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Resumo do artigo feito pelo Tio Chatinho

Neste artigo, Nepô apresenta uma lente mais estrutural para compreender quem, de fato, impulsiona a inovação na sociedade. A partir da Ciência da Inovação, ele propõe a distinção entre quietos, inquietos e superinquietos, destacando que a inovação não é fruto de inteligência superior, mas de diferentes posturas cognitivas diante do mundo. O texto mostra como a inovação é um processo coletivo, sequencial e vital para a sobrevivência do Sapiens na Civilização 2.0, no qual ruptura e consolidação dependem da interação entre esses perfis.

As melhores frases do artigo (sem seleção):

Muito se fala em inovação, mas não se fala em ciência da inovação.

A inovação não é um fenômeno periférico, ela é estrutural no Sapiens.

A distinção entre inquietos e quietos não fala de inteligência maior ou menor, fala de postura cognitiva inovadora diante do mundo.

São os quietos que garantem a estabilidade, a repetição eficiente e a consolidação das inovações.

Os inquietos conseguem se distanciar da realidade dada, olhar de fora e desconfiar do que parece óbvio.

A capacidade de questionar a formatação básica obrigatória faz dos inquietos os principais geradores do ponto de partida das inovações.

Super inquietos costumam incomodar mais, errar mais e, paradoxalmente, abrir caminhos que só serão compreendidos muito tempo depois.

Sem inquietos, não há ruptura; sem quietos, não há consolidação.

A inovação deixou de ser uma opção estratégica e passou a ser uma obrigação existencial.

Inovar é um jogo de diferença, não de superioridade de uns sobre os outros.

A inovação não nasce do entusiasmo coletivo, mas da fricção cognitiva com o que já está dado.

Falar de inovação sem uma ciência da inovação é confundir emoção com explicação.

O Sapiens inova não por genialidade ocasional, mas por necessidade estrutural de sobrevivência.

Inquietude não é superioridade intelectual, é uma postura diferente diante da realidade.

Os quietos não atrasam a inovação; eles são a condição para que ela se sustente no tempo.

Toda ruptura começa com poucos, mas só se torna civilizatória quando muitos a consolidam.

O erro histórico foi tratar inovadores como exceções, quando eles são funções do sistema.

A abstração precede a inovação, assim como a execução garante sua permanência.

Sem distinguir perfis cognitivos, projetos inovadores nascem cegos para seus próprios limites.

Na Civilização 2.0, a inquietude deixou de ser tolerada e passou a ser indispensável.

As melhores frases do artigo (selecionadas):

A inovação não é um fenômeno periférico, ela é estrutural no Sapiens. (6 votos)

Sem inquietos, não há ruptura; sem quietos, não há consolidação. (6 votos)

Muito se fala em inovação, mas não se fala em ciência da inovação. (4 votos)

A inovação não nasce do entusiasmo coletivo, mas da fricção cognitiva com o que já está dado. (3 votos)

A inovação deixou de ser uma opção estratégica e passou a ser uma obrigação existencial. (2 votos)

O Sapiens inova não por genialidade ocasional, mas por necessidade estrutural de sobrevivência. (2 votos)

Falar de inovação sem uma ciência da inovação é confundir emoção com explicação. (2 votos)

Na Civilização 2.0, a inquietude deixou de ser tolerada e passou a ser indispensável. (2 votos)


As melhores frases dos outros:

“A inovação não é o resultado do pensamento lógico, embora o produto final esteja estruturado em uma forma lógica.” – Albert Einstein.

“O homem razoável se adapta ao mundo; o homem irracional persiste em tentar adaptar o mundo a si mesmo. Portanto, todo progresso depende do homem irracional.” – George Bernard Shaw.

“A maior parte da inovação não vem de um ‘estalo’ solitário, mas sim de pessoas que questionam o que todos os outros aceitam como óbvio.” – Peter Drucker.

“Os inovadores são necessariamente rebeldes, e por isso raramente são populares.” – Peter Drucker

“A inovação distingue um líder de um seguidor.” – Steve Jobs.

“Os grandes avanços vêm daqueles que veem possibilidades onde outros veem tradições.” – Robert Kennedy.

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” – Albert Einstein

“Os indivíduos criativos são estranhos. São adaptados para a mudança, para o movimento, para a instabilidade, para a novidade.” – Carl Rogers

Vamos ao Artigo:

“As grandes ideias surgem na reunião de duas mentes – mas somente se uma delas for criativa.” Isaac Asimov

Temos uma dificuldade histórica em entender quem, de fato, puxa a inovação dentro da sociedade. 

Reparem que muito se fala em inovação, mas não se fala em ciência a inovação.

É como se estivéssemos procurando entender o fenômeno da inovação mais no emocional e não usando a reflexão.

O papel das ciências é organizar o diálogo e ajudar a separar o que são as teorias e metodologias mais fortes das mais fracas.

Se entrarmos sob o ponto de vista da Ciência da Inovação como podemos dividir os perfis do Sapiens – algo bem útil para guiar os projetos inovadores.

Ao longo do tempo, tentamos explicar isso com rótulos como superdotados, gênios ou superinteligentes. O problema é que essas categorias nunca foram pensadas do ponto de vista da inovação. 

A inovação não é um fenômeno periférico. Ela é estrutural no Sapiens. Sempre existiu e sempre foi e será decisiva para nossa sobrevivência. 

Precisamos criar uma lente mais adequada para compreender os perfis humanos envolvidos no processo da inovação.

Neste artigo, proponho uma distinção mais simples dos dois perfis básicos da inovação: inquietos e quietos.

Faço aqui uma hipótese a ser testada por pesquisas:

  • Cerca de 80% de quietos; 
  • Cerca de 20% de inquietos.

Essa divisão não fala de inteligência maior ou menor. Ela fala de postura cognitiva inovadora diante do mundo.

Os quietos operam majoritariamente com uma aproximação maior com a Mente Primária. 

A Bancada Reflexiva entre as Mentes Primária e Secundária/Terciária de um inquieto é menor. Isso significa menor capacidade abstrativa e, portanto, criativa.

Os quietos tendem a aceitar a formatação básica obrigatória da sociedade, reproduzindo paradigmas, modelos e práticas já validadas pelo mainstream.

Isso não é um defeito. Pelo contrário. 

São os quietos que garantem a estabilidade, a repetição eficiente e a consolidação das inovações depois que elas surgem.

Os inquietos, por outro lado, têm maior facilidade de acionar a Mente Secundária e, em alguns casos, a Mente Terciária. 

Eles conseguem se distanciar da realidade dada, olhar de fora e desconfiar do que parece óbvio.

Os Inquietos não são, necessariamente, mais inteligentes. São mais abstrativos. Conseguem perguntar:

“E se tal coisa estiver errada?” “Por que sempre fizemos assim?” “Existe outro caminho possível?”

Essa capacidade de questionar a formatação básica obrigatória faz dos inquietos os principais geradores do ponto de partida das inovações.

Dentro do grupo dos inquietos, existe um subconjunto ainda menor, algo em torno de 2% da população total: os super inquietos.

Super Inquietos não apenas questionam o mainstream, mas conseguem propor rupturas mais profundas, especialmente em projetos muito diferenciados ou em momentos de forte crise civilizacional.

Eles costumam incomodar mais, errar mais e, paradoxalmente, abrir caminhos que só serão compreendidos muito tempo depois.

Um erro comum é imaginar que a inovação acontece apenas na cabeça de indivíduos brilhantes. Na prática, ela é um processo coletivo e sequencial.

  1. Um projeto nasce a partir da visão externa dos inquietos;
  2. Em projetos mais radicais, os super inquietos entram com maior força no início;
  3. Conforme a ideia ganha forma, mais inquietos aderem;
  4. Por fim, os quietos entram em cena para consolidar, escalar e operacionalizar.

Sem inquietos, não há ruptura. Sem quietos, não há consolidação.

Estamos entrando em um mundo muito mais dinâmico, descentralizado e instável. A inovação deixou de ser uma opção estratégica e passou a ser uma obrigação existencial.

Nesse cenário, ignorar os perfis da inovação é um erro grave.

Projetos, organizações, escolas e sociedades precisam aprender a identificar, proteger e aproveitar melhor seus inquietos, sem desvalorizar os quietos.

Não se trata de criar hierarquias morais, mas de reconhecer funções distintas dentro de um mesmo processo evolutivo.

Se quisermos inovar de forma mais consciente, precisamos abandonar explicações simplistas baseadas apenas em inteligência ou talento individual.

A distinção entre inquietos e quietos oferece uma lente mais estrutural, mais conectada com a natureza do Sapiens e com os desafios da Civilização 2.0.

Inovar é um jogo de diferença, não de superioridade de uns sobre os outros.

Por fim, aumentar a taxa de inquietude na sociedade passou a ser vital, pois a demanda por inovação se tornou exponencial.

Na Civilização 1.0, de mídia centralizada e baixa complexidade, podíamos nos dar ao luxo de manter os inquietos nas margens. 

No mundo Sapiens 2.0, a realidade se tornou volátil e exponencial. 

A inquietude deixou de ser um traço de personalidade exótico para se tornar a competência central de sobrevivência. 

Precisamos, urgentemente, aprender a ‘desformatar’ o potencial criativo represado, transformando a inquietude latente em inovação aplicada.”

Isso é papo para um outro artigo.

É isso, que dizes?

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