Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
Neste artigo, Nepô apresenta o conceito de apassarinhamento como o processo de redução das capacidades exclusivamente humanas pela renúncia à meta-reflexão e à singularização em ambientes excessivamente tutelados. O autor demonstra como as topologias de cooperação moldam o comportamento individual, estabelecendo que ambientes centralizados elevam a taxa de apassarinhamento ao retirar a responsabilidade das pontas, enquanto a descentralização da Civilização 2.0 atua como uma força libertadora que expande a autonomia, gerando um conflito inevitável entre a segurança do conformismo e os desafios da liberdade.
As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):
Quanto mais temos centralização no ambiente cooperativo do Sapiens, mais, por tendência vai subir a taxa coletiva de apassarinhamento.
Quanto mais temos descentralização no ambiente cooperativo do Sapiens, mais, por tendência vai cair a taxa coletiva de apassarinhamento.
Se analisarmos o cenário de hoje, estamos passando de uma taxa maior de apassarinhamento para uma menor.
A descentralização trazida pela Civilização 2.0 tem provocado uma redução da Taxa de Apassarinhamento.
O Sapiens 2.0, que vem surgindo, consegue se diferenciar mais dos outros, pois tem muito mais escolhas.
O que tem nos faltado é um movimento mais consciente e proativo de estimular o combate do apassarinhamento de maneira geral.
Como se a diferença entre o Sapiens e um passarinho fosse apenas de grau.
O que quero abordar agora é a relação que existe entre o apassarinhamento e a topologia da cooperação.
O apassarinhamento não é um fenômeno biológico, mas uma consequência social da forma como estruturamos a cooperação.
Toda centralização excessiva reduz a necessidade de pensar, decidir e assumir responsabilidades individuais.
A verdadeira diferença entre o Sapiens e os demais animais não está apenas na inteligência, mas na capacidade de reinventar a própria forma de viver.
Quanto mais opções legÃtimas uma sociedade oferece aos indivÃduos, menor tende a ser sua taxa de apassarinhamento.
A descentralização não apenas distribui poder, mas amplia a singularidade e fortalece a meta-reflexão coletiva.
As melhores frases dos outros:
“A consciência é a estrutura que nos permite sentir o mundo e a nós mesmos.” – António Damásio;
“O homem é visivelmente feito para pensar; é toda a sua dignidade e todo o seu mérito.” – Blaise Pascal;
“A essência do ser humano é a sua capacidade de moldar ativamente sua própria vida.” – Carl Rogers;
“O homem moderno vive sob a ilusão de que sabe o que quer, quando na verdade ele deseja aquilo que se espera que ele queira.” – Erich Fromm;
“O preço da grandeza é a responsabilidade sobre si mesmo.” – Winston Churchill;
“O homem é condenado a ser livre; porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo o que faz.” – José Ortega y Gasset;
“O progresso depende de homens que sejam capazes de pensar de maneira diferente da maioria.” – Walter Bagehot;
Vamos ao Artigo:
“O homem não é apenas um ser pensante, mas um ser que pode pensar sobre o que pensa.” – Michel de Montaigne.
Muita gente olha para a natureza e conclui que somos apenas animais mais sofisticados. Como se a diferença entre o Sapiens e um passarinho fosse apenas de grau.
Mas não é bem assim.
Um dos pontos principais da Terapia Potencialista é ajudar a desenvolver a nossa capacidade de entender exatamente a diferença entre o Sapiens e as demais espécies.
Na comparação do Sapiens com outras espécies percebemos sete diferenças entre o Sapiens e os passarinhos:
- Consciência da finitude;
- Arquitetura trimental;
- Processo de reformatação;
- A única Tecnoespécie do planeta;
- Complexidade demográfica progressiva interdependente;
- Maior taxa de singularização;
- Capacidade de meta-reflexão.
Desenvolvi um artigo sobre isso ao longo deste semestre.
Detalhando o apassarinhamento:
- Apassarinhamento não é virar literalmente um passarinho;
- É reduzir o uso das capacidades exclusivamente sapiens;
- É viver mais guiado por hábitos, condicionamentos e obediência do que por escolhas reflexivas;
- É abrir mão da singularização e da meta-reflexão.
A principal arma contra o apassarinhamento é a meta-reflexão;
Quanto menos a pessoa pensa sobre a forma como pensa, mais ela tende a reproduzir padrões coletivos;
O ambiente cooperativo pode estimular ou inibir essa capacidade.
O que quero abordar agora é a relação que existe entre o apassarinhamento e a topologia da cooperação.
Eis as regras:
Quanto mais temos centralização no ambiente cooperativo do Sapiens, mais, por tendência vai subir a taxa coletiva de apassarinhamento.
E vice-versa:
Quanto mais temos descentralização no ambiente cooperativo do Sapiens, mais, por tendência vai cair a taxa coletiva de apassarinhamento.
Por que?
- Ambientes centralizados transferem decisões para poucos;
- As pontas passam a executar mais e refletir menos;
- O excesso de tutela reduz a responsabilidade individual;
- A redução da responsabilidade diminui o desenvolvimento da singularidade.
Se analisarmos o cenário de hoje, estamos passando de uma taxa maior de apassarinhamento para uma menor.
A descentralização trazida pela Civilização 2.0 tem provocado uma redução da Taxa de Apassarinhamento.
O Sapiens 2.0, que vem surgindo, consegue se diferenciar mais dos outros, pois tem muito mais escolhas.
Porém, temos um momento de conflitos.
- Muitas pessoas sentem desconforto diante da redução do apassarinhamento;
- Escolher mais dá mais liberdade, mas também mais responsabilidade;
- Nem todos desejam abandonar modelos mais tutelados;
- Existe um conflito entre autonomia e segurança.
O que tem nos faltado é um movimento mais consciente e proativo de estimular o combate do apassarinhamento de maneira geral.
Por fim, uma das premissas centrais deste artigo é que ambientes cooperativos não são neutros.Â
Eles influenciam gradualmente a forma de pensar, decidir e agir das pessoas que vivem dentro deles.Â
Assim como McLuhan argumentava que a mÃdia altera seus usuários independentemente do conteúdo consumido, proponho que diferentes topologias cooperativas alteram seus participantes independentemente das tribos especÃficas à s quais aderem.Â
É isso, que dizes?










