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Digamos que temos dois tipos de leitura:

  • Para o lazer – voltada para ficção e curiosidades gerais;
  • Para o trabalho – voltada para resolver determinado problema.

Aqui vamos falar da segunda.

Se o leitor não tem o problema e o cliente bem definido fica muito complicado aumentar a taxa de eficácia da leitura.

Quem não tem problema e cliente tende a sempre ler sem apreender muita coisa.

Dito isso, qualquer problema tem diferentes formas de diagnosticar e tratar e você tem que optar por uma delas.

Escolher aquilo que te parece melhor num determinado momento, o fará passar a ter um ponto de vista.

O objetivo é ir alterando o seu ponto de vista, a partir da reflexão, no que chamamos de processo de Certeza Provisória Razoável.

Hoje, penso e ajo dessa forma, até que tenha uma narrativa (conceito/prática) mais razoável para colocar no lugar.

Quando você faz isso, passa a ter um ponto de vista, uma Narrativa mesmo que Provisória, sobre aquele problema.

Podemos dizer que você abraça uma determinada “Escola de Pensamento para a ação” sobre aquele problema.

Dessa forma, a cada leitura profissional que você irá fazer, a partir da sua narrativa provisória escolhida lhe dirá:

  • o que o novo livro/autor a reforça?
  • o que o novo livro/autor a reforça questiona?

E, a partir disso, irá:

  • incorporar algo por alguns motivos;
  • descartar algo por alguns motivos.

E seguir em frente com a leitura incorporada, com uma Narrativa Provisória, cada vez mais robusta.

Cada livro que é lido passa a ser um teste para a sua Narrativa Provisória.

Quando não se tem esse método, acaba-se por transformar toda a leitura em lazer ou curiosidade.

É o que chamo de Leitura Netflix: se lê muito, mas se apreende muito pouco.

Imagino que cada livro é uma visita a um “supermercado de ideias”, que você vai com seu “Carrinho Narrativa”.

Vai-se ao supermercado de ideias para se “comprar” conceitos nas prateleiras que melhorem  sua Narrativa Provisória.

Se você não está em processo de construção da sua própria Narrativa Provisória, vai conseguir apreender muito pouco de cada leitura.

Anote minha sugestão:

  • Quem não tem cliente, não tem problema;
  • Quem não tem problema, não desenvolve Narrativa Provisória;
  • E quem não desenvolve Narrativa Provisória, não lê de forma eficaz.

É isso, que dizes?

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