Tenho dito que toda nova tecnologia de informação massificada, cria uma nova cultura.

Analisemos  na tabela abaixo a história das tecnologias de produção de textos, ferramenta principal para externalização de conhecimento:

evolucao_da_producao_ideias_cortada3

Com o surgimento dos blogs, observamos à possibilidade do fim de uma desentermediação da produção original para a publicação final.

Mudanças culturais visíveis em processo:

  • Não há mais intermediário (sai direto da “fábrica ao consumidor”);
  • Não passa por uma fase de produção, edição, etc;
  • Não há um baú guardado, tudo está em rede;
  • Aumenta-se a velocidade da idéia para a difusão e retroalimentação de quem lê, através de comentários.

O pensador/pesquisador pode hoje, de forma mais rápida e independente, saltar da ideia à difusão.

Essa nova forma de se produzir conhecimento terá, como já está tendo, um forte impacto na sociedade e também na academia.

Da fonte ao consumidor, sem escalas...

Da fonte ao consumidor, sem escalas...

Por exemplo:

  • fortalecimento do pensador em detrimento das instituições;
  • esvaziamento das revistas acadêmicas periódicas on-line ou de papel;
  • revisão na forma de se avaliar à produção acadêmica;

(Que tal ser aprovado em um doutorado pela produção em um blog, ao invés de uma tese ?)

  • aceleração no ciclo de reflexão, produção, retorno e retroalimentação dos pensadores;
  • abertura maior da academia para a sociedade;
  • profunda revisão da linguagem, com tendência a ser menos normatizada e mais coloquial;
  • fim da separação entre produção acadêmica e divulgação acadêmica, está tudo no mesmo lugar;
  • virtualização dos laboratórios acadêmicos.

A idéia de uma pessoa isolada, salvando suas idéias no seu HD é algo da Idade Mídia!.

O tema valeu um editorial na Nature, na Revista da Faperj e no blog do antenado Aldo Barreto.

Longa vida aos blogs!

Escrito depois – 04/05/09

Recomento o post do Aldo Barreto:

“O fim da Universidade como nos a conhecemos” *