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Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:

Neste artigo, Nepô apresenta a obsolescência da Ciência Social 1.0 diante da revolução digital, classificando o cenário atual como uma “anomalia pelo fenômeno” sob a ótica de Thomas Kuhn. O autor propõe a transição para uma Ciência Social 2.0, fundamentada na Antropologia da Sobrevivência e no novo Motor da História, argumentando que a pressão demográfica de oito bilhões de pessoas exige novos modelos de descentralização e potencialização individual para lidar com a complexidade da Civilização 2.0.

As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):

O Digital gera uma Anomalia pelo Fenômeno.

Tudo que está ocorrendo na atualidade não pode ser explicado pelos paradigmas existentes na Ciência Social 1.0, que ficou obsoleta.

As teorias de plantão não previram o digital e nem conseguem explicar onde estamos e para onde vamos.

Precisamos, em função da anomalia na ciência social, de um novo Motor da História.

Diria que a explicação do mundo atual é um desafio intelectual, que está aí pedindo urgente detalhamento.

Assumir claramente que a Ciência Social 1.0 está em crise e iniciar a sua reestruturação, a partir de novas premissas.

A crise paradigmática não começa quando surgem novas respostas, mas quando as velhas perguntas já não conseguem mais explicar a realidade.

O Digital não é apenas uma nova tecnologia, mas um novo ambiente civilizacional que altera a própria lógica da sobrevivência humana.

Toda revolução cognitiva redefine silenciosamente o que significa cooperar, decidir e existir em sociedade.

A Ciência Social 1.0 tenta interpretar o século XXI com lentes concebidas para um mundo analógico e demograficamente mais simples.

O que está em jogo não é apenas uma mudança de época, mas uma mudança na forma como o Sapiens organiza sua própria continuidade histórica.

As melhores frases dos outros:

“A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre o que todo mundo vê.” – Arthur Schopenhauer;

“Novas ideias passam por três estágios: primeiro são ridicularizadas, depois combatidas e, por fim, aceitas como óbvias.” – Arthur Schopenhauer;

“O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.” – George Bernard Shaw;

“O principal objetivo de toda ciência é substituir dados empíricos por leis fundamentais que os conectem.” – Max Planck;

“O importante na ciência não é tanto obter novos fatos, mas descobrir novas maneiras de pensar sobre eles.” – William Lawrence Bragg;

“A dificuldade não está em aceitar novas ideias, mas em escapar das antigas.” – John Maynard Keynes;

“A ciência avança não de forma linear, mas por saltos e revoluções paradigmáticas.” – Imre Lakatos;

“Novas tecnologias criam rupturas que demandam teorias reinventadas.” – Clayton Christensen;

“A complexidade humana explode com o crescimento populacional e conexões.” – Paul Kennedy;

“Crises paradigmáticas exigem reestruturação total das ciências sociais.” – Paul Feyerabend;

Vamos ao Artigo:

“A descoberta começa com a percepção de uma anomalia.”Thomas Kuhn.

A história da ciência nos mostra que teorias não são eternas. 

O que nos ajuda a compreender a realidade hoje não vale necessariamente amanhã.

Thomas Kuhn nos trouxe a ideia das anomalias, quando as teorias ficam obsoletas e precisam de uma mudança disruptiva. 

Vamos melhorar e aprimorar as ideias de Kuhn, definindo primeiro que temos na ciência, igual na sociedade, dois tipos de avanços:

  • Avanços Científicos Incrementais – melhorando um pouco o que já existe, o momento do quebra cabeça, com o modelo da tampa bem definido – Kuhn denominou o momento da Ciência Normal;
  • Avanços Científicos Disruptivos – melhorando profundamente o que já existe, o momento de revisão da tampa do quebra cabeça – Kuhn denominou o momento da Ciência Extraordinária. 

Kuhn se refere às anomalias disruptivas, que geravam crises nos paradigmas estabelecidos, mas vamos aprimorar, definindo três tipos de Avanços Científicos Disruptivos:

  • Anomalias pelos fenômenos – aquelas que são criadas por causa de um fenômeno novo, que as teorias de plantão já não conseguem explicar. Exemplo: as mudanças na sociedade, a partir do Digital;
  • Anomalias por tecnologias – aquelas que são criadas pelo surgimento de novas tecnologias, que nos permitem ver ou medir o que antes era impossível. Exemplo: telescópio;
  • Anomalias por genialidades – aquelas que são criadas pelo surgimento de mentes disruptivas, que conseguem juntar conceitos de forma completamente diferente. Exemplo: Einstein

Isso é muito importante.

O Digital gera uma Anomalia pelo Fenômeno.

Frase em destaque: 

Tudo que está ocorrendo na atualidade não pode ser explicado pelos paradigmas existentes na Ciência Social 1.0, que ficou obsoleta.

Frase em destaque: 

As teorias de plantão não previram o digital e nem conseguem explicar onde estamos e para onde vamos.

Frase em destaque: 

Precisamos, em função da anomalia na ciência social, de um novo Motor da História.

O Motor da História, diga-se de passagem, é o epicentro da Ciência Social, que consiga explicar de onde viemos, onde estamos e, provavelmente, para onde vamos.

Frase em destaque: 

Diria que a explicação do mundo atual é um desafio intelectual, que está aí pedindo urgente detalhamento.

Há, assim, sem dúvida, um erro na estrutura básica da compreensão do Sapiens e da própria caminhada humana.

A Bimodais aceitou o desafio do século e desenvolveu as seguintes premissas, usando os quatro camadas da Análise Fenomenológica Padronista:

  1. O fator causante das mudanças é o aumento demográfico;
  2. O fator detonante das mudanças é o surgimento de novas Tecnologias Cognitivas, a partir de 1940, com o surgimento do computador;
  3. O fator consequente é o aumento exponencial da descentralização, que visa criar um Ambiente de Sobrevivência mais compatível com a nova Complexidade Demográfica;
  4. Por fim, o Fator Atuante é a nossa capacidade de criar a Ciência Social 2.0 e assumir as novas responsabilidades do Sapiens 2.0 para lidar com este novo cenário, gerenciando melhor tudo de novo que está surgindo.

Quais são as fórmulas que explica tudo isso, de maneira resumida:

  • Quanto mais gente temos no planeta, mais a sociedade precisa se descentralizar – S = D/C (Sustentabilidade, Descentralização e Complexidade);
  • E quanto mais a sociedade se descentraliza, mais cada Sapiens precisa se potencializar S = P/D (Sustentabilidade, Potencialização e Descentralização).

O novo ambiente midiático, assim, expõe a incapacidade do velho paradigma de explicar um mundo marcado por um novo patamar de Complexidade Demográfica e por formas inéditas de cooperação mais descentralizada.

Não estamos falando de estatística. 

Oito bilhões de Sapiens compartilhando um único planeta não é um número — é uma pressão civilizacional sem precedente na história da espécie. 

Toda estrutura que existe foi desenhada para um mundo com menos gente, menos conexão e menos complexidade. 

O que chamamos de “crise” é, na verdade, o atrito entre uma arquitetura velha e uma demografia nova. 

Estamos diante da necessidade de uma nova forma de compreender a sociedade humana.

O que temos então como desafio?

Frase em destaque: 

Assumir claramente que a Ciência Social 1.0 está em crise e iniciar a sua reestruturação, a partir de novas premissas.

Mais grave.

Com a crise da Ciência Social 1.0 todas as Ciências Sociais correlatas estão em crise também.

Enquanto não assumirmos essas premissas, lidar melhor com a Civilização 2.0 vai ser muito difícil.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

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