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Geralmente, associamos a inovação radical às mudanças necessárias em produtos e serviços.

Nunca, talvez nunca tenhamos imaginado pensar em inovação radical na governança ou na gestão.

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Isso tem se colocado como algo presente depois da Revolução Cognitiva.

O esforço intelectual que tenho feito nos últimos 20 anos tem sido compreender as novas forças e as suas relações pós-mundo digital e o esforço de adaptação das organizações a elas.

Depois de sete anos tentando em vão criar projetos de conhecimento em rede (conceito inicial que trabalhei) e mais recentemente a colaboração ou participação digital percebi que algo precisava ser repensado.

Uma defesa oral desse conceito, pode ser visto neste vídeo:

Há dois problemas sérios para os gestores quando se fala em Revolução Cognitiva.

Diria, pela experiência:

  • – Que alguns gostam de ouvir falar sobre ela;
  • – Que ninguém acha que é hora de fazer algo em relação a ela.

A ideia de projetos de inovação radical na gestão e governança é algo praticamente impossível de ser admitido, mesmo que o gestor se convença de que é preciso, pois a inércia organizacional e todas as suas prioridades acaba sendo maior do que algo que é ainda incerto e distante.

Porém, pode-se trabalhar com um pacote misto, que é mais tangível e viável.

  • Hoje, qualquer organização já fala em projetos de inovação;
  • Muitas gostaria de projetos de inovação radical;
  • E hoje não faz sentido pensar em projetos de inovação radical sem pensar em colaboração.

Podemos imaginar, assim, que dentro da ideia corrente de isolar a inovação radical dos muros da empresa, como vimos aqui, podemos pensar que se esse novo ambiente puder ser feito com outra cultura e essa cultura passar a ser a dominante no futuro das organizações, qual o problema, se já estamos nela?

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Por isso, defendo que projetos de inovação radical devem ser projetos de inovação radical participativa/colaborativa, pois um não existe sem o outro.

Mesmo que haja dúvidas se aquele laboratório vai criar a nova organização fazendo a migração, nada deve impedir que seja tentado, pois os resultados com a inovação radical com colaboração intensa têm dado mais resultado do que a inovação radical fechada.

Se tiver este bônus, ótimo, se não der, vale pelos novos produtos e serviços que serão lançados.

Por aí,

que dizes?

Versão 1.0 – 17/10/2013 – Colabore revisando, criticando e sugerindo novos caminhos para a minha pesquisa. Pode usar o texto à vontade, desde que aponte para a sua origem, pois é um texto líquido, sujeito às alterações, a partir da interação.

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