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Redes sociais, ou humanas, existem desde que o ser humano é homo.

O Homo, aos poucos, foi ficando cada vez mais Sapiens e aumentou a complexidade demográfica, o que lhe obrigou a redes humanas cada vez mais sofisticadas.

Redes humanas se organizam por diferentes topologias: mais ou menos verticais ou mais ou menos horizontais.

Existem algumas mudanças sociais que modificam as topologias das redes de forma mais restrita ou ampla.

  • Mudança política – um golpe de estado em direção à ditadura leva para a rede social que era mais horizontal para uma mais vertical;
  • Mudança educacional – grande programa de educação, no médio ou longo prazo, num determinado país, pode levar de rede mais vertical para uma mais horizontal. Pontas ganham autonomia pela informação e conhecimento e a rede se horizontaliza;
  • Mudança organizacional –  uma organização isolada pode resolver, por algum motivo, horizontalizar processos de decisão, promovendo de cima para baixo a horizontalização .

São alterações possíveis nas topologias das redes sociais, com resultados localizados e específicos.

Porém,  existem também mudanças tecnológicas, ou macro mudanças tecnológicas das topologias das redes, que influenciam as mudanças do Sapiens.

A chegada das novas mídias, por exemplo, alteram, de forma global e rápida, a topologia das redes.

  • Quando introduzimos no século passado os meios eletrônicos de massa, por exemplo, tivemos a verticalização global da topologia das redes sociais;
  • Bem como agora, vivemos na direção contrária com o digital: a horizontalização global da topologia das redes sociais.

Assim, no estudo das Ciências das Redes, quando analisamos fortes alterações globais de topologia, é preciso identificar o surgimento e massificação de novas mídias descentralizadoras ou centralizadoras.

São elas que vão permitir, de forma global e rápida, alterações tanto de verticalização ou horizontalização na topologia das redes humanas.

É isso, que dizes?

Em áudio:

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