O áudio do artigo (exclusivo para os Bimodais, com exceção das quartas, quando disponibilizo na rede.)
O texto do Nepô apresenta sua Metodologia de Leitura, que envolve ler no Kindle da Amazon, marcar trechos do livro com quatro cores diferentes e comentar esses trechos em quatro dias da semana. As novidades incluem uma definição mais clara das cores usadas (Azul para Reforço, Amarelo para Crítica, Rosa para Novidade e Laranja para Frases e Objetivo do Livro) e o salvamento de quatro arquivos distintos no Kindle para comentários separados. Além disso, Nepô menciona uma nova forma de criar Mapas Mentais para agilizar o processo e focar mais no texto.
O texto de Nepô aborda a obra “Inteligência Emocional” de Daniel Goleman, destacando a importância das emoções na vida humana e criticando as abordagens tradicionais da psicologia que priorizam a inteligência cognitiva sobre a emocional. Nepô defende uma nova abordagem, a Ciência Social 2.0, focada na inovação e na adaptação às demandas do Sapiens 2.0. Nepô propõe substituir a dicotomia entre razão e emoção pela noção de sabedoria, que abrange o gerenciamento equilibrado do corpo, mente e emoções para uma vida mais adequada.
Frases de Divulgação do Artigo:
- O Sapiens 2.0 precisa urgente adotar um Modo de Vida, que lhe dê base para poder lidar com mais sabedoria diante do exponencial aumento das escolhas e da informação disponível.
- Não é possível entender o “onde estamos e para onde vamos?” sem que possamos entender a atual Revolução da Sobrevivência 2.0 no Pós-Digital!
- Desenvolver a Sabedoria não é não ter emoções, mas aprender a gerenciá-las sempre na direção de uma vida menos para uma mais adequada.
- Uma vida mais sábia é aquela que tomamos decisões com uma Taxa de Química Emocional adequada a cada situação.
- Coloque a sua mente mais criativa sempre no filé e procure formas, também criativas, de automatizar ou terceirizar o osso.
- O Sapiens 1.0 foi massacrado pelo incentivo a um Individualismo Tóxico, massificado, voltado para coisas e preocupado com a visão de fora para dentro e não de dentro para fora!
- Sabedoria é uma ferramenta humana que gerencia nossa capacidade de lidar com nosso corpo, mente e emoções.
- Goleman é defensor de um Sapiens que controla melhor suas emoções (isso é ótimo), mas, como aquela figura dos cegos e do elefante, ele apalpa o rabo, mas não consegue ver o bicho por inteiro.
Os Mapas Mentais do Artigo:
Vamos ao Artigo:
“Qualquer um pode zangar-se – isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil.” – Aristóteles.
Iniciamos a Bimodalização do livro “Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente” de Daniel Goleman.
Este é o primeiro artigo.
Primeiro parênteses.
Novidades na Metodologia de Leitura
Já faz tempo que eu tenho na minha Metodologia de Leitura:
Sempre lendo pelo Kindle da Amazon;
Marcando trechos do livro sobre aquilo que quero comentar depois nas quatro cores existentes;
Comentando os trechos durante quatro dias da semana.
O que trago de novidade neste artigo?
A definição mais clara das quatro cores Azul (Reforço), Amarelo (Crítica), Rosa (Novidade) e Laranja (Frases e Objetivo do Livro definido pelo autor);
E o salvamento no Kindle de quatro arquivos e não apenas mais um – o que me dá a possibilidade de comentar cada um em separado.
Segundo Parênteses.
Novidades no Mapa Mental
Passei também a utilizar uma nova forma de criar os Mapas Mentais Corriqueiros do artigo para agilizar o processo e me concentrar mais tempo no texto e menos nos mapas.
Frase boa sobre Facilitismo
Estou aqui praticando o Facilitismo, que tem como máxima: coloque a sua mente mais criativa sempre no filé e procure formas, também criativas, de automatizar ou terceirizar o osso.
Entremos no texto.
O livro de Goleman – um clássico escrito em 1995 – entra na Bibliografia Básica pelo tanto que nos ajuda a entender o aspecto e a importância das emoções para uma vida melhor do Sapiens.
Goleman é um dos autores Renascentistas da Inovação Pessoal, que defende:
A importância de nos preocuparmos com as emoções para melhorar nossa qualidade de vida;
Questiona com ênfase às abordagens tradicionais da Psicologia, mais pósventistas do que preventistas;
E em especial a ênfase que é dada na Inteligência (que ele chama de acadêmica ou operacional) e não se destacando a emocional.
Goleman opta por um estilo bem americano de escrita, que inicia todos os capítulos com uma história e depois detalha pesquisas feitas para nos explicar e sugerir formas melhores de lidar com os problemas apresentados.
Os limites da Ciência Social 1.0
O problema de Goleman e de todos os outros autores renascentistas que temos trabalhado são os seguintes:
Todos estão dentro dos Paradigmas Estruturais da Ciência Social 1.0;
Não se consegue dentro da Ciência Social 1.0 enxergar a atual passagem entre duas Civilização (da 1.0 para a 2.0);
Não se entende, por causa disso, as principais e novas demanda do Sapiens 2.0;
Se opera dentro dos limites das Ciências Sociais 1.0;
Por causa disso, se vê uma parte e menos o todo de onde estamos e para onde vamos e o que podemos fazer melhor para ajudar ao Sapiens 2.0.
Diz ele:
“Entre meados de 1970 e meados de 1980, os indicadores de bem-estar entre crianças americanas sofreram um declínio.” // “o tempo “livre” se tornou estruturado e organizado demais. Afinal, a inteligência emocional sempre foi tradicionalmente transmitida nos momentos da vida cotidiana — com os pais e os parentes, e na desordem das brincadeiras livres — que os jovens estão perdendo.”
Por que isso?
Ele diagnostica, mas não explica.
Na nossa visão, o aumento populacional e a massificação das mídias eletrônicas – mais centralizadas – colaboraram para uma crise civilizacional, que tem se estendido até os dias de hoje.
Tivemos o aumento das grandes cidades, crianças que brincavam na rua e aprendiam com outras crianças as malandragens da vida, ficaram, cada vez mais, presas diante da televisão.
Agora, com a chegada da Internet, sem que tenhamos um esforço grande para quebrar o vício nos celulares, o processo continua.
É preciso um grande esforço para criar o novo Modo de Vida 2.0.
Começamos a ter uma saída melhor da Crise Civilizacional 1.0, da seguinte maneira, com a chegada do Digital e da Curadoria:
Novas Alternativas de Fontes de Informação para questionar os Paradigmas Mais Mainstream;
Novas propostas de Modo de Vida Mais Personalizados;
Início das experiências de disseminação destes Modos de Vida Mais Personalizados.
Hoje, com o Digital o Sapiens 2.0 tem mais escolhas e, por causa disso, precisa aumentar a sua Taxa de Responsabilização.
Essa visão mais Macro do atual contexto civilizacional é algo vital para que possamos traçar as estratégias futuras em TODAS as Ciências Sociais, onde se inclui, no caso do Goleman, a Psicologia.
Não é possível entender o “onde estamos e para onde vamos?” sem que possamos entender a atual Revolução da Sobrevivência 2.0 no Pós-Digital!
Por isso, sugiro que tenhamos que dar uma boa rearrumada na Ciência Social na seguinte direção:
Substituir a Ciência Social por Ciência da Inovação ou, se preferirem, Ciência Social 2.0 (com foco na inovação);
Incorporar na Ciência Social 2.0 o tripé do novo Motor da História 2.0 (demografia, novas mídias e novo modelo de sobrevivência) para entender o contexto;
Só depois destes novos Paradigmas voltarmos para as Ciências Sociais Específicas (onde estão a educação e a Psicologia, por exemplo).
Novo Conceito: Individualismo Saudável versus o Tóxico
Diz Goleman:
“Nos países desenvolvidos, a tendência é para um individualismo exacerbado, o que acarreta, consequentemente, uma competitividade cada vez maior.”
Não, Goleman, o problema não é um Individualismo exacerbado, mas um Individualismo Tóxico, um Individualismo Massificado e Não Singularizado – um Individualismo Saudável!
Vejamos a diferença:
Individualismo Saudável – voltado para o desenvolvimento do seu potencial singular, empreendedor, endógeno;
Individualismo Tóxico – sem o desenvolvimento do seu potencial singular, manipulador, exógeno.
O Sapiens 1.0 foi massacrado pelo incentivo a um Individualismo Tóxico, massificado, voltado para coisas e preocupado com a visão de fora para dentro e não de dentro para fora!
Consolidação do conceito Modo de Vida
Todo o esforço renascentista de criar o Modo de Vida 2.0, que estamos assistindo no início da Civilização 2.0 nos leva para a seguinte direção:
Mais Singularização;
Mais Endogenia (visão de dentro para fora e não de fora para dentro);
Melhor gerenciamento dos nossos diferentes Eus (Mentais, Emocionais e Corporais).
Ele diz:
“Essa visão de mundo traz consigo o isolamento e a deterioração das relações sociais.”
Qual visão do mundo?
Repare que é inócuo questionar o Individualismo Tóxico sem sabermos a causa de sua existência e nem as saídas saudáveis e sustentáveis que temos para colocar o Individualismo Saudável no lugar.
Goleman é defensor de um Sapiens que controla melhor suas emoções (isso é ótimo), mas, como aquela figura dos cegos e do elefante, ele apalpa o rabo, mas não consegue ver o elefante inteiro.
O Sapiens 2.0 precisa urgente adotar um Modo de Vida, que lhe dê base para poder lidar com mais sabedoria diante do exponencial aumento das escolhas e da informação disponível.
Em síntese, Goleman como argumento principal é um questionador:
Da visão de que uma pessoa inteligente é aquela que tem potencial cognitivo para exercer um tipo de tarefa;
Ele aposta que todo o potencial humano só pode ser melhor desenvolvido, se houver um grande esforço do gerenciamento das emoções.
Diz ele sobre isso:
“Nos níveis mais altos, os modelos de competência para liderança consistem geralmente em algo em torno de 80% a 100% de habilidades do tipo QE.” // “Identificam seus principais líderes, descobriremos que os indicadores de QI e aptidões técnicas caem para o final da lista quanto mais alto for o cargo. (O QI e as aptidões técnicas são fortes indicadores de excelência em empregos menos qualificados.)”
Vício Dialógico: não usem Inteligência Emocional optem por Sabedoria!
Aqui, entretanto, temos um Vício Dialógico de Dicotomia Inadequada.
Inteligência Emocional faz sucesso? Faz.
Mas ela se contrapõe a que tipo de outra inteligência? A operacional?
Quando Goleman critica o QI (Quoeficiente de Inteligência), sugerindo o QE (Quoeficiente Emocional), a coisa não faz sentido.
Diria que o que estamos falando não é de Inteligência, mas de Sabedoria.
Sabedoria é uma ferramenta humana que gerencia nossa capacidade de lidar com nosso corpo, mente e emoções.
O que Goleman defende, mas não se expressa bem, é o aumento da Taxa de Sabedoria do Sapiens no gerenciamento da sua vida.
Eu, na procura de aumentar a minha Taxa de Sabedoria, preciso:
Aprender e procurar desenvolver os meus potenciais;
Gerenciar melhor meu corpo e minha mente;
E, dentro dos contextos que vivo, as emoções que vão surgindo e precisam ser gerenciadas.
Diga não a falsa dicotomia emoção versus razão!
Temos um problema aqui – e Goleman é um reprodutor do mesmo – da falsa dicotomia entre razão e emoção.
Diz ele:
“Como sabemos por experiência própria, quando se trata de moldar nossas decisões e ações, a emoção pesa tanto — e às vezes muito mais — quanto a razão.”
Temos optado por questionar sempre o conceito de razão e trocá-lo por reflexão.
Por quê?
A falsa dicotomia razão versus emoção nos leva a uma confusão de que existe razão pura, ou razão desemocionada.
Isso é impossível!
O Sapiens está inundado de químicas emocionais e não existe a possibilidade de decidirmos algo com química zero.
Uma vida mais sábia é aquela que tomamos decisões com uma Taxa de Química Emocional adequada a cada situação.
Como nos ensina Aristóteles na sua maravilhosa frase, que abre o artigo:
“Qualquer um pode zangar-se – isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil.”
Desenvolver a Sabedoria não é não ter emoções, mas aprender a gerenciá-las sempre na direção de uma vida menos para uma mais adequada.
E nisso há concordância com o Goleman, quando ele diz:
“Aspectos fundamentais do QE — autoconsciência, autocontrole, consciência social e a habilidade de gerenciar relacionamentos — se traduzem em sucesso profissional.”
Na frase acima, troque QE por Taxa de Sabedoria.
Diz ele:
“Porém o QI cai por terra quando a questão é prognosticar quem, em meio a um grupo talentoso de candidatos dentro de uma profissão intelectualmente exigente, será o melhor líder.”
Diria que o que faz diferença na vida das pessoas é a capacidade que temos de aumentar a nossa Taxa de Sabedoria. Como?
Procurar progressivamente os nossos talentos para colocá-los na vida de forma sustentável;
E gerenciar cada vez melhor nosso corpo, nossa mente e, por consequência, nossas emoções.
Ele aposta:
“Finalmente, imagino um dia em que a inteligência emocional será tão amplamente compreendida que não será preciso mais discuti-la, pois ela já terá se fundido às nossas vidas.”
Aqui temos o reforço do que ficou mais claro na semana passada.
Papo Ikigai
Quando vemos uma vila no Japão que tem o Ikigai como um Modo de Vida, fica claro do que estamos falando.
O Ikigai é um Modo de Vida, que é baseado em sugestões de Sabedoria Mais Fortes e por isso:
Gera tanto um aumento na Taxa de Felicidade;
Como um aumento na Taxa de longevidade.
Porém, aquelas vilas japonesas que abraçaram o Modo de Vida Ikigai, até o momento, não tiveram:
Variação Demográfica;
Variação Midiática;
O que permitiu a continuidade da difusão do Modo de Vida.
O que falta a Goleman – e aos psicólogos renascentistas – é compreender que a Taxa de Qualidade do Modo de Vida do Sapiens tem variações no tempo da seguinte maneira:
Centralização dos Ambientes de Sobrevivência por qualquer motivo;
Aumentos populacionais, que nos levam, no primeiro momento, ao aumento da Centralização dos Ambientes de Sobrevivência até que possamos criar e massificar mídias descentralizadoras.
No passado, já tivemos o aumento da Taxa da Sabedoria, como temos em regiões isoladas.
O que precisamos agora é produzir um esforço para dentro do atual cenário da Civilização 2.0, com oito bilhões de Sapiens (e aumentando) de sair de e ir para:
Sair e questionar o Modo de Vida 1.0 mais pasteurizador, exógeno, coisitivista e instagrante;
Para a difusão do Modo de Vida 2.0, mais singularizador, endógeno, sensibilista e empreendedor.
É isso, que dizes?
“Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em meio à complexidade da transformação digital.” – Leo Almeida.
“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente extremamente organizada, o que torna os conteúdos da Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo mundo.” – Fernanda Pompeu.
“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.” – Claudio de Araújo Tiradentes.
Bem vindo à Bimodais – estudamos a nova Ciência da Inovação, que se divide em Inovação Civilizacional, Grupal e Pessoal.
Estamos mais focados em 2024 na Inovação Pessoal.
Estamos entrando na Décima Primeira Imersão (de maio a junho de 2024.)
Valor: R$ 200,00, no pix.
Bora?
Quer doar e ganhar quatro aulas de aula gravada?
Por aqui:
https://chk.eduzz.com/2358389
Mais dúvidas?
Me pergunta….
Abraços,
Nepô.
Com prazer informo que meu novo livro foi este mês para as livrarias. Já está à venda na Amazon: https://a.co/d/3r3rGJ0