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“A ordem espontânea é um sistema que se desenvolveu não através da direção central ou do patrocínio de um ou alguns indivíduos, mas através das consequências não intencionais das decisões dos indivíduos que perseguem seus próprios interesses através das trocas voluntárias, cooperação e tentativa e erro.”Friedrich Hayek.

O principal erro que temos cometido em relação à análise sobre o atual futuro é tentarmos entender o que virá com os mesmos paradigmas.

Hoje se fala de inovar em todos os campos, mas muito pouco nos paradigmas das Ciências Sociais.

Thomas Kuhn nos ensinou que os estranhos fatos novos precisam ser encaixados em novas teorias e não nas antigas.

O conhecimento humano não é um processo contínuo, mas vive rupturas, diante de novos impasses, que demandam novas teorias.

O mundo digital demonstrou claramente que os atuais paradigmas estruturantes das Ciências Sociais ficaram obsoletos e precisam ser reconstruídos.

O “Quem Somos?” –  pergunta filosófica estruturante – precisa ser respondida de uma nova maneira, se quisermos entender o Futuro 2.0.

Somos uma Tecnoespécie e, por causa disso, podemos crescer continuamente a população, mas o aumento da complexidade demográfica nos obriga a, cada vez mais, descentralizar as decisões.

O Sapiens vive macro ciclos de descentralização das decisões – única forma sustentável para que possamos ter cada vez mais gente no planeta.

Macro ciclos de descentralização se iniciam com a chegada de novas linguagens humanas, que permitem uma sofisticação na forma como nos comunicamos e nos administramos.

A grande disrupção do digital é a chegada da Linguagem dos Rastros, similar a das formigas, que permite o surgimento de todas BigTechs.

Sem os cliques, estrelas, avaliações, curtições (Linguagem dos Rastros) seria impossível que as BigTechs administrassem tantos processos e usuários.

A nova Linguagem dos Rastros irá, aos poucos, sendo testada para resolver cada vez mais problemas complexos, insolúveis com as linguagens anteriores.

A sociedade humana será cada vez mais parecida com um formigueiro com “formigas” independentes, que tomarão cada vez mais decisões, a partir de seus critérios de felicidade.

Estamos entrando na fase mais disruptiva da  jornada humana, abandonando as antigas linguagens mais hierárquicas e experimentando a dos Rastros – muito mais sofisticada.

O Futuro 2.0, no qual passaremos da marca de 10 bilhões de sapiens, assistirá uma sociedade muito mais descentralizada e distribuída.

O processo de implantação da Civilização 2.0 não será harmônico e nem ocorrerá em todos os lugares ao mesmo tempo.

Porém, podemos afirmar que no Futuro 2.0 as Zonas de Atração serão aquelas que estarão usando mais e melhor a Linguagem dos Rastros e as Zonas de Abandono, o contrário.

É isso, que dizes?

Saia de Matrix. Venha ser um Futurista Bimodal, com a melhor formação sobre o estudo do futuro no Brasil.

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