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No atual momento da Contração Cognitiva, com a baixa taxa de abstração da sociedade, a maior parte das pessoas que se dedica aos problemas sociais são muito mais cronistas do que teóricos, cientistas.

Muitas pessoas escrevem sobre a sociedade e, no caso do meu problema-matriz, sobre os efeitos das tecnologias na sociedade e mais especificamente sobre as Tecnologias Cognitivas.

Peixes_Miguel Horta para Metamorfose de Herberto Hélder

Eu diria que há dois tipos de abordagem.

  • os cronistas –  vamos chamar assim, que comentam fatos, mas não visam construir teorias;
  • os cientistas sociais – que se debruçam sobre os mesmos fatos, mas que visam construir teorias.

As teorias trabalham com forças vivas, que na dinâmica de seu movimento vão provocando fenômenos sociais.

  • O papel do cronistas é comentar sobre elas.
  • O papel do cientista é criar aprender a regularidade das forças para criar uma dada teoria, que é um modelo/padrão que possa mostrar determinadas regularidades, a partir de determinados contextos;
  • E, por fim, desenvolver metodologias que possam, a partir do conhecimento das forças, poder apontar ações que reduzam sofrimentos.

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Para exercer o seu papel, o cientista social precisa:

  • – definir um problema-matriz, que ajude pessoas a sofrer menos;
  • – analisar as forças que fazem com que haja aumento ou redução de sofrimento, a partir de determinados contextos;
  • – detalhar estas forças, criando conceitos que ajudem a delineá-las e podê-las compará-las em momentos distintos.

No atual momento da Contração Cognitiva, com a baixa taxa de abstração da sociedade, a maior parte das pessoas que se dedicam aos problemas sociais são muito mais cronistas do que teóricos, cientistas.

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O cientista social leva bastante tempo, pois:

  • – demora a chegar no problema-matriz;
  • – é preciso ir se desintoxicando da abordagem padrão para ir criando novo ponto de vista;
  • – ser meticuloso ao longo do processo.

Teorias são demandas que exigem muito trabalho e atenção e, por isso, é mais fácil escapar para o lado da crônica.

O problema é que hoje em dia tem muita gente fazendo crônica, chamando-a de teoria.

É isso, que dizes?

2 Responses to “O papel do cientista social”

  1. […] Cientista Social – aquele que procura forças e seus contextos, visando reduzir, através de metodologias, sofrimentos humanos (ver detalhamento aqui); […]

  2. […] futurólogo, portanto, é, antes de tudo, um cientista social, que consegue observar as forças e seus […]

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