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Quando temos uma Revolução Cognitiva temos algo interessante na sociedade.

O modelo abaixo aponta como é:

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E como passamos a estar:

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Note que temos algo muito interessante, pois o Ambiente Cognitivo mais sofisticado não é o que está no Centro de Decisão. Ou seja, quem tem capacidade de pensar melhor e ferramentas para decidir melhor não é o grupo que está tomando as decisões.

E isso inicia um processo de disputa de poder entre dois Ambientes Cognitivos em paralelo.

  • Um que tem uma forma mais sofisticada de tomada de decisão, mas que não está AINDA no Centro da Decisão;
  • E outro mais antigo e, portanto, cada vez mais obsoleto, tomando decisões ainda no modelo antigo.

Todo o processo que começa a ocorrer na sociedade é o movimento de crescimento, como se fosse um vírus do novo Ambiente Cognitivo para que ele possa passar a ser o Centro de Decisão, como vemos na figura abaixo:

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O problema que existe para que o novo Modelo Mental possa se expandir é a sua capacidade de que as periferias passem a se utilizar das novas Tecnologias Cognitivas, que é a base fundamental para que o novo processo passe a ocorrer.

Não é uma cultura que está se estabelecendo, mas um novo Modelo Mental gerador de uma nova cultura. Quem não usa as novas Tecnologias não poderá ser um difusor daquela nova Cultura!

O interessante nesse processo, note na figura abaixo, de que o antigo Centro de Decisão vai mudar de posição, ele passa a Periferia, sendo a A e há um novo Centro de Decisões, que começa a agir na sociedade lentamente:

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Este é todo o processo de migração de um Modelo de tomada de decisões para outro mais sofisticado. Na Europa, pós-prensa, este ciclo durou 350 anos, da chegada da prensa até à Revolução Francesa quando o papel impresso passou a ser o veículo principal e a ferramenta do novo Centro de Decisões.

Hoje, estamos já com vários segmentos da sociedade já operando no novo Modelo e “periferando” o atual Centro de Decisão por ter um modelo de tomada de decisões mais obsoleto.

Isso não se dá de forma regular, mas vai criando algo como vemos na figura abaixo, que é mais representativo do que acontece:

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São micro centros de decisão, como o Google, por exemplo, ou a Amazon, que vai tomando conta de segmentos da sociedade, tal como os aplicativos de táxi, que vão introduzindo o novo modelo até que ele passe a ocupar toda a bola do centro.

E o que hoje é centro ficará na periferia, assim com foi com o mundo oral, o escrito manuscrito e o digital sem Colaboração de Massa.

É isso, que dizes?

One Response to “O Círculo de Poder e uma Revolução Cognitiva”

  1. Nepô, acho o modelo bacana, mas você faz uma equivalência entre quem usa as novas tecnologias e quem está no novo ambiente cognitivo, que implica um bocado de outras coisas, que podem até mesmo prescindir das novas tecnologias. Só para exemplificar: a capacidade de escuta, a prática da conversação respeitosa um-a-um, que, sim, as tecnologias possibilitam se tornar n-a-n. Mas o basicão é no um-a-um…

    A propósito, hoje li um artigo sobre Psicologia Positiva, que coloca uma série de pontos que podem ser vistos como componentes de um ambiente cognitivo superior.

    http://bit.ly/1pjA8dv

    Mas não dá pra se estender muito… só quis expressar a opinião de que o buraco é mais embaixo…

    Abraço

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