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Problemas são fenômenos da vida que incomodam, de alguma forma, os humanos.

Existem vários fenômenos da vida que não são estudados, pois não incomodam ou não geram curiosidade em ninguém.

Podemos dizer que temos dois tipos de problemas, assim: aqueles que atrapalham a nossa sobrevivência e os que geram questões de vivência.

O de sobrevivência é o que mantém a espécie viva com o mínimo de qualidade. E o de vivência o que vem depois disso.

O problema da falta de saneamento é um problema de sobrevivência. E o estudo das cores das borboletas de vivência.

Teoricamente, haveria certa ordem de prioridade entre um e outro. Problemas de sobrevivência deveriam ter mais prioridade do que os de vivência.

Porém, não é assim que as coisas funcionam.

Em finais de Eras Civilizacionais, com concentração de mídia e de administração, cria-se organizações verticais, que praticam o corporativismo tóxico.

Conseguem criar um mundo paralelo, no qual os problemas de vivência estão por sobre os de sobrevivência, ganham prioridade.

Um caso clássico é o da queda da bastilha versus o palácio de Versalhes.

Há demanda por mais qualidade de sobrevivência, mas as organizações verticais intoxicadas de corporativismo priorizam respectivas questões de vivência.

Há um fosso entre demanda do que é emergente para a maioria e o que é prioridade para a minoria.

Muitos atribuíram essa dicotomia pela luta de classes, mas os estudos da Antropologia Cognitiva nos mostra que a verdadeira tensão social é entre organizações e cidadãos/consumidores.

Mídias centralizadoras com aumento demográfico geram a verticalização das organizações e temos a crise da ordem de prioridade dos problemas.

A sociedade pede solução para os problemas de sobrevivência e as organizações verticais só estão preocupados com a vivência.

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