Feed on
Posts
Comments

Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:

As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):

O IMF acontece quando criamos determinado meio para atingir um fim e, com o passar do tempo, o próprio meio passa a ser tratado como o objetivo principal

A ferramenta vira destino

O que deveria servir passa a querer ser servido

Quanto maior a centralização, menor tende a ser a participação das pessoas nos processos de decisão, fiscalização e correção das instituições

Quanto menor a fiscalização, maior a tendência de que os meios passem a exigir ser servidos, aumentando progressivamente a Taxa de IMF

Quanto mais uma instituição deixa de entregar aquilo que promete, mais ela tende a investir energia na própria preservação

As novas mídias descentralizadoras, agora as digitais, permitem a construção de modelos de cooperação mais descentralizados, mais transparentes e mais auditáveis

Boa parte da reconstrução da Civilização 2.0 pode ser entendida exatamente dessa forma: uma tentativa de recolocar os fins acima dos meios

Talvez um dos principais desafios da Civilização 2.0 seja justamente este: a revisão permanente daquilo que virou fim sem nunca ter deixado de ser meio

Crises Civilizacionais aumentam a taxa de IMF. Renascenças Civilizacionais reduzem a taxa de IMF

A Civilização 2.0 começa quando os meios voltam a servir os fins e não o contrário.

O maior erro das civilizações é transformar ferramentas em objetivos e esquecer para que elas existem.

Crises elevam a confusão entre meios e fins. A Civilização 2.0 nasce para corrigir essa distorção.

Quando os meios passam a exigir ser servidos, a sociedade entra em decadência civilizacional.

Entenda por que a Civilização 2.0 exige recolocar os fins acima dos meios em todas as instituições.

As melhores frases dos outros:

6 – “A burocracia é o meio pelo qual a sociedade se defende do homem competente.” – Robert K. Merton;

7 – “Quando os meios são tratados como fins, a instituição deixa de servir à sociedade e passa a servir a si mesma.” – Robert K. Merton;

8 – “As instituições são como rios: começam como correntes de água pura e acabam como pântanos de corrupção.” – Lord Acton;

9 – “O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus.” – Lord Acton;

10 – “Quando as instituições param de servir ao homem, o homem deve parar de servir às instituições.” – Eric Hoffer;

13 – “A sociedade que persegue um fim ilusório, acaba por perder de vista os fins reais.” – Hannah Arendt;

16 – “As boas finalidades só podem ser alcançadas pelo emprego de meios apropriados.” – Aldous Huxley;

18 – “Uma vez instaurada em sua plenitude, a burocracia constitui uma das estruturas sociais mais difíceis de destruir.” – Max Weber;

21 – “É difícil fazer um homem compreender algo quando seu salário depende, acima de tudo, que não o compreenda.” – Upton Sinclair;

22 – “É difícil imaginar uma maneira mais perigosa de tomar decisões do que deixá-las nas mãos de pessoas que não pagam o preço por estarem erradas.” – Thomas Sowell;

Vamos ao Artigo:

“O maior erro é julgar políticas e programas por suas intenções, e não pelos resultados que realmente produzem.” – Milton Friedman;

Um dos fenômenos mais recorrentes da sociedade humana, desde os tempos que o Sapiens virou Sapiens, é aquilo que podemos chamar de fenômeno do IMF: a Inversão dos Meios com os Fins.

O IMF acontece quando criamos determinado meio para atingir um fim e, com o passar do tempo, o próprio meio passa a ser tratado como o objetivo principal.

  • A ferramenta vira destino.
  • A ponte vira moradia.
  • O veículo vira a meta da viagem.
  • O que deveria servir passa a querer ser servido.

Porém, o IMF não se distribui igualmente ao longo da história.

Existem períodos em que a taxa de IMF aumenta e outros em que ela diminui.

A Ciência da Inovação sugere que as Crises Civilizacionais são grandes produtoras de IMF.

Por quê?

Porque uma Crise Civilizacional ocorre quando aumentamos a Complexidade Demográfica e os antigos modelos de cooperação deixam de ser capazes de lidar adequadamente com os novos problemas cada vez mais complexos.

  • A população cresce.
  • Os desafios aumentam.
  • As demandas se multiplicam.
  • Mas as mídias disponíveis já não conseguem sustentar níveis mais sofisticados de coordenação social.

Passamos então a viver uma fase de crescente centralização, burocratização e engessamento.

O Sapiens precisa ser abafado na sua singularidade, a sociedade precisa ser pasteurizada e centralizada para que a sobrevivência tenha que ocorrer.

Cada pessoa precisa reduzir a sua taxa de individualidade para aceitar o consumo de produtos e serviços mais pasteurizados.

Quanto maior a centralização, menor tende a ser a participação das pessoas nos processos de decisão, fiscalização e correção das instituições. 

Sem mecanismos mais distribuídos de acompanhamento, organizações, conceitos e estruturas passam a ser menos avaliados pelos resultados que entregam e mais pela sua própria preservação. 

Não por acaso, surgiu a conhecida percepção de que “o poder tende a corromper e o poder absoluto tende a corromper absolutamente”. 

Quanto menor a fiscalização, maior a tendência de que os meios passem a exigir ser servidos, aumentando progressivamente a Taxa de IMF. 

Assim caminha a humanidade dentro do Espiral Civilizacional Progressivo, a partir da análise da TDMC – Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo.

As instituições ficam cada vez maiores.

Os problemas ficam cada vez mais difíceis de serem resolvidos.

E a tendência natural é que os meios ganhem mais importância do que os fins.

O IMF ocorre quando algo criado para servir passa a exigir ser servido. 

Quanto mais uma instituição deixa de entregar aquilo que promete, mais ela tende a investir energia na própria preservação.

Ressalva:

(Foi o que comentamos, por exemplo, no artigo passado sobre a crise da filosofia, que passou a ser um fim (a defesa de um campo de estudo) e não um meio para que o Sapiens viva melhor.)

O IMF cresce exponencialmente nas Crises Civilizacionais.

Foi exatamente isso que ocorreu na etapa final da Civilização 1.0, principalmente, durante o século passado.

Diversas instituições, campos de estudos, conceitos, pessoas, formas de viver passaram a dedicar mais energia à defesa ao que é meio e pouco se importando ao que é fim. 

Aquilo que deveria ser meio virou um fim em si mesmo.

E aquilo que deveria ser fim passou a ser secundário.

A chegada da Civilização 2.0 altera esse cenário.

Uma Renascença Civilizacional tem a missão de criar um novo modelo de cooperação, viável, a partir da nova mídia.

E se inicia uma garimpagem ampla, geral e irrestrita para reduzir a Taxa de IMF, questionando o que é falsamente fim e deveria voltar a ser meio.

As novas mídias descentralizadoras, agora as digitais, permitem a construção de modelos de cooperação mais descentralizados, mais transparentes e mais auditáveis.

A sociedade ganha uma capacidade inédita de questionar instituições, conceitos e tradições.

Há uma necessidade exponencial de conceitos fortes, separando, antes de tudo, o que é meio do que é fim na vida de cada pessoa e na sociedade.

Perguntas antes evitadas passam a ocupar o centro do debate:

  • Que problema isso resolve?
  • Continua resolvendo?
  • Vale a pena manter essa estrutura?

Estamos diante, assim, de mais um movimento histórico de redução da taxa de IMF com a chegada da nova Civilização 2.0.

Boa parte da reconstrução da Civilização 2.0 pode ser entendida exatamente dessa forma: uma tentativa de recolocar os fins acima dos meios.

Talvez um dos principais desafios da Civilização 2.0 seja justamente este: a revisão permanente daquilo que virou fim sem nunca ter deixado de ser meio.

E temos o grande aprendizado, uma regra universal do Sapiens:

Crises Civilizacionais aumentam a taxa de IMF. Renascenças Civilizacionais reduzem a taxa de IMF.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

Leave a Reply