A grande maioria das pessoas acredita no sobrenatural por não aceitar que a morte possa ser o fim definitivo da vida – Marcelo Gleiser – da minha coleção de frases;

Fui ver o filme.
Meus filhos ficaram impactados?
“Existe, então, vida depois da morte?”.

Já que um ateu acaba por ler uma carta escrita pelo filho morto e acredita?
E ainda uma alma pode testemunhar num tribunal brasileiro.
E até o juiz diz que sim, pode?
E escreve-se poemas em nome dos mortos?
E lá vamos nós caindo pelo caminho mais fácil da fé cega, faca não amolada.
Acredito que há três possibilidades para explicar o fenômeno Chico Xavier:
- a) uma fraude (pouco provável);
- b) uma pessoa com poderes cognitivos ainda não estudados (mais provável) – vejam algo na linha (A cientista que curou seu próprio cérebro)
- c) um “canal de tevê psicografante” entre os mortos e vivos (pouco provável).
Como na vida acreditamos naquilo que queremos ou precisamos acreditar, nada mais fácil do que ter alguém que nos diga que depois de tudo há outra vida.
Dá conforto!
Bonita, bela em um paraíso, como será, já vi o trailer, o novo filme da saga: “Chico Xavier – parte II – o paraíso”.
Vamos todos, ou alguns, para um lugar lindo, colorido, todos vestidos de batas brancas.
Aqui, cabe apenas rezar e esperar.
É o que dá a entender o trailer.
Não percam!

Tudo o que o nosso país não precisa é de mais gente acreditando em forças sobrenaturais, quando tudo precisa ser mudado, pelas forças humanas, que ficam aí rezando, ao invés de se mexer.
Claro que não podemos generalizar.
Há gente que procura a espiritualidade – conexão com os demais – gente, natureza bicho – e continua a acreditar no seu livre arbítrio e sua capacidade de pensar e questionar.
E mudar o mundo.
Mas pergunta-se, é a maioria ou a minoria, nesse país.
Cadê a Ciência e o jornalismo – digamos – sério e comprometidos para debater, aprofundar o filme Chico Xavier?
Não existe debate sobre o tema?
Os dois se rendem a fé para não tocar na intocável questão “Religião”.
Deixa eles lá, têm o direito da fé.
É isso?
Mas essa fé cega é justamente a faca amolada quando chove e ninguém toma providências ou reivindica.
Me digam: qual é a relação entre a situação nacional de descaso e nossa fé exacerbada?
Existem alguma? Ou é uma viagem?
Não há uma relação dessa omissão dos cientistas e dos canais de comunicação, quando deixam sem questionar que filmes, programas de tevê possam, de forma acintosa, manipular as pessoas? Ou não trazem à discussão à luz?
Para que serve, afinal, a ciência e os meios de comunicação de massa?
Quando haverá um acompanhamento dos canais religiosos na tevê, que “vendem” o tempo todo propaganda enganosa, sem nenhum tipo de Conar para dar em cima?
Gente que doa o que não pode para não sair andando na sua cadeira de rodas.
Os mesmos que são contra as pesquisas com as células troncos, que ajudariam, talvez, aos mesmos a sair daquela situação de forma verdadeira!!!
Não vi, me enviem que viu, reportagens sérias que nos digam sobre o filme?
- Houve estudos científicos sobre o caso Chico Xavier?
- Ninguém nesse Brasil enorme parou para estudá-lo?
- Quantas cartas ” psicogradas” realmente podem ser levadas a sério?
- Sempre eram escritos com um parente perto, podendo ter algum tipo de conexão cerebral?
- Caso não, que diagnóstico fizeram do fenômeno?
- E se nunca foi estudado por que? Não é um fato relevante?
- Será que a Ciência e o jornalismo, não o sensacionalista, não está interessado em tal fenômeno de massa?
- O julgamento foi questionado pelo promotor?
- Ou o promotor também aceitou a testemunha do além?
(Imagina o precedente que isso não abre!!!)
Há indícios, claros, que propagamos ondas do cérebro sem saber, tal como:
Cientistas criam chip telepático para controlar televisão
Se há energia que pode ser captada por uma máquina, por que não por outra pessoa, mais receptiva, com um cérebro diferente?
Ou seja, é a Religião totalmente livre para inventar o que quiser, andando na sombra da Ciência, que prefere estudar coisas “mais” relevantes, pois deixa o povo lá com suas crendices?
Chapados à procura de conforto para uma vida aparentemente imutável, por obra divina?
Mas é este mesmo povo – crente – que embarcou, embarca e embarcará em qualquer aventura, desde que acredite que alguém representa Deus na Terra?
Não são os mesmos que em outros países explodem prédios em nome da fé?
Se existe vida depois da morte, tanto pode ser para o bem – caso do Chico, como para o mal – caso do Bin Landen e turminha.
É uma questão de interpretação das leis divinas, cada um faz a sua!
Se um espírito mandar matar, se mata?

É a nossa velha e encastelada Ciência dogamática, que não tem interesse em fenômenos que podem ajudar, inclusive, às pessoas a evoluírem nas capacidade cognitivas não ortodoxas.
Cadê o estudo dos casos paranormais? (até para balizar os mais conscientes?).
É fundamental algo assim para ir desmistificando certos fenômenos.
Quem quiser acreditar depois disso, tudo certo.
Ninguém é contra a liberdade da fé, mas contra a falta de estudo de fatos sociais, com repercussão para toda a sociedade.
Aparentemente, parece difícil se dizer espiritual, querer levar a não violência ao mundo, ser ético, mas sem deixar de ser cético.
É uma estrada estreita, mas possível.
Qual o preço cognitivo que pagamos pelo conforto da fé?
Me diga.
O filme, a meu ver, como tantas outras coisas que estimulam a submissão e o mito dos “homens enviados de Deus” (como é, por exemplo, Lula, o filho do Brasil), se encaixam e reforçam o Brasil 1.0.
Relaxa, Deus há de ajudar.
Será?
Pergunta-se ainda:
Quando vamos enfrentar de frente a demagogia televisiva, tanto do pastor que diz que Jesus está do seu lado, pedindo seu dinheiro e do político que não tira ninguém da área de risco da favela, pois, afinal, Deus protege e não chegou a hora deles?
Até que vem um Morro do Bumba e tome vela!
Ao invés, de prevenção, política habitacional, satélites, Google Maps, temos a força da Bíblia!
Enquanto não somarmos 2 mais 2 de forma mais madura, ficaremos aí nesse país de faz de contas, já que quem deveria trazer razão à escuridão se omite.
Ou como diz Caetano:
Será que nunca faremos
Senão confirmar
A incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que esta
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos…
Que dizes?
PS – recomendo o livro: “Deus, um delírio“, que defende uma lógica cortante de como a religião, enquanto dogma, e estimuladora do não questionamento permanente, faz mal à sociedade, que precisa tanto assumir a sua vida.
















































































































































Estava em uma reunião, discutindo com um grupo responsável por definir e garantir a execução de processos de trabalho dentro de uma empresa.









































.jpg)

































