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A prática condiciona o pensamento; assim como o pensamento condiciona a práticaaquele que vier primeiro Nepô da safra 2011;

Parece aquela perguntinha boba:

O que veio primeiro: o ovo ou a galinha?

Costumo brincar em sala que veio o ovolinha versão 1.0 e foi se desenvolvendo até chegar ao ovo 1.0 e na galinha 1.0. 🙂

Temos uma ilusão, ao pensar as coisas do mundo, que o ser humano é livre para pensar e não é condicionado. Ou que é totalmente condicionado e não livre para pensar.

Em ambos os casos não podemos cair nestes dois extremos.

Somos condicionados pelos ambientes, época, capacidade afetiva, cognitiva, relações, interações. E temos nossa dose de livre-arbítrio.

Como diz Manuel Bandeira:

Somos duplamente prisioneiro: de nós mesmos e do tempo em que vivemos;

Tudo isso num jogo para lá de intrincado.

Uma massinha de modelar toda misturada em algo assim:

Existem fatos externos  que nos obrigam a tomar atitudes, que chamamos momentos de crise para rever nossas ideias.

E ideias que vem sendo construídas, mesmo sem crise, de melhoria contínua e por curiosidade de algumas almas inquietas que nos levam a fatos novos.

Gleiser nos lembra que todo o sistema é obrigado a mudar quando entra em desequilíbrio.

Assim, mudanças ocorrem em crises, principalmente, naqueles ambientes mais conservadores.

E nos ambientes mais dinâmicos, que trabalham constantemente com a mudança, estimulam o tempo todo a se repensar, reduzindo até a crise, pois ela não se torna tão aguda.

Outro dia num comentário em um dos meus artigos uma pessoa disse que a ideia de um livro centralizado e vivo que sugeri é antiga.

A proposta como conceito até pode ter sido veiculada.

Mas o fato de termos essa possibilidade – tecnologicamente – não é mais uma ideia.

É um fenômeno, que passa a nos condicionar as ideias.

É um fato!

Muita gente considera tudo que vem do digital como modismo, porém se existem fatos concretos – e não ideias – têm que ser encarados de forma diferente, pois eles passam a condicionar nossas novas ideias.

Ideias –> fatos –> Ideias –> fatos –>

São duas coisas importantes de separar…para conseguir perceber quando são ideias soltas, que podem ou não vingar, ou fatos concretos que já estão por aí nos condicionando, que vieram de ideias que foram se consolidando, por atender necessidades humanas.

Que dizes?

One Response to “O ovo, a galinha, fatos e ideias”

  1. Loreane disse:

    Esse papo me fez lembrar do Zeitgeist, que faz com que grandes idéias surjam numa determinad época.
    Adorei o post!
    Abraçox

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