Vamos redesenhar o modus vivendi e o modus operandi – Silvio Meira – da coleção de frases;

Já brinquei que nossa geração é aquela que vai passar 40 anos no deserto até pensarmos de outra maneira e chegar na terra 2.0 prometida.

Somos formatados para entrar de um lado um problema e sair rede centralizada do outro.

Só sabemos resolver problemas de uma forma, com um tipo de  modelo de controle da informação e da gestão também.

Se não for assim, sei não, não vai dar certo! 

Anotem: já vi projetos acabar, acabar mesmo, fechar, final, the end, exatamente por causa disso, de querer resolver problemas gigantescos na rede digital com a cabeça de aranha.

Este é o grande desafio da gestão atual sair da maneira de pensar aranha para o estrela do mar.

Coloca nesse bolo a gestão de conhecimento, da informação, da gestão de tudo que você quiser, coloca em um liquidificador, bate, e vai sair ainda uma solução aranha.

Cuspimos aranha, no café, no almoço e janta.

É assim que sabemos resolver as coisas, mas o mundo mudou, está mudando de várias maneiras, com uma em especial, uma nova rede de troca e isso deixa nossa cabeça de aranha obsoleta.

E vai mudar muito mais em direção a uma cabeça estrela do mar.

Porém, é com esse modelo aranha obsoleto que resolvemos os problemas da sociedade, pessoais, profissionais, até hoje e vai demorar muito tempo para que algumas pessoas consigam pensar de forma diferente.

Talvez seja algo para uma nova geração, para ser algo bem massificado.

 

Somos a Barsa, a TV Globo, o Partido Político, o terapeuta, o médico, o professor, somos todos estes que estão ali dando o seu recado e dizendo o que é a verdade absoluta para as pessoas.

Somos uma sociedade extremamente autoritária, fechada, vertical, pouco meritocrática.

E avisa-se geral: ISSO NÃO FUNCIONA MAIS!

Estamos saindo de um mundo fechado, nós temos esse mundo embaixo da nossa placa mãe, marcado em letras douradas, uma tatuagem profunda no lado escuro do nosso coração.

Somos 1.0, somos verticais, do monólogo.

Aprendemos a ser assim.

Quando tento me ver livre desse estigma, ao conversar com as pessoas, todos tendem a repetir o mesmo modelo.

Quando falo na importância de grupos de mútuo ajuda ou de terapias do grupo, vêm falar do terapeuta individual em uma sala fechada, com o poder e seus interesses pecuniários envolvidos.

Nada contra, mas é eficiente?

Não é um poder exagerado?

Sou contra a terapia individual?

Não, mas se não houver um grupo ajudando, sou descrente, pois é uma relação muito forte de poder.

O mesmo quando converso com uma amiga que é editora de uma emissora.

Ela tem a cabeça formada num modelo de televisão muito pouco Youtube.

Ela define o que vai ser passado e visto.

Há um filtro.

Será sempre assim no futuro?

Acredito que não, cada um terá meio a sua própria tevê.

E a emissora de tevê serÁ uma espécie de opção de curadoria e você seleciona a que quer, fazendo você mesmo o seu canal.

Está tão perto disso, vejo isso claramente por aí, mas nossa cabeça de aranha não consegue olhar para as pequenas estrelas do mar que aparecem.

No livro do Shirky “Cultura da Participação“, ele diz que a geração web é a primeira que vê menos tevê do que a de seus pais.

(Estou preparando um grupo de estudos sobre o livro dele.)

Estamos saindo da Tevê para outro modelo de ver vídeo a distância.

Estamos vivendo, como disse aqui, a passagem da rede das aranhas para a estrela do mar.

Este modelo abaixo é fundamental para olharmos para esse mundo novo.

É a passagem que está acontecendo que é tão radical e tão estranha.

Detalhei mais aqui.


Somos o marisco entre os dois modelos de redes que solucionam problemas.

Uma é o modelo solucionador obsoleto e caro que estamos saindo e o outro é o novo mais dinâmico e mais barato.

O problema que nossa cabeça aranha e nosso coração aranha não estão preparados para ele.

Talvez nem um nem outro sobrevivam, procurando um meio termo.

Que só vai acontecer aos poucos e mais adiante.

Porém, está aberta a temporada de oportunidades.

Está na hora de ir adiante e tentar aumentar as estrelas do mar.

Estamos começando a sair do papo para ação.

Aguardem!