Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho:
O texto propõe o Formacionismo 2.0 como a atualização consciente da base conceitual que orienta as decisões humanas, argumentando que a crise atual decorre da obsolescência do modelo tradicional (Formacionismo 1.0) frente às transformações pós-digitais. Como uma tecnoespécie essencialmente conceitual, o Homo sapiens responde ao aumento da complexidade demográfica criando tecnologias mentais mais sofisticadas, o que historicamente impulsiona a descentralização, a potencialização singularizadora dos indivíduos e a necessidade contínua de reconceituação de paradigmas. Ao contrário da Filosofia — vista como aparentemente opcional — ou da Educação — focada apenas na transmissão —, o Formacionismo explicita que a formação conceitual é mandatória e inevitável, exigindo novas perguntas e respostas estruturantes para reconstruir o equilíbrio civilizacional, organizacional e pessoal no novo cenário.
Vamos ao Artigo:
“Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.” – Albert Einstein.
Todo diálogo sobre qualquer fenômeno se inicia pelas perguntas estruturantes.
Quando as perguntas não são as mais adequadas, toda relação com determinado fenômeno tende a gerar mais confusão do que explicação – o que significa uma relação inadequada com eles.
Isso vale para qualquer ciência – ou se quiserem, ambientes de diálogo mais científicos.
Apliquemos esta lógica para compreender as mudanças do pós-digital.
O Sapiens, diferente das outras espécies, tem uma sobrevivência mais tecno-cultural do que instintiva – diferente, assim, das outras espécies.
Somos, desde que nascemos, formados para poder viver dentro da sociedade, a partir do que vamos chamar de Formacionismo ou (Formação Conceitual Humana).
Desde casa, depois passando pela a escola, pelas diferentes mídias, amigos, parentes, influenciadores de todos os tipos, vamos sendo formados.
A Formação Conceitual Humana é, assim, a base para a tomada de decisões das pessoas.
Me diga qual Formação Conceitual Humana você teve, como a adaptou para a sua vida e como usa para tomar decisões que te direi quem és.
A raiz principal dos problemas que temos hoje para entender e nos relacionar com o passado, o presente e projetar futuro está justamente na crise do Formacionismo 1.0.
Vejamos:
- O Formacionismo não é algo consciente na vida das pessoas e da sociedade como deveria ser;
- O Formacionismo hegemônico tem bases conceituais que se tornaram obsoletas diante das atuais mudanças;
- Precisamos, como estamos tentando, reajustar o Formacionismo, criando um Formacionismo 2.0.
O Formacionismo 2.0, com várias vertentes, procura criar uma nova base conceitual para que possamos nos situar melhor dentro deste novo cenário.
Entenda, assim, que temos o Formacionismo Tradicional Hegemônico e propostas – de forma mais explícita, ou não, de novos Formacionismos.
O que estamos propondo é justamente:
- Tornar mais consciente o Formacionismo;
- Apontar falhas no Formacionismo mais Tradicional e Hegemônico;
- Propor um conjunto de novas perguntas e respostas, criando uma corrente do Formacionismo 2.0, que pode admitir outras, como temos visto no mercado conceitual atual.
O nosso objetivo, assim, é criar uma proposta do Formacionismo 2.0, apresentando as perguntas e respostas, a nosso ver, mais adequadas.
Coloquemos, assim, as perguntas básicas do Formacionismo, que, independente das respostas, estruturam o ambiente de diálogo:
- Qual a diferença do Sapiens para as outras espécies?
- Quais são os fenômenos macro históricos que nos fazem criar novas Eras Civilizacionais ao longo da nossa jornada?
- Quais são as tendências do Sapiens ao longo da Macro História ao criar novas Eras Civilizacionais?
Das respostas para estas perguntas, temos a estrutura básica da formação do Sapiens.
Vejamos como respondemos.
Qual a diferença do Sapiens para as outras espécies?
- Somos uma Espécie muito mais Conceitual do que Instintiva – o que torna fundamental as bases conceituais com as quais somos formados para que possamos lidar melhor com a realidade;
- Somos, além disso, uma Tecnoespécie – que se utiliza das Tecnologias (Mentais e Corporais) para resolver nossos problemas.
- Ou seja, somos uma Tecno-espécie muito mais conceitual do que instintiva – somos a única do planeta com estas características.
Quais são os fenômenos macro históricos que nos fazem criar novas Eras Civilizacionais ou melhor: como avançamos na história?
- Por sermos uma Tecnoespécie Mais Conceitual podemos, de forma interativa, através de uma co-dependência entre regiões, aumentar a população;
- O aumento populacional, por uma questão matemática, em função do aumento da complexidade, nos obriga a criar Tecnologias Mentais mais sofisticadas, através de novos Modelos de Comunicação, Processamento, Calculagem e Armazenamento;
- Tais tecnologias nos permitem criar Modelos de Cooperação cada vez Mais Sofisticados, sempre na direção, do ponto de vista macro e não micro ou meso histórico, cada vez mais descentralizados;
- Assim, o Fator Causante de novas Eras Civilizacionais é o aumento Progressivo da Complexidade Demográfica, o Detonante é o surgimento de novas Tecnologias Mentais mais sofisticada, o consequente é a criação de novas formas de cooperação e o atuante é uma obrigatória adaptação do Sapiens para viver neste novo contexto.
Quais são as tendências do Sapiens ao longo da Macro História ao criar novas Eras Civilizacionais?
- Diante do aumento da Complexidade Demográfica, a tendência, a partir da chegada e massificação de novas Tecnologias Mentais, é a descentralização, resumida na fórmula (S = D/C – Sustentabilidade, Descentralização e Complexidade). Ou seja, quanto mais gente no planeta, mais teremos a tendência a ambientes cooperativos mais descentralizados, convocando as pessoas a participarem mais dos processos, tornando-os mais fáceis de serem gerenciados;
- Diante do aumento da obrigatória Descentralização, ao longo da Macro-História, a tendência que se caracteriza como a mais adequada é a Potencialização do Sapiens, resumida na fórmula (S = PS/D – Sustentabilidade, Potencialização Singularizadora e Descentralização). Ou seja, quanto mais descentralizamos, mais teremos a tendência a aumentar a responsabilidade das pessoas, através da potencialização e da singularização para que as pessoas possam se tornar aptas a participar mais dos processos;
- Diante do aumento da Potencialização, a tendência que se caracteriza como a mais adequada ao longo da história é a Reconceituação, resumida na fórmula (S = R/PS – Sustentabilidade, Reconceituação e Potencialização Singularizadora). Ou seja, quanto mais potencializamos, mais teremos a tendência rever os antigos paradigmas em todos os níveis: civilizacionais, organizacionais e pessoais para que possamos lidar com o novo contexto.
A Reconceituação não é apenas mais uma tendência histórica. É justamente o processo que torna necessária a revisão do próprio Formacionismo, tornando hegemônico uma nova versão mais próxima da nova realidade.
O Formacionismo, assim, que sempre existiu, é a explicitação de que, o Sapiens sempre foi formado, respondendo determinadas perguntas estruturantes de alguma forma.
O Formacionismo 2.0 é o espaço que estamos criando para uma série de propostas de novas perguntas e respostas.
A qualidade de cada corrente formacionista deve ser avaliada tanto pela adequação das perguntas quanto pela consistência das respostas, sua capacidade de explicar os fenômenos e sua funcionalidade para melhorar a qualidade de vida, principalmente no longo prazo.
O Formacionismo 2.0 Bimodal é uma corrente dentro do Formacionismo 2.0 com proposta de perguntas e respostas.
Entendemos que num mundo que a demanda por mais potencialização e singularidade, é urgente que as pessoas tenham formações mais consistentes.
O Formacionismo 2.0 Bimodal avança ainda para novas perguntas e respostas sobre aspectos organizacionais e pessoais.
Aqui, nossa abordagem é do Formacionismo 2.0 Bimodal Civilizacional, os aspectos organizacionais e Pessoal é assunto para outro artigo, onde poderemos detalhar mais o que consideramos sobre Potencialização Singularizadora.
Adianto porém que a Potencialização Singularizadora é uma tendência que observamos na Macro-História, que tem idas e vindas na micro e na meso, mas é uma tendência obrigatória para o equilíbrio da sociedade.
E ainda:
O Formacionismo 2.0 tem dois movimentos simultâneos:
- Reconceituação: atualizar as bases conceituais do Formacionismo 1.0 diante das mudanças civilizacionais;
- Explicitação: transformar o próprio Formacionismo em objeto consciente de investigação e diálogo.
Por fim, a partir do diálogo com o Copilot:
- Toda Renascença Civilizacional demanda uma revisão da Formação Conceitual Humana. Mudam as tecnologias, os modelos de cooperação e as responsabilidades individuais. As bases conceituais anteriores precisam ser revistas. Isso não é novidade, sempre foi assim;
- A Filosofia foi um dos ambientes históricos dessa revisão. O problema, na sua proposta, é que o nome Filosofia não evidencia a obrigatoriedade da formação conceitual. Parece uma atividade opcional, quando o fenômeno que ela procura compreender é inevitável. O Formacionismo não deixa margem para dúvidas;
- Formacionismo e Educação são coisas diferentes. O Formacionismo trata do conteúdo conceitual que orienta nossas escolhas. A Educação trata dos processos pelos quais esse conteúdo é transmitido e incorporado;
PS – os conceituadores fortes, ditos “filósofos” tiveram contribuições importantes para o formacionismo da sociedade.
A Filosofia – diante do upgrade que estamos tendo no atual cenário, tem que deixar de ser o ambiente organizador mais adequado para a revisão da Formação Conceitual Humana, pois o Formacionismo deixa explícito de que um tipo de formação é obrigatória, pode ser mais ou menos consciente.
A Filosofia deixa uma margem como se tivéssemos escolhas – o que faz com que a formação seja feita de forma mais inconsciente.
É isso, que dizes?
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