Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
Neste artigo, Nepô apresenta a consolidação da Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo (TDMC) como o eixo central da Ciência Social 2.0. Ele explica como o crescimento populacional atua como o principal fator causante de crises estruturais, forçando o Sapiens, enquanto tecnoespécie, a adotar novas mídias como fatores detonantes para viabilizar modelos de cooperação mais descentralizados e complexos. Ao integrar as visões de Malthus, McLuhan e Hayek, o autor demonstra que a transição atual da Gestão para a Curadoria no ambiente digital não é um mero acaso tecnológico, mas sim uma resposta adaptativa e operacional essencial para a sobrevivência e sustentabilidade da humanidade diante do aumento da complexidade demográfica.
As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):
A Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo propõe que o aumento populacional obriga o Sapiens a criar novas mídias para viabilizar modelos de cooperação compatíveis com a crescente complexidade demográfica.
Fato é que toda teoria relevante reorganiza elementos anteriores de forma nova e mais potente.
Mídias são as tecnologias centrais da espécie, pois elas são uma espécie de órtese da mente, que nos permite sofisticar nosso cérebro e poder cooperar de forma mais sofisticada.
As novas mídias não aparecem porque o Sapiens gosta de inovar. Elas aparecem porque a sobrevivência exige novas formas de coordenação social.
As Revoluções Midiáticas são respostas adaptativas da Tecnoespécie ao aumento progressivo da complexidade.
Só são revolucionárias as mídias que permitem ampliar estruturalmente a descentralização da cooperação.
A Descentralização Progressiva deixa de ser apenas uma tendência histórica observada e passa a ser uma exigência operacional da sobrevivência humana.
Quando muda o Motor da História, todas as Ciências Sociais precisam ser revisitadas.
A Ciência Social 2.0 passa a enxergar o Sapiens como uma Tecnoespécie em permanente reinvenção cooperativa.
O Sapiens não muda porque deseja inovar. O Sapiens muda porque precisa sobreviver com mais gente no planeta.
Toda teoria forte nasce quando alguém consegue reorganizar peças antigas e revelar um novo eixo invisível da história humana.
A sobrevivência da Tecnoespécie depende menos da inovação em si e mais da capacidade de reinventar modelos de cooperação compatíveis com novas escalas demográficas.
As Revoluções Midiáticas não são eventos tecnológicos, mas mutações cooperativas provocadas pela pressão crescente da complexidade humana.
O Digital não representa apenas uma mudança de ferramenta, mas a passagem histórica da lógica da gestão para a lógica da curadoria.
Quanto maior a complexidade civilizacional, menor a viabilidade da centralização e maior a necessidade de inteligência distribuída.
As melhores frases dos outros:
“A civilização avança ao estender o número de operações importantes que podemos realizar sem pensar sobre elas.” – Alfred North Whitehead;
“A homem é um animal que faz ferramentas, e onde há ferramentas há um novo modo de viver.” – Benjamin Franklin;
“A divisão do trabalho é a fonte da civilização.” – Émile Durkheim;
“O verdadeiro problema da humanidade é o seguinte: temos emoções paleolíticas, instituições medievais e tecnologia divina.” – Edward O. Wilson;
“A ordem espontânea da sociedade é superior a qualquer ordem que possa ser criada por uma mente humana.” – Friedrich Hayek;
“O progresso não é um acidente, mas uma necessidade, uma parte da natureza.” – Herbert Spencer;
“A cooperação social e a divisão do trabalho transformam o homem primitivo em ser humano.” – Ludwig von Mises;
“A especialização crescente e a divisão do trabalho só são possíveis em um mundo onde existe troca.” – Ludwig von Mises;
“Qualquer nova tecnologia necessita de uma nova estrutura social para que possa funcionar de modo eficaz.” – Norbert Wiener;
“A população, quando não controlada, cresce em proporção geométrica, enquanto os meios de subsistência crescem em proporção aritmética.” – Thomas Malthus;
Vamos ao Artigo:
“A complexidade é a inimiga da execução.” – Jack Welch;
Não é de hoje que estou procurando entender o Digital.
Minha trajetória é de uns 20 anos como operador e 20 anos como conceituador.
Finalmente, a teoria que desenvolvi recebeu um nome: Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo (TDMC).
A TDMC introduz na sociedade uma nova forma de pensar a jornada humana.
A Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo propõe que o aumento populacional obriga o Sapiens a criar novas mídias para viabilizar modelos de cooperação compatíveis com a crescente complexidade demográfica.”
Se olharmos as partes, não temos originalidades absolutas – nenhuma teoria tem, pois todas são melhorias ao que existe – nosso grande mérito é juntar tudo de uma forma nova e, nos parece, bem consistente.
Fato é que toda teoria relevante reorganiza elementos anteriores de forma nova e mais potente.”
Durante muito tempo, as Ciências Sociais tentaram explicar a caminhada humana através de fatores isolados e nem sempre focados na Macro História, às vezes na Meso e às vezes na micro.
- Uns apostaram na economia;
- Outros na política;
- Outros na cultura;
- Outros ainda na luta de classes.
Muitos destes fatores são muito relevantes na Micro História, mas o objetivo aqui é entender as grandes Eras Civilizacionais.
Ou seja, não significa negar a importância de fatores econômicos, culturais ou políticos, mas reinterpretá-los dentro de uma dinâmica macro civilizacional mais ampla.
Este é o objetivo central da TDMC.
Porém, existe algo que está no epicentro da TDMC, tudo que o ser humano faz vai na direção de tentar sobreviver melhor.
É a visão do Sapiens Sobrevivencionista, que já aparece em diversos autores.
Querer um amanhã melhor do que hoje.
Se entendermos essa lógica, vamos ver na história que o que se mantém vivo é o que funciona melhor, apesar das naturais idas e vindas.
O problema é que nenhuma dessas abordagens, que formaram o Ambiente de Diálogo da Ciência Social 1.0 conseguiram colocar as mudanças midiáticas no seu devido lugar.
Marshall McLuhan conseguiu defender a ideia de que as mídias mudam a sociedade, mas não apresentou os quatro fatores CDCA – Causante, Detonante, Consequente e Atuante (como podemos lidar melhor com o fenômeno).
O CDCA é um diferencial da minha abordagem, que tem que ser aplicado a qualquer fenômeno da sociedade para poder se entender as causas, os surgimentos, as consequências e o que fazer com tudo isso.
Nosso papel, a partir disso, foi juntar outros autores, começando com Thomas Malthus, quando afirmou que ao se aumentar a população, a sociedade, querendo ou não, entra em crise.
Ou seja, somos uma espécie – ou melhor uma Tecnoespécie, que consegue reinventar progressivamente seus modelos de sobrevivência, com o uso intenso de novas tecnologias, para lidar com o aumento populacional.
O aumento populacional é, assim, o principal fator causante das grandes mudanças civilizacionais.
Quanto mais gente temos no planeta:
● mais complexidade;
● mais diversidade;
● mais demandas;
● mais singularidades;
● mais necessidade de novas formas mais sofisticadas de coordenação.
Chega um momento em que os antigos modelos de cooperação entram em crise.
A sociedade começa a ficar grande demais para os velhos modelos administrativos.
É aí que surgem as Revoluções Midiáticas.
Mídias são as tecnologias centrais da espécie, pois elas são uma espécie de órtese da mente, que nos permite sofisticar nosso cérebro e poder cooperar de forma mais sofisticada.
As novas mídias não aparecem porque o Sapiens gosta de inovar.
Elas aparecem porque a sobrevivência exige novas formas de coordenação social.
A mídia, assim, não é o objetivo final.
Ela é o meio. É o fator detonante.
O objetivo é permitir um novo modelo de cooperação compatível com a nova Complexidade Demográfica.
A Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo surge da integração, assim, de três grandes vertentes teóricas:
- Malthus;
● McLuhan;
● E Hayek.
De Malthus, recuperamos a percepção de que o aumento populacional gera crises estruturais.
Malthus percebeu corretamente que o crescimento demográfico pressiona os modelos existentes de sobrevivência.
O erro dele foi não perceber adequadamente a capacidade do Sapiens de reinventar seus modelos cooperativos através das Revoluções Midiáticas.
De McLuhan e da Escola de Toronto, incorporamos a percepção de que as mídias alteram profundamente a sociedade.
“Mudou a mídia, mudou a sociedade.” – Marshall McLuhan.
Porém, acrescento uma nova camada causal à teoria midiática.
As mídias não mudam por acaso.
Mudam porque o aumento da Complexidade Demográfica torna os antigos modelos de cooperação obsoletos.
As Revoluções Midiáticas são respostas adaptativas da Tecnoespécie ao aumento progressivo da complexidade.
Neste momento entram as ideias de Friedrich Hayek como um terceiro eixo importante da teoria.
Hayek ajuda a Bimodais a compreender por que sociedades mais complexas exigem mecanismos mais descentralizados de coordenação.
Hayek percebeu algo central: quanto maior a complexidade de uma sociedade, menor a capacidade de controle centralizado.
No clássico “The Use of Knowledge in Society”, ele afirma:
“O conhecimento das circunstâncias das quais devemos fazer uso nunca existe de forma concentrada ou integrada, mas apenas como fragmentos dispersos de conhecimento incompleto e frequentemente contraditório que os indivíduos possuem separadamente.” – Friedrich Hayek.
O que Hayek está dizendo, no fundo, é que sociedades complexas exigem mecanismos descentralizados de coordenação.
A complexidade crescente não rima com centralização.
Caminhamos na direção da descentralização – que nos leva à fórmula:
S = D/C.
Quanto mais Complexidade (C), mais precisamos de Descentralização (D) para manter a Sustentabilidade (S).
Nenhum centro consegue processar adequadamente toda a diversidade de informações de uma sociedade altamente complexa.
A partir disso, a Bimodais propõe a seguinte dinâmica estrutural da caminhada humana, no ECP – Espiral Civilizacional Progressivo:
- aumento populacional;
- aumento da complexidade;
- crise dos modelos cooperativos;
- pressão por descentralização;
- surgimento de nova mídia;
- novo modelo cooperativo;
- expansão populacional.
A história humana passa, assim, a ser reinterpretada de forma completamente diferente.
A oralidade;
A escrita;
A prensa;
O digital.
Fato é que:
Nem toda nova mídia gera Revoluções Civilizacionais.
Só são revolucionárias as mídias que permitem ampliar estruturalmente a descentralização da cooperação.”
Tudo passa a ser visto como respostas estruturais da Tecnoespécie à necessidade de administrar populações progressivamente maiores e mais complexas.
A Descentralização Progressiva deixa de ser apenas uma tendência histórica observada e passa a ser uma exigência operacional da sobrevivência humana.
Quanto maior a população:
● maior a necessidade de participação distribuída;
● maior a necessidade de autonomia;
● maior a necessidade de responsabilização individual;
● maior a necessidade de curadoria.
O Digital não surge apenas como uma nova tecnologia.
Ele inaugurou um novo Modelo de Cooperação.
Saímos progressivamente da Gestão para a Curadoria.
Da mesma forma que a escrita permitiu o surgimento das organizações mais centralizadas do passado, o Digital inaugura agora um ambiente de cooperação muito mais descentralizado.
A Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo é o principal diferencial da Ciência Social 2.0 proposta pela Escola Bimodal.
Ela permite reinterpretar:
● a economia;
● a administração;
● a psicologia;
● a educação;
● o direito;
● a política;
● e a própria existenciologia.
Quando muda o Motor da História, todas as Ciências Sociais precisam ser revisitadas.
A Ciência Social 1.0 enxergava a sociedade como relativamente estática.
A Ciência Social 2.0 passa a enxergar o Sapiens como uma Tecnoespécie em permanente reinvenção cooperativa.
O Sapiens não muda porque deseja inovar.
O Sapiens muda porque precisa sobreviver com mais gente no planeta.
Por fim, a qualidade de sobrevivência do Sapiens depende da sua capacidade de reinventar, ciclicamente, seus modelos de cooperação diante do aumento progressivo da complexidade demográfica.
É isso, que dizes?










