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Versão 1.0 – 23/09/2013

Colabore revisando, criticando e sugerindo novos caminhos para a minha pesquisa. Pode usar o texto à vontade, desde que aponte para a sua origem, pois é um texto líquido, sujeito às alterações, a partir da interação.

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O conceito aqui de Governança da Espécie se caracteriza pelo conjunto de ações que uma dada espécie animal toma as suas decisões.  Independente se é a espécie humana, ou não, temos os seguintes critérios:

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  • Verdade hegemônicas – aquelas que são aceitas/usadas para a tomada de decisão, que estabelecem a confiança do conjunto da espécie nos seus líderes produtores de verdades e, posterior, tomada de decisões;
  • Tomada de decisão –  é tomada a partir das verdades hegemônicas, que são construídas e aceitas pela espécie;
  • Complexidade demográfica – que vem como o aumento populacional, conceito melhor detalhado aqui;
  • Sobrevivência e qualidade de vida – parâmetros utilizados para saber se a espécie está, ou não, em crise.

Todos estes elementos vivem tensões constantes e pode se gerar uma crise, a partir de um forte desequilíbrio, tal como as verdades hegemônicas, não serem suficientemente verdades para a tomada de decisões, ou estas não conseguirem lidar com a complexidade demográfica, comprometendo a sobrevivência ou a qualidade de vida.

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Podemos falar em Governança da espécie humana, que tem diferenças dos animais, pois diferente deles nós:

  • Temos consciência da morte, o que nos torna uma espécie mais complexa do ponto de vista subjetivo;
  • Subjetividade (onde se inclui um conjunto de sentimentos humanos, inveja, ciúme, ódio, mágoa, usura, etc);
  • Desenvolvemos tecnologias;
  • Modificamos nossa cultura;
  • Adaptamos nosso corpo e cérebro ao ambiente com muito mais rapidez.

Nossa governança, diferente da deles, é uma tecno-governança em um intrincado aparato, que quando se modifica tudo se modifica.

Note que os animais não-humanos têm limitação de tamanho da espécie, nós não.

Ao crescermos, acabamos por ter que mexer no aparato tecnológico para manter o equilíbrio.

Assim, o nosso modelo de governança da espécie é mutante e se altera conforme aumentamos a complexidade demográfica, sofisticando o aparato tecno-aparato de produção de ideias.

Quando isso não é feito, entramos em uma crise da espécie, que se ocorre quando há um radical aumento da complexidade demográfica, mas não há, por sua vez, uma mudança na forma da produção das verdades hegemônicas e nem uma melhoria da qualidade da tomada de decisões. O tecno-aparato da produção das verdades começa a ficar obsoleto gerando crises de sobrevivência e qualidade de vida.

Uma crise da governança é precedida de uma latência cognitiva, que tem como demanda ferramentas cognitivas mais sofisticadas, que nos levem a, pela ordem:

  • – revisão dos critérios da escolha de uma melhor qualidade do círculo de influências;
  • – uma geração de verdades mais consistentes;
  • – uma tomada de decisões de mais qualidade;
  • – uma melhoria da qualidade de sobrevivência e de vida;
  • – reduzindo com estas ações a pressão da complexidade demográfica.

A nova governança emergente trazida por uma Revolução Cognitiva tem essa missão.

19 Responses to “Governança da espécie”

  1. […] começam a demandar inovações radicais, pois a sociedade está dando uma guinada para uma nova governança da espécie. As empresas de tecnologia primeiro e depois de todos os setores viverão de inovações radicais, […]

  2. […] O fim da imortalidade monoteísta | Nepôsts – Rascunhos Compartilhados em Governança da espécie […]

  3. […] da Espécie, como detalhei aqui, é o conjunto de ações sociais que temos para sobreviver enquanto espécie com mais ou menos […]

  4. […] a chegada de uma nova governança da espécie, baseada no digital, que procura lidar com a atual complexidade […]

  5. […] começamos o novo ciclo de expansão, no qual vamos tentar criar uma nova Governança da Espécie e o movimento é diferente, é hora de recriar uma nova Revolução para resolver os problemas da […]

  6. […] faz com que se inicie um longo processo de reinvenção da Governança da Espécie para que haja um macro-ajuste sistêmico que possa […]

  7. […] Na expansão cognitiva, temos a chegada de uma nova tecnologia cognitiva que tem como característica a macro-canalização da sociedade, o que permite uma macro-oxigenação, criando um movimento global de reformulação da governança da espécie. […]

  8. […] Nada disso nos leva para o holocausto, mas é algo que precisa ser combatido quando tempos uma nova Governança da Espécie a ser construída em um movimento de expansão […]

  9. […] Abandonei a ideia de que é possível conciliar a atual governança impressa-eletrônica com a governança digital, que estamos entrando. (ver mais sobre governança da espécie aqui.) […]

  10. […] a abrir nova frentes, o que torna todo o ambiente muito mais instável e pede um novo modelo de Governança da Espécie que vai lidar com um grau de novidade muito […]

  11. […] de vista ético). E isso nos leva à tese central do meu novo livro impresso da chegada a uma nova Governança da Espécie, que é construída ao imitar a comunicação química das formigas, via rastros […]

  12. […] ciclo da renascença digital em curso abre o cenário da procura de um novo modelo de governança da espécie: a caçada está aberta, em um novo jogo, com um novo […]

  13. […] Talvez, possamos dizer que na contração nosso ego precisa da aceitação e do reconhecimento externo e vai se homogenizando para consolidar um dado modelo de governança da espécie. […]

  14. […] Toda a nossa sociedade está estruturada para a repetição e a consolidação. Nossos egos são co-dependentes da aceitação externa e foram educados para aceitar as normas e obedecer. Nosso desafio hoje é construir um novo ego digital mais compatível com um mundo que precisa criar um novo modelo de governança da espécie. […]

  15. […] O objetivo da macro-mudança, pelos que os físicos chamam de “atrator estranho”, nos leva a um para um movimento conjunto à procura de uma nova Governança da Espécie. […]

  16. […] pela macro-canalização dos usuários, alterou a placa tectônica cognitiva e criou uma ruptura na governança da espécie que está em […]

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