Feed on
Posts
Comments

Sombra 2.0

Falta um link fundamental no mundo moderno para se entender onde estamos e para onde vamos.Há relação direta entre o que somos e pensamos, em função do que os outros podem saber sobre nós.Ou seja, somos regulados pelos outros.Se formos filmados o dia todo, não faríamos determinadas coisas que fazemos.Assim, quanto mais filmados, formos, mais vamos mudar a nossa maneira de estar no mundo.Ou vamos tentar arranjar formas de fugir das câmaras.(De qualquer forma, seremos afetados por elas.)Todos o setor produtivo (chamado negócios), assim,  está fortemente baseado no controle da informação, ou o controle das câmaras e quem pode filmar o que.Se há centralização na filmagem, controlo quem filma.Se há uma ruptura na filmagem, tenho que mudar minha maneira de ser, pois outros vão filmar e divulgar o que faço.O que antes não era possível!A tendência humana para o “pecado” para passar por cima das regras é um fato corrente.O que garante que tais “pecados” não ocorram, é justamente o controle social.O controle social é feito, a partir da menor ou maior transparência da sociedade.Portanto, pode-se dizer que:Os negócios são regulados pelo controle social e quanto mais houver transparência, mais terão que prestar conta para a sociedade e mais éticos terão que ser, ou parecer ser.A revolução informacional da Internet, basicamente, retirou da sociedade um tampão de determinada sombra, só possível pelo poder centralizado da Idade Mídia.Os negócios das empresas eram feitos contando com a sombra que a Grande Mídia projetava sobre suas ações.Os pecados – que sempre vão existir – eram escondidos e a “regra do jogo” permitia coisas, lógicas, maneiras de pensar, um status quo compatível com determinado nível de sombra.Sem a sombra passada, cria-se outro modelo de negócio.Não é comum pensarmos nessa reengenharia, mas ela é bastante interessante para efeito da sociedade que queremos:Não existe ser humano bom ou ruim, mas seres humanos regulados pela capacidade de serem descobertos e punidos pela sociedade, por cometerem ações que sejam consideradas danosas para o coletivo.Assim, radicalmente muda uma sociedade – e todos os seus componentes – quando temos uma mudança radical na sombra que a protegia.Há, na verdade, hoje uma reestruturação social para se adaptar a esse novo período de menos sombra, como ocorreu com a chegada do livro impresso, há 550 anos.Coisas que eram feitas no período da sombra da Idade Mídia não poderão ser feitas mais na Idade do Youtube da Idade Digital.Quando falamos em projetos 2.0, na verdade, é basicamente um ajuste entre uma maneira de pensar ajustada para a sombra 1.0, para esse novo momento, da sombra 2.0, que também existe, porém com espaço mais reduzido.As sombras produzem, mais do que tudo, maneiras de pensar, pois o que se podia fazer antes não se pode mais e, portanto, eu adoto essa nova conduta como sendo minha.Deixando de ser algo que faço por opção, mas por falta dela.Obviamente, que pessoas, grupos e organizações que já agiam no dia-a-dia como se não houvesse aquela sombra saem na frente.Porém, as outras que não seguiam essa norma, por que não era obrigatório, agora passam a ter que segui-la.Essa é a mudança mais radical que estamos enfrentando na passagem da Idade Mídia para a Idade Digital.Mudanças de conceitos e atitudes, a partir da nova sombra.Concordas?
Se cada um soubesse da intimidade sexual dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém – Nelson Rodrigues – da minha coleção;
Falta um click fundamental na percepção do mundo moderno para se entender onde estamos e para onde vamos com a chegada da Revolução Informacional, trazida pela Internet e agregados.
Há na humanidade uma relação direta entre o que somos e pensamos, em função do que os outros podem saber sobre nós.
Ou seja, somos regulados pelos outros.
Se formos filmados o dia todo, não faríamos determinadas coisas que fazemos.
Assim, quanto mais filmados, formos, mais vamos mudar a nossa maneira de estar no mundo. E, no longo prazo, de pensar sobre ele.
A escravidão durou na sombra da falta dos jornais e dos livros.
Depois que os iluministas refletiram sobre ela e passaram a “filmá-la” pelos textos e poemas (Vide Castro Alves), se tornou incompatível com o pensamento mundial.
Todos o setor produtivo (chamado negócios), assim,  está fortemente baseado no controle da informação.
Faço meu negócio, a partir do que posso fazer sem ninguém descobrir.
Se há centralização na filmagem, controlo quem filma.
Se há uma ruptura naqueles que fazem a filmagem, como ocorre agora com celulares + Youtubes, tenho que mudar minha maneira de fazer, pois outros vão filmar e divulgar o que faço.
E, aos poucos, minha maneira de ser.
O Capitalismo 2.0 virá não por méritos humanos, mas por exposição de tudo que era feito no subterrâneo na sombra da Idade Mídia, que hoje não se pode mais fazer.
Será baseado na sombra 2.0, não mais na passada!
Não, não é o Serra 😉
Tal fato se dará pela lógica de que a tendência humana para o “pecado” para passar por cima das regras é regulada pelo social.
O que garante que tais “pecados” não ocorram, é justamente o controle social, normas e leis do coletivo que regulam o desejo individual de cada um fazer o que quer, independente dos outros.
O controle social é feito, assim, a partir da maior ou menor transparência da sociedade.
Portanto, pode-se dizer que:
Os negócios são regulados pelo controle social e quanto mais houver transparência, mais terão que prestar conta para a sociedade e mais éticos terão que ser, ou parecer ser.
A revolução informacional da Internet, basicamente, retirou da sociedade um tampão de determinada sombra, só possível pelo poder centralizado da Idade Mídia.
Os negócios das empresas eram feitos contando com a sombra que a Grande Mídia projetava sobre suas ações.
Os pecados – que sempre vão existir – eram escondidos e a “regra do jogo” permitia coisas, maneiras de pensar, um status quo compatível com determinado nível de sombra.
Sem a sombra passada, cria-se outro modelo de se pensar negócios, regulado por uma lógica mais transparente.
Foi isso que provocou as revoluções dos últimos 550 anos.
Basta ver no passado os ajustes sociais feitos pós invenção da Prensa de Gutemberg.
A partir da luz dos livros e jornais, que mostravam coisas que antes os Reis e Papas podiam fazer na calada da noite da Idade Média.
Esse poder oculto era baseado na sombra do mundo oral e do livro manuscrito, restrito e fechado em bibliotecas sem login ou senha pública.
Não é comum pensarmos nessa visão do humano (real), mas ela é a chave para perceber para onde estamos indo.
Não existe ser humano bom ou ruim, mas seres humanos regulados pela capacidade de serem descobertos e punidos pela sociedade, por cometerem ações que sejam consideradas danosas para o coletivo.
Assim, radicalmente muda uma sociedade – e todos os seus componentes – quando temos uma mudança radical na sombra que a protegia.
Há, na verdade, hoje uma reestruturação social para se adaptar a esse novo período de menos sombra, como ocorreu com a chegada do livro impresso, há 550 anos.
Coisas que eram feitas no período da sombra da Idade Mídia não poderão ser feitas mais na Idade do Youtube da Idade Digital.
Quando falamos em projetos 2.0, na verdade, é basicamente um ajuste entre uma maneira de pensar ajustada para a sombra 1.0, para esse novo momento, da sombra 2.0, que também existe, porém com espaço mais reduzido.
As sombras produzem, mais do que tudo, maneiras de pensar, pois o que se podia fazer antes não se pode mais e, portanto, eu adoto essa nova conduta como sendo minha.
Deixando de ser algo que faço por opção, mas por falta dela.
Obviamente, que pessoas, grupos e organizações que já agiam no dia-a-dia
como se não houvesse aquela sombra saem na frente.
Porém, as outras que não seguiam essa norma, por que não era obrigatório, agora passam a ter que segui-la.
Essa é a mudança mais radical que estamos enfrentando na passagem da Idade Mídia para a Idade Digital.
Mudanças de conceitos e atitudes, a partir da nova sombra.
Concordas?

Se cada um soubesse da intimidade sexual dos outros, ninguém cumprimentaria ninguémNelson Rodriguesda minha coleção;

Falta uma peça no quebra-cabeças para a compreensão do mundo moderno para se entender aonde estamos e para onde vamos pós-Internet.

Há uma crença de que o ser humano é bom por natureza.

A ideia cristã que todos podem escolher entre o bem e o mal e  tendem para o bem, pode não ser viável, diante da realidade, que demonstra o contrário.

(Mudei um pouco o texto acima em função de comentário abaixo, procedente.)

Freud no livro “O Futuro de uma ilusão” sentenciava que:

Todo indivíduo é virtualmente inimigo da civilização – Freud;

Assim, a história humana pose ser feita, através de uma nova ótica.

Do controle social sobre os homens.

E nisso entra o controle e o descontrole da informação.

Há relação direta entre o que somos e pensamos, em função do que os outros podem saber sobre nós e a capacidade da sociedade em punir nossos atos que vão contra o coletivo.

Ou seja, somos regulados pelos outros no que fazemos, por sua vez falamos e, em última instância, agimos.

Se formos filmados o dia todo, não faríamos determinadas coisas que fazemos.

Assim, quanto mais filmados formos, mais vamos mudar a nossa maneira de estar no mundo.

Concordas?

Ou vamos tentar arranjar formas de fugir das câmaras.

(De qualquer forma, seremos afetados por elas.)

Todos o setor produtivo (chamado negócios), assim, bem como toda a sociedade,  está fortemente baseado no controle da informação, ou o controle das câmaras e quem pode filmar o que.

Se há centralização na filmagem, controlo quem filma.

Se há uma ruptura na filmagem, tenho que mudar minha maneira de ser, pois outros vão filmar e divulgar o que faço.

O que antes não era possível!

Assim, uma mudança no controle da informação altera como a sociedade, age, fala e pensa.

A tendência humana para o “pecado” para passar por cima das regras é um fato corrente.

O que garante que tais “pecados” não ocorram, é justamente o controle social.

O controle social é feito, a partir da menor ou maior transparência da sociedade.

Portanto, pode-se dizer que:

Os negócios  e a sociedade são regulados pelo controle social e quanto mais houver transparência, mais terão que prestar conta para a sociedade e mais éticos terão que ser, ou parecer ser.

A revolução informacional da Internet, basicamente, retirou da sociedade um tampão de determinada sombra, só possível pelo poder centralizado da Idade Mídia.

Os negócios das empresas (e os atos sociais dos governantes) eram feitos contando com a sombra que a Grande Mídia projetava sobre seus atos.

Os pecados – que sempre vão existir – eram escondidos e a “regra do jogo” permitia coisas,  maneiras de pensar e agir, um status quo compatível com determinado nível de sombra.

Sem a sombra passada, cria-se outro ambiente social.

Não é comum pensarmos nessa reengenharia, mas ela é bastante interessante para efeito da compreensão da passagem da sociedade pré e pós Internet:

Não existe ser humano bom ou ruim, mas seres humanos regulados pela capacidade de serem descobertos e punidos pela sociedade, por cometerem ações que sejam consideradas danosas para o coletivo.

Assim, radicalmente muda uma sociedade – e todos os seus componentes – quando temos uma mudança radical na sombra que protegia determinados atos.

Há, na verdade, hoje uma reestruturação social para se adaptar a esse novo período de menos sombra, como ocorreu com a chegada do livro impresso, há 550 anos, que solapou o poder obscuro dos reis (escolhidos diretos por Deus) e da Igreja (que confirmava esse norma).

Uma revolução da informação traz, no fundo, uma mudança na sombra e altera toda a maneira da sociedade se comportar.

É a explicação que encontro para as revoluções que ocorreram depois da chegada do livro impresso (Francesa, Americana, Industrial, Russa), pois estava se compatibilizando a “velha sombra” com a “nova sombra”.

Coisas que eram feitas no período da sombra da Idade Mídia (rádio e tevê) também não poderão ser feitas mais na Era do Youtubes da Idade Digital.

Esta é a semente do Capitalismo 2.0 e da Civilização 2.0, que obriga a mudar pelo perfil da nova sombra.

Revoluções virão!

Quando falamos em projetos 2.0, na verdade, estamos nos referindo basicamente a um ajuste entre uma maneira de pensar e agir dentro da sombra 1.0, para esse novo momento, da sombra 2.0, que também existe, porém com espaço mais reduzido.

As sombras produzem, mais do que tudo, maneiras de pensar, pois o que se podia fazer antes não se pode mais e, portanto, eu adoto essa nova conduta como sendo minha.

Deixando de ser algo que faço por opção, mas por falta dela.

Obviamente, que pessoas, grupos e organizações que já agiam no dia-a-dia como se não houvesse aquela sombra saem na frente.

São aqueles que são honestos e éticos, independente das câmeras, que são a exceção para justificar a regra, pois sim existem, porém raros.

(Ser ético, podendo se esconder na sombra é exemplar.)

Porém, as outras que não seguiam essa norma, por que não era obrigatório, agora passam a ter que segui-la.

Essa é a mudança mais radical que estamos enfrentando na passagem da Idade Mídia para a Idade Digital.

Mudanças de conceitos e atitudes, a partir da nova sombra 2.0.

O que nos leva a pensar que as melhorias nas sociedades humanas não eram ou são regidas por “evolução humana voluntária”, mas reguladas pelas sombras que – ao longo dos séculos foram diminuindo, em função de novas mídias, que nos foram obrigando a ser menos “pecadores”.

Concordas?

PS – a sombra 2.0 não vem no mundo à toa, aparece, em função do crescimento populacional que precisa de mais espaço para inovar e alimentar de forma criativa 7 bilhões de almas. Ou seja, quanto mais formos, menos pecadores teremos que ser, pois  mais gente significa menos espaço para ir contra o coletivo. Sugiro ler o post de amanhã!

Diário do blog – esse texto marca a passagem da minha percepção que já vinha desenvolvendo da relação de sombra e luz. O que há de novo é o conceito Freudiano de que o homem é inimigo da sociedade. O que o faz seguir a norma é a capacidade da sociedade de contê-lo,  que faz o link com o controle da informação. Se muda o controle, o que o humano fazia de um jeito, passa a fazer de outro, por falta de opção. Nova etapa nas reflexões 2.0: Freud era uma peça do quebra-cabeças, que faltava.


8 Responses to “Sombra 2.0”

  1. prjulio disse:

    Desculpe-me mas você está enganado…a idéia de que todos nascem bons não é uma idéia cristã e nem bíblica.
    A doutrina cristã revelada na bíblia e ensinada por quase toda irmandade cristã diz exatamente o contrário.
    Acho que você deveria retificar a introdução do seu post.
    Um abraço.

  2. “Mal-estar na civilização” tb é um texto importante do Freud sobre a relação humano-civilização…

    Se entendi bem o conceito de sombra 2.0, essa seria digamos a conjunção das sombras coletivamente produzidas, acho… quanto mais gente em rede, podemos supor que teremos mais sombras… quanto mais sombras, em tese, mais se produz… acontece que na prática não sei se isso realmente ocorre… posso identificar isso facilmente quando consideramos um nicho, por exemplo, uma rede de astrônomos espalhados pelo mundo todos conectados, produzindo a partir das sombras de outras pesquisas e por aí vai… quando olho com uma lente mais panorâmica (com menos zoom) confesso que tenho dificuldade para ver isso, em redes “sociais” por exemplo…

    Sobre a Igreja cristã e sermos bons, na verdade não interessa se ela considera que nascemos todos bons ou não, interessa que ela possui um conceito específico do que é bom e do que é mau e tentou enquadrar todo mundo nisso… ai de quem não se enquadrasse…

  3. Lucia disse:

    Nepô,

    Você precisa ler o livro “O futuro do eu” de Walter Truett Anderson.

    Ele começa fazendo uma análise histórica do aparecimento do eu, ego, identidade, como vc quiser chamar, a partir dos conceitos dos filósofos de cada época (Heráclito, Sócrates, Platão, Descartes. Kant, Maquiavel, etc, etc, etc ) e depois a luz da psicologia e ai entra Freud, Jung.

    O ojetivo parece ser mostrar que o ego foi construído a partir de uma necessidade de integração do ser humano com a sociedade de cada época (tipo realidade é construída, negociada). Exemplos: na Grécia antiga, não existia a idéia do eu, as pessoas diziam que “ouviam vozes” e que essas vozes eram dos deuses, o eu era externo e era uma divindade, no feudalismo não havia um Eu, tudo era coletivo, as pessoas nunca estavam sozinhas, e não pensavam como indivíduos, seguiam a risca as regras do senhor feudal e por aí vai.

    A idéia do eu, identidade individual aparece com Descartes e a famosa frase “Penso, logo existo” e é tão aprofundada na era moderna, chegando a ter vários tipos de eus. (Me reconheci num deles…rs)

    Ainda não li o livro todo, mas já deu para perceber que ele considera que o ego está passando por uma “macrocrise” devido as grandes e avassaladoras mudanças que estamos vivendo na época pós-moderna. Nada novo, certo?

    Enfim, ele fez um estudo em relação ao ego, na mesma linha que vc segue. Percebo que ele pretende desconstruir esse eu moderno e mostrar as tendências do novo eu pós-moderno: múltiplo, facetado, impermanente, em constante transformação. Tudo a ver com deixar o ego de lado, sair da caixa, etc…

    Vai por mim, esse livro é mais que interessante.

    Abraços

  4. Li e vou deixar ecoar na minha cabeça antes de tecer outros comentários, mas creio que o ponto de partida das minhas reflexões será o relativo consenso em torno da ideia que nós humanos somos evolutivamente “egoístas”, ou seja, nossos instintos nos levam a fazer o que for necessário para preservar nossos genes individuais em contraste à visão romântica de que nosso instinto nos faz pensar na preservação da espécie.

    Quando nos tornamos conscientes provavelmente levamos o mesmo impulso para os chamados memes e passamos a cultivar “o nosso jeitinho” de ser.

    Pensando por ai as sombras não vão diminuir. Nós precisamos delas para nos sentir indivíduos únicos (embora sejamos essencialmente iguais). Talvez o que mude sejam os artifícios para esconder nossas sombras, nossos pecados…

    Apesar disso concordo plenamente com você que teremos que mudar para, pelo menos, parecer muito mais transparentes e sinceros, afinal o Google Latitude não nos deixa nem mentir que já estamos chegando quando ainda estamos saindo do banho! 😉

  5. Carlos Nepomuceno disse:

    Julio, digamos que temos duas leituras.

    Uma o que está na Bíblia e outro o que se percebe, a partir do contato com cristãos, digamos um certo senso comum.

    Fui na fonte:

    “E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.”

    Cabe ao homem escolher o caminho do bem ou do mal.

    Ele nasce neutro, digamos.

    Dependendo da família dele, etc…ele pode tender para o bem, como valores cristãos, escolhendo o bom caminho…e ele se torna um homem bom.

    O que está se questionando com a visão de Freud é justamente que o caminho do bem ou do mal, é dado pela eterna vigilância da sociedade.

    E não existe essa fase neutra, que ele escolhe, a tendência do ser humano é contra a humanidade.

    Essa é a diferença que tentei expressar.

    (Mudei um pouco o texto para expressar isso melhor, veja lá)

    Assim, me identifico hoje com Freud que se aproxima mais do que percebo de que não existem homens bons, que são honestos, que escolheram o bom caminho.

    Do tipo: vão limpar a política, que vão ser os super-heróis (um pouco a imagem até que o PT vendeu antes de assumir o poder).

    Note que achavam que eram melhores, não leram Freud ;).

    O que garantiria uma sociedade com “menos hipocrisia” seria o espaço que se tem para poder vigiar quem está no poder, seja que ideologia tenha, em qualquer modo de produção.

    Quanto mais sombra houver na sociedade, mas hipocrisia, mais o poder será absoluto.

    No caso de um rompimento de um ambiente informacional que o cidadão pode vigiar mais tende-se a fazer mudanças radicais na sociedade, pois o agir dos governantes deixa de estar na sombra.

    Orlando:

    vc diz:

    ” quanto mais gente em rede, podemos supor que teremos mais sombras”

    Não seria algo quantitativo, mas qualitativo.

    A sombra da Idade Mídia era uma, mais densa.
    A sombra da Idade Digital, 2.0, menos densa, pois se vigia mais.

    Lucia:

    “Você precisa ler o livro “O futuro do eu” de Walter Truett Anderson”.

    Comprei agora na Estante Virtual, vou ler e te digo.

    Roney, vc disse:


    “Apesar disso concordo plenamente com você que teremos que mudar para, pelo menos, parecer muito mais transparentes e sinceros, afinal o Google Latitude não nos deixa nem mentir que já estamos chegando quando ainda estamos saindo do banho”

    Sim, lembrou bem, o lance de sabermos cada vez + dos outros passa tb pelo acompanhamento dos chips, que estarão em todos os lugares. O espaço para a bandalha tem que diminuir, com custo reduzido, será apenas pendurar os sinos nos bodes.

    Valeram comentários e visitas,

    Nepô.

  6. Por coincidência, uma instalação sobre sombras:
    Trata-se do livro-objeto “O livro de sombras 2”, de Luciano Figueiredo.
    http://rioshow.oglobo.globo.com/eventos/livro-de-sombras-3072.aspx

  7. E os atores da nossa sociedade, digo atores no sentido de pessoas que “interpretam um papel diariamente”? Será que as pessoas à medida que a evolução tecnológica for evoluindo não arrumarão novos meios de se esconder sobre novas sombras?

    Reflito: Será que é impossível ter um comportamento fictício, uma imagem 100% fictícia on line ? Não acho que seja, mesmo com a crescente transparência dos meios.

  8. Carlos Nepomuceno disse:

    Bianca, sim teremos novas sombras…a capacidade de se esconder vai moldar a nova sociedade…Nepô.

Leave a Reply