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Nenhum investimento produzirá retornos efetivos se nossos conceitos sobre educação e gestão escolar permanecerem os mesmos – Viviane Mosé;

Publiquei semana passada este post:

10 coisas que aprendi sobre Escola 2.0

E recebi o seguinte e-mail de uma leitora:

“Lamentavelmente, o Sr. está vivendo num mundo só seu”.

Já estava cá pensando que mundo era esse tão meu, tão baseado em intuições e não em fatos concretos de carne o osso,  quando recebo a seguinte notícia, que twittei:

Ao invés de prêmio, punição: “Estudante é suspensa no Rio após colocar lição no Facebook” – http://bit.ly/ivOYd4

Ou seja, diria para a leitora que me mandou que sim, estou vivendo num mundo meu, que e escola é essa mesmo que está aí, que pune uma estudante que publica no Facebook.

Que o professor acha que o estudante que copia e cola está “errado”, pois eles respondes de forma inteligente uma pergunta não tão inteligente do professor.

A nova geração e toda a sociedade precisam de uma escola nova e não esta que está aí.

Querem aprender coletivamente e recriar o conhecimento e não memorizá-lo.

Uma wikiescola!

Mas nada disso é contemporâneo.

Somos taxados de loucos, “um mundo que é só meu”. 🙂

Trabalhamos com perspectivas, intuições, não sou só eu que pensa assim, tem mais gente, muitos mais, dispersos por aí, por enquanto.

Que dizes?

 

 

10 Responses to “Por uma Wikiescola!”

  1. Concordo totalmente. Já passou do tempo do surgimento de uma nova escola. Me dói pensar que um dia terei um filho e saberei que a maior parte do dia dele será totalmente mal aproveitado.

    Terrível essa atitude de proibir o compartilhamento de trabalhos, conteúdo ou pedido de ajuda para realizar as tarefas online. Estamos cada vez mais conectados, cada vez com mais conhecimento disposto na web para todas e querem coibir a internet como ferramenta de colaboração no aprendizado?

    Da mesma maneira acredito que seja um absurdo passar trabalhos em que “não vale consultar a wikipedia, hein!” ou as provas sem consulta. Por que não ensinar os alunos que a wikipedia é um ótimo PONTO DE PARTIDA para uma pesquisa, mas que deve-se buscar um conhecimento mais aprofundado e uma checagem de fontes? Por que não ensinar que todo conhecimento que a humanidade conseguiu construir com muita luta até hoje está disponível, e então ajudar os alunos a se tornarem melhores “escavadores de conteúdo” e a desenvolverem e buscarem filtros melhores?

    É realmente revoltante.

  2. Ela se antecipou aos professores e à escola e paga como criminosa por isso. Que história é essa da escola acusar de crime cybernético por ela colocar material da escola na internet. Tem que investigar essa escola por isso, significa que a escola está sendo criminosa em alguma coisa, mais ainda praticaram crime de cárcere privado e depois colocaram a vida da garota em risco ao colocá-la em um taxi, mesmo tendo sido feita a oferta de acompanhante que foi negada. O problema é que os nossos adultos retrógrados encaram os inovadores como uma ameaça, ameaça de tirarem deles a atenção que lhes é dada por estarem no exercício de umn cargo de poder (diretor, professor…) mais um tema educativo a ser discutido no nosso país, por isso sou contra a lei do azeredo o ai5 digital, tenho medo. Repito a frase da Regina Duarte antes do Lula ter sido eleito pela primeira vez: Tenho medo! O pior de tudo é que como as pessoas inescrupulosas não medem esforços para alcançar os seus objetivos, custe o que custar, são eles que estão na maioria das posições de comando do nosso país.

  3. Carlos Nepomuceno disse:

    Marcos, João, vamos adiante, grato pelos comentários!!!

  4. Fábio Pedrazzi disse:

    Para não ser um mundo só nosso, como e oq podemos fazer para viabilizar a Wikiescola?

    • Carlos Nepomuceno disse:

      Boa pergunta, Fábio…acho que a primeira etapa é compreender o que está mudando, por que mudar, e para onde…o que está muito nebuloso, o ideal seria começar a fazer modelos novos de escola, protótipos para experimentação…e ir, aos poucos, aproveitando, aprendendo e ir se disseminando….

      Por aí, muita resistência à vista, claro,

      que achas?
      Grato por visita e comentário,

      Nepô.

  5. Fábio Pedrazzi disse:

    Acho q é por aí mesmo…compreender, protótipos, resistência

    Mas como dar o start?
    Partiria de quem os protótipos? iniciativa privada, governo…em conjunto?
    Como convencer, para diminuirmos a resistência?

    abraço

  6. Tenho a impressão de que a educação cada vez mais se adapta as exigências do vestibular. A partir do ensino médio, o ensino já é totalmente focado para aprender (decorar) os conteúdos que vão ser abordados, e aí já são deixadas de lado matérias que estimulam a criatividade, como artes, música etc.

  7. Carlos Nepomuceno disse:

    Fábio, este é o desafio..precisamos de nova escola, já existem experiências antigas e novas usando a rede, agora é junta gente que pense assim …..

    Marcos, de fato, estamos indo na contra-mão da história, precisamos de criatividade e não de “repetitividade”.

    Valeram visitas e comentários,
    Nepô.

  8. Mônica Taulois disse:

    É ótimo discutir com alunos interessados e “escavadores de conteúdos”, porém , nas escola eles representam 20% da turma.
    Nossas escolas são do mundo 0,5.0!

    Como incluir os alunos? Como motivar? Pais não acompanham seus filhos! E querem saber mais… o Pro Uni nos ensina que quanto mais carentes, maior a superação! Os alunos de classe média passam por uma crise de adequação. Proveniente de ambientes superprotegidos entendem que busca ativa de conhecimento é uma forma do professor não trabalhar. São passarinhos que precisam receber alimento (conhecimento) mastigado e regurgitado, na boca.

    A Escola, como ambiente de Educação, de transformação, está sendo atropelada pelos alunos que querem buscar seu alimento!

    O docente está perdido entre voar com a ave adulta jovem (20%) ou exercer sua função de acompanhar o passarinho para que ele dê o seu primeiro vôo!

    Será que os docentes do ensino fundamental, médio e superior estão prontos para exercer esta função?

    Me preocupa realmente é a leitora que, apesar de ter acesso a informação, continua resistindo ao novo!

    Um bom inicio de caminho é seguir o movimento: deixem o William Bonner!!! e iniciar uma busca coletiva por soluções, no horário nobre!

  9. Carlos Nepomuceno disse:

    Monica, concordo em gênero, número e grau!

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