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Nunca fomos 7 bilhões Nepôda safra 2011;

Não temos noção, mas existe uma variante fundamental para se pensar a sociedade: o aumento da população.

Sugiro ler este artigo. E ver este vídeo da National Geographic de janeiro.

Como no passado se manteve estável, tal fator não era levado em conta pelos economista, sociólogos, informólogos, comunicólogos e todos os ólogos que você quiser arrebanhar.

Chamo a demografia de fator irreversível, pois não tem como matar quem já nasceu: administra-se apenas.

(Tem gente que tenta criar holocaustos ou deixa morrer de fome, mas isso é exceção e não regra.)

Se saltamos nos últimos 200 anos de 1 bilhão para 7 bilhões alguma coisa nesse novo fator “x” da sociedade deve ser levado em conta nas nossas análises de presente e futuro.

Não levar me parece insanidade.

E pior que não se leva.

Como é um fato novo e inusitado tal crescimento, não colocamos esse “x” nas nossas fórmulas como fatores de indução de mudanças no mundo moderno.

A demografia é um fator invisível, involuntário com forte impacto em todas os sistemas humanos.

Não existe ideologia nesse contexto: é, está e será.

Mais gente significa mais volume, mais volume mais complexidade, mais complexidade novos sistemas, pois os velhos não dão conta.

Quantas rupturas sistêmicas se devem a esse fator e ninguém leva em conta?

Podemos dizer que é esse aumento – necessidade de manter todos vivos – que nos levam a ter uma sociedade da inovação, que nos obriga a ter que administrar cada vez melhor a informação e o conhecimento.

Inovar é preciso, vacilar não é preciso.

Tal fator demográfico impacta na maneira que pensamos economia.

Precisamos de novas empresas para inovar mais rápido, melhor e mais barato;

Isso implica em um conhecimento mais dinâmico, o que nos leva à nova escola, que não pode mais ser um ambiente de transmissão de conhecimento único num sistema patriarcal.

Nos leva a repensar o clima e suas revoltas, precisando introduzir esse fator “x” novo, pois mais gente desequilibra a ecologia do planeta, ainda mais gente que vem sem nenhum planejamento, educação, saneamento, etc…

É um total deixar rolar para ver como é que fica.

O Zeca Pagodinho superior: “Deixa a vida me levar”.

Atribuo o surgimento da Internet a esse fator, na fórmula:

Mais gente –> Mais produção –> Mais inovação –> Mais necessidade de qualidade de informação (volume/velocidade/custo)  –> novas formas de informar e se informar;

É preciso sair da caixa para ver o mundo como uma bola e nós como uma espécie que o fator “mais gente” é talvez a principal variante para definir como vivemos e viveremos.

Hoje não é.

E por causa disso, talvez, estejamos tão perdidos.

E sofremos bem mais do que gostaríamos.

Que dizes?

4 Responses to “A demografia e o mundo 2.0”

  1. Júlia Linhares disse:

    “Inovar é preciso, vacilar não é preciso. Tal fator demográfico impacta na maneira que pensamos economia. Precisamos de novas empresas para inovar mais rápido, melhor e mais barato; Isso implica em um conhecimento mais dinâmico, o que nos leva à nova escola, que não pode mais ser um ambiente de transmissão de conhecimento único num sistema patriarcal.”

    Este trecho lembra que certa vez li em algum texto sobre capitalismo cognitivo que a falta de emprego que existe hoje é porque encaramos o emprego através de um modelo antigo, que já não vigora mais. Existe emprego, mas não dá forma como imaginamos, esperamos.

    Esta linha de pensamento aborda em seus estudos a relação entre a tecnologia, o saber e o capital. A tecnologia está promovendo uma mudança radical nas formas de produção, e se não refletirmos sobre isso não vamos conseguir acompanhar as mudanças que o mundo profissional nos reserva. Acho que esta é a grande diferença entre os profissionais. Quem vai com a maré, e quem reflete e consegue chegar as suas próprias conclusões. E como foi dito na aula passada, essa é a diferença entre quem segue as modas e quem lança as tendências!

    bjos!

  2. Fabiano Houaiss disse:

    Nepô,
    Quando você cita “Mais necessidade de qualidade de informação (volume/velocidade/custo)” me pergunto sobre a credibilidade, a fonte confiável. A descentralização da informação, o empowerment do consumidor, pode nos levar à uma crise de credibilidade e confiabilidade?
    Abraço!

  3. Carlos Nepomuceno disse:

    Julia, adorei essa parte “a diferença entre quem segue as modas e quem lança as tendências!” Twittei e apontei para seu comentário.

    Fabiano, “crise de credibilidade e confiabilidade?” a troca na rede é a tentativa de superação da crise de credibilidade e confiabilidade da mídia atual que não consegue ser plural, profunda, especialista, presente na demanda que queremos.

    É uma transição entre as duas, isso vai se resolver, acho eu, com:

    – novos profissionais de informação mais sofisticados no mundo digital em rede;
    – novas tecnologias (robôs informacionais);
    – amadurecimento dos usuários

    Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

  4. João Anzanello disse:

    Nepô,
    continuo achando que é cada macaco no seu galho. Ao mesmo tempo em que estamos, temos cada vez mais a necessidade de sermos, num mundo cada vez mais globalizado e sem fronteiras. Essa sede por afirmação é que acaba nos levando a um quarto e sala, onde mal suportava 1 pessoa, quanto mais 7! Continuo achando que ainda temos muitos quartos, salas e varandões para compartilharmos toda essa crise produtiva, demandanda pelo boom populacional. Ou não?

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