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Grupo de estudos on-line – encontro II

Veja o encontro I aqui.

Preparei um formulário e o retorno da turma foi muito legal.

O form é este aqui.

Veja o que rolou on-line:

grupo_on2

Organizei tudo assim, o que dá muita discussão legal, veja abaixo, não incluí minhas ideias, apenas organizei da turma, mas vejam que ficou bem consistente, é a chamada Inteligência Coletiva, participaram:

Julia Toledo, Frederico Cutty, Bárbara Lobato, Fernanda Pompeu, Juliana Leonardo Nunes, Marco Antônio Antunes de Souza Júnior,  Ricardo Maruo, Camila Pessoa de Souza, Marcia Bussolaro, Haroldo Longobardi de Vilhena

Causas (mudança no modelo informacional humano, com alterações cognitivas-afetivas irreversíveis)

Circulação da informação – Maior velocidade da comunicação via internet, escassez do tempo advindo da velocidade de informação, tempo real, ampliação radical do acesso à informação antes não disponibilizadas para muitos, desintermediação do acesso à informação, possibilidade de publicação de ideias pelo cidadão comum;

Reflexos cognitivo-afetivo – abordagem mais sintética e, mais semântica, com mais informação gera-se mais questionamentos, fatos reais x fabricados, mais pensamentos raso graças ao bombardeio das mesmas e aceleração do tempo, forte estímulo à colaboração para produção, gera-se uma nova maneira de se comunicar, com o computador intermediando pessoas;

Consequências:


Trabalho – Mais colaborativo, novos modelos, principalmente em grupo, indivíduo terá menos capacidade de saber tudo e precisará, para atividades cada vez mais complexas, espaços coletivos, surgimento de novas profissões, mudança das escolas, empresas, mais trabalho em casa;

Democracia – com mais acesso à informação e com a facilidade da colaboração em rede, prevê-se ampliação da transparência, com mentiras não se sustentando em função da circulação da informação em diversos formatos pelos cidadãos, a rede tende a gerar sistema de organização política descentralizada, em rede, rompimento de valores institucionais, tal como família, religião e educação, maior controle do cidadão/usuário/consumidor, tendência de relativização do poder, com mais transparência dos governos;

Economia – nova ordem econômica com base em meios de produção mais distribuídos, consumidores e empresas mais conectados favorecendo o comércio, comunicação, mais conhecimento compartilhado, com saltos de inovação, mais opções de consumo, trocas mais reais entre empresas e “players” (incluindo consumidores), possível mudança de sistema com o revisão radical do capitalismo, que se conhece hoje, com forte crescimento de Economia Criativa e valor dos intangíveis;

Mídia – grandes veículos de comunicação estabelecerão nova relação com consumidores que passam a ser capaz de gerar, publicar e debater sobre o conteúdo, desaparecimento gradual de livros, jornais e revistas impressas, impactos fortes na área dos direitos autorais e na cultura;

Cidades – democratização dos espaços, trabalho em casa;

Educação – Autodidatismo através do aprendizado em rede.

Esforços a serem empreendidos pela sociedade para fazer contra-ponto aos aspectos danosos da Internet: estímulo ao diálogo, afastamento social, interações mais superficiais, tendência a dependência, dificuldade das relações off-line, no presencial, uso compulsivo de tecnologia, preservação da memória do papel impresso, com tendência a mais relações e com menos intensidade,possibilidade de aumento do desejo instantâneo e o aumento das frustrações, pró-atividade, união para propósitos, Independência sem individualismo, respeito pelo outro, confiança, novas definições para o humano, como o homem pós-humano, mundo mais inclusivo, permitir aos bilhões de pessoas sem banda larga (ou até mesmo sem acesso à eletricidade) que passem a ter.

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