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Quanto maior for o controle das ideias, maior tenderá a ser a taxa de perversidade das organizações de plantão. Se aumentamos o tamanho da população, imagina-se que se vai aumentar a taxa de participação. Quando isso não acontece, entramos em uma crise de governança, pois cada vez mais as decisões são tomadas em nome de muitos por cada vez menos.

Vimos aqui, que a relação entre organizações e sociedade pode ser medida pelo que chamei de taxa de perversidade, que varia, conforme o controle das ideias.

O ser humano, se for deixado sem controle social, tende a perversidade, bem como as organizações. Ou seja, menos controle mais perversão e vice-versa.

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Podemos, assim, chegar a uma regrinha que é:  quanto maior for o controle das ideias das organizações sobre a sociedade, maior tenderá a ser a taxa de perversidade das organizações de plantão e vice-versa, quando a sociedade aumenta a sua taxa de canalização.

O que assistimos no último século, com a massificação da mídia de massa foram dois fenômenos explosivos entre si, que nos levaram para a atual crise da governança da espécie em que nos metemos.

  • De um lado, mais e mais as organizações passaram a controlar as ideias na sociedade, através de canais verticais, massificadores e homogenizadores, que lhes permitiram esconder o que fazem;
  • Por outro, uma aumento radical da população de 1 para 7 bilhões nos últimos 200 anos, o que aumentou tremendamente o tamanho da complexidade demográfica, exigindo organizações cada vez mais abertas à participação da sociedade para reduzir a taxa de perversão atual.

 A crise da espécie, assim, nos leva para um problema de incompatibilidade: aumento radical de complexidade com redução gradual de participação.

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Isso nos leva para a crise de governança que não é nova, mas agora com o novo meio está muito mais explícita.

As novas tecnologias, entretanto, permitem um novo modelo de tomada de decisão, que é a saída para a crise. Hoje, com os algorítimos e a colaboração é possível que mais gente possa decidir e qualificar pessoas, serviços e produtos fé forma simples e barata.

O que nos leva a poder criar um novo modelo de tomada de decisões na sociedade, via Karma Digital e ter agora uma nova opção de governança.

Ou seja:

  • Temos uma nova transparência com o aumento da canalização da sociedade, o que denúncia a crise do atual modelo;
  • E uma nova forma de tomada de decisões, o que abre espaço para uma nova governança, onde novos interesses precisam ser atendidos

As organizações tentam abrir canais de diálogo para se tornarem menos perversas, mas o problema está no próprio método de tomada de decisões que ficou incompatível com a complexidade demográfica.

A crise, assim, é no epicentro da governança: como, para quem e para que as decisões são tomadas.

O novo modelo muda completamente a forma atual de tomar decisões e isso exige algo muito mais profundo, pois tem que incluir NOVOS INTERESSES.

 

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Sim, podemos dizer que a atual  forma de tomada de decisões, que é a base da governança analógica escrita-eletrônica, era feita do centro para as pontas, pode ser feita agora de outra maneira com mais participação das pontas, sem a perda de qualidade – antes isso era impossível.

O problema, portanto, é que a sociedade quer ver um conjunto de desejos e redução de sofrimentos atendidos que o modelo atual não prevê e isso vai diretamente contra os interesses estabelecidos pelo modelo de controle passado.

A tomada de decisões não levava (e não leva) em conta os interesses de quem estava de fora do “baile”.

Esse é o nó e o problema que as organizações não querem encarar, basicamente:

– perda de poder, ou de tomar decisões de forma vertical e isolada;
– garantir que determinados interesses, a partir disso, sejam mantidos;
– e continuar com os mesmos resultados econômicos não compartilhados.

Basicamente, perde-se com a Revolução Cognitiva, um bom naco de poder, e ganhos econômicos, que hoje não são mais possíveis de serem praticados no novo ambiente mais transparente.

As novas organizações que abraçam esse novo modelo já vem com essa conta incorporada, tornando-se, assim, mais competitivas.

E esta governança digital é a nova alternativa para sair da sinuca de bico para a atual crise da espécie.

Tal demanda por um novo modelo de governança mais aberto, baseado nas novas possibilidades que o digital, a meu ver, marcará todas as tentativas de mudanças sociais, políticas e econômicas do novo século. Assistiremos a briga entre os que querem implantar o novo modelo e os que querem manter o atual ( democracia digital versus o atual modelo em todas as esferas organizacionais).

O que está em jogo é a procura de baixar a atual taxa de perversão organizacional que atingiu níveis estratosféricos, pois chegamos ao limite da verticalização da circulação das ideias versus a complexidade demográfica.

Muito poucos decidindo mais e mais de forma cada vez mais perversa por muitos!

O que nos lembra os protestos nos EUA:

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Como no passado em outras Revoluções Cognitivas só uma nova tecnologia nos permitirá tomar decisões de uma nova forma, para resolver a crise da espécie, através de um novo modelo de governança mais compatível com a atual complexidade demográfica.

É isso, que dizes?

One Response to “Taxa de perversidade, governança e demografia”

  1. […] E aí entra a questão demográfica, que também é um fator que aumenta a taxa de perversidade que é o que vou falar no próximo post. […]

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