modelos de Sobrevivência, no que chamamos de Espiral Civilizacional Progressivo.

É a partir destas revisões filosóficas, ao responder a questão “Quem Somos?”, que a BIMODAIS pôde desenvolver a Teoria de Reequilíbrio Civilizacional.

A Teoria do Reequilíbrio Civilizacional aponta que de tempos em tempos o Sapiens promove Revoluções de Mídia para revisar o seu Modelo de Sobrevivência, que vai ficando obsoleto.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

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#Intermediadores_Obsoletos – com o tempo os intermediadores vão perdendo a capacidade de manter o mesmo desempenho, devido ao aumento da Complexidade Demográfica.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é o tópico do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“As pessoas fazem a história, mas dificilmente sabem o que estão fazendo.”  – Christopher Lee.

Todo processo de sobrevivência de qualquer Espécie Social, incluindo a humana, tem algum tipo de intermediação.

Administrar é intermediar processos, através de modos cada vez mais sofisticados de comando e controle.

Modelos de Comando e Controle visam estabelecer a melhor relação possível entre demanda e oferta ou entre escassez e abundância.

Toda a intermediação humana é Intermidiada pelas mídias.

Mudou a mídia, mudou o Modelo de Intermidiação!

As Mídias são as tecnologias que estabelecem os limites e as possibilidades das trocas humanas na Macro-História.

Os Modelos de Sobrevivência humanos são o que são pelas Mídias que temos disponíveis.

Quanto temos novas Mídias, temos a possibilidade de criar Modelos de Sobrevivência mais sofisticados, que permitem lidar, de forma mais adequada, com o Patamar de Complexidade, sempre progressivo.

Assim, quando se aumenta a população, estamos gradualmente aumentando a Taxa de Obsolescência da Intermediação da Sobrevivência de plantão.

Vejamos:

  • Um juiz, por exemplo, pode julgar 100 processos por mês, mas terá dificuldade se tiver que julgar 700, multiplicando por sete a demanda, devido ao aumento populacional na mesma proporção, como foi o caso no Brasil, nos últimos 120 anos;
  • Um parlamentar pode representar 50 mil habitantes, mas terá dificuldade de fazer o mesmo com 350 mil, devido ao aumento populacional na mesma proporção, como foi o caso no Brasil, nos últimos 120 anos.

O Sapiens, por ser uma Tecnoespécie, vive um processo permanente de Obsolescência Progressiva dos Intermediadores de Plantão.

O Modelo de Intermediação atual não foi feito para o novo Patamar Demográfico que alcançamos.

Deveria ser naturalmente esperado o surgimento de Revoluções Midiáticas, mas isso ainda não é de uso corrente nas análises históricas do Sapiens.

Uma coisa é um juiz e um parlamentar dentro de um determinado Patamar de Complexidade e Modelo de Intermediação e outra coisa é quando são obrigados a operar com uma complexidade muito maior.

O Sapiens, portanto, precisa, de tempos em tempos, promover mudanças não só incrementais ou radicais, mas disruptiva no seu Modelo de Sobrevivência.

Mudanças disruptivas implicam alteração na sua Filosofia de Intermediação.

A Filosofia da Intermediação é a forma como concebemos os Modelos de Comando e Controle, a partir das Mídias disponíveis.

Se analisarmos o passado, temos criado Filosofias de Intermediação cada vez mais participativas, tanto na operação quanto nas decisões dos processos administrativos.

Isso faz parte de uma Regra Estrutural da espécie:

Quanto mais Sapiens colocamos no mundo, mais e mais teremos que descentralizar as operações e as decisões dos processos de sobrevivência.

Regras Estruturais são aquelas que norteiam movimentos recorrentes, que sempre são necessários para garantir a melhor qualidade possível de sobrevivência – uma demanda de todas as espécies vivas.

Podemos dizer, assim, que na adaptação do Sapiens pela sobrevivência vivemos um processo natural e gradual de Obsolescência dos Intermediadores.

Revoluções Civilizacionais, que se iniciam com novas Mídias, procuram, principalmente, substituir os Intermediadores Obsoletos por outros mais sofisticados. É o que assistimos no passado e estamos vendo agora.

Intermediadores Obsoletos são pessoas, regras, leis, organizações, que passam a intermediar processos na sociedade em função do Ambiente Midiático disponível, que vão perdendo a sua capacidade de atender bem diante do aumento gradual da Complexidade Demográfica.

Além do problema da ineficácia operacional dos Intermediadores Obsoletos, temos um outro desafio: o apego que os Intermediadores de Plantão passam a ter pelo Modelo de Intermediação, que os beneficiou no passado.

Como diz a frase:

“O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente.” – John Emerich Edward.

Intermediadores Obsoletos vão gradualmente aprendendo, ao longo do tempo, formas de se beneficiar do Modelo de Intermediação disponível, aumentando a taxa de autobenefício e reduzindo a de prestação de serviços para os demais. 

Assim, a sociedade passa a viver um período de Decadência Civilizacional, a fase final de uma Era Midiática, na qual Intermediadores Obsoletos passam a controlar a maior parte dos processos, de forma cada vez MENOS eficaz e mais autocentrada.

(Um livro que analisa, de forma adequada, este processo é o “Colapso” de Jared Diamond.)

Intermediadores Obsoletos resistem bravamente a qualquer tipo de mudança que vá modificar a forma como estão acostumados a sobreviver.

Uma Revolução Midiática, basicamente, ocorre para Reintermediar ou Reintermidiar Processos, criando Modelos de Intermediação mais eficazes por serem compatíveis com a nova Complexidade Demográfica, desbancando, gradualmente, o poder dos antigos Intermediadores Obsoletos.

O que estamos assistindo tanto na Digitalização 1.0 quanto na 2.0 é um processo de Reintermediação da Sobrevivência, substituindo Intermediadores Obsoletos por outros mais sofisticados.

Vejamos:

Na Reintermediação Digital 1.0 se manteve a mesma Filosofia de Intermediação, na qual há um intermediador, que controla diretamente os processos. Um exemplo disso é o Netflix, se comparado com as televisões tradicionais;

Na Reintermediação Digital 2.0 se modifica, de forma disruptiva, a Filosofia de Intermediação, na qual há um novo tipo de intermediador, que NÃO controla mais diretamente os processos, passando a promover um controle indireto, via algoritmos, criando Comunidades de Consumo. Um exemplo disso é o Youtube, se comparado com o Netflix.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

 

O áudio do artigo.

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#Renascimento_2.0 – estamos entrando no primeiro ciclo de uma nova Era Civilizacional.

Resumo do artigo em tabela:

Qual é a abordagem do artigo?

Saiba mais sobre a divisão acima, neste post.

Vamos ao artigo:

“Quanto mais rápida é a alteração técnica, mas nos parece vir do exterior.”  – Pierre Lévy.

Muita gente acredita num futuro distópico.

Distopia – lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação; antiutopia.

Análises de cenários futuros, de maneira geral, são feitas, através de sensações e percepções e não pela reflexão sobre determinados fatos e padrões.

As pessoas assistem filmes de ficção científica carregados de pessimismo e são levadas a acreditar, com uma base factual pequena e distorcida, de que o futuro será muito pior do que o presente.

O fator mais relevante para entender o passado, o presente e o futuro é a característica estrutural de uma Tecnoespécie de estar progressivamente aumentando a população.

Temos alguns problemas quando pensamos na nossa espécie:

  • não temos termos de comparação com nenhuma outro ser vivo, pois somos a única Tecnoespécie conhecida;
  • ainda não entendemos o quanto o aumento populacional interfere nas nossas vidas, nos obrigando constantemente a ter que inovar.

Mais gente, significa cada vez mais desafios a serem enfrentados pela espécie.

Mais Sapiens no planeta demanda um processo de Inovação Civilizacional Progressiva, de forma incremental, radical e mesmo disruptiva.

Muitos atribuem os problemas que a humanidade está passando a vários Inimigos Imaginários sem perceber que é a Complexidade Demográfica Progressiva o principal Fator Causante das crises que estamos passando.

O conceito de Inimigos Imaginários é uma distorção que temos sobre a nossa espécie ao não entender, de forma clara, a Essência Humana.

A Essência Humana é a procura daquilo que é estrutural e imutável no Sapiens.

O Sapiens é a única espécie do planeta que pode e precisa reinventar periodicamente o seu Modelo de Sobrevivência, através de novas filosofias, metodologias e tecnologias.

Quanto mais demoramos para criar novas mídias, mais e mais esticamos o processo de Decadência Civilizacional.

A Decadência Civilizacional é marcada pelo desequilíbrio de um novo Patamar Demográfico e um Modelo de Intermediação inadequado.

Nem sempre as Inovações Civilizacionais Incrementais ou Radicais dão conta do recado e é preciso promover uma Revolução Midiática Civilizacional para abrir as portas para uma Inovação Civilizacional Disruptiva.

As Eras Civilizacionais são divididas pela chegada e massificação de novas Mídias. E dentro da cada uma delas temos três etapas:

  • o Renascimento Civilizacional – logo depois da chegada de uma nova Mídia;
  • a Consolidação Civilizacional – quando novos conceitos, a partir das novas Tecnopossibilidades, são transformados em novas formas de sobrevivência, gerando Zonas de Atração;
  • a Decadência Civilizacional – quando as novas formas de sobrevivência permitem ao Sapiens aumentar a população e passar a se ter a demanda latente por nova Revolução Midiática.

Vivemos, assim, em um Espiral Civilizacional Progressivo, no qual vivemos Ciclos Recorrentes com mudanças conjunturais e similaridades estruturais.

Quando analisamos o momento atual da civilização humana neste início de século, identificamos o fim da Decadência Civilizacional 1.0 e o início do Renascimento 2.0.

Podemos apontar o século passado como o ponto mais agudo da crise da Decadência Civilizacional, quando tivemos, em paralelo, cada vez mais Sapiens e mídias concentradas.

Os regimes totalitários e as violências que foram praticadas no século passado, por exemplo, podem ser melhor explicados por estes dois fatores: muito mais gente e muito pouca descentralização de mídia.

O Renascimento 2.0 nos permitirá iniciar a solução de diversos problemas da humanidade que eram IMPOSSÍVEIS de serem resolvidos com as Tecnopossibilidades disponíveis no Modelo de Sobrevivência 1.0.

Quando temos mais complexidade em qualquer sistema vivo, NECESSARIAMENTE, a única forma de minimizar os problemas, no longo prazo, é aumentar a responsabilização de cada Sapiens.

Se analisarmos, por exemplo, uma colônia de formigas com milhões de membros, vamos aprender que elas conseguiram  se administrar com mais eficácia ao permitir que cada formiga  colabore com o todo, através de Rastros Químicos.

As formigas “curtem” coisas, caminhos eficazes e “descurtem” coisas e caminhos ineficazes há milênios.

Uma colônia de formigas é um Waze primitivo e natural.

Obviamente, o Sapiens não é formiga, está apenas se inspirando, de forma inconsciente, em algo que funciona.

A Civilização 2.0 vai se assemelhar, cada vez mais, a uma colônia de insetos.

O Modelo de Sobrevivência 2.0, que vem se disseminando na Digitalização 2.0, é muito mais comandado de baixo para cima do que de cima para baixo.

Assim, temos:

  • as Macroeras Civilizacionais, divididas pela chegada de novas mídias;
  • as Intraeras Civilizacionais divididas em Renascimento, Consolidação e Decadência;
  • e dentro das Intraeras, as Micro Intraeras, tais como a Digitalização 1.0 (Pré-Ubers) e a 2.0 (Pós-Ubers).

A Digitalização 2.0 permite a criação dos Ubers, que se utilizam de uma nova Filosofia da Sobrevivência.

A Filosofia da Sobrevivência define como as operações e as decisões são tomadas por qualquer Espécie Social. As outras espécies optam por Filosofias Instintivas e o Sapiens, através da reflexão e experiência.

A Filosofia da Sobrevivência 1.0 que o Sapiens praticava até a Digitalização 2.0 era muito próxima a dos mamíferos, baseada em Rastros Sonoros e no Intermediador 1.0, que gera modelos organizacionais mais verticalizados.

O aumento da Complexidade Demográfica foi tornando obsoleta a Filosofia da Sobrevivência 1.0 e abrindo espaço para a 2.0.

A Filosofia da Sobrevivência 2.0 – que o Sapiens passa a praticar depois da Digitalização 2.0– será muito mais próxima dos insetos, baseada em Rastros Digitais e em intermediadores, que geram modelos organizacionais mais horizontalizados.

Estamos saindo, se compararmos com outras Espécies Sociais, da Filosofia da Sobrevivência das Alcateias dos Lobos para as Colônias das Formigas.

Simples assim: a forma como resolvemos problemas, ao longo do tempo, na sociedade humana foi ficando incompatível com o novo Patamar de Complexidade Demográfica.

O que o passado nos diz é que logo depois de Revoluções Midiáticas vivemos ciclos de Renascimentos Civilizacionais.

Quais são, enfim, as Macrotendências do Renascimento Civilizacional 2.0?

  • difusão conceitual da nova Filosofia da Sobrevivência 2.0;
  • transformação da Filosofia da Sobrevivência 2.0 em organizações de todos os tipos, gerando cada vez mais Zonas de Atração.

Quais são as Macrotendências da Filosofia da Sobrevivência 2.0?

  • criação de Ecossistemas de Consumo cada vez mais ágeis, flexíveis e participativos;
  • aumento exponencial da participação do Sapiens nas operações e decisões relativas à sobrevivência nas Zonas de Atração.

A única forma de minimizar, de forma sustentável e no longo prazo, a Complexidade Demográfica é aumentando a participação das pessoas nas operações e decisões.

A nova Filosofia da Sobrevivência permitirá, gradualmente, a minimização dos atuais problemas, iniciando um novo ciclo de aumento populacional, que pode nos levar a novas Decadências Civilizacionais, no Espiral Civilizacional Progressivo.

É isso, que dizes?

Colaborou o Bimodal: Claudia Riecken.

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#felicidade_2.0 – o que muda em termos da prática da felicidade na Civilização 2.0?

Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“Parece-me impossível fazer-se algo bem feito se não tivermos tendência para isso.” – Arnold Toynbee.

Felicidade, segundo a primeira resposta da pesquisa no Google, é “qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar”.

Temos trabalhado na BIMODAIS no esforço da melhoria pessoal dos Futuristas para que possam ser profissionais melhores.

Quando se fala em ser melhor, tanto pessoalmente ou profissionalmente, sem dúvida, o diálogo sobre felicidade é um fator fundamental.

Ninguém é um profissional melhor, sem ser uma pessoa melhor.

O tema felicidade, apesar de muito batido e estigmatizado, é um tema central do Diálogo Filosófico sobre a ética individual e coletiva.

Dentro do campo de análise da melhoria do desemprenho primeiro pessoal e depois profissional, a BIMODAIS teve a necessidade de criar dois conceitos para separar dois objetivos das pessoas:

  • a Felicidade Conjuntural – a do dia a dia, das situações boas que vivemos, com baixo planejamento;
  • a Felicidade Estrutural – a que envolve longos ciclos de vida com alto planejamento.

De maneira geral, o ser humano tende a viver mais a Felicidade Conjuntural do que a Estrutural, pois esta última NÃO exige muitas reflexões.

Se pudéssemos eleger uma música para representar a Felicidade Conjuntural seria a “Deixa a vida me levar” do Zeca Pagodinho.

A Felicidade Estrutural está diretamente ligada a um projeto de longo prazo, de deixar uma “pegada” para o além da vida.

Podemos, entretanto, estabelecer uma relação das Taxas de Felicidade Conjuntural e Estrutural com as Revoluções de Mídia.

Vivemos hoje o fim de uma Decadência Civilizacional 1.0 e o início do Renascimento Civilizacional 2.0.

Nos períodos de Decadência Civilizacional temos um radical aumento da Taxa de Felicidade Conjuntural.

Na Decadência Civilizacional 1.0 tivemos o aumento:

  • da Concentração da Informação e do Empreendedorismo;
  • que nos leva a um aumento de maior da padronização informativa e produtiva;
  • as pessoas passam a pensar menos com a própria cabeça, devido a Verticalização Informacional e a baixa interação com outras pessoas;
  • há uma concentração das  inovações pelos Intermediadores Obsoletos e, por sua vez, uma redução da taxa de concorrência;
  • e, por fim, uma redução da taxa de Felicidade Estrutural.

Na chegada do Renascimento Civilizacional 2.0, teremos:

  • Descentralização da Informação e do Empreendedorismo;
  • que nos leva a um aumento de maior de diversificação informativa e produtiva;
  • as pessoas passam a pensar mais com a própria cabeça devido a Horizontalização Informacional e Competitiva, aumentando, exponencialmente, a interação entre pessoas;
  • há uma descentralização das iniciativas e inovações pelos Novos Reintermediadores;
  • por sua vez, um aumento da taxa de concorrência em todos os campos;
  • e, por fim, um aumento da taxa de Felicidade Estrutural.

Haverá na etapa do Renascimento Civilizacional uma demanda maior pela Felicidade Estrutural.

Novas Civilizações Humanas exigem que cada pessoa seja mais responsável por operações e decisões.

O principal desafio de quem procura a Felicidade Estrutural é deixar de seguir a “boiada” e passar a criar o seu próprio caminho.

Na Civilização 2.0, as pessoas serão incentivadas cada vez mais, como estão sendo, a pensar TAMBÉM na sua Felicidade Estrutural, pois precisarão ser muito mais independentes do que fomos no passado.

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GRIFOS EM NEGRITO E AZUL: NOVOS CONCEITOS BIMODAIS (MARCO A COR SÓ NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECE, DEPOIS FICA EM NEGRITO).

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GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

GRIFOS EM ITÁLICO E ROXO: DESCRIÇÃO DE NOVOS CONCEITOS BIMODAIS.

GRIFOS EM NEGRITO E VERDE: NEOLOGISMOS BIMODAIS PARA MELHORAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E MARROM: HASHTAGS BIMODAIS PARA ORGANIZAR A NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E LARANJA: SÃO AS REGRAS BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

GRIFOS EM NEGRITO E ROSA: SÃO AS PROJEÇÕES BIMODAIS DENTRO DA NARRATIVA.

PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

O áudio do artigo.

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#modelo_da_sobrevivência – o que é e como afeta os negócios futuros?

Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“O homem tecnológico colocou a floresta à sua mercê, quando no passado era ele que vivia à mercê das florestas.” – Arnold Toynbee.

A missão de um Futurista Competitivo é analisar o que vai gerar valor no futuro para guiar profissionais e organizações.

O Futurista Competitivo, diferente dos profissionais de inteligência competitiva, tem como foco o futuro de médio e longo prazo.

Por isso, Futuristas Competitivos estudam Padrões Históricos para que possam prognosticar de forma mais eficaz.

O principal guia da BIMODAIS é Pierre Lévy.

(A título de brincadeira, os BIMODAIS se definem como como Levyanos.)

Lévy sugere três eixos centrais para a análise do Futuro Pós-Digital:

  1. analisar a Macro-História;
  2. ter como referência as Revoluções Midiáticas, como Fator Detonante de Eras Civilizacionais;
  3. e, a partir delas, procurar os padrões comparativos entre as Revoluções Midiáticas passadas  e a atual.

O estudo comparativo histórico é o principal diferencial entre um Futurista de Excelência e um de não Excelência.

Quando realizamos, ao longo das últimas décadas, esse tipo de roteiro mais eficaz, agregando novidades ao trabalho de Pierre Lévy, percebemos que as Revoluções Midiáticas Civilizacionais:

  1. têm como Fatores Causantes aumentos populacionais em diferentes etapas da Macro-História humana;
  2.  e, como Fatores Consequentes, a OBRIGATÓRIA e EQUILIBRADORA chegada de novos Modelos de Sobrevivência .

Novas mídias, além de vários aspectos objetivos e subjetivos, permitem que o Sapiens possa criar novas organizações mais adaptadas a um novo Patamar Demográfico mais complexo.

Uma mídia, aprendemos isso estudando padrões, tem três Tecnopossibilidades distintas:

  • canal;
  • linguagem;
  • e armazenamento de informações.

Cada uma destas três Tecnopossibilidades tem uma função distinta, mas todas tem a função de permitir a melhora do desempenho do Sapiens na sua constante luta por uma melhor sobrevivência.

Se analisarmos o Digital, temos, então o surgimento do:

  • novo Canal de Sobrevivência 2.0 (Digital), que tem permitido o trabalho e a comunicação a distância na pandemia, entre outras Tecnopossibilidades;
  • o novo Armazenamento de Dados 2.0 (Digital), que torna possível o acesso a dados a qualquer momento de qualquer lugar;
  • E a nova Linguagem de Sobrevivência 2.0 (Digital), que permite que possamos, rapidamente, apontar o que gostamos, não gostamos, o que é mais ou menos útil, o que nos permite criar os Ubers, por exemplo.

Este conjunto integrado permite o surgimento de um novo Modelo de Sobrevivência 2.0.

O Modelo de Sobrevivência 2.0 permite principalmente a quebra da barreira da inovação e da interação de todos os tipos entre pessoas que antes não podiam trocar por falta de confiança umas nas outras.

O que estamos assistindo no início da Civilização 2.0 é uma explosão das trocas entre desconhecidos em todas as áreas, permitindo que um conjunto de problemas novos e antigos passem a ter novas alternativas de solução.

Toda vez que aumentarmos a população, mais dia e menos dia, temos que inventar uma forma de aumentar a participação das pessoas nas operações e decisões para que elas ajudem a lidar com o novo Patamar de Complexidade.

As Organizações 2.0, que estão conseguindo resultados exponenciais na Civilização 2.0  souberam se aproveitar do novo Modelo de Sobrevivência 2.0.

O Modelo de Sobrevivência 2.0 permite que o Sapiens possa criar projetos em que não há mais necessidade do antigo Intermediador 1.0.

O Intermediador 1.0 é o responsável por aferir a qualidade de Itens de Consumo de forma direta e vertical. O modelo foi ficando decadente por causa do contínuo aumento populacional.

Hoje, o novo Intermediador 2.0 afere, de forma indireta, a qualidade dos Itens de Consumo, ao criar Comunidades de Consumo, nas quais os participantes se auto avaliam e se auto controlam.

Todas as Zonas de Atração que vão gerar mais valor no médio e longo prazo na Civilização 2.0 terão como diferencial o uso deste novo Modelo de Sobrevivência.

O Modelo de Sobrevivência 2.0 é inspirado, de forma consciente, ou não, no Modelo de Sobrevivência dos Insetos.

O Modelo de Sobrevivência dos Insetos permite que cada membro de uma colônia possa contribuir com os demais, a partir de Rastros Químicos.

Os insetos já curtem e descurtem caminhos há milênios, bem antes de nós.

O novo Modelo de Sobrevivência permite ao Sapiens criar Ecossistemas de Consumo, que são muito mais ágeis, pois se aumenta radicalmente a participação das pessoas nas operações e decisões.

O Sapiens, na Civilização 2.0, está deixando de se inspirar no Modelo de Sobrevivência Mamífero e adotando o dos Insetos.

Todas as mudanças que assistiremos no futuro estarão diretamente ligadas ao uso inteligente e criativo do Modelo de Sobrevivência 2.0 para resolver novos e velhos problemas.

É isso, que dizes?

Colaboraram os Bimodais: Rodrigo Palhano e Renato Azevedo.

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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GRIFOS EM ITÁLICO E VERMELHO: DESCRIÇÃO DE CONCEITOS BIMODAIS CLÁSSICOS.

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

(Entre para a Escola para ter acesso completo ao MAPA MENTAL BIMODAL com o roteiro da formação, no qual temos os links para todos os artigos e áudios sobre as nossas diversas Metodologias Futuristas. Aqui, você terá a possibilidade de dialogar sobre as metodologias com o Curador da Escola e com os outros Bimodais. Mande um Zap: 21-99608-6422.)

 

O áudio do artigo.

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#negócios_2.0 – o que muda no mercado, a partir do Digital?

Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“A arte de ser sábio é saber o que ignorar.” – William James.

Podemos dizer que as principais macrotendências para os negócios do futuro serão é termos comunidades de consumo:

  • mais ágeis e flexíveis;
  • mais participativas;
  • menos dependentes de tempo e lugar;
  • mais descentralizadas;
  • mais personalizadas.

Tivemos um exponencial aumento populacional nos últimos 220 anos e precisamos promover um upgrade disruptivo no Ambiente Produtivo.

Estamos aprendendo que as Revoluções Midiáticas vêm para dar uma Guinada Civilizacional na forma como o Sapiens sobrevive.

Quando se apresenta este cenário de comunidades de consumo mais ágeis, flexíveis, participativas, menos dependentes de tempo e lugar, mais descentralizadas e mais personalizadas se imagina melhorar as Organizações 1.0.

Porém, as organizações, que gerarão valor nas Zonas de Atração futuras não serão nada parecidas com as atuais.

Vivemos hoje a MAIOR disrupção administrativa da história do Sapiens.

Pior: as mudanças atuais nos negócios não estavam previstas nos livros clássicos da administração.

O Mundo Digital permite novos modelos de negócio, que eram IMPOSSÍVEIS de serem criados com as Mídias do passado.

As Mídias são os pilares da administração, mas não se sabia e continua se ignorando este fato.

Estamos promovendo um Ajuste Civilizacional, criando, gradualmente e progressivamente, um novo Modelo de Sobrevivência muito mais ágil do que os do passado.

Quando se fala em “Transformação Digital” (buzzwords) se imagina ERRADAMENTE apenas a digitalização das atuais Organizações 1.0.

Porém, estamos assistindo a chegada lenta e gradual da Curadoria, um novo Modelo de Sobrevivência do Sapiens, baseado em Rastros Digitais, que permite superar a barreira da qualidade na nova complexidade. 

Quando pensamos na criação de novas empresas, é preciso promover uma Rearrumada Conceitual no mercado.

Digitalização dos Negócios significa aproveitar as novas Tecnopossibilidades para oferecer Itens de Consumo compatíveis com as novas demandas.

Item de Consumo é tudo aquilo que é ofertado ao Sapiens para que ele possa sobreviver melhor. 

A Digitalização dos Negócios implica a passagem de tudo que não estava acessível por telas para tudo que possa ser acessível por elas.

E aí precisamos, quando se analisa a Digitalização dos Negócios separar a produção de dois tipos de Itens de Consumo:

  • Itens de Consumo Intangíveis – que são completamente isentos de qualquer materialidade e que podem ser oferecidos ao mercado diretamente, via telas. Exemplo: um filme do Netflix ou um curso gravado na Eduzz;
  • Itens de Consumo Tangíveis– que têm materialidade e NÃO podem ser consumidos unicamente, via telas. Exemplo: uma corrida de Uber ou um quilo de arroz.

Podemos dividir, entretanto, os Itens de Consumo Tangíveis em dois:

  • Itens de Consumo Tangíveis de uso Provisório – o Sapiens se utiliza provisoriamente, mas não passa a ter posse do bem. Exemplo: uma corrida de Uber, um restaurante, ou um carro próprio, ou um aplicativo de patinete;
  • Itens de Consumo Tangíveis de uso Permanente – o Sapiens leva o bem para casa. Exemplo: um quilo de arroz, um carro ou a própria casa.

Do ponto de vista da digitalização, a divisão acima ajuda a poder entender o futuro de forma mais adequada.

Quanto mais Intangível for um Item de Consumo, mais ele tenderá a ser digitalizado de forma mais rápida.

A plataforma que permite o compartilhamento do patinete, por exemplo, transformou um Item de Consumo de Uso Permanente em Provisório.

Temos ainda uma outra divisão importante que é:

  • Processos Verticais – aqueles que são o foco principal de determinada organização;
  • Processos Horizontais – aqueles que são as atividades de suporte para que o foco principal de determinada organização possa ser realizado.

Podemos dizer, que todas as organizações que têm Itens de Consumo Mais Tangíveis sofrerão uma digitalização, no primeiro momento, nos Processos Horizontais. E as que têm Consumos Intangíveis estão digitalizando os Processos Verticais.

É isso, que dizes?

Colaborou o Bimodal: Rodrigo Palhano.

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O áudio do artigo.

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#sapiens_2.0 – as mudanças da espécie diante do Digital.

Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“Se uma revolução na sociedade fosse facilmente compreendida de imediato, não seria uma revolução.” – Shirky.

Temos como desafio neste artigo duas questões:

  • o Sapiens é Midiático? – ou seja, a espécie se modifica, de forma consistente, quando temos novas Mídias? Mídias são tão marcantes assim para a nossa espécie?
  • o Digital nos leva ao Sapiens 2.0? – caso sim para a resposta acima, podemos afirmar que temos hoje algo tão marcante no Pós-Digital, que podemos definir que tudo que fizemos até aqui foi fruto do Sapiens 1.0 e daqui por diante será do Sapiens 2.0?

Vamos às nossas Certeza Provisória Razoável para as questões acima.

Certeza Provisória Razoável é a escolha filosófica que a BIMODAIS fez diante da realidade. Nossas afirmações são sempre provisórias, abertas a algo mais razoável. Porém, são afirmações, que permitem a tomada de decisão.

O Sapiens é Midiático?

Se compararmos o Sapiens com as outras espécies animais, principalmente as Espécies Sociais, vamos observar que todas as outras têm um Modelo de Sobrevivência Instintivo.

A quantidade de decisões que plantas e os outros animais tomam para sobreviver é INFINITAMENTE menor do que as feitas pelo Sapiens.

O Sapiens tem  um Modelo de Sobrevivência Tecnoculturalmente Progressivo.

Um Modelo de Sobrevivência Tecnoculturalmente Progressivo é uma característica única do Sapiens, que implica mudanças conceituais e tecnológicas para que a sobrevivência seja mais adequada.

O Sapiens é uma espécie naturalmente artificial.

O Sapiens cria a sua própria sobrevivência, através de escolhas, que vão definir a nossa qualidade de vida, tanto no individual, quanto no coletivo.

O Modelo de Sobrevivência do Sapiens foi, assim, criado, ajustado, adaptado, através de um processo de Inovação Progressiva.

A Inovação Progressiva é uma característica de espécies Tecnoculturais (podem haver outras no universo, mas somos os únicos aqui na Terra).

Assim, ao longo do tempo vivemos dentro de um Espiral Progressivo com três macro fatores de mudanças civilizacionais:

  • o aumento constante e progressivo do Patamar Demográfico (Fator Causante de Revoluções  Civilizacionais);
  • o surgimento de novas Mídias, que permite ao Sapiens criar novos Modelos de Comunicação (Fator Detonante de Revoluções Civilizacionais);
  • o surgimento de novos Modelos de Sobrevivência (Fator Consequente de Revoluções Civilizacionais).

A nossa espécie, a partir da chegada e massificação de novas mídias passa a criar Zonas de Atração, que se utilizam, de forma mais inteligente, criativa e inovadora das novas Tecnopossibilidades disponíveis.

As Zonas de Atração servem de balizamento para todas as outras regiões, que vão, por opção, migrando para um modelo similar, pois se percebe que se consegue resolver os antigos e novos problemas de uma forma mais adequada.

O Futuro, assim, não é uma tropa do exército, que avança unida, mas um processo de guerrilha, que vai, lentamente, ocupando espaços.

Assim, podemos dizer que a Macro-História humana é dividida de forma mais adequada, nas seguintes Eras: Gestual, Oral, Escrita e, agora, a Digital.

Quando passamos a ter novas Tecnopossibilidades Midiáticas, o Sapiens passa a resolver problemas de sobrevivência de uma forma que antes era NÃO era possível.

A nosso ver, a ÚNICA forma de entender as principais mudanças que o Sapiens passou e que REALMENTE fizeram diferença no passado, tendo a Sobrevivência como foco principal, é a Divisão das Eras Civilizacionais, a partir das Mídias.

Assim, podemos dizer que tivemos no passado:

  • o Sapiens 0.0 – Gestual;
  • o Sapiens 1.0 – Oral;
  • 0 Sapiens 1.1 – Escrito Manuscrito;
  • o Sapiens 1.2 – Escrito Impresso;
  • o Sapiens 2.0 – Digital.

Importante destacar que nenhuma das versões do Sapiens é melhor do que os anteriores, mas, apenas, a cada nova etapa, passa a lidar melhor com o sempre novo Patamar Demográfico.

O Sapiens não melhora ou evolui, apenas se adapta aos desafios que a Complexidade Demográfica Progressiva vai impondo.

O Digital nos leva ao Sapiens 2.0?

Defendida a tese, através dos argumentos acima, de que SIM somos uma espécie que tem uma Sobrevivência Progressiva e que os novos ciclos começam, a partir da chegada e massificação de novas Mídias, cabe procurar responder a segunda questão:  o Mundo Digital nos leva ao Sapiens 2.0?

O Ambiente Midiático Digital é, sem dúvida, muito diferente de tudo que já experimentamos em termos de Revoluções Midiáticas passadas.

Revoluções Midiáticas são aquelas que trazem, paralelamente, um novo Canal Midiático e uma nova Linguagem Midiática. Quanto temos apenas a chegada de um novo Canal Midiático, como foi com a massificação da Mídia Eletrônica (rádio e tevê), temos uma Evolução Midiática.

Novos Canais Midiáticos permitem:

  • as interações, da informação, das trocas, do conhecimento, quebrando os antigos limites de tempo e lugar;
  • o aumento da quantidade de informação circulante;
  • novos recursos para processar e armazenar a informação.

Os novos Canais Midiáticos têm permitido o aprimoramento do Modelo de Sobrevivência 1.0 (Analógico), no qual o Sistema de Comando e Controle era e continua a ser feito OBRIGATORIAMENTE por um Gestor.

De forma disruptiva e exponencial temos agora também, típico de Revoluções Midiáticas, o surgimento da Linguagem Binária – uma nova Linguagem Midiática, com diversas aplicações.

A Linguagem Binária é o epicentro do Mundo Digital, que permite que todos os equipamentos digitais funcionem.

A Linguagem Binária permite, de forma exponencial e disruptiva:

  • a possibilidade de cálculos cada vez mais complexos;
  • a modificação, de forma rápida e barata, das informações armazenadas;
  • o surgimento dos Rastros Digitais, um registro de todas as atividades feitas nos equipamentos digitais;
  • o surgimento do Modelo de Sobrevivência 2.0 (Digital), com inédita participação de cada vez mais Sapiens nas operações e nas decisões.

A nova Linguagem dos Rastros tem permitido o surgimento de um novo Modelo de Sobrevivência 2.0, no qual o sistema de Comando e Controle NÃO é MAIS feito por um Gestor, mas, cada vez mais, repassado aos usuários, através das diretrizes traçadas por um Curador.

O Modelo de Sobrevivência 2.0 é muito mais ágil e barato, permitindo, assim, superar problemas da espécie que antes eram insuperáveis.

Hoje, na Administração 2.0 se criam Comunidades de Consumo, na qual o administrador gerencia as atividades, mas não mais as controla como antes.

Os Ubers só são possíveis, a partir do uso dos Rastros Digitais, deixado por cada interação passageiro/motorista.

Do ponto de vista comparativo da atual Revolução Midiática com a dos passados, podemos perceber que introduzimos na sociedade a possibilidade de um novo Modelo de Sobrevivência Disruptivo.

Nunca antes na história do Sapiens foi possível criar Ambientes Produtivos Uberizados, como agora.

Muitos acreditam que a Uberização é apenas mais um modelo de negócio, não é. É o início de um processo de Curadorização da Sociedade, que vai se estender progressivamente a todos os setores de forma distinta.

Curadorizar significa a passagem de um Modelo de Sobrevivência, que operava com Linguagens Sonoras para um novo que se utiliza da Linguagem Binária.

Se comparado com outras espécies, o novo Modelo de Sobrevivência 2.0 inicia o processo de passagem de Espécies Sociais com Patamares Demográficos menores, tais como mamíferos, para as que têm Patamares Demográficos maiores, tais como os Rastros Químicos, mais comuns nos insetos.

Insetos se utilizam de Rastros Químicos devido ao seu Patamar de Complexidade. Ao atingirmos a marca dos 8 bilhões de Sapiens, a nossa espécie está sendo obrigada a inventar algo parecido com uma colônia de formigas.

Na verdade, numericamente já temos muito de colônia de formigas, mas estamos, de forma, cada vez mais decadente, insistindo em imitar o modelo de sobrevivência de uma alcateia de lobos.

O que estamos fazendo agora, de forma gradual e progressiva, no Pós-Digital é abandonando o Modelo de Sobrevivência 1.0 incompatível com o novo Patamar Demográfico.

Pela primeira vez o Sapiens, passa a utilizar o Modelo de Sobrevivência 2.0, não mais baseado em Rastros Sonoros, como no passado, mas a se utilizar dos Rastros Digitais.

As Organizações 2.0 ou os Ubers só são possíveis, pois passaram a se utilizar do Modelo de Sobrevivência 2.0, no qual os usuários ganham muito um protagonismo inédito, só possível por causa da nova Linguagem 2.0 (binária).

As diferentes versões do Sapiens, assim, são resultados das mídias disponíveis e dos Ambientes de Sobrevivência, que são criados, a partir disso.

O Sapiens 2.0 é aquele que passa a:

  • conviver com uma abundância de informação muito maior;
  • está cada vez mais independente do tempo e lugar;
  • tem a capacidade de interagir e se informar de forma cada vez mais independente.

Mas também, de forma inédita:

  • passa a poder criar Ambientes Produtivos com cada vez mais participação dos usuários, não mais se utilizando da Gestão, mas da Curadoria.

Todas estas novidades nos permitem vislumbrar o início da nova Civilização 2.0 – bem diferente de todas que tivemos até aqui.

O Ambiente de Sobrevivência, assim como o novo Sapiens e novo Sapiens, define o novo Ambiente de Sobrevivência.

Portanto, o Sapiens 2.0 dá ainda seus primeiros passos, mas já podemos dizer que ele existe e quer uma nova sociedade para chamar de sua.

Todas as Zonas de Atração no futuro estarão procurando alguma forma de Curadorização dos processos para resolver antigos e novos problemas de uma forma disruptiva.

É isso, que dizes?

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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O áudio do artigo.

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Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“Ao examinar O dinheiro ao longo da história, somos capazes de discernir as características que geram dinheiro bom e dinheiro ruim.” – Taleb.

Saifedean Ammous é Professor de Economia na Universidade Americano-Libanesa e membro do Centro sobre Capitalismo e Sociedade da Universidade de Columbia. Detém o grau de Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Columbia.

O livro “O Padrão Bitcoin” tem como objetivo entender o fenômeno da nova moeda, através do que podemos chamar do desenvolvimento de uma Antropologia do Dinheiro.

O que diz o autor sobre isso:

“Este livro foi escrito para ajudar o leitor a entender a economia do Bitcoin e como ele serve como a iteração digital das muitas tecnologias usadas para cumprir as funções do dinheiro ao longo da história.”

O autor vai para a história, atrás de padrões, o que acaba por ter uma similaridade grande com o que fazem os BIMODAIS: procurar padrões, a partir do estudo histórico para projetar o futuro.

O presente artigo está em processo e só será finalizado quando eu terminar a leitura.

Me chama a atenção de algo que o autor não detalhou, até a parte que estou, sobre a história do dinheiro, que se divide em:

  • Dinheiro não tecnológico – conchas, pedras puras sem tratamento;
  • Dinheiro tecnológico – que passam a ser manufaturados, pedras com tratamento, moedas e papel impresso.

Há uma relação interessante também, que pode ser utilizada em outros campos, incluindo na análise da informação.

O padrão é o seguinte:

Quando temos a escassez de algo, temos mais valor e vice-versa, o mesmo ocorrendo com o dinheiro.

Um dinheiro que sofre escassez é mais valoroso daquele que perde a escassez.

Há outro ponto interessante.

A divisão entre:

  • Meio de troca – para uso corrente no curto prazo;
  • Reserva de valor – para uso no médio e longo prazo.

Sobre este trecho:

“Se você sair deste livro pensando que a moeda bitcoin é algo que vale a pena possuir, seu primeiro investimento não deve ser na compra de bitcoins, mas no tempo gasto para entender como comprar, armazenar e possuir bitcoins de forma segura. É da natureza inerente do Bitcoin que esse conhecimento não possa ser delegado ou terceirizado. Não há alternativa à responsabilidade pessoal de qualquer pessoa interessada em usar esta rede, e esse é o investimento real que precisa ser feito para entrar no Bitcoin.”

Comento:

Toda Revolução Midiática promove um aumento da Taxa da Responsabilização em todos os setores e aqui este padrão se reforça com a chegada e massificação da nova moeda.

Sobre este trecho:

“Em uma economia maior e mais sofisticada, surge a oportunidade para indivíduos se especializarem na produção de mais bens e para trocá-los com muito mais pessoas – pessoas com as quais eles não têm relacionamentos pessoais, estranhos com os quais é extremamente impraticável manter um registro de bens, serviços e favores.”

Comento:

Toda Revolução Midiática promove um aumento da Taxa da Interação entre desconhecidos e aqui este padrão se reforça com a chegada e massificação da nova moeda.

Dedução, a partir de um trecho:

Quanto mais escasso e durável é um dinheiro, mais valor terá e vice-versa.

Salário vem do uso do sal como moeda de troca e pecuniário de bois.

É isso, que dizes?

Frases coletadas:

“Em domínios complexos, a expertise não se concentra, tende a distribuição”.

“Uma multidão de inteligência zero, como o design adequado, funciona melhor do que uma administração no estilo soviético composta por humanos maximamente inteligentes”.

“O Bitcoin é uma excelente ideias, pois atende às necessidades de um sistema complexo, não tendo dono, nenhuma autoridade que possa decidir sobre o seu destino”.

“Bitcoin é uma moeda sem governo.”

“O Bitcoin pode falar, mas será facilmente reinventado, pois já sabemos como funciona”.

“O último objeto que o establishment pode controlar, a moeda, não é mais seu monopólio.”

“Sempre tentei entender uma tecnologia, a partir dos problemas que ela pretende resolver.”

“Poupar e investir a longo prazo são a chave para a acumulação de capital e o avanço da civilização humana.”

“Dinheiro é uma tecnologia que visa mover valor através do tempo e do espaço.”

“Um bem que assume o papel de um meio de troca amplamente aceito é chamado de dinheiro.”

“Dinheiro não é um bem comprado para consumo, mas primordialmente para ser trocado por outros bens.”

“Vendabilidade é a facilidade com que um bem pode ser vendido no mercado.”

“A relativa dificuldade de produzir novas unidades monetárias determina a força da moeda.”

“Para algo ter um papel monetário, deve ser custoso para produzir.”

“Sempre quando um desenvolvimento natural, tecnológico ou político resulta em um aumento rápido de nova oferta de um bem monetário, o bem perde seu status monetário e é substituído por outro meio de troca com uma maior confiança na taxa de escassez.”

“Os meios monetários que sobreviveram por mais tempo são aqueles que detiveram mecanismos confiáveis para restringir seu crescimento de oferta.”

“Sempre quando um desenvolvimento natural, tecnológico ou político resulta em um aumento rápido de nova oferta de um bem monetário, o bem perde seu status monetário e é substituído por outro meio de troca com uma maior confiança na taxa de escassez.”

“Quanto mais pessoas aceitam um meio monetário, mais líquido ele é, e maior probabilidade ele tem de ser comprado ou vendido sem muita perda.”

“Aqueles capazes de poupar sua riqueza em uma boa reserva de valor são mais propensos a planejar para o futuro do que aqueles que têm reservas de valor ruins.”

“Os ganhos de se juntar a uma rede crescem exponencialmente quanto maior o tamanho da rede.”

“Um meio de troca, como mencionado anteriormente, não é adquirido por suas próprias propriedades, mas por sua vendabilidade.”

 

Colaborou o Bimodal: Kaio Cordeiro (que, além de diversos comentários, sugeriu a leitura).

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GRIFOS EM NEGRITO: CONCEITOS BIMODAIS

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O presente artigo se encaixa nos seguintes tópicos no ROTEIRO – MAPA MENTAL BIMODAL:

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O áudio do artigo.

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#Midiação – as consequências da chegada de uma nova mídia.

Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Saiba mais sobre a divisão acima, neste artigo.

Vamos ao artigo:

“O problema está na estrutura de nossas mentes: não aprendemos leis, apenas fatos.” – Taleb.

Vivemos hoje um processo de Midiação, que não é novo para o Sapiens.

Midiar é o processo gradual do uso das novas Tecnopossibilidades Midiáticas pela sociedade.

Temos uma Midiação de dois tipos:

  • a Midiação Objetiva – que é o uso consciente da nova mídia para criar novos processos;
  • a  Midiação Subjetiva – que são as mudanças inconscientes que o uso continuado da nova mídia provoca no Sapiens.

Hoje utilizamos o verbo “digitalizar”.

Podemos dizer que há uma Digitalização Objetiva e outro Subjetiva.

Criar um Uber é uma Digitalização Objetiva.

Jovens terem ido para as ruas, como em 2013, segurando seu próprio cartaz e rejeitarem carros de som, bandeiras de partidos e sindicatos é um sintoma claro de uma Digitalização Subjetiva.

Mas por que usar o verbo Midiar e não apenas Digitalizar?

É preciso chamar a atenção que a Digitalização é a Midiação de Plantão, pois a sociedade já Gestuou, já Oralizou e já Escritou.

Quando o Sapiens surgiu ele não falava, não escrevia e nem tinha um celular no bolso.

As mídias são as tecnologias que empoderam nosso cérebro e, por causa disso, são Tecnologias Centrais, as mais importantes para o Sapiens.

Tecnologias criam uma espécie de Tecnoaquário, dentro do qual o Sapiens vive.

Novas tecnologias expandem as paredes do Tecnoaquário, permitindo à espécie passar a fazer o que antes era impossível.

Podemos dizer que a sociedade humana vive sempre limitada pelas Tecnopossibilidades de Plantão.

Toda tecnologia tem essa característica de ser quebradora de limites do Sapiens.

E este é o principal problema que estamos tendo diante do Digital.

Tecnologias tendem a ser ignoradas, tanto nos aspectos objetivos quanto subjetivos. Assim, o Sapiens vai mudando e as pessoas não entendem o motivo.

Porém, quando surgem novas mídias, nós expandimos nossa capacidade cognitiva e passamos a poder fazer coisas que não podíamos antes.

Midiar significa que os inovadores começam a analisar e a praticar novas formas de resolver antigos e novos problemas, através das Tecnopossibilidades Midiáticas disponíveis.

Midiar significa também passar a promover mudanças na forma como conhecemos, nos informamos, trocamos, comercializamos, interagimos, intermediamos processos, entre outras diversas atividades.

Mais Midiar significa ainda se expor as mudanças subjetivas que o uso das mídias provoca, como nos alertou há tempos Marshall McLuhan (1911 -80), numa famosa frase:

“Independente do canal de televisão que você assiste, o simples fato de assistir televisão está mudando você.”

Não está claro que estamos, subjetivamente falando, criando um novo Sapiens, quando temos novas mídias.

Há mudanças subjetivas, que estão ocorrendo, de forma invisível, em cada Sapiens, que está diante das telas digitais.

O Sapiens 2.0 vai ter demandas que vão virar ofertas e, gradualmente, teremos o surgimento de uma nova Civilização.

A Civilização 2.0 já está embutida dentro de cada Sapiens e irá tomando forma, a partir de Zonas de Atração, nas quais os inovadores transformarão as mudanças subjetivas em objetividades.

A chegada da Era Digital é hoje o Fator Detonante das principais mudanças mais disruptivas pelas quais o Sapiens está passando.

Assim, é fundamental entender o processo de Midiação para poder Futurar. 

É isso, que dizes?

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#filtros_informacionais – como filtrar tanta informação?

Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Vamos ao artigo:

“Nós não temos um problema de excesso de informação, mas de filtros.” – Shirky.

Muitos chamam a sociedade atual de “sociedade do conhecimento“.

Motivo?

Temos mais conhecimento e, por causa disso, isso caracterizaria a atual sociedade. Será falso ou verdadeiro tal diagnóstico?

É preciso, ao tentarmos diagnosticar qualquer fenômeno conseguir separar o que é conjuntural, aquilo que muda nas ocorrências, do que é estrutural, que não muda nunca. 

O conhecimento é algo estrutural para o ser humano, assim como a informação e o compartilhamento.

Do ponto de vista mais científico, TODAS as sociedades humanas SEMPRE foram do conhecimento.

Sociedade do Conhecimento é, portanto, um conceito mal formulado e tóxico.

Quando temos um diagnóstico equivocado, na sequência vem também um tratamento também inadequado.

Diagnosticadores, de qualquer setor, são preparados para diagnosticar bem para que possam sugerir tratar bem.

A realidade não admite diversos diagnósticos e diversos tratamentos. Alguns se aproximam mais ou menos da realidade e, portanto, são mais ou menos eficazes.

É falsa a ideia de que se pode diagnosticar de qualquer jeito, pois não se pode tratar de qualquer jeito.

A Ciência é a ferramenta humana para que se possa fazer diagnósticos melhores e, por sua vez, tratamentos mais adequados. 

Tudo que é estrutural em um fenômeno NUNCA pode ser atribuído a um determinado momento do mesmo. É um erro primário e equivocado de diagnóstico.

Não podemos chamar a atual sociedade nem “do Conhecimento”, nem também “da Informação” ou do “Compartilhamento” apenas por que temos mais de tudo isso!

O conceito “Sociedade do Conhecimento” é um erro que podemos definir como Conjunturalismo Equivocado, quando se atribui a um fenômeno algo que é estrutural como se fosse conjuntural.

Quando analisamos a Macro-História, podemos constatar que SEMPRE aumentamos a produção da informação, do conhecimento e da interação, de forma exponencial, quando surge uma nova Mídia Descentralizadora.

O que temos hoje é uma Sociedade com MAIS conhecimento e NÃO a sociedade do conhecimento!!!

Novas Mídias Descentralizadoras, quando surgem, empoderam o Sapiens e permitem que se aumente a Taxa de Produção de Informação na sociedade.

Isso ocorreu no passado em outras Revoluções Midiáticas, tanto com a chegada dos Gestos, da Oralidade e das Escritas Manuscrita e Impressa.

Revoluções Midiáticas ampliam exponencialmente o número de fontes, aumentando, assim, a quantidade de informação circulante na sociedade.

Além de termos muito mais Sapiens no mundo, com a chegada e massificação do Mundo Digital, cada Sapiens agora tem, ou pode ter, um canal para produzir informação.

Assim, podemos diagnosticar que vivemos a Sociedade Digital, que, por causa da nova mídia, seja gerada muito mais informação, conhecimento e interação.

O aumento exponencial das fontes de informação é um Movimento Sistêmico Espontâneo característico de Revoluções Midiáticas.

Um Movimento Sistêmico Espontâneo é algo que ocorre na sociedade humana sem que haja um comando central determinando tal movimento. São ajustes que ocorrem de forma quase natural dentro de uma espécie Tecnoculturalmente bem artificial.

É, assim, justamente, o aumento exponencial da Taxa de Informação Circulante, que cria um novo desafio para o Sapiens 1.0.

O Sapiens 1.0 foi formatado para viver em uma sociedade com muito menos informação circulante do que a atual.

A frase do influenciador digital americano Clay Shirky, que abre o arquivo, é “matadora” nessa direção.

Shirky define bem o novo problema para o Sapiens 2.0: precisamos de novos filtros mais adequados para essa nova etapa civilizacional, que chega com uma Taxa de Produção da Informação exponencialmente maior.

A Filtragem de Informação 1.0 que praticávamos no Pré-Digital era para um Ambiente Midiático com uma Taxa Circulante de Informação muito menor.

A Filtragem de Informação 1.0 se caracteriza pelo Ambiente Informacional Pré-Digital.

É preciso agora, diante deste novo Patamar de Complexidade Informacional, um processo de filtragem muito mais sofisticado.

Hoje, é preciso desenvolver e disseminar a Filtragem de Informação 2.0, que se caracteriza por criar e disseminar Filtros Informacionais Exógenos e Endógenos dentro das novas Tecnopossibilidades do Digital.

A Filtragem de Informação 2.0 se divide em dois blocos:

  • A Filtragem da Informação Exógena (de fora para dentro) – que é feita pelas Plataformas Digitais, com o uso de novas filosofias, tecnologias e metodologias, tarefa principalmente para os Profissionais de Informação 2.0;
  • A Filtragem da Informação Endógena (de dentro para fora) – que é feita pelas próprias pessoas, com o uso de novas filosofias, tecnologias e metodologias, tarefa principalmente para os Educadores 2.0.

No caso dos Educadores 2.0, é preciso uma mudança nas bases do Aprendizado Formal para que o Sapiens 2.0 possa lidar com as seguintes questões:

  • O que é mais verdade? – filosofias, teorias, metodologias, que os ajude a identificar o que é mais ou menos verdadeiro;
  • O que é mais compatível comigo? – filosofias, teorias, metodologias, que os ajude a identificar o que é mais ou menos próximo dos seus dons e vocações para poder viver em um ambiente muito mais competitivo.

É isso, que dizes?

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#visão_bimodal – como a BIMODAIS pensa em chegar a seus objetivos, quais são eles e quem são nossos clientes?

Resumo do artigo em tabela:

A quem se destina o artigo abaixo:

Vamos ao artigo:

“Motivados por seu gênio inato, os pioneiros realizaram suas obras a despeito de toda a oposição.” – Mises.

A BIMODAIS tem como missão “ajudar profissionais e organizações a lidar melhor com o Mundo Digital“.

Porém, para atingir a Missão BIMODAL precisamos aplicar a Visão BIMODAL, que é o COMO podemos atingir o nosso objetivo. A Visão BIMODAL prevê a Formação de Excelência de Futuristas Competitivos.

Formação de Excelência é a procura incessante da melhor formação possível para que possamos reivindicar o título da “melhor escola de Futurismo Competitivo do país”.

Futuristas Competitivos têm dois perfis distintos:

  • O Futurista Operacional – que trabalha diretamente com os clientes finais, ajudando-os a entender e migrar para o novo cenário;
  • O Futurista Conceituador – que trabalha indiretamente com os clientes finais, na formação dos Futuristas Operacionais para que possa não só entender o Digital, mas também as mudanças conceituais para entender o digital.

Para que possamos compreender o Digital temos dois níveis de abordagem:

  • Para o Futurista Operacional – a compreensão do fenômeno e responder o “onde estamos, para onde vamos e o que fazer?”;
  • Para o Futurista Conceitual –  a compreensão das disruptivas mudanças epistemológicas necessárias para entender o Digital.

Se compararmos a formação dos Futuristas Competitivos a uma “Plataforma de Petróleo”, podemos dizer que a atividade do Futurista Operacional está “acima da água” e do Conceitual debaixo dela.

Dentro da sequência lógica dos diferentes clientes, podemos dizer que:

  • o Futurista Operacional tem como cliente os profissionais leigos e as Organizações sejam elas Tradicionais ou já Digitais;
  • o Futurista Conceitual tem como cliente os Futuristas Operacionais.

Desse ponto de vista, há três possibilidades de abordagem a ser feita dentro de uma Escola de Futurismo Competitivo:

  • Metodológica – visa preparar os Futuristas Operacionais a ajudar os clientes finais a aprimorar a AÇÃO diante do Digital;
  • Fenomenológica – visa preparar os Futuristas Operacionais a ajudar os clientes finais a aprimorar a REFLEXÃO diante do Digital;
  • Epistemológica (Filosófica e Teórica) – visa preparar Futuristas Conceituais para que possam aprimorar, de forma progressiva, a Base Conceitual, que será utilizada na formação dos Futuristas Operacionais;
  • Futurológica – quando desenvolvemos o próprio futurismo, a formação e reflexões sobre a a própria escola.

Detalhemos cada uma:

Metodológica:

  • “Como atraímos para a mudança?”: através da atração ao invés de convencimento;
  • “Como ajudamos a mudar?” a partir do questionamento de narrativas, através do Método de Diálogo Bimodal.

Fenomenológica:

  • “Quem somos?”:  Uma tecnoespécie midiática progressiva;
  • “Por que mudamos sempre?” Por que aumentamos a população;
  • “Como nos adaptamos?” promovendo Revoluções Midiáticas, que nos permitem desenvolver “Modelos de Sobrevivências” mais adequados com o Patamar Demográfico.

Epistemológica Filosófica:

  • “Como melhoramos progressivamente nossos conceitos?”: através da Certeza Provisória Razoável
  • “Como melhoramos nossos conceitos?”: através da Certeza Provisória Razoável com contato permanente, online, com nossos clientes;
  • “Como organizamos os diferentes espaços de questionamento?”: utilizando o Edifício do Pensamento, que separa os ambientes de análise: filosóficos, teóricos, metodológicos e operacionais.

Epistemológica Teórica:

  • “Quais mudanças teóricas precisam ser feitas para entender o Digital de forma mais detalhada?”, através de uma mudança disruptiva na Filosofia Social (o DNA das Ciências Sociais);
  • “Qual a ferramenta mais adequada das Ciências Sociais para analisar o Digital?” utilizar a Antropologia da Sobrevivência, tendo como foco principal a sobrevivência humana, um ramo central do estudo da história.

É isso, que dizes?

Colaboraram os Bimodais: Rodrigo Palhano e Fernanda Pompeu.

O texto que escrevi, a partir de uma pane no blog:

O desafio do Futurista diante do Digital

“Só há ciência se o aprendizado for permanente.” – Gaston Bachelard.

A Missão de um Futurista Competitivo Bimodal é a de “ajudar profissionais e organizações a lidar melhor com o Digital”.

Porém, resta depois da missão definir o “Como”?

E aqui temos a novidade, a Visão Bimodal: oferecer uma Formação de Excelência em Futurismo Competitivo para que os Futuristas Bimodais possam ajudar profissionais e organizações a lidar melhor com o Digital.

E aí temos um desafio estimulante.

Para a formação de um Futurista no início deste século XXI, é preciso entender a fundo o principal fenômeno disruptivo do momento: a Revolução Midiática Digital.

Não vivemos hoje um momento de continuidade civilizacional, mas de ruptura.

A projeção sobre o futuro passa NECESSARIAMENTE por incorporar a compreensão das Revoluções Midiáticas na sociedade humana.

Assim, o desafio de um Futurista na atualidade não é apenas de copiar o que existe em termos conceituais, mas ter que criar novos parâmetros.

Para um Futurista, não basta explicar o que está ocorrendo, mas entender como pensávamos a sociedade antes do Digital, mas como temos que passar a pensar sobre ela no depois. 

Revoluções Midiáticas não estavam no “cardápio” das Ciências Sociais até a chegada do Digital.

Hoje, qualquer pessoa que queira entender para onde a civilização caminha, precisa decifrar uma Revolução Midiática.

O desafio de um Futurista Conceitual, aquele que cria e aprimora conceitos, precisa estar focado em três campos:

  • o Fenomenológico – que detalha o fenômeno e procura entender as respectivas causas e consequências;
  • o Epistemológico – quais as alterações precisam ser feitas nas bases conceituais para que possamos “encaixar” o novo fenômeno;
  • o Metodológico – a partir dos ajustes conceituais fenomenológicos e epistemológicos, quais os melhores métodos para ajudar profissionais e organizações.

A partir destas escolhas, podemos dividir a atividade dos Futuristas em duas:

  • Futuristas Operacionais – aqueles que dominam os métodos para ajudar os clientes;
  • Futuristas Conceituais – aqueles que desenvolvem o arcabouço conceitual, incluindo os métodos, para atender aos Futuristas Operacionais.

Se compararmos as duas atividades dos dois tipos de Futuristas (o Operacional e o Conceitual), com uma “Plataforma de Petróleo”, os métodos estão acima da “água” e o arcabouço conceitual debaixo dela.

Vivemos hoje no início deste novo século um grande paradoxo.

Uma Revolução de Mídia é o Fenômeno Social Recorrente mais impactante para a Civilização Humana sobre o qual conhecemos muito pouco ou quase nada.

Assim, uma Escola de Futurismo Competitivo tem uma tripla missão com três desafios distintos: 

  • o Fenomenológico – entender o Digital, o que ajuda a sociedade de maneira geral;
  • o Metodológico – ajudar profissionais e organizações a lidar melhor com o Digital;
  • o Epistemológico – sugerir mudanças nas Ciências Sociais para que os pesquisadores futuros possam trabalhar em outro patamar para que as Revoluções Midiáticas possam se “encaixar” nos estudos. 

É isso, que dizes?

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#reconceituadores_civilizacionais – como as palavras formatam nossas vidas.

Resumo do artigo em tabela:

Vamos ao artigo:

“O melhor uso da vida consiste em gastá-la por alguma coisa que dure mais que a própria vida.” – William James.

Vivemos neste início de século um movimento Macro-Histórico definido como Renascimento Civilizacional.
O Renascimento Civilizacional é um momento da Macro-História, no qual novos conceitos são criados por Conceituadores de diferentes áreas e regiões para tentar ajustar a forma do pensar e agir dentro de um novo Ambiente Midiático de Sobrevivência.
Sim, todo o corpo filosófico, teórico, metodológico e operacional da sociedade é “filho” do Ambiente Midiático de Sobrevivência de Plantão.
Mudou o Ambiente Midiático de Sobrevivência, é necessário um ajuste conceitual em larga escala para começar a reconstruir conceitualmente a nova civilização.
As Civilizações Humanas são, assim, “filhas” dos Ambientes Midiáticos de Sobrevivência, que são uma resposta a dois movimentos de Ordens Espontâneas da espécie: o aumento demográfico e a massificação de novas mídias.
Mais ainda.
Novos Ambientes Midiáticos de Sobrevivência geram a necessidade de se recriar novas Bases Conceituais Civilizacionais.
Estamos detalhando, o que iniciamos neste artigo, a Teoria Bimodal (Conceito de Sala)ou a Teoria do Reequilíbrio Civilizacional Progressivo(Conceito de Cozinha).
Podemos, ao detalhar a Teoria do Reequilíbrio Civilizacional Progressivo, dividir a Macro-História Humana em quatro eras: Gestual, Oral, Escrita (duas fases) e Digital.
Dentro de cada Era Civilizacional, temos a seguinte divisão:
  • Renascimento Civilizacional – quando as novas Tecnopossibilidades Midiáticas permitem que se possa revisitar e criar novos conceitos, tecnologias e metodologias voltadas para a sobrevivência;
  • Consolidação Civilizacional – quando os novos conceitos, tecnologias e metodologias voltadas para a sobrevivência se tornam efetivos nas Zonas de Atração;
  • Obsolescência Civilizacional – quando os novos conceitos, tecnologias e metodologias voltadas para a sobrevivência permitem o aumento populacional e o que foi inventado precisa ser revisitado e, em muitos aspectos, reinventado.

Zonas de Atração são locais que se utilizam do Estado da Arte da Sobrevivência e, por causa disso, atraem pessoas e são imitados.

Nestes momentos de Renascimentos Civilizacionais há um Empoderamento Informacional de toda a sociedade, que passa a contar com novas Ferramentas Midiáticas.

Se inicia, a partir da nova Mídia, um processo de Revisão e Reinvenção Civilizacional, que passa a ser feito por diversos inovadores de todas as áreas e regiões, incluindo Conceituadores.

Os Reconceituadores Civilizacionais entram em ação para criar novos Sistemas Conceituais Civilizacionais, que têm quatro campos: filosóficos, teóricos, metodológicos e operacionais.

Podemos dizer que tanto o nascimento grego quanto o renascimento Pós-Idade Média foram frutos de Revoluções Midiáticas. O primeiro após a chegada do alfabeto grego (da escrita manuscrita propriamente dita) e o segundo da prensa (escrita impressa).

Os livros recomendados para analisar este fenômeno são o de Eric Havelock (1903 – 88)  “A revolução da escrita na Grécia” e de Marshall McLuhan (1911 – 80) “A Galáxia de Gutemberg”.

Os Reconceituadores Civilizacionais daquelas épocas, entretanto, não tinham consciência do fator Midiático como o Fator Causante de suas reflexões.

Hoje, os sistemas filosóficos, teóricos, metodológicos e operacionais que utilizamos são todos Pré-Digitais e precisam de ajustes.

O Século XXI está sendo marcado por um Momento Bimodal entre o fim da Obsolescência e o início do Renascimento Civilizacional.

Vivemos, pelo tamanho da disrupção atual, a migração da Civilização 1.0 (Gestão) para a 2.0 (Curadoria).

O Renascimento Civilizacional 2.0 terá como maior desafio, a partir deste novo Ambiente de Sobrevivência, reciclar os Sistemas Conceituais para que possam fazer mais sentido dentro do novo cenário.

Mais ainda.

Não será uma Reciclagem Civilizacional Incremental ou Radical, mas, Disruptiva, talvez similar a que passamos dos Gestos para a Oralidade, da Civilização Zero para a 1.0.

Civilização Zero é a formada pela mídia Gestual.

É isso, que dizes?

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PALAVRAS EM CAIXA ALTA E NEGRITO: CHAMANDO A ATENÇÃO DO LEITOR PARA ALGO ESPECÍFICO, DO TIPO OBRIGATORIAMENTE.

Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

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O áudio do artigo.

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#palavra_como_tecnologia – como as palavras formatam nossas vidas.

Resumo do artigo em tabela:

Vamos ao artigo:

“Quanto mais escassez, menos escolha.” – Fernanda Pompeu.

Um dos principais problemas do Sapiens diante das Mudanças Estruturais que estamos passando é o problema da Invisibilidade da Formatação.

A Invisibilidade da Formatação é a dificuldade que temos de perceber que tudo que foi construído pelos nossos antepassados acabaram sendo “naturalizados” e ficaram invisíveis no cotidiano! Temos uma falsa ilusão de naturalidade.

O Sapiens, assim, de maneira geral, tem uma tendência a uma Fantasia Naturalista Tóxica.

A Fantasia Naturalista cria a ilusão de que somos instintivos como os outros animais e não Tecnoculturais.
Tudo que nós usamos cotidianamente, com frequência, criado pelos nossos antepassados, passam a ser colocadas numa espécie de Invisibilidade Cotidiana.
Temos uma fantasia tóxica de que a sociedade humana é como um mato que cresceu no jardim e não algo artificialmente criado.
Sim, nem tudo foi planejado, há muito de Ordem Espontânea, porém por trás de tudo há palavras, tecnologias, mídias e uma forma de sobreviver.
A Invisibilidades das Formatações do Sapiens, portanto, ignora:
  • as tecnologias;
  • as Mídias;
  • as palavras (que são também Tecnologias);
  • e, a partir de todas acima, os Modelos de Sobrevivência.
O Sapiens do passado criou um Tecnoplaneta que formata e influencia o Sapiens do futuro, a partir das palavras, tecnologias e metodologias de sobrevivência que foram inventadas e reinventadas.
Somos uma espécie que se assemelha a um time de corrida de bastões, que um corredor chega a um determinado ponto e repassa a outro, que continua a correr, sucessivamente.
Porém, o nosso Tecnoplaneta vive sob a égide do Reequilíbrio Progressivo, conforme vamos aumentando a população, de tempos em tempos precisamos promover um “banho de loja”.
A Civilização Humana gera com o aumento populacional, uma Obsolescência Progressiva e, por isso, precisa estar o tempo todo se reinventando.
As Mídias exercem influência no Sapiens de forma tão profunda, que não conseguimos perceber que somos o que somos por causas delas.
Vivemos hoje, com a chegada do Digital, uma Mudança Estrutural e Disruptiva do nosso Tecnoplaneta.
Mídias têm essa função de terminar e começar Eras Civilizacionais.
Quando tentamos entender as mudanças provocadas diante do Mundo Digital, percebemos o seguinte:
As pessoas estão assustadas diante do Digital, pois está se mudando coisas que a maioria não achava passível de alteração.
Chamar a atenção para a Invisibilidade da Formatação é fundamental para o processo de mudança.
Neste artigo, quero me dedicar, em particular, à Invisibilidade da Formatação das Palavras.
Palavras formam frases, frases formam narrativas e narrativas estruturam nossa forma de agir e pensar.
Somos aquilo que pensamos, mas muito do que pensamos é apenas uma repetição do que outros pensaram, sem a devida reflexão de quem está pensando.
É comum que determinadas palavras passem a ser usadas, expressando determinadas formas de agir e pensar e, quando as adotamos, de alguma forma, sem saber estamos aceitando o pacote parcial ou completo.

Exemplo?

Ao se dizer, por exemplo, que existe uma “Ciência Pura” e outra “Aplicada”, o conceito “pura” induz, sugere nas entrelinhas algo mais limpo, mais bacana, menos sujo.
Ao aceitar o conceito “Ciência Pura“, de alguma forma, estamos validando, de forma subjetiva, a ideia de que existe uma Ciência melhor (mais limpa) e outra pior (menos limpa).
(Detalhamos mais nossos questionamentos sobre “Ciência Pura” aqui.)
Palavras remetem a emoções que de uma forma consciente, ou inconsciente, despertam em nós formas de agir e pensar.
Quando utilizo o Método de Mudança de Percepções Bimodal estimulo sempre, depois de introduzir determinado assunto, que os participantes comentem sobre ele.
O Método de Mudança de Percepções Bimodal estimula que os alunos possam se expressar o máximo possível para que tenhamos elementos para questionar as respectivas narrativas e os conceitos, tornando consciente algo que muitas vezes é inconsciente.
O papel de um Futurista Mudancista é questionar conceitos intoxicados pelos velhos paradigmas e sugerir novos, a partir de novas formas de pensar o presente para que se possa projetar o futuro.
O Método de Mudança de Percepções Bimodal sugere observar atentamente as palavras que são utilizadas pelos envolvidos no diálogo e questionar aquelas que geram, a partir da Narrativa Futurista, algum tipo de toxidade na compreensão da realidade.
Quando se faz isso, de maneira geral, é bem comum ouvir a expressão: “não havia parado para pensar nisso.”
A pessoa adotou determinada palavra, passou a pensar e agir a partir dela sem assumir uma Escolha Consciente de sua Própria Narrativa.
A Escolha Consciente de sua Própria Narrativa é o cuidado que cada Sapiens passa a ter de escolher e passar a utilizar palavras de forma mais cuidadosa. O uso mais cuidadoso nos ajuda pensar e agir com mais eficácia.
Quando NÃO “paramos para pensar” nas palavras que escolhemos nas nossas narrativas, a chance de estarmos sendo induzidos a agir, de forma inconsciente, é grande.
Posso dizer que o “pulo do gato” de um Método de Mudança de Percepções eficaz é justamente problematizar as palavras que estão sendo usadas de forma indevida, criando, assim, um “curto circuito” na narrativa alheia.
Quando se questiona palavras, você torna a Narrativa Inconsciente em Consciente e isso faz com que a pessoa pare para pensar sobre como ela pensa e decida se é conveniente, ou não, mudar, a partir de novos argumentos.

É isso, que dizes?

Colaborou a Bimodal: Fernanda Pompeu.

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