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Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:

Neste artigo, Nepô apresenta a necessidade urgente de uma revisão estrutural nas ciências sociais — propondo a transição para a Ciência Social 2.0 ou Ciência da Inovação — diante da anomalia teórica gerada pelo Mundo Digital. O autor argumenta que as abordagens tradicionais falham em decifrar o cenário atual por não considerarem a singularidade adaptativa e tecnológica do Sapiens, introduzindo ferramentas conceituais como o ECOS (Estudo Comparativo das Outras Espécies com o Sapiens) e a TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo) para demonstrar como novas mídias descentralizadas reinventam progressivamente o nosso modelo de sobrevivência em resposta ao crescimento demográfico.

As melhores frases do artigo (selecionadas pelo Nepô):

Vivemos uma anomalia teórica que precisa ser corrigida.

Mudou a mídia, mudou nossa capacidade de pensar. Mudou nossa capacidade de pensar, uma nova civilização pode ser criada!

O Digital não é apenas uma nova ferramenta como um martelo.

O Digital é uma nova ferramenta que amplia a nossa capacidade de pensar, de cooperar, de nos relacionar, de interagir.

O Digital nos permite criar uma Mente 2.0, que permite ao novo Sapiens recriar a sociedade, superando os limites estabelecidos pela Mente 1.0.

O Digital não altera apenas ferramentas. Ele altera o próprio modelo de sobrevivência cooperativa da espécie, a partir do potencial da Mente 2.0.

É mais uma etapa da longa jornada da Tecnoespécie humana na direção de modelos de sobrevivência mais descentralizados e mais complexos.

O problema — ou melhor, a singularidade — é que conseguimos reinventar continuamente a maneira de sobreviver.

E quando naturalizamos o Sapiens, perdemos a capacidade de perceber o quanto somos uma espécie absolutamente excepcional.

Precisamos criar a Ciência Social 2.0, que parte do aprofundamento da TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo), já que as abordagens dominantes da Ciência Social não conseguiram construir uma arquitetura conceitual suficientemente robusta para interpretar a profundidade das mudanças provocadas pelo Digital;

A Ciência Social 1.0 não faliu por falta de dados, mas por excesso de lentes incapazes de enxergar a profundidade da mutação civilizacional em curso.

Toda anomalia teórica começa silenciosa, até que a realidade se torne impossível de ser ignorada.

O Digital não é apenas uma nova tecnologia: é uma nova camada evolutiva da capacidade humana de cooperação.

A verdadeira singularidade do Sapiens não está apenas em pensar, mas em reinventar continuamente a própria forma de sobreviver.

Mudanças midiáticas profundas nunca alteram apenas a comunicação: elas redefinem a arquitetura da civilização.

Sem compreender o Sapiens como Tecnoespécie, o Digital parecerá apenas inovação incremental e não uma ruptura civilizacional.

As melhores frases dos outros:

“A maior recompensa do ser humano é que, enquanto os animais sobrevivem ajustando-se ao meio em que vivem, o homem sobrevive ajustando a si próprio.” – Ayn Rand;

“Por que será que o biólogo E.O. Wilson consegue distinguir entre dois tipos de formiga a uma distância de 90 metros, mas é incapaz de ver a diferença entre uma formiga e um homem?” – David Premack;

“O homem não é apenas um animal racional; ele é também um animal tecnológico.” – Ernst Cassirer;

“O conhecimento é uma aventura em aberto. O que saberemos amanhã é algo que desconhecemos hoje.” – Karl Popper;

“A revolução digital reconfigura como pensamos, trabalhamos e nos organizamos socialmente.” – Manuel Castells;

“Rejeitar um paradigma sem simultaneamente substituí-lo por outro é rejeitar a própria ciência.” – Thomas Kuhn;

“A ciência progride de crise em crise, de revolução em revolução.” – Thomas Kuhn;

“Mudanças científicas não acontecem por acumulação, mas por substituição de paradigmas.” – Thomas Kuhn;

“As anomalias não são simples falhas, mas o sinal de que um paradigma deixou de funcionar adequadamente na exploração da natureza.” – Thomas Kuhn;

Vamos ao Artigo:

A ciência social 1.0 faliu? Descubra a nova abordagem para decifrar o futuro

Categoria Geral: Inovação Civilizacional Categoria Específica: Epistemologia e Ciência Social 2.0 Link para o áudio do artigo:

(Frases em Destaque ficam abaixo, conforme as escolhas do Nepô.)

“A mente do homem é o instrumento básico de sua sobrevivência. Vida lhe é concedida, mas não a sobrevivência.” – Ayn Rand; 

Na Fenomenologia, ciência que estuda os fenômenos, dentro da Ciênciologia, temos que entender alguns tipos de ruídos, que demandam novas teorias.

Thomas Kuhn chama estes ruídos de anomalias.

Anomalias são provocadas quando determinados fatos não esperados ocorrem e não fazem parte dos repertórios das teorias sobre determinado fenômeno.

A Pandemia foi um exemplo típico de algo que preciso de algum tempo para ser entendido e criar ferramentas para que pudéssemos lidar melhor com ela.

O Mundo Digital, com toda as mudanças que estamos assistindo, é tipicamente uma anomalia, pois as abordagens da Ciência Social:

  • Não só não previu as mudanças;
  • Como também não tem ferramentas teóricas para compreendê-lo.

Assim, a incompreensão que estamos assistindo diante de tudo que ocorre, a partir do Mundo Digital tem nome: vivemos uma anomalia teórica que precisa ser corrigida.

Se não começarmos deste ponto, todas as análises que serão feitas, tenderão a ser muito mais sensibilistas (baseadas em impressões, pouco científicas) e não padronistas (baseadas em padrões, com viés mais científico).

Diria que o primeiro passo para começar a revisão teórica, se inicia com a pergunta básica: quem exatamente é o Sapiens e o que nos diferencia das outras espécies?

No início, comecei a chamar essa comparação, inspirado por Ayn Rand e chamei de Animalogia.

Parecia interessante. Parecia criativo. Parecia resolver o problema.

Mas, com o tempo, fui percebendo que era um conceito fraco.

Primeiro, porque a animalogia é o estudo dos animais, pelo que o nome sugere e não algo comparativo do que queríamos investigar.

Segundo, porque parecia mais um apelido curioso do que um Conceito Forte, que gera mais explicações do que dúvida. 

E terceiro, porque o foco nunca foi “os animais”.

O foco sempre foi outro:

O que o Sapiens tem de diferente das demais espécies para que pudéssemos recomeçar a conversa sobre a Ciência Social?

Vivemos, assim, como nos ajuda Kuhn um momento de Ciência Extraordinária, da revisão estrutural dos paradigmas e não conjuntural.

Na revisão do conceito, com o apoio da Silvinha, minha Assistente Artificial, chegamos em algo melhor – o ECOS.

ECOS — Estudo Comparativo das Outras Espécies com o Sapiens.

O ECOS não é o centro da conversa.

É a ferramenta conceitual que permite aprofundar uma comparação que considero inicial para entendermos o Mundo Digital.

O ECOS não pretende explicar sozinho o Digital. Ele funciona como ferramenta metodológica inicial para reorganizar a forma como interpretamos a singularidade adaptativa do Sapiens.

É uma espécie de primeiro passo.

A questão é simples:

Como podemos compreender corretamente a atual Revolução Civilizacional em curso sem comparar estruturalmente o Sapiens com as demais espécies?

A maior parte das análises sobre o Digital olha apenas para:

  • tecnologias;
  • plataformas;
  • economia;
  • comportamento;
  • política;
  • algoritmos.

Mas quase ninguém olha para a pergunta mais estrutural de todas:

O que existe no Sapiens que permite uma transformação civilizacional dessa magnitude, algo que é só nosso?

Quando começamos a comparar nossa espécie com as demais, aparecem diferenças gigantescas.

A conversa central, assim,  Darwinianamente falando nos remete à sobrevivência.

A forma como nós sobrevivemos, diferente das demais espécies, precisa ser revisada.

Algo como Sobrevivenciologia – o estudo das sobrevivências das outras espécies e do Sapiens – algo para desenvolver mais adiante.

As outras espécies tendem a operar com modelos de sobrevivência relativamente mais estáveis.

Elas até mudam. Evoluem.  Adaptam-se. Isso está em Darwin.

Porém, fazem isso de maneira muito mais lenta, incremental e de forma geneticamente condicionada.

O Sapiens opera de outra forma.

Nós não apenas nos adaptamos ao ambiente de forma genética ou se preferirem instintivamente.

Nós reinventamos progressivamente o próprio modelo de adaptação, pois temos uma capacidade de reflexão muito maior.

Não operamos com uma Mente Única, mas com três mentes: uma mais sensitiva e mais instintiva, outra mais operacional e outra mais existencial, que pode refletir sobre a finitude e dar um sentido à vida.

E isso muda completamente a conversa.

O Sapiens é a única espécie conhecida que consegue alterar estruturalmente sua maneira de sobreviver, através de revisões do modelo de sobrevivência, com um detalhe importante, criando novas tecnologias quando necessário.

E mais, de tempos em tempos, criando Tecnologias Cognitivas – uma espécie de órtese, que permite um salto quântico na nossa mente – nosso órgão central.

Vamos dar um upgrade em Marshall McLuhan:

Mudou a mídia, mudou nossa capacidade de pensar. Mudou nossa capacidade de pensar, uma nova civilização pode ser criada!

É isso que fazemos há milhares de anos:

  • criamos novas mídias;
  • criamos novos modelos de cooperação;
  • reorganizamos a sociedade;
  • descentralizamos decisões;
  • ampliamos a nossa capacidade de lidar com a Complexidade Demográfica Progressiva;
  • mudamos nossa subjetividade;
  • reinventamos a própria civilização, criando novas eras.

Sem uma comparação estrutural com as demais espécies, tudo isso parece apenas “mais uma mudança tecnológica”.

Mas não é.

Estamos diante de um fenômeno muito mais profundo.

O Digital não é apenas uma nova ferramenta como um martelo.

O Digital é uma nova ferramenta que amplia a nossa capacidade de pensar, de cooperar, de nos relacionar, de interagir.

O Digital nos permite criar uma Mente 2.0, que permite ao novo Sapiens recriar a sociedade, superando os limites estabelecidos pela Mente 1.0.

O Digital não altera apenas ferramentas. Ele altera o próprio modelo de sobrevivência cooperativa da espécie, a partir do potencial da Mente 2.0.

É mais uma etapa da longa jornada da Tecnoespécie humana na direção de modelos de sobrevivência mais descentralizados e mais complexos.

Sim, podemos encontrar no universo, vai saber, outras tecnoespécies – somos os únicos no planeta – e se nos compararmos com eles, vamos ver que poderá haver algo parecido.

Ayn Rand, por exemplo, percebeu parte disso quando comparava o humano com os outros animais.

Ela mostrava que o Sapiens precisa pensar para sobreviver, enquanto as demais espécies dependem muito mais do instinto.

A percepção dela era importante.

Mas faltava ampliar a comparação.

O problema não é apenas que pensamos mais.

O problema — ou melhor, a singularidade — é que conseguimos reinventar continuamente a maneira de sobreviver.

Sem um ECOS forte, acabamos interpretando o Digital apenas como uma mudança conjuntural.

Um novo ECOS, com nova abordagem, nos permite enxergar:

  • por que criamos Revoluções Midiáticas;
  • por que descentralizamos progressivamente a sociedade;
  • por que aumentamos a singularização humana;
  • por que o Sapiens 2.0 exige mais autonomia;
  • e por que a Civilização 2.0 altera profundamente nossa forma de viver, trabalhar, aprender e decidir.

É justamente numa nova abordagem do ECOs, chegamos na TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo).

Mais gente, demanda nova mídia, que quando chega de forma descentralizada, nos permite criar um novo modelo de cooperação, que nos leva, de forma espiral, a mais aumento populacional e assim por diante.

Sem comparação estrutural, naturalizamos o Sapiens.

E quando naturalizamos o Sapiens, perdemos a capacidade de perceber o quanto somos uma espécie absolutamente excepcional.

O Digital, no fundo, só pode ser entendido adequadamente quando percebemos isso.

Diante de tudo isso, como arrumamos a casa?

Temos que admitir:

As abordagens da Ciência Social (que vamos chamar de 1.0) estão em crise;

Precisamos criar a Ciência Social 2.0, que parte do aprofundamento da TDMC (Teoria do Demografismo Midiático Cooperativo), já que as abordagens dominantes da Ciência Social não conseguiram construir uma arquitetura conceitual suficientemente robusta para interpretar a profundidade das mudanças provocadas pelo Digital;

E podemos chamar a Ciência Social 2.0 (conceito de sala) de Ciência da Inovação, tendo o norte da análise não mais um estudo do Sapiens estático, mas sempre em processo de modificação.

Conceito de sala – são mais abertos e fáceis de serem compreendidos. E os de cozinha mais herméticos para um público mais especializado.

Tudo isso, obviamente, demanda muito mais estudos, mas o norte, o início da conversa, começa por estes parâmetros.

É isso, que dizes?

O link para o Glossário Bimodal:

https://bit.ly/glossbimodais

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