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Histeria pode ser definida por comportamento caracterizado por excessiva emotividade relacionado a algum medo não refletido adequadamente.

O que vivemos hoje é o que Thomas Kuhn (1922-96) – um dos Gurus dos Bimodais – chama (adaptado por mim) de momento do Mercado Extraordinário.

Segundo ele, seres humanos têm paradigmas (o que podemos chamar de caixas) que nos ajudam a pensar e agir diante dos problemas.

O grande aprendizado que Kuhn nos legou foi de que estas caixas/paradigmas funcionam durante determinado período até que se defronta com situações de anomalia, a partir de um fenômeno que não pode ser explicado pelos conceitos até então praticados.

O que ele afirma é que quando nos deparamos com fenômenos atípicos – e o digital sem dúvida é um deles – temos que deixar de usar as mesmas formas de pensar e agir.

É preciso abrir um espaço para rever as bases das nossas caixas/paradigmas. Há algo que foi imaginado no passado, mas que, agora, não está mais funcionando – as bases teóricas e filosóficas se mostraram inválidas para o novo contexto.

É preciso trocar uma chave na forma de pensar e agir.

Sair da Indução (que está no eixo problema, operação, metodologia) para a dedução ( que está mais no eixo filosofia/teoria) para voltar de novo para a operação, problema, metodologia:

É preciso procurar autores (filósofos e teóricos) que possam nos ajudar a rever as bases estruturantes do paradigma, para recomeçar a construir novamente a normalidade em outras bases filosóficas.

Aqui na escola, a partir de Kuhn, aprimoramos a ideia do Edifício do Pensamento, no qual demonstramos assim a mudança de chave do Normal para o Extraordinário:

Note que em Crises de Paradigmas temos que sair do eixo Metodologia, Operacional e Problema e subir dois níveis, em debates Teóricos e Filosóficos, que nos permitam revisar as estruturas do pensamento.

Quando não saímos da Indução do Mercado Normal para a Dedução do Mercado Extraordinário iniciamos um processo de Histeria da Crise de Paradigmas, pois cada vez mais conseguimos cada vez menos agir e pensar adequadamente dentro da anomalia, que se aprofunda.

A crise entre como pensamos e agimos vai mais e mais ficando obsoleta e inadequada e a sensação histérica, ao invés de diminuir, vai aumentando!

Isso não aparece no livro de Kuhn, mas podemos dizer que a
Histeria da Crise de Paradigmas é justamente a incapacidade do conjunto de pessoas que estava dentro do antigo paradigma de conseguir sair de dentro dele.

A histeria, assim, vai criando nas pessoas:

  • atitudes cada vez mais emocionais, de baixa reflexão;
  • uma rejeição pelos valores básicos das organizações, tais como a procura incessante pela competitividade (se inicia o processo da inovação pela inovação, da transformação pela transformação, do propósito pelo propósito);
  • a hiper-valorização de quem reforça o seu paradigma;
  • e a hiper subvalorização de quem os questiona.

A única saída – segundo Kuhn impossível para a maioria – é ligar a chave dedutiva, admitir a fase do Mercado Extraordinário, e envolver as pessoas que querem agir e pensar de nova maneira, criando áreas separadas para que o novo paradigma possa ser desenvolvido.

É o que chamamos de Núcleo de Futuro – a forma mais adequada para ir saindo da crise da Histeria da Crise de Paradigmas .

É isso, o que dizes?

O tema é debatido aqui na escola nos módulos:

Veja o depoimento dos nossos alunos dos respectivos módulos:

http://bit.ly/31VCIAq (módulos Master 4 e 5)

Rodrigo me disse o seguinte depois de ter completado com sucesso os mesmos:

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