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Versão 1.0 – 13/09/13

Colabore revisando, criticando e sugerindo novos caminhos para a minha pesquisa. Pode usar o texto à vontade, desde que aponte para a sua origem, pois é um texto líquido, sujeito às alterações, a partir da interação.

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Já escrevi aqui sobre a necessidade de se pensar inovação como migração, aqui vou discutir o conceito de inovação independente da migração necessária para o mundo politeísta.

A ideia é questionar o termo inovação de forma pura, pois projetos de inovação pode ser qualquer coisa. E até ser algo que mais atrapalha do que ajuda.

Inovação na Wikipédia:

A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. 

Inovar aqui seria colocar algo novo em uma prática antiga.

  • Se for alto pouco novo, parecido é incremental.
  • Se for muito novo, algo completamente novo, é radical.

E aí temos algo interessante, pois temos que usar duas ferramentas cognitivas diferentes em cada caso.

  • A inovação incremental é algo que muda o que já foi concebido, que já tem algo concreto que precisa ser melhorado. Pode haver um grau de abstração, mas é baixa abstração, pois trabalha-se com os sentidos. É algo que se pode ver, ouvir, tocar que está de uma forma e precisamos fazer alguma mudança.
  • A inovação radical é algo que muda algo que ainda NÃO foi concebido, que não tem algo aparente. Exige um grau de abstração muito maior, pois é alta abstração, pois trabalha-se com projeções de algo que não existe e pode vir a ser, com latências e possibilidades. É algo que não se pode ver, ouvir, tocar que está de uma forma e precisamos fazer alguma mudança.

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Independente de projetos de inovação de migração, que detalhei aqui, toda organização deveria ter uma carteira de inovação para promover inovações, conforme a fluidez da competição que está inserida.

Organizações que lidam com ambientes menos competitivos vão apostar mais em inovação incremental e vice-versa.

(Isso vai depender também do apetite dos gestores por novidades, onde entra o toque da personalidade de cada um.)

No filme que vi recentemente sobre Jobs e a Apple. “Jobs”.

Mostra claramente a constante tensão entre uma empresa incremental ou radical.

Quando Jobs é afastado a Apple perde a sua capacidade de radicalizar o mundo e, portanto, em função de sua área o valor. Quando ele volta, ocorre o contrário.

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De tudo isso, é fundamental que tenhamos a noção de que inovação não pode virar uma palavra da moda, vazia de significado, quase um mantra para “fingir que estamos sendo modernos” e ninguém perceber que não estamos querendo mudar nada.

Por aí, que dizes?

One Response to “Pelo fim da inovação pura”

  1. […] o início o laboratório era de Inovação, mas como detalhei aqui, inovação é uma palavra genérica e, mesmo sendo nova, já se desgastou, pois tudo pode ser […]

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