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Vou analisar hoje a seguinte frase do Harari:

“Humanos sempre foram muito melhores em inventar ferramentas do que usá-las sabiamente. (pg.26)

E o que isso transparece em termos de visão de mundo.

O primeiro aspecto que é uma frase solta, que – mais uma vez – tira dos indivíduos a capacidade de discernimento, da sabedoria.

Para Harari, os conceitos sabedoria das multidões, inteligência coletiva, ordem espontânea ou cultura da participação são um palavrão.

É uma generalização que não se sustenta, pois se analisarmos o passado veremos que conseguimos incorporar as tecnologias nas nossas vidas.

Com milhares de formas, dependendo de cada pessoa, em cada contexto.

A afirmação que o sapiens não usa ferramentas com sabedoria faz parte desse contexto geral do livro do sábio do alto da montanha julgando os reles mortais, sem contextualizar.

O grande objetivo é reforçar o poder de quem olha de cima ou do centro.

Esse julgamento do centro sábio, que critica a espécie de cima, aparece, de forma tímida no Sapiens, e agora se expande.

Note que há milhões de ferramentais inventadas, milhões de formas de usar tais ferramentas.

Analisemos nossa jornada, de forma mais radical, como a bomba atômica.

Passada a guerra, justificada ou não as duas bombas no Japão, a espécie humana nunca mais usou.

Poderia, mas não usou.

O medo do suicídio humano não ocorreu.

Temos aqui de novo o pensamento aristotélico do que o ser humano é, foi, conseguiu ser versus o pensamento do que ele deveria ter sido e do que ele deve ser a partir da agora.

De novo, a visão platônica versus a aristotélica.

Isso vai se repetir, começo agora a procurar algo diferente disso para poder ver o que se pode ter de interessante positivo.

Ou do que há de novo no pensamento negativo, pessimista de Harari para o novo século.

É isso, que dizes?

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