Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
Neste artigo, Nepô apresenta o conceito de Inteligência Inovadora, definindo-a não como a capacidade de acumular conhecimento ou memória, mas como a habilidade essencial de questionar e revisar a própria Formatação Básica Obrigatória (FBO). O autor explora a dinâmica entre a identidade, armazenada na Mente Primária, e a Bancada Reflexiva, propondo que indivÃduos com maior inquietude natural possuem uma predisposição superior para utilizar a metacognição, permitindo-lhes desaprender antigas certezas e adaptar-se com sucesso ao cenário dinâmico da Civilização 2.0.
As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):
A verdadeira inovação começa quando passamos a desconfiar das certezas que nos trouxeram até aqui.
Toda identidade é uma solução provisória para um mundo que continua mudando.
O inovador não se define pelas respostas que possui, mas pelas perguntas que continua disposto a fazer.
Revisar paradigmas não é abandonar quem somos, mas ampliar quem podemos nos tornar.
Quanto maior a capacidade de reformatação, maior a competência para navegar em cenários imprevisÃveis.
Existe um tipo de inteligência pouco estudada e extremamente relevante para a inovação: a capacidade de revisar as próprias certezas.
O que está em jogo aqui não é apenas a capacidade de aprender coisas novas, mas principalmente a capacidade de desaprender antigas certezas quando elas deixam de fazer sentido.
Uma alta Taxa de Inteligência Inovadora é a capacidade que temos — e que também podemos desenvolver — de questionar a FBO, tanto a nossa quanto aquela disseminada pelo mainstream, revisando paradigmas quando eles deixam de explicar e nos ajudar a lidar melhor com a realidade.
Diria que é possÃvel criar ferramentas, via educação ou de ambiente propÃcio, para aumentar a Taxa da Inteligência Inovadora das pessoas.
A Bancada Reflexiva funciona como um laboratório interno de paradigmas. É nela que conseguimos comparar narrativas, testar hipóteses e revisar crenças sem ficarmos totalmente aprisionados pela identidade.
Esse movimento é o que permite ao indivÃduo migrar de uma existência meramente sobrevivente ou focada na validação exógena (Instagrante) para abraçar o Potencialismo, focando no desenvolvimento ativo de suas vocações singulares para gerar valor em um mundo mais dinâmico.
Quanto mais o cenário muda, maior é a necessidade de revisar paradigmas para lidar adequadamente com a realidade.
Quanto maior é a capacidade de se distanciar da identidade e das narrativas mainstream, maior é a Inteligência Inovadora.
A Inteligência Inovadora, assim, não está relacionada apenas à capacidade de adquirir novos conhecimentos, mas principalmente à habilidade de revisar os antigos.
Inovar exige criar uma distância saudável entre aquilo que pensamos e aquilo que podemos voltar a pensar.
As melhores frases dos outros:
“A maior de todas as ignorâncias é rejeitar algo sobre o qual você nada sabe.” – H. Jackson Brown Jr;
“A porta da mudança abre-se apenas de dentro.” – Marilyn Ferguson;
“Quando você desenvolve suas opiniões com base em evidências fracas, terá dificuldade em interpretar informações que as contradigam, mesmo que sejam mais precisas.” – Nassim Taleb;
“O analfabeto do século XXI não será aquele que não sabe ler e escrever, mas aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender.” – Herbert Gerjuoy;
“Progresso é impossÃvel sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas mentes não conseguem mudar nada.” – George Bernard Shaw;
“O primeiro princÃpio é que você não deve enganar a si mesmo, e você é a pessoa mais fácil de enganar com suas próprias certezas.” – Richard Feynman;
Vamos ao Artigo:
“A opinião que você adota a respeito de si mesmo afeta profundamente a maneira pela qual você leva sua vida.” – Carol Dweck;Â
Quando falamos em Inteligência, a maior parte das pessoas pensa em memória, capacidade lógica ou velocidade de aprendizado.Â
Porém, existe um tipo de inteligência pouco estudada e extremamente relevante para a inovação: a capacidade de revisar as próprias certezas.
Isso parte de uma divisão relevante de análise de quem é o Sapiens:
- Muitos acham que temos uma essência, uma espécie de tesouro escondido, que pode ser achado;
- Nós achamos que somos formatados. O Sapiens para ser Sapiens passa por uma Formatação Básica Obrigatória (FBO).
A FBO fica registrada dentro do que chamamos de identidade, que passa a funcionar como uma espécie de lente através da qual interpretamos a realidade.
E aà temos outra divisão:
- Aquelas pessoas que acreditam mais na FBO que recebeu e as modifica pouco ao longo da vida;
- E aquelas que desconfiam mais da FBO que receber e as modifica bem mais ao longo da vida.
Tal divisão é muito relevante para compreender a Inteligência Inovadora.
O que está em jogo aqui não é apenas a capacidade de aprender coisas novas, mas principalmente a capacidade de desaprender antigas certezas quando elas deixam de fazer sentido.
Uma alta Taxa de Inteligência Inovadora é a capacidade que temos — e que também podemos desenvolver — de questionar a FBO, tanto a nossa quanto aquela disseminada pelo mainstream, revisando paradigmas quando eles deixam de explicar e nos ajudar a lidar melhor com a realidade.Â
A FBO fica armazenada dentro do que chamamos de identidade, operando diretamente na nossa Mente Primária, que é a camada responsável pelos nossos automatismos, reações sensitivas e crenças herdadas de forma acrÃtica.Â
Diria que é possÃvel criar ferramentas, via educação ou de ambiente propÃcio, para aumentar a Taxa da Inteligência Inovadora das pessoas.
Porém, a partir da minha experiência de décadas trabalhando com inovação, defendo a hipótese (ainda não comprovada por pesquisas) de que tem pessoas que nascem com uma capacidade maior de questionar a FBO.
Algumas pessoas parecem nascer com uma predisposição maior para desconfiar dos paradigmas recebidos.Â
São os que chamamos Bimodais dos Inquietos ou Disruptivos.
São pessoas que conseguem se distanciar mais da sua identidade, via um processo de Metacognição, usando as Mentes Mais Reflexivas (Secundária e Terciária).
Inquietos criam um vácuo maior entre a identidade, criada pela FBO, e a sua capacidade de sentir e pensar.
Chamamos este vácuo de Bancada Reflexiva, na qual se consegue olhar de fora a sua identidade, as narrativas do mainstream e questioná-las com mais facilidade.
A Bancada Reflexiva funciona como um laboratório interno de paradigmas. É nela que conseguimos comparar narrativas, testar hipóteses e revisar crenças sem ficarmos totalmente aprisionados pela identidade.Â
Adaptando Descartes, diria:
Me Reformato, logo sou Mais Sapiens!
Esse movimento é o que permite ao indivÃduo migrar de uma existência meramente sobrevivente ou focada na validação exógena (Instagrante) para abraçar o Potencialismo, focando no desenvolvimento ativo de suas vocações singulares para gerar valor em um mundo mais dinâmico.Â
Importante dizer que a Inteligência Inovadora precisa dar um upgrade geral na Civilização 2.0, quanto temos um cenário mais DDI (Dinâmico, Descentralizado e Inovador).
Quanto mais o cenário muda, maior é a necessidade de revisar paradigmas para lidar adequadamente com a realidade.Â
Ou seja, é preciso ampliar, de forma geral, a Taxa de Inteligência Inovadora.
Porém, se vamos ter que aumentar a Taxa da Inteligência da Inovação Geral, isso não significa que a divisão entre Inquietos e Quietos vai deixar de existir.
- Os Inquietos nascem com uma capacidade maior de questionar a FBO e o mainstream;
- E os Quietos nascem com uma capacidade menor de questionar a FBO e o mainstream.
Existe um equilÃbrio entre os Inquietos e os Quietos, eu diria, ainda como hipótese que seria o seguinte:
- 3 % super inquietos – altÃssima taxa de inteligência inovadora;
- 12% inquietos – alta taxa de inteligência inovadora;
- 80% – com Ãndices variados, baixa taxa de inteligência inovadora.
Quanto maior é a capacidade de se distanciar da identidade e das narrativas mainstream, maior é a Inteligência Inovadora.
A Inteligência Inovadora, assim, não está relacionada apenas à capacidade de adquirir novos conhecimentos, mas principalmente à habilidade de revisar os antigos.Â
Inovar exige criar uma distância saudável entre aquilo que pensamos e aquilo que podemos voltar a pensar.Â
A Inteligência Inovadora está, assim, diretamente ligada a nossa capacidade reformatação.
É isso, que dizes?










