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O áudio do artigo.

Link encurtado: https://bit.ly/artigobimodal030821

“O homem não é senhor em sua própria casa.” – Freud.

Como nos ensinou Thomas Kuhn (1922 – 96), um dos nossos epistemólogos preferidos:

“O conhecimento humano é feito em saltos e não em linha reta.”

De vez em quando, entre outros motivos, surge um gênio que consegue perceber algo que ninguém viu antes.

Muitas vezes somos surpreendidos por gênio que une pontos, até então Injuntáveis.

Sigmund Freud (1856 – 1939), em um de seus textos, resolveu detalhar momentos na história em que gênios do passado com suas descobertas nos colocaram diante de realidades que nos tiraram do nosso Umbiguismo Civilizacional. 

Freud, a partir daí, criou o conceito de Ferida Narcísica, que representa a dificuldade que a espécie humana tem de aceitar determinadas descobertas, que nos tiram a onipotência.

Freud, assim, listou descobertas humanas humana na história que Desinfantilizaram o Sapiens nos tirando falsas sensações de grandeza.

Descobertas que nos tiraram de determinada Onipotência Civilizacional para, logo a seguir, nos colocar em uma Impotência Civilizacional. E, por fim, numa Potência Civilizacional.

Freud nos aponta que em vários momentos na história o Sapiens teve que se tornar mais humilde diante da realidade. 

Tal como quando:

  • Copérnico (1473 – 1543) defendeu a ideia de que não éramos o centro do universo;
  • Charles Darwin (1809 – 1882) nos mostrou que éramos animais como qualquer outros;
  • E o próprio Freud, que nos ajudou a entender que há forças inconscientes na nossa  forma de agir e pensar.

Feridas Narcísicas geram a necessidade de realizar um ajuste entre a Onipotência com a Impotência Civilizacional para se chegar a uma nova Potência Civilizacional, aceitando o novo paradigma.

O mantra dos grupos do AA, estudado por Ori Brafman e Rod Beckstrom, no livro “Quem está no Comando?”, representa bem o que ocorreu:

“Serenidade para o que não se pode mudar, coragem para o que se pode e sabedoria para perceber a diferença.”

Depois de uma Ferida Narcísica, o Sapiens sai de um determinado Umbiguismo e precisa aceitar a desilusão de que podíamos algo, que não podíamos.

Nestes momentos, de superação das Feridas Narcísicas apesar da dificuldade, a espécie amadureceu, deixando determinadas Ilusões Infantis Civilizacionais para trás.

A cada Ferida Narcísica superada, a espécie se tornou mais potente, ao aceitar rever determinada onipotência.

A chegada do Digital, com todas as mudanças, que tem provocado nos mostra que estamos diante de uma Quarta Ferida Narcísica.

A Quarta Ferida Narcísica está relacionada a aceitar que as tecnologias no geral e às mídias, em particular exercem um papel ativo e não passivo na sociedade .

Marshall McLuhan (1911-1980), Conceituador Disruptivo da Escola de Mídias de Toronto, sintetizou algo que já vinha sendo abordado, aqui e ali, por alguns autores:

  • as tecnologias NÃO são neutras para o Sapiens, pois exercem uma força, até então, oculta em diversas mudanças individual e coletiva;
  • e, em especial, as Mídias, quando se modificam, marcam a chegada de novas Eras Civilizacionais, demandando uma nova forma de se pensar a história humana.

O que estamos vivendo neste novo século, é a necessária conscientização de que o Sapiens vive NÃO em um planeta, mas em um Tecnoplaneta próprio.

Diferente dos outros animais, nosso Tecnoplaneta se modifica constantemente e nos obriga a nos adaptar a ele o tempo todo.

Estamos lentamente nos conscientizando de que o ser humano está “embarcado” dentro de um Ambiente Tecnológico Progressivo.

O Sapiens, assim, vive e faz tudo que faz, a partir dos LIMITES que as tecnologias permitem!

Quando surgem novas tecnologias, o Tecnoplaneta se expande e passamos a poder fazer o que antes era impossível!

Há coisas que não podemos fazer, pois não temos AINDA tecnologia para isso!

Os Conceitos Disruptivos de McLuhan tiram da espécie de uma Onipotência Civilizacional. 

A ideia de que as tecnologias são ferramentas neutras e nós a usamos como bem queremos é falsa! Precisa ser revista.

Temos que admitir que novas tecnologias nos modificam e temos que não brigar com determinadas mudanças, mas nos adaptar a elas.

Sim, há ajustes que podem ser feitos, mas não rejeitar as mudanças por completo.

Mais ainda.

Novas tecnologias fazem parte dos movimentos de Ordem Espontânea da espécie.

São exemplos ainda de Ordem Espontânea o aumento demográfico, a adesão a determinado modo de vida e a adoção de determinada nova palavra.

Novas tecnologias alteram a Potencialização Humana – aquilo que podemos, ou não, fazer: voar, andar debaixo da água ou ir para outros planetas.

Exemplo:

Um soldado do passado com uma espada tinha um conceito de campo de batalha completamente diferente de um que porta, atualmente, uma metralhadora!

Até os Conceitos Disruptivos de McLuhan, acreditávamos que as tecnologias eram neutras, mas não são.

Uma das grandes dificuldades que temos hoje diante do Mundo Digital é justamente isso que Freud percebeu:

Há uma demanda psicológica hoje de superar a Ferida Narcísica Civilizacional provocada por McLuhan.

Admitir que as tecnologias no geral e as mídias, em particular, são responsáveis por mudanças profundas, raras, marcantes, que ferem o nosso Narcisismo Civilizacional.

Aceitar que novas mídias, por exemplo, abrem as portas para novas civilizações é algo que não é aceito nem pelos Conceituadores Convencionais e nem pelo Senso Comum.

Estamos, por causa disso, diante de um grave problema psicológico, que demanda um extenso trabalho de Desinfantilização da Espécie.

E, assim, Freud nos dá uma grande contribuição para que possamos entender o grau de dificuldade que é aceitar o novo Paradigma das Ciências Sociais Pós-McLuhan e seguir em frente.

O que é preciso dizer para nós mesmos?

“Sim, as tecnologias e as mídias permitem e nos influenciam a promover grandes mudanças na sociedade. Sigamos em frente sem problema com essa nova forma de pensar.”

É isso, que dizes?

Colaboraram os Bimodais:  Flexa Ribeiro e Rodrigo Palhano.

Este artigo é no estilo Bimodal Rompedor (ampliando as Fronteiras Conceituais da Escola):

 

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Os parágrafos que estão deslocados foram selecionados como as melhores frases do mês ou as definições conceituais mais relevantes, que são enviadas regularmente para os Bimodais e incluídas no Mapa Mental dos Bimodais para consulta permanente.

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