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Bom, já twittei aos quatro ventos que a Veja desta semana fez um caderno relevante sobre a Web.

(Só não gosto das conclusões dos últimos parágrafos, mas de resto, vale várias discussões interessantes.)

Twittei:

Revista Veja com matéria longa e interessante sobre Internet. O termo Inteligência Coletiva foi para capa. Resumo aqui:http://migre.me/4W7v

O interessante é que de todos os aspectos da rede, ela deu destaque a um em particular: os rastros involuntários.

Disseram:

Nenhum outro meio anterior à Internet exigiu do usuário à entrega de tantas informações, pra permitir o acesso a uma rede de comunicação. Isso pode ter um lado ruim para a privacidade, mas também abre uma fronteira de integração e de uso racional de recursos sem igual para a humanidade.

De fato, eu leio um livro e ninguém sabe o que capítulo me interessou mais, como pulei, o que repeti, o que comentei do lado, idem no rádio e na tevê, tirando a imprecisão dos Ibopes.

Na Web, sabe-se de tudo.

É uma novidade informacional única e realmente nova.

“Eu sei onde você clicou”.

Ou melhor, eu não, quem detém o poder do servidor, no qual o usuário clica.

Assim, quem tem o poder é quem tem o servidor, aonde o usuário clica.

O que é preciso é transformar o clique em valor, anúncio, particularização, fazer chegar o produto certo ao mouse desejoso.

É o que as empresas de cartão de crédito sempre fizeram, ou tentaram fazer, mas agora os dados são mais completos e mais precisos.

E não se sabe apenas o que eu clico, mas também o que compro, onde comento, o que leio.

E justamente ali posso colocar o que ofereço!

Pois bem, não vou discutir privacidade x escancaramento, que isso dá outro post grande e completo, até uma categoria inteira, talvez até um blog dedicado….

Mas mostrar que esse é o grande filão da Web, uma das grandes diferenças na forma de consumir e anunciar que já está presente agora e se ampliará no futuro.

Aquilo  que o Google sacou lá através e está nadando de braçada sobre quem ainda não consegue colocar tudo isso na bolsa de valores.

Bom, dito isso, vamos a outro aspecto.

Se isso vale para a rede, cria-se a cultura, as ferramentas de acompanhamento, por que não começar a colocar isso para fora dela?

Possivel?

Sim, três tecnologias começam a multiplicar isso: celular, GPS e chips em todos os lugares.

Já se pergunta por aí por que não começar a rastrear os celulares, os relógios, os tênis, as calças, os carros e, por que não, as pessoas? Loucura?

Não, toda grande nova era, começa com uma erinha e vai crescendo.

Saiu no Valor o artigo:

Companhias investem em sistemas para unir o mundo real ao virtual

Veja a imagem:

Vejam também que estão discutindo colocar chips nos presidiários aqui no Rio de Janeiro.

E ainda:

Carros novos já vêm com chip em 2009

Se hoje na rede aceitamos sermos rastreados, por descontos, por gratuidade em serviços, somos usuários do Google, do Gmail, do Youtube e não reclamamos.

Mais adiante vão nos oferecer descontos, caso tenhamos um chip de consumo na nossa pele.

Ou se for menos radical, no celular, no relógio, no óculos…aonde o freguês escolher!

Basta entrar na loja e os descontos vão aparecer somente para nós.

  • Quem tem o chip, paga R$ 20,00 e vê R$ 20,00.
  • Quem não tem, paga R$ 30,00 e vê R$ 30,00.

O chip fala com o celular e nos avisa quem de nossos amigos on-line estão perto no off-line.

(O chip do celular é quase isso, não?)

O cara da loja saberá que entrou um cliente Prime, que tem x reais no banco.

E você terá atendimento Vip.

Cada um valerá, conforme o poder do chip no pescoço, ou seja lá onde colocarem.

É a fusão de três tecnologias, que avançam e se integram, como já disse: dos chips + da web + do GPS + celulares.

Nesse personal cartão, poderá estar embutido nosso cartão de crédito e automaticamente, com nossa aprovação, a compra será feita.

Não gosto de ficar falando de futurismo, pois atrapalha um pouco a vida.

Nos leva a achar tudo uma mágica, algo distante, mas a lei para aprovar o chip nos presidiários está em discussão hoje na Assembléia do Rio de Janeiro, cidade onde moro.

Há uns 3 quilômetros aqui de casa, pertinho, pertinho.

Temos ainda, é fato,  muito chão na estrada para fazer dos rastros involuntários na propria rede, algo que possa ser útil à humanidade e ao humanismo.

Passando-o para as empresas, congresso, justiça, etc..

Mas fique atento, pois os primeiros sinais da desvirtualização da Web e da loguinização das pessoas no mundo off-line, já está aí andando do seu lado, mais perto do que imaginamos.

Exemplos não faltarão, mas tudo isso só fará diferença, quando essa erinha, que ainda engatinha, virar uma erão e se massificar.

Quando será?

Só o babalaorixá 2.0 pode saber!

Acompanhemos…

Concordas?

9 Responses to “Teremos códigos de barra no pescoço?”

  1. Carlos Nepomuceno disse:

    Uma matéria do Valor hoje sobre a chegada das placas eletrônicas, com chips, pode ser vista aqui:

    Pessoal,

    fiquem atentos sobre essa notícia que saiu no Valor hoje.

    Isso faz parte, dentro da nossa lógica, de expansão da rede para elementos fora da web.

    Com o chip, teremos milhares de possibilidades e aplicações:

    a) saber onde anda o carro de qualquer pessoa, via web;
    b) rodízio de placas;
    c) quem está aonde, de onde vem os carros que passam por aqui?
    d) pedágios sem paradas, etc…

    É um cabedal enorme de um mundo 1.0, no qual não há a informação na ponta,
    para algo que começa a chegar.

    Isso vai nos levar ao supermercado, nos carrinhos, ao tênis da Nike, tendo uma central, (nossa plataforma de relacionamento) coletando estes dados para conhecer melhor os clientes.

    É a diferença entre colaboração voluntária e involuntária.

    Vamos aprofundar o tema..

    Segue matéria:

    Começa a corrida pela ‘placa eletrônica’

    André Borges, de São Paulo
    12/04/2010
    Texto:A-A+
    Ruy Baron/Valor

    Alfredo Peres da Silva, diretor do Denatran: “Criamos uma tecnologia nacional, livre do pagamentos de royalties”
    Foi dada a largada. Depois de um longo período de testes e definições técnicas, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) chegou à versão final do padrão tecnológico que será usado na instalação de chips de identificação em todos os veículos do país. A decisão era aguardada pelos fabricantes de equipamentos, que agora poderão desenvolver sistemas baseados nas normas estabelecidas pelo Denatran.

    A tecnologia da “placa eletrônica” – como ficou conhecido o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) – foi criada pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, de Campinas (SP), com o apoio de empresas especializadas em sistemas de rastreamento. Com a instalação dos chips nos carros, será possível ampliar o controle fiscal de veículos em situação irregular – com atraso de multas, IPVA e seguro obrigatório -, aprimorar a gestão do trânsito e monitorar carros que tenham sido roubados.

    Nas próximas semanas, o Denatran divulgará uma relação de laboratórios que farão a homologação de equipamentos dos fabricantes. O próprio von Braun já está preparado para isso. As regras de segurança do projeto – uma lista com mais de 150 itens – incluem exigências como o intercâmbio automático de informações entre diferentes Estados, independentemente de quem seja o fornecedor da tecnologia adotada por cada Detran. A etiqueta com o chip (tag) também deverá ser instantaneamente inutilizada em casos de tentativas de remoção. Isso impedirá, por exemplo, que um chip seja clonado, evitando que carros roubados ou em situação irregular transitem livremente. Para fazer a captura dos dados, serão instaladas milhares de antenas em estradas e avenidas (ver quadro acima).

    Segundo Alfredo Peres da Silva, diretor do Denatran, o custo de implantação do projeto – desde a instalação dos chips nos carros até a montagem da infraestrutura para receber os dados – deverá ser bancado pelo Detran de cada Estado, por meio do caixa acumulado com as multas de trânsito. “São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já sinalizaram que não vão cobrar nada do cidadão”, diz.

    O valor de cada etiqueta com chip pode variar de R$ 2 a R$ 10, dependendo do grau de sofisticação do componente, mas segundo Silva, o custo também dependerá da frota de cada região e da negociação com o fornecedor.

    A expectativa do Denatran é de que as primeiras licitações para compra de equipamentos ocorram nos próximos meses. Em São Paulo, onde a inadimplência no pagamento de taxas atinge cerca de 30% da frota, o governo estadual já realizou testes com uma tecnologia parecida à desenhada pelo órgão federal. A ideia é que a instalação do chip ocorra em situações como a inspeção veicular, atualmente realizada no Estado paulista e no Rio. “Nos demais Estados, uma opção seria instalar a etiqueta no momento de licenciamento dos veículos”, diz Silva.

    Uma extensa lista de fabricantes nacionais e estrangeiros está de olho na frota nacional de 51 milhões de veículos. Durante a fase de estudos do projeto, ao menos 23 fabricantes submeteram suas tecnologias a testes. Entre estes estão companhias como3M, Firit, Freescale, Kapsch e NXP Semicondutores. Também acompanham o andamento do projeto a Enternet, Q-Free, Texas Instruments e Transcor. No ano passado, essa disputa também foi engrossada pelo Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), estatal vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).

    Apoiado pelo MCT, o Ceitec vem mantendo um relacionamento estreito com o Denatran para projetar-se como o principal fornecedor dos chips de identificação. Eduard Weichselbaumer, presidente do Ceitec, afirmou que a estatal tem estrutura suficiente para produzir 100 milhões de chips de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) por ano.

    Sejam quais forem os fornecedores, diz Dario Sassi Thober, diretor do Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, a decisão por criar um padrão nacional vai garantir ao país a independência tecnológica, além da ausência de pagamento de royalties. “Testamos a tecnologia até a exaustão e chegamos a um padrão com patente nacional”, afirma. Desde a criação do Siniav, lançado há exatamente quatro anos, o governo federal defende a bandeira de priorizar o desenvolvimento nacional de sistemas e componentes, com o propósito de não ter de pagar pelo uso de propriedade intelectual de terceiros. “Hoje temos um sistema de nível internacional, uma tecnologia que pode ser usada por qualquer país do mundo”, comenta Thober.

    No mês passado, o Denatran conseguiu aprovar outra medida relacionada a componentes de rastreamento de veículos. A resolução que trata da obrigatoriedade de instalação de um dispositivo antifurto em veículos novos havia sido revogada por uma liminar do Ministério Público Federal de São Paulo, que acusou a medida de violar preceitos constitucionais de privacidade e intimidade. Para aprovar o projeto, o Denatran retirou a função do rastreamento dos dispositivos, deixando apenas as funções de bloqueio e localização do veículo somente com a contratação do serviço e a expressa autorização do proprietário. O projeto passa a valer a partir de julho.

    Nepomuceno
    nepo.com.br

  2. Carlos Nepomuceno disse:

    O destaque é a cidade do futuro, mas faço um preâmbulo para localizar o tema.

    —————

    Bom,

    continuando esse movimento de irmos chipando as pessoas para conhecê-las cada vez mais para facilitar o consumo…

    Tenho amadurecido que existem dois tipos de colaboração: a voluntária e a involuntária e trabalhava com esta ideia na rede, mas fora dela isso também é fato.

    Vejam que ao comprarmos uma Coca-Cola em um mercado, ou clicar em um site, estamos informando a rede de distribuição daquele produto, que alguém daquele lugar comprou seu produto.

    Ou seja, há em qualquer rede de distribuição uma ação involuntária de consumo, que é preciso colocar agentes para recolher estes dados e perceber ações de venda, pós-venda, produção, etc…

    Ou seja, há ações em que o consumidor é ouvido e opina numa pesquisa ou em um comentário na Web.

    Ou ele faz ações que você identifica, usando ferramentas para isso.

    Um exemplo que reforça este modelo pode ser visto na cidade dos sonhos, que saiu na Época Negócios:

    http://editoraglobocadastro.globo.com/EditoraGlobo/Cadastro/0,,ECC0-7172,00.html?urlRetorno=aHR0cDovL2Vwb2NhbmVnb2Npb3MuZ2xvYm8uY29tL1JldmlzdGEvQ29tbW9uLzAsLEVNSTEzMTE0MC0xNjM2MywwMC5odG1s&nivelRestricao=QQ==

    (Exige senha)

    Transcrevo o texto que me chamou a atenção na construção de uma nova cidade New Songdo (http://www.songdo.com/), na Coréia do Sul, na qual tudo será totalmente novo, moderno:

    “Já os hotéis terão a capacidade de reconhecer automaticamente os hóspedes regulares e adaptar rapidamente os quartos para as suas necessidades”.

    Não detalham como…mas falam de câmeras….

    Reforça a ideia do modelo que estamos fazendo, de que o que se quer com o mundo 2.0 é reduzir o tempo de resposta entre a latência do consumidor e a resposta de quem oferece consumo.

    http://nepo.com.br/2010/04/06/grupo-de-estudos-%E2%80%93-ruptura-2-0-%E2%80%93-iv-encontro/

  3. Carlos Nepomuceno disse:

    Sobre o tema saiu matéria ontem na Folha, do Gilberto Dimenstein:

    Como, no fim deste ano, o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vai começar a testar o implante de chips no cérebro para facilitar os movimentos de vítimas da doença de Parkinson, talvez aquele cirurgião da memória não pareça tão fictício.

    Texto completo:
    http://sergyovitro.blogspot.com/2010/05/gilberto-dimenstein-cuidadores-de.html

  4. Carlos Nepomuceno disse:

    Demanda aquecida impulsiona setor de chip de rastreamento
    http://www.agemcamp.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=362:demanda-aquecida-impulsiona-setor-de-chip-de-rastreamento&Itemid=23&lang=pt

    Vejam o conceito:

    Mas a comunicação máquina a máquina (M2M) tomou corpo no país e deverá ter um crescimento explosivo a partir deste ano. A expectativa de empresas que produzem os dispositivos capazes de fazer essa conexão estimam um crescimento nas vendas de atuais 1 milhão de módulos para 6 milhões nos próximos três anos.

    No fundo, esta é a verdadeira Web 3.0. Robôs x Robôs.

  5. […] partir de 2011, os carros terão chips para serem identificados pelos “radares digitais”, vão se saber quem, de onde, […]

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