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Resultado do curso:

GOVERNO 2.0 NA REDE SOCIAL: RISCOS E ESTRATÉGIAS

Projetando cenários reais e preparando as mudanças nas estruturas de relacionamento entre governo e sociedade

9 e 10 de Maio de 2011 –  BRASÍLIA

(Próximo curso – semestre que vem!!!)

Agradeço o carinho de todos e da Clemie por ter me convidado de novo a realizar o evento, sempre muito bom!

(Da esquerda para direita, em pé:  Vitor, Daniel, Rose, Alex, Jaynne, Irene, Eu, Fabiana, Lea, Xênia e Zildenor. Agachado: Luis Claudio.

Recomendações e Diretrizes para Governo 2.0 – Governo Aberto

(documento feito de forma colaborativa pela turma ao longo dos dois dias)

Por que é necessário problematizar este tema na organização de forma mais consistente e urgente?

  • Por que o processo de formação e disseminação do conhecimento está mudando, através da massificação de novas mídias colaborativas, que permitem uma interação mais efetiva, com uma nova forma de controle informacional diferente do que estamos acostumados;
  • Verifica-se que a procura de mais dinamismo das instituições está fortemente influenciada pelo vertiginoso aumento populacional dos últimos anos e o respectivo adensamento nas grandes metrópoles;
  • Tal mudança implica na maneira de pensar e agir da sociedade e da própria organização, o que alguns teóricos denominam Revolução da Informação com mudanças profundas na sociedade a curto, médio e longo prazo. Esse fato se reflete numa crise relevante que deve ser evidenciada;
  • Constatou-se que as Redes Sociais não representam um lugar para se ir ou se entrar, mas uma nova forma de interação humana que as organizações, querendo, ou não, já estão inseridas, tendo ou não políticas coerentes para elas, definindo-se como objeto ou sujeito do processo;

Quais são os passos para gerar uma maturidade na organização?

  • Criação de grupo de trabalho-estudo para aprofundar o debates na gestão; (sugere-se que este grupo de trabalho reúna pessoas com poder de decisão, gestores , profissionais de diferentes gerações e formas de relacionamento com as novas tecnologias);
  • Inserção do tema no Planejamento Estratégico com um plano de ação em etapas com o envolvimento das diferentes áreas da Organização ;

Que ações são recomendadas?

  • Implantação de plataforma colaborativa integrada que atenda o público externo (sociedade-Internet) e interno (colaboradores -Intranet), com respectiva equipe especializada;
  • Implantação de processo de Gestão de Mudanças (capacitação);
  • Na Internet, sugere-se:
  • que a Plataforma Colaborativa contemple, de forma integrada, os canais de atendimento ao cidadão;
  • que as bases de dados permitam que os cidadãos possam desenvolver aplicativos para a extração de dados de forma mais efetiva.
  • Na Intranet, sugere-se:

 

    • Criação de Redes Sociais Internas ao estilo Facebook, com grupos de discussão, perfil, relacionamentos entre os colaboradores, atividades em andamento, setor em que trabalha, aonde está no momento, cursos realizados, currículos, blogs pessoais, links compartilhados, visibilidade de cada colaborador perante à comunidade (comentários, visitas no perfil, blog, etc);
    • Implantação de gerenciamento da informação-gestão de documentos, através de repositórios únicos e inteligentes, que “aprendem” com o acesso, através do uso dos “rastros”  voluntários (comentários, estrelas, curtir, etc) e involuntários (cliques).

Quais são os valores – objetivos – metas – métricas a serem perseguidas:

  • Ampliar a capacidade de mudança – inovação;
  • Transparência (dos agentes públicos, ações e documentos);
  • Ampliação do diálogo interno e externo;
  • Participação do cidadão nas políticas públicas e legislação;
  • Aumento da eficiência (redução de retrabalho e aprimoramento de processos);
  • Atualização dos valores institucionais.

 

11 Responses to “Recomendações e Diretrizes para Governo 2.0 (Governo Aberto)”

  1. Irene Lôbo disse:

    Com certeza esse nosso encontro terá ainda muitos frutos! Ter uma base histórico-filosófica sobre como começou essa revolução da informação é, sem dúvida, importantíssimo para contruir o futuro daqui para frente. Afinal de contas, somos uma repetição constante, um ciclo que se renova de tempos em tempos. Um grande abraço e mais uma vez obrigada! Irene – Embrapa; 🙂

  2. Antunes disse:

    Excelente esta colocação abaixo, Nepô! (vai ser muito útil na hora de “vender o peixe”!):
    – Constatou-se que as Redes Sociais não representam um lugar para se ir ou se entrar, mas uma nova forma de interação humana que as organizações, querendo, ou não, já estão inseridas, tendo ou não políticas coerentes para elas, definindo-se como objeto ou sujeito do processo;

  3. Nem terminei de ler, mas gostaria de “dizer” o seguinte: as formas, métodos e meios de gestão públicas há muito estão ultrapassadas. Vamos ter que formular mudanças na política, penetração política e poder político. Por que o que mais prejudica hoje o desenrolar das coisas são justamente como a política de forma maléfica tẽm exercido o poder, permitindo que sentimentos pessoais sejam maior que a coletividade e massacre os interesses públicos em detrimento de um crescimento maior mais consistente mais perene.

  4. Carlos Nepomuceno disse:

    Antunes,

    Me chamou a atenção para um ponto legal…concordo, esta foi uma frase do Alex, da Aneel, muito oportuna.

    valeu visita!

    Nepô.

  5. També sugiro esse estudo mais profundo do legado de todos os conhecimentos represados e hoje estrapolando os limites físicos e se expandindo nos interesses coletivos maiores e ao mesmo tempo mais fragmentados. Mas acho que precisamos de pessoas no ala da frente colocando a coisa em prática, de execução imediata ou ficaremos só no precisamos fazer. O Nepô está pronto pra formar Nepôletes (homem/mulheres) que coloquem esse pensamento pra fora. Não podemos represar os nossos pensamentos aproveitemos as redes e mídias sociais para colocar isso tudo pra fora.

  6. Fabiana Gonçalves disse:

    O que vivemos nestes dois dias foi uma imersão profunda. A minha sensação se assemelha àquela de quando experimentamos um novo sabor ou vivemos qualquer outra experiência nova, pensamos: “Por que não fiz isso antes?” Assim é o Wikishop. O nome do curso é novo, a disposição das pessoas na sala é nova, a dinâmica de trabalho é nova, até o número de participantes é novo. Tudo isso reflete o que foi discutido.
    Percebemos através de uma apresentação da evolução histórica da sociedade e da análise de alguns conceitos relacionados no cronograma do curso que a estrutura da sociedade está em mudança, isso é fato, inquestionável, o que gera uma ruptura no modelo estabelecido atualmente. Um exemplo é a Constituição de 88 aplicada atualmente. Será que em 20 anos nada precisou ser revisto? Será que a interação entre as pessoas não teve um impacto profundo desde então? Para estudar o Governo 2.0 precisamos estudar o ser humano do século 21 e as implicações da informação e da tecnologia como pano de fundo para tais assuntos.
    Todas estas questões foram levantadas e discutidas pelos participantes de forma descontraída, mas ao mesmo tempo aprofundada. A liberdade é um fator importantíssimo para esse diálogo, os alunos (gestores, analistas e técnicos) presentes puderam aprender, discutir e criar um documento que reflete a importância de trazer luz a este assunto.
    Ao final destes dois dias, tenho o sentimento de que não sou a mesma e que os meus olhos foram descortinados, mostrando que temos que trazer nossa contribuição ao governo, sinalizando essa mudança, avaliando os valores da instituição e informando a outros sobre essa profunda crise que está para ser instalada se não abandonarmos a postura 1.0 e adotarmos uma mentalidade colaborativa 2.0, onde o outro é voz ativa no nosso dia a dia.
    Fabiana Gonçalves – Ministério da Cultura

  7. Carlos Nepomuceno disse:

    Valeu João e Fabiana!

  8. […] Passamos dois dias analisando a chegada da Internet e suas consequências na sociedade e, em particular, no Governo, o que alguns gostam de chamar “Governo 2.0″ e outros “Governo aberto”. […]

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