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Este é o oitavo texto sobre o Livro “Abundância“, de Diamandis e Kotler na Oitava temporada das Leituras Compartilhadas, o primeiro livro que será analisado em 2019.

Ao falar sobre projeção do futuro os autores falam a partir da página 71 em “prever tendências tecnológicas” (pg.71), “estudiosos das tendências técnicas” (pg.75).

E citam Ray Kurzwell como um Futurista a ser seguido.

O que cabe a pergunta é: um futurista prevê apenas alterações tecnológicas?

Se vamos procurar um nome podemos dizer que são Futuristas Tecnológicos, de nicho, mas não Futuristas, pois a mudança futura não se resume a apenas prever novas tecnologias.

Vejamos o trabalho de um Futurista na idade média.

Surge a prensa de Gutemberg.

Ali, há um empoderamento midiático da população, que permite a um Futurista imagina que haveria mudanças sociais, políticas e econômicas.

E que estas mudanças abriria um Ciclo Macro Inovador na sociedade, que permitiria tempos depois o Iluminismo e a Renascença, não necessariamente nessa ordem.

Um conjunto enorme de novas tecnologias seriam desenvolvido, a partir da chegada da prensa, que marcaria a Revolução Midiática Civilizacional do Papel Impresso.

As mídias não são uma tecnologia qualquer.

Um Futurista precisa ponderar a força das diferentes mídias e os impactos que terão na Tecnocultura para que possa prever mudanças, que são mais amplas do que as tecnológicas.

O problema do Futurismo atual é de que é um Futurismo Tecnológico, que imagina ser possível prognosticar o futuro apenas projetando as tecnologias, como se todas tivessem o mesmo peso na Tecnocultura.

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