Feed on
Posts
Comments

Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:

Neste artigo, Nepô apresenta a hipótese de que toda Revolução Midiática aciona inevitavelmente uma Renascença Civilizacional, exigindo uma reestruturação conceitual e o fortalecimento de paradigmas para formar a nova Formatação Básica Obrigatória (FBO) do Sapiens 2.0. A partir da descentralização da autoridade sobre o conhecimento — exemplificada historicamente pela Reforma Protestante e pelo Iluminismo —, o autor argumenta que a chegada da Civilização 2.0 nos obriga a criar novos ambientes conceituais, como a Existenciologia e a Conhecimentologia, para capacitar Mentes Mais Reflexivas a lidarem com a crescente complexidade do mundo digital.

Vamos ao Artigo:

“Uma civilização é um movimento, não uma condição; uma viagem, não um porto.”Arnold Toynbee;

A Bimodais, assumidamente, é seguidora da Escola de Toronto, que defende que as mídias são os disjuntores das grandes guinadas civilizacionais.

O autor mais contemporâneo desta escola é Pierre Lévy, que identifica quatro Eras Civilizacionais inauguradas por mídias disruptivas:

  • Gestos;
  • Oralidade;
  • Escrita Manuscrita;
  • Escrita Impressa.

(O rádio e a televisão foram mídias incrementais. Ajudaram a administrar uma sociedade cada vez mais complexa, porém sem alterar estruturalmente o modelo de cooperação, contribuindo, aliás, para uma obrigatória centralização. Mas isso fica para outro artigo.)

Curiosamente, boa parte da literatura estuda separadamente as Revoluções Midiáticas e as Renascenças, mas raramente estabelece uma relação estrutural entre elas.

Nossa hipótese é diferente.

As Revoluções Midiáticas e as Renascenças fazem parte de um mesmo fenômeno histórico.

Nossa proposta é que toda Revolução Midiática – que surge a partir de uma mídia disruptiva – gera uma Renascença Civilizacional.

As Renascenças Civilizacionais vêm para criar novos paradigmas mais fortes para uma nova Formatação Básica Obrigatória (FBO).

Obviamente, que não há uma homogeneidade na FBO, mas determinados paradigmas mais fracos passam a ser substituídos por outros mais fortes.

O que temos como demanda do novo Sapiens, que surge nas novas Eras Civilizacionais? Ela demanda:

  • revisão dos alicerces das ciências existentes;
  • crítica aos paradigmas mais frágeis;
  • fortalecimento dos paradigmas mais consistentes;
  • simplificação dos conceitos para facilitar sua disseminação numa sociedade cada vez mais complexa.

Qual é a demanda?

  • A necessidade de um Sapiens mais esclarecido, tomando decisões melhores, com o uso das Mentes Mais Reflexivas;
  • E um intenso questionamento das antigas autoridades produtoras de conhecimento. 

Basicamente, a forma mais sustentável de lidar com a complexidade é dividindo responsabilidades.

Para que as responsabilidades sejam divididas, é preciso que as pessoas tenham ferramentas para decidir melhor.

É justamente essa conexão que nos parece um dos fenômenos mais relevantes e menos estudados da Macro-História.

Toda Renascença exige uma reorganização do ambiente conceitual da sociedade.

As Renascenças não revisam apenas tecnologias e instituições. E isso é a novidade do artigo.

Elas também revisam os próprios critérios pelos quais decidimos o que deve ser considerado verdadeiro.

Talvez o melhor exemplo histórico seja a Reforma Protestante.

Lutero não questionou apenas a Igreja.

Questionou o monopólio da interpretação da verdade.

Ao defender que cada pessoa pudesse ler e interpretar diretamente a Bíblia, iniciou um processo de descentralização da autoridade sobre o conhecimento religioso.

Algumas gerações depois, esse movimento ganhou novo impulso com autores como Voltaire.

Relendo seus textos, percebemos que ele não combate apenas determinadas verdades.

Questiona a própria existência de autoridades intelectuais incontestáveis, as verdades absolutas, que vêm prontas, fechadas e inquestionáveis de um centro todo poderoso.

Hoje, além das verdades religiosas e políticas, convivemos também com uma espécie de crença automática na autoridade científica.

“Os cientistas já provaram isso.”

“A ciência já comprovou aquilo.”

Entretanto, a ciência não é uma autoridade.

A Ciência é um ambiente permanente de diálogo, revisão e aperfeiçoamento, que produz aquilo que chamamos na Conhecimentologia Bimodal de Certezas Provisórias Razoáveis.

São conhecimentos suficientemente consistentes para orientar nossas decisões no presente, mas sempre abertos à revisão diante de novas evidências.

Foi justamente dentro desse movimento de revisão conceitual que a Bimodais decidiu revisar também os ambientes de diálogo responsáveis por compreender a existência humana e o próprio conhecimento.

Entendemos que a Filosofia, por exemplo, cumpriu um papel extraordinário ao longo da história, mas que a chegada da Civilização 2.0 exige ambientes mais especializados e operacionais para enfrentar os novos desafios.

Foi dessa necessidade que surgiu a proposta da Existenciologia, voltada para o estudo da melhor forma de viver e a Conhecimentologia, dedicada ao estudo de como produzimos.

Com isso, quando abordamos aspectos de vidas melhores não estamos falando de filosofia, mas de Existenciologia e quando refletimos sobre o conhecimento, não é mais epistemologia, mas Conhecimentologia.

Como a Revolução Midiática Digital é a mais disruptiva de toda a Macro-História, introduzindo simultaneamente os rastros digitais e as Mentes Artificiais, estamos diante da chegada da Civilização 2.0.

E isso nos obriga a desenvolver uma nova Formatação Básica Obrigatória para o Sapiens 2.0.

Esse processo deverá durar décadas.

Estamos apenas no começo.

Estamos desenhando os primeiros contornos de um território conceitual que começa agora a ser descoberto.

As Revoluções Midiáticas não produzem apenas novas tecnologias e novos modelos de cooperação.

Elas inauguram inevitavelmente Renascenças Civilizacionais, nas quais toda a sociedade precisa revisar suas formas de pensar, validar conhecimentos e preparar uma nova formação básica para as próximas gerações.

Estamos vivendo exatamente um desses momentos históricos.

Não estamos apenas assistindo ao nascimento de novas ferramentas.

Estamos participando da construção dos novos mapas conceituais da Civilização 2.0.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

Leave a Reply