Feed on
Posts
Comments

Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:

Neste artigo, Nepô apresenta os conceitos de Melhorismo e Descentralismo como os pilares conceituais que sustentam a Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo (TDMC) dentro da proposta de uma Ciência Social 2.0. O autor argumenta que o Melhorismo funciona como o motor biológico e evolutivo que impulsiona todas as espécies a buscarem a sobrevivência aprimorada, enquanto o Descentralismo surge na Macro-História humana como a resposta natural e obrigatória para lidar com o aumento da complexidade demográfica. Utilizando exemplos práticos como a transição da monarquia para a república e a ascensão de plataformas digitais como o Uber, o texto demonstra que, apesar de oscilações temporárias, a humanidade tende a adotar e consolidar as inovações que promovem modelos de cooperação mais descentralizados e eficientes.

Vamos ao Artigo:

“O progresso consiste em substituir uma confusão por outra mais útil.”  – William James.

Estamos vivendo na Ciência Social Geral e nas Específicas o que nosso querido Thomas Kuhn chamou de anomalia.

Anomalia ocorre quando determinados fatos não rimam mais com a maior parte das teorias vigentes.

Kuhn nos ensinou que neste momento a Ciência Normal deixa de funcionar e é preciso entrar numa etapa da Ciência Extraordinária.

Diria eu que a Ciência Extraordinária é o momento que vamos construir os alicerces de outro prédio, criar novos pilares.

As ideias de Kuhn valem para todas as ciências, mas temos características específicas quando abordamos a questão do Sapiens e da Sociedade.

Segundo o desenvolvimento da TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo), somos obrigados de tempos em tempos a rever os alicerces gerais da Ciência Social.

São momentos renascentistas, quando os alicerces antigos são revistos para facilitar a vida de um Sapiens cada vez mais responsável e sofisticado.

Dentro dessa revisão geral, por exemplo, consideramos que foi um erro criar um campo de estudos denominado Filosofia e não Padronismo.

O combate, desde os primórdios das reflexões mais consistentes, sempre colocou um embate entre os padronistas (guiados por reflexões, baseadas mais em padrões do que emoções) e os sensibilistas (guiados mais pelas emoções, com baixa reflexão).

Além dessa disrupção, acreditamos que temos que falar da criação da Ciência Social 2.0 (se preferirem a nova Ciência da Inovação), que entende a relação entre: mais gente, novas mídias e novos modelos de cooperação na Macro-História.

A Ciência Social 2.0 enxerga o digital de maneira diferente:

Não acredita que o Digital é um fenômeno inusitado, mas recorrente: mais gente, novas mídias, novos modelos de cooperação – de menos para mais descentralização para que possamos ter mais sustentabilidade;

Isso não é opcional, mas um processo natural e obrigatório na caminhada do Sapiens.

Neste momento, temos um conceito relevante que vamos introduzir como novidade na TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo), que é o Melhorismo.

O Melhorismo faz parte de uma análise tanto do Sapiens quanto das demais espécies de que todos os seres vivos procuram sobreviver melhor amanhã do que hoje.

É algo muito mais instintivo do que reflexivo;

O Melhorismo parte da ideia de que toda espécie viva realiza escolhas tentando melhorar suas condições de sobrevivência.

Nem sempre consegue.

Nem sempre acerta.

Mas a direção das escolhas, principalmente no longo prazo, que se estabelece como rotinas no tempo, aponta para aquilo que cada indivíduo percebe como uma melhoria.

  • Uma planta cresce em direção à luz.
  • Um pássaro procura um lugar mais seguro para fazer o ninho.
  • Um lobo escolhe estratégias para caçar com maior eficiência.
  • O Sapiens faz exatamente a mesma coisa, porém utilizando sua enorme capacidade de inovação.

O Melhorismo não afirma que toda mudança vai na direção da melhoria.

Afirma apenas que toda inovação, seja ela qual for, tirando as insanidades que sempre estão presentes, nasce da tentativa de melhorar de “x” para “y”.

Um detalhe importante: as melhorias podem ir e vir, mas as melhores tendem a sobreviver ao tempo.

Existe, por outro lado, como antônimo ou visão antagonista ao Melhorismo o que podemos chamar de Não Melhorismo.

São abordagens que enxergam as mudanças humanas como algo aleatório, irracional ou desvinculado da busca por melhores formas de sobreviver.

É uma visão que coloca o Sapiens não como uma espécie como as outras, neste aspecto da sobrevivência.

Mas um Sapiens que estala os dedos e a sobrevivência está garantida.

O não melhorismo é uma visão fantasiosa da espécie.

Na caminhada do Melhorismo, sim, podem haver equívocos, que podem durar períodos curtos, mas, com o tempo, tende a prosperar e se disseminar as melhores alternativas, que permitam uma vida melhor.

A visão do Melhorismo antecede, é uma escolha conceitual, que sustenta a TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo).

Por que quando temos mais gente, criamos novas mídias e novos modelos de cooperação? Por que começamos a descentralizar?

Por que a descentralização é a forma mais eficiente para lidar com a complexidade.

A centralização opta por decisões massificadas e todo mundo acaba tendo que se pasteurizar, não se singularizar.

A sociedade fica dependente do centro ser super inteligente e, por mais que ele seja, dificilmente consegue atender a todas as demandas existentes.

Podemos dizer, assim, que além do Melhorismo temos também o Descentralismo, a concepção que o Sapiens tende a descentralização na Macro-História para poder ter uma vida melhor.

Tanto o Melhorismo quanto o Descentralismo são concepções que sustentam as bases da TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo).

Foi assim, depois da chegada da prensa (escrita impressa), por exemplo, a passagem da monarquia mais centralizada para a república, mais descentralizada.

A república é algo perfeito?

Não, claro que não, mas, comparativamente, é mais sofisticada e mais descentralizada do que a monarquia.

Chegamos a fórmula, que se baseia no conceito do Melhorismo, que é S = D/C.

Quanto mais temos Complexidade (C), precisamos de mais Descentralização (D) para que as pessoas possam participar mais das decisões. 

Ou seja, quanto mais gente temos no planeta, mais os modelos de cooperação precisam se descentralizar.

O Descentralismo faz parte do conceito geral do Melhorismo.

Exemplo?

O Uber ajuda a visualizar isso.

Durante décadas, a fiscalização dos táxis dependia quase exclusivamente das prefeituras (liberação para operar e fiscalização dos taxistas).

Era um modelo altamente centralizado.

A quantidade de táxi circulante era pequena e era bem comum não ter táxi em determinado lugar e hora.

Com o Uber, a liberação para trabalhar e a fiscalização sai do centro e migra para cada passageiro.

Há uma descentralização para poder operar e a fiscalização passa a ser feita por cada passageiro. 

Cada usuário se transforma em um pequeno fiscal.

A reputação digital de cada motorista com o tempo substituiu a fiscalização burocrática e centralizada.

O resultado é um modelo mais compatível com sociedades maiores e mais complexas.

Melhorou para todos: passageiros e motoristas, reduzindo custos e permitindo que muita mais gente pudesse ter acesso ao serviço de mobilidade urbana.

Tem problemas? Tem sim, muitos deles poderão ser superados com a Blockchenização do serviço, que virá em breve.

Mas se comparado ao passado, melhorou muito.

O melhorismo fez com que os Ubers passassem a ser muito mais usados do que os antigos táxis. 

Não porque alguém decretou isso.

Mas porque funciona melhor e com um custo menor.

As pessoas aderem porque percebem ganhos concretos.

  • Mais qualidade.
  • Mais rapidez.
  • Mais confiança.
  • Mais disponibilidade;
  • Mais barato.

O mesmo ocorreu com o Waze, com os marketplaces e com praticamente todas as plataformas digitais baseadas em rastros.

Todas elas representam tentativas de melhorar a forma como cooperamos.

O Melhorismo, portanto, antecede a própria TDMC.

Primeiro existe a necessidade permanente de melhorar.

Depois o crescimento demográfico torna essa melhoria obrigatória.

A melhoria obrigatória civilizacional não é algo pequeno, mas grande:

  • Novos Modelos de Comunicação;
  • Que viabilizam novos Modelos de Cooperação, mas descentralizados.

O Melhorismo explica por que procuramos mudar.

A TDMC explica como essa mudança acontece ao longo da Macro História.

Reflexões depois do papo com as MACAVEMIs (Mentes Artificiais Cada Vez Mais Inteligentes):

PS – Dúvida: o “Melhorismo” representa da forma mais precisa a hipótese central ou existe um termo mais adequado que facilite sua distinção em relação às teorias concorrentes? Vou deixar o tempo trabalhar.

O nome mais adequado para o contraponto seria o Não Melhorismo.

O Melhorismo é um princípio geral da vida, que vale para as outras espécies. 

O Descentralismo é um padrão específico de cooperação do Sapiens, no longo prazo, diante do aumento da complexidade demográfica. 

Repare que o DNA cooperativo das outras espécies é instintivo, do Sapiens é Tecno-cultural.

Ou seja, nós podemos alterar o nosso DNA cooperativo no tempo, indo da centralização para a descentralização.

O exemplo mais interessante foi a chegada da República, mais descentralizada do que a monarquia.

Teve idas e vindas? Sim, tivemos, mas hoje as monarquias são republicanas, em alguns poucos lugares e no geral, viraram república e não voltaram para trás.

Ainda:

O Melhorismo explica por que procuramos mudar. A TDMC explica como essa mudança acontece ao longo da Macro-História.

  • Melhorismo = motor geral de todas as espécies, incluindo o Sapiens;
  • TDMC = mecanismo histórico específico.

O Melhorismo não afirma que todas as escolhas individuais produzem melhorias. Afirma que, na Macro-História, tendem a permanecer e se disseminar as soluções que efetivamente ampliam as condições de sobrevivência e cooperação da espécie.

Não permanecem todas as inovações.

Permanecem aquelas que melhor resolvem os problemas cooperativos gerados pelo aumento da complexidade demográfica.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

Leave a Reply