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Quanto mais eu leio, mais assombração me aparece.

Agora é o livro do Rifkin.

Ele defende a ideia de que tivemos a dicotomia socialismo x capitalismo no século passado e agora teremos uma nova via social, política e econômica, que podemos chamar de Lennonlândia (mundo do John Lennon).

Esta é a tese.

Para que seja viável, ou ele vai trazer algo novo, que aponte um futuro diferente. Ou vai distorcer o passado.

Por que vamos mudar para um novo sistema econômico?

O “golpe conceitual” de Rifkin é distorcer o conceito de mercado no que existe e, com a distorção, tentar vender uma tese que não se sustenta.

Ou melhor, classificar mercado de forma reducionista como lugar onde se compra e vende, onde rola dinheiro.

Vejamos, pg 15, no qual define mercado “está de algum modo conectado a trocas comerciais”.

A ideia de que mercado é algo ligado a dinheiro é visão estreita do que se fala de mercado, como o espaço de trocas humanas, no qual tudo tem um valor.

Independente se tem alguém comprando ou vendendo, tudo tem um valor na sociedade humana, pois nada ocorre na nossa sobrevivência sem um esforço.

O que estaria fora do mercado em termos de trocas?

Tudo aquilo que não se tem esforço para se obter. O ar é algo que está fora do mercado, por exemplo. Olhar o céu.

Todo o resto, produtos e serviços, queira o Rifkin, ou não, é mercado.

Tudo tem um custo produzido, mesmo que você queira oferecer de graça, alguém fez um esforço para que aquilo pudesse estar ali.

Mesmo uma fruta dentro de uma floresta que ninguém plantou, alguém teve o esforço para pegá-la.

O tempo tem um valor.

Produtos e serviços exigem algum tipo de esforço e esse esforço tem um valor que é precificado, queira Rifkin, ou não.

Não é precificado pelo sistema, mas pelas pessoas todos os dias para poder viver.

Ele diz que no passado: “tudo foi lançado no caldeirão capitalista sendo reorganizado, precificado e levado ao mercado”, pg 15.

Produtos e Serviços não são “levados ao mercado”, pois se são produtos e serviços eles nascem dentro do mercado das trocas.

Eles não são levados, se são produtos e serviços eles nascem dentro do mercado e não tem como haver sobrevivência do sapiens fora do mercado, quando se fala de forma mais ampla.

Há, assim, no conceito de Rifkin uma espécie de preconceito em relação a precificação das coisas, que acabam ficando mais precificadas, conforme a complexidade demográfica vai aumentando.

Numa tribo de índios, o que se tem é um mercado mais informal, em que os produtos e serviços tem algum tipo de valor mais subjetivo, num mercado mais informal, mas dentro do mercado e não fora dele.

Rifkin, ao contrário, afirma na página 14, que estamos entrando num mundo parcialmente “além dos mercados”.

E vai para seu momento John Lennon:

“…onde vamos aprender a viver juntos em um sistema global de bens comuns colaborativos…” pg.14.

O que se vê aqui, como em muitos outros autores, o ser humano “aprenderá”, através da consciência, a deixar de ser “comercial” e passará a viver num mundo mais colaborativo “fora dos mercados”.

As coisas, como um passe de mágica, terão custo zero, pois ninguém vai precisar se esforçar mais para que elas aconteçam. É isso?

O livro de Rifkin tem uma forte dose de vontade que as coisas sejam assim, é o John Lennon Digital.

Diferente do Harari, outro viajandão, ele é otimista, deve ter um poster do John Lennon no escritório.

É isso, que dizes?

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