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Talvez, a grande novidade, das grandes novidades, que temos hoje no novo século é a nova percepção de que vivemos uma espécie de Descentralização Progressiva Obrigatória.

Na macro jornada humana, com algumas recaídas, o ser humano tem como tendência ciclos de descentralização de poder.

Por quê?

Vamos pela ordem:

  • Somos uma tecnoespécie e quando temos problemas insuperáveis para uma geração, a seguinte supera a barreira;
  • Por causa disso, aumentamos a população, o que significa ampliação progressiva da complexidade;
  • E para lidar com a complexidade, a história tem demonstrado, realizamos mudanças midiáticas que, no longo prazo, caminhamos para a descentralização.

Assim, a grande macro tendência para o novo século não é a digitalização, que é uma ferramenta, mas a descentralização em várias etapas:

  • Descentração 1.0 – a disseminação de canais, que permite maior acesso à informação/conhecimento e a explosão da interação horizontal;
  • Descentração 2.0 – a disseminação de uma nova linguagem, com seus códigos coletivos, que permite a uberização de pessoas, produtos e serviços, criando novas possibilidades de trocas de todos os tipos, incluindo as comerciais;
  • Descentração 3.0 – a disseminação do conceito P2P de plataformas descentralizadas, que inicia a jornada pela radicalização ainda maior das trocas humanas, sem a necessidade de grandes players como hoje, Youtube, Instagram, Facebook, Uber, entre outros.

Nosso principal problema é que toda a sociedade atual foi formatada, desde a escola, nas organizações tradicionais, na política, em todos os cantos, a lidar com o modelo pré-digital.

A grande crise que temos hoje é a gradual perda de poder de quem dominava e se beneficiava do antigo modelo.

Há um embate entre o antigo modelo centralizado e o novo que vai se descentralizando.

Isso tem impactos nas pessoas, nos profissionais, nas organizações.

Assim, não temos que nos preparar para a digitalização, ou para a Transformação Digital, mas para a Descentralização, que envolve mudanças profundas na forma de pensar e agir.

É isso, que dizes?

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