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Um dos meus alunos me perguntou na última aula se essa modalidade de controle do Uber, via passageiros, não ia dar problemas.

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É uma pergunta recorrente em sala de aula.

Natural, pois toda a sociedade se estruturou nos limites dos modelos de controle que tínhamos, até então, e agora temos algo novo e melhor.

E causa estranheza e desconfiança.

Porém, o que há, na verdade, é que a sociedade perdeu – faz tempo – o controle sobre as organizações. Perdeu o controle da fiscalização da produção de dinheiro (o Bitcoin vem tentar resgatar), dos táxis (Uber), do trânsito (Waze), das ideias (Youtube, SoundCloud, Twitter, Facebook), etc.

A maior novidade da Revolução Digital é justamente essa: a criação do Controle 3.0, nova forma mais descentralizada da sociedade fiscalizar as organizações.

É algo parecido com o que ocorreu depois da Idade Média com o surgimento da república, quando precisávamos controlar o papa, os reis, os nobres e os senhores feudais.

Na época, isso só foi possível com a massificação da prensa, a partir de 1450, e agora só será com a Revolução Digital.

O Controle 3.0 só se viabiliza em função da chegada dos ícones participativos (que chamo de Quarta Linguagem), que permite agilidade, descentralização, transparência, sem perda de produtividade.

Tal linguagem permite a criação da nova modalidade de controle.

Quando vejo novos partidos políticos e seus integrantes jurarem que agora chegaram, finalmente, os honestos na política. E consultores organizacionais concentrarem o discurso em Propósito, Liderança Consciente, Experiência de Clientes, Inovação, Agilidade, Aprendizado, Mentalidade Exponencial e Desenvolvimento sustentável, me preocupo.

As pessoas acreditam, no fundo, que o principal remédio para o século XXI é uma massiva terapia civilizacional em que todos vão jurar que não vão repetir os erros do século passado.

Não é assim que a banda toca na Macro-História.

Só teremos mudança nas organizações se passarmos do Controle 2.0, feito por gestores para o Controle 3.0, que passa a ser feito pelos Curadores.

É a Curadoria Digital que vai resultar em organizações melhores e mais próximas da sociedade. E isso exige nova forma de controle, através de aplicativas, plataformas, participação de massa, estrelinhas, Karma Digital, como temos visto no Mercado Livre, Estante Virtual, Uber, Airbnb, etc.

É o que tem demonstrado todas as novas Organizações 3.0 que já praticam essa nova forma.

Organizações mais focadas no cliente – e não dando facada nos clientes –  é resultado do Controle 3.0, que impede que os antigos vícios continuem a ser praticados.

Muitos me perguntam como é possível?

E a explicação é a seguinte depois de 20 anos debruçado sobre o tema:

  • aumentamos a população, como sempre fazemos em escala nunca dentes imaginada;
  • o que gerou aumento de demandas obrigatórias e de complexidade;
  • precisamos lidar com esse aumento das demandas, aumentando o Controle 2.0 feito por gerentes, o que fez com que cada vez mais as organizações se afastassem da fiscalização social;
  • o que nos levou à crise do Corporativismo Tóxico e do relacionamento organizações-sociedade que vemos hoje.

Quando se coloca o Uber para rodar, ou o Bitcoin, ou o Waze, ou o Youtube, ou o Twitter o que temos é que há nova forma de controlar as organizações.

Uma forma mais adequada e coerente com a nova Complexidade Demográfica.

Há uma mudança disruptiva no antigo controle feito por gestores e o surgimento de um novo modelo, que permite aumentar a fiscalização social sem perda de produtividade.

Só o Controle 3.0 fará com que as organizações (todas elas em todos os campos) consigam chegar a tudo que os consultores prometem, pois haverá fiscalização constante do cidadão/consumidor.

O Controle 3.0 permite organizações melhores, pois consegue resgatar, através de novo ferramental administrativo, a fiscalização de fora para dentro e de baixo para cima.

Sem ela, todas as promessas serão apenas promessas.

E vão gerar frustração e o que é pior para os empreendedores, perda de valor e fechamento de negócios.

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