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Para desenvolver uma ciência capaz de promover a vida, precisamos tornar-nos mais vivos – Peter Senge – da coleção;

A passagem da civilização 1.0 para a 2.0 passa basicamente por mudanças nos códigos.

Entenda-se códigos aqui como algo bem geral, pois toda a realidade que vemos são códigos.

O filme Matrix é uma ótima metáfora para a realidade, pois entre ela e nós existem códigos, como uma interface.

Diga-me que códigos usas e te direi quem és!

O mundo é o que vemos, a partir dos códigos que temos, reescrevemos, construímos, mudamos, aceitamos…

A passagem de 1.0 para 2.0 se dá, assim, na maneira que:

  • – produzimos os códigos;
  • – os códigos que podemos acessar;
  • – o jeito que alteramos os códigos que conseguimos acessar.

A Era Cognitiva da Idade de Mídia de Massa, que começa a declinar, a partir de 1990, com a chegada da rede, estabeleceu e procura manter vários códigos fechados, inacessíveis e imutáveis.

Se estabeleceu, através de mensagens fechadas.

Eu envio e todos recebem, tal como um livro, um programa de rádio ou de tevê.

Um programa de computador, uma música, um filme.

Um jeito de produzir tudo isso, de acesso e de deixar ou não mexer no seu interior.

A sociedade, entretanto,  cresceu em número de habitantes e esse modelo informacional antigo de como lidávamos com os códigos começou a atrapalhar o nosso desenvolvimento humano, social e produtivo.

  • O que existe hoje é o hackeamento dos códigos.
  • Mais gente produzindo novos códigos.
  • Mais gente acessando os códigos que os outros estão produzindo;

E a possibilidade de alteração, ou complementação, dos códigos que estão em rede digital.

A ideia de códigos fechados, tais como uma disciplina na escola, uma lei, uma norma, um texto acadêmico, um documento corporativo dá lugar a um novo modelo que é o do código aberto.

É a passagem dos códigos fechados e mortos.

Para a do código (mais) abertos e vivos.

Porém, sempre teremos códigos fechados, pois o poder precisa deles.

E nunca viveremos sem poder.

Precisamos aumentar a velocidade das coisas e não podemos conviver com códigos zumbis por aí.

Todo agente de mudança 2.0 é um hacker em potencial, pronto para produzir, abrir, mudar, produzir, dar acesso aos códigos antes fechados.

Essa é a batalha em curso.

Pode olhar e ver que ela se trava em todos os lugares.

É isso, que dizes?

(Já falei mais sobre controle de códigos, aqui.)

6 Responses to “A sociedade dos códigos mortos”

  1. Gabriela Souza disse:

    Realidade 2.0 descrita de forma altamente objetiva e esclarecedora. Muito bom!

  2. Synesio Neto disse:

    Olá Nepô!

    Fiquei um pouco confuso sobre o que você falou sobre “Nunca viveremos sem poder” e a ligação disso com os códigos fechados necessários ao poder. Ao mesmo tempo, no post anterior – A Gestão do Desconhecimento – no último parágrafo: “É preciso de um poder superior 2.0, que consiga aliar a Ciência e a Ética, o respeito ao desconhecido, sem crendices, para que possamos estabelecer parâmetros de uma nova humanidade menos individualista e mais solidária.”

    Bom, na minha interpretação a primeira citação – onde os códigos fechados sempre existirão (e é como hj acontece) – parece muito mais com o “poder 1.0”, individualista, orientado ao lucro, ganâncioso e corrupto; do que o que vc explana na segunda citação.

    Parece que este poder superior 2.0 não passa de utopia, pois sempre seremos influenciados (ou controlados se preferir) por um poder que mantêm códigos fechados e promovem a gestão do desconhecimento, assim como as religiões. É isso mesmo?

  3. Carlos Nepomuceno disse:

    Synesio, sim é isso….

    Sempre haverá códigos fechados.

    O Google não é fechado?

    E se estabeleceu como o centro do mundo 2.0.

    A luta por um mundo menos egoísta é diário e não cumulativo.

    Hoje, estou menos ego, amanhã, posso estar mais.

    É um pêndulo.

    Veja o meu post na diferença entre civilização e humanidade, que acho que fui mais claro, valeu:

    http://nepo.com.br/2010/06/09/a-diferenca-entre-civilizacao-e-humanidade/

    valeu a visita!

    Nepô.

  4. Synesio Neto disse:

    Mas o poder que o Google exerce por possuir um códgo fechado é diferente do poder das oligarquias dos Bancos Mundiais que endividam e influenciam a soberania dos governos junto com sua população, por exemplo.

    O Google pode até exercer poder na nossa civilização com o seu código fechado, mas o monetarismo exercido pelos donos do dinheiro (Bancos) é muito mais nocivo à humanidade do que o fator colaborativo que o poder do Google nos oferece.

    Será que estou sendo ingênuo?

  5. Carlos Nepomuceno disse:

    Synesio, há códigos fechados. Concorda?

    E sempre teremos códigos fechados. Certo?

    O uso que se faz desses códigos é outro departamento.

    Veja o caso mais recente da divulgação dos documentos secretos da guerra do Afeganistão.

    Os EUA consideraram que abriram documentos da segurança nacional, outros acham que foi útil a democracia.

    Do ponto de vista da análise, é importante perceber que o poder se estabelece por códigos fechados.

    Sim, os bancos mandam hoje.

    Como o Google já começa a mandar no amanhã.

    Note que na China, por exemplo, o Google aceitou que a censura ocorresse, continua mantendo, através dos seus códigos fechados.

    Haverá sempre poder e vamos lutar sempre para abrir os códigos que consideramos que sejam contra as inspirações mais humanas, mas abre-se uns e, ao mesmo tempo, fecha-se outros.

    Estarei sendo pessimista? 😉

    Ou realista?

    Abraços,

    Nepô.

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