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  • O uso de dois pesos e duas medidas também costuma ser chamado de hipocrisia – Rodrigo Constantino – da coleção;

 

(Este post ficou velho!!! –> Fiz um outro post mais novo sobre isso aqui.)

A hipocrisia da atual sociedade está atrapalhando.

Sim, eu sei que você anda cansado disso, mas não é do seu consaço que estou falando.

É no geral.

Atrapalha a todos, por isso teremos o surgimento ainda incipiente de uma nova classe social dominante menos hipócrita, que vai assumir os rumos do capitalismo 2.0, ou seja lá o nome que vamos dar para criar uma nova hipocrisia 2.0, mais competente que a atual.

(Que obviamente se não for vigiada vai criar a sua própria incompetência, sombra e hipocrisia.)

No velho filme, assim, caminha a humanidade.

Vejamos.

O crescimento populacional deu uma apertada geral na sociedade.

Não dá mais para determinadas incompetências acontecerem.

É cara, anti-produtiva, não gera valor.

E explode em crises.

Toda a incompetência sempre bate no muro da próxima crise!

A incompetência é fruto de algo que se faz, se repete, ninguém vê (ou não se quer ver), ninguém pune e continua a se repetir.

Há uma relação entre incompetência, sombra e hipocrisia.

Quanto mais incompetente é determinada sociedade, empresa, governo, mais vai precisar de hipocrisia entre o que faz e o que diz que faz para se manter incompetente.

Para isso, vai fazer fumaça para reduzir a transparência, ampliando a sombra para esconder a hipocrisia, que, por sua vez, mantém a incompetência.

Transparência significa reduzir o espaço entre o que se diz e de fato faz.

E, dar subsídios, para o coletivo corrigir o que está inviável, atrapalhando a todos.

Revoluções informacionais têm essa característica.

Vêm ao mundo para reduzir determinada hipocrisia, que gera uma  incompetência, dentro de determinada sombra, que atrapalha o produzir para mais gente, quando há um salto quântico, como agora, na demografia.

Isso é feito basicamente dando espaço para novos talentos olharem velhos problemas com olhos novos e darem novas soluções, viáveis a partir da troca que se estabelece nos novos canais, no caso, a Internet.

Uma revolução social faz isso de forma limitada, pois são poucos olhos.

Numa revolução da informação são muitos, ao mesmo tempo, é uma revigorada geral na civilização inteira.

Se me perguntarem qual é o objetivo da chegada da Internet no mundo, direi:

A Internet é uma nova mídia que veio resolver uma crise de demanda, em função do aumento da população, que precisa de um ambiente produtivo mais eficiente, por isso mais inovador e, portanto, com mais liberdade e, principalmente, qualidade e velocidade de informação.

No mundo pós-Internet já temos algumas tendências para reduzir a hipocrisia, que é monitorar o que antes não era monitorado.

O quadro da televisão em Barueri do CQC é exemplar.

Chip, celular, satélite dentro de uma televisão doada para uma escola mostrou o desvio de conduta da diretora que levou o aparelho para a casa dela.

O bip colocado dentro da tevê levou o pessoal da televisão para a casa da marginal da educação, como um cavalo de tróia, que apitava.

Alta tecnologia do século XXI (transparente) contra um fazer do século XIX (sombra), tirando de crianças uma aparelho.

Quer algo mais perverso do que isso?

(Não seria um crime hediondo?)

É um exemplo claro da relação que se estabelece entre hipocrisia x transparência / sombra x luz / fazer x dizer / tecnologia nova x prática antiga.

O mundo tecnológico-cognitivo, com menos controle informacional e mais fontes alternativas de informação,  inibe a hipocrisia passada.

No caso, usou-se na mídia antiga com ferramentas novas.

Note que o pessoal do CQC é filho do Youtube, novos talentos, novo formato, que rapidamente migra também para a Internet, o video lá bombou!

Do que se trata afinal?

Precisamos de uma nova classe social que consiga saber utilizar a nova sombra que essa nova mídia proporciona com taxas maiores de competência e menores de hipocrisia.

Ela vem com a missão de  resolver as demandas postas, não compatíveis com a filosofia, tecnologia, metodologia, hipocrisia, sombra da classe passada pré-Internet.

Seria forte dizer “nova classe social”?

Talvez, seja a mesma revigorada, uma nova geração, porém a mudança cognitiva é tão radical, que não acredito que será assim tão fácil.

Anote: tenho dúvida!

De qualquer forma, esse é o embate político do século XXI, que apenas está começando: um conjunto de novos capitalistas atuando dentro de uma nova sombra, com menos hipocrisia 1.0  versus os da sombra passada, um modelo produtivo que gere mais valor em um ambiente mais competente.

Acha possível?

2 Responses to “Hipocrisia, sombra e incompetência”

  1. Lucia disse:

    Nepô, você diz:

    “No mundo pós-Internet já temos algumas tendências para reduzir a hipocrisia, que é monitorar o que antes não era monitorado.”

    E depois:
    “O mundo tecnológico-cognitivo, com menos controle informacional e mais fontes alternativas de informação, inibe a hipocrisia passada.”

    Entendi aonde você quer chegar, com o fim da Idade Mídia, a m… está no ventilador. Mas… discordo apenas sobre o menor controle.

    Monitoramento é controle. Por um lado temos mais movimento e liberdade, por outro… Nossos passos vituais estão sendo completamente controlados.
    Exemplo: Este fim de semana andei navegando em sites de passagens áereas baratas, não me cadastrei em nada, apenas naveguei. Hoje recebi dois spans oferecendo passagens…

    Gostaria de saber o que essa nova classe social vai pensar ou fazer sobre isso… Parece que estamos dando um salto de 8 para 80… Antes tudo era sombra, agora tudo será transparente? Como lidar com isso?

  2. Carlos Nepomuceno disse:

    Lucia, boa questão.

    A questão da privacidade está colocada e vai haver desdobramentos nisso, mais proteção para se navegar em paz.

    O que caracteriza a meu ver a oxigenação é a possibilidade de novas vozes.

    Mas está, ao mesmo tempo, se moldando uma nova sociedade que terá que ter algum tipo de controle, pois o poder precisa disso para exercer o seu papel.

    Nepô.

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