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Toda cosmovisão que aparece na sociedade tem  objetivo de melhorar a vida das pessoas.

Não existe nenhuma cosmovisão religiosa, política ou de qualquer espécie que não prometa a melhoria de um ponto “a” (onde estamos) para um ponto “b” (para onde vamos).

Do ponto de vista filosófico, todas as cosmovisões já criadas eram bem intencionadas, pois havia a promessa de melhorar a vida de um grupo de pessoas.

A filosofia, entretanto, é apenas  base para propostas sociais que não tocam no chão, de forma imediata, no curto prazo.

Filosofias são ferramentas estruturantes para se criar teorias, metodologias, tecnologias para atuar na sociedade.

Por trás de cada ação humana, há algum tipo de pensamento filosófico, que está deixando de ser abstrato e se tornando, naquele momento, concreto.

O resultado das ações humanas, assim, está, de certa forma, validando, ou invalidando, determinado pensamento filosófico, mesmo que não tenhamos consciência disso.

A filosofia só é testada, via metodologias.

Só é possível rever determinadas metodologias, em vários momentos, quando se consegue perceber o pensamento filosófico que a criou.

Bem como só é possível testar determinados preceitos filosóficos depois que se analisar os resultados provocados pelas metodologias que se basearam naqueles preceitos.

O problema reflexivo principal nesta tarefa é o seguinte: há distanciamento entre a causa (o pensamento filosófico) e o efeito (ação prática de determinada metodologia), baseada naquele pensamento.

E na maior parte das vezes as metodologias deixam de ser uma ação humana passível de revisão, pois não se consegue perceber a engenharia que há por trás dela.

Em geral,  pensamentos filosóficos são invisíveis, pois  acabaram se tornando naturais, como se fizessem parte da nossa própria identidade.

As pessoas não conseguem separar a identidade/metodologia do pensamento filosófico, pois consideram muitas vezes que ela própria teve aquela ideia/forma de agir sozinha.

 

As pessoas não juntam “a filosofia original” com nossa maneira de pensar e agir,  e posterior “resultado que estamos tendo”.

Assim, é fundamental perceber que por trás de cada metodologia há uma filosofia, que, quando há problemas de resultados, é preciso fazer a “reengenharia filosófica” para se refazer a metodologia.

Este é um tipo de “musculação filosófica” necessária anti-dogmática.

É isso, que dizes?

 

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