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Uberizar significa:

  • plataformas que unem fornecedores e consumidores, que se auto-avaliam o tempo todo;
  • que não há vínculo dos fornecedores com a plataforma, a não ser percentuais das vendas, num grande shopping center;
  • que o centro não inclui produtos ou serviços, apenas acolhe os que os fornecedores colocam.

Plataformas uberizadas têm, assim, um modelo de comando e controle sobre produtos, serviços e pessoas diferente do tradicional.

Por causa disso, conseguem relação de custo/benefício melhor e a relação exponencial entre qualidade e quantidade.

Tudo que é comercializado tem sempre um comprador e um consumidor, assim, podemos dizer que estamos passando do modelo de Comércio 2.0 para o 3.0, no qual o modelo uberizado é mais eficaz.

A uberização, assim, não é apenas um novo modelo administrativo, como achávamos inicialmente, mas também uma nova forma de comercializar produtos e serviços, muito mais sofisticada do que a anterior.

Estamos alterando as bases do que entendemos como comércio.

Vejamos a perspectiva:

  • Serviços são mais facilmente uberizados, pois o que se entrega ao final é um bem intangível – as pessoas usam um serviço, não acumulam serviços;
  • O que temos como questão são os produtos tangíveis, com átomos: desde da matéria prima até a produção final.

Há duas tendências dos produtos sob efeito da uberização.

  • A criação, aonde for possível, da pulverização dos fornecedores para a produção e a oferta direta em plataformas uberizadas, através da tendência a micro-produtores, onde for possível;
  • A eliminação de matérias primas por outras que permitem se adaptar a essa pulverização;
  • E a uberização da produção em grande escala, com uma mudança na relação de trabalho, com a sofisticação da inteligência artificial e a robotização.

A uberização, assim, mais do que um modelo de administração ou de comércio estabelece uma nova forma de cultura produtiva, forçando uma adaptação de toda a sociedade a sua forma.

É isso, que dizes?

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