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Nossos tempos serão conhecidos no futuro pela época que todo mundo falou muita besteira e mais um tanto acreditou piamente.

Arrisco a dizer que 97% dos livros de negócios publicados nos dias de hoje servirão apenas para comediantes de stand-up e nada mais.

Um conceito que será piada corrente é o tal da “Economia Compartilhada”.

É mais ou menos dizer que a água está molhada.

Compartilhar vem de partilhar algo com alguém – ter um uso comum de algo.

O Sapiens desde que resolveu desde ser Sapiens precisou compartilhar algo para sobreviver.

Compartilhar é vendo o que tenho e compro o que não tenho por um determinado valor – que pode até ser de graça, voluntário.

A economia, na verdade, é o estudo de como partilhamos momentos de escassez e abundância individuais e coletivos.

Afirmar que temos uma Economia Compartilhada é o mesmo que dizer que temos uma Engenharia Calculada ou uma Arquitetura Projetada.

É daqueles conceitos inventados por um marqueteiro para vender palestras, livros, cursos, mas não quer dizer nada.

Ou melhor, quer dizer tudo.

Tudo se encaixa – tal como sociedade do conhecimento, da informação ou transformação digital.

Muda conforme cada pessoa, pois é aberto e impreciso demais.

Vejamos o AirBnb – um dos exemplos principais do que podemos considerar da tal “Economia Compartilhada“.

Vejamos a frase:

“Eu tenho apartamento e passo a alugar para completos desconhecidos”.

O que é novo na frase acima?

  • Antigo: Eu tenho um apartamento e passo a alugar “.
  • Novo: “para completos desconhecidos“.

Compartilhar apartamentos sempre foi algo possível e praticado.

As pessoas precisavam, apenas, conhecer quem ia na casa delas para evitar problemas. E por isso surgiram os corretores para que isso pudesse ser feito sem grandes traumas.

A novidade, portanto, para separa o novo do antigo não é o compartilhamento em si, mas a FORMA COMO COMPARTILHAMOS.

Compartilhamento é algo estrutural da espécie – da mesma maneira que conhecimento, informação. É um substantivo, assim, como conhecimento e informação ou rede.

Compartilhamento, conhecimento, informação ou rede sempre estiveram presentes na sociedade a espera de adjetivos para os contextos: na oralidade, na era escrita, no digital.

Hoje, inventamos Plataformas Digitais que permitem o que podemos chamar de Confiança 3.0, baseada em estrelas e afins (Linguagem dos Rastros).

É esse novo aparato tecnocultural que permite a novidade na frase acima: “para completos desconhecidos”.

Um conceito adequado para separar os dois momentos seria:

  • Compartilhamento Analógico – na qual só é possível compartilhar com conhecidos, ou indicados de conhecidos, ou via intermediadores (corretores), através da Linguagem Oral e Escrita;
  • Compartilhamento Digital – na qual é possível também compartilhar com DESCONHECIDOS, ou ex-desconhecidos, ou conhecidos digitais, diretamente, pois passam a ter a reputação aberta e disponibilizada nas Plataformas, através do armazenamento do seu histórico.

É, portanto, a criação da Linguagem dos Rastros, empacotada em Plataformas Digitais, o ponto de bifurcação do compartilhamento analógico para o digital.

É ela, que nos permite fazer negócios e trocas com pessoas desconhecidas, que agora têm referência na Internet.

Não vivemos, assim, um momento zodiacal no qual a humanidade passou a ser mais “boazinha“, ou “ter mais fé no semelhante“, mas há explosão do compartilhamento horizontal, pois temos a chegada de nova mídia (canais e linguagem) que permite negócios entre ex-desconhecidos.

O mesmos se deu com a escrita manuscrita, no passado, que inaugurou a fase dos contratos comerciais, tanto para os negócios mais próximos como os mais distantes – que tornou possível, por exemplo, os grandes impérios.

É, portanto, a Economia Digital, sem MIMIMI de Economia Compartilhada, que permite que pessoas consigam fazer negócios digitalmente com muita mais gente, de forma independente e horizontal.

É a Economia Digital e não a Compartilhada, que permite que eu comece a pensar em colocar meus produtos e serviços nas Plataformas para fazer negócios com ex-desconhecidos.

É isso.

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